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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tombamento da Escola Municipal Friedenreich passa em primeira votação na Câmara do Rio


Se for aprovado novamente, projeto será levado para a sanção do prefeito

No local, seria construído um estacionamento do Maracanã

RIO - A Câmara de Vereadores do Rio aprovou nesta terça-feira, por unanimidade, em primeira votação, o projeto de tombamento da Escola Municipal Friedenreich, que fica no complexo esportivo do Maracanã, na Zona Norte. Para ir à sanção do prefeito Eduardo Paes, o projeto ainda terá que ser aprovado em uma segunda votação, de acordo com o Bom Dia Rio. O tombamento impedirá que a unidade escolar, que possui a quarta melhor classificação da cidade do Rio e a sétima do estado, seja demolida para a construção de um estacionamento do estádio do Maracanã, como foi anunciado pelo governo do estado.
No dia 1º deste mês, os alunos, pais e professores fizeram um protesto contra a transferência da escola. Eles questionaram, ainda, a remoção do Museu do Índio, que também fica no local. No dia 28 de novembro, o Ministério Público entrou na Justiça com uma Ação Civil Pública com o objetivo de evitar a demolição do colégio. De acordo com a ação, o Estado e Município não devem adotar qualquer medida que impeça, inviabilize, limite ou não dê o direito à educação na escola. Caso descumpram esta decisão, ambos deverão pagar uma multa diária de R$ 5 mil. A ação também exige que sejam iniciadas as providências para assegurar um local adequado para as instalações da escola para o ano letivo de 2014.
A ação tem por base um inquérito aberto em 2009 pelo MPRJ, no qual os representantes do Município e do Estado informaram que os serviços previstos no contrato de Elaboração de Projeto Executivo e Execução de Obras de Reforma e Adequação do Complexo do Maracanã não contemplariam qualquer intervenção na escola municipal. A informação, segundo o MP, foi confirmada pela Secretaria de Obras no dia 28 de agosto deste ano. No início do mês, no entanto, o governo anunciou a demolição do colégio. Para seu lugar, está projetada a construção das quadras de aquecimento, a serem usadas por jogadores de futebol que competirem no complexo do Maracanã.
A ação também requer que sejam iniciadas as providências que assegurem local adequado para as instalações físicas, administrativas e pedagógicas da escola para o ano letivo de 2014, com efetiva participação da comunidade no processo de transferência. À época do anúncio da demolição, o secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, afirmou que a unidade seria transferida para o prédio da antiga escola de veterinária do Exército, localizado em São Cristóvão, o que causou revolta em muitos pais. Na ação, o MP afirma ainda que a transferência demandará uma série de providências administrativas e estruturais, incompatíveis com o período de transição de ano letivo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tombamento-da-escola-municipal-friedenreich-passa-em-primeira-votacao-na-camara-do-rio-7096137#ixzz2FXfUArXf 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Rio define consórcios para três arenas olímpicas


Os Jogos Olímpicos do Rio-2016 estão se aproximando e a Prefeitura do Rio de Janeiro começa a definir os projetos. Foram divulgados, na última quinta-feira, 6, os consórcios que ficarão responsáveis pelos projetos de três arenas olímpicas.

O centro de tênis, que terá três ginásios, sete quadras descobertas e seis quadras para treinamento, será gerido pelo consórcio 2016 – Especialistas em Eventos Esportivos, formado pelas empresas: GMP Design e Projetos do Brasil Ltda, SBP do Brasil Projetos Ltda, Lumens Engenharia Ltda, e Sustentech Desenvolvimento Sustentável Ltda. O projeto receberá R$ 10, 2 milhões.

O mesmo consórcio ficará responsável pelo centro de esportes aquáticos. O local, com capacidade para 18 mil pessoas, será temporário e custará R$ 8,3 milhões.

O velódromo terá seu projeto assinado pelo consórcio Rio Equipamentos Olímpicos e custará R$ 5,2 milhões. A arena permanente irá substituir a pista de ciclismo criada para Jogos Pan-Americanos de 2007, que não atende às exigências olímpicas. O consórcio é formado pelas companhias: Arqhos-Consultoria e Projetos Ltda; Conen-Consultoria e Engenharia Ltda; JLA-Casagrande Serviços e Consultoria de Engenharia Ltda; M&T Mayerhofer e Toledo Arquitetura Planejamento e Consultoria Ltda.

Juntas, as três arenas custarão R$ 23,8 milhões, dinheiro que será pago pela população por meio da Empresa Olímpica Municipal (EOM).

O Maracanã, outro palco dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, também é alvo de disputa de diversas empresas. A companhia portuguesa Lusoarenas se juntou com a brasileira Traffic e formaram a Stadia, que também já é associada à norte-americana Global Spectrum. O aglomerado de empresas entrará na disputa pela gestão do Maracanã com a IMX, de Eike Batista.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/27/27823/Rio-define-consorcios-para-tres-arenas-olimpicas/index.php

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Escola em Santa Teresa inova com ginásio experimental e consegue taxa zero de evasão


Colégio também conquistou primeiros títulos em campeonatos da cidade

RIO - Inaugurado em abril deste ano, o primeiro ginásio experimental olímpico (GEO) da prefeitura do Rio já tem o que comemorar. Além de conquistar os primeiros títulos em campeonatos da cidade, a Escola Municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, encerra o ano com evasão zero entre seus 342 alunos. As turmas entre o 6º e 9º anos estudam em tempo integral e contam com 10 tempos, por semana, para atividades esportivas. O projeto é baseado na experiência de outros países em iniciação esportiva para jovens e será expandido pela Secretaria municipal de Educação em 2013, como parte do legado social dos Jogos Olímpicos de 2016. Ao todo, até 2017, serão abertos seis GEOs que funcionarão em tempo integral.
—Nas outras escolas públicas, os alunos procuram as vilas olímpicas principalmente para o lazer. No GEO, a prática de esportes faz parte da grade curricular —afirma o gerente do projeto na Secretaria municipal de Educação, Maurício Pinto.

Modelo testado no exterior
As atividades são variadas e incluem futebol, tênis de mesa, vôlei, atletismo e até xadrez. Professor de educação física, Maurício explica que o objetivo do programa não é criar atletas em série para futuras olimpíadas. Mas transformar o amor ao esporte em um projeto de vida.
— A proposta deste e dos próximos GEOs que serão implantados é trabalhar o esporte como um valor. Se um aluno daqui não tiver condições de virar um atleta, pelo menos ele poderá orientar suas habilidades para buscar, no futuro, uma formação em atividades afins como, por exemplo, treinador, médico da área esportiva ou fisioterapeuta. Eu mesmo sou um exemplo — observa. — Jogava futsal, mas não era tão bom para me tornar profissional. Acabei estudando educação física.
No primeiro ano, a escola chegou à final do tênis de mesa do campeonato intercolegial e ficou em terceiro lugar numa das categorias de atletismo. Nos jogos estudantis, em que participam apenas escolas da prefeitura, a Juan Antonio Samaranch conquistou nove troféus em várias modalidades esportivas. Para desenvolver o projeto implantado no Rio, foram estudados os modelos de iniciação ao esporte na Austrália, Estados Unidos, China e Canadá. Em cada país há um nível maior ou menor de exigência para os estudantes. A seleção dos alunos foi feita pela internet: em um questionário, os candidatos respondiam se participavam de competições oficiais (federados); ou se já tinham participado de algum tipo de competição. Também indicavam o esporte de sua preferência e outros dois que desejavam aprender ou treinar.
O primeiro ginásio experimental funciona numa antiga escola da colônia japonesa que tinha todas as janelas blindadas devido ao risco de balas perdidas. Cercada pelos morros dos Prazeres e Fallet, acabou fechando as portas em meio aos tiroteios, quando ainda não havia as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). A prefeitura decidiu adquirir a área para instalar sua unidade, aproveitando a infraestrutura existente, que já contava com campo de futebol e quadras de esporte.

Alunos sonham ser atletas
Com a chegada da UPP, a situação mudou e a escola hoje conta até com alunos que vieram de outros bairros da cidade e até da Baixada Fluminense. Dos antigos ocupantes, ficaram apenas algumas placas bilíngues, como as que identificam em japonês os nomes das plantas do jardim da escola.
— Sonho em ser atleta profissional, e o esporte que mais gosto é o handball. A chance de me preparar para isso surgiu no GEO. Essa é uma escola muito diferente daquelas que as pessoas estão acostumadas. Todos tentam dar o melhor de si — diz Gabrielle Castro, aluna do 7º ano.
Gabrielle, além de jogar handball, também pratica atletismo (revezamento 4x100m) e corrida de obstáculos. Em 2013, ela poderá ter a companhia de novos colegas. O ginásio olímpico de Santa Teresa oferecerá 105 vagas adicionais.
Os demais GEOs serão instalados nas proximidades de vilas olímpicas mantidas pela prefeitura e próximo ao futuro Parque Olímpico da Barra da Tijuca. No ano que vem, serão duas novas escolas: Doutor Sócrates (junto à Vila Olímpica de Pedra de Guaratiba) e Félix (ao lado da Vila Olímpica do Caju), ambas com 415 vagas. Em 2014, começará a funcionar o primeiro ginásio paralímpico em Honório Gurgel, com 250 vagas.

Em 2017, escola na barra
Finalmente, em 2017, será aberta uma unidade nas imediações do Parque Olímpico, que está em construção no terreno onde era o Autódromo Nelson Piquet. O projeto prevê que parte da instalações do ginásio de handball, que foi projetado como arena provisória, seja reaproveitada como um ginásio olímpico em local a ser definido pela prefeitura. A estrutura restante será subdivida para abrigar outros equipamentos públicos, como creches e até mesmo outras escolas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/escola-em-santa-teresa-inova-com-ginasio-experimental-consegue-taxa-zero-de-evasao-6830940#ixzz2E0xDVYl1 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Decisão de desmontar velódromo divide opiniões


Federação de ciclismo irá à Justiça para garantir treinos. Confederação não vê problema em remoção de pista

Por Antonio Werneck

RIO - Diante da nova polêmica com a decisão da Empresa Olímpica Municipal de desmontar o velódromo dos Jogos Pan-Americanos de 2007 — que custou R$ 14 milhões — o Ministério do Esporte anunciou na sexta-feira que caberá ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) encontrar um local alternativo para os atletas de alto rendimento do ciclismo continuarem seus treinos, até a construção de uma nova pista com especificações olímpicas.
Como informou O GLOBO na sexta-feira, a presidente da Empresa Olímpica, Maria Silvia Bastos Marques, explicou que vários fatores pesaram na decisão, como o custo-benefício de reformar ou construir um novo circuito. E ainda um parecer da União Ciclística Internacional (UCI) relatando falhas de projeto, que impediriam a homologação da pista para os Jogos de 2016 sem a realização de uma complexa reforma.
O presidente da Federação de Ciclismo, Cláudio da Silva Santos, explicou ontem que não é contra a construção de um novo velódromo, mas prometeu entrar com uma ação na Justiça para impedir que os atletas fiquem sem treinos.
— A solução apresentada até agora é absurda. Ficaremos sem lugar para treinar até a construção do novo velódromo. E isso nós não vamos permitir — afirmou Santos.
Já o presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo, José Luiz Vasconcellos, afirmou que não vê problema na decisão de levar para Goiânia o velódromo do Rio:
— Precisamos de uma pista olímpica. O que foi construído é inadequado para provas internacionais. Há alternativas para os atletas manterem seus treinamentos.
A decisão de desmontar o velódromo havia sido anunciado por Maria Silvia em junho, no lançamento da demolição do antigo autódromo Nelson Piquet. O traçado olímpico é projetado para que os ciclistas alcancem até 85km/h. No velódromo do Pan, os ciclistas só conseguem chegar a 65km/h, mas correndo o risco de acidentes, devido à configuração da pista. O número de assentos também é insuficiente. A versão olímpica exige 5 mil lugares, enquanto hoje existem apenas 1.500 assentos disponíveis. Duas colunas obstruem ainda a visão da pista.

Prefeitura pretendia aproveitar a estrutura
O debate em torno da adaptação do velódromo do Pan-Americano para os Jogos Olímpicos Rio 2016 tomou fôlego em julho passado, quando a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, anunciou a retirada da estrutura para abrir espaço às obras do complexo esportivo no antigo Autódromo Nelson Piquet. A ideia acabou repercutindo. E a polêmica levou o prefeito Eduardo Paes, então em plena campanha para reeleição, a apresentar nova proposta.“Derrubar não dá. A gente faz as adaptações. Temos que aprender a fazer as coisas e mantê-las”, chegou a afirmar o prefeito na ocasião.
O velódromo custou R$ 14,1 milhões aos cofres municipais e ao Ministério do Esporte. Agora, a prefeitura concordou em doar o equipamento ao governo federal que, por sua vez, anunciou que parte da estrutura será levada para Goiânia.
Para justificar a desmontagem do equipamento, Maria Silvia voltou a usar um parecer da União Ciclística Internacional (UCI), que encontrou falhas de projeto que impediriam a homologação da pista para os Jogos Olímpicos sem uma reforma. Pesou na decisão o alto custo de uma reestruturação, semelhante ao que se gastaria se um novo velódromo fosse construído.
Segundo Maria Sílvia, a estimativa de custos, de setembro deste ano, revela que um velódromo novo custaria R$ 134 milhões, ao passo que a reforma da pista atual sairia por R$ 126 milhões.
Os problemas da estrutura já eram conhecidos há dois anos. Entre eles, o velódromo do Pan tem dois pilares fincados no centro da pista, que impedem que árbitros e público tenham visão completa dos atletas. Nas olimpíadas, isso impediria a homologação dos resultados. Com a decisão, o novo velódromo olímpico, inicialmente concebido como provisório, será mantido depois dos jogos.
O velódromo não é a única instalação erguida para os Jogos Pan-Americanos que não será aproveitada, contrariando previsão original. O Parque Aquático Maria Lenk (que custou mais de R$ 60 milhões) receberá apenas as provas de saltos ornamentais e o polo aquático. Ele ficou defasado porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) mudou, após a sua construção, as regras para as instalações das demais provas de natação. Um novo centro aquático provisório será erguido. Outro equipamento que será desmontado após os jogos será o Centro de Tênis. Parte das estruturas será reaproveitada em escolas e creches.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/decisao-de-desmontar-velodromo-divide-opinioes-6625436#ixzz2BLoix3dG 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rio 2016: prefeitura adia licitações olímpicas por tempo indeterminado


A decisão foi tomada porque o Tribunal de Contas do Município (TCM) solicitou esclarecimentos sobre detalhes do edital

Por LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO - A prefeitura do Rio adiou por tempo indeterminado as primeiras licitações para contratar as empresas que ficarão responsáveis por elaborar os projetos das instalações esportivas do futuro Parque Olímpico no terreno onde hoje fica o Autódromo Nelson Piquet. A decisão foi tomada porque o Tribunal de Contas do Município (TCM) solicitou esclarecimentos sobre detalhes do edital. O TCM ainda não tem prazo para analisar novamente os editais. Apesar disso, a Empresa Olímpica Municipal informou que não haverá atraso nas obras para os Jogos Olímpicos.
O adiamento das licitações foi informado nesta segunda-feira pela Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe). Ao todo, a prefeitura receberia esta semana propostas para o desenvolvimento de três projetos. Duas concorrências seriam realizadas já nesta terça-feira. A primeira é relativa a um centro de tênis temporário formado por três estádios com sete quadras de competições e seis quadras de aquecimento. O projeto ocupará uma área de mais de 90 mil metros quadrados no autódromo com capacidade para um total de 19.750 espectadores. Também nesta terça-feira, seriam entregues as propostas para um parque aquático temporário com 18 mil lugares.
Segundo a prefeitura, foi adiada também a licitação para contratar a empresa responsável pelo projeto de um velódromo com 5 mil lugares, que estava marcada para quarta-feira. A Empresa Olímpica Municipal informou que ainda não bateu o martelo se essa será uma nova estrutura ou se a existente será reaproveitada no novo projeto. O atual velódromo do Rio, além de ter capacidade para apenas 1.500 espectadores, foi construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 sem seguir os padrões olímpicos. A estrutura conta com pilastras que impedem a visão completa da pista.
Por enquanto, está mantida a abertura dos envelopes do projeto de uma arena de handebol com capacidade para 12 mil espectadores. A concorrência está marcada para o dia 20 de setembro. O edital prevê que a estrutura será reaproveitada após os jogos, com os materiais sendo reutilizados, para construir creches ou escolas, por exemplo.
As obras do Parque Olímpico do Rio começaram em julho com a demolição das arquibancadas do Autódromo numa parceria público privada feita pela prefeitura, A expectativa da prefeitura é que as instalações esportivas sejam licitadas ano que vem quando os primeiros projetos executivos e orçamentos já estarão definidos com a contratação dos projetos. A construção do Parque Olímpico começou sem que o novo autódromo do Rio a ser erguido numa antiga área de exercícios militares de Deodoro, tenha tido seu licenciamento concluído. 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/rio-2016-prefeitura-adia-licitacoes-olimpicas-por-tempo-indeterminado-5989092#ixzz25YMOaSpT 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Projetos executivos de ampliação do Elevado do Joá e de túneis ficam prontos até dezembro


Há mais de um ano, obras foram anunciadas pela prefeitura como solução para o trânsito entre a Barra e a Zona Sul

Por Isabela Bastos

RIO - Mais de um ano após ser ressuscitada pela prefeitura como solução para o trânsito entre a Barra da Tijuca e a Zona Sul, a tempo dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a ampliação do Elevado do Joá e dos túneis do Joá e de São Conrado começa a tomar forma. A Geo-Rio deverá concluir até dezembro os projetos executivos de implantação de uma terceira faixa de rolamento na pista superior do elevado, junto à encosta. O início das obras está previsto para o segundo semestre de 2013, com prazo de duração de pelo menos dois anos.

A quatro anos dos Jogos, contudo, a prefeitura ainda não anunciou o que fará para eliminar a outra ponta do gargalo, entre o Leblon e São Conrado. O projeto de duplicação da Avenida Niemeyer foi engavetado. E o plano de transportes das Olimpíadas, com as medidas para garantir a circulação de atletas, visitantes e moradores, só deverá estar pronto em 2013.

Orçados em R$ 2,7 milhões, os projetos executivos do Joá terão que indicar se haverá necessidade de corte de rocha e obras de contenção. Já está definido que, para receber a terceira faixa, a pista do elevado será aumentada de 10,8 metros para 14,2 metros de largura. Os túneis passarão de 9 para 13,7 metros de largura. O elevado ganhará uma ciclovia (com largura de até dois metros, dependendo do trecho), voltada para o mar. O objetivo é ligar a malha cicloviária de São Conrado à Barra. Haverá dois recuos de segurança (60cm cada).

Anunciado pela primeira vez nos anos 90 — quando chegou a ser licitado, mas acabou abandonado por falta de recursos —, o projeto foi reapresentado pela prefeitura ao Comitê Olímpico Internacional em abril de 2011. A ligação Barra-Zona Sul era considerada pelo COI um dos principais problemas da candidatura do Rio aos Jogos. O estado decidiu construir a Linha 4 do metrô, mas a medida foi considerada insuficiente. Outras soluções viárias foram estudadas, como a implantação de um corredor de BRT, o alargamento da Autoestrada Lagoa-Barra e a ampliação da Avenida Niemeyer.

Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, os projetos executivos precisarão ainda mostrar a melhor solução para a Ponte da Joatinga, na Barra. A prefeitura quer aproveitar o espaço existente, refazendo a sinalização horizontal e aumentando para três as duas faixas de rolamento atuais. Mas há dúvidas sobre a viabilidade técnica da manobra. Os projetos terão que esclarecer como executar a construção com o menor impacto possível no trânsito. Pelo elevado passam 112 mil veículos por dia, segundo estatísticas da CET-Rio.
Projetos Executivo
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/projetos-executivos-de-ampliacao-do-elevado-do-joa-de-tuneis-ficam-prontos-ate-dezembro-5977187#ixzz25Ph7808Q 

sábado, 1 de setembro de 2012

Prefeitura do Rio finaliza etapa do BRT Transcarioca


Alça do mergulhão Billy Blanco, próxima ao terminal Alvorada, será inaugurada no domingo

A Secretaria Municipal de Obras do Rio de Janeiro vai inaugurar no próximo domingo (2) uma alça do mergulhão Billy Blanco, próxima ao terminal Alvorada, local de onde sairão os veículos do BRT Transcarioca. As obras da linha chegaram a 32%

O novo mergulhão tem 670 metros de extensão e oito metros de largura no entroncamento das duas alças até o final da estrutura. Na entrada, conta com as duas alças, com uma faixa em cada uma. Na saída, há uma pista com duas faixas. 

A obra custou R$ 80 milhões e contou com 350 operários. Em julho, a prefeitura entregou a primeira etapa do mergulhão. Os trabalhos tiveram duração, no total, de 17 meses.

Há quatro meses, o mergulhão do Campinho e o viaduto Negrão de Lima, que também fazer parte do trajeto da Transcarioca, foram inaugurados. Na ocasião, o BRT Transcarioca chegou a 27,5% de execução. 

A avenida Ayrton Senna terá também uma ponte estaiada de 300 metros de extensão, com conclusão prevista para dezembro deste ano. Orçada em R$ 120 milhões, a obra vai conectar as lagos de Jacarepaguá e da Tijuca. A primera etapa do BRT ainda inclui a construção de quatro viadutos e a urbanização das áreas.

A Transcarioca terá 39 quilômetros, 45 estações e três terminais. De acordo com a prefeitura, o sistema vai transportar 400 mil passageiros por dia e deve diminuir pela metade o tempo de viagem entre a Barra da Tijuca e o aeroporto do Galeão, que hoje é de duas horas.

A conclusão da linha está prevista para o final de 2013 e o investimento total é de R$ 1,5 bilhão, com financiamento de R$ 1,18 bilhão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A obra está incluída na Matriz de Responsabilidades da Copa.

O Rio terá mais três linhas de BRT (Transoeste, Transbrasil e Transolímpica) prontas até dezembro de 2015. Além disso, ocorrerá a expansão da linha 4 do metrô, ligando a zona sul à Barra da Tijuca, com passagem por São Conrado. O objetivo é interligar os três principais modais da cidade: trem, metrô e ônibus.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10635/PREFEITURA+DO+RIO+FINALIZA+ETAPA+DO+BRT+TRANSCARIOCA.html

domingo, 12 de agosto de 2012

Próximo prefeito do Rio terá grandes desafios olímpicos


Futura gestão precisará garantir legado social das Olimpíadas e cumprir prazos

Por Cassio bruno e Renato Onofre

RIO - Começa hoje a contagem regressiva para o início dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Nos próximos quatro anos, caberá ao prefeito eleito cumprir e entregar no prazo as obras de infraestrutura da cidade previstas no compromisso enviado ao Comitê Olímpico Internacional (COI), além de gerenciar a construção das principais instalações olímpicas. Outro desafio da futura gestão municipal será garantir que a realização da competição represente também um legado social aos cariocas.

Em outubro, termina o prazo para eventuais modificações nos projetos. A partir daí, eles não serão mais passíveis de alterações.
O prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição, afirma que manterá todos os projetos atuais e que sua maior preocupação, se vencer, será com a própria organização do evento. Paes lidera com folga as pesquisas: segundo o Ibope, tem 49% das intenções de voto, e, pelo Datafolha, 54%. Marcelo Freixo (PSOL), que aparece em segundo, está longe: tem 8%, pelo Ibope, e 10%, pelo Datafolha.

Rodrigo Maia (DEM), Otavio Leite (PSDB) e Aspásia Camargo (PV) são unânimes. Para não fazer feio, a prefeitura terá de reestruturar o trânsito. Freixo diz que falta transparência nos contratos com o setor privado, o que dificultará o evento.
Fazendo considerações genéricas, nenhum dos quatro oposicionistas, porém, detalhou ao GLOBO a proposta sobre como conduzir o projeto olímpico do Rio.
— Sem dúvida, é organizar o trânsito da cidade durante o período das competições. O exemplo de Londres nos aponta isso — afirma Leite.
— Precisamos estruturar a engenharia de tráfego da cidade, que, infelizmente, anda muito mal nos últimos tempos — completa Maia.
Aspásia lembra que a ampliação do sistema de transporte não é função da prefeitura:
— Não é o prefeito que pode dar soluções mais robustas, como ampliação de linhas de metrô e de transporte sobre trilhos.

Das obras visando a melhorias físicas para a cidade, a construção dos ramais de ônibus articulados (BRTs) é a mais adiantada, apesar de já apresentar problemas de manutenção, como buracos. Estão previstos 150 quilômetros de vias, divididas em quatro linhas: Transoeste, Transcarioca, Transolímpica e Transbrasil.
Em Londres, que tem um dos mais completos sistemas de transporte de massa do mundo, com interligações entre trem, metrô e ônibus, os Jogos também significaram engarrafamentos, ligando o sinal de alerta do Comitê Olímpico Rio 2016.
— Em qualquer cidade que receba os Jogos, o transporte é sempre o desafio — afirma o diretor do Comitê Olímpico Rio 2016, Leonardo Gryner.

Legado social é preocupação
O investimento social é outra preocupação. Pelo dossiê de encargos, há o compromisso de investir em comunidades carentes no entorno dos complexos esportivos. Paes afirma que já há investimentos nesse setor:
— Pergunta à dona Maria que saía de Santa Cruz para a Barra da Tijuca num ônibus comum o que representou para ela a inauguração da Transoeste. Um de nossos grandes legados (sociais) é transporte. Nós concluímos as vilas olímpicas do Caju e do Mato Alto, e estamos construindo mais duas em Guaratiba e Honório Gurgel. Sem contar o projeto Morar Carioca para urbanizar as comunidades.
Sandro Corrêa, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, alerta:
— O legado social tem que ir além da melhoria de infraestrutura. E deve ser sentido também no campo administrativo, com o saneamento das contas públicas após os Jogos Olímpicos.
Nos Jogos Pan-americanos do Rio, em 2007, o orçamento previsto inicialmente era de R$ 414 milhões. Mas, no fim, as obras custaram R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos.

A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, informou que só no segundo semestre do ano que vem o custo dos Jogos será conhecido. O orçamento original, apresentado no Dossiê de Candidatura em 2007, previa investimentos de R$ 28,8 bilhões, valor hoje considerado defasado. Destes, R$ 23,2 bilhões seriam aplicados em infraestrutura e instalações pelos três níveis de governo, e R$ 5,6 bilhões, pelo Comitê Organizador.

Ficam para o próximo prefeito questões como a construção de um novo autódromo, exigida pela Confederação Brasileira de Automobilismo pela cessão da pista que receberá o Parque Olímpico. Assim como a remoção das famílias que moram ao lado da futura instalação, em Jacarepaguá. Há indefinições quanto ao reaproveitamento do Velódromo e do estádio de São Januário para competições de rugby.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/proximo-prefeito-do-rio-tera-grandes-desafios-olimpicos-5763820#ixzz23LLEFIcS

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O velódromo da discórdia


Prefeito do Rio cogita pagar R$ 100 milhóes para reformar o velódromo ao invés de gastar R$ 115 milhões para erguer um novo

Por Michel Castellar

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltou a causar uma saia-justa nesta sexta-feira ao dizer que o velódromo dos Jogos Pan-Americanos Rio-2007 não será demolido para a construção de um novo. A afirmação foi feita durante o balanço apresentado pela capital fluminense em Londres, sobre os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 que, amanhã, chegarão a marca de quatro anos para o seu início.

No dia 26, o LANCE! revelou que pelos cálculos iniciais, a reforma do atual velódromo, que o deixará em condições para os Jogos Rio-2016, foi orçada em R$ 105 milhões. E que, com R$ 10 milhões a mais, seria possível erguer um novo.
- Se gastarmos R$ 5 milhões a menos, já se deixa de gastar dinheiro público - disse Paes.

Ao fazer essa afirmação, o prefeito do Rio deixou  nas entrelinhas a possibilidade de investir R$ 100 milhões para reformar um equipamento. E, neste caso, o custo-benefício pode não ser benéfico.
- A conta não é só matemática. Temos uma infraestrutura pronta, que consumiu uma série de recursos públicos e não justificaria derrubar o velódromo que, à época, custou R$ 14 milhões - afirmou o prefeito do Rio.

A insistência do prefeito em reformar o velódromo é vista no Comitê Rio-2016 como uma declaração política. Já que Paes está em campanha para ser reeleito.
Mas os preparativos para a transferência do velódromo do Rio continuam em andamento. O Ministério do Esporte trabalha em parceria com a prefeitura de Goiânia para viabilizar a mudança.
O consenso entre os organizadores dos Jogos é o de que reformar o velódromo não será aconselhável.
- Acho que seria um péssimo exemplo demolir um investimento feito com recursos públicos para fazer a vontade de uns poucos - discursou o prefeito do Rio.

Aeroporto, doping e Maracanã
Em uma plateia repleta de jornalistas estrangeiros, o Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 foi sabatinado com todo o tipo de perguntas. Dentre elas, as situações do aeroporto, as críticas sobre o laboratório de doping e o fechamento do Maracanã.
- O governo federal já constituiu um grupo operacional e já temos o compromisso de entregar a primeira versão do modo operacional no fim deste ano - disse o diretor-geral do Comitê Rio-2016, Leonardo Gryner, ao falar sobre o Aeroporto Internacional Tom Jobim que, recentemente, despertou a atenção do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

Sobre as críticas referentes à falta de estrutura para a realização de exames de doping, Gryner ressaltou que o governo federal já trabalha na resolução do problema. Mas admitiu que o país está atrasado em relação a essa questão.

Indagado sobre o Maracanã, o diretor-geral do Comitê Rio-2016 reafirmou que o estádio será fechado para partidas de futebol quatro meses antes dos Jogos. A medida é para prepará-lo para a Cerimônia de Abertura.

Durante o balanço, o Rio-2016 frisou que todos os preparativos estão dentro do cronograma do COI.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/rio2016/velodromo-discordia_0_748725365.html#ixzz22XHPJWeM 

Prefeito volta a dizer que não vai demolir Velódromo de Jacarepaguá


Após iniciar contagem regressiva para os Jogos de 2016, ele disse que está estudando formas de adaptar o local

Por Luiz Ernesto Magalhães e Ana Cláudia Costa

RIO — O prefeito Eduardo Paes voltou a dizer na manhã desta sexta-feira, durante a apresentação do cronograma de obras para as Olimpíadas de 2016, que não vai demolir o velódromo de Jacarepaguá. Segundo Paes, seria um desrespeito com a população e com o dinheiro público colocar abaixo uma obra já pronta que custou caro. O prefeito garantiu que está estudando alternativas para adaptar o velódromo às medidas padronizadas para a disputa de provas para os Jogos de 2016.
— Decidimos reavaliar a demolição do espaço. É inaceitável derrubar. Vamos viabilizar naquele espaço o velódromo. Vamos caminhar para uma solução — disse Eduardo Paes, ao lado da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, em entrevista coletiva no Centro de Operações da prefeitura.

Em julho, a prefeitura divulgou o edital para a elaboração dos projetos básico e executivo da construção de um espaço para as competições de ciclismo. Embora o termo “reforma” não apareça ao longo do documento, à época da divulgação, a EOM informou, em nota, que ainda não havia decidido se o atual velódromo seria substituído ou apenas adaptado às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O prefeito já havia afirmado que pretendia manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e adaptá-lo para as Olimpíadas. No entanto, após a divulgação de três editais elaborados pela Riourbe, responsável pelas obras, a EOM informou que a decisão final do que fazer só seria tomada em setembro, antes da licitação. Um dos editais previa gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de um novo velódromo.
Há dois anos, o Ministério do Esporte e a Federação de Ciclismo do Rio reconheceram que o equipamento não poderia ser aproveitado nas Olimpíadas, porque sua estrutura contém vigas de sustentação que interferem na observação completa da pista pelo árbitros, o que impedia a homologação dos resultados olímpicos.

Contagem regressiva para os Jogos de 2016
Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes e a presidente da EOM participaram de uma videoconferência com um grupo que está em Londres acompanhando os Jogos Olímpicos. Durante o evento, eles deram início à contagem regressiva para os quatro anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Paes afirmou ainda que o Rio ainda tem três desafios enormes pela frente para as Olimpíadas de 2016: o cronograma, a infraestrutura e a segurança.
— O Rio ainda está em 2012 no prazo de projetos a serem realizados para 2016 — afirmou o prefeito. Durante a entrevista coletiva, Paes anunciou ainda que o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, será transformado em um Centro Olímpico de Treinamento (COT) após as Olimpíadas. O local terá 1,18 milhão de metros quadrados, segundo a prefeitura.

Impasses atrasam divulgação de orçamento
O diretor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Leonardo Gryner, disse, em entrevista coletiva em Londres, que apenas em meados de 2013 será possível ter uma estimativa mais precisa de quanto custará a realização do evento no Rio. Isso porque muitos projetos previstos ainda não foram orçados. Gryner lembrou que falta inclusive definir a localização de duas instalações esportivas: a do hóquei sobre a grama e a do rugby, cuja decisão terá que ser tomada até outubro, antes da nova visita de avaliação que o Comitê Olímpico Internacional (COI) fará à cidade, o que deve acontecer no início de novembro.
— Nossa referência ainda são valores da candidatura. No entanto, muita coisa foi revista. O valor exato só teremos no fim do primeiro semestre do ano que vem — disse Leonardo.

Inicialmente, o hóquei sobre a grama ficaria no Parque Olímpico. O espaço vai ocupar 20% da área ocupada hoje pelo Autódromo Nelson Piquet, que possui 1,2 milhão de metros quadrados. No local, estão confirmadas as competições de 14 modalidades olímpicas e seis paralímpicas. Leonardo explica que, ao elaborar o plano diretor de ocupação das instalações esportivas, a empresa Aecom (a mesma que projetou o Parque Olímpico de Londres) não encontrou espaço para acomodar a instalação de forma a dar um aproveitamento racional para a área. Além dessas instalações, falta também o orçamento de várias instalações esportivas dos parques do Autódromo e de Deodoro. Segundo o diretor, os valores só serão conhecidos quando os projetos executivos estiverem prontos, o que deve acontecer a partir do início de 2013.

— Nós queremos levar as provas de hóquei para o Parque Olímpico de Deodoro (administrado pelas Forças Armadas). Mas ainda estamos discutindo isso com a Federação Internacional — disse Leonardo.
Já as competições de rugby estão previstas para serem realizadas no Estádio de São Januário, em São Cristóvão. Contudo, as negociações com o Vasco da Gama não terminaram.
Também durante a entrevista, Leonardo Gryner concordou com as críticas de que o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ ainda não está preparado para realizar todos os exames antidoping exigidos em Olimpíadas. Segundo o diretor, o laboratório, que processou amostras nos Jogos Panamericanos de 2007, vai ganhar um novo prédio.

O diretor-geral da Rio 2016 previu também que o Maracanã terá que ficar pelo menos quatro meses fechado (de abril a julho) para receber toda a sinalização e instalações provisórias necessárias para os Jogos Olímpicos, que começam em agosto.
— Os serviços devem durar seis meses. Nos dois primeiros meses, ainda poderá haver jogos. Mas depois, não.

O orçamento original dos jogos apresentado no Dossiê de Candidatura em 2007 previa investimentos de R$ 28,2 bilhões. Destes, R$ 23,2 bilhões em infraestrutura (chamado orçamento não-Cojo) sob responsabilidade dos governos e R$ 5,6 bilhões (orçamento Cojo). Esses R$ 5,6 bilhões são receitas do Comitê Organizador (patrocínios, contrubição do COI, venda de produtos entre outras fontes) para preparar as instalações olímpicas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-volta-dizer-que-nao-vai-demolir-velodromo-de-jacarepagua-5678786#ixzz22XEUshKj 

Prefeito diz que reforma de R$ 70 mi é melhor que demolir velódromo


Eduardo Paes voltou a defender as mudanças nas instalações usadas no Pan 2007

O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, voltou a defender hoje (3) que o velódromo construído no Rio para os Jogos Pan-Americanos de 2007 seja reformado, e não derrubado. Segundo ele, para atender às exigências do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, a reforma da instalação, que, na época do Pan, custou R$ 14 milhões, sairá mais barata que a construção de um novo.

Em entrevista à imprensa, transmitida ao vivo para Londres, o prefeito disse, no Rio, que, de toda a infraestrutura construída, uma boa parte pode ser aproveitada. Ele descartou a oferta do Ministério do Esporte de desmontar o velódromo e remontá-lo em outra cidade. Para o prefeito, vale a pena fazer a reforma mesmo que o custo seja alto. Avalia-se que a obra custará R$ 70 milhões.

"A conta não é só matemática", disse Paes. "Uma coisa é a pista, que pode não servir, mas outra coisa é a base, a infraestrutura embaixo, aquilo não serve para nada, vamos jogar fora?", perguntou. "O Brasil não é um país rico, o Rio não é uma cidade rica. Nossa lógica é o legado para a cidade. Não vamos fazer derrubar daqui e um elefante branco acolá".

A decisão de reformar ou não a instalação será anunciada até o final deste ano por um grupo de trabalho formado pelo Poder Público e o comitê organizador. Eles aguardam a conclusão do projeto executivo da obra no velódromo, que deve ser licitado em setembro, para bater o martelo, explicou a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos.

A demolição da instalação construída pela prefeitura do Rio e pelo governo federal foi defendida pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 porque a estrutura não atende à recomendações da Federação Internacional de Ciclismo.

A inadequação era conhecida, e constava do dossiê da candidatura da cidade às Olimpíadas de 2016 fazer as modificações, dentre as quais a ampliação da capacidade do velódromo de 1,5 mil para 5 mil lugares. A reforma tinha sido estimada em R$ 70 milhões pela Empresa Olímpica Municipal.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10468/PREFEITO+DIZ+QUE+REFORMA+DE+R+70+MI+E+MELHOR+QUE+DEMOLIR+VELODROMO.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Tombamento de sede livra América de despejo


Imóvel centenário na Tijuca passa às mãos do poder público, mas o clube de futebol, que será indenizado, continua no terreno

Por Simone Candida e João Máximo

RIO - O fantasma do despejo deixou de rondar a sede do América Football Club. Por considerar a agremiação esportiva da Tijuca de grande importância histórica para a cidade, o prefeito Eduardo Paes decretou nesta terça-feira o tombamento definitivo do imóvel centenário da Rua Campos Sales 118. Paes, que já havia tombado provisoriamente o prédio em fevereiro de 2010, assinou mais dois decretos que vão impedir a sua descaracterização: um de uso e ocupação, que restringe a utilização da construção para fins esportivos, recreativos e de lazer, e outro que declara a edificação de utilidade pública para fins de desapropriação. Segundo a prefeitura, a sede do América passará para as mãos do poder público, que indenizará o time num valor ainda a ser definido. O clube, no entanto, permanecerá no terreno.
No decreto de tombamento, o prefeito justifica que o “América Football Club é um dos clubes mais tradicionais do Rio de Janeiro e foi a inspiração de nome para todos os outros ‘Américas’ do Brasil”.
— O que eu fiz foi o necessário para evitar o leilão. Agora, vamos estudar a melhor alternativa para o América — afirmou Paes.
Com dívidas que somam R$ 21 milhões (R$ 5 milhões só de causas trabalhistas e R$ 1,2 milhão em contas da Cedae), o clube vem tentando sanear o caixa, segundo o presidente Vinicius Cordeiro. Ele diz que, a partir de agora, terá novo fôlego para reerguer o América, que atualmente joga na série B do Campeonato Estadual:
— O prefeito Eduardo Paes soube da situação, ficou sensibilizado e decidiu ajudar o clube com o tombamento. Vencemos mais uma batalha, mas ainda temos muito pela frente .
Segundo Cordeiro, a sede seria leiloada por causa de uma dívida de R$ 938 mil contraída entre 1997 e1999, por determinação da 6 Vara de Fazenda Pública do Rio. Já as dívidas previdenciárias de 2006 a 2011 foram pagas, e o clube está negociando outras. De acordo com o presidente, a solução de leiloar o imóvel, avaliado em R$ 20 milhões, para pagar a dívida de R$ 938 mil não foi aceita pela Justiça porque, no passado, outras administrações tinham negociado parcelamentos e não cumpriram o acordo. Ainda segundo Cordeiro, nos últimos 12 meses o clube tem feito melhorias na sede e reabriu escolinhas de esporte e o teatro.
— Vamos receber entre R$ 16 milhões e R$ 20 milhões de uma ação na Justiça contra a Eletrobrás por conta de patrocínio. Já ganhamos a causa e só estamos aguardando a execução. Pretendemos pagar nossas dívidas — garante, acrescentando que no último ano o número de sócios passou de 412 para 900.
O América foi fundado em 1904, a partir de uma cisão no Clube Atlético da Tijuca. Sua primeira partida oficial aconteceu em 6 de agosto de 1905, num amistoso com o Bangu Atlético Clube. A sede principal está no mesmo endereço há 101 anos. Ali ficava o primeiro estádio do clube, que teve capacidade para 25 mil espectadores. Em 1993, o terreno do campo de treinamento do América, no Andaraí, foi vendido e, com o dinheiro, o clube construiu um novo estádio em Édson Passos, na Baixada Fluminense. O último título conquistado pelo clube foi em 1982.

‘Torcer, torcer, torcer até morrer’
O América já foi o segundo clube de todo mundo e, antes disso, o primeiro de muita gente. Numa época em que os clubes de futebol realmente representavam o bairro onde tinham sua sede, a maioria dos tijucanos torcia por ele. Pela simpatia, pelo carisma e por algumas lendas que fazem do futebol a mais encantadora das mitologias brasileiras. Um exemplo: Belford Duarte. Aos olhos do torcedor de hoje, parece impossível ter existido um jogador de futebol capaz de confessar ao árbitro que realmente cometera um pênalti que o árbitro não vira. Ética assim vale mais do que o prêmio que passou a ter seu nome, dado aos cada vez mais raros jogadores de bom comportamento.
Quando ganhou o Campeonato Carioca de 1922, tornando-se o “campeão do centenário”, o América era presidido por um senhor elegante, distinto como Belfort Duarte, que morreria num desastre de trem. Seu nome: Raul Meirelles Reis. Tinha um filho muito inteligente, América também, com passagem pela linha média do time de juvenis. Seu nome: Mário Reis. Pois o cantor famoso, que criou o modo brasileiro de cantar, 30 anos antes de João Gilberto, foi dos mais ilustres e apaixonados torcedores do clube. Tanto ou mais até seu grande amigo Lamartine Babo, autor do hino do clube, aquele em que promete torcer, torcer, torcer até morrer, e que foi calcado numa canção americana de 1912. Ambos, não por coincidência, moradores da Tijuca. Depois, a ideia de bairro, de esquina, de moradores orgulhosos de onde vivem, foi se diluindo em meio ao crescimento da cidade. Mário Reis, por exemplo, foi morar no Copacabana Palace. E o próprio clube da Rua Campos Sales foi mudando de pouso. O América deixou de ser o primeiro clube de muita gente e, sofrendo no purgatório da segunda divisão carioca, talvez já não seja o segundo. Torçamos até morrer para que volte a ser.

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Polêmica para construir um novo velódromo


Empresa Olímpica ainda não decidiu se vai adaptar unidade feita para o Pan ou fazer outra instalação para 2016

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O prefeito Eduardo Paes anunciou domingo que pretende manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos e adaptá-lo para as Olimpíadas. Faltou, no entanto, combinar com o restante da prefeitura. Na última sexta-feira, a Rio Urbe, incumbida das obras, publicou no Diário Oficial do Município três editais de licitação, um deles prevendo gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de velódromo destinado às Olimpíadas. Depois das declarações do prefeito, a Empresa Olímpica Municipal (EOM) informou na segunda-feira que a decisão final do que fazer — se realizar a reforma ou construir um novo velódromo — será tomada até o início de setembro, antes da licitação”. O prefeito foi procurado na segunda-feira pelo GLOBO, mas não comentou o assunto.

A licitação do velódromo está marcada para as 11h30m do dia 5 de setembro. Os editais foram desenvolvidos sob consultoria da empresa Aecom, escolhida em concurso de projetos organizado pela prefeitura e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A empresa é a mesma responsável por projetar o Parque Olímpico de Londres.

Também no início de setembro serão licitados a contratação dos projetos do Centro de Tênis (R$ 10,2 milhões) e do Centro de Esportes Aquáticos (R$ 8,4 milhões), que serão provisórios. Os projetos foram homologados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O reaproveitamento do velódromo do Pan, como previsto inicialmente no projeto de candidatura e abandonado posteriormente, dependeria ainda do aval do COI. Na época, o custo estimado para fazer as adaptações chegava a cerca de R$ 70 milhões.

Presidente de federação defende uma nova estrutura
Há duas semanas, a Empresa Olímpica Municipal e o Ministério do Esporte anunciaram a intenção de desmontar o velódromo do Pan. Os equipamentos seriam doados pela prefeitura à União, que cederia a estrutura para outro estado.

O presidente da Federação de Ciclismo do Rio, Cláudio Santos, defendeu a manutenção do velódromo do Pan. Mas acrescentou que, para não prejudicar a preparação dos atletas brasileiros para os Jogos Olímpicos de 2016, haverá necessidade de erguer uma segunda estrutura no futuro Parque Olímpico. Segundo o dirigente, as falhas estruturais e de execução do projeto foram tantas que ele teria que ser reconstruído, para ser aproveitado nas Olimpíadas do Rio.

— As provas de ciclismo podem render até 30 medalhas nas Olimpíadas. Para usar o velódromo do Pan será necessário interromper o treinamento. Para as competições olímpicas, vamos precisar de um novo velódromo, seja ele definitivo ou provisório. Eu defendo que seja definitivo para incentivar a prática do esporte. Alguém por acaso acha que a cidade tem muitos campos de futebol? — disse o presidente da federação.

O dirigente enumera as falhas identificadas pela federação, detectadas pelo uso nos últimos quatro anos. Segundo Cláudio Santos, o piso em pinho siberiano não foi assentado corretamente devido à correria para concluir as obras a tempo para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Com o uso nos treinos e as competições, a pista sofre afundamentos e tem que ser constantemente reparada. O sistema de climatização do ginásio também não atende aos padrões olímpicos e terá que ser refeito. Em 2007, logo após o Pan, a União Ciclística Internacional (UCI) esteve no Rio e não homologou a pista. Motivo: os pilares de sustentação da cobertura obstruem a visão completa da pistas.
— Além disso, o velódromo tem capacidade para 1.500 espectadores, quando o COI exige cinco mil — disse Cláudio.

Unidade tem problema estrutural
A Empresa Olímpica Municipal confirmou que o velódromo do Pan do jeito que está não poderá ser usado nas Olimpíadas. “Para se ajustar aos requerimentos técnicos da Federação Internacional de Ciclismo, o velódromo atual precisa passar por, no mínimo, profundas reformas estruturais. A federação internacional já afirmou que o velódromo construído para o Pan não atende aos requisitos técnicos para receber competições olímpicas”, informou em nota .

A EOM informou ainda que, caso o velódromo do Pan seja reformado, ele permanecerá no mesmo local. Mas, caso a opção seja construir um novo velódromo, é possível optar pelo mesmo lugar do atual ou em outra área do Parque Olímpico.

O diretor-geral do Comitê Organizador da Rio2016, Leonardo Gryner, disse ontem que não vê problemas em reaproveitar o velódromo dos Jogos Pan-Americanos nas Olimpíadas de 2016. E que a questão será discutida com a prefeitura. Em relação a custos, ele admitiu que ainda não dá para saber o que seria mais barato: se construir uma nova unidade ou reformar a existente.

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domingo, 15 de julho de 2012

Prefeito anuncia que estudará forma de adaptar velódromo do Pan para Jogos Olímpicos


Anúncio feito pelo Twitter acontece quase dois anos após Ministério do Esporte e Federação de Ciclismo descartarem a hipótese

Por Luiz Ernesto Magalhães e Luiz Gustavo Schmitt

RIO — O prefeito Eduardo Paes, anunciou, no fim da manhã deste domingo, através de seu Twitter, que vai estudar uma forma de adaptar o velódromo construído para os Jogos Panamericanos de 2007 para os Jogos Olímpicos de 2016. O anúncio, foi feito quase dois anos depois de o Ministério do Esporte e a Federação de Ciclismo do Rio reconhecerem que o equipamento não poderia ser aproveitado nas Olimpíadas.
Há dez dias, o secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte informou que negociava a doação do equipamento da prefeitura para o Governo Federal. Assim, o velódromo carioca seria instalado em uma outra cidade brasileira a ser escolhida. Até aquele momento, porém, a prefeitura do Rio sequer planejava a hipótese de manter o velódromo, porque a realização de uma licitação para contratar projetos de um novo autódromo permanente no Parque Olímpico do Rio estava sendo estudada.
Durante agenda de campanha eleitoral na Feira de São Cristóvão, o prefeito Eduardo Paes defendeu novamente a permanência do velódromo:
— Derrubar, não dá. Tenho certeza de que as autoridades esportivas e a Federação Internacional de Ciclismo podem vir aqui no Rio e olhar o projeto com calma. A gente faz as adaptações que forem necessárias, mas o apelo que eu faço é para que se encontre uma saída que não seja a demolição, porque pelo menos R$ 14 milhões que foram gastos pelo povo dessa cidade. A gente tem que aprender a fazer as coisas e manter — disse Paes.
O atual velódromo não poderá ser usado nas Olimpíadas, porque sua estrutura contém vigas de sustentação que interferem na observação completa da pista pelo árbitros, o que impedia a homologação dos resultados olímpicos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-anuncia-que-estudara-forma-de-adaptar-velodromo-do-pan-para-jogos-olimpicos-5481886#ixzz20jjdT9cm 

Opinião: Muito conveniente a aparição para falar sobre o velódromo e dar uma declaração do tipo
às vésperas das eleições municipais. O problema é antigo e poderia ter-se buscado uma solução desde 2009, quando a cidade ganhou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Como em período eleitoral vale tudo, ele acaba de lavar as mãos caso a demolição seja concretizada.

sábado, 10 de março de 2012

Olimpíadas: Zona Portuária terá megaempreendimento imobiliário


Serão construídos 2.000 imóveis, dois hotéis cinco estrelas e um centro de convenções

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Cômite Organizador da Rio 2016 e a Prefeitura do Rio vão anunciar nesta quinta-feira um megaempreendimento imobiliário que será usado pelos Jogos Olímpicos de 2016. Na presença de membros com Cômite Olímpico Internacional (COI), será formalizado um acordo com a empresa Solace, que fechou negócio com o Fundo Imobiliário do Porto Maravilha, para a construção de cerca de dois mil imóveis de dois e três quatros, além de dois hotéis cinco estrelas com 500 quartos e um centro de convenções em três terrenos, localizados na Zona Portuária.
Os empreendimentos vão servir de hospedagem para jornalistas e para o pessoal de apoio que estarão no Rio durante as Olimpíadas. Após os jogos, os imóveis serão ocupados pela iniciativa privada. Os dois mil imóveis começam a ser construídos até o fim do ano no terreno da Praia Formosa, atrás da Rodoviária Novo Rio.
— Vamos lançar um programa de carta de crédito para financiar a compra de imóveis para servidores públicos nessa região — disse o prefeito Eduardo Paes, nesta quarta-feira, ao anunciar incentivos para a área.
No terreno da Praia Formosa, é possível construir imóveis de até 30 andares, mas somente nesta quinta-feira serão divulgados detalhes do projeto. Já os hotéis e os centro de convenções serão erguidos em um antigo prédio da Cedae e em um terreno atualmente ocupado pela usina de asfalto da prefeitura. O gabarito máximo nesta área chega a 50 pavimentos. O compromisso é que todos os empreendimentos estejam prontos até dezembro de 2015, oito meses antes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Mais 3 mil imóveis em Jacarepaguá
Paes também anunciou nesta quarta-feira o projeto Bairro Maravilha Olímpico. Cerca de 3.000 imóveis serão construídos no antigo terreno da fábrica da Antarctica, no Anil, em Jacarepaguá, e ficarão com uma reserva de contingência para cobrir eventuais faltas de acomodações para os Jogos Olímpicos de 2016. A apresentação desta alternativa havia sido solicitada em novembro pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para o caso de, até os Jogos Olímpicos, não haver uma oferta de 15 mil leitos na região da Barra da Tijuca, em Jacarepaguá, em hotéis de pelo menos três estrelas para atender à família olímpica.
- Essas casas serão construídas independentemente de serem usadas ou não nas Olimpíadas. São imóveis que vamos oferecer em cartas de crédito para os servidores públicos - disse o prefeito Eduardo Paes.
A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, explicou que a demanda da região da Barra para o COI é de cerca de 15 mil acomodações. Desse total, cerca de 70% são de empreendimentos já inaugurados ou em fase de consulta da Secretaria de Urbanismo:
- O que nós estamos oferecendo é uma margem de segurança a pedido do COI.


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terça-feira, 6 de março de 2012

Concurso vai definir plano diretor de ocupação do Complexo Esportivo de Deodoro


Nesta terça-feira, o governo do Estado anunciou parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil

RIO - O secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado, Régis Fichtner, anunciou nesta terça-feira uma parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para realizar um concurso que definirá um plano diretor de ocupação do Complexo Esportivo de Deodoro. Os escritórios de arquitetura definirão não apenas um plano de ocupação para as instalações esportivas já existentes e a ser construídas para as Olimpíadas, como também uma integração desses equipamentos com o futuro Autódromo de Deodoro. Régis Fichtner participa da reunião com representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), que está no Rio acompanhando os projetos para as Olimpíadas de 2016.

O presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes, o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes também participam do encontro com os representantes do comitê. Antes de participar da reunião, na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o prefeito disse que vai negociar com a Confederação Brasileira de Automobilismo prazos para a desativação do Autódromo de Jacarepaguá. O espaço receberá o Parque Olímpico, principal instalação esportiva para os Jogos.
— O autódromo não é um problema. As demolições não vão começar sem que o novo autódromo de Deodoro comece a ser construído — disse o prefeito.
Paes também falou sobre os próximos passos da prefeitura na preparação dos jogos Olímpicos na cidade:
— As coisas estão funcionando como o previsto, o planejado, e temos ainda muito o que fazer. Está tudo bem nas Olimpíadas do Rio. Amanhã (quarta-feira), a Prefeitura do Rio entrega à população o Parque dos Atletas, que já foi usado durante o Rock in Rio e é uma das duas obras já inauguradas das Olimpíadas. Anunciaremos também a solução para o golfe, temos a licitação do Parque Olímpico já feita, BRTs em andamento, e inclusive um dos BRTs, a Transolímpica, via expressa que ligará a Barra da Tijuca a Deodoro, termina a licitação na quinta-feira. Ou seja, está tudo mais do que no prazo – afirmou Paes, destacando que as duas intervenções já inauguradas são o Parque dos Atletas, onde foi realizado o Rock in Rio 2011, e o novo Sambódromo, que vai abrigar as provas de Tiro com arco e a chegada da Maratona.
Nesta quarta-feira, ele participará do anúncio do resultado do concurso para a escolha da empresa que construirá o campo de golfe dos Jogos Olímpicos Rio 2016, na Barra da Tijuca. Em seguida, Paes acompanhará a comitiva do COI até o Parque dos Atletas, que será oficialmente aberto ao público.
O Parque dos Atletas, primeiro equipamento olímpico a ser entregue pela Prefeitura do Rio, em agosto de 2011, será reservado para descanso e entretenimento dos atletas que disputarão os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Antes e após o evento, será uma área pública para lazer e prática de esportes, com estrutura para receber grandes eventos, como o Rock in Rio.


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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Deu na coluna do Ancelmo

Capital dos esportes

A prefeitura do Rio fechou parceria com a consultoria McKinsey num projeto com empresas de evento e de mídia para fazer da cidade a “capital mundial dos esportes”.


Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/

Alguém tem que avisar às autoridades, que a cidade só se transformará na capital dos esporte através de uma política séria de desenvolvimento do mesmo. Caso a alcunha de capital mundial dos esportes seja direcionada aos megaeventos, aí tudo bem...