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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Comitê Organizador ganha sede própria


Previsão é que espaço na Cidade Nova abrigue até 2.300 funcionários

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - A futura sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, na Cidade Nova, está quase pronta. Em fevereiro de 2013, os funcionários se mudam dos escritórios que ficam hoje na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na Avenida das Américas, na Barra. A decisão de ter sede própria foi tomada porque, à medida em que os Jogos forem se aproximando, mais funcionários serão contratados. Hoje 390 pessoas trabalham na Barra, mas a previsão é chegar a 2.300 colaboradores nas novas instalações.
— Por essa razão, a opção foi construir uma sede com estruturas modulares. Isso permite que a gente a amplie à medida em que mais funcionários forem sendo contratados — explicou o diretor de instalações do Comitê Rio 2016, Luiz Henrique Ferreira.
Um dos principais compromissos, já no primeiro mês de funcionamento da nova sede, será receber o Comitê Olímpico Internacional. Isso porque em fevereiro está marcada uma nova rodada de reuniões no Rio entre a comissão do COI que acompanha a evolução dos preparativos para as Olimpíadas com representantes da Rio 2016 e técnicos do governo federal, estadual e da prefeitura. Até então, essas reuniões vinham acontecendo na sede do COB.

Sede terá três andares
A nova sede terá três andares e 10,6 mil metros quadrados de área útil. Mais módulos serão acrescidos em maio e setembro de 2013 chegando a 21.260 metros quadrados de área útil construída.
— Para a fase atual,já está quase tudo pronto. Estamos na fase de conclusão das instalações elétricas e hidráulicas_ diz o diretor de instalações. — O projeto prevê que a sede tenha até 74 salas de reunião. Se por acaso precisarmos de mais funcionários do que projetamos, algumas salas podem ser desmontadas e revertidas em escritórios — conta Luiz .
Alguns conceitos do projeto foram trazidos da sede atual. Os funcionários trabalharão em baias com espaços amplos e poucas divisas. Luiz Henrique porém, destaca que o projeto apresenta inovações:
— Os funcionários contarão com uma academia de ginástica com os principais equipamentos. Além disso, procuramos adotar conceitos de sustentabilidade no projeto. Toda a iluminação será com lâmpadas leds (que consomem menos ). Também tentamos valorizar a iluminação natural e instamos equipamentos de ar-condicionado especiais, que consomem menos energia — detalhou Luiz Henrique.
O projeto prevê que algumas salas de reuniões terão acesso restrito, controlado por impressões digitais. Nessas salas serão tratados assuntos mais sigilosos para evitar que vazem e atrapalhem a festa. Um dos assuntos que será debatido por exemplo é a escolha do escritório de design que criará as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O edital com as regras será divulgado na segunda-feira. Sabe-se, porém, que o Comitê vai tentar surpreender. com algo diferente. Comenta-se, por exemplo, que é improvável que a escolha recaia sobre o macaco muriqui, preferido pelo secretário estadual do Ambiente , Carlos Minc. O Comitê Organizador também já abriu uma concorrência para selecionar uma empresa para desenvolver o plano comercial de venda de produtos alusivos às mascotes dos Jogos. .
Além do Comitê Rio 2016, salas da sede serão usadas pela Empresa Olímpica Municipal (EOM), que hoje funciona no prédio da Secretaria municipal de Conservação, no Rio Comprido. Os custos com obras, mobiliário e segurança do espaço são pagos com recursos próprios da entidade. O Comitê não divulgou o valor total dos gastos com a sede.

Sem vagas de garagem
O terreno onde as instalações estão sendo construídas pertence ao Instituto de Previdência da prefeitura (Previ-Rio), que o cedeu para o município Devido à proximidade com o metrô do Estácio e por ser uma estrutura provisória (será desmontada depois do evento), foi projetado sem garagens.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/comite-organizador-ganha-sede-propria-6625504#ixzz2BLqRZWX2 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Funcionária diz ter sido instruída a acessar dados dos Jogos de Londres


Em carta no blog de Juca Kfouri, ela afirma, no entanto, que não obteve informações sigilosas

RIO - Um dos dez funcionários demitidos do Comitê Rio 2016 por envolvimento no furto de informações da organização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 divulgou, nesta terça-feira, ao blog do jornalista Juca Kfouri, uma carta endereçada ao presidente do comitê, Carlos Arthur Nuzman. Nela, Renata Santiago diz que foi instruída a acessar os dados do sistema do evento, com o objetivo de obter informações para aprimorar a organização das Olimpíadas do Rio. “Ao longo das primeiras semanas, fui instruída a acessar o sistema do LOCOG para estudar alguns documentos necessários para a realização do meu trabalho lá em Londres. (...)acessei o sistema para visualizar e tentar aprender como eles planejaram, desenvolveram e iriam executar o projeto para a Área de NOC/NPC Relations and Services, sempre pensando em adquirir mais conhecimento e poder desenvolver melhor a minha Área de NOC/NPC Relations and Services no Rio 2016 (...). ”, diz um trecho da carta.
Ela ressalta, no entanto, que não se apropriou de informações confidenciais ou comerciais. Como Renata relata na carta, estas informações não estariam acessíveis. “Hora nenhuma me apropriei de informações confidenciais ou comerciais. Sabemos bem que estas informações confidenciais ou comerciais não estariam ao acesso de todos nós secondees da Rio 2016, que recebemos login e senha do próprio LOCOG”, afirma a funcionária.
Renata trabalhava há 12 anos com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ficou dia 11 de junho até o dia 15 de agosto na Vila Olímpica de Londres. Ela disse que foi chamada no dia 18 de setembro para assinar a carta de demissão porque integraria o grupo de violou informações confidenciais do Comitê Organizador das Olimpíadas deste ano, mas não recebeu mais esclarecimentos sobre a acusação.
O furto dos documentos veio à tona na noite da quinta-feira passada, mas teria chegado ao Comitê Rio 2016 no dia 1º deste mês, após o início dos Jogos Paralímpicos de Londres. Na sexta-feira, o jornal britânico “The Daily Telegraph” trouxe uma reportagem sobre o episódio. No mesmo dia, O GLOBO encaminhou uma série de perguntas ao Comitê Rio 2016, que se limitou a divulgar uma nota, na qual confirmava o furto. Procurados pelo GLOBO, o comitê disse que os dez funcionários fizeram uma cópia ilegal de arquivos confidenciais dos organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres agiram por conta própria. Os documentos, segundo a equipe, já foram devolvidos e destruídos.

Veja a íntegra da carta:
“Prezado Dr. Nuzman,
Antes de mais nada gostaria de agradecer por ter tido a oportunidade de trabalhar com o senhor durante todos estes quase 12 anos.
Tenho plena consciência de que me dediquei ao máximo e sempre cumpri minhas tarefas, e muito além das minhas tarefas, com excelência.
Nunca, em momento algum, os meus colegas, chefes ou os seus clientes se queixaram do meu trabalho, pelo contrário, sempre elogiaram e sempre mostraram satisfação devido ao meu comportamento impecável e ao meu desempenho profissional.
Em relação ao ocorrido em Londres com os secondees Rio 2016, não sei até que ponto a informação correta e completa chegou até o senhor.
Não falo por nenhum deles, mas falo por mim, que sempre trabalhei com um cargo de confiança e nunca lhe decepcionei.
No entanto, na terça-feira, dia 18 de setembro, fui chamada para assinar minha carta de demissão e a explicação que me deram foi que a ordem veio de cima, de nosso presidente, para demitirem a todos os secondees pela acusação de violação de informações confidenciais e comerciais por parte do LOCOG.
Eu era uma das secondees, trabalhei em Londres desde o dia 11 de junho até o dia 15 de agosto no Centro de Serviços aos CONs, na Vila Olímpica.
Ao longo das primeiras semanas, fui instruída a acessar o sistema do LOCOG para estudar alguns documentos necessários para a realização do meu trabalho lá em Londres, já que eu era uma dos NOC Services Team Member.
Outras vezes, acessei o sistema para visualizar e tentar aprender como eles planejaram, desenvolveram e iriam executar o projeto para a Área de NOC/NPC Relations and Services, sempre pensando em adquirir mais conhecimento e poder desenvolver melhor a minha Área de NOC/NPC Relations and Services no Rio 2016.
Afinal de contas nós fomos enviados ali para observar, aprender e reunir informações que nos dessem a capacidade de melhorar nosso planejamento.
Hora nenhuma me apropriei de informações confidenciais ou comerciais.
Sabemos bem que estas informações confidenciais ou comerciais não estariam ao acesso de todos nós secondees da Rio 2016, que recebemos login e senha do próprio LOCOG.
Todas as informações (arquivos eletrônicos, documentos impressos, fotos) reunidas e trazidas ao Rio 2016 por mim, ratifico, não eram confidenciais e muito menos comerciais e foram fruto de um trabalho árduo visando uma melhor organização para os nossos Jogos, sem nenhuma pretensão diferente desta.
Estou muito decepcionada e profundamente triste de ter sido envolvida e nivelada aos demais que realmente podem haver apropriado-se de muitas informações confidenciais e/ou comerciais de suas áreas e de outras.
Não consigo realizar que o senhor tenha acreditado que eu fosse ou que eu seja capaz de cometer atos fraudulentos e criminosos já que sempre demonstrei-lhe minha honestidade e fidelidade e às instituições das quais o senhor é ou foi presidente como o Comitê Olímpico Brasileiro, o Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, a Organização Desportiva Sul-americana e, por fim, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
Nunca estive nesses projetos por motivos financeiros e sim por um ideal. Por acreditar no senhor e no seu discurso sobre Movimento Olímpico e Paralímpico.
Não foram apenas 12 dias, foram 12 anos.
E doze anos de muito amor, muita abdicação, muita determinação, muita dedicação, muito profissionalismo e muito caráter.
Despeço-me com a certeza de que sempre fiz mais que o melhor e com a toda a integridade para levar adiante o seu sonho, o sonho de trazer e entregar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro, que passou a ser o meu também e que me foi tirado abrupta e injustamente.

Atenciosamente,
Renata Santiago”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/funcionaria-diz-ter-sido-instruida-acessar-dados-dos-jogos-de-londres-6196422#ixzz27XN71IF5 

Roubo de dados do comitê dos jogos de Londres é ‘lição’, diz ministro


Aldo Rebelo condena episódio e espera que relação com comitê brasileiro não fique desgastada

Por Demétrio Weber

BRASÍLIA - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta terça-feira que o roubo de arquivos digitais do Comitê Organizador das Olimpíadas de Londres, praticado por funcionários do Comitê Organizador Rio 2016, é ainda mais condenável pelo fato de que as autoridades londrinas sempre demonstraram boa vontade em cooperar com o governo brasileiro. Para Aldo, o episódio deve servir de lição. Ele ressalvou, porém, que tanto o comitê inglês quanto o brasileiro são entidades privadas.
- O episódio é ainda mais condenável porque o governo do Reino Unido manifestou desde o início toda a boa vontade em cooperar com o governo brasileiro, em todas as áreas. Da segurança à mobilidade, voluntariado, telecomunicações. Então, nós vamos prosseguir o esforço de cooperação governo a governo e fazer com que esse episódio sirva de lição para não desgastar as relações entre esses entes privados que fizeram o acordo de cooperação - disse o ministro.
Aldo concedeu entrevista ao lado do ex-técnico do Palmeiras Luiz Felipe Scolari, a quem convidou para atuar como consultor informal do programa Segundo Tempo, que ensina futebol aos alunos da rede pública.
O ministro admitiu desconhecer o teor dos arquivos digitais roubados pelos funcionários do Rio 2016. Ele observou, no entanto, que o comitê inglês informou ao comitê Rio 2016 o que exatamente foi copiado, inclusive com orientações sobre o que deveria ser devolvido e o que deveria ser destruído.
- Eu não sei exatamente, porque nem os britânicos nem os brasileiros divulgaram o que havia. Mas o comitê brasileiro foi informado do que deveria destruir e do que deveria devolver e acho que isso foi feito - disse Aldo.
Indagado sobre a falta de informações em torno do caso e sobre o eventual envolvimento no episódio de outras pessoas de maior hierarquia no Rio 2016, o ministro afirmou que os dez funcionários demitidos agiram em conjunto:
- Foram identificadas dez pessoas. Então, pelo menos cada um agiu por conta dos dez. Porque eles agiram em conjunto. Duvido que tenha agido independentemente da ação um do outro. E creio que o comitê britânico, que foi a vítima desse episódio, atuou até onde julgou conveniente atuar. Não posso dizer para o comitê britânico o que ele deve divulgar ou deixar de divulgar. E naturalmente se ele identificou o que foi baixado, ele identificou quem baixou.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/roubo-de-dados-do-comite-dos-jogos-de-londres-licao-diz-ministro-6194750#ixzz27XMGbT00 

Um passo maior que as pernas


Por Erich Beting

Ricardo Teixeira e Carlos Arthur Nuzman não são os melhores amigos, mas com certeza compartilham de muitos hábitos parecidos. O principal deles talvez seja a vontade de permanecer no poder. Na década passada, os dois principais dirigentes do esporte brasileiro nunca haviam tocado tão de perto o céu quanto poderiam algum dia ter sonhado.

Quer dizer. Pela sede de poder que ambos sempre demonstraram ter, talvez realmente algum dia eles tinham imaginado algo similar, talvez até mais poderoso como ser o presidente da Fifa (no caso de Teixeira) e do COI (no caso de Nuzman). Se o projeto de internacionalização não havia vingado ainda, pelo menos o de extrema concentração de poder nacional era uma realidade.

Em novembro de 2007 Teixeira tornou-se soberano como jamais visto no futebol. A CBF, entidade que presidia, era a instituição esportiva de maior faturamento no país e, além disso, o dirigente havia sido responsabilizado pelo feito de trazer a organização da Copa do Mundo para o Brasil após 64 anos. A jogada de mestre se deu nos bastidores, ao unir todas as confederações da América do Sul em prol da campanha brasileira para ser sede do Mundial de 2014.

Em outubro de 2009 foi a vez de Nuzman atingir esse patamar, ao trazer, pela primeira vez na história, uma edição de Jogos Olímpicos para a América do Sul. Não, claro, não foi só ele quem conseguiu o feito. Mas, assim como Teixeira, o cartolão do COB foi apontado como o grande artífice da vitória brasileira.

E por incrível que pareça foi exatamente ao atingirem tal patamar que os dois mais poderosos dirigentes esportivos do Brasil nas últimas duas décadas começaram a perder força. Ou melhor, a não conseguir concentrar tanto poder em suas mãos.

Teixeira, saído pela plataforma de embarque dos fundos para Miami, não conseguiu comandar a CBF e o COL (Comitê Organizador Local da Copa) ao mesmo tempo. De tão concentrado que ficou o poder em suas mãos, ele esvaiu-se após sucessivos escândalos até menos absurdos daqueles de dez anos antes, revelados pelas CPIs na Câmara e no Senado e que viraram pizza sepultada ainda mais pela escolha do Brasil como sede do Mundial.

Agora é a vez de Nuzman começar a sofrer pelo excesso de poder nas mãos. Assim como Teixeira, o chefão do COB quis também ser o manda-chuva do Rio-2016. E o primeiro escândalo já o coloca na berlinda. O download ilegal de documentos do Comitê Organizador de Londres-2012 pode até passar por ingenuidade, mas do jeito que repercutiu entre os britânicos, deixou ainda mais queimado o filme de Nuzman, que já sofre restrições por ser o primeiro presidente de uma confederação nacional a querer também comandar um comitê organizador de Olimpíada.

O destino de Nuzman talvez não seja o mesmo de Teixeira, apesar de ter muita gente torcendo para que seja. Mas o fato é que, após quase duas décadas de concentração de poder nas mãos, os dois chefões do esporte brasileiro tiveram de começar a abrir a mão de tanta centralização. É o famoso passo maior que as pernas que, ao que tudo indica, os dois dirigentes deram.

No caso do futebol, a saída de Teixeira reabriu algumas importantes discussões e, aparentemente, causou nos clubes aquela “coceira” para que eles tenham mais poder e, consequentemente, melhorem o nível técnico dentro do país. Já no caso dos outros esportes brasileiros, o enfraquecimento da dinastia Nuzman pode causar um rompimento nunca antes visto.

Momento melhor para isso não há, já que a realização das Olimpíadas no Rio em 2016 abriu uma enorme condição para que toda a cadeia produtiva do esporte dependesse menos da verba sempre concentrada nas mãos do COB e passassem a viver de dinheiro que passou a ser investido sem antes passar pelo aval da entidade nacional.

O fato é que podemos viver o começo de mais uma mudança. Que parecerá gigantesca num primeiro momento, pequena num segundo e, se estivermos preparados, significativa no longo prazo. Como sempre mostrou a história, ter muito poder não significa poder fazer o que bem quiser. Pelo contrário. A concentração de poder geralmente causa, mais para a frente, o acúmulo de inimigos querendo mudar o jogo.

Curiosamente foi justamente na hora em que mais poderosos ficaram Teixeira e Nuzman, mais fragilizados eles se tornaram…

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/09/24/um-passo-maior-que-as-pernas/

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Novas regras para controlar gastos com Jogos Olímpicos


Eventuais prejuízos de organizadores podem chegar a R$ 1,4 bilhão

Por Demétrio Weber

BRASÍLIA - Temendo descontrole de recursos públicos na preparação das Olimpíadas de 2016, o governo federal estabeleceu critérios sobre como se dará a ajuda federal ao Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, entidade privada responsável pela competição. Por lei, caberá à União e aos governos estadual e municipal do Rio bancar eventuais prejuízos dos organizadores, uma fatura que, conforme o comitê, pode chegar a R$ 1,4 bilhão.
O governo quer condicionar a liberação de verbas públicas à criação de mecanismos de controle, transparência e estímulo à concorrência. Como entidade privada, o comitê é imune às exigências da Lei de Licitações. Uma primeira versão do texto foi apresentada ao governo estadual e à prefeitura do Rio, que teriam sugerido alterações. A ideia é que as três esferas adotem os mesmos parâmetros de controle.
O governo cogitou limitar gastos com pessoal para impedir o uso de verbas públicas para o pagamento de salários estratosféricos. Pensou-se até em submeter a folha de pagamentos do comitê ao teto salarial do funcionalismo público (R$ 26,7 mil por mês).
Aprovada em 2009, antes da escolha do Rio como cidade-sede, a Lei do Ato Olímpico prevê a destinação de recursos públicos para cobrir eventuais déficits operacionais do comitê. Mas o texto não menciona valores. Diz apenas que os Ministérios do Esporte, do Planejamento e da Fazenda serão ouvidos, previamente, sobre a destinação de recursos ao Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016".
Para o comitê, a fixação de regras de controle não representa risco à organização dos jogos. De acordo com o comitê, o dossiê de candidatura do Rio estipula que cada nível de governo poderá desembolsar até R$ 460 milhões. O Ministério do Esporte ressalva que esse valor é mera estimativa. O comitê prevê gastar R$ 5,6 bilhões na organização dos jogos e afirma que ainda não há estimativa de eventual déficit. Em nota, o comitê afirma que pretende custear os gastos com recursos privados e com a venda de ingressos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/novas-regras-para-controlar-gastos-com-jogos-olimpicos-6142573#ixzz279dfgR98 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

LOCOG impõe bloqueio a alerta de ingressos no Twitter


Outra polêmica foi criada na semana passada em torno dos Jogos Olímpicos de Londres-2012, após o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Organizador dos Jogos de Londres (LOCOG) alterarem a configuração de suas páginas na internet, fazendo com que elas pudessem ser acessadas exclusivamente por meio de um único navegador web.

Desta maneira, o bloqueio impossibilita o funcionamento de um aplicativo que vinha se tornando muito popular no Reino Unido, o Ticket Alert. O programa funcionava por uma conta no Twitter, que alertava aos seus seguidores quando eram disponibilizados novos ingressos para as diferentes competições dos Jogos Olímpicos de Londres-2012.

 A conta @2012ticketalert foi criada pelo jovem Adam Naisbitt depois de seguidas frustrações com o sistema de vendas de ingressos online dos Jogos. Entre pequenos intervalos, o programa acessava automaticamente a página da organização para verificar se novas entradas haviam sido postas à venda.

Mas na noite da última quinta-feira, o site dos Jogos passou a bloquear todos os acessos ao site que não fossem feitos por um navegador web padrão, impossibilitando o funcionamento do programa de Naisbitt. A partir desse momento, a conta, que havia chegado a cerca de 250 mil seguidores, deixou de atualizar as informações. 

“Eu não consigo acreditar que algo feito tão genuinamente para ajudar as pessoas está sendo caçado. Não estamos ganhando nada, somente queremos ajudar aqueles que querem ver os Jogos.”, disse Naisbitt, em entrevista à BBC.

O jovem disse ainda que teria condições de reverter o bloqueio, mas que não quer ter problemas legais com a organização das Olimpíadas.vPor meio de sua porta-voz, o Locog afirmou que o bloqueio não é específico para o Ticket Alert, e sim, que foi imposto pela agência distribuidora de ingressos dos Jogos, a Ticket Master, em uma manobra feita para inibir a ação de cambistas e aqueles que desejem ganhar dinheiro com a revenda de ingressos.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/26/26253/LOCOG-impoe-bloqueio-a-alerta-de-ingressos-no-Twitter/index.php