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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Confederações receberão R$ 90 milhões dos recursos da Lei Agnelo/Piva em 2013


Anúncio foi feito na reunião de trabalho com a presença do ministro Aldo Rebelo e da Comissão de Atletas do COB

As Confederações Brasileiras Olímpicas receberão R$ 90 milhões dos recursos da Lei Agnelo/Piva em 2013. A distribuição dos recursos pelo COB às entidades foi anunciada às Confederações na última segunda-feira, dia 17,  durante a última reunião de trabalho do ano, que contou com a presença do ministro de Esportes Aldo Rebelo e de dez atletas da Comissão de Atletas do COB. Além do valor que cada entidade receberá para a execução do planejamento mensal em 2013, as Confederações irão dispor do Fundo Olímpico, um fundo de reserva formado pelo COB com o objetivo de atender aos projetos especiais apresentados por todas as Confederações Brasileiras Olímpicas.

A Lei Agnelo/Piva destina 2% do prêmio pago aos apostadores de todas as loterias federais do país ao COB (85%) e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (15%). Para 2013 o COB trabalha com uma estimativa de arrecadação de R$ 160 milhões. Dos recursos recebidos, o COB é obrigado por lei a investir 10% no esporte escolar (R$ 16 milhões estimados para 2013) e 5% no esporte universitário (R$ 8 milhões em 2013). Dos cerca de R$ 136 milhões restantes, R$ 67,4 milhões serão aplicados diretamente nos programas das 29 Confederações Brasileiras Olímpicas, exceto o futebol. Somando este valor ao do Fundo Olímpico de R$ 21,6 milhões, as Confederações receberão um total de R$ 89 milhões, 16,84% a mais do que em 2012. Apesar do aumento às Confederações, a arrecadação da Lei Agnelo/Piva nos últimos anos não tem crescido na mesma proporção. Em 2011 a arrecadação foi 9,98% maior do que em 2012, enquanto que em 2012 o aumento foi de 5,13% em relação a 2011.

Para viabilizar o aumento de repasse às Confederações, o COB administrará diretamente em 2013 o mesmo valor estimado no início de 2012, que atenderá  também a uma série de ações em prol do desenvolvimento das próprias Confederações e dos atletas. Dos R$ 47 milhões que serão administrados diretamente pelo COB em 2013, a entidade investirá nos projetos orientados especificamente para o treinamento e preparação de atletas e equipes; no incremento e na manutenção do Centro de Treinamento Time Brasil; na implantação do Laboratório de Ciências do Esporte; no envio das delegações para os Jogos da Lusofonia, em Goa, na Índia, e para os Jogos Sul-americanos da Juventude, em Lima, Peru; nas atividades dos cursos de gestão e capacitação promovidos pelo Instituto Olímpico Brasileiro; e na manutenção do próprio COB, entre outras ações.

Os valores que serão repassados às Confederações em 2013 partem de um mínimo de R$ 1,5 milhão anuais, como é o caso das Confederações de Desportos na Neve, Esgrima, Golfe, Hóquei sobre a Grama e Indoor, Levantamento de Peso, Rugby, Taekwondo e Tiro com Arco, a um teto de R$ 3,5 milhões a cinco Confederações: Atletismo, Desportos Aquáticos, Judô, Vela e Vôlei. Apenas a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo não teve um valor estimado para 2013. O COB aguarda um relatório do presidente nomeado pela Justiça, Emílio Strapasson, para definir os futuros projetos para as modalidades de gelo.

Para a definição dos valores às Confederações em 2013 o COB levou em consideração a quantidade de medalhas olímpicas em disputa em cada modalidade, as perspectivas de resultados para os Jogos Olímpicos Rio 2016; a análise da gestão das entidades em 2012, o processo de classificação para os Jogos Olímpicos de Inverno Sochi 2014 e os resultados de cada Confederação neste ano em campeonatos mundiais e copas do mundo. Por fim, levou em consideração os atletas das Confederações que estejam entre os TOP 10 do mundo e os patrocínios que as Confederações receberão em 2013.

Confira os valores iniciais de cada Confederação em 2013:

Atletismo - 3.500.000,00
Badminton - 1.600.000,00
Basquetebol - 3.300.000,00
Boxe - 2.600.000,00
Canoagem - 2.600.000,00
Ciclismo - 2.600.000,00
Desportos Aquáticos - 3.500.000,00
Desportos na Neve - 1.500.000,00
Desportos no Gelo - *
Esgrima - 1.500.000,00
Ginástica - 3.300.000,00
Golfe - 1.500.000,00
Handebol - 3.300.000,00
Hipismo - 3.300.000,00
Hóquei sobre a Grama - 1.500.000,00
Judô - 3.500.000,00
Levantamento de Peso - 1.500.000,00
Lutas Associadas - 1.800.000,00
Pentatlo Moderno - 1.700.000,00
Remo - 2.200.000,00
Rugby - 1.500.000,00
Taekwondo - 1.500.000,00
Tênis - 2.200.000,00
Tênis de Mesa - 2.600.000,00
Tiro com Arco - 1.500.000,00
Tiro Esportivo - 2.300.000,00
Triatlo - 2.500.000,00
Vela e Motor - 3.500.000,00
Voleibol - 3.500.000,00

*Aguardando relatório da CBDG para definição do repasse em 2013

Fonte: http://www.cob.org.br/noticias-cob/confederaes-recebero-r-90-milhes-dos-recursos-da-lei-agnelopiva-em-2013-034551

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FGTS autoriza remanejamento de recursos para concluir obras urgentes


Programa Pró-Transporte financia cerca de 50 obras de mobilidade urbana em cidades da Copa

Os recursos destinados a obras de mobilidade urbana do Programa Pró-Transporte, que estão em uma fase mais avançada, serão remanejados para as de maior urgência e que precisam ser concluídas. O remanejamento do dinheiro foi autorizado na noite de ontem (31) pelo Concelho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Em nota, o secretário executivo do conselho, Quenio Cerqueira, explicou que o objetivo da medida é possibilitar a transferência de recursos de obras que tiveram diminuição de metas para outras que estão em pleno andamento e necessitam de mais recursos.

Segundo ele, a medida também possibilita dar mais rapidez às aplicações dos recursos para atender as necessidades dos empreendimentos. O remanejamento deve ocorrer até 30 de junho de 2013.

O Programa Pró-Transporte financia, através da Caixa Econômica Federal e com recursos do FGTS, cerca de 50 obras de infraestrutura para a melhoria da mobilidade urbana em cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10983/FGTS+AUTORIZA+REMANEJAMENTO+DE+RECURSOS+PARA+CONCLUIR+OBRAS+URGENTES.html

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Governo anuncia mais R$ 1 bi em recursos para Plano Brasil Medalhas



Por Tarso Veloso, Daniela Martins e Bruno Peres 

BRASÍLIA - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta quinta-feira, durante cerimônia de lançamento do Plano Brasil Medalhas 2016, que o Brasil vai investir R$ 1 bilhão a mais do que o programado de 2013 a 2016 para levar o país a ficar entre os 10 melhores na Olimpíada de 2016 e até o 5º lugar na Paralimpíada do Rio de Janeiro.

Os recursos serão originários do Orçamento Geral da União (OGU) e de empresas estatais. As modalidades que receberão os investimentos foram selecionadas de acordo com as chances de obter medalhas. O governo separou 21 olímpicas e 15 paralímpicas. As modalidades olímpicas selecionadas são atletismo; basquetebol; águas abertas (novo nome da maratona aquática); boxe; canoagem; ciclismo BMX; futebol feminino; ginástica artística; handebol; hipismo (saltos); judô; lutas; natação; pentatlo moderno; tae-kwon-do; tênis; tiro esportivo; triatlo; vela; vôlei; e vôlei de praia. As paralímpicas são atletismo; bocha; canoagem; ciclismo; esgrima em cadeira de rodas; futebol de 5; futebol de 7; goalball; halterofilismo; hipismo; judô; natação; remo; tênis de mesa; e vôlei sentado.

O ministro disse que o Brasil Medalhas vai disponibilizar até R$ 20 mil por atleta para aquisição de equipamentos para treino. “Vamos construir o melhor centro paraolímpico do mundo”, disse Aldo. O plano destaca a criação de 22 centros de treinamento que irão unificar todas as modalidades em apenas um local de treinamento.

Em seu discurso, Rebelo elogiou os atletas que representaram o Brasil na Olimpíada e na Paralimpíada de Londres “Quero abraçar carinhosamente os atletas e a dedicação, a disciplina, a entrega e o espírito patriótico que vocês e dedicaram a representar o nosso país e o nosso povo”, disse o ministro.

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/brasil/2829040/governo-anuncia-mais-r-1-bi-em-recursos-para-plano-brasil-medalhas#ixzz26RiyGEfS

terça-feira, 10 de julho de 2012

O crowdfunding e o esporte


Por Erich Beting

No começo do ano houve um princípio de euforia no mercado esportivo com a possibilidade de o crowdfunding vir a ser usado para resolver um dos maiores problemas das entidades e atletas, que é a falta de dinheiro para conseguir manter suas atividades. O caso mais emblemático foi a tentativa do Palmeiras de contratar o volante Wesley com a grana vinda de um projeto desses.

Para quem não se lembra ou não conheceu o projeto, a ideia básica do crowdfunding é usar a internet para que seja feita uma “doação coletiva” para uma pessoa, instituição, projeto ou qualquer coisa do gênero. O fracasso redundante do “Projeto Wesley”, que nem chegou perto de arrecadar R$ 1 milhão, quando a ideia era levantar R$ 20 milhões, deu a impressão de que o uso de estratégias como a do crowdfunding não deixam de ser teorias mirabolantes e sem validade prática.

O fato, porém, é que o esporte pode, sem dúvida, fazer uso do amor e do carinho do fã para levantar dinheiro a partir de ações como essa. Mas, antes de tudo, os dirigentes precisam ser realistas e entenderem o real tamanho da torcida de um clube e, mais do que isso, a disponibilidade dela em investir e no que investir para que um negócio desses vingue.

Um caso elucidativo disso será visto na noite desta quarta-feira, antes do jogo entre Coritiba e Palmeiras que decide a Copa Kia do Brasil. O Coxa fez uma ação de crowdfunding com a torcida para financiar a festa pré-jogo. Mas o torcedor não tinha como benefício apenas ver a festa ser mais bonita. Ele tinha um retorno palpável, por meio de prêmios, do dinheiro que investiu. No final das contas, o valor já ultrapassou a meta do clube e não para de crescer.

Um dos maiores problemas que existe hoje no esporte é a falta de planejamento. Além disso, outra coisa que atrapalha é a confiança extrema de que o clube é sempre muito grande e que a paixão dos torcedores basta para qualquer ação ser sinônimo de sucesso estrondoso. Muitas vezes essas impressões estão impregnadas em clubes não-profissionalizados. O crowdfunding é apenas mais um bom exemplo para mostrar isso.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/10/o-crowdfunding-e-o-esporte/