Páginas

Mostrando postagens com marcador Dívida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dívida. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de janeiro de 2013

Dívida dos clubes cresce em maior proporção que receitas


O levantamento "Evolução das Finanças dos Clubes Brasileiros", realizado pelo especialista em marketing e gestão esportiva, Amir Somoggi, apontou um preocupante aumento de dívidas nos clubes brasileiros. Se, no período entre 2003 e 2012 houve um aumento de receita substancial entre os clubes, também houve um aumento nas dívidas geradas pelas agremiações.

Segundo o levantamento de Somoggi, de 2003 a 2011 o faturamento dos clubes saltou de R$ 805 milhões para R$ 2,7 bilhões (aumento de 235%). No mesmo período, porém, as dívidas cresceram de R$ 1,2 bilhão em 2003 para os atuais e preocupantes R$ 4,7 bilhões (aumento de 306%).

Mais uma vez o grupo dos dez clubes que mais arrecadam é aquele responsável pela maior parte da dívida. Atualmente eles acumulam R$ 1,1 bilhão em déficit, sendo que o Vasco da Gama é o clube que mais se endividou no período. Só de 2008 para cá a dívida do clube saltou para R$ 387 milhões.

O que mudou também nos clubes nos últimos anos foi a fonte de financiamento das entidades. De 2003 a 2007, as principais fontes de receita foram as arrecadações com a negociação de jogadores, especiamente para o exterior. Desde então, porém, o aumento no caixa foi proporcionado por alterações nos valores dos contratos de TV e com receitas advindas do marketing, dos sócios-torcedores e da bilheteria.

Para 2012, a expectativa de Amir Somoggi é a de que os clubes atinjam a cifra recorde de R$ 2,9 bilhões em arrecadação. Nos próximos anos, com novos estádios e mais ações de marketing, a tendência é de que, pela primeira vez, os principais clubes do país ultrapassem os R$ 3 bi em receitas.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/28/28032/Divida-dos-clubes-cresce-em-maior-proporcao-que-receitas/index.php

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Presidente da CBHb garante pagamento de dívida com a IHF e Brasil fica livre de punição


Seleções corriam risco de serem suspensas caso primeira parcela não fosse quitada

Por Francisco Junior

O fantasma de uma possível suspensão de todas as seleções brasileiras de competições internacionais era real. Mas, com "jeitinho" e o bom relacionamento do presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luis Oliveira, com a Federação Internacional (IHF), tudo está como antes. De acordo com o dirigente, o pagamento de uma das parcelas referentes à dívida de cerca de R$ 4,34 milhões da CBHb com a entidade internacional, relativa à organização do Campeonato Mundial feminino, que aconteceu em São Paulo, em dezembro de 2011, foi efetuado.

- Esse problema está totalmente administrado. Não há nenhuma possibilidade de o Brasil ser punido, eliminado ou substituído do Mundial. Esse parcelamento já estava acordado e nós pagamos o valor determinado (500 mil francos-suíços, cerca de R$ 1,075 milhões). O problema todo é que estava atrasado e nós reconhecemos isso - garantiu Manoel em entrevista exclusiva ao ahe! durante o Prêmio Brasil Olímpico 2012, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nesta terça-feira.

O dirigente explicou que o Brasil tem conceito bastante elevado no handebol mundial e citou o país como recordista de participações em competições internacionais. Segundo Manoel Luis, foram por esses motivos que a IHF teve complacência com a CBHb.

- Se a Confederação Brasileira e eu, como presidente, não tivéssemos uma relação muito boa com a Federação Internacional, com certeza, nós já estaríamos punidos. Alguns prazos foram estabelecidos e nós não conseguimos cumprir. Então, seria punição certa - disse.

Segundo Manoel, ainda não há uma data estipulada para a próxima parcela. A entidade pensa, agora, em fazer um cronograma para finalizar a dívida.

Mundial: felicidade e problema, na avaliação de Manoel Luis

A realização do Mundial feminino, há um ano, acabou gerando sentimentos dúbios em Manoel Luis. Segundo as palavras do presidente, a realização da competição foi a melhor coisa que aconteceu para o handebol brasileiro. Porém, ao mesmo tempo, ele classificou o evento como um problema.

- O grande problema é que não conseguimos captar os recursos para honrarmos com todos os compromissos. Nós reconhecemos a dívida e agradecemos a Federação Internacional pela paciência, pelo apoio e por nos ajudar nesse momento difícil - finalizou.

Com tudo em ordem entre os órgãos máximos do handebol envolvidos no caso, a seleção masculina segue com sua programação normal visando à disputa da 23ª edição do Mundial, que será realizado na Espanha, de 11 a 27 de janeiro. O Brasil está no Grupo A, considerado o da morte.

Confira abaixo os grupos do Mundial:

Grupo A (Granollers/Barcelona): França, Alemanha, Argentina, Brasil, Tunísia, Montenegro
Grupo B (Sevilla): Dinamarca, Islândia, Macedônia, Russia, Chile, Qatar
Grupo C (Zaragoza): Polônia, Servia, Belarus, Arábia Saudita, Coreia, Eslovênia
Grupo D (Madrid): Espanha, Hungria, Croácia, Egito, Argélia, Austrália

Fonte: http://www.ahebrasil.com.br/noticias/2012/12/19/handebol/presidente+da+cbhb+garante+pagamento+de+divida+com+a+ihf+e+brasil+fica+livre+de+punicao.html

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rio quer elevar capacidade de financiamento para obras olímpicas


Prefeito Paes se reuniu com ministro da Fazenda para negociar R$ 7,5 bi para contrair dívidas

A capacidade de financiamento do Rio de Janeiro precisa ser ampliada para garantir os investimentos que o município precisa fazer, incluindo os relacionados às Olimpíadas de 2016, disse hoje (31) o prefeito reeleito da cidade, Eduardo Paes.

Paes se reuniu, na capital federal, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para pedir a elevação em R$ 7,5 bilhões da capacidade de contrair dívidas.

De acordo com Paes, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permite aos municípios se endividarem em até 120% das receitas correntes líquidas. Segundo ele, a atual dívida da prefeitura do Rio chega a aproximadamente R$ 9 bilhões, valor que atinge somente 40% das receitas.

O volume está impedido de crescer pelo fato de a cidade ter aderido a uma medida provisória (MP) na gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que permitia renegociação dos débitos municipais, porém reduziu a capacidade de financiamento.

Antes de aderir à MP, o município podia se endividar até 120% das receitas correntes líquidas, de acordo com a LRF. Agora, não pode mais, pois o limite é 40% das receitas.

O prefeito disse que, diante da situação fiscal “saudável” da cidade, ele busca uma solução para que a capacidade de financiamento do Rio de Janeiro não fique restrita aos limites atuais. "Eu quero ter a possibilidade que todo ente da Federação tem, de ficar dentro da LRF. Você tem o desafio das Olimpíadas, investimentos importantes que têm que ser feitos", argumentou.

Segundo o prefeito, Mantega se comprometeu a analisar o caso. Mas ainda não há sinalização de como a situação poderia ser resolvida, uma vez que a medida provisória que beneficiou o Rio de Janeiro com renegociação dos débitos também engloba outros municípios, não necessariamente com boa situação fiscal.

"Esse é o desafio que a gente tem que superar. Acho que ele [o ministro] tem que olhar para uma regra de uma cidade que fez o dever de casa, está saudável", disse.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10977/RIO+QUER+ELEVAR+CAPACIDADE+DE+FINANCIAMENTO+PARA+OBRAS+OLIMPICAS.html

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Uefa suspende pagamento de prêmios para 23 clubes


Cumprindo as medidas anunciadas pelo presidente Michel Platini desde o início de seu mandato, a Uefa anunciou nesta semana a suspensão do pagamento de prêmios para 23 clubes europeus endividados, incluindo os espanhóis Atlético de Madri e Málaga.

Com o embargo, a entidade busca cumprir o chamado Fair Play Financeiro, que vem sendo implementado nos últimos anos nas ligas da região em busca de regulamentar a balança econômica das equipes. Os 23 clubes punidos são aqueles que participam de competições continentais nesta temporada, seja da Liga Europa ou da Liga dos Campeões da Uefa.

Com dívida com seus funcionários, outras equipes ou até com os respectivos governos e federações, os times têm até o dia 30 de setembro para apresentar um relatório financeiro ao comitê da Uefa, liderado pelo primeiro minitro belga Jean-Luc Dehaene. Caso o resultado não satifaça à entidade, os clubes podem sofrer punições que vão desde a perda do prêmio até a expulsão das competições continentais que disputam.

“Essa medida irá permanecerá em vigor até que todos os balanços identificados sejam resolvidos na íntegra ou até que uma decisão final do comitê da Uefa seja tomada”, disse a entidade em um comunicado.

Entre os 23 clubes com os prêmios retidos estão também outros times tradicionais do continente, como o Sporting Lisboa, de Portugal, o Rubin Kazan, da Rússia, o Fenerbahçe, da Turquia, e o Partizan Belgrado, da Sérvia.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/direitoepolitica/26/26741/Uefa-suspende-pagamento-de-premios-para-23-clubes/index.php

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Vasco solicita provas de dívida com Romário


O departamento jurídico do Vasco entrou na Justiça, na última sexta-feira, com um pedido de apresentação de documento, onde solicita que Romário mostre comprovantes da dívida que afirma que o clube tem com ele. O ex-jogador cobra uma pendência de aproximadamente R$ 52 milhões do clube.

O caso será avaliado pela 48ª Vara Cível do Rio de Janeiro e, em caso de decisão favorável ao Vasco, Romário terá cinco dias úteis para apresentar o contrato de imagem da época em que defendeu o time de São Januário, além de documentos que comprovem os valores que o deputado federal alega ter emprestado.

Caso a apresentação dos documentos não aconteça, existe a possibilidade do Vasco acionar o Ministério Público contra ex-atleta, alegando falsificação de documentos. Também existe a chance de que o clube volte à Justiça, mas desta vez, pedindo a volta de cerca de R$ 8 milhões já pagos a Romário por conta da dívida.

Recentemente, o advogado que defende o ex-jogador no caso garantiu que os documentos existem e ressaltou ainda que seria uma irresponsabilidade acionar à Justiça se os papéis fossem falsos. Além disso, afirmou que na hora certa os documentos seriam apresentados.

O Vasco, por sua vez, alega já ter tentado em três oportunidades acordos com Romário mediante a apresentação dos documentos, o que não aconteceu.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/26/26623/Vasco-solicita-provas-de-divida-com-Romario/index.php

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

VLT de Cuiabá não endivida o Estado, diz juiz que suspendeu liminar


Para titular da 1ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso, metrô leve não entra na conta do governo

Por Felipe Castro

Uma semana após determinar a suspensão do contrato do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande, a Justiça Federal do Mato Grosso (JFMT) voltou atrás e reverteu a liminar na noite da última quarta-feira (15), garantindo a continuidade da principal obra de mobilidade urbana da Copa em Mato Grosso, de longe, a mais polêmica do país.

No último dia 8 de agosto, o juiz suplente Marllon de Sousa apontara risco de endividamento do Estado, prazo curto para execução das obras e uso ilegal do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), entre outros pontos, para justificar o pedido de suspensão da obra.

Desta vez, em direção oposta à de seu colega, o magistrado Julier Sebastião da Silva, titular da 1ª Vara da JFMT, argumentou que inexistem “fatores financeiros, jurídicos ou executivos a obstar a implantação do VLT” e pediu pela “autorização da continuidade do empreendimento”. 

Julier da Silva afirmou ao Portal 2014 que uma audiência realizada na quarta-feira (15) com a participação de três “réus” - o titular da Secretaria da Copa, Mauricio Guimarães, o secretário da Fazenda, Marcel Cursi, e o engenheiro do consórcio vencedor, Fernando Orsini - foi essencial para avalizar a decisão da Justiça. 

“Foi a partir dessa audiência, possibilitando que ouvíssemos quem não havia sido ouvido na primeira decisão, que se autorizou novamente a continuidade da obra”, disse. 

Segundo ele, a capacidade de endividamento do Estado, apontada pelo juiz anterior como principal "calcanhar de Aquiles" do contrato do VLT, não está comprometida.

“O secretário de Fazenda foi inquirido sobre isso, tanto pela Justiça como pelo Ministério Público. Ele explicou que, como se trata de linha crédito de caráter nacional e específica para a Copa do Mundo, esse tipo de endividamento não entra no limite do Estado”, lembrou. 

Dos R$ 1,4 bilhão previsto para o metrô leve, R$ 423 milhões serão financiados pela Caixa Econômica Federal e outros R$ 727 milhões, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os empréstimos já estão encaminhados. 

Sobre outro ponto polêmico apontado pelo juiz Marllon de Sousa –a inviabilidade de se terminar a obra até a Copa do Mundo de 2014 –, a Justiça Federal, desta vez, confiou nos documentos apresentados pelo consórcio construtor, garantindo que o VLT estará pronto a tempo.

“Com os documentos e depoimentos apresentados, e a partir da manifestação das partes, é que se chegou a essa conclusão de que a obra terá o seu retorno assegurado.”

Segundo a Secopa, imediatamente após a liminar proferida por Julier da Silva, as obras do VLT, que haviam sido iniciadas no primeiro dia de agosto, já foram retomadas.

Nova polêmica
A obra do metrô rápido cuiabano foi alvo de uma extensa matéria publicada nesta sexta-feira (17) pelo jornalista Vinicius Segalla, do portal "UOL", revelando uma série de manipulações no processo licitatório da obra.

Segundo a reportagem, o vencedor da concorrência (consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara, CAF, Magna Engenharia e Astep) já era conhecido até um mês antes do processo ser realizado. Além disso, segundo um assessor do vice-governador do estado, R$ 80 milhões em propina teriam sido pagos para assegurar que o consórcio VLT Cuiabá sairia vitorioso. 

Em entrevista coletiva, o governador Silval Barbosa negou as acusações de fraude e disse que "muitas denúncias sobre supostas cartas marcadas na licitação do VLT já foram feitas, inclusive, apontando que já estaria combinado para outros consórcios vencerem a licitação".

Questionada, a Justiça Federal diz que não tem investigações em curso sobre o assunto.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10557/VLT+DE+CUIABA+NAO+ENDIVIDA+O+ESTADO+DIZ+JUIZ+QUE+SUSPENDEU+LIMINAR.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Flamengo tem linha de telefone 'cortada' após deixar de pagar conta de R$ 2


O momento do Flamengo não é complicado apenas dentro de campo. Nos bastidores, o clube também acumula uma série de problemas. O mais novo apareceu na última terça-feira, quando o clube teve parte das linhas telefônicas da sede da Gávea cortada por falta de pagamento de uma conta do ano de 2006 no valor aproximado de R$ 2.

Segundo o vice-presidente administrativo do clube, Cacau Cotta, o clube havia sido notificado sobre o problema ainda durante o dia, mas não conseguiu resolver as pendências até o final da noite de terça, quando os telefones do clube pararam de funcionar para discagens externas. Sem pagamento por uma falta de comunicação entre o departamento financeiro e o administrativo, as linhas apenas recebiam chamadas.

"Houve uma pequena falha de comunicação com o setor financeiro e deixamos de pagar a conta do último mês. Fomos notificados e prontamente pagamos. No entanto, a empresa responsável pela telefonia aqui do Rio de Janeiro disse que tinha mais uma conta aberta. Quando consultamos o sistema, percebemos que o problema era em função de uma conta de 2006 de pouco mais de dois reais que não havia sido paga até então", disse o dirigente, em entrevista à Rádio Tupi, acrescentando.

"Neste tempo todo, ninguém se deu conta deste valor. É pouca coisa, cerca de dois reais e sessenta e poucos centavos, mas impede o funcionamento normal dos telefones. Hoje [quarta], logo cedo, faremos o pagamento e tudo voltará ao normal", explicou Cacau Cotta.

O problema acabou gerando mais um desconforto na gestão da presidente Patricia Amorim, que está em Londres acompanhando os Jogos Olímpicos. Opositores dos mais diversos grupos políticos rubro-negros aproveitaram o episódio para fazer piadinhas e atacar a mandatária em redes sociais.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2012/08/01/flamengo-tem-linha-de-telefone-cortada-apos-deixar-de-pagar-conta-de-r-2.htm

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Bradesco e Coca-Cola patrocinam Penarol-AM


O Penarol, time que disputa atualmente a quarta divisão do futebol nacional, será patrocinado por Banco Bradesco e Coca-Cola. O apoio é importante para sanar as dívidas do time alviceleste.

O clube receberá 750 mil de cada empresa, totalizando 1,5 milhão de patrocínio.  A informação foi confirmada pelo governo do Amazonas, um dos apoiadores da equipe, que por meio do deputado estadual Sinésio Campos (PT) divulgou as parcerias. O contrato vai até o final da série D.

A diretoria estava à procura de patrocinadores para que pudesse diminuir suas dívidas.

“Estávamos desesperados, pois até o momento só acumulamos prejuízos. As rendas são decepcionantes e não está dando nem para pagar os custos da arbitragem”, disse Daniel Macedo Lima, presidente do Penarol.

“O Amazonas sempre manteve tradição no futebol brasileiro, e agora não seria diferente, pois o momento é de recuperação, o Penarol conseguiu a primeira vitória, e agora com dinheiro em caixa o trabalho vai ficar mais fácil”, completou Sinésio Campos.

Além dos novos patrocinadores, o time de Itacoatiara tem acordos com Hermasa, Alternativa Sport, Policlínica Vida e Eucatur. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/25/25970/Bradesco-e-Coca-Cola-patrocinam-Penarol-AM/index.php

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Flamengo quita dívida e voltará a lucrar com bilheteria


Clube havia pedido dois empréstimos há mais de dois anos para BWA

Por Miguel Caballero

RIO — O Flamengo terminou nesta terça-feira de quitar uma dívida de R$ 12,4 milhões com a BWA, parceira na venda de ingressos e a quem o clube havia pedido socorro financeiro com dois empréstimos. Segundo a diretoria, desde o início da atual administração, em janeiro de 2010, toda a arrecadação líquida das bilheterias foi destinada ao pagamento desta dívida. Assim, a partir do jogo da próxima quarta-feira, contra o Corinthians, no Engenhão, o Flamengo voltará a lucrar com venda de ingressos, o que não aconteceu nos últimos anos.
A análise dos valores, porém, mostra que não são números tão animadores. Segundo os balanços do clube, o Flamengo recolheu nas bilheterias R$ 17,3 milhões em 2010 e R$ 14,4 milhões em 2011. Somando ao que foi arrecadado no primeiro semestre deste ano, o clube chegou a um total bruto de mais de R$ 35 milhões. Deste montante, descontando-se penhoras, pagamento de quadro móvel e impostos, sobraram para o Flamengo, em dois anos e meio, apenas os R$ 12,4 milhões destinados a saldar o débito com a BWA.
Como comparação, o Corinthians, adversário do jogo em que o Flamengo festeja voltar a fazer receita com bilheteria, arrecadou, só em 2011, R$ 27,2 milhões brutos em ingressos. Este ano, o valor deverá ser ainda mais alto pela campanha do título na Libertadores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-flamengo/flamengo-quita-divida-voltara-lucrar-com-bilheteria-5443799#ixzz20JnIOa1b 

terça-feira, 10 de julho de 2012

30 Maiores Clubes de Futebol do Mundo por Faturamento e suas Dívidas


Por Emerson Gonçalves

O leitor habitual deste OCE vai encontrar algumas diferenças entre esse trabalho da Pluri Consultoria e os posts que habitualmente esse blog publica sobre esse mesmo tema, começando pela moeda padrão, que no caso do OCE é o Euro e nesse estudo da Pluri é o Dólar americano.

A fonte básica para as receitas dos clubes europeus e já começando a abarcar outros países, é o estudo anual Football Money League, da consultoria Deloitte. Desde o início a Deloitte optou por utilizar as receitas originadas pelo dia-a-dia do futebol, as chamadas receitas operacionais do futebol, que são divididas em três grandes áreas, como já foi visto em outras vezes:

Broadcast – principalmente as receitas com cessão de direitos de transmissão para televisão, agora incluindo novas mídias, como internet e telefones móveis.

Commercial – compreende todas as receitas originadas pelo marketing e também o licensing, que vem a ser o que o clube ganha sobre as vendas de produtos com sua marca.

Matchday – compreende as receitas de bilheteria, inclusive os carnês de temporada e programas do tipo Sócio-Torcedor; aqui também estão incluídas outras receitas geradas nos estádios, em áreas como praças de alimentação e museu.

Dessa forma, há uma diferença no tratamento dos clubes brasileiros entre o OCE e a Pluri. Na minha análise, a receita operacional do Corinthians com o futebol, conforme demonstrada em seu balanço, foi de 184,0 milhões de reais em 2011, equivalentes a 79,0 milhões de euros. No caso do São Paulo, também citado no estudo Pluri que veremos a seguir, a receita operacional foi de 171,4 milhões de reais, equivalentes a 73,6 milhões de euros. Ambos os cálculos foram feitos com as taxas de câmbio utilizadas pela Pluri. Em dólares, a receita do Corinthians foi de 110,0 milhões e a do São Paulo de 102,5 milhões. Seguindo essa linha, nem o Corinthians teria o 25º maior faturamento do mundo e nem o São Paulo teria o 32º.

Essas diferenças de valores são devidas a receita obtidas pelos clubes em suas áreas sociais, esportes amadores e outras, não relacionadas com o futebol. Feitos esses esclarecimentos, vamos ao estudo da Pluri, que traz para o leitor do OCE, como novidade, a inclusão das dívidas dos clubes que fazem parte do trabalho.


O estudo Pluri sobre os 30 maiores faturamentos

Pela primeira vez, de acordo com a empresa, um clube de fora da Europa aparece entre os 30 Mais: é o Corinthians, na 25ª posição, à frente de clubes como Newcastle e Ajax. O São Paulo aparece na 32ª posição, com apenas 5 milhões de dólares a menos em receita que o britânico West Ham.

Pelas projeções da Pluri, dois clubes estarão entre os 30 Mais em 2013, cobrindo esse ano corrente, e nada menos que quatro deverão aparecer na listagem de 2015, a ser publicada em 2016. Sempre ressalvando que as transferências de atletas não estão incluídas, mas outras receitas dos clubes, ao contrário dos europeus, estão computadas.



Olhando a coluna das dívidas, o United e o Barça têm as maiores dívidas, mas a que causa maior preocupação entre os maiores devedores é a do Valencia, o que fica mais claro ao olharmos a relação entre Dívida e Receita, onde o Valencia é o “campeão”. Os dois brasileiros, com 77% e 79%, aparecem bem nesse quesito, ainda que acima da média dos 30 clubes considerados que é de 56%.

Em termos de resultado operacional, Real Madrid, Manchester United e Schalke 04 lideram, enquanto na ponta negativa o destaque é o outro Manchester, o City, seguido de longe pelos italianos Internazionale e Juventus.

Veremos agora um quadro com a distribuição por país dos clubes, seguido por um gráfico com o faturamento por país. Como de praxe, a Premier League domina tanto o número de clubes como a receita.



Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2012/07/10/30-maiores-clubes-de-futebol-do-mundo-por-faturamento-e-suas-dividas/

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma gestão em dois momentos


Por Emerson Gonçalves

Para gosto de uns e desgosto de muitos, o futebol de hoje é fortemente influenciado pela economia, pelas finanças, pela gestão. Houve um tempo em que o que realmente fazia diferença era quem entrava em campo. Todavia, os tempos mudaram e hoje, mais que nunca, a escalação de quem entra ou não em campo é claramente definida pelo caixa do clube. Nem tanto no Brasil, por enquanto, mas já bem estabelecido nos países desenvolvidos onde o futebol é forte, o “caixa”, na forma do valor da folha de pagamentos, define também os times vencedores.

Apesar da ressalva do “por enquanto” aplicada ao nosso futebol, já é visível entre nós que antes de começar um campeonato é bom dar uma olhada no balanço e na performance financeira dos clubes. Nessa visão já poderemos apontar os mais prováveis candidatos ao título. Felizmente, há ainda uma certa distância entre a matemática fria e o jogo quente dos gramados.

O exemplo do São Paulo FC

Gestão é decisiva.

Até 31 de dezembro de 2008 podemos dizer que o São Paulo e sua torcida viviam no melhor dos mundos, apesar de muito chororô injustificado por conta de um suposto “mau desempenho” na Copa Libertadores. Naquela véspera de Reveillon, o clube fechava um período de 4 anos com um tricampeonato Brasileiro inédito, um título Mundial e um título da Libertadores. Não somente isso: uma excelente campanha na copa continental em 2006, com um vice-campeonato, seguida por duas boas campanhas em 2007 – eliminado nas oitavas-de-final – e em 2008, quando foi eliminado nas quartas-de-final. É importante deixar claro que para o gestor e para o analista não vale o julgamento do torcedor, que o time poderia ter ido mais longe, que ser eliminado nas oitavas é uma vergonha ou coisa que o valha. O importante, em primeiro lugar, é participar da competição. Em segundo lugar, passar da fase de grupos.

Na área econômica, vejam a tabela a seguir:

O balanço mostrava uma situação excelente, com a maior receita total entre os clubes brasileiros e, mais importante até, a maior receita operacional do futebol. Tinha, igualmente, a maior folha salarial do futebol, algo perfeitamente condizente com a performance esportiva. Naquele momento, o futuro parecia risonho, abrilhantado pela certeza que a todos dominava que o Estádio do Morumbi sediaria os jogos da Copa 2014 em São Paulo. Bastava manter a situação, não mexer em time que estava ganhando, para que novos títulos viessem.



“O São Paulo retrocede”

Esse foi o título do post desse OCE em 9 de fevereiro de 2009, analisando a decisão da direção tricolor, vale dizer, do presidente Juvenal Juvêncio, quebrando velho acordo com o Corinthians para a divisão de público no Morumbi nos jogos entre os dois. Essa medida criou uma crise que veio a ter desenvolvimentos e efeitos que não foram pensados pela cúpula são-paulina, vale dizer, pelo presidente Juvêncio.

Pouco depois, o presidente cedeu às pressões – absolutamente incompreensíveis, na minha opinião – de diretores e conselheiros e demitiu o treinador Muricy Ramalho. Para seu lugar foi contratado Ricardo Gomes, retornando ao Brasil.

Ricardo não teve vida fácil no Morumbi, “acusado”, entre outras coisas, de ser um gentleman, de ser educado demais. Ora,ora, ora, parece mentira, mas foi verdade, que tal fato tenha ocorrido dentro de um clube famoso, em outros tempos, pela elegância. No ano seguinte, depois de um excelente Brasileiro, chegando na terceira colocação e disputando o título até o final, e mais uma semifinal pela Copa Libertadores, seu contrato, simplesmente, não foi renovado.

Sergio Baresi, treinador da base, foi promovido e quase queimado. Para seu lugar, Paulo Cesar Carpegiani. Para seu lugar, Adilson Batista, contratação tão incompreensível quanto a de seu antecessor. E para seu lugar, Emerson Leão, que já estava, na prática, aposentado, demitido sumariamente (em menos de um minuto, o que dá nova dimensão ao vocábulo sumariamente) na manhã de ontem, pouco depois de chegar para mais um dia de trabalho. Uma demissão nada elegante, digamos.


Portanto, contando com Muricy, em 42 meses, contando a partir do 1º de janeiro de 2009, o clube teve nada menos que seis treinadores, um a cada 7 meses. Todo o capítulo sobre treinadores da cartilha de gestão foi jogado no lixo.

Ao mesmo tempo, seguindo uma prática que o tornou famoso, o presidente Juvêncio colecionou contratações, às vezes em verdadeiras “baciadas”, em sua maioria sem apresentar resultados. Jogadores que, na maior parte, não foram indicados ou pedidos expressamente pelos treinadores de plantão, sendo decididas pelo próprio presidente e seu assessor, Milton Cruz.

Em recente trabalho da Pluri Consultoria, o clube teve 0 – zero – no IPEG, que é um índice que aponta a eficiência de gestão do futebol, pela relação entre o valor das despesas com o futebol e o desempenho esportivo e que já foi mostrado em posts anteriores nesse OCE. A tabela abaixo mostra melhor:

Considerando o valor das despesas, o São Paulo apresenta o pior índice entre os clubes brasileiros. Pior ainda: pelo segundo ano consecutivo.

O São Paulo avança… Nas dívidas – 100 Milhões em 4 anos

A receita do clube evoluiu, é bem verdade, apesar do mau desempenho do marketing, desde o rompimento com a patrocinadora LG. Curiosamente, Corinthians e Flamengo padecem hoje do mesmo mal. A composição desse crescimento, entretanto, foi fortemente influenciada pelos direitos de transmissão, em especial o novo acordo que já refletiu no balanço 2011, e pela performance do Estádio do Morumbi, cuja parcela maior é devida aos camarotes e depois ao aluguel para grandes shows. Ora, com o time tendo campanhas pífias nos gramados, a tendência é uma queda nessas receitas do estádio, que vêm se constituindo numa verdadeira âncora financeira.

Segundo a BDO , a dívida do clube evoluiu de 58,6 milhões de reais em 2008 para 158,5 em 2011.


Um crescimento assombroso de 99,9 milhões! Apesar disso, considerando as receitas e o potencial do clube, não é assustador, mas é, no mínimo, preocupante, principalmente pela tendência demonstrada.

Além da perda do patrocínio da LG (parcialmente reposta durante um período pelo patrocínio de um banco), a ausência em duas edições seguidas da Copa Libertadores e mais dois anos de péssimo desempenho no Campeonato Brasileiro impactaram negativamente as contas pela queda nas bilheterias e no programa de Sócio-Torcedor. Sem esquecer, é claro, as despesas financeiras, mesmo porque a dívida bancária é hoje responsável pela maior parcela desse estoque.

Se considerarmos o levantamento da Mazars, a dívida do clube era ainda maior em 31 de dezembro de 2011: 178,2 milhões de reais, dos quais 102,9 referentes a empréstimos junto a instituições financeiras.

Temos, então, uma clara ligação entre a bola jogada e as cédulas que entram e saem dos cofres.

E a política…

Apesar do Estatuto do clube proibir um terceiro mandato consecutivo, graças a uma manobra jurídica o presidente Juvêncio foi re-reeleito em 2011, daí a menção a ser uma presidência sub judice. Não é ilegal, como dizem muitos, posto que está amparada por instrumentos legais, mas é claramente ilegítima, no sentido de desrespeitar a letra do Estaítima, no sentido de desrespeitar a letra do Estatuto. Embora assunto interno, de certa forma, é ponto que não pode ser deixada de lado ao se falar sobre a gestão atual de Juvenal Juvêncio.

Em nome da Copa 2014 o São Paulo investiu e se expôs, especialmente por meio de declarações de seu presidente, que acabaram por criar, e em alguns casos consolidar, uma visão antipática em relação ao clube. Simpatia pode até não render voto ou dinheiro, mas a sua gêmea de sinal invertido, a antipatia, sem dúvida prejudica uma e outra ação.

Não vou me alongar sobre o quadro político porque aí a coisa vai longe demais. Mas um último ponto precisa ser abordado: uma administração centralizada não é saudável e está na contracorrente de todos os cânones da moderna gestão em todas as áreas. Responsabilidades e metas devem ser delegadas e resultados devem ser cobrados. Gestões precisam ser fiscalizadas de forma efetiva e não de superficialmente.

Nenhuma organização social, seja o Estado, seja uma associação ou condomínio de moradores ou um clube de futebol, pode operar com sucesso nesse Século XXI sem democracia, participação e transparência. O continuísmo leva as organizações à erosão, a um processo de degradação e decadência, revertido a duras penas e altos custos. Vimos isso no futebol nos últimos anos em grandes clubes, como o Vasco, o Palmeiras e o Corinthians. Este último, por sinal, disputou a segunda divisão em 2008 e os números da primeira tabela são bem representativos do que foi aquele ano. E a queda foi fruto direto de uma gestão que parou no tempo e permaneceu no poder, sem renovação, com a oposição subjugada.

O portal GloboEsporte tem algumas matérias excelentes do Marcelo Prado, que mostram uma boa visão do dirigente e da gestão Juvêncio: aqui… aqui… e aqui, essa última sobre a sucessão de treinadores. E a primeira sobre… o treinador Juvenal.



A escolha do treinador ou basta de intermediários

Às vezes a escolha é folclórica e geralmente é feita sem grandes reflexões, na base do “tá livre?”, como se fosse um taxi de passagem. Já que está livre (e se for barato melhor ainda) vamos pegar.

Numa gestão de futebol moderna e consequente, a escolha do treinador é pensada e muito analisada. Já comentei a respeito em vários posts, inclusive falando sobre o processo que culminou na escolha de Guardiola para treinar o Barcelona.

O ideal é que o treinador tenha uma linha e filosofia de trabalho e futebol que se afine com a do clube. Para isso, porém, é necessário que o clube saiba o que quer, saiba qual é o futebol que responde aos anseios de seus torcedores, estimulando-os a ir ao campo, além de comprar o PPV, camisas, etc. A escolha do treinador deve ser do clube e não de um dirigente. É um funcionário de alto custo e enorme importância. Trocá-lo a cada seis ou sete meses ou mesmo a cada ano, é prejuízo certo. Um treinador precisa de tempo para montar o elenco, formar e moldar a equipe, até apresentar resultados consistentes. De maneira geral, tudo isso é piada ou sonho ou delírio no futebo brasileiro. Mais ainda quando pensamos que o treinador deve sobreviver ao mandato de quem o contratou.

Um treinador não deve contratar e negociar jogadores, mas deve, obrigatória e necessariamente, participar das tomadas de decisão a respeito. E, fundamental, deve indicar quem quer e dizer porquê quer. Essa não é a praxe no São Paulo de Juvenal Juvêncio. Quando Breno e Alex Silva foram negociados, desfazendo a fantástica defesa de 2007, o treinador pediu um zagueiro veloz, com bom domínio e saída de bola, bom nas bolas aéreas, habituado a jogar na direita da defesa; recebeu um jogador lento e sem as características para joga na direita. Resultado: o treinador demorou meses para conseguir formar uma nova defesa. Mas o presidente e seu assessor contrataram um zagueiro por um bom preço, num negócio de oportunidade.

Apesar de detalhes como esse, toda a cobrança e pressão por resultados caem sobre o treinador. Some-se a falta de pré-temporada e a impaciência para esperar por resultados e… Pronto! Aí está a receita de um bolo que já nasce, sempre, estragado.

Como a pressão recai sobre o treinador, o dirigente fica à vontade para trocar, trocar e trocar, ao ponto do São Paulo, tema desse posto, ter tido três treinadores em 2011, fora o quebra-galho de plantão.

Na matéria sobre o desempenho dos treinadores, o presidente tricolor diz que a safra de treinadores é ruim e vai além: “… o Brasil não é brilhante em técnicos.” Com essa linha de comportamento, entretanto, de nada adiantará trazer o excelente André Villas-Boas ou o fantástico Pep Guardiola. Será apenas jogar dinheiro fora.



Voltem aos números de receitas e despesas, vejam o índice de eficiência de gestão, com o Tricolor na lanterna, e tudo fica mais claro.

Numa das matérias do Marcelo Prado linkadas mais acima, o presidente tricolor diz que seria um bom treinador e lamenta, o que acho impressionante, o fato de diretor de clube não mais poder ficar no banco de reservas. Essa, por sinal, foi uma medida inteligente e saudável da FIFA. Não é à toa que os cartolas – termo que raramente uso, exceto quando muito necessário – naturalmente, detestaram-na. Passaram a ficar longe do treinador, do juiz e dos assistentes, além dos jogadores.

Ora, depois dessa declaração do presidente, tudo que resta é recordar uma velha frase da política brasileira dos anos 60, no início do regime militar: “Basta de intermediários, Bobby Fields para presidente.”

Então, ficamos assim:

Basta de intermediários, Juvenal Juvêncio para treinador.

Afinal, boa parte da torcida são-paulina já sabe que o ano está perdido, concordando com o que disse o ex-treinador Leão antes do jogo de Curitiba.

A menos que os deuses dos estádios resolvam brincar um pouco, porque, no que depender de gestão, sem chance.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2012/06/27/uma-gestao-em-dois-momentos/




sexta-feira, 8 de junho de 2012

Traffic cobra R$ 6 milhões do Flamengo por salários pagos a Ronaldinho


Empresa de marketing esportivo estuda ação na Justiça para recuperar os 75% dos salários pagos ao jogador

Por Leo Pinheiro

Além dos problemas com Ronaldinho Gaúcho, o Flamengo deve enfrentar também uma ação judicial movida pela empresa de marketing esportivo Traffic. O vice-presidente da empresa, Stefano Hawilla, filho de J. Hawilla, afirmou que também pode entrar na Justiça contra o Flamengo, para cobrar do clube uma dívida que pode chegar a 6 milhões de reais. O valor é referente, segundo a empresa, ao pagamento de 75% dos salários de R10, durante seis meses. Ronaldinho cobra cerca de 40 milhões do clube.

“De boa fé, nós ajudamos a pagar os salários do Ronaldinho por seis meses, porque acreditávamos que o memorando de intenções que tínhamos com o Flamengo viraria um contrato. Mas o clube nunca assinou esse contrato e nós não tivemos nenhum benefício. Não fizemos os contratos de imagem que esperávamos com o jogador”, disse Stefano. “Por enquanto não existe litígio na Justiça entre nós e o Flamengo. Temos um bom relacionamento com o clube. Estamos cobrando, tentando entrar em entendimento. Enviamos algumas cartas ao clube para o departamento jurídico deles e estamos esperando a resposta”.

O empresário se diz tranquilo quanto a uma possível ação regressiva do Fla, para tentar responsabilizar a Traffic pela dívida que Ronaldinho cobra do clube. “Pelo que soube o jogador cobra na Justiça uma dívida de trabalho a respeito de atrasos de salário. Não sei se tem algo mais, depósito de FGTS. Mas ele nunca foi nosso empregado e não éramos responsáveis pelo pagamento de salários e FGTS dele. Estamos totalmente isentos dessa responsabilidade, que é do empregador”.

A forma de relacionamento entre Ronaldinho, o Flamengo e a Traffic é considerado um aprendizado. “Esse formato de trazer nomes famosos e colocar em clubes para explorar a imagem é muito complicado e está descartado aqui na empresa. Depois do Ronaldinho vimos que isso não é possível no Brasil. Nós fazemos um acordo com o clube, mas depois esse acordo não pode ser cumprido porque facções de diretoria questionam o negócio e o impedem de ser concretizado. Todo clube brasileiro tem facções, e eu não posso ficar a mercê delas. Não posso pagar salário de jogador na boa fé e depois ficar no prejuízo”, disse o empresário.

Procurado para responder sobre a possível cobrança dos seis primeiros meses de salário de R10 por parte da Traffic, o vice-presidente jurídico do Fla, Rafael De Piro, não foi encontrado. O clube divulgou uma nota sobre o rompimento com Ronaldinho.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/traffic-cobra-r-6-milhoes-do-flamengo-por-salarios-pagos-a-ronaldinho

terça-feira, 1 de maio de 2012

Flamengo tem aumento de 13% em dívida, e clube já deve mais de R$ 434 milhões

Por Pedro Ivo Almeida

Os R$ 4,8 milhões que o Flamengo precisa pagar a Ronaldinho Gaúcho para acertar as contas com o jogador passam despercebidos nas imensas contas a pagar acumuladas pelo clube. No balanço patrimonial divulgado na última segunda-feira, o rubro-negro acumula mais de R$ 434 milhões em dívidas, o que representa um aumento de aproximadamente 13,7% em relação ao último ano.


No balanço apresentado em 2011, o clube devia pouco mais de R$ 382 milhões. Incomodado com o aumento alarmante dos números, Leonardo Ribeiro, presidente do Conselho Fiscal do clube, não tem dúvidas na hora de apontar os principais culpados pelo crescimento da dívida.
"Está cada vez mais claro que a diretoria administrativa precisa olhar com mais carinho para o marketing do clube. É mais um ano que passa, e mais um período que não conseguimos aumentar as receitas. Temos produtos excelentes dentro do Flamengo e ninguém potencializa isso. Não transformam em lucro. Tem coisa errada nesse trabalho de captação", afirmou o dirigente, aumentando a lista de culpados pelo crescente passivo rubro-negro.
"Além disso, não estamos conseguindo ter um retorno imediato com a venda de atletas formados nas categorias de base do clube. Precisamos rever muitas coisas. É claro que a dívida não some de um dia para o outro, mas temos que trabalhar para diminuí-las", analisou o presidente do Conselho Fiscal.
Entre números que parecem não ter fim, o clube também apresentou dados para comemorar. Com uma auditoria independente fiscalizando as contas do documento, o Flamengo apresentou um valor próximo a R$ 1 bilhão na reavaliação de bens patrimoniais, como a sede da Gávea, o prédio no Morro da Viúva, que será reformado em parceria com Eike Batista, e o Centro de Treinamento Ninho do Urubu. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Situação do Flamengo

Os dois últimos posts foram sobre o Flamengo. No 1º, uma reportagem da Folha de São Paulo sobre uma possível quebra de contrato com a Olympikus por ela não aceitar entrar no rateio para pagar o salário de Ronaldinho. É de se estranhar essa postura, pois de acordo com a carta enviada à coluna do jornalista Renato Maurício Prado e, que foi publicada em seu blog e na edição do último domingo, 15/04, no jornal O Globo, ela comentava sobre uma suposta austeridade financeira, com o enxugamento das dívidas e abre a possibilidade de uma quebra de contrato que, poderá gerar, uma nova dívida na ordem de R$ 30 milhões para o já esvaziado cofre rubro-negro. Não seria mais interessante alinhar o discurso à prática?

Fala, Patrícia

Prezado Renato, acompanho, sempre com muita atenção, os relatos e as observações críticas de sua coluna. Delas, com respeito e sem agressões, aproveito para tirar lições. Haverá, entretanto, o ilustre jornalista de entender que certas críticas não podem ser vistas por uma simples ótica, razão pela qual lhe presto os seguintes importantes esclarecimentos. Fui eleita com a responsabilidade de administrar um clube social e esportivo com mais de 10 mil associados, centenas de meninos em escolinhas de vários esportes e não somente um departamento de futebol. A rica história do Flamengo está escrita também em letras de ouro por grandes campeões nos esportes olímpicos, como basquete, remo, natação e ginástica. E hoje temos os principais brasileiros campeões mundiais nestas modalidades. Posso lhe afirmar que quem fosse o eleito para esta gestão estaria atônito ante o caótico quadro administrativo/financeiro deixado pelos Srs. Marcio Braga e Delair Dumbrosck. Encontramos mais de R$ 400 milhões em dívidas, cerca de 500 processos trabalhistas e centenas de processos cíveis. O passivo subiu de R$ 165 milhões, em 2004, para R$ 265 milhões, em 2009, segundo os balanços oficiais. O prejuízo acumulado em 2009 atingiu R$ 135 milhões. Em 5 anos, o CRF pagou R$ 125 milhões de juros e o rombo nos orçamentos superaram os R$ 100 milhões. E o Fla ainda responde a quatro processos de dívidas junto a FIFA. Atrasos salariais e das cestas básicas, dos vales transportes e de refeições e do 13 salário dos funcionários e atletas eram constantes. Hoje, tudo está sendo religiosamente pago em dia. Nunca mais houve Natal de fome no Flamengo. Pasme, encontramos toda a bilheteria dos jogos, até 2014, cedida à empresa BWA por conta de empréstimos realizados com taxas de 40% ao ano!!! Agora, a dívida deixada de R$ 12 milhões se encontra 95% quitada.
A sede da Gávea estava em estado de abandono. O prédio do Morro da Viúva destruído, com mais de
50% dos apartamentos sem geração de rendas e a maioria penhorada em razão de dívida ativa de R$16 milhões de IPTU — que cobravam dos inquilinos e não repassavam para a Prefeitura! No futebol, após 23 anos de quase abandono, o CT George Helal vem recebendo constantes investimentos a ponto de termos o setor dos profissionais pronto até o final deste ano. Há um extenso trabalho na base, com incentivo ao "Craque o Flamengo faz em casa" e a manutenção dos direitos de jovens como Cezar, Adrian, Muralha, Luiz Antônio, Tomás, Lucas e Negueba. E tivemos 10 convocados para as seleções do Brasil. Entre os profissionais recuperamos quase 100% dos direitos econômicos e federativos alienados a empresários, representando imenso crescimento patrimonial. E fomos campeões invictos em 2011 e nos classificamos para a Libertadores. Ante ao caos encontrado procurei juntar na diretoria grande parte de pessoas sem raízes com o passado a alguns poucos mais experientes, que já deram muito ao Flamengo. O cartão corporativo atende às mínimas despesas de representação dos Vices Presidentes que, por razão estatutária, não são remunerados. A Locanty prestou trabalho na Gávea e no CT da mesma forma que outras empresas prestaram e prestam serviços ao clube. Nos dois primeiros anos deste mandato foram pagos mais de R$ 70 milhões de dívidas deixadas pela gestão Braga/Dumbrosck. E, bem ao contrário do triste depoimento público do primeiro, decretando a falência do Fla (e que pode ser visto no You Tube), aumentamos de R$ 500 milhões para R$ 800 milhões a dotação orçamentária 2012/2015. O CRF perdeu seu patrocinador de duas décadas (Petrobras) por inadimplementos fiscais que o impossibilitam, até hoje, de obter o CND. A dívida da Timemania, apesar de estarmos fazendo os pagamentos, ultrapassa R$ 250 milhões. O passivo junto à Procuradoria da Fazenda amonta mais de R$ 100 milhões. Junte-se a ela, R$ 60 milhões à Receita e mais R$ 90 milhões ao INSS e FGTS... A reconstrução social e esportiva do clube vem sendo uma árdua tarefa. À sede da Gávea voltou a ter frequência familiar com as atuais condições sadias de suas instalações. O prédio Hilton Santos (no Morro da Viúva), patrimônio rubro negro, será recuperado através da construção de um hotel com 400 quartos gerando receita de cerca de R$ 5 milhões anuais além de quitação do passivo de R$ 16 milhões de IPTU e a garantia de investimentos de R$ 17 milhões no CT George Helal. Renato, muito mais que estar presidenta, sou
mulher, mãe e dona de casa o que me dá a sensibilidade de olhar e tratar a família rubro-negra e a juventude que frequenta a Gávea bem diferentemente dos últimos gestores. Esta é a resposta de uma administração que vem promovendo um salto qualitativo na vida do clube. Nossa ousadia tem o seu preço, mas, no médio prazo, ele será pago pela luta e pelo empreendedorismo de quem bem conhece o que foi disputar competições defendendo as cores rubro- negras. Meu lamento vai para os imediatistas e para os que lá estiveram e nada fizeram. Cordialmente, saudações rubro negras, Patrícia Amorim".