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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Judô do Brasil terá ajuda japonesa


CBJ contratou a técnica japonesa Yuko Fujii para um trabalho de detecção de novos talentos no ciclo olímpico da Rio-2016

Por Felipe Mendes

País que criou o judô, o Japão ajudará o Brasil na descoberta de talentos no ciclo até a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Nesta terça-feira, durante a apresentação do planejamento para os próximos anos, o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, revelou que a entidade contratou a experiente técnica japonesa Yuko Fujii.
– Ela vai rodar os 27 estados para identificar potenciais judocas. Passará sete dias em cada local, sendo quatro com os atletas e três com os técnicos. E também terá a função de encontrar uma terceira atleta para a categoria meio-pesado (até 78kg), única que não temos três judocas. Contamos atualmente com a Mayra Aguiar e com a Samanta Soares – afirmou Ney Wilson.
Segundo o coordenador técnico da CBJ, Yuko Fujii também será peça fundamental no processo de transição do judoca das categorias de base para o adulto. Wilson disse que a japonesa foi contratada porque o Brasil carece de profissionais com a experiência para esse trabalho.
A comissão técnica brasileira conheceu Fujii durante um treinamento com a equipe do Reino Unido em 2009. A japonesa trabalhou com os britânicos no último ciclo olímpico e foi convidada pela CBJ após a Olimpíada de Londres-2012.
Em outubro de 2012, ela ficou um mês no Brasil, durante o Mundial por Equipes, em Salvador (BA). Segundo Wilson, Fujii foi bem recebida pelas Seleções masculina e feminina. Com isso, teve o nome aprovado para ser contratada em definitivo.

Planejamento:
Seleção Brasileira
A CBJ inicia o novo ciclo olímpico com 43 judocas, sendo 23 no masculino e 20 no feminino. Mas a entidade acredita ser possível o surgimento de novos nomes nos próximos anos.

Parceria com os clubes
O Brasil conta atualmente com 29 judocas entre os 20 melhores do ranking nas 14 categorias. A CBJ vai ajudar os 11 clubes ou associações destes atletas com a compra de equipamentos. E chamará técnicos e preparadores físicos para integrarem a comissão técnica das Seleções.

Local de treinamento
A CBJ procura um local para aplicar o modelo de treinamento feito em Sheffield para Londres-2012.

Competições
Serão 23 em 2013. As principais são o World Masters, na Rússia, em maio, e o Mundial, no Rio, em agosto.

Fonte: http://www.lancenet.com.br/minuto/Judo-Brasil-tera-ajuda-japonesa_0_856114563.html

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Brasil será o país do Judô até 2016


Por Murilo Borges

O Brasil receberá praticamente todas as principais competições de Judô até o fim de 2016.

No fim do mês passado, Salvador sediou o Mundial por Equipes em que o país saiu com a medalha de bronze no masculino e no feminino (essa inédita).

Em 2013, do dia 26 de agosto ao dia 1 de setembro, o Rio de Janeiro recebe o Mundial individual e por equipes da categoria, além da tradicional etapa do Grand Slam que acontece anualmente.

Dois anos depois, em 2015, mais uma vez o Mundial individual no Brasil, esse já contando pontos para uma vaga nos Jogos Olímpicos.

O Mundial é a competição mais importante do ano no judô, enquanto o Grand Slam do Rio, ao lado do de Paris, Tóquio e Moscou formam, como no tênis, uma série de alto nível que normalmente conta com os principais judocas do mundo.

Em 2016, o evento que todos nós esperamos as Olimpíadas em que o Judô chega para ser o carro chefe da delegação brasileira no quadro de medalhas.

Acho que o Brasil conquista uns seis pódios das catorze categorias olímpicas do esporte. E vocês?

Fonte: http://blogs.band.com.br/alemdopodio/ate-2016-o-brasil-sera-o-pais-do-judo/

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Dirigentes se reúnem no Rio de Janeiro para aproximar o judô olímpico e paralímpico


O Judô brasileiro conquistou oito medalhas na última edição dos Jogos de Londres, quatro olímpicas e quatro paralímpicas, o que ajudou o País a alcançar o sétimo lugar nas Paralimpíadas e 22º nas Olimpíadas.

Com o fim de mais um ciclo e início da caminhada para os Jogos Rio 2016, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), Sandro Laina Soares, esteve reunido na última quinta-feira (4) com o presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley Teixeira; o diretor técnico internacional da CBJ, Ney Wilson, e o coordenador das categorias de base da CBJ, Kenji Saito, para firmar uma parceria entre as duas entidades.

“Podemos aproveitar algumas peculiaridades dos Jogos, como o patrocinador comum, Infraero. Além disso, temos interesse também em fazer um intercâmbio técnico, especialmente na comunicação da CBJ, que poderia nos ajudar a encontrar atletas com deficiência visual que estão treinando nas academias pelo Brasil. Queremos ver o Judô ainda mais decisivo em 2016”, afirmou o presidente da CBDV, Sandro Laina.

As quatro medalhas paralímpicas conquistadas pelo Brasil vieram com Lúcia Teixeira (prata/até 57 kg), Michele Ferreira (bronze/até 52 kg), Daniele Bernardes (bronze/até 63 kg) e Antônio Tenório (bronze/até 100 kg). Conquistaram medalhas olímpicas Sarah Menezes (ouro/até 48 kg), Mayra Aguiar (bronze/até 78 kg), Felipe Kitadai (bronze/até 60 kg) e Rafael Silva (bronze/acima de 100 kg).

Fonte: http://www.cpb.org.br/noticias/dirigentes-se-reunem-no-rio-de-janeiro-para-aproximar-o-judo-olimpico-e-paralimpico/

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

FIJ contrata agência para buscar patrocínios


A Federação Internacional de Judô (FIJ) anunciou uma parceria com a agência de marketing esportivo Parallel Media Group (PMG, sigla em inglês). O contrato será válido até 2016. Os valores não foram revelados.

A empresa será responsável por arranjar patrocinadores para a entidade. Além disso, gerenciará o departamento de marketing da organização, entre outras funções.

“Estamos muito satisfeitos em adicionar este esporte ao nosso portfólio, especialmente após as medalhas de prata e bronze conquistadas pela Grã-Bretanha na modalidade durante os Jogos Olímpicos”, comemorou David Ciclitira, fundador da corporação.

A PMG, embora seja uma companhia voltada para todos os esportes, possui um envolvimento muito grande, especificamente, com o golfe. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26392/FIJ-contrata-agencia-para-buscar-patrocinios/index.php

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Os números que importam


por Marcelo Barreto

O quadro de medalhas é uma ficção. Não existe prêmio para quem fica em primeiro, nenhum país é apontado campeão das Olimpíadas. Até mesmo o critério de botar quem ganhou um ouro à frente de quem conquistou dez pratas é uma convenção, com seu grau acordado de arbitrariedade. O único objetivo dessa invenção é dar uma ideia geral do desempenho por países. Tomado ao pé da letra, o quadro só serve para alimentar as piadas fáceis em 140 caracteres e nas capas dos jornais populares ou para, distorcido, sustentar a demagogia oficial.

É tão limitado dizer solenemente que o Brasil teve seu maior desempenho em número de medalhas (e o segundo melhor em ouros) quanto o deboche de apontar os países supostamente exóticos, como o Irã ou a Jamaica, que ficaram à frente. O quadro de medalhas não tem relação direta com o papel de uma nação na geopolítica mundial – e se tivesse, seria mais justo usar para isso o ranking do IDH do que o do PIB, porque é mais fácil gastar com esporte quando se tem problemas básicos como saúde e educação bem encaminhados.

Mas não é assim que funciona. O resultado de um país no quadro de medalhas deriva de uma equação complexa, com itens que vão desde o mais básico, como o investimento em esportes de base, até o mais difícil de controlar, como o desempenho dos atletas nas finais olímpicas. Na Austrália, antes mesmo do fim dos Jogos, a diminuição no número de medalhas já tinha causado um debate sobre a crise no esporte escolar. No Cazaquistão, que tem entre suas estratégias para ganhar mais ouros aceitar a naturalização de atletas russos flagrados no antidoping, a imprensa estatal festejou o sucesso em Londres. Cabe a cada país decidir o que é mais importante, o esporte de base ou o quadro de medalhas.

Mesmo aceitando o quadro como medida de sucesso, a forma mais justa de avaliar o desempenho de um país é compará-lo com ele mesmo. E por esse critério, o Brasil está patinando. Desde Atlanta 1996, quando começou o último ciclo olímpico, o número de medalhas conquistadas mudou muito pouco: 15 em 96, 12 em 2000, 10 em 2004 (com cinco ouros, a melhor marca até hoje), 15 em 2008 e 17 em 2012. E elas vieram praticamente dos mesmos esportes: judô, vela, vôlei e vôlei de praia subiram ao pódio em todas essas edições; atletismo, natação e futebol, em todas menos uma. Mesmo o surgimento de novos medalhistas (taekwondo em Pequim, ginástica artística, boxe e pentatlo moderno em Londres) acaba compensado negativamente pela saída do quadro de modalidades antes vencedoras, como o basquete e o hipismo.

Esse cenário não combina com a evolução da arrecadação de recursos da lei Agnello-Piva. De R$ 17 milhões em 2000, as confederações passaram a ter R$ 150 milhões de recursos das loterias este ano. Seria errado, esportiva e matematicamente, esperar que o desempenho no quadro de medalhas crescesse na mesma proporção. Ainda é preciso compensar décadas de falta de investimento no esporte de base. Mas já são dois ciclos olímpicos completos. Tempo suficiente para fazer, por exemplo, o que a ginástica artística conseguiu: em 96, só uma atleta se classificou para os Jogos, e se machucou antes de competir; de lá para cá, o Brasil conseguiu levar uma equipe feminina duas vezes, botou atletas nas finais em três edições seguidas e agora chegou à medalha de ouro. Uma evolução que pode parecer lenta para quem só pensa no número de ouros, pratas e bronzes, mas que foi constante.

Para ganhar medalhas, primeiro é preciso ter candidatos a medalhas – e o Brasil ainda produz poucos deles. Hoje, apenas duas confederações conseguem fazer um trabalho completo nesse sentido. O judô trouxe a Londres 14 atletas para as 14 categorias em disputa (só Japão e França conseguiram o mesmo); sete deles chegaram às quartas de final; quatro ganharam medalhas. O vôlei classificou o máximo possível de equipes, duas na quadra e quatro na praia; três delas chegaram às quatro finais em disputa; quatro subiram ao pódio, em todas as modalidades. Juntas, essas confederações responderam por mais da metade das medalhas do Brasil em 2012.

Não por acaso, judô e vôlei estão entre os esportes mais praticados em clubes e escolinhas pelo país afora. Muito disso, é claro, aconteceu sem interferência direta das confederações. Mas elas souberam aproveitar essa base, e dela tirar o material humano necessário para o esporte de alto rendimento. Nenhum outro esporte olímpico tem essa relação tão bem resolvida no Brasil. A vela merece crédito pela constância no pódio, mas já começa a sofrer com problemas de renovação (judô e vôlei estão sempre disputando títulos nas categorias de base). A natação está no caminho, mas ainda precisa fazer mais finalistas para consolidar o trabalho.

Se mais confederações seguirem esses exemplos, a participação do Brasil no quadro de medalhas vai crescer. Mas nem por isso ele deixará de ser uma ficção, uma medida inexata. O Brasil só terá o que comemorar se o número de ouros, pratas e bronzes for o resultado de uma grande evolução na nossa cultura esportiva. Ficar à frente do Irã e da Jamaica é o de menos. O número que realmente importa é o de crianças e jovens que – talvez inspirados pelo sucesso de Sarah Menezes ou Fernanda Garay – tenham no esporte uma chance de se expressar como cidadãos.

Fonte: http://sportv.globo.com/platb/marcelobarreto/2012/08/13/os-numeros-que-importam/

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Patrocínio deve manter Sarah treinando no Piauí


Após a conquista do inédito ouro no judô feminino, Sarah Menezes deve permanecer treinando no Piauí, sua cidade natal. Wilson Martis (PSB), governador local, garantiu que fará de tudo para manter a medalhista olímpica no estado nordestino.

O político concedeu uma entrevista coletiva junto com a atleta, que desembarcou em Teresina no último domingo, 5.

“Eu firmo aqui o compromisso de que a Sarah não vai precisar sair do Piauí. O governo do estado vai dar o patrocínio e toda a estrutura necessária para que ela possa permanecer treinando aqui em nosso estado”, revelou Wilson.

O governador estuda apoiar os 50 alunos de um projeto social que a Sarah pretende iniciar no estado, além de dar suporte às Olimpíadas Escolares.

Expedito Falcão, treinador da judoca acredita que a permanência é possível, mas a estrutura e o apoio precisam melhorar.

 “Para que a Sarah possa ficar no Piauí ela tem que ter mais apoio e o Governo tem que se comprometer mais. O centro de treinamento foi o primeiro passo para que ela possa permanecer em nosso Estado. A estrutura que ela tem aqui não deixa a desejar em lugar nenhum do país. No entanto, precisamos contar com um apoio maior das empresas, nós temos que valorizar aquilo o que é nosso, aquilo que é made in Piauí”, afirmou Expedito Falcão.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26286/Patrocinio-deve-manter-Sarah-treinando-no-Piaui/index.php

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tecnologia e estratégia de guerra nos tatames do judô brasileiro


Por Ary Cunha

LONDRES - Instrutor do Curso de Operações Especiais dos Comandos Anfíbios, o oficial da Marinha Leonardo Mataruna sabe que as missões de seus alunos obrigatoriamente serão executadas em ambiente hostil. Conhecer bem o inimigo, suas principais armas e seu modo de atacar e defender, faz toda a diferença num campo de batalha. Dos exercícios de guerra para os tatames olímpicos, o instrutor ganha a vida transformando soldados em atletas e judocas em guerreiros de elite. Entre as 50 pessoas que formam a maior delegação do judô brasileiro nos Jogos, Mataruna tem uma função inédita: é o estrategista das seleções masculina e feminina em Londres.
Em sua trincheira, cercado de tablets, laptops e softwares para edição de vídeos, Mataruna, de 34 anos e trabalhando na Confederação Brasileira de Judô (CBJ) desde 2007, guarda um arquivo de nada menos do que 45 mil lutas apenas do último ciclo olímpico, das quais dez mil estarão à disposição dos nossos judocas para análise ao longo das competições da modalidade, que vão do sábado, dia 28, com as disputas dos ligeiros, a 3 de agosto, com os pesos pesados.
- O trabalho começou em 2007 e, no início, até os próprios atletas se incumbiam de filmar os colegas. Eram câmeras de VHS. Levávamos três meses para decupar e editar as imagens - recorda ele, fazendo o paralelo entre esporte e Forças Armadas. - O estrategismo surgiu como técnica militar, de observação e coleta de dados sobre o inimigo. E uma Olimpíada não deixa de ser uma grande batalha .
O quartel-general do judô verde-amarelo está em Sheffield, a duas horas de Londres, onde hoje acontece o último treino aberto aos jornalistas. E Mataruna já estará montando todo seu aparato tecnológico de vídeo análise para os atletas, nos dois quartos de hotel alugados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a poucos metros do Excel Centre. Entre as lutas eliminatórias das manhãs e as finais à tarde, os judocas terão todas as imagens em vídeo, já editadas, dos adversários com os quais poderão cruzar no caminho até o ouro olímpico.
- Há lutadores ainda muito jovens, em competições locais, sem filmagens. Já tivemos de pegar material de um canal de TV do Djibuti, para analisarmos um judoca. Eram poucos segundos, mas qualquer informação é válida. Dá para ver se o cara é destro ou canhoto, como se desloca no tatame - analisa o estrategista.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/tecnologia-estrat%C3%A9gia-guerra-nos-tatames-jud%C3%B4-brasileiro-090500715--spt.html

terça-feira, 31 de julho de 2012

ATLETAS E REDES SOCIAIS


Por Maurício Noriega

Em tempos de mundo conectado, o bate-boca virtual entre a judoca Rafaela Silva e alguns anônimos no Twitter provoca algumas reflexões.

A primeira que me vem à mente é a baixa qualidade do que se escreve e, consequentemente, se debate nas redes sociais. A maior parte do que se publica nesses novos meios de comunicação é um caldo de bobagens, provocações baratas, piadas de péssimo gosto e palavras de baixo calão escritas em português tosco, povoado de erros.

Infelizmente, o debate saudável, a troca de ideias e a polêmica saudável estão resumidas, ainda, a uma pequena parcela de frequentadores das redes sociais.

Rafaela Silva é uma atleta de nível internacional e uma jovem que gosta do que qualquer outro jovem também gosta. Seria impensável que ela não estivesse presente nas redes sociais. Até para interagir com amigos e fãs verdadeiros.

Não sou juiz da vida e do comportamento alheio. Até porque tenho perfis nas redes sociais e já bati boca com alguns encrenqueiros virtuais mais de uma vez. Ninguém tem sangue de barata, e alguns desocupados gastam seu tempo livre perturbando e provocando.

A maioria do povo brasileiro não conhece esportes, não entende de esportes, apenas torce nas Olimpíadas e, principalmente na Copa do Mundo. Esse caldo de opiniões apaixonadas e desequilibradas também conhece muito pouco do esporte mais popular do País, o futebol. Não gosta do esporte, apenas quer que seu time vença a qualquer custo. Infelizmente, a maioria pensa assim.

No caso de Rafaela Silva, talvez tenha faltado alguma orientação para que, após uma eliminação dolorosa, ela não fosse exposta aos embusteiros desocupados que a atacaram covardemente. De cabeça quente, ela respondeu descendo ao nível daqueles ataques e fazendo o que eles realmente queriam, que ela reagisse.

Aconteceu com jogadores de futebol e atletas de outras modalidades. Acontece com celebridades e com pessoas que trabalham com opinião. O anonimato, completo ou relativo, é uma arma covarde contra quem aceita se colocar honestamente nessas redes sociais.

Rafaela Silva errou, admitiu, foi punida dentro de uma regra vigente em seu esporte, e não foi a única a ser eliminada no torneio olímpico de judô dessa maneira. A Olimpíada é território frequentado pelos melhores entre os melhores, e um segundo costuma ser fatal em qualquer modalidade. Chegar aos Jogos Olímpicos é para pouquíssimos. Conquistar medalhas, para um número ainda menor de atletas altamente capacitados, talentosos e bem treinados.

Muitas vezes, a mídia, da qual faço parte, termina por contribuir para que certo tipo de comportamento aflore. Termos colocados fora de ordem ou de maneira exagerada, como herói, esperança do Brasil, honra, vergonha e vexame, criam um ambiente desfavorável para quem se expõe, e extremamente fértil para quem não tem educação, princípio e conhecimento.

Cabe refletir. Atletas não são heróis de ninguém, não vão para a guerra defender pátria alguma. São pessoas que escolheram levar suas vidas num ambiente comperitivo, de alto rendimento, enfrentando outras pessoas que muitas vezes têm mais talento, capacidade e treinamento.

Redes sociais são um fenômeno ainda fora de controle, cujo real propósito ainda não está muito claro. Assim como proporcionam diversão, trabalho e fonte de renda para alguns, também apresentam a oportunidade para que gente sem coisa melhor para fazer jogue fora seu tempo irritando os outros.

Fonte: http://blogdonori.blogspot.com.br/2012/07/atletas-e-redes-sociais-em-tempos-de.html