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quinta-feira, 21 de março de 2013

Empreiteira silencia e ameaça parar obra no Itaquerão


Dirigente do Corinthians diz já ter informado a Fifa sobre riscos de o estádio não ficar pronto para a abertura da Copa
'Não é uma situação fácil, mas terá que ser resolvida ainda este mês', diz Aldo
Indefinição fez Fifa adiar anúncio de valores de ingressos do Mundial

Por Jorge Luiz Rodrigues e Carol Knoploch

ZURIQUE E SÃO PAULO - O governo federal, o Comitê Organizador Local (COL-2014) e a Fifa já foram avisados pelo Corinthians que a Odebrecht ameaça paralisar as obras do Itaquerão a partir de 1º de abril se até lá o financiamento de R$ 400 milhões do BNDES, via Banco do Brasil, não for liberado para prosseguir com a construção. Políticos e dirigentes se movimentam nervosamente em Zurique e no Brasil. Tentam, inclusive, a possibilidade de a Caixa Econômica Federal - patrocinadora do Corinthians - substituir o Banco do Brasil como agente financiador. Todos correm contra o tempo para evitar que uma verdade desastrosa para a Copa do Mundo-2014 se confirme naquele que é conhecido como o Dia da Mentira.
- Não é uma situação fácil, mas terá que ser resolvida ainda este mês. O estádio tem que estar pronto até 31 de dezembro. Não pode haver atrasos - disse na quarta-feira o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que deixa Zurique na manhã desta quinta, após mais reuniões com a Fifa.
Escalado como palco do jogo de abertura do Mundial, em 12 de junho de 2014, o Itaquerão vive um impasse que aumentou nos últimos meses por conta do entrave no financiamento. O Banco do Brasil não aceitou o estádio como garantia de pagamento do empréstimo oferecida pelo Consórcio Corinthians-Odebrecht, porque o terreno onde será construída a arena foi cedido em regime de comodato pelo governo militar, na década de 70 e não serve como garantia, conforme revelou O GLOBO ontem. O consórcio ofereceu ainda o Parque São Jorge, recusado por questões de penhoras judiciais, e também a arrecadação de parte de receitas futuras do Itaquerão, oferta que também esbarra na questão do comodato.
A Odebrecht não se pronuncia oficialmente sobre o imbróglio, limitando-se a informar, por sua assessoria, que “a obra é do Corinthians, são eles que têm de falar”.
CIDs devem ser liberados
O Itaquerão será financiamento pelo BNDES (R$ 400 milhões), via Banco do Brasil, e pelos Certificados de Incentivo de Desenvolvimento (CIDs), no valor de R$ 820 milhões. Ontem, a prefeitura de São Paulo prometeu a liberar recursos de incentivo fiscal ainda em março ou início de abril para o Itaquerão. A administração municipal explicou que emitirá lotes de títulos em favor do empreendimento e que não será apenas um lote no valor total de R$ 420 milhões. A obra chegou a 67% do total e pode ser paralisada, segundo o Corinthians, caso os recursos federais previstos não sejam repassados ao consórcio (clube e a empreiteira Odebrecht).
- Paramos mesmo, fazer o quê? - afirmou Andrés Sanchez, responsável no clube pela obra, para quem a liberação dos CIDs não resolvem o problema.
Sanchez disse que há tempos informou ao COL e à Fifa que as “garantias financeiras foram oferecidas” e que estão “travando o negócio”.
Quando receber os CIDs, a Odebrecht terá de negociá-los, com desconto, no mercado. Até agora, a obra tem sido paga com empréstimos de bancos e com recursos da construtora, no total de cerca de R$ 500 milhões. A primeira liberação do CID pode sofrer redução em relação ao valor que o Corinthians e a empreiteira esperavam. O valor é estipulado de acordo com o andamento da obra. Em julho de 2012, quando a Odebrecht e o Corinthians entraram com o pedido da emissão dos títulos, queriam R$ 220 milhões do total de R$ 420 milhões. Pela medição da prefeitura, no ano passado, só foram autorizados R$ 156 milhões.
O problema maior, no entanto, é o financiamento do BNDES, já liberado desde 11 de julho de 2012. Como o banco é proibido de emprestar a clubes de futebol, o Banco do Brasil será o repassador, mas exige que a empreiteira dê garantias, como bens físicos ou cartas bancárias, mas ela se recusou a dar.
O Banco do Brasil alega que essas são as regras bancárias e informa que as garantias têm que ter o modelo tradicional, que dê segurança ao banco. Exige que sejam dadas pela empreiteira, diante dos outros impedimentos. Nenhum dos dois lados cedeu até o momento.
Diante dessa incerteza, a Fifa, que prometera em 2012, anunciar, em março, os preços dos ingressos do Mundial, protelou a divulgação para 1º de julho, sem comunicar quando começarão as vendas. É um outro dado negativo no placar de atrasos na organização do megaevento. O anúncio dos preços, se não for mais uma vez adiado, se dará apenas 11 meses antes de a bola rolar para a competição esportiva mais assistida globalmente.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/empreiteira-silencia-ameaca-parar-obra-no-itaquerao-7901870#ixzz2OBDMpp3j 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Fifa anuncia proibição de fumo durante jogos de Copa das Confederações e Copa de 2014


Por Pedro Henrique Torre

Se a cerveja está liberada durante a Copa das Confederações e Copa do Mundo, o mesmo não será possível com o fumo. Nesta quinta-feira, a Fifa, por meio de seu secretário-geral, Jérôme Valcke, anunciou que será proibido fumar nos estádios durante essas competições. O dirigente explicou que existirão áreas destinadas aos fumantes durante a realização das partidas, mas elas não serão abertas aos torcedores em geral. 

"Será uma Copa das Confederações sem fumo. Ambas as competições serão sem fumo. Já fizemos em outras Copas do Mundo, mas reconhecemos que o uso do tabaco pode prejudicar as pessoas que vão ao estádio. Sou um fumante, mas não tem nada pior do que uma pessoa na sua frente fumando com a fumaça entrando nos seus olhos. Não será permitido fumar. Mas teremos espaço para os fumantes no intervalo", explicou Jérôme Valcke. 

Ao seu lado, Ronaldo tentou conter o riso antes de posar com cartazes que indicavam a proibição. Fumante assumido, o Fenômeno chegou a brincar com a situação.

"Mais um incentivo para parar de fumar....", disse o Fenômeno. 

A medida foi adotada desde a Copa de 2002, no Japão e na Coreia do Sul, quando a Fifa fez um acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) após receber várias críticas sobre a questão. Em 2006, na Alemanha, a proibição não foi mantida por pressão das companhias de tabaco ao governo alemão. Em 2010, na África do Sul, a prática foi repetida e agora será mantida no evento no solo brasileiro. 

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/314557_fifa-anuncia-proibicao-de-fumo-durante-jogos-de-copa-das-confederacoes-e-copa-de-2014

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

É possível provar que o Catar comprou a Copa de 2022?


Por José Antônio Lima

A revista France Football, tradicional publicação esportiva francesa, traz em sua edição desta terça-feira 29 um especial de 15 páginas no qual afirma que o governo do Catar comprou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022. A suspeita não é nova. A novidade é que, segundo, a France Football, estariam envolvidos na suposta conspiração nomes costumeiramente ligados a outras maracutaias, como o do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, além de políticos de envergadura internacional, como o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy e o príncipe-herdeiro do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Faltam provas para corroborar as acusações da France Football, mas, triste para o futebol, as denúncias são plausíveis.

A reportagem dá a entender que o governo do Catar montou um imenso esquema para “convencer” os 22 membros do Comitê Executivo da Fifa a escolher a candidatura da nação árabe.

Teixeira e o presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), Julio Grondona, teriam sido cooptados graças a um amistoso entre Brasil e Argentina disputado em novembro de 2010 no Catar. Segundo a revista, a CBF costumava recebe 1,2 milhão de dólares por amistoso, mas naquele partida faturou 7 milhões de dólares. Valor semelhante teria ficado com a AFA e Grondona.

Votos da África teriam sido comprados da mesma forma. Segundo a France Football, o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), o camaronês Issa Hayatou, e Jacques Anouma, da Costa do Marfim, teriam recebido 1,5 milhão de dólares cada um para votar a favor do Catar. Essa acusação é antiga. Foi feita em 2011 por Phaedra Almajid, ex-integrante da campanha do Catar para a Copa de 2022. Posteriormente, Almajid voltou atrás das acusações e disse ter sido motivada pela raiva que sentiu após perder o emprego. A revista francesa acrescenta, no entanto, que o Catar investiu 1,25 milhão de dólares num congresso da CAF para ter acesso exclusivo aos quatro eleitores do continente.

A cooptação do Catar se deu também na Europa. Para obter o voto de Ángel María Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol, o Catar ofereceu uma troca de votos. O acordo envolveria a colocação do peso dos eleitores do Catar também ao lado da candidatura conjunta de Portugal e Espanha para a Copa do Mundo de 2018, que acabou sendo dada à Rússia.

Para obter o voto do ex-jogador Michel Platini, hoje presidente da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), as apostas teriam sido mais altas. Segundo a France Football, Platini teria recebido diretamente de Sarkozy o pedido para votar no Catar por “questões geopolíticas”. A conversa teria ocorrido no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, e teria incluído o príncipe-herdeiro do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Em troca do voto, o Catar faria dois investimentos na França: a compra do Paris Saint-Germain, um clube de futebol, e a abertura da beIN Sport, canal esportivo de televisão. Ambos realmente viraram realidade.

Para corroborar sua tese, a France Football lembra outros fatos curiosos. O principal deles é o e-mail, surgido durante uma investigação de corrupção, no qual o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, dizia que o Catar havia “comprado” o direito de sediar a Copa. Valcke admitiu ter escrito a mensagem, mas afirmou que o fizera em sentido figurado. A France Football entrevistou ainda o ex-funcionário da Fifa Guido Tognoni, segundo quem a entidade é corrupta e o lobby do Catar era tão forte que derrotou até o ímpeto inicial do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de levar a Copa de 2022 para os Estados Unidos.

A reportagem da France Football chama a atenção pois é um apanhado geral, com algumas novidades, de todos os escândalos que circundam a escolha do Catar. Faltam, ainda, provas cabais de que alguns dos 22 membros do executivo da Fifa receberam dinheiro para votar pelo país árabe. A publicação diz que enviará as evidências obtidas para a Fifa, mas é custoso acreditar que a entidade, afundada em denúncias, investigará os seus próprios. Como CartaCapital mostrou nesta reportagem de julho passado, o Catar é um país pronto a percorrer caminhos longos, e caros, para ganhar influência. Seu governo faz isso de modos legais, com investimentos em setores estratégicos como água, energia, mídia e bancos; questionáveis, como armar os rebeldes sírios que lutam contra Bashar al-Assad; e tem meios para fazer de forma ilegal, subornando dirigentes esportivos.

A história do esporte e de seus grandes eventos mostra que não seria propriamente uma inovação por parte do Catar. A monarquia autoritária estaria apenas levando a corrupção a um outro patamar para garantir sua escolha. Se todas as denúncias forem verdadeiras, o esquema talvez jamais seja provado, por mais verossímil que pareça. Enquanto as federações esportivas forem caixas-pretas, sujeitas a todo tipo de influência e nenhum controle externo, e tiveram patrocinadores dispostos a investir e um público feliz em consumir, nada vai mudar. Ou o esporte se torna mais transparente, ou escândalos como esse vão continuar se acumulando.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/e-possivel-provar-que-o-catar-comprou-a-copa-de-2022/

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Governo e FIFA definem compromissos para transmissão da Copa


O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, participou junto com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, do ato de assinatura do Memorando de Entendimentos entre a União e Federação Internacional de Futebol visando garantir um serviço "exemplar" de telecomunicações para a Copa.
Segundo Valcke, a telecomunicação é uma "grande peça da organização da Copa", ao que Bernardo completou ressaltando que "sem uma boa comunicação é como se a Copa não existisse".
Paulo Bernardo disse que foram 18 meses de negociações entre governo e FIFA sobre os termos da Garantia nº 11, referente a telecomunicações. O entendimento assinado determina que são de responsabilidade do governo as obras que ficarão de legado para o país. À FIFA caberá o que for utilizado apenas para a realização dos jogos.
O ministro esclareceu que a tecnologia 4G estará operacional a partir de abril nas seis sedes da Copa das Confederações, que ocorrerá de 15 a 30 de junho de 2013: Brasília, Rio, Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte.
Bernardo destacou que o governo, por meio da Telebras, está implantando a infraestrutura de rede de fibra ótica nas 12 sedes, com um orçamento de R$ 200 milhões. A rede de fibra está 100% concluída na região metropolitana de Brasília, Belo Horizonte e Salvador e a previsão de conclusão das demais é março de 2013.
Veja abaixo a síntese dos termos do Memorando de Entendimentos assinado entre a FIFA e o Ministério das Comunicações.
Responsabilidades do Governo Federal (Ministério das Comunicações, por meio da TELEBRÁS):
Disponibilizar infraestrutura nacional de backbone e de redes metropolitanas necessárias para a interconexão entre  os estádios e outros locais definidos pela FIFA e o Centro Nacional de Transmissão (International Broadcaster Center – IBC), bem como o serviço de transporte de vídeo, sem custo para a FIFA ou seus parceiros;
Garantir que a infraestrutura atenda aos requisitos técnicos de qualidade estabelecidos pela FIFA, sobretudo a disponibilidade de 99,99% exigida para as redes que transportarão o serviço de transmissão de vídeo dos jogos;
Implantar a interconexão entre a rede da TELEBRÁS e as redes dos provedores de serviços de TI e de Mídia contratados pela FIFA;
Disponibilizar infraestrutura e soluções de TI (voz e banda larga) tão somente nos locais em que os provedores de serviços de TI e de Mídia contratados pela FIFA não disponham de infraestrutura conforme os requisitos de qualidade exigidos, o que deve ser comprovado por laudos técnicos fornecidos pela FIFA;

Responsabilidades da FIFA:
Desonerar o Governo Federal de prover a infraestrutura nos locais onde os prestadores de serviços de TI e de Mídia possuírem infraestrutura disponível conforme os requisitos de qualidade;
Obter e implementar a Tecnologia de Adaptação de Vídeo (VandA) e arcar com todos os seus custos;
Implementar a solução de rede de back-up por satélite e arcar com todos os seus custos;
Remunerar à TELEBRÁS 50% das receitas provenientes das vendas de serviços de vídeo fornecidos pelo sistema VandA.

Fonte: http://www.copa2014.rs.gov.br/conteudo/2374/governo-e-fifa-definem-compromissos-para-transmissao-da-copa

Fifa e governo assinam acordo de telecomunicações para Copa 2014


Segundo Paulo Bernardo, entidade vai remunerar parte usada exclusivamente para os eventos

Por Eduardo Rodrigues

BRASÍLIA - Depois de meses de negociação, o Ministério das Comunicações e a Fifa assinaram há pouco um memorando de entendimento para a implantação da infraestrutura de telecomunicações necessária ao atendimento da Copa das Confederações deste ano e a Copa do Mundo de 2014. Segundo o ministro Paulo Bernardo, o governo bancará toda a estrutura permanente que ficará como legado para o País, enquanto a Fifa irá remunerar a parte que será usada exclusivamente para os eventos.

"Hoje é um dia importante, porque você não pode organizar uma Copa do Mundo sem telecomunicações. Isso não é apenas para o Brasil, mas para o mundo todo, que assistirá às partidas", afirmou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

A Telebras informou na última sexta-feira que as obras de telecomunicações nas seis cidades que receberão a Copa das Confederações já estão 74% concluídas e devem acabar em março. Já os projetos para as outras seis cidades que sediarão apenas a Copa do Mundo têm o porcentual de execução de apenas 20%.

Segundo Bernardo, as operadoras de telefonia também serão chamadas pelo governo para reforçar suas capacidades de atendimento nas cidades sede dos eventos. O ministro citou problemas no uso de celulares ontem, durante as primeiras partidas disputadas na Arena Castelão, em Fortaleza. Segundo ele, todas as empresas deverão instalar antenas adicionais - temporárias ou não - para suprir a demanda elevada durante os jogos.

"Ontem houve dificuldade de uso dos celulares em Fortaleza, o que significa que teremos que chamar as empresas de telefonia para negociarmos com elas. Se tivermos problemas nas comunicações, será como se a Copa não tivesse acontecido", completou.

Segundo Valcke, os torcedores em Fortaleza também reclamaram do acesso ao novo estádio. "Por isso é importante realizarmos eventos teste para que problemas como esses possam ser solucionados. Estamos trabalhando para que os estádios sejam entregues em tempo - até meados de abril, no caso da Copa das Confederações - para haver prazo para a realização de todo o trabalho posterior", acrescentou o secretário-geral da Fifa.

SEGURANÇA
Questionado sobre como a tragédia ocorrida na madrugada de domingo em Santa Maria (RS) pode afetar as preocupações da Fifa com a segurança do público durante dos eventos, Valcke disse estar solidário às famílias das centenas vítimas do incêndio na boate Kiss, mas minimizou o impacto do incidente na organização do mundial.

"O que aconteceu em Santa Maria foi horrível, mas não tem nada a ver com futebol ou com os estádios. São acidentes que vêm acontecendo em vários países do mundo, inclusive no meu próprio país, a França", afirmou o secretário. "Um dos requisitos para a Copa do Mundo é a possibilidade de se evacuar um estádio lotado, com 60 mil pessoas, em apenas oito minutos", concluiu. 

Fonte: http://m.estadao.com.br/noticias/esportes,fifa-e-governo-assinam-acordo-de-telecomunicacoes-para-copa-2014,989941.htm

MiniCom e Fifa acertam parceria para Copa-2014


A Fifa e o Ministério das Comunicações acertaram uma parceria para a telecomunicação da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa, e Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, assinaram um Memorando de Entendimentos com o objetivo de garantir um funcionamento eficiente do serviço durante a competição.

Com o acordo, as duas partes terão responsabilidades. A Fifa arcará com tudo o que for utilizado apenas para a Copa do Mundo e o Governo Federal será responsável pelas obras que ficarão de legado para o Brasil. As negociações envolvendo o governo e a Fifa se estenderam por 18 meses, segundo Paulo Bernardo.

O Ministério das Comunicações terá a Telebrás como grande parceira para a implantação dos projetos. A empresa está criando uma infraestrutura de rede de fibra ótica nas 12 cidades sede, com orçamento de R$ 200 milhões. A Anatel disponibilizará outros R$ 180 milhões para equipamentos, treinamento, rede, entre outros.

Segundo Paulo Bernardo, a tecnologia 4G estará funcionando a partir de abril deste ano nas seis cidades que abrigarão a Copa das Confederações: Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte.

Valcke e Paulo Bernardo compartilham da mesma opinião sobre a telecomunicação na Copa do Mundo. “Grande peça da organização da Copa”, comentou o membro da Fifa, “sem uma boa comunicação é como se a Copa não existisse”, completou o ministro.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/copadomundo/28/28291/MiniCom-e-Fifa-acertam-parceria-para-Copa-2014/index.php

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Até 2030, Teixeira receberá R$ 60 mil de aposentadoria por ano da Fifa, revela jornal


Em 2013, Ricardo Teixeira começou a receber uma aposentadoria da Fifa de R$ 60 mil anual por ser ex-membro do Comitê Executivo. A quantia será dada ao ex-presidente da CBF até 2030.

É o que revela o jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira. De acordo com a reportagem de Jamil Chade, Teixeira ganhará esta pensão até completar 82 anos. Além disso, ele ainda recebe em torno de R$ 120 mil por mês por prestar consultoria ao atual presidente da CBF, José Maria Marin.

“Membros do Comitê Executivo da Fifa aposentados têm direito à pensão da Fifa”, disse a porta-voz da entidade máxima do futebol, Delia Fischer, ao ‘Estadão’.

Ricardo Teixeira se afastou do Comitê Executivo da Fifa, da CBF e do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 em março do ano passado, após seu nome ser divulgado como um dos receptores de quase R$ 45 milhões propina da extinta empresa de marketing ISL nos anos 1990.

Atualmente, o ex-mandatário do futebol brasileiro mora em Miami, nos Estados Unidos.

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/302672_ate-2030-teixeira-recebera-r-60-mil-de-aposentadoria-por-ano-da-fifa-revela-jornal

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Estudo mostra que museu ao lado do Maracanã não precisa ser demolido


Espaço atualmente abriga uma tribo indígena; governo é a favor das demolições, mas Fifa é contra

Por Pedro Carrion

Dentro do processo de privatização do Maracanã, o governo do Rio de Janeiro decretou a demolição de imóveis históricos e importantes no entorno do estádio como parte das obras visando a Copa do Mundo 2014. Um desses alvos é o antigo Museu do Índio, datado de 1862 e que, hoje desativado, abriga uma aldeia indígena. 

No entanto, um estudo técnico realizado pelo arquiteto e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Anderson Magalhães, comprova que os imóveis no entorno não atrapalharão o escoamento do público nos jogos, um dos argumentos do governo fluminense para sua demolição.

“A capacidade de público do Maracanã já caiu muito desde a sua construção. Antes ele tinha duas saídas. Agora a vazão passará a ser em quatro direções. Com o público diminuído para 76 mil pessoas nesta nova reforma, teríamos algo em torno de 19 mil espectadores dispersando-se pelas quatro saídas, cada uma com rampas que terminam em duas direções", explica o arquiteto.

Segundo ele, seriam necessários 6.650 m² para a dispersão confortável de 9.500 pessoas em um dos acessos. A área disponível, com a manutenção dos prédios do museu e dos laboratórios do Ministério da Agricultura, possui 6.950 m², suficiente para "acomodar" perfeitamente todas as pessoas que precisariam sair do estádio em uma das rampas.

"Assim, podemos ver que é perfeitamente provado por números que não há a menor necessidade dessas demolições”, conclui Magalhães. 

Governo é a favor, mas Fifa é contra
Por meio da assessoria de imprensa, o governo do estado do Rio de Janeiro volta a argumentar que “a demolição do antigo Museu do Índio visa a abrir espaço para a transformação do complexo do Maracanã em uma grande área de entretenimento e é necessária para que o futuro complexo atenda às necessidades de escoamento e circulação de público nos padrões internacionais seguidos por esse tipo de equipamento esportivo.”

A justificativa do estado não é compartilhada pela Fifa, que já declarou não ter exigido as demolições no Maracanã.

“O Brasil avança no extermínio do patrimônio histórico e cultural, sem qualquer debate com a sociedade civil. Trata-se de uma total inversão de valores. Os imóveis que hoje circundam o Maracanã têm sua importância e jamais atrapalharam a mobilidade urbana. A própria Fifa já reiterou em ofício para nós enviado que não está de acordo com essa atitude”, argumenta o defensor público federal Daniel Macedo.

Além do antigo Museu do Índio (patrimônio histórico, cultural e arquitetônico) e das instalações laboratoriais do Ministério da Agricultura (direito sanitário), as obras de reforma do Maracanã, hoje 80% prontas, afetam também a Escola Municipal Friedenreich, o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare.

Segundo o governo, todos os imóveis citados deverão ser desocupados e demolidos para darem lugar a novos prédios e lojas comercias e estacionamentos. 

Ausência do poder público
Essas obras urbanísticas em torno do Maracanã foram tema de audiência pública realizada no auditório da Defensoria Pública da União do Rio de Janeiro (DPU), na última quarta-feira (12).

Acusado de não ouvir a opinião pública sobre a intenção de demolir imóveis daquela região, o governo do estado, através da Secretaria da Casa Civil, não compareceu e sequer comunicou o motivo de não ter enviado representante ao debate. 

A intenção da DPU com a audiência era abrir espaço para que todos os interessados pudessem expor sua opinião, seja ela contra ou a favor às obras do entorno do Maracanã. 

O convite foi estendido a orgãos como a Secretaria Estadual de Esportes, a Secretaria Municipal de Educação, a Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro, o Ministério Público Estadual, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da OAB/RJ e a Fundação Nacional do Índio (Funai), que também não enviaram representantes.

Organizador do evento e titular do 1º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, o defensor público federal André Ordacgy lamentou a ausência do poder público: 

"A audiência pública é um instrumento importantíssimo de participação popular, que serve, neste caso, para enriquecer o debate sobre os aspectos positivos e negativos do impacto das obras no entorno do Maracanã para a Copa do Mundo. Infelizmente, a ausência injustificada do poder público municipal e estadual revela um total desinteresse sobre os anseios sociais”, disse Ordacgy.

Para Gustavo Melh, membro do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, o Maracanã está se tornando um símbolo da postura antidemocrática do governo. E a iminente desocupação do seu entorno é diretamente ligada à intenção de privatizar o estádio.

“O que podemos fazer é cobrar a convocação de um plebiscito capaz de promover um debate aberto sobre o que a população realmente quer e espera de todo esse projeto em torno da Copa do Mundo 2014. Só assim poderemos manter o Maracanã como um espaço público, e não o torná-lo privado”, disse Melh.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11191/ESTUDO+MOSTRA+QUE+MUSEU+AO+LADO+DO+MARACANA+NAO+PRECISA+SER+DEMOLIDO.html

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Fifa assina acordos para uso da tecnologia na linha do gol no Mundial


Entidade confirmou a assinatura de acordos com duas empresas de informática

A Fifa confirmou nesta terça-feira (27) a assinatura de acordos com duas empresas de informática que serão responsáveis pela tecnologia na linha do gol (GLT) durante o Mundial de Clubes deste ano, que acontecerá de 6 a 16 de dezembro no Japão e terá a participação do Corinthians.

A próxima fase do processo, após o acordo com a Hawk-Eye Innovations e Fraunhofer IIS, serão os testes de instalação, que serão realizados pelos Laboratórios Federais da Suíça para Tecnologia e Ciência de Materiais (Empa).

Apenas depois que o funcionamento perfeito da GLT estiver assegurado a Fifa autorizará sua utilização nas oito partidas do Mundial, que reunirá seis campeões continentais e o vencedor do Campeonato Japonês.

A entidade máxima do futebol mundial fez uma ressalva em relação ao uso da tecnologia lembrando que é o árbitro que tem a palavra final quanto a qualquer decisão dentro das partidas.

"Apesar do auxílio da tecnologia, o árbitro continuará tendo total autonomia para tomar qualquer decisão durante a partida, de acordo com a Regra nº 5 das Regras do Jogo. O uso da tecnologia da linha do gol representará um auxílio adicional para a tomada de decisões", destacou a Fifa em comunicado.

Segundo o organismo, no Estádio Internacional de Yokohama, será utilizado o sistema baseado em campo magnético da Fraunhofer IIS, e, no Estádio de Toyota, a Hawk-Eye instalará sua tecnologia baseada em câmaras. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11090/FIFA+ASSINA+ACORDOS+PARA+USO+DA+TECNOLOGIA+NA+LINHA+DO+GOL+NO+MUNDIAL.html

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Fifa já está acostumada com "jeitinho brasileiro", diz Valcke


Dirigente destaca evolução na relação entre federação internacional e governo brasileiro

No mesmo dia em que definiu as seis sedes da Copa das Confederações, a Fifa e o governo brasileiro estipularam que o mês-limite para a entrega dos estádios passaria a ser abril, e não mais fevereiro de 2013.

A decisão claramente incomodou a entidade. No Rio de Janeiro, onde participa da Soccerex, principal evento de negócios do esporte, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, afirmou que a mudança de prazo é um problema, mas que se acostumou com o "jeitinho brasileiro". 

"Alguns estádios serão entregues em meados de abril. Isso é um problema para nós, pois teremos pouco tempo para preparar o evento. Porém, achamos (Fifa e Brasil) um jeito de trabalhar juntos e isso é o mais importante. Todos nós temos o mesmo objetivo final", disse, confiante, antes de fazer uma analogia com o casamento. 

"Não adianta cobrar, ameaçar, isso é uma coisa estúpida. Nós teremos que viver juntos por um certo período, então não podemos nos divorciar. Às vezes perdemos algum controle, e depois se aprende que na vida é importante ter paciência. É claro que somos diferentes. Temos, então, que nos organizar de uma maneira que funcione. É bom para a Fifa aprender a viver com o jeitinho brasileiro", completou Valcke.

Amistoso sob risco
Durante a Soccerex, o dirigente também lembrou que amistosos realizados nas cidades-sede da Copa das Confederações a partir do dia 27 de maio deverão contar com a anuência da Fifa. 

"Qualquer jogo que aconteça nos estádios da Copa das Confederações após o dia 27 de maio precisará da autorização da Fifa. Essa é uma discussão que ainda teremos com a CBF nos próximos dias. O certo é que os estádios precisarão de aprovação da Fifa para serem usados após essa data", revelou.

A informação põe em xeque o amistoso entre Brasil e Inglaterra no Maracanã no dia 2 de junho, anunciado pelo governador Sérgio Cabral na última semana. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11083/FIFA+JA+ESTA+ACOSTUMADA+COM+JEITINHO+BRASILEIRO+DIZ+VALCKE.html

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Plano de aceleração e força política foram os trunfos do Recife


Gestores da Arena Pernambuco tiveram de superar a desconfiança dos dirigentes da Fifa

Não foi simples o caminho percorrido pela Arena Pernambuco, desde o momento da pré-confirmação na Copa das Confederações, em outubro de 2011, quando estava apenas 20% pronta, até esta quinta-feira (8), quando teve sua participação selada no torneio pela Fifa, contabilizando 70% das obras concluídas.

Para saltar 50% em pouco mais de um ano, os gestores do estádio aceitaram o desafio proposto pela entidade e confiaram em um ousado plano de aceleração para conquistar, enfim, a confiança de Valcke e cia.

Em material que a Secretaria da Copa em Pernambuco enviou ao Portal 2014, algumas das principais ações tomadas pela Odebrecht, líder do consórcio construtor, puderam ser identificadas –e, algumas, confirmadas.

Entre as “medidas de aceleração”, Secopa e Odebrecht listam iniciativas como “ataque simultâneo nos dez setores da obra”, “montagem de toda a cobertura por fora do estádio”, “incremento da mão de obra, direta ou indireta, até 4.500 homens” e até mesmo “equiparação de remuneração e benefícios de mão de obra da Arena Pernambuco com a do complexo do Suape”.

A vitória parcial de Recife é interpretada pelos gestores locais como uma resposta à desconfiança da Fifa ao longo deste ano.

Em março, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL), José Maria Marin, deixou uma reunião com a cúpula da Fifa em Zurique, na Suíça, revelando a jornalistas presentes que dirigentes da entidade duvidavam do cumprimento do prazo por parte dos pernambucanos.

Dois meses depois, um relatório do consultor da Fifa e especialista em obras de estádios, Charles Botta, dava conta de que os desafios da Arena Pernambuco para estar pronta antes do torneio de 2013 “dificilmente seriam superados”.

Na sequência, o secretário da Copa no estado, Ricardo Leitão, falou ao Portal 2014 e assumiu a bronca.

“É um desafio muito grande. Se acharmos que a obra não caminha em um ritmo necessário, a gente pode pular fora antes da Copa das Confederações”, declarou, à época.

Leitão e o governo pernambucano, no entanto, bancaram a aceleração das obras e, até o presente momento, o plano vem se mostrando bem-sucedido.

Hoje, o estádio de São Lourenço da Mata, cidade a 19km do centro da capital Recife, figura com o maior avanço dentro de um período de doze meses (entre outubro de 2011 e outubro de 2012) entre as arenas da Copa.

Em 2013, Pernambuco vai receber três jogos da Copa das Confederações, todos na primeira fase.

Motivação política
Um dos políticos mais influentes do Nordeste, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também foi peça fundamental para garantir o estado na Copa das Confederações.

Em outubro, Campos entrou em cena e escreveu, ele mesmo, uma carta endereçada a José Maria Marin garantindo a inauguração da Arena Pernambuco no dia 14 de abril.

Nos bastidores, especula-se que a data preocupou a Fifa e irritou gestores de outras cidades-sede, ao abrir um precedente para que os demais estádios pudessem ser inaugurados após o mês-limite (fevereiro).

Campos não arredou o pé. Após o evento desta quinta-feira (8), a tática se mostrou acertada. Os dirigentes da Fifa não só confirmaram Recife no evento como acalmaram os gestores dos outros estádios, garantindo que as arenas agora podem ser entregues em abril sem (muitos) problemas.

Nesta quinta-feira, ele foi um dos governadores (como Agnelo Queiroz , do Distrito Federal) a marcar presença no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, onde aconteceu a solenidade, em mais um sinal de que a nomeação do Recife era mais do que certa.

Em alta, o nome de Campos costuma ser citado como um dos pré-candidatos a presidência da República em 2014. O governador pernambucano é presidente nacional do PSB, o Partido Socialista Brasileiro.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11020/PLANO+DE+ACELERACAO+E+FORCA+POLITICA+FORAM+OS+TRUNFOS+DO+RECIFE.html

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A "polêmica do acarajé" e as prerrogativas da Fifa


Análise da Lei Geral da Copa indica que não há proibição expressa; entidade indicará produtos

Jorge Luís Azevedo Nunes* 

No começo do mês de outubro do corrente ano, uma polêmica ganhou espaço nos meios de comunicação e nas redes sociais, repercutindo bastante principalmente no Estado da Bahia: a suposta proibição de venda do Acarajé nos Estádios e imediações durante a realização da Copa das Confederações FIFA 2013 e da Copa do Mundo FIFA 2014, eventos que serão realizados no Brasil.

A possível proibição do Acarajé, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial da Bahia, gerou grande descontentamento na população baiana, acarretando em protestos especialmente das vendedoras dos quitutes, conhecidas como “Baianas do Acarajé”, de membros do Ministério Público do Estado e de lideranças de movimentos sociais e culturais do Estado, como do Movimento Negro, em razão da origem do alimento, considerado sagrado no continente africano.

Além disso, o descontentamento também se deve ao fato de que existe uma tradição nos Estádios de Futebol na Bahia, principalmente em Salvador, de se comercializar o quitute na forma tradicional, qual seja, pelas “Baianas”, devidamente paramentadas com trajes típicos, nos seus tabuleiros. 

Segundo a presidente da Associação das Baianas de Acarajé e Vendedoras (Abam), Rita Maria Ventura dos Santos, somente no interior do antigo Estádio da Fonte Nova, desativado em 2007 e demolido em 2010 para a construção da moderna Arena Fonte Nova, que sediará os jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo em Salvador, existiam oito baianas credenciadas, que deixaram de trabalhar no Estádio em razão da desativação e ficariam prejudicadas com a possibilidade da proibição.

Além das credenciadas, muitas outras Baianas seriam prejudicadas pela medida, pois comercializam os seus quitutes nas imediações do Estádio, consideradas, pela Lei nº 12.663, de 05 de junho de 2012, mais conhecida como “Lei Geral da Copa”, como “Áreas de Restrição Comercial e Vias de Acesso”, nas quais só poderiam ser comercializados produtos dos patrocinadores do evento.

E foi exatamente em razão da previsão constante na “Lei Geral da Copa” que surgiu a suposição da proibição da comercialização do Acarajé. A Norma, que dispõe sobre as medidas relativas à Copa das Confederações FIFA 2013, à Copa do Mundo FIFA 2014 e à Jornada Mundial da Juventude 2013, que serão realizadas no Brasil, dispõe o seguinte:

“Art. 11. A União colaborará com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios que sediarão os Eventos e com as demais autoridades competentes para assegurar à FIFA e às pessoas por ela indicadas a autorização para, com exclusividade, divulgar suas marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços, bem como outras atividades promocionais ou de comércio de rua, nos Locais Oficiais de Competição, nas suas imediações e principais vias de acesso.

§ 1o Os limites das áreas de exclusividade relacionadas aos Locais Oficiais de Competição serão tempestivamente estabelecidos pela autoridade competente, considerados os requerimentos da FIFA ou de terceiros por ela indicados, atendidos os requisitos desta Lei e observado o perímetro máximo de 2 km (dois quilômetros) ao redor dos referidos Locais Oficiais de Competição.

§ 2o A delimitação das áreas de exclusividade relacionadas aos Locais Oficiais de Competição não prejudicará as atividades dos estabelecimentos regularmente em funcionamento, desde que sem qualquer forma de associação aos Eventos e observado o disposto no art. 170 da Constituição Federal.”

No entanto, analisando o dispositivo legal acima transcrito, verifica-se que, em verdade, não há proibição expressa de comercialização de produtos que não sejam dos patrocinadores da FIFA. O que a Lei garante é a prerrogativa da FIFA indicar as pessoas que podem, entre outras coisas, comercializar produtos com exclusividade nos locais oficiais de competição e em até dois quilômetros destes.

Por conta disso, tanto a FIFA como o Governo do Estado da Bahia logo se manifestaram acerca da suposta proibição da venda de Acarajés, no intuito de esclarecer o que realmente prevê a Lei.

Ainda no dia 04/10, quando surgiu a informação da possível proibição, o secretário estadual para Assuntos da Copa (Secopa-BA), Ney Campello, declarou a imprensa que a venda do acarajé no entorno da Arena Fonte Nova não estaria proibida durante os eventos promovidos pela FIFA.

A restrição legal seria relativa ao marketing e a comercialização de produtos de empresas concorrentes das patrocinadoras do evento, o que não seria o caso das baianas que vendem o produto. O que não poderia acontecer, conforme o Secretario, é a utilização das Baianas e de outros vendedores ambulantes para a divulgação de produtos de empresas que não patrocinam os eventos, prática esta conhecida como “Marketing de Emboscada”. Neste sentido, o Secretário declarou que "muitas empresas aproveitam dos ambulantes para propagar a sua marca, o que não será permitido".

O representante do Governo da Bahia ainda mencionou exemplos das possíveis restrições. "A Habib's tem uma unidade próxima a Arena Fonte Nova e nem por isso será proibida de funcionar. Ela (Habib's) não poderá levar sua marca e produtos para fora da sua unidade fixa, pois, é concorrente da Mc Donalds, que é um patrocinador", ressaltou. Outro exemplo mencionado foi relativo à Coca-Cola, uma das principais patrocinadoras dos eventos da FIFA, pois os ambulantes não terão permissão para comercializar bebidas das marcas concorrentes.

No dia posterior, 05/10, foi a vez da FIFA se manifestar sobre o tema, através de uma nota oficial. Na nota, a entidade afirmou que o Acarajé poderá ser distribuido e comercializado nas imediações e nos locais dos eventos, através de uma concessionária brasileira que será escolhida através de licitação. 

Na nota há a informação de que "a FIFA pediu que cada licitante contemplasse no cardápio um produto da culinária regional em cada estádio. Isso vai refletir a diversidade das regiões no Brasil também a partir de uma perspectiva gastronômica. Ressaltamos que a maioria das propostas recebidas pela FIFA até o momento sugere a venda de acarajé em Salvador".

A nota emitida pela FIFA ainda esclarece que nas duas últimas Copas do Mundo de Futebol foi permitida, nos termos estabelecidos pela entidade, a venda nos locais dos eventos de alguns produtos tradicionalmente vendidos nos Estádios dos países sede, como as Salcichas na Alemanha e os Cachorros Quentes na África do Sul.

A polêmica relativa à possível proibição da venda do Acarajé acirrou o debate acerca dos amplos poderes concedidos pelo Governo Federal à FIFA na organização da Copa do Mundo e dos eventos correlatos que, para alguns, afrontam à soberania nacional e não respeitam as culturas locais. No entanto, ainda que possa ter havido um exagero nas prerrogativas concedidas, de fato, a FIFA e os seus patrocionadores precisam da garantia de que a organização do evento não lhes será prejudicial, desde que haja um equilíbrio entre estas garantias e as características socioculturais das cidades sede.

É plausível que haja exclusividade de marketing e comercialização dos produtos dos patrocinadores nos Estádios e imediações, desde que isso não afronte as culturas locais. E isso ficou evidente na “polêmica do Acarajé”, que deverá, sim, ser comercializado nos eventos da Copa do Mundo realizados em Salvador, desde que isso não cause prejuízo às empresas que patrocinam os eventos FIFA, o que poderia afastar o interesse destas e de outras empresas em patrociná-los.

*Jorge Luís Azevedo Nunes é advogado do núcleo de negócios em Direito Desportivo do MBAF Consultores e Advogados S/S. Pós Graduado em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho pela Faculdade Baiana de Direito.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11008/A+POLEMICA+DO+ACARAJE+E+AS+PRERROGATIVAS+DA+FIFA.html

Atrasos em obra fazem Fifa alterar local da final da Copa de Futsal


Adequação do Bangcoc Futsal Arena não foram concluídas a tempo da competição

A Fifa anunciou nesta terça-feira que as quartas de final, as semifinais e a final do Copa do Mundo de Futsal, que está sendo disputada na Tailândia, serão realizadas em um estádio diferente do previsto, já que as obras de adequação do Bangcoc Futsal Arena não foram concluídas.

Após as inspeções técnicas realizadas entre o último sábado e ontem, a Fifa decidiu que as quartas de final serão realizadas no dia 14 de novembro no ginásio Nimibutr, informou a entidade em um comunicado de imprensa.

Já as semifinais serão disputadas no dia 16 de novembro no ginásio coberto de Huamark, onde também será disputada a final da competição no dia 18. Apesar da troca, ambos os estádios escolhidos já sediaram partidas da fase de classificação da Copa do Mundo de Futsal.

O competição começou no último dia 1º de novembro com 24 seleções nacionais na disputa, sendo que o Brasil e a Espanha partem como grandes favoritas. Das seis edições realizadas até agora, a seleção brasileira ganhou quatro, enquanto a espanhola assegurou os outros dois.

Após vencer o Japão na estreia e ter goleado a frágil Líbia - por 13 a 0 -, a seleção brasileira, com seis pontos na competição, enfrentará Portugal nesta quarta-feira no encerramento da chave, uma partida que define qual seleção avançará no primeiro lugar do grupo.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11002/ATRASOS+EM+OBRA+FAZEM+FIFA+ALTERAR+LOCAL+DA+FINAL+DA+COPA+DE+FUTSAL.html

Estado entregará Maracanã ainda em obras à Fifa


RIO - No dia 28 de fevereiro do ano que vem, o governo do estado deverá entregar o Maracanã à Fifa, que vai adaptá-lo para a Copa das Confederações, em junho, ainda com obras a concluir. Faltando quatro meses para a conclusão da reforma no estádio, o governo do estado lançou, no fim de outubro, um edital de licitação para complementar projetos orçados em R$ 19,4 milhões.
A concorrência está marcada para 27 de novembro. Na lista de intervenções, estão obras a serem feitas nas partes comuns do estádio, como áreas de estacionamento, bilheterias e portões de acesso. O prazo para a conclusão dos serviços é de 120 dias. Ou seja, caso o contrato seja assinado ainda em dezembro, as obras prosseguiriam pelo menos até o mês de abril de 2013. A Empresa de Obras Públicas (Emop) informou que o compromisso com a Fifa é entregar o estádio, e não as obras de acabamento. Segundo a Emop, esses serviços só serão contratados agora porque a prefeitura do Rio demorou a definir como seria o projeto de urbanização da parte externa. A ideia era que as áreas internas estivessem em harmonia com a parte do município.

Concurso para mascote dos jogos
A reforma do Maracanã já custou R$ 859,1 milhões. A concessionária que ganhar a concorrência para administrar o estádio ainda terá que investir R$ 469,4 milhões na implantação de infraestrutura de lazer. Nas Olimpíadas, o Maracanã receberá o futebol e as cerimônias de abertura e encerramento.
Nesta terça-feira, o Comitê Rio 2016 anunciou o início do processo de seleção para escolher os responsáveis pelas imagens das mascotes das Olimpíadas e Paralimpíadas. Os personagens só serão conhecidos em 2014.

Fonte: http://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/estado-entregar%C3%A1-maracan%C3%A3-ainda-obras-%C3%A0-fifa-100000661--spt.html

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quebra de sigilo revela que Fifa mudou contrato com cidades da Copa para incluir cláusula contra corrupção


Por Ricardo Perrone

Para atender à determinação do Ministério Público Federal, a prefeitura de São Paulo publicou em seu portal sobre a Copa do Mundo acordo assinado com a Fifa para ser uma das cidades do Mundial.

O contrato tem uma cláusula de confidencialidade, mas a quebra é permitida em caso de ordem judicial. Revelado por São Paulo, o documento é igual para todas as cidades.

Complexo, o acordo já passou por modificações. Numa delas foi introduzido um item óbvio, porém emblemático. É a “cláusula anti-corrupção”. “As partes reconhecem que a oferta e aceitação de suborno podem levar a processos criminais de acordo com o direito brasileiro e suíço”, diz o texto.

A regra que parece desnecessária de tão evidente que é. Foi incluída em 16 de março de 2011. Ricardo Teixeira, pelo COL (Comitê Organizador Local), Jérôme Valcke (Fifa) e Gilberto Kassab estão entre os signatário.

Na ocasião, já fervia na Fifa o caso em que Teixeira fez um acordo financeiro com a Justiça da Suíça para evitar uma condenação por ser acusado de receber propina. Um ano após a inclusão da cláusula sobre corrupção, o dirigente renunciou a seus cargos no COL e na CBF. Pouco depois o processo na Suíça foi revelado.

Em outra mudança, a cidade se compromete a fazer um seguro para garantir indenizações de 10 milhões de euros em casos de ferimentos e danos financeiros ou materiais. A Fifa e o COL, assim como seus representantes, devem ser incluídos como segurados internacionais.

Outro trecho do documento obriga a cidade a comprar ingressos para os jogos que ela receberá, se a Fifa e o COL entenderem que é necessário. As duas entidades determinam a quantidade. Em tese, a medida evita prejuízo da federação e do comitê com a eventual falta de interesse do público pelas partidas.

As sedes são obrigadas a fornecer de graça salas para as vendas de ingresso e espaços para o COL montar seus escritórios. O equipamentos desses escritórios também ficam por conta das prefeituras, que devem priorizar os parceiros da Fifa na compra de material.

A estética da cidade faz parte do acordo. O município se compromete a tomar as medidas necessárias para seu embelezamento. Deve, por exemplo, obstruir da visão do público construções que fiquem perto de locais de grande movimento. Nenhuma construção deve ser tocada durante o período dos jogos.

O contrato confirma a forte preocupação Fifa em proteger suas marcas e as de seus parceiros. Por isso, a cidade sede se compromete a oferecer agentes que serão treinados e trabalharão durante o Mundial para combater a pirataria.

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação do COL disse que não fala sobre o conteúdo dos contratos.

Fonte: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2012/11/quebra-de-sigilo-revela-que-fifa-mudou-contrato-com-cidades-da-copa-para-incluir-clausula-contra-corrupcao/

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Antes de decisão final da Fifa, Jerome Valcke volta a alertar o país


Para o dirigente, é um erro considerar a Copa das Confederações como uma preliminar do Mundial 2014

A três dias de bater o martelo em relação às sedes da Copa das Confederações, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, voltou a alertar o país em relação à preparação para a Copa das Confederações. Para ele, é um erro considerar a competição como uma "mera preliminar" da Copa do Mundo 2014. As declarações foram feitas na última sexta-feira (2), em artigo publicado no site da entidade.

Segundo ele, a apenas sete meses do início do torneio-teste, o momento é crucial. "Uma vez iniciada a venda de ingressos, será muito complicado se qualquer uma das sedes vier a ter problemas para receber as partidas. E aqui aproveito para bater mais uma vez na tecla da prontidão", disse.

Essa etapa da preparação será iniciada no próximo dia 3. Dois dias antes, em São Paulo, ocorrerá o sorteio dos dois grupos da Copa das Confederações.

Valcke também ressaltou a importância dos estádios serem testados antes do megaevento. De acordo com o dirigente, por conta disso a Fifa exige que os estádios das grandes competições precisam ser concluídos seis meses antes do primeiro jogo.


Prezados amigos do futebol,

A contagem regressiva para a Copa das Confederações da FIFA 2013, a primeira a ser disputada na América do Sul, já começou. Dentro de 225 dias, em 15 de junho de 2013, o Festival dos Campeões terá início em Brasília, com a promessa de um espetáculo de futebol do mais alto nível, protagonizado por oito respeitáveis campeões. Entre os competidores estarão nada menos que a atual vencedora da Copa do Mundo da FIFA, a Espanha, bem como a Itália, o Uruguai e o anfitrião Brasil (que chegará à inédita marca de sete participações consecutivas), ao lado dos campeões continentais México, Japão, o estreante Taiti e o ganhador da próxima Copa Africana de Nações.

Na semana que vem, confirmaremos com o Comitê Organizador Local e o ministro dos Esportes do Brasil, Aldo Rebelo, a relação final das cidades-sede do torneio e anunciaremos todos os detalhes sobre a venda de ingressos em coletiva de imprensa a ser realizada no Museu do Futebol, em São Paulo. O evento será transmitido ao vivo no FIFA.com. No dia 1º de dezembro, uma cerimônia no Pavilhão de Exposições do Anhembi revelará os adversários de cada seleção para as duas semanas de disputas.

Este é um momento crucial para nós, organizadores, porque, uma vez iniciada a venda de ingressos, será muito complicado se qualquer uma das sedes vier a ter problemas para receber as partidas. E aqui aproveito para bater mais uma vez na tecla da prontidão. A questão não é ter tudo concluído no dia da abertura do torneio, mas a tempo para a realização de pelo menos dois eventos-teste. É por isso também que sempre reiteramos a necessidade de os estádios das grandes competições da FIFA estarem prontos seis meses antes do primeiro jogo.

Sei que isso parece muito tempo, mas na verdade não é. Novos estádios, sobretudo, precisam de mais tempo para serem completamente testados em vários eventos de diferentes dimensões. Da parte elétrica ao controle de multidões, passando pela atuação dos stewards (agentes de segurança interna), pelo transporte público e pela operação de estacionamento, todos os processos precisam estar bem consolidados para garantir que, no momento em que começar a Copa das Confederações da FIFA em junho, quando o Brasil estará sob os holofotes do mundo, não enfrentaremos nenhum contratempo operacional significativo. Precisamos assegurar que os torcedores tenham uma experiência inesquecível, livre de qualquer inconveniente logístico.

A Copa das Confederações em si é uma prova de fogo para a FIFA e os organizadores do país anfitrião, já que praticamente todos os aspectos da preparação estarão sob análise minuciosa. Seria um erro, no entanto, considerar o torneio uma mera preliminar da Copa do Mundo da FIFA 2014. Embora as suas 16 partidas correspondam a apenas um quarto da tabela do Mundial, a lista de notáveis participantes é igualmente atraente. Não é nenhum exagero dizer que a competição jamais reuniu tantos competidores de peso, entre eles quatro campeões da Copa do Mundo da FIFA que, juntos, conquistaram 12 dos 19 títulos mundiais. Aliás, cinco das seleções classificadas também estiveram presentes no primeiro torneio da FIFA sediado pelo Brasil, a Copa do Mundo da FIFA 1950: Itália, México, Espanha, Uruguai e Brasil.

A venda de ingressos ao público terá início no dia 3 de dezembro de 2012, pelo FIFA.com, oferecendo aos torcedores brasileiros uma grande oportunidade de vivenciar encontros fascinantes dentro de campo e nas arquibancadas, em uma atmosfera de Copa do Mundo da FIFA. A nossa expectativa é de que os estádios estejam lotados em todas as cidades-sede. Tenho certeza de que tudo isso aumentará ainda mais a expectativa dos torcedores de futebol do mundo inteiro de vir ao Brasil para a Copa do Mundo da FIFA 2014.

A Copa das Confederações da FIFA dará vida ao Slogan Oficial "Juntos num só ritmo/All in one rhythm" com um alegre e emocionante Festival dos Campeões. Após mais de quatro anos de preparação, mal posso esperar para ver a bola rolar.

Até logo

Jérôme Valcke

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10991/ANTES+DE+DECISAO+FINAL+DA+FIFA+JEROME+VALCKE+VOLTA+A+ALERTAR+O+PAIS.html

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Câmara aprova isenção do ISS para Fifa na Copa


Para relator do projeto, perda com a arrecadação será compensada pelos eventos esportivos

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (31), por 304 votos a 13 e 2 abstenções, o projeto de lei complementar do Executivo que permite aos municípios e ao Distrito Federal (DF) isentar do Imposto sobre Serviços (ISS) a Fifa em negócios relacionados à Copa das Confederações de 2013 a Copa do Mundo de 2014 e, a serem realizadas no Brasil. O projeto será agora apreciado pelo Senado.

O relator do projeto, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), apresentou ao plenário e foi aprovado um texto substitutivo ao projeto do governo.

O texto de Picciani prevê a criação de leis municipais e do DF estabelecendo as regras para a isenção do tributo e a elaboração e divulgação de estimativas dos custos e dos benefícios com a isenção do ISS, em função dos novos empregos que serão gerados com os eventos.

O peemedebista disse que a isenção do ISS foi um dos compromissos assumidos pelo Brasil, que possibilitaram a escolha do país para sediar os dois eventos esportivos mundiais. De acordo com ele, a perda com a arrecadação será compensada pelos eventos esportivos, que serão vantajosos para o país.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10981/CAMARA+APROVA+ISENCAO+DO+ISS+PARA+FIFA+NA+COPA.html

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Fifa teme novo apagão durante a Copa


Queda de energia na semana passada afetou Fortaleza, Natal, Recife e Salvador

O apagão que aconteceu no Nordeste do país na semana passada preocupa a Fifa, de acordo com o jornal "Folha de S.Paulo". 

A entidade se queixou porque o problema aconteceu no último dia 25 em quatro sedes da Copa na região: Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. Alguns dias antes, Brasília também foi afetada por uma falha na distribuição de energia.

A Fifa tem o receio de que os apagões voltem a acontecer novamente durante a Copa da Confederações e a Copa do Mundo. 

O governo federal se defende dizendo que autorizou, na última sexta-feira (26), as empresas estaduais de energia elétrica a contratarem empréstimos de até R$ 850 milhões para melhorar o fornecimento de energia.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10964/FIFA+TEME+NOVO+APAGAO+DURANTE+A+COPA.html

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Fifa nega ter pedido demolição do Museu do Índio na área do Maracanã


Governo diz que retirada do prédio ajudaria a escoar público nos jogos; Fifa não recomenda demolição

Com a polêmica em torno da possível demolição do prédio do antigo Museu do Índio, na região do Maracanã, a Fifa negou que tenha pedido a demolição do espaço dentro das exigências internacionais para os jogos da Copa do Mundo de 2014.

Em resposta à "Agência Brasil", o departamento de imprensa da entidade informou que “a Fifa sempre apoiou todos os esforços do governo brasileiro no sentido de facilitar o acesso das populações indígenas à Copa do Mundo da Fifa 2014”, e que “nunca fez tal pedido para demolir o Museu do Índio no Rio de Janeiro.”

A federação reforça que cabe aos donos das instalações decidir o que será melhor para a região, equipe ou comunidade, desde que “os principais requisitos básicos sejam atendidos”.

A Fifa também reforçou a importância de se construir ou reformar os estádios e instalações “de acordo com o interesse local a longo prazo, onde os direitos humanos e o Estado de Direito precisam ser respeitados, inclusive os conceitos de justiça social e equidade”.

Versão do governo
O secretário da Casa Civil do governo do Rio, Régis Fichtner, havia dito na última segunda-feira (22) que os cerca de 20 índios que moram no local serão retirados.

“Não faz sentido que pessoas morem ali, naquele tipo de prédio. Não está preparado para ser residência, é uma coisa tão fora do padrão que, definitivamente, as pessoas vão ter que sair.”

Ele confirma que a Fifa não exigiu a demolição do prédio, mas diz que a derrubada é prevista com o intuito de atender às exigências da federação. “A Fifa não faz exigências tópicas com relação aos estádios, mas exige um tempo máximo para dispersão do público, a existência de áreas livres para a circulação de pessoas. E, segundo os nossos estudos, a demolição do Museu do Índio se insere dentro [para cumprir] dessas exigências. A Fifa não diz: 'Demole o Museu do Índio'. Mas ela diz: 'Eu preciso escoar esse público em tantos minutos'. Então, dentro dos nossos estudos, verificamos a necessidade da demolição do museu para liberar a área para isso.”

Ação civil
O defensor público André Ordacgy disse que vai entrar, ainda esta semana, com ação civil pública, com pedido de liminar, para impedir a demolição do prédio, datado de mais de 100 anos.

“Até hoje, o governo do estado não conseguiu dar uma explicação plausível para a demolição do antigo Museu do Índio. Diz o governo do estado que é por causa do Maracanã e é uma exigência da Fifa. Só que já oficiamos a Fifa. A Fifa nos respondeu por escrito que em nenhum momento exigiu a demolição do Museu do Índio e que, pelo contrário, era a favor da preservação do Museu do Índio, porque sempre se alinharam àqueles objetivos voltados para a preservação da história, da cultura e da arquitetura locais”.

Ordacgy lembra que o terreno do museu tem 12 mil metros quadrados e o prédio histórico ocupa apenas mil metros quadrados. Segundo o defensor, laudo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) mostra que a preservação do prédio não influenciaria na circulação das pessoas.

O Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também são favoráveis à preservação, apesar do local não ser tombado.

Para o presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro, a estrutura do prédio está em boas condições, e a demolição ou não do espaço depende apenas de uma decisão política.

“Não há nenhuma necessidade obrigatória. Só se for uma concepção preconcebida cujo projeto original já faça a previsão da derrubada, aí não tem jeito. Agora, se o projeto prevê a integração daquele que foi o Museu do Índio, por conta das suas razões culturais, históricas, não tem problema nenhum, isso depende do profissional. O problema é que, de um modo geral, nossas concepções têm sido mais para derrubar tudo que é ligado à cultura, à história. Vide os centros do Rio de Janeiro e de outras capitais.”

A dona do terreno e do prédio do antigo Museu do Índio, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, informou que a proposta de venda do terreno, por R$ 60 milhões, já foi aprovada por parte da companhia. Falta apenas a assinatura do governo do estado para fechar o negócio.

O edital de concessão do Maracanã, que envolve a área no entorno do estádio, será sumetido à audiência pública no dia 8 de novembro.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10941/FIFA+NEGA+TER+PEDIDO+DEMOLICAO+DO+MUSEU+DO+INDIO+NA+AREA+DO+MARACANA.html