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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fla interdita piscina após vazamento elevar conta para mais de meio milhão


Em comunicado aos sócios, clube afirma que 6,5 mil litros de água estavam sendo desperdiçados diariamente. Não há previsão para o fim das obras

A principal piscina olímpica do Flamengo será interditada para realização de obras estruturais. A direção do clube informou, em comunicado, que o vazamento de água no local acabou ajudando a elevar a conta para mais de meio milhão de reais por mês. Ainda não há uma previsão de quando ela voltará a funcionar novamente.
A direção do Flamengo, que já havia dispensado a equipe de natação do clube no fim do ano passado, disse que a decisão de interditar a piscina foi tomada depois de um laudo técnico apontar o atual estado da estrutura do local.
O comunicado destacou ainda que o vazamento, "além de ter gerado um alto risco" para quem usava a piscina, também "trouxe problemas financeiros para o clube". Segundo o Flamengo, os problemas estruturais representariam uma perda de 6,5 mil litros de água por dia e isso teria ajudado a elevar a conta de água para mais de meio milhão de reais por mês.
A arquibancada e parte do deck da piscina 2 também estão com problemas e serão interditados temporariamente. 

Fonte: http://globoesporte.globo.com/aquaticos/noticia/2013/02/fla-interdita-piscina-apos-vazamento-elevar-conta-para-mais-de-meio-milhao.html

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Flamengo estreita relação com Unicef


O Flamengo se comprometeu a estreitar a relação com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). A parceria tem como objetivo ajudar no crescimento e desenvolvimento humano.

Eduardo Bandeira de Mello, atual presidente do Flamengo, e Gary Stahl, representante do Unicef no Brasil se reuniram para definir os reajustes da união, que começou em 2011.

O acordo entre Flamengo e Unicef incluirá o desenvolvimento de um plano de trabalho interno para mudança de cultura e promoção dos direitos das crianças e adolescentes. O Unicef usará a experiência com projetos semelhantes realizados em outros clubes, como o Barcelona.

"O Flamengo tem trabalhado muito próximo daquelas crianças e adolescentes mais socialmente vulneráveis que buscam no Esporte a realização de um sonho e também a oportunidade de crescimento e desenvolvimento humano", declarou Gary Stahl.

 "Enxergamos o Unicef como um parceiro importante para a imagem que queremos construir", comentou Eduardo Bandeira de Mello.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/28/28342/Flamengo-estreita-relacao-com-Unicef/index.php

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Criação de empresa: a cartada do Flamengo


Clube planeja companhia privada e fundo de investimento para comprar jogadores
Outra aposta é o programa de Sócio-Torcedor

Por Carlos Eduardo Mansur

RIO - Em qualquer conversa, os dirigentes do Flamengo mostram uma certeza: a partir do segundo semestre, o poder de fogo do clube para reforçar o time será maior. E a estratégia tem três pilares. Primeiro, o lançamento de um novo programa de Sócio-Torcedor. Logo adiante, virão outros dois passos decisivos, com um olhar diretamente voltado para o mercado. Um deles, a criação de uma empresa, que terá gestão independente do clube e investidores como cotistas, com o objetivo de comprar direitos econômicos de jogadores no mercado. Mais à frente, após cumprir trâmites legais, o plano é criar um fundo de investimento, em moldes parecidos com o anunciado recentemente pelo Santos.
A formatação do modelo da companhia que o Flamengo pretende lançar está a cargo de Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e vice-presidente de Negociação da Dívida, cargo criado pela nova diretoria. A empresa terá um gestor independente, não pertencerá ao Flamengo e buscará investidores no mercado. Estes serão os cotistas e os ativos serão os direitos de jogadores adquiridos. Ou seja, os direitos de jogadores que já pertencem ao Flamengo não serão incorporados ao patrimônio da nova companhia. O clube afirma já ter “uma fila de interessados” em investir na nova empresa, assim que ela for criada. Os potenciais alvos buscados pelo clube para a injeção de capital no projeto não são somente os tradicionais agentes de futebol, mas empresas de outras áreas.

Clube capitalizado em 2013
Ao Flamengo, mais especificamente à área técnica do futebol, caberia a indicação de nomes de jogadores que interessam ou, ainda, a detecção de atletas com potencial de valorização. A questão, no momento, é a criação de regras de governança da empresa, determinando em que momentos e em que condições o jogador pode ser vendido. O desafio é equilibrar o interesse dos investidores, que precisam realizar lucro, e o do clube, de modo que o time não fique prejudicado com uma venda. O Botafogo, que tem uma empresa para gestão de direitos ligados ao futebol, é citado como exemplo na Gávea.
O projeto final é lançar um fundo de investimento para a contratação de jogadores. No entanto, a constituição do fundo exige um tempo maior para atender questões legais, como registro e aprovação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Seria preciso, ainda, encontrar uma empresa do mercado financeiro para a gestão do fundo e um banco para administrá-lo. A diretoria aposta que o novo modelo, desvinculado da gestão do clube, teria a credibilidade necessária para atrair investidores. A ideia é que os dois projetos - da fundação da empresa e a criação do Fundo - já rendam dividendos ao clube até o fim de 2013.
A ação mais imediata para ampliar a capacidade do clube de investir em jogadores é a reestruturação do programa de Sócio-Torcedor. Na nova etapa, a ideia é criar benefícios que incluam descontos na venda de ingressos e um plano de fidelização. Até agora, em 2013, o Flamengo só contratou jogadores sem custo. Gabriel e Wallace, cujos direitos pertencem a investidores, fizeram contratos longos com o Flamengo. Por empréstimo gratuito vieram Carlos Eduardo, Elias e João Paulo. Em todos os casos o clube tem a opção de compra e, para fazê-lo, precisará estar capitalizado até o fim do ano.
Nesta terça-feira, o vice de marketing do clube, Luiz Eduardo Baptista, conversou com os jogadores e explicou os compromissos que devem ter com os novos patrocinadores do clube.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/criacao-de-empresa-cartada-do-flamengo-7438264#ixzz2JTJN6v8s 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

'O FLAMENGO TERÁ A MAIOR ARRECADAÇÃO DO BRASIL EM 2014', DIZ BAP


LUIZ EDUARDO BAPTISTA, VICE-PRESIDENTE DE MARKETING DO CLUBE E PRESIDENTE DA SKY, GARANTE QUE EQUIPE TERÁ MAIOR FATURAMENTO DO BRASIL A PARTIR DO ANO QUE VEM

O que a maioria dos dirigentes de times de futebol trata como um objetivo – na maioria dos casos bem distante – , Luiz Eduardo Baptista, vice-presidente de marketing do Flamengo e presidente da Sky, tem como certeza. O clube, diz ele, terá a partir de 2014 o maior faturamento do Brasil, uma posição que nos últimos dez anos foi ocupada apenas por São Paulo, Santos e Corinthians, todos paulistas.

A convicção do executivo – absolutamente apaixonado pela equipe que torce e, desde o início deste ano, dirige – é respaldada pela quantidade de torcedores que o clube tem. Nas contas dele, 39 milhões.

"O potencial de trabalho da marca é tão grande que não temos dúvida que irá acontecer", afirma. "O Flamengo vai ter a maior arrecadação do Brasil. Ponto. O que a gente tem dúvida é 'quando'. Mas vai ser em 2014".

AnoLíderFaturamento
2003São PauloR$ 95 milhões
2004São PauloR$ 84 milhões
2005SantosR$ 136 milhões
2006São PauloR$ 123 milhões
2007São PauloR$ 190 milhões
2008São PauloR$ 161 milhões
2009CorinthiansR$ 181 milhões
2010CorinthiansR$ 213 milhões
2011CorinthiansR$ 290 milhões

Um dos principais nomes da gestão do novo presidente, Eduardo Bandeira de Mello, Bap, como é conhecido, tem como uma das primeiras metas fazer com que a camisa rubro-negra gere R$ 50 milhões por ano em patrocínios. A primeira das três cotas disponíveis, entre peito, costas e mangas, já foi preenchida pela Peugeot em um esquema de "patrocínio rotativo", uma novidade para o mercado brasileiro.

Em entrevista exclusiva a NEGÓCIOS, Bap contou como irá conciliar as rotinas de vice-presidente do Flamengo e presidente da Sky e detalhou como o clube irá conseguir verba. Além dos patrocínios, há o contrato assinado com a Adidas, que passará a ser fornecedora da equipe a partir de 1º de maio deste ano; a estruturação de uma rede de lojas, em um modelo similar ao do Corinthians, e o programa de sócios-torcedores.

Atual presidente da Sky, Bap trabalhou em empresas de telecomunicações, como TVA, DirecTV e Optiglobe; e de varejo, como Lojas Americanas e Mesbla. Formado em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez MBA em administração de empresas e mestrado em finanças e marketing pela Coppead-RJ.

Como conciliar as rotinas de Sky e Flamengo? Como será o dia a dia?
Na verdade, montamos um conselho gestor que se reúne a cada 15 dias no Rio de Janeiro das 19h às 22h. No mais, profissionalizamos o clube. Como nas segundas-feiras a Sky começa a trabalhar às 7h e acaba às 16h30, não há conflito com o que faço na empresa. Quer dizer, pego a ponte de 17h30 às 18h, chego no Flamengo às 19h e volto no dia seguinte cedo. Como não sou profissional do Flamengo, porque em comparação a uma empresa faço parte do board, não dou expediente no Flamengo. Não há conflito seja em negócio, porque não há conflito com uma TV por assinatura, seja em tempo, porque não é toda semana e não dou expediente no clube.

O departamento de marketing do Flamengo antes tinha o João Henrique Areias, que até um pouco depois da posse seria o diretor executivo de marketing, mas ele saiu. Como irá funcionar o departamento? Quem será o diretor executivo de marketing?
Temos o Frederico Luz, diretor executivo de marketing, com uma nova equipe o apoiando, mais algumas pessoas da equipe anterior e o recurso compartilhado com a vice-presidência de comunicação, do Gustavo Oliveira, com o Tiago Cordeiro, que é quem cuida das redes sociais. Mas muito provavelmente vamos ter mais integrantes. Com o tempo, teremos mais pessoas.

Você falou antes da eleição em ter dois diretores executivos de marketing. Um para a parte de patrocínios, outro para o relacionamento com a torcida. Este plano está mantido?
Está mantido, mas como teremos um programa de sócios-torcedores entre abril e maio, o diretor de relacionamento com a torcida será contratado mais para frente. Não faz sentido, até pelas contas do clube, contratar alguém para cuidar de algo que não está pronto. É mais ou menos como contratar uma governanta para cuidar de uma casa que você vai ficar, mas que estará pronta daqui a três ou quatro meses. Então está confirmado, mas ele virá um pouco mais para frente.

Desde o começo da nova gestão, o Flamengo tem um foco muito claro em reestruturação de dívidas, das finanças. Qual o papel do departamento de marketing nesse processo?
Entendo que o departamento de marketing é absolutamente fundamental na nova gestão do Flamengo, na medida em que a quase totalidade de receitas incrementais que o clube pode obter é do departamento de marketing. Patrocínios, sócio-torcedor e licenciamento de produtos. Então nós estamos trabalhando 24 horas por dia, sete dias por semana, para fazer com que isso aconteça com o tempo. Em 25 dias de gestão, já conseguimos fechar com a Adidas o maior contrato de marketing esportivo da América Latina, que colocou o Flamengo como sendo um dos cinco clubes mais importantes do mundo para a Adidas, e fechamos com a Peugeot. E haverá mais notícias boas para o torcedor rubro-negro.

No marketing, quais são as primeiras prioridades?
É aumento de receita. Eu diria que são patrocínios e o programa de sócio-torcedor com toda certeza.

No futebol brasileiro, o departamento de marketing costuma ter um papel muito mais comercial, de captar patrocínios e recursos, do que propriamente de marketing. Será este o perfil do marketing do Flamengo: conseguir dinheiro?
Não. Eu entendo que pode até ser no primeiro momento, nos primeiros 90 ou 120 dias, mas o trabalho do departamento de marketing do Flamengo vai se dar unindo torcida, atletas, sócios-torcedores, sócios do clubes e patrocinadores. É um composto. Vai ter um trabalho de relação muito íntima, que popularmente no marketing é chamado de ativação. Vamos criar comunidades no entorno da paixão Flamengo com atletas e patrocinadores. E de alguma maneira o desafio do marketing é monetizar esta relação, e por isso o programa de sócio-torcedor vai garantir que a ativação aconteça.

Na questão dos patrocínios, já se falou muito no patrocínio rotativo. Ele é de fato rotativo? Como funciona este esquema?
Está havendo uma confusão em relação ao patrocínio rotativo. O que acontece é o seguinte: o patrocínio rotativo não é nada mais do que uma opção que você coloca no contrato. Você tem três patrocinadores na camisa. Eventualmente, você perde o patrocinador máster, como foi a situação do Flamengo nos últimos dois anos. Por contrato, nenhum dos outros dois patrocinadores poderia pular para a frente da camisa do Flamengo pagando mais. Então, a ideia seria que o plano A seja ter um patrocinador máster, um para as costas e um para a manga. O plano B, já garantido em contrato, como foi negociado com Peugeot e com a própria Adidas, é que, em havendo a necessidade, vai haver um rodízio, e ele será anual. Quem está nas costas em um ano pode estar na frente no outro e pode estar na manga no outro. Mas isso é somente uma alternativa para minimizar uma potencial perda de um dos patrocinadores da camisa do clube.

E o que a Peugeot escreveu em nota oficial sobre estar na frente da camisa até abril e depois passar para as costas? O que eles quiseram dizer?
A Peugeot foi bonificada por ser o primeiro patrocinador, além da Adidas, que vai estampar marca na camisa. Como temos um contrato com a Olympikus que vai até o dia 30 de abril, nós concedemos o espaço máster da camisa da Olympikus, que não estava vendido, à Peugeot, como bonificação e como premiação por ter sido a primeira a aderir ao modelo de marketing que estamos propondo. A partir de 1º de maio, a Peugeot vai estampar as costas da camisa do Flamengo.

Quando a empresa trocar de cota, vai haver uma variação de valor prevista em contrato?
Caso seja necessário, claro que os valores mudam. Mas é uma possibilidade. Mudam em média de 40% a 50%.

Neste esquema de trocar marca de uma cota para outra, a Peugeot pode estar no peito e mais para frente, quando ela passar para as costas, haver um gol, um título, um Mundial, um momento de grande visibilidade. Há alguma maneira de compensá-la?
Não, não. Isso foi acordado da maneira que falei. Todo mundo sabe quando é a Copa do Mundo, quando é o lançamento dos veículos deles. Isso não está contemplado no contrato atual. O que está negociado é uma participação fixa nas costas, um eventual rodízio caso necessário e uma bonificação por conquista de títulos que pode chegar a 50% do valor base que ela paga pela camisa.

Há uma meta de arrecadação? Vocês têm um número?
O número da camisa do Flamengo são exatos R$ 50 milhões. Este é nosso número. Mais variáveis. R$ 50 milhões seria o básico. Caso o Flamengo conquiste títulos, cada patrocinador dará a sua contribuição. Se o Flamengo ganhar tudo em um ano, aumentaria em 50% e iria para R$ 75 milhões.

Há uma divisão clara de preço entre as cotas? Quanto custam a frente, as costas e as mangas?
Proporcionalmente, o máster estaria no peito da camisa, o segundo estaria nas costas e o terceiro estaria nas mangas, em valor. Ainda que todos eles tenham as partes fixa e variável, esta é a divisão.

Nesta conta de R$ 50 milhões entra a verba da Adidas?
Claro que não. É um contrato à parte. A Adidas entra na categoria de material esportivo e estima-se que seja de R$ 38 milhões a R$ 42 milhões por ano.

Incluindo material esportivo, entre outros itens.
É... Esta é a ordem de grandeza do contrato. 

Você havia dito antes da posse que potenciais patrocinadores estavam na arquibancada vendo o Flamengo “maltratar” seus patrocinadores. A própria Olympikus não teria sido bem tratada nessa transição para a Adidas. O que irá mudar no trato com os patrocinadores? Como entregar mais retorno?
Primeiro, tem uma coisa que está implícita no contrato que é o seguinte: nós fizemos um contrato com a Adidas de dez anos e um com a Peugeot por três. Quando você não quer ter uma relação duradoura, você não fecha contratos tão longos, está certo? Este é o primeiro sinal. O segundo sinal é a ativação que estamos fazendo. Eu, daqui a pouco, terei que trocar um dos meus carros, e este carro irá levar meus filhos à escola. Seguramente será um carro da Peugeot. Vou comprar um carro da Peugeot. Então, para dar um exemplo, vamos de alguma maneira deixar claro para a torcida que, olha, a prioridade é Peugeot.

Incentivar o torcedor a comprar Peugeot, porque à Peugeot interessa vender carro.
É óbvio, é óbvio. É a parte chamada de ativação, mais comumente, no mercado de marketing.

Um dos planos também era criar um dia nacional do cadastro rubro-negro, com uma meta de cadastrar 1 milhão de torcedores no primeiro ano. Como está o projeto?
Está de vento em popa e vocês saberão na hora certa. Ele sairá em breve. Não vai demorar.

Há um prazo? Três meses? Seis?
Antes disso.

Como ele beneficia exatamente o Flamengo? Como vocês vão usar as informações sobre o torcedor?
O torcedor se cadastra e demonstra uma vontade inequívoca de se relacionar. Vamos manter uma relação mais próxima com aquela fração dos 39 milhões que tem interesse em estar se relacionando com o Flamengo, com seus assuntos e contribuindo com o clube.

Em relação às lojas, o Flamengo tem algum plano traçado?
Estamos revisando isso exatamente agora. Temos um modelo que chamamos internamente de modelo de franquias, e ele está sendo revisitado. Vão haver regras. Os franqueados serão parceiros do Clube de Regatas do Flamengo. Eles vão ser compensados financeiramente, vão ganhar para vender os produtos que interessam ao Flamengo vender. Não apenas aqueles que eles colocam em suas lojas.

O Corinthians fez uma parceria com a SPR, e ela faz a operação da rede de franquias. Com vocês a ideia é seguir o mesmo modelo ou seguir outro caminho?
Depende. Tem aspectos muito interessantes desse modelo e outros que não são tão interessantes. Vamos tentar traçar um caminho nosso, mas não vamos reinventar a roda, está certo? O que está sendo feito e está dando certo evidentemente será considerado.

Você também já chegou a falar que o Barcelona em 2003 ou 2004 era um clube que estava financeiramente mal e hoje é referência. No Flamengo, em termos de planejamento de longo prazo, quais as metas?
No Flamengo, pela dimensão, pela relevância e pela paixão que ele desperta, tudo é para ontem. Mas eu diria que a partir de 2014 nós vamos ser o clube de maior arrecadação do Brasil. Até 2015 ou 2016, queremos estar entre as dez maiores arrecadações do mundo. O Flamengo tem que pensar grande, e não nos falta potencial. É evidente que isso depende de alguns resultados dentro do campo, mas achamos que o potencial de trabalho da marca é tão grande que não temos dúvida que irá acontecer. Não é “se” vai acontecer. O Flamengo vai ter a maior arrecadação do Brasil. Ponto. O que a gente tem dúvida é “quando”. Mas vai ser em 2014.

Quanto aos esportes olímpicos, imagino que haja uma pressão por futebol, futebol, futebol, mas quais são os planos?
Estamos trabalhando muito duro para ter todas as certidões que nos qualifiquem a usar as leis absolutamente espetaculares que temos no Brasil. A Lei de Incentivo ao Esporte é um gol de placa do Governo Federal e, seguramente, o Flamengo irá se planejar para buscar recursos para esportes olímpicos. O Flamengo é um dos maiores formadores de atletas olímpicos deste país. Sem sombra de dúvida, vamos apoiar e temos muito orgulho disso. Nós vamos trabalhar no sentido de buscar o saneamento do clube para que ele tenha as necessárias certidões, para que as empresas possam contribuir legalmente e ter a renúncia fiscal prevista na Lei de Incentivo ao Esporte.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2013/01/o-flamengo-tera-maior-arrecadacao-do-brasil-em-2014-diz-bap.html

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O risco do patrocínio rotativo do Flamengo


Por Erich Beting

“O conceito de patrocinador master é bobagem”. A frase é de autoria de Luiz Eduardo Baptista, vice-presidente de marketing do Flamengo e presidente da operadora de televisão Sky. Na lógica do dirigente, não é preciso um clube fechar com apenas uma marca para o patrocínio principal da camisa, podendo ser feito um rodízio entre diferentes marcas ao longo da temporada.

É exatamente esse conceito que gera um enorme risco para o Flamengo após o acordo com a Peugeot para ocupar a cota máster da camisa (detalhes aqui). O negócio, anunciado na manhã da última quinta-feira, foi feito com base nessa proposta de Bap, como é conhecido Baptista. O Flamengo ainda negocia com outras duas marcas para ocupar o espaço mais nobre da camisa.

Caso dê certo, o Fla conseguirá um feito inédito no futebol mundial. Não há registro de que três marcas aceitaram dividir o mesmo espaço em períodos diferentes de tempo. O motivo é simples. Pagando os mesmos valores, como será feita a divisão de período por marca? Quem fica com a final de um campeonato e quem fica com o jogo que não vale nada?

Até mesmo a publicidade estática na Copa do Mundo sofreu com isso. Os painéis rotativos, que são adotados hoje, causam um problema para as empresas. Os patrocinadores da Fifa, por exemplo, pagam mais, só que correm o risco de, na hora do gol, não serem suas marcas que apareçam atrás das traves. Na Copa do Brasil, por exemplo, um estudo mostrou que o ideal era fazer um modelo híbrido. Painéis rotativos nas laterais do campo e os estáticos atrás das traves, com as empresas pagando mais pelo espaço privilegiado.

Por isso mesmo, o caminho traçado pelo marketing do Flamengo é extremamente arriscado. A não ser que já esteja com outras duas empresas fechadas e, mais do que isso, também cientes desse modelo de exposição, será muito difícil convencer uma marca a patrocinar o clube além da Peugeot.

Outro detalhe importante da história é o contrato da Adidas. Nele, há um limite de marcas que podem ser expostas no uniforme. Uma rotatividade de marcas acarretaria numa impossibilidade de a fabricante atender à demanda. Só que, até pela ideia de fatiar em três o patrocínio, o Flamengo esbarra em novo problema: o contrato com a Adidas rende mais ao clube do que cada um de seus patrocinadores de camisa. E, se continuar nessa toada, fatalmente terá de optar por um ou por outro.

Nos próximos dias a história dos patrocínios no Flamengo devem se desenrolar. Como o próprio clube admite que quer mais “ação” em seu departamento de marketing, fica aquela sensação de que o acordo com a Peugeot foi uma baita resposta ao marketing do clube em 2012. Mas sem o mínimo de planejamento…

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2013/01/18/o-risco-do-patrocinio-rotativo-do-flamengo/

Flamengo "rebaixa" espaço da Peugeot na camisa


O acordo entre Flamengo e Peugeot não garante à empresa o status de patrocinador máster do clube. Pelo menos é isso o que afirma o departamento de comunicação do clube carioca. Em telefonema à redação da Máquina do Esporte, Felipe Bruno, diretor executivo de comunicação do Flamengo, afirmou que a marca da Peugeot ocupará as costas da camisa.

Segundo o executivo, a marca da montadora só estará no peito do uniforme até o fim de abril por conta de o contrato com o Flamengo ainda ser com a Olympikus. A partir de maio, quando a Adidas passa a fornecer o material esportivo para o clube, a Peugeot estará nas costas da camisa. 

A mudança de lugar tem relação com o contrato assinado com a Adidas, no valor anual de R$ 38 milhões, entre dinheiro e produtos. Pelo acordo, o Flamengo não pode ter mais do que três marcas no uniforme, sendo uma no peito, outra nas costas e uma terceira na manga da camisa.

A alternativa criada por Luiz Eduardo Baptista, vice-presidente de marketing do clube, é fazer com que diferentes marcas ocupem todos os espaços disponíveis no uniforme com a fabricante alemã. Sendo assim, no contrato com a Peugeot, há a previsão de que a montadora poderá ter sua marca estampada na manga da camisa. 

Atualmente, o clube tenta prospectar no mercado mais duas empresas que tenham interesse em seguir esse modelo de contrato. O valor de cada uma das cotas é de cerca de R$ 10 milhões.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/28/28212/Flamengo-rebaixa-espaco-da-Peugeot-na-camisa/index.php

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Flamengo e Peugeot já divergem sobre parceria


Nesta segunda-feira, a nova diretoria do Flamengo apresentou a parceria com a montadora francesa Peugeot, válida pelos próximos três anos. Mas a data, que marca o fim de um período de mais de um ano sem um patrocinador máster estampado na camisa do clube, já marca também o inícios das divergências entre o clube e a patrocinadora.

O acordo entre Peugeot e Flamengo seria a primeira peça de um esquema de rodízio de marcas que o clube pretende implementar em seu uniforme, segundo o que havia afirmado em sua posse, o novo vice-presidente de marketing do clube, Luiz Eduardo Baptista, o “Bap”.

Mas durante a coletiva nesta segunda, na presença do diretor-geral da Peugeot na América Latina, Frédéric Drouin, Baptista voltou atrás e afirmou que o acordo com a empresa não funcionaria em esquema rotativo: “Não estamos celebrando com a Peugeot um contrato de rodízio. Temos claramente uma situação definida ao longo desse ano. Temos previsão no contrato. Se houver interesse, outros poderão se juntar a nós. Desde que não conflitem com os interesses do clube ou com a área de atividade da Peugeot. Caso essa segunda opção seja do interesse das empresas que estão na camisa, caso seja importante, temos essa opção. Mas o contrato não está celebrado com esta finalidade”.

Apesar de negar a rotação de marcas, o dirigente completou dizendo: “Nós temos certeza absoluta que em mais algum tempo vamos trazer mais dois nomes, que vão se juntar a Flamengo e Peugeot para se tornar algo maior”.

Já a montadora divulgou após a coletiva um comunicado oficial, desmentindo Baptista, e anunciando um acordo rotativo, que indica que estaria sendo posto em prática o rodízio de marcas na cota máster do clube.

“O contrato firmado entre a empresa e o clube tem duração de três anos. O uniforme do Flamengo terá a inscrição Peugeot estampada na frente até abril. A partir daí, o nome da empresa passa para as costas da camisa”, diz o comunicado.

Os valores do acordo com a Peugeot não foram anunciados oficialmente, mas especula-se que estejam entre R$ 10 e 15 milhões anuais, dependendo de variáveis por desempenho.

Além disso, curiosamente, o anúncio oficial do acordo por parte da diretoria do clube aconteceu antes da aprovação do mesmo pelo Conselho Deliberativo. Delair Dumbrosck, presidente do Conselho, esteve presente na coletiva e falou sobre o assunto: “Essa apresentação se faz necessária em função da agilidade dos negócios hoje. O Flamengo trabalhou muito para fechar essa parceria e isso requer uma rapidez muito grande para produzir as camisas. Houve necessidade dessa coletiva sobre o casamento, que eu espero que seja bastante longo, mas isso não vai de maneira nenhuma prejudicar ou antecipar qualquer aprovação pelo Conselho de amanhã”.

Atualmente, além da Peugeot, o Flamengo conta com BMG e TIM como patrocinadores que pagam para estampar sua marca no uniforme rubro-negro. O banco mineiro tem acordo para estampar as mangas da camisa até o fim de fevereiro, e ainda foi divulgado se o contrato será renovado. Já a TIM tem seu logo estampado dentro dos números do uniforme, e tem contrato até 2014.  A Unicef, entidade beneficente que faz parte da Organização das Nações Unidas (ONU), tem seu logo exposto gratuitamente desde o ano passado, do lado esquerdo do peito da camisa.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/28/28206/Flamengo-e-Peugeot-ja-divergem-sobre-parceria/index.php

Flamengo apresenta Peugeot como novo patrocinador


Após passar o ano de 2012 sem uma marca estampada no peito, o Flamengo apresentou nesta segunda-feira a montadora francesa Peugeot como a mais nova dona do espaço. A parceria terá duração de três anos e pode trazer aos cofres rubro-negros até R$ 45 milhões.

O contrato inclui não só o futebol profissional, como também as categorias de base e o futsal do clube. Não foram divulgados os valores oficiais do acordo, mas especula-se que estejam entre R$ 10 e 15 milhões ao ano, dependendo de algumas variáveis por desempenho.

De acordo com informações da Peugeot, o logotipo da empresa permanecerá estampado na parte frontal da camisa até o fim de abril, quando então passará a ocupar as costas do uniforme.

O último patrocinador a estampar sua marca no peito da camisa do Flamengo havia sido a P&G que, entre agosto e dezembro de 2011, ocupou o espaço com algumas de suas marcas, como Gillette e Duracell.

“O Brasil tem duas paixões: carros e futebol. É um grande orgulho se associar ao Flamengo e uma grande responsabilidade diante da torcida. Vamos construir juntos uma grande parceria, uma parceria de resultado”, afirmou Frédéric Drouin, diretor-geral da Peugeot na América Latina.

Os uniformes com a marca da montadora francesa já serão utilizados na próxima partida do Flamengo pelo Campeonato Carioca, na quarta-feira, 23, contra o Madureira. Além da Peugeot, o Banco BMG e a Unicef também figuram na camisa rubro-negra. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/28/28203/Flamengo-apresenta-Peugeot-como-novo-patrocinador/index.php

domingo, 20 de janeiro de 2013

Flamengo finda jejum e fecha máster com Peugeot


O jejum rubro-negro teve fim. Após passar o ano de 2012 inteiro sem patrocínio máster, o Flamengo acertou com a Peugeot, fabricante francesa de automóveis. Os detalhes da parceria, que terá duração de três anos, serão divulgados em coletiva de imprensa na próxima segunda-feira, na Gávea.

O hiato sem estampar logotipo na propriedade principal de seu uniforme não foi curto. O mais recente contrato para esta cota foi assinado pela gigante norte-americana P&G, que, de agosto a dezembro de 2011, exibiu Duracell e Gillette na camisa do clube.

Em contrapartida, o último patrocínio máster que iniciou e finalizou uma mesma temporada ao lado da equipe é ainda mais antigo. A responsável por isso foi a Batavo, empresa do segmento alimentício que ocupou a roupa rubro-negra durante todo o ano de 2010.

O período sem patrocinador no espaço mais valioso do uniforme, aliás, foi uma das principais críticas da atual diretoria em relação à anterior. A cúpula do novo presidente Eduardo Bandeira de Mello sempre manifestou a necessidade de o time arrumar com urgência um parceiro para a propriedade principal da camisa.

De acordo com um comunicado oficial da agremiação carioca, o acordo com a Peugeot foi conduzido por Luiz Eduardo Baptista, seu novo vice-presidente de marketing e presidente da SKY no Brasil. O executivo e a nova diretoria tomaram posse do clube em 2 de janeiro, há quinze dias. A parceria com a montadora francesa, portanto, se torna um dos primeiros feitos da era Eduardo Bandeira de Mello no Flamengo.   

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/28/28151/Flamengo-finda-jejum-e-fecha-master-com-Peugeot/index.php

sábado, 12 de janeiro de 2013

Central de análise filma cada passo do Flamengo


Novo banco de dados busca agilidade no mercado para encontrar jogadores

Por Carlos Eduardo Mansur

RIO - Na reestruturação do futebol do Flamengo, cada passo é importante. E filmado. Desde a reapresentação do time, Rafael Vieira, que há pouco tempo integrava a comissão técnica da seleção brasileira, então chefiada por Mano Menezes, trabalha na implantação de uma Central de Análise de Desempenho. Através da filmagem de todos os treinos e jogos do time, agregada a um contrato com uma empresa que fornecerá imagens de jogos ao redor do mundo, o clube formará seu banco de imagens. Em seguida, um programa de computador fará a análise e organização de todas as imagens, de acordo com a necessidade da comissão técnica do clube.
Em paralelo, o diretor executivo do Flamengo, Paulo Pelaipe, trabalha na montagem de um banco de dados de jogadores, separados, por exemplo, por características e tempo de contrato. Tudo para o clube ganhar agilidade no mercado sempre que precisar repor peças no seu elenco.
Rafael Vieira fez um contrato de consultoria por seis meses com o Flamengo. Seu trabalho visa à implantação da Central de Análise de Desempenho. Ele treinará funcionários do Flamengo para operar o programa de computador, ou seja, transformar as imagens de treinos e jogos do próprio time rubro-negro, ou as imagens de adversários e jogadores de outros times que estejam sendo observados, em relatórios para a comissão técnica do Flamengo.
- É uma central de análise técnica. O clube passa a ter acesso a imagens de qualquer jogador ou clube do mundo. Um site nos fornece isso. Depois, o programa permite o tratamento das imagens de acordo com a diretriz da comissão técnica. Com o treinamento, os funcionários passam a ser capacitados a operar o programa no futuro e transformar os vídeos em relatórios - explica Vieira, que era analista de desempenho de Mano Menezes na seleção. - É uma ferramenta moderna. Os treinos já estão tendo imagens coletadas.
Paulo Pelaipe evita críticas à gestão anterior, mas encontrou o Flamengo desprovido de um banco de dados de jogadores. E trabalha na criação deste serviço, complementar ao trabalho de relatórios por imagens.
- Se a gente precisar de um lateral com determinada característica, pode ir lá e ver quais estão disponíveis, qual o tempo de contrato, as condições. E terá imagens para avaliar. Isto dá agilidade no mercado - diz o dirigente.

Rede de observadores
Por falar em agilidade, conhecer jogadores rapidamente também ajuda a ter bom desempenho no mercado. Pelaipe informou ter determinado a Carlos Noval e Carlos Brasil, diretores das categorias de base do Flamengo, “que agridam o mercado, no bom sentido”.
- Vamos operar forte em todas as regiões do Brasil. Na Copa São Paulo, já temos pessoas trabalhando. A base, agora, é toda comandada pela direção executiva do futebol - diz Pelaipe, o responsável pelo departamento.
A busca de jogadores ainda está em pauta no Flamengo de 2013 e deve permanecer durante boa parte da temporada. Tanto os dirigentes quanto o técnico Dorival Júnior alertam que o time será formado com os jogos em andamento. A diretoria avisa que o clube deverá trazer nomes de mais peso apenas para o Brasileiro, quando acredita que terá maior poderio econômico e tempo para buscar parceiros.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/central-de-analise-filma-cada-passo-do-flamengo-7275250#ixzz2Hmti5xLY 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Flamengo sofre baixa na diretoria de marketing


Por Erich Beting e Lucas Turco

Em menos de um mês, a nova diretoria do Flamengo já sofreu a primeira baixa. E foi justamente no departamento tratado com maior ênfase pela campanha que elegeu Eduardo Bandeira de Mello como novo presidente do clube. 

João Henrique Areias, que já havia tomado as rédeas para comandar o departamento de marketing, inclusive iniciando uma reformulação no setor, não terá mais vínculo direto com o clube. Com isso, a nova cúpula do clube carioca ainda não tem um nome definido para a função.

Curiosamente, Areias apontou o novo modelo de gestão do clube como maior empecilho para o acerto, mas afirmou que o Flamengo pode contar com sua contribuição futura.

“Eu não vou assumir. O Flamengo precisa ter a oportunidade de criar um modelo próprio dele. Tenho muitos anos nessa área e a experiência pode trazer vícios que atrapalhariam o clube. Nesse modelo é melhor achar outro profissional. Eu participei da campanha, pois acredito na nova gestão do clube, mas não tinha nenhum compromisso definido para continuar”, declarou Areias com exclusividade à Máquina do Esporte.

“Estou livre no mercado para negociar com qualquer clube, mas estou disponível para o Flamengo caso a diretoria queira contar comigo como um consultor”, completou o executivo.

Segundo o Flamengo, o clube deseja um departamento de marketing mais focado em operações e menos em planejamento, característica que, segundo a diretoria, é a principal de João Henrique Areias. Apesar disso, na primeira semana de janeiro Areias já dava expediente no marketing, inclusive tendo comunicado o desligamento de Marcus Duarte, antigo executivo do setor, ainda na semana pasada. 

Na segunda-feira, segundo apurou a Máquina do Esporte com funcionários do departamento de marketing, Areias comunicou que não estaria à frente do setor. A vice-presidência da área está a cargo de Luiz Eduardo Baptista, que também é presidente da operadora de televisão Sky. Ele é o responsável por determinar quem será o novo gestor de marketing do Flamengo.

Confira o posicionamento oficial do Flamengo:
"Ao entrarmos efetivamente na administração do marketing rubro-negro, pudemos analisar que, no atual momento do Clube de Regatas do Flamengo, o trabalho da Diretoria de Marketing Esportivo necessitará mais do que estratégia, mas de um grande esforço no lado operacional – de forma a colocar em prática todo o planejamento inicial já desenvolvido pela Vice-Presidência.

Dentro deste raciocínio, acertamos – Flamengo e João Henrique Areias – que, neste início de trabalho, teremos um suporte profissional mais focado em operações e menos em planejamento (característica principal da bem sucedida carreira de João Henrique Areias).

Com isso, ele não assumirá mais o cargo de Diretor-Executivo, ficando na torcida, como rubro-negro apaixonado que é e colaborador de primeira hora do nosso grupo, pelo total sucesso do projeto.

Futuramente será divulgado o nome do Diretor desta área.

Vice-Presidência de Comunicação"

Fonte; http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/28/28063/Flamengo-sofre-baixa-na-diretoria-de-marketing/index.php

domingo, 6 de janeiro de 2013

Os valores totais e as receitas anuais garantidas dos novos contratos de patrocínio de fornecedores


Por Emerson Gonçalves

O que temos visto nos últimos meses e mais acentuadamente nas últimas semanas e dias, são declarações a respeito dos valores dos patrocínios de fornecedores dos três clubes que tiveram seus contratos recentemente assinados. São também, e não por coincidência, os clubes das três maiores torcidas brasileiras: o Flamengo, que trocou a nacional Olympikus (Vulcabrás) pela multinacional Adidas; o Corinthians, que renovou com a multinacional Nike; e o São Paulo, que trocou a Reebok – marca multinacional, mas com gestão local da Vulcabrás – pela Penalty, da nacional Cambuci.

Os valores anunciados para o acordo Flamengo/Adidas giraram entre 35 milhões, inicialmente, e depois 38 milhões de reais por ano, durante dez anos.

Para o Corinthians e o novo acordo com a Nike, circulou a informação de que o acordo gira em torno de 30 milhões por ano, pelo período de 10 anos, dois dos quais ainda faziam parte do contrato que foi substituído.

Por último, o São Paulo anunciou oficialmente o acordo com a Penalty, e o valor comentado a partir de informações obtidas no clube, e posteriormente confirmado em nota no site oficial, é de pouco mais de 35 milhões de reais por ano, até 2015.

Naturalmente, nos dois primeiros casos há cláusulas prevendo reajustes dos valores. No caso do acordo São Paulo/Penalty, talvez em função de sua curta duração (apenas três anos) não há cláusula de correção (ou não foi informada).

Sobre o acordo do Flamengo com a Adidas, o portal GloboEsporte publicou algumas matérias, a primeira delas – veja ou reveja aqui – com as informações básicas sobre o contrato, a partir de informações obtidas diretamente do próprio documento. No caso do acordo do Corinthians com a Nike, as informações que virão a seguir nesse post foram obtidas por esse blogueiro junto a uma fonte do clube. No caso do São Paulo, pelo menos até o presente momento não disponho de informações mais completas a respeito do contrato, apesar de várias tentativas para obtê-las junto ao clube, portanto trabalhei com a informação oficial do São Paulo sobre o valor – “o contrato é válido até 2015 e garante ao Tricolor mais de R$ 35 milhões por ano.”



Detalhamento de valores

A tabela abaixo detalha os principais pontos financeiros dos dois contratos sobre os quais disponho de informações, como já foi dito acima. Flamengo e Corinthians receberam luvas – 38 milhões no caso do Flamengo e 30 milhões no caso do Corinthians. Esses valores já foram ou estão sendo pagos, entrando nos caixas dos clubes no exercício 2012 ou 2013. Para efeito de valor dos contratos anualizados, elas foram divididas por 10 anos no caso rubronegro e por 8 anos no caso corintiano, por se tratar de uma extensão do contrato então em vigor, que tinha, ainda, mais dois anos de vigência e que já haviam sido contemplados por luvas.



Como mostra a tabela, o maior contrato é o da Adidas com o Flamengo. Para isso, consideramos a somatória de valores garantidos, com e sem inclusão das luvas, que resultam em 4,35 e 4,3 milhões de reais a mais, respectivamente, em relação ao contrato Nike/Corinthians. No caso da entrada de dinheiro líquido em caixa, a posição muda e o maior valor é o que a Nike paga ao Corinthians – 1,5 milhão de reais a mais.

Ainda falando em luvas, para assinar com a Adidas o Flamengo precisou pagar à Olympikus um total de 10,4 milhões de reais, parte em dinheiro – R$ 2.474.745,48 – e parte abrindo mão dos pagamentos devidos ao período setembro/12 a abril/13. Com isso, o patrocínio Adidas terá início efetivo em 1º de maio, mas o novo vice-presidente de marketing, Luis Eduardo Baptista, conseguiu negociar o pagamento das luvas antes da entrada em vigor do novo contrato (a segunda parcela, no valor de 25 milhões de reais, será paga até 15 de fevereiro). Ao analisar o negócio como um todo, esse custo deveria ser debitado na conta “novo patrocínio”, o que reduziria seus valores reais, mantendo os valores nominais. Nesse post, até para evitar interpretações incorretas, optei por manter os valores nominais.

Em termos de entradas no caixa, que é o fator mais importante para os clubes, considerei os pagamentos das cotas de patrocínio propriamente dito e os royalties garantidos, independentemente de quantas peças forem vendidas. São esses os valores com os quais os clubes podem contar e fazer previsões, além de adiantamentos.

Outros pagamentos são incertos, pois dependerão de objetivos que venham a ser alcançados pelos clubes. Se um time conquistar o Brasileiro, haverá um bônus. Estadual, outro. Libertadores, Mundial, copas do Brasil e Sul Americana também, em todos os casos. Se o número de peças vendidas de um clube exceder uma meta pré-fixada, o percentual por unidade destinado ao mesmo aumenta. As metas, entretanto, não são fáceis de serem ultrapassadas, ainda mais de forma significativa, de forma a gerar mais recursos de bom valor. É mais provável que isso ocorra justamente nos momentos em que o time estiver voando em campo, ganhando competições e empolgando os torcedores, quando um aumento nessas receitas passa até meio despercebido. Ganhando, tudo é festa.

Aqui há uma verdade inegável, demonstrada pelos números no decorrer de muitos anos: quando o time do coração vai bem, a torcida comparece, seja nos estádios, seja nas lojas. No caso do PPV temos visto uma manutenção, com oscilações pequenas, independentemente da campanha do time. Porque a compra é feita antes e no início da temporada, e o torcedor se alimenta de um misto-quente, onde o recheio é uma fatia de realidade e outra de esperança, tudo temperado pelo molho quente do sonho.

As verbas de marketing da Adidas para o Flamengo e da Nike para o Corinthians poderão gerar novos recursos, bem como despesas . No caso rubronegro, por exemplo, parte dela deverá bancar as despesas do time para um jogo amistoso por ano, definido pela fornecedora e especificado no contrato, que ficará com a receita de bilheteria e outras de ações localizadas. Por outro lado, o clube ficará com os direitos de transmissão da partida, que dependendo do adversário poderão gerar um dinheiro razoável. Outra parte dessa verba será usada para a produção de peças de comunicação que serão colocadas nos campos de jogos e locais de treinamento, mas sempre sobra alguma coisa.

Infelizmente, apesar de várias tentativas como disse, não consegui o mesmo nível de informações do São Paulo em relação ao acordo com a Cambuci S.A., detentora da marca Penalty. As únicas informações que circularam no mercado (até o momento em que concluía esse texto) apontam um valor de materiais a serem fornecidos ao clube no total de 13 milhões de reais, um número bastante alto para essa modalidade, e 1,5 milhão de reais para o time de futsal do clube, também incluído no valor total divulgado pelo clube.



As lojas dos clubes e para os clubes

Esse é um ponto importante: lojas. A distribuição das peças de vestuário para torcedores e público em geral é ainda muito deficiente, bastante problemática, nem tanto com relação às camisas oficiais, que são os itens com maior demanda, mas principalmente com as linhas de vestuário e outros produtos. Nesse sentido, as lojas próprias ou exclusivas têm hoje grande importância estratégica para os clubes. Ou deveriam ter.

A Reebok montou uma rede de lojas SAO, mas com o fim do patrocínio essas lojas fecham ou deixam de ser exclusivas da marca São Paulo. É uma perda razoável, pois uma parcela dos consumidores perde sua referência. Comenta-se que a Penalty montará lojas com o mesmo conceito, mas é uma tarefa que demanda tempo e custos a cada ano maiores.

O Flamengo tinha um projeto que, à época, considerei simples e genial: os Quiosques. Seriam unidades de custo relativamente baixo e com grande potencial para atingir a grande massa torcedora, fora ou dentro de shoppings em todo o país. Foi abandonado na gestão Amorim, pelas informações que tenho. A Vulcabrás tinha um projeto para criar lojas Olympikus/Flamengo, mas a falta de firmeza do clube no combate a empresas e lojas com produtos não oficiais acabou desestimulando a empresa a investir.

De seu lado, e chovam pedras sobre esse escriba, a rede de lojas “Poderoso Timão” não é da Nike. É do Corinthians, na forma de associação com empresas terceirizadas e virou um tipo de franquia. O clube poderia trocar a Nike pela Adidas e não teria problemas com sua distribuição, mantendo uma rede já conhecida do consumidor e pronta para dar saída a novos produtos, agregando receitas.

A importância das lojas próprias está também em dar ao clube maior poder de barganha e permitir-lhe antecipar-se ao mercado e buscar, ele mesmo, fornecedores para produtos únicos, específicos.

“Você mesmo cria e produz” (terceirizando, claro), como disse-me em conversa na tarde de ontem um profissional da área, que já atuou por alguns anos à frente do marketing de um dos grandes clubes brasileiros. “Ao fazer isso, o clube não fica parado, esperando que fornecedores ofereçam produtos com seus próprios preços. Pelo contrário, o próprio clube toma a dianteira, seleciona o fornecedor de acordo com o que julga mais necessário, importante e conveniente. Com tudo isso, a loja se torna um ativo valioso do clube.”

Ordens de grandeza próximas

Os três novos contratos estão em ordens de grandeza muito próximas, cada qual com seus detalhes. Como já foi apontado em diversas pesquisas e posts nesse OCE, o maior número de torcedores do Flamengo é contrabalançado por uma maior concentração da torcida corintiana em áreas com maior poder potencial de consumo. A presença do São Paulo junto aos dois clubes com torcidas maiores é explicada por dois motivos básicos (olhando de fora e interpretando o quadro): concentração da torcida em regiões com maior IPC (Índice Potencial de Consumo) e um forte investimento da Cambuci S.A. em sua marca líder, a Penalty, e dessa no São Paulo, como seu carro-chefe, já como parte do reposicionamento da marca no mercado brasileiro e visando também três objetivos: mercado internacional, Copa 2014 e Jogos Olímpicos do Rio.

Ao fim e ao cabo, como disse um dos profissionais com quem conversei, teremos uma noção real dos valores envolvidos nos novos patrocínios e das metas alcançadas ou não em maio de 2014, depois que os balanços referentes ao ano em curso forem publicados.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2013/01/04/os-valores-totais-e-as-receitas-anuais-garantidas-dos-novos-contratos-de-patrocinio-de-fornecedores/

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Executivo troca Minas Tênis Clube pelo Flamengo


Em fase de reestruturação, a diretoria do Flamengo contratou o executivo Marcelo Vido, que estava no Minas Tênis Clube. Ex-jogador de basquete, ele trabalhava com negócios e marketing na equipe mineira. No time carioca, o gestor trabalhará com esportes olímpicos.

A contratação de Vido é parte da reformulação iniciada com a troca de comando do Flamengo. Eduardo Bandeira de Mello, novo presidente rubro-negro, foi empossado oficialmente no dia 2 de janeiro.

Bandeira de Mello, 59, venceu pleito em que uma das candidatas era Patrícia Amorim, presidente do Flamengo até o fim do ano passado. O novo mandatário, membro do conselho de administração do clube entre 2007 e 2009, tem 25 anos de experiência no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A chapa do novo presidente tem como vice-presidente de marketing Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, presidente da Sky. No entanto, a área que contratou Vido é a de esportes olímpicos, cujo vice-presidente será Alexandre Póvoa.

Formado em engenharia mecânica e pós-graduado em gestão de negócios, Vido foi atleta com passagens pela seleção brasileira. Ele trabalhou no Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e no Atlético-MG antes de ser contratado para gerir o marketing do Minas Tênis Clube.

Em nota oficial sobre a contratação, o Flamengo diz que Vido implantará no clube um modelo baseado nos trabalhos do próprio Minas e do Pinheiros. Ele será diretor da pasta na equipe rubro-negra.

O Minas Tênis Clube ainda não anunciou oficialmente o que será feito do departamento de negócios e marketing após a saída de Vido. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/28/28023/Executivo-troca-Minas-Tenis-Clube-pelo-Flamengo/index.php

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Cacau Cotta falar sobre os três anos de Fla: ‘Fiz o que muitos não tiveram coragem’


Por Bruno Braga

A partir do dia 2 de janeiro a vida de Cacau Cotta, vice-presidente do Fla-Gávea e de administração, vai mudar radicalmente. Neste dia oficialmente ele vai passar o bastão para José Carlos Dias e Claudio Pracownik. O dirigente, um dos mais atuantes durante os três anos da gestão de Patricia Amorim, vai deixar, como ele mesmo diz, o “Big Brother Fla”, para voltar a ser torcedor de arquibancada. E com o dever cumprido, principalmente na parte da sede social, antes abandonada e hoje melhor estruturada. E muito dessas melhorias foram conseguidas com criatividade por Luiz Claudio Cotta, como o próprio parquinho, tratado de forma pejorativa, mas que retrata como que era secundário passou a ser uma das principais marcas da administração, junto com o patrimônio, comandada pelo vice-presidente Alexandre Wrobel.

Nesta entrevista à De Prima, Cacau Cotta, conta as lendas e até de funcionários fantasmas de quando chegou a direção da Fla-Gávea que impedia realizações na Gávea, como conseguiu o parquinho e investimentos do Comitê Olímpico Americano, das realizações e dos projetos de reforma da arquibancada da Gávea e da piscina, que serão tocadas pelo presidente eleito Eduardo Bandeira. Faz a sua avaliação de administração e admite que a parte negativa foi a falta de um grande título no futebol e que não estava mais dando conta de duas vice-presidências. Ainda revela uma história curiosa da “babá de Adriano”, contratado por um dirigente para cuidar do Imperador em 2009, para explicar porque Ronaldinho talvez não tenha dado certo no Flamengo.

Confira os principais trechos do bate-papo:

Como o Cacau Cotta encerra os trabalhos na diretoria do Flamengo após três anos?

“O Flamengo é um vício. Frequentei o Flamengo de segunda a segunda. Durante três anos. Gávea que era a prioridade. Meu foco era a recuperação da Gávea. Saio com muita alegria. Não me sinto desgastado, rancoroso, o mesmo rubro-negro que eu era da geral. O mesmo de 20 anos atrás. Em relação a sede da Gávea eu saio de cabeça erguida. Honrei o nome da minha família, dos meus amigos, do Flamengo, da torcida. Fiz um trabalho legal, que me dava aquele prazer. Costumo dizer que foi um razoável vice-presidente de administração e um bom na pasta do Fla-Gávea. Primeiro eu vou voltar para arquibancada, porque eu não gostava muito de camarote não. Eu ia mais pela família. Voltar para arquibancada pode extravasar mais, porque ninguém fica de vigiando para ver a reação, rindo chorando, essa vigília passou. Eu procurava me policiar mesmo no Big Brother Flamengo. Vou ficar rindo de que quando eu vou a um treino, por exemplo? Qual a graça? Não poderia. Mas eu não deixei de ser torcedor”.

Como você encontrou a situação da Gávea e por que o clube estava tão abandonado?

“É chato de falar para trás porque você vai acabar atingindo pessoas e eu não gosto de atingir pessoas. Nada podia fazer na Gávea. Tudo estava na Justiça. Parecia que tinha uma lenda que que nada poderia mexer. Tinha telhas guardadas e diziam que não podia mexer. Consegui usar todas. Assim como reformar locais da sede que muitos falavam que não poderia mexer. Fizemos a quadra de futebol de areia, que não podia mexer… Eu falei: ” espera aí, o terreno é do Flamengo”. A Gávea não existia como clube esportivo e social, estava totalmente degradado. Tinha mato de dois metros na entrada da Gilberto Cardoso. Não sei quantas toneladas de entulho. E todos os materiais esportivos e sociais deteriorados. Campo de futebol a secretaria deteriorados, 90% conseguimos recuperar”.

A situação de degradação assustou você quando começou como diretor do Fla-Gávea?

“Não me assustou porque eu sabia do meu potencial e do meu amor pelo Flamengo, e eu sabia da questão porque minha família frequenta o Flamengo. Isso faz toda a diferença. O estado que o clube se encontrava não condizia com a história, com o tamanho do Flamengo. Imagina o torcedor que vem de outro estado para visitar a Gávea? O Eduardo Bandeira frequenta eu vejo os filhos dele lá. O Cheirinho (José Carlos dias, vice-presidente do Fla-Gávea) frequenta. O Flávio Willeman, vice jurídico joga tênis no clube. Isso é fundamental, o presidente frequenta o clube isso é diferencial. Os sócios chegavam no Flamengo e estacionava em qualquer lugar em dezembro de 2009, qualquer dia, qualquer hora”.

Encontrou muita dificuldade para reestruturar a Gávea?

“Foi muito difícil. Você chega lá e a prioridade não é essa, não é? A maioria eu consegui tocar com parcerias. Um exemplo é o parquinho. Eu consegui com uma escola, que meu deu o brinquedo, seminovo, o maior, eu reformei, que custava R$ 100 mil, gastamos R$ 8 mil para reformar . As obras foram feitas pelos nossos próprios funcionários, a primeira parte da obra, a segunda parte eu consegui patrocínios de três empresas que prestam serviço para o Flamengo. Corri atrás do financeiro para pagar os outros 50%, esse é o exemplo. O outro exemplo é o comitê olímpico americano, que investiu no ginásio Togo Renan Soares, na quadra de futsal, totalmente, piso que custa quase 100 mil dólares, de primeiro mundo”.

Qual avaliação que você faz dos três anos da administração da Patricia Amorim?

“Voltamos a ter jogadores, ter direitos federativos, faltou o título para coroar o patrimônio, o Fla-Gàvea, a solução do Morro da Viúva, do CT. Mas temos grandes jogadores na base. A Cristina Callou, o Michel Levy, com todos os defeitos dele, carregou muito pesada a cruz, que é o financeiro, o Rafael de Piro, todos os vice presidentes colaboraram. O fardo maior no último ano, com uma oposição muito estruturada, estávamos na Libertadores e fomos péssimos, no Brasileiro fomos nos arrastando, no Carioca não chegamos à final. Pagamos o preço no final do ano. O negativo foi a falta de título para coroar isso tudo. O Flamengo é um todo. Foi avaliada pelo que fez, o o grupo novo veio com uma proposta fantástica, que principalmente o sócio que não frequenta a Gávea no dia a dia, comprou a ideia, a onda azul pegou, e eu vou torcer para o futebol e os grandes títulos venham”.

Qual foi o principal erro?
“No futebol o principal erro, sem sombra de dúvidas, foi a saída do Vanderlei. O Vanderlei fazia esse papel de diretor executivo, centralizava a e deixava pouca coisa chegar na diretoria. Com um poder, credibilidade fantástica de gestão de futebol. De um treinador que conhece das quatro linhas até os bastidores. Foi um erro irreparável, o segundo erro ter assumido o compromisso com uma pessoa que não estava muito com a gente, que foi o Ronaldinho. Se estivesse, valeria. Se eu estivesse mais próximo teria condições de ajudar mais. Ele sempre foi muito legal comigo. Faltou aquele papo. Ou vira amigo e convence do que é realmente importante para o Flamengo, ou não vai dar certo. Vou contar a história de um supervisor, que contratou o melhor amigo do Adriano. Ganhava um salário merreca só para tomar conta do Adriano. O cara ia para o treino com o Adriano, buscava o Adriano, o cara virou baba. E o Adriano deu certo e foi campeão. Não sei se (o Ronaldinho) precisava de babá, mas precisava de alguém mais amigo dele para entender a grandeza do Flamengo, do quanto precisávamos dele”.

A Patricia Amorim afirmou que foi avaliada somente pelos resultados do futebol. Foi mesmo?

“Não acho. Acho que a avaliação dela, a derrota dela, com certeza, em grande parte foi no futebol. A avaliação foi de razoável para boa. Ela teve mais voto do que na última eleição. O que foi avaliado? Quando você é presidente começa a ter desgaste, tanto que teve 720 votos, no dia seguinte do hexa e nessa eleição e teve 914. Houve uma grande mobilização da chapa vencedora, fantástica, nunca vista na história do Flamengo, quem tem um cabo eleitoral chamado Arthur Antunes Coimbra, Zico, difícil de perder a eleição e com todos os ex-presidente apoiando”.
Como você chegou no Flamengo?

“Eu era torcedor da geral (do Maracanã) em todos os jogos, quando meu pai morreu fui morar em Ipanema, comecei a frequentar o clube como sócio. Comecei a participar ajudando algumas pessoas, não tinha interesse. Dessa vez eu resolvi participar, recebi o convite para ser diretor, acabei virando vice-presidente de duas pastas no final, foi muito legal, não me arrependo de nada. O cara que saiu da geral do Maracanã, ter duas vice-presidências no Flamengo é uma honra, nem no meu melhor sonho eu sonhei isso. É uma realização, um sonho, fazer um grão de areia pelo clube, de fazer parte da história do Flamengo”.

Você falou que foi razoável na parte administrativa. Chegou a ter erros graves… Estava complicado comandar os dois setores?

“É impossível gerir duas pastas. Comentei com a presidente Patricia Amorim mais no final. Tinha pretensão de resolver em janeiro. Abrir mão de administração e ficar com só com a Fla-Gávea. Gosto de ver o resultado imediato, a administração é mais burocrática, demora mais”.

E como está sendo o trabalho de transição?

“Eu acho que essa transição nunca foi vista no Flamengo. Da maneira que está sendo conduzida pelos dois grupos. Para a minha surpresa, profissional. Amistosa. Esse pode ser o começo do sucesso da nova gestão. Não podem abrir mão da experiência. É impossível sentar hoje sem a colaboração do ex-vice presidente da pasta. Se isso acontecer são uns seis meses que você perde para tomar pé da situação. Isso é fundamental. Eu estou passando exatamente o que foi feito e o que precisa ser feito. A arquibancada do futebol precisa passar por um reforço estrutural, e as piscinas da sede, que foi onde a Patricia Amorim nasceu, ela não conseguiu fazer uma reforma, para você ver como houve um pouco de preconceito. Isso é urgente, prioridade, é risco, é responsabilidade que nós temos que ter. Estava na programação a piscina entrar em obra no inverno, e a arquibancada no mais tardar em março. Os ginásios têm o da ginástico que pegou fogo, que é um ginásio que vai ter que ter uma reparação na parte de cobertura, maquinário, de aparelhagem, tem seguro, cobre até 10 milhões, vai ser fácil de tocar isso, tão logo os presidentes assumam já vai entrar com o projeto”.

O que falar do Michel Levy, polêmico vice de finanças, com o qual teve muitos atritos?

“O Michel pensa diferente de mim muita das vezes, mas foi fundamental para gestão. Porque completava a gestão. Ele muitas vezes matou muitas coisas no peito, vários desgastes. Vou frisar, pensa muitas vezes totalmente diferente de mim, muitas vezes tivemos divergências marcantes, mas é um cara que eu respeito e teve um papel sacrificante na gestão”.

Recado final para os torcedores do Flamengo, sócios e família…

“A maior lição que meu pai me passou foi a de que é melhor pecar pelo excesso do que pela omissão. E eu acho que isso eu levei à risca em vários momentos. Eu tive coragem para realizar algumas coisas para o Flamengo. E eu acho que deu certo. Com três meses da gestão me convidou para ser o vice-presidente do Fla-Gávea. O Michel não estava aguentando e me pediu para ajudar na administração e acabei assumindo. Peguei funcionários fantasma, fiz um trabalho legal. Mas o meu prazer maior era a Gávea. A administração foi um peso, não fui péssimo. Foi razoável. O Cacau é um apaixonado. Vai torcer por todos os esportes, principalmente futebol. Vou ajudar a atual gestão no que for preciso. O discurso é muito forte de grandes executivos, Zico, o que será depois dele se não der certo? Então eles têm que dar certo, vou ajudar em tudo para dar certo. Quem fala por mim não sou eu mesmo. Falar de mim mesmo é esquisito. Quem fala de mim são os outros quando eu não estou presente. As nossas atitudes para trás e para frente. Isso vai falar por mim. O que eu fiz está lá”.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/deprima/2012/12/31/cacau-cotta-fiz-o-que-muitos-nao-tiveram-coragem/

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Contrato com fornecedora dá ao Fla acesso a CT europeu e tecnologia


Documento prevê regalias para clubes no topo do portfólio da Adidas, mas exige que até presidente rubro-negro não use marcas concorrentes

Por Janir Júnior e Vicente Seda

Além das cláusulas milionárias, obrigações e direitos incluídos no contrato de 87 páginas entre Flamengo e Adidas, a fornecedora alemã colocou o clube da Gávea no status de "Símbolo A Mundial", o que quer dizer que o Rubro-Negro - ao lado de Chelsea, Real Madrid, Milan e Bayern de Munique - integra o portfólio mais prestigiado entre os clubes patrocinados pela empresa. Na prática, isso representa um plano estratégico de negócios, verba anual de R$ 1,5 milhão para ações de marketing e acesso prioritário aos principais produtos da marca, incluindo testes de artigos que ainda não foram lançados no mercado.

A Adidas também colocará à disposição do Flamengo o centro de treinamento em sua sede na Alemanha, denominado "World of Sports (Mundo dos Esportes)", como centro logístico para "potenciais amistosos na Europa", conforme descrito no contrato de parceria. O espaço tem aproximadamente 39 hectares (ou 390 mil m²) usados para prática de diversos esportes e conta com cerca de 2.900 funcionários de mais de 50 nações. Há no contrato a obrigação de uma partida de exibição por ano - a Adidas ficará com todas as receitas, à exceção dos direitos de transmissão, e as despesas do clube sairão da verba de marketing.

Entre os produtos disponíveis para o clube, está um sistema de monitoramento de atividade física, o "miCoach Professional Team Training System". O sistema fornece indicadores físicos e monitoramento não invasivo. Entre os valores medidos pelo equipamento, estão velocidade, frequência cardíaca, distância percorrida com grande, média e baixa intensidades, entre outros. Entre os aparatos, estão sensores que são acoplados às chuteiras dos jogadores.

Nesse caso, a nova fornecedora abre exceção para que os atletas com contrato firmado com suas concorrentes possam usar chuteiras de outra marca, mas essa permissão se limita às chuteiras. Os demais calçados fora do gramado terão de ser Adidas.

A regra também vale para dirigentes. Nem o presidente eleito do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, estará livre do compromisso de não aparecer em trajes da concorrência. O item seis da cláusula oito do contrato diz que "membros do clube, incluindo o presidente, os diretores do clube, os gerentes jurídicos, de marketing, de futebol e a comissão técnica não usarão ou vestirão quaisquer produtos de um concorrente quando estiverem no exercício das suas funções oficiais". A multa para esse tipo de infração é de R$ 25 mil, mas não leva à rescisão contratual.

A Adidas se compromete ainda a indicar um gerente global de marketing dedicado a gerenciar a comercialização, as comunicações e a ativação do clube e dos negócios da Adidas a ele relacionados. A empresa destaca no contrato que o clube "deverá ser capaz de se beneficiar da grande rede de relações que a Adidas mantém com as entidades regulatórias do futebol, ligas, clubes, agências e marcas globais no que diz respeito ao enriquecimento e desenvolvimento" da instituição como clube de futebol ou como marca.

Pelo status do patrocínio, a Adidas se obriga ainda a produzir pelo menos 50 produtos licenciados diferentes em cinco categorias: vestimenta para jogo, para treino, tradicionais e de passeio, acessórios e hardware. Os produtos serão expostos em 1.500 lojas pelo mundo, 600 delas obrigatoriamente nos maiores mercados de futebol, descritos no contrato. A empresa ainda se compromete a criar mercado eletrônico dentro do seu site em todos os mercados habilitados para transações dessa natureza, que incluem outros países como Nova Zelândia e Coreia do Sul.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2012/12/contrato-com-fornecedora-da-ao-fla-acesso-ct-europeu-e-tecnologia.html

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Flamengo acerta com primeiro patrocinador para 2013


por: Breno Boechat

A nova diretoria do Flamengo acertou nos últimos dias com o primeiro patrocinador para a próxima temporada. A empresa de combustíveis Ale vai pagar R$ 15 milhões para estampar a sua marca na camisa rubro-negra durante um ano. O acordo deve ser anunciado oficialmente no próximo dia 27, quando o novo presidente, Eduardo Bandeira de Mello, vai tomar posse.

A nova cúpula de marketing do clube – liderada por Luiz Eduardo Baptista, futuro vice presidente do departamento, e João Henrique Areias, que vai ocupar o cargo de diretor executivo de marketing – ainda negocia com duas outras empresas. A ideia dos dirigentes é conseguir mais dois patrocínios, cada um com o mesmo valor para fazer uma espécie de rotação nos espaços publicitários da camisa (peito, ombros e manga).

- Essa ideia de rotatividade surgiu das próprias empresas. É difícil conseguir que uma única empresa alcance o valor que se cobrava para patrocínio master (peito). Então, surgiu a ideia de três empresas pagarem o mesmo valor e cada uma ficar em cada espaço por quatro meses – disse João Henrique Areias, novo diretor executivo de marketing.

Se conseguir fechar outros dois acordos, a diretoria rubro-negra espera arrecadar aproximadamente R$ 45 milhões no total, o que seria a maior quantia de patrocínio da história do clube. A Ale, primeira empresa a acertar com o Flamengo, já patrocinou o time em 2009. Naquele ano, a equipe conquistou o Campeonato Brasileiro.

Fonte: http://www.mancheteonline.com.br/flamengo-acerta-com-primeiro-patrocinador-para-2013

sábado, 22 de dezembro de 2012

Parceria entre Fla e fornecedora prevê rescisão ou multa por vexames


Ausência na Sul-Americana ou descenso para Série B acarretam multa, enquanto queda para Série C causa rescisão. Conheça as cláusulas

Por Vicente Seda

O contrato de parceria assinado entre Adidas e Flamengo na última quinta-feira traz um aporte de receitas à Gávea de fazer inveja aos rivais. Porém, a contrapartida também é digna de um clube agora incluído entre as marcas classe A da empresa alemã, no mesmo status de Real Madrid, Chelsea, Bayern de Munique e Milan. Quedas para a Série B e não classificações para a Copa Sul-Americana, por exemplo, acarretam multas que podem chegar a 50% dos pagamentos a serem feitos pela empresa. Já um rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro implica a rescisão do contrato, ao qual o GLOBOESPORTE.COM teve acesso.

Em relação ao desempenho esportivo, estão estabelecidas premiações por títulos em uma escala de metas. Com desempenho excelente, que significa dois títulos do Brasileiro da Série A e um título da Libertadores, o clube tem reajuste nos valores e gorda premiação pelas conquistas. Contudo, um desempenho pífio também será "premiado".

Se o clube for expulso ou suspenso da CBF ou Conmebol, a Adidas pode reduzir em 50% o pagamento. Caso o Flamengo não se classifique para a Copa Sul-Americana em qualquer ano do contrato, multa de 10%, e, se isso se repetir por dois anos seguidos, o percentual sobe para 25% no segundo ano. A mesma lógica vale para rebaixamento para a Série B do Brasileiro: no primeiro ano, a multa é de 15% e, se a situação se repetir na temporada seguinte, a mordida passa a 50% do valor a ser pago pela Adidas no determinado ano. Confira no fim desta reportagem a íntegra das cláusulas que tratam do tema.

Em caso de violação pelo clube do contrato que acarrete rescisão com a fornecedora, o Rubro-Negro deverá pagar todas as receitas previstas, incluindo danos e custos como honorários advocatícios. Essas receitas englobam pagamento anual, mínimo garantido, royalties e produtos a serem fornecidos em todo o período de contrato. O pagamento deve acontecer 30 dias após a Adidas informar o montante devido acompanhado de seu discriminativo. Se o contrato for rescindido em função de o clube disputar a Série C do Brasileiro, o clube ficará livre de pagamento. A responsabilidade máxima das partes no caso de rescisão é limitada a R$ 100 milhões.

Há diversos outros itens que podem acarretar a rescisão imediata da parceria. Uma das cláusulas diz que o Flamengo "não deverá tomar ou se omitir a tomar qualquer atitude ou se envolver em uma situação que causará ao clube e/ou qualquer um dos seus membros descrédito público, desprezo, escândalo, ou ridículo, ofenderá a opinião pública, ou causará danos ou refletirá desfavoravelmente sobre a reputação da Adidas". Durante a gestão Patrícia Amorim, o clube viveu problemas dessa natureza em relação a Adriano e Ronaldinho Gaúcho, que entrou com ação por danos morais contra o clube.

A Adidas também tem o direito de rescindir, apesar de poder optar por redução de pagamento, "se o clube não participar, por expulsão ou suspensão (ficando excluída a não participação por não qualificação), em reconhecida competição CBF, Fifa ou Conmebol, nacional e internacional, a qualquer momento durante o contrato". A empresa alemã se resguarda também quanto à utilização de produtos de outras marcas. Se qualquer membro do clube for flagrado usando produtos de concorrente, a multa é de R$ 25 mil.

Caso a empresa atrase a entrega de qualquer pedido de produtos Adidas e do clube com a marca da fornecedora, o clube deverá notificar por correio eletrônico com aviso de recebimento ou por carta com AR, para que a entrega do pedido ocorra em até 60 dias. Caso o prazo não seja cumprido, o clube poderá rescindir o contrato através de notificação escrita com efeito imediato. Uma diferença de 10% entre o pedido e a entrega efetiva não provocará rescisão, sendo certo que o clube poderá cobrar os 10% que faltaram, como reza o contrato.

O Flamengo só poderá buscar novos fornecedores de material e negociar outro contrato 12 meses antes do fim da parceria. Havendo oferta de terceiros, o clube é obrigado a comunicar a Adidas, que tem 30 dias para igualar ou não aceitar os termos-chave da oferta de terceiros. Cobrindo ou igualando a oferta, a Adidas terá o direito de exigir que o Flamengo inicie imediatamente procedimentos que possibilitarão a assinatura de um novo contrato com a empresa alemã. Na hipótese de rescisão antecipada de contrato, o clube será obrigado a pagar uma proporção pró-rata de taxa de início de parceria, em razão de uma parceria de dez anos.

O valor mínimo da parceria do primeiro ao quinto ano de contrato é de R$ 30,3 milhões (resultado da soma do mínimo de royalties, R$ 8 milhões, teto de material fornecido, R$ 9,8 milhões, e pagamento fixo anual em dinheiro de R$ 12,5 milhões). Somadas a taxa de início de parceria (R$ 38 milhões), e a verba de ações de marketing da Adidas (R$ 1,5 milhão), chega-se a R$ 35,6 milhões por ano, número que passa a R$ 40,6 milhões (fixo anual em dinheiro aumenta para R$ 17,5 milhões) do sexto ao décimo ano de contrato (não incluída a correção monetária) e pode crescer ainda mais dependendo do sucesso de vendas de produtos, uma das alterações obtidas pela nova diretoria do clube.

Além da taxa de início de parceria, de R$ 38 milhões, a Adidas deve antecipar mais R$ 20 milhões ao Flamengo, acordo que foi feito às vésperas da aprovação no Conselho Deliberativo por conta de uma investida da rival americana Nike, ex-fornecedora do clube que deu lugar à Olympikus. Essa antecipação, contudo, não consta no contrato que foi enviado para análise dos conselheiros.

Os alemães ainda ressaltam em contrato que, após uma eventual rescisão, o clube tem de ser respeitoso com a empresa na nota oficial para noticiar e justificar o fim da parceria. O contrato entre Flamengo e Adidas se encerrará em 30 de abril de 2023.
Cláusulas do contrato:
13.1 - Caso o clube não participe da(s) competição(ões) nacional(is) de mais alto nível (atualmente Campeonato Brasileiro da Série A e/ou Copa Sul-Americana), por motivo de expulsão ou suspensão, e se o clube for suspenso ou expulso da CBF ou Conmebol durante o período do contrato, a Adidas poderá, a seu critério, reduzir o pagamento anual e o mínimo garantido em 50% para cada ano de contrato que perdurar esta situação. O clube deverá a voltar a receber o montante no nível anterior quando voltar a participar da competição respectiva de mais alto nível.
13.2 - Se o clube não jogar a Copa Sul-Americana em qualquer ano de contrato, por motivo de não qualificação devido ao desempenho, durante o período do contrato, a Adidas poderá, a seu exclusivo critério, reduzir o pagamento anual e o mínimo garantido ao clube em 10%, a começar com a primeira parcela do pagamento anual devido no ano de contrato imediatamente subsequente a tal falha em se qualificar na forma acima mencionada. Caso o clube não consiga qualificação por igual motivo para a Copa Sul-Americana a partir do segundo ano consecutivo, a redução, a exclusivo critério da Adidas, será de 25% do pagamento anual e do mínimo garantido, a começar com a primeira parcela do pagamento anual devido no ano de contrato imediatamente subsequente a tal falha em se qualificar na forma acima mencionada.
13.3 - Se o clube não jogar o Campeonato Brasileiro da Série A em qualquer ano de contrato, por motivo de não qualificação devido ao desempenho, durante o período de contrato, a Adidas poderá, a seu exclusivo critério, reduzir em 15% o pagamento anual e o mínimo garantido, a começar com a primeira parcela do pagamento anual devido no ano de contrato imediatamente subsequente a tal falha em se qualificar na forma acima mencionada. Caso o clube não consiga qualificação por igual motivo para a partir do segundo ano consecutivo para o Campeonato Brasileiro da Série A, a redução será de 50% do pagamento anual e do mínimo garantido, a começar com a primeira parcela do pagamento anual devido no ano de contrato imediatamente subsequente a tal falha em se qualificar na forma acima mencionada.
13.5 - Caso ocorram simultaneamente as hipóteses previstas nas cláusulas 13.1 e/ou 13.2 e/ou 13.3 em um mesmo ano de contrato, as partes acordam que a redução máxima do pagamento anual e do mínimo garantido será limitada ao percentual de 50%.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2012/12/parceria-entre-fla-e-fornecedora-preve-rescisao-ou-multa-por-vexames.html

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Flamengo aprova parceria com a Adidas. Veja detalhes do contrato


Conselho Deliberativo autoriza assinatura até 2023. Reajuste é atrelado a desempenho e clube receberá de R$ 12,5 milhões a R$ 17,5 milhões por ano

Por Vicente Seda

O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou por unanimidade na noite desta quarta-feira a assinatura do contrato de fornecimento de material esportivo pelos próximos dez anos com a Adidas. As alterações feitas em negociação com a nova diretoria do clube se resumem a aumento significativo nas premiações e tabela de aumento do percentual de royalties a partir do cumprimento de metas de vendas. O reajuste previsto no contrato de 87 páginas - ao qual o GLOBOESPORTE.COM teve acesso - está atrelado ao desempenho do time, e o valor anual que vem sendo divulgado, em torno de R$ 35 milhões, é calculado com base em estimativas de vendas de produtos. Os valores fixos reais estão bem abaixo desse montante.
Haverá o pagamento de "taxa de início de parceria", no valor de R$ 38 milhões (R$ 13 milhões até 30 dias após a assinatura do contrato e R$ 25 milhões até 15 de fevereiro). Do primeiro ao quinto ano de contrato, o Flamengo receberá um pagamento fixo de R$ 12,5 milhões. Do sexto ao décimo ano, o montante passa para R$ 17,5 milhões. O valor pode crescer ainda mais de acordo com o desempenho da equipe de futebol profissional. No contrato entre Flamengo e Adidas existe uma tabela para classificar os resultados obtidos pela equipe. No caso de um desempenho excelente, haverá reajuste de 10% no valor, além da correção acumulada pelo índice oficial IPC-FIPE, ou seja, o clube passará a receber, a partir do sexto ano, R$ 19,25 milhões (mais a correção).
Para ter seu desempenho classificado como excelente, o Flamengo terá de conquistar pelo menos dois títulos do Campeonato Brasileiro da Série A e um título da Copa Libertadores nos primeiros cinco anos de contrato. No caso de ter desempenho classificado como excelente em uma das competições e fraco na outra, o desempenho geral será classificado como mediano, e o reajuste passa a ser de 5%. No caso de desempenho geral fraco, que significa uma classificação para a Libertadores e nenhum título nas duas competições, não há reajuste.
As alterações conseguidas na negociação conduzida nas últimas semanas pelo presidente da Sky e vice de marketing da gestão que assumirá em 2 de janeiro, Luís Eduardo Baptista, o Bap, representam essencialmente um aumento nas premiações por títulos e o estabelecimento de metas de vendas que, se superadas, garantem aos rubro-negros percentuais maiores.
Realizadas as modificações, a cada ano de contrato, se o valor das vendas líquidas (descontados os custos de produção) de produtos do clube com a marca Adidas não ultrapassar R$ 127,5 milhões, o Flamengo receberá 10% de royalties, sendo o mínimo obrigatório de R$ 8 milhões. Se o valor das vendas líquidas for entre R$ 127,5 milhões e R$ 153 milhões, o clube passará a receber 12%. Ultrapassando os R$ 153 milhões, a fatia rubro-negra sobe para 14%. Os pagamentos desses montantes serão feitos nos dias 1 de abril e de outubro de cada ano, sendo 50% do valor em cada data. Para produtos do clube sem a marca Adidas, o percentual da proposta original foi mantido e não obedece à tabela de metas: 4%.
Na proposta original da Adidas, o clube receberia as seguintes premiações por títulos: Carioca, R$ 200 mil; Copa do Brasil, R$ 200 mil; Copa Sul-Americana, R$ 200 mil; Brasileiro Série A, R$ 750 mil; Copa Libertadores, R$ 750 mil; Mundial da Fifa, R$ 800 mil. Após as negociações com a nova diretoria rubro-negra, os números engordaram.
Do primeiro ao quinto ano de contrato, o Carioca passou a valer R$ 250 mil; Copa do Brasil, R$ 300 mil; Copa Sul-Americana, R$ 400 mil; Brasileiro Série A, R$ 1 milhão; Copa Libertadores, R$ 1,5 milhão; e Mundial da Fifa, R$ 800 mil. Do sexto ao décimo ano de contrato, os valores são ainda mais vultosos: Carioca, R$ 300 mil; Copa do Brasil, R$ 380 mil; Copa Sul-Americana, R$ 400 mil; Brasileiro da Série A, R$ 1 milhão; Copa Libertadores, R$ 2 milhões; e Mundial da Fifa, 800 mil. Curiosamente, a única premiação que não recebeu reajuste e ficou em menos da metade da Libertadores foi o Mundial da Fifa, que permaneceu com o valor da proposta original.
Outro ponto importante do contrato são as regras para entrega de material. A Adidas se compromete a despender R$ 1,5 milhão por ano a título de verba de marketing, de acordo com o planejamento da empresa. Serão entregues de 90 a 110 mil peças por ano de contrato, limitadas ao valor global de varejo máximo de R$ 9,8 milhões. A Adidas tem obrigação de fornecer o mínimo de 90 mil peças, ainda que o valor ultrapasse esse montante.
O contrato determina que clube e empresa deverão se reunir sete meses antes de cada temporada para determinar quantidade e tamanhos dos produtos solicitados. O pedido de produtos com a marca Adidas fabricados no exterior terá de ser feito com sete meses de antecedência. Produtos fabricados no Brasil têm de ser solicitados com 120 dias de prazo para a entrega. Até nove meses antes do lançamento dos uniformes, o clube deve notificar a Adidas por escrito de quaisquer alterações, para que a linha comercial seja lançada simultaneamente no mercado brasileiro e internacional, com a mesma aparência.
Para uniforme do time e vestuário de treino, se os prazos não forem cumpridos, a Adidas produzirá os uniformes sem quaisquer logos de patrocinadores. Para a linha comercial, se o clube fizer qualquer alteração fora do prazo, os lançamentos no Brasil e no exterior não serão simultâneos, e a Adidas poderá incorrer em custos adicionais, que serão de responsabilidade do Flamengo. A Adidas Brasil pode colocar as camisas com as alterações no mercado em 120 dias após o envio da arte pelo clube ou nove meses para o mercado internacional.
Na questão de limitação de patrocínios, o contrato prevê um modelo de exceção para 2013, mas, a partir de janeiro de 2014, a Adidas não permitirá que o clube exiba mais de duas marcas no uniforme, além da logo do Unicef, parceiro rubro-negro. O novo acordo permitirá a permanência dos patrocinadores atuais TIM e Cosan, com os quais o Flamengo tem contrato em vigor. Para novos acordos, terão de ser seguidas as normas do contrato com a Adidas. Pelas regras da empresa alemã, o patrocinador principal do Flamengo deve assinar contrato de vigência mínima de dois anos. Em 2013, serão permitidos até cinco patrocinadores e oito logotipos no uniforme. Só é permitida a assinatura de patrocínios secundários até o fim de 2013. A partir de janeiro de 2014, o Flamengo passa a ter o limite de dois patrocinadores e quatro logotipos a serem exibidos no uniforme.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2012/12/flamengo-aprova-parceria-com-adidas-veja-detalhes-do-contrato.html