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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

COB tenta tirar termo Olimpíada de competições educacionais, mas deve desistir de ação


Por Bruno Doro e Vinicius Konchinski 

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) comprou briga com a comunidade científica brasileira no final de 2012. No centro do debate, o termo Olimpíadas, usado por instituições educacionais para chamar a atenção para competições de matemática ou história, por exemplo. Para a entidade esportiva, o uso da palavra só pode ser feito com sua autorização. Para professores e cientistas, o termo é universal e não pode ter um dono. A repercussão negativa das cobranças do COB, porém, deve fazer com que ele desista dos direitos exclusivos sobre o termo e permita o uso para fins educacionais.

O estopim do problema foi uma carta assinada por advogados do COB, datada de 31 de agosto de 2012. Nela, a entidade notifica judicialmente o Museu Exploratório de Ciência da Unicamp, organizador das Olimpíadas de História do Brasil, que estão em sua quarta edição, pelo uso irregular de “Olimpíadas”. Antes, eventos similares, como as Olimpíadas de Matemática e de Astronomia já tinham passado pelo mesmo problema.

No início do mês, duas importantes entidades científicas se uniram para reclamar das ações do COB. A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) enviaram uma carta conjunta, endereçada ao presidente do COB e do Comitê Organizador dos Jogos do Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

“A SBPC e a ABC não concordam com a decisão do COB de ter a exclusividade do uso da palavra ‘olimpíada’, pois significará um retrocesso trazendo em prejuízo a todas as tradicionais olimpíadas educacionais (matemática, ciências, língua portuguesa, química, astronomia entre outras) que se realizam no Brasil há anos”, diz o comunicado.

Em contato com a reportagem, Helena B. Nader, presidente da SBPC, foi ainda mais categórica ao falar da notificação. “O Olimpo não nasceu junto com o esporte. Se alguém quer o direito sobre a palavra, deveriam ser os gregos. Olimpo é uma montanha onde moram os deuses, onde todos almejam chegar. Olimpíada de matemática, história ou ciências não é competição. É algo maior. É a busca pela superação dos limites, não só dos limites físicos. O COB deveria se envergonhar de discutir uma coisa dessas. Receber uma Olimpíada esportiva é uma honra, mas receber Olimpíadas de matemática ou de ciências é tão importante quanto”.

No texto enviado à Unicamp, uma das justificativas para a proibição era a função do COB em controlar o uso dos termos ligados aos Jogos Olímpicos, exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI). Essa justificativa, segundo os cientistas, esbarra no modus-operandi do COI com olimpíadas educacionais internacionais.

“No Brasil, querem controlar a palavra. Eu aceitaria se em Londres tivesse acontecido o mesmo. Mas lá, os próprios organizadores se uniram com as instituições de ensino e fizeram uma série de olimpíadas de conhecimento para aproveitar o sucesso das Olimpíadas. Além disso, existem Olimpíadas de Matemática, de Ciências, de Astronomia, e nenhuma delas teve problemas com o COI”, afirma Helena.

Medalha de ouro no Irã
Outro argumento dos cientistas é a importância das olimpíadas nacionais já existentes. Recentemente, Matheus Camacho, de 14 anos, aluno de uma escola de São Paulo, conquistou em Teerã, no Irã, a medalha de ouro da Olimpíada Internacional de Ciências, concorrendo com estudantes de 28 países.

Outro exemplo desse sucesso é a Olimpíada Nacional de Matemática das Escolas Públicas. “É um evento de dez anos, atinge 99% das escolas brasileiras da rede publica e descobre talentos excepcionais. Essa discussão tem ser muito clara. Eu vou lutar até o fim. Posso perder, mas não vou desistir”, completa Helena.

Olimpíadas escolares mudam de nome

Coincidentemente, nesta quinta-feira o Comitê Olímpico Brasileiro anunciou uma mudança no nome de uma de suas competições, também envolvendo o termo em disputa. As Olimpíadas Escolares, realizadas pela entidade desde 2005 com jovens de 12 a 17 anos, passarão a se chamar Jogos Escolares da Juventude. Segundo o comunicado, essa mudança foi feita para seguir o conceito do COI com os Jogos Olímpicos da Juventude.

“Olimpíadas Escolares”, porém, seguirá como propriedade do COB, que tem dois registros da expressão. Outros termos parecidos também são da entidade, como “Olimpíadas Colegiais”, “Olimpíadas Universitárias” e “Olimpíada Estudantil”.

Mudança de posição

Procurado pelo UOL Esporte na quinta-feira, COB, entretanto, informou que já admite liberar o uso do termo Olimpíadas para fins educacionais. Essa autorização já está em discussão com o COI. Se for dada, beneficiária, por exemplo, a Unicamp.

“O Comitê Olímpico Brasileiro está estudando, em conjunto com o COI, a possibilidade de autorizar a utilização do termo para fins propostos”, declarou o COB. “Tão logo tenhamos um posicionamento quanto ao tema, a Unicamp será comunicada.”

Na mesma nota, o COB explicou que a mudança do nome das Olimpíadas Escolares foi feito por causa de uma solicitação do COI no ano passado. Segundo o comitê brasileiro, os símbolos e designações olímpicas são uma propriedade do comitê internacional.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/rio-2016/ultimas-noticias/2013/01/18/cob-tenta-tirar-termo-olimpiada-de-competicoes-educacionais-mas-deve-voltar-atras.htm

Intervenção da vela termina, mas COB admite que dívida só diminuiu 10% em seis anos


Por Bruno Doro

No dia 22 de janeiro de 2007, o presidente eleito da então Federação Brasileira de Vela e Motor, Lars Grael, deixou o cargo após pedir uma intervenção do Comitê Olímpico Brasileiro. Com dívidas superando os R$ 100 milhões, o medalhista olímpico não conseguiria organizar a modalidade para o ciclo olímpico de Pequim-2008. Hoje, seis anos depois, a entidade já não está sob o comando do COB. As dívidas, no entanto, seguem tão altas quanto em 2007.

Segundo o próprio comitê olímpico, nos últimos seis anos a dívida da entidade diminuiu em apenas 10%. Fontes ouvidas pelo UOL Esporte afirmam que essa redução é significativa, mas ainda insuficiente para que a entidade volte a funcionar normalmente. As dívidas, originárias de duas execuções judiciais e de multas relativas à ligação com os bingos, seguem sendo o problema.

Mesmo assim, no dia 15 de novembro de 2012, a intervenção acabou. O pedido foi feito durante a própria assembleia da CBVM. Um novo grupo político, liderado pelo presidente da Federação de Vela do Rio de Janeiro, Marco Aurélio de Sá Ribeiro, foi escolhido para tentar encontrar alternativas para a gestão da entidade. Os responsáveis já tem um plano de ação, mas ainda esperam pareceres legais para colocá-lo em prática.

DESAFIOS PARA A VELA BRASILEIRA COM O FIM DA INTERVENÇÃO

- Evitar debandada de talentos: nos últimos anos, a vela perdeu revelações pela falta de apoio. Com a intervenção, o investimento na base rareou e coube aos clubes, sozinhos, formarem talentos. Para manter os atletas, os investimentos na base deve aumentar

- Conseguir patrocínios: esse ponto está ligado à resolução dos problemas jurídicos. Assim que a Confederação puder assinar novos contratos, a missão será voltar a encontrar empresas interessadas na modalidade. É bom lembrar que, quando a intervenção começou, a vela nacional vivia um grande momento, com altos investimentos

- Lidar com a situação da Classe Star: se nada mudar até 2016, os Jogos do Rio serão os primeiros da vela sem a Star desde 1932. O problema é que a classe é a mais vitoriosa do Brasil - e aquela em que Robert Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas, veleja. Pessoas ouvidas pela reportagem afirmam que o barco pode voltar ao programa olímpico, mas uma Confederação forte pode aumentar o lobby para isso
O grande obstáculo é a impossibilidade de firmar acordos de patrocínio. Nos últimos anos, a vela recebeu apoio do Bradesco, mas essa verba entrava via COB, já que tudo o que caísse na conta da Confederação poderia ser penhorado. Esse, aliás, foi o grande objetivo da intervenção: com a entidade impossibilitada de receber verbas, incluindo as da Lei Piva, era preciso criar um caminho direto entre COB e atletas.

Nos seis anos desse modelo, a vela nacional teve de diminuir estrutura, seus atletas viajaram menos para o exterior, mas resultados apareceram. A modalidade, no entanto, perdeu espaço. Em Jogos Pan-Americanos, foram 14 medalhas em duas edições, incluindo cinco ouros em Guadalajara-2011. Em Jogos Olímpicos, os brasileiros conquistaram duas medalhas em Pequim-2008 e uma em Londres-2012, no pior desempenho da modalidade desde Barcelona-1992. A modalidade perdeu a liderança do quadro de medalhas verde-amarelo para o judô e, sem patrocinadores, viu uma série de promessas deixarem o esporte.

O primeiro teste do novo comando da entidade será já em fevereiro, na Semana Brasileira de Vela. O campeonato, entre os dias 14 e 24 de fevereiro, inaugura o ciclo olímpico do Rio-2016 na Baia de Guanabara. Será a primeira chance para atletas, brasileiros e estrangeiros, de testar as condições da raia olímpica. O evento valerá, também, como seletiva para definir a equipe permanente do Brasil para a temporada.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/rio-2016/ultimas-noticias/2013/01/22/intervencao-da-vela-termina-mas-cob-admite-que-divida-so-diminuiu-10-em-seis-anos.htm

Comitê afirma que contrato foi 'integralmente cumprido'


Por meio de nota, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) negou que tenha qualquer dívida com a empresa de consultoria EKS e afirma que o contrato foi cumprido.

"A relação contratual entre o Comitê Olímpico Brasileiro e a EKS está encerrada. O Comitê Olímpico Brasileiro cumpriu integralmente com todas as suas obrigações, delas recebendo a devida quitação, nos termos da lei", informa a entidade.

O COB, no entanto, não forneceu detalhes sobre quais cláusulas do acordo foram cumpridas, tampouco sobre a taxa de sucesso da candidatura do Rio para os Jogos de 2016, sob a justificativa de que o contrato é sigiloso.

"Os termos, as cláusulas e as condições dos contratos celebrados pelo Comitê Olímpico Brasileiro com a referida empresa estão revestidos de sigilo, conforme [fora] expressamente acordado pelas partes contratantes."

Questionada pela reportagem sobre se manteve um contrato "por fora" ao do governo no qual estava prevista a taxa de sucesso, a entidade negou.

"O Comitê Olímpico Brasileiro não celebrou qualquer 'contrato por fora' com as citadas empresas nem com qualquer outra", informa. "E suas atividades [do comitê] são regularmente fiscalizadas pelas autoridades competentes, sem que qualquer sanção tenha sido jamais imposta", finaliza.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1218366-comite-afirma-que-contrato-foi-integralmente-cumprido.shtml

Consultor acusa COB de calote milionário


Por Filipe Coutinho e Leandro Colon

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está no centro de uma briga milionária de bastidores do mercado mundial olímpico sob a suspeita de não pagar uma dívida da candidatura dos Jogos do Rio.

Um dos mais renomados consultores internacionais sobre Olimpíada, o australiano Craig McLatchey acusou o COB, em entrevista à Folha, de não pagar uma comissão, que, inicialmente, era de US$ 1 milhão e passou para US$ 800 mil (cerca de R$ 1,6 milhão na cotação atual).

O valor é referente a uma taxa de sucesso, acertada por escrito entre as partes caso o Rio fosse escolhido como sede da Olimpíada de 2016.

"O COB tem se recusado a cumprir as suas obrigações no âmbito do Memorando de Entendimento com a EKS, que inclui, entre outras condições, uma taxa de sucesso se o Rio fosse escolhido. Essa taxa não foi paga", afirma.

O comitê, por sua vez, nega qualquer dívida. O caso pode parar na Justiça.

Em 2007, quando o COB anunciou a candidatura do Rio, o comitê, presidido por Carlos Arthur Nuzman há 17 anos, fez um acordo, por escrito, de cifras milionárias com a consultoria EKS.

A empresa é sediada na Suíça e comandada por McLatchey, consultor ligado aos Jogos Olímpicos de Sidney, realizados em 2000, e que atualmente trabalha na candidatura de Istambul (Turquia) para sediar o evento em 2020.

No Rio, a tarefa de McLatchey era organizar os preparativos e orientar o COB sobre como convencer o COI (Comitê Olímpico Internacional) a escolher a cidade, que já havia perdido disputa anterior, para os Jogos de 2012.

Em troca da consultoria, a EKS deveria receber US$ 4,8 milhões (quase R$ 10 milhões), além de US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) como bônus caso o Rio fosse escolhido, segundo o acordo de 2007.

"A EKS fez um acordo global com o COB e forneceu serviços substanciais ao longo de vários anos, que foram de fundamental importância para o sucesso da candidatura do Rio", diz o consultor.

Após esse acordo, o governo federal decidiu bancar os preparativos da candidatura do Rio, firmando diversos convênios com o COB, um deles, em 2008, específico para pagar a consultoria da EKS, contratada sem licitação pelo comitê brasileiro.

O COB fez então novo contrato com a EKS para transferir R$ 11 milhões, algo próximo aos US$ 4,8 milhões do primeiro acerto. No entanto excluiu a taxa de sucesso.

Essa taxa não entrou no segundo acordo porque o Ministério do Esporte não arca com esse tipo de despesa.

Após o Rio ser escolhido a sede, o comitê brasileiro quis só manter o valor repassado pelo governo, sem honrar a taxa de sucesso, afirma o consultor internacional.

Houve então uma negociação para baixar a taxa de US$ 1 milhão para US$ 800 mil. Mesmo assim, McLatchey diz que nada foi pago.

Em 2012, como a Folha revelou em setembro, o governo federal fez um novo pagamento para o COB repassar à EKS. A justificativa era que, durante o convênio em 2008 e 2009, houve uma forte desvalorização cambial.

Assim, a EKS recebeu mais R$ 2 milhões, com dinheiro público. Esse valor, por coincidência, é similar à taxa de sucesso que a EKS cobra como dívida do COB.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1218364-consultor-acusa-cob-de-calote-milionario.shtml

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

'Inspirado' em Londres, Rio pode ter ingresso de saltos ornamentais mais caro que futebol e vôlei


Por Thiago Arantes

Uma Olimpíada no Brasil em que a final dos saltos ornamentais custará o dobro da decisão do ouro no futebol ou do vôlei. É estranho, parece impossível, mas é isso que mostra o primeiro orçamento do Comitê Organizador do Rio 2016. O documento só será tornado público em julho de 2013, mas a reportagem do ESPN.com.br teve acesso aos dados com exclusividade. 

Entre várias outras definições orçamentárias, há no documento uma tabela com os preços de ingressos das modalidades olímpicas. Acontece que os preços apresentados mostram uma semelhança muito grande com os praticados nos Jogos Olímpicos de Londres, o que provoca uma série de distorções. 

Caso os preços deste primeiro orçamento sejam mantidos, a entrada mais cara para a final dos saltos ornamentais, esporte em que o Brasil jamais conquistou uma medalha, custaria R$ 1350, mais que o dobro de um ingresso do mesmo tipo para a decisão do vôlei ou do futebol, ambos cotados em R$ 555.

Ainda pela planilha do primeiro orçamento, um ingresso para o ciclismo de pista – outra modalidade pouco popular entre os brasileiros – custaria R$ 975, quase três vezes o preço das disputas do judô e do handebol, esporte mais praticado nas escolas do país, que seriam vendidos por R$ 375. 

Os preços, que refletem pouco da realidade do esporte brasileiro, nada mais são do que uma conversão dos que foram praticados em Londres. Na Olimpíada londrina, esportes como ciclismo, saltos ornamentais, boxe e hipismo tinham preços mais altos por terem tradição entre os britânicos e envolveram representantes do país-sede com chances de medalha.

Em Pequim, por exemplo, esportes como o basquete – do astro Yao Ming – vôlei, tênis de mesa e badminton estavam entre aqueles com os ingressos mais caros. A precificação costuma atender às demandas e tradições dos países-sede.

No caso do Rio-2016, esta análise ainda não foi feita, segundo o texto do orçamento obtido pelo ESPN.com.br. Diz o documento que “a pesquisa de mercado local, que avaliará o preço e demanda por ingressos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil e apoiará a estratégia do Programa de Venda de Ingressos, não foi contemplada neste exercício”. 

Golfe e rúgbi, esportes que voltam ao programa olímpico exatamente no Rio, não tiveram seus preços inclusos na lista, o que dá outro indício de que os Jogos de Londres serviram como “inspiração”. No texto do orçamento, não há qualquer citação à capital inglesa como parâmetro para a definição dos preços das entradas. 

Cerimônias salgadas – De acordo com a planilha de preços que consta do primeiro orçamento do Rio-2016, o ingresso de preço mais alto nos Jogos será o da Cerimônia de Abertura – o setor mais caro custará R$ 6036; o mais barato, R$ 60. O encerramento terá preços entre R$ 60 e R$ 4500. 

Dentre as modalidades, o atletismo tem o preço mais alto da planilha, com R$ 2175 por um dia de atividades. A natação custará, se mantidos os valores do primeiro orçamento, R$ 1350 diariamente. Na outra ponta, a Marcha Atlética terá preços entre R$ 60 e R$ 90. 

O primeiro orçamento do Comitê Organizador do Rio-2016 foi revelado com exclusividade pelo ESPN.com.br na quarta-feira. Os gastos previstos no documento – que não incluem a construção de arenas – são de R$ 9,4 bilhões, um aumento de 68% com relação à primeira projeção, feita ainda no período de candidatura da cidade. No período, a inflação foi de 25% pelo IGPM.

Além do estouro orçamentário, que só deve ser revelado oficialmente quando o documento vier a público, em julho, 2013 marcará ainda a entrada de dinheiro público no orçamento do comitê. Até os Jogos Olímpicos, a primeira previsão é de um aporte de R$ 1,7 bilhão.


VEJA ABAIXO A TABELA COM PREÇOS DOS INGRESSOS PARA OS JOGOS DE 2016



Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/300027_inspirado-em-londres-rio-pode-ter-ingresso-de-saltos-ornamentais-mais-caro-que-futebol-e-volei

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Em carta, Itanhangá Golf Club revela que não foi procurado para sediar Olimpíada-2016


Por Felipe Lyra

A reportagem do ESPN.com.br teve acesso a uma carta do Itanhangá Golf Club revelando que o local não foi procurado sobre a possibilidade de ser a sede do golfe na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. A notícia vem no dia em que a Câmara dos Vereadores votará a desapropriação de uma parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi, na Barra da Tijuca, para a construção de um novo campo especificamente para os Jogos do Rio. 

Entenda o caso
Entregue à Câmara, o PLC 113 propõe a desapropriação de uma área de 58 mil metros quadrados da APA de Marapendi para a construção de um novo campo de golfe para as Olimpíadas de 2016. O projeto, que não foi discutido em audiências públicas, será votado na tarde desta quinta-feira (20), quando uma sessão extraordinária definirá, em última discussão, a sua aprovação ou não.

Os opositores do projeto, que conta com o apoio expresso do pefeito Eduardo Paes, alegam que a medida é desnecessária, visto que o Itanhangá Golf Club, área renomada entre os praticantes do esporte no Rio de Janeiro, poderia ter plenas condições de atender às exigências olímpicas, ou ao menos precisaria de menos ajustes. 

Em meio às discussões, o vereador Carlo Caiado (DEM) enviou, ainda em maio deste ano, um ofício ao clube questionando se ele teria, de fato, condições de sediar as partidas de golfe em 2016. Em resposta, o presidente do local afirmou que não foi procurado por nenhum órgão ligados aos Jogos Olímpicos, mas que em princípio haveria, sim condições de receber a competição.

Confira os documentos na íntegra:

"Em virtude das dúvidas apresentadas em recente reunião na Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, onde foi explanado o projeto do campo de golf que será construído para atender aos Jogos Olímpicos de 2016, algumas questòes surgiram nesse debate e considero pertinente repassar ao Itanhangá Golf Club, de grande importância não só para a Cidade, mas também para o esporte.

1 - O Itanhangá Golf Club foi sondado por algum órgão envolvido na organização dos Jogos Olímpicos de 2016 sobre a possibilidade do loca sediar o Golf Olímpico?

2 - O Itanhangá Golf Club tem condições de atender as exigências estruturais para sediar as competições de golfe nos Jogos Olímpicos de 2016?

3 - Caso tivesse que se adaptar ou fazer algum tipo de intervenção, o Itanhangá Golf Club conseguiria executar estas intervenções de adequação sem auxílio de recursos públicos?

4 - O Itanhangá Golf Club, caso fosse procurado, aceitaria sediar a modalidade de golf nos Jogos Olímpicos de 2016?

Na certeza de enconrar o acolhimento para a demanda que se apresenta, aproveito para apresentar protestos de elevada estima e consideração.

Atenciosamente,

Vereador Carlo Caiado
Segundo vice Presidente"

"Excelentíssimo Senhor,

Em atenção ao Ofício OF-GVCC número 219/2012, através da qual Vossa Excelência formula algumas perguntas acerca da realizaçào das Olimpíadas de 2016, temos a satisfação de transmitir-lhes as seguintes informações, na sua ordem:

1 - O Itanhangá Golf Club NÃO foi sondado por órgão envolvido na organização dos Jogos Olímpicos de 2016 sobre a possibilidade de sediar o Golf Olímpico.

2 - Em nossa opinião, o Itanhangá Golf Club tem SIM condições de atender as exigências estruturais para sediar as competições de golfe dos Jogos Olímpicos de 2016.

3 - O Itanhangá Golf Club, caso tenha que se adaptar ou fazer algum tipo de intervenção de adequação, neste momento, infelizmente, dada a exiguidade de prazo, NÃO teria condições de executá-la sem o auxílio dos recursos públicos.

4 - O Itanhangá Golf Club, caso tivesse sido procurado, aceitaria SIM sediar a modalidade de golfe nos Jogos Olímpicos de 2016.

Na expectativa de termos oferecido a Vossa Excelência os esclarecimentos solicitados sobre a matéria, continuaremos ao seu inteiro dispor.

Atenciosamente,
Alberto Fajerman
Presidente".

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299984_em-carta-itanhanga-golf-club-revela-que-nao-foi-procurado-para-sediar-olimpiada-2016

Os tortuosos e injustos critérios do COB


Por Marcelo Laguna

Complicado, para dizer o mínimo, entender os critérios adotados pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva para 2013, ano que marcará a abertura do novo ciclo olímpico, visando os Jogos Olímpicos do Rio 2016. E antes que meus amigos da assessoria de imprensa do COB (sim, acreditem, tenho amigos por lá) mandem e-mail cornetando o post, quero avisar que entendi perfeitamente quais os tais critérios adotados pela entidade no repasse dos quase R$ 68 milhões, fora o valor pertinente ao Fundo Olímpico. Tudo somado, serão quase R$ 90 milhões para serem utilizados pelo esporte olímpico nacional. Uma beleza.

Só que entender os critérios não significa necessariamente aceitá-los e considerá-los justos. Muito pelo contrário.

É incrível que a cada ano, quando chega o momento do COB divulgar a fatia que  cada uma das 29 confederações olímpicas do Brasil (o futebol, comandado pela CBF, não entra na divisão), o sentimento que me vem à mente é que tudo poderia ser feito de uma forma diferente. E que alguém está saindo perdendo dinheiro, injustamente.

Para 2013, a boa notícia é que o repasse de verbas para as entidades esportivas brasileiras irá aumentar. Contra os R$ 60,9 milhões que foram repassados este ano, serão R$ 67,4 milhões em 2013. O bicho começa a pegar quando você observa detalhadamente a lista, com os respectivos valores com o qual cada confederação foi agraciada. Aí que as distorções ficam mais evidentes.

Não consigo aceitar, por exemplo, que a ginástica artística, que obteve um feito histórico nos Jogos de Londres 2012, com a inédita medalha de ouro de Arthur Zanetti nas argolas, não tenha entrado na faixa máxima dos repasses, que é de R$ 3, 5 milhões. Em 2013, serão R$ 3,3 milhões. É pouco? Claro que não! Mas que raios a ginástica brasileira precisa fazer para alcançar o teto dos repasses e igualar-se aos primos mais ricos do esporte brasileiro, como vôlei e desportos aquáticos?

Igualmente inacreditável é ver que o boxe brasileiro, depois de acabar com um jejum de 44 anos sem medalhas sair de Londres com três (uma de prata e duas de bronze) terá um repasse de R$ 2,6 milhões, menos do que o hipismo, que passou sem brilho algum nos Jogos Olímpicos, mas que foi agraciado com R$ 3,3 milhões, a segunda faixa na lista do COB. Estranho, né?

E como esquecer a incrível medalha de bronze obtida por Yane Marques no pentatlo moderno, esporte sem qualquer tradição no Brasil? Só que o feito de Yane ajudou a dar para seu esporte R$ 1,7 milhão, muito menos do que os R$ 2,6 milhões do ciclismo para o próximo ano. E que ninguém me venha com os estúpidos argumentos que são várias as modalidades envolvidas (estrada, pista, mountain bike). Se a tal meritocracia, que os cartolas do COB tanto gostam de apregoar, existisse de fato, quem deveria ser premiado: o aluno que faz a lição de casa certinha e passa de ano com louvor, ou aquele que fica de recuperação?

Como recordar é viver, escrevi há quase um ano sobre o mesmo tema, também estranhando os critérios de distribuição de verbas feita pelo COB. Como se vê, nada mudou.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/esportesolimpicos/2012/12/20/os-tortuosos-e-injustos-criterios-do-cob/

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Orçamento privado do Rio-2016 aumenta 68% em três anos, e governo pagará a conta


Por Thiago Arantes

O orçamento do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio já estourou, e o governo pagará parte da conta. Quando a cidade foi escolhida para receber a Olimpíada, em 2009, a estimativa de gastos do comitê era de 5,6 bilhões. Três anos depois, o valor já aumentou para, no mínimo, R$ 9,4 bilhões, um acréscimo de 68% - a inflação acumulada no período foi de 25% segundo o IGPM. 

Neste valor entram os gastos de organização dos Jogos - como a cerimônia de abertura, custos com comunicação, tecnologia, segurança entre outros - e não a construção de arenas, que ficará a cargo do governo em parcerias com a iniciativa privada. A estimativa inicial dos gastos com arenas é de R$ 23 bilhões.

O Rio-2016 alega que o orçamento inicial, da época da candidatura, era preliminar e já seria revisto para uma primeira versão de orçamento, com a inclusão de dados e despesas de forma mais detalhada. No entanto, a assessoria da entidade disse que o orçamento ainda está em fase de confecção e só será divulgado em 2013. 

Na quinta-feira, o ESPN.com.br publicará mais detalhes do orçamento dos Jogos do Rio-2016, citando as verbas destinadas às principais áreas, como Tecnologia, Legado, Transportes, Alimentação e Cerimônias de Abertura, Encerramento e Revezamento da Tocha - NÃO PERCA.

Procurados pelo ESPN.com.br, Carlos Arthur Nuzman - presidente do COB e do Rio-2016 - e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não quiseram comentar sobre o orçamento, alegando que ele ainda não é oficial.

Entretanto, o ESPN.com.br já teve acesso ao primeiro orçamento oficial, que só será divulgado em julho de 2013. Os dados mostram que o órgão – que se apresenta como uma entidade privada e sem fins lucrativos – foi deficitário em 2010 e 2011 e passará a contar com subsídio do governo já no próximo ano. 

A participação governamental no pagamento das contas do comitê já estava prevista desde antes de o Rio ser cidade olímpica. Ainda na fase de candidatura, as três esferas do governo se comprometeram com o COI, disponibilizando-se para sanar um eventual déficit da organização. No dossiê, o limite para participação governamental era de R$ 1,4 bilhão. Entretanto, a entrada de dinheiro público no orçamento não era o primeiro plano do comitê; a ideia era só recorrer aos governos em caso de necessidade. 

No site do Rio-2016, a relação entre o órgão e o governo é retratada da seguinte forma: “O objetivo do Comitê Organizador é que esse orçamento seja completamente financiado por receitas privadas, mas os três níveis de governo – federal, estadual e municipal – garantiram ao COI cobrir qualquer necessidade de recursos do Comitê Organizador.”

No orçamento ao qual o ESPN.com.br teve acesso, a previsão de injeção de dinheiro governamental é de R$ 1,7 bilhão até 2016 (equivalente ao valor corrigido de 1,4 bilhão, de acordo com a inflação desde 2009). Está em fase de aprovação na Casa Civil o decreto que regulamentará a alocação destes recursos, vindo dos três governos.

Os valores que serão alocados pelo governo neste decreto são para o Comitê Organizador, e não para obras de infraestrutura. Neste ponto, o investimento governamental será ainda maior. O ministério do Esporte prevê a injeção de R$ 500 milhões apenas em infraestrutura apenas em 2013.

Em contato com o ESPN.com.br, a assessoria de imprensa do ministério disse que não haverá qualquer aporte de verba saíndo do órgão para o Comitê Organizador do Rio-2016.

O decreto deve ser assinado pela presidenta Dilma no começo do próximo ano; ele definirá em que áreas do comitê organizador o governo colocará dinheiro. Esta será a primeira injeção de dinheiro público no comitê. Durante os últimos anos, a entidade usou a prerrogativa de não contar com o auxílio do governo para contratar produtos e serviços em concorrências sem licitações. 

A partir de 2013, o dinheiro dos três governos começará a entrar de forma gradativa: no primeiro ano, serão R$ 109 milhões; no segundo, R$ 237 milhões; no terceiro, R$ 619 milhões; em 2016, o subsídio chegará a R$ 701 milhões. Até mesmo em 2017, já depois dos Jogos, os governos colocarão R$ 88 milhões no comitê. 

Os valores podem ser remodelados de acordo com as necessidades do comitê e corrigidos de acordo com a inflação. Segundo apurou o ESPN.com.br, há a possibilidade de um aumento no déficit forçar uma alocação ainda maior de recursos governamentais. 

Caso coloque apenas R$ 1,7 bilhão no Comitê Organizador, o governo será responsável por financiar 18% dos R$ 9,4 bilhões do orçamento da entidade. A participação governamental, se considerados apenas os 3,8 bilhões que já estouraram a previsão inicial, será de 44%. A União, a prefeitura e o governo do Rio pagarão quase metade do estouro orçamentário.

Mais dinheiro que o COI – De acordo com o orçamento visto pelo ESPN.com.br, o subsídio dos três governos ao comitê organizador será maior do que a contribuição do Comitê Olímpico Internacional (COI). A entidade máxima dos esportes olímpicos deve alocar R$ 1,1 bilhão em recursos. 

O faturamento com vendas de ingressos, que costuma ser um dos maiores financiadores dos Jogos, também será ligeiramente menor do que o subsídio governamental. Com as entradas, o Rio-2016 deve receber R$ 1.723.906.000,00 – cerca de R$ 34 milhões menor do que o dinheiro proveniente dos governos.

A maior fonte de receita do comitê organizador é proveniente de patrocinadores: as empresas nacionais que se associaram aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos darão, até 2016, um total de 3,2 bilhões; os parceiros internacionais serão responsáveis por R$ 679 milhões. Os valores podem sofrer correções, pendentes de novos contratos e da inflação no período. 

VEJA ABAIXO A TABELA COM O ORÇAMENTO REVISADO DO COMITÊ ORGANIZADOR


Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299720_orcamento-privado-do-rio-2016-aumenta-68-em-tres-anos-e-governo-pagara-a-conta

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O efeito Nuzman: em 2 décadas, gastos de 40 bi de reais


Desde 1995, o cartola fez o governo torrar mais de 8 bilhões. Reeleição nesta sexta dá a ele mais quatro anos no cargo - e mais uma avalanche de dinheiro

Carlos Arthur Nuzman, o dirigente esportivo mais poderoso do país, é presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) desde 1995. De acordo com muitos de seus opositores, os dezessete anos de mandato que Nuzman cumpriu até agora foram marcados pela concentração total de poder nas mãos do cartola - o carioca é o primeiro presidente de comitê olímpico nacional a acumular também o comando do comitê organizador de uma Olimpíada. Para outros adversários, a principal marca de sua gestão é outra: o implacável combate aos opositores, o que o faz permanecer intocável na chefia do COB (nesta semana, o único presidente de confederação que não vota em Nuzman o acusou de esmagar uma tentativa de formação de chapa alternativa). O que mais chama atenção na era Nuzman, porém, é o volume de dinheiro - quase todo proveniente dos cofres públicos - movimentado em função de sua atuação no comando do esporte brasileiro. Desde 1995, foram cerca de 8,2 bilhões de reais consumidos por todos os projetos lançados pelo comitê. Com os quatro anos adicionais de mandato que ganhou na eleição desta sexta, Nuzman somará mais de duas décadas no poder - e quase 40 bilhões de reais em gastos variados ligados ao COB, tanto no esporte como na organização de megaeventos.

Os 8,2 bilhões investidos até agora correspondem aos gastos com os preparativos dos atletas brasileiros nos últimos cinco ciclos olímpicos e ao valor total estimado dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. O Pan, aliás, prometia consumir menos de 400 milhões de reais, com alguma participação da iniciativa privada. As contas mais recentes colocam o valor total do evento na casa dos 4 bilhões, com presença nula de investidores privados. Outros 4,2 bilhões representam a soma dos gastos com as delegações olímpicas de Atlanta-1996 até Londres-2012. Desde que Nuzman chegou ao poder, o governo foi transformado no maior patrocinador do esporte no Brasil. A criação de leis de incentivo fiscal e programas de suporte aos atletas de alto rendimento abriu caminho para que o setor fosse inundado por verbas públicas. Em Atlanta-1996 e em Sydney-2000, as confederações receberam cerca de 67 milhões e 75 milhões de reais, respectivamente (em valores atualizados). A partir de Atenas-2004, o esporte nacional passou a contar com os recursos da Lei Piva, que reserva aos atletas olímpicos uma parte das arrecadações de loterias federais. Naquele ano, foram gastos 312 milhões na preparação olímpica. Em Pequim-2008, o valor disparou para 1,7 bilhão de reais, e nos Jogos deste ano, em Londres, o investimento na área bateu em 2,1 bilhões de reais.

Apesar da multiplicação dos valores aplicados no esporte olímpico, o desempenho brasileiro nos Jogos não deu o salto esperado. Desde as quinze medalhas de Atlanta, foram duas campanhas piores (doze em Sydney e dez em Atenas), uma igual (em Pequim) e apenas uma superior (em Londres, o Brasil fez sua melhor campanha, com dezessete medalhas conquistadas, mas ainda ficou muito distante das grandes potências olímpicas). No mesmo período, a Grã-Bretanha, por exemplo, saltou do mesmo patamar que o Brasil para o terceiro lugar no quadro de medalhas. A constatação inescapável é de que os investimentos não foram bem direcionados. Em Atlanta, cada medalha custou o equivalente a 4,4 milhões de reais ao país. Em Londres, cada pódio custou mais de 123 milhões de reais. Para o próximo ciclo olímpico, o governo federal já anunciou que o investimento nos atletas chegará a inéditos 2,5 bilhões de reais. Desta vez, porém, o Ministério do Esporte tenta criar mecanismos para vincular a liberação dos recursos a contrapartidas exigidas aos cartolas. Uma delas, anunciada pela primeira vez pelo ministro Aldo Rebelo em entrevista publicada em VEJA, é a alternância de poder nas confederações. O governo espera que os dirigentes tenham mandatos mais curtos e não possam se reeleger várias vezes. Sobre a permanência de Nuzman no poder, porém, o ministro diz não ter o que fazer.

A gastança do esporte

Os destinos dos investimentos bilionários feitos pelo governo a pedido do COB de Nuzman

Repasses aconfederações*Organização doPan-2007Obras para aRio-2016Operação daRio-201617%10.1%14.2%58.7%
*Soma dos valores atualizados de Atlanta-1996 até Londres-2012 mais os 2,5 bilhões de reais prometidos até a Rio-2016


Encrenca - Aos 2,5 bilhões de reais previstos para as confederações nos próximos quatro anos de mandato de Nuzman somam-se os custos que o país terá de cobrir para fazer a Olimpíada no Rio. O Comitê Organizador dos Jogos (que, aliás, está à procura de profissionais para trabalhar no orçamento do evento) calcula em 5,6 bilhões de reais os gastos com o planejamento e a operação da Olimpíada. Esse foi o valor acertado com o Comitê Olímpico Internacional (COI) - que recebeu a garantia de que as três esferas de governo cobrirão as despesas caso o comitê local não consiga receitas privadas, como Nuzman promete fazer. A maior parte da encrenca, porém, já está depositada sobre as contas públicas. Ao trazer a bandeira olímpica à cidade-sede depois do encerramento de Londres-2012, o prefeito Eduardo Paes disse que o orçamento dos Jogos só sairá no segundo semestre do ano que vem. O comitê da Rio-2016, contudo, estima em 23,2 bilhões de reais as obras de instalações e infraestrutura de 2016 (Londres-2012 custou cerca de 35 bilhões, já incluídos os custos de operação). Com mais 90 milhões de reais investidos na candidatura a sede dos Jogos, a soma total dos gastos da era Nuzman atinge uma projeção próxima dos 40 bilhões, uma média de 1,9 bilhão de reais consumidos a cada ano de mandato do cartola mais gastador de que já se teve notícia no país.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/o-efeito-nuzman-em-2-decadas-gastos-de-40-bi-de-reais

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quarta edição do CAGE tem início nesta terça-feira


Referência na formação de gestores para o esporte brasileiro, o Curso Avançado de Gestão Esportiva (CAGE) tem sua quarta edição sendo iniciada nesta terça-feira, no Rio de Janeiro. Realizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), através do Instituto Olímpico Brasileiro, a nova edição do CAGE tem 37 alunos inscritos. Entre eles, alguns destaques do esporte brasileiro, como Cassius Duran (saltos ornamentais), Lara Teixeira (natação sincronizada), Camila Carvalho (remo), Marina Canetti (polo aquático), Camila Ferezin (ginástica rítmica), Rui Campos e Ricarda Lima (vôlei). A aula inaugural será realizada às 10h, na sede do COB.

Desde sua primeira edição, o CAGE já formou 62 profissionais de diferentes setores do esporte nacional, como o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Forças Armadas, Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos (CONFAO), Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Secretarias de Esportes municipais, Ministério do Esporte, além do próprio COB. Já passaram pelas edições anteriores do CAGE atletas e ex-atletas como Hortência Marcari (basquete), Adriana Behar (vôlei de praia), Sebástian Cuattrin (canoagem) e Daniela Polzin (judô), entre tantos outros.

O Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) dos alunos inscritos e selecionados para a quarta edição do CAGE será desenvolvido em cima de questões identificadas com base no diagnóstico das modalidades olímpicas feito pelo COB. O objetivo é atender a demanda mais importantes do esporte brasileiro visando aos Jogos Olímpicos Rio 2016. "O CAGE visa contribuir para o desenvolvimento do esporte nacional através da capacitação profissional. O COB atende, com isso, a uma demanda de um mercado aquecido pelos futuros eventos esportivos que acontecerão no país", informa Soraya Carvalho, ex-ginasta olímpica, gerente do Instituto Olímpico Brasileiro.

O curso, que tem a duração de um ano, está estruturado em uma programação composta por atividades teóricas, práticas e dinâmicas. Serão realizadas várias discussões em grupo e produzidos trabalhos e projetos, de forma que todas essas ações possam ser transformadas em soluções concretas para organizações esportivas do país. 

O estudo desenvolvido pelos alunos é baseado no manual Managing Olympic Sport Organizations, produzido pela Solidariedade Olímpica. O manual abrange seis áreas de estudo: gestão de organizações esportivas olímpicas, gestão estratégica, gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão de marketing e organização de grandes eventos. Ao final do curso, o aluno recebe o certificado de Gestor Avançado de Esporte do Comitê Olímpico Internacional.

O IOB possui três grandes objetivos com a realização do CAGE: promover o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos de gestores esportivos necessários para um gerenciamento mais efetivo das instituições esportivas nacionais; promover a análise, discussão, produção de conhecimento e desenvolvimento de propostas de soluções concretas de situações-problema encontradas em organizações esportivas; e fomentar o intercâmbio de informações e o desenvolvimento de uma rede de contatos profissionais entre os gestores.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/192149+quarta+edicao+do+cage+tem+inicio+nesta+terca+feira

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Comitê Organizador ganha sede própria


Previsão é que espaço na Cidade Nova abrigue até 2.300 funcionários

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - A futura sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, na Cidade Nova, está quase pronta. Em fevereiro de 2013, os funcionários se mudam dos escritórios que ficam hoje na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na Avenida das Américas, na Barra. A decisão de ter sede própria foi tomada porque, à medida em que os Jogos forem se aproximando, mais funcionários serão contratados. Hoje 390 pessoas trabalham na Barra, mas a previsão é chegar a 2.300 colaboradores nas novas instalações.
— Por essa razão, a opção foi construir uma sede com estruturas modulares. Isso permite que a gente a amplie à medida em que mais funcionários forem sendo contratados — explicou o diretor de instalações do Comitê Rio 2016, Luiz Henrique Ferreira.
Um dos principais compromissos, já no primeiro mês de funcionamento da nova sede, será receber o Comitê Olímpico Internacional. Isso porque em fevereiro está marcada uma nova rodada de reuniões no Rio entre a comissão do COI que acompanha a evolução dos preparativos para as Olimpíadas com representantes da Rio 2016 e técnicos do governo federal, estadual e da prefeitura. Até então, essas reuniões vinham acontecendo na sede do COB.

Sede terá três andares
A nova sede terá três andares e 10,6 mil metros quadrados de área útil. Mais módulos serão acrescidos em maio e setembro de 2013 chegando a 21.260 metros quadrados de área útil construída.
— Para a fase atual,já está quase tudo pronto. Estamos na fase de conclusão das instalações elétricas e hidráulicas_ diz o diretor de instalações. — O projeto prevê que a sede tenha até 74 salas de reunião. Se por acaso precisarmos de mais funcionários do que projetamos, algumas salas podem ser desmontadas e revertidas em escritórios — conta Luiz .
Alguns conceitos do projeto foram trazidos da sede atual. Os funcionários trabalharão em baias com espaços amplos e poucas divisas. Luiz Henrique porém, destaca que o projeto apresenta inovações:
— Os funcionários contarão com uma academia de ginástica com os principais equipamentos. Além disso, procuramos adotar conceitos de sustentabilidade no projeto. Toda a iluminação será com lâmpadas leds (que consomem menos ). Também tentamos valorizar a iluminação natural e instamos equipamentos de ar-condicionado especiais, que consomem menos energia — detalhou Luiz Henrique.
O projeto prevê que algumas salas de reuniões terão acesso restrito, controlado por impressões digitais. Nessas salas serão tratados assuntos mais sigilosos para evitar que vazem e atrapalhem a festa. Um dos assuntos que será debatido por exemplo é a escolha do escritório de design que criará as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O edital com as regras será divulgado na segunda-feira. Sabe-se, porém, que o Comitê vai tentar surpreender. com algo diferente. Comenta-se, por exemplo, que é improvável que a escolha recaia sobre o macaco muriqui, preferido pelo secretário estadual do Ambiente , Carlos Minc. O Comitê Organizador também já abriu uma concorrência para selecionar uma empresa para desenvolver o plano comercial de venda de produtos alusivos às mascotes dos Jogos. .
Além do Comitê Rio 2016, salas da sede serão usadas pela Empresa Olímpica Municipal (EOM), que hoje funciona no prédio da Secretaria municipal de Conservação, no Rio Comprido. Os custos com obras, mobiliário e segurança do espaço são pagos com recursos próprios da entidade. O Comitê não divulgou o valor total dos gastos com a sede.

Sem vagas de garagem
O terreno onde as instalações estão sendo construídas pertence ao Instituto de Previdência da prefeitura (Previ-Rio), que o cedeu para o município Devido à proximidade com o metrô do Estácio e por ser uma estrutura provisória (será desmontada depois do evento), foi projetado sem garagens.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/comite-organizador-ganha-sede-propria-6625504#ixzz2BLqRZWX2 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Sem garantias financeiras, Rio 2016 descarta São Januário nos Jogos


Entidade diz que clube não apresentou projeto completo para receber rúgbi
até a data limite. Diretoria não sabia sobre necessidade da carta de fiança

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 emitiu um comunicado nesta quinta-feira descartando o uso de São Januário para as competições de rúgbi das Olimpíadas. De acordo com o órgão, o clube não enviou dentro do prazo estipulado (última quarta-feira, 31 de outubro) o projeto completo para receber a disputa. O Engenhão, que será ampliado, já surge como a principal alternativa.
A versão da diretoria do Vasco é que, neste momento, o comitê não havia exigido a carta de fianças, que estabelece garantias financeiras sobre quem iria investir na transformação do estádio em uma arena de acordo com as exigências do COI. O clube ainda apronta esta e outras documentações e, por isso, não a anexou ao dossiê que foi entregue. Embora já estivesse definido que o BNDES emprestará o equivalente a 60% da reforma e o restante será dividido entre investidores e patrocinadores, que só serão escolhidos após a licitação, prevista para 2013, e explorarão suas marcas no local.
O GLOBOESPORTE.COM não conseguiu contato com o alto comando do projeto, composto pelo presidente Roberto Dinamite, pelo diretor geral Luiz Gomes e pelo vice de marketing Eduardo Machado, além de conselheiros influentes, como o empresário Olavo Monteiro de Carvalho. Nenhum atendeu às ligações. Antes, o caso era tocado pelo ex-vice de finanças Nelson Rocha e pelo ex-vice de patrimônio Fred Lopes, que pediram demissão de seus cargos em setembro.
Faltava ainda o projeto de urbanização do entorno de São Januário, que ficará sob responsabilidade da Prefeitura, grande parceira na empreitada pelo fato de Eduardo Paes ser vascaíno. Além dele e do governador Sergio Cabral, outro torcedor do clube, o secretário municial de Conservação e Serviços Públicos (e ex-coordenador da candidatura do Rio-2016), Carlos Roberto Ozório, e o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, sempre foram alianças importantes para que a honra de sediar a competição não saísse das mãos do Vasco.
Em entrevista coletiva na terça, Dinamite enfatizou a importância de o estádio ser modernizado e contava com a resposta positiva do comitê Rio 2016, após o esforço do trabalho de mais de um ano.
- O desejo do Vasco é fazer aqui uma arena. Estamos trabalhando o projeto para fazer de São Januário um novo anel com uma empresa do ramo. Inicialmente, Nelson (Rocha, ex-vice de finanças) e Fred Lopes (ex-vice de patrimônio) tiveram autonomia nesse processo. Houve reuniões também com prefeito e governador. Para fazer uma arena, passa por obras no entorno de São Januário. É um projeto para o Vasco ser sede do rúgbi, que passa pelo (Carlos Arthur) Nuzman (presidente do COB e comitê Rio 2016) e para termos mais conforto para atender o torcedor. Vamos entregar o documento para que isso possa começar a ser realizado - declarou.

Confira o comunicado oficial do Comitê Rio 2016 na íntegra:

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ (Rio 2016™), o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Conselho Internacional de Rugby (IRB, na sigla em inglês) estão totalmente empenhados em garantir competições excepcionais de rugby nos Jogos Olímpicos de 2016.
O Estádio de São Januário fora identificado como a potencial instalação para o rugby. Essa possibilidade estava sujeita ao atendimento de certas exigências.
O Clube de Regatas Vasco da Gama foi requisitado, em 9 de abril de 2012, a enviar, até 31 de outubro de 2012, o projeto completo e todas as garantias, incluindo financeiras, referentes à cessão do estádio nas condições exigidas pelo COI e pelo IRB para o evento.
Por não ter recebido a documentação pedida até a data estipulada, o Rio 2016™ promoverá agora uma reavaliação dos planos operacionais do Estádio João Havelange, em conjunto com o IRB e o COI, para assegurar que a estreia do rugby nos Jogos Olímpicos seja bem sucedida e memorável.
O IRB acrescentou: “O IRB tem sido totalmente informado pelo Rio 2016™ das discussões em andamento sobre a escolha da instalação esportiva para os eventos de rugby nos Jogos Olímpicos.
O IRB continuará a trabalhar em parceria com o Rio 2016™ e o COI para assegurar a realização de eventos de rugby marcantes e bem sucedidos para as equipes, os fãs e as famílias Olímpica e do rugby.”

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/11/comite-rio-2016-descarta-uso-de-sao-januario-nas-olimpiadas.html?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=globoesportecom

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

COB reafirma o desejo de ver o Brasil no top 10 do quadro de medalhas


Pelo novo critério de contagem do órgão, país ficaria em 14º nos Jogos de Londres

Por Claudio Nogueira

RIO - Em sua palestra no seminário “Rio 2016 é Agora”, no Hotel Marriott, em Copacabana, nesta segunda-feira, o superintendente técnico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, divulgou a ideia de que famílias de atletas olímpicos brasileiros repitam daqui a quatro anos, nas Olimpíadas, o que foi feito por famílias inglesas que receberam em suas casas, como hóspedes, parentes de atletas olímpicos estrangeiros ou de outros pontos do país que foram aos Jogos de Londres.
O dirigente reafirmou que o COB vem adotando um critério diferente do utilizado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e a maioria dos países filiados à entidade. Para o órgão brasileiro, o que vale agora é o total de medalhas, e não mais o número de ouros. Por esse critério, o Brasil teria sido o 14º colocado no quadro de medalhas em Londres-2012, mas pelo número de ouros, ficou em 22º. De qualquer forma, para 2016, o objetivo é o de que o país seja top 10 no quadro de medalhas.
— O objetivo é o de tornar e manter o Brasil uma potência olímpica. Talvez para 2016 não seja tão difícil, mas o difícil será manter em 2020, 2024, 2028... Para isos, precisamos manter os esportes em que já ganhamos medalhas e ganhar medalhas onde não ganhamos. Em Londres-2012, quem estava no top 10 não ganhou menos de 13 medalhas - calculou ele, estimando a necessidade de 18 esportes medalhistas para chegar a tal objetivo.
Marcus Vinícius disse estar ciente de que das 40 modalidades do programa dos Jogos só 15 darão ao Brasil 25 a 30 medalhas. No caso do COB, as modalidades foram classificadas em diferentes tipos.
— Algumas são vitais, como judô e vôlei (que não podem deixar de ganhar medalhas). Outras são potenciais, como boxe e ginástica (em crescimento). Algumas são contribuintes, como por exemplo, o pentatlo moderno. Não tínhamos vários atletas que pudessem nos dar medalhas, mas tínhmoas uma (Yane Marques), e investimos tudo nela (acabou ganhando o bronze). As outras são legado, para dar resultado no futuro, em 2020, 2024, 2028.
Para cada uma das 18 modalidades com maiores chances, foi criado um livro-guia. Além disso, também servirá de incentivo o Plano Brasil Medalha, divulgado recentemente pela presidência da República. De acordo com o dirigente, como parte do projeto, as confederações, o próprio COB e o Ministério trabalharão em conjunto.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/cob-reafirma-desejo-de-ver-brasil-no-top-10-do-quadro-de-medalhas-6574479#ixzz2AixpwcaU 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Qual o caminho para o sonho olímpico brasileiro?


País precisa ampliar leque de esportes para ficar entre os dez melhores

RIO - Não vai ser nada fácil. Mas nos Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil quer ser, pela primeira vez, “top 10” no quadro de medalhas. Em Londres 2012, o país obteve o recorde de 17 medalhas, sendo três ouros, cinco pratas e nove bronzes. Pelo número de ouros - critério adotado mundialmente -, ficou em 22º lugar, e pelo total de medalhas - adotado apenas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) -, em 14º (levando em conta os empates entre países com o mesmo número). Diante disso, como o Brasil conseguirá ser “top 10” em 2016?
Dinheiro, parece que não vai faltar. A presidente Dilma Rousseff anunciou, em setembro, o Plano Brasil Medalhas 2016, com um investimento de R$ 1 bilhão para pôr o Brasil entre os primeiros. Cerca de R$ 690 milhões irão para o apoio a atletas, e R$ 310 milhões, para 22 centros de treinamento (CTs). Agora, cabe aos gestores do esporte elaborar projetos. Verbas, a bem da verdade, não faltaram ao COB e ao esporte de alto rendimento, entre 2009 e 2012. O montante foi de R$ 1,7 bilhão, muito mais que os R$ 280 milhões de 2001 a 2004. Vale lembrar que em Atenas, em 2004, os atletas brasileiros obtiveram cinco ouros, duas pratas e três bronzes, num total de dez pódios. Os cinco ouros são o recorde olímpico do país.
- Nossa meta é colocar o Brasil entre os dez primeiros do mundo, considerando o número total de medalhas em 2016. Para isso, começamos com antecedência, desenhando o Plano Estratégico a partir de 2009, quando o Brasil ganhou o direito de sediar os Jogos - afirma o superintendente-executivo de esportes do COB, Marcus Vinícius Freire. - Começamos a aumentar o leque das modalidades medalhistas, com medalhas inéditas no pentatlo moderno, na ginástica e com as três do boxe, que não subia ao pódio olímpico desde 1968. Isso mostra que estamos no caminho certo para a nossa meta. Um CT exclusivo para o Brasil (em Crystal Palace, em Londres) e o projeto Vivência Olímpica (jovens com potencial para 2016 que foram levados a Londres para conhecer o ambiente olímpico) também foram muito bem avaliados.
Na opinião do dirigente, para que o país se torne uma potência olímpica, é preciso dedicação de governo federal, COB, confederações, federações olímpicas e patrocinadores.
- O Brasil apresenta uma curva de crescimento que tende a nos levar ao 10º lugar em casa - diz Freire.
Para alcançar o objetivo, o COB distingue as modalidades em vitais, potenciais, contribuintes e de legado. É preciso ganhar ainda mais nas vitais, as em que já se tem bom histórico (vôlei, futebol, natação, judô, iatismo); reforçar as ações nas potenciais (boxe, ginástica); apoiar as modalidades contribuintes (pentatlo moderno, levantamento de peso); e investir em modalidades de legado (para o futuro). A questão no Brasil é como em menos de quatro anos se poderia desenvolver os vários esportes. Na Grã-Bretanha, sede do megaevento deste ano, o país anfitrião festejou o terceiro lugar em ouros, com 29, atrás de EUA e China. No total, ficaria em quarto, com 65 (29 ouros, 17 pratas e 19 bronzes).
- Começamos a preparar nossa delegação há sete anos - explicou ao GLOBO, em Londres, o lorde Colin Moynihan, diretor-geral da Associação Olímpica Britânica. - Nós nos saímos melhor do que esperávamos. Tínhamos uma boa expectativa, porque temos muitos atletas de talento, mas não acreditávamos que pudéssemos bater a Rússia.
Na ocasião, Moynihan explicou que seu país contava com um fundo em favor dos atletas, com recursos das loterias. Órgão governamental responsável pelo esporte de alto rendimento, o UK Sport havia investido 264 milhões de libras (R$ 834 milhões) de 2009 a 2012.
De acordo com Freire, o COB apoia diversos projetos apresentados pelas confederações, muitos deles com foco nas equipes de base, através da Lei Agnelo Piva (percentual das loterias reverte para o esporte). O trabalho entre o COB e as confederações é feito em conjunto, com intensa troca de informações:
- Os resultados obtidos por boxe, pentatlo moderno e ginástica artística em Londres 2012 mostram que estamos ampliando o leque de modalidades medalhistas olímpicas, sem esquecer as modalidades de maior tradição no Brasil.
Em alguns casos, o COB busca as federações internacionais, como as de badminton e tiro com arco, além de contratar técnicos estrangeiros. O superintendente destaca algumas ações, como o CT Time Brasil, no antigo autódromo de Jacarepaguá; a contratação do consultor americano Steve Roush, ex-dirigente do Comitê Olímpico dos Estados Unidos; o Instituto Olímpico, que forma gestores; a aplicação da Ciência do Esporte; e alguns projetos especiais.
- O COB trabalha incessantemente, e a evolução dos resultados nas principais competições internacionais comprovam isso. Porém, descobrir talentos agora em 2012 para medalhar em 2016 é quase impossível — admite Freire.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/qual-caminho-para-sonho-olimpico-brasileiro-6531270#ixzz2AODTBTcY 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

COB tenta impedir que instituições de ensino usem a palavra 'olimpíada'


Por Thiago Cara

Desde que o Rio de Janeiro foi anunciado como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Comitê Olímpico Brasileiro vem tentando transformar o uso da palavra ‘olimpíada’ uma exclusividade sua. A quatro anos do evento esportivo, a entidade presidida por Carlos Arthur Nuzman abriu guerra contra as já tradicionais competições científicas, que envolvem estudantes de todo o Brasil.

Entre os ‘alvos’ do Comitê figura a quarta edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), que realizará sua última etapa neste final de semana na cidade de Campinas, em São Paulo. Na reta final de preparação para o evento, a organização da competição foi surpreendida com um documento de 12 páginas, alertando sobre a exclusividade do termo ‘olimpíada’ por parte do COB.

A ONHB é organizada pelo Museu de História da Unicamp e contou, em 2012, com a participação de mais de 34 mil estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares de todos os Estados brasileiros. Como parte da argumentação para que o evento mude de nome, o COB alega que esses jovens podem acreditar que a ONHB tenha ligação com os jogos esportivos.

“A utilização do sinal 'olimpíada' na identificação de seus eventos fará com que o público acredite tratar-se a 'Olimpíada Nacional de História do Brasil', organizada por Vossas Excelências, de evento oficial ou patrocinado pelo Comitê Olímpico Brasileiro ou Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o que não traduz a realidade", lê-se no documento enviado pelo COB.

Um dos membros da organização do evento acadêmico, o professor Marcelo Firer rebate a argumentação do Comitê. “Chegam a ser patéticos alguns pontos da carta. É até ofensivo aos participantes da Olimpíada de História, todos inteligentes o suficiente para diferenciar uma coisa de outra e entender quais são as competências de cada entidade”, disse, em entrevista ao ESPN.com.br.

A posição do COB tem como base a interpretação de pontos do “Ato Olímpico” - lei promulgada no dia primeiro de outubro de 2009 -, da Lei Pelé e da própria “Carta Olímpica” – que rege a organização dos Jogos. Nesses documentos, é possível ler que marcas como “Jogos Olímpicos”, “Jogos Paraolímpicos”, "tocha", "chama", entre outros signos, são de uso exclusivo do COI e de seus representantes nacionais.

No entanto, Firer explica que a utilização da palavra ‘olimpíada’ no evento de história se dá como um substantivo e não uma marca ou adjetivo. “Um substantivo não pode ser passível de ser licenciado. Reconheço a existência da marca, mas existem instâncias em que isso não se aplica. Não tem nada a ver. As olimpíadas científicas são exemplos muito antigos, e o uso do substantivo é adequado”.

O escritório de advocacia Araripe & Associados, contratado pelo COB para enviar as notificações, explica que há uma preocupação com os patrocinadores para 2016.“O uso excessivo da marca dilui o poder de distinção. Se eu começar a colocar o nome de Biblioteca Nacional em todos os estados, daqui a pouco as pessoas não vão mais relacioná-lo à biblioteca no Rio. É a mesma coisa” 

“Os patrocinadores bancam esses grandes eventos em troca do direito de usar as palavras associadas a eles. Se for permitido que todo mundo use essas palavras, por que as empresas vão querer patrocinar? Estamos agindo de forma muito branda aqui no Brasil. Nos Jogos Olímpicos de Londres a lei foi muito mais restritiva”, disse advogado Luiz Araripe Jr, em entrevista à ‘Revista de História’.

Apesar das palavras do escritório, a Inglaterra participou em 2012, ano da Olimpíada de Londres, da United Kingdom Linguistics Olympiad (Olimpíada Linguística do Reino Unido), e, em 2004, a Grécia, país-sede dos Jogos daquele ano, recebeu a International Olympiad in Informatics (Olimpíada Internacional de Informática). Vale lembrar que os comitês olímpicos dos dois países estiveram submetidos à mesma ‘Carta Olímpica’ que o Brasil. 

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/288056_cob-tenta-impedir-que-instituicoes-de-ensino-usem-a-palavra-olimpiada

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Reeleito no COB, Nuzman deixa em aberto situação após 2016


Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro completará 21 anos no comando da entidade e evita falar sobre o futuro como dirigente após os Jogos do Rio

Por Danielle Rocha

Depois de ter sido eleito para seu quinto mandato à frente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman  disse não querer pensar em nada além de "entregar Jogos Olímpicos excelentes e colocar o Brasil entre os 10 melhores no total de medalhas". No ano em que o Rio será sede das Olimpíadas, o dirigente completará 21 anos no comando da entidade. Tempo questionado por alguns, apoiado por outros e considerado por ele como necessário para concluir a ação que considera mais importante no esporte brasileiro: a realização dos Jogos. Se depois deles concorrerá a mais uma eleição, Nuzman evita falar. Também desconversa sobre possíveis sucessores.
- Na vida a gente tem que ter metas e desafios. A motivação, meu maior comprometimento é com os próximos Jogos, para trabalhar em benefício dos atletas. Estou focado neste trabalho. Depois de 2016, nós conversamos sobre o que vai acontecer. O futuro é que vai dizer o que vai acontecer - disse. 
Acumulando as presidências do COB e do Comitê Rio-2016, Nuzman tem pressa. Ressalta que o tempo para organizar as Olimpíadas é longo, mas curto ao mesmo tempo. Diz que mais importante do que discutir a alternância de poder (o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, gostaria que houvesse um limite de reeleições para cargos à frente do COB e das Confederações), é "avaliar a qualidade da gestão do dirigente esportivo, o que inclui conquistas e realizações". Ary Graça, presidente da CBV e da FIVB, tem o mesmo discurso. 
- Acredito que o que está dando certo não tem que mudar. Se tenho dois técnicos maravilhosos vou ter que mudar porque eles estão há muitos anos no cargo? Mudar pra quê? Numa empresa é assim. Não se mede o executivo pela quantidade de tempo, mas pela eficiência e o que vai trazer de dividendos - afirmou Ary Graça.
Em 2016, Nuzman tem como meta ver o Brasil entre os 10 primeiros colocados no total de medalhas e não no modelo adotado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que conta as posições no quadro geral pelo número de ouros conquistados pelo país.
- O atleta que ganha uma medalha é um herói. Sou atleta olímpico, fui sétimo colocado e só ganhei medalha de participação. A decisão é em fração de milésimo de segundo, há dia em que você é surpreendido e não tem a medalha que poderia ganhar. As três medalhas são muito importantes e basta ver a reação dos atletas. Não teve mudança, teve constatação do que é importante. Sempre defendi o total de medalhas desde meus tempos de atleta. Vivi os dois lados. Sentimos isso em duas finais olímpicas do vôlei, uma ganhando a de prata e outra ganhando a de ouro. Sei o sentimento.
Para alcançar o objetivo, diz que a parceria com as Confederações e com o Ministério do Esporte será fundamental para executar programas estratégicos e projetos criteriosos e detalhados. Será preciso ampliar o número de atletas capazes de conquistar medalhas não apenas em esportes em que o país já tem tradição, mas também em novas modalidades.
- Não trataria como uma questão de garantia de que o Brasil irá dar esse salto, mas de trabalho. E ele está sendo feito. Ele é muito grande e de muita dedicação. Elaboramos junto com as Confederações projetos apoiados em Ciência do Esporte com objetivos e métricas de avaliação de resultados muito bem definidos, que refletem o patamar que o COB detém hoje de conhecimento e de excelência de gestão do esporte de alto rendimento.
Sobre as acusações de Eric Maleson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), Nuzman disse que não houve invasão da sede. De acordo com ele, o interventor nomeado pela Justiça não conseguia entrar para realizar seu trabalho.
- A Confederação tem sérios problemas administrativos e financeiros que impossibilitam o repasse dos recursos da Lei Agnelo-Piva. E o COB passou a arcar diretamente com as despesas básicas do funcionamento da entidade para assegurar o mínimo atendimento das necessidades dos atletas. O COB alugou uma sala para ser a sede da Confederação de Gelo e, expressamente autorizado pelo proprietário e locador, sublocou a sala para a CBDG. Portanto, a Confederação tem a posse do imóvel podendo usá-lo livremente. E o interventor poderia entrar a qualquer momento. E COB, por ser responsável pela sala, poderia acompanhar o interventor. O desfecho está nas mãos da Justiça, na 37ª Vara Cível do Rio de Janeiro - disse Nuzman, destacando que desde 2009 a CBDG não recebe os recursos da Lei Agnelo-Piva.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/10/reeleito-no-cob-nuzman-deixa-em-aberto-situacao-apos-2016.html

Nuzman é reeleito para o quinto mandato à frente do COB


Presidente comanda Comitê Olímpico Brasileiro desde junho de 1995

Por Ary Cunha

RIO - Carlos Arthur Nuzman foi eleito nesta sexta-feira para seu quinto mandato consecutivo como presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Ele não teve concorrente, já que sua chapa, com André Gustavo Richer de vice-presidente, foi a única registrada para o pleito. É a quarta reeleição de Nuzman, cujo novo mandato começará em janeiro do ano que vem e irá até janeiro de 2017. Quando chegar ao final do quinto mandato o dirigente, que antes comandou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) por 22 anos, terá completado 21 anos e meio à frente do COB, que comanda desde 29 de junho de 1995.
Pela primeira vez não foi proposta eleição por aclamação, sem necessidade de voto. Isso porque era de conhecimento geral que o presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, Erick Maleson, não apoiava a reeleição de Nuzman. Tinham direito a voto 33 pessoas: 30 representantes de confederações mais os três membros natos do COB: o próprio Nuzman, seu vice, Richer, e o ex-presidente da Fifa João Havelange, que fez aparição pública pela primeira vez desde sua última internação no hospital e caminhava com dificuldade, ajudado por uma bengala e por um rapaz.
Do universo de 33 votos Nuzman obteve 30 a favor e um contra. Não compareceram ao pleito o presidente da CBF, José Maria Marin, e o interventor da Confederação Brasileira de Vela e Motor, Carlos Luis Martins.
Após a eleição, Maleson fez duas críticas ao COB. Ele disse que houve um movimento para lançar uma outra chapa, mas ele teria sido suficado pela entidade. Segundo Maleson, nove presidentes confederações chegaram a ter duas reuniões no Clube dos Marimbás, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para articular uma chapa que não foi para frente. Ele disse que os dirigentes não teriam apoiado a dissidência por medo de retaliação.
- A coisa é muito séria. Eu peço ajuda ao Ministério do Esporte e à presidente Dilma. Se a gente continuar nesse caminho, vão continuar acontecendo coisas como arrombamento de sede e desvio de documento em Londres. E isso é só a ponta do iceberg. Eu venho sofrendo ataques há dois anos. Este é um dia triste para o esporte olímpico brasileiro - afirmou.
O grupo citado por Maleson tinha a frente um ex-desafeto de Nuzman: o presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Alaor Azevedo. Ele admitiu que houve uma reunião, mas, segundo ele, não era para lançar uma chapa, e sim discsutir ideias porque havia uma insatisfação grande entre algumas confederações. Alaor disse ainda que parte destas ideias teriam sido atendidas pelo Nuzman em reuniões com ele.
- Realmente eu mudei de posição. Mas a minha crítica não era pessoal e sim de ideias. Havia a ideia de ter uma chapa de oposição desde Guadalajara (no Pan do México do ano passado), mas desde que o Ary Graça fosse o presidente. Depois que o Ary confirmou com o Nuzman que ele não ia deixar de ser candidato à reeleição, a gente recuou.
Presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça foi eleito no mês passado presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVb).
Ao se defender das acusações disse que não houve invasão da sede da Confederação de Desportos no Gelo.
- O que houve é que um interventor foi nomeado pela Justiça do Rio e ele precisava entrar para realizar o seu trabalho e não conseguia. A confederação tem problemas administrativos e financeiros que inviabilizam o repasse de verbas da Lei Piva.
O COB diz que a confederação não recebe recursos da Lei Piva desde 2009, mas Maleson diz que não recebe o dinheiro há cinco anos. Segundo Nuzman, o COB passou a bancar as despesas da entidade diante da impossibilidade de repassar os recursos.
Na votação foram eleitos, além do presidente e do vice, os membros efetivos da assembleia geral e membros do conselho fiscal.
A relação das confederações e seus representantes, com direito a voto:
Confederação Brasileira de Atletismo – Roberto Gesta de Melo
Confederação Brasileira de Badminton – Francisco Ferraz de Carvalho
Confederação Brasileia de Basketball – Carlos Boaventura Correa Nunes
Confederação Brasileira de Boxe – Mauro José da Silva
Confederação Brasileira de Canoagem – João Tomasini Schwertner
Confederação Brasileira de Ciclismo – José Luiz Vasconcelos
Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – Coaracy Nunes Filho
Confederação Brasileira de Desportos na Neve – Erick Maleson
Confederação Brasileira de Esgrima – Gerli dos Santos
Confederação Brasileira de Futebol – José Maria Marin
Confederação Brasileira der Ginástica – Maria Luciene Cacho Resende
Confederação Brasileira de Golfe – Rachid Hadura Orra
Confederação Brasileira de Handebol – Manoel Luiz Oliveira
Confederação Brasileira de Hipismo – Luiz Roberto Giugni
Confederação Brasileira de Hóquei Sobre a Grama e Indoor – Sydnei Rocha
Confederação Brasileira de Judô – Paulo Wanderley Teixeira
Confederação Brasileira de Levantamento de Peso – Ricardo de Mesquita Calmon
Confederação Brasileira de Lutas Associadas – Pedro Gama Filho
Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno – Helio Meirelles Cardoso
Confederação Brasileira de Remo – Wilson Reeberg
Confederação Brasileira de Rugby – Sami Arap Sobrinho
Confederação Brasileira de Taekwondo – Carlos Luiz Pinto Fernandes
Confederação Brasileira de Tênis – Jorge Lacerda da Rosa
Confederação Brasileira de Tênis de Mesa – Alaor Gaspar Pinto Azevedo
Confederação Brasileira de Tiro com Arco – Vicente Fernando Blumenschein
Confederação Brasileira de Tiro Esportivo – Paulo Antonio Guedes de Lima e Silva
Confederação Brasileira de Triatlo – Carlos Alberto Machado Fróes
Confederação Brasileira de Vela e Motor – Carlos Luiz Martins
Confederação Brasileira de Voleibol – Ary Graça Filho


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Meta do COB agora é colocar o Brasil entre os dez no total de medalhas


‘A meta sempre foi o total de medalhas’, disse Nuzman

Por Ary Cunha

RIO - Diante dos resultados obtidos pelos atletas brasileiros em Pequim-2008 e Londres-2012, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) mudou a meta para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Se antes, a meta do COB era ficar entre os dez melhores, agora o discurso é ficar no top-10 no total de medalhas.
Em Londres, o Brasil ficou em 22º lugar com três medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Mas nas novas contas do COB, o Brasil ficou em 14º, com 17 medalhas. É uma prática, no entanto, que o ouro tenha um peso maior no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos.
Em Pequim, os americanos usaram o mesmo critério que o Brasil quer adotar agora quando viram que ficariam atrás da China no quadro de medalhas pelo número de medalhas de ouro. Há quatro anos, os chineses terminaram em primeiro lugar, com 51 ouros e 100 medalhas no total. Já os americanos conquistaram 36 ouros e 110 medalhas no total.
Para o presidente reeleito do COB, Carlos Arthur Nuzman, a cor da medalha não importa:
- O atleta que ganha uma medalha já é um herói. Independentemente da cor, ele já é um herói. As três medalhas são muito importantes. Não teve uma mudança de postura, mas uma constatação do que é importante nessa luta por medalhas. A meta sempre foi o total de medalhas - afirmou.
Ao tentar justificar que não houve mudança de planos, o superintendente do COB, Marcos Vinícius Freire, reforçou o discurso de que o importante sempre foi o número total de medalhas.
- Cada um tem um o seu quadro. Para nós, o que sempre contou foi o total de medalhas - disse.


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