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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FGTS autoriza remanejamento de recursos para concluir obras urgentes


Programa Pró-Transporte financia cerca de 50 obras de mobilidade urbana em cidades da Copa

Os recursos destinados a obras de mobilidade urbana do Programa Pró-Transporte, que estão em uma fase mais avançada, serão remanejados para as de maior urgência e que precisam ser concluídas. O remanejamento do dinheiro foi autorizado na noite de ontem (31) pelo Concelho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Em nota, o secretário executivo do conselho, Quenio Cerqueira, explicou que o objetivo da medida é possibilitar a transferência de recursos de obras que tiveram diminuição de metas para outras que estão em pleno andamento e necessitam de mais recursos.

Segundo ele, a medida também possibilita dar mais rapidez às aplicações dos recursos para atender as necessidades dos empreendimentos. O remanejamento deve ocorrer até 30 de junho de 2013.

O Programa Pró-Transporte financia, através da Caixa Econômica Federal e com recursos do FGTS, cerca de 50 obras de infraestrutura para a melhoria da mobilidade urbana em cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10983/FGTS+AUTORIZA+REMANEJAMENTO+DE+RECURSOS+PARA+CONCLUIR+OBRAS+URGENTES.html

sábado, 25 de agosto de 2012

Estação de metrô ao lado da Arena Corinthians deve ser fechada na Copa


Recomedação é da Fifa, que quer evitar aglomerações próximas à entrada do estádio

A Fifa recomendou à SPTrans, companhia de transportes de São Paulo, que a estação Corinthians-Itaquera, localizada ao lado do estádio de abertura da Copa 2014, não seja utilizada durante a competição. Com isso, o acesso dos torcedores ocorreria pela estação Artur Alvim, a um quilômetro da arena corintiana.

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", o motivo da escolha da Fifa é a segurança. O fato da estação Corinthians-Itaquera estar muito próxima a entrada da Arena Corinthians pode causar problemas com a aglomeração das torcidas.

Pedro Luiz de Brito Machado, secretário municipal adjunto de Transportes, deu como exemplo o Allianz Arena, estádio que recebeu seis jogos da Copa 2006, entre eles o confronto de abertura do torneio. Segundo ele, o estádio está propositalmente a cerca de 800 metros do meio de trasporte mais próximo.

O Metrô não confirmou o uso exclusivo da estação Artur Alvim. Em nota, a companhia afirmou que durante a Copa do Mundo vai operar as estações normalmente. "O comitê organizador do evento em São Paulo vai apontar qual a melhor rota para entrar e sair do estádio. Nos demais jogos, o Metrô seguirá a orientação do órgão que cuida da segurança pública", afirmou.

A Arena Corinthians receberá seis jogos durante o Mundial. Serão quatro jogos na primeira fase da competição, nos dias 12, 19, 23 e 26 de junho. Depois, mais dois confrontos de mata-mata: nas oitavas, dia 1º de julho, e na semifinal, dia 9 de julho de 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10594/ESTACAO+DE+METRO+AO+LADO+DA+ARENA+CORINTHIANS+DEVE+SER+FECHADA+NA+COPA.html

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ANTT divulga minuta do edital da primeira fase do leilão do trem-bala


Processo foi dividido em duas etapas, depois de três tentativas sem interessados

A minuta do edital de licitação da primeira fase do projeto do trem de alta velocidade (TAV) será divulgada hoje (23) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os documentos estarão disponíveis a partir das 9h nos sites www.antt.gov.br e www.tavbrasil.gov.br.

As regras serão sobre a primeira parte do leilão, que vai selecionar o grupo detentor de tecnologia, a operação, a tecnologia e a manutenção do sistema. A licitação foi dividida em duas etapas, depois de três tentativas de leiloar o empreendimento sem que houvesse interessados. No segundo momento, será definida a empresa responsável pela construção do projeto.

A ANTT vai receber sugestões sobre as regras do leilão até o dia 24 de setembro. No dia 12 de setembro está prevista uma audiência pública em Brasília para discutir o edital.

O TAV vai ligar as cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e Campinas. No total, serão 510,8 quilômetros de percurso e a tarifa-teto a ser ofertada não poderá ultrapassar R$ 0,49 por quilômetro, na classe econômica. Os estudos referenciais apontam um custo total da obra de R$ 33,1 bilhões.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10583/ANTT+DIVULGA+MINUTA+DO+EDITAL+DA+PRIMEIRA+FASE+DO+LEILAO+DO+TREMBALA.html

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

VLT de Cuiabá não endivida o Estado, diz juiz que suspendeu liminar


Para titular da 1ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso, metrô leve não entra na conta do governo

Por Felipe Castro

Uma semana após determinar a suspensão do contrato do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande, a Justiça Federal do Mato Grosso (JFMT) voltou atrás e reverteu a liminar na noite da última quarta-feira (15), garantindo a continuidade da principal obra de mobilidade urbana da Copa em Mato Grosso, de longe, a mais polêmica do país.

No último dia 8 de agosto, o juiz suplente Marllon de Sousa apontara risco de endividamento do Estado, prazo curto para execução das obras e uso ilegal do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), entre outros pontos, para justificar o pedido de suspensão da obra.

Desta vez, em direção oposta à de seu colega, o magistrado Julier Sebastião da Silva, titular da 1ª Vara da JFMT, argumentou que inexistem “fatores financeiros, jurídicos ou executivos a obstar a implantação do VLT” e pediu pela “autorização da continuidade do empreendimento”. 

Julier da Silva afirmou ao Portal 2014 que uma audiência realizada na quarta-feira (15) com a participação de três “réus” - o titular da Secretaria da Copa, Mauricio Guimarães, o secretário da Fazenda, Marcel Cursi, e o engenheiro do consórcio vencedor, Fernando Orsini - foi essencial para avalizar a decisão da Justiça. 

“Foi a partir dessa audiência, possibilitando que ouvíssemos quem não havia sido ouvido na primeira decisão, que se autorizou novamente a continuidade da obra”, disse. 

Segundo ele, a capacidade de endividamento do Estado, apontada pelo juiz anterior como principal "calcanhar de Aquiles" do contrato do VLT, não está comprometida.

“O secretário de Fazenda foi inquirido sobre isso, tanto pela Justiça como pelo Ministério Público. Ele explicou que, como se trata de linha crédito de caráter nacional e específica para a Copa do Mundo, esse tipo de endividamento não entra no limite do Estado”, lembrou. 

Dos R$ 1,4 bilhão previsto para o metrô leve, R$ 423 milhões serão financiados pela Caixa Econômica Federal e outros R$ 727 milhões, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os empréstimos já estão encaminhados. 

Sobre outro ponto polêmico apontado pelo juiz Marllon de Sousa –a inviabilidade de se terminar a obra até a Copa do Mundo de 2014 –, a Justiça Federal, desta vez, confiou nos documentos apresentados pelo consórcio construtor, garantindo que o VLT estará pronto a tempo.

“Com os documentos e depoimentos apresentados, e a partir da manifestação das partes, é que se chegou a essa conclusão de que a obra terá o seu retorno assegurado.”

Segundo a Secopa, imediatamente após a liminar proferida por Julier da Silva, as obras do VLT, que haviam sido iniciadas no primeiro dia de agosto, já foram retomadas.

Nova polêmica
A obra do metrô rápido cuiabano foi alvo de uma extensa matéria publicada nesta sexta-feira (17) pelo jornalista Vinicius Segalla, do portal "UOL", revelando uma série de manipulações no processo licitatório da obra.

Segundo a reportagem, o vencedor da concorrência (consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara, CAF, Magna Engenharia e Astep) já era conhecido até um mês antes do processo ser realizado. Além disso, segundo um assessor do vice-governador do estado, R$ 80 milhões em propina teriam sido pagos para assegurar que o consórcio VLT Cuiabá sairia vitorioso. 

Em entrevista coletiva, o governador Silval Barbosa negou as acusações de fraude e disse que "muitas denúncias sobre supostas cartas marcadas na licitação do VLT já foram feitas, inclusive, apontando que já estaria combinado para outros consórcios vencerem a licitação".

Questionada, a Justiça Federal diz que não tem investigações em curso sobre o assunto.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10557/VLT+DE+CUIABA+NAO+ENDIVIDA+O+ESTADO+DIZ+JUIZ+QUE+SUSPENDEU+LIMINAR.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Brasília não terá VLT e vai construir rodovia para a Copa


Projeto do Veículo Leve sobre Trilhos segue nos planos da cidade; nova obra viária já está licitada

O Ministério das Cidades e o governo do Distrito Federal (GDF) definiram hoje (14) as medidas para iniciar as obras de mobilidade urbana destinadas à Copa do Mundo de 2014 e à Copa das Confederações de 2013. O Veículo Leve sobre Trilhos  não está incluído no cronograma, já que só ficará pronto depois da Copa do Mundo, que terá Brasília como uma das 12 cidades-sede.

Em lugar do VLT, a Copa contará com um corredor de transporte urbano que interligará o Aeroporto Internacional de Brasília ao início da Asa Sul, por meio de um conjunto de pistas e viadutos e dará maior agilidade ao deslocamento das delegações que virão aos dois eventos esportivos e ao transporte na cidade em geral. A obra já está licitada e as propostas serão abertas no dia 20 deste mês.

O vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, que representou o GDF na reunião com o ministro das Cidades, Aguinado Ribeiro, e técnicos do ministério, disse que para construir o VLT será feita uma nova licitação, já que a primeira, feita no governo de José Roberto Arruda, foi anulada pela Justiça devido a uma série de irregularidades no processo licitatório.

A nova rodovia custará R$ 100 milhões, de acordo com as estimativas feitas na reunião, e o VLT está orçado em R$ 260 milhões, mesmo valor da licitação anulada.

As obras terão seus custos a cargo do governo federal, por intermédio do Ministério das Cidades, com verbas do PAC da Copa, de acordo com Filippelli. Apesar de não contar com o VLT para a Copa, o vice-governador disse que ele será muito importante para a cidade, “pois não há mais como estruturar o transporte de Brasília sem esse meio de transporte”.

Filippelli disse que, mesmo sem o VLT, não haverá problema de transporte para a Copa em Brasília, porque o projeto original previa sua conclusão até 2014 apenas no trecho que vai do aeroporto ao terminal da Asa Sul, mas o sistema que será adotado agora, com ônibus articulado e outros meios de transporte, “supre perfeitamente as necessidades”.

A reunião com o GDF foi a primeira de uma série iniciada hoje pelo ministro das Cidades com governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10533/BRASILIA+NAO+TERA+VLT+E+VAI+CONSTRUIR+RODOVIA+PARA+A+COPA.html

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O salto olímpico que o Rio tem que dar até 2016


Com obras adiantadas como o Maracanã, megapacote dos Jogos enfrenta desafios com projetos que ainda não começaram

RIO - O Rio terá que dar um salto olímpico para chegar com tudo pronto aos Jogos de 2016. Há projetos quase concluídos — como o Maracanã que será o palco principal da Copa, dois anos antes —, mas outros mais ou menos atrasados por entraves jurídicos ou burocráticos que vão exigir uma maratona nos próximos quatro anos. Os investimentos são tantos e tão altos que os números oficiais, estimados inicialmente R$ 28,2 bilhões, ficaram para trás. Neste caderno especial, serão revelados os detalhes do megapacote de obras que promete uma transformação radical no visual e no futuro da cidade.

Uma corrida que começa pelo parque olímpico, para onde todos os olhos estão voltados. Com 1,18 milhão de metros quadrados, o centro do espetáculo está dentro do cronograma e a promessa é apesentá-lo ao grande público ainda 2015. Somente parte das instalações — infraestrutura e três arenas de treinamento — custará R$ 1,35 bilhão. O HSBC Arena será aproveitado —e depois, liberado —, assim como o Parque Aquático Maria Lenk. O início do bate-estaca envolve certa tensão, com a demolição do autódromo. Algumas arquibancadas já estão sendo demolidas. A favela Vila Autódromo, onde vivem duas mil pessoas, será removida. São ações delicadas, com custos que vão além dos financeiros.

Até os Jogos, quatro corredores expressos
A área de transporte, que deixará um dos principais legados para a cidade, é outro ponto de preocupação. Estado e prefeitura estão confiantes, ainda que seja necessário um sprint final. O mais vistoso empreendimento é a Linha 4 do metrô, que vai ligar a Zona Sul à Barra. É mais do que um sonho olímpico, é uma promessa de dias melhores na rotina demoradores do Rio. Com 15 quilômetros, o trecho poderá transportar 300 mil pessoas diariamente. Na conta das autoridades, o ramal novo, depois de testes, entra em operação ainda no primeiro semestre de 2016. Há novidades também nas Linhas 1 e 2, que ganharão 19 trens até março do ano que vem. Além disso, a Estação Uruguai, na Tijuca, está prevista para em 2014. Sem falar nos quatro BRTs: o Transoeste já funciona parcialmente, mas ainda há os Transcarioca, Transolímpico e Transbrasil. A responsabilidade tem o peso das promessas.
— Não há o menor risco de os BRTs não ficarem prontos. O tempo que temos é mais do que suficiente — garante o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, acrescentando que, com as licitações feitas até o fim do ano, tudo estará pronto até 2015.

O Porto Olímpico chegou por último, e inspira cuidados. Embora a região não estivesse originalmente no pacote dos Jogos de 2016, a transferência da Vila de Mídia para lá fez tudo mudar de figura. A revitalização já em curso ficou mais ambiciosa. Novos píeres, por exemplo, vão aumentar a capacidade do porto para receber carga e turistas. Os armazéns terão lojas e restaurantes. O terminal de passageiros será reformado. Há licitações em meio a brigas jurídicas. Só depois de resolvê-las, as intervenções de R$ 662 milhões, com verba do PAC, terão início. Ainda espera-se parte dos píeres pronta para a Copa.
— Os portos não podem ser o gargalo do crescimento econômico, e por isso os investimentos do governo federal têm sido intensos — diz o ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino. — Na Copa e nas Olimpíadas, os navios serão usados como hotéis flutuantes. Como legado, teremos um porto mais moderno. A capacidade de receber turistas em cruzeiros crescerá em até 250%.

Cifras olímpicas são sigilosas
A recepção de turistas em terra firme é outra prioridade. O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, prevê que a cidade ganhará mais 106 hotéis, a maioria na Barra.

As cifras da empreitada são sigilosas. Presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes explica:
— Não há a mínima hipótese de se fazer estimativas. Não quero que especulações joguem os valores das licitações lá para cima. Nossos Jogos têm que ser competitivos. Vamos fazer coisas bonitas como em Beijing e Londres, mas espartanas nos custos.

Campanha uniu os cariocas
Eram 13h50m do dia 2 de outubro de 2009, no Brasil. Em telões na Praia de Copacabana, a imagem de um envelope numa bandeja deixou em silêncio milhares de pessoas. A tensão durou até que o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, anunciasse o resultado: o Rio iria sediar as Olimpíadas de 2016. No palco armado em frente ao Copacabana Palace, a comemoração começou com o samba do Salgueiro, de 1993, cujo refrão sintetizava o clima do momento: "Explode coração, na maior felicidade". Era a hora de festejar.

Em meio a atrasos nas obras de infraestrutura e das instalações para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, lançou em setembro de 2006 a candidatura do Rio para sediar os Jogos de 2016. Era a terceira tentativa em dez anos. Nas duas vezes anteriores — para as Olimpíadas de 2004 e 2012 — a cidade foi eliminada na primeira seleção. Em 2007, sete cidades se candidataram. No ano seguinte, o Rio foi anunciado como uma das quatro finalistas, junto com Madri, Chicago e Tóquio. A Cidade Maravilhosa saiu na frente.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/o-salto-olimpico-que-rio-tem-que-dar-ate-2016-5766561#ixzz23QpYEaDD 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

TCU vê atrasos em obras de mobilidade para Copa


Por Marta Nogueira

O andamento das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014 está na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Desde o início das obras, em 2010, até 16 de julho, apenas R$ 327,54 milhões foram desembolsados para esse fim - o equivalente a 5,5% dos R$ 9,59 bilhões dos investimentos previstos.

Preocupado com a situação, Valmir Campelo, ministro do TCU, baixou acórdão recomendando ao governo que exerça o papel político de trabalhar para que os projetos sejam concluídos e os desembolsos acelerados.

O objetivo é evitar que haja excesso de atraso nas obras, como aconteceu nos Jogos Pan-Americanos no Rio, em 2007. Em muitos casos, os atrasos levaram a um aumento de gastos públicos. "Isso é para evitar alguma coisa muito parecida ou até mesmo igual ao que aconteceu com o Pan", disse Campelo. "É dever nosso chamar a atenção do Estado de que o desembolso está muito devagar. " As obras de mobilidade urbana são de responsabilidade dos municípios e o banco responsável pela liberação dos desses aportes é a Caixa Econômica Federal.

O ministro afirmou não poder explicar com precisão a origem dos atrasos que, segundo ele, podem vir da burocracia da Caixa e também da demora para a conclusão de projetos. O TCU tem feito um trabalho preventivo de fiscalização dos recursos necessários para a execução de todas as obras programadas para a Copa do Mundo no país. O tribunal analisa os orçamentos e, caso encontre oportunidade, aponta onde pode haver redução de valores.

De acordo com Campelo, o trabalho do tribunal já trouxe economia de R$ 600 milhões aos cofres públicos. Desde 2010, foram julgados mais de 60 processos e não houve nenhuma paralisação por irregularidades.

O orçamento aprovado para a execução de todas as obras previstas para o evento soma R$ 27,4 bilhões. O aporte inclui investimentos da União em 31 ações em aeroportos e 7 em portos, aportes dos Estados em 12 estádios esportivos e investimentos dos municípios nas obras de mobilidade urbana, que somam 51 intervenções. "É um trabalho educativo, preventivo e pedagógico", disse o ministro. A punição é acionada apenas "em último caso".

No caso dos aeroportos, o TCU gerou economia de R$ 70 milhões na execução das obras no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, e também no aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus. Além disso, também reduziu em R$ 16 milhões o orçamento para a intervenção no terminal 1 do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, cujo contrato inicial previa aporte de R$ 153 milhões. No terminal 2, no mesmo aeroporto, a economia foi de R$ 17 milhões e o contrato inicial era de R$ 59 milhões. No aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, a economia foi de R$ 15 milhões.

Campelo afirmou ainda que o orçamento das obras dos portos do Rio de Janeiro, Fortaleza, Natal e Santos sofreu economia total de R$ 75 milhões a partir da atuação do TCU. "O Rio de Janeiro é um dos Estados que está trabalhando mais conosco no dia a dia, procurando fazer as coisas com transparência e honestidade da melhor maneira possível", avalia o ministro do TCU.

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/brasil/2783830/tcu-ve-atrasos-em-obras-de-mobilidade-para-copa#ixzz23BNkKKCUc

Diretor da Rio-2016 admite preocupação com vagas em hotéis


Por Claudio Nogueira

Em coletiva em Londres, Leonardo Gryner, porém, se diz tranquilo quanto ao transporte

LONDRES - Ao apresentar à imprensa internacional, nesta sexta-feira, no Main Prerss Center (Centro Principal de Imprensa) dos Jogos de Londres-2012, os Jogos do Rio, em 2016, o diretor geral do Comitê Organizador da Rio-2016, Leonardo Gryner, acabou tendo de falar sobre temas polêmicos, como o sistema de transporte carioca, a insuficiência de acomodações na rede hoteleira e o fato de o ex-presidente da Fifa João Havelange dar nome ao estádio de atletismo dos Jogos, o Engenhão. Se inicialmente o objetivo da entrevista coletiva era o de explicar como será a passagem da bandeira olímpica de Londres para o Rio, na cerimônia de encerramento deste domingo à noite, no Estádio Olímpico de Londres, Gryner se viu questionado pela mídia de vários países e também do Brasil sobre assuntos no mínimo incômodos.
- Um tema que nos preocupa são as acomodações, o número de vagas em hotéis. Será necessário um projeto mais complexo para tratar disso - admitiu o dirigente.

FESTA DE ENCERRAMENTO: Brasil multicultural e multiétnico em oito minutos
Perguntado pelo repórte do GLOBO sobre o transporte público, levando em conta que em Londres o metrô, os trens e os ônibus ligam todos os pontos da metrópole, ao contrário do que ocorre no Rio, Gryner respondeu:
- O metrô (do Rio) funciona muito bem, está crescendo e precisa de mais linhas. Adotaremos uma combinação de metrô com o BRT (sistema de ônibus com corredor expresso), e será uma transformação total do sistema de transportes. Agora os ônibus cumprem o que é determinado pela prefeitura, e o prefeito é o verdadeiro dono das linhas. Antes, eram os empresários que faziam o que queriam. Agora, é diferente - argumentou o diretor.

Gryner negou a possibilidade de colapso no trânsito, que poderia ser provocado pela soma do movimento normal da cidade (em agosto de 2016) com o elevado número de turistas.
- Colapso, não vai ter. Em 2016, já serão sete anos de um programa de transporte, com muita gente do Rio, de fora do país e do Comitê Olímpico Internacional (COI) trabalhando. Colapso não vai haver - garantiu.

Gryner reafirmou que a Rio-2016 tem aprendido muito com a organização londrina, à qual deu os parabéns por ter sido muito bem sucedida:
- Queremos um projeto compatível com o nosso país. Não teremos estádio para 90 mil pessoas. O de atletismo terá 60 mil lugares, e, junto com a prefeitura, queremos fazer com que instalações temporárias sejam reutilizadas em instalações permanentes. A arena de handebol (partes da estrutura) pode ser (após desmontada) levada para escolas, bibliotecas, por exemplo.

Repórters quiseram saber sobre Havelange
Já surgiu na imprensa internacional uma polêmica a respeito do fato de o ex-presidente da Fifa João Havelange ser o patrono do estádio de atletismo, o Engenhão. O estádio de atletismo é sempre uma das principais instalações em qualquer edição dos Jogos. Vários jornalistas estrangeiros e brasileiros questionaram Gryner se a imagem do megaevento de 2016 não ficaria prejudicada por sua associação a Havelange, que sofre com acusações de corrupção.
- Temos muito orgulho do que Havelange fez pelo esporte no Brasil e no mundo todo. Ele é uma grande legenda do nosso esporte - afirmou o dirigente da Rio-2016. - Não acho que o fato de o nome do estádio ser João Havelange vá prejudicar os Jogos. Ele foi punido e já pagou o que devia, e o próprietário do estádio é a prefeitura.

Quando outro jornalista não-brasileiro perguntou se ele se orgulhava também de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, Gryner argumentou que até onde sabia Teixeira não era atleta. Mas reafirmou que se orgulhava dos desportistas brasileiros. Outro repórter perguntou se Pelé irá de alguma forma trabalhar junto`a organização da Rio-2016:
- Pelé trabalhou conosco durante a campanha pelo direito de sediar os Jogos. Nós o convidamos para a nossa apresentação final em Copenhague. Ficaríamos muito felizes em tê-lo. Amamos Pelé.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/diretor-da-rio-2016-admite-preocupacao-com-vagas-em-hoteis-5753707#ixzz23BNFCD3k 

Pelé admite atraso do País em obras para Copa de 2014


Por Paulo Favero

Nomeado pela presidente Dilma Roussef como embaixador do Brasil na Copa do Mundo de 2014, Pelé admitiu nesta sexta-feira, em Londres, que, a menos de dois anos para o torneio começar, as obras estão atrasadas e que a maior preocupação é em relação ao sistema de transporte para o torneio.

Em um evento que anunciou a parceria com a empresa MediaCom Sports, ele reconheceu as dificuldades encontradas pelo País. "No momento, para ser honesto, não estamos prontos. Temos pequenos problemas de construção, mas vamos trabalhar duro", explicou o Rei do Futebol, que neste sábado irá acompanhar no Estádio de Wembley a final do torneio masculino de futebol da Olimpíada de Londres, entre Brasil e México.

Para Pelé, o maior problema ainda está no diálogo entre todas as partes envolvidas. "Estamos preocupados porque a comunicação não está tão boa ainda", disse. "Sou um dos brasileiros que lutou para receber esse torneio. Eu costumo dizer que não temos dúvida de que somos os melhores dentro de campo, mas precisamos mostrar ao mundo que somos bons também fora dele."

A Fifa já pressionou o Brasil, o governo federal já bateu de frente com a entidade e muitas críticas já foram feitas à forma como as coisas estão lentas no Brasil. Segundo Pelé, a questão não é só com os estádios. "Acho que o problema será com transporte", afirmou.

Em muitas sedes, os aeroportos estão sobrecarregados e os projetos de mobilidade urbana ainda não saíram do papel. De qualquer forma, o ex-jogador se mostra otimista. "Não é fácil, pois temos dois anos para a Copa. A Dilma disse que vai fazer o melhor para tudo dar certo e acredito que, apesar dos problemas, nós vamos conseguir", aposta.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,pele-admite-atraso-do-pais-em-obras-para-copa-de-2014,914469,0.htm

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Brasil: a falta de planejamento e a "vitória de Pirro"


Sem pensar a longo prazo, país pode perder o trem do desenvolvimento

Por José Roberto Bernasconi*

Em meio ao acirramento da crise econômica internacional, com perspectivas no mínimo pouco otimistas para a economia de diversos países europeus, o Brasil consegue oferecer um panorama razoável, para os próximos anos. Esse otimismo relativo deve-se em grande parte aos investimentos previstos em nosso país para esta década, com ênfase nos preparativos do país para a Copa 2014, Olimpíada 2016 e na exploração da camada do pré-sal, especialmente. 

Essas oportunidades – raras na história de nosso país, diga-se – podem ser desperdiçadas por uma combinação de fatores negativos, principalmente devido à falta de planejamento e a insuficiência do governo na gestão de programas de infraestrutura, como acontece com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em suas diversas áreas. 

Os números apresentados pelo mais recente balanço do PAC 2 divulgado pelo governo federal dizem que foram investidos R$ 324,3 bilhões nos últimos 18 meses, 34% do total previsto para ser aplicado pelo programa em obras de infraestrutura no período 2011-2014. Parte desse total, destinado a grandes obras de infraestrutura, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo, tem horizonte superior a 2014.  O problema, no entanto, não está no que é dito, mas principalmente naquilo que não é revelado pelo governo. Os números, neste caso, mais ocultam do que mostram o centro dos problemas. 

Em relação à mobilidade urbana, por exemplo, das 35 obras que deverão ser feitas nas 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, somente oito já tinham contrato para execução assinado até outubro de 2011. 

Dessas, apenas em quatro o primeiro desembolso havia sido feito pela Caixa Econômica Federal, enquanto três tinham licitações em andamento e 24 não haviam iniciado sequer os processos licitatórios. Em abril passado, a informação da Caixa Econômica Federal ao Tribunal de Contas da União (TCU) reportava que, apesar de faltarem apenas quatro operações pendentes de contratação, somente oito já tinham desembolso efetuado, o que equivale a 5% do total previsto. 

Durante audiência pública em abril com o ministro do TCU Valmir Campelo, a assessoria da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados divulgou dados baseados em informações da Corregedoria-Geral da União (CGU) e dos ministérios do Esporte e das Cidades. Segundo esse levantamento, do total de investimentos em mobilidade urbana para a Copa, foram contratados R$ 2,7 bilhões (22%) e executados (efetivamente utilizados) R$ 698,03 milhões (5,64%). Para a Copa das Confederações, que acontecerá em julho de 2013 em seis capitais brasileiras, provavelmente apenas Belo Horizonte conseguirá concluir os dois corredores de BRT (Bus Rapid Transit) previstos no plano de obras da capital mineira para a Copa. 

Sabemos também que há algumas décadas os especialistas em saneamento afirmam que o Brasil precisa investir cerca de 10 bilhões de dólares ao ano para resolver essa questão essencial. O penúltimo balanço do PAC, porém, mostrou que, das 114 obras de saneamento listadas no programa, apenas oito (7% do total) estavam em execução no início de 2012. E saneamento é básico para a sustentabilidade, que em essência representa a capacidade de as gerações atuais utilizarem os recursos naturais de forma a não comprometer sua utilização pelas gerações futuras.

A esses problemas somam-se os relacionados à defasada infraestrutura aeroportuária brasileira, cujos atrasos no cronograma levaram o governo a recorrer aos Módulos Operacionais Provisórios (MOP) como alternativa à falta de planejamento consistente e de contratação de projetos completos de qualidade; acrescentem-se as falhas constatadas no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que há três anos contratou projetos por preços e prazos inexequíveis, e que, em virtude dessa falha de origem, levou à paralisação de todo o cronograma de obras estabelecido na autarquia e à necessidade de contratação de novos projetos. 

O conceito-chave é planejamento, em vez da improvisação e falta de gestão que caracterizam a maioria das ações do governo, há anos. O planejamento consistente é desenvolvido com vários anos de antecedência. 

Baseado em estudos técnicos, consegue definir os empreendimentos públicos prioritários para resolver as carências de infraestrutura do país, dos estados e dos municípios. A gestão competente, baseada no planejamento, contrata projetos executivos (completos) de arquitetura e engenharia pela modalidade melhor técnica e preço justo, independentes da construção, com a necessária antecedência para que o projeto seja bem-desenvolvido, com recursos de tempo e remuneração para realizar os levantamentos topográficos e cadastrais, sondagens de subsolo e ensaios geotécnicos, entre outros, para embasar a definição das melhores soluções técnicas para aquela obra específica. 

Os projetos de arquitetura e de engenharia especificam e definem o produto final - a obra, o equipamento - e, portanto, são elementos-chave para a contratação da construção. O projeto completo de arquitetura e engenharia carrega em si o DNA, o genoma do produto ou do empreendimento a ser construído. Ele é, assim, estratégico. Não existe técnica construtiva que corrija deficiência genética, ou seja, uma boa construção não consegue corrigir os efeitos de um mau projeto.

O governo federal, porém, em vez de partir de um planejamento consistente, seguido de gestão rigorosa, com a contratação de projetos executivos, completos e independentes da construção, pelos critérios de melhor técnica e preço adequado, como fazem o BID e o Banco Mundial, busca atalhos que podem levar a situações ainda piores do que a atual no país.  A ausência de planejamento e gestão tenta ser driblada com o recurso ao Regime Diferenciado de Contratações (RDC), teoricamente destinado a agilizar a contratação de obras, e, através de pregão, gerar o menor preço. 

Após esse atalho, o governo busca outro desvio, que é o de tentar jogar nas costas das empresas de projeto brasileiras as consequências da sua falta de planejamento, sinalizando que pretende contratar empresas estrangeiras de projeto como alternativa “à falta de disponibilidade das firmas brasileiras de projeto de atender à demanda”.

A proposta de trazer empresas estrangeiras de projeto poderia ser útil ao país se fosse feita com a obrigatoriedade de formação de consórcios com empresas brasileiras. Assim, poderia haver transferência de conhecimentos e tecnologia, que são fatores-chave para a competitividade internacional do país. 

A realização da Copa do Mundo da Fifa de 2014, dos Jogos Olímpicos de 2016, da exploração da camada do pré-sal de petróleo, entre outros vultosos investimentos previstos para os próximos anos em nosso país podem contribuir para um avanço geral do país, nas suas diversas áreas. 

Mas, sem a cultura do planejamento, da valorização da inteligência e do conhecimento dos profissionais brasileiros de projeto, pode haver apenas um crescimento conjuntural, e não estruturalmente sustentado e de caráter duradouro. Em outras palavras, seria o equivalente, numa competição esportiva, a ganhar algumas partidas, mas perder o campeonato. Uma autêntica “Vitória de Pirro”.


*José Roberto Bernasconi é presidente da Regional São Paulo e coordenador para Assuntos da Copa 2014 do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Rio pretende triplicar uso do transporte público até Jogos de 2016


Com implantação das linhas de BRTs, cidade da próxima Olimpíada terá mais opções de transporte

Por Pedro Carrion

A quatro anos da próxima Olimpíada, a Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, nesta sexta-feira (5), o projeto Olímpico 2016.

Uma coletiva de imprensa no Centro de Operações da prefeitura, no centro da cidade, contou com presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques. Entre os assuntos abordados, destaque para as obras que visam a melhorar o transporte público na cidade. 

O legado que as obras deixarão para a cidade também foi muito citado no evento. Segundo a presidente da EOM, o objetivo é tornar o Rio de Janeiro uma cidade modelo.

"Com a implantação de todas as BRTs, pretendemos alcançar um grande aumento no uso do transporte público na cidade, ao ponto de triplicar o número de usuários. Com essa e outras melhorias em demais áreas, acreditamos que até 2020 o Rio de Janeiro seja a melhor cidade para viver, visitar e trabalhar da América do Sul", disse Maria Silvia.

Com a linha expressa BRT Transoeste já em funcionamento e a Transcarioca e a Transolímpica com obras adiantadas, apenas a linha Transbrasil ainda não começou a ser construída, o que está previsto para acontecer em junho de 2013.

"Há dois anos e meio ninguém imaginaria que estivéssemos com algumas obras tão avançadas. Já viabilizamos a linha Transoeste e a conclusão dos demais BRTs está em andamento. Assim como outras intervenções, caso do Porto Maravilha, que contará com os Veículos Leves sobre Trilhos. E do estádio Maracanã, que está com mais de 50% das obras concluídas", afirmou Eduardo Paes.

Direto de Londres, o diretor-geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Leonardo Gryner, participou do evento por videoconferência. Ele falou sobre suas impressões e o que pode tirar de positivo da Olimpíada que está sendo disputada na capital londrina. 

"A metodologia do planejamento utilizado aqui em Londres é bastante inspiradora, eles são muito bons nisso. Mas é preciso entender que as dimensões e características daqui e do Rio de Janeiro são diferentes. O importante é deixarmos um legado. Para as Olimpíadas, 47% das instalações que serão usadas já estão construídas, 25% vão ser temporárias e 28% serão novas", afirmou Gryner.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10469/RIO+PRETENDE+TRIPLICAR+USO+DO+TRANSPORTE+PUBLICO+ATE+JOGOS+DE+2016.html 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Governo altera prazos e investimentos de 16 projetos de mobilidade


No total, seis cidades-sedes tiveram algum tipo de mudança; só Porto Alegre tem oito

O Gecopa (Grupo Executivo da Copa), conjunto de ministérios que coordena os preparativos para a Copa de 2014, realizou nesta segunda-feira (30) mais uma alteração na Matriz de Responsabilidades. A atualização, publicada no Diário Oficial da União (DOU), traz mudanças em 16 das 51 obras de mobilidade urbana previstas para a Copa 2014.

No total, seis cidades-sedes tiveram algum tipo de alteração, seja no prazo de conclusão ou no investimento: Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Manaus, Porto Alegre e Rio de Janeiro. A capital gaúcha é responsável por metade das mudanças, com oito novos prazos e investimentos. 

Com exceção de duas obras --Corredor Avenida Tronco e Monitoramento dos 3 Corredores--, todas as intervenções relativas à mobilidade da cidade serão concluídas apenas em maio de 2014, a um mês da abertura do Mundial. O investimento do governo local nas obras de mobilidade passou de R$ 65,8 milhões para R$ 381,1 milhões. 

Belo Horizonte, com oito obras previstas até a Copa, teve três mudanças. O BRT Antônio Carlos/Pedro I será concluído cinco meses depois da última previsão, passando de maio para outubro de 2013. O mesmo ocorrerá no Corredor Pedro II. No BRT Cristiano Machado, a alteração foi no investimento: de 135,3 milhões para 52,6 milhões.

Das nove intervenções de Curitiba, duas terão investimentos maiores. A requalificação do Corredor Marechal Floriano passou de R$ 30,3 milhões para R$ 57,3 milhões. A obra das Vias de Integração Radial Metropolitanas, por sua vez, custarão 58,4 milhões, com acréscimo de R$ 21,9 milhões.

Cuiabá, Manaus e Rio de Janeiro sofreram uma mudança cada. No Mato Grosso, o investimento na obra Corredor Mário Andreazza passou de R$ 32,6 milhões para R$ 46 milhões. Na capital amazonense, a mudança ocorreu na data de início dos trabalhos, que estavam previstos para dezembro de 2011. Já no Rio, a conclusão do BRT Transcarioca será em dezembro de 2013, com um mês de atraso em relação à última previsão.

Mudanças
A primeira versão da matriz é de janeiro de 2010. À época, o Ministério do Esporte informou que o objetivo do documento era evitar o descontrole orçamentário dos Jogos Pan-Americanos de 2007, quando o governo federal teve que assumir os gastos da prefeitura carioca e do governo do Rio.

A matriz lista o valor, o cronograma e o responsável pelas obras de transporte e de estádios em cada uma das 12 cidades-sede do Mundial. O documento teve, então, que ser revisto em setembro de 2011, porque os prazos e orçamentos não foram cumpridos. 

Na nova revisão, o aumento do investimento em mobilidade urbana foi de R$ 698 milhões. O valor empregado pelo governo federal, porém, não mudou: R$ 7,38 bilhões. Já o custo para as esferas estadual e municipal subiu de R$ 3,96 bilhões para R$ 4,66 bilhões.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10434/GOVERNO+ALTERA+PRAZOS+E+INVESTIMENTOS+DE+16+PROJETOS+DE+MOBILIDADE.html

Shopping reúne atletas e turistas e leva caos aos Jogos


Por Erich Beting

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos tem tentado, de todas as formas, evitar o acúmulo de pessoas na região de Stratford, onde fica o Parque Olímpico e as principais competições dos Jogos. Mas justamente aquilo que foi alardeado como um dos grandes legados das Olimpíadas para a região leste de Londres pelo próprio comitê tem sido um dos grandes problemas para os organizadores nesses primeiros dias de competições.

O Westfield Stratford Shopping acabou virando o grande ponto de concentração de turistas (com ou sem ingresso) e, também, de atletas nas horas de folga. O fluxo de pessoas tem sido tão acentuado que instrutores com megafones, além de guardas e monitores, foram convocados para orientar as pessoas e afastar os turistas que não têm ingressos das regiões mais próximas do Parque Olímpico.

Para atender ao fluxo de pessoas, também, a organização mudou o funcionamento da estação de metrô de Stratford, principal ponto de chegada de turistas e até mesmo de competidores. A plataforma de desembarque fica numa antiga estação de trem, enquanto a de embarque é feita normalmente nos trilhos do metrô. Antes de os Jogos começarem, o local do metrô era usado para embarque e desembarque.

A revitalização da região de Stratford foi sempre o grande argumento usado pelos ingleses para justificar o investimento de cerca de 9 bilhões de libras (R$ 28 bilhões) para organizar os Jogos Olímpicos. A entrega do maior parque público europeu em mais de 150 anos após a Olimpíada, além do moderno shopping de Westfield também foram argumentos usados pelos britânicos para defenderem o custo bilionário do evento.

Pelo menos durante os primeiros dias dos Jogos, porém, a dor de cabeça que tem causado o grande número de pessoas sem ingressos ou credencial para as competições tem feito com que os ingleses reforcem a vigilância sobre os turistas, chegando até a ser truculentos para evitar o acúmulo de pessoas nas áreas de circulação para o metrô e o Parque Olímpico.

*O repórter viaja a convite da Adidas

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/26/26160/Shopping-reune-atletas-e-turistas-e-leva-caos-aos-Jogos/index.php

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Rio 2016: licitação para velódromo olímpico deve acontecer até outubro


Maria Silvia diz que edital abrirá possibilidade para construção ou reforma geral

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES - Maria Silvia Bastos Marques completará, no próximo dia 5, um ano à frente da Empresa Olímpica Municipal. E encara um desafio: o de comandar a instituição responsável pela construção do Parque Olímpico da Rio 2016, uma tarefa cercada de complexidade e também de polêmica, que não se resume às quadras, piscinas e ginásios. Em visita a Londres até o próximo domingo, para observar o início dos Jogos-2012, Maria Silvia falou ao GLOBO sobre os próximos passos do projeto carioca.

FÉRIAS ESCOLARES: “Eu entrei faltando exatamente 5 anos para o início dos Jogos Olímpicos; agora, faltam só quatro. O tempo voa. Os Jogos são algo muito complexo. O Rio vai sediar uma megafesta esportiva, mas continuará sendo cidade. As pessoas vão trabalhar. Imagina, vamos ter de mudar o calendário de férias escolares em 2016 (as Olimpíadas serão de 8 a 24 de agosto). Isso ainda está sendo discutido com as secretarias e o ministério da Educação.”

NOVAS LICITAÇÕES: “Até outubro, vamos ter a do IBC (Centro Internacional de Radiodifusão), do velódromo, do centro de tênis, da arena de handebol e do parque aquático. Com essas, esperamos que, pelo menos, metade dos investimentos venha da iniciativa privada. Queremos reduzir o volume de recursos públicos, maximizando os privados.”

CRISE DO VELÓDROMO: “Laudos oficiais mostram que a pista atual não permite a quebra de recordes. E ainda há duas pilastras atrapalhando a visão geral. A capacidade é bem menor do que a exigida (1.500 contra cinco mil lugares). O edital de licitação abre duas possibilidades: tanto para a reforma abrangente quanto para a construção de um novo velódromo. O governo federal estuda também remontar o velódromo atual em outra cidade.”

NÍVEL OLÍMPICO: “Não posso saber. Sou economista. Se disseram que o nível do velódromo era olímpico, seria melhor perguntar a quem disse que era, a quem construiu. Lidar com dinheiro público é muito sério. Como cidadã, digo sempre que é o meu dinheiro. O valor presente de um equipamento é 20% da construção e 80% de manutenção. Não adianta construir uma instalação gigantesca para, depois dos Jogos, virar um elefante branco.”

ARENAS TEMPORÁRIAS: “A de handebol terá 12 mil lugares nos Jogos. Depois, uma parte se transformará em quatro escolas e em áreas esportivas. São projetos públicos integrados. Por isso, quem contratar a obra fará também o projeto futuro de funcionamento, a partir de 2017, para evitar novas obras e refazer algo que não ficou bom. O centro de tênis terá metade fixa, metade temporária. Estamos procurando nos aprofundar para entender por que uma instalação é para cinco mil, outra para seis mil ou para 6.500 lugares.”

BASQUETE E POLO AQUÁTICO: “Os britânicos nos ofereceram (as arenas), mas não vamos levar a arena de basquete deles para o Rio. Eles estão vendendo a estrutura e o envelope. Não se comprometem em desmontar tudo e levar até o Rio. Querem pôr em cima de um caminhão no Parque, e nós que nos viremos. Não faz sentido. E o polo aquático será no Maria Lenk.”

NOVO AUTÓDROMO: “Há um acordo com a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) para um novo autódromo (em Deodoro). Já temos um cronograma de demolição. Tudo está acontecendo. Mas sempre vai existir alguma polêmica. Se não incomodar (alguém), não há mudança.”

INFRAESTRUTURA: “As Olimpíadas envolvem planejamentos de segurança, de saúde, de acomodação, para que os sistemas de transporte funcionem. Ninguém projeta uma Olimpíada para caber toda numa cidade. O Rio está construindo 150km de BRTs para atender não só às Olimpíadas, mas à cidade, porque o Rio precisa. Haverá a expansão do metrô. Estamos com planejamento em processo para que ciclovias sejam integradas aos hubs de transporte, criando mais uma opção de deslocamento.”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rio-2016-licitacao-para-velodromo-olimpico-deve-acontecer-ate-outubro-5591592#ixzz21jjiqJto 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Trânsito, segurança e greves põem à prova ajustes para Jogos


Faixas exclusivas para a família olímpica entram em operação nesta quarta-feira

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES — A capital olímpica começa a viver nesta quarta-feira o primeiro de três dias de testes decisivos antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Logo pela manhã, entram em operação os 50km de faixas exclusivas de trânsito para a família olímpica, algo que tem tirado o sono de motoristas, pedestres e até das autoridades de transporte. Uma maciça campanha de informação nos jornais, no rádio e na internet tem conclamado os londrinos a evitar dirigir nas áreas olímpicas.

Mas não é só: funcionários do controle de passaportes confirmaram a grave geral, marcada para amanhã, na principal porta de entrada, o Aeroporto de Heathrow, prometendo levar o caos na véspera da festa de abertura. E no dia da festa, os maquinistas do metrô ameaçam parar, depois de já terem garantido mil libras de bônus pelo trabalho extra.

O megaevento se tornou de moeda de troca para reivindicações de categorias que deflagraram movimentos trabalhistas nos últimos meses, em busca de melhores condições. A greve de 24 horas dos funcionários do controle de passaportes, marcada para a véspera da cerimônia de abertura, é a paralisação mais polêmica. Vinte por cento da categoria votou pela paralisação, mas 57,2% dos agentes apoiam a decisão do sindicato, que reclama do corte de pessoal e das mudanças nas aposentadorias.

— A vida dos funcionários piorou e se tornou intolerável com esses cortes. Estamos num ponto de rompimento total — defendeu o secretário-geral do sindicato da categoria, Mark Serwotka.

Taxistas ameaçam paralisação

Motoristas de táxis — os famosos Black Cabs — também ameaçam com uma paralisação no dia da cerimônia de abertura (sexta-feira) caso não lhes seja permitido trafegar na faixa olímpica, reservada aos ônibus e veículos da família olímpica. Semana passada, cerca de 200 motoristas bloquearam o tráfego na Praça do Parlamento e fizeram um buzinaço na região de Westminter, protestando contra a decisão da prefeitura de Londres e da ODA, a equivalente à Autoridade Pública Olímpica. Segunda-feira passada, fizeram outro buzinaço na Tower Bridge.

Os motoristas ficaram furiosos ao saberem que ministros e políticos poderão usar, a partir desta quarta-feira, as faixas exclusivas — apelidadas de Zil, em alusão ao tratamento especial dado às limusines Zil dos altos funcionários da antiga União Soviética — reservadas para 4 mil BMWs e 1.500 ônibus que transportarão membros da família olímpica.

Nesta terça-feira, mais 1.200 militares foram colocados em ação para reforçar a segurança dos Jogos, aumentando o efetivo extra do Exército em cinco mil homens, por causa da crise provocada pela empresa G4S. Vencedora de uma concorrência de 280 milhões de libras (R$ 888 milhões), a empresa não conseguirá entregar nem mesmo sete mil dos dez mil homens que havia assegurado em contrato para ajudar nos serviços de controle de entradas em instalações olímpicas.

Segundo o diretor executivo do Comitê Organizador, Paul Deighton, a decisão de apelar para a convocação de mais militares é a maneira encontrada de evitar mais surpresas desagradáveis promovidas pela G4S.
— Foi uma grande decepção. Fechamos contrato com a maior empresa de segurança privada do mundo, que tem nosso governo como maior cliente. Eles nos garantiram entregar dez mil seguranças, mas não conseguiram entregar cinco mil — disse Deighton. — A empresa mostrou não ser confiável.

Exército e polícia serão reembolsados

Deighton admitiu que os militares são mais bem treinados e que passam maior segurança a quem entra no Parque Olímpico. Todos os funcionários da G4S já foram substituídos nos acessos do Parque por soldados.
Diretor-executivo da G4S, Nick Buckles admitiu que sua empresa causou uma “confusão humilhante” para os britânicos e prometeu reembolsar Exército e polícia pelos homens a mais que foram obrigados a disponibilizar.

Outros 9,5 mil policiais do serviço metropolitano integram o plano de segurança dos Jogos, monitorando regiões mais movimentadas de Londres e áreas externas e internas do Parque Olímpico. Eles circulam em duplas até pelo interior do Shopping Westfield, o maior da Europa e vizinho ao Parque.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/transito-seguranca-greves-poem-prova-ajustes-para-jogos-5574858#ixzz21dtTybR3 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Governador do DF procura investimentos de empresas chinesas em Xangai


Agnelo Queiroz conhecrá também o modelo de integração ferroviária e o metrô no aeroporto de Hongqiao

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, buscará durante quatro dias em Xangai acordos com investidores interessados em se instalar na região.

Segundo informou a agência oficial "Xinhua", em sua segunda visita à China, Queiroz conhecerá de primeira mão o modelo de integração ferroviária e o metrô no aeroporto de Hongqiao, assim como fábricas de ônibus elétricos e híbridos, de painéis solares e de bicicletas elétricas.

Além disso, acrescentou a mesma fonte, o governador visitará o escritório de planejamento municipal de Xangai e fará uma conferência sobre oportunidades de investimento em Brasília para executivos de empresas chinesas.

Entre essas oportunidades se encontram a licitação internacional para a escolha de uma empresa que administre, por meio do escritório de Sociedades Público-Privadas (PPP), o Parque Tecnológico Capital Digital, que funcionará a poucos quilômetros de Brasília.

Outras iniciativas que podem atrair empreendedores estão ligadas aos grandes eventos internacionais como a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014.

A viagem internacional de Queiroz o levou previamente a Dubai e Cingapura e, depois de Xangai, irá à Alemanha e Itália para promover o Distrito Federal como centro tecnológico e digital, conhecer os modelos dos melhores polos digitais do mundo e trocar experiências em mobilidade e planejamento urbanos.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10366/GOVERNADOR+DO+DF+PROCURA+INVESTIMENTOS+DE+EMPRESAS+CHINESAS+EM+XANGAI.html

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Prefeito deve governar para a cidade, não só para a Copa


Projetos de transporte são duradouros e devem ser levados com muito mais seriedade

Por Thiago Guimarães*

A primeira coisa que deve ficar clara para o futuro prefeito de São Paulo é que ele deve governar para a cidade, para os cidadãos paulistanos, até 2016, e não para turistas e fãs que assistirão aos jogos de futebol na Copa de 2014. Projetos de transporte são duradouros e devem ser levados com muito mais seriedade do que a exposição internacional da cidade em algumas semanas de 2014. Estamos falando aqui do impacto sobre milhões de deslocamentos diários de pessoas entre suas residências, empregos, escolas, universidades, serviços públicos, comércio e opções de lazer. Deslocamentos esses que se dão em redes cada vez mais sufocadas e em condições cada vez mais precárias.

As políticas de mobilidade em uma cidade como São Paulo têm uma importância que ultrapassa as fronteiras do município. Pelo peso demográfico e econômico da cidade, políticas públicas na área da mobilidade podem impactar em toda a região metropolitana. Portanto, o primeiro compromisso sereno e responsável, digno de um estadista que deseje liderar um processo de transformação estrutural das condições de mobilidade, seria buscar alianças e sinergias com os prefeitos de outras cidades do espaço metropolitano, principalmente para propulsionar a integração tarifária (rumo ao bilhete único metropolitano) e amarrar o planejamento no plano regional.

Como esse é um tema espinhoso, os primeiros esforços neste sentido devem ser feitos já em janeiro do ano que vem. Se bem arquitetada, a integração tarifária melhoraria muito a vida da massa de trabalhadores que já está no trem ou no ônibus no escuro da madrugada, rumo seu trabalho na capital. A capacidade de visão e liderança e a vontade de transformar pode ser avaliada já nos primeiros meses de mandato.

O paulistano também já não aguenta mais ouvir o velho chavão “priorizar o transporte coletivo”. Se bem que, nesse ponto, houve uma sensível mudança no discurso, ao longo da última década. Antes, priorizar o transporte coletivo era sinônimo de melhorar o transporte por ônibus urbanos, sistema da alçada da prefeitura. Atualmente, a prefeitura afirma que os ônibus não são a solução e, com orgulho, promete investimentos no metrô. Os ônibus, pelo menos na atual gestão, são deliberadamente deixados de escanteio.

Mas quem quiser fazer bonito nesta área terá de atualizar e executar o plano para o transporte coletivo publicado há oito anos. Este plano, que concebia o desenvolvimento de uma malha de corredores de ônibus, ficou à sombra da inauguração de pontes estaiadas e do alargamento de vias expressas ocorridos nos últimos anos. Neste sentido, é preciso chacoalhar a SPTrans, que deve atentar melhor à qualidade e fiscalizar com mais rigor os serviços prestados por aqueles que receberam a concessão de um serviço de interesse público.

Além disso, as prioridades da companhia devem ser revistas. Antes de oferecer acesso sem fio à internet em algumas paradas de ônibus, seria mais adequado definir um nível de qualidade de estadia nas paradas de bairros mais distantes do centro e definir um plano para que todas tenham abrigos e informações sobre linhas e itinerários. Antes de equipar os ônibus com monitores de televisão, dever-se-ia estipular metas de qualidade para os veículos (piso rebaixado, acessibilidade universal, sistemas de informação a bordo). E melhorar a qualidade dos postos de atendimento. Hoje quem vai a um deles pedir informação, por exemplo, sobre o funcionamento do bilhete único, não recebe nenhum material sobre ele e é aconselhado a obter as informações pela internet.

Também é importante que a equipe de governo esteja consciente de que mobilidade urbana não é futebol. Não se trata de deixar cada modo de transporte brigar entre si em busca da primeira colocação em termos de número de viagens. Não deve se deixar levar pelas pressões das torcidas organizadas a favor de um ou de outro meio de transporte, em detrimento dos demais. Mesmo assim, no caso de São Paulo, os investimentos em infraestruturas que beneficiam o trânsito de automóveis particulares são tão desproporcionalmente gritantes, que é indefensável dar continuidade à política de transportes atualmente desenvolvida.

As trágicas consequências da cidade refém do automóvel nunca estiveram tão à vista: tempo perdido e desperdício de combustível em congestionamentos que já beiram os 300 quilômetros na incompleta medição realizada dia a dia pela CET; estresse relacionado com o barulho intermitente emitido pelos motores; e principalmente a redução da expectativa de vida da população que respira um ar carregado de elementos insalubres.

Já passou da hora de romper com esse paradigma de mobilidade e de política, sistematicamente estimulado pelo governo federal, que concede subsídios à indústria automobilística e mantém artificialmente a nível baixo os preços dos combustíveis fósseis e não renováveis.

Em função deste contexto, o papel da Companhia de Engenharia de Tráfego também não pode ser mais o mesmo de quando a cidade era produzida para a massiva absorção de mais e mais automóveis. É necessário reorientar a companhia e dotá-la de meios para priorizar o trânsito seguro de pessoas pela cidade. O que significa, por exemplo, dar mais atenção aos pedestres e às calçadas – esses locais onde regularmente se flagra veículos da própria companhia estacionados irregularmente.

Associações de ciclistas pedem que os candidatos a prefeito assinem um documento em que se comprometem a aumentar progressivamente a parcela do orçamento destinado à mobilidade por bicicleta e a elaborar um plano cicloviário para a cidade. Ainda que esses documentos, mesmo quando assinados, sejam vez ou outra considerados meros papeizinhos, sem valor algum, creio que o foco de tais compromissos deveria ser outro, com metas mais palpáveis e que façam sentido. Sentido não para o governante ou para os especialistas em transporte. Mas para os cidadãos.

Por exemplo: assegurar que toda criança tenha acesso seguro a pé ou por bicicleta a estabelecimentos de ensino público em um intervalo de 20 minutos. O prefeito pode, para isso, construir mais escolas, instalar ciclofaixas e ciclovias, remodelar drasticamente o desenho das vias públicas ou repensar a localização de locais de moradia. Pode investir recursos de diversas origens e com diversas finalidades. Embora nem todas elas se encaixarem necessariamente no rótulo “bicicleta”, essas ações podem definitivamente favorecer a mobilidade por meios de transporte não motorizados.

No entanto, as mais profundas mudanças nos padrões de mobilidade devem surgir de intervenções que não competem diretamente a uma secretaria de transportes. Como pode as decisões de aprovação ou reprovação de empreendimentos imobiliários em uma cidade como São Paulo, praticamente, dependerem apenas da assinatura de uma pessoa? Como pode haver shopping centers que funcionam há décadas sem oferecer o número mínimo de vagas de garagem estipulados pelas autoridades? Como pode a cidade ser tão refém do setor imobiliário e da construção civil e quase nada fazer em defesa da qualidade de vida de seus cidadãos? Como impedir que o próprio município desrespeite as leis urbanísticas que torna públicas, a começar pelo próprio Plano Diretor, que foi alvo de uma mal esclarecida tentativa de reforma?

O candidato que quiser tratar seriamente a questão da (i)mobilidade urbana deve depositar sua atenção a essas perguntas que ficarão de fora dos debates televisionados e do horário eleitoral gratuito.

*Thiago Guimarães é especialista em planejamento urbano e consultor editorial do portal Mobilize Brasil.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10360/PREFEITO+DEVE+GOVERNAR+PARA+A+CIDADE+NAO+SO+PARA+A+COPA.html

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Quatro sedes têm atraso em obras de mobilidade para a Copa


Segundo ministro das Cidades, problemas atingem 8% dos trabalhos previstos; 36% precisam de atenção

Faltando dois anos para a Copa do Mundo de 2014, 8% das obras de mobilidade urbana prevista para serem concluídas até o início do evento estão atrasadas. Outras 36% estão em ritmo que requer atenção e 56% estão em ritmo adequado. Os dados são de balanço apresentado hoje (19) pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

Os locais com obras de mobilidade urbana atrasadas são Natal, Cuiabá, Manaus e o Distrito Federal. Nesse último, a licitação que faltava para as obras do veículo leve sobre trilhos (VLT) foi concluída na semana passada. Com isso, o DF pode deixar a lista das unidades com obras em atraso, segundo o ministro Aguinaldo Ribeiro.

Em Natal, os problemas estão relacionados ao atraso na entrega de projetos, desapropriação de terras, falta de licenciamentos e intervenção do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Em Cuiabá, as dificuldades são com desapropriação, falta de licenças ambiental e de instalação e também de projetos executivos. Na cidade de Manaus, há entraves envolvendo o patrimônio histórico e questionamento quanto ao formato da licitação.

“Em outubro, haverá uma nova avaliação do ponto de vista da Copa para ver se haverá comprometimento. Estamos trabalhando para que não haja”, disse o ministro. O balanço sobre as obras de mobilidade para a Copa de 2014 foi divulgado durante o evento que lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, no Palácio do Planalto.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10354/QUATRO+SEDES+TEM+ATRASO+EM+OBRAS+DE+MOBILIDADE+PARA+A+COPA.html

quarta-feira, 18 de julho de 2012

PAC Mobilidade Médias Cidades investirá R$ 7 bi em infraestrutura


Plano vai beneficiar 75 municípios com menos de 700 mil habitantes e mais de 250 mil

A presidente da República, Dilma Rousseff, vai lançar amanhã (19), às 11h, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades. A medida vai liberar R$ 7 bilhões por meio de financiamento público e beneficiará 75 municípios com menos de 700 mil habitantes e mais de 250 mil.

O governo vai apresentar as regras do processo seletivo dos municípios, que deverão elaborar o projeto executivo para obras como construções de estações e linhas de metrô, aquisição de veículo leve sobre trilho (VLT) e construção de corredores de ônibus.

Cada município pode apresentar até duas propostas. A inscrição deverá ser feitas por meio de formulário eletrônico, disponível na página eletrônica do Ministério das Cidades a partir do dia 23 de julho até o dia 31 de agosto. As cidades selecionadas serão divulgadas no dia 30 de novembro.

De acordo com dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as 75 cidades estão distribuídas em 18 estados brasileiros, 51% estão em regiões metropolitanas. Serão beneficiadas cidades como Joinvile, em Santa Catarina, Uberaba e Juiz de Fora, em Minas Gerais, Ribeirão Preto e Sorocaba em São Paulo, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro e Olinda e Caruaru, em Pernambuco.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10345/PAC+MOBILIDADE+MEDIAS+CIDADES+INVESTIRA+R+7+BI+EM+INFRAESTRUTURA.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Infraestrutura brasileira: Copa e Olimpíada dão o pontapé inicial


Analogia se justifica porque boa parte das obras públicas não ficarão prontas até os eventos

Por José Roberto Bernasconi

Se as obras de infraestrutura necessárias para a realização da Copa 2014 e Olimpíada 2016 fossem comparadas a um jogo de futebol, poderíamos dizer que os dois megaeventos darão o pontapé inicial nesses investimentos públicos e privados. A analogia se justifica porque boa parte das obras públicas essenciais para a conquista de um legado à sociedade e ao país não ficará pronta a tempo para a Copa 2014 e, muitas delas, nem mesmo para os Jogos Olímpicos de 2016.

Em relação à mobilidade urbana, por exemplo, das 35 obras que deverão ser feitas nas 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, somente oito já tinham contrato para execução assinado até outubro de 2011. Dessas, apenas em quatro o primeiro desembolso havia sido feito pela Caixa Econômica Federal, enquanto três tinham licitações em andamento e 24 não haviam iniciado sequer os processos licitatórios. Em abril passado, a informação da Caixa Econômica Federal ao Tribunal de Contas da União (TCU) reportava que, apesar de faltar apenas quatro operações pendentes de contratação, somente oito já tinham desembolso efetuado, o que equivale a 5% do total previsto. Durante audiência pública em abril com o ministro do TCU Valmir Campelo, a assessoria da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados divulgou dados baseados em informações da Corregedoria-Geral da União (CGU) e dos ministérios do Esporte e das Cidades. Segundo esse levantamento, do total de investimentos em mobilidade urbana para a Copa, foram contratados R$ 2,7 bilhões (22%) e executados (efetivamente utilizados) R$ 698,03 milhões (5,64%). Para a Copa das Confederações, que acontecerá em julho de 2013 em seis capitais brasileiras, provavelmente apenas Belo Horizonte conseguirá concluir os dois corredores de BRT (Bus Rapid Transit) previstos no plano de obras da capital mineira para a Copa.

"A lista de problemas relacionados à nossa deficitária infraestrutura é extensa e certamente inclui diversos outros setores. Mas o mais importante é que a Copa 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 deram, no mínimo, o impulso inicial para alavancar os investimentos em obras de mobilidade urbana, aeroportos, saneamento e infraestrutura hoteleira, entre outras áreas"

O gargalo aeroportuário certamente só poderá contar com a conclusão dos MOPs (Módulos Operacionais Provisórios) em execução pela Infraero como solução emergencial, como o próprio nome explica, para desafogar em parte os problemas decorrentes do crescimento em percentuais chineses da demanda registrados nos últimos sete anos. A boa notícia nessa área, no entanto, foi dada pelo destravamento das concessões à iniciativa privada dos terminais de Cumbica (Guarulhos-SP), Viracopos (SP) e Brasília, festejadas principalmente como o reconhecimento do governo federal da importância de recorrer à experiência e ao capital privado para tentar solucionar um dos pontos nevrálgicos da infraestrutura brasileira. O problema é que, embora positiva e bem-vinda, somente a concessão desses aeroportos - após a experiência pioneira com o terminal potiguar de São Gonçalo do Amarante - não basta. É necessário ampliar em muito a capacidade dos atuais aeroportos e aumentar o número deles, especialmente em nossas principais metrópoles, a fim de elevar a capacidade de atendimento do tráfego aéreo, defasada há alguns anos. Urge que o governo federal dê andamento ao processo de licitação de novas concessões; caso contrário, o efeito positivo que deve resultar das atuais concessões pode ser anulado em grande parte – especialmente nos voos internos - pelo “efeito cascata”, que caracteriza essa modalidade de transporte: não adianta um aeroporto atender bem à demanda se, na próxima conexão, houver problemas.

Outra área essencial e extremamente problemática no Brasil é a do saneamento, em todas as suas vertentes (coleta e tratamento de esgoto, tratamento e distribuição de água potável, limpeza urbana e destinação dos resíduos e drenagem). Informações constantes na edição 2009 do SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, coordenado pelo Ministério das Cidades e divulgado no final de 2011, mostra que o levantamento nacional, abrangendo os 5.564 municípios do país, confirmou um tímido avanço nos índices de atendimento de água e esgotos entre 2008 e 2009. O diagnóstico revelou que somente 44,5% da população possui rede de esgotos; um aumento de 1,3% da população atendida quando comparamos 2009 com 2008, quando 43,2% da população tinha rede. Já o índice de tratamento dos esgotos em 2009 chegou a 37,9% comparados aos 34,6% em 2008; um aumento de 3,3% no volume de esgoto tratado comparando os dois anos. Como se sabe, a coleta e tratamento de esgotos, assim como a oferta de água tratada, são fundamentais para a saúde pública e a preservação de nossos rios e aquíferos.  Sabemos também que há algumas décadas os especialistas em saneamento afirmam que o Brasil precisa investir cerca de 10 bilhões de dólares ao ano para resolver essa questão essencial. O último balanço do PAC, porém, mostrou que, das 114 obras de saneamento listadas no programa, apenas oito (7% do total) estavam em execução no início de 2012. Isto num ano em que o Rio de Janeiro e o Brasil sediam a Rio+20 e o país, como não poderia deixar de ser, também está na berlinda em relação à sustentabilidade. E saneamento é básico para a sustentabilidade, que em essência representa a capacidade de as gerações atuais utilizarem os recursos naturais de forma a não comprometer sua utilização pelas gerações futuras. E o saneamento também representa a sustentabilidade em sua acepção mais básica, mais elementar, que é a de garantir a vida – especialmente de recém-nascidos, crianças e jovens das populações mais carentes e que menos dispõem desse recurso no Brasil, vitimadas por surtos de diarreia e outras moléstias graves decorrentes dessa falta.

Em outras áreas, o problema se repete. No setor energético, o Brasil exibe contrastes flagrantes. Se nossa matriz energética é considerada uma das mais limpas do mundo, a capacidade brasileira de fornecer energia firme, estimada em cerca de 130 GWH (gigawatt/hora), está no limite de sua utilização, constituindo-se em um dos mais fortes gargalos para a expansão econômica do país. Se considerarmos que boa parte dos empreendimentos iniciados nas grandes barragens da Região Amazônica só conseguirá entrar em produção plena após 2016, há forte possibilidade de que se repitam os recentes e frequentes apagões, que ocorrem devido à falta de investimentos na construção de novas linhas de transmissão e melhoria e ampliação das subestações, ocasionando a queda do sistema interligado e a falta de energia em regiões inteiras. Isto apesar do custo elevadíssimo da energia no Brasil, que prejudica a indústria, comércio e serviços, além da população, e afasta investimentos produtivos. Não é preciso dizer o impacto negativo na opinião pública mundial se houver falta de energia em nossas principais metrópoles durante a Copa 2014 e a Olimpíada 2016. Já na área da chamada TIC-Tecnologia da Informação e da Comunicação, nossa situação também é preocupante. A nossa banda larga é estreita, lenta e cara. É evidente a necessidade de investimento em sua ampliação e diminuição de custos para os consumidores se não quisermos passar por situação semelhante à vivida pela África do Sul durante a Copa 2010, quando jornalistas, autoridades e turistas que visitavam o país sofreram para transmitir arquivos por conexões lentíssimas e ineficientes.

A lista de problemas relacionados à nossa deficitária infraestrutura é extensa e certamente inclui diversos outros setores. Mas o mais importante é que a Copa do Mundo da Fifa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016  deram, no mínimo, o impulso inicial para alavancar os investimentos em obras de mobilidade urbana, aeroportos, saneamento e infraestrutura hoteleira, entre outras áreas. O grande desafio do país é resolver a origem da maior parte desses problemas, que não reside somente na falta de recursos, mas principalmente na ausência de planejamento e de visão de longo prazo da maior parte de nossos administradores públicos. Deficiências essas que, é preciso ressaltar, são de alguma forma toleradas pelos que os elegem. Se houvesse planejamento rigoroso e consistente, contratação de projetos executivos (completos) de arquitetura e de engenharia no prazo adequado, definindo as melhores opções técnico-econômicas, cronograma e orçamento, com a implementação dos projetos seguida como tarefa de estado, e não de governos, o país ganharia em infraestrutura e economizaria recursos. Assim, certamente poderia ampliar sua taxa de poupança e de investimento – esta atualmente patinando em cerca de 19% do PIB, em vez de situar-se nos recomendados 25% -, e poderíamos iniciar ciclos virtuosos de longo prazo. Portanto, há importante parcela de responsabilidade de parte da sociedade, dos eleitores, pela situação em que vivemos. Já passou da hora de a sociedade superar a fase das reclamações individuais e isoladas e de uma “cultura do conformismo”, a resignação com uma situação inaceitável, para a cobrança das promessas feitas no calor dos palanques e, em geral, relegadas ao esquecimento, pós-eleição.

É fundamental agora dar andamento às obras iniciadas sob o impulso dos megaeventos esportivos. Mesmo que o foco seja a melhoria geral em 2022, ano do Bicentenário da Independência – e desde que essa meta seja estabelecida, planejada e, principalmente, cumprida. Assim, todos poderemos estar em patamar melhor, econômica e socialmente e, portanto, também mais “independentes”, nos diversos significados dessa palavra. O jogo já começou e não deve parar.

*José Roberto Bernasconi é presidente da Regional São Paulo e coordenador para Assuntos da Copa do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia)

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10337/INFRAESTRUTURA+BRASILEIRA+COPA+E+OLIMPIADA+DAO+O+PONTAPE+INICIAL.html