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domingo, 20 de janeiro de 2013

Velódromo vira a vedete do Parque Olímpico


Plano urbanístico da área das instalações sofre alterações

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - Concluída no fim do ano passado, a versão final do plano urbanístico do futuro Parque Olímpico do Rio, na Barra da Tijuca, apresenta diferenças em relação à proposta original selecionada por concurso do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Para cortar gastos com controle de acesso ao público e segurança, o parque ficou mais compacto na revisão feita pela Aecom (empresa que projetou o Parque de Londres) e pelo brasileiro Daniel Gusmão com a supervisão da prefeitura e do Comitê Rio 2016.
As mudanças deram destaque ao novo velódromo, que terá um telhado curvo e um projeto conceitual que é considerado o mais arrojado entre todas as instalações. O prédio, que antes ficava num ponto mais afastado do complexo, foi deslocado para a entrada do Parque Olímpico. As modificações foram autorizadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), bem como os projetos arquitetônicos de todas as arenas, aos quais o O GLOBO teve acesso. A partir de amanhã, os consórcios que venceram as licitações para desenvolver os projetos se reúnem no Rio com técnicos do COI para discutir a execução.

Parque terá 15 instalações
O Parque Olímpico terá 15 instalações onde serão disputadas 14 modalidades olímpicas (incluindo tênis, natação, basquete e ciclismo) e onze paralímpicas. Parte delas serão em instalações já existentes, como o Parque Aquático Maria Lenk e a arena HSBC.
A presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, justifica as mudanças na concepção dos projetos. As novas arenas foram planejadas com versões para olimpíadas e para a fase de legado, quando sairão as instalações provisórias. É o caso da arena de handebol que, quando for desmontada, vai se transformar em quatro escolas municipais. Alguns dos espaços, no entanto, terão a capacidade reduzida, como o centro de tênis.
— Não interessa termos arenas que se tornem ícones na história dos Jogos Olímpicos mas que tornem os projetos mais caros. Precisamos de instalações práticas e fáceis de construir e manter. Os arquitetos devem ser criativos, sem gastar demais. A preocupação com a economia terá que ser ainda mais intensa com as instalações temporárias — disse Maria Sílvia.
Os consórcios começaram a trabalhar no detalhamento dos projetos no fim de dezembro. Os estudos, que incluem orçamentos prévios dos projetos, servirão de base para licitar as obras até junho deste ano. A previsão é que as obras sejam concluídas no início do segundo semestre de 2015.
Os consórcios são formados por escritórios de arquitetura brasileiros e estrangeiros que já têm experiência em arenas esportivas. Alguns projetos também têm a participação de empresas especializadas em projetos sustentáveis. A meta é buscar a certificação americana “leed gold”, a segunda mais elevada da escala com quatro graduações.
A alemã GMP-Architekten lidera os consórcios dos projetos do centro de tênis, que será em forma de arena, e do novo parque aquático. No portfólio, traz o projeto da reforma do Estádio Olímpico de Berlim para a Copa do Mundo de 2004, o estádio de Cape Town da África do Sul para a Copa de 2010, entre outros. No Brasil, participa dos consórcios responsáveis por preparar três estádios da Copa do Mundo de 2014, incluindo a Arena da Amazônia.

Simulações em computador
O departamento de comunicação da empresa optou por responder ao pedido de entrevista por e-mail. “Os dois projetos para 2016 são ambiciosos e fascinantes. Cada um com a sua característica. Os projetos serão desenvolvidos principalmente com parceiros do Rio, mas também colaboradores de São Paulo e Belo Horizonte. Nossa filosofia de trabalho é promover uma sinergia criativa entre especialistas brasileiros e internacionais”, explicou em um trecho da resposta.
A britânica Arup, que tem na lista de obras o estádio olímpico chinês Ninho de Pássaro, integra os consórcios responsáveis por dois projetos: o novo velódromo e um conjunto de três galpões de competições que, após os Jogos Olímpicos, serão convertidos num centro de treinamento para atletas de elite.
Parceiros da Arup, os arquitetos João Luiz Casagrande e Celso Girafa, avaliam que o velódromo será a instalação esportiva de planejamento mais complexo do parque.
— Teremos de 18 a 22 pessoas trabalhando em tempo integral. Até chegarmos ao projeto final, faremos várias simulações da cobertura em computador — disse João.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/velodromo-vira-vedete-do-parque-olimpico-7346484#ixzz2IYPM8bU4 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Londres dá início a transformação urbanística da área olímpica


Comitê entregou o Parque Olímpico de Stratford ao órgão que transformará o local

Uma vez desmontados grande parte das instalações temporárias erguidas para os Jogos de Londres, o Comitê Organizador (Locog) fez nesta terça-feira a entrega do Parque Olímpico de Stratford ao órgão encarregado de transformar o local em uma imensa zona verde e em um novo bairro residencial.

A Arena de Basquete, com capacidade para 12 mil pessoas, a Arena de Polo Aquático, com 5 mil lugares, e as arquibancadas para 17.500 pessoas do Centro Aquático foram retiradas antes que a Corporação para o Desenvolvimento do Legado Olímpico tomasse o controle dos trabalhos no parque.

Com orçamento previsto de 292 milhões de libras (pouco mais de R$ 971 mil), o órgão pretende reabrir o local em 27 de julho de 2013 a primeira fase do Queen Elizabeth Olympic Park, área de jardins que, na primavera de 2014, quando estiver completa, cobrirá superfície de 226 hectares, pouco menos que os tradicionais Hyde Park e Kensington Gardens, que ficam no centro da cidade (250 hectares).

O espaço que os estádios desmontáveis deixaram livre serão utilizados, além disso, para a construção de um novo bairro residencial completo, em uma região ao lesta da capital britânica, há anos degradada, a qual se pretende revitalizar.

O novo bairro, batizado de Chobham Manor terá 850 imóveis, que se somarão aos 2.828 apartamentos da Vila Olímpica, que serão postos a venda depois de remodelados.

Para realizar as operações na região, um dos maiores custos enfrentados pela corporação é a conexão do parque com as cercanias, que faz necessária a construção de ruas e estradas. Além disso, será preciso remodelar 9,5 quilômetros de calçadas, feitas para interligar as instalações esportivas, além de pontes e passagens subterrâneas que precisarão ser adaptadas as novas necessidades.

"Nos pusemos a trabalhar depois dos Jogos para transformar os recintos e retirar as infraestruturas temporárias o mais rápido possível. Agora, deixamos que a corporação continue construindo um parque para as gerações futuras", afirmou James Bulley, responsável de infraestruturas do Locog.

O diretor do órgão, Colin Naish, ressaltou que "tomar o controle do parque é um grande marco", garantindo que em oito meses o espaço estará aberto ao público.

Hone também comentou sobre as obras no Estádio Olimpico, consideradas complexas. Segundo o presidente da Corporação para o Desenvolvimento do Legado Olímpico, ainda não foi definido que uso será dado ao local, por isso, não foi definida a remodelação a ser feita e sua reabertura pode acontecer apenas 2016.

Duas instalações, o Centro Aquático e o Velódromo, serão transformados em centro públicos de atividades esportivas.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11092/LONDRES+DA+INICIO+A+TRANSFORMACAO+URBANISTICA+DA+AREA+OLIMPICA.html

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

COI tenta aumentar prazos de Parque Olímpico em Deodoro


Rio — O diretor executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), Gilbert Felli, admitiu nesta quarta-feira que está com dificuldades para compreender como está o andamento dos projetos do Parque Olímpico de Deodoro, que ainda não foram licitados. Faltam menos de quatro anos para as Olimpíadas de 2016. Felli está no Rio desde a semana passada com outros integrantes do alto escalão do COI. Eles participaram de mais uma reunião de revisão de prazos e projetos dos Jogos Olímpicos, além de um seminário no qual os organizadores das Olimpíadas de Londres repassaram aos colegas brasileiros os desafios de se promover uma olimpíada.
— Na preparação para os jogos vimos muitos progressos desde junho. Na revisão dos projetos, a gente tentava entender como era o processo de elaboração do Master Plan (espécie de plano diretor do parque de Deodoro) e seus prazos. Esperamos que a licitação ocorra em breve. Soubemos que o projeto do parque radical teve avanços — disse Felli, ao responder a uma pergunta sobre as impressões que tinha a respeito dos avanços dos projetos dos Parques Olímpicos desde a última visita realizada pelo COI ao Rio, em junho.
A licitação será um pouco diferente dos moldes tradicionais. O edital está sendo elaborado com a consultoria do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), e levará mais em conta as propostas técnicas do que os valores oferecidos pelos concorrentes.
— O peso maior será encontrar uma forma que os equipamentos esportivos se integrem à cidade. O projeto tem que levar em conta a proximidade das instalações com as estações de BRts Transbrasil (Deodoro- Centro pela Avenida Brasil) e Transolímpica (Barra-Deodoro). bem como outros elementos arquitetônicos — disse o presidente do IAB, Sérgio Magalhães.
Ainda sobre Deodoro, o diretor-geral da Rio 2016, Leonardo Gryner, disse que não há motivo para preocupações, e que a cidade já está perto do limite para lançar o edital. Até porque, embora as Olimpíadas sejam em 2016, as obras precisam ser concluídas um ano antes para eventos testes. Mas na interpretação da assessoria de comunicação Comitê Organizador Rio 2016, o tom de Gilbert Felli não teria sido de cobranças .
O diretor do COI, porém, minimizou as indefinições sobre o futuro do rugby, que deverá ser realizado provavelmente no Estádio Olímpico João Havelange (em lugar de São Januário) e o hockey sobre a grama. Inicialmente, o hockey seria no Parque Olímpico da Barra, mas por falta de espaço o Comitê Organizador Rio 2016 quer realizá-lo em Deodoro.
— A confederação internacional nos solicitou alterativas onde poderiam ser as provas. Estamos estudando áreas na Barra da Tijuca que tenham espaço para duas quadras: competições e aquecimento mas fora do Parque Olímpico. A diferença é que se optarmos por Deodoro as instalações seriam definitivas. Enquanto na Barra, provisórias - disse o diretor-geral dos Jogos Olímpicos de 2016, Leonardo Gryner.
Felli também comentou a polêmica envolvendo a construção de um píer em formato de Y na Zona Portuária previsto para os Jogos Olímpicos. na terça-feira, Leonardo Gryner, disse que as obras seriam desnecessárias para a Olimpíadas porque o que o Comitê Rio 2016 necessita são de navios para alojar até 10 mil pessoas da “família olímpica’’, caso não haja vagas em hotéís.
— O que a gente precisa é usar o porto. Agora o COI não discute se ele é em Y, H ou outra letra — disse Gibert Felli


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/coi-tenta-aumentar-prazos-de-parque-olimpico-em-deodoro-6790225#ixzz2CtZDZpA2 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Pacote altera gabarito no Parque Olímpico


Em troca da construção de centro de mídia por setor privado, área teria prédios de 18 andares, e não 12

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — Além de sugerir mudanças na APA de Marapendi, o novo pacote olímpico que o prefeito Eduardo Paes apresentará segunda-feira aos vereadores propõe mudanças no gabarito de trechos do futuro Parque Olímpico do Rio, onde será permitido construir prédios residenciais e comerciais. O objetivo seria transferir para a iniciativa privada o ônus de construir o prédio do centro de mídia e transmissões das Olimpíadas (IBC/MPC), cuja obra inicialmente seria custeada por recursos públicos.
O gabarito da área localizada no interior do antigo Autódromo de Jacarepaguá passaria de 12 para 18 pavimentos, como no Condomínio Rio 2. Segundo a prefeitura, esta seria a altura máxima permitida para os prédios nas imediações do futuro Parque Olímpico.

Uma obra que não deixa legado
A autorização permitiria mudar cláusulas do contrato da parceria público-privada firmado entre a prefeitura e o Consórcio Rio Mais (Carvalho Hosken, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez) para urbanizar a área, de cerca de um milhão de metros quadrados. Em troca, as construtoras passaram a ser donas dos terrenos remanescentes.
— Pela primeira vez numa Olimpíada, encontrou-se uma fórmula para fazer um IBC/MPC com recursos privados. Nas Olimpíadas de Londres, o MPC custou o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão. No Rio, estimamos que o custo possa chegar a quase R$ 400 milhões. É um investimento que exige obras completas, para atender a emissoras de TV que transmitem o evento, e que não deixa qualquer legado para a cidade. Um prédio desses tem uma série de particularidades, como pé-direito alto, já que por dentro chegam a circular caminhões. São apenas dois pavimentos, mas a altura equivale à de um prédio de cinco andares — disse a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques .
Segundo a prefeitura, a mudança no gabarito não implicaria adensamento maior do terreno às margens da Lagoa de Jacarepaguá. O objetivo seria atender a uma demanda do mercado, que dá preferência a prédios mais altos. Com a mudança, a concessionária teria direito a construir apenas cinco prédios, com um total de 18 pavimentos cada. Hoje, com o gabarito de 12 pavimentos, até sete edifícios podem ser erguidos nas mesmas áreas.
A solução adotada para os Jogos Olímpicos é diferente da PPP que garantiu o Riocentro como sede do IBC/MPC da Copa do Mundo de 2014. A GL Events, que detém a concessão da área, arcará com os custos de implantação da instalação. Em troca, a prefeitura autorizou a construção de um hotel num terreno livre do Riocentro.
Paes disse que chegou a propor ao Comitê Olímpico Internacional (COI) o aproveitamento do mesmo IBC/MPC da Copa do Mundo. Mas a proposta foi rejeitada. Segundo o prefeito, o motivo seriam técnicos: as especificações do COI para o centro de transmissões são diferentes. Para as Olimpíadas, há necessidade de uma área bem maior do que para a Copa.
A PPP com o Rio Mais chega hoje a R$ 1,4 bilhão. O consórcio foi parcialmente pago com a transferência para a iniciativa privada de 80 mil metros quadrados de terrenos do autódromo. Ao longo de 15 anos, a prefeitura pagará R$ 525 milhões para que os investidores privados façam a manutenção do Parque Olímpico. Além de urbanizar o local, o consórcio fará o mesmo no entorno da Vila dos Atletas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/pacote-altera-gabarito-no-parque-olimpico-6619336#ixzz2BLr4i3vq 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Diretor da empresa responsável pelo Parque Olímpico de 2016 diz que população carioca está mobilizada para os Jogos


Segundo ele, em Londres, muitos nem sabiam sobre as Olimpíadas

Por Thamine Leta

RIO - O arquiteto Adam Williams, diretor de Planejamento, Desenvolvimento e Design da Aecom, empresa britânica de arquitetura e engenharia responsável pelo Parque Olímpico para os Jogos de 2016, afirmou que há muitas semelhanças entre Barcelona, cidade que recebeu as Olimpíadas em 1992, e o Rio. Segundo ele, em Londres, os organizadores tiveram dificuldade com mobilização da população para os jogos, ao contrário do que acontece com os cariocas.
- Alguns ingleses tratavam com cinismo, pouca animação. É difícil reunir uma cidade inteira em torno de um evento. Muitos em Londres nem sabiam sobre as Olimpíadas. Mas aqui é diferente, todos estão interessados, perguntam, querem saber. Há mobilização. É uma energia incrível que vem dessa cidade - afirmou Adam, que participou do seminário “De Londres ao Rio, exemplos e lições para 2016”, que discutiu o legado deixado pelos Jogos de Londres e os preparativos do Rio para os próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Além de acompanhar a implantação do Parque Olímpico desde 2003, a Aecom presta consultoria para o desenvolvimento do legado olímpico. Adam afirmou que no Rio o objetivo é criar um legado esportivo, com a construção do Centro Olímpico de Treinamento para o Comitê Olímpico, e também um legado para a população, com o aproveitamento simultâneo das oportunidades para atender às necessidades de crescimento da cidade.
Em Londres, a circulação de público chegava a 200 mil pessoas por dia no Parque Olímpico. No Rio, o Parque Olímpico terá um espaço onde o público poderá acompanhar os jogos em telões.
- Assim como em Londres, prestamos muita atenção para dar ênfase na saúde, na qualidade de vida. Isso também é legado. Esporte é isso. No caso de Londres, capitalizamos para este aspecto de estilo de vida saudável. Vejo o Rio tomando decisões coerentes e flexíveis - afirmou o arquiteto.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/diretor-da-empresa-responsavel-pelo-parque-olimpico-de-2016-diz-que-populacao-carioca-esta-mobilizada-para-os-jogos-6573809#ixzz2AiwcxT1i

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Projetista mostra maquetes do Parque Olímpico do Rio: 'Legado será real'


Bill Hanway, arquiteto responsável pelo projeto vencedor, garante que a principal área dos Jogos poderá assumir novas funções após o evento
O escritório de arquitetura britânico responsável pelo projeto do Parque Olímpico dos Jogos de 2016 divulgou nesta terça-feira maquetes e um vídeo com novos detalhes sobre as instalações que serão erguidas no terreno do antigo Autódromo de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Bill Hanway, coordenador do projeto, explicou que a principal área das próximas Olimpíadas refletirá a beleza do Rio, mas também permitirá a utilização dos espaços pela população após a realização do evento.
- Nossa abordagem sempre foi deixar um legado para a cidade. Já estamos conversando sobre ideias interessantes para a conversão de alguns dos locais temporários em prédios públicos, como escolas. Isso é realmente emocionante - disse o arquiteto Bill Hanway em entrevista ao jornal britânico “Daily Mail”.
Para Bill Hanway, o legado deixado pelo Parque Olímpico será definitivo e as instalações também poderão ser transformadas em conjuntos residenciais, centros de compras e prédios comerciais após os Jogos. O arquiteto aponta o transporte público como principal desafio para a organização do evento no Brasil, porque a cidade com mais de seis milhões de habitantes possui apenas duas linhas de metrô.
- As autoridades brasileiras já estão trabalhando na expansão do metrô para facilitar o acesso ao Parque Olímpico. Nós tivemos sorte porque alguns dos investimentos necessários já estão sendo feitos para a Copa do Mundo de futebol, em 2014 - afirmou o britânico.


Segundo o arquiteto, o projeto do Parque Olímpico do Rio é mais simples do que o de Londres, criado pelo mesmo escritório. A capital britânica, que sediou os Jogos este ano, desafiou os projetistas pela rede de canais e a grande quantidade de prédios de indústrias desativadas. No Brasil, algumas das instalações que farão parte do complexo olímpico já estão em atividade, como o Centro Aquático Maria Lenk, e passarão apenas por ajustes para alcançar o padrão da competição.
O Parque Olímpico, que ocupará uma área de 1,18 milhão de metros quadrados, sediará as disputas de 14 modalidades olímpicas (basquete, judô, taekwondo, lutas, handebol, tênis, ciclismo, saltos ornamentais, pólo aquático, natação, nado sincronizado, ginástica artística, ginástica rítmica e ginástica de trampolim). Além disso, vai abrigar um centro de mídia que receberá 20 mil jornalistas de todo o mundo.


Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/09/para-projetista-do-parque-olimpico-de-2016-rio-tera-legado-definitivo.html

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rio 2016: prefeitura adia licitações olímpicas por tempo indeterminado


A decisão foi tomada porque o Tribunal de Contas do Município (TCM) solicitou esclarecimentos sobre detalhes do edital

Por LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO - A prefeitura do Rio adiou por tempo indeterminado as primeiras licitações para contratar as empresas que ficarão responsáveis por elaborar os projetos das instalações esportivas do futuro Parque Olímpico no terreno onde hoje fica o Autódromo Nelson Piquet. A decisão foi tomada porque o Tribunal de Contas do Município (TCM) solicitou esclarecimentos sobre detalhes do edital. O TCM ainda não tem prazo para analisar novamente os editais. Apesar disso, a Empresa Olímpica Municipal informou que não haverá atraso nas obras para os Jogos Olímpicos.
O adiamento das licitações foi informado nesta segunda-feira pela Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe). Ao todo, a prefeitura receberia esta semana propostas para o desenvolvimento de três projetos. Duas concorrências seriam realizadas já nesta terça-feira. A primeira é relativa a um centro de tênis temporário formado por três estádios com sete quadras de competições e seis quadras de aquecimento. O projeto ocupará uma área de mais de 90 mil metros quadrados no autódromo com capacidade para um total de 19.750 espectadores. Também nesta terça-feira, seriam entregues as propostas para um parque aquático temporário com 18 mil lugares.
Segundo a prefeitura, foi adiada também a licitação para contratar a empresa responsável pelo projeto de um velódromo com 5 mil lugares, que estava marcada para quarta-feira. A Empresa Olímpica Municipal informou que ainda não bateu o martelo se essa será uma nova estrutura ou se a existente será reaproveitada no novo projeto. O atual velódromo do Rio, além de ter capacidade para apenas 1.500 espectadores, foi construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 sem seguir os padrões olímpicos. A estrutura conta com pilastras que impedem a visão completa da pista.
Por enquanto, está mantida a abertura dos envelopes do projeto de uma arena de handebol com capacidade para 12 mil espectadores. A concorrência está marcada para o dia 20 de setembro. O edital prevê que a estrutura será reaproveitada após os jogos, com os materiais sendo reutilizados, para construir creches ou escolas, por exemplo.
As obras do Parque Olímpico do Rio começaram em julho com a demolição das arquibancadas do Autódromo numa parceria público privada feita pela prefeitura, A expectativa da prefeitura é que as instalações esportivas sejam licitadas ano que vem quando os primeiros projetos executivos e orçamentos já estarão definidos com a contratação dos projetos. A construção do Parque Olímpico começou sem que o novo autódromo do Rio a ser erguido numa antiga área de exercícios militares de Deodoro, tenha tido seu licenciamento concluído. 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/rio-2016-prefeitura-adia-licitacoes-olimpicas-por-tempo-indeterminado-5989092#ixzz25YMOaSpT 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Velódromo do Pan não será aproveitado em 2016


Estrutura, montada em 2007 no Autódromo Nelson Piquet, terá de ser removida por estar fora dos padrões olímpicos

Por Jorge Luiz Rodrigues

RIO - O velódromo construído pela prefeitura para os Jogos Pan-Americanos de 2007 no Autódromo Nelson Piquet, ao custo de R$ 14,1 milhões e que já foi até cenário de novela, está com os dias contados. As obras que começaram nesta sexta-feira para transformar toda a área no principal complexo esportivo dos Jogos Olímpicos de 2016 preveem a retirada da estrutura, segundo informou a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques. A prefeitura concordou em doar o equipamento para o Ministério do Esporte, que estuda onde realocar a estrutura. Três cidades de estados diferentes (nenhuma delas do Rio) manifestaram interesse.

A decisão foi tomada porque o velódromo do Pan foi projetado sem seguir os padrões olímpicos. Dois pilares no centro da pista impedem que os árbitros tenham uma visão completa. Nas Olimpíadas, isso impediria a homologação dos resultados. O problema da estrutura já era conhecido há dois anos. Com a decisão, o novo velódromo olímpico, inicialmente concebido como uma estrutura provisória, será mantido depois dos jogos.

O velódromo não é a única instalação erguida para os Jogos Pan-Americanos que não será aproveitada, contrariando o que estava previsto originalmente para as Olimpíadas. O Parque Aquático Maria Lenk (que custou mais de R$ 60 milhões) receberá apenas as provas de saltos ornamentais e o polo aquático. Ele ficou defasado porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) mudou as regras para instalações das demais provas de natação após a sua construção. O novo centro aquático ficará em estruturas provisórias, a exemplo de outras instalações que serão desmontadas após os Jogos, como o centro de tênis. Parte das estruturas será reaproveitada em outros lugares, como escolas e creches.

Demolições no autódromo serão concluídas até maio
A pedra fundamental das obras no autódromo, que serão executadas numa parceria público-privada, foi lançada na tarde desta sexta-feira pelo prefeito Eduardo Paes. As intervenções serão feitas por etapas. Até maio de 2013, a concessionária Rio Mais vai demolir todas as estruturas do Autódromo Nelson Piquet. Os trabalhos começam por um grupo de arquibancadas que não vinha recebendo público e em trechos do complexo automobilístico que não são usados para as corridas.

As pistas, a torre de controle e outras estruturas de apoio para as corridas começam a ser derrubadas no fim do ano, com o fechamento definitivo do autódromo. Um novo circuito será construído em Deodoro pelo governo estadual, com recursos da União. O projeto ainda não saiu do papel, mas vem sendo questionado pelo Ministério Público devido ao impacto ambiental.

O parque olímpico receberá 14 modalidades olímpicas, entre elas natação, basquete e tênis, e nove paraolímpicas, numa área de mais de um milhão de metros quadrados (equivalente ao bairro do Leme). Isso exigirá a construção de três complexos esportivos, que integrarão o futuro centro de formação de atletas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Editais serão lançados na próxima semana
Na semana que vem, a prefeitura lança os primeiros editais para escolher as empresas que desenvolverão os projetos arquitetônicos do novo velódromo, do parque aquático e do centro de tênis. Segundo o acordo firmado entre os governos, o Ministério do Esporte arcará com as obras das instalações esportivas e o município, com os projetos.
— As obras dos complexos vão começar no segundo trimestre de 2013 — disse Maria Silvia Bastos Marques.

O investimento da PPP no parque olímpico é estimado em R$ 1,4 bilhão (sem incluir as instalações esportivas). A prefeitura pagará ao consórcio com o repasse de uma área de cerca 800 mil metros quadrados do autódromo que não será aproveitada nas Olimpíadas. No terreno, os investidores poderão construir casas e lojas. Além disso, o município pagará mais R$ 525 milhões ao longo de 15 anos ao consórcio, para a manutenção de toda a área.

A construção do complexo esportivo provocará modificações no entorno. O Clube Esportivo Ultraleve (CEU) negocia uma nova área com a prefeitura. A favela Vila Autódromo também será removida, provavelmente até o início de 2014. Os moradores serão reassentados num conjunto a ser construído na Estrada dos Bandeirantes, a dois quilômetros da comunidade.

Local vai ganhar um hotel 4 estrelas
A parceria público-privada (PPP) firmada com a prefeitura prevê também que a concessionária Rio Mais, responsável pela transformação do autódromo no parque olímpico, se responsabilize por construir um hotel quatro estrelas em parte do terreno. O estabelecimento deve ser inaugurado até as Olimpíadas de 2016. Outra instalação prevista em contrato é o prédio para receber o centro de transmissões dos Jogos, que após o evento terá as instalações convertidas em salas comerciais.
— A proposta é que esse novo hotel tenha 400 leitos. A intenção é começarmos as obras já no ano que vem. Estamos em negociações com várias redes hoteleiras interessadas em se associar ao projeto — disse o presidente do consórcio Rio Mais, Fernando Pacheco.

O plano para conversão do centro de transmissões após os Jogos de 2016 ainda não foi fechado. Existe a possibilidade de que as salas comerciais sejam vendidas antes mesmo das Olimpíadas. Fernando disse que serão feitos estudos de demanda do mercado:
— Poderíamos ter até 600 salas de 30 metros quadrados. Mas pode ser que haja demanda por salas maiores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/velodromo-do-pan-nao-sera-aproveitado-em-2016-5411619#ixzz23Qmi7VHz 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O impacto tecnológico na promoção das Olimpíadas


Por Erich beting

Um passeio por dentro dos stands das empresas no Parque Olímpico em Londres revela o quanto a tecnologia tem sido responsável por turbinar o alcance dos Jogos e, mais do que isso, mudar completamente a relação das marcas com o consumidor a partir disso.

Em Londres, o que mais você encontra são aplicativos para o celular que relacionam as empresas, o consumidor e os Jogos. Num país em que a banda larga da internet no aparelho móvel não é uma promessa, mas uma realidade, em que o custo de uso das operadoras não é abusivo e igualmente o preço dos telefones “inteligentes”, fica fácil pensar digitalmente nas Olimpíadas.

Além dos aplicativos oficiais de Londres-2012, diversas empresas têm criado facilidades para que o consumidor possa viver uma experiência diferente relacionada à competição.

Uma das ações mais legais que foram feitas nesse sentido é a da EDF, empresa de energia que é patrocinadora dos Jogos. A companhia criou um aplicativo para o celular que faz com que as informações no stand da marca surjam no seu telefone em três dimensões.

Mas o grande negócio mesmo é a recordação que você pode tirar ao lado dos atletas patrocinados pela marca. Com o telefone, você aponta para a foto do esportista. Ele, então, passa a aparecer num holograma em três dimensões. O cliente, então, se aproxima dessa imagem e “tira” a foto ao lado do atleta.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/05/o-impacto-tecnologico-na-promocao-das-olimpiadas/

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Prefeito volta a dizer que não vai demolir Velódromo de Jacarepaguá


Após iniciar contagem regressiva para os Jogos de 2016, ele disse que está estudando formas de adaptar o local

Por Luiz Ernesto Magalhães e Ana Cláudia Costa

RIO — O prefeito Eduardo Paes voltou a dizer na manhã desta sexta-feira, durante a apresentação do cronograma de obras para as Olimpíadas de 2016, que não vai demolir o velódromo de Jacarepaguá. Segundo Paes, seria um desrespeito com a população e com o dinheiro público colocar abaixo uma obra já pronta que custou caro. O prefeito garantiu que está estudando alternativas para adaptar o velódromo às medidas padronizadas para a disputa de provas para os Jogos de 2016.
— Decidimos reavaliar a demolição do espaço. É inaceitável derrubar. Vamos viabilizar naquele espaço o velódromo. Vamos caminhar para uma solução — disse Eduardo Paes, ao lado da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, em entrevista coletiva no Centro de Operações da prefeitura.

Em julho, a prefeitura divulgou o edital para a elaboração dos projetos básico e executivo da construção de um espaço para as competições de ciclismo. Embora o termo “reforma” não apareça ao longo do documento, à época da divulgação, a EOM informou, em nota, que ainda não havia decidido se o atual velódromo seria substituído ou apenas adaptado às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O prefeito já havia afirmado que pretendia manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e adaptá-lo para as Olimpíadas. No entanto, após a divulgação de três editais elaborados pela Riourbe, responsável pelas obras, a EOM informou que a decisão final do que fazer só seria tomada em setembro, antes da licitação. Um dos editais previa gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de um novo velódromo.
Há dois anos, o Ministério do Esporte e a Federação de Ciclismo do Rio reconheceram que o equipamento não poderia ser aproveitado nas Olimpíadas, porque sua estrutura contém vigas de sustentação que interferem na observação completa da pista pelo árbitros, o que impedia a homologação dos resultados olímpicos.

Contagem regressiva para os Jogos de 2016
Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes e a presidente da EOM participaram de uma videoconferência com um grupo que está em Londres acompanhando os Jogos Olímpicos. Durante o evento, eles deram início à contagem regressiva para os quatro anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Paes afirmou ainda que o Rio ainda tem três desafios enormes pela frente para as Olimpíadas de 2016: o cronograma, a infraestrutura e a segurança.
— O Rio ainda está em 2012 no prazo de projetos a serem realizados para 2016 — afirmou o prefeito. Durante a entrevista coletiva, Paes anunciou ainda que o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, será transformado em um Centro Olímpico de Treinamento (COT) após as Olimpíadas. O local terá 1,18 milhão de metros quadrados, segundo a prefeitura.

Impasses atrasam divulgação de orçamento
O diretor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Leonardo Gryner, disse, em entrevista coletiva em Londres, que apenas em meados de 2013 será possível ter uma estimativa mais precisa de quanto custará a realização do evento no Rio. Isso porque muitos projetos previstos ainda não foram orçados. Gryner lembrou que falta inclusive definir a localização de duas instalações esportivas: a do hóquei sobre a grama e a do rugby, cuja decisão terá que ser tomada até outubro, antes da nova visita de avaliação que o Comitê Olímpico Internacional (COI) fará à cidade, o que deve acontecer no início de novembro.
— Nossa referência ainda são valores da candidatura. No entanto, muita coisa foi revista. O valor exato só teremos no fim do primeiro semestre do ano que vem — disse Leonardo.

Inicialmente, o hóquei sobre a grama ficaria no Parque Olímpico. O espaço vai ocupar 20% da área ocupada hoje pelo Autódromo Nelson Piquet, que possui 1,2 milhão de metros quadrados. No local, estão confirmadas as competições de 14 modalidades olímpicas e seis paralímpicas. Leonardo explica que, ao elaborar o plano diretor de ocupação das instalações esportivas, a empresa Aecom (a mesma que projetou o Parque Olímpico de Londres) não encontrou espaço para acomodar a instalação de forma a dar um aproveitamento racional para a área. Além dessas instalações, falta também o orçamento de várias instalações esportivas dos parques do Autódromo e de Deodoro. Segundo o diretor, os valores só serão conhecidos quando os projetos executivos estiverem prontos, o que deve acontecer a partir do início de 2013.

— Nós queremos levar as provas de hóquei para o Parque Olímpico de Deodoro (administrado pelas Forças Armadas). Mas ainda estamos discutindo isso com a Federação Internacional — disse Leonardo.
Já as competições de rugby estão previstas para serem realizadas no Estádio de São Januário, em São Cristóvão. Contudo, as negociações com o Vasco da Gama não terminaram.
Também durante a entrevista, Leonardo Gryner concordou com as críticas de que o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ ainda não está preparado para realizar todos os exames antidoping exigidos em Olimpíadas. Segundo o diretor, o laboratório, que processou amostras nos Jogos Panamericanos de 2007, vai ganhar um novo prédio.

O diretor-geral da Rio 2016 previu também que o Maracanã terá que ficar pelo menos quatro meses fechado (de abril a julho) para receber toda a sinalização e instalações provisórias necessárias para os Jogos Olímpicos, que começam em agosto.
— Os serviços devem durar seis meses. Nos dois primeiros meses, ainda poderá haver jogos. Mas depois, não.

O orçamento original dos jogos apresentado no Dossiê de Candidatura em 2007 previa investimentos de R$ 28,2 bilhões. Destes, R$ 23,2 bilhões em infraestrutura (chamado orçamento não-Cojo) sob responsabilidade dos governos e R$ 5,6 bilhões (orçamento Cojo). Esses R$ 5,6 bilhões são receitas do Comitê Organizador (patrocínios, contrubição do COI, venda de produtos entre outras fontes) para preparar as instalações olímpicas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-volta-dizer-que-nao-vai-demolir-velodromo-de-jacarepagua-5678786#ixzz22XEUshKj 

Parque Olímpico vira centro único para ativações de marca


Por Erich Beting e Thiago Lobo

O Parque Olímpico de Londres foi o local escolhido pelas empresas para ativarem o patrocínio aos Jogos. O local em que acontece a maioria das competições da edição de 2012 das Olimpíadas é praticamente o único que recebe um tratamento especial das empresas que patrocinam o evento.

A reportagem da Máquina do Esporte acompanhou, nos últimos dias, as competições de ciclismo, tênis, vôlei, judô, boxe, esgrima, tênis de mesa, ginástica e vôlei de praia, que acontecem fora do Parque Olímpico. Em todas elas, as marcas patrocinadoras dos Jogos Olímpicos e do Comitê Olímpico Internacional têm optado por não fazer ações de relacionamento com o público presente nas arenas.

Na ExCel Arena, onde ocorrem as competições de esgrima, boxe, judô, tênis de mesa e ginástica, as únicas empresas que têm alguma exposição são a Coca-Cola, que tem alguns totens de venda de refrigerantes, e a Visa, com os caixas para retirada de dinheiro. As demais empresas não tiveram qualquer marca exposta no complexo.

Em Wimbledon, a Omega colocou apenas um totem anunciando ser patrocinadora oficial das Olimpíadas nos corredores secundários do complexo. A ação, porém, se justifica. Essa foi a forma encontrada pela fabricante suíça de relógios de se fazer presente dentro do complexo de tênis, que é patrocinado pela concorrente Rolex nas competições do Grand Slam do calendário regular da modalidade.

Já no vôlei, tanto na quadra quanto na praia, as marcas optaram por não fazer ações com o público. Outro lugar em que as marcas não estão presentes é no ciclismo de estrada, cujas provas foram realizadas nas ruas da cidade de Londres.

O cenário é bem diferente daquele encontrado no Parque Olímpico. Coração das Olimpíadas, o local que recebe o maior fluxo de torcedores durante os Jogos foi o escolhido pelas marcas para fazerem ações de relacionamento com o público presente nas diferentes arenas.

O McDonald's, por exemplo, instalou dois restaurantes para servir comida, sendo um deles o maior da Europa. Já a Coca-Cola montou um centro de entretenimento tendo como motivo a música oficial dos Jogos Olímpicos, além de promover um tour pelo Parque Olímpico com pessoas cantando o tema olímpico. Da mesma forma, Panasonic, BP, Acer e British Airways criaram ações para os torcedores. 

A situação é curiosa, uma vez que faz com que quem não frequente o parque fique com a sensação de que as marcas ainda estão distantes dos Jogos Olímpicos. 

*Os repórters viajam a convite da Adidas e da Oakley

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26243/Parque-Olimpico-vira-centro-unico-para-ativacoes-de-marca/index.php

sábado, 7 de julho de 2012

Velódromo do Pan não será aproveitado em 2016


Estrutura, montada em 2007 no Autódromo Nelson Piquet, terá de ser removida por estar fora dos padrões olímpicos

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O velódromo construído pela prefeitura para os Jogos Pan-Americanos de 2007 no Autódromo Nelson Piquet, ao custo de R$ 14,1 milhões e que já foi até cenário de novela, está com os dias contados. As obras que começaram nesta sexta-feira para transformar toda a área no principal complexo esportivo dos Jogos Olímpicos de 2016 preveem a retirada da estrutura, segundo informou a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques. A prefeitura concordou em doar o equipamento para o Ministério do Esporte, que estuda onde realocar a estrutura. Três cidades de estados diferentes (nenhuma delas do Rio) manifestaram interesse.

A decisão foi tomada porque o velódromo do Pan foi projetado sem seguir os padrões olímpicos. Dois pilares no centro da pista impedem que os árbitros tenham uma visão completa. Nas Olimpíadas, isso impediria a homologação dos resultados. O problema da estrutura já era conhecido há dois anos. Com a decisão, o novo velódromo olímpico, inicialmente concebido como uma estrutura provisória, será mantido depois dos jogos.
O velódromo não é a única instalação erguida para os Jogos Pan-Americanos que não será aproveitada, contrariando o que estava previsto originalmente para as Olimpíadas. O Parque Aquático Maria Lenk (que custou mais de R$ 60 milhões) receberá apenas as provas de saltos ornamentais e o polo aquático. Ele ficou defasado porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) mudou as regras para instalações das demais provas de natação após a sua construção. O novo centro aquático ficará em estruturas provisórias, a exemplo de outras instalações que serão desmontadas após os Jogos, como o centro de tênis. Parte das estruturas será reaproveitada em outros lugares, como escolas e creches.

Demolições no autódromo serão concluídas até maio
A pedra fundamental das obras no autódromo, que serão executadas numa parceria público-privada, foi lançada na tarde desta sexta-feira pelo prefeito Eduardo Paes. As intervenções serão feitas por etapas. Até maio de 2013, a concessionária Rio Mais vai demolir todas as estruturas do Autódromo Nelson Piquet. Os trabalhos começam por um grupo de arquibancadas que não vinha recebendo público e em trechos do complexo automobilístico que não são usados para as corridas.
As pistas, a torre de controle e outras estruturas de apoio para as corridas começam a ser derrubadas no fim do ano, com o fechamento definitivo do autódromo. Um novo circuito será construído em Deodoro pelo governo estadual, com recursos da União. O projeto ainda não saiu do papel, mas vem sendo questionado pelo Ministério Público devido ao impacto ambiental.
O parque olímpico receberá 14 modalidades olímpicas, entre elas natação, basquete e tênis, e nove paraolímpicas, numa área de mais de um milhão de metros quadrados (equivalente ao bairro do Leme). Isso exigirá a construção de três complexos esportivos, que integrarão o futuro centro de formação de atletas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Editais serão lançados na próxima semana
Na semana que vem, a prefeitura lança os primeiros editais para escolher as empresas que desenvolverão os projetos arquitetônicos do novo velódromo, do parque aquático e do centro de tênis. Segundo o acordo firmado entre os governos, o Ministério do Esporte arcará com as obras das instalações esportivas e o município, com os projetos.
— As obras dos complexos vão começar no segundo trimestre de 2013 — disse Maria Silvia Bastos Marques.
O investimento da PPP no parque olímpico é estimado em R$ 1,4 bilhão (sem incluir as instalações esportivas). A prefeitura pagará ao consórcio com o repasse de uma área de cerca 800 mil metros quadrados do autódromo que não será aproveitada nas Olimpíadas. No terreno, os investidores poderão construir casas e lojas. Além disso, o município pagará mais R$ 525 milhões ao longo de 15 anos ao consórcio, para a manutenção de toda a área.
A construção do complexo esportivo provocará modificações no entorno. O Clube Esportivo Ultraleve (CEU) negocia uma nova área com a prefeitura. A favela Vila Autódromo também será removida, provavelmente até o início de 2014. Os moradores serão reassentados num conjunto a ser construído na Estrada dos Bandeirantes, a dois quilômetros da comunidade.

Local vai ganhar um hotel 4 estrelas
A parceria público-privada (PPP) firmada com a prefeitura prevê também que a concessionária Rio Mais, responsável pela transformação do autódromo no parque olímpico, se responsabilize por construir um hotel quatro estrelas em parte do terreno. O estabelecimento deve ser inaugurado até as Olimpíadas de 2016. Outra instalação prevista em contrato é o prédio para receber o centro de transmissões dos Jogos, que após o evento terá as instalações convertidas em salas comerciais.
— A proposta é que esse novo hotel tenha 400 leitos. A intenção é começarmos as obras já no ano que vem. Estamos em negociações com várias redes hoteleiras interessadas em se associar ao projeto — disse o presidente do consórcio Rio Mais, Fernando Pacheco.
O plano para conversão do centro de transmissões após os Jogos de 2016 ainda não foi fechado. Existe a possibilidade de que as salas comerciais sejam vendidas antes mesmo das Olimpíadas. Fernando disse que serão feitos estudos de demanda do mercado:
— Poderíamos ter até 600 salas de 30 metros quadrados. Mas pode ser que haja demanda por salas maiores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/velodromo-do-pan-nao-sera-aproveitado-em-2016-5411619#ixzz1zwu7e100 

Prefeito dá início às obras do Parque Olímpico Rio 2016


Demolição do autódromo é a primeira etapa; em 2013, começa a instalação das estruturas olímpicas

Começaram nesta sexta-feira (6) as obras do Parque Olímpico Rio 2016, principal complexo esportivo da Olimpíada que acontecerá daqui a quatro anos.

Em solenidade, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deu início às intervenções, que em um primeiro momento incluem apenas a reurbanização do entorno do autódromo de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, onde o parque será erguido.

Por uma solicitação da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o espaço continuará recebendo corridas até o fim de 2012, quando será fechado definitivamente e demolido até maio de 2013. Aí então as primeiras estruturas olímpicas começarão a ser construídas.

A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, informou que os primeiros editais de licitação dos prédios e arenas olímpicas saem na próxima semana.

As obras serão administradas pelo consórcio Rio Mais, formado pelas empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken. O custo total do empreendimento deve girar em torno de R$ 1,4 bilhão.

Em uma área de 1.180.000 m², o Parque Olímpico vai receber disputas de 15 modalidades olímpicas e 11 paraolímpicas.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10281/PREFEITO+DA+INICIO+AS+OBRAS+DO+PARQUE+OLIMPICO+RIO+2016.html

domingo, 1 de julho de 2012

Londres investe pesado para que Olimpíadas sejam a mais vigiada da história


Capital terá força de segurança com mais de 60 mil homens, contingente seis vezes maior do que o enviado pela Grã-Bretanha ao Afeganistão

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES — Sinta-se vigiado. Esse poderia ser o mote de segurança das Olimpíadas de Londres, que começarão daqui a 26 dias com o maior aparato de forças armadas, policiais e privadas do Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial. São 48 mil policiais e 13,5 mil soldados, contingente mais de seis vezes superior ao enviado pela nação para combater no Afeganistão (9.500 homens). Muitos britânicos questionam o tamanho da tropa, alegando que o espírito que rege as Olimpíadas, de amizade, respeito e excelência, foi deixado em segundo plano pela paranoia de vigilância.
O plano inclui seis baterias antiaéreas em edifícios, parques e instalações comerciais, além do fechamento de três mil vagas de garagem de um shopping center vizinho ao Parque Olímpico. Uma arma sônica capaz de dispersar multidões e drones, pequenos aviões não tripulados, voando pelos céus londrinos, são outras táticas britânicas do Big Brother olímpico, que ainda inclui 17km de cercas eletrificadas na região do Parque Olímpico de Stratford. Um porta-aviões estará no Rio Tâmisa, assim como aviões e helicópteros de guerra patrulharão os principais pontos da cidade.

Moradores x mísseis
Em novembro, Philip Hammond, secretário da Defesa, anunciou que a Grã-Bretanha repetiria o exemplo de outras Olimpíadas, como Pequim-2008, quando mísseis terra-ar foram posicionados um quilômetro ao sul do Parque Olímpico da capital chinesa. No entanto, os sistemas usados em Londres superam os dos chineses. Em Pequim não havia uso de drones, muito menos cercas elétricas. Quatro anos depois, novíssimos scanners, cartões de identificação biométrica e sistemas de vigilância capazes de reconhecerem rostos e placas de carros são as novidades londrinas.
Na última quinta-feira, advogados de um grupo de moradores de Leytonstone, a 4km do Parque Olímpico, desafiaram os planos de segurança. Conseguiram que uma corte superior examine, na próxima semana, o pedido para impedir a instalação de uma bateria antiaérea no condomínio em que moram. Eles seguem o exemplo de moradores de um condomínio de Bow Quarter, a 2km do Parque, que lutam para não ter uma outra bateria antiaérea sobre a torre da caixa d’água. Nos dois casos, os condôminos alegam terem sido avisados da decisão do Ministério da Defesa por folhetos deixados em suas caixas de correio.
— Ninguém nos consultou. Apenas, deixaram um panfleto. Isso criou muito medo. Não entendo como disparar mísseis de uma área densamente povoada — questionou Brian Whelan, morador de Bow Quarter.
Os moradores de Bow Quarter esperavam pelos Jogos com ansiedade e excitação por causa da vista privilegiada para o palco do megaevento. Mas, agora, prometem brigar na Justiça para impedir a invasão dos militares. O reservatório de água fica elevado entre edifícios baixos, numa construção de estilo vitoriano.
O ministério não quis se manifestar, mas os folhetos dão o assunto como certo, com o texto de que o condomínio de Bow Quarter oferece “uma excelente vista da área ao redor e de todo o céu acima do Parque Olímpico”, informando ainda que a torre da caixa d’água é “o único local apropriado nesta área para mísseis de alta velocidade”.
O custo dos Jogos, com a segurança incluída, supera os 9,3 bilhões de libras (R$ 29,7 bilhões), quase quatro vezes mais do que o orçado em 2005, quando Londres derrotou Paris na eleição pela sede olímpica. O dinheiro representa 0,7% do PIB britânico, num momento em que a nação questiona o corte de gastos e a diminuição de investimento em hospitais, seguro social e até no policiamento do dia a dia.
Quem investiu mais de 1,5 bilhão de libras (R$ 4,8 bilhões) de olho na promessa de faturamento com os Jogos anda preocupado. Em março, a empresa australiana que construiu e inaugurou, há dez meses, o maior shopping center da Europa, ao lado do Parque Olímpico de Stratford, estava comemorando a estimativa de que 67% dos espectadores que viessem assistir aos Jogos passariam pelo empreendimento. A realidade, por enquanto, é amarga. Desde o último dia 16, o estacionamento do shopping está fechado pelo “Parque Olímpico Cercado”. A ordem de segurança impede o shopping de arrecadar com as três mil vagas para carros, que viviam lotadas. O efeito dominó atingiu as 380 lojas e 16 cinemas, que viram despencar o movimento. Não é só: no dia 27 de julho, data da cerimônia de abertura, quando mais de 150 mil pessoas são esperadas dentro do Parque Olímpico, o shopping terá de fechar suas portas três horas antes do início da festa, marcada para 17h (de Brasília).
— A loja vendia 8 mil libras (cerca de R$ 25 mil) em dias normais. Se hoje conseguimos a metade disso, consideramos um dia excelente — conta a brasileira Tayssa Pelissari, uma entre os 60 funcionários contratados pela rede de pizzarias para a filial do shopping Westfield, sob a expectativa de movimento recorde.

Roupa suja no scanner
Nos três hotéis inaugurados este ano no shopping, a lotação só acontecerá a partir de 15 de julho, mas os hóspedes já sofrem com o esquema de segurança do Parque Olímpico.
— A lavanderia que nos atende também está nesta área de segurança e, agora, os pedidos entregues pela manhã só voltarão três noites depois, pois as roupas sujas e limpas têm que passar por scanner. E o movimento do shopping caiu em 25% com o fechamento do estacionamento. Você imagina um shopping gigante como este sem estacionamento durante dois meses? — questiona Wayne Androliakos, gerente-geral de um dos hotéis.
Autorizados pelas “questões de segurança”, com base na “Lei dos Jogos em Londres”, de 2006, exército, policiais e forças privadas podem usar a força física em casos que incluem do terrorismo a protestos pacíficos, ações sindicais, camelôs vendendo produtos que não tenham o selo de aprovação das Olimpíadas, batedores de carteiras, cambistas e desordens públicas e até pessoas que estejam mendigando. Para quem desafiar a Lei Olímpica, haverá plantão judicial para audiências em até 24 horas após o delito ter sido cometido.
Citius, Altius, Fortius, o lema olímpico que, em latim, significa “o mais rápido, o mais alto, o mais forte”, na Londres-2012, ganhou mais um significado: a mais vigiada.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/londres-investe-pesado-para-que-olimpiadas-sejam-mais-vigiada-da-historia-5361293#ixzz1zNYAsLWL 

Homem é morto perto de onde presidente do COI discursará


Londres tem manifestação contra mísseis ‘olímpicos’ a menos de um mês do início dos Jogos

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES - Um homem foi morto a facadas na tarde de sexta-feira, a apenas 50 metros do local onde o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, e o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 (LOCOG), Sebastian Coe, irão discursar no próximo dia 23 de julho, em Stratford, no Leste de Londres.
Uma parte do Shopping Westfield - o maior da Europa e vizinho ao Parque Olímpico de Londres - ficou fechada por 27 horas depois que um homem de 24 anos, cuja identidade ainda não foi divulgada pela polícia, ter sido esfaqueado e morto após uma briga que começou no interior do empreendimento. O calçadão principal da área externa é por onde passarão sete milhões de pessoas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos a caminho do Parque. Cerca de 30 das 380 lojas - entre elas, a da equipe britânica olímpica, ficaram fechadas.
Cinco jovens, entre 20 e 23 anos, estão detidos por suspeita de terem participado da briga e continuam sendo interrogados pela polícia. Detetives da Scotland Yard estão pedindo aos funcionários de lojas para que ajudem na investigação, caso tenham testemunhado o crime.
A briga começou na praça de alimentação do shopping, continuou até o andar térreo, onde o homem foi morto a facadas, a 50 metros da boutique de uma marca de relógios e cronometragem patrocinadora dos Jogos-2012. É o local onde Coe e Rogge farão um discurso de boas-vindas no próximo dia 23 de julho - quatro dias antes da Cerimônia de Abertura das Olimpíadas.
Manifestação contra mísseis "olímpicos" percorre dois bairros
Também neste sábado, moradores de seis bairros do Leste de Londres marcharam por ruas de Mille End e Bow contra a instalação de seis baterias de mísseis na região. Cerca de mil pessoas assinaram uma petição de protesto contra o plano de segurança dos Jogos, que inclui baterias antiaéreas sobre os telhados de edifícios e condomínios residenciais de Leytonstone e Bow Quarter.
A manifestação foi pacífica e os participantes carregaram cartazes, com inscrições "não aos mísseis sobre casas", "pare esse plano", "não a atiradores em escolas" entre outros.
Na última quinta-feira, advogados de um grupo de cerca de 600 moradores de um condomínio residencial de Leytonstone, a pouco mais de 3km do Parque Olímpico, deram um passo para desafiar os planos de segurança. Conseguiram que uma corte superior examine, na próxima semana, o pedido para impedir a instalação de uma das baterias antiaéreas. Seguiram o exemplo de moradores de outro condomínio de Bow Quarter,a 2km do Parque, que lutam para impedir a instalação de outra bateria sobre a torre da caixa d´água. Nos dois casos, os moradores alegam terem sido avisados da decisão do Ministério da Defesa por folhetos deixados em suas caixas de correio.
O Ministério da Defesa, por meio de sua assessoria, disse que "a segurança dos Jogos é primordial" e que "uma ampla gama de envolvimento da comunidade" já havia ocorrido.
- Não acreditamos que eles (os mísseis instalados sobre prédios residenciais) vão acrescentar algo mais à segurança. Se forem usados, vão explodir sobre algumas das áreas mais densamente povoadas de Londres - protestou o ativista Chris Nineham, durante a manifestação.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/homem-morto-perto-de-onde-presidente-do-coi-discursara-5360483#ixzz1zNWiCVbe 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Organizadores dos Jogos Olímpicos correm contra o tempo em Londres


Venda de ingressos do futebol continua sendo o maior motivo de apreensão

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES — Atrasos na montagem de infraestruturas temporárias e 20% dos ingressos por vender são as preocupações dos organizadores dos Jogos Olímpicos, a menos de um mês para o pontapé inicial. Paul Deighton, diretor-executivo do Comitê Organizador (LOCOG, da sigla em inglês), culpou a chuva e o mau tempo pelo amontoado de entulho e montagens por fazer dentro e fora do Parque Olímpico. O dirigente insistiu que os focos são nos ajustes até a cerimônia de abertura de 27 de julho e na venda de ingressos. O futebol tem sido a dor de cabeça do diretor-executivo, que admitiu ontem aumentar a distribuição do programa de ingressos nas escolas para que estádios não fiquem vazios.
— Falta vender ainda algo em torno de 500 mil ingressos de outros esportes e cerca de um milhão somente do futebol. Isso dá 1,5 milhão de tíquetes ou 20% dos ingressos totais das Olimpíadas (8,8 milhões de bilhetes). Temos um bom programa de distribuição nas escolas, mas ainda estamos trabalhando para que haja mais apoio do torcedor de futebol — admitiu Deighton.
Foram colocados à venda cerca de 2,4 milhões de ingressos para o futebol, dos 8,8 milhões de bilhetes dos Jogos. Somando com os das Paralimpíadas, há 11 milhões de tíquetes, sendo que resta vender algo como um milhão para os Jogos Paralímpicos (de 29 de agosto a 9 de setembro).
— Não estamos atrasados por construção de estádios ou entrega de locais de competições. Estamos cortando a grama, colocando as flores. Ajustes normais.
Deighton sabe também que a beleza de nada adiantará sem ginásios e estádios lotados para assisti-la. A preocupação de momento é a abertura do futebol olímpico, com uma rodada dupla, entre Grã-Bretanha x Nova Zelândia e Brasil x Camarões, no Millenium Stadium, em Cardiff (País de Gales), no dia 25 de julho, antevéspera da cerimônia de abertura de Londres. O estádio tem capacidade para quase 80 mil torcedores, mas nem 35 mil ingressos estão vendidos.
— Os estádios são grandes demais. Isso dificulta. Mas estamos trabalhando para motivar o torcedor de que a vantagem de jogar em casa faz diferença. Também podemos distribuir ingressos nas escolas e comunidades, pois o objetivo desses Jogos é inspirar novas gerações através deste fantástico evento.
O secretário de Estado para Cultura, Olimpíadas, Mídia e Esportes, Jeremy Hunt, também garantiu que a estreia da seleção britânica feminina de futebol não será com o Millenium Stadium vazio.
— Há ingressos disponíveis para o futebol, talvez, pelo preço, mas teremos uma atmosfera perfeita para os Jogos. Hoje, é um dia marcante, nem choveu — desconversou Hunt. — Teremos bons, grandes e seguros Jogos Olímpicos.
Além do futebol, nos outros esportes ainda há ingressos para o vôlei, boxe, levantamento de peso e basquete, embora a maioria seja para fases preliminares e com preços mais caros. A grande maioria desses bilhetes, no entanto, é para os torneios masculino e feminino de futebol.
O prefeito Boris Johnson também minimizou o tema dos ingressos, além dos atrasos, como por exemplo, na montagem das arquibancadas na emblemática Horse Guards Parade, que receberá o vôlei de praia.
Metrô e ônibus: problemas
Nesta segunda, houve a entrega e o início de funcionamento do primeiro local-chave dos Jogos, o Centro Principal de Imprensa, dentro do Parque Olímpico. Com 31 mil metros quadrados, o MPC (da sigla em inglês) tem quatro andares e será a casa principal dos 5.600 jornalistas que cobrirão o evento.
No mesmo dia, houve problemas nos sistemas de ônibus e metrô de Londres. Motoristas protestaram nas portas de garagens pelo não pagamento de um bônus de 500 libras (R$ 1,6 mil) livres de impostos pelo trabalho extra durante os Jogos Olímpicos.
As manifestações provocaram atrasos em algumas linhas e reclamações dos passageiros. Por volta das 17h (13h de Brasília), a linha vermelha do metrô, que liga o Centro de Londres ao Parque Olímpico de Stratford, teve o serviço suspenso por quase uma hora por causa da quebra de um trem.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/organizadores-dos-jogos-olimpicos-correm-contra-tempo-em-londres-5339232#ixzz1z8Jqh2TU 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Rio cria instalações com CPF, RG e GPS


Por Michel Castellar

Na segunda parte da conversa com a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, ela contou que o Rio pretende inovar na criação das instalações temporárias para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. A intenção é a de que as instalações já sejam projetadas tanto para as competições quanto para a sua destinação ao fim do evento.

- Trabalhamos para que os equipamentos temporários do Parque Olímpico já sejam desenhados aliando o seu uso para os Jogos e o que ele vai ser  e onde ele vai ficar posteriormente. É mais do que dizer: isso vai virar uma escola. É dizer: isso vai virar uma escola e vai ficar em tal lugar, em tal bairro – explicou Maria Silvia.

Desta maneira, a presidente da EOM acredita que, independentemente das forças políticas que estiverem no poder em 2017, o legado das instalações temporárias, seu uso posterior aos Jogos, estará assegurado. A prefeitura do Rio trabalha com várias ideias sobre a utilização dos equipamentos.

- Biblioteca, ginásio, creche, escola, anfiteatro são algumas opções. Mas vamos limitar cada projeto a uma dessas opções – frisou a presidente da EOM.

Outra decisão a respeito das instalações do Parque Olímpico é a de que o concurso público para o design das instalações não deverá ocorrer. A tendência é a de que seja feita uma concorrência técnica.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/rio2016/2012/06/27/rio-cria-instalacoes-com-cpf-rg-e-gps/

quarta-feira, 6 de junho de 2012

COI demonstra preocupação com prazo das obras da Rio 2016


RIO - Pela primeira vez, desde que o Rio venceu a disputa pela sede das Olimpíadas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) manifestou na tarde desta quarta-feira preocupação com os prazos para que as obras sejam concluídos. A presidente da comissão de coordenação da 2016, Mawal Elmoutawakel, disse que os prazos de entrega estão apertados e há muito o que fazer.
— Faltam apenas 67 dias para o encerramento das Olimpíadas de Londres e o prefeito do Rio receber a bandeira olímpica. A partir disso, os holofotes estarão voltados para o Rio. Existem 264 projetos a serem desenvolvidos — disse Mawal.
A executiva do COI, no entanto, negou que estivesse dando um "puxão de orelhas". Enquanto isso, o presidente do Comitê Organizador da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, destacou que, entre todas as cidades que já organizaram Olimpíadas, o Rio é a única cidade que já tem o estádio Olímpico pronto, bem como parte das instalações do Parque Olímpico.
Entre as principais preocupações do Comitê Olímpico Internacional, estão o início das obras do Parque Olímpico da Barra e a complementação do Parque de Deodoro. Representantes do COI lembraram que todas as instalações devem ser concluídas a tempo de realizar eventos testes, que devem ocorre no primeiro semestre de 2016.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/coi-demonstra-preocupacao-com-prazo-das-obras-da-rio-2016-5135906#ixzz1x3MtF4ba 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Governo não reconhece acordo com CBA para novo autódromo


Documento firmado na Justiça em 2007 não tem valor, afirmou o presidente da APO. Mas governo prometeu cumprir o que foi estabelecido

Por Michel Castellar

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, não reconhece o acordo judicial celebrado para a construção de um novo autódromo para o Rio e a consequente destruição da Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Zona Oeste, para o surgimento do Parque Olímpico dos Jogos de 2016. De acordo com o documento celebrado em 2007, entre a União, o estado, o município e a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), a instalação de Jacarepaguá só pode ser desativada após a nova pista ser concluída no local escolhido: Deodoro, Zona Oeste.
– O acordo judicial, era um acordo de propósitos e nunca foi homologado. Não foi feito em juízo – afirmou Fortes.
Em seguida, o presidente da APO salientou que o mais importante, no momento, é que as obras serão feitas como estão descritas no documento. Sem a necessidade de novos embates jurídicos.
– Estamos tratando, agora, de uma palavra que é confiança. Mais vale uma confiança do que um acordo. Porque, nesse caso, o acordo nem homologado está – considerou o presidente da APO.
Fortes ainda destacou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se comprometeu a, após o fechamento de Jacarepaguá, em dezembro, patrocinar as competições regionais do Carioca, em outros estados.
- O que eles querem é fazer as suas corridas. Já vão ter os patrocinadores e vai ser feito em outro autódromo. A palavra, agora, não é acordo judicial mas confiabilidade entre as partes. Vamos cumprir tudo o que combinamos - destacou Fortes.
As obras para a construção do Parque Olímpico Rio-2016 começarão ainda neste primeiro semestre dentro do Autódromo Nelson Piquet. E as primeiras ações não vão prejudicar o andamento do calendário automobilístico deste ano.


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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Obras do novo Autódromo à espera de acordo

  CBA receberá cronograma para construir nova pista

RIO - A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) receberá em dez dias planilhas detalhadas com prazos para a desativação do autódromo Nelson Piquet e a construção de novas pistas em Deodoro. O anúncio foi feito na quarta-feira durante uma reunião de dirigentes da CBA com o Comitê Rio 2016, a Autoridade Pública Olímpica (APO), governo do Estado e prefeitura que tentam um acordo que permita o início das obras do futuro Parque Olímpico. No terreno, ficarão as principais instalação esportiva dos Jogos de 2016.
— Nós temos prazos. E explicamos que não será possível esperar as obras do autódromo de Deodoro ficarem prontas para desativarmos o autódromo atual. O que estamos negociando é uma forma de conciliar a agenda olímpica com o automobilismo — disse o prefeito Eduardo Paes.
Numa tentativa de reduzir as resistências, Paes pretende discutir já na próxima semana com a Federação de Automobilismo do Rio, formas da prefeitura divulgar mais a atividade. Uma das ideias é incluir as corridas no calendário oficial de eventos da cidade.
Calendário prevê realização de corridas até novembro
O diretor jurídico da CBA, Felipe Zeraik, disse que ainda é cedo para dizer se a entidade aceitará o cronograma. Um acordo judicial assinado pela prefeitura antes dos Jogos Pan-Americanos e renovado durante a candidatura às Olimpíadas prevê que o autódromo Nelson Piquet só seja desativado quando houver uma alternativa na cidade:
— Existe um calendário de provas a ser cumprido. Teremos que estudar a proposta — disse o diretor jurídico.
O governo federal decidiu repassar para o estado a verba para a construção do novo autódromo que já tem licença ambiental. A data para a licitação das obras ainda não foi definida. As obras de infraestrutura do Parque Olímpico por sua vez, serão executadas numa parceria público privada com a prefeitura, cuja licitação já foi concluída. O edital prevê que parte das instalações sejam demolidas ainda esse ano. Mas já há provas marcadas no autódromo até novembro.


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