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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Palmeiras manterá Academia Store na camisa


O Palmeiras jogará com o logotipo da Academia Store, rede de lojas de produtos oficiais do clube, em seu uniforme até o fim do Campeonato Brasileiro de 2012. A marca da empresa ficará exposta no ombro da camisa alviverde.

A cadeia de lojas, gerida pela Meltex, será lançada em dezembro. No empate do Palmeiras com o Botafogo, pela 34° rodada da Série A, a marca já pode ser vista no uniforme do clube.

“Queremos dar nossa contribuição para fomentar a paixão do torcedor e gerar novas receitas para o clube”, comentou Gaston Krause, diretor de marketing e operações da Meltex.

O novo patrocinador manterá seu logotipo nos quatro jogos últimos jogos do campeonato, contra: Fluminense, Flamengo, Atlético- GO e Santos. As próximas partidas representam a última chance de o time escapar do rebaixamento para a Série B do torneio nacional. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27419/Palmeiras-mantera-Academia-Store-na-camisa/index.php

Após entraves, Paraná e Caixa negociam para 2013


Por Mauro Zafalon

Na zona intermediária da Série B, o Paraná já negocia com patrocinadores para a próxima temporada. Apesar de encerrar o ano sem patrocínio na cota máster do uniforme, o clube paranaense pode anunciar a Caixa Econômica Federal para este setor a partir de 2013.

“Não fechamos com a Caixa anteriormente por questões documentais. No entanto, as negociações com a companhia para o ano que vem estão em andamento”, esclareceu Vladimir Carvalho, vice-presidente de marketing do Paraná.

Em julho, o arquirrival Atlético-PR e o catarinense Avaí assinaram com a instituição financeira. Na época, cogitou-se que o time tricolor faria o mesmo. Por conta dos entraves citados pelo dirigente, contudo, o vínculo não pôde ser selado.

A equipe paranista também está em processo de renovação com dois patrocinadores: a empresa de combustíveis Potencial e a marca de materiais elétricos e ferramentas Fox Lux.

O Paraná é o 13º colocado na Série B. Ainda com chances matemáticas de rebaixamento, o clube de Curitiba enfrentará o CRB, na terça-feira, em Maceió, pela 35ª rodada da competição.


Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27416/Apos-entraves-Parana-e-Caixa-negociam-para-2013/index.php

Santa Cruz espera eleições para fechar parcerias


Por Rodolfo Gomes

Eliminado na disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, o Santa Cruz já pensa em 2013 como o ano de sua redenção. No entanto, as eleições presidenciais, que acontecem no dia 7 de dezembro, tendem a frear as negociações com patrocinadores para a próxima temporada. 

Todos os contratos de patrocínio da equipe pernambucana terminam no fim deste ano. "Teremos de esperar as eleições para concluir alguns negócios, mas não estamos parados", afirmou Luiz Henrique Vieira, diretor de marketing do clube. 

Ainda não está definido se as férias dos jogadores serão antecipadas. Uma reunião nesta quinta-feira servirá para estipular o cronograma do clube para os próximos 60 dias. O certo é que o Santa Cruz só volta a campo em 2013, pelo Campeonato Pernambucano.  

O time tricolor é o que possui a maior média de público no Brasil, com 36,9 mil pessoas por partida. De acordo com uma pesquisa realizada pela Pluri Consultoria, o clube ocupa a 39ª colocação mundial no quesito. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27406/Santa-Cruz-espera-eleicoes-para-fechar-parcerias/index.php

Antes de decisão final da Fifa, Jerome Valcke volta a alertar o país


Para o dirigente, é um erro considerar a Copa das Confederações como uma preliminar do Mundial 2014

A três dias de bater o martelo em relação às sedes da Copa das Confederações, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, voltou a alertar o país em relação à preparação para a Copa das Confederações. Para ele, é um erro considerar a competição como uma "mera preliminar" da Copa do Mundo 2014. As declarações foram feitas na última sexta-feira (2), em artigo publicado no site da entidade.

Segundo ele, a apenas sete meses do início do torneio-teste, o momento é crucial. "Uma vez iniciada a venda de ingressos, será muito complicado se qualquer uma das sedes vier a ter problemas para receber as partidas. E aqui aproveito para bater mais uma vez na tecla da prontidão", disse.

Essa etapa da preparação será iniciada no próximo dia 3. Dois dias antes, em São Paulo, ocorrerá o sorteio dos dois grupos da Copa das Confederações.

Valcke também ressaltou a importância dos estádios serem testados antes do megaevento. De acordo com o dirigente, por conta disso a Fifa exige que os estádios das grandes competições precisam ser concluídos seis meses antes do primeiro jogo.


Prezados amigos do futebol,

A contagem regressiva para a Copa das Confederações da FIFA 2013, a primeira a ser disputada na América do Sul, já começou. Dentro de 225 dias, em 15 de junho de 2013, o Festival dos Campeões terá início em Brasília, com a promessa de um espetáculo de futebol do mais alto nível, protagonizado por oito respeitáveis campeões. Entre os competidores estarão nada menos que a atual vencedora da Copa do Mundo da FIFA, a Espanha, bem como a Itália, o Uruguai e o anfitrião Brasil (que chegará à inédita marca de sete participações consecutivas), ao lado dos campeões continentais México, Japão, o estreante Taiti e o ganhador da próxima Copa Africana de Nações.

Na semana que vem, confirmaremos com o Comitê Organizador Local e o ministro dos Esportes do Brasil, Aldo Rebelo, a relação final das cidades-sede do torneio e anunciaremos todos os detalhes sobre a venda de ingressos em coletiva de imprensa a ser realizada no Museu do Futebol, em São Paulo. O evento será transmitido ao vivo no FIFA.com. No dia 1º de dezembro, uma cerimônia no Pavilhão de Exposições do Anhembi revelará os adversários de cada seleção para as duas semanas de disputas.

Este é um momento crucial para nós, organizadores, porque, uma vez iniciada a venda de ingressos, será muito complicado se qualquer uma das sedes vier a ter problemas para receber as partidas. E aqui aproveito para bater mais uma vez na tecla da prontidão. A questão não é ter tudo concluído no dia da abertura do torneio, mas a tempo para a realização de pelo menos dois eventos-teste. É por isso também que sempre reiteramos a necessidade de os estádios das grandes competições da FIFA estarem prontos seis meses antes do primeiro jogo.

Sei que isso parece muito tempo, mas na verdade não é. Novos estádios, sobretudo, precisam de mais tempo para serem completamente testados em vários eventos de diferentes dimensões. Da parte elétrica ao controle de multidões, passando pela atuação dos stewards (agentes de segurança interna), pelo transporte público e pela operação de estacionamento, todos os processos precisam estar bem consolidados para garantir que, no momento em que começar a Copa das Confederações da FIFA em junho, quando o Brasil estará sob os holofotes do mundo, não enfrentaremos nenhum contratempo operacional significativo. Precisamos assegurar que os torcedores tenham uma experiência inesquecível, livre de qualquer inconveniente logístico.

A Copa das Confederações em si é uma prova de fogo para a FIFA e os organizadores do país anfitrião, já que praticamente todos os aspectos da preparação estarão sob análise minuciosa. Seria um erro, no entanto, considerar o torneio uma mera preliminar da Copa do Mundo da FIFA 2014. Embora as suas 16 partidas correspondam a apenas um quarto da tabela do Mundial, a lista de notáveis participantes é igualmente atraente. Não é nenhum exagero dizer que a competição jamais reuniu tantos competidores de peso, entre eles quatro campeões da Copa do Mundo da FIFA que, juntos, conquistaram 12 dos 19 títulos mundiais. Aliás, cinco das seleções classificadas também estiveram presentes no primeiro torneio da FIFA sediado pelo Brasil, a Copa do Mundo da FIFA 1950: Itália, México, Espanha, Uruguai e Brasil.

A venda de ingressos ao público terá início no dia 3 de dezembro de 2012, pelo FIFA.com, oferecendo aos torcedores brasileiros uma grande oportunidade de vivenciar encontros fascinantes dentro de campo e nas arquibancadas, em uma atmosfera de Copa do Mundo da FIFA. A nossa expectativa é de que os estádios estejam lotados em todas as cidades-sede. Tenho certeza de que tudo isso aumentará ainda mais a expectativa dos torcedores de futebol do mundo inteiro de vir ao Brasil para a Copa do Mundo da FIFA 2014.

A Copa das Confederações da FIFA dará vida ao Slogan Oficial "Juntos num só ritmo/All in one rhythm" com um alegre e emocionante Festival dos Campeões. Após mais de quatro anos de preparação, mal posso esperar para ver a bola rolar.

Até logo

Jérôme Valcke

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10991/ANTES+DE+DECISAO+FINAL+DA+FIFA+JEROME+VALCKE+VOLTA+A+ALERTAR+O+PAIS.html

Brasil será o país do Judô até 2016


Por Murilo Borges

O Brasil receberá praticamente todas as principais competições de Judô até o fim de 2016.

No fim do mês passado, Salvador sediou o Mundial por Equipes em que o país saiu com a medalha de bronze no masculino e no feminino (essa inédita).

Em 2013, do dia 26 de agosto ao dia 1 de setembro, o Rio de Janeiro recebe o Mundial individual e por equipes da categoria, além da tradicional etapa do Grand Slam que acontece anualmente.

Dois anos depois, em 2015, mais uma vez o Mundial individual no Brasil, esse já contando pontos para uma vaga nos Jogos Olímpicos.

O Mundial é a competição mais importante do ano no judô, enquanto o Grand Slam do Rio, ao lado do de Paris, Tóquio e Moscou formam, como no tênis, uma série de alto nível que normalmente conta com os principais judocas do mundo.

Em 2016, o evento que todos nós esperamos as Olimpíadas em que o Judô chega para ser o carro chefe da delegação brasileira no quadro de medalhas.

Acho que o Brasil conquista uns seis pódios das catorze categorias olímpicas do esporte. E vocês?

Fonte: http://blogs.band.com.br/alemdopodio/ate-2016-o-brasil-sera-o-pais-do-judo/

Ary Graça: ‘Mudar para quê? Se é bom, fica. Se não é, sai’


Novo presidente da FIVb está licenciado da CBV, mas mantém o poder por perto

Por Ary Cunha

RIO - A galeria de troféus da CBV, na Barra da Tijuca, virou sala de espera do novo escritório da FIVb. Quando não está na Suíça, é de lá que Ary Graça Filho comanda os rumos do vôlei mundial desde que assumiu a entidade, em setembro. Defensor das reeleições ilimitadas, ele está licenciado na CBV e na Sul-Americana, mas mantém o poder por perto.

O escritório da FIVb vai ficar mesmo junto com a sede da CBV?
Separei essa parte aqui e passou a ser FIVb, com porta fechada, tudo direitinho. Contato com a CBV até tem, é só descer e entrar lá. E a Sul-Americana de Vôlei é no prédio aqui em frente.
Cercou tudo, hein, presidente...
Você que está falando. Não bota isso na minha boca (risos). E ainda tem o COB do outro lado da rua (na Avenida das Américas). Cerquei mais ainda.

O que vai mudar no vôlei com sua chegada à presidência da FIVb?
A estrutura vai mudar. Vamos implantar o modelo de gestão que tenho no Brasil, de unidades de negócios. Lá, o setor de desenvolvimento, encarregado de expandir o esporte, é o mesmo que cuida da área técnica, para aprovar bolas, equipamentos, redes... Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Então, vamos implantar uma administração moderna. Mandei instalar equipamentos de vídeo conferência aqui, nas federações e lá em Lausanne. Isso evita que tenha de estar presente em todos os lugares. Mas, nesse início, terei de ficar mais lá do que aqui, para implementar isso tudo.

Qual é o maior desafio do vôlei, em termos globais?
O desafio é vender. Hoje, o voleibol mundial está restrito. Somos fortes apenas em 20, 25 países. No resto, ficamos em níveis inferiores. Estamos em 220 países, mas como esporte dos principais são apenas 25, porque temos muitos na Europa. Se reparar nos últimos 60 anos, só seis países foram campeões mundiais. Desses seis, Rússia e Brasil tiveram praticamente 50% dos títulos. Então, a coisa está muito concentrada. E a ascensão do Brasil é recente. Campeões olímpicos, são apenas sete. Do ponto de vista de marketing, não temos um mercado. A finalidade imediata é fazer com o vôlei de quadra o que fiz na praia, com a Continental Cup, que trouxe 143 países para disputar vaga nas Olimpíadas. Levou dois anos e meio, mas pôs na parada Vanuatu, Ilhas Cook, Barbados, Cayman e outros países esquecidos. A palavra é oportunidade. E para todo mundo.

Mas expandir o vôlei de quadra não é mais complicado?
O vôlei de quadra é mais caro, não são só duas duplas. Tenho que ampliar mercado, mudando as fórmulas de competição, para serem mais comerciais. A Liga Mundial hoje reúne 16 times. Fiz uma proposta de competição apenas com os oito melhores times do mundo. E aí, teria uma Segunda Divisão com outros oito e a Terceira, dando oportunidade para o mundo inteiro entrar, por continente, num modelo mais barato. Em todas elas, um sobe e outro cai. Isso nunca houve na Liga Mundial. É uma sugestão que acho que vai ser aprovada, mês que vem.

Como no futebol, vai cair gente boa.
Aí está a emoção do negócio. Não pode perder. Um bom vai cair. Na prática, o que vai acontecer? Ninguém mais vai mandar segundo time para jogar a primeira fase. A maioria hoje aproveita para fazer experiência. Até o Brasil sempre fez isso. Ano passado, só fomos nos classificar no último jogo. Todos os times mandam jogadores novos. A Liga é competição séria, não é lugar para treinamento. É para pôr em quadra os melhores. E o mesmo vai valer também para o Grand Prix feminino.

Se essa proposta passar, o senhor vai comprar uma briga com o Bernardinho e o Zé Roberto.
Vou ser obrigado a dar uma resposta diplomática. Competição comercial, para desenvolver mercado e não ser deficitária, tem que ser com os melhores jogadores. Se quiser levar a sério o esporte, tem de botar para jogar os melhores artistas. Agora, para cuidar da parte técnica, testar jogador, há outras competições, continentais, sul-americanas, europeus. Aí, bota quem eles quiserem. É preciso ter visão empresarial. Não se pode brincar com o desenvolvimento do marketing do esporte.

Falando em marketing do esporte, muita gente já aponta o MMA como segundo esporte preferido dos brasileiros. O que o senhor acha disso?
É uma propaganda muito bem feita, mas uma mentira absurda. Me lembro, quando era pequeno, que apareceu por aqui luta do Kimura contra o Hélio Gracie, tinha também o Waldemar Santana... Levou uns três, quatro anos, mas depois nunca mais ninguém ouviu falar nisso. Não estou dizendo que o MMA não vá adiante. Estou dizendo que há uma limitação de público, dada a brutalidade que é. Certamente esse público não passa daquilo. Só tivemos três ou quatro torneios no Brasil de Ultimate Fighting... É um modismo, como foram tantos outros. Quero ver consolidar. Não se pode falar em consolidação antes de dez anos. Essas coisas surgem e vão embora, são os cometas. Já um esporte que pouco tempo eu acho que vai arrebentar no Brasil é o rúgbi. Era confinado a Austrália, Nova Zelândia, e agora está arrebentando no mundo todo e tem tudo para se manter. O UFC, enquanto tiver brasileiro ganhando, tudo bem. Quando não tiver, acabou.
Mas, em se tratando de Brasil, essa tese se aplica para qualquer esporte.
Só que o UFC só tem americano e brasileiro. O japonês tentou entrar e não conseguiu. Na Europa, não tem. Não perturbam. Tenho estatísticas de tudo. Eles não incomodam ainda.

Em termos de regras, quais são as novidades a caminho?
Vamos harmonizar o máximo possível as regras da praia e da quadra. Em 90% dos casos é viável e serão regras iguais. Por exemplo: na praia, se você bloqueia, vale um toque. No indoor, não vale. Por quê? Não tem sentido. Na praia, o jogador diz que está machucado, ganha tempo técnico de cinco minutos. E quem vai provar que não está? É uma indisciplina absurda. O Usain Bolt, se der um tiro e sentir uma fisgada, não fica para trás? Então, se machucou, acabou o jogo. Além disso, por que uma quadra tem nove metros no indoor e oito na praia? As duas têm de ser de nove. Pode não ser bom para os brasileiros, que não são tão altos. Então, vamos arrumar jogadores mais altos.

O senhor já está licenciado formalmente da CBV e da Sul-Americana ou vai acumular cargos?
Meu mandato na CBV vai até 2016, depois das Olimpíadas, mas já me licenciei. Na Sul-Americana, da mesma forma. E assumiram estatutariamente os dois vice-presidentes.

E eles vão mandar, com o senhor tão perto?
Aí é problema deles. São os presidentes, vão tomar as atitudes necessárias. O que posso dizer é que tenho uma gestão empresarial, em que a figura do presidente é filosófica e representativa. Está tudo planejado até 2016. Eles têm de implementar o que está combinado. Não vou interferir, mas não posso deixar de ser um aconselhador. Estarei sempre presente. Agora, é bom que se diga que legalmente nada me impede de ficar na presidência das três entidades. Só me licenciei para poder implementar projetos na Federação Internacional.

O senhor também pretende ter mandatos sucessivos na FIVb (ele é presidente da CBV há 15 anos)?
Tenho 69 anos. E na FIVb, com 72 você não pode mais se candidatar. Pelos estatutos atuais, não posso ser reeleito.

Pensa em mudar o estatuto?
É como aquela música: “Deixa a vida me levar”... (risos) Nesse momento, não penso nisso.
Mas o senhor defende as reeleições ilimitadas de dirigentes...
Os clubes de futebol quase todos têm essa obrigação de os presidentes saírem. Aí, eu pergunto: deu solução? O Flamengo, a cada quatro ou seis anos, muda de presidente. E ai, deu solução? É preciso condicionar a permanência no cargo a resultados.

O que o senhor acha, então, de o Ministério do Esporte promete condicionar a liberação de recursos a essa democratização no poder?
O dinheiro público tem de estar condicionado a resultados. É preciso que as metas estejam fixadas de forma bem clara. Dessa forma, você pode cobrar. É como numa empresa. Você tem de responder pelos resultados, não pelo tempo em que está no cargo.

Bernardinho e Zé Roberto ficam? O senhor chegou a dizer que exigiria dedicação exclusiva à seleção.
Com o Bernardinho já está tudo bem adiantado. Tivemos uma conversa em Londres, após as Olimpíadas. Com o Zé Roberto, ainda falta uma conversa com o diretor-técnico, Paulo Márcio, para acertarmos tudo. Realmente, a exclusividade é um desejo meu, mas não significa que seja uma obrigação. É aquilo: vou tirar por que? Só porque acham que é preciso mudar a toda hora? Mudar para quê? Se é bom, fica. Se não é bom, sai.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ary-graca-mudar-para-que-se-bom-fica-se-nao-sai-6629805#ixzz2BMAxBD8Z 

Penalty já mostra nova camisa do São Paulo e pagará R$ 39 milhões até 2015


Por Jean Pereira Santos

A Penalty será mesmo a fornecedora de material esportivo do São Paulo a partir de 1º de janeiro de 2013. O contrato já foi assinado, e a companhia brasileira pagará ao clube R$ 39 milhões por três anos de acordo - até o final de 2015. 

Um esboço da nova camisa já foi até mostrado para funcionários durante a última convenção da empresa, realizada entre os dias 1 e 4 deste mês na cidade de Embu, interior de São Paulo, conforme apurou a reportagem do ESPN.com.br.

Quem viu afirma que o novo modelo não difere muito do atual, da Reebok, mas que a camisa 2 foge um pouco dos padrões ao ter a manga toda preta ao invés de manter as tradicionais listras. A Penalty já vestiu o São Paulo nos anos 1990 e no início dos anos 2000, e o clube está com a marca atual desde 2006.

Apesar de tudo certo, as partes só planejam fazer o anúncio oficial em janeiro, já que uma cláusula do contrato entre clube e Reebok estabelece que nada referente à uma concorrente deve ser falado enquanto o compromisso não chegar ao fim - o que acontece em 31 de dezembro. 

"A proposta da Penalty é muito mais agressiva", disse na terça passada ao ESPN.com.br o vice-presidente de Comunicações e Marketing do São Paulo, Julio Casares. A Mizuno era a outra interessada em assumir a vestimenta do time do Morumbi. 

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/291085_penalty-ja-mostra-nova-camisa-do-sao-paulo-e-pagara-r-39-milhoes-ate-2015

A chantagem do esporte aos entes públicos


Por Erich Beting

Há algumas semanas, após a realização do UFC no Rio de Janeiro, Dana White, presidente da competição de lutas, afirmou que estava tendo dificuldades para fazer com que a cidade de São Paulo abrigasse um evento da empresa. A frase do chefão do MMA foi a seguinte:

“Estamos tendo problemas para ir a São Paulo, queremos ir para lá, estamos tentando! Faça aqueles governantes de lá ajudarem”, disse, entre risos.

A frase de White expõe uma realidade do esporte em todo o mundo, em especial nos Estados Unidos, e que felizmente aqui no Brasil não consegue ter eco na opinião pública. A força da realização de um evento esportivo faz com que, muitas vezes, o esporte chantageie os entes públicos para conseguir ter facilidades para fazer com que ele aconteça num determinado local. Em tempos de aproximação de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos por aqui, cresce o debate sobre a participação da esfera pública no financiamento do esporte de alto rendimento.

Nos EUA, é absolutamente comum a cidade ser pressionada para receber um time ou uma competição. Austin, no Texas, por exemplo, foi praticamente obrigada a investir quase US$ 200 milhões na construção de um autódromo para abrigar uma etapa da Fórmula 1 (a corrida acontece no próximo dia 18). A explicação dos gastos é a geração de receita a partir da realização da corrida de F1 na cidade, com a movimentação do turismo, do pagamento de impostos, etc.

Já na Europa, a profissionalização do esporte levou também ao surgimento de fenômeno parecido. Munidos de informações mais precisas sobre o impacto positivo da realização de um determinado evento, os executivos do esporte pressionam os governos a fazer investimentos ou conceder benefícios para que consigam pagar menos para alcançar seus objetivos.

É o tal conceito do “pão e circo” que domina a humanidade desde os tempos da Roma Antiga. Na gestão moderna de eventos esportivos, o conceito de que é função de governo ajudar a investir no entretenimento das pessoas ganha força. Em troca de popularidade, o governante muitas vezes cede aos caprichos do organizador e atende à “chantagem”.

Aqui no Brasil a moda ainda não pegou. A maior explicação para isso é, sem dúvida, a falta de capacitação de quem gerencia o esporte em mostrar para a esfera pública o benefício de investir nisso. O único caso até agora, e que causou imensa repercussão negativa, foi o pacote de isenções fiscais ao estádio do Corinthians para a Copa do Mundo. A prática, porém, vai começar a ser cada vez mais comum, especialmente depois dos megaeventos, que trabalham ferozmente esse conceito.

Essa prática, aliás, talvez seja um dos legados que Copa e Olimpíada deixarão para o país. Infelizmente.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/11/01/a-chantagem-do-esporte-aos-entes-publicos/

Todo patrocínio tem o seu fim


Por Erich Beting

Nos últimos dias o noticiário de patrocínio esportivo esteve agitado. Algo natural, diga-se de passagem, já que nesta época é que começam a tomar corpo as decisões das empresas sobre o uso da verba no ano que vem. Isso geralmente acarreta na saída e entrada de marcas do esporte.

As duas notícias mais relevantes, talvez, sejam a decisão do banco Santander de não mais dar nome à Copa Libertadores e, também, a de a TAM deixar de ser a patrocinadora da seleção brasileira de futebol.

O caso do Santander é absolutamente justificável. O banco não precisava mais do naming right da Libertadores. Em 2008, quando começou o aporte ao torneio, a instituição precisava se apropriar do evento como parte da estratégia de entrada maciça no mercado sul-americano. Com o “bônus” de também fazer relacionamento no México, era natural que o banco espanhol usasse a Libertadores para alavancar sua presença na América Latina.

Agora a estratégia não precisa de tanta agressividade. Por isso o banco decidiu manter o aporte à Libertadores, mas num valor mais baixo. Com isso, “trava” a concorrência (no Brasil inflacionado pelos megaeventos, Itaú e Bradesco se apropriaram das principais competições) e mantém uma relevância significativa no continente. Foi mais ou menos isso que fez a Toyota ao perder o naming right para os espanhóis, lá em setembro de 2007.

Já o caso da TAM é emblemático. A justificativa da empresa para o “não” à manutenção do acordo com a CBF passa pelas mudanças no mercado de aviação. Parceira mais antiga depois de Nike e Ambev, a empresa deixa a seleção brasileira no momento em que ela talvez vá dá maior retorno para a marca.

O novo comando da CBF certamente tem forçado a renegociação de valores de alguns contratos. O da TAM era bastante interessante para a entidade, mas é bem possível que outra companhia, em busca de aumento de espaço no mercado brasileiro, esteja pronta para assumir o comando. Interessante, porém, perceber que para a TAM, líder do mercado, não haja problema deixar para um concorrente a chance de se apropriar da seleção exatamente nos dois anos em que as principais competições da Fifa chegam ao país.

Os dois casos, de formas distintas, mostram aquilo que o esporte teima em dificilmente aceitar. Patrocínio está longe de ser caridade, ainda mais quando envolve cifras milionárias. Sendo assim, chega um dia que o casamento chega ao fim.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/10/31/todo-patrocinio-tem-o-seu-fim/

Competições de rúgbi vão acontecer no Engenhão


Estádio de São Januário está fora da disputa para receber as provas

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016 confirmou na última quinta-feira que o estádio de São Januário não será mais usado no evento. Ele seria reformado para receber as competições de rúgbi. Com a decisão, as provas da modalidade deverão ocorrer no Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), que até então receberia apenas o atletismo. Em nota, o Comitê informou que o Vasco da Gama não entregou no prazo (até a última quarta-feira) uma série de documentos, inclusive garantias financeiras, em que confirmaria o interesse de receber o evento.
O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, disse que a decisão do Comitê não muda a ideia de transformar São Januário numa arena de eventos:
— Para realizarmos o rúgbi, teríamos que gastar R$ 39 milhões. Sem contar que em 2016 teríamos que abrir mão de receitas publicitárias durante seis meses para a exibição apenas de patrocinadores olímpicos. São recursos que, pela realidade do clube, não dispomos atualmente.
Dinamite disse que vai procurar o prefeito Eduardo Paes para discutir uma parceria a fim de viabilizar a arena.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/competicoes-de-rugbi-vao-acontecer-no-engenhao-6615082#ixzz2BLrkGcSD 

Pacote altera gabarito no Parque Olímpico


Em troca da construção de centro de mídia por setor privado, área teria prédios de 18 andares, e não 12

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — Além de sugerir mudanças na APA de Marapendi, o novo pacote olímpico que o prefeito Eduardo Paes apresentará segunda-feira aos vereadores propõe mudanças no gabarito de trechos do futuro Parque Olímpico do Rio, onde será permitido construir prédios residenciais e comerciais. O objetivo seria transferir para a iniciativa privada o ônus de construir o prédio do centro de mídia e transmissões das Olimpíadas (IBC/MPC), cuja obra inicialmente seria custeada por recursos públicos.
O gabarito da área localizada no interior do antigo Autódromo de Jacarepaguá passaria de 12 para 18 pavimentos, como no Condomínio Rio 2. Segundo a prefeitura, esta seria a altura máxima permitida para os prédios nas imediações do futuro Parque Olímpico.

Uma obra que não deixa legado
A autorização permitiria mudar cláusulas do contrato da parceria público-privada firmado entre a prefeitura e o Consórcio Rio Mais (Carvalho Hosken, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez) para urbanizar a área, de cerca de um milhão de metros quadrados. Em troca, as construtoras passaram a ser donas dos terrenos remanescentes.
— Pela primeira vez numa Olimpíada, encontrou-se uma fórmula para fazer um IBC/MPC com recursos privados. Nas Olimpíadas de Londres, o MPC custou o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão. No Rio, estimamos que o custo possa chegar a quase R$ 400 milhões. É um investimento que exige obras completas, para atender a emissoras de TV que transmitem o evento, e que não deixa qualquer legado para a cidade. Um prédio desses tem uma série de particularidades, como pé-direito alto, já que por dentro chegam a circular caminhões. São apenas dois pavimentos, mas a altura equivale à de um prédio de cinco andares — disse a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques .
Segundo a prefeitura, a mudança no gabarito não implicaria adensamento maior do terreno às margens da Lagoa de Jacarepaguá. O objetivo seria atender a uma demanda do mercado, que dá preferência a prédios mais altos. Com a mudança, a concessionária teria direito a construir apenas cinco prédios, com um total de 18 pavimentos cada. Hoje, com o gabarito de 12 pavimentos, até sete edifícios podem ser erguidos nas mesmas áreas.
A solução adotada para os Jogos Olímpicos é diferente da PPP que garantiu o Riocentro como sede do IBC/MPC da Copa do Mundo de 2014. A GL Events, que detém a concessão da área, arcará com os custos de implantação da instalação. Em troca, a prefeitura autorizou a construção de um hotel num terreno livre do Riocentro.
Paes disse que chegou a propor ao Comitê Olímpico Internacional (COI) o aproveitamento do mesmo IBC/MPC da Copa do Mundo. Mas a proposta foi rejeitada. Segundo o prefeito, o motivo seriam técnicos: as especificações do COI para o centro de transmissões são diferentes. Para as Olimpíadas, há necessidade de uma área bem maior do que para a Copa.
A PPP com o Rio Mais chega hoje a R$ 1,4 bilhão. O consórcio foi parcialmente pago com a transferência para a iniciativa privada de 80 mil metros quadrados de terrenos do autódromo. Ao longo de 15 anos, a prefeitura pagará R$ 525 milhões para que os investidores privados façam a manutenção do Parque Olímpico. Além de urbanizar o local, o consórcio fará o mesmo no entorno da Vila dos Atletas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/pacote-altera-gabarito-no-parque-olimpico-6619336#ixzz2BLr4i3vq 

Comitê Organizador ganha sede própria


Previsão é que espaço na Cidade Nova abrigue até 2.300 funcionários

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - A futura sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, na Cidade Nova, está quase pronta. Em fevereiro de 2013, os funcionários se mudam dos escritórios que ficam hoje na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na Avenida das Américas, na Barra. A decisão de ter sede própria foi tomada porque, à medida em que os Jogos forem se aproximando, mais funcionários serão contratados. Hoje 390 pessoas trabalham na Barra, mas a previsão é chegar a 2.300 colaboradores nas novas instalações.
— Por essa razão, a opção foi construir uma sede com estruturas modulares. Isso permite que a gente a amplie à medida em que mais funcionários forem sendo contratados — explicou o diretor de instalações do Comitê Rio 2016, Luiz Henrique Ferreira.
Um dos principais compromissos, já no primeiro mês de funcionamento da nova sede, será receber o Comitê Olímpico Internacional. Isso porque em fevereiro está marcada uma nova rodada de reuniões no Rio entre a comissão do COI que acompanha a evolução dos preparativos para as Olimpíadas com representantes da Rio 2016 e técnicos do governo federal, estadual e da prefeitura. Até então, essas reuniões vinham acontecendo na sede do COB.

Sede terá três andares
A nova sede terá três andares e 10,6 mil metros quadrados de área útil. Mais módulos serão acrescidos em maio e setembro de 2013 chegando a 21.260 metros quadrados de área útil construída.
— Para a fase atual,já está quase tudo pronto. Estamos na fase de conclusão das instalações elétricas e hidráulicas_ diz o diretor de instalações. — O projeto prevê que a sede tenha até 74 salas de reunião. Se por acaso precisarmos de mais funcionários do que projetamos, algumas salas podem ser desmontadas e revertidas em escritórios — conta Luiz .
Alguns conceitos do projeto foram trazidos da sede atual. Os funcionários trabalharão em baias com espaços amplos e poucas divisas. Luiz Henrique porém, destaca que o projeto apresenta inovações:
— Os funcionários contarão com uma academia de ginástica com os principais equipamentos. Além disso, procuramos adotar conceitos de sustentabilidade no projeto. Toda a iluminação será com lâmpadas leds (que consomem menos ). Também tentamos valorizar a iluminação natural e instamos equipamentos de ar-condicionado especiais, que consomem menos energia — detalhou Luiz Henrique.
O projeto prevê que algumas salas de reuniões terão acesso restrito, controlado por impressões digitais. Nessas salas serão tratados assuntos mais sigilosos para evitar que vazem e atrapalhem a festa. Um dos assuntos que será debatido por exemplo é a escolha do escritório de design que criará as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O edital com as regras será divulgado na segunda-feira. Sabe-se, porém, que o Comitê vai tentar surpreender. com algo diferente. Comenta-se, por exemplo, que é improvável que a escolha recaia sobre o macaco muriqui, preferido pelo secretário estadual do Ambiente , Carlos Minc. O Comitê Organizador também já abriu uma concorrência para selecionar uma empresa para desenvolver o plano comercial de venda de produtos alusivos às mascotes dos Jogos. .
Além do Comitê Rio 2016, salas da sede serão usadas pela Empresa Olímpica Municipal (EOM), que hoje funciona no prédio da Secretaria municipal de Conservação, no Rio Comprido. Os custos com obras, mobiliário e segurança do espaço são pagos com recursos próprios da entidade. O Comitê não divulgou o valor total dos gastos com a sede.

Sem vagas de garagem
O terreno onde as instalações estão sendo construídas pertence ao Instituto de Previdência da prefeitura (Previ-Rio), que o cedeu para o município Devido à proximidade com o metrô do Estácio e por ser uma estrutura provisória (será desmontada depois do evento), foi projetado sem garagens.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/comite-organizador-ganha-sede-propria-6625504#ixzz2BLqRZWX2 

Velódromo do Pan será desmontado


Nova estrutura está orçada em R$ 134 milhões. Reforma custaria R$ 126 milhões

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — Depois de muita discussão, o destino do velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 — e que custou R$ 14 milhões à prefeitura do Rio e ao Ministério do Esporte — está selado. A estrutura será mesmo desmontada conforme os planos iniciais e doada para equipar o Parque das Bicicletas, um complexo esportivo mantido pela prefeitura de Goiânia (GO) a fim de estimular o ciclismo. A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, explicou que vários fatores pesaram na decisão, como a análise do custo/benefício de reformar ou construir um novo circuito. E ainda um parecer da União Ciclística Internacional (UCI) relatando falhas de projeto que impediriam a homologação da pista para os Jogos Olímpicos sem a realização de uma reforma complexa.
— A estimativa, com base em preços de setembro deste ano, é que um velódromo novo custará R$ 134 milhões. A reforma da pista atual sairia por R$ 126 milhões — disse Maria Sílvia.
A decisão de desmontar o velódromo havia sido anunciado por Maria Sílvia em junho, no lançamento das obras de demolição do antigo autódromo Nelson Piquet, fechado no último domingo. Paes, no entanto, afirmou que desejava manter a estrutura para evitar que o dinheiro gasto fosse desperdiçado. A Empresa Olímpica estudou as alternativas.
O relatório da UCI indica que os problemas começam na configuração atual da pista. O traçado olímpico é projetado para que os ciclistas alcancem até 85km/h. No velódromo do Pan, os ciclistas só conseguem chegar a 65km/h, mas correndo o risco de um acidente, devido à configuração da pista. O número de assentos também é insuficiente. A versão olímpica exige 5 mil lugares, enquanto hoje existem apenas 1.500 assentos disponíveis. O sistema de climatização também apresenta falhas, e duas colunas obstruem a visão da pista por árbitros e público.
Maria Sílvia acrescentou que a manutenção do velódromo atual exigiria uma revisão do plano geral do Parque Olímpico, o que atrasaria o projeto em pelo menos 12 semanas. Isso porque a nova estrutura foi planejada numa área diferente. Além disso, a manutenção do velódromo deixaria as instalações mais espalhadas pelo Parque Olímpico, exigindo mais gastos com segurança e manutenção antes e depois das Olimpíadas.
A data de desmontagem ainda está indefinida. Mas será antes que o velódromo olímpico seja inaugurado, em meados de 2015. O espaço hoje é usado para o treinamento das equipes brasileiras de ginástica rítmica e ciclismo. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou que já procura novo espaço para as ginastas. Já a Federação de Ciclismo discorda da decisão, alegando que o lugar é o único de alto nível para treinamento das equipes. O presidente da entidade, Cláudio Santos, ameaça ir à Justiça para tentar manter a atual estrutura enquanto a nova não ficar pronta:
— Recebemos R$ 3,5 milhões do governo federal para aprimorar os atletas. Sem pista, isso será perdido.


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Decisão de desmontar velódromo divide opiniões


Federação de ciclismo irá à Justiça para garantir treinos. Confederação não vê problema em remoção de pista

Por Antonio Werneck

RIO - Diante da nova polêmica com a decisão da Empresa Olímpica Municipal de desmontar o velódromo dos Jogos Pan-Americanos de 2007 — que custou R$ 14 milhões — o Ministério do Esporte anunciou na sexta-feira que caberá ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) encontrar um local alternativo para os atletas de alto rendimento do ciclismo continuarem seus treinos, até a construção de uma nova pista com especificações olímpicas.
Como informou O GLOBO na sexta-feira, a presidente da Empresa Olímpica, Maria Silvia Bastos Marques, explicou que vários fatores pesaram na decisão, como o custo-benefício de reformar ou construir um novo circuito. E ainda um parecer da União Ciclística Internacional (UCI) relatando falhas de projeto, que impediriam a homologação da pista para os Jogos de 2016 sem a realização de uma complexa reforma.
O presidente da Federação de Ciclismo, Cláudio da Silva Santos, explicou ontem que não é contra a construção de um novo velódromo, mas prometeu entrar com uma ação na Justiça para impedir que os atletas fiquem sem treinos.
— A solução apresentada até agora é absurda. Ficaremos sem lugar para treinar até a construção do novo velódromo. E isso nós não vamos permitir — afirmou Santos.
Já o presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo, José Luiz Vasconcellos, afirmou que não vê problema na decisão de levar para Goiânia o velódromo do Rio:
— Precisamos de uma pista olímpica. O que foi construído é inadequado para provas internacionais. Há alternativas para os atletas manterem seus treinamentos.
A decisão de desmontar o velódromo havia sido anunciado por Maria Silvia em junho, no lançamento da demolição do antigo autódromo Nelson Piquet. O traçado olímpico é projetado para que os ciclistas alcancem até 85km/h. No velódromo do Pan, os ciclistas só conseguem chegar a 65km/h, mas correndo o risco de acidentes, devido à configuração da pista. O número de assentos também é insuficiente. A versão olímpica exige 5 mil lugares, enquanto hoje existem apenas 1.500 assentos disponíveis. Duas colunas obstruem ainda a visão da pista.

Prefeitura pretendia aproveitar a estrutura
O debate em torno da adaptação do velódromo do Pan-Americano para os Jogos Olímpicos Rio 2016 tomou fôlego em julho passado, quando a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, anunciou a retirada da estrutura para abrir espaço às obras do complexo esportivo no antigo Autódromo Nelson Piquet. A ideia acabou repercutindo. E a polêmica levou o prefeito Eduardo Paes, então em plena campanha para reeleição, a apresentar nova proposta.“Derrubar não dá. A gente faz as adaptações. Temos que aprender a fazer as coisas e mantê-las”, chegou a afirmar o prefeito na ocasião.
O velódromo custou R$ 14,1 milhões aos cofres municipais e ao Ministério do Esporte. Agora, a prefeitura concordou em doar o equipamento ao governo federal que, por sua vez, anunciou que parte da estrutura será levada para Goiânia.
Para justificar a desmontagem do equipamento, Maria Silvia voltou a usar um parecer da União Ciclística Internacional (UCI), que encontrou falhas de projeto que impediriam a homologação da pista para os Jogos Olímpicos sem uma reforma. Pesou na decisão o alto custo de uma reestruturação, semelhante ao que se gastaria se um novo velódromo fosse construído.
Segundo Maria Sílvia, a estimativa de custos, de setembro deste ano, revela que um velódromo novo custaria R$ 134 milhões, ao passo que a reforma da pista atual sairia por R$ 126 milhões.
Os problemas da estrutura já eram conhecidos há dois anos. Entre eles, o velódromo do Pan tem dois pilares fincados no centro da pista, que impedem que árbitros e público tenham visão completa dos atletas. Nas olimpíadas, isso impediria a homologação dos resultados. Com a decisão, o novo velódromo olímpico, inicialmente concebido como provisório, será mantido depois dos jogos.
O velódromo não é a única instalação erguida para os Jogos Pan-Americanos que não será aproveitada, contrariando previsão original. O Parque Aquático Maria Lenk (que custou mais de R$ 60 milhões) receberá apenas as provas de saltos ornamentais e o polo aquático. Ele ficou defasado porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) mudou, após a sua construção, as regras para as instalações das demais provas de natação. Um novo centro aquático provisório será erguido. Outro equipamento que será desmontado após os jogos será o Centro de Tênis. Parte das estruturas será reaproveitada em escolas e creches.


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Projeto de Paes muda parâmetros ambientais para setor privado construir campo de golfe na Barra


Novo pacote olímpico transforma em não edificáveis lotes da APA de Marapendi voltados para Praia da Reserva

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — O prefeito Eduardo Paes encaminhará segunda-feira à Câmara dos Vereadores um projeto de lei que muda parâmetros ambientais e urbanísticos na Barra a fim de viabilizar a construção do campo de golfe dos Jogos Olímpicos de 2016. O novo pacote olímpico transforma em não edificáveis todos os lotes da Área de Preservação Ambiental (APA) de Marapendi voltados para a Praia da Reserva. Hoje de propriedade particular, eles seriam transformados num grande parque público à beira-mar. Em troca, um trecho de 58 mil metros quadrados de terreno às margens da Avenida das Américas que são considerados intocáveis por estarem em Zona de Conservação da Vida Silvestre (ZCVS) para protegerem a fauna e flora da região seriam liberados para o campo de golfe de dimensões olímpicas.
— A APA perderá uma pequena parte de sua área. Mas, em compensação, o projeto de lei vai garantir a preservação de um espaço bem maior. Haverá a proteção permanente do trecho da Praia da Reserva que será incorporado ao Parque de Marapendi. E o potencial construtivo dos terrenos serão transferidos para outras áreas da Barra e do Recreio — justificou Paes.
Apesar de a área de ZCVS ser apenas 6% do total do campo de golfe, a proposta promete causar polêmica entre ambientalistas, por falta de estudos prévios, mesmo com a compensação proposta por Paes. O campo de golfe se estenderá por uma área de um milhão de metros quadrados, também na APA de Marapendi, às margens da Avenida das Américas. O prefeito não informou qual o tamanho da nova área que será declarada como Zona de Conservação da Vida Silvestre, alegando que a proposta será apresentada primeiro aos vereadores, numa reunião na próxima segunda-feira.

Vereadores sem alternativa
O projeto chega ao Legislativo sem que haja um plano B para o campo de golfe. Antes de bater o martelo pela área na APA de Marapendi, o Comitê Rio 2016 vistoriou o Gávea Golf Club e o Itanhangá Golf Club, concluindo que nenhum dos dois tinham instalações de nível olímpico e que seria caro e difícil realizar as adaptações necessárias. Além disso, desde anteontem — o prazo esgotava-se em 31 de outubro — não é mais possível propor ao Comitê Olímpico Internacional (COI) mudanças no projeto do Rio para abrigar os Jogos.
Apesar disso, tanto o Comitê Rio 2016 quanto a prefeitura estavam cientes das limitações ambientais da área há pelo menos oito meses. A previsão de uso do trecho de ZCVS consta do projeto do escritório americano Hanse Golf Course Design, escolhido num concurso internacional cujo resultado foi divulgado em março. Pelo projeto, a área de um milhão de metros quadrados é necessária para o campo sediar uma competição olímpica.
O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, argumentou que o projeto propondo a mudança da lei só não foi enviado antes devido à demora na conclusão das negociações do Comitê Rio 2016 com os empresários que construirão o campo de golfe, numa parceria público-privada (PPP). O acordo só foi selado num café da manhã na última terça-feira, no Palácio da Cidade. À mesa estavam, entre outros, Paes; o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman; o empresário Pasquale Mauro (dono da área do campo de golfe); e Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central que lidera os empresários interessados em executar o projeto.
— Não podíamos propor mudanças na legislação sem confirmar que a área seria usada. A solução é a melhor. Se não fosse a PPP, o campo teria que ser construído com recursos públicos. A iniciativa privada vai aplicar R$ 60 milhões, em lugar do poder público — disse Dias.

Empreendimento já previa campo de golfe
As Olimpíadas vão viabilizar um empreendimento que vinha sendo anunciado há anos. Pasquale Mauro já havia licenciado na prefeitura o projeto de um campo de golfe de menor porte, privado, logo após o lançamento do condomínio Riserva Uno. Na campanha de lançamento ele era anunciado no site como tendo “vista para o futuro maior campo de golfe do Brasil”.
Pelo acordo, o grupo Rio Mar, de Pasquale Mauro, poderá erguer até 22 blocos de apartamentos com 22 andares e área total construída de 600 mil metros quadrados. Pelas regras que valiam desde 2003, os empresários até poderiam construir 22 andares e um total de 40 blocos, mas as unidades seriam de menor valor de mercado.
Sérgio Dias argumenta que, quando a APA de Marapendi foi criada, por decreto, em 1991, a área foi declarada ZCVS de forma equivocada.
— Ela estava degradada muitos anos antes. Inicialmente foi devastada para a extração de areia, usada como matéria-prima na construção dos condomínios mais antigos da Barra. Depois, foi sede de uma fábrica de pré-moldados para a construção de Cieps — disse.
Para o diretor de Meio Ambiente da Câmara Comunitária da Barra, David Zee, a área citada por Dias realmente está degrada. Ele, no entanto, ressalva:
— Isso não é justificativa para retirar a proteção. Seria necessário um esforço de recuperação das áreas de manguezal. Isso valorizaria o próprio campo de golfe e ajudaria a preservar o resto do parque.
O ambientalista Rogério Rocco avalia que a a prefeitura deveria realizar estudos aprofundados sobre a região antes de propor qualquer mudança . Sem isso, segundo ele, não há garantias de que o impacto ambiental será de fato compensado por preservar uma área maior.
Na Câmara, a oposição já critica a iniciativa. Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) observou que área que Paes propõe incorporar à APA de Marapendi na Praia da Reserva já conta com uma legislação bastante restritiva, o que, por si só, há mais de 20 anos inviabiliza empreendimentos, garantindo a preservação.
— As Olimpíadas viraram desculpa para tudo. O que se quer é mudar a cidade sem muita discussão. É uma contradição querer mudar a legislação ambiental e, ao mesmo, tempo vender a ideia de que se pretende promover olimpíada sustentável.

Legislação da área já sofreu alterações
Caso a proposta do prefeito para a APA de Marapendi seja aprovada, não seria a primeira alteração na legislação da área. Em 2005, em votação relâmpago, a Câmara dos Vereadores aprovou, num projeto criado pelas comissões da casa, a retirada, da APA de Marapendi, de um terreno vizinho ao condomínio Alfa Barra. A prefeitura chegou a questionar a constitucionalidade da lei, mas perdeu. Nas mudanças, também foi autorizado que se passasse a construir o dobro do que era permitido na APA de Marapendi. Em parte desse terreno está sendo erguido hoje um resort da rede Hyatt. Anexo ao hotel, estão projetados dois edifícios residenciais com suítes voltadas para a praia e a Lagoa de Marapendi.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/projeto-de-paes-muda-parametros-ambientais-para-setor-privado-construir-campo-de-golfe-na-barra-6618880#ixzz2BLnOtpeZ 

Representantes da Barra apoiam novo parque público


Eles dizem, porém, que prefeitura precisa garantir manutenção da área. Pela nova proposta, em troca do parque será construído o campo de golfe dos Jogos de 2016

RIO - A decisão do prefeito Eduardo Paes de mudar parâmetros ambientais e urbanísticos da Barra para permitir a construção do campo de golfe dos Jogos de 2016 foi bem recebida por líderes e representantes da região. Eles esperam, no entanto, que a prefeitura de fato assuma a responsabilidade de preservar o novo parque que será criado. Pela proposta que o prefeito deve enviar na próxima semana à Câmara de Vereadores, cerca de 58 mil metros quadrados do Parque de Marapendi, que fica dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi, perto da Avenida das Américas, poderão ser utilizados para a construção do campo de golfe. Em contrapartida, o prefeito pretende transformar o trecho da APA voltado para a Praia da Reserva em parque. Com isso, o terreno passa a ser não edificável.
Presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck acredita que a instalação do campo de golfe ajudará a revitalizar o Parque de Marapendi, ao mesmo tempo em que acaba com a indefinição sobre o futuro do trecho da APA de Marapendi na Praia da Reserva.
— Vejo a medida com bons olhos. O local onde deverá ser o campo de golfe está hoje abandonado, sem qualquer preservação. Mas é importante que a prefeitura realmente assuma o parque de Marapendi, criando condições para que ele não seja degradado com ocupações irregulares — diz Dumbrosck.
A deputada Aspásia Camargo (PV) também considera a mudança dos parâmetros um avanço. A parlamentar defende, contudo, que 10% dos recursos utilizados na criação do campo de golfe sejam aplicados num fundo para a administração do novo parque de Marapendi.
Aspásia é favorável ainda à redução do gabarito de 22 andares permitido na franja do terreno às margens da Avenida das Américas e em frente ao campo de golfe.
— Acho que o momento é de polemizar menos e olharmos o que está acontecendo. A prefeitura nunca teve condições de administrar adequadamente os seus parques. Por outro lado, aquela área está bastante degradada. Portanto, temos uma excelente oportunidade de permitir que o campo seja criado, ajude a recuperar aquela área e, ao mesmo tempo, auxilie financeiramente na administração do parque de Marapendi — argumenta Aspásia.

Ademi destaca valorização da área
Para o vice-presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), Rubem Vasconcelos, a criação do campo de golfe poderá valorizar o trecho da Barra:
— Acho a medida da prefeitura espetacular. Um campo de golfe na Barra é uma ancoragem para o bairro. Em todo o mundo, nos locais que ganham campos de golfe, a valorização imobiliária é grande. É muito bem-vindo. Aquela área está degradada. Não adianta pensar pequeno. É um momento em que o Rio precisa aproveitar essas oportunidades para evoluir. A gente não pode ter preconceito com isso. Só mesmo sendo muito xiita ou radical para não permitir o campo de golfe.
Em carta ao GLOBO, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, esclareceu ontem que não lidera grupo de empresários interessados em executar o projeto do campo de golfe. Ele explicou que não tem interesse comercial no projeto e que faz parte de um comitê que assessora a Rio 2016 em questões técnicas, como a seleção do arquiteto do campo de golfe. Ele esclarece ainda que faz parte do conselho da entidade sem fins lucrativos que administrará a operação do campo, o segundo público do estado. O primeiro fica em Japeri, na Baixada Fluminense.
O promotor de Meio Ambiente Carlos Frederico Saturnino, responsável por um inquérito que investiga o impacto do campo de golfe na Barra, considera “grave” a mudança nos parâmetros urbanísticos, tendo como objetivo atender ao calendário dos Jogos 2016:
— O problema não é o campo de golfe em si. Na minha opinião, a questão é grave porque, em primeiro lugar, começamos a legislar por casuísmo, em vez de pensarmos num bairro como um todo. Em segundo lugar, porque o prefeito tem maioria na Câmara e temo que essas mudanças não sejam analisadas e discutidas com a profundidade necessária.

Parque tem ocupações irregulares
O advogado especialista em meio ambiente Rogério Zouein disse que é positiva a criação do parque de Marapendi na Praia da Reserva. Ele, no entanto, ressalta que ainda há inúmeras ocupações irregulares por condomínios em outros trechos dos parque. Segundo ele, até hoje estes problemas ainda não foram resolvidos pelo município.
— Acho ruim perder 58 mil metros quadrados do parque (de Marapendi) quando a área que já existe é parcialmente ocupada pelos condomínios sem que nada seja feito — afirma o especialista.


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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Sem garantias financeiras, Rio 2016 descarta São Januário nos Jogos


Entidade diz que clube não apresentou projeto completo para receber rúgbi
até a data limite. Diretoria não sabia sobre necessidade da carta de fiança

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 emitiu um comunicado nesta quinta-feira descartando o uso de São Januário para as competições de rúgbi das Olimpíadas. De acordo com o órgão, o clube não enviou dentro do prazo estipulado (última quarta-feira, 31 de outubro) o projeto completo para receber a disputa. O Engenhão, que será ampliado, já surge como a principal alternativa.
A versão da diretoria do Vasco é que, neste momento, o comitê não havia exigido a carta de fianças, que estabelece garantias financeiras sobre quem iria investir na transformação do estádio em uma arena de acordo com as exigências do COI. O clube ainda apronta esta e outras documentações e, por isso, não a anexou ao dossiê que foi entregue. Embora já estivesse definido que o BNDES emprestará o equivalente a 60% da reforma e o restante será dividido entre investidores e patrocinadores, que só serão escolhidos após a licitação, prevista para 2013, e explorarão suas marcas no local.
O GLOBOESPORTE.COM não conseguiu contato com o alto comando do projeto, composto pelo presidente Roberto Dinamite, pelo diretor geral Luiz Gomes e pelo vice de marketing Eduardo Machado, além de conselheiros influentes, como o empresário Olavo Monteiro de Carvalho. Nenhum atendeu às ligações. Antes, o caso era tocado pelo ex-vice de finanças Nelson Rocha e pelo ex-vice de patrimônio Fred Lopes, que pediram demissão de seus cargos em setembro.
Faltava ainda o projeto de urbanização do entorno de São Januário, que ficará sob responsabilidade da Prefeitura, grande parceira na empreitada pelo fato de Eduardo Paes ser vascaíno. Além dele e do governador Sergio Cabral, outro torcedor do clube, o secretário municial de Conservação e Serviços Públicos (e ex-coordenador da candidatura do Rio-2016), Carlos Roberto Ozório, e o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, sempre foram alianças importantes para que a honra de sediar a competição não saísse das mãos do Vasco.
Em entrevista coletiva na terça, Dinamite enfatizou a importância de o estádio ser modernizado e contava com a resposta positiva do comitê Rio 2016, após o esforço do trabalho de mais de um ano.
- O desejo do Vasco é fazer aqui uma arena. Estamos trabalhando o projeto para fazer de São Januário um novo anel com uma empresa do ramo. Inicialmente, Nelson (Rocha, ex-vice de finanças) e Fred Lopes (ex-vice de patrimônio) tiveram autonomia nesse processo. Houve reuniões também com prefeito e governador. Para fazer uma arena, passa por obras no entorno de São Januário. É um projeto para o Vasco ser sede do rúgbi, que passa pelo (Carlos Arthur) Nuzman (presidente do COB e comitê Rio 2016) e para termos mais conforto para atender o torcedor. Vamos entregar o documento para que isso possa começar a ser realizado - declarou.

Confira o comunicado oficial do Comitê Rio 2016 na íntegra:

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ (Rio 2016™), o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Conselho Internacional de Rugby (IRB, na sigla em inglês) estão totalmente empenhados em garantir competições excepcionais de rugby nos Jogos Olímpicos de 2016.
O Estádio de São Januário fora identificado como a potencial instalação para o rugby. Essa possibilidade estava sujeita ao atendimento de certas exigências.
O Clube de Regatas Vasco da Gama foi requisitado, em 9 de abril de 2012, a enviar, até 31 de outubro de 2012, o projeto completo e todas as garantias, incluindo financeiras, referentes à cessão do estádio nas condições exigidas pelo COI e pelo IRB para o evento.
Por não ter recebido a documentação pedida até a data estipulada, o Rio 2016™ promoverá agora uma reavaliação dos planos operacionais do Estádio João Havelange, em conjunto com o IRB e o COI, para assegurar que a estreia do rugby nos Jogos Olímpicos seja bem sucedida e memorável.
O IRB acrescentou: “O IRB tem sido totalmente informado pelo Rio 2016™ das discussões em andamento sobre a escolha da instalação esportiva para os eventos de rugby nos Jogos Olímpicos.
O IRB continuará a trabalhar em parceria com o Rio 2016™ e o COI para assegurar a realização de eventos de rugby marcantes e bem sucedidos para as equipes, os fãs e as famílias Olímpica e do rugby.”

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/11/comite-rio-2016-descarta-uso-de-sao-januario-nas-olimpiadas.html?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=globoesportecom

Brasileiros responsáveis pela segurança na Copa visitarão Israel


Conferência de Segurança Interior ocorrerá nos dias 12 e 13 de novembro e terá em quatro temas

Os responsáveis de segurança da Copa do Mundo de 2014, e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 participarão da próxima edição da Conferência de Segurança Interior de Tel Aviv nos dias 12 e 13 de novembro.

Um porta-voz dos organizadores da conferência disse nesta quinta-feira à Agência Efe que já confirmaram sua participação o secretário especial de Segurança para Eventos de Massas, Valdiño Caetano, e os diretores de Segurança do Mundial e dos Jogos, José Hilário Nunes Medeiros e Luiz Fernando Corrêa, respectivamente.

Os três liderarão uma delegação de funcionários especializados em assuntos de segurança que terão reuniões com especialistas israelenses que assessoraram o comitê organizador dos Jogos Olímpicos anteriores.

"O Brasil enfrenta alguns desafios complexos no tema de segurança, em particular porque está se preparando para megaeventos esportivos nos próximos anos", afirma em comunicado Roy Nir, agregado comercial de Israel em Brasília.

A Conferência de Segurança Interior, realizado em sua segunda edição, se centrará em quatro temas: cyber-segurança, segurança inteligente para centros urbanos, proteção de infraestruturas e gestão de crise.

Segundo o funcionário israelense, nos últimos anos houve um "crescente interesse nas tecnologias israelenses nestes campos, e a visita dos responsáveis de segurança brasileiros ajudará as empresas israelenses a se integrarem nos muitos projetos que estão sendo realizados no Brasil".

Por sua vez, Lior Konitzky, subdiretor do Instituto de Exportações de Israel, um dos organizadores do evento, destacou que sua instituição definiu o Brasil como um "alvo muito importante" para a produção israelense por "seu alto índice de crescimento e mudanças em sua economia".

"Há um grande potencial para que empresas israelenses que atuam no terreno da segurança interior possam se envolver nos projetos", ressaltou Konitzky.

Além de Brasil, representantes de vários países latino-americanos também confirmaram sua participação na conferência, que conta com o ex-secretário americano de Segurança Interior, Tom Ridge, como convidado de honra.

Durante a conferência haverá uma exposição na qual 60 empresas israelenses exibirão suas inovações nos quatro temas e foros empresariais para fomentar projetos e negócios conjuntos.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10985/BRASILEIROS+RESPONSAVEIS+PELA+SEGURANCA+NA+COPA+VISITARAO+ISRAEL.html

FGTS autoriza remanejamento de recursos para concluir obras urgentes


Programa Pró-Transporte financia cerca de 50 obras de mobilidade urbana em cidades da Copa

Os recursos destinados a obras de mobilidade urbana do Programa Pró-Transporte, que estão em uma fase mais avançada, serão remanejados para as de maior urgência e que precisam ser concluídas. O remanejamento do dinheiro foi autorizado na noite de ontem (31) pelo Concelho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Em nota, o secretário executivo do conselho, Quenio Cerqueira, explicou que o objetivo da medida é possibilitar a transferência de recursos de obras que tiveram diminuição de metas para outras que estão em pleno andamento e necessitam de mais recursos.

Segundo ele, a medida também possibilita dar mais rapidez às aplicações dos recursos para atender as necessidades dos empreendimentos. O remanejamento deve ocorrer até 30 de junho de 2013.

O Programa Pró-Transporte financia, através da Caixa Econômica Federal e com recursos do FGTS, cerca de 50 obras de infraestrutura para a melhoria da mobilidade urbana em cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10983/FGTS+AUTORIZA+REMANEJAMENTO+DE+RECURSOS+PARA+CONCLUIR+OBRAS+URGENTES.html

Câmara aprova isenção do ISS para Fifa na Copa


Para relator do projeto, perda com a arrecadação será compensada pelos eventos esportivos

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (31), por 304 votos a 13 e 2 abstenções, o projeto de lei complementar do Executivo que permite aos municípios e ao Distrito Federal (DF) isentar do Imposto sobre Serviços (ISS) a Fifa em negócios relacionados à Copa das Confederações de 2013 a Copa do Mundo de 2014 e, a serem realizadas no Brasil. O projeto será agora apreciado pelo Senado.

O relator do projeto, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), apresentou ao plenário e foi aprovado um texto substitutivo ao projeto do governo.

O texto de Picciani prevê a criação de leis municipais e do DF estabelecendo as regras para a isenção do tributo e a elaboração e divulgação de estimativas dos custos e dos benefícios com a isenção do ISS, em função dos novos empregos que serão gerados com os eventos.

O peemedebista disse que a isenção do ISS foi um dos compromissos assumidos pelo Brasil, que possibilitaram a escolha do país para sediar os dois eventos esportivos mundiais. De acordo com ele, a perda com a arrecadação será compensada pelos eventos esportivos, que serão vantajosos para o país.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10981/CAMARA+APROVA+ISENCAO+DO+ISS+PARA+FIFA+NA+COPA.html

Diretor admite briga “superada” com Patrícia Amorim


Por Lucas Turco

Henrique Brandão, vice-presidente de marketing do Flamengo, confirmou que houve um desentendimento com Patricia Amorim, presidente do clube, mas o fato foi superado.

O dirigente ameaçou entregar o cargo depois que Patricia declarou, em entrevista ao portal UOL, que estaria insatisfeita com o trabalho do departamento de marketing do clube e pretendia mudanças. A situação foi contornada depois de uma reunião entre as duas partes e o pedido de desculpas da presidente.

Henrique se mostrou contra a ideia de Patricia de criar de um departamento de comunicação que atuasse em parceria com o marketing. A intenção da presidente era colocar o dirigente como vice-presidente do setor.

“Cada coisa do seu lado. Ter a comunicação trabalhando junto com o marketing pode desencadear alguns problemas. Cada um pensa de um jeito e se as visões não batem sempre causa um desconforto. Além disso, a comunicação já nos ajuda, as redes sociais, por exemplo, são geridas pelo pessoal da comunicação e, ao mesmo tempo, servem como estratégia de marketing”, comentou Henrique Brandão.

O dirigente ainda revelou ser contrário à demissão de Marcus Duarte, diretor de marketing do Flamengo. A cúpula do clube estaria analisando um possível substituto, pois estaria insatisfeita com os resultados do diretor.

“Marcus é um excelente profissional e, enquanto eu estiver à frente do marketing do Flamengo, o quero trabalhando junto comigo”, comentou Henrique Brandão.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/27/27412/Diretor-admite-briga-%E2%80%9Csuperada%E2%80%9D-com-Patricia-Amorim/index.php

Flamengo quer R$ 20 mi como mínimo para máster


Por Lucas Turco

O Flamengo estipulou R$ 20 milhões como valor mínimo para o patrocínio do espaço máster de sua camisa. No entanto, o clube espera uma quantia maior pelo aporte.

“O valor mínimo para o patrocínio principal seria R$ 20 milhões, mas é claro que pretendemos arrecadar um valor bem maior que esse”, declarou Henrique Brandão, vice-presidente de marketing do Flamengo.

O dirigente confirmou que o clube está em negociações com mais de uma empresa para o patrocínio. O Flamengo não determinou um prazo final para definir a situação, mas espera ter, até um fim de 2012, um destino pré-traçado.

“Acertar o patrocínio serviria como forma de coroar esse trabalho à frente do marketing do Flamengo na gestão da Patricia (Amorim, presidente do clube). Estamos vendo ainda uma expansão no número de franquias das lojas oficiais do clube e atualizações no programa de relacionamentos”, revelou Henrique Brandão.

O dirigente apoiará a reeleição de Patricia Amorim nas eleições para a presidência do Flamengo que ocorrerá no início de 2013.

O Flamengo também está tentando a renovação do contrato de seus atuais patrocinadores que terminam no início de 2013: Triunfo Logística (ombro), BMG (manga), Mobil (barra da camisa). A TIM, que exibe a marca dentro do número, tem acordo até 2014.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27410/Flamengo-quer-R-20-mi-como-minimo-para-master/index.php

Botafogo terá pontual contra o Palmeiras


Por Rodolfo Gomes


O Botafogo fechou um patrocínio pontual com a empresa de fios e cabos elétricos Sil para a partida diante do Palmeiras, no próximo domingo, às 16h, em Araraquara (SP). A agência de marketing esportivo Wolff Sports intermediou o acordo.


“A SIL sabe a grande repercussão que um jogo como esse proporciona em retorno de marca. Então, ficamos felizes por estarmos novamente com a SIL e com o Botafogo”, disse Fábio Wolff, sócio-diretor da agência.

A marca da empresa ficará estampada nas costas do uniforme alvinegro. O Botafogo ocupa a sexta posição na tabela do Campeonato Brasileiro, a oito pontos da zona de classificação para a próxima edição da Copa Santander Libertadores. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27407/Botafogo-tera-pontual-contra-o-Palmeiras/index.php

Grupo Estado decide não renovar parceria com ESPN


O Grupo Estado confirmou que decidiu não renovar a sua parceria comercial com a ESPN, que está em vigor no rádio desde 2007. O contrato vai até 31 de dezembro deste ano.

A mudança segue a estratégia do Grupo Estado, que realizou neste ano uma revisão de portfólio. "Foi uma parceria bem sucedida, mas decidimos nos concentrar em nossas marcas próprias", afirma Francisco Mesquita Neto, diretor-presidente. 

German Hartensein, diretor geral da ESPN Brasil, acrescentou: "Agradecemos ao Grupo Estado pelos cinco anos de parceria, em que conseguimos servir ao fã do esporte também através do rádio. Para o futuro daremos continuidade à nossa estratégia multiplataforma".

De acordo com o diretor feral da emissora, a programação jornalística da "Rádio Estadão" será ampliada, mantendo a cobertura esportiva. A partir de 1º de janeiro, a rádio Estadão/ESPN (FM 92,9 e AM 700) passará a se chamar Rádio Estadão.

Outra medida estratégica do Grupo Estado foi dar fim ao Jornal da Tarde (JT), que circulava em São Paulo havia 46 anos. O periódico teve sua última edição publicada no último dia 31. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/27/27403/Grupo-Estado-decide-nao-renovar-parceria-com-ESPN/index.php

Júnior Cigano fecha com energético TNT


O Grupo Petrópolis anunciou nesta semana a contratação de um novo garoto-propaganda para sua bebida energética TNT. Trata-se de Júnior “Cigano” dos Santos, atual campeão da categoria peso-pesado do UFC, principal circuito mundial de artes marciais mistas (MMA).

Valores e duração do acordo com o lutador não foram divulgados pela companhia, que pretende usar o negócio para fortalecer a presença da marca TNT no universo do MMA.

“O Cigano é uma referência dentro e fora dos octógonos. Com essa parceria, vamos consolidar nossa força com o público jovem e praticante de esportes, além de ajudar a popularizar ainda mais o MMA no Brasil”, declarou Douglas Costa, diretor de mercado do grupo Petrópolis. Além de Cigano, o brasileiro José Aldo, também campeão do UFC, é patrocinado pela marca.

Cigano, que se prepara para sua próxima luta, no UFC 155, dia 29 de dezembro, em Las Vegas, contra Cain Velásquez, mostrou-se entusiasmado com o apoio da TNT: “O MMA exige muito dos atletas, pois reúne várias modalidades dentro de uma só. Precisamos treinar duro e ter disposição para encarar os treinos e as competições. Ser campeão é difícil, e se manter campeão é mais difícil ainda. Fico feliz por fazer parte desse time forte e campeão”.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/27/27389/Junior-Cigano-fecha-com-energetico-TNT/index.php

Avaí homenageará cidade de rival no último jogo


Por Mauro Zafalon

Homenagear cidades de Santa Catarina em seu uniforme de goleiro tem sido comum para o Avaí. Em sua última atuação na temporada, o clube de Florianópolis exaltará um dos mais importantes municípios do estado: Criciúma. Não à toa, seu adversário será justamente o Criciúma Esporte Clube.

“Já prestamos homenagens a mais de 60 cidades. Na última rodada da Série B, será a vez de Criciúma”, revelou João Nilson Zunino, presidente do Avaí.

Para o dirigente, o fato de o time ter a Fanatic como fornecedora de material esportivo é essencial para realizar ações desse tipo. Ao lado de uma empresa internacional haveria mais dificuldades.

“Uma iniciativa dessas seria inviável com marcas como Nike ou Adidas, porque elas teriam muito transtorno para confeccionar essas camisas específicas. Já a Fanatic, que é daqui de Florianópolis, consegue agilizar a criação e a distribuição para nós”, explicou Zunino.

O jogo entre Avaí e Criciúma, no qual a equipe azul e branca homenageará a cidade do rival, está marcado para o dia 24 de novembro, no estádio da Ressacada. O duelo é válido pela 38ª e última rodada da Série B.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27384/Avai-homenageara-cidade-de-rival-no-ultimo-jogo/index.php

Uranet fecha com time campeão da Superliga B


A Uranet Projetos e Sistemas, empresa que atua na are de soluções para contact center, fechou um patrocínio à Fundação Universitária  Vida Cristã (Funvic), equipe de voleibol de Pindamonhangaba, São Paulo.

A Funvic foi vice-campeã da Superliga B de voleibol em 2011. A equipe estreará na Superliga de 2012 no dia 22 de novembro. Além do time, o torneio contará com equipes como Sesi, Medley Campinas, RJX, entre outras.

“O patrocínio é um importante incentivo ao esporte e enxergamos a iniciativa como uma tendência crescente no mundo corporativo”, afirmou Andres Enrique Rueda Garcia, presidente da Uranet.

“O patrocínio da URANET é um importante apoio para garantirmos nossa posição na elite do voleibol brasileiro”, comentou Ricardo Navajas, responsável pelo time.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27386/Uranet-fecha-com-time-campeao-da-Superliga-B/index.php

Rio quer elevar capacidade de financiamento para obras olímpicas


Prefeito Paes se reuniu com ministro da Fazenda para negociar R$ 7,5 bi para contrair dívidas

A capacidade de financiamento do Rio de Janeiro precisa ser ampliada para garantir os investimentos que o município precisa fazer, incluindo os relacionados às Olimpíadas de 2016, disse hoje (31) o prefeito reeleito da cidade, Eduardo Paes.

Paes se reuniu, na capital federal, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para pedir a elevação em R$ 7,5 bilhões da capacidade de contrair dívidas.

De acordo com Paes, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permite aos municípios se endividarem em até 120% das receitas correntes líquidas. Segundo ele, a atual dívida da prefeitura do Rio chega a aproximadamente R$ 9 bilhões, valor que atinge somente 40% das receitas.

O volume está impedido de crescer pelo fato de a cidade ter aderido a uma medida provisória (MP) na gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que permitia renegociação dos débitos municipais, porém reduziu a capacidade de financiamento.

Antes de aderir à MP, o município podia se endividar até 120% das receitas correntes líquidas, de acordo com a LRF. Agora, não pode mais, pois o limite é 40% das receitas.

O prefeito disse que, diante da situação fiscal “saudável” da cidade, ele busca uma solução para que a capacidade de financiamento do Rio de Janeiro não fique restrita aos limites atuais. "Eu quero ter a possibilidade que todo ente da Federação tem, de ficar dentro da LRF. Você tem o desafio das Olimpíadas, investimentos importantes que têm que ser feitos", argumentou.

Segundo o prefeito, Mantega se comprometeu a analisar o caso. Mas ainda não há sinalização de como a situação poderia ser resolvida, uma vez que a medida provisória que beneficiou o Rio de Janeiro com renegociação dos débitos também engloba outros municípios, não necessariamente com boa situação fiscal.

"Esse é o desafio que a gente tem que superar. Acho que ele [o ministro] tem que olhar para uma regra de uma cidade que fez o dever de casa, está saudável", disse.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10977/RIO+QUER+ELEVAR+CAPACIDADE+DE+FINANCIAMENTO+PARA+OBRAS+OLIMPICAS.html

Morro da Providência resiste a demolição parcial para Olimpíada


Reforma da zona portuária do Rio de Janeiro vai despejar quase mil pessoas

Os moradores do Morro da Providência, a favela mais antiga do Brasil, resistem ao milionário plano de reurbanização do centro do Rio de Janeiro promovido por ocasião dos Jogos Olímpicos de 2016, uma vez que o projeto prevê a demolição de centenas de casas.

O plano de reforma da zona portuária e de seus bairros próximos inclui a construção de um teleférico que subirá até o alto da favela, que tem sua origem no século 18 e que hoje conta com cerca de 5.500 habitantes, segundo dados oficiais.

O projeto contempla o despejo de quase mil pessoas cujas casas estão construídas em áreas de risco, consideradas vulneráveis a sofrer deslizamentos de terra.

As casas condenadas à demolição são identificadas com a sigla SMH, referente à Secretaria Municipal de Habitação, que é vista em diversas fachadas das residências que se proliferam em vielas com pouco mais de um metro de largura.

A presidente da associação de moradores, Maria Helena Santos, disse à "Agência Efe" que a prefeitura abusou da denominação "área de risco" como desculpa para expulsar cerca de 20% das famílias para a construção de projetos que ela qualifica como "turísticos" por ocasião das Olimpíadas.

A prefeitura do Rio construiu 800 casas para realojar a maioria das famílias que serão expulsas do Morro da Providência e oferece como alternativa uma indenização de cerca de R$ 30 mil para quem rejeitar essa opção.

Na opinião de Maria Helena, nenhuma dessas alternativas permite ao proprietário ficar no morro.

A arquiteta Lu Petersen, autora do livro "Militância, Favela e Urbanismo", considerou que o teleférico "é um atentado à história do Rio de Janeiro" por ocasionar tantas demolições neste bairro centenário.

Os primeiros assentamentos no morro remontam ao século 18, segundo os historiadores, e se intensificaram na segunda metade do século 19 com o auge do comércio no porto do Rio, a capital do império brasileiro recém-independente.

Após o fim da Guerra de Canudos, em 1897, centenas de soldados sem lar se instalaram na área, que então passou a ser chamada Favela, em alusão a uma planta homônima (Cnidoscolus quercifolius) muito comum no Nordeste.

Posteriormente, o bairro pobre se expandiu nas décadas seguintes com a chegada de imigrantes espanhóis e portugueses, como foi o caso dos bisavôs de Lúcia Oliveira Silva, de 54 anos, que vive no lugar onde seus antepassados ergueram seu primeiro barraco.

"Está me matando ver como retiram os moradores originais do bairro", disse Lúcia à "Efe", antes de expressar o temor de ser expulsa do local onde sempre viveu com sua família.

Até agora, cerca de 130 famílias foram desalojadas da favela, segundo relatou o fotógrafo e líder comunitário Mauricio Hora, que reivindicou que a transformação do bairro seja feita "de maneira participativa".

O projeto da Prefeitura, com um orçamento de R$ 131 milhões, contempla a construção de uma creche e um centro esportivo, a melhoria do serviço de água e esgoto e o alargamento de algumas vielas.

O teleférico, com capacidade para transportar mil pessoas por hora, ligará o alto do morro à Central do Brasil, uma das principais estações de trem e metrô do Rio.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10976/MORRO+DA+PROVIDENCIA+RESISTE+A+DEMOLICAO+PARCIAL+PARA+OLIMPIADA.html