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quarta-feira, 27 de março de 2013

Liderados por Murilo e Gustavo, 280 jogadores se unem para levar proposta de 'Superliga ideal' à CBV


Por Renata Mendonça

Uma indignação coletiva e a vontade de mudar: esses são os sentimentos que moveram quase 300 jogadores de vôlei a se unirem na tentativa de melhorar o esporte nacional. O que eles querem? O fim da ‘instabilidade’ dos clubes, a realização do Jogo das Estrelas, uma Copa do Brasil e a proposta de um torneio mais longo e atrativo para os patrocinadores... essas são as reivindicações ‘básicas’ desses atletas, que estão mobilizando as redes sociais e os próprios clubes por “uma Superliga melhor” e já fizeram até mesmo o mundo ‘ouvir’ suas causas.

Foi por volta das 21h da última terça-feira que a hashtag #UnidosPorUmaSuperligaMelhor chegou aos trending topics mundiais do Twitter, mostrando a força de uma campanha que começou na segunda-feira e se espalhou de forma muito rápida entre atletas, técnicos, clubes e amantes do vôlei. Uma tarja preta com os dizeres “Unidos pelo Voleibol. Por uma Superliga melhor” foi compartilhada por centenas e até milhares de pessoas, provando que o sentimento que os atletas têm ao verem times acabando por causa da falta de patrocínio é compartilhado por muitos. 

Mas a campanha iniciada nas redes sociais é apenas um detalhe perto da mobilização dos atletas que estão dispostos a mudar de vez o cenário instável do vôlei brasileiro. E muito se engana quem pensa que ela foi algo que surgiu momentaneamente por causa de mais um clube ameaçado de fechar as portas após perder seu principal patrocinador – a Medley anunciou na última segunda-feira que estava deixando o Campinas e não continuaria na próxima temporada. Ela começou há cerca de oito meses, ainda antes do início desta Superliga pela iniciativa de dois irmãos líderes do vôlei nacional que estavam dispostos a ver as coisas mudarem no futuro.

Gustavo e Murilo compartilhavam um sentimento de indignação quando viram o calendário tão curto da Superliga 2012/2013 – que duraria apenas quatro meses – e decidiram conversar com outros atletas para tentar levar algumas reivindicações sobre o principal torneio do vôlei no Brasil à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Assim, os dois começaram a coletar os e-mails dos capitães de todos os times que participavam da competição nacional e criaram um grupo para discutir as questões que incomodavam os jogadores na Superliga.

Dos capitães, o grupo se estendeu também para todos os atletas dos 12 clubes que fazem parte da Superliga masculina e chegou até a jogadores que, no momento, atuam fora do Brasil, mas também têm interesse em opinar sobre a situação da modalidade no país. E foi através de discussões por e-mail, que hoje, 280 atletas conseguiram chegar quase que a um modelo de ‘Superliga ideal’ para apresentar à Confederação. Mais do que isso, os jogadores sugerem outras competições para preencher o calendário e mais alternativas para atrair patrocinadores – tudo inspirado em experiências que alguns deles já tiveram em campeonatos estrangeiros.

“Isso começou há uns oito meses. Resolvemos fazer esse grupo pegando e-mail de cada um porque aí ficava todo mundo sabendo do que estava acontecendo e poderia opinar o que seria bom”, explicou o central do Canoas, Gustavo, em entrevista ao ESPN.com.br. 

Campeão olímpico com a seleção brasileira em 2004, Gustavo é um dos grandes incentivadores do grupo, mas garante que a intenção dos jogadores não é ir contra a Confederação, e sim apresentar uma nova proposta de campeonato que seja mais interessante para todas as partes envolvidas: clubes, atletas e CBV.

“É consenso entre nós que a gente não quer bater de frente, criticar a CBV. A ideia é ter uma união cada vez maior de atletas junto com clubes e CBV para fazer um campeonato cada vez melhor. Senão, desse jeito, com mais patrocinadores saindo a cada ano, a Superliga pode ficar muito ruim”, prosseguiu.

E a iniciativa dos atletas, inclusive, já chegou à Confederação. Ao tomar conhecimento sobre o grupo, o presidente da entidade, Ary Graça, aceitou marcar uma reunião com os líderes dele para ouvir o que os jogadores tinham para propor e acabou fazendo o mesmo também com representantes do feminino e do vôlei de praia.

“O lançamento da Superliga – evento que aconteceu em São Paulo em novembro passado – foi o primeiro contato. Falamos com o Ary [Graça] dessa possibilidade de poder discutir com ele alguns assuntos, passar a visão de nós atletas, que estamos ali dentro de quadra, jogamos duas vezes por semana, viajamos, etc”, contou Murilo, também em contato por telefone com o ESPN.com.br.

E a conversa com o presidente da CBV, que aconteceu em fevereiro deste ano, até animou os jogadores. Nela, estiveram Gustavo (Canoas), Murilo e Serginho (Sesi), Bruninho (RJX) e William (Sada Cruzeiro) como representantes de todo o grupo de atletas da Superliga masculina, além do próprio Ary Graça e de Fábio Azevedo, superintendente da confederação.

“Lógico que a decisão é sempre deles, mas conseguimos expor nosso ponto de vista, a preocupação com a saída de patrocinadores, porque assim a gente não tem garantia de trabalho. Falamos sobre uma solução para essa insegurança, fidelizando o patrocinador, tentando ter uma garantida dele por 2 ou 3 anos no clube...”, relatou o ponteiro do Sesi.

Entre as propostas discutidas pelos 280 jogadores que estão no grupo de e-mails e repassadas na reunião com Ary Graça estão uma Superliga com duração de pelo menos seis meses, a criação de uma Copa do Brasil entre 1º e 2º turnos da competição e a realização de um final de semana com o “Jogo das Estrelas”, nos moldes do que faz a NBB ou a própria NBA.

“Sete meses seria o ideal [para a Superliga] com 12 ou 14 equipes e as quartas sendo disputadas em séries de cinco jogos, com semifinais e finais melhor de três. Além disso, no meio da temporada, entre dezembro e janeiro, podia fazer uma Copa do Brasil, com os oito primeiros do 1º turno da Superliga fazendo um playoff em jogo único, depois semifinal e a final sendo realizada fora do eixo sul-sudeste, para divulgar o vôlei lá também”, sugeriu Gustavo. 

“O jogo das estrelas também é muito atrativo. Fazer uma brincadeira no dia antes, competição de quem ataca a bola que sobe mais alto, um jogo de manchetão. Isso é uma maneira forte de divulgar”, completou.

Tudo para atrair os patrocinadores a investirem no vôlei. Na opinião dos atletas, é difícil uma competição que dura apenas quatro meses ser interessante para os investidores, que precisam bancar um time profissional inteiro por 12 meses, sendo que os jogadores só estão em competição em um terço desse período.

E a situação para a Superliga 2013/2014 nesse quesito realmente não é muito animadora. Além do Campinas, o São Bernardo também perdeu o patrocinador, assim como o Vôlei Futuro e o Florianópolis, e todos eles correm riscos de fecharem as portas antes da próxima temporada. Foi por isso que os 280 jogadores unidos resolveram agir, lançando a campanha “Unidos pelo Voleibol” para chamar a atenção dos clubes, da CBV e da mídia para a questão. E esse, de acordo com o Murilo, foi apenas o primeiro passo.

“Agora estamos vendo qual vai ser o próximo passo. O primeiro foi esse, de criar uma revolta, chamar a atenção para que saibam que a gente está preocupado. Ainda não recebemos nenhum contato da CBV pra marcar uma próxima reunião, espero que aconteça antes ou depois da final da Superliga que a gente possa dar prosseguimento a isso”, encerrou o ponteiro.

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/319169_liderados-por-murilo-e-gustavo-280-jogadores-se-unem-para-levar-proposta-de-superliga-ideal-a-cbv?timestamp=1364413111412

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ary Graça: ‘Mudar para quê? Se é bom, fica. Se não é, sai’


Novo presidente da FIVb está licenciado da CBV, mas mantém o poder por perto

Por Ary Cunha

RIO - A galeria de troféus da CBV, na Barra da Tijuca, virou sala de espera do novo escritório da FIVb. Quando não está na Suíça, é de lá que Ary Graça Filho comanda os rumos do vôlei mundial desde que assumiu a entidade, em setembro. Defensor das reeleições ilimitadas, ele está licenciado na CBV e na Sul-Americana, mas mantém o poder por perto.

O escritório da FIVb vai ficar mesmo junto com a sede da CBV?
Separei essa parte aqui e passou a ser FIVb, com porta fechada, tudo direitinho. Contato com a CBV até tem, é só descer e entrar lá. E a Sul-Americana de Vôlei é no prédio aqui em frente.
Cercou tudo, hein, presidente...
Você que está falando. Não bota isso na minha boca (risos). E ainda tem o COB do outro lado da rua (na Avenida das Américas). Cerquei mais ainda.

O que vai mudar no vôlei com sua chegada à presidência da FIVb?
A estrutura vai mudar. Vamos implantar o modelo de gestão que tenho no Brasil, de unidades de negócios. Lá, o setor de desenvolvimento, encarregado de expandir o esporte, é o mesmo que cuida da área técnica, para aprovar bolas, equipamentos, redes... Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Então, vamos implantar uma administração moderna. Mandei instalar equipamentos de vídeo conferência aqui, nas federações e lá em Lausanne. Isso evita que tenha de estar presente em todos os lugares. Mas, nesse início, terei de ficar mais lá do que aqui, para implementar isso tudo.

Qual é o maior desafio do vôlei, em termos globais?
O desafio é vender. Hoje, o voleibol mundial está restrito. Somos fortes apenas em 20, 25 países. No resto, ficamos em níveis inferiores. Estamos em 220 países, mas como esporte dos principais são apenas 25, porque temos muitos na Europa. Se reparar nos últimos 60 anos, só seis países foram campeões mundiais. Desses seis, Rússia e Brasil tiveram praticamente 50% dos títulos. Então, a coisa está muito concentrada. E a ascensão do Brasil é recente. Campeões olímpicos, são apenas sete. Do ponto de vista de marketing, não temos um mercado. A finalidade imediata é fazer com o vôlei de quadra o que fiz na praia, com a Continental Cup, que trouxe 143 países para disputar vaga nas Olimpíadas. Levou dois anos e meio, mas pôs na parada Vanuatu, Ilhas Cook, Barbados, Cayman e outros países esquecidos. A palavra é oportunidade. E para todo mundo.

Mas expandir o vôlei de quadra não é mais complicado?
O vôlei de quadra é mais caro, não são só duas duplas. Tenho que ampliar mercado, mudando as fórmulas de competição, para serem mais comerciais. A Liga Mundial hoje reúne 16 times. Fiz uma proposta de competição apenas com os oito melhores times do mundo. E aí, teria uma Segunda Divisão com outros oito e a Terceira, dando oportunidade para o mundo inteiro entrar, por continente, num modelo mais barato. Em todas elas, um sobe e outro cai. Isso nunca houve na Liga Mundial. É uma sugestão que acho que vai ser aprovada, mês que vem.

Como no futebol, vai cair gente boa.
Aí está a emoção do negócio. Não pode perder. Um bom vai cair. Na prática, o que vai acontecer? Ninguém mais vai mandar segundo time para jogar a primeira fase. A maioria hoje aproveita para fazer experiência. Até o Brasil sempre fez isso. Ano passado, só fomos nos classificar no último jogo. Todos os times mandam jogadores novos. A Liga é competição séria, não é lugar para treinamento. É para pôr em quadra os melhores. E o mesmo vai valer também para o Grand Prix feminino.

Se essa proposta passar, o senhor vai comprar uma briga com o Bernardinho e o Zé Roberto.
Vou ser obrigado a dar uma resposta diplomática. Competição comercial, para desenvolver mercado e não ser deficitária, tem que ser com os melhores jogadores. Se quiser levar a sério o esporte, tem de botar para jogar os melhores artistas. Agora, para cuidar da parte técnica, testar jogador, há outras competições, continentais, sul-americanas, europeus. Aí, bota quem eles quiserem. É preciso ter visão empresarial. Não se pode brincar com o desenvolvimento do marketing do esporte.

Falando em marketing do esporte, muita gente já aponta o MMA como segundo esporte preferido dos brasileiros. O que o senhor acha disso?
É uma propaganda muito bem feita, mas uma mentira absurda. Me lembro, quando era pequeno, que apareceu por aqui luta do Kimura contra o Hélio Gracie, tinha também o Waldemar Santana... Levou uns três, quatro anos, mas depois nunca mais ninguém ouviu falar nisso. Não estou dizendo que o MMA não vá adiante. Estou dizendo que há uma limitação de público, dada a brutalidade que é. Certamente esse público não passa daquilo. Só tivemos três ou quatro torneios no Brasil de Ultimate Fighting... É um modismo, como foram tantos outros. Quero ver consolidar. Não se pode falar em consolidação antes de dez anos. Essas coisas surgem e vão embora, são os cometas. Já um esporte que pouco tempo eu acho que vai arrebentar no Brasil é o rúgbi. Era confinado a Austrália, Nova Zelândia, e agora está arrebentando no mundo todo e tem tudo para se manter. O UFC, enquanto tiver brasileiro ganhando, tudo bem. Quando não tiver, acabou.
Mas, em se tratando de Brasil, essa tese se aplica para qualquer esporte.
Só que o UFC só tem americano e brasileiro. O japonês tentou entrar e não conseguiu. Na Europa, não tem. Não perturbam. Tenho estatísticas de tudo. Eles não incomodam ainda.

Em termos de regras, quais são as novidades a caminho?
Vamos harmonizar o máximo possível as regras da praia e da quadra. Em 90% dos casos é viável e serão regras iguais. Por exemplo: na praia, se você bloqueia, vale um toque. No indoor, não vale. Por quê? Não tem sentido. Na praia, o jogador diz que está machucado, ganha tempo técnico de cinco minutos. E quem vai provar que não está? É uma indisciplina absurda. O Usain Bolt, se der um tiro e sentir uma fisgada, não fica para trás? Então, se machucou, acabou o jogo. Além disso, por que uma quadra tem nove metros no indoor e oito na praia? As duas têm de ser de nove. Pode não ser bom para os brasileiros, que não são tão altos. Então, vamos arrumar jogadores mais altos.

O senhor já está licenciado formalmente da CBV e da Sul-Americana ou vai acumular cargos?
Meu mandato na CBV vai até 2016, depois das Olimpíadas, mas já me licenciei. Na Sul-Americana, da mesma forma. E assumiram estatutariamente os dois vice-presidentes.

E eles vão mandar, com o senhor tão perto?
Aí é problema deles. São os presidentes, vão tomar as atitudes necessárias. O que posso dizer é que tenho uma gestão empresarial, em que a figura do presidente é filosófica e representativa. Está tudo planejado até 2016. Eles têm de implementar o que está combinado. Não vou interferir, mas não posso deixar de ser um aconselhador. Estarei sempre presente. Agora, é bom que se diga que legalmente nada me impede de ficar na presidência das três entidades. Só me licenciei para poder implementar projetos na Federação Internacional.

O senhor também pretende ter mandatos sucessivos na FIVb (ele é presidente da CBV há 15 anos)?
Tenho 69 anos. E na FIVb, com 72 você não pode mais se candidatar. Pelos estatutos atuais, não posso ser reeleito.

Pensa em mudar o estatuto?
É como aquela música: “Deixa a vida me levar”... (risos) Nesse momento, não penso nisso.
Mas o senhor defende as reeleições ilimitadas de dirigentes...
Os clubes de futebol quase todos têm essa obrigação de os presidentes saírem. Aí, eu pergunto: deu solução? O Flamengo, a cada quatro ou seis anos, muda de presidente. E ai, deu solução? É preciso condicionar a permanência no cargo a resultados.

O que o senhor acha, então, de o Ministério do Esporte promete condicionar a liberação de recursos a essa democratização no poder?
O dinheiro público tem de estar condicionado a resultados. É preciso que as metas estejam fixadas de forma bem clara. Dessa forma, você pode cobrar. É como numa empresa. Você tem de responder pelos resultados, não pelo tempo em que está no cargo.

Bernardinho e Zé Roberto ficam? O senhor chegou a dizer que exigiria dedicação exclusiva à seleção.
Com o Bernardinho já está tudo bem adiantado. Tivemos uma conversa em Londres, após as Olimpíadas. Com o Zé Roberto, ainda falta uma conversa com o diretor-técnico, Paulo Márcio, para acertarmos tudo. Realmente, a exclusividade é um desejo meu, mas não significa que seja uma obrigação. É aquilo: vou tirar por que? Só porque acham que é preciso mudar a toda hora? Mudar para quê? Se é bom, fica. Se não é bom, sai.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ary-graca-mudar-para-que-se-bom-fica-se-nao-sai-6629805#ixzz2BMAxBD8Z 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ary Graça vai se basear no Brasil para gestão da FIVB


O dirigente vai se licenciar da CBV e da CSV e está confiante na renovação com José Roberto Guimarães e Bernardinho

Eleito na semana passada como novo presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), o brasileiro Ary Graça garante que há muito a ser feito para melhorar o vôlei em plano mundial. Segundo ele, que pedirá licença do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV), a entidade que comanda o esporte mundialmente precisa modernizar sua gestão.

“É preciso modernizar a gestão da FIVB. Eles usam estrutura de 60 anos atrás. E temos que mudar para aproveitar o fato de sermos o segundo esporte em popularidade no mundo, atrás do futebol. Na Olimpíada de Londres, fomos o esporte mais visto na televisão e também aquele que tinha mais procura no ‘black market’ (mercado paralelo de ingressos)”, afirmou o novo mandatário, eleito para comandar a entidade pelos próximos quatro anos, em entrevista ao Sportv.

E para alcançar sucesso em sua empreitada, Graça aponta o modelo de administração a ser seguido: o brasileiro. De acordo com o dirigente, que comandou a CBV nos últimos 15 anos, o Brasil é visto como modelo de gestão no esporte, com centros de treinamento de alta tecnologia e boa infraestrutura.

“Vamos profissionalizar a gestão, como fizemos no Brasil. Colocar gente que entende em cada um dos departamentos, como já estou fazendo, por exemplo, com o polonês, que chefiará o marketing. De colocar tecnologia. As pessoas reconhecem que o nosso país é o centro do voleibol do mundo e visualizaram que precisavam do brasileiro para mudar”, analisou o dirigente.

Graça ainda garantiu que nunca foi um sonho seu assumir a presidência da entidade. Segundo ele, foi a necessidade de compartilhar conhecimento tecnológico e de gestão que o fez se candidatar ao posto de maior dirigente do vôlei. 

“Senti que era uma obrigação minha estar lá para existir um progresso, levar a tecnologia. Temos que descentralizar o vôlei pelo mundo. Do ponto de vista comercial, precisamos abrir mercado. Para o esporte. Nos últimos 60 anos, apenas seis equipes diferentes foram campeãs mundiais e outras sete campeãs olímpicas. É necessário, portanto, eu transferir o nosso conhecimento para vender melhor o vôlei para os patrocinadores”, concluiu o presidente. 

O distanciamento da CBV, contudo, não impede o dirigente de costurar as renovações de Bernardinho e José Roberto Guimarães, técnicos da seleção brasileira masculina e feminina, respectivamente.

"A (renovação) do Bernardinho está bem encaminhada. Já o Zé é mais difícil, ele não gosta de mim porque nunca me venceu enquanto fomos jogadores. Brincadeira, ele acabou de me ligar. Seria maluco se dispensasse um tricampeão olímpico. Ele está mantido e já está convidado para renovar, mas ainda precisamos conversar com calma", afirmou o dirigente.

O dirigente ainda aceitou comentar as rusgas existentes entre os treinadores. "São dois técnicos extraordinários e não quero me envolver no relacionamento deles. Não posso obrigar um a gostar do outro, mas posso assegurar que o relacionamento deles em Saquarema (CT da seleção brasileira) é absolutamente profissional, com um clima ameno e de bem-estar".

Fonte: http://www.gaz.com.br/noticia/370401-ary_graca_vai_se_basear_no_brasil_para_gestao_da_fivb.html

sábado, 22 de setembro de 2012

Ary Graça é novo presidente da FIVB


Brasileiro vence eleição e é o segundo dirigente do país a assumir uma Federação Internacional. Comandante da CBV poderá acumular funções

Por Breno Dines

Ary Graça é o novo presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). No comando da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) desde 1997, o dirigente foi eleito para a entidade máxima da modalidade nesta sexta-feira, em congresso realizado em Anaheim, nos Estados Unidos. Na disputa, Ary deixou para trás o americano Doug Beal e o australiano Chris Schacht, presidentes das federações de seus países, com 103 dos 206 votos. O mandato tem duração de quatro anos e não há limite para reeleição, apenas para idade, de 75 anos.

- Sintam-se orgulhosos como brasileiros. Ficou provado que nós podemos chegar nos mais altos postos do mundo. Nós estamos desenvolvendo tecnologia. Temos um centro de pesquisa em Saquarema que ninguém tem no mundo. O Brasil é uma potência dentro e fora das quadras. O nosso lema é a transparência nas nossas contas. Há quinze anos fazemos uma sucessão de investimentos e nunca tivemos superavit. Porque todo o dinheiro que vem do esporte, volta pra ele - destacou Ary.

O dirigente brasileiro, de 69 anos, assume imediatamente o cargo, antes ocupado pelo chinês Jizhong Wei. São 220 federações ligadas à entidade, mas apenas 206 votaram nesta sexta. Neste sábado, comandará a primeira reunião à frente do Conselho de Administração da FIVB.

Ary, que assumiu a CBV em 1997, após a saída de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, é o segundo dirigente do país a assumir uma federação internacional. O primeiro foi João Havelange, que comandou a Fifa entre 1974 e 1998.
A eleição foi um pouco mais apertada do que Ary esperava. Com 103 votos, o dirigente brasileiro conseguiu uma folga na contagem apenas no fim. Doug Beal, técnico da seleção americana masculina na campanha do ouro olímpico nos Jogos de 1984, fechou com 86 votos. Schacht foi o menos votado, com 15. Dois foram invalidados por irregularidades.

Pelas normas da CBV, não há nada que impeça que Ary Graça acumule cargos e continue no comando da entidade ao mesmo tempo que exerça a presidência da FIVB. Caso desista da função à frente da confederação brasileira, poderá ser substituído por Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, vice-presidente da CBV e presidente da Federação Alagoana de Vôlei.
Esta é considerada a primeira eleição democrática da história da FIVB. Nos pleitos anteriores, sempre houve apenas um candidato. Até hoje, a entidade teve apenas três presidentes: o francês Paul Libaud (1947 a 1984), o mexicano Rubén Acosta (1984 a 2008) e o chinês Jizhong Wei (desde 2008).
Logo após o anúncio, Nuzman parabenizou a vitória de Ary Graça. O presidente do COB enviou uma carta ao amigo, com trechos divulgados através de um comunicado à imprensa.
- Essa vitória é mais um importante reconhecimento à posição de destaque do Brasil no cenário esportivo internacional. É também, acima de tudo, a comprovação do excelente trabalho que você realizou a frente da Confederação Brasileira de Voleibol. Particularmente, sinto-me extremamente orgulhoso de ver que seu trabalho representa a continuidade de uma filosofia vitoriosa, que colocou o nosso esporte em patamares nunca antes alcançados. A presidência da FIVB é um cargo que exige imensa responsabilidade, mas, tendo em conta sua experiência ao longo destes anos, estou totalmente seguro de sua capacidade em realizar um magnífico trabalho visando o desenvolvimento do voleibol mundial. Esta é mais uma importante vitória do esporte brasileiro nos últimos anos. O Movimento Olímpico Brasileiro sai ainda mais fortalecido com esta conquista – afirmou Nuzman.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2012/09/ary-graca-e-o-novo-presidente-da-fivb.html

Brasileiro no comando do vôlei mundial


Por Aretha Martins

Ary Graça venceu, na noite de sexta-feira, a eleição para a presidência da FIVB. Passei algumas manhãs desta semana apurando como ficaria a CBV com a vitória de Ary, conversando com colegas para ver as impressões deles sobre a gestão do mandatário e lendo um pouco sobre toda a eleição. A minha conclusão é mais positiva do que negativa sobre o que o dirigente fez no vôlei brasileiro e dá ânimo para o mandato agora na FIVB.

Foi com Ary Graça no comando a era mais vitoriosa do vôlei brasileiro, com ouros olímpicos, títulos mundiais e tudo mais. Ele soube aproveitar a herança de Nuzman, que já havia profissionalizado o esporte e o inserido o país no cenário mundial, e melhorou ainda mais a situação por aqui. Para jogadores, é unanimidade citar a criação do Centro de Treinamento de Saquarema como uma das grandes contribuições da gestão de Ary Graça.

Além disso, ele é um incentivador do vôlei de praia, tanto que, como dirigente da FIVB, criou a Continental Cup, torneio que serviu como classificatório para as Olimpíadas de Londres. A tendência é que a modalidade receba ainda mais atenção com o brasileiro no comando.

Ary Graça também é defensor do uso de tecnologia no vôlei e, agora, pode ajudar a colocar o uso dos recursos em prática. Bela ideia! As jogadas estão cada vez mais rápidas e os árbitros têm errado bastante. A tecnologia só vai ajudar o esporte e já deveria estar sendo mais utilizada.

Já a Superliga ganhou muito incentivo no mandato de Ary Graça na CBV, conseguiu trazer todos os ídolos de volta há algumas temporadas, mas já vê a saída deles mais uma vez. Enquanto astros como Murilo, Sheilla, Jaqueline seguem por aqui, Giba foi para a Argentina, Leandro Vissotto para a Rússia… Além disso, alguns time viram a saída de seus patrocinadores e fecharam, ou quase, as portas, como Pinheiros em São Paulo, Cimed, em Florianópolis (ok, o time não fechou as portas, mas não lembra aquele tetracampeão da Superliga), Blausiegel em São Caetano e o Vôlei Futuro feminino, por exemplo.

Com a volta de astros e salários altos, o esporte acabou ficando muito caro e, sem alguns resultados esperados pelos investidores, viu os patrocinadores saírem. Será que a CBV pode ajudar com isso? Ary Graça pode fazer alguma coisa lá na FIVB?

As categorias de base por aqui também caíram nas últimas temporadas. Depois de quatro títulos seguidos, a seleção feminina juvenil perdeu a final do Campeonato Mundial. Já o time masculino fez feio no Mundial em casa e ficou apenas com quinta colocação. Será que falta investimento nas categorias menores? Pelo menos alguns times voltaram a investir nisso, como o Sesi.

Ary Graça ainda não decidiu o seu futuro. Segundo a assessoria da CBV, ele deixaria a entidade nacional com a vitória na FIVB. Entretanto, o próprio dirigente chegou a comentar na imprensa que poderia seguir com os dois cargos. Se ele sair, a tendência é que o cargo no Brasil fique com o vice Walter Pitombo, o Toroca.

Por enquanto, acho que é uma vitória para o vôlei brasileiro ter Ary Graça na FIVB. Que ele cumpra o que disse no primeiro discurso e leve modernização à entidade e também trabalhe como uma democracia. Que trate como um grande negócio, e não política.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/mundodovolei/2012/09/22/brasileiro-no-comando-do-volei-mundial/

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CBV faz campanha para nomear nova mascote


O vôlei de praia do Brasil tem uma nova mascote. Contudo, ainda não sabe como se referir a ela. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) mostrou no último fim de semana o desenho do novo personagem, cujo nome será escolhido em votação popular.

A mascote é um siri com calção azul, camiseta amarela e uma bola de vôlei de praia sobre uma das garras. O nome será escolhido entre as opções Sirilo, Casquinha e Siribol.

A votação vai ser realizada no site da CBV, e o resultado será anunciado pela entidade durante a etapa de Minas Gerais do circuito brasileiro de vôlei de praia.

O vôlei de praia do Brasil utilizava até este ano o Zecaré, mascote que agora passa a ser uma exclusividade dos jogos de quadra.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26803/CBV-faz-campanha-para-nomear-nova-mascote/index.php

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sem patrocínio, Mackenzie desiste de Superliga


Por falta de patrocínio, o Mackenzie anunciou a desistência da temporada 2012/13 na última segunda-feira, 23. Ao todo, foram cinco anos consecutivos na Superliga Feminina de Vôlei e uma classificação para a fase eliminatória na última edição.

As atletas que participaram da última campanha nacional tiveram os contratos encerrados no fim da Superliga. O presidente do clube, Carlos Rocha, explicou que elas já estavam livres para procurar outras equipes.

“Oficializamos a saída por falta de patrocinadores. No ano passado, gastamos muito recursos do próprio clube, mesmo com patrocínio assinado. Não estava saudável. Tinha até umas conversas em andamento com outra empresa, mas não daria prazo para resolver tudo e passar para a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) até o dia 20. Optamos pela desistência com muito pesar”, contou o mandatário.

Neste ano, o Mackenzie chegou às quartas da Superliga, mas caiu diante do Rio de Janeiro. Conhecido por revelar talentos, a equipe continuará os trabalhos de base para a formação de atletas. 

“Somos um clube formador. Para se ter uma ideia, na Seleção B do Brasil há seis jogadores que passaram pelo Mackenzie nos últimos dois anos e duas formadas desde novas lá”, completou. 

Se quiser retornar à disputa no próximo ano, a equipe precisa receber um convite da CBV. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/26/26091/Sem-patrocinio-Mackenzie-desiste-de-Superliga/index.php

quinta-feira, 19 de julho de 2012

UNIVERSIDADE CORPORATIVA DO VOLEIBOL: UCV é oficialmente lançada


Para fazer a cadeia produtiva do voleibol funcionar da forma mais adequada possível, é preciso voltar a atenção para a formação e a capacitação específica de profissionais. Com essa ideia fixa, a Confederação Brasileira de Voleibol lançou oficialmente nesta QUINTA-FEIRA (19.07), em seu auditório, a Universidade Corporativa do Voleibol (UCV), em mais uma iniciativa pioneira.

O evento, que contou com a presença de mais de 120 pessoas, entre ex-atletas, dirigentes esportivos, patrocinadores, representantes de sindicatos e profissionais de diversas instituições de ensino, foi apresentado pelo presidente da CBV, Ary Graça, que logo mostrou a importância de se investir na educação no país.

“O Brasil tem andado mais rápido do que o ensinamento. Por isso, precisamos investir na educação. Foi quando pedi que criassem algo nesse sentido, que desenvolvessem um projeto para acabar com essa minha ansiedade. E que, com o advento da tecnologia, pudéssemos atingir todo o país. Assim, nasceu a Universidade Corporativa do Voleibol”, declarou o presidente.

Tecnologia essa que permite a educação à distância, base do ensino que será adotado na UCV. Já foi assim, em caráter experimental, que nasceu o primeiro curso, de Formação de Árbitro Regional de Quadra, em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e a Federação Mineira de Voleibol, realizado de maio a julho.

“Abrimos o curso para 40 pessoas e tivemos mais de 300 inscrições. Foi um sucesso. O ensino à distância lhe permite passar todo o ensinamento através de fóruns, chats e vídeos, numa didática bem interessante. Tivemos aulas presenciais também. E é uma metodologia que pode ser aplicada perfeitamente a quaisquer outros esportes”, disse em seu discurso o ex-árbitro Josebel Palmeirim, coordenador da Escola de Árbitros.

Era possível perceber no semblante dos presentes a força que as palavras de Ary Graça e Josebel Palmeirim causava. O lançamento da UCV é um marco e tem tudo para revolucionar o mercado esportivo brasileiro. O vôlei agradece.

“É uma ideia fantástica. É um mundo novo nascendo, dando novas oportunidades a qualquer pessoa que queira o vôlei como opção de vida. Dá a chance de os interessados ampliarem seus conhecimentos e ingressarem nesse nicho maravilhoso”, elogiou Jaqueline Silva, campeã olímpica nos Jogos de Atlanta-96 ao lado de Sandra Pires e hoje treinadora das seleções femininas de base de vôlei de praia.

“É algo pioneiro e fundamental. Um momento até bem oportuno para mim, por exemplo, que encerrarei minha carreira no fim do ano e estou nesse processo de transição. E a Confederação está abrindo mais uma porta, agora para as pessoas se capacitarem. Será uma honra continuar colaborando com o voleibol”, comentou Franco, jogador que também disputou a Olimpíada de 96 e já atua nas areias há 25 anos.

O ex-jogador de vôlei Antonio Carlos Moreno, um dos melhores atletas de sua geração, tendo disputado quatro Olimpíadas (1968, 72, 76 e 80), será o coordenador da Escola de Pessoas. Hoje consultor e coach, ele também está maravilhado com essa iniciativa de cursos especializados voltados para o desenvolvimento contínuo e sustentável do voleibol brasileiro.

“Abracei essa causa assim que me convidaram. Como minha formação é professor, e sou apaixonado pela profissão, tenho a oportunidade de repassar meu conhecimento e preparar e transformar pessoas. Dar treino é fácil. O difícil é ensinar a jogar. O universo é muito maior, e a Universidade Corporativa do Voleibol está caminhando nesse sentido, com profissionais qualificados que capacitarão pessoas para o vôlei”, disse Moreno.

Lembrando que são 13 as escolas que formarão pessoas como agentes transformadores no desenvolvimento do voleibol: Árbitros, Treinadores, Vivavôlei, Marketing, Comunicação, Tecnologia no Esporte, Administração, Pessoas, Gestão de Eventos, Competições Esportivas, Centro de Treinamento, Direito Desportivo e Finanças.

Fonte: http://www.cbv.com.br/v1/noticias.asp?IdNot=16884

Olympikus produz tênis de vôlei para Olimpíadas


A Olympikus, fornecedora de material esportivo da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e patrocinadora de diversos atletas da modalidade, produziu um tênis especial para os jogadores que tem contrato com a marca e participarão dos Jogos Olímpicos. Homens e mulheres têm modelos diferentes.

No time masculino, Giba, Bruninho, Murilo foram presenteados com o Olympikus Golden. O tênis com o cano alto tem um sistema de amortecimento especial e material leve.

Já na equipe feminina, Jaqueline, Fabi e Sheila receberam o Olympikus Neutro 3. O calçado possui tecnologia Tube Tech, que garante um melhor amortecimento.

Os tênis misturam as cores azuis e brancas, em homenagem ao Brasil. Além dos calçados, a Olympikus desenvolveu os uniformes de jogo e de treino que a seleção brasileira irá usar em Londres-2012.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26039/Olympikus-produz-tenis-de-volei-para-Olimpiadas/index.php

segunda-feira, 9 de julho de 2012

São Bernardo Vôlei coloca mascote no escudo


Por Mauro Zafalon

Recém-promovido à gerência de voleibol do São Bernardo, Alexandre Stanzioni já introduziu sua primeira ação de marketing à frente da equipe. O escudo da agremiação foi modificado, e agora apresenta o tigre Bernô, mascote do São Bernardo Futebol Clube Ltda.

“Estamos apadrinhando o futebol. Sabemos que hoje em dia é o esporte mais visado e, embora o vôlei esteja na segunda posição, ainda está muito distante. A alteração do distintivo é importante porque criaremos uma ligação com toda a cidade de São Bernardo do Campo”, disse, à Máquina do Esporte.

Segundo Stanzioni, o objetivo de sua gestão é estabelecer uma identidade ao clube e desenvolvê-lo também como produto comercial. O dirigente quer que o time atraia investidores e dê retorno a eles.

Na temporada 2011/2012 da Superliga, tanto a equipe masculina como a feminina encerraram a fase de classificação em oitavo lugar e foram eliminadas nas quartas-de-final. Os campeões foram Sada/Cruzeiro (Superliga Masculina) e Sollys/Nestlé (Superliga Feminina). 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/25/25900/Sao-Bernardo-Volei-coloca-mascote-no-escudo/index.php

sábado, 10 de março de 2012

CBV lança Universidade Corporativa do Voleibol


Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), mais uma vez, é pioneira. Planejada em 2011, a instituição lança, neste mês de março, a Universidade Corporativa do Voleibol (UCV). Além de ser uma inovação apenas por sua criação, a UCV irá colaborar para o desenvolvimento contínuo do voleibol brasileiro e mundial, através da capacitação técnica e gerencial de pessoas envolvidas na cadeia produtiva desse segmento esportivo.

"Mais uma vez, a CBV inova e traz para o voleibol um novo modelo de formação e desenvolvimento de profissionais. Queremos, cada vez mais, dar oportunidade para que o público interessado tenha a oportunidade de adquirir conhecimento e aprenda conceitos e metodologias existentes. A UCV tem tudo para ser um case de sucesso, não só dentro do voleibol como também para outros esportes", destacou Ary Graça, presidente da CBV. 

Os valores da UCV contemplam o desenvolvimento de pessoas, excelência educacional e técnica, cidadania, difusão do conhecimento, inclusão social, profissionalismo e ética.

A criação da UCV é estratégica, respondendo a necessidades e oportunidades do momento atual, já que o Brasil vive um contexto de realização de importantes eventos esportivos, como Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

A Universidade Corporativa do Voleibol desenvolverá trilhas de formação, com enfoque na formação técnica, formação de árbitro e instrutor de VivaVôlei - o projeto social da CBV. E terá como público alvo, atletas, especialmente os que estão na reta final da carreira, ex-atletas, técnicos, árbitros, supervisores de equipes de voleibol e preparadores físicos, fornecedores, estudantes e profissionais das áreas de Educação Física, Administração e Comunicação.

Os cursos serão realizados nos modelos presencial, semi-presencial e ensino à distância. O interesse pelas aulas à distância é proporcionar a possibilidade de aprendizado ao maior número de pessoas participarem dos cursos realizados pela UCV. A chance de utilizar a internet para o aprendizado é uma forma de disseminar o conhecimento. A acessibilidade engloba o mundo inteiro e gera uma grande flexibilidade de horário. 

Primeiro curso já está agendado

O primeiro curso da UCV será o de Formação de Árbitro Regional, que acontecerá de maio a julho, em parceria com a Universidade de Montes Claros - Unimontes, na cidade de Montes Claros (MG), e com a Federação Mineira de Voleibol. De dois de maio a dois de julho, as aulas serão e módulo online e, de 13 a 15 de julho, em módulo presencial, no Centro Esportivo da Unimontes. 

O curso é autorizado e homologado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e pela Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (COBRAV). As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 10 de março. Mais informações, no site da CBV - (www.cbv.com.br/v1/ucv/ucv.asp)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ary Graça tem apoio de mais 11 federações para eleição da Federação Internacional de Vôlei

por ESPN.com.br com agência Gazeta Press

Candidato à presidência da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça vem angariando apoio para a eleição que ocorre em setembro, nos Estados Unidos. Durante o 65º Congresso da Confederação Sul-americana de Voleibol (CSV), da qual é mandatário, ele ganhou o assentimento de 11 presidentes das federações afiliadas à CSV.

Ary Graça, que também comanda a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), condicionou o apoio ao atual momento do esporte no continente. Ele lembrou que em 2011, a CSV bateu um recorde ao realizar dez eventos de quadra e 11 de praia, além da participação em outros 12 torneio no exterior.

“O ano de 2011 foi muito importante para a CSV. O continente recebeu três dos quatro campeonatos mundiais das categorias de base. E nós conseguimos realizar eventos com o mais alto nível de qualidade e organização”, afirmou Ary Graça, que ainda comentou sobre o surgimento de dois novos torneios.

“A Confederação Sul-Americana inovou e criou dois eventos que foram realizados pela primeira vez: os campeonatos sul-americanos infantis, para atletas com menos de 16 anos. O feminino foi realizado no Uruguai e o masculino no Equador. E não foram poucos os elogios que recebemos dos treinadores que estiveram nessas competições”, garantiu. O Brasil ficou com o título em ambas as categorias.

Ary Graça anunciou a candidatura para presidir a FIVB no período de 2012-2016 em dezembro, e já à época recebeu o apoio de quatro das cinco Confederações Continentais, que formam a FIVB. Saleh Bin Nasser, da Arábia Saudita, Amr Elwani, do Egito, Cristobal Marte Hoffiz, da República Dominicana, que presidem as Confederações da Ásia, da África e da Norceca, respectivamente, concordaram com a decisão do brasileiro.