Páginas

Mostrando postagens com marcador Prefeitura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prefeitura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Caso Engenhão: Botafogo planeja devolver Engenhão à Prefeitura


Decisão será tomada na quinta-feira
Na ocasião, conselheiros e todos os poderes do clube vão se reunir

Por Tatiana Furtado

RIO - Há cinco dias, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, dizia que a devolução do Engenhão à prefeitura não estava em pauta. A princípio. Os dias se passaram, as dificuldades e as perdas financeiras se mostraram grandes, e o dirigente está perto de devolver à prefeitura as chaves do estádio, casa do alvinegro nos últimos seis anos. Na quinta-feira à tarde, todos os conselhos e poderes do clube vão se reunir na sede de General Severiano para tratar do assunto e respaldar a decisão do presidente, que tende pela rescisão do contrato de concessão.
Ainda esta semana, Maurício Assumpção irá se encontrar com Eduardo Paes. Uma dos inúmeras conversas o prefeito do Rio para tentar minimizar as perdas que o clube coleciona desde a interdição do estádio, há uma semana. A principal delas, a iminente assinatura do acordo dos naming rights (direitos de propriedades do nome do Engenhão), que valeria aos cofres do clube cerca de R$ 30 milhões. O Botafogo já foi informado por uma empresa com a qual negociava que não há mais interesse, nem futuramente.
O movimento de devolução do Engenhão é encabeçado pelo ex-presidente e conselheiro do clube Carlos Augusto Montenegro, que tem conversado com Assumpção. Ele afirma que até mesmo a pequena oposição alvinegra está a favor da entrega do estádio aos donos.
— Não estamos vendo outra solução. Não há. A serventia para o Botafogo acabou. O clube não tem condições de gerenciar. Mesmo que a prefeitura arque com a manutenção, não haveria tanto lucro — afirma Montenegro, que garante que não haverá problemas jurídicos na devolução. — É melhor devolver para que eles tenham tranquilidade de fazer os ajustes necessários. Vai ser mais fácil para as reformas para as Olimpíadas.
O Botafogo já formou uma junta de advogados para buscar os responsáveis pelos danos financeiros. Sem poder mandar jogos e alugar o estádio para grandes eventos, o clube terá de rever seus contratos relativos aos camarotes vendidos, locações e placas de publicidade.
O clube se exime de todos os problemas estruturais que o estádio apresenta desde o início da concessão, em 2007. De acordo com o alvinegro, a manutenção sempre foi feita, mas havia questões que só uma grande reforma resolveria. Em uma das reuniões na prefeitura, o presidente alvinegro apontou outros problemas, que raramente vinham a público. Assumpção afirma que o clube tentava resolver com paliativos e, depois, procurava quem deveria pagar pelos gastos. Desde falhas no sistema hidráulico ao sistema elétrico, que foram responsáveis pelos constantes apagões nos primeiros anos de uso e pela falta de água até hoje em alguns pontos do estádio em dias de jogo de maior público. Até o placar eletrônico, que não está funcionando há algum tempo, e os telões apresentam defeitos de fábrica.
Porém, a interdição do estádio ocorreu por um motivo maior. Na última terça-feira, o prefeito Eduardo Paes anunciou o fechamento do Engenhão, por tempo indeterminado, devido ao deslocamento, além do previsto no projeto original, dos arcos de sustentação das coberturas dos setores Leste e Oeste. A empresa alemã SBP emitiu um laudo que dizia que ventos acima de 63km/h poderiam fazer as estruturas de concreto ruírem.
A prefeitura recebeu o documento na terça-feira passada e anunciou a interdição imediata. No dia seguinte, no entanto, a maior parte das atividades no estádio —,como o uso por atletas da pista de atletismo e do campo principal, a área administrativa e o campo anexo para os treinos do Botafogo — foi liberada.
Em 2010, laudo da empresa portuguesa Tal Projecto já recomendava a interdição parcial do Engenhão, com a restrição de uso para ventos acima de 115km/h. Em 2007, a Alpha Engenharia e Estruturas, responsável pela construção da cobertura, afirmou que não havia os problemas. Agora, engenheiros da mesma empresa negaram conhecer qualquer problema estrutural, mas confirmaram que o teto deve ter acompanhamento contínuo.
Caso receba o Engenhão de volta, a prefeitura deverá fazer novo edital de licitação para a concessão do estádio. Como não está previsto no orçamento o custo para manter o espaço, o processo licitatório poderá ser feito em caráter de urgência. Especula-se que uma empresa que estaria interessada no Maracanã também poderia ficar com o Estádio João Havelange.
Enquanto não decide o futuro da sua casa, o Botafogo se prepara para o clássico com o Vasco, que será em Volta Redonda. Desde 2011, o alvinegro não joga no Raulino de Oliveira, quando empatou com o Fluminense por 1 a 1, na última rodada do Brasileiro. Porém, com a interdição do Engenhão, o chamado Estádio da Cidadania, como é conhecido, será o palco de Seedorf e Cia. na maioria dos jogos. Incluindo a final do Carioca, na qual o time de Oswaldo de Oliveira tem presença garantida, por ter vencido a Taça Guanabara. No Brasileiro, o clube ainda estuda onde fará seus jogos como mandante até que o Maracanã possa ser usado. Assumpção já admitiu não acreditar que o estádio seja liberado para os grandes cariocas antes da Copa de 2014.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/botafogo-planeja-devolver-engenhao-prefeitura-8002259#ixzz2PX15RJSL 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Caso Engenhão: Interdição do Engenhão: lei protege cofres da prefeitura


Custo pelo reparo da cobertura não deve recair sobre o poder público

Por Amélia Sabino e Leo Burlá

A cobertura do Engenhão custou à Prefeitura do Rio R$ 80,5 milhões em 2007. Seis anos e uma interdição depois, não se sabe ainda quanto e quem vai pagar pelo erro durante a montagem. Porém, pela lei federal que rege as licitações, a conta não pode mais uma vez cair no colo do contribuinte.

Na terça-feira, o prefeito Eduardo Paes explicou que há um contrato emergencial firmado durante a gestão Cesar Maia que isenta as construtoras OAS e Odebrecht de pagar por erros do projeto da cobertura. Porém, a Lei n 8666/93  anula qualquer cláusula contratual entre poder público e empresa privada que retire dela a responsabilidade por má execução ou erro de projeto, mesmo que este não tenha sido elaborado por quem fez a obra.

– Nenhum contrato de emergência pode eximir de responsabilidade aquele que executou a obra. O que não pode recair é no poder público e no contribuinte, que já está privado do estádio e ainda tem que pagar a conta? – disse Bruno Navega, presidente da Comissão de Direitos Administrativos da OAB-RJ.

O projeto da cobertura foi feito pela empresa do engenheiro Flávio D'Alambert, dono da Projeto Alpha. Já a execução foi do Consórcio Engenhão (OAS/Odebrecht). Na quarta, o engenheiro do Consórcio, Marcos Vidigal, explicou que o risco de queda da cobertura foi causado pelo deslocamento 50% maior na retirada das escoras da estrutura dos arcos.

Na época, a construtora Delta alegou que não teria capacidade de concluir a montagem  no prazo. Em janeiro de 2007, OAS e Odebrecht exigiram cláusula de não responsabilização por eventuais erros no projeto para assumir a empreitada, o que foi aceito pela prefeitura, então comandada por Cesar Maia.

Apesar das evasivas de parte a parte, a conta tem dono, sim.

Com a palavra

Inaldo Soares
Consultor e auditor especialista em licitação e contrato

Quando a vencedora da licitação é afastada por descumprimento contratual ou renuncia ao contrato, a situação está regulada no artigo 24 Inciso XI da Lei 8.666/93. As empresas de consórcio que venham a substituir a empresa vencedora afastada vão 
ser contratadas pela administração pública nos mesmos moldes e regras contidas no edital de licitação da vencedora. As condições do contrato emergencial são idênticas às regras do contrato anterior da empresa afastada. 

Isto quer dizer que todas as responsabilidades apontadas no contrato assinado anteriormente, além das responsabilidades da execução da obra (no que lhe caiba) e outras responsabilidades civis em decorrência da obra contratada, são da empresa 
contratada posteriormente.

Ao meu ver, as responsabilidades civis e penal independem do contido no artigo 618 do Código Civil (que expira após cinco anos de entrega da obra). Estas responsabilidades devem ser levantadas e cobradas, principalmente na ocorrência de má-fé, se for identificada.

O que dizem os envolvidos

Lei de Licitações

A Lei Federal nº 8666/93, que trata das licitações, protege a Prefeitura do Rio no caso ocorrido no Engenhão. A lei diz que “o contratado é obrigado a reparar, corrigir, remover, reconstruir ou substituir, às suas expensas, no total ou em parte, o objeto do contrato em que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados”.

O contratado também “é responsável pelos danos causados diretamente à administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato, não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado”. 


Cesar Maia

A respeito do artigo existente no contrato de emergência celebrado entre Prefeitura do Rio e Consórcio Engenhão, Cesar Maia, prefeito da cidade à época, disse que o dispositivo é inócuo, segundo palavras dele.

Por e-mail, Maia disse que, por lei, o executor da obra é responsável pelo que ocorreu na cobertura do Estádio Olímpico João Havelange. “Como o projeto não está em questão, mas sim o trabalho do calculista que eles mesmos contrataram, é essa a 
questão a ser vista. Essa é uma cláusula comum para dizerem que executaram o projeto que lhes foi apresentado na licitação”, escreveu.



Eduardo Paes

Responsável pela interdição imediata do Engenhão, o prefeito procurou não achar culpados pela falha estrutural em um primeiro momento. Ontem, a assessoria de imprensa de Paes  ressaltou que a Prefeitura vai arcar com o valor necessário para o reparo até que haja entendimento interno de que o contrato possa ser contestado judicialmente.

Em entrevista coletiva, o prefeito cutucou o rival político (Cesar Maia), ao dizer que  o contrato de emergência foi firmado pelo antecessor no cargo.

– Vou dar uma solução definitiva, não vou puxar cabinho, colocar pauzinho e corda – alfinetou Paes.  


Botafogo

Pelo contrato de concessão pública celebrado entre Botafogo e a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Glorioso é responsável por todas as despesas necessárias à manutenção, conservação e funcionamento do Estádio Olímpico João Havelange, bem como seus equipamentos. 

No caso do risco de desmoronamento da cobertura, o clube não tem como ser responsabilizado, já que não participou da elaboração e execução do projeto do estádio.

Em entrevista realizada ontem, o presidente Mauricio Assumpção garantiu que o clube não vai romper o contrato de 20 anos de vigência.

Consórcio Engenhão (Construtoras OAS e Odebrecht)

A assessoria de imprensa do consórcio disse que as empreiteiras não vão se manifestar sobre os custos da reforma da cobertura. Em entrevista coletiva realizada na última quarta-feira, Marcos Vidigal, representante do consórcio, admitiu 
que houve erros nos cálculos dos arcos de sustentação da cobertura dos setores Leste e Oeste, o que poderia ocasionar a queda em caso de ventos superiores a 63km/h.

– Não há como precisar o tempo que o estádio ficará fechado, temos de investigar as causas – disse Vidigal.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/botafogo/Interdicao-Engenhao-protege-cofres-prefeitura_0_890911107.html#ixzz2OvtxTNKt 

Caso Engenhão: ENGENHÃO! O PRINCIPAL ESTÁDIO DOS JJOO-2016: ATLETISMO!


Por Cesar Maia
        
(Extra, 27) 1. Após interdição do Engenhão, Cesar Maia ironiza Eduardo Paes e empresas responsáveis pela cobertura do estádio. Cesar Maia era o prefeito do Rio durante a construção do Engenhão, finalizada em 2007. O ex-prefeito e atual vereador Cesar Maia (DEM), que estava à frente do município durante a construção do Engenhão, finalizada em 2007, ironizou o atual prefeito Eduardo Paes e as empresas Odebrecht e OAS, responsáveis pela construção e manutenção do estádio. O principal palco do futebol carioca foi interditado nesta terça-feira por Paes, por causa de problemas na cobertura, detectados em laudo feito pelas duas construtoras.
    
2. Cesar Maia preferiu não opinar diretamente sobre o caso, mas não deixou de se manifestar com ironia a respeito do problema e da relação da prefeitura com as empresas. - Apenas é importante sublinhar que a Odebrecht, que é responsável pela cobertura do Engenhão, é também pela demolição da Perimetral, pela construção do Maracanã, pela construção do túnel na área portuária, além dos novos equipamentos no Parque Olímpico. E que a OAS – que fez a cobertura do Engenhão em parceria com a Odebrecht - é responsável pela linha do metrô Barra-Zona Sul em construção. Ambas poderão dar todos os esclarecimentos - afirmou.
    
3. Cesar Maia lembrou ainda o fato de Eduardo Paes ter concedido entrevista em 2010 negando que o Engenhão tivesse qualquer problema estrutural. O vereador era o prefeito na época em que a licitação para a obra de construção do estádio foi vencida pelo consórcio formado pela Odebrecht e a OAS. No período, o então chefe do município foi alvo de críticas pelo aumento no preço do Engenhão. Eduardo Paes, na entrevista concedida nesta terça-feira, afirmou que ainda não há um prazo estipulado para que o Engenhão seja reaberto ao público e nem um plano de recuperação da estrutura da cobertura do estádio.

Caso Engenhão: Prefeitura de Volta Redonda garante jogos no Raulino de Oliveira


Laudo que apontava risco era preliminar e depois foi feito outro mostrando que estádio pode receber torcedores
Bombeiros liberaram utilização do espaço para jogos de futebol
Há necessidade de reparos, mas nada que acarrete risco, diz engenheiro

Por Dicler Mello e Souza

VOLTA REDONDA - O Estádio da Cidadania está apto a receber jogos com sua capacidade total (20.255 espectadores) e liberado para os clássicos e as finais do Campeonato Carioca, garante a Prefeitura de Volta Redonda. Inicialmente, um laudo preliminar, preparado por um engenheiro da Secretaria municipal de Planejamento, em 14 de janeiro, tinha apontado necessidade de interdição de parte da arquibancada, por problemas de estrutura e riscos para os frequentadores. Mas um outro relatório técnico, encomendado a uma empresa especializada e preparado seis dias depois, apontou necessidade apenas de pequenos reparos e descartou ameaças à segurança dos torcedores. As autoridades municipais se baseiam ainda numa vistoria do Corpo de Bombeiros, feita em 26 de fevereiro, que libera o estádio, também conhecido como Raulino de Oliveira, para grandes eventos.
- Quando saiu o laudo da Secretaria de Planejamento, chamamos a IHB Engenharia, que projetou o estádio e acompanhou as reformas, para reafirmar as posições dos nossos funcionários. O laudo foi totalmente diferente. A terceira opinião veio dos bombeiros, que também liberaram o estádio. Podemos garantir que não há risco para o torcedor. Não seríamos imprudentes - afirmou o administrador do estádio, que pertence à Prefeitura, Carlos Roberto Parente.
A liberação do estádio foi atestada por laudo assinado pelo engenheiro Ildony H. Bellei, da IHB Engenharia e Consultoria, no dia 20 de janeiro. "Após a análise dos desenhos de projeto e vistoria no local, concluímos que as estruturas, passados aproximadamente nove anos, estão em bom estado de conservação, necessitando de repintura da parte superior das coberturas por questões estéticas e pequenos reparos, não oferecendo qualquer risco aos espectadores", informa o laudo.
Depois da interdição do Engenhão, por problemas estruturais, foi com base no laudo da IHB e na vistoria dos Bombeiros que a Prefeitura de Volta Redonda acertou com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) a utilização do Raulino de Oliveira para os principais jogos do Estadual.
O primeiro laudo, de 14 de janeiro, tinha sido encomendado pelo prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB) após visita de delegados da Fifa. A cidade estava no mapa de possíveis sedes para seleções que vão disputar a Copa do Mundo do Brasil, no ano que vem.
- Como o estádio está na lista para receber delegações na fase de preparação da Copa do Mundo e das Olimpíadas, isso se fez necessário. O próprio prefeito determinou estas ações e, se necessário, reparos - contou o administrador do estádio.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/prefeitura-de-volta-redonda-garante-jogos-no-raulino-de-oliveira-7971096#ixzz2OvnBdt8C 

Caso Engenhão: Projetista da cobertura do Engenhão diz: 'A pressa é inimiga da perfeição'


Responsável pela cobertura que causou a interdição do estádio, Flavio D'Alambert diz que local é seguro para eventos: 'Eu levaria minha família'

Por Raphael Zarko

O engenheiro Flavio D'Alambert, da empresa Projeto Alpha, é o responsável pela cobertura polêmica que apresentou problemas e provocou a interdição do Engenhão. Chamado para uma reunião na tarde desta quarta-feira na prefeitura do Rio, ele saiu do encontro, com representantes da RioUrbe e do consórcio responsável pela construção do estádio, com a mesma certeza que entrou: o Engenhão é um local seguro para jogos esportivos.

O GLOBOESPORTE.COM encontrou o engenheiro, que também é responsável pelos estádios de Cuiabá e Fortaleza da Copa do Mundo de 2014, antes de ele embarcar de volta para São Paulo. Ele não despreza nem duvida do novo estudo realizado pela empresa alemã Schlaich Bergerman und Partner (SBP), que, aliás, também é responsável pela cobertura do Maracanã. Mas confia plenamente na obra entregue para o Pan- Americano de 2007. No entanto, faz uma ressalva a respeito do tempo de execução do projeto que desenvolveu, até então de tecnologia inédita no Brasil.

- A pressa é inimiga da perfeição. Apesar de terem sido tomados todos os cuidados necessários, o ideal era que houvesse um prazo maior para a construção do estádio. O consórcio, quando houve a troca (da Delta para a dupla OAS/Odebrecht), só tinha mais quatro ou cinco meses para entregar - comenta D'Alambert.



GLOBOESPORTE.COM: Por que houve essa diferença de cálculo entre o que vocês, da Alpha, fizeram e o que foi detectado agora?
Flavio D'Alambert: Nós montamos um modelo teórico. Na prática, fazemos um monitoramento para ver se chega próximo ao estudo do teórico. No caso do Engenhão, a prática ultrapassou de 20% a 30% ao teórico. Mais do que eu e o auditor (a empresa portuguesa Tal, contratada para auditar toda a obra) tínhamos previsto. Os alemães falaram em diferença de 50%, ou seja, 20% ou 30% a mais, porém preciso checar esses cálculos deles. É bom frisar que respeito muito a empresa alemã, porém confio muito no cálculo que fizemos e também nos canadenses (empresa RWDI), que são um dos maiores especialistas no assunto em todo o mundo também. Se houvesse qualquer dúvida da minha parte sobre segurança do equipamento, eu jamais teria liberado a obra.

Houve pressa para entregar a obra em tempo do início dos Jogos Pan-Americanos de 2007?
(Demora para responder) A pressa é inimiga da perfeição. Apesar de terem sido tomados todos os cuidados necessários, o ideal era que houvesse um prazo maior para a construção do estádio. O consórcio, quando houve a troca (da Delta para a dupla OAS/Odebrecht), só tinha mais quatro ou cinco meses para entregar.

Vocês observaram algum problema estrutural?
Não, isso não quer dizer que há problema estrutural. O que detecta isso (um problema de estrutura) são vibrações excessivas, deformações que não param. Ou seja, você mede hoje, bate um vento, se aquele ponto estudado está mais baixo, quer dizer que se movimentou. Mas os desníveis observados desde o início (de 20% a 30%) sempre foram estáveis. Isso sempre nos deixou bem tranquilos.

Na prática, qual é a diferença entre o modelo real e o que vocês esperavam?
Algo em torno de 15 a 20 centímetros. No meu cálculo, teria que deformar 70cm, no máximo. Na observação real, chegou a 88cm. Deu uns 18cm de diferença. Mas foi o que disse. A última medição foi feita em janeiro. E sempre permaneceu estável (a estrutura medida, no topo da cobertura). Se alguém mede hoje, depois faz outra medição amanhã, a estrutura pode ir um pouco para cima ou para baixo. O importante é que estabilize de novo. Isso sempre ocorreu.

O material utilizado no Engenhão foi o mais adequado?
Sim, foram os mais adequados possíveis. Foram materiais da Gerdau e da Cosip (Usiminas). Todos materiais brasileiros. Acompanhei a construção, toda semana eu vinha para o Rio. Quando terminou a obra, saí de cena e deixei um documento em que registrei isso tudo.
Foi feito algum reparo naquele momento?

Não, nada. No momento em que se deforma um pouco, não se consegue recuperar mais. Assume uma posição de equilíbrio, não volta mais.


Quando você soube desse novo estudo?
Eles avisaram que iam pedir um novo estudo. Isso faz mais de um ano, e o resultado definitivo foi na semana passada. Se houvesse qualquer dúvida da minha parte sobre segurança do equipamento, eu jamais teria liberado a obra. O que fizemos foi exatamente o que está sendo realizado no Castelão e no Mané Garrincha.

Havia necessidade de interdição?
Eu acredito nos meus cálculos e acredito no ensaio que foi feito no Canadá. Segundo esses cálculos, não precisaria ser feito nada, a não ser esse monitoramento que está sendo feito até hoje. Agora, nesse cálculo dos alemães, os níveis de segurança caem mesmo. Ele prevê outro carregamento, outro cenário. Não tenho como dizer qual está certo. Eu confio no cálculo que foi feito no Canadá. Os alemães confiam no deles. Diante do que ele recebeu, o prefeito deve tomar a posição adequada. Mas eu levaria a minha família tranquilamente para assistir a um jogo. No cálculo dos alemães, os níveis de segurança diminuem, mas não haveria colapso. Ou seja, a cobertura não corre risco de cair nem há risco para as pessoas. Não dá para dizer qual velocidade de vento provocaria isso, porque é tudo teórico. O ideal seria fazer medições no local.

O que deve ser feito, segundo a reunião de que você participou nesta quarta?
Eles não sabem ainda, mas devem fazer o que os alemães pedirem.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/campeonato-carioca/noticia/2013/03/projetista-do-engenhao-confia-na-estrutura-mas-admite-pressa-na-obra.html

quarta-feira, 27 de março de 2013

Caso Engenhão: Engenhão: obra milionária marcada por falhas


Queda de muro, apagões e relatório entregue pelo Botafogo à prefeitura em 2009, já apontando 30 itens defeituosos, compõem histórico de problemas do Engenhão

Por Ary Cunha

RIO - Maior legado dos Jogos Pan-Americanos de 2007 para a cidade, o Engenhão, oficialmente batizado Estádio Olímpico João Havelange, levou três anos para ser construído a um custo, à época, de R$ 380 milhões dos cofres públicos. Já escolhido como local das provas de atletismo das Olimpíadas de 2016, o estádio arrendado por 20 anos ao Botafogo e interditado ontem pelo prefeito Eduardo Paes, por falhas estruturais na cobertura, tem um histórico de problemas, apesar dos poucos anos de uso. Embora o anúncio de Paes tenha sido recebido com aparente perplexidade pelos grandes clubes cariocas, que ali jogavam clássicos e boa parte de seus jogos desde o fechamento do Maracanã para as obras da Copa-2014, a decisão traumática é o desfecho de um roteiro anunciado há tempos.
Em março de 2010, o colunista Ancelmo Gois publicou nota na qual antecipava uma reunião de Paes com diretores da Companhia Botafogo, que administra o estádio, e empreiteiras, para tratar de uma lista de 30 itens problemáticos no Engenhão. E reportagem publicada pelo GLOBO dias depois revelou que as falhas já eram de conhecimento da prefeitura há quase um ano, já que o ofício do clube fora encaminhado pelos administradores em abril de 2009. A cobertura já era um dos pontos citados no relatório, com necessidade de manutenção preventiva, além de três pontos em que a lona se rompera devido a queda de balões na estrutura, facilitando o acúmulo de água da chuva.

Além de ser encaminhado à prefeitura, pela Superintendência de Patrimônio Imobiliário da Secretaria municipal de Fazenda - organizadora da licitação que cedeu a administração do Engenhão ao Botafogo -, o ofício 121/2009 também foi enviado pelo clube à RioUrbe, em maio de 2009, e chegou ao Tribunal de Contas do Município. O TCM incluiu a lista de problemas entre os documentos que serviram de base para o relatório final sobre o legado do Pan. Fiscais do próprio tribunal fizeram três visitas técnicas ao estádio e encontraram infiltrações, entre outros problemas.
No ofício encaminhado à prefeitura, eram citadas infiltrações até nas casas de máquinas dos elevadores, expondo equipamentos ao risco de curto circuito. O problema se repetia até nas juntas de dilatação que sustentam a estrutura. Ainda de acordo com o texto, o sistema no-break instalado no Engenhão não funcionava direito devido a falhas de projeto. Segundo o relatório, os equipamentos não teriam sido projetados com refrigeração independente, e isso prejudicava a operação dos geradores.
O primeiro problema no estádio ocorreu antes mesmo da realização dos Jogos Parapan-Americanos, ainda em 2007. Dois muros da área interna desabaram. Por sorte, ninguém se feriu. A explicação dada na ocasião foi a de que a estrutura era uma das poucas restantes do terreno pertencente à antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). A construção de um muro novo foi providenciada alguns meses depois.

Às escuras já em 2008
Para o torcedor carioca, além dos problemas de acesso que relegaram o estádio a públicos habitualmente reduzidos e ao incômodo apelido de “Vazião”, o histórico do estádio também está marcado por apagões. O primeiro deles aconteceu ainda em 2008, na estreia do Botafogo no Brasileiro, contra o Sport. Em março de 2010, um forte temporal caiu sobre a cidade, e houve novo apagão, numa partida entre o time alvinegro e o Olaria, pelo Carioca.
Só em 2011 o Engenhão ficou às escuras mais três vezes. A primeira delas aconteceu no Fla-Flu semifinal da Taça Rio, a segunda no jogo entre Flu e Libertad, do Paraguai, pela Libertadores, e a terceira no confronto entre Botafogo e Grêmio, pelo Brasileiro. Nos três casos, a diretoria do Botafogo ofereceu justificativas distintas. Acusou a Light pela escuridão no Fla-Flu, apontou falha humana na Libertadores e curto-circuito no Brasileiro.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/engenhao-obra-milionaria-marcada-por-falhas-7957255#ixzz2Om6dLKPG 

Caso Engenhão: Apresentação Consórcio Engenhão

Apresentação do Consórcio Engenhão sobre a cobertura do estádio: veja aqui

Acompanhe a série feras da engenharia, da Discovery, que mostrou a construção do Estádio João Havelange.







Caso Engenhão: Prefeitura apresenta laudo técnico do Engenhão


Estádio foi interditado após consórcio constatar problemas estruturais na cobertura

Por Elisa Motta

A Prefeitura do Rio apresentou nesta quarta-feira (27/03) os laudos técnicos que levaram à interdição do Estádio Olímpico João Havelange, no Engenho de Dentro. Em entrevista coletiva, os presidentes da Riourbe, Armando Queiroga, e do Consórcio Engenhão, Marcos Vidigal, explicaram as falhas estruturais na cobertura metálica do Engenhão e os riscos oferecidos aos frequentadores do estádio. O problema está nos arcos Leste e Oeste da cobertura metálica, que tiveram um deslocamento 50% maior que o previsto e apresentam riscos em condições de alta velocidade de vento.

Desde 2007, quando o estádio foi finalizado, o Consórcio Engenhão – formado pelas construtoras Odebrecht e OAS -, em conjunto com a empresa projetista Alpha e a certificadora de projeto Tal Projecto (TAL), vem acompanhando o comportamento da cobertura metálica. Foram apresentados laudos de acompanhamento dos anos de 2007, 2009, 2010 e 2013. Este ano, após receber laudos das empresas Alpha e TAL, o consórcio solicitou um parecer à empresa alemã SBP (Schlaich Bergerman und Partener), uma das maiores especialistas do mundo em projeto de coberturas de estádios, como uma terceira opinião. A SBP concluiu, de forma definitiva, que a estrutura deverá passar por intervenções preventivas, visando restabelecer os níveis de segurança. Na terça-feira ( 26/03), o consórcio enviou um relatório à Prefeitutra do Rio, aconselhando a interdição do Estádio.

- Concluímos a montagem da estrutura do estádio em 2007 e sabíamos que tinha uma previsão de deslocamento da cobertura. Mas esse deslocamento foi superior ao previsto e, desde então, tem sido motivo de investigação. Chegamos inclusive a procurar a SBP, que é uma empresa reconhecida mundialmente, e só agora chegamos a essa conclusão, de que há riscos. E, com base nessa informação, recomendamos a interdição do estádio. O prefeito, de forma correta, tomou providência de fechar o Engenhão para que possamos procurar a melhor solução – disse Vidigal.

A Riourbe trabalha em conjunto com o Consórcio Engenhão para estudar a melhor medida a ser tomada, no menor prazo possível, para que o estádio seja reaberto em breve. O presidente da empresa, Armando Queiroga, destacou que a segurança da população é prioridade:

- Nosso trabalho agora é trabalhar arduamente para decidir quais soluções de engenharia serão adotadas para resolver o problema na cobertura do estádio. Vamos trabalhar em conjunto para a melhor solução, mas nosso foco hoje é a segurança. Vamos no esforçar ao máximo.


Na noite desta terça-feira (26/03), o prefeito Eduardo Paes interditou o estádio,  após receber o laudo detectando os problemas estruturais em sua cobertura, que podem oferecer risco à segurança dos frequentadores. O prefeito se reuniu com os presidentes dos quatro grandes clubes do Rio (Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo) para informá-los sobre a decisão.

- Nossa prioridade é a segurança da população. O Engenhão vai ficar fechado pelo tempo necessário, só reabre quando houver uma solução definitiva. Pedi aos presidentes dos clubes e da federação compreensão e que se unam à prefeitura neste momento, pela segurança dos admiradores do futebol. Quero deixar claro que o problema encontrado não tem qualquer relação com a manutenção - completamente adequada - realizada pelo Botafogo no estádio – disse Paes.

CONSORCIO ENGENHÃO

O Consórcio Engenhão foi contratado em 2005 para realizar as obras complementares do Estádio Olímpico João Havelange, como acabamentos e instalações. Em 2007, por meio de Contrato de Emergência, a Prefeitura do Rio  contratou o Consórcio Engenhão também para concluir a montagem da cobertura, que na época já tinha projeto executivo e 25 % das obras realizadas pelos construtores anteriores.

As atividades de montagem da estrutura foram realizadas com o acompanhamento da prefeitura, entre janeiro e julho de 2007. Desde a conclusão da cobertura metálica, em julho de 2007, o Consóricio Engenhão vem acompanhando o comportamento da estrutura do estádio. O motivo desse acompanhamento foi a verificação pelo consórcio que, após o descimbramento da cobertura (operação de retirada do escoramento), o deslocamento da cobertura metálica foi diferente do que o previsto pelos projetistas e consultores.

Mesmo com esse deslocamento diferente do previsto, a estrutura do estádio ficou estável e assim permanece até hoje. Porém, era preciso verificar o motivo do deslocamento e se o mesmo poderia comprometer a estrutura. Para isso, o consórcio contratou um escritório verificador (TAL – Tal Projecto, empresa certificadora de Portugal, com larga experiência internacional no setor).
Os estudos da TAL não chegaram a conclusões convergentes com as dos projetistas. Para ter um terceiro parecer, em 2010 o consórcio contratou um novo especialista, a empresa alemã SBP (Schlaich Bergermann und Partener), referência mundial em engenharia estrutural e em coberturas de estádios.

A SBP elaborou um novo modelo de estudos e submeteu uma maquete do estádio a um túnel de vento para avaliar a situação de maneira mais próxima de condições reais. As conclusões do estudo da SBP, levadas pelo Consórcio Engenhão ao conhecimento da Prefeitura do Rio, recomendam que a estrutura do estádio passe por intervenções preventivas, visando restabelecer os níveis de segurança originalmente projetados.

Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=3713678

Caso Engenhão: Problemas no Engenhão "arranham" imagem do Brasil, dizem analistas


Os problemas estruturais que levaram à interdição do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, na última terça-feira, “arranham” a imagem internacional do Brasil e levantam dúvidas sobre a preparação do país para receber a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016, na opinião de analistas e observadores ouvidos pela BBC Brasil.

Em uma coletiva de imprensa na noite de terça-feira, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou o fechamento da arena por tempo indeterminado devido a problemas estruturais na cobertura, algo que poderia colocar o público em risco.

Inaugurado em 2007 para os Jogos Panamericanos, o estádio, que fica no bairro do Engenho de Dentro, na zona norte do Rio, vinha sendo palco de partidas do campeonato carioca de futebol e receberá as competições de atletismo da Olimpíada de 2016.

"Há um abalo de imagem que é indiscutível", diz Amir Somoggi, consultor independente de marketing esportivo.

"É muito triste que a tão pouco tempo da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos nós tenhamos que explicar como uma obra nova apresenta problemas estruturais tão graves", afirma Somoggi.

Lição de casa

A construção do Engenhão teve início em 2003, a cargo da construtora Delta. A empreiteira, no entanto, acabou abandonando a obra, que foi assumida então por um consórcio entre as construtoras OAS e Odebrecht. Com a mudança, qualquer problema relacionado ao projeto do estádio passou a ser de responsabilidade da prefeitura.

De acordo com Somoggi, os custos para a construção do estádio são compatíveis com o de arenas do tipo em outras partes do mundo, e a existência de problemas pode levantar desconfiança sobre a capacidade de planejamento dos responsáveis por receber os grandes eventos esportivos.

"Você tem um estádio que custou quase R$ 400 milhões, um valor dentro do que se gasta pelo mundo. (Mas é) um estádio que tem problemas estruturais graves, significa que nós não estamos fazendo a nossa lição de casa", diz.

Para Pedro Daniel, executivo de gestão esportiva da consultoria BDO, ainda é preciso saber as causas dos problemas apresentados, mas, segundo ele, é possível que as falhas no Engenhão gerem um desconforto entre patrocinadores e acabem tendo impacto em negociações de contratos e naming rights. "Que empresa vai querer atrelar sua marca a um lugar com risco?", diz.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, engenheiros do consórcio responsável pelo estádio afirmaram que o prazo para identificar a razão do problema e encontrar uma solução deve ser superior a 30 dias, não havendo previsão para reabertura da arena.

Impacto internacional

A interdição do Engenhão acontece em um momento em que as atenções internacionais estão cada vez mais voltadas para o Brasil, com a aproximação da Copa das Confederações, que acontece em junho, e da Copa do Mundo de 2014.

"Se o Brasil não estivesse sediando os eventos, eu acho que esse tipo de história iria passar despercebida" diz Tim Vickery, correspondente esportivo da BBC no Rio de Janeiro.

"A coisa tomou uma dimensão internacional justamente porque o Brasil está sediando os megaeventos. O fato de que o Engenhão vai sediar o atletismo dos Jogos dá uma dimensão enorme à notícia", diz o jornalista.

Segundo ele, até a terça-feira, havia uma preocupação principalmente com relação à mobilidade urbana durante os Jogos Olímpicos, mas o caso do Engenhão também gera dúvidas sobre a qualidade das instalações que receberão as competições.

Imagem e confiança
O consultor Amir Somoggi concorda e afirma que casos como esse "arranham" a imagem do país ao evidenciar o que classifica como "falta de planejamento, visão e controle de custo".

"O mundo olha para o Brasil - porque o Brasil é o centro das atenções esportivas - e não gosta muito do que vê", diz.

Procurado pela BBC Brasil para comentar o caso, o Comitê Olímpico Internacional disse por meio de nota que está em "contato regular" com a organização dos Jogos do Rio de 2016 e afirmou ter "confiança absoluta" na preparação do país.

"Ainda faltam mais de três anos e meio para os Jogos, e temos confiança absoluta de que eles acontecerão", diz a nota.

Já o Comitê Organizador dos Jogos no Brasil afirmou, também por meio de nota, ter "plena confiança de que a prefeitura do Rio de Janeiro tomará as medidas necessárias para que o Estádio Olímpico esteja pronto para os Jogos".

Fonte: http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2013/03/27/problemas-no-engenhao-arranham-imagem-do-brasil-dizem-analistas.htm

Caso Engenhão: Vento de 63 km/h pode causar desabamento de Engenhão, revela prefeitura


Por Vinicius Konchinski

Um vento de 63 km/h pode causar o desabamento da cobertura do Engenhão. Essa é uma das principais conclusões do relatório feito pela consultoria alemã SBP (Schlaich Bergermann und Partner), contratada pelo consórcio construtor do estádio para verificar a segurança do local.

Informações desse relatório foram divulgadas nesta quarta-feira pelo presidente da Riourbe (Empresa Municipal de Urbanização), Armando Queiroga, e Marcos Vidigal, representante do Consórcio Engenhão, em entrevista coletiva concedida da Prefeitura do Rio. Foi o relatório da SBP que motivou a decisão do prefeito Eduardo Paes de interditar por tempo indeterminado o estádio.

“O relatório da SBP diz que há um risco na condição de vento acima de 63 km/h”, disse Vidigal. “Como é um evento mais frequente, você não pode conviver com esse risco. O estádio não pode ser utilizado.”

De acordo com a prefeitura do Rio e o Consórcio Engenhão, o estádio tem problemas na cobertura desde sua inauguração, em 2007. Isso porque os arcos que sustentam o teto da arena acabaram se deslocando mais do que o esperado no processo de retirada das escoras que o seguravam durante as obras.

Já em 2009, foi concluído que o Engenhão deveria ser interditado em dias de ventos com mais de 115 km/h. Em 2011, entretanto, a SBP iniciou uma nova investigação sobre o assunto. Ela verificou que existem risco nos casos de ventos de 63 km/h, bem mais frequentes do que os ventos de 115 km/h. “Um vento de mais de 63 km/h poderia levar à ruína”, afirmou Vidigal.

O Engenhão começou a ser construído em 2003 já visando aos Jogos Pan-Americanos de 2007. Na época, a construtora responsável era a Delta, empresa que chegou a ser investigada em uma CPI.

Tempo depois, a Delta abandonou a obra. A Odebrecht e a OAS se juntaram, criaram o Consórcio Engenhão e assumiram a construção do estádio.

Em 2007, o Engenhão foi concluído. Recebeu as provas de atletismo e alguns jogos de futebol do Pan.

O estádio custou R$ 380 milhões. Cerca de três anos depois da sua inauguração, entretanto, foram divulgados as primeiras informações sobre problemas na sua construção.

Em 2010, o Botafogo, que assumiu a administração do estádio, enviou à Prefeitura do Rio um relatório apontando rachaduras e outras falhas na estrutura do espaço. A prefeitura convocou o Consórcio Engenhão e exigiu o conserto dos defeitos sem ônus aos cofres públicos.

No ano passado, indícios de novos problemas estruturais foram identificados. Em agosto, a Riourbe criou um grupo de trabalho para apurar “vícios construtivos” no estádio.

Meses depois, o estádio foi interditado. A prefeitura pediu até 60 dias para estudar os problemas no local para definir as obras necessárias para consertá-lo. Não há uma previsão para liberação.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/estadual-do-rio/ultimas-noticias/2013/03/27/vento-de-63-kmh-pode-causar-desabamento-de-engenhao-revela-prefeitura.htm

Caso Engenhão: Paes descarta chance de demolir Engenhão e procura responsáveis por erro


A interdição do Engenhão mexeu com o futebol carioca, mas também trouxe problemas para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Eduardo Paes, que fez o anúncio do fechamento do estádio por problemas na cobertura, descartou haver chance de demolição da arena nesta quarta-feira. Em entrevista à TV Globo, o prefeito também anunciou uma auditoria para definir de quem é a responsabilidade pelo erro que determinou a interdição do Engenhão.

De acordo com Paes, a prefeitura não trabalha com a possibilidade de colocar o estádio abaixo. O prefeito ressaltou que espera uma resposta rápida para poder liberar o Engenhão para receber as partidas dos clubes do Rio.

“Não há esse risco [de demolição]. Há esse problema na cobertura. Para mim, risco é risco e 5% já é um risco enorme. Passou da margem aceitável e, portanto, essa decisão de fechar é por isso. Mas é um problema que tem solução e não vai precisar desmoronar ou desmontar o estádio de forma nenhuma”, reforçou Paes.

O prefeito exige rapidez, mas não coloca um prazo para o retorno das partidas no estádio administrado pelo Botafogo. “A gente vai ter o Engenhão para as Olimpíadas [de 2016] e queremos ter o Engenhão de volta o mais rápido possível para servir ao futebol carioca”, completou.

Com o laudo oficial a respeito das condições do Engenhão em mãos nesta quarta-feira, o prefeito assegura que as responsabilidades serão determinadas para iniciar o planejamento de reestruturação da arena. Uma auditoria será realizada pela prefeitura para procurar os responsáveis pelos problemas na cobertura. O Botafogo também deseja apurar o caso para se defender de prejuízos com o Engenhão fechado por longo período.

“Vai ter que fazer [auditoria]. Eu não era prefeito ainda, mas o sujeito que construiu o estádio me diz que tem estudo que aponta risco e temos que checar. Se for um problema de projeto, a responsabilidade é da prefeitura, se for um problema de execução, a responsabilidade é de quem fez. Portanto, vamos apurar. O detalhe é que ainda não há uma solução apontada”, lembrou Paes.

O Engenhão foi construído pela Odebrecht e a OAS. Nesta terça, as empresas disseram que estão participando das discussões sobre a situação do estádio e aguardam um pronunciamento técnico da prefeitura para tomar qualquer atitude.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/estadual-do-rio/ultimas-noticias/2013/03/27/paes-descarta-chance-de-demolir-engenhao-e-procura-responsaveis-por-erro.htm

Caso Engenhão: Prefeitura pede 2 meses para estudar problemas e começar obras no Engenhão


Por Vinicius Konchinski 

A Prefeitura do Rio de Janeiro pediu de 30 a 60 dias para definir um plano de conserto para o Engenhão, interditado na terça-feira por causa de problemas em sua cobertura. Em entrevista coletiva concedida nesta quarta, o presidente da Riourbe (Empresa Municipal de Urbanização), Armando Queiroga, afirmou que a administração municipal e o consórcio construtor do estádio ainda não sabem o que terão de fazer para liberar o espaço para uso. Por isso, evitou dar qualquer prazo para a reabertura do estádio.

“Vamos demorar 30, 45 ou 60 dias para saber qual será a solução para o estádio. Só depois, vamos definir o que precisará ser feito e começar o trabalho”, disse Queiroga. “Vamos nos debruçar arduamente para estudar o problema e reabrir o estádio o mais rápido possível.”

Nesta quarta, Queiroga e Marcos Vidigal, representante do Consórcio Engenhão, afirmaram que o estádio municipal tem um problema em sua cobertura identificado ainda na sua fase final de construção. Os arcos do lado leste e oeste que sustentam o teto do estádio estão em uma posição errada. Isso pode causar o desabamento da cobertura do Engenhão.

Durante a construção do Engenhão, esses arcos permaneceram escorados. A previsão era de que, quando as escoras fossem retiradas, eles se movessem e assentassem a cobertura. Acontece que o deslocamento ocorrido foi cerca de 50% maior que o planejado. Isso acabou criando um risco de queda na cobertura. “Pode haver uma ruina”, complementou Vidigal.

Esse problema vem sendo estudado pelo consórcio construtor do Engenhão, formado pela Odebrecht e a OAS, desde 2007. Vários relatórios já foram feitos sobre a estrutura do estádio e, em 2009, chegou a ser recomendado que o Engenhão fosse fechado em dias de ventos de mais 115 km/h.

Em 2011, o consórcio resolveu contratar uma consultoria alemã para estudar o problema nos arcos mais a fundo. A SBP (Schlaich Bergerman und Partner) analisou o Engenhão, recalculou o risco e recomendou a interdição imediata no estádio. Esse relatório chegou a prefeitura na terça-feira. Com base nele, o prefeito Eduardo Paes tomou a decisão de fechar o Engenhão por tempo indeterminado.

O Engenhão começou a ser construído em 2003 já visando aos Jogos Pan-Americanos de 2007. Na época, a construtora responsável era a Delta, empresa que chegou a ser investigada em uma CPI.

Tempo depois, a Delta abandonou a obra. A Odebrecht e a OAS se juntaram, criaram o Consórcio Engenhão e assumiram a construção do estádio.

Em 2007, o Engenhão foi concluído. Recebeu as provas de atletismo e alguns jogos de futebol do Pan.

O estádio custou R$ 380 milhões. Cerca de três anos depois da sua inauguração, entretanto, foram divulgados as primeiras informações sobre problemas na sua construção.

Em 2010, o Botafogo, que assumiu a administração do estádio, enviou à Prefeitura do Rio um relatório apontando rachaduras e outras falhas na estrutura do espaço. A prefeitura convocou o Consórcio Engenhão e exigiu o conserto dos defeitos sem ônus aos cofres públicos.

No ano passado, indícios de novos problemas estruturais foram identificados. Em agosto, a Riourbe criou um grupo de trabalho para apurar “vícios construtivos” no estádio.

Meses depois, o estádio foi interditado. De acordo com Queiroga, da Riourbe, por causa de todo esse histórico da obra, é impossível determinar hoje quem é o responsável pela falha na cobertura do estádio: projetistas, contrutores ou até mesmo a própria prefeitura.

Marcos Vidigal, do consórcio construtor, disse que a Odebrecht e a OAS assumiram a obra do estádio com 100% do projeto definido e 25% da cobertura instalada. Por isso, só cumpriram o que já estava planejado anteriormente.

A prefeitura confirma essa versão. De acordo com Queiroga, só depois da identificação do problema, será possível encontrar os responsáveis pela falha e cobrar deles uma ressarcimento. "Estamos preocupados com a segurança. Quem pagará a obra, isso vem no segundo momento", afirmou o presidente da Riourbe.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/estadual-do-rio/ultimas-noticias/2013/03/27/prefeitura-pede-2-meses-para-encontrar-problemas-e-comecar-obras-no-engenhao.htm

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Prefeitura de Manaus anuncia aporte a lutadores


A prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Desporto (Semdej), patrocinará seis lutadores amazonenses. José Aldo, Adriano Martins, Ronys Torres, Ronaldo Jacaré, Diego Brandão e Marcos Galvão receberão R$ 4 mil por mês da entidade. 

O anúncio foi feito na última segunda-feira, 4, pelo prefeito de Manaus, Arthur Neto. "Fico muito satisfeito e feliz de ver o nome do nosso Estado sendo valorizado por estes lutadores. Por isso, nada mais justo do que uma pequena contribuição a quem faz tanto pela cidade", disse Arthur.

Os lutadores fazem parte do Ultimate Fighting Championship (UFC) e do Bellator Fighting Championship e, em contra partida, estamparão a marca da Prefeitura Municipal de Manaus em seus shorts e banners.

De acordo com o secretário de esportes, Fabrício Lima, os atletas também ficarão responsáveis por identificar novos talentos e serão presenças confirmadas em eventos da cidade.

"Vamos ajudar estes atletas e eles irão nos ajudar, pois usaremos o prestígio deles para disseminar o esporte. A partir de agora, além de levar o nome do Estado para todo mundo, eles ficarão a cargo de descobrir novos lutadores. É um ganho enorme para uma ação simples", disse Lima.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/28/28372/Prefeitura-de-Manaus-anuncia-aporte-a-lutadores/index.php

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Velódromo da Barra fecha e deixa atletas sem treinar


Decisão partiu de Comitê Rio 2016, prefeitura e Ministério dos Esportes

Por Rodrigo Bertolucci

RIO - O fim do velódromo da Barra deixou centenas de atletas do ciclismo de pista, da patinação de velocidade e da ginástica artística sem um espaço adequado para treinar. Ontem, 15 ciclistas profissionais tiveram que desocupar o local. A escolinha da modalidade, que atendia 105 alunos de 12 a 15 anos, também encerrou as atividades. Uniformes, capacetes e outros equipamentos, incluindo bicicletas, foram retirados do espaço e enviados para um galpão alugado pela Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro.
A ginástica artística, por sua vez, terá de encerrar os treinos no próximo dia 8, pois a estrutura também abrigava o Centro de Treinamento (CT) da modalidade, parte do Centro de Treinamento do Time Brasil, criado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para preparar atletas aos Jogos de 2016.
A decisão, tomada por Comitê Rio 2016, prefeitura e Ministério dos Esportes, de desativar o velódromo a pouco menos de quatro anos das Olimpíadas na cidade, deixou profissionais da área inconformados.
O presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Santos, diz que ainda não sabe como os atletas profissionais farão para continuar praticando:
— Fomos despejados. Nem entrar mais no velódromo podemos. Tivemos que tirar todo o nosso equipamento. Não temos mais o que fazer. Quem perde com isso, infelizmente, é o ciclismo do Rio.
Para Santos, o velódromo poderia passar por reformas em vez de ser desativado. Ele desconfia de que haja interesses empresariais por trás da decisão.
— Isso acarretará o fim do sonho olímpico para o ciclismo de pista; além, claro, de acabar com os nossos projetos — sentencia. — O velódromo é um caroço de azeitona no empadão da prefeitura; está numa área supervalorizada.
Os professores Álvaro Ferreira e Antônio Márcio Ferreira, que treinavam os jovens da escolinha de ciclismo, lamentam o fim do projeto.
— Para tomar essa decisão era preciso ter uma alternativa, e ninguém se preocupou com isso — protesta Álvaro, que continuará ministrando aulas em outros espaços, mas diz que, se pudesse, deixaria o esporte.— É desanimador. Não formamos atletas simplesmente apertando um botão. Como seremos classificados (para os Jogos Olímpicos) se estes jovens não têm onde treinar? Ficaremos na plateia, vendo os gringos disputarem títulos.
O COB diz que, enquanto a situação não se define, se houver necessidade de treinamento de ciclistas da seleção, eles serão enviados para o exterior.
No caso da ginástica artística, afirma já existir um novo local para instalar o CT da modalidade, a ser anunciado em breve. No momento, segundo a assessoria de imprensa do órgão, estão sendo decididos, com a Confederação Brasileira de Ginástica Artística, os locais onde as seleções feminina e masculina treinarão até que o espaço esteja disponível.
Para os 190 atletas federados da patinação de velocidade, modalidade que não faz parte do cardápio olímpico, a situação é ainda mais incerta.
— No Rio, não temos outro espaço para o trabalho com os atletas de patinação — diz Sandra Mello, presidente da Federação de Hóquei e Patinagem do Estado do Rio de Janeiro. — Em 2011, tiraram a patinação artística do velódromo para acomodar a equipe de ginástica. O COB prometeu arranjar outro lugar para os treinos, mas isso não aconteceu. Agora, acabaram com os treinos da patinação de velocidade. O que esses atletas vão fazer?


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/velodromo-da-barra-fecha-deixa-atletas-sem-treinar-7449803#ixzz2JYXhreo9 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Representantes da Barra apoiam novo parque público


Eles dizem, porém, que prefeitura precisa garantir manutenção da área. Pela nova proposta, em troca do parque será construído o campo de golfe dos Jogos de 2016

RIO - A decisão do prefeito Eduardo Paes de mudar parâmetros ambientais e urbanísticos da Barra para permitir a construção do campo de golfe dos Jogos de 2016 foi bem recebida por líderes e representantes da região. Eles esperam, no entanto, que a prefeitura de fato assuma a responsabilidade de preservar o novo parque que será criado. Pela proposta que o prefeito deve enviar na próxima semana à Câmara de Vereadores, cerca de 58 mil metros quadrados do Parque de Marapendi, que fica dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi, perto da Avenida das Américas, poderão ser utilizados para a construção do campo de golfe. Em contrapartida, o prefeito pretende transformar o trecho da APA voltado para a Praia da Reserva em parque. Com isso, o terreno passa a ser não edificável.
Presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck acredita que a instalação do campo de golfe ajudará a revitalizar o Parque de Marapendi, ao mesmo tempo em que acaba com a indefinição sobre o futuro do trecho da APA de Marapendi na Praia da Reserva.
— Vejo a medida com bons olhos. O local onde deverá ser o campo de golfe está hoje abandonado, sem qualquer preservação. Mas é importante que a prefeitura realmente assuma o parque de Marapendi, criando condições para que ele não seja degradado com ocupações irregulares — diz Dumbrosck.
A deputada Aspásia Camargo (PV) também considera a mudança dos parâmetros um avanço. A parlamentar defende, contudo, que 10% dos recursos utilizados na criação do campo de golfe sejam aplicados num fundo para a administração do novo parque de Marapendi.
Aspásia é favorável ainda à redução do gabarito de 22 andares permitido na franja do terreno às margens da Avenida das Américas e em frente ao campo de golfe.
— Acho que o momento é de polemizar menos e olharmos o que está acontecendo. A prefeitura nunca teve condições de administrar adequadamente os seus parques. Por outro lado, aquela área está bastante degradada. Portanto, temos uma excelente oportunidade de permitir que o campo seja criado, ajude a recuperar aquela área e, ao mesmo tempo, auxilie financeiramente na administração do parque de Marapendi — argumenta Aspásia.

Ademi destaca valorização da área
Para o vice-presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), Rubem Vasconcelos, a criação do campo de golfe poderá valorizar o trecho da Barra:
— Acho a medida da prefeitura espetacular. Um campo de golfe na Barra é uma ancoragem para o bairro. Em todo o mundo, nos locais que ganham campos de golfe, a valorização imobiliária é grande. É muito bem-vindo. Aquela área está degradada. Não adianta pensar pequeno. É um momento em que o Rio precisa aproveitar essas oportunidades para evoluir. A gente não pode ter preconceito com isso. Só mesmo sendo muito xiita ou radical para não permitir o campo de golfe.
Em carta ao GLOBO, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, esclareceu ontem que não lidera grupo de empresários interessados em executar o projeto do campo de golfe. Ele explicou que não tem interesse comercial no projeto e que faz parte de um comitê que assessora a Rio 2016 em questões técnicas, como a seleção do arquiteto do campo de golfe. Ele esclarece ainda que faz parte do conselho da entidade sem fins lucrativos que administrará a operação do campo, o segundo público do estado. O primeiro fica em Japeri, na Baixada Fluminense.
O promotor de Meio Ambiente Carlos Frederico Saturnino, responsável por um inquérito que investiga o impacto do campo de golfe na Barra, considera “grave” a mudança nos parâmetros urbanísticos, tendo como objetivo atender ao calendário dos Jogos 2016:
— O problema não é o campo de golfe em si. Na minha opinião, a questão é grave porque, em primeiro lugar, começamos a legislar por casuísmo, em vez de pensarmos num bairro como um todo. Em segundo lugar, porque o prefeito tem maioria na Câmara e temo que essas mudanças não sejam analisadas e discutidas com a profundidade necessária.

Parque tem ocupações irregulares
O advogado especialista em meio ambiente Rogério Zouein disse que é positiva a criação do parque de Marapendi na Praia da Reserva. Ele, no entanto, ressalta que ainda há inúmeras ocupações irregulares por condomínios em outros trechos dos parque. Segundo ele, até hoje estes problemas ainda não foram resolvidos pelo município.
— Acho ruim perder 58 mil metros quadrados do parque (de Marapendi) quando a área que já existe é parcialmente ocupada pelos condomínios sem que nada seja feito — afirma o especialista.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/representantes-da-barra-apoiam-novo-parque-publico-6625403#ixzz2BLjAhj3r

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Retomadas obras de mobilidade urbana em Fortaleza


Atraso ocorreu devido à quebra de contrato entre a prefeitura de Fortaleza e a construtora Delta

Por Roberta Maia

Após a quebra de contrato entre a prefeitura de Fortaleza e a construtora Delta, as obras de mobilidade urbana de Fortaleza foram retomadas. Por outro lado, avançam as intervenções no aeroporto Pinto Martins e no estádio Castelão, já com mais de 83% dos trabalhos prontos.

No entorno do arena cearense, as obras de mobilidade urbana, que estavam suspensas desde maio em função do caso Delta, foram retomadas no último dia 13. Indispensáveis para a Copa de 2014, as transformações começarão pela avenida Alberto Craveiro, que será alargada e passará a ter quatro faixas em cada sentido. A prefeitura de Fortaleza avalia o custo destas obras em R$ 22,8 milhões.

A construtora Serveng-Civilsan, vencedora da nova licitação, prevê também iniciar até o final de setembro as obras do túnel ligando as avenidas Alberto Craveiro e Paulino Rocha, bem como a construção de quatro túneis na Via Expressa, que liga os bairros do Mucuripe às proximidades do Castelão, cortando boa parte da capital cearense. O contrato assinado entre a prefeitura e a construtora é de R$ 232,6 milhões.

Ainda para melhorar a mobilidade urbana em Fortaleza, a avenida Bezerra de Menezes, uma das principais da cidade, ganhou faixas exclusivas para ônibus. O transporte público de ônibus, vans e táxis dispõe agora de duas faixas exclusivas, em cada sentido --de um total de quatro faixas de trânsito por sentido. 

Metrô de Fortaleza
Dois meses após a entrega do primeiro trecho do metrô de Fortaleza, dados da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos indicam que estão sendo realizadas 26 viagens diárias, de cerca de 20 minutos, ligando a cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana, ao bairro de Parangaba, em Fortaleza. Nesta fase de testes, em que o metrô opera apenas de segunda à sexta-feira, das 8 horas ao meio-dia, mais de 150 mil usuários vem sendo beneficiados.

Rômulo Fortes, presidente da Companhia, promete para breve a conclusão da linha, com extensão até o centro: “Vamos ter o metrô em operação assistida até o fim do ano. Já no ano que vem, com certeza no segundo semestre, entraremos em operação comercial com o sistema inteiramente completo”, garante.

Duas das estações que passarão a integrar a linha sul do metrô, a Juscelino Kubitschek e a Padre Cícero, foram incluídas nas obras da Copa de 2014. No momento, a obra está em fase de cravação de estacas e de escavações. 

Quanto à linha leste, a norte-americana The Robbins Company ganhou a licitação para fornecimento das tuneladoras, equipamentos de escavação dos túneis do metrô. As duas primeiras máquinas estão previstas para chegar ao país em maio do ano que vem. E a empresa já está instalando uma fábrica no complexo portuário do Pecém, para prosseguir produzindo localmente estes equipamentos. 

Outras obras para a Copa de 2014
O estádio da Copa em Fortaleza é o Castelão que, segundo o secretário especial da Copa, Ferruccio Feitosa, está previsto para ser inaugurado no dia 15 de dezembro de 2012, com um amistoso entre Brasil e Argentina. No momento, a obra do estádio está na fase de instalação da cobertura, que já ultrapassa 60%. Outro projeto em andamento é a reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, com investimentos de R$ 336,6 milhões.

*Reportagem publicada originalmente no portal Mobilize Brasil 

Fonte: Mobilize Brasil

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10571/RETOMADAS+OBRAS+DE+MOBILIDADE+URBANA+EM+FORTALEZA.html

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Velódromo do Rio não está nos padrões olímpicos e será demolido


Espaço foi construído para o Pan de 2007 e custou R$ 14 milhões. Comitê organizador alega que velódromo oferece risco aos atletas.

O Velódromo do Rio, construído para os Jogos Pan-Americanos e que custou R$ 14 milhões, vai ser demolido. Segundo o Comitê Organizador das Olimpíadas de 2016, ele não está nos padrões olímpicos e oferece risco para os atletas, de acordo com o RJTV.
Para a construção do espaço, cerca de R$ 1 milhão foram gastos pela Prefeitura e R$ 13 milhões pelo Ministério do Esporte. A inauguração foi há apenas cinco anos, para o Pan de 2007.
A decisão foi tomada pela Empresa Olímpica Municipal, responsável pelas obras para os Jogos de 2016, em conjunto com o Comitê Organizador das Olimpíadas. A justificativa é que o atual velódromo não atende aos padrões olímpicos.
O local tem duas pilastras centrais, que seguram as estruturas, que não podem existir num velódromo olímpico. As estruturas impedem a homologação de recordes, pois os juízes não conseguem ver todos os pontos da pista. O número de lugares na arquibancada é considerado outro problema. Em vez de 1.500 cadeiras, o velódromo tem que ter capacidade para público de 5 mil pessoas. O número de boxes e vestiários também deve ser maior.
De acordo com o Comitê Organizador Rio 2016, para a segurança dos atletas, a pista deve ter outra curvatura e inclinação. A Federação de Ciclismo do Rio diz que o ideal seria manter as duas pistas.
"Ia ser um sonho de consumo, que nós tivéssemos as duas estruturas. Um novo, atendendo os padrões olímpicos mundiais, de um modo geral, onsw nós poderíamos ter não só as olimpíadas, como eventos mundiais, etapas da copa do mundo, campeonatos mundiais, e que poderíamos manter isso aqui para um uso mais regular, a nível das escolinhas, treinamento dos atletas aqui do Rio, ou atletas do Brasil", disse o diretor da Federação de Ciclismo Antônio Ferreira.

Pista deveria ser legado para atletas
O comitê explicou ainda que, durante os preparativos para o Pan 2007, o Governo Federal, a Prefeitura e a Federação Internacional dos Ciclistas decidiram fazer uma pista permanente para ficar de legado para os atletas. No entanto, quando a decisão foi tomada, não havia mais tempo de fazer nas especificações olímpicas.

"Os atletas do Pan, que tem um nível esportivo ou pouquinho mais baixo, andam a uma velocidade mais baixa, aí o velódromo comportava sem nenhum problema. Para um nível olímpico, em que as velocidades são muito altas, ele não apresenta os requisitos de segurança necessários para a segurança do atleta", disse o diretor do Comitê Organizador Rio 2016 Leonardo Gryner.
Segundo o comitê, o Ministério dos Esportes vai transferir a pista do velódromo para outro estado. O terreno onde ele foi construído deve ser vendido à iniciativa privada, que vai financiar o Centro Olímpico. Não há previsão de quanto tempo as equipes de ciclistas e patinadores vão ficar sem lugar para treinar, o que pode trazer prejuízos na hora de tentar uma medalha.
"Durante esse período, até que ela seja remontada em outro lugar, o Brasil vai ficar sem uma pista de ciclismo de madeira", disse Gryner.

A Fundação Livewright, que tem uma escolhinha de ciclismo com 70 crianças no velódromo, espera que pelo menos a parte mais nobre da estrutura, o piso feito de pinho siberiano tratado na Holanda, fique no Rio.

"Alguma alternativa tem que ser encontrada, nem que seja um espaço coberto onde a gente possa construir uma pista de cimento para não interromper o trabalho que está sendo feito aqui", disse o diretor da fundação Luís Rezende.

Prefeitura queria uma estrutura provisória, diz ex-prefeito
Por e-mail, o ex-prefeito Cesar Maia disse que o velódromo foi construído com recursos federais e que, na época, a Prefeitura até preferia fazer uma estrutura provisória.
O Ministério do Esporte, por sua vez, disse que a decisão da construção para os Jogos Pan-Americanos de 2007 foi da Prefeitura do Rio, que definiu as especificações junto com o Comitê Organizador. O ministério atendeu ao pedido e pagou a pista, importada da Europa.
A Prefeitura do Rio, por nota, disse que os acordos para que equipes esportivas utilizem o velódromo são feitos diretamente com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Por enquanto, a prefeitura não recebeu qualquer solicitação para que seja cedido um novo espaço para treinamentos.

No entanto, o COB, o ministério e a Prefeitura do Rio buscam alternativas que não causem prejuízos à preparação das seleções que treinam no espaço.

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/07/velodromo-do-rio-nao-esta-nos-padroes-olimpicos-e-sera-demolido.html

segunda-feira, 5 de março de 2012

Odebrecht e Andrade Gutierrez levam licitação do Parque Olímpico; obra deve custar R$ 1,4 bi

Por Luiz Gabriel Ribeiro (UOL)

A Prefeitura do Rio de Janeiro conseguiu, enfim, concluir a licitação do Parque Olímpico para os jogos de 2016. A licitação, que havia sido barrada pela justiça em janeiro, foi finalizada nesta segunda-feira. Quem fará a obra é um consórcio formado pela Obebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken.
O consórcio foi o único que apresentou propostas para construir a principal estrutura esportiva para a Olimpíada de 2016. O Parque Olímpico do Rio deve custar R$ 1,4 bilhão.
A prefeitura deve desembolsar R$ 550 milhões com a obra. O restante do valor será pago com o repasse da posse do terreno do Autódromo de Jacarepaguá, avaliado em R$ 850 milhões.