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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Decisão de desmontar velódromo divide opiniões


Federação de ciclismo irá à Justiça para garantir treinos. Confederação não vê problema em remoção de pista

Por Antonio Werneck

RIO - Diante da nova polêmica com a decisão da Empresa Olímpica Municipal de desmontar o velódromo dos Jogos Pan-Americanos de 2007 — que custou R$ 14 milhões — o Ministério do Esporte anunciou na sexta-feira que caberá ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) encontrar um local alternativo para os atletas de alto rendimento do ciclismo continuarem seus treinos, até a construção de uma nova pista com especificações olímpicas.
Como informou O GLOBO na sexta-feira, a presidente da Empresa Olímpica, Maria Silvia Bastos Marques, explicou que vários fatores pesaram na decisão, como o custo-benefício de reformar ou construir um novo circuito. E ainda um parecer da União Ciclística Internacional (UCI) relatando falhas de projeto, que impediriam a homologação da pista para os Jogos de 2016 sem a realização de uma complexa reforma.
O presidente da Federação de Ciclismo, Cláudio da Silva Santos, explicou ontem que não é contra a construção de um novo velódromo, mas prometeu entrar com uma ação na Justiça para impedir que os atletas fiquem sem treinos.
— A solução apresentada até agora é absurda. Ficaremos sem lugar para treinar até a construção do novo velódromo. E isso nós não vamos permitir — afirmou Santos.
Já o presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo, José Luiz Vasconcellos, afirmou que não vê problema na decisão de levar para Goiânia o velódromo do Rio:
— Precisamos de uma pista olímpica. O que foi construído é inadequado para provas internacionais. Há alternativas para os atletas manterem seus treinamentos.
A decisão de desmontar o velódromo havia sido anunciado por Maria Silvia em junho, no lançamento da demolição do antigo autódromo Nelson Piquet. O traçado olímpico é projetado para que os ciclistas alcancem até 85km/h. No velódromo do Pan, os ciclistas só conseguem chegar a 65km/h, mas correndo o risco de acidentes, devido à configuração da pista. O número de assentos também é insuficiente. A versão olímpica exige 5 mil lugares, enquanto hoje existem apenas 1.500 assentos disponíveis. Duas colunas obstruem ainda a visão da pista.

Prefeitura pretendia aproveitar a estrutura
O debate em torno da adaptação do velódromo do Pan-Americano para os Jogos Olímpicos Rio 2016 tomou fôlego em julho passado, quando a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, anunciou a retirada da estrutura para abrir espaço às obras do complexo esportivo no antigo Autódromo Nelson Piquet. A ideia acabou repercutindo. E a polêmica levou o prefeito Eduardo Paes, então em plena campanha para reeleição, a apresentar nova proposta.“Derrubar não dá. A gente faz as adaptações. Temos que aprender a fazer as coisas e mantê-las”, chegou a afirmar o prefeito na ocasião.
O velódromo custou R$ 14,1 milhões aos cofres municipais e ao Ministério do Esporte. Agora, a prefeitura concordou em doar o equipamento ao governo federal que, por sua vez, anunciou que parte da estrutura será levada para Goiânia.
Para justificar a desmontagem do equipamento, Maria Silvia voltou a usar um parecer da União Ciclística Internacional (UCI), que encontrou falhas de projeto que impediriam a homologação da pista para os Jogos Olímpicos sem uma reforma. Pesou na decisão o alto custo de uma reestruturação, semelhante ao que se gastaria se um novo velódromo fosse construído.
Segundo Maria Sílvia, a estimativa de custos, de setembro deste ano, revela que um velódromo novo custaria R$ 134 milhões, ao passo que a reforma da pista atual sairia por R$ 126 milhões.
Os problemas da estrutura já eram conhecidos há dois anos. Entre eles, o velódromo do Pan tem dois pilares fincados no centro da pista, que impedem que árbitros e público tenham visão completa dos atletas. Nas olimpíadas, isso impediria a homologação dos resultados. Com a decisão, o novo velódromo olímpico, inicialmente concebido como provisório, será mantido depois dos jogos.
O velódromo não é a única instalação erguida para os Jogos Pan-Americanos que não será aproveitada, contrariando previsão original. O Parque Aquático Maria Lenk (que custou mais de R$ 60 milhões) receberá apenas as provas de saltos ornamentais e o polo aquático. Ele ficou defasado porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) mudou, após a sua construção, as regras para as instalações das demais provas de natação. Um novo centro aquático provisório será erguido. Outro equipamento que será desmontado após os jogos será o Centro de Tênis. Parte das estruturas será reaproveitada em escolas e creches.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/decisao-de-desmontar-velodromo-divide-opinioes-6625436#ixzz2BLoix3dG 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Confederação revalida Jogos Olímpicos Latino-americanos de 1922


Na decisão mais importante do Congresso da Confederação Sul-americana de Atletismo (Consudatle), realizado em São Paulo neste sábado com 12 dos 13 países da região, os resultados do torneio de atletismo dos Jogos Olímpicos Latino-americanos, disputados no Rio de Janeiro em 1922, foram revalidados.

"A decisão faz justiça aos atletas do continente que conseguiram resultados importantes e também aos que, com as muitas dificuldades da época, organizaram a competição", disse Roberto Gesta de Melo, presidente da Consudatle e da Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat).

Os Jogos em questão fizeram parte dos eventos comemorativos ao Centenário da Independência do Brasil e os resultados do atletismo haviam sido anulados a pedido da delegação chilena. Em São Paulo, o representante do Chile, Álvaro González, reconheceu a importância da revalidação dos resultados: "é uma questão de justiça."

Assim, foram reconhecidos, entre outros, os recordes sul-americanos estabelecidos no lançamento do dardo pelo brasileiro Willy Seevald, que marcou 54,515m na qualificação e 56,3885m na final. Ele faria parte da primeira equipe olímpica do atletismo nacional, que competiu nos Jogos de Paris-1924.

Entre os estrangeiros, a grande atração do atletismo dos Jogos Olímpicos Latino-americanos foi o chileno Manuel Plaza, que conquistou cinco ouro - em Amsterdã-1928, ele ganharia prata na maratona olímpica. A decisão de revalidar os resultados do atletismo foi tomada de forma unânime neste sábado.

Fonte: http://www.pe.superesportes.com.br/app/19,66/2012/09/22/noticia_maisesportes,36892/confederacao-revalida-jogos-olimpicos-latino-americanos-de-1922.shtml

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Com a cabeça em 2016


Projeto da Confederação Brasileira da modalidade nas Vilas Olímpicas da cidade pretende levar a modalidade a mais de 18 mil crianças de baixa renda

Por Lorrane Melo

Difícil acreditar, mas o que faz mesmo sucesso com as crianças e adolescentes das Vilas Olímpicas do Distrito Federal é o tênis — o esporte ganha até do futebol. Com a bolinha e a raquete na mão, eles sonham em ser o novo Gustavo Kuerten. As vagas para a modalidade, considerada de elite, acabam em poucas horas. Inspirada no sucesso do tênis, a Confederação Brasileira de Golfe (CBG) tentará implantar o esporte, pouco praticado no Brasil por conta dos altos custos, entre os jovens.

Um projeto que começou no início do ano com escolas de Curitiba e Porto Alegre, busca aumentar a base da modalidade no país. E criar ídolos não só para a volta do golfe às Olimpíadas, no Rio de Janeiro, em 2016, mas também para o futuro. De forma lúdica, com materiais de velcro, tacos de plástico e bolinhas de tênis, que proporcionam maior mobilidade aos pequenos, o golfe já foi apresentado a 1.050 crianças em cada uma das duas cidades. O projeto em Brasília, no entanto, será ainda maior.

Três professores de cada um dos nove centros olímpicos e dois profissionais do Clube de Golfe de Brasília foram capacitados para ensinar as tacadas. Ao todo, mais de 18 mil alunos de baixa renda serão introduzidos no esporte. O treinamento foi realizado na Vila Olímpica de São Sebastião, que fica mais perto do Clube de Golfe, localizado no Setor de Clubes Sul.

O processo para encontrar futuros talentos será feito em dois blocos. No primeiro, os professores serão treinados para introduzir os alunos no golfe com uma metodologia e treinamento adequados. As aulas, que foram ministradas durante dois dias pelos campeões brasileiros Nico Barcellos e Reginaldo Coelho misturaram teoria e prática — e para receberem o certificado tiveram até de fazer prova. Depois, os melhores alunos serão levados para um trabalho especial no Clube de Golfe. O material será todo doado pela confederação, que o compra a R$ 707 de uma empresa britânica com o 
dinheiro recebido da organização mundial.

“É claro que a entrada do golfe nas Olimpíadas deu um ponto de partida forte nesse processo, mas os golfistas já pediam uma popularização do esporte”, admite o diretor executivo da CBG, Márcio Galvão, acreditando que os valores do esporte só farão bem aos pequenos. “No golfe, se exercita a honestidade. Nele, você mesmo é o juiz. Também tem a parte da disciplina e concentração”, alega.

Fonte: http://www.superesportes.com.br/app/19,66/2012/09/24/noticia_maisesportes,36961/com-a-cabeca-em-2016.shtml