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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ary Graça: ‘Mudar para quê? Se é bom, fica. Se não é, sai’


Novo presidente da FIVb está licenciado da CBV, mas mantém o poder por perto

Por Ary Cunha

RIO - A galeria de troféus da CBV, na Barra da Tijuca, virou sala de espera do novo escritório da FIVb. Quando não está na Suíça, é de lá que Ary Graça Filho comanda os rumos do vôlei mundial desde que assumiu a entidade, em setembro. Defensor das reeleições ilimitadas, ele está licenciado na CBV e na Sul-Americana, mas mantém o poder por perto.

O escritório da FIVb vai ficar mesmo junto com a sede da CBV?
Separei essa parte aqui e passou a ser FIVb, com porta fechada, tudo direitinho. Contato com a CBV até tem, é só descer e entrar lá. E a Sul-Americana de Vôlei é no prédio aqui em frente.
Cercou tudo, hein, presidente...
Você que está falando. Não bota isso na minha boca (risos). E ainda tem o COB do outro lado da rua (na Avenida das Américas). Cerquei mais ainda.

O que vai mudar no vôlei com sua chegada à presidência da FIVb?
A estrutura vai mudar. Vamos implantar o modelo de gestão que tenho no Brasil, de unidades de negócios. Lá, o setor de desenvolvimento, encarregado de expandir o esporte, é o mesmo que cuida da área técnica, para aprovar bolas, equipamentos, redes... Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Então, vamos implantar uma administração moderna. Mandei instalar equipamentos de vídeo conferência aqui, nas federações e lá em Lausanne. Isso evita que tenha de estar presente em todos os lugares. Mas, nesse início, terei de ficar mais lá do que aqui, para implementar isso tudo.

Qual é o maior desafio do vôlei, em termos globais?
O desafio é vender. Hoje, o voleibol mundial está restrito. Somos fortes apenas em 20, 25 países. No resto, ficamos em níveis inferiores. Estamos em 220 países, mas como esporte dos principais são apenas 25, porque temos muitos na Europa. Se reparar nos últimos 60 anos, só seis países foram campeões mundiais. Desses seis, Rússia e Brasil tiveram praticamente 50% dos títulos. Então, a coisa está muito concentrada. E a ascensão do Brasil é recente. Campeões olímpicos, são apenas sete. Do ponto de vista de marketing, não temos um mercado. A finalidade imediata é fazer com o vôlei de quadra o que fiz na praia, com a Continental Cup, que trouxe 143 países para disputar vaga nas Olimpíadas. Levou dois anos e meio, mas pôs na parada Vanuatu, Ilhas Cook, Barbados, Cayman e outros países esquecidos. A palavra é oportunidade. E para todo mundo.

Mas expandir o vôlei de quadra não é mais complicado?
O vôlei de quadra é mais caro, não são só duas duplas. Tenho que ampliar mercado, mudando as fórmulas de competição, para serem mais comerciais. A Liga Mundial hoje reúne 16 times. Fiz uma proposta de competição apenas com os oito melhores times do mundo. E aí, teria uma Segunda Divisão com outros oito e a Terceira, dando oportunidade para o mundo inteiro entrar, por continente, num modelo mais barato. Em todas elas, um sobe e outro cai. Isso nunca houve na Liga Mundial. É uma sugestão que acho que vai ser aprovada, mês que vem.

Como no futebol, vai cair gente boa.
Aí está a emoção do negócio. Não pode perder. Um bom vai cair. Na prática, o que vai acontecer? Ninguém mais vai mandar segundo time para jogar a primeira fase. A maioria hoje aproveita para fazer experiência. Até o Brasil sempre fez isso. Ano passado, só fomos nos classificar no último jogo. Todos os times mandam jogadores novos. A Liga é competição séria, não é lugar para treinamento. É para pôr em quadra os melhores. E o mesmo vai valer também para o Grand Prix feminino.

Se essa proposta passar, o senhor vai comprar uma briga com o Bernardinho e o Zé Roberto.
Vou ser obrigado a dar uma resposta diplomática. Competição comercial, para desenvolver mercado e não ser deficitária, tem que ser com os melhores jogadores. Se quiser levar a sério o esporte, tem de botar para jogar os melhores artistas. Agora, para cuidar da parte técnica, testar jogador, há outras competições, continentais, sul-americanas, europeus. Aí, bota quem eles quiserem. É preciso ter visão empresarial. Não se pode brincar com o desenvolvimento do marketing do esporte.

Falando em marketing do esporte, muita gente já aponta o MMA como segundo esporte preferido dos brasileiros. O que o senhor acha disso?
É uma propaganda muito bem feita, mas uma mentira absurda. Me lembro, quando era pequeno, que apareceu por aqui luta do Kimura contra o Hélio Gracie, tinha também o Waldemar Santana... Levou uns três, quatro anos, mas depois nunca mais ninguém ouviu falar nisso. Não estou dizendo que o MMA não vá adiante. Estou dizendo que há uma limitação de público, dada a brutalidade que é. Certamente esse público não passa daquilo. Só tivemos três ou quatro torneios no Brasil de Ultimate Fighting... É um modismo, como foram tantos outros. Quero ver consolidar. Não se pode falar em consolidação antes de dez anos. Essas coisas surgem e vão embora, são os cometas. Já um esporte que pouco tempo eu acho que vai arrebentar no Brasil é o rúgbi. Era confinado a Austrália, Nova Zelândia, e agora está arrebentando no mundo todo e tem tudo para se manter. O UFC, enquanto tiver brasileiro ganhando, tudo bem. Quando não tiver, acabou.
Mas, em se tratando de Brasil, essa tese se aplica para qualquer esporte.
Só que o UFC só tem americano e brasileiro. O japonês tentou entrar e não conseguiu. Na Europa, não tem. Não perturbam. Tenho estatísticas de tudo. Eles não incomodam ainda.

Em termos de regras, quais são as novidades a caminho?
Vamos harmonizar o máximo possível as regras da praia e da quadra. Em 90% dos casos é viável e serão regras iguais. Por exemplo: na praia, se você bloqueia, vale um toque. No indoor, não vale. Por quê? Não tem sentido. Na praia, o jogador diz que está machucado, ganha tempo técnico de cinco minutos. E quem vai provar que não está? É uma indisciplina absurda. O Usain Bolt, se der um tiro e sentir uma fisgada, não fica para trás? Então, se machucou, acabou o jogo. Além disso, por que uma quadra tem nove metros no indoor e oito na praia? As duas têm de ser de nove. Pode não ser bom para os brasileiros, que não são tão altos. Então, vamos arrumar jogadores mais altos.

O senhor já está licenciado formalmente da CBV e da Sul-Americana ou vai acumular cargos?
Meu mandato na CBV vai até 2016, depois das Olimpíadas, mas já me licenciei. Na Sul-Americana, da mesma forma. E assumiram estatutariamente os dois vice-presidentes.

E eles vão mandar, com o senhor tão perto?
Aí é problema deles. São os presidentes, vão tomar as atitudes necessárias. O que posso dizer é que tenho uma gestão empresarial, em que a figura do presidente é filosófica e representativa. Está tudo planejado até 2016. Eles têm de implementar o que está combinado. Não vou interferir, mas não posso deixar de ser um aconselhador. Estarei sempre presente. Agora, é bom que se diga que legalmente nada me impede de ficar na presidência das três entidades. Só me licenciei para poder implementar projetos na Federação Internacional.

O senhor também pretende ter mandatos sucessivos na FIVb (ele é presidente da CBV há 15 anos)?
Tenho 69 anos. E na FIVb, com 72 você não pode mais se candidatar. Pelos estatutos atuais, não posso ser reeleito.

Pensa em mudar o estatuto?
É como aquela música: “Deixa a vida me levar”... (risos) Nesse momento, não penso nisso.
Mas o senhor defende as reeleições ilimitadas de dirigentes...
Os clubes de futebol quase todos têm essa obrigação de os presidentes saírem. Aí, eu pergunto: deu solução? O Flamengo, a cada quatro ou seis anos, muda de presidente. E ai, deu solução? É preciso condicionar a permanência no cargo a resultados.

O que o senhor acha, então, de o Ministério do Esporte promete condicionar a liberação de recursos a essa democratização no poder?
O dinheiro público tem de estar condicionado a resultados. É preciso que as metas estejam fixadas de forma bem clara. Dessa forma, você pode cobrar. É como numa empresa. Você tem de responder pelos resultados, não pelo tempo em que está no cargo.

Bernardinho e Zé Roberto ficam? O senhor chegou a dizer que exigiria dedicação exclusiva à seleção.
Com o Bernardinho já está tudo bem adiantado. Tivemos uma conversa em Londres, após as Olimpíadas. Com o Zé Roberto, ainda falta uma conversa com o diretor-técnico, Paulo Márcio, para acertarmos tudo. Realmente, a exclusividade é um desejo meu, mas não significa que seja uma obrigação. É aquilo: vou tirar por que? Só porque acham que é preciso mudar a toda hora? Mudar para quê? Se é bom, fica. Se não é bom, sai.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ary-graca-mudar-para-que-se-bom-fica-se-nao-sai-6629805#ixzz2BMAxBD8Z 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ary Graça vai se basear no Brasil para gestão da FIVB


O dirigente vai se licenciar da CBV e da CSV e está confiante na renovação com José Roberto Guimarães e Bernardinho

Eleito na semana passada como novo presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), o brasileiro Ary Graça garante que há muito a ser feito para melhorar o vôlei em plano mundial. Segundo ele, que pedirá licença do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV), a entidade que comanda o esporte mundialmente precisa modernizar sua gestão.

“É preciso modernizar a gestão da FIVB. Eles usam estrutura de 60 anos atrás. E temos que mudar para aproveitar o fato de sermos o segundo esporte em popularidade no mundo, atrás do futebol. Na Olimpíada de Londres, fomos o esporte mais visto na televisão e também aquele que tinha mais procura no ‘black market’ (mercado paralelo de ingressos)”, afirmou o novo mandatário, eleito para comandar a entidade pelos próximos quatro anos, em entrevista ao Sportv.

E para alcançar sucesso em sua empreitada, Graça aponta o modelo de administração a ser seguido: o brasileiro. De acordo com o dirigente, que comandou a CBV nos últimos 15 anos, o Brasil é visto como modelo de gestão no esporte, com centros de treinamento de alta tecnologia e boa infraestrutura.

“Vamos profissionalizar a gestão, como fizemos no Brasil. Colocar gente que entende em cada um dos departamentos, como já estou fazendo, por exemplo, com o polonês, que chefiará o marketing. De colocar tecnologia. As pessoas reconhecem que o nosso país é o centro do voleibol do mundo e visualizaram que precisavam do brasileiro para mudar”, analisou o dirigente.

Graça ainda garantiu que nunca foi um sonho seu assumir a presidência da entidade. Segundo ele, foi a necessidade de compartilhar conhecimento tecnológico e de gestão que o fez se candidatar ao posto de maior dirigente do vôlei. 

“Senti que era uma obrigação minha estar lá para existir um progresso, levar a tecnologia. Temos que descentralizar o vôlei pelo mundo. Do ponto de vista comercial, precisamos abrir mercado. Para o esporte. Nos últimos 60 anos, apenas seis equipes diferentes foram campeãs mundiais e outras sete campeãs olímpicas. É necessário, portanto, eu transferir o nosso conhecimento para vender melhor o vôlei para os patrocinadores”, concluiu o presidente. 

O distanciamento da CBV, contudo, não impede o dirigente de costurar as renovações de Bernardinho e José Roberto Guimarães, técnicos da seleção brasileira masculina e feminina, respectivamente.

"A (renovação) do Bernardinho está bem encaminhada. Já o Zé é mais difícil, ele não gosta de mim porque nunca me venceu enquanto fomos jogadores. Brincadeira, ele acabou de me ligar. Seria maluco se dispensasse um tricampeão olímpico. Ele está mantido e já está convidado para renovar, mas ainda precisamos conversar com calma", afirmou o dirigente.

O dirigente ainda aceitou comentar as rusgas existentes entre os treinadores. "São dois técnicos extraordinários e não quero me envolver no relacionamento deles. Não posso obrigar um a gostar do outro, mas posso assegurar que o relacionamento deles em Saquarema (CT da seleção brasileira) é absolutamente profissional, com um clima ameno e de bem-estar".

Fonte: http://www.gaz.com.br/noticia/370401-ary_graca_vai_se_basear_no_brasil_para_gestao_da_fivb.html

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Após eleição, Ary Graça exalta vôlei brasileiro: "exemplo a ser seguido"

Eleito presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) na última sexta-feira em cerimônia realizada no Congresso Mundial da entidade, em Anaheim, nos Estados Unidos, o brasileiro Ary Graça, que também comanda a Confederação Brasileira e Sul-Americana de Vôlei, já preparara sua gestão para os próximos quatro anos.
Entre as principais medidas que fazem parte da plataforma de campanha estão o desenvolvimento de estratégias de acordo com as necessidades das federações nacionais, a disseminação do vôlei de praia que, de acordo com ele, sempre está em evolução, além de uma maior integração entre as entidades da comunidade do vôlei mundial.
Segundo brasileiro a dirigir uma federação esportiva internacional - o outro foi João Havelange, na Federação Internacional de Futebol (Fifa) -, Ary Graça, em entrevista exclusiva ao Terra, afirmou que o sucesso do vôlei do Brasil deve ser um reflexo para as demais federações. Os EUA, por exemplo, são uma potência na modalidade, mas não têm um campeonato profissional.
O brasileiro, que se tornou o quarto presidente da história da FIVB - antecederam a gestão dele o francês Paul Libaud (1947 a 1984), o mexicano Rubén Acosta (1984 a 2008) e o chinês Jizhong Wei (2008 a 2012)-, acredita que o vôlei já é um esporte mundialmente conhecido e respeitado, mas garantiu que é necessário capacitar profissionais para que a modalidade se desenvolva "em todos os sentidos".
Confira a entrevista exclusiva de Ary Graça ao Terra:

Terra - O que os resultados do vôlei brasileiro contribuíram para que você concorresse à presidência da FIVB?
Ary Graça - O sucesso do voleibol brasileiro em quadra reflete a organização que temos fora dela. E é justamente essa organização que queremos levar para todo o mundo: nosso modelo de gestão, baseado em unidades de negócios - foi reconhecido em 2002 pela própria FIVB como um exemplo a ser seguido pelo mundo. De lá para cá, desenvolvemos ainda mais esse modelo e queremos mostrar que é possível adaptá-lo para diferentes realidades.

Terra - Você tem planos para tornar o vôlei um esporte mais respeitado mundialmente?
Ary Graça - O vôlei já é um esporte respeitado, mas tem um enorme campo para crescer. Precisamos capacitar profissionais em nível mundial. Esse é um passo fundamental para levarmos a gestão ao maior número possível de federações. Quando elevarmos o nível da gestão do voleibol mundial, a modalidade se tornará um negócio mais atrativo e rentável. Com mais recursos, o vôlei poderá se desenvolver em todos os sentidos.

Terra - Como você pretende ajudar os EUA (maior economia do mundo) a ter um campeonato profissional de vôlei de quadra?
Ary Graça - Os Estados Unidos possuem grandes seleções, mas ainda não conseguiram se organizar da melhor forma como um "negócio". O potencial que existe lá é muito grande, mas há muito trabalho pela frente. O voleibol está distante dos esportes mais populares dos Estados Unidos, mas a consolidação do mercado americano pode ajudar muito a modalidade de uma forma geral.

Terra - Você sente saudade da vantagem? Pretende mudar a regra do saque? 
Ary Graça - Não, de forma alguma. Essa mudança tornou o jogo mais dinâmico, foi fundamental para que o voleibol se tornasse um produto ainda mais atrativo para a televisão. Essas decisões transformam a modalidade cada vez mais em um espetáculo. Sobre as mudanças, serão decididas posteriormente.

Terra - Além da quadra, você estuda fazer mudanças nas regras do vôlei de praia?
Ary Graça - Sim, o esporte está sempre em evolução. O tempo todo pensamos em aspectos que possam tornar o vôlei de praia mais atraente para todos os envolvidos, desde os atletas até a TV. Mas tudo deve ser amplamente discutido, especialmente com os jogadores.

Terra - Sobre os Jogos Olímpicos de Londres, a derrota da Seleção masculina para a Rússia, de virada, na final, é motivo para você ter pesadelos?
Ary Graça - Não existe isso. A seleção russa tinha um grande time, assim como o nosso. Era um duelo de altíssimo nível, sem favoritos. Trazer uma medalha olímpica de prata é um grande feito, não uma derrota.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/volei/noticias/0,,OI6173635-EI1891,00-Apos+eleicao+Ary+Graca+exalta+volei+brasileiro+exemplo+a+ser+seguido.html

sábado, 22 de setembro de 2012

Ary Graça é novo presidente da FIVB


Brasileiro vence eleição e é o segundo dirigente do país a assumir uma Federação Internacional. Comandante da CBV poderá acumular funções

Por Breno Dines

Ary Graça é o novo presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). No comando da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) desde 1997, o dirigente foi eleito para a entidade máxima da modalidade nesta sexta-feira, em congresso realizado em Anaheim, nos Estados Unidos. Na disputa, Ary deixou para trás o americano Doug Beal e o australiano Chris Schacht, presidentes das federações de seus países, com 103 dos 206 votos. O mandato tem duração de quatro anos e não há limite para reeleição, apenas para idade, de 75 anos.

- Sintam-se orgulhosos como brasileiros. Ficou provado que nós podemos chegar nos mais altos postos do mundo. Nós estamos desenvolvendo tecnologia. Temos um centro de pesquisa em Saquarema que ninguém tem no mundo. O Brasil é uma potência dentro e fora das quadras. O nosso lema é a transparência nas nossas contas. Há quinze anos fazemos uma sucessão de investimentos e nunca tivemos superavit. Porque todo o dinheiro que vem do esporte, volta pra ele - destacou Ary.

O dirigente brasileiro, de 69 anos, assume imediatamente o cargo, antes ocupado pelo chinês Jizhong Wei. São 220 federações ligadas à entidade, mas apenas 206 votaram nesta sexta. Neste sábado, comandará a primeira reunião à frente do Conselho de Administração da FIVB.

Ary, que assumiu a CBV em 1997, após a saída de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, é o segundo dirigente do país a assumir uma federação internacional. O primeiro foi João Havelange, que comandou a Fifa entre 1974 e 1998.
A eleição foi um pouco mais apertada do que Ary esperava. Com 103 votos, o dirigente brasileiro conseguiu uma folga na contagem apenas no fim. Doug Beal, técnico da seleção americana masculina na campanha do ouro olímpico nos Jogos de 1984, fechou com 86 votos. Schacht foi o menos votado, com 15. Dois foram invalidados por irregularidades.

Pelas normas da CBV, não há nada que impeça que Ary Graça acumule cargos e continue no comando da entidade ao mesmo tempo que exerça a presidência da FIVB. Caso desista da função à frente da confederação brasileira, poderá ser substituído por Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, vice-presidente da CBV e presidente da Federação Alagoana de Vôlei.
Esta é considerada a primeira eleição democrática da história da FIVB. Nos pleitos anteriores, sempre houve apenas um candidato. Até hoje, a entidade teve apenas três presidentes: o francês Paul Libaud (1947 a 1984), o mexicano Rubén Acosta (1984 a 2008) e o chinês Jizhong Wei (desde 2008).
Logo após o anúncio, Nuzman parabenizou a vitória de Ary Graça. O presidente do COB enviou uma carta ao amigo, com trechos divulgados através de um comunicado à imprensa.
- Essa vitória é mais um importante reconhecimento à posição de destaque do Brasil no cenário esportivo internacional. É também, acima de tudo, a comprovação do excelente trabalho que você realizou a frente da Confederação Brasileira de Voleibol. Particularmente, sinto-me extremamente orgulhoso de ver que seu trabalho representa a continuidade de uma filosofia vitoriosa, que colocou o nosso esporte em patamares nunca antes alcançados. A presidência da FIVB é um cargo que exige imensa responsabilidade, mas, tendo em conta sua experiência ao longo destes anos, estou totalmente seguro de sua capacidade em realizar um magnífico trabalho visando o desenvolvimento do voleibol mundial. Esta é mais uma importante vitória do esporte brasileiro nos últimos anos. O Movimento Olímpico Brasileiro sai ainda mais fortalecido com esta conquista – afirmou Nuzman.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2012/09/ary-graca-e-o-novo-presidente-da-fivb.html

Ary Graça promete "explosão" do vôlei nos próximos quatro anos na FIVB


Brasileiro venceu a eleição para presidência da Federação Internacional e já fala em modernizar a entidade

Eleito presidente da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) na sexta-feira, Ary Graça mostrou que tem grandes pretensões à frente do cargo. O dirigente brasileiro quer que a modalidade cresça ainda mais durante sua gestão, cuja duração é de quatro anos.

"Garanto que, em quatro anos, o vôlei vai explodir mundialmente. Vamos modernizar a gestão da FIVB e levar as oportunidades que o vôlei oferece a todo o mundo", projetou Graça. A eleição foi realizada durante o Congresso Mundial da FIVB, em Anaheim, nos Estados Unidos.

Dentre os pontos a serem trabalhados para o crescimento do vôlei, a modernização é de suma importância para o novo presidente da Federação. "Precisamos desenvolver o negócio do voleibol, buscar novas ideias. Vamos levar a FIVB a uma nova era, uma era moderna. Estamos aqui para trabalhar, e não para fazer política", ressaltou em seu discurso após a eleição.

Logo após sua nomeação, Ary Graça dirigiu a reunião para definição do novo Conselho de Administração e do Comitê Executivo da FIVB. Na manhã deste sábado, ele irá se encontrar com os novos membros para outra reunião.

"O voleibol é um esporte maravilhoso, mas que tem de melhorar. É um esporte emocionante, que possui milhões de fãs, mas que ainda precisa de um mercado. Temos de expandir o mercado do voleibol para que ele cresça ainda mais mundialmente", acrescentou.

Baseado em outras experiências de sucesso realizadas pela FIVB, o brasileiro explorar a força do voleibol. Um exemplo é a organização da Copa Continental, que envolveu 142 países e deu 14 vagas para os Jogos Olímpicos de Londres.

"O que fizemos com vôlei de praia na FIVB foi fantástico. Tivemos quase toda a África e a Ásia disputando a Continental Cup. O vôlei de praia levantou o voleibol sul-americano. Vamos explorar o potencial dessa modalidade", destacou, por fim.

Fonte: http://esporte.ig.com.br/volei/2012-09-22/ary-graca-promete-explosao-do-volei-nos-proximos-quatro-anos-na-fivb.html

Brasileiro no comando do vôlei mundial


Por Aretha Martins

Ary Graça venceu, na noite de sexta-feira, a eleição para a presidência da FIVB. Passei algumas manhãs desta semana apurando como ficaria a CBV com a vitória de Ary, conversando com colegas para ver as impressões deles sobre a gestão do mandatário e lendo um pouco sobre toda a eleição. A minha conclusão é mais positiva do que negativa sobre o que o dirigente fez no vôlei brasileiro e dá ânimo para o mandato agora na FIVB.

Foi com Ary Graça no comando a era mais vitoriosa do vôlei brasileiro, com ouros olímpicos, títulos mundiais e tudo mais. Ele soube aproveitar a herança de Nuzman, que já havia profissionalizado o esporte e o inserido o país no cenário mundial, e melhorou ainda mais a situação por aqui. Para jogadores, é unanimidade citar a criação do Centro de Treinamento de Saquarema como uma das grandes contribuições da gestão de Ary Graça.

Além disso, ele é um incentivador do vôlei de praia, tanto que, como dirigente da FIVB, criou a Continental Cup, torneio que serviu como classificatório para as Olimpíadas de Londres. A tendência é que a modalidade receba ainda mais atenção com o brasileiro no comando.

Ary Graça também é defensor do uso de tecnologia no vôlei e, agora, pode ajudar a colocar o uso dos recursos em prática. Bela ideia! As jogadas estão cada vez mais rápidas e os árbitros têm errado bastante. A tecnologia só vai ajudar o esporte e já deveria estar sendo mais utilizada.

Já a Superliga ganhou muito incentivo no mandato de Ary Graça na CBV, conseguiu trazer todos os ídolos de volta há algumas temporadas, mas já vê a saída deles mais uma vez. Enquanto astros como Murilo, Sheilla, Jaqueline seguem por aqui, Giba foi para a Argentina, Leandro Vissotto para a Rússia… Além disso, alguns time viram a saída de seus patrocinadores e fecharam, ou quase, as portas, como Pinheiros em São Paulo, Cimed, em Florianópolis (ok, o time não fechou as portas, mas não lembra aquele tetracampeão da Superliga), Blausiegel em São Caetano e o Vôlei Futuro feminino, por exemplo.

Com a volta de astros e salários altos, o esporte acabou ficando muito caro e, sem alguns resultados esperados pelos investidores, viu os patrocinadores saírem. Será que a CBV pode ajudar com isso? Ary Graça pode fazer alguma coisa lá na FIVB?

As categorias de base por aqui também caíram nas últimas temporadas. Depois de quatro títulos seguidos, a seleção feminina juvenil perdeu a final do Campeonato Mundial. Já o time masculino fez feio no Mundial em casa e ficou apenas com quinta colocação. Será que falta investimento nas categorias menores? Pelo menos alguns times voltaram a investir nisso, como o Sesi.

Ary Graça ainda não decidiu o seu futuro. Segundo a assessoria da CBV, ele deixaria a entidade nacional com a vitória na FIVB. Entretanto, o próprio dirigente chegou a comentar na imprensa que poderia seguir com os dois cargos. Se ele sair, a tendência é que o cargo no Brasil fique com o vice Walter Pitombo, o Toroca.

Por enquanto, acho que é uma vitória para o vôlei brasileiro ter Ary Graça na FIVB. Que ele cumpra o que disse no primeiro discurso e leve modernização à entidade e também trabalhe como uma democracia. Que trate como um grande negócio, e não política.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/mundodovolei/2012/09/22/brasileiro-no-comando-do-volei-mundial/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Por democracia no vôlei, presidente da FIVB descarta reeleição


BRIAN HOMEWOOD - Reuters

O organismo que controla o voleibol mundial só teve dois presidentes durante os 51 primeiros anos de sua existência, por isso foi uma surpresa e tanto quando o atual mandatário disse que irá deixar o cargo após um único mandato.

Wei Jizhong disse à Reuters que irá manter sua decisão, afirmando que isso lhe dará a certeza de que as eleições deste ano serão as mais transparentes que a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) já teve.

"Tive a oportunidade de me tornar presidente e meus objetivos eram mudar a imagem da FIVB no mundo esportivo e fazer mudanças na governança interna de acordo com os seguintes quatro princípios básicos: transparência, democracia, delegação de poder e supervisão", disse ele.

"Já que não procuro me reeleger, posso organizar e supervisionar as eleições mais democráticas na história da FIVB", afirmou Wei, ex-presidente da Confederação Asiática de Voleibol e cheio de energia aos 75 anos.

A decisão de Wei é incomum entre diretores esportivos, muitos dos quais passam décadas no cargo.

Joseph Blatter terá passado 17 anos à frente da Fifa quando seu atual mandato terminar em 2015, e seu antecessor, o brasileiro João Havelange, ocupou a posição durante 24 anos.

Os precursores de Wei também estiveram na função por muito tempo. O francês Paul Libaud encabeçou a FIBV de sua fundação em 1947 até 1984, quando foi substituído pelo mexicano Ruben Acosta, que ali permaneceu por outros 24 anos.

Quando Acosta pediu para sair em 2008, apresentou Wei como seu sucessor durante o congresso da FIVB, e o chinês foi imediatamente aprovado - nenhum outro candidato sequer teve uma chance.

"Talvez ser um ex-esportista me ofereça uma perspectiva diferente", disse Wei, que jogou vôlei no time da Universidade de Nanjing.

"Queria limitar o mandato de futuros presidentes da FIVB, mas o comitê executivo não concordava com isso".

O norte-americano Doug Beal, o brasileiro Ary Graça e o australiano Chris Schacht se oferecerão para sunstituir Wei no Congresso da FIVB na Califórnia em setembro.

Os quatro anos de Wei no comando da organização incluíram uma recolocação da marca FIVB e a introdução de um fundo de desenvolvimento para ajudar o crescimento da modalidade nas categorias de base. 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,por-democracia-no-volei-presidente-da-fivb-descarta-reeleicao,904362,0.htm

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ary Graça tem apoio de mais 11 federações para eleição da Federação Internacional de Vôlei

por ESPN.com.br com agência Gazeta Press

Candidato à presidência da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça vem angariando apoio para a eleição que ocorre em setembro, nos Estados Unidos. Durante o 65º Congresso da Confederação Sul-americana de Voleibol (CSV), da qual é mandatário, ele ganhou o assentimento de 11 presidentes das federações afiliadas à CSV.

Ary Graça, que também comanda a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), condicionou o apoio ao atual momento do esporte no continente. Ele lembrou que em 2011, a CSV bateu um recorde ao realizar dez eventos de quadra e 11 de praia, além da participação em outros 12 torneio no exterior.

“O ano de 2011 foi muito importante para a CSV. O continente recebeu três dos quatro campeonatos mundiais das categorias de base. E nós conseguimos realizar eventos com o mais alto nível de qualidade e organização”, afirmou Ary Graça, que ainda comentou sobre o surgimento de dois novos torneios.

“A Confederação Sul-Americana inovou e criou dois eventos que foram realizados pela primeira vez: os campeonatos sul-americanos infantis, para atletas com menos de 16 anos. O feminino foi realizado no Uruguai e o masculino no Equador. E não foram poucos os elogios que recebemos dos treinadores que estiveram nessas competições”, garantiu. O Brasil ficou com o título em ambas as categorias.

Ary Graça anunciou a candidatura para presidir a FIVB no período de 2012-2016 em dezembro, e já à época recebeu o apoio de quatro das cinco Confederações Continentais, que formam a FIVB. Saleh Bin Nasser, da Arábia Saudita, Amr Elwani, do Egito, Cristobal Marte Hoffiz, da República Dominicana, que presidem as Confederações da Ásia, da África e da Norceca, respectivamente, concordaram com a decisão do brasileiro.