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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Novo espaço dedicado à gestão do esporte

Inaugurado mais um espaço virtual dedicado à Gestão do Esporte. Esse espaço, originalmente, teve início em 7 de novembro de 2011 com o blog de mesmo nome. A partir de hoje, aqui será o espaço para reflexões sobre teoria e prática da gestão do esporte. Textos, vídeos, artigos e muito mais sobre a área buscando contribuir com a criação do conhecimento nesse setor. Confira em: https://www.facebook.com/Esporteegestao

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Caso Engenhão: Eduardo Paes diz que devolução do Engenhão é 'besteira' e garante que Prefeitura não paga por reforma


Ainda sem previsão para ser reaberto, o futuro do Engenhão é incerto. Nesta quinta-feira, o prefeito Eduardo Paes avaliou como "besteira" a possibilidade de o Botafogo devolver o estádio e garantiu que o município não vai pagar pela reforma do local, interditado desde a última semana por causa de problemas estruturais na cobertura.

"Acho uma besteira devolver, não fui informado de nenhuma decisão formal do clube. Sugiro que a decisão do Botafogo não seja a de devolver um estádio das dimensões do Engenhão, que terá um papel a cumprir", afirmou Paes, em entrevista à BandNews FM Rio, lembrando que o estádio será usado nos Jogos Olímpicos de 2016.

Na última terça -feira, Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo e muito influente na política do clube, confirmou o movimento para que o clube devolva o Engenhão à Prefeitura do Rio, dizendo que o estádio está "podre". Nesta quarta, o presidente alvinegro Maurício Assumpção se reuniu com Eduardo Paes, e na noite desta quinta uma reunião do Conselho Consultivo do clube vai se reunir em General Severiano para discutir o assunto.

A indefinição sobre quem vai pagar a conta para resolver o problema do Engenhão também continua. Eduardo Paes garante que a Prefeitura não é responsável, o Botafogo é outro que se exime de culpa, já que tinha responsabilidade apenas na manutenção. A contrutora Delta foi responsável pelo projeto e início dos trabalhos, mas abandonou as obras. Um consórcio formado por OAS e Odebrecht assumiu e finalizou o estádio.

"Nem por um decreto (a Prefeitura vai pagar pela reforma). A Prefeitura está trabalhando para dar uma solução com a maior brevidade possível. E me parece que essa solução é de responsabilidade de quem fez o estádio, e não do município", disse o prefeito do Rio de Janeiro, que completou.

“Parece que o problema é do modelo matemático. Não estou querendo eximir ninguém de culpa, do passado, das responsabilidades, das lambanças da obra. Mas parece que essa história da estrutura é uma coisa de um engenheiro que fez uma conta errada”.

Fonte: http://www.espn.com.br/noticia/320833_eduardo-paes-diz-que-devolucao-do-engenhao-e-besteira-e-garante-que-prefeitura-nao-paga-por-reforma

BT explica fim de projeto olímpico e se defende em caso de irregularidades


Entidade diz que iniciativa, posta em prática junto com o Ministério do Esporte, não tinha flexibilidade e que não houve danos aos cofres públicos

A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) explicou nesta quinta-feira os motivos para o fim do Projeto Olímpico Rio Tênis 2016, criado em agosto de 2011 após idealização de Gustavo Kuerten e supervisão de Larri Passos, e posto em prática em convênio entre a CBT e o Ministério do Esporte. De acordo com a entidade, a iniciativa, que durou apenas 12 meses, mas deveria ser renovada anualmente visando os Jogos Olímpicos do Rio 2016, foi descontinuada por causa de uma inadequação do projeto à "flexibilidade" que o tênis exige, e não por causa de irregularidades na prestação de contas.
Em comunicado oficial, a CBT ressaltou que tem dois novos projetos em mente, o Medalha Olímpica e o Rede Nacional, que foram pensados para a "realidade operacional do tênis". Segundo o texto, a rotina dos tenistas durante treinos e torneios impede que os gastos definitivos sejam apresentados antecipadamente, reforçando que os custos com passagens e estadia de um atleta dependem diretamente do desempenho dele em cada torneio.
A CBT também esclareceu que não foi observado nenhum dano aos cofres públicos na prestação de contas. De acordo com o comunicado, a Corregedoria-Geral da União emitiu um parecer técnico com essa conclusão após fiscalização de uma semana na sede da CBT, em São Paulo.
Idealizador do projeto, Guga expressou na quarta-feira sua decepção pela iniciativa não ter dado certo, dizendo que o acontecimento lhe provocava uma "extrema desilusão".
Confira o comunicado oficial na íntegra:
O Projeto Olímpico Rio 2016 foi assinado com duração de um ano e efetivamente teve a duração de um ano. O que ocorreu foi a verificação na prestação de contas da falta de flexibilidade para mudanças no decorrer da execução do mesmo, pois como foi conferido na prática, os atletas precisaram modificar as suas programações de treinamentos, as competições que participariam, as datas em que viajariam, o tempo que permaneceriam em determinados lugares, os locais onde ficariam hospedados, situações essas que foram comprovadas pela CBT na prestação de contas que já foi realizada. Projetos com o mesmo mecanismo do Projeto Olímpico Rio 2016 não poderão ser feitos, por falta de flexibilidade na adequação da realidade da modalidade tênis. A CBT possui dois novos projetos, o Medalha Olímpica e o Rede Nacional, já pensados para a realidade operacional do tênis, que dependem exclusivamente de aprovação do Ministério do Esporte;
Importante salientar que a CGU, após fiscalização por uma semana na sede da CBT e avaliação de documentos e prestações de contas, emitiu um parecer técnico, intitulado de Relatório de Demandas Especiais, especificamente sobre o Projeto Olímpico Rio 2016. A conclusão do parecer do CGU em relação ao inquérito de investigação conclui que há "FALHAS sem danos ao erário". A conclusão é clara: não há em nenhum momento dano ao erário, ou seja, aos cofres públicos.
Todas as falhas dizem respeito à falta de conhecimento da fiscalização vigente sobre a realidade da modalidade. No caso da emissão de passagens, por exemplo, considerada uma falha na prestação de contas, explicamos: um tenista de alto rendimento, quando perde em alguma das rodadas de um torneio, já decide se vai participar de outro torneio em seguida ou se retorna ao Brasil para treinamento. Ele jamais fica parado esperando um torneio terminar, se ele já se desclassificou naquele torneio. Por isso as passagens não podem ser 100% planejadas com antecedência e sofrem alterações frequentes. Elas dependem diretamente do resultado dos atletas em cada torneio.
Em razão de um ex-dirigente da entidade ingressar com uma maldosa denúncia em diferentes órgãos federais (Ministério Público Federal, Ministério do Esporte e Tribunal de Contas da União) e como, por cautela, estes entes públicos possuem o dever de investigar todas as acusações que recebem, foram instaurados procedimentos administrativos. A CBT já prestou todos os esclarecimentos sobre as acusações que foram equivocadamente lançadas e aguarda a conclusão dos procedimentos supra citados;
Por fim, a CBT não fornece qualquer espécie de apoio financeiro ao Guga. Aliás, cabe ressaltar que o Guga por inúmeras vezes atendeu os pedidos da CBT e participou de maneira voluntária (sem cobrança de qualquer contrapartida financeira) de eventos e treinamentos com atletas brasileiros, de todas as idades, inclusive com as equipes que participaram da Copa Davis, não sendo justo que notícias inverídicas ao seu respeito sejam veiculadas na imprensa.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2013/04/cbt-explica-fim-do-projeto-olimpico-e-se-defende-de-acusacoes.html

Guga lamenta fim do Projeto Olímpico Rio Tênis 2016: 'Extrema desilusão'


Ídolo lamenta fim de iniciativa que impulsionava formação de tenistas para as Olimpíadas: 'Decepcionante que acabe em menos de um ano'

Ídolo brasileiro, Gustavo Kuerten revelou estar bastante desiludido com uma iniciativa fracassada no tênis nacional. Criado em agosto de 2011, sob sua idealização e supervisão do seu ex-técnico, Larri Passos, o Projeto Olímpico Rio Tênis 2016, que estabelecia a academia de Larri como centro de treinamento para tenistas, bancava passagens de atletas e seria renovado anualmente, foi descontinuado um ano após sua implementação, em 2012. Se recuperando de uma cirurgia no quadril, o ex-tenista decidiu se manifestar sobre o caso, e lamentou o fim do projeto.
- O término do Projeto Olímpico Rio Tênis 2016 causou-me uma extrema desilusão. Foi a primeira vez na história do tênis brasileiro que se formou uma equipe nacional de treinadores e jogadores, juvenis e profissionais, com uma safra excelente de tenistas, num momento oportuno, obtendo resultados imediatos e relevantes. Além disso, a oportunidade de envolver o Larri nesse processo era uma chance de futuramente transformar a realidade do tênis brasileiro num novo patamar de conquistas. É decepcionante que um projeto desse porte, elaborado para um período de 5 a 10 anos, acabe em menos de um ano. Essa iniciativa representava um momento único, uma oportunidade incrível para o nosso tênis, uma ideia que parecia até um sonho, e que na realidade não passou muito disso. O fim do projeto é um verdadeiro banho de água fria e uma frustração enorme para mim e para quem torce pelo tênis e esporte brasileiro - lamentou o ex-tenista, em comunicado à imprensa.
O Projeto Olímpico Rio Tênis 2016 foi posto em prática a partir de um convênio entre o Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Tênis (CBT). A CBT receberia um valor de R$ 2 milhões, e o projeto seria renovado anualmente visando os Jogos Olímpicos do Rio 2016, mas foi cancelado diante de irregularidades observadas pelo Ministério.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2013/04/guga-lamenta-fim-do-projeto-olimpico-rio-tenis-2016-extrema-desilusao.html

Ciclo? Que ciclo?


Por Alexandre Cossenza

Não sei dizer por que o tema voltou a debate nos últimos dias, mas o fim do Projeto Olímpico da Confederação Brasileira de Tênis – encerrado no segundo semestre de 2012! – vem sendo tratado como novidade. E chama a atenção o comunicado enviado pela CBT nesta quinta-feira, explicando as dificuldades da entidade com a fiscalização e alegando que as supostas “falhas nas prestações de contas” eram consequência da falta de conhecimento do Ministério do Esporte em relação às peculiaridades do tênis. Leia abaixo o comunicado da CBT. Em seguida, faço um par de comentários.

Sobre o Projeto Olímpico Rio 2016, a Confederação Brasileira de Tênis esclarece que:

O Projeto Olímpico Rio 2016 foi assinado com duração de um ano e efetivamente teve a duração de um ano. O que ocorreu foi a verificação na prestação de contas da falta de flexibilidade para mudanças no decorrer da execução do mesmo, pois como foi conferido na prática, os atletas precisaram modificar as suas programações de treinamentos, as competições que participariam, as datas em que viajariam, o tempo que permaneceriam em determinados lugares, os locais onde ficariam hospedados, situações essas que foram comprovadas pela CBT na prestação de contas que já foi realizada. Projetos com o mesmo mecanismo do Projeto Olímpico Rio 2016 não poderão ser feitos, por falta de flexibilidade na adequação da realidade da modalidade tênis. A CBT possui dois novos projetos, o Medalha Olímpica e o Rede Nacional, já pensados para a realidade operacional do tênis, que dependem exclusivamente de aprovação do Ministério do Esporte;

Importante salientar que a CGU, após fiscalização por uma semana na sede da CBT e avaliação de documentos e prestações de contas, emitiu um parecer técnico, intitulado de Relatório de Demandas Especiais, especificamente sobre o Projeto Olímpico Rio 2016. A conclusão do parecer do CGU em relação ao inquérito de investigação conclui que há “FALHAS sem danos ao erário”. A conclusão é clara: não há em nenhum momento dano ao erário, ou seja, aos cofres públicos.

Todas as falhas dizem respeito à falta de conhecimento da fiscalização vigente sobre a realidade da modalidade. No caso da emissão de passagens, por exemplo, considerada uma falha na prestação de contas, explicamos: um tenista de alto rendimento, quando perde em alguma das rodadas de um torneio, já decide se vai participar de outro torneio em seguida ou se retorna ao Brasil para treinamento. Ele jamais fica parado esperando um torneio terminar, se ele já se desclassificou naquele torneio. Por isso as passagens não podem ser 100% planejadas com antecedência e sofrem alterações frequentes. Elas dependem diretamente do resultado dos atletas em cada torneio.

Em razão de um ex-dirigente da entidade ingressar com uma maldosa denúncia em diferentes órgãos federais (Ministério Público Federal, Ministério do Esporte e Tribunal de Contas da União) e como, por cautela, estes entes públicos possuem o dever de investigar todas as acusações que recebem, foram instaurados procedimentos administrativos. A CBT já prestou todos os esclarecimentos sobre as acusações que foram equivocadamente lançadas e aguarda a conclusão dos procedimentos supra citados;

Por fim, a CBT não fornece qualquer espécie de apoio financeiro ao Guga. Aliás, cabe ressaltar que o Guga por inúmeras vezes atendeu os pedidos da CBT e participou de maneira voluntária (sem cobrança de qualquer contrapartida financeira) de eventos e treinamentos com atletas brasileiros, de todas as idades, inclusive com as equipes que participaram da Copa Davis, não sendo justo que notícias inverídicas ao seu respeito sejam veiculadas na imprensa;

Replicamos as importantes considerações de dois importantes profissionais do nosso esporte sobre esta lamentável realidade.

“O término do projeto Rio Tênis 2016 causou-me uma extrema desilusão. Foi a primeira vez na história do Tênis Brasileiro que se formou uma equipe nacional de treinadores e jogadores, juvenis e profissionais, com uma safra excelente de tenistas, num momento oportuno, obtendo resultados imediatos e relevantes. Além disso, a oportunidade de envolver o Larri nesse processo era uma chance de futuramente transformar a realidade do Tênis Brasileiro num novo patamar de conquistas. É decepcionante que um projeto desse porte, elaborado para um período de 5 a10 anos, acabe em menos de um ano. Essa iniciativa representava um momento único, uma oportunidade incrível para o nosso tênis, uma ideia que parecia até um sonho, e que na realidade não passou muito disso. O fim do projeto é um verdadeiro banho de água fria e uma frustração enorme para mim e para quem torce pelo tênis e esporte brasileiro”, lamentou Gustavo Kuerten, integrante do projeto Olímpico Rio 2016.

“Acreditei e apostei num projeto que visava dar tranquilidade e qualidade de treinamentos aos jogadores. Quem esteve comigo e me viu nos torneios sabe o quanto eu me dediquei de corpo e alma para melhorar as condições dos jogadores que trabalharam comigo e em minha academia. Cumpri a minha missão para qual fui chamado. O projeto olímpico encerrou um ciclo”, falou Larri Passos, também integrante do projeto.

Confederação Brasileira de Tênis

Coisas que eu acho que acho:

- Curiosa a frase final do texto, de Larri Passos: “O projeto olímpico encerrou um ciclo”. Que ciclo? Olimpicamente falando, o ciclo mal começou. A não ser, é claro, que o treinador esteja falando de seus serviços à Confederação Brasileira de Tênis.

- Quando a CBT diz que “falta conhecimento da fiscalização vigente sobre a realidade do tênis”, vale ler (e ouvir) o que Jorge Lacerda diz aqui, neste post, sobre a Lei de Incentivo. O dirigente justifica que a fiscalização trata como falha qualquer mudança de planos feita de última hora. Ou seja, se um tenista perdeu e teve de mudar a passagem aérea, aquele gasto adicional faz com que as contas não sejam apresentadas da forma esperada pelo órgão fiscalizador. Assim, é necessário um ajuste na prestação da CBT.

- A CBT reforça que não fornece apoio financeiro ao Guga. Mas vale lembrar, apenas a titulo de curiosidade, que o tricampeão de Roland Garros tem contratos publicitários com os Correios, “patrocinador oficial” da Confederação, e com a Peugeot, “o carro oficial da CBT”. Obviamente, são empresas que investem no esporte e, por isso, querem estar associadas ao maior ícone do país.

- Por qualquer motivo que seja, justificado ou não, é muito triste que a CBT não tenha conseguido pôr em ação um grande e eficaz projeto de crescimento para o tênis no país. A entidade segue aprovando projetos aqui e ali, que não têm início nem término devidamente explicados e divulgados ao público.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio/2013/04/04/ciclo-que-ciclo/

quarta-feira, 27 de março de 2013

Liderados por Murilo e Gustavo, 280 jogadores se unem para levar proposta de 'Superliga ideal' à CBV


Por Renata Mendonça

Uma indignação coletiva e a vontade de mudar: esses são os sentimentos que moveram quase 300 jogadores de vôlei a se unirem na tentativa de melhorar o esporte nacional. O que eles querem? O fim da ‘instabilidade’ dos clubes, a realização do Jogo das Estrelas, uma Copa do Brasil e a proposta de um torneio mais longo e atrativo para os patrocinadores... essas são as reivindicações ‘básicas’ desses atletas, que estão mobilizando as redes sociais e os próprios clubes por “uma Superliga melhor” e já fizeram até mesmo o mundo ‘ouvir’ suas causas.

Foi por volta das 21h da última terça-feira que a hashtag #UnidosPorUmaSuperligaMelhor chegou aos trending topics mundiais do Twitter, mostrando a força de uma campanha que começou na segunda-feira e se espalhou de forma muito rápida entre atletas, técnicos, clubes e amantes do vôlei. Uma tarja preta com os dizeres “Unidos pelo Voleibol. Por uma Superliga melhor” foi compartilhada por centenas e até milhares de pessoas, provando que o sentimento que os atletas têm ao verem times acabando por causa da falta de patrocínio é compartilhado por muitos. 

Mas a campanha iniciada nas redes sociais é apenas um detalhe perto da mobilização dos atletas que estão dispostos a mudar de vez o cenário instável do vôlei brasileiro. E muito se engana quem pensa que ela foi algo que surgiu momentaneamente por causa de mais um clube ameaçado de fechar as portas após perder seu principal patrocinador – a Medley anunciou na última segunda-feira que estava deixando o Campinas e não continuaria na próxima temporada. Ela começou há cerca de oito meses, ainda antes do início desta Superliga pela iniciativa de dois irmãos líderes do vôlei nacional que estavam dispostos a ver as coisas mudarem no futuro.

Gustavo e Murilo compartilhavam um sentimento de indignação quando viram o calendário tão curto da Superliga 2012/2013 – que duraria apenas quatro meses – e decidiram conversar com outros atletas para tentar levar algumas reivindicações sobre o principal torneio do vôlei no Brasil à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Assim, os dois começaram a coletar os e-mails dos capitães de todos os times que participavam da competição nacional e criaram um grupo para discutir as questões que incomodavam os jogadores na Superliga.

Dos capitães, o grupo se estendeu também para todos os atletas dos 12 clubes que fazem parte da Superliga masculina e chegou até a jogadores que, no momento, atuam fora do Brasil, mas também têm interesse em opinar sobre a situação da modalidade no país. E foi através de discussões por e-mail, que hoje, 280 atletas conseguiram chegar quase que a um modelo de ‘Superliga ideal’ para apresentar à Confederação. Mais do que isso, os jogadores sugerem outras competições para preencher o calendário e mais alternativas para atrair patrocinadores – tudo inspirado em experiências que alguns deles já tiveram em campeonatos estrangeiros.

“Isso começou há uns oito meses. Resolvemos fazer esse grupo pegando e-mail de cada um porque aí ficava todo mundo sabendo do que estava acontecendo e poderia opinar o que seria bom”, explicou o central do Canoas, Gustavo, em entrevista ao ESPN.com.br. 

Campeão olímpico com a seleção brasileira em 2004, Gustavo é um dos grandes incentivadores do grupo, mas garante que a intenção dos jogadores não é ir contra a Confederação, e sim apresentar uma nova proposta de campeonato que seja mais interessante para todas as partes envolvidas: clubes, atletas e CBV.

“É consenso entre nós que a gente não quer bater de frente, criticar a CBV. A ideia é ter uma união cada vez maior de atletas junto com clubes e CBV para fazer um campeonato cada vez melhor. Senão, desse jeito, com mais patrocinadores saindo a cada ano, a Superliga pode ficar muito ruim”, prosseguiu.

E a iniciativa dos atletas, inclusive, já chegou à Confederação. Ao tomar conhecimento sobre o grupo, o presidente da entidade, Ary Graça, aceitou marcar uma reunião com os líderes dele para ouvir o que os jogadores tinham para propor e acabou fazendo o mesmo também com representantes do feminino e do vôlei de praia.

“O lançamento da Superliga – evento que aconteceu em São Paulo em novembro passado – foi o primeiro contato. Falamos com o Ary [Graça] dessa possibilidade de poder discutir com ele alguns assuntos, passar a visão de nós atletas, que estamos ali dentro de quadra, jogamos duas vezes por semana, viajamos, etc”, contou Murilo, também em contato por telefone com o ESPN.com.br.

E a conversa com o presidente da CBV, que aconteceu em fevereiro deste ano, até animou os jogadores. Nela, estiveram Gustavo (Canoas), Murilo e Serginho (Sesi), Bruninho (RJX) e William (Sada Cruzeiro) como representantes de todo o grupo de atletas da Superliga masculina, além do próprio Ary Graça e de Fábio Azevedo, superintendente da confederação.

“Lógico que a decisão é sempre deles, mas conseguimos expor nosso ponto de vista, a preocupação com a saída de patrocinadores, porque assim a gente não tem garantia de trabalho. Falamos sobre uma solução para essa insegurança, fidelizando o patrocinador, tentando ter uma garantida dele por 2 ou 3 anos no clube...”, relatou o ponteiro do Sesi.

Entre as propostas discutidas pelos 280 jogadores que estão no grupo de e-mails e repassadas na reunião com Ary Graça estão uma Superliga com duração de pelo menos seis meses, a criação de uma Copa do Brasil entre 1º e 2º turnos da competição e a realização de um final de semana com o “Jogo das Estrelas”, nos moldes do que faz a NBB ou a própria NBA.

“Sete meses seria o ideal [para a Superliga] com 12 ou 14 equipes e as quartas sendo disputadas em séries de cinco jogos, com semifinais e finais melhor de três. Além disso, no meio da temporada, entre dezembro e janeiro, podia fazer uma Copa do Brasil, com os oito primeiros do 1º turno da Superliga fazendo um playoff em jogo único, depois semifinal e a final sendo realizada fora do eixo sul-sudeste, para divulgar o vôlei lá também”, sugeriu Gustavo. 

“O jogo das estrelas também é muito atrativo. Fazer uma brincadeira no dia antes, competição de quem ataca a bola que sobe mais alto, um jogo de manchetão. Isso é uma maneira forte de divulgar”, completou.

Tudo para atrair os patrocinadores a investirem no vôlei. Na opinião dos atletas, é difícil uma competição que dura apenas quatro meses ser interessante para os investidores, que precisam bancar um time profissional inteiro por 12 meses, sendo que os jogadores só estão em competição em um terço desse período.

E a situação para a Superliga 2013/2014 nesse quesito realmente não é muito animadora. Além do Campinas, o São Bernardo também perdeu o patrocinador, assim como o Vôlei Futuro e o Florianópolis, e todos eles correm riscos de fecharem as portas antes da próxima temporada. Foi por isso que os 280 jogadores unidos resolveram agir, lançando a campanha “Unidos pelo Voleibol” para chamar a atenção dos clubes, da CBV e da mídia para a questão. E esse, de acordo com o Murilo, foi apenas o primeiro passo.

“Agora estamos vendo qual vai ser o próximo passo. O primeiro foi esse, de criar uma revolta, chamar a atenção para que saibam que a gente está preocupado. Ainda não recebemos nenhum contato da CBV pra marcar uma próxima reunião, espero que aconteça antes ou depois da final da Superliga que a gente possa dar prosseguimento a isso”, encerrou o ponteiro.

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/319169_liderados-por-murilo-e-gustavo-280-jogadores-se-unem-para-levar-proposta-de-superliga-ideal-a-cbv?timestamp=1364413111412

quinta-feira, 21 de março de 2013

Brasília pede ajuda da ONU para concluir estádio da Copa


Por Anthony Boadle

BRASÍLIA, 20 Mar (Reuters) - Com dificuldades para concluir seu estádio antes da Copa das Confederações, Brasília está pedindo ajuda a uma fonte surpreendente: a Organização das Nações Unidas (ONU).
O governo do Distrito Federal assinou nesta semana um acordo de 35 milhões de reais com duas agências da ONU para que elas adquiram serviços e itens como barracas, geradores e câmeras de segurança para o estádio, disse um funcionário da entidade internacional à Reuters na quarta-feira.
O contrato é um dos mais claros sinais de que o Brasil está atrasado na construção dos estádios e de outras obras importantes para eventos esportivos que irá sediar. A Copa das Confederações, em junho, é um evento-teste para a Copa do Mundo, um ano depois.
A vantagem da ONU é que ela pode adquirir produtos e serviços sem passar pelos complexos e demorados processos de licitação exigidos pela lei brasileira.
Como o Estádio Nacional Mané Garrincha tem apenas 87 por cento das suas obras já realizadas, e a Fifa espera recebê-lo em meados de abril, o fator tempo é crucial.
"Com o curto cronograma e a necessidade de focar na conclusão do estádio, o governo do Distrito Federal não conseguiu fazer a compra a tempo por meio de licitação pública", disse Arnaud Peral, representante-adjunto do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil.
Algumas das estruturas temporárias a serem adquiridas pelas agências da ONU para a Copa das Confederações - que reúne campeões continentais mais o país-sede - continuarão disponíveis para os setes jogos da Copa do Mundo a serem disputados em Brasília em 2014, segundo Peral.
Boaz Paldi, porta-voz do PNUD em Nova York, disse que o acordo com o Brasil "não é inteiramente inédito", e que o valor do contrato ainda pode aumentar.
Ele disse que o PNUD já auxiliou no passado projetos relacionados aos Jogos Pan-Americanos, e que a agência ganhará "visibilidade" no Brasil devido à sua participação.
Um porta-voz do governo do Distrito Federal disse que o governador Agnelo Queiroz (PT) tem por regra não comentar os contratos da capital.
Não é a primeira vez que o Brasil se vale da experiência de agências da ONU. No ano passado, para o evento ambiental Rio+20, o PNUD colaborou para garantir a transparência dos processos de aquisição, e também a acessibilidade para pessoas com deficiências, a sustentabilidade ambiental e a inclusão social.
A Fifa já alertou que o Brasil não pode mais ter atrasos nas obras. O novo estádio de Brasília, com 70 mil lugares, será o segundo maior da Copa de 2014. Ainda falta cobri-lo, instalar acessórios e plantar a grama.
Antes da Copa das Confederações, o estádio deve receber dois jogos: a final do Campeonato Brasiliense, em 18 de maio, e a primeira rodada do Campeonato Brasileiro, entre Santos e Flamengo, uma semana depois.
(Reportagem adicional de Jeferson Ribeiro em Brasília e Louis Charbonneau em Nova York)

Fonte: http://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/bras%C3%ADlia-pede-ajuda-da-onu-para-concluir-est%C3%A1dio-225657824--spt.html

A escolha de liderar


Ser líder é estar preparado para fazer escolhas e ter disposição para assumir a responsabilidade por elas

Por Eugênio Mussak 

Por um instante, fui retirado da leitura do livro pela pergunta da aeromoça americana, que estava apressada em servir o almoço e queria saber se eu preferia carne, peixe ou massa: "Excuse me. Meat, fish or pasta?" Fiz a minha escolha, para logo depois ouvir: "And for starter, soup or salad?" Puxa, será que ela não ia parar de me fazer escolher? Ainda ia perguntar, claro, se eu preferia sobremesa, frutas ou queijos; se ia tomar vinho; se seria branco ou tinto; se a água seria com gás ou sem gás. Quando desisti de ler porque havia perdido a concentração liguei a TV e tive de fazer vários comandos até chegar aos filmes, para então me dar conta de que tinha de optar entre drama, aventura, comédia, clássicos e sei lá mais o que, para então chegar a uma imensa lista de filmes disponíveis.

Tudo bem, pois a variedade de opções é o melhor sinal da liberdade e do progresso. Essa é a parte boa. A ruim é que ter de escolher acaba gerando um momento de ansiedade, pois a escolha sempre pressupõe renúncia. Eu não podia comer carne, peixe e massa. Não no mesmo voo. Tinha de escolher um e abrir mão de dois. "Assim é a vida", pensei.

Foi quando me dei conta de que o livro que estava lendo era Handbook of Leadership, que tinha acabado de comprar na Coop, a l ivraria de Harvard, e nele havia uma abordagem sobre as escolhas estratégicas que os líderes tinham de estar preparados para fazer. Grandes líderes da história fizeram grandes escolhas, que influenciaram a vida de muitas pessoas. E assumiram a responsabilidade por elas, por isso eram líderes.

Sim, ser um líder é ter preparo para fazer escolhas e disposição para assumir a responsabilidade por elas. Sem essas duas qualidades não há liderança. E isso nos leva à primeira grande escolha que o líder tem de fazer: a de ser um líder. Como toda escolha pressupõe renúncias, ao escolher ser um líder você está abrindo mão do conforto de não liderar, de simplesmente seguir.

Liderar é fazer escolhas, e quem não está disposto a fazê-las em nome de outros, e responder por elas, não está preparado para liderar. Mas tudo bem, alguém tem de liderar e alguém tem de seguir. Não deseja fazer escolhas? Faça voos curtos. Neles a aeromoça só oferece uma barrinha de cereal. Fica mais fácil. Ainda que isso também seja uma escolha...

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/artigos-eugenio-mussak-escolha-liderar-732149.shtml

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ginástica olímpica do Rio passa pela pior crise de sua história, diz dirigente


“Eles ficam preocupados porque não sabem como administrar. Não funciona financeiramente, mas isso não é um problema do esporte e sim da administração", diz presidente da Federação de Ginástica

Por Vladimir Platonow

A falta de locais para treinar está prejudicando o nível técnico da ginástica olímpica no estado do Rio e poderá comprometer toda uma geração de atletas, impedidos de atingir nível olímpico por não ter onde treinar. A presidente da Federação de Ginástica do Estado do Rio de Janeiro, Andréa João, considera esta a pior crise da história da ginástica no Rio. "Já tivemos outras crises, que foram superadas, mas esta é a mais cruel. É um contrassenso que não consigo entender, por se tratar da cidade olímpica".

Atualmente, ela despacha de sua própria casa, já que a entidade não tem sede própria. A única e modesta sala, onde estão objetos, arquivos e alguns móveis, fica no Estádio de Atletismo Célio de Barros, que está prestes a ser demolido para dar lugar às obras de reforma do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.

Recentemente, a diretoria do Flamengo decidiu terminar com a equipe de ginástica do clube, onde treinavam campeões como Diego e Daniele Hypolito e Jade Barbosa, além de mais 25 atletas de ponta. Segundo a presidenta da federação, outros espaços vêm sendo fechados no estado, passando de forma despercebida pela mídia.

“Há espaços menores que estão fechando e as pessoas nem sabem que os presidentes dos clubes acabaram com a ginástica. Estou muito preocupada com este cenário. Porque se a gente não tem onde praticar, sinceramente não sei o que fazer. Infelizmente, o ciclo fica fechado e não temos como quebrá-lo”, disse Andréa. Ela citou dois exemplos recentes de instituições tradicionais que fecharam seus projetos de ginástica: o Colégio Plínio Leite e a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), ambos em Niterói, e o Colégio Alfa Cem, na zona oeste do Rio. Além disso, segundo Andréa, clubes de peso, como o Vasco da Gama, também não estão investindo nos departamentos de ginástica.

“Eles ficam preocupados porque não sabem como administrar. Não funciona financeiramente, mas isso não é um problema do esporte e sim da administração. Eles dizem que o esporte é deficitário, mas por que só no Brasil? É assim e no mundo todo funciona?”.

Por causa disso, a presidenta da federação demonstrou preocupação com os resultados do país na ginástica nas Olimpíadas de 2016. “Quando o Brasil ganhou medalha olímpica, achei realmente que a gente fosse mudar. Que o paradigma fosse trocado e que tivéssemos investimentos maiores e ginásios, com preocupação na formação do atleta. Mas, hoje eu me pergunto: onde é que está o esporte [olímpico] no Rio de Janeiro? Com certeza não está nas escolas. Os clubes estão mostrando que não têm condições de administrar. E não está nas universidades. Então está onde? Cadê o esporte?”, indagou.

“A gente não está entrando [em crise]. Nós já estamos há muito tempo. Agora está mais evidenciado pela questão da Olimpíada. Eu fiquei muito decepcionada na época do Pan [Jogos Pan-Americanos de 2007]. A gente achava que o Pan ia ser a salvação do nosso esporte. Mas ele passou, a federação não foi chamada para nada, ficamos isolados e não tivemos nenhum retorno disso. Não tivemos um ginásio bacana, um projeto que pudesse estar dando frutos hoje.”

Andréa disse que o problema não é a falta de verbas oficiais para o esporte, mas a destinação final desses recursos. “Eu nunca vi uma participação tão grande do governo no esporte. Há muito dinheiro sendo canalizado, mas não sei por que não está sendo feito algo pela parte de base, na estrutura do esporte. Estão se preocupando muito com o topo, com atletas com medalhas. Mas, em que isso vai modificar o nosso país? Hoje, a realidade são as mães ligando para a federação, perguntando onde elas podem levar os filhos para praticar esporte.”

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, reconheceu que o fechamento de instalações esportivas é negativo, principalmente para a renovação por meio das novas gerações. “Evidentemente, ninguém gosta que se feche instalações esportivas. Agora, cada clube entende o que é melhor para si. Eu não dirijo nenhum desses clubes, mas é fundamental que eles reflitam a importância para a juventude, pois esse talvez seja o principal legado que fica para o esporte. São essas crianças que amanhã vão se motivar para praticar ginástica ou jogar basquete, badminton, tênis, futebol ou vôlei”, disse Nuzman.

Segundo o presidente do COB, os atletas de ginástica que treinavam no Rio estão sendo levados para outras cidades, inclusive para fora do estado. “Na verdade, o Rio nunca teve um centro de ginástica, historicamente falando. Hoje, uma parte da ginástica está indo para [o município de] Três Rios, a outra está indo para Belo Horizonte, para o Minas Tênis Clube. Infelizmente, pegou fogo o ginásio do Flamengo, com equipamentos que nós emprestamos, que poderia ser transformado em um centro nacional. Mas acredito que a ginástica continua sendo uma preocupação, de podermos dar o melhor possível.”

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/ginastica-olimpica-do-rio-passa-pela-pior-crise-de-sua-historia-diz-dirigente/73990/

quinta-feira, 7 de março de 2013

Botafogo lança maquete oficial do Engenhão em rede social


Miniatura do estádio chegará em breve às lojas



RIO - O departamento de marketing do Botafogo inovou ao lançar uma réplica fiel do Engenhão em escala miniatura. Via Facebook, o clube anunciou que o produto estará disponível nas prateleiras das lojas oficiais em breve. A repercussão entre os torcedores na rede social foi positiva.
Inaugurado no dia 30 de junho de 2007, o Estádio Olímpico Municipal João Havelange é considerado o mais moderno da América Latina e o quinto mais moderno do mundo, com capacidade para 46 mil pessoas. Apesar disso, é alvo constante de críticas por parte dos torcedores cariocas. A acústica vazada do estádio e a estrutura no entorno são as principais reclamações.
Desde 2009, o Botafogo conta com o auxílio de uma empresa terceirizada para a gestão do Engenhão, que passou a receber o nome de Stadium Rio. Além do campo oficial, o estádio possui pista de atletismo, dois setores para salto triplo e em distância, um para salto com vara, outro para salto em altura e uma pista de dardo. Há ainda um campo anexo destinado a treinamentos e uma pista de atletismo interna para aquecimento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/botafogo-lanca-maquete-oficial-do-engenhao-em-rede-social-7772518#ixzz2Mt0iWBwz 



terça-feira, 5 de março de 2013

Ferramentas que auxiliam o desenvolvimento esportivo local

Este texto foi publicado no site Cidadania do Porto com o intuito de sugerir algumas ferramentas que auxiliem a gestão esportiva municipal.

Itaguaí vive um teórico momento de renovação e espera-se que o esporte esteja incluído. O primeiro passo foi a criação da Secretaria de Esporte e Lazer, porém, até o momento, ela vive de especulações e sem nome definido oficialmente para o seu comando. Entretanto, os esportistas itaguaienses esperam mais do que foi feito nas últimas décadas. E, nessas mesmas décadas...

Leia o texto completo aqui

sexta-feira, 1 de março de 2013

Governo do Rio divulga edital de privatização do Maracanã


Licitação está marcada para o dia 11 de abril
Grupo vencedor cuidará também das obras no entorno
Reforma deverá ser concluída até 24 de maio, prazo da Fifa

RIO - O edital de privatização do Maracanã foi divulgado nesta segunda-feira pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, que marcou a licitação para 11 de abril, às 10h. A empresa ou o consórcio que assumir o estádio terá que cuidar também do Maracanãzinho e do entorno. A sessão de licitação será no auditório do prédio anexo do Palácio Guanabara, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul da capital fluminense.
O decreto com o edital foi publicado nesta segunda no Diário Oficial. A data do anúncio do vencedor do processo licitatório é também 11 de abril. A responsabilidade da licitação é da Casa Civil, que formou uma Comissão Especial de Licitação, presidida por Luiz Roberto Silveira Leite. O modelo de gestão proposto para o Maracanã é de parceria público-privada (PPP).
O Maracanã, que será palco das finais da Copa das Confederações (torneio a ser disputado de 15 a 30 de junho deste ano) e da Copa do Mundo de 2014, está em reforma desde 2010. Nas Olimpíadas de 2016, o Maracanã vai receber a abertura e o encerramento do evento. O fim das obras deveria ter sido em dezembro passado, mas elas atrasaram e a previsão de entrega agora é 24 de maio, prazo máximo dado pela Fifa.
A fasa etual da reforma é a da instalação das cadeiras e da lona da cobertura. No fim de 2012 o governo do estado informou que 80% das obras estavam concluídos. D e lá para cá não divulgou mais percentual algum.
A partida de reinauguração do estádio, construído para a Copa de 1950, está prevista para 2 de junho, um amistoso entre as seleções de Brasil e Inglaterra. O calendário de jogos na Copa das Confederações é o seguinte: México x Itália, em 16 de junho; Espanha x Taiti, em 20 de junho; e a decisão do torneio, em 30 de junho.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/governo-do-rio-divulga-edital-de-privatizacao-do-maracana-7666782#ixzz2MHihxWTp 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Armênio Neto deixará marketing do Santos


Por Erich Beting

Armênio Neto deverá deixar o cargo de gerente de marketing do Santos até o fim da semana. O executivo, que está no clube desde 2010, já anunciou a decisão de sair ao presidente Luis Álvaro Oliveira Ribeiro, e espera apenas conduzir as últimas negociações de patrocínio antes de entregar o cargo.

À Máquina do Esporte, Neto afirmou que ainda não tem um futuro definido. Ele recebeu sondagem de outros clubes e também de empresas, mas só depois do Carnaval deverá tomar uma decisão do que fazer. Entre as opções, há a possibilidade de voltar a dar expediente na agência de publicidade da qual é sócio.

"Já avisei ao presidente que não tenho interesse em continuar, estou apenas terminando umas negociações de patrocínio para então entregar o cargo. Acredito que esta seja minha última semana no Santos", afirmou o executivo.

Neto foi um dos grandes responsáveis pela guinada do departamento de marketing do Santos desde 2010 e, especialmente, pelo aumento do faturamento do clube com patrocínio nos últimos anos. À frente do cargo, ele foi responsável por acordos com Seara, Medley e Nike, entre outros.

Seu projeto mais destacado dentro do clube, porém, foi o plano para a permanência de Neymar no Santos, a partir da assinatura de um acordo que concede à entidade o direito de exploração comercial da imagem de seu principal jogador, a exemplo do que é feito no futebol europeu.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/28/28368/Armenio-Neto-deixara-marketing-do-Santos/index.php

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Impotência Olímpica: o lado sem-teto da cartolagem


Dinheiro que jorra no topo da pirâmide não chega às federações esportivas e atravanca o trabalho de base no Rio

Por Ary Cunha e Claudio Nogueira

RIO - Numa das bilheterias do Parque Aquático Júlio De Lamare, o expediente é diário, mesmo com guichês fechados e nenhuma venda de ingressos há anos. Na porta que deveria dar acesso aos bilheteiros, uma pequena placa justifica o entra-e-sai rotineiro. Ali, funciona precariamente a Federação de Handebol do Estado do Rio de Janeiro (FHERJ), com mesas, cadeiras e troféus amontoados, além de armários com as gavetas mais baixas vazias para evitar perda de documentos em época de enchentes.
- Não temos funcionários. Aqui, eu, a presidente e colaboradores fazemos de tudo um pouco. Desde 2007, fomos mudando de sede e perdemos até telefone. Nos comunicamos por e-mail. Para fazermos assembleia, pedimos espaço a colégios ou a clubes - relata Rômulo Valente, vice-presidente da FHERJ.
Embora seja mais um triste retrato da falta de incentivo ao esporte de base, na cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a realidade do handebol ainda é privilegiada, se comparada à de outras entidades que controlam as modalidades no estado. Ter um espaço emprestado, por mais precário que seja, ainda é um luxo do qual muitos não dispõem.
- Tínhamos um canto no Célio de Barros, nem sala era, onde guardávamos material, e tivemos de sair de lá. Nossa federação funciona virtualmente, já que não tenho espaço físico. Uso o computador da minha casa para me corresponder com os filiados e diretores - afirma a presidente da Federação de Ginástica do Rio (FGERJ), Andréa João, que costuma marcar reuniões na praça de alimentação de um shopping da Tijuca.

LEI PIVA NÃO CHEGA À BASE
Enquanto os milhões de patrocínios estatais e as verbas públicas, como as da Lei Piva, jorram nos cofres do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e de suas confederações filiadas, uma situação de penúria ainda assola as federações, atingindo diretamente a base do esporte, já que são elas que promovem torneios e competições em âmbito estadual, das categorias mirim à juvenil.
- Não recebemos nada da confederação - afirma Valente. - Nossa arrecadação se limita a taxas de transferência de atletas do Rio para outros estados, que variam de R$ 300 a R$ 700, e a inscrições de equipes em campeonatos, entre R$ 200 e R$ 400.

APOIO POLÍTICO E PIRES NA MÃO
O papel de vítimas, no entanto, não lhes parece o mais indicado. Afinal, são essas mesmas federações que sustentam politicamente e perpetuam o modelo de divisão do bolo feito pelo COB e seus aliados. Há quem ainda insista em viver de favor, mesmo ciente que a ordem de despejo pode vir a qualquer momento.
- Estamos resistindo ali até que alguém chegue e diga: “Deem o fora!” - desabafa Álvaro Lionides, presidente da Federação de Basquete do Rio (FBERJ). - O poder público não atenta para as federações esportivas. Elas são privadas, mas fazem um trabalho social. Administramos a modalidade e fazemos, em média, 1.200 jogos oficiais por ano. São cerca de dois mil atletas, só na base, com jovens de 12 a 19 anos, muitos de classe baixa. Se não fosse o basquete, onde esses jovens estariam? Isso não é trabalho social? O que o governo e a cidade olímpica fazem nesse sentido?
Na falta de fontes de arrecadação, não faltam entidades cujo endereço administrativo é o da casa de seus presidentes, como é o caso da ginástica. Outros tiram dinheiro do bolso na tentativa de buscar novos patrocínios para suas modalidades, como o atleta olímpico e presidente da Federação de Luta Olímpica do Rio, Antoine Jaoude. Ele reconhece que a falta de credibilidade em torno das administrações esportivas inibe novos incentivos.
- Vou mantendo a federação do meu próprio bolso. Gasto R$ 1.500 todo ano só para tirar as certidões e manter a entidade em dia. A gente vai se virando nos 30 — afirma Jaoude, peso pesado que competiu na luta livre em Atenas-2004, lamentando a falta de apoio da iniciativa privada. - Estou decepcionado com as empresas. A Lei de Incentivo é ótima, mas muitos ainda têm medo de confiar nas federações. E há também outras que estão irregulares e não querem se expor. Já cansei de pagar jantar aqui, em Angra, na Serra, para negociar com empresários e não consegui nada. Nossos atletas, para competir em outros lugares, viajam com ônibus emprestado.

CORRIDAS DE RUA SALVAM
Caso raro de federação com sede e fonte de arrecadação próprias, a de atletismo sofre com a iminente demolição do Estádio Célio de Barros, onde a maior parte das equipes da modalidade, do infantil ao profissional, treinava diariamente. Opositor ao atual presidente da CBAt, Roberto Gesta de Mello, o presidente da Farj, Carlos Alberto Lancetta, admite receber R$ 8.500 da entidade por ano. Um valor insuficiente para bancar os custos da federação, que mantém uma casa em Vila Isabel com alojamento para 36 atletas e diariamente fornece refeições a mais de 50 competidores. Não fosse a febre das corridas de rua, dificilmente o atletismo do Rio teria para onde correr.
- Mais de 70% da nossa receita vêm dos alvarás para corridas de rua. Foram 78 no ano passado. Recebo R$ 2.500, metade do que a CBAt cobra para autorizar cada prova - afirma Lancetta, criticando a divisão dos recursos da confederação. - Só da Caixa, a CBAt recebe R$ 16,5 milhões anualmente, mais R$ 3,5 milhões da Lei Piva. Com receita de TV e outros patrocínios, são R$ 25 milhões por ano. E não repassam nem 5% deste total às 27 federações do país.
Assim como o atletismo, o ciclismo tem hoje como maior bandeira a luta contra a demolição de seu principal espaço. Depois de ser obrigado a tirar todo o material do velódromo, a Federação de Ciclismo do Rio (Fecierj) já move uma ação, no Ministério Público (MP), contra a prefeitura.
- Por que levar o velódromo para Goiânia, se lá ninguém conhece ciclismo de pista? - indaga o presidente da Fecierj, Cláudio Santos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/impotencia-olimpica-lado-sem-teto-da-cartolagem-7477330#ixzz2Jvqxp6qD 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O presente e o futuro das modalidades esportivas no Brasil dependem diretamente da administração das Confederações e Federações


por José Estevão Cocco

O exercício de cargos diretivos e administração do marketing, imprensa e eventos da Federação Paulista de Ciclismo, da Confederação Brasileira de Ciclismo, da Confederação Brasileira de Basquete, da Federação Paulista de Vôlei, da Confederação Brasileira de Vôlei – administração Nuzman – além da direção de marketing de empresas fabricantes de produtos inerentes ao consumo esportivo e qualidade de vida, entre outras, me proporcionou know-how suficiente para analisar o fraco desempenho administrativo, governança e marketing de grande parte de nossas Federações e Confederações.

Existem raras exceções.

A principal razão do insucesso, derivada dos sistemas eleitorais, é a perpetuação no poder de dirigentes acomodados, incapazes e desmotivados. Hoje, um dirigente só é derrotado em eleições se quiser.

Recorrentemente recebo queixas de dirigentes esportivos reclamando da falta de patrocínios e verbas públicas.

É necessário que se diga que a maioria dos dirigentes são amadores – na mais digna acepção do termo: amar – do esporte. Sem a colaboração desses amadores do esporte, que vibram e vivem pelo esporte, entendo que a situação estaria bem pior.

Infelizmente, como diz o dito popular, de bem intencionados e incapazes o inferno está cheio.

Ao participar de um fórum, eu estava tentando convencer os dirigentes de que eles necessitavam ter colaboradores profissionais em governança, administração, planejamento, operação, propaganda, técnico e, principalmente, marketing e ouvi que “se as entidades não têm verba nem para subsistência como fariam para ter uma estrutura profissionalizada…”.

Mas, em contrapartida, quanto menor é a verba conseguida, mais ela é mal investida.

Todos querem receber patrocínios privados sem terem nada para dar em troca. Sem ter o produto. E se têm, não sabem o que significa o produto no mercado. Quanto vale? Para quem? Quem consome? Etc, Etc, Etc.

Está na hora de mudar. É preciso por um fim na acomodação da perpetuação do poder. Dar voz e oportunidades aos atletas, aos clubes, à profissionalização. Se a entidade não tem verba para se profissionalizar, a única saída é que seus dirigentes sejam profissionais remunerados clara, justa e honestamente.

Já temos alguns exemplos despontando com sucesso.

Fonte: http://www.abraesporte.com.br/2013/01/o-presente-e-o-futuro-das-modalidades-esportivas-no-brasil-dependem-diretamente-da-administracao-das-confederacoes-e-federacoes/

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Criação de empresa: a cartada do Flamengo


Clube planeja companhia privada e fundo de investimento para comprar jogadores
Outra aposta é o programa de Sócio-Torcedor

Por Carlos Eduardo Mansur

RIO - Em qualquer conversa, os dirigentes do Flamengo mostram uma certeza: a partir do segundo semestre, o poder de fogo do clube para reforçar o time será maior. E a estratégia tem três pilares. Primeiro, o lançamento de um novo programa de Sócio-Torcedor. Logo adiante, virão outros dois passos decisivos, com um olhar diretamente voltado para o mercado. Um deles, a criação de uma empresa, que terá gestão independente do clube e investidores como cotistas, com o objetivo de comprar direitos econômicos de jogadores no mercado. Mais à frente, após cumprir trâmites legais, o plano é criar um fundo de investimento, em moldes parecidos com o anunciado recentemente pelo Santos.
A formatação do modelo da companhia que o Flamengo pretende lançar está a cargo de Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e vice-presidente de Negociação da Dívida, cargo criado pela nova diretoria. A empresa terá um gestor independente, não pertencerá ao Flamengo e buscará investidores no mercado. Estes serão os cotistas e os ativos serão os direitos de jogadores adquiridos. Ou seja, os direitos de jogadores que já pertencem ao Flamengo não serão incorporados ao patrimônio da nova companhia. O clube afirma já ter “uma fila de interessados” em investir na nova empresa, assim que ela for criada. Os potenciais alvos buscados pelo clube para a injeção de capital no projeto não são somente os tradicionais agentes de futebol, mas empresas de outras áreas.

Clube capitalizado em 2013
Ao Flamengo, mais especificamente à área técnica do futebol, caberia a indicação de nomes de jogadores que interessam ou, ainda, a detecção de atletas com potencial de valorização. A questão, no momento, é a criação de regras de governança da empresa, determinando em que momentos e em que condições o jogador pode ser vendido. O desafio é equilibrar o interesse dos investidores, que precisam realizar lucro, e o do clube, de modo que o time não fique prejudicado com uma venda. O Botafogo, que tem uma empresa para gestão de direitos ligados ao futebol, é citado como exemplo na Gávea.
O projeto final é lançar um fundo de investimento para a contratação de jogadores. No entanto, a constituição do fundo exige um tempo maior para atender questões legais, como registro e aprovação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Seria preciso, ainda, encontrar uma empresa do mercado financeiro para a gestão do fundo e um banco para administrá-lo. A diretoria aposta que o novo modelo, desvinculado da gestão do clube, teria a credibilidade necessária para atrair investidores. A ideia é que os dois projetos - da fundação da empresa e a criação do Fundo - já rendam dividendos ao clube até o fim de 2013.
A ação mais imediata para ampliar a capacidade do clube de investir em jogadores é a reestruturação do programa de Sócio-Torcedor. Na nova etapa, a ideia é criar benefícios que incluam descontos na venda de ingressos e um plano de fidelização. Até agora, em 2013, o Flamengo só contratou jogadores sem custo. Gabriel e Wallace, cujos direitos pertencem a investidores, fizeram contratos longos com o Flamengo. Por empréstimo gratuito vieram Carlos Eduardo, Elias e João Paulo. Em todos os casos o clube tem a opção de compra e, para fazê-lo, precisará estar capitalizado até o fim do ano.
Nesta terça-feira, o vice de marketing do clube, Luiz Eduardo Baptista, conversou com os jogadores e explicou os compromissos que devem ter com os novos patrocinadores do clube.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/criacao-de-empresa-cartada-do-flamengo-7438264#ixzz2JTJN6v8s 

Centro Paralímpico Brasileiro é apresentado em São Paulo


Centro de Treinamento será referência na América Latina para 14 esportes paralímpicos

O projeto de construção do Centro Paralímpico Brasileiro, instalação pioneira no país e principal centro de treinamento para atletas paralímpicos da América Latina, foi apresentado nesta sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, com a presença da Presidente da República, Dilma Rousseff. O CT é parte do Plano Brasil Medalhas, do Ministério do Esporte, que tem por objetivo consolidar o país entre as maiores potências esportivas do mundo, e será erguido no Parque Fontes do Ipiranga.
O complexo esportivo reunirá 14 esportes: atletismo, basquetebol em cadeira de rodas, bocha, natação, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5 (para cegos), futebol de 7 (para paralisados cerebrais), goalball, halterofilismo, judô, rúgbi em cadeira de rodas, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa e voleibol sentado. A concentração de modalidades em um só local é inspirada em países como Ucrânia, China e Coreia do Sul. A previsão é entregar a primeira parte das obras em 2014 e o complemento em 2015.
“Aqui, estamos comemorando e mais que homenageando, apoiando a persistência, a força de vontade e o movimento de superação que um grande atleta olímpico ou paralímpico tem que ter para lutar e chegar até o pódio. É para esses atletas que o Brasil implanta o Centro. Porque a palavra é dever e nós devemos esse apoio, porque ele é crucial para que os atletas de alto rendimento conquistem mais vitórias. Além disso, transformem tudo em conhecimento”, disse a Presidente.


Em uma área projetada em 94 mil metros quadrados, serão construídos quatro ginásios, dois campos de futebol, quadras de tênis e pista de atletismo. Além disso, uma área residencial composta por alojamentos, refeitório e lavanderia, um setor administrativo com escritórios, salas de reunião, auditórios, depósitos e estacionamento fazem parte do projeto. O Centro de Medicina e Ciências do Esporte, a academia, vestiários e outros espaços de apoio completam o espaço.
O evento contou com a presença dos atletas paralímpicos Daniel Dias, nadador que faz parte do Conselho de Esportes Rio 2016™, e Fernando Fernandes, da paracanoagem.

Fonte: http://rio2016.com/noticias/noticias/centro-paralimpico-brasileiro-e-apresentado-em-sao-paulo

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Futuro do Esporte Brasileiro


Por Radamés Lattari

Normalmente utilizo este blog para falar de vôlei, mas hoje resolvi escrever de forma mais ampla sobre um tema que me aflige e pelo qual tenho grande preocupação. O futuro do esporte brasileiro. Compartilharei com vocês em três artigos meus pontos de vista, observando as seguintes questões: críticas , elogios, sugestões e ideias.
Com a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada, o Brasil se tornará, por alguns anos, o país do esporte. Muita gente, com evidente razão e lógica, acredita que nosso futuro esportivo esteja garantido devido ao grande espaço e a propaganda que será feita.
Porém, eu vou na contramão da maioria. Acho que a realização de todos estes eventos aqui no Brasil não mudará muito o nosso futuro e pouco influenciará na nossa participação. Continuaremos sempre dependendo da atuação individual de um atleta nas modalidades nas quais temos tradição (judô e iatismo) ou do resultado de esporte coletivo (vôlei e futebol).
Acredito que a nossa preparação deveria ter sido iniciada há alguns anos, com uma grande e organizada massificação. Com isto, hoje estaríamos selecionando uma elite, que bem preparada, poderia nos representar bem. Infelizmente, nossos grandes atletas são sempre os mesmos há diversos anos. Começam como esperança e terminam como veteranos desgastados. Os poucos que confirmam as expectativas são atletas que recebem um bom apoio econômico do Governo, Confederações e patrocínios.
Os nossos patrocinadores não são estimulados a investir na base. No Brasil, as leis de incentivo são complicadas e levam dinheiro somente à pequena elite de atletas.
Nos últimos anos, involuímos muito no trabalho de base por uma falta de política do esporte. Os clubes que sempre fizeram este trabalho, devido aos altos custos (taxas e material), deixaram de fazê-lo e com isto, a cada ano que passa, estão diminuindo os espaços para as crianças praticarem as modalidades.
Cito como exemplo: vôlei e basquete no Rio e São Paulo. O número de clubes participando dos campeonatos das divisões de base é de 3 a 4 vezes inferior ao de alguns anos atrás. Os treinadores passaram a trabalhar menos e juntar categorias em preparações únicas, pois os seus salários são indignos.
O Governo Federal sempre foi muito injusto com os clubes formadores, já que estes cedem seus atletas para representar o País e o Governo nunca os ajudou na devida proporção.
Falta de estrutura, escassez de material e estado precário das nossas instalações nos deixam ser uma potência esportiva, mas não nos permitem ser uma potência olímpica. Pois na média dos esportes coletivos, estamos bem.
É mais fácil para os abnegados professores de Educação Física que, com um pouco de sorte, têm uma bola para trabalhar, dividir suas turmas por equipes em qualquer espaço mesmo com pouca estrutura.
Sendo assim formamos boas equipes no futebol, vôlei, basquete e handebol. Porém, estes esportes na Olímpiada brigam somente por uma medalha. Reparem quantas medalhas se pode conquistar em outras modalidades: Judô (14), Atletismo (94), Boxe (13), Badminton (5), Canoagem (16), Ciclismo (18), Levantamento de Peso (15), Ginástica artística (28), Luta (18), Natação (64), Remo (14), Taekwondo (8), Tiro (15) e Vela (10).
Para se ter uma boa participação na Olimpíada, é preciso investir nos esportes em que se tenha em disputa diversas medalhas. Em Londres 2012, os ingleses fizeram este trabalho no remo, ciclismo e vela. Nestas modalidades, conquistaram diversas medalhas.
Enquanto não surgirem leis de incentivos mais simples de serem compreendidas e aplicadas para quem trabalha na base, ficaremos cada vez mais distantes das potências olímpicas.
Conseguimos a façanha de trazer estes dois grandes eventos para o Brasil, e quero, assim como deseja todo brasileiro, ser otimista e tirar proveito da situação e por este motivo renovo a minha esperança de que dois fatos aconteçam em breve tempo:
- Precisamos entender com urgência que devemos levar o esporte para as escolas.
- Aproveitar este evidente atraso para impulsionar leis e investimento na base.
Com simples, mas eficientes ações passo rapidamente do pessimismo ao otimismo.
No próximo artigo, escrevo sobre a estrutura do esporte, Ministério e Comitê Olímpico Brasileiro, e no terceiro apresentarei sugestões.
Não conheço o atual Ministro do Esporte Aldo Rabelo, mas gostei muito da sua sinceridade ao assumir o cargo, ele afirmou “o Brasil não tem e necessita de uma política para o esporte”, não é fácil encontrar um político que critique políticos do seu próprio partido (já que os dois ministros anteriores faziam parte do mesmo partido do atual ministro).
Acho que ter independência e adquirir credibilidade deva ser o ponto de partida para o Ministério do Esporte. Qualquer pessoa com um pouco de lucidez sabe que nos dias de hoje a principal importância de um ministério é servir para ser sucateado para fazer caixa para um partido ou políticos. Se o Ministro conseguir retirar o Ministério do Esporte desta situação, seria um passo importante para se criar uma diretriz para o esporte.
Em um país continental e tão heterogêneo como o nosso, é muito difícil de uma hora para outra estabelecer uma política para o esporte. Creio que deveríamos ir por etapas. Inicialmente estabelecer metas e objetivos para um período de alguns anos. A Espanha fez assim visando Barcelona 92.
Para o Ministério dos Esportes obter sucesso, entendo que algumas premissas são fundamentais:
Demonstrar a grandeza e a importância da prática do esporte para o país;
Ter no comando gente que entenda, goste e de credibilidade;
Massificação dos esportes nas escolas e ajuda aos clubes formadores;
Leis de Incentivo para quem trabalha com a base;
Valorização dos professores de Educação Física;
Demonstrar a importância do esporte na formação do cidadão e na prevenção da saúde;
Não liberar verbas para a construção de mais nada. Vamos sim, recuperar e manter o que já existe.
Aumentar em muito a verba destinada ao COB. O repasse nos últimos anos melhorou, mas ainda é muito pouco.
Sobre os itens acima gostaria de dar dois exemplos:
- Nos EUA, até alguns anos atrás, a Educação Física não era obrigatória, e hoje ela é por um simples motivo, eles pesquisaram e verificaram que para cada dólar investido no esporte eles economizavam seis na saúde.
- Holanda e Itália, dois países de tamanho e população bem menores do que o Brasil, os seus Comitês Olímpicos têm verbas bem superiores as do COB.
E por falar no COB, seu presidente Carlos Arthur Nuzman, com seu dinamismo e apoio do poder público, elevou o status do esporte brasileiro. Fez um trabalho incrível ao trazer grandes eventos como o PAN de 2007 e as Olimpíadas para o Brasil.
Acho que pouca gente sabe realmente onde começa e termina a responsabilidade do COB. Acho pequeno o espaço do COB dentro da estrutura do esporte brasileiro. Vejo com entusiasmo o fato de diversos ex-atletas hoje serem funcionários do Comitê, ao lado de outros profissionais de larga experiência. Fui a Londres e a estrutura oferecida por eles aos atletas, treinadores e demais integrantes da delegação brasileira foi impecável. Nada a desejar a qualquer país de primeiro mundo.
Acredito que, com as experiências do seu grupo de profissionais, o COB deveria ter uma forte atuação, um espaço dentro do Ministério dos Esportes no trabalho de massificação esportiva. O Ministério seria o responsável por elaborar a parte política da iniciação esportiva nas escolas, clubes e o COB, junto com as Confederações, seriam o responsável pelo desenvolvimento técnico desde a iniciação. Eu, no próximo artigo, demonstro como esta união ajudaria ao esporte brasileiro.
Hoje, a principal função do Comitê Olímpico Brasileiro é repassar verbas para as Confederações, utilizando a meritocracia. Será esta a única maneira de exercer poder sobre Confederações Brasileiras.
Somente por mérito, a distância entre as chamadas “grandes” Confederações e as “pequenas” serão cada vez maiores.
Todas as Confederações deveriam apresentar ao COB seus planejamentos, objetivos, convocações e contratação de treinadores e demais profissionais. Depois então de analisar estas solicitações, seria feita a destinação de verbas de acordo com as necessidades, possibilidades de conquistas e outros.
Por estes motivos o COB deveria ter um poder oficial para ajudar, intervir e cobrar mais das Confederações.
Existem algumas situações que eu discordo completamente. Por Lei é proibido repasse de verbas para Confederações, caso o seu presidente seja profissional e receba salários. Considero, nos dias de hoje, ridículo este fato. Devemos pressionar para que este item seja alterado, devemos trazer transparências eliminar possibilidades de ganhos justos, mas de forma incorreta.
Hoje quase todos os presidentes de Confederações, Federações, Clubes e etc. são acusados de serem sócios de empresários ou ocultos da empresa de marketing que cuida do órgão da qual presidem. Alterando a Lei , profissionalizando os dirigentes, fazendo sempre licitação aberta para tudo, e proibindo contratos de exclusividades por longos períodos, inibiríamos ações e grande parte destas acusações que trazem um desgaste muito grande.
Outro fato que sou totalmente contra é a questão eleitoral. Sei que hoje, é um efeito cascata. O COB e as Confederações copiam o estatuto das Federações Internacionais, as quais estão filiados. Um regulamento que limita ao máximo o número de candidatos a uma eleição. Hoje para poder ser candidato ao COB, o possível candidato deve ser presidente de uma Confederação ou ser um Diretor não remunerado do COB há diversos anos.
Zé Roberto Guimarães, Maria Ester Bueno, Zico, Gustavo Borges, Bernardinho, Hortência, Pelé, Galvão Bueno ou o Marcus Vinicius Freire, atual Superintendente do COB, por exemplo, não poderiam ser candidatos à Presidência do Comitê.
O fato de terem construído uma vida vitoriosa no esporte não nos dá e não lhes dá a certeza de que seriam bons presidentes, mas poderia ao menos dar o direito de serem candidatos pela longa vivência dentro do Esporte.
E cito outro exemplo. No dia em que Ary Graça, o Presidente da CBV, lançou a sua candidatura a FIVB, eu o procurei para dizer que gostaria de me candidatar ao seu lugar na Confederação Brasileira de Vôlei. Mas para ser candidato a CBV você precisa ser Presidente de Federação Estadual há mais de nove anos ou Diretor da CBV há mais de cinco anos.
O fato de estar ligado ao vôlei há 42 anos, sendo 38 como treinador não me permite ser candidato. E digo mais: Bernardinho e Zé Roberto, os dois maiores vencedores do vôlei mundial caso quisessem, também não poderiam ser candidatos. Não preenchem as condições básicas que o cargo requer.
Com este tipo exigência, fica praticamente impossível o surgimento de novos nomes. Se um presidente fica 10, 15, 20 anos no poder, seus possíveis sucessores também ficam 10,15, 20 anos envelhecidos.
Sei que muitos presidentes querem ter o prazer de continuar até o Rio 2016, acho de certa forma justo, mas, por favor, ao saírem, façam um ato de amor ao esporte: modifiquem estes estatutos, sejam democráticos, democratizem o esporte permitindo a todos o direito de se candidatarem. E depois, deixem para as urnas decidirem.

Fonte: http://br.esporteinterativo.yahoo.com/blogs/radames-lattari/

Em reestruturação, Puma deve deixar o rúgbi


2012 não foi um ano bom para a Puma. A marca alemã perdeu espaço no mercado, tanto para suas principais rivais, Adidas e Nike, quanto para marcas menores. Segundo a revista Forbes, a empresa já não está entre as dez marcas esportivas mais lucrativas. Isso vem motivando uma grande reforma na companhia, onde tudo indica que deve deixar um dos esportes mais populares do planeta: o rúgbi.

Na última semana, a Irish Rugby Football Union, responsável pela seleção da Irlanda, anunciou um acordo com a marca para finalizar sua parceria no fim da temporada 2013/2014. A seleção local é o maior contrato da fornecedora alemã no esporte da bola oval. 

A medida é o primeiro sinal da saída da Puma do rúgbi, em um processo que foi confirmado por porta-vozes  da companhia: “Essa decisão é reflexo de uma grande mudança de estratégia no marketing internacional e no foco dos produtos da marca”, declarou Tony Ward, gerente geral da Puma na Irlanda.

No fim do ano passado, a empresa já havia decidido não renovar os contratos de patrocínio pessoal de alguns atletas da seleção irlandesa, como Tommy Bowe, Luke Fitzgerald e o capitão Jamie Heaslip.

Recentemente houve uma troca de comando na Puma, onde Jean-François Palus assumiu o cargo de presidente no lugar de Jochen Zeitz, que comandou a companhia por 18 anos. Além de Zeitz, Franz Koch, diretor executivo da empresa, também deixará seu cargo no próximo mês de março.

Em 2007, o grupo francês de artigos de luxo Pinault-Printemps-Redout (PPR) adquiriu 27,1% das ações da Puma pelo preço de 1,4 bilhões de euros. Atualmente, o grupo, que controla marcas como Gucci, Yves Saint Laurent e Balenciaga; é dono de 82,4% da marca alemã.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/28/28295/Em-reestruturacao-Puma-deve-deixar-o-rugbi/index.php