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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

COI mostra apreensão quanto ao ritmo das obras para os Jogos


Prefeitura diz que intervenções estão de acordo com cronograma

RIO - A Empresa Olímpica Municipal (EOM) respondeu nesta terça-feira à afirmação do porta-voz do Comitê Olímpico Internacional (COI) Mark Adams, que demonstrou apreensão quanto ao ritmo das obras visando aos Jogos de 2016. Mark deu a seguinte declaração a jornalistas Lausanne na Suíça. "Nossa mensagem segue sendo que há tempo, mas o tempo corre. Eles (os organizadores) necessitam seguir este tema com todo seu vigor". Em nota, através de sua assessoria de imprensa, a EOM afirmou que as obras de infraestrutura de responsabilidade da Prefeitura estão seguindo o cronograma e algumas foram até antecipadas em relação ao que estava previsto no Dossiê da candidatura olímpica". Na mesma nota, a EOM acrescentou que "todos os projetos que serão realizados em mais de dois anos já começaram. No Sambódromo — local da partida e da chegada da maratona, e da competição de tiro com arco —, a reformulação prevista para 2015 foi entregue em fevereiro, para o Carnaval. O Parque dos Atletas, previsto para 2015, ficou pronto em agosto de 2011".
A nota continua com informação sobre o status das obras: "As obras mais complexas de transporte – BRTs Transoeste e Transcarioca, com 56 km e 41km, respectivamente – estão em andamento. O trecho Alvorada-Santa Cruz do BRT Transoeste entrou em funcionamento no dia 6 de junho. E embora o BRT Transcarioca ainda esteja em construção, com conclusão prevista para 2013, já foram inaugurados o Mergulhão Clara Nunes, em Campinho, o Mergulhão Billy Blanco, na Barra da Tijuca, e a duplicação do Viaduto Negrão de Lima, em Madureira. O BRT Transolímpica também já está em construção. Outro projeto em andamento é o do Parque Olímpico, que será o coração dos Jogos Rio 2016. No início de março a Prefeitura anunciou o resultado da licitação para implementar a Parceria Público-Privada (PPP) que viabiliza a construção da infraestrutura de todo o Parque Olímpico e da Vila dos Atletas; dos pavilhões que formarão o futuro Centro Olímpico de Treinamento; do Centro Principal de Mídia e de um hotel.
As obras começaram em julho deste ano. Ainda sobre o Parque Olímpico, foi assinado em maio um acordo com o Governo Federal que vai aportar os recursos para a construção e reforma de equipamentos que não fazem parte do escopo da PPP. As obras serão realizadas pelo Município. As licitações para a escolha das empresas que desenvolverão os projetos básico e executivo das novas instalações (permanentes e temporárias) estão na reta final. Os consórcios vencedores serão anunciados até o fim deste mês. Este ano a Prefeitura também inaugurou a primeira fase do Porto Maravilha, que incluiu a reurbanização de 24 vias e a restauração do conjunto histórico-arquitetônico da região portuária, e iniciou as obras do túnel que fará parte da Via Expressa (atual Avenida Rodrigues Alves) do novo sistema viário da região".


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/coi-mostra-apreensao-quanto-ao-ritmo-das-obras-para-os-jogos-6930853#ixzz2EAnmjFPf 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Velódromo do Pan será desmontado


Nova estrutura está orçada em R$ 134 milhões. Reforma custaria R$ 126 milhões

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — Depois de muita discussão, o destino do velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 — e que custou R$ 14 milhões à prefeitura do Rio e ao Ministério do Esporte — está selado. A estrutura será mesmo desmontada conforme os planos iniciais e doada para equipar o Parque das Bicicletas, um complexo esportivo mantido pela prefeitura de Goiânia (GO) a fim de estimular o ciclismo. A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, explicou que vários fatores pesaram na decisão, como a análise do custo/benefício de reformar ou construir um novo circuito. E ainda um parecer da União Ciclística Internacional (UCI) relatando falhas de projeto que impediriam a homologação da pista para os Jogos Olímpicos sem a realização de uma reforma complexa.
— A estimativa, com base em preços de setembro deste ano, é que um velódromo novo custará R$ 134 milhões. A reforma da pista atual sairia por R$ 126 milhões — disse Maria Sílvia.
A decisão de desmontar o velódromo havia sido anunciado por Maria Sílvia em junho, no lançamento das obras de demolição do antigo autódromo Nelson Piquet, fechado no último domingo. Paes, no entanto, afirmou que desejava manter a estrutura para evitar que o dinheiro gasto fosse desperdiçado. A Empresa Olímpica estudou as alternativas.
O relatório da UCI indica que os problemas começam na configuração atual da pista. O traçado olímpico é projetado para que os ciclistas alcancem até 85km/h. No velódromo do Pan, os ciclistas só conseguem chegar a 65km/h, mas correndo o risco de um acidente, devido à configuração da pista. O número de assentos também é insuficiente. A versão olímpica exige 5 mil lugares, enquanto hoje existem apenas 1.500 assentos disponíveis. O sistema de climatização também apresenta falhas, e duas colunas obstruem a visão da pista por árbitros e público.
Maria Sílvia acrescentou que a manutenção do velódromo atual exigiria uma revisão do plano geral do Parque Olímpico, o que atrasaria o projeto em pelo menos 12 semanas. Isso porque a nova estrutura foi planejada numa área diferente. Além disso, a manutenção do velódromo deixaria as instalações mais espalhadas pelo Parque Olímpico, exigindo mais gastos com segurança e manutenção antes e depois das Olimpíadas.
A data de desmontagem ainda está indefinida. Mas será antes que o velódromo olímpico seja inaugurado, em meados de 2015. O espaço hoje é usado para o treinamento das equipes brasileiras de ginástica rítmica e ciclismo. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou que já procura novo espaço para as ginastas. Já a Federação de Ciclismo discorda da decisão, alegando que o lugar é o único de alto nível para treinamento das equipes. O presidente da entidade, Cláudio Santos, ameaça ir à Justiça para tentar manter a atual estrutura enquanto a nova não ficar pronta:
— Recebemos R$ 3,5 milhões do governo federal para aprimorar os atletas. Sem pista, isso será perdido.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/velodromo-do-pan-sera-desmontado-6619225#ixzz2BLpZNvta 

Decisão de desmontar velódromo divide opiniões


Federação de ciclismo irá à Justiça para garantir treinos. Confederação não vê problema em remoção de pista

Por Antonio Werneck

RIO - Diante da nova polêmica com a decisão da Empresa Olímpica Municipal de desmontar o velódromo dos Jogos Pan-Americanos de 2007 — que custou R$ 14 milhões — o Ministério do Esporte anunciou na sexta-feira que caberá ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) encontrar um local alternativo para os atletas de alto rendimento do ciclismo continuarem seus treinos, até a construção de uma nova pista com especificações olímpicas.
Como informou O GLOBO na sexta-feira, a presidente da Empresa Olímpica, Maria Silvia Bastos Marques, explicou que vários fatores pesaram na decisão, como o custo-benefício de reformar ou construir um novo circuito. E ainda um parecer da União Ciclística Internacional (UCI) relatando falhas de projeto, que impediriam a homologação da pista para os Jogos de 2016 sem a realização de uma complexa reforma.
O presidente da Federação de Ciclismo, Cláudio da Silva Santos, explicou ontem que não é contra a construção de um novo velódromo, mas prometeu entrar com uma ação na Justiça para impedir que os atletas fiquem sem treinos.
— A solução apresentada até agora é absurda. Ficaremos sem lugar para treinar até a construção do novo velódromo. E isso nós não vamos permitir — afirmou Santos.
Já o presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo, José Luiz Vasconcellos, afirmou que não vê problema na decisão de levar para Goiânia o velódromo do Rio:
— Precisamos de uma pista olímpica. O que foi construído é inadequado para provas internacionais. Há alternativas para os atletas manterem seus treinamentos.
A decisão de desmontar o velódromo havia sido anunciado por Maria Silvia em junho, no lançamento da demolição do antigo autódromo Nelson Piquet. O traçado olímpico é projetado para que os ciclistas alcancem até 85km/h. No velódromo do Pan, os ciclistas só conseguem chegar a 65km/h, mas correndo o risco de acidentes, devido à configuração da pista. O número de assentos também é insuficiente. A versão olímpica exige 5 mil lugares, enquanto hoje existem apenas 1.500 assentos disponíveis. Duas colunas obstruem ainda a visão da pista.

Prefeitura pretendia aproveitar a estrutura
O debate em torno da adaptação do velódromo do Pan-Americano para os Jogos Olímpicos Rio 2016 tomou fôlego em julho passado, quando a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, anunciou a retirada da estrutura para abrir espaço às obras do complexo esportivo no antigo Autódromo Nelson Piquet. A ideia acabou repercutindo. E a polêmica levou o prefeito Eduardo Paes, então em plena campanha para reeleição, a apresentar nova proposta.“Derrubar não dá. A gente faz as adaptações. Temos que aprender a fazer as coisas e mantê-las”, chegou a afirmar o prefeito na ocasião.
O velódromo custou R$ 14,1 milhões aos cofres municipais e ao Ministério do Esporte. Agora, a prefeitura concordou em doar o equipamento ao governo federal que, por sua vez, anunciou que parte da estrutura será levada para Goiânia.
Para justificar a desmontagem do equipamento, Maria Silvia voltou a usar um parecer da União Ciclística Internacional (UCI), que encontrou falhas de projeto que impediriam a homologação da pista para os Jogos Olímpicos sem uma reforma. Pesou na decisão o alto custo de uma reestruturação, semelhante ao que se gastaria se um novo velódromo fosse construído.
Segundo Maria Sílvia, a estimativa de custos, de setembro deste ano, revela que um velódromo novo custaria R$ 134 milhões, ao passo que a reforma da pista atual sairia por R$ 126 milhões.
Os problemas da estrutura já eram conhecidos há dois anos. Entre eles, o velódromo do Pan tem dois pilares fincados no centro da pista, que impedem que árbitros e público tenham visão completa dos atletas. Nas olimpíadas, isso impediria a homologação dos resultados. Com a decisão, o novo velódromo olímpico, inicialmente concebido como provisório, será mantido depois dos jogos.
O velódromo não é a única instalação erguida para os Jogos Pan-Americanos que não será aproveitada, contrariando previsão original. O Parque Aquático Maria Lenk (que custou mais de R$ 60 milhões) receberá apenas as provas de saltos ornamentais e o polo aquático. Ele ficou defasado porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) mudou, após a sua construção, as regras para as instalações das demais provas de natação. Um novo centro aquático provisório será erguido. Outro equipamento que será desmontado após os jogos será o Centro de Tênis. Parte das estruturas será reaproveitada em escolas e creches.


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rio 2016: prefeitura adia licitações olímpicas por tempo indeterminado


A decisão foi tomada porque o Tribunal de Contas do Município (TCM) solicitou esclarecimentos sobre detalhes do edital

Por LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO - A prefeitura do Rio adiou por tempo indeterminado as primeiras licitações para contratar as empresas que ficarão responsáveis por elaborar os projetos das instalações esportivas do futuro Parque Olímpico no terreno onde hoje fica o Autódromo Nelson Piquet. A decisão foi tomada porque o Tribunal de Contas do Município (TCM) solicitou esclarecimentos sobre detalhes do edital. O TCM ainda não tem prazo para analisar novamente os editais. Apesar disso, a Empresa Olímpica Municipal informou que não haverá atraso nas obras para os Jogos Olímpicos.
O adiamento das licitações foi informado nesta segunda-feira pela Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe). Ao todo, a prefeitura receberia esta semana propostas para o desenvolvimento de três projetos. Duas concorrências seriam realizadas já nesta terça-feira. A primeira é relativa a um centro de tênis temporário formado por três estádios com sete quadras de competições e seis quadras de aquecimento. O projeto ocupará uma área de mais de 90 mil metros quadrados no autódromo com capacidade para um total de 19.750 espectadores. Também nesta terça-feira, seriam entregues as propostas para um parque aquático temporário com 18 mil lugares.
Segundo a prefeitura, foi adiada também a licitação para contratar a empresa responsável pelo projeto de um velódromo com 5 mil lugares, que estava marcada para quarta-feira. A Empresa Olímpica Municipal informou que ainda não bateu o martelo se essa será uma nova estrutura ou se a existente será reaproveitada no novo projeto. O atual velódromo do Rio, além de ter capacidade para apenas 1.500 espectadores, foi construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 sem seguir os padrões olímpicos. A estrutura conta com pilastras que impedem a visão completa da pista.
Por enquanto, está mantida a abertura dos envelopes do projeto de uma arena de handebol com capacidade para 12 mil espectadores. A concorrência está marcada para o dia 20 de setembro. O edital prevê que a estrutura será reaproveitada após os jogos, com os materiais sendo reutilizados, para construir creches ou escolas, por exemplo.
As obras do Parque Olímpico do Rio começaram em julho com a demolição das arquibancadas do Autódromo numa parceria público privada feita pela prefeitura, A expectativa da prefeitura é que as instalações esportivas sejam licitadas ano que vem quando os primeiros projetos executivos e orçamentos já estarão definidos com a contratação dos projetos. A construção do Parque Olímpico começou sem que o novo autódromo do Rio a ser erguido numa antiga área de exercícios militares de Deodoro, tenha tido seu licenciamento concluído. 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/rio-2016-prefeitura-adia-licitacoes-olimpicas-por-tempo-indeterminado-5989092#ixzz25YMOaSpT 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Maria Silvia Bastos: ‘É impossível não ter desafios, não incomodar’


Presidente da empresa olímpica municipal espera que o Rio saia das olimpíadas com mais força econômica

Por Isabela Bastos

Há um ano à frente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), onde trabalha nas negociações e no gerenciamento das obras vinculadas aos Jogos Olímpicos Rio 2016, a economista Maria Silvia Bastos Marques é pura ansiedade. Por suas mãos circulam planilhas de custos, plantas, croquis, pareceres e documentos de 235 projetos e subprojetos das Olimpíadas. A quatro anos dos Jogos, Maria Silvia diz que a preparação da cidade irá mexer com a rotina da população, mas para melhor. Ela espera que o Rio saia da experiência olímpica com mais autoestima e força econômica, sobretudo no turismo de negócios e lazer. Cobra, pórém, mais empenho do carioca no trato com o bem público.

Faltam quatro anos. Quais os principais desafios que a cidade terá que superar na organização do evento?
Nas palavras do prefeito (Eduardo Paes), todos. E ele tem razão. Esse é um trabalho conjunto: governos federal, estadual e municipal e comitê organizador. Mas são muitos os desafios. Todos os dias surgem questões. É natural que surjam. Meu lema é: “Se não incomodar, não está mudando”. Numa cidade como o Rio, onde moram seis milhões de pessoas, e que está sofrendo intervenções na cidade inteira, é impossível não ter desafios, não incomodar as pessoas. Em Londres foi diferente. O londrino não foi afetado no seu dia a dia (na preparação das Olimpíadas). Está sendo afetado agora, durante os Jogos. Mas as intervenções foram principalmente na região leste, onde foi erguido o parque olímpico.
Era uma região degradada...
Uma região degradada, com indústrias poluentes e estabelecimentos comerciais menores. A transformação não aconteceu no meio da cidade, como no Rio, onde teremos quatro regiões olímpicas onde moram dois milhões de pessoas, fora as que transitam entre elas. Então a cidade inteira será incomodada, no bom sentido, pela transformação que está acontecendo no Rio. E acho isso extremamente positivo.

Quais as obras mais complicadas que o Rio terá que fazer?
No Porto Maravilha, tivemos descobertas arqueológicas, que exigiram cuidados. Nos BRTs (corredores de ônibus), traçados foram alterados para não haver tantas desapropriações e não afetar tanto a vida das pessoas. No Parque Olímpico, temos as questões do autódromo e da Vila Autódromo. E acredito que muitas outras virão. A complexidade desse evento é muito grande. São mais de 50 competições acontecendo ao mesmo tempo. O fato de muitos atores trabalharem juntos é um complicador. Mas eu vejo isso sob outra ótica, como um grande legado. Colocar os três níveis de governo trabalhando em prol da cidade é fantástico. Não teríamos conseguido isso se não fossem os Jogos.

Do caderno de encargos que foi apresentado na candidatura, o que já foi feito?
Já temos praticamente todo o Transoeste, o Centro de Operações, o sambódromo e o Parque dos Atletas. Mas, mais importante que o que já está pronto é o que já começou. Em tudo que leva dois ou dois anos e meio para ficar pronto, já demos a largada. Não temos projeto na prefeitura para ser começado. Está tudo encaminhado.

E os projetos que têm prazo para dezembro de 2015, como o Parque Olímpico e o Porto Maravilha?
O Parque Olímpico já começou também. O Porto Maravilha, que não é um projeto olímpico, ficará inteiramente pronto em 2016; mas ele não afeta em nada (a realização dos Jogos). O que precisa ficar pronto em 2015 ficará. Os incentivos fiscais para a rede hoteleira acabam em dezembro de 2013, e a construção de um hotel leva dois anos ou dois anos e meio. Então é o tempo de ficar tudo pronto até dezembro de 2015 ou início de 2016.

Não é atribuição direta da EOM, mas a discussão tem participação da prefeitura: quando deve sair a matriz de responsabilidades, com obras, custos e executores?
No dossiê de candidatura já tem uma matriz. É uma estimativa de R$ 28,8 bilhões, sendo R$ 23,2 bilhões dos governos para obras de infraestrutura e instalações, e R$ 5,6 bilhões de overlays (instalações provisórias), a cargo do comitê organizador. Mas há coisas que não estão lá. O Transbrasil, por exemplo. Diferentemente de Londres, onde o projeto era específico — com parque olímpico e vila olímpica —, aqui tem transportes e infraestrutura urbana, uma série de intervenções não relacionadas aos Jogos. Isso entrará na conta olímpica? Ou é uma política pública e só o parque olímpico é que é o investimento olímpico? Isso é uma discussão. A vila olímpica do Rio será feita com recursos privados. O parque olímpico terá uma parcela relevante de recursos privados. Outra coisa: nem todos os projetos do Rio têm projetos executivos. Até o fim do primeiro semestre de 2013, é possível que tenhamos todos os projetos municipais com projetos executivos. Os outros níveis de governo certamente terão suas questões. Divulgar números que não podem ser somados só vai servir para criar uma grande confusão. Muita coisa mudou. Parte da vila de mídia, que era na Barra, veio para o porto. Mudaram os traçados de alguns BRTs. O Centro de Operações, que era só uma reforma do centro de operaçoes da CET-Rio, mudou também. A gente vai ter que fazer a transposição para o caderno (de encargos) atual. Não divulgamos o tal número mágico (do orçamento) — e lembrando que em Londres esse número aumentou três vezes — porque a gente tem tido enorme preocupação com valores. Estamos levando um tempo enorme nessa discussão, se deve ser temporário ou permanente. Muitas vezes fala-se de um equipamento temporário de R$ 100 milhões, que depois será tirado. Mas, se fossemos mantê-lo, seriam gastos R$ 100 milhões a R$ 300 milhões em sua vida útil. Uma divulgação organizada (do orçamento) só deverá acontecer no segundo semestre de 2013.

E as obras a cargo do governo federal dentro da matriz de responsabilidades? A prefeitura irá mesmo assumir a execução dessas obras, utilizando os recursos da União?
Isso está fechado. O parque olímpico será feito com duas parcerias. A primeira já foi tornada pública, que é o contrato de R$ 1,35 bilhão com o consórcio Rio Mais. No resto dos equipamentos, que são o velódromo, o parque aquático, o centro de tênis, a arena de handebol e o IBC (os estúdios de TV), os projetos e obras serão executados pela prefeitura e serão pagos pelo governo federal.
Essas obras que estão fora da parceria público-privada (PPP) se referem aos editais que já foram lançados?
Sim. São instalações provisórias e permanentes dos Jogos. Dessas, apenas do IBC não lançamos o edital ainda. O que será provisório ou permanente também não está 100% definido. O velódromo será permanente. Estamos na discussão do quanto se consegue aproveitar o velódromo original. O Centro de Tênis pode ter equipamentos provisórios e permanentes. A maioria das arenas será permanente. Mas a gente discute o total de assentos. São 10 mil, mas quatro mil podem ser provisórios e seis mil permanentes, para ter legado compatível com competições futuras. O parque aquático será, a princípio, provisório, mas não é uma discussão fechada. A arena de handebol, esta sim, será temporária.
A prefeitura anunciou que os projetos temporários do parque olímpico seriam reaproveitados como equipamentos urbanos no futuro...

A arena de handebol é um projeto que já nasce com o conceito de arquitetura nômade. Os projetos básico e executivo já serão feitos concebendo a transformação em quatro escolas e ginásios esportivos pós-Jogos. E quando contratarmos as obras, a intenção é já contratar a transformação. Quem contruir a arena temporária será responsável pela desmontagem e pela recolocação. Já definimos que uma dessas escolas vai ficar no parque olímpico. Outras duas ficarão nos chamados projetos Bairros Cariocas Olímpicos 1 e 2, no Anil. A quarta escola ficará possivelmente no Parque Carioca, para onde será removida a Vila Autódromo.
O que são esses bairros cariocas olímpicos?
São empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida que serão erguidos no antigo terreno da fábrica da Brahma no Anil. Eles já seriam feitos. Mas estão sendo pensadas como plano B em relação às acomodações. Existe um planejamento de construção de hotéis que a gente monitora, incentiva e controla. Mas não temos 100% (de certeza) de que tudo será realizado e em que quantidade. Se for necessário, (os empreendimentos do Anil) serão usados (como acomodações) e, posteriormente, transformados em residenciais. Eles já estão em fase de projeto. São bons logisticamente, uma vez que a preocupação com transporte é grande. Quanto mais se coloca o público em locais próximos às arenas olímpicas, melhor.

Qual o compromisso da cidade com o COI em número de acomodações?
O compromisso é de 15 mil quartos somente na Barra da Tijuca. É o grande compromisso. No resto da cidade, a oferta atual já cobre. São quartos para a família olímpica, em vilas e hotéis. As outras regiões da cidade estão praticamente equacionadas, porque a rede hoteleira existente já supre a necessidade, junto com a vila de mídia da zona portuária. No Porto serão dois hotéis de 500 quartos, fora os empreendimentos residenciais que serão construídos. A Barra é o relevante porque ali acontecerão as principais competições. Nesses 15 mil quartos entram os hotéis, a vila dos atletas e as vilas de mídia. Para isso criamos a nova legislação hoteleira, que já determina que quem construir hotéis com os benefícios da lei tem que separar 90% dos quartos para contratar pelo Comitê. Além disso, o comitê trabalha com meta de contratação de 70% dos quartos dos hotéis já existentes. É na Barra que está sendo construída a maior parte dos hotéis. Mas, do que a gente enxerga hoje, ainda há déficit de quartos. Todo mês entra consulta de novos hotéis. Mas o COI não considera quartos certos os projetos que estão em níveis de consulta. O bairro olímpico é para garantir que, em qualquer situação, vai ter acomodação.

As obras do Parque Olímpico já começaram?
De início, estamos fazendo as demolições e o começo das obras de infraestrutura. O cronograma de infraestrurura vai até o segundo trimestre do ano que vem. As instalações só começam a ser construídas no segundo semestre de 2013.

E as obras de instalações olímpicas que são de responsabilidade da PPP, já estão sendo executadas?
O consórcio está fazendo os projetos básicos e executivos. Para as pessoas começarem a ver as obras, só no ano que vem. O consórcio ficará responsável por toda a infraestrutura do Parque Olímpico, da Vila dos Atletas e do Parque Carioca (condomínio para onde vão os moradores da Vila Autódromo), por erguer os três halls do Centro Olímpico de Treinamento, um hotel de 400 quartos, pelo centro principal de mídia (MPC). O MPC será transformado depois num prédio de escritórios.

Você tem dito que, dos equipamentos olímpicos, o que tem sido mais difícil de negociar é o IBC. Por quê?
Porque ele é um prédio estranho. Quem viu o de Londres sabe. É muito pesado, com custo de construção alto, porque precisa suportar uma tonelagem muito grande de equipamentos. Tem caminhões que acessam, elevadores de cinco toneladas. Ele receberá os estúdios de televisão. É um prédio sem janelas, todo fechado. Uma caixa retangular imensa, de 70 mil metros quadrados. Queremos achar um uso para ele antes ainda dos Jogos. Ainda não temos isso. Ele pode virar uma série de coisas. A questão é o custo de adaptação posterior, que não é pequeno. Ele é um grande vão feito para ser usado pelas televisões num grande evento. Em Londres eles não têm ideia do que vão fazer com o deles. Chamam de “this is our problem building”. Não temos o custo dele ainda. Falar antes disso é leviano.

As obras do Parque Carioca já começaram? Quando se daria a remoção da Vila Autódromo?
Já estão fazendo as sondagens (no terreno) para começar as obras de infraestrutura. Não temos uma data da remoção. Mas não acontece antes de um ano ou um ano e meio. Enquanto não tivermos as casinhas prontas, bonitas e arrumadinhas, tudo certinho, não se fala nisso. Talvez até o fim do ano já tenhamos uma ideia (da remoção).

A esmagadora maioria das obras vinculadas ou não às olimpíadas tem prazo de conclusão previsto para dezembro de 2015. É uma data cabalística. Como deverá estar o Rio nessa época?
Lindo e maravilhoso! (risos) Eu sou uma pessoa ansiosa. Mas nunca fiquei tão ansiosa na minha vida. Deus me livre! É tão espetacular o que estamos vivendo no Rio... O Rio estava tão degradado por tanto tempo, esperamos por tanto tempo esses investimentos, não só os das Olimpíadas, mas os habitacionais. (Para acabar com o que) Nos envergonha há décadas, de pessoas morando em áreas de risco. Eu, como carioca, vim para esse projeto por causa disso. Para ter oportunidade de participar dessa transformação. Mas não depende só da prefeitura e dos governos. Depende das pessoas. Precisa mudar a atitude do carioca em relação a sua cidade. Não adianta tirar os recursos dos impostos que pagamos para fazer a renovação se as pessoas continuam maltratando a cidade. Quando viajamos, não vemos gari varrendo as ruas das grandes cidades. O lixo é recolhido de noite. E as cidades são limpas porque as pessoas não jogam lixo no chão. Aqui a gente passa na orla de Ipanema e Leblon às cinco da tarde de domingo e dá vontade de chorar, porque é uma imundície. As mesmas pessoas que jogam lixo na rua aqui não jogam na Disney ou em Paris.

Até lá, o carioca não vai ter um refresco? As intervenções não vão ficando prontas gradativamente?
Sim. O Transcarioca e o entorno do Maracanã ficam prontos para a Copa do Mundo. Como esses eventos todos terão quer ter testes, tanto de equipamentos como de esquemas de trânsito, a cidade vai se acostumar a lidar com isso.

Como o Rio deverá estar em 2017, depois dos Jogos?
Gostaria que a gente fosse uma cidade com autoestima muito grande, que profissionalizasse seus serviços. A gente tem potencial para ser uma cidade moderna, a número 1 do Brasil em turismo de negócios e lazer, com uma infraestrutura totalmente capacitada. Eu não tenho a menor dúvida de que vamos fazer ótimas Olimpíadas. Sabemos fazer e estamos apoiados pela estrutura de uma institutição: o Comitê Olímpico Internacional está fazendo uma transferência enorme de conhecimento. Mas temos que transformar nossa cidade para ter um Rio diferente em 2017. Com a rede municipal ensinando inglês, com os jovens mais capacitados; sendo uma cidade com visibilidade internacional maior, tendo um turismo qualificado. Barcelona aumentou o número de turistas internacionais de dois milhões para sete milhões anuais, 20 anos depois. O Brasil recebe pouco mais de cinco milhões de turistas internacionais ao ano. Turismo é a indústria que mais emprega no mundo. Quando falamos de turismo, falamos uma indústria intensiva de pessoas. Precisamos capacitar as pessoas.

O velódromo do Pan será reaproveitado todo ou em parte?
Todo não tem como. Tem que se fazer uma reforma nele. Qual a extensão dessa reforma é que se discute. Existe um parecer da Federação Internacional de Ciclismo que diz que ali não se permite a velocidade olímpica. Foi batido o recorde de velocidade em Londres. Segundo o parecer, a pista tem que permitir chegar a 85 quilômetros por hora nas curvas. E ali só se chega a 72. Mais do que isso o ciclista sai voando. A pista vibra também. Nada está fechado ainda. A mensagem é: “Nós estamos, governo federal, prefeitura e comitê organizador, debruçados sobre o velódromo”. Temos que aproveitar o máximo possível dessa instalação. Estamos confrontando todos os requerimentos que foram feitos, com a realidade de custos, da cidade, quanto que a gente precisa mudar para cumprir isso. Existe a realidade do nosso velódromo, que tem duas pilastras no meio, o que é visualmente complicado. Tem a questão da pista que, quando se fez, já se sabia que não dava para Olimpíadas. Tudo isso vamos ver no concreto.

E com relação a Deodoro? O autódromo será na área do Exército? A notícia de que a área foi uma pista de instrução e teria restos de explosivos abandonados preocupa?
A informação que temos é que não tem explosivo na região. O que sabemos é que está 100% certo que será lá.

O Ministério Público questiona o licenciamento do Inea para o novo autódromo. Um imbróglio jurídico preocupa?
Vou repetir o prefeito: tudo preocupa e tudo faz parte. Tem que ser visto no limite o que pode ser feito. Fazer o autódromo mantendo a preservação. Em geral, deixar uma área abandonada é a pior forma de preservá-la. Esses questionamentos fazem parte do processo, e a gente acha que é muito natural. Não é nossa atribuição (a obra será feita pelo governo estadual com recursos da União), mas que eu saiba não háminas lá. O nosso cronograma de demolições do autódromo (de Jacarepaguá) está mantido conforme foi acordado com a Confederação Brasileira de Automobilismo.
O centro de mídia não credenciada de Londres está sendo bancado pela prefeitura. O Clube de Engenharia deles emprestou o prédio, e a prefeitura dotou o edifício com os recursos. A experiência será repetida aqui?
A ideia é que nosso centro de mídia não credenciada fique no Centro do Rio. A gente quer ver se consegue um prédio antigo, como em Londres, que está usando um prédio antigo lindo, que parece um CCBB maior. A ideia é aproveitar um prédio no Centro do Rio nos mesmos termos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/maria-silvia-bastos-impossivel-nao-ter-desafios-nao-incomodar-5766678#ixzz23QqBPM8K 

Velódromo do Pan não será aproveitado em 2016


Estrutura, montada em 2007 no Autódromo Nelson Piquet, terá de ser removida por estar fora dos padrões olímpicos

Por Jorge Luiz Rodrigues

RIO - O velódromo construído pela prefeitura para os Jogos Pan-Americanos de 2007 no Autódromo Nelson Piquet, ao custo de R$ 14,1 milhões e que já foi até cenário de novela, está com os dias contados. As obras que começaram nesta sexta-feira para transformar toda a área no principal complexo esportivo dos Jogos Olímpicos de 2016 preveem a retirada da estrutura, segundo informou a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques. A prefeitura concordou em doar o equipamento para o Ministério do Esporte, que estuda onde realocar a estrutura. Três cidades de estados diferentes (nenhuma delas do Rio) manifestaram interesse.

A decisão foi tomada porque o velódromo do Pan foi projetado sem seguir os padrões olímpicos. Dois pilares no centro da pista impedem que os árbitros tenham uma visão completa. Nas Olimpíadas, isso impediria a homologação dos resultados. O problema da estrutura já era conhecido há dois anos. Com a decisão, o novo velódromo olímpico, inicialmente concebido como uma estrutura provisória, será mantido depois dos jogos.

O velódromo não é a única instalação erguida para os Jogos Pan-Americanos que não será aproveitada, contrariando o que estava previsto originalmente para as Olimpíadas. O Parque Aquático Maria Lenk (que custou mais de R$ 60 milhões) receberá apenas as provas de saltos ornamentais e o polo aquático. Ele ficou defasado porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) mudou as regras para instalações das demais provas de natação após a sua construção. O novo centro aquático ficará em estruturas provisórias, a exemplo de outras instalações que serão desmontadas após os Jogos, como o centro de tênis. Parte das estruturas será reaproveitada em outros lugares, como escolas e creches.

Demolições no autódromo serão concluídas até maio
A pedra fundamental das obras no autódromo, que serão executadas numa parceria público-privada, foi lançada na tarde desta sexta-feira pelo prefeito Eduardo Paes. As intervenções serão feitas por etapas. Até maio de 2013, a concessionária Rio Mais vai demolir todas as estruturas do Autódromo Nelson Piquet. Os trabalhos começam por um grupo de arquibancadas que não vinha recebendo público e em trechos do complexo automobilístico que não são usados para as corridas.

As pistas, a torre de controle e outras estruturas de apoio para as corridas começam a ser derrubadas no fim do ano, com o fechamento definitivo do autódromo. Um novo circuito será construído em Deodoro pelo governo estadual, com recursos da União. O projeto ainda não saiu do papel, mas vem sendo questionado pelo Ministério Público devido ao impacto ambiental.

O parque olímpico receberá 14 modalidades olímpicas, entre elas natação, basquete e tênis, e nove paraolímpicas, numa área de mais de um milhão de metros quadrados (equivalente ao bairro do Leme). Isso exigirá a construção de três complexos esportivos, que integrarão o futuro centro de formação de atletas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Editais serão lançados na próxima semana
Na semana que vem, a prefeitura lança os primeiros editais para escolher as empresas que desenvolverão os projetos arquitetônicos do novo velódromo, do parque aquático e do centro de tênis. Segundo o acordo firmado entre os governos, o Ministério do Esporte arcará com as obras das instalações esportivas e o município, com os projetos.
— As obras dos complexos vão começar no segundo trimestre de 2013 — disse Maria Silvia Bastos Marques.

O investimento da PPP no parque olímpico é estimado em R$ 1,4 bilhão (sem incluir as instalações esportivas). A prefeitura pagará ao consórcio com o repasse de uma área de cerca 800 mil metros quadrados do autódromo que não será aproveitada nas Olimpíadas. No terreno, os investidores poderão construir casas e lojas. Além disso, o município pagará mais R$ 525 milhões ao longo de 15 anos ao consórcio, para a manutenção de toda a área.

A construção do complexo esportivo provocará modificações no entorno. O Clube Esportivo Ultraleve (CEU) negocia uma nova área com a prefeitura. A favela Vila Autódromo também será removida, provavelmente até o início de 2014. Os moradores serão reassentados num conjunto a ser construído na Estrada dos Bandeirantes, a dois quilômetros da comunidade.

Local vai ganhar um hotel 4 estrelas
A parceria público-privada (PPP) firmada com a prefeitura prevê também que a concessionária Rio Mais, responsável pela transformação do autódromo no parque olímpico, se responsabilize por construir um hotel quatro estrelas em parte do terreno. O estabelecimento deve ser inaugurado até as Olimpíadas de 2016. Outra instalação prevista em contrato é o prédio para receber o centro de transmissões dos Jogos, que após o evento terá as instalações convertidas em salas comerciais.
— A proposta é que esse novo hotel tenha 400 leitos. A intenção é começarmos as obras já no ano que vem. Estamos em negociações com várias redes hoteleiras interessadas em se associar ao projeto — disse o presidente do consórcio Rio Mais, Fernando Pacheco.

O plano para conversão do centro de transmissões após os Jogos de 2016 ainda não foi fechado. Existe a possibilidade de que as salas comerciais sejam vendidas antes mesmo das Olimpíadas. Fernando disse que serão feitos estudos de demanda do mercado:
— Poderíamos ter até 600 salas de 30 metros quadrados. Mas pode ser que haja demanda por salas maiores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/velodromo-do-pan-nao-sera-aproveitado-em-2016-5411619#ixzz23Qmi7VHz 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O velódromo da discórdia


Prefeito do Rio cogita pagar R$ 100 milhóes para reformar o velódromo ao invés de gastar R$ 115 milhões para erguer um novo

Por Michel Castellar

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltou a causar uma saia-justa nesta sexta-feira ao dizer que o velódromo dos Jogos Pan-Americanos Rio-2007 não será demolido para a construção de um novo. A afirmação foi feita durante o balanço apresentado pela capital fluminense em Londres, sobre os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 que, amanhã, chegarão a marca de quatro anos para o seu início.

No dia 26, o LANCE! revelou que pelos cálculos iniciais, a reforma do atual velódromo, que o deixará em condições para os Jogos Rio-2016, foi orçada em R$ 105 milhões. E que, com R$ 10 milhões a mais, seria possível erguer um novo.
- Se gastarmos R$ 5 milhões a menos, já se deixa de gastar dinheiro público - disse Paes.

Ao fazer essa afirmação, o prefeito do Rio deixou  nas entrelinhas a possibilidade de investir R$ 100 milhões para reformar um equipamento. E, neste caso, o custo-benefício pode não ser benéfico.
- A conta não é só matemática. Temos uma infraestrutura pronta, que consumiu uma série de recursos públicos e não justificaria derrubar o velódromo que, à época, custou R$ 14 milhões - afirmou o prefeito do Rio.

A insistência do prefeito em reformar o velódromo é vista no Comitê Rio-2016 como uma declaração política. Já que Paes está em campanha para ser reeleito.
Mas os preparativos para a transferência do velódromo do Rio continuam em andamento. O Ministério do Esporte trabalha em parceria com a prefeitura de Goiânia para viabilizar a mudança.
O consenso entre os organizadores dos Jogos é o de que reformar o velódromo não será aconselhável.
- Acho que seria um péssimo exemplo demolir um investimento feito com recursos públicos para fazer a vontade de uns poucos - discursou o prefeito do Rio.

Aeroporto, doping e Maracanã
Em uma plateia repleta de jornalistas estrangeiros, o Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 foi sabatinado com todo o tipo de perguntas. Dentre elas, as situações do aeroporto, as críticas sobre o laboratório de doping e o fechamento do Maracanã.
- O governo federal já constituiu um grupo operacional e já temos o compromisso de entregar a primeira versão do modo operacional no fim deste ano - disse o diretor-geral do Comitê Rio-2016, Leonardo Gryner, ao falar sobre o Aeroporto Internacional Tom Jobim que, recentemente, despertou a atenção do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

Sobre as críticas referentes à falta de estrutura para a realização de exames de doping, Gryner ressaltou que o governo federal já trabalha na resolução do problema. Mas admitiu que o país está atrasado em relação a essa questão.

Indagado sobre o Maracanã, o diretor-geral do Comitê Rio-2016 reafirmou que o estádio será fechado para partidas de futebol quatro meses antes dos Jogos. A medida é para prepará-lo para a Cerimônia de Abertura.

Durante o balanço, o Rio-2016 frisou que todos os preparativos estão dentro do cronograma do COI.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/rio2016/velodromo-discordia_0_748725365.html#ixzz22XHPJWeM 

Rio pretende triplicar uso do transporte público até Jogos de 2016


Com implantação das linhas de BRTs, cidade da próxima Olimpíada terá mais opções de transporte

Por Pedro Carrion

A quatro anos da próxima Olimpíada, a Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, nesta sexta-feira (5), o projeto Olímpico 2016.

Uma coletiva de imprensa no Centro de Operações da prefeitura, no centro da cidade, contou com presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques. Entre os assuntos abordados, destaque para as obras que visam a melhorar o transporte público na cidade. 

O legado que as obras deixarão para a cidade também foi muito citado no evento. Segundo a presidente da EOM, o objetivo é tornar o Rio de Janeiro uma cidade modelo.

"Com a implantação de todas as BRTs, pretendemos alcançar um grande aumento no uso do transporte público na cidade, ao ponto de triplicar o número de usuários. Com essa e outras melhorias em demais áreas, acreditamos que até 2020 o Rio de Janeiro seja a melhor cidade para viver, visitar e trabalhar da América do Sul", disse Maria Silvia.

Com a linha expressa BRT Transoeste já em funcionamento e a Transcarioca e a Transolímpica com obras adiantadas, apenas a linha Transbrasil ainda não começou a ser construída, o que está previsto para acontecer em junho de 2013.

"Há dois anos e meio ninguém imaginaria que estivéssemos com algumas obras tão avançadas. Já viabilizamos a linha Transoeste e a conclusão dos demais BRTs está em andamento. Assim como outras intervenções, caso do Porto Maravilha, que contará com os Veículos Leves sobre Trilhos. E do estádio Maracanã, que está com mais de 50% das obras concluídas", afirmou Eduardo Paes.

Direto de Londres, o diretor-geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Leonardo Gryner, participou do evento por videoconferência. Ele falou sobre suas impressões e o que pode tirar de positivo da Olimpíada que está sendo disputada na capital londrina. 

"A metodologia do planejamento utilizado aqui em Londres é bastante inspiradora, eles são muito bons nisso. Mas é preciso entender que as dimensões e características daqui e do Rio de Janeiro são diferentes. O importante é deixarmos um legado. Para as Olimpíadas, 47% das instalações que serão usadas já estão construídas, 25% vão ser temporárias e 28% serão novas", afirmou Gryner.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10469/RIO+PRETENDE+TRIPLICAR+USO+DO+TRANSPORTE+PUBLICO+ATE+JOGOS+DE+2016.html 

Prefeito volta a dizer que não vai demolir Velódromo de Jacarepaguá


Após iniciar contagem regressiva para os Jogos de 2016, ele disse que está estudando formas de adaptar o local

Por Luiz Ernesto Magalhães e Ana Cláudia Costa

RIO — O prefeito Eduardo Paes voltou a dizer na manhã desta sexta-feira, durante a apresentação do cronograma de obras para as Olimpíadas de 2016, que não vai demolir o velódromo de Jacarepaguá. Segundo Paes, seria um desrespeito com a população e com o dinheiro público colocar abaixo uma obra já pronta que custou caro. O prefeito garantiu que está estudando alternativas para adaptar o velódromo às medidas padronizadas para a disputa de provas para os Jogos de 2016.
— Decidimos reavaliar a demolição do espaço. É inaceitável derrubar. Vamos viabilizar naquele espaço o velódromo. Vamos caminhar para uma solução — disse Eduardo Paes, ao lado da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, em entrevista coletiva no Centro de Operações da prefeitura.

Em julho, a prefeitura divulgou o edital para a elaboração dos projetos básico e executivo da construção de um espaço para as competições de ciclismo. Embora o termo “reforma” não apareça ao longo do documento, à época da divulgação, a EOM informou, em nota, que ainda não havia decidido se o atual velódromo seria substituído ou apenas adaptado às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O prefeito já havia afirmado que pretendia manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e adaptá-lo para as Olimpíadas. No entanto, após a divulgação de três editais elaborados pela Riourbe, responsável pelas obras, a EOM informou que a decisão final do que fazer só seria tomada em setembro, antes da licitação. Um dos editais previa gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de um novo velódromo.
Há dois anos, o Ministério do Esporte e a Federação de Ciclismo do Rio reconheceram que o equipamento não poderia ser aproveitado nas Olimpíadas, porque sua estrutura contém vigas de sustentação que interferem na observação completa da pista pelo árbitros, o que impedia a homologação dos resultados olímpicos.

Contagem regressiva para os Jogos de 2016
Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes e a presidente da EOM participaram de uma videoconferência com um grupo que está em Londres acompanhando os Jogos Olímpicos. Durante o evento, eles deram início à contagem regressiva para os quatro anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Paes afirmou ainda que o Rio ainda tem três desafios enormes pela frente para as Olimpíadas de 2016: o cronograma, a infraestrutura e a segurança.
— O Rio ainda está em 2012 no prazo de projetos a serem realizados para 2016 — afirmou o prefeito. Durante a entrevista coletiva, Paes anunciou ainda que o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, será transformado em um Centro Olímpico de Treinamento (COT) após as Olimpíadas. O local terá 1,18 milhão de metros quadrados, segundo a prefeitura.

Impasses atrasam divulgação de orçamento
O diretor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Leonardo Gryner, disse, em entrevista coletiva em Londres, que apenas em meados de 2013 será possível ter uma estimativa mais precisa de quanto custará a realização do evento no Rio. Isso porque muitos projetos previstos ainda não foram orçados. Gryner lembrou que falta inclusive definir a localização de duas instalações esportivas: a do hóquei sobre a grama e a do rugby, cuja decisão terá que ser tomada até outubro, antes da nova visita de avaliação que o Comitê Olímpico Internacional (COI) fará à cidade, o que deve acontecer no início de novembro.
— Nossa referência ainda são valores da candidatura. No entanto, muita coisa foi revista. O valor exato só teremos no fim do primeiro semestre do ano que vem — disse Leonardo.

Inicialmente, o hóquei sobre a grama ficaria no Parque Olímpico. O espaço vai ocupar 20% da área ocupada hoje pelo Autódromo Nelson Piquet, que possui 1,2 milhão de metros quadrados. No local, estão confirmadas as competições de 14 modalidades olímpicas e seis paralímpicas. Leonardo explica que, ao elaborar o plano diretor de ocupação das instalações esportivas, a empresa Aecom (a mesma que projetou o Parque Olímpico de Londres) não encontrou espaço para acomodar a instalação de forma a dar um aproveitamento racional para a área. Além dessas instalações, falta também o orçamento de várias instalações esportivas dos parques do Autódromo e de Deodoro. Segundo o diretor, os valores só serão conhecidos quando os projetos executivos estiverem prontos, o que deve acontecer a partir do início de 2013.

— Nós queremos levar as provas de hóquei para o Parque Olímpico de Deodoro (administrado pelas Forças Armadas). Mas ainda estamos discutindo isso com a Federação Internacional — disse Leonardo.
Já as competições de rugby estão previstas para serem realizadas no Estádio de São Januário, em São Cristóvão. Contudo, as negociações com o Vasco da Gama não terminaram.
Também durante a entrevista, Leonardo Gryner concordou com as críticas de que o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ ainda não está preparado para realizar todos os exames antidoping exigidos em Olimpíadas. Segundo o diretor, o laboratório, que processou amostras nos Jogos Panamericanos de 2007, vai ganhar um novo prédio.

O diretor-geral da Rio 2016 previu também que o Maracanã terá que ficar pelo menos quatro meses fechado (de abril a julho) para receber toda a sinalização e instalações provisórias necessárias para os Jogos Olímpicos, que começam em agosto.
— Os serviços devem durar seis meses. Nos dois primeiros meses, ainda poderá haver jogos. Mas depois, não.

O orçamento original dos jogos apresentado no Dossiê de Candidatura em 2007 previa investimentos de R$ 28,2 bilhões. Destes, R$ 23,2 bilhões em infraestrutura (chamado orçamento não-Cojo) sob responsabilidade dos governos e R$ 5,6 bilhões (orçamento Cojo). Esses R$ 5,6 bilhões são receitas do Comitê Organizador (patrocínios, contrubição do COI, venda de produtos entre outras fontes) para preparar as instalações olímpicas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-volta-dizer-que-nao-vai-demolir-velodromo-de-jacarepagua-5678786#ixzz22XEUshKj 

Prefeito diz que reforma de R$ 70 mi é melhor que demolir velódromo


Eduardo Paes voltou a defender as mudanças nas instalações usadas no Pan 2007

O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, voltou a defender hoje (3) que o velódromo construído no Rio para os Jogos Pan-Americanos de 2007 seja reformado, e não derrubado. Segundo ele, para atender às exigências do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, a reforma da instalação, que, na época do Pan, custou R$ 14 milhões, sairá mais barata que a construção de um novo.

Em entrevista à imprensa, transmitida ao vivo para Londres, o prefeito disse, no Rio, que, de toda a infraestrutura construída, uma boa parte pode ser aproveitada. Ele descartou a oferta do Ministério do Esporte de desmontar o velódromo e remontá-lo em outra cidade. Para o prefeito, vale a pena fazer a reforma mesmo que o custo seja alto. Avalia-se que a obra custará R$ 70 milhões.

"A conta não é só matemática", disse Paes. "Uma coisa é a pista, que pode não servir, mas outra coisa é a base, a infraestrutura embaixo, aquilo não serve para nada, vamos jogar fora?", perguntou. "O Brasil não é um país rico, o Rio não é uma cidade rica. Nossa lógica é o legado para a cidade. Não vamos fazer derrubar daqui e um elefante branco acolá".

A decisão de reformar ou não a instalação será anunciada até o final deste ano por um grupo de trabalho formado pelo Poder Público e o comitê organizador. Eles aguardam a conclusão do projeto executivo da obra no velódromo, que deve ser licitado em setembro, para bater o martelo, explicou a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos.

A demolição da instalação construída pela prefeitura do Rio e pelo governo federal foi defendida pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 porque a estrutura não atende à recomendações da Federação Internacional de Ciclismo.

A inadequação era conhecida, e constava do dossiê da candidatura da cidade às Olimpíadas de 2016 fazer as modificações, dentre as quais a ampliação da capacidade do velódromo de 1,5 mil para 5 mil lugares. A reforma tinha sido estimada em R$ 70 milhões pela Empresa Olímpica Municipal.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10468/PREFEITO+DIZ+QUE+REFORMA+DE+R+70+MI+E+MELHOR+QUE+DEMOLIR+VELODROMO.html

sábado, 21 de julho de 2012

Prefeitura lança edital para um novo velódromo


RIO - A prefeitura divulgou, na sexta-feira, no site de licitações do município (e-compras Rio), o edital para a elaboração dos projetos básico e executivo da construção de um espaço para as competições de ciclismo. Embora o termo reforma não apareça ao longo do documento, a Empresa Olímpica Municipal (EOM) informou em nota que ainda não foi decidido se o atual velódromo será substituído ou se será apenas adaptado às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ainda segundo a EOM, o edital valerá para qualquer um dos dois casos, e a definição ocorrerá até setembro, quando haverá a escolha da empresa.
No último domingo, o prefeito Eduardo Paes anunciou que pretende manter o velódromo construído para o Pan, fazendo apenas adaptações. O espaço foi reprovado pelo COI por não atender aos requisitos técnicos para receber competições olímpicas. De acordo com o edital, o velódromo será permanente e coberto, com capacidade para receber até 5.000 espectadores.
Esse não é o único “ódromo” envolto em polêmica. Em mais um capítulo da novela relacionada ao autódromo, o Ministério do Esporte garantiu que o terreno onde será erguido o novo espaço para competições não é minado. “Não há histórico de contaminação naquela área, que durante décadas foi utilizada pelo Exército Brasileiro para instruções e treinamentos de suas tropas, sem que haja registro de acidentes com artefatos explosivos”, diz a nota.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Polêmica para construir um novo velódromo


Empresa Olímpica ainda não decidiu se vai adaptar unidade feita para o Pan ou fazer outra instalação para 2016

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O prefeito Eduardo Paes anunciou domingo que pretende manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos e adaptá-lo para as Olimpíadas. Faltou, no entanto, combinar com o restante da prefeitura. Na última sexta-feira, a Rio Urbe, incumbida das obras, publicou no Diário Oficial do Município três editais de licitação, um deles prevendo gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de velódromo destinado às Olimpíadas. Depois das declarações do prefeito, a Empresa Olímpica Municipal (EOM) informou na segunda-feira que a decisão final do que fazer — se realizar a reforma ou construir um novo velódromo — será tomada até o início de setembro, antes da licitação”. O prefeito foi procurado na segunda-feira pelo GLOBO, mas não comentou o assunto.

A licitação do velódromo está marcada para as 11h30m do dia 5 de setembro. Os editais foram desenvolvidos sob consultoria da empresa Aecom, escolhida em concurso de projetos organizado pela prefeitura e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A empresa é a mesma responsável por projetar o Parque Olímpico de Londres.

Também no início de setembro serão licitados a contratação dos projetos do Centro de Tênis (R$ 10,2 milhões) e do Centro de Esportes Aquáticos (R$ 8,4 milhões), que serão provisórios. Os projetos foram homologados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O reaproveitamento do velódromo do Pan, como previsto inicialmente no projeto de candidatura e abandonado posteriormente, dependeria ainda do aval do COI. Na época, o custo estimado para fazer as adaptações chegava a cerca de R$ 70 milhões.

Presidente de federação defende uma nova estrutura
Há duas semanas, a Empresa Olímpica Municipal e o Ministério do Esporte anunciaram a intenção de desmontar o velódromo do Pan. Os equipamentos seriam doados pela prefeitura à União, que cederia a estrutura para outro estado.

O presidente da Federação de Ciclismo do Rio, Cláudio Santos, defendeu a manutenção do velódromo do Pan. Mas acrescentou que, para não prejudicar a preparação dos atletas brasileiros para os Jogos Olímpicos de 2016, haverá necessidade de erguer uma segunda estrutura no futuro Parque Olímpico. Segundo o dirigente, as falhas estruturais e de execução do projeto foram tantas que ele teria que ser reconstruído, para ser aproveitado nas Olimpíadas do Rio.

— As provas de ciclismo podem render até 30 medalhas nas Olimpíadas. Para usar o velódromo do Pan será necessário interromper o treinamento. Para as competições olímpicas, vamos precisar de um novo velódromo, seja ele definitivo ou provisório. Eu defendo que seja definitivo para incentivar a prática do esporte. Alguém por acaso acha que a cidade tem muitos campos de futebol? — disse o presidente da federação.

O dirigente enumera as falhas identificadas pela federação, detectadas pelo uso nos últimos quatro anos. Segundo Cláudio Santos, o piso em pinho siberiano não foi assentado corretamente devido à correria para concluir as obras a tempo para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Com o uso nos treinos e as competições, a pista sofre afundamentos e tem que ser constantemente reparada. O sistema de climatização do ginásio também não atende aos padrões olímpicos e terá que ser refeito. Em 2007, logo após o Pan, a União Ciclística Internacional (UCI) esteve no Rio e não homologou a pista. Motivo: os pilares de sustentação da cobertura obstruem a visão completa da pistas.
— Além disso, o velódromo tem capacidade para 1.500 espectadores, quando o COI exige cinco mil — disse Cláudio.

Unidade tem problema estrutural
A Empresa Olímpica Municipal confirmou que o velódromo do Pan do jeito que está não poderá ser usado nas Olimpíadas. “Para se ajustar aos requerimentos técnicos da Federação Internacional de Ciclismo, o velódromo atual precisa passar por, no mínimo, profundas reformas estruturais. A federação internacional já afirmou que o velódromo construído para o Pan não atende aos requisitos técnicos para receber competições olímpicas”, informou em nota .

A EOM informou ainda que, caso o velódromo do Pan seja reformado, ele permanecerá no mesmo local. Mas, caso a opção seja construir um novo velódromo, é possível optar pelo mesmo lugar do atual ou em outra área do Parque Olímpico.

O diretor-geral do Comitê Organizador da Rio2016, Leonardo Gryner, disse ontem que não vê problemas em reaproveitar o velódromo dos Jogos Pan-Americanos nas Olimpíadas de 2016. E que a questão será discutida com a prefeitura. Em relação a custos, ele admitiu que ainda não dá para saber o que seria mais barato: se construir uma nova unidade ou reformar a existente.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/polemica-para-construir-um-novo-velodromo-5494395#ixzz20t451w30 

sábado, 7 de julho de 2012

Velódromo do Pan não será aproveitado em 2016


Estrutura, montada em 2007 no Autódromo Nelson Piquet, terá de ser removida por estar fora dos padrões olímpicos

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O velódromo construído pela prefeitura para os Jogos Pan-Americanos de 2007 no Autódromo Nelson Piquet, ao custo de R$ 14,1 milhões e que já foi até cenário de novela, está com os dias contados. As obras que começaram nesta sexta-feira para transformar toda a área no principal complexo esportivo dos Jogos Olímpicos de 2016 preveem a retirada da estrutura, segundo informou a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques. A prefeitura concordou em doar o equipamento para o Ministério do Esporte, que estuda onde realocar a estrutura. Três cidades de estados diferentes (nenhuma delas do Rio) manifestaram interesse.

A decisão foi tomada porque o velódromo do Pan foi projetado sem seguir os padrões olímpicos. Dois pilares no centro da pista impedem que os árbitros tenham uma visão completa. Nas Olimpíadas, isso impediria a homologação dos resultados. O problema da estrutura já era conhecido há dois anos. Com a decisão, o novo velódromo olímpico, inicialmente concebido como uma estrutura provisória, será mantido depois dos jogos.
O velódromo não é a única instalação erguida para os Jogos Pan-Americanos que não será aproveitada, contrariando o que estava previsto originalmente para as Olimpíadas. O Parque Aquático Maria Lenk (que custou mais de R$ 60 milhões) receberá apenas as provas de saltos ornamentais e o polo aquático. Ele ficou defasado porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) mudou as regras para instalações das demais provas de natação após a sua construção. O novo centro aquático ficará em estruturas provisórias, a exemplo de outras instalações que serão desmontadas após os Jogos, como o centro de tênis. Parte das estruturas será reaproveitada em outros lugares, como escolas e creches.

Demolições no autódromo serão concluídas até maio
A pedra fundamental das obras no autódromo, que serão executadas numa parceria público-privada, foi lançada na tarde desta sexta-feira pelo prefeito Eduardo Paes. As intervenções serão feitas por etapas. Até maio de 2013, a concessionária Rio Mais vai demolir todas as estruturas do Autódromo Nelson Piquet. Os trabalhos começam por um grupo de arquibancadas que não vinha recebendo público e em trechos do complexo automobilístico que não são usados para as corridas.
As pistas, a torre de controle e outras estruturas de apoio para as corridas começam a ser derrubadas no fim do ano, com o fechamento definitivo do autódromo. Um novo circuito será construído em Deodoro pelo governo estadual, com recursos da União. O projeto ainda não saiu do papel, mas vem sendo questionado pelo Ministério Público devido ao impacto ambiental.
O parque olímpico receberá 14 modalidades olímpicas, entre elas natação, basquete e tênis, e nove paraolímpicas, numa área de mais de um milhão de metros quadrados (equivalente ao bairro do Leme). Isso exigirá a construção de três complexos esportivos, que integrarão o futuro centro de formação de atletas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Editais serão lançados na próxima semana
Na semana que vem, a prefeitura lança os primeiros editais para escolher as empresas que desenvolverão os projetos arquitetônicos do novo velódromo, do parque aquático e do centro de tênis. Segundo o acordo firmado entre os governos, o Ministério do Esporte arcará com as obras das instalações esportivas e o município, com os projetos.
— As obras dos complexos vão começar no segundo trimestre de 2013 — disse Maria Silvia Bastos Marques.
O investimento da PPP no parque olímpico é estimado em R$ 1,4 bilhão (sem incluir as instalações esportivas). A prefeitura pagará ao consórcio com o repasse de uma área de cerca 800 mil metros quadrados do autódromo que não será aproveitada nas Olimpíadas. No terreno, os investidores poderão construir casas e lojas. Além disso, o município pagará mais R$ 525 milhões ao longo de 15 anos ao consórcio, para a manutenção de toda a área.
A construção do complexo esportivo provocará modificações no entorno. O Clube Esportivo Ultraleve (CEU) negocia uma nova área com a prefeitura. A favela Vila Autódromo também será removida, provavelmente até o início de 2014. Os moradores serão reassentados num conjunto a ser construído na Estrada dos Bandeirantes, a dois quilômetros da comunidade.

Local vai ganhar um hotel 4 estrelas
A parceria público-privada (PPP) firmada com a prefeitura prevê também que a concessionária Rio Mais, responsável pela transformação do autódromo no parque olímpico, se responsabilize por construir um hotel quatro estrelas em parte do terreno. O estabelecimento deve ser inaugurado até as Olimpíadas de 2016. Outra instalação prevista em contrato é o prédio para receber o centro de transmissões dos Jogos, que após o evento terá as instalações convertidas em salas comerciais.
— A proposta é que esse novo hotel tenha 400 leitos. A intenção é começarmos as obras já no ano que vem. Estamos em negociações com várias redes hoteleiras interessadas em se associar ao projeto — disse o presidente do consórcio Rio Mais, Fernando Pacheco.
O plano para conversão do centro de transmissões após os Jogos de 2016 ainda não foi fechado. Existe a possibilidade de que as salas comerciais sejam vendidas antes mesmo das Olimpíadas. Fernando disse que serão feitos estudos de demanda do mercado:
— Poderíamos ter até 600 salas de 30 metros quadrados. Mas pode ser que haja demanda por salas maiores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/velodromo-do-pan-nao-sera-aproveitado-em-2016-5411619#ixzz1zwu7e100 

Prefeito dá início às obras do Parque Olímpico Rio 2016


Demolição do autódromo é a primeira etapa; em 2013, começa a instalação das estruturas olímpicas

Começaram nesta sexta-feira (6) as obras do Parque Olímpico Rio 2016, principal complexo esportivo da Olimpíada que acontecerá daqui a quatro anos.

Em solenidade, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deu início às intervenções, que em um primeiro momento incluem apenas a reurbanização do entorno do autódromo de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, onde o parque será erguido.

Por uma solicitação da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o espaço continuará recebendo corridas até o fim de 2012, quando será fechado definitivamente e demolido até maio de 2013. Aí então as primeiras estruturas olímpicas começarão a ser construídas.

A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, informou que os primeiros editais de licitação dos prédios e arenas olímpicas saem na próxima semana.

As obras serão administradas pelo consórcio Rio Mais, formado pelas empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken. O custo total do empreendimento deve girar em torno de R$ 1,4 bilhão.

Em uma área de 1.180.000 m², o Parque Olímpico vai receber disputas de 15 modalidades olímpicas e 11 paraolímpicas.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10281/PREFEITO+DA+INICIO+AS+OBRAS+DO+PARQUE+OLIMPICO+RIO+2016.html

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nada de instalações de Londres no Rio


Por Michel Castellar

A Dama de Aço, a mulher de US$ 1 bilhão ou a prefeita olímpica, como o próprio alcaide Eduardo Paes a chamou, Maria Silvia Bastos Marques, tratou de colocar um freio nas pretensões do foguet…, ops, do político em trazer instalações temporárias de Londres-2012 para os Jogos Olímpcos e Paralímpicos de 2016.

- Está parecendo que não vai ser viável, trazer a Arena de Basquete para o Rio, porque o custo de transporte, de refazer, o armazenamento… São boas ideias (trazer a arena), mas quando você vai para o detalhe é que vemos a viabilidade. (É uma ideia) praticamente descartada mas não totalmente -disse a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM).

De acordo com Maria Silvia a intenção de reaproveitar as instalações de Londres no Rio só não foi descartada porque ainda faltam a análise de alguns números relativos a custos. Mas ela foi pessimista quanto a possibilidade de ocorrer uma reviravolta no caso e a “herança” londrina vir parar no Rio.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/rio2016/2012/06/26/nada-de-instalacoes-de-londres-no-rio/

Rio cria instalações com CPF, RG e GPS


Por Michel Castellar

Na segunda parte da conversa com a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, ela contou que o Rio pretende inovar na criação das instalações temporárias para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. A intenção é a de que as instalações já sejam projetadas tanto para as competições quanto para a sua destinação ao fim do evento.

- Trabalhamos para que os equipamentos temporários do Parque Olímpico já sejam desenhados aliando o seu uso para os Jogos e o que ele vai ser  e onde ele vai ficar posteriormente. É mais do que dizer: isso vai virar uma escola. É dizer: isso vai virar uma escola e vai ficar em tal lugar, em tal bairro – explicou Maria Silvia.

Desta maneira, a presidente da EOM acredita que, independentemente das forças políticas que estiverem no poder em 2017, o legado das instalações temporárias, seu uso posterior aos Jogos, estará assegurado. A prefeitura do Rio trabalha com várias ideias sobre a utilização dos equipamentos.

- Biblioteca, ginásio, creche, escola, anfiteatro são algumas opções. Mas vamos limitar cada projeto a uma dessas opções – frisou a presidente da EOM.

Outra decisão a respeito das instalações do Parque Olímpico é a de que o concurso público para o design das instalações não deverá ocorrer. A tendência é a de que seja feita uma concorrência técnica.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/rio2016/2012/06/27/rio-cria-instalacoes-com-cpf-rg-e-gps/

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012