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sábado, 22 de dezembro de 2012

Vereador que articulou alterações no projeto do pacote olímpico afirma que empresários devem ser ressarcidos


Jorge Pereira está habituado ao papel de porta-voz das mudanças

Por Luiz Eduardo Magalhães

RIO - As mudanças no projeto do campo de golfe tiveram como porta-voz uma figura conhecida quando se trata de aprovar projetos envolvendo polêmicas urbanísticas: o presidente da Comissão de Justiça e Redação, Jorge Pereira (PT do B). Foi Pereira, por exemplo, quem articulou a mudança da Vila do Pan da Avenida Salvador Allende para a Ayrton Senna e as alterações nas regras do Plano Lúcio Costa para adensar Vargem Grande e parte do Recreio, entre outras. Pereira, que desistiu da reeleição, assumiu o microfone para defender as emendas. O motivo alegado: ajudar a prefeitura a viabilizar as Olimpíadas custa caro. Por isso, segundo ele, os empresários que são parceiros precisam ser ressarcidos.
— Ninguém sequer sabe quem é esse moço que será o dono do campo de golfe de R$ 80 milhões feito por um empresário. Mas vai ser feito um campo de golfe. Eu não estou fazendo defesa do empresariado. Eu estou fazendo defesa da lógica. Se você quer que uma coisa exista e aconteça, ela tem que estar adequada. Depois disso aqui votado, o prefeito que volte aqui, sente, converse, dialogue e ache um meio-termo nesta situação. Não com a emenda que a Câmara fez. A emenda é para provocar mesmo! Pelo menos, tenho esse intuito — disse Jorge Pereira.
As propostas, apresentadas minutos antes de o projeto ser votado em sessão tumultuada, no apagar das luzes da atual legislatura, valorizaram em mais de R$ 4 bilhões as propriedades de empresários vizinhos ao Parque Olímpico e ao campo de golfe, segundo estimativas do mercado imobiliário. Entre outras alterações, os vereadores ampliaram em mais de 560 mil metros quadrados os limites da área total que pode ser construída. Contrário ao projeto, Eliomar Coelho (PSOL) foi irônico ao discursar no plenário, insinuando que o apoio foi em troca de benefícios financeiros:
— Isto aqui é uma imoralidade. Essas emendas são contrabandos colocados por quem entende do assunto. E não colocou porque é bonito. A contrapartida a gente sabe qual é. Daqui a pouco a gente vai ouvir pelos corredores: que bom peru de Natal os vereadores ganharam.
Já Teresa Bergher (PSDB) estuda pedir ao Ministério Público que examine o projeto final, sejam as emendas vetadas ou não por Paes.
Carlinhos Mecânico (PSD), um dos autores das emendas, negou que os colegas tenham sido beneficiados financeiramente para apresentá-las. Mas reconheceu ao término da votação que não sabia exatamente o que tinha aprovado:
— Nosso objetivo é construir um Rio cada vez melhor. Tenho um assessor que é corretor de imóveis e que analisou o impacto do projeto para mim, mas agora não sei explicar. Mas se tiver, será positivo: cada dia mais tem gente nascendo. É preciso que tenham um lugar para morar.
Na sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes decidiu vetar integralmente as emendas ao novo pacote olímpico aprovadas pela Câmara dos Vereadores na noite da última quinta-feira. Os projetos originais do prefeito já criavam incentivos urbanísticos em contrapartida aos investimentos privados. Isso, no entanto, não foi levado em conta pelo grupo de vereadores que propôs as emendas, inclusive da bancada governista.
— Vou vetar tudo. Se a Câmara derrubar os vetos, não haverá negociação, mesmo que haja uma crise institucional. Vou cancelar a parceria público-privada (PPP) que está viabilizando a construção do Parque Olímpico, e vamos procurar outro lugar para o golfe. Nem que isso represente atrasos no projeto olímpico. Não vou autorizar mudanças que atendam a interesses privados que não tenham retorno para a cidade — afirmou o prefeito.
O veto só será examinado em 2013, com a posse dos vereadores eleitos em outubro. A atual legislatura se encerra na próxima quarta-feira com aprovação da redação final do orçamento.
As alterações mais radicais aprovadas pelos vereadores ocorreram no Parque Olímpico. Uma das emendas dos vereadores abre a possibilidade de o consórcio ampliar a área construída em até 500 mil metros quadrados adicionais. Isso equivale a quase 50% do que a legislação atual permite para a área. Nos terrenos no entorno do campo de golfe, o ganho dos empresários com a ampliação do potencial construtivo de 60 mil metros quadrados, chega a cerca de R$ 16 milhões. Além disso, a emenda concedeu isenções eternas de IPTU e ISS para o campo de golfe e autorizou a construção de hotéis com frente para o campo.
A PPP foi contratada para viabilizar o principal Parque Esportivo dos Jogos Olímpicos. Parte das instalações será mantida depois do evento para o projeto coordenado pelo Comitê Olímpico de criar um centro de treinamento para atletas de alto rendimento. O município transferiu ao consórcio Rio Mais a propriedade de 800 mil metros quadrados onde não serão construídos equipamentos esportivos. No local, poderão ser erguidos prédios residenciais e hotéis. Em troca, o consórcio Rio Mais assumiu as obras. A prefeitura se comprometeu a repassar, no prazo de 15 anos, mais de R$ 300 milhões para a conservação do futuro bairro olímpico.

Projeto original já previa benefícios
No pacote olímpico encaminhado ao legislativo em novembro, a prefeitura propunha algumas mudanças na legislação da área do autódromo para ampliar a parceria. As novas regras urbanísticas valorizavam os terrenos para compensar o consórcio pela construção dos prédios do IBC/MPC (centro de transmissão dos jogos) que não estavam previstos no contrato original e cujo custo é estimado em R$ 300 milhões. Ao fim das Olimpíadas, o prédio do IBC/MPC poderia ser ocupado pelo consórcio ou demolido para outros projetos imobiliários. O que os vereadores fizeram foi pegar o potencial construtivo desse terreno (cerca de 500 mil metros quadrados) e transferi-lo para lotes vizinhos. A área do IBC/MPC continuaria com o consórcio.
Caso seja cancelado e não haja tempo de buscar um novo parceiro, o poder público teria que arcar com os custos da urbanização da área. Restaria saber quem pagaria a conta. No dossiê da candidatura às Olimpíadas, essa responsabilidade era da União. Mas a prefeitura, para reduzir os investimentos públicos, propôs a execução das obras em parceria com particulares, que receberam, em troca, áreas remanescentes do autódromo que não fazem parte do legado esportivo olímpico. O município hoje arca com o custo de projetos, enquanto a União é responsável pelas instalações esportivas permanentes e temporárias.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/vereador-que-articulou-alteracoes-no-projeto-do-pacote-olimpico-afirma-que-empresarios-devem-ser-ressarcidos-7122241#ixzz2FnWUncBW 

Emendas ao projeto do pacote olímpico foram aprovadas sem estudo prévio


Especialistas alertam para riscos ambientais e impacto no trânsito

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - Na avaliação de especialistas, os vereadores da Gaiola de Ouro (antigo apelido dado à Câmara numa referência ao custo para construir o prédio) não mediram o impacto que mudanças urbanísticas das emendas ao projeto do pacote olímpico sem planejamento podem causar na qualidade de vida do carioca. As propostas, apresentadas minutos antes de o projeto ser votado em sessão tumultuada, no apagar das luzes da atual legislatura, valorizaram em mais de R$ 4 bilhões as propriedades de empresários vizinhos ao Parque Olímpico e ao campo de golfe, segundo estimativas do mercado imobiliário. Entre outras alterações, os vereadores ampliaram em mais de 560 mil metros quadrados os limites da área total que pode ser construída.
— Todo projeto urbanístico pode provocar impactos ambientais positivos ou negativos. Se não forem estudadas, as consequências podem demorar a aparecer, mas vão surgir. À medida que as áreas são adensadas, podem surgir, por exemplo, problemas no trânsito e na rede de esgoto, se ela não suportar a carga excessiva. A área do Parque Olímpico, mesmo sem essas mudanças previstas nas emendas, já terá impactos significativos no adensamento da região — diz o conselheiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Luiz Fernando Janot.
As alterações mais radicais aprovadas pelos vereadores ocorreram no Parque Olímpico. Uma das emendas dos vereadores abre a possibilidade de o consórcio ampliar a área construída em até 500 mil metros quadrados adicionais. Isso equivale a quase 50% do que a legislação atual permite para a área. Nos terrenos no entorno do campo de golfe, o ganho dos empresários com a ampliação do potencial construtivo de 60 mil metros quadrados, chega a cerca de R$ 16 milhões. Além disso, a emenda concedeu isenções eternas de IPTU e ISS para o campo de golfe e autorizou a construção de hotéis com frente para o campo.
Para a ex-secretária municipal de Urbanismo Andrea Redondo, todo projeto urbanístico deve pensar a cidade como algo integrado. Ela cita como exemplo o PEU das Vargens, que mudou as regras construtivas em Vargem Grande, Vargem Pequena, parte de Jacarepaguá e do Recreio. O adensamento previsto pode deixar o solo tão impermeável que, no futuro, poderá favorecer enchentes em chuvas fortes.
— Os estragos de decisões erradas podem demorar até 30 anos para ser percebidos. Mas, um dia, eles vão aparecer — disse a ex-secretária.
Um dos exemplos mais recentes do custo do improviso envolveu os preparativos para os Jogos Pan-Americanos de 2007. A ideia inicial era que a Vila dos Atletas fosse construída no terreno da Ilha Pura, na Avenida Salvador Allende. Mas os vereadores mudaram o projeto e o gabarito de um terreno na Avenida Ayrton Senna para permitir a construção dos espigões. Problemas na execução das obras obrigam agora a prefeitura a gastar R$ 30 milhões para recuperar ruas internas que afundaram.
Regina Chiaradia, presidente da Associação de Moradores de Botafogo e diretora de Urbanismo da Federação das Associações de Moradores (FAM-Rio), também fez críticas:
— Se o desejo é que as Olimpíadas deixem legado, a cidade tem que parar de ser tratada como mercadoria — disse.
A vereadora Andrea Gouvea Vieira (sem partido) diz que o prefeito também é responsável pelas emendas:
— O governo tem maioria. O impasse surgiu porque vereadores da base não apenas assinaram as emendas, como não concordaram em adiar a votação para tentar um acordo.
Na sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes decidiu vetar integralmente as emendas ao novo pacote olímpico aprovadas pela Câmara dos Vereadores na noite da última quinta-feira. Os projetos originais do prefeito já criavam incentivos urbanísticos em contrapartida aos investimentos privados. Isso, no entanto, não foi levado em conta pelo grupo de vereadores que propôs as emendas, inclusive da bancada governista.
— Vou vetar tudo. Se a Câmara derrubar os vetos, não haverá negociação, mesmo que haja uma crise institucional. Vou cancelar a parceria público-privada (PPP) que está viabilizando a construção do Parque Olímpico, e vamos procurar outro lugar para o golfe. Nem que isso represente atrasos no projeto olímpico. Não vou autorizar mudanças que atendam a interesses privados que não tenham retorno para a cidade — afirmou o prefeito.
O veto só será examinado em 2013, com a posse dos vereadores eleitos em outubro. A atual legislatura se encerra na próxima quarta-feira com aprovação da redação final do orçamento.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/emendas-ao-projeto-do-pacote-olimpico-foram-aprovadas-sem-estudo-previo-7122299#ixzz2FnUd1Q37 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Em carta, Itanhangá Golf Club revela que não foi procurado para sediar Olimpíada-2016


Por Felipe Lyra

A reportagem do ESPN.com.br teve acesso a uma carta do Itanhangá Golf Club revelando que o local não foi procurado sobre a possibilidade de ser a sede do golfe na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. A notícia vem no dia em que a Câmara dos Vereadores votará a desapropriação de uma parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi, na Barra da Tijuca, para a construção de um novo campo especificamente para os Jogos do Rio. 

Entenda o caso
Entregue à Câmara, o PLC 113 propõe a desapropriação de uma área de 58 mil metros quadrados da APA de Marapendi para a construção de um novo campo de golfe para as Olimpíadas de 2016. O projeto, que não foi discutido em audiências públicas, será votado na tarde desta quinta-feira (20), quando uma sessão extraordinária definirá, em última discussão, a sua aprovação ou não.

Os opositores do projeto, que conta com o apoio expresso do pefeito Eduardo Paes, alegam que a medida é desnecessária, visto que o Itanhangá Golf Club, área renomada entre os praticantes do esporte no Rio de Janeiro, poderia ter plenas condições de atender às exigências olímpicas, ou ao menos precisaria de menos ajustes. 

Em meio às discussões, o vereador Carlo Caiado (DEM) enviou, ainda em maio deste ano, um ofício ao clube questionando se ele teria, de fato, condições de sediar as partidas de golfe em 2016. Em resposta, o presidente do local afirmou que não foi procurado por nenhum órgão ligados aos Jogos Olímpicos, mas que em princípio haveria, sim condições de receber a competição.

Confira os documentos na íntegra:

"Em virtude das dúvidas apresentadas em recente reunião na Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, onde foi explanado o projeto do campo de golf que será construído para atender aos Jogos Olímpicos de 2016, algumas questòes surgiram nesse debate e considero pertinente repassar ao Itanhangá Golf Club, de grande importância não só para a Cidade, mas também para o esporte.

1 - O Itanhangá Golf Club foi sondado por algum órgão envolvido na organização dos Jogos Olímpicos de 2016 sobre a possibilidade do loca sediar o Golf Olímpico?

2 - O Itanhangá Golf Club tem condições de atender as exigências estruturais para sediar as competições de golfe nos Jogos Olímpicos de 2016?

3 - Caso tivesse que se adaptar ou fazer algum tipo de intervenção, o Itanhangá Golf Club conseguiria executar estas intervenções de adequação sem auxílio de recursos públicos?

4 - O Itanhangá Golf Club, caso fosse procurado, aceitaria sediar a modalidade de golf nos Jogos Olímpicos de 2016?

Na certeza de enconrar o acolhimento para a demanda que se apresenta, aproveito para apresentar protestos de elevada estima e consideração.

Atenciosamente,

Vereador Carlo Caiado
Segundo vice Presidente"

"Excelentíssimo Senhor,

Em atenção ao Ofício OF-GVCC número 219/2012, através da qual Vossa Excelência formula algumas perguntas acerca da realizaçào das Olimpíadas de 2016, temos a satisfação de transmitir-lhes as seguintes informações, na sua ordem:

1 - O Itanhangá Golf Club NÃO foi sondado por órgão envolvido na organização dos Jogos Olímpicos de 2016 sobre a possibilidade de sediar o Golf Olímpico.

2 - Em nossa opinião, o Itanhangá Golf Club tem SIM condições de atender as exigências estruturais para sediar as competições de golfe dos Jogos Olímpicos de 2016.

3 - O Itanhangá Golf Club, caso tenha que se adaptar ou fazer algum tipo de intervenção de adequação, neste momento, infelizmente, dada a exiguidade de prazo, NÃO teria condições de executá-la sem o auxílio dos recursos públicos.

4 - O Itanhangá Golf Club, caso tivesse sido procurado, aceitaria SIM sediar a modalidade de golfe nos Jogos Olímpicos de 2016.

Na expectativa de termos oferecido a Vossa Excelência os esclarecimentos solicitados sobre a matéria, continuaremos ao seu inteiro dispor.

Atenciosamente,
Alberto Fajerman
Presidente".

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299984_em-carta-itanhanga-golf-club-revela-que-nao-foi-procurado-para-sediar-olimpiada-2016

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Escândalo do Golf Olímpico e Resort na Reserva do Marapendi


 Por Mariana Bruce

Estimados,

Segue o brilhante texto de nossa compa, Thayana Faskomy, sobre o escândalo que envolve a construção de um resort e de um campo de golf na Reserva do Marapendi, bem como sobre o protesto que ocorreu no último sábado, dia 17 de novembro, das 09h às 12h. 

As Olimpíadas e a Copa do Mundo viraram desculpa para tudo! Reforço a fala de muitos, de que os próximos quatro anos serão de muitas lutas contra a atual prefeitura, que não se cansa de usar dos mais sórdidos artifícios para favorecer uma pequena minoria, nem que para isso, leis precisem ser alteradas.
Teoricamente, os investimentos a Copa do Mundo e Olimpíadas deveriam favorecer a população trazendo retornos no funcionamento a longo prazo da máquina estadual, melhorando a mobilidade urbana, os hospitais e as escolas. Infelizmente não é o que tem acontecido na gestão da atual prefeitura. O interesse público mais uma vez está sendo ignorado.
Como todos já devem ter ouvido falar, a prefeitura precisa construir um campo de Golf para atender às Olimpíadas, já que os dois locais que possuem a prática do esporte no estado (Gávea Golf Club e o Itanhangá Golf Club) não possuem instalações de nível olímpico. A única proposta apresentada para a construção do mesmo situa-se justamente dentro da Área de Proteção Ambiental de Marapendi. Posto que a construções em APAs são permitidas com  as devidas ressalvas, o prefeito Eduardo Paes encaminhou  à Câmara dos Vereadores em 05/11, um projeto de lei que muda parâmetros ambientais e urbanísticos na Barra a fim de viabilizar a construção do Campo para os Jogos Olímpicos de 2016. Ou seja, o prefeito está de forma inconstitucional, modificando leis ambientais de proteção que regem essas áreas em detrimento do interesse da população e do meio ambiente.
A desculpa de muitos, que se dizem especialistas, é que essa área já está gravemente degradada e que a perda para a biodiversidade seria mínima. Alguém acredita nisso? E ainda que a área estivesse degradada, porque não recuperá-la ao invés de destruí-la ainda mais?

 A primeira problemática envolvida é a de que esse terreno é de propriedade privada e está em disputa judicial. Apesar disso, a Barra já ganhou uma estação do BRT em frente ao local da possível construção com o nome de Golf Olímpico. Estranho, não? Alguém está se antecipando aos acontecimentos…

Pasqualhe Mauro, um velho conhecido da Barra da Tijuca, por ser alvo de dezenas de processos por posse ilegal na região e suposto dono do terreno, ganhará como contrapartida a liberação para construir 23 prédios em outro terreno dito seu. Outro fato curioso, é que esses prédios que poderiam alcançar no máximo 6 andares, agora passarão a ter 22. Vemos claramente que o que está em jogo não são as Olimpíadas e o campo de golfe, mas sim a especulação imobiliária, o dinheiro, ou seja, o interesse privado dentro do espaço público.
Sem contar que, dessa maneira, a escolha do local atenderia em sua maioria os moradores da Barra da Tijuca, que futuramente seriam os usuários do campo de golfe, esporte esse, já restrito às elites. Por que não construir em terrenos mais baratos, onde o impacto fosse menor e outras parcelas da população, que residem mais distantes dos atuais campos, tivessem também acesso ao esporte?
Aproveitando o embalo da problemática do campo de golfe, e ainda falando dessa mesma área, essa semana começou a derrubada de áreas verdes próximas ao condomínio Alfa Barra, local que pertencia a APA de Marapendi, mas que, por meio para lá de duvidosos, foi retirada em 2005 as pressas, e sem qualquer consulta prévia da população. A lei manteve intocáveis as áreas consideradas de preservação, mas dobrou a área total edificável.

Antigamente para que se construísse em uma APA eram necessários, o estudo de impacto ambiental e a apresentação de propostas viáveis de estímulo à educação pública. É, por isso, que os condomínios mais antigos da Barra, que ficam do lado da lagoa (APA de Marapendi), apresentam escolas públicas. Como as construtoras precisavam de licença expedida pela prefeitura, nos condomínios eram construídas escolas municipais (exemplos: Barra Sul, Pontões da Barra, Novo Leblon, Parque das Rosas, Mandala, Riviera, Alfa Barra, entre outros).
Acontece que a lei mudou e, agora, para que se consiga uma autorização para construir em uma APA, é necessário o estudo de impacto ambiental e a proposta de replantio dobrado. O ministério de meio ambiente observou que o retorno que a educação pública dava ao bioma devastado era muito pequeno, e assim, propôs um replantio dobrado de mudas nativas nas áreas ameaçadas que se encontram próximas às devastadas do determinado bioma, o que se torna um certo problema já que quem concede as licenças são as prefeituras! Depois disso, alguns condomínios mais novos foram buscar seus plantios e muitas construtoras realizaram plantios em Grumari, por exemplo, e outras acharam outras áreas, como o Riserva Uno, que plantou no Bosque Jerusalém, na frente ao Pedra de Itaúna, ou mesmo o Mundo Novo, que fez sua área de replantio dentro do próprio condomínio.
Sabemos que esse é só o começo para que as construções avancem ainda mais. Estamos tratando aqui de um crime ambiental muito sério e de grandes proporções. A área que está sendo devastada se caracteriza por ser uma área de manguezal e restinga, biomas extremamente frágeis e, ao mesmo tempo, de extrema importância devido à biodiversidade ali encontrada. A pressão antrópica diminui os hábitats e a poluição altera consideravelmente esses espaços, que em teoria serviriam para resguardá-los. Os destaques ficam por conta das espécies raras e ameaçadas de extinção, como a largatixa-de-praia (Liolaemus lutzae), o lagarto-de-cauda-verde (Cnemidophorus ocellifer), de coloração mimética à vegetação, o jacaré-do-papo-amarelo (Caimam latirostris) e a borboleta-da-praia (Parides ascanius), que necessitam de áreas alagadas, com vegetação arbórea.
Importante ressaltar que a população local não está de braços cruzados. Ontem, dia 17 de novembro de 2012, reuniram-se cerca de 500 pessoas em um protesto pacífico contra as construções na área da Reserva, no qual nosso coletivo esteve presente em peso. Quem marcou presença também, foi nosso vereador recém-eleito Renato Cinco (PSOL), que ficou até o final do protesto e fez questão de se manifestar. Percebemos que seu discurso entra em perfeita consonância com nossa fala quando Cinco diz que: “O que está acontecendo aqui na Reserva está acontecendo no Rio de Janeiro inteiro. A prefeitura fica usando a Copa do Mundo e as Olimpíadas como pretexto para satisfazer os seus sócios que são as empreiteiras e a especulação imobiliária”. (http://www.youtube.com/watch?v=9-EtgQAvktU)

O desenrolar do protesto foi bastante positivo, apesar de em alguns momentos presenciarmos discussões entre a policia militar e alguns manifestantes mais exaltados que queriam se sentar no meio da Av. Lúcio Costa. Para contê-los um policial militar fez o uso do spray de pimenta que acabou atingindo vários manifestantes, entre eles, crianças e idosos que também participavam pacificamente.

Ficou claro ali, que o que está acontecendo não é do consentimento da maior parte dos moradores locais, visto a grande aderência ao movimento por parte dos que passavam de carro, buzinando e apoiando de diversas formas a nossa luta. Aproveitando a energia e a insatisfação colocada por todos, os organizadores do protesto marcaram uma nova manifestação que ocorrerá no mesmo local, no dia 24/11/2012, às 9 horas, com expectativa de dobrar o número de manifestantes.
Diante desse cenário, o Coletivo de Resistência da Zona Oeste II assume sua responsabilidade de enfrentar esses grandes desafios para alcançarmos o projeto de cidade que queremos e lutamos diariamente: uma cidade de direitos onde o interesse da população esteja à frente dos interesses privados. Não estamos sozinhos nessa luta e não desistiremos, pois, ao fim de tudo, “nada deve parecer impossível de mudar”.

Fonte: http://marianabruce.blogspot.com.br/2012/11/escandalo-do-golf-olimpico-e-resort-na.html

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Projeto de Paes muda parâmetros ambientais para setor privado construir campo de golfe na Barra


Novo pacote olímpico transforma em não edificáveis lotes da APA de Marapendi voltados para Praia da Reserva

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — O prefeito Eduardo Paes encaminhará segunda-feira à Câmara dos Vereadores um projeto de lei que muda parâmetros ambientais e urbanísticos na Barra a fim de viabilizar a construção do campo de golfe dos Jogos Olímpicos de 2016. O novo pacote olímpico transforma em não edificáveis todos os lotes da Área de Preservação Ambiental (APA) de Marapendi voltados para a Praia da Reserva. Hoje de propriedade particular, eles seriam transformados num grande parque público à beira-mar. Em troca, um trecho de 58 mil metros quadrados de terreno às margens da Avenida das Américas que são considerados intocáveis por estarem em Zona de Conservação da Vida Silvestre (ZCVS) para protegerem a fauna e flora da região seriam liberados para o campo de golfe de dimensões olímpicas.
— A APA perderá uma pequena parte de sua área. Mas, em compensação, o projeto de lei vai garantir a preservação de um espaço bem maior. Haverá a proteção permanente do trecho da Praia da Reserva que será incorporado ao Parque de Marapendi. E o potencial construtivo dos terrenos serão transferidos para outras áreas da Barra e do Recreio — justificou Paes.
Apesar de a área de ZCVS ser apenas 6% do total do campo de golfe, a proposta promete causar polêmica entre ambientalistas, por falta de estudos prévios, mesmo com a compensação proposta por Paes. O campo de golfe se estenderá por uma área de um milhão de metros quadrados, também na APA de Marapendi, às margens da Avenida das Américas. O prefeito não informou qual o tamanho da nova área que será declarada como Zona de Conservação da Vida Silvestre, alegando que a proposta será apresentada primeiro aos vereadores, numa reunião na próxima segunda-feira.

Vereadores sem alternativa
O projeto chega ao Legislativo sem que haja um plano B para o campo de golfe. Antes de bater o martelo pela área na APA de Marapendi, o Comitê Rio 2016 vistoriou o Gávea Golf Club e o Itanhangá Golf Club, concluindo que nenhum dos dois tinham instalações de nível olímpico e que seria caro e difícil realizar as adaptações necessárias. Além disso, desde anteontem — o prazo esgotava-se em 31 de outubro — não é mais possível propor ao Comitê Olímpico Internacional (COI) mudanças no projeto do Rio para abrigar os Jogos.
Apesar disso, tanto o Comitê Rio 2016 quanto a prefeitura estavam cientes das limitações ambientais da área há pelo menos oito meses. A previsão de uso do trecho de ZCVS consta do projeto do escritório americano Hanse Golf Course Design, escolhido num concurso internacional cujo resultado foi divulgado em março. Pelo projeto, a área de um milhão de metros quadrados é necessária para o campo sediar uma competição olímpica.
O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, argumentou que o projeto propondo a mudança da lei só não foi enviado antes devido à demora na conclusão das negociações do Comitê Rio 2016 com os empresários que construirão o campo de golfe, numa parceria público-privada (PPP). O acordo só foi selado num café da manhã na última terça-feira, no Palácio da Cidade. À mesa estavam, entre outros, Paes; o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman; o empresário Pasquale Mauro (dono da área do campo de golfe); e Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central que lidera os empresários interessados em executar o projeto.
— Não podíamos propor mudanças na legislação sem confirmar que a área seria usada. A solução é a melhor. Se não fosse a PPP, o campo teria que ser construído com recursos públicos. A iniciativa privada vai aplicar R$ 60 milhões, em lugar do poder público — disse Dias.

Empreendimento já previa campo de golfe
As Olimpíadas vão viabilizar um empreendimento que vinha sendo anunciado há anos. Pasquale Mauro já havia licenciado na prefeitura o projeto de um campo de golfe de menor porte, privado, logo após o lançamento do condomínio Riserva Uno. Na campanha de lançamento ele era anunciado no site como tendo “vista para o futuro maior campo de golfe do Brasil”.
Pelo acordo, o grupo Rio Mar, de Pasquale Mauro, poderá erguer até 22 blocos de apartamentos com 22 andares e área total construída de 600 mil metros quadrados. Pelas regras que valiam desde 2003, os empresários até poderiam construir 22 andares e um total de 40 blocos, mas as unidades seriam de menor valor de mercado.
Sérgio Dias argumenta que, quando a APA de Marapendi foi criada, por decreto, em 1991, a área foi declarada ZCVS de forma equivocada.
— Ela estava degradada muitos anos antes. Inicialmente foi devastada para a extração de areia, usada como matéria-prima na construção dos condomínios mais antigos da Barra. Depois, foi sede de uma fábrica de pré-moldados para a construção de Cieps — disse.
Para o diretor de Meio Ambiente da Câmara Comunitária da Barra, David Zee, a área citada por Dias realmente está degrada. Ele, no entanto, ressalva:
— Isso não é justificativa para retirar a proteção. Seria necessário um esforço de recuperação das áreas de manguezal. Isso valorizaria o próprio campo de golfe e ajudaria a preservar o resto do parque.
O ambientalista Rogério Rocco avalia que a a prefeitura deveria realizar estudos aprofundados sobre a região antes de propor qualquer mudança . Sem isso, segundo ele, não há garantias de que o impacto ambiental será de fato compensado por preservar uma área maior.
Na Câmara, a oposição já critica a iniciativa. Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) observou que área que Paes propõe incorporar à APA de Marapendi na Praia da Reserva já conta com uma legislação bastante restritiva, o que, por si só, há mais de 20 anos inviabiliza empreendimentos, garantindo a preservação.
— As Olimpíadas viraram desculpa para tudo. O que se quer é mudar a cidade sem muita discussão. É uma contradição querer mudar a legislação ambiental e, ao mesmo, tempo vender a ideia de que se pretende promover olimpíada sustentável.

Legislação da área já sofreu alterações
Caso a proposta do prefeito para a APA de Marapendi seja aprovada, não seria a primeira alteração na legislação da área. Em 2005, em votação relâmpago, a Câmara dos Vereadores aprovou, num projeto criado pelas comissões da casa, a retirada, da APA de Marapendi, de um terreno vizinho ao condomínio Alfa Barra. A prefeitura chegou a questionar a constitucionalidade da lei, mas perdeu. Nas mudanças, também foi autorizado que se passasse a construir o dobro do que era permitido na APA de Marapendi. Em parte desse terreno está sendo erguido hoje um resort da rede Hyatt. Anexo ao hotel, estão projetados dois edifícios residenciais com suítes voltadas para a praia e a Lagoa de Marapendi.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/projeto-de-paes-muda-parametros-ambientais-para-setor-privado-construir-campo-de-golfe-na-barra-6618880#ixzz2BLnOtpeZ 

Representantes da Barra apoiam novo parque público


Eles dizem, porém, que prefeitura precisa garantir manutenção da área. Pela nova proposta, em troca do parque será construído o campo de golfe dos Jogos de 2016

RIO - A decisão do prefeito Eduardo Paes de mudar parâmetros ambientais e urbanísticos da Barra para permitir a construção do campo de golfe dos Jogos de 2016 foi bem recebida por líderes e representantes da região. Eles esperam, no entanto, que a prefeitura de fato assuma a responsabilidade de preservar o novo parque que será criado. Pela proposta que o prefeito deve enviar na próxima semana à Câmara de Vereadores, cerca de 58 mil metros quadrados do Parque de Marapendi, que fica dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi, perto da Avenida das Américas, poderão ser utilizados para a construção do campo de golfe. Em contrapartida, o prefeito pretende transformar o trecho da APA voltado para a Praia da Reserva em parque. Com isso, o terreno passa a ser não edificável.
Presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck acredita que a instalação do campo de golfe ajudará a revitalizar o Parque de Marapendi, ao mesmo tempo em que acaba com a indefinição sobre o futuro do trecho da APA de Marapendi na Praia da Reserva.
— Vejo a medida com bons olhos. O local onde deverá ser o campo de golfe está hoje abandonado, sem qualquer preservação. Mas é importante que a prefeitura realmente assuma o parque de Marapendi, criando condições para que ele não seja degradado com ocupações irregulares — diz Dumbrosck.
A deputada Aspásia Camargo (PV) também considera a mudança dos parâmetros um avanço. A parlamentar defende, contudo, que 10% dos recursos utilizados na criação do campo de golfe sejam aplicados num fundo para a administração do novo parque de Marapendi.
Aspásia é favorável ainda à redução do gabarito de 22 andares permitido na franja do terreno às margens da Avenida das Américas e em frente ao campo de golfe.
— Acho que o momento é de polemizar menos e olharmos o que está acontecendo. A prefeitura nunca teve condições de administrar adequadamente os seus parques. Por outro lado, aquela área está bastante degradada. Portanto, temos uma excelente oportunidade de permitir que o campo seja criado, ajude a recuperar aquela área e, ao mesmo tempo, auxilie financeiramente na administração do parque de Marapendi — argumenta Aspásia.

Ademi destaca valorização da área
Para o vice-presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), Rubem Vasconcelos, a criação do campo de golfe poderá valorizar o trecho da Barra:
— Acho a medida da prefeitura espetacular. Um campo de golfe na Barra é uma ancoragem para o bairro. Em todo o mundo, nos locais que ganham campos de golfe, a valorização imobiliária é grande. É muito bem-vindo. Aquela área está degradada. Não adianta pensar pequeno. É um momento em que o Rio precisa aproveitar essas oportunidades para evoluir. A gente não pode ter preconceito com isso. Só mesmo sendo muito xiita ou radical para não permitir o campo de golfe.
Em carta ao GLOBO, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, esclareceu ontem que não lidera grupo de empresários interessados em executar o projeto do campo de golfe. Ele explicou que não tem interesse comercial no projeto e que faz parte de um comitê que assessora a Rio 2016 em questões técnicas, como a seleção do arquiteto do campo de golfe. Ele esclarece ainda que faz parte do conselho da entidade sem fins lucrativos que administrará a operação do campo, o segundo público do estado. O primeiro fica em Japeri, na Baixada Fluminense.
O promotor de Meio Ambiente Carlos Frederico Saturnino, responsável por um inquérito que investiga o impacto do campo de golfe na Barra, considera “grave” a mudança nos parâmetros urbanísticos, tendo como objetivo atender ao calendário dos Jogos 2016:
— O problema não é o campo de golfe em si. Na minha opinião, a questão é grave porque, em primeiro lugar, começamos a legislar por casuísmo, em vez de pensarmos num bairro como um todo. Em segundo lugar, porque o prefeito tem maioria na Câmara e temo que essas mudanças não sejam analisadas e discutidas com a profundidade necessária.

Parque tem ocupações irregulares
O advogado especialista em meio ambiente Rogério Zouein disse que é positiva a criação do parque de Marapendi na Praia da Reserva. Ele, no entanto, ressalta que ainda há inúmeras ocupações irregulares por condomínios em outros trechos dos parque. Segundo ele, até hoje estes problemas ainda não foram resolvidos pelo município.
— Acho ruim perder 58 mil metros quadrados do parque (de Marapendi) quando a área que já existe é parcialmente ocupada pelos condomínios sem que nada seja feito — afirma o especialista.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/representantes-da-barra-apoiam-novo-parque-publico-6625403#ixzz2BLjAhj3r

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Paisagem vencedora no concurso da sede do golfe


As instalações da área social serão erguidas às margens da Avenida das Américas, na Reserva de Marapendi, na Barra

Por Diego Barreto

RIO - Uma ideia que valoriza a paisagem da Barra foi a vencedora do concurso nacional promovido pelo Comitê Rio 2016 e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para escolher o responsável pela elaboração do projeto da sede do campo de golfe das Olimpíadas de 2016. Dois moradores do Rio, os arquitetos Pedro Évora, de 34 anos, e Pedro Rivera, de 38, sócios do escritório Rua Arquitetos, assinarão o projeto executivo dos edifícios que abrigarão a área social e as áreas de serviço da modalidade. A vitória foi emocionante para Pedro Évora, que é neto do jogador de basquete Affonso Évora, armador da seleção olímpica que conquistou a primeira medalha brasileira no basquete e em esportes coletivos, um bronze nos jogos de 1948, em Londres, na Inglaterra.
— Minha vontade de participar na realização das Olimpíadas de 2016 era muito grande. A medalha sobre a mesa e as muitas histórias do meu avô sobre aquela conquista histórica fazem essa vitória no concurso ser ainda mais especial, é uma honra — disse o arquiteto.
As instalações da área social serão erguidas em uma área de 950 mil metros quadrados às margens da Avenida das Américas, na Reserva de Marapendi, na Barra. O projeto do campo está sendo desenvolvido pelo escritório americano Hanse Golf Course Design, escolhido também por meio de concurso, no último mês de março. A modalidade, que foi disputada somente nos jogos de 1900 e 1904, voltará ao programa olímpico no Rio depois de 112 anos.
Lançado em agosto, o concurso para a escolha do projeto da sede do golfe olímpico avaliou 57 trabalhos. A proposta conceitual do Rua Arquitetos se destacou por priorizar a integração da edificação com o campo, além de adotar uma série de conceitos sustentáveis como o aproveitamento de iluminação natural, captação de águas das chuvas, além de painéis de energia solar. O edifício ficará na parte mais elevada do terreno, com acesso pela Avenida Mário Fernandes Guedes.
— O projeto é bastante simples, idealizamos uma grande varanda, que permite a integração com o campo e a visualização do jogo. Todos os conceitos de sustentabilidade estão presentes na proposta — explica Pedro Évora, que espera concluir dentro de seis meses o projeto executivo, orçado em R$393 mil.
Segundo o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, a qualidade dos projetos inscritos dificultou o trabalho do júri.
— O concurso foi um sucesso, com projetos de alta qualidade. O vencedor se diferenciou pela simplicidade e utilização de elementos que remetem à arquitetura brasileira e carioca no período de 1940 a 1960. O projeto valoriza a paisagem e articula o edifício em torno de uma praça.
O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman se disse satisfeito com o resultado.
— Tínhamos o desejo de abrir as portas para a cultura brasileira e de dar esta oportunidade aos jovens arquitetos do nosso país. Eles apresentaram trabalhos que enobrecem e orgulham a arquitetura brasileira.
Vitória olímpica
Criado em 2008 pela dupla de Pedros, que se formaram na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ e hoje dão aulas na PUC-Rio, o Rua Arquitetos, no Humaitá, já desenvolveu projetos ligados a habitação popular, como o Morar Carioca e a reestruturação de imóveis antigos na região central da cidade. Rivera também é diretor do Studio-X Rio, unidade carioca da rede global criada pela Faculdade de Arquitetura, Planejamento e Preservação da Universidade de Columbia (EUA) para pensar o futuro das cidades.
As instalações olímpicas que abrigarão o golfe foram as últimas a serem anunciadas pela prefeitura e o comitê organizador, em 2011. Inicialmente o projeto olímpico previa que as provas da modalidade fossem disputadas nos Itanhangá Golf Club, o que foi descartado pelos organizadores por inadequação do espaço. A prefeitura e o Comitê 2016 optaram pela construção do campo na Reserva de Marapendi.
Orçadas em R$60 milhões as instalações do golfe serão construídas em parceria público-privada entre o município, o comitê organizador e um consórcio formado pela empresa RJZ Cyrela e o empresário Pasquale Mauro. O consórcio vai arcar com os custos das obras e terá permissão para construir imóveis de luxo no entorno do campo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/paisagem-vencedora-no-concurso-da-sede-do-golfe-6254262#ixzz28BadYEW0 

Arquiteto carioca vence concurso para sede do golfe no Rio 2016


Projeto valoriza paisagem da Barra e reforça conceitos sustentáveis

Um projeto que valoriza a paisagem da Barra da Tijuca e o contato com a natureza venceu o concurso para a sede do campo olímpico do golfe Rio 2016, anunciou ontem (1º) o Comitê Organizador dos Jogos.

De autoria do arquiteto carioca Pedro Évora e coautoria do também carioca Pedro Rivera, ambos sócios do escritório Rua Arquitetura, o projeto das edificações e áreas externas do golfe olímpico se destacou por integrar os prédios ao campo e utilizar conceitos sustentáveis, como captação de água das chuvas, painéis de energia solar e aproveitamento da iluminação natural.

Para o presidente do Comitê, Carlos Arthur Nuzman, o projeto “enobrece” a arquitetura brasileira, especialmente em se tratando de arquitetos tão jovens –o edital previa a participação apenas de profissionais com até 15 anos de formado.

O concurso, organizado pelo departamento do Rio de Janeiro do IAB, o Instituto dos Arquitetos do Brasil, avaliou 57 projetos desde agosto. Ao todo, 82 equipes de arquitetos e paisagistas se inscreveram. “Oferecer esta oportunidade aos jovens brasileiros mostrou-se uma excelente escolha”, acrescenta Sérgio Magalhães, presidente do IAB.

Localizado em uma área de 950 mil m² na Reserva de Marapendi, na Barra da Tijuca, o campo olímpico do golfe deverá ter seu projeto executivo concluído nos próximos seis meses, avalia o arquiteto Pedro Évora.

A temática olímpica não é novidade para o autor, por sinal. Ele é neto de Affonso Évora, um dos atletas que conquistaram a medalha de bronze para o Brasil no basquete dos Jogos Olímpicos de 1948 em Londres.

A um custo de R$ 60 milhões, as instalações do golfe serão construídas por meio de uma parceria público-privada (PPP) entre a cidade do Rio, o Comitê e um consórcio formado pela empresa RJZ Cyrela.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10820/ARQUITETO+CARIOCA+VENCE+CONCURSO+PARA+SEDE+DO+GOLFE+NO+RIO+2016.html

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Com a cabeça em 2016


Projeto da Confederação Brasileira da modalidade nas Vilas Olímpicas da cidade pretende levar a modalidade a mais de 18 mil crianças de baixa renda

Por Lorrane Melo

Difícil acreditar, mas o que faz mesmo sucesso com as crianças e adolescentes das Vilas Olímpicas do Distrito Federal é o tênis — o esporte ganha até do futebol. Com a bolinha e a raquete na mão, eles sonham em ser o novo Gustavo Kuerten. As vagas para a modalidade, considerada de elite, acabam em poucas horas. Inspirada no sucesso do tênis, a Confederação Brasileira de Golfe (CBG) tentará implantar o esporte, pouco praticado no Brasil por conta dos altos custos, entre os jovens.

Um projeto que começou no início do ano com escolas de Curitiba e Porto Alegre, busca aumentar a base da modalidade no país. E criar ídolos não só para a volta do golfe às Olimpíadas, no Rio de Janeiro, em 2016, mas também para o futuro. De forma lúdica, com materiais de velcro, tacos de plástico e bolinhas de tênis, que proporcionam maior mobilidade aos pequenos, o golfe já foi apresentado a 1.050 crianças em cada uma das duas cidades. O projeto em Brasília, no entanto, será ainda maior.

Três professores de cada um dos nove centros olímpicos e dois profissionais do Clube de Golfe de Brasília foram capacitados para ensinar as tacadas. Ao todo, mais de 18 mil alunos de baixa renda serão introduzidos no esporte. O treinamento foi realizado na Vila Olímpica de São Sebastião, que fica mais perto do Clube de Golfe, localizado no Setor de Clubes Sul.

O processo para encontrar futuros talentos será feito em dois blocos. No primeiro, os professores serão treinados para introduzir os alunos no golfe com uma metodologia e treinamento adequados. As aulas, que foram ministradas durante dois dias pelos campeões brasileiros Nico Barcellos e Reginaldo Coelho misturaram teoria e prática — e para receberem o certificado tiveram até de fazer prova. Depois, os melhores alunos serão levados para um trabalho especial no Clube de Golfe. O material será todo doado pela confederação, que o compra a R$ 707 de uma empresa britânica com o 
dinheiro recebido da organização mundial.

“É claro que a entrada do golfe nas Olimpíadas deu um ponto de partida forte nesse processo, mas os golfistas já pediam uma popularização do esporte”, admite o diretor executivo da CBG, Márcio Galvão, acreditando que os valores do esporte só farão bem aos pequenos. “No golfe, se exercita a honestidade. Nele, você mesmo é o juiz. Também tem a parte da disciplina e concentração”, alega.

Fonte: http://www.superesportes.com.br/app/19,66/2012/09/24/noticia_maisesportes,36961/com-a-cabeca-em-2016.shtml

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Após basquete, Icatu faz planos de investir no golfe


Por Guilherme Costa

A Icatu, seguradora que apresentou na última sexta-feira um patrocínio ao time de basquete masculino do Minas Tênis Clube, já faz planos para ampliar sua associação ao esporte. A empresa pretende investir no golfe, modalidade que será uma das novidades no programa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

O formato e o volume do investimento ainda não foram definidos, mas a Icatu já estabeleceu que o golfe será o próximo foco. Além do basquete, a companhia tem negócios na vela e no hipismo.

“Pensamos em dois ou três atletas jovens, aproveitando o perfil do esporte e o fato de ter se tornado olímpico. Mas vamos falar disso apenas mais para frente”, disse Aura Rebelo, responsável por produtos e marketing na seguradora, tentando tergiversar sobre o investimento.

Com o investimento no Minas Tênis Clube, a Icatu aumentou neste ano a porção que o esporte ocupa na verba de marketing da companhia. O orçamento do segmento mais do que dobrou da temporada passada para a atual.

No caso do Minas, o projeto também ainda não está totalmente sedimentado. Depois de o negócio ter sido fechado, a Icatu espera o início da temporada para definir os próximos passos.

“Os próximos passos dependem muito da evolução do próprio basquete. Apostamos muito na aceitação e no aumento do reconhecimento, mas só os primeiros jogos é que vão mostrar quais são exatamente os gaps no projeto”, completou Rebelo.

A postura comedida da seguradora é corroborada pelo próprio Minas Tênis Clube. “Como o NBB só começa em novembro, temos tempo de sentar com a Icatu e desenvolver um plano conjunto para a ativação. Vamos pensar nisso agora, considerando as propriedades que eles têm”, explicou Marcelo Vido, gerente de negócios e marketing da equipe.

* O repórter viajou para Belo Horizonte a convite da Icatu

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26648/Apos-basquete-Icatu-faz-planos-de-investir-no-golfe/index.php

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

John Deere patrocina torneio de golfe no MS


A John Deere, empresa que fabrica produtos e equipamentos para o segmento agrícola, vai patrocinar um torneio de golfe no Mato Grosso do Sul. A companhia fechou com a quarta edição do Aberto Internacional Terras do Golfe.

A competição será realizada entre os dias 23 e 25 de agosto deste ano, em Campo Grande (MS). A programação conta com os 15 primeiros jogadores do ranking nacional de golfe.

O contrato da John Deere com o evento inclui personalização das camisetas do torneio entre profissionais e amadores. Detalhes financeiros do negócio são mantidos em sigilo.

“Participar do Aberto Internacional Terras do Golfe é uma grande oportunidade para o segmento da John Deere. A aproximação com golfistas da região, que também são produtores agrícolas, faz parte de uma estratégia de relacionamento da empresa”, disse Felipe Rad, especialista de produto e mercado para utilitários e golfe da John Deere.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26470/John-Deere-patrocina-torneio-de-golfe-no-MS/index.php

quinta-feira, 26 de julho de 2012

YKP patrocinará evento de Golfe e Polo no Rio


A integradora de sistemas YKP irá patrocinar o Golf Polo Day, evento que reúne a Copa da Cidade do Rio de Janeiro de Golf e a Copa do Estado do Rio de Janeiro de Pólo. Ambos os torneios acontecerão no dia 28 de julho, entre 7h e 20h30, no Itanhangá Golf Club, que fica na estrada da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ).

“Eu considero como principal objetivo do esporte a superação dos limites do jogador, além de ser uma das melhores oportunidades para o desenvolvimento de valores éticos, de respeito e autocontrole”, destaca Yim King Po, presidente do Grupo YKP. 

O Golf Polo Day conta ainda com os patrocínios do Frade Hotel Marina Golf & Vilas, Shopping Lebron e Maserati, editora Siquini (revistas Golfe e Polo), o artista plástico contemporâneo Sami AKL e a Itaipava como marca de cerveja oficial do evento. 

No final do dia, antes da festa com direito ao desfile da grife Cavalera e do show de Tony Gordon, será feita a entrega do troféu Cabaña da Maya (golfe) e do troféu Rosa Maria Klabin (polo) aos respectivos vencedores. Durante o evento, os convidados também poderão conferir a exposição de carros Maserati.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26110/YKP-patrocinara-evento-de-Golfe-e-Polo-no-Rio/index.php

terça-feira, 10 de julho de 2012

Masters de Madri é cancelado por falta de patrocínio


A Professional Golfers Association (PGA), organizadora do PGA Tour, o circuito mundial de golfe, anunciou por meio de seu site oficial que o Aberto de Madri, tradicional torneio da série Masters do Tour Europeu, não será realizado este ano por falta de patrocinadores.

Devido à crise econômica que afeta a Espanha, a organização do torneio não conseguiu encontrar uma empresa que bancasse os custos do evento. O banco espanhol Bankia, que patrocinaria o Aberto, entrou em processo de falência, sendo resgatado pelo governo espanhol. Desta maneira, o Masters de Madri, que seria realizado entre os dias 20 e 23 de setembro, teve de ser cancelado.

“Os organizadores esperam encontrar um novo patrocínio para trazer o Aberto de volta ano que vem. É uma pena, mas a situação econômica da Espanha fez com que isso acontecesse”, afirmou Maria Acacia Lopez-Bachiller, porta-voz do torneio.

Além do Masters de Madri, outro evento espanhol do Tour Europeu da PGA, o Masters de Castellón, já havia sido cancelado este ano. Em 2012, o país ainda sediará um evento do calendário do golfe internacional: o Masters da Andaluzia, que será realizado entre os dias 18 e 21 de outubro.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/25/25922/Masters-de-Madri-e-cancelado-por-falta-de-patrocinio/index.php

domingo, 17 de junho de 2012

YKP e Henkel são os patrocinadores masters do Golf Cup 2012 no SPGC


Por Tatiana Fonseca

O torneio é promovido anualmente pelo São Paulo Golf Club e a cada ano recebe mais integrantes; este ano, serão 27 equipes de quatro pessoas

A YKP, integradora de sistemas com foco em Gestão Empresarial, Soluções Web e Mobile, e Soluções de Gestão Fiscal e Tributária, e a Henkel se unem para patrocinar a Golf Cup 2012, um dos mais concorridos eventos do calendário do São Paulo Golf Club que acontece anualmente em São Paulo. De acordo com Yim King Po, presidente do Grupo YKP e golfista há mais de 10 anos, sua empresa é uma grande incentivadora do esporte, tendo patrocinado desde 2008 o golfista brasileiro Ronaldo Francisco, número 1 do ranking da Associação Brasileira dos Profissionais de Golfe (ABPG). Para Yim King Po, o esporte, em especial o golfe, no qual o objetivo principal é a superação dos limites do jogador, proporciona uma das melhores oportunidades para o desenvolvimento de valores éticos, de respeito e autocontrole. Para o executivo, que lidera uma das maiores empresas brasileiras na área de serviços e soluções de tecnologia da informação (TI), tecnologia e golfe têm muito em comum. “As duas atividades são altamente técnicas e complexa. 

Acredito que o golfe pode ser um excelente aliado dos executivos de informática, já que é altamente relaxante, promovendo a concentração e os valores éticos, algo essencial no mundo dos negócios”, comenta Yim King Po. 

Essa visão está por trás da decisão de tornar a YKP patrocinadora do Henkel/YKP Golf Cup 2012, no São Paulo Golf Club.  O torneio contará com 108 jogadores, dos quais a maior parte são sócios do clube e a outra parte são convidados da Henkel e YKP, que comporão 27 equipes de quatro jogadores cada. O Henkel/YKP Golf Cup 2012 acontecerá no dia 22 de junho, com início às 8h30 e encerramento às 15h00 após as premiações, no SPGC, em Santo Amaro, São Paulo (SP).

Klaus Behrens, ex-presidente da Henkel e idealizador do torneio, afirma que a Golf Cup já faz parte do calendário oficial do clube e é um evento muito importante de relacionamento entre pessoas e empresas. "Nosso objetivo é fazer com que o golfe seja cada vez mais conhecido e apreciado; trata-se de um esporte que promove a capacidade de superação de desafios e a construção de relacionamento com outras pessoas”, diz. “Contar com a YKP à frente deste torneio é um grande privilégio. Tenho certeza de que esta parceria vai fortalecer ainda mais o torneio e a comunidade que está ao redor deste encontro”, afirma. Behrens teve a ideia de criar o torneio para agrupar os sócios do clube. Os resultados positivos fizeram com que, a cada ano, novos integrantes juntassem-se ao grupo inicial. Há seis anos, Behrens abriu o evento para jogadores de fora do clube e passou a contar com patrocínios empresariais.

Yim King Po participou do torneio em 2011 e sua equipe ficou em terceiro lugar com a soma de 63 tacadas. O mérito foi concedido por terem jogado melhor na segunda metade do tempo. Na ocasião, o Hospital Alemão Osvaldo Cruz patrocinou o evento ao lado da Henkel, como já fazia há três anos. A Henkel, no entanto, patrocina esse evento esportivo desde a sua primeira edição, há 11 anos. “O Brasil já conta com hotéis e resorts com campos excelentes. Temos tudo o que precisamos para popularizar mais o esporte e tornar os jogadores nacionais mais conhecidos, de forma a movimentarmos ainda mais esse mercado”, acredita Yim King Po. 

YKP tem forte presença no circuito competições de golfe

A YKP já patrocinou também o BMW Golf Cup International 2008, competição criada pela montadora alemã em 1982 e que contou com a participação de cerca de 120 mil golfistas amadores em 42 países. O evento, maior campeonato de golfe amador do mundo, aconteceu de agosto a de dezembro de 2008 e, no Brasil, os campos envolvidos foram Ipê Golf Club, em Ribeirão Preto (SP); São Fernando Golf Clube, em Cotia (SP), Itanhangá Golf Club (RJ); Graciosa Country Club, de Curitiba (PR), além do Terravista Golf Club, em Trancoso, na Bahia.

Ainda em 2008, a YKP foi um dos patrocinadores do campeonato comemorativo dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil. O evento, promovido pela Confederação Brasileira de Golfe, aconteceu no mês de abril daquele ano, em três campos diferentes: Arujá Golfe Clube, Paradise Golfe Clube (Mogi das Cruzes) e PL Golfe Clube.

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=78907:-ykp-e-henkel-sao-os-patrocinadores-masters-do-golf-cup-2012-no-spgc&catid=50:cat-demais&Itemid=331

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Disputa ameaça campo de golfe para 2016


Empresa que reivindica posse de terreno onde modalidade vai ser ser disputada pede, na Justiça, suspensão de contratos

RIO - Um imbróglio judicial ameaça o cronograma das obras de construção do campo de golfe onde serão disputadas as provas da modalidade esportiva nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Na tarde desta quarta-feira, o advogado da empresa Elmway Participações entrou na Justiça com um pedido de suspensão e nulidade de contratos e atos administrativos para edificações no terreno de 1,2 milhão de metros quadrados na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca.
A área, ao lado do condomínio Riserva Uno, tem a titularidade disputada desde 2009 pela Elmway e pelo empresário Pasquale Mauro. Em março, o prefeito Eduardo Paes e o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, anunciaram uma parceria público-privada com Pasquale e a construtora RJZ Cyrela, para a construção de um campo de golfe no local. Após o anúncio, a Elmway solicitou judicialmente a cópia do contrato da parceria. O pedido gerou um mandado de busca e apreensão no gabinete do prefeito e no escritório da Cyrela, expedido pela 15 Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça.
— Solicitamos acesso ao contrato firmado para a construção do campo de golfe logo que o anúncio das instalações olímpicas foi feito. A Justiça determinou busca e apreensão, mas tanto a prefeitura como a Cyrela informaram que o documento não existe. Por isso, entrei com um pedido de suspensão e nulidade de qualquer contrato, acordo ou ato administrativo para construções ou edificações no terreno, até que a titularidade seja definida judicialmente — diz o advogado Sérgio Antunes Lima Júnior, que representa a Elmway.
A empresa diz ter adquirido o imóvel por R$ 10 milhões de um espólio em 2006. A disputa para determinar quem é o proprietário da área aguarda julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Por meio de nota, a prefeitura informou que, no dia 18 deste mês, recebeu uma oficial de Justiça com um mandado de busca e apreensão para recolher o contrato relativo à construção do campo de golfe na Barra da Tijuca. Segundo o município, a oficial foi informada de que não existe contrato de qualquer natureza assinado pelo Executivo a esse respeito. Ainda de acordo com a nota, o campo de golfe é um empreendimento exclusivamente privado, que será desenvolvido pelo Comitê Rio 2016.
Já o Comitê Rio 2016 informou que o acordo com “o proprietário do terreno, Pasquale Mauro; a construtora RJZ Cyrela; e a empresa que administrará o campo está sendo finalizado e ainda será assinado”. Sobre a disputa de titularidade da área, o comitê afirma que “o acordo será firmado com o proprietário do terreno, conforme o Registro Geral de Imóveis do Rio de Janeiro”.
Ainda segundo o Comitê Rio 2016, a construção do campo de golfe será iniciada no próximo semestre. O custo previsto das obras é de R$ 60 milhões. Um evento teste está programado para 2015.
O empresário Pasquale Mauro e a construtora RJZ Cyrela foram procurados pelo GLOBO, mas não se pronunciaram sobre o assunto.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/disputa-ameaca-campo-de-golfe-para-2016-5016760#ixzz1vuZ62Ib9 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Gestão do esporte no Brasil: é esse o tratamento?

No Jornal O Globo, do último domingo, 04/03/2012, algumas matérias pródigas para discutirmos a gestão esportiva no Brasil. A primeira, na página 32, no caderno Rio, com a manchete "novo endereço para os amantes dos esportes" e, escrita por Luiz Ernesto Magalhães, versa sobre o Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, espaço multiuso inaugurado com o Rock in Rio, em setembro último e, que finalmente foi aberto ao público. No entanto é de se estranhar algumas escolhas, como, por exemplo, uma "escolinha" de futsal num espaço destinado, a priori, as questões olímpicas. Os governantes perdem, a todo momento, a oportunidade de dar um upgrade no esporte. Nada conra o futsal, mas ele já tem o espaço e o destaque que merece, enquanto que, outros epsortes ficam a míngua, sem espaço para a sua prática. Talvez fosse a hora dos "gestores" pensarem em diversificar a oferta esportiva à população. Segundo o Secretário de Esportes e Lazer da Cidade do Rio de Janeiro, o entorno do Parque é composto de dezenas de condomínios e comunidades carentes. Para quem conhece a área, sabe que não há demanda para as tais comunidades carentes que, nem são tantas assim. E, em relação aos condomínios da área, é provável que todos contem com infraestrutura de lazer no seu interior. Tem que ser assim, ou podemos pensar um pouco sobre o esporte e vê-lo como algo que possa ser trabalhado profissionalmente?

Na mesma matéria há uma menção sobre a Matriz de Responsabilidades para os Jogos Olímpicos de 2016 que, com cerca de 1 ano de atraso, ainda não está pronta, não sendo possível oficializar as responsabilidades de cada ente público ou privado nas ações para a Rio 2016.

Sobre o campo de golfe, cuja administração ficará a cargo da Prefeitura e do COB, permitindo o uso para descoberta de talentos para esse esporte superpopular que é o golfe. Novamente, nada contra o golfe mas, se é necessário que se faça um novo campo, que se faça o campo como o proposto: através da iniciativa privada e, que a sua posterior gestão fique, também, com a iniciativa privada. Haja vista que, o golfe, na Barra da Tijuca, não atrairá jovens talentos da cidade como um todo, pois não há uma política para levar esses alunos até a "capital do Estado da Guanabara".  E, se o caso é investir em novos talentos, por quê não investir no campo de golfe de Japeri?

Na página 5, do caderno de esportes, uma matéria sobre o fundo olímpico. A matéria com o título "Fundo Olímpico traz divisão do bolo à tona", feita pelos jornalistas Ary Cunha e Claudio Nogueira, mostra um pouco o descaso das nossas "autoridades" sobre as diretrizes a serem seguidas buscando o desenvolvimento do esporte no país. Não seria mais útil para o esporte brasileiro uma Programa de Gestão do Esporte voltados às Confederações e Federações Esportivas? Não seria mais útil, em vez de separar 10% do bolo (R$ 14,5 mi) para o esporte escolar, realizar um Programa voltado à organização e fomento do esporte escolar, nas escolas? Não seria mais condizente com o desenvolvimento esportivo repassar mais verbas para as Confederações e Federações com resultados e estruturas em consolidação, sendo estas cobradas através de metas e objetivos a serem alcançados? Não seria a hora de promover escolas de treinadores no país, pois com a onda de treinadores estrangeiros por aqui é preciso enxergar que não evoluímos nesse quesito ao passar dos anos. Até quando seremos o país do esporte sem o sermos de fato?

Por último, e já bastante abordada em todos os meios de comunicação, é a briga entre a Fifa (Jérôme Valcke) e o Ministro dos Esportes (Aldo Rebelo) sobre o cronograma e as condições para a realização da Copa do Mundo de 2014. Acho que não cabe essa discussão, esse bate boca público. Pois, é fato que o Brasil não está entregando o que prometeu. Há evidente atraso em todo o cronograma e total desconhecimento sobre o real orçamento desse evento. Se a Fifa quer mandar ou não no país, é algo que deveria ter sido avaliado quando se candidatou, haja vista que todo o trâmite é conhecido. Não é hora para chororô, é hora de trabalhar sério e ser firme nas decisões e não ficar de pirraça pela imprensa. E, enquanto isso, o esporte vai sendo tocado da forma que der, sem uma real estrutura e, sem metas e objetivos, servindo, apenas, como suporte político para os atuais "gestores".