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quinta-feira, 7 de março de 2013

Valcke admite preocupação com Maracanã, mas minimiza mudança de prazo para entrega da obra


Secretário da Fifa diz que data já era mesmo 27 de abril
Dirigente terá nova reunião com governador e prefeito na sexta
Estádio ficou inundado após temporal que atingiu o Rio na terça

Por Carolina Oliveira Castro

RIO - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, reconheceu estar preocupado com a situação das obras no Maracanã após sobrevoar o estádio e ver a inundação provocada pelo temporal da noite de terça-feira no Rio de Janeiro. O dirigente terá uma nova reunião com o governador Sérgio Cabral, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e representantes do Consórcio Maracanã (formado pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebretch) nesta sexta-feira.
- Não existe plano B para o Maracanã. Por isso devemos ter respostas amanhã (sexta). Claro que estamos preocupados, por conta da imagem que vimos ontem (quarta) - disse Valcke, que se reuniu nesta quinta, num hotel em São Conrado, Zona Sul do Rio, com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o presidente da CBF, José Maria Marin; e membros do Comitê Organizador Local (COL), entre eles o ex-jogador Ronaldo Nazário.
Valcke tentou passar tranquilidade em relação ao prazo final para a obra do Maracanã. Quando foi indagado sobre a nova data (27 de abril), o dirigente mostrou surpresa com a pergunta.
- Não sei o porquê da questão com a data. Não sei de onde vocês tiraram o dia 15 de abril - respondeu aos repórteres. - Para a Fifa o prazo sempre foi 27 de abril - disse.
No site da Fifa, porém, a data limite estipulada é 15 de abril. E o próprio Valcke já havia dito, em outra ocasião, que a cobertura e o gramado do Maracanã teriam que estar prontos no dia 15. O novo prazo, dia 27, surgiu na quarta-feira à noite, depois de reunião entre Valcke, o governador Cabral e o prefeito Paes. A assessoria do governo do Estado não comentou a mudança de data, apenas confirmou que entregará o estádio em 27 de abril.
A imagem dos operários de cueca, tirando água da cobertura que está sendo instalada no Maracanã, também mereceu comentário do secretário-geral da Fifa. Os operários - a maioria da Alemanha, contratados pela empresa responsável pelo içamento da cobertura - trabalhavam sem qualquer equipamento de proteção. Eles retiravam a água com baldes.
- Foi uma situação de tempestade e o que se viu foram operários fazendo o que podiam, nas condições que podiam. Quero agradecer a todos os operários, pois sem eles não conseguiríamos realizar as Copas - disse o dirigente francês.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/valcke-admite-preocupacao-com-maracana-mas-minimiza-mudanca-de-prazo-para-entrega-da-obra-7772587#ixzz2Mt1yr0EY 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Torben revela preocupação com a vela brasileira e a Baia de Guanabara


Bicampeão olímpico chegou atrasado ao seminário por conta de saco que plástico ficou preso no leme do barco

Por MARCELO ALVES

RIO – Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro em Atlanta-1996 e Atenas-2004, o velejador Torben Grael revelou nesta segunda-feira a sua preocupação com o futuro do esporte e a raia que o Rio de Janeiro pretende usar nos Jogos Olímpicos de 2016.
Torben chegou atrasado no seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro” realizado em um hotel em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, porque um saco plástico ficou preso no leme do barco em que velejava na Baía de Guanabara. O iatista viu a situação como um sinal de alerta para 2016.
- A Marina da Glória continua hoje no mesmo estágio de antes. Essas coisas preocupam a gente. O que aconteceu comigo hoje acontece na competição. Tem um monte de coisa flutuando na Baía de Guanabara, para não dizer outras coisas. Aquilo (o saco plástico) prende e acaba com a performance do barco. Você tem que parar o barco para tirar aquilo e isso pode definir o vencedor de uma competição. Em nível local, isso não é muito importante, mas se acontecer nos Jogos será desagradável - afirmou.
O painel era para o iatista falar sobre o sucesso olímpico da vela. Mas ao contrário disso, Torben preferiu focar nos problemas do presente e do futuro.
- Se os Jogos fossem hoje, (a Baía de Guanabara) seria, com certeza, o local mais poluído da história dos Jogos. Tem um programa de despoluição da Baía que em 20 anos não conseguiu (despoluir). A tarefa agora não será fácil – disse Torben, afirmando que no Pan de 2007 foi adotada uma solução paliativa para diminuir a emissão de poluição no local.
Ao lembrar do passado, Torben preferiu comparar com o presente e lembrou que os seus filhos hoje têm mais dificuldades para velejar do que ele tinha há 20 anos.
- É uma vergonha que um esporte com os resultados que tem a vela (é o segundo maior medalhista atrás do judô), hoje seja muito mais difícil para os meus filhos fazerem uma campanha olímpica do que foi para mim. Ele (o presidente do COB) acha que não, mas para mim é mais difícil, pois temos as mesmas condições que eu tive e lá fora o pessoal foi para frente. Ou seja, o que era difícil para mim, para eles passou a ser mais.
Torben também lamentou a diminuição do número de pessoas velejando no país. Ele lembra que quando ele começou precisava disputar uma seletiva regional para competir no Campeonato Brasileiro contra mais de 200 barcos.
- Eram 30 barcos do Rio de Janeiro, hoje não tem 30 barcos para o Brasileiro.
E defendeu que os maiores incentivos sejam voltados para os esportes olímpicos
- Temos várias competições que eu não sei se deveriam estar debaixo do guarda chuva da lei de incentivo como o UFC, rampa de skate, uma série de coisas que tem gente pagando ingresso, televisão. Ela devia ficar mais direcionada aos esportes olímpicos. Li uma estatística que o time inglês gastou menos recursos do que nós gastamos no último quadriênio, o que não faz sentido ao ver o resultado deles e o nosso (em Londres) – concluiu.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/torben-revela-preocupacao-com-vela-brasileira-a-baia-de-guanabara-6909970#ixzz2E0zDF1ah 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Antes de decisão final da Fifa, Jerome Valcke volta a alertar o país


Para o dirigente, é um erro considerar a Copa das Confederações como uma preliminar do Mundial 2014

A três dias de bater o martelo em relação às sedes da Copa das Confederações, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, voltou a alertar o país em relação à preparação para a Copa das Confederações. Para ele, é um erro considerar a competição como uma "mera preliminar" da Copa do Mundo 2014. As declarações foram feitas na última sexta-feira (2), em artigo publicado no site da entidade.

Segundo ele, a apenas sete meses do início do torneio-teste, o momento é crucial. "Uma vez iniciada a venda de ingressos, será muito complicado se qualquer uma das sedes vier a ter problemas para receber as partidas. E aqui aproveito para bater mais uma vez na tecla da prontidão", disse.

Essa etapa da preparação será iniciada no próximo dia 3. Dois dias antes, em São Paulo, ocorrerá o sorteio dos dois grupos da Copa das Confederações.

Valcke também ressaltou a importância dos estádios serem testados antes do megaevento. De acordo com o dirigente, por conta disso a Fifa exige que os estádios das grandes competições precisam ser concluídos seis meses antes do primeiro jogo.


Prezados amigos do futebol,

A contagem regressiva para a Copa das Confederações da FIFA 2013, a primeira a ser disputada na América do Sul, já começou. Dentro de 225 dias, em 15 de junho de 2013, o Festival dos Campeões terá início em Brasília, com a promessa de um espetáculo de futebol do mais alto nível, protagonizado por oito respeitáveis campeões. Entre os competidores estarão nada menos que a atual vencedora da Copa do Mundo da FIFA, a Espanha, bem como a Itália, o Uruguai e o anfitrião Brasil (que chegará à inédita marca de sete participações consecutivas), ao lado dos campeões continentais México, Japão, o estreante Taiti e o ganhador da próxima Copa Africana de Nações.

Na semana que vem, confirmaremos com o Comitê Organizador Local e o ministro dos Esportes do Brasil, Aldo Rebelo, a relação final das cidades-sede do torneio e anunciaremos todos os detalhes sobre a venda de ingressos em coletiva de imprensa a ser realizada no Museu do Futebol, em São Paulo. O evento será transmitido ao vivo no FIFA.com. No dia 1º de dezembro, uma cerimônia no Pavilhão de Exposições do Anhembi revelará os adversários de cada seleção para as duas semanas de disputas.

Este é um momento crucial para nós, organizadores, porque, uma vez iniciada a venda de ingressos, será muito complicado se qualquer uma das sedes vier a ter problemas para receber as partidas. E aqui aproveito para bater mais uma vez na tecla da prontidão. A questão não é ter tudo concluído no dia da abertura do torneio, mas a tempo para a realização de pelo menos dois eventos-teste. É por isso também que sempre reiteramos a necessidade de os estádios das grandes competições da FIFA estarem prontos seis meses antes do primeiro jogo.

Sei que isso parece muito tempo, mas na verdade não é. Novos estádios, sobretudo, precisam de mais tempo para serem completamente testados em vários eventos de diferentes dimensões. Da parte elétrica ao controle de multidões, passando pela atuação dos stewards (agentes de segurança interna), pelo transporte público e pela operação de estacionamento, todos os processos precisam estar bem consolidados para garantir que, no momento em que começar a Copa das Confederações da FIFA em junho, quando o Brasil estará sob os holofotes do mundo, não enfrentaremos nenhum contratempo operacional significativo. Precisamos assegurar que os torcedores tenham uma experiência inesquecível, livre de qualquer inconveniente logístico.

A Copa das Confederações em si é uma prova de fogo para a FIFA e os organizadores do país anfitrião, já que praticamente todos os aspectos da preparação estarão sob análise minuciosa. Seria um erro, no entanto, considerar o torneio uma mera preliminar da Copa do Mundo da FIFA 2014. Embora as suas 16 partidas correspondam a apenas um quarto da tabela do Mundial, a lista de notáveis participantes é igualmente atraente. Não é nenhum exagero dizer que a competição jamais reuniu tantos competidores de peso, entre eles quatro campeões da Copa do Mundo da FIFA que, juntos, conquistaram 12 dos 19 títulos mundiais. Aliás, cinco das seleções classificadas também estiveram presentes no primeiro torneio da FIFA sediado pelo Brasil, a Copa do Mundo da FIFA 1950: Itália, México, Espanha, Uruguai e Brasil.

A venda de ingressos ao público terá início no dia 3 de dezembro de 2012, pelo FIFA.com, oferecendo aos torcedores brasileiros uma grande oportunidade de vivenciar encontros fascinantes dentro de campo e nas arquibancadas, em uma atmosfera de Copa do Mundo da FIFA. A nossa expectativa é de que os estádios estejam lotados em todas as cidades-sede. Tenho certeza de que tudo isso aumentará ainda mais a expectativa dos torcedores de futebol do mundo inteiro de vir ao Brasil para a Copa do Mundo da FIFA 2014.

A Copa das Confederações da FIFA dará vida ao Slogan Oficial "Juntos num só ritmo/All in one rhythm" com um alegre e emocionante Festival dos Campeões. Após mais de quatro anos de preparação, mal posso esperar para ver a bola rolar.

Até logo

Jérôme Valcke

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10991/ANTES+DE+DECISAO+FINAL+DA+FIFA+JEROME+VALCKE+VOLTA+A+ALERTAR+O+PAIS.html

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Governo anunciará novo programa para o transporte aéreo


Para senadora, problemas em Viracopos afetaram volume de investimentos estrangeiros no setor

Em discurso nesta quarta-feira (24), a senadora Ana Amélia (PP-RS) informou que o governo federal anunciará um novo programa para o sistema de transporte aéreo após o segundo turno das eleições.

Ela participou de reunião com o diretor da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, e o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil, Marcelo Guaranis, onde se discutiu o acidente com o cargueiro da empresa americana Centurion, que quebrou o trem de pouso no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e inviabilizou pousos e decolagens por dois dias na única pista existente.

"Precisamos de políticas claras e objetivas para fazer, a tempo, os ajustes necessários ao desenvolvimento inteligente dos nossos aeroportos, se não quisermos afastar os investidores ou aumentar as chances de falhas, que vêm ocorrendo repetidas vezes", defendeu.

Só por causa do problema em Viracopos, foram 507 voos cancelados e 30 mil passageiros afetados. Some-se a isso, desde o acidente, casos como o roubo de cargas e a pane no sistema de check in de duas grandes empresas aéreas, falhas operacionais sérias que causaram transtorno a passageiros em todo o país.

Por problemas assim, o Brasil caiu da quinta para a sexta colocação no volume de investimentos estrangeiros, disse Ana Amélia.

"Os investimentos estão despencando e regras claras são mais que necessidade para ajudar nessa correção de rota. Portanto, o fantasma do "apagão aéreo" ainda ronda a administração pública e usuários brasileiros do transporte aéreo", alertou.

Para Ana Amélia, as novas regras para o setor aéreo precisam apontar um caminho claro e seguro, sem o aumento de barreiras e dificuldades. Não serão intervenções radicais, grandes planos impraticáveis ou a "mão pesada" do Estado que resolverão os gargalos do sistema, frisou.

"Precisamos usar o que temos e melhorar o que podemos. Se o governo optou por recorrer ao conhecimento e à agilidade do mercado do setor privado, não podemos mais ficar "à mercê" dos imprevistos e dos improvisos."

Em sua opinião, modelos internacionais funcionais e bem sucedidos precisam ser considerados e usados como parâmetro na adoção de ações simples para melhorar a segurança. Retirar os lixões e incentivar a coleta de lixo nas favelas próximas aos aeroportos, por exemplo, é uma ação urgente para aumentar a segurança dos voos, exemplificou.

Para Ana Amélia, também devem ser considerados os aeroportos comerciais e regionais nessa nova estratégia, como uma alternativa de desenvolvimento nas ações de melhoria da infraestrutura brasileira. Com eles, é possível ampliar o transporte de passageiros, de cargas e ainda desenvolver a área hoteleira e comercial em torno dessas construções, assnalou.

No Senado Federal, também tem se discutido o problema com representantes do setor aeroportuário e já foram coletadas uma série de sugestões sobre o que pode reduzir os gargalos, lembrou a parlamentar. Até fevereiro do próximo ano, a Subcomissão Temporária da Aviação Civil, criada no âmbito da Comissão de Infraestrutura, deve apresentar o relatório final com mais sugestões para os dilemas do setor.

O relatório parcial da subcomissão já mostra a insatisfação das empresas em relação à clareza das regras para investimentos e ainda a necessidade de inovação e de mais comunicação entre os diferentes órgãos envolvidos com a aviação para minimizar os impactos negativos ao ao consumidor de serviços aéreos.

No Senado também tramitam 18 projetos sobre o tema, entre eles o da própria senadora (PLS 24/2012) que limita em até 10% o valor das multas por cancelamento ou transferência antecipa das passagens aéreas.

"As mudanças precisam vir em benefício dos usuários, em benefício do desenvolvimento, e não temos muito tempo para improvisos. Estamos chegando a uma Copa das Confederações, no ano que vem, e a uma Copa do Mundo, em 2014", lembrou.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10950/GOVERNO+ANUNCIARA+NOVO+PROGRAMA+PARA+O+TRANSPORTE+AEREO.html