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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Começam as obras do laboratório de testes antidoping da UFRJ


Previsão para conclusão das intervenções é até maio de 2014
Parte de infraestrutura do novo prédio custará cerca de R$ 13 milhões

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - As obras de infraestrutura para ampliação do laboratório de pesquisas responsável pela realização de testes antidoping em competições esportivas do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) começaram nesta segunda-feira. A previsão para conclusão das intervenções no Ladtec é até maio de 2014. Só a parte de infraestrutura do novo prédio, que também será na Ilha do Fundão, custará cerca de R$ 13 milhões. A informação foi divulgada pelo secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, que está no Rio acompanhando reuniões com o Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o andamento dos projetos olímpicos.
O evento conta com a participação de representantes da União, estado e município. A ampliação do Ladtec é um dos compromissos do Rio para as Olimpíadas de 2016, já que a intervenção seria necessária para ampliar a capacidade do laboratório de realizar exames antidoping. Mas, segundo o secretário, pelo cronograma existente é possível que as instalações já sejam usadas na Copa do Mundo de 2014.
Leyser acrescentou que há duas semanas entregou ao governo do estado um pré-projeto para o novo autódromo do Rio, que ficará em Deodoro. O projeto ainda poderá sofrer mudanças técnicas. O Exército, porém, ainda não liberou a área. O terreno passa por um processo de descontaminação. Além disso, há um impasse jurídico, porque o Ministério Público questiona na Justiça a obtenção da licença de obras sem estudo de impacto ambiental.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/comecam-as-obras-do-laboratorio-de-testes-antidoping-da-ufrj-7606989#ixzz2LO1m0b7s 

Forte de Copacabana pode abrigar arena para saltos ornamentais nas Olimpíadas


Local foi escolhido para valorizar a paisagem natural da cidade
Comitê Olímpico também visitou obras na Zona Portuária

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Comitê Organizador Rio 2016 informou nesta terça-feira que as competições de saltos ornamentais, que programadas para acontecer no Parque Aquático Maria Lenk, na Barra, podem ser disputadas numa arena provisória a ser construída no Forte de Copacabana, na Zona Sul.
A mudança tem como objetivo atender a uma exigência da Federação Internacional de Natação (Fina), que quer destinar o Maria Lenk exclusivamente ao polo aquático. A proposta já foi apresentada ao Comitê Olímpico Internacional e depende agora apenas do sinal verde da Fina.
Segundo o comitê organizador, o local foi escolhido por valorizar a paisagem natural da cidade, já que ao fundo é possível observar a Praia de Copacabana e o Pão de Açúcar. A alteração foi confirmada durante uma visita do COI à nova sede do Comitê Organizador Rio 2016, na Cidade Nova. A equipe do COI também visitou as obras do Porto Olímpico e do Maracanã. Por se tratarem de instalações provisórias, as obras no Forte de Copacabana serão realizadas com recursos do comitê. À tarde, os representantes do COI voltam a se reunir no Hotel Windsor, na Barra, para uma série de reuniões sobre os projetos olímpicos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/forte-de-copacabana-pode-abrigar-arena-para-saltos-ornamentais-nas-olimpiadas-7616619#ixzz2LO0DTcDN 

Paes defende provas de rúgbi da RIO 2016 no estádio de Moça Bonita


Prefeito diz que, se o comitê aprovar Moça Bonita como instalação olímpica, a prefeitura se compromete a bancar a reforma do estádio

Por Isabela Bastos

RIO - O prefeito Eduardo Paes defendeu, nesta segunda-feira. a realização das provas de rúgbi dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no estádio de Moça Bonita, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Paes falou sobre o assunto ao sair da 4ª reunião da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que acontece no hotel Windsor, na Barra da Tijuca. Paes disse que conversou com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzzman, sobre a possibilidade de o estádio receber a modalidade. Ele disse que, se o comitê aprovar Moça Bonita como instalação olímpica, a prefeitura se compromete a bancar a reforma do estádio.
- Eu tenho a minha tese do rúgbi em Moça Bonita. Não falei publicamente. Falei para o Nuzzman. Se você aprovar Moça Bonita, eu começo a obra amanhã - disse Paes, numa referência à necessidade de reforma do estádio.
As provas de rúgbi seriam realizadas, inicialmente, em São Januário. Mas o estádio acabou ficando de fora dos Jogos Olímpicos porque o Vasco não deu garantias financeiras para a reforma do estádio. O Comitê Olímpico Internacional ainda discute a realização da modalidade no estádio do Engenhão, num intervalo deixado pelas provas de Atletismo. Questionado sobre o porquê da escolha de Bangu, Paes reagiu bem humorado:
- Porque Moça Bonita é Moça Bonita.O melhor estádio do Rio, mais importante e mais simbólico historicamente, é São Januário. O segundo mais importante é Moça Bonita. Mas São Januário já está fora.
Paes disse que, se a ideia vingar, a prefeitura pretende resgatar um antigo projeto que previa a reforma do estádio e a administração de Moça Bonita pela Federação de Futebol do Rio, que realizaria mais jogos do campeonato carioca no local. Sobre a receptividade de Nuzzman ao projeto, Paes disse que o presidente do COB "gosta da ideia".
Paes disse, ainda, que a realização das provas em Bangu seria possível porque o bairro está na área de influência do BRT Transolímpico. Paes disse, também, que bancaria um time de rúgbi do Bangu:
- A Transolímpica fica do lado. E tem mais. Se colar, eu banco o time de rúgbi do Bangu.
Não é a primeira vez que se cogita realizar as provas de rúgbi em Bangu. Em dezembro de 2010, Paes anunciou que o estádio de Moça Bonita seria reformado no ano seguinte. Na época, Paes disse que os jogos de rúgbi durante as Olimpíadas de 2016, que chegaram a ser cogitados para aquele campo, seriam realizados em São Januário. "Moça Bonita vai ser um luxo. A ideia é que se torne um "alçapão" dos times pequenos do Rio", disse ele, na ocasião. O projeto de reforma incluía a ampliação da capacidade atual de cinco mil lugares para 15 mil assentos. O investimento seria de cerca de R$ 34 milhões.
Além da recuperação estrutural de todo o estádio, atrás dos dois gols seriam construídas arquibancadas com assentos numerados, com 4.100 lugares cada. Ao todo, o estádio da Zona Oeste contaria com 14.706 assentos descobertos, 77 cobertos nos camarotes e 217 na tribuna.
O campo de jogo teria seu gramado trocado, ganhando nova drenagem e passando a contar com automático sistema de irrigação. Com o objetivo de minimizar o desgaste do gramado, seria construído ainda um campo em grama artificial exclusivo para treinamentos. Todas as dependências internas do estádio seriam climatizadas. Outra atração seria a instalação de um placar eletrônico de alta resolução de seis metros por quatro metros. A iluminação também seria reformada e um moderno sistema de som de qualidade garantiria cobertura em toda a extensão do estádio.
Hóquei
Além do rúgbi, ainda se discute a localização das competições do hóquei sobre a grama. Inicialmente as provas estavam previstas para o Parque Olímpico da Barra, mas, por falta de espaço, o comitê organizador quer transferir a modalidade para o Parque Olímpico de Deodoro, mas ainda aguarda a aprovação da federal internacional. A indefinição também interfere na localização de provas paralímpicas.
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, explicou que é tradição as partidas de futebol de cinco e de sete jogadores serem realizadas nas mesmas instalações do hóquei.
— Para nós há essa tradição de usar o mesmo campo. Se o futebol for transferido para Deodoro ajudará a enriquecer aquele complexo esportivo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/paes-defende-provas-de-rugbi-da-rio-2016-no-estadio-de-moca-bonita-7612158#ixzz2LNwYswZ8 

Sidney Levy, o homem dos números das Olimpíadas 2016


Executivo que assumiu a administração financeira dos Jogos fala dos desafios das Olimpíadas no Rio
Engenheiro de produção especializado em administração, Levy terá sob seu comando uma mega estrutura com quatro mil funcionários

Por Isabela Bastos

RIO — O Comitê Organizador Rio 2016 foi buscar no mercado financeiro o profissional que irá encabeçar a organização dos Jogos Olímpicos. Copiando a experiência de Londres 2012, que separou a gestão esportiva da administração financeira e criou uma empresa com data de validade, a Rio 2016 convidou Sidney Levy, de 56 anos, para dividir as responsabilidades do evento com Leonardo Gryner, que passa a diretor de operações. Engenheiro de produção especializado em administração, Levy é presidente do Conselho de Administração da Valid, empresa que produz papéis de segurança (como papel moeda, títulos financeiros e vouchers), e conselheiro da Cedae, da Ediouro Publicações e da Ancar Shoppings. O executivo começa a se desligar do mercado ainda este ano, para se dedicar exclusivamente à Rio 2016. Com prazo de extinção previsto para 2017, a empresa que vai gerir os jogos terá sob seu guarda-chuva uma mega estrutura com quatro mil funcionários contratados. Isso sem contar com os milhares de voluntários que receberão atletas e visitantes. Carioca de Copacabana, pai de dois filhos que moram e trabalham nos Estados Unidos, Levy terá, na semana que vem, as primeiras reuniões com membros do Comitê Olímpico Internacional, que virão à cidade para inspeções em instalações olímpicas. Na primeira entrevista como CEO da Rio 2016, realizada na quinta-feira após o carnaval, na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na Barra da Tijuca, Levy disse que seu objetivo é chegar ao fim das olimpíadas com as contas da organização zeradas.

O GLOBO: Como será a divisão de trabalho entre o senhor e Leonardo Gryner, que dirigiu a Rio 2016 até agora?
SIDNEY LEVY: O Gryner estará mais ligado às questões relacionadas ao esporte, às instalações esportivas. E eu estarei ligado às questões do orçamento, da liderança das pessoas que trabalham no comitê, das contratações, das relações com governos. É uma divisão de trabalho que vem com o crescimento da estrutura. Hoje o comitê tem 200 pessoas. Em 2016, terá quatro mil. Esse ano essa estrutura aumenta em 250 pessoas. E a medida que cresce, ela precisa ser semelhante a uma empresa. Ela tem que dar satisfação à sociedade e a melhor maneira de fazer isso é organizá-la como uma empresa. E essa é a minha contribuição ao comitê. Eu chego para fazer isso.

Em Londres, a organização dos jogos foi precedida pela criação de uma empresa que tinha data para acabar. A experiência de Londres está sendo replicada aqui?
A nossa também (tem prazo para acabar). A nossa empresa vai de 4 mil funcionários a zero. Ela acaba em 2017, após a prestação de conta de tudo o que se fez.

Qual deverá ser o maior desafio das olimpíadas no Rio: fazer os governos cumprirem os prazos das obras e projetos vinculados aos jogos ou a Rio 2016 conseguir reunir profissionais suficientes para a sua própria organização até lá?
Você só faz uma olimpíada, um evento tão grande como esse, num esforço colaborativo entre os governos e a nossa organização, dentro da própria organização. Não tem heróis além dos atletas. Não podemos vestir essa roupa. Estamos aqui para colaborar com os governos, o COI e os patrocinadores. Temos muitos profissionais nacionais e estrangeiros que tem que trabalhar juntos. Tem o arquiteto que faz o projeto da arena ou o cara que desenha o campo de golfe. Eles têm que trabalhar dentro do nosso orçamento, das regras da federação internacional, da prefeitura. Isso tudo é uma grande rede temporária, desmontada depois.

Quando o senhor fala 4 mil funcionários, o senhor não está se referindo aos voluntários dos jogos...
Não, são funcionários contratados, especialistas em cada área. Por exemplo, tem que organizar os transportes públicos. Já temos especialistas trabalhando (com a prefeitura) nessa parte da organização dos jogos, que juntamente com o COI (que tem a expertise de outros jogos) e os profissionais das empresas, concessionarias de serviços de transporte público formatam o pacote de transportes para atender ao evento esportivo.

O que mais da experiência londrina o Rio irá aproveitar?
Londres passou quatro dias aqui com todas as áreas deles explicando tudo o que eles fizeram. Mandamos para os jogos 150 pessoas. Agora passaremos uma semana só com as pessoas que cuidaram das finanças de Londres. Vamos analisar o orçamento deles linha a linha, para comparar com o nosso. Quanto gastaram e a correlação com o que a gente vai gastar.

Quando será divulgada a matriz de responsabilidades dos jogos? Já se tem uma ideia de quanto os jogos irão gastar?
No final do primeiro semestre teremos uma linha mais clara quanto a isto.

Hoje já dá para saber se os jogos olímpicos fecharão no azul ou ao menos zerados?
Os jogos não têm lucro. Não é para ter. Tem que fechar no zero a zero necessariamente. O que entrar, tem que gastar. Com certeza vamos fazer por onde. Eu estou aqui pra isso.

Mas já se sabe ao menos o que é responsabilidade do comitê organizador, dos governos e da iniciativa privada?
Estamos analisando item a item as nossas despesas. Já tínhamos feito um orçamento anterior, há bastante tempo, longe dos jogos, portanto. E isso está sendo apurado. Temos as propostas do mercado, quanto as empresas estão dispostas a pagar de patrocínio, por exemplo. É nesse esforço que estamos. O nosso papel é o seguinte: nós recebemos dinheiro de patrocinadores e da venda de ingressos. Não recebemos dinheiro de governo. E gastamos esse dinheiro em uma série de tarefas. O governo faz outra coisa. Tem que construir o maracanã, fazer BRT. Você pode considerar isso orçamento ou não. BRT é bom pra todo mundo. Muito do que nos dão não vem nem em dinheiro, mas em coisas. Vamos precisar de automóveis. Temos um acordo fechado com a Nissan. Todos os veículos dos jogos serão deles. Precisaremos de transmissão de dados, a Embratel dará. Uma parte grande do nosso orçamento não é dinheiro, são coisas (serviços). Tem três fluxos de dinheiro aqui. Um que recebemos de patrocinadores para fazer as olimpíadas. Um claramente de governo, que é para fazer metrô, que pode ser para olimpíadas ou não. E um terceiro fluxo que são as parcerias que o poder público realiza para fazer, por exemplo, a Vila Olímpica ou o Campo de Golfe.

O senhor já disse que quer que a prestação de contas dos jogos seja o mais transparente possível. Como a população poderá acompanhar os gastos?
As empresas que nos dão dinheiro têm acionistas e estão abertas na bolsa de valores. Eles dão satisfação aos seus acionistas através de uma série de regras de transparência. Pretendemos seguir as mesmas regras de transparência do mercado. Isso ainda está sendo discutido, mas será feito ainda este ano.

Haveria ainda quatro instalações esportivas dos jogos que estão sem local definido. Uma dela é o hóquei sobre a grama, que seria em São Januário. Quais são essas instalações e o que está sendo decidido para elas?
Para fazer os jogos, negociamos com 28 federações internacionais as regras e os locais onde ficará cada competição. Não vamos falar enquanto não decidirmos com as federações.

Mas o Comitê Olímpico Internacional chega ao Rio na segunda para reuniões de inspeção dos jogos...
Para a maioria das coisas, já estão batidos os martelos. Para outras não. As federações têm que concordar, que comprar a ideia. A gente prefere não trazer a discussão a público. São quatro negociações que ainda não estão fechadas.

Do total do orçamento da candidatura, que previa gastos em torno de R$ 28 bilhões, a maior parte é de obras de governos em infraestrutura e instalações. Cerca de R$ 5 bilhões são recursos do comitê organizador. O senhor acha que vai fugir muito disso?
Posso responder isso daqui a um mês e meio. Acabei de chegar e estou fazendo a revisão orçamentária linha a linha. Não quero me comprometer com número. O meu compromisso é o seguinte: que o dinheiro que venha da iniciativa privada seja integralmente consumido pelo nosso orçamento. E que não sobre e nem falte. É o que vamos fazer com o dinheiro dos patrocínios, da venda dos ingressos e dos direitos de transmissão.

Os patrocínios master dos jogos estão fechados. Serão abertas outras linhas de patrocínio até os jogos?
Estamos negociando quatro linhas de patrocínio. As concorrências já estão acontecendo. São muitas cotas de patrocínio. A arena olímpica não tem propaganda. Não pode ter. Só tem os aros olímpicos e a marca da Rio 2016. Mas se você chegar no aeroporto vai ver que a Embratel é parceria oficial dos jogos. Nas instalações só poderá usar dinheiro ou cartão Visa. O Bradesco poderá usar o símbolo nos cheques, por exemplo. Serão cerca de 50 patrocinadores ao final. O nosso trabalho é equilibrar esses valores com os valores que teremos que gastar, para fazer as olimpíadas, independente da infraestrutura.

O Rio hoje é um canteiro de obras a céu aberto. Tem alguma obra de infraestrutura que o preocupa?
Estamos muito confiantes que tudo funcionará perfeitamente bem. O prefeito está super comprometido. O governo federal nos deu umas datas para concorrência e concessão do aeroporto (internacional Tom Jobim) que acreditamos ser perfeitamente factíveis.

O senhor é um homem de mercado financeiro, conselheiro de muitas empresas. É lícito dizer que o mercado remunera muito bem o seu trabalho. O que lhe move ter aberto mão disso para vir para a Rio 2016?
É uma oportunidade única. Isso é uma coisa que só vai acontecer uma vez na minha vida. Quando sair daqui poderei voltar ao mercado e para os conselhos. Quando o Nuzzman (presidente do COB, Carlos Arthur Nuzzman) falou comigo, não precisei de cinco minutos para aceitar. Eu falei: “Não precisa falar mais nada. Já entendi”.

Qual a expectativa do senhor para a sua vida nos próximos três anos?
Eu vim trabalhar hoje e fiquei pensando que há muitos anos eu não trabalhava na quinta-feira depois do carnaval. Nessa data, nenhum conselho se reúne. E a agenda de hoje era horrível. Mas a vida é isso, fazer coisas que deem orgulho e deixar uma marca. A rotina tem sido muito dura. Eu estou aprendendo muita coisa. Tenho gastado muitas horas aqui.

Como a sua família encarou esse convite?
Minha filha mora há muitos anos nos Estados Unidos e fala comigo em inglês. Ela disse que esse seria “the coolest job”, o trabalho mais bacana, maneiro. Eu estou muito feliz.

O senhor faz algum esporte?
Eu me esforço. Mas sou muito ruim. Não foi por causa disso que vim pra cá. Quando era garoto, eu nadei e faço isso até hoje.

E quanto não está no trabalho, o que gosta de fazer?
Sou cinéfilo e leitor exagerado. Estou lendo “Antifragility” (de Nassim Taleb), que aborda um conceito que vale para as olimpíadas. Ele diz que existem instituições fortes e frágeis, mas que a instituição moderna é anti-frágil. Ela está preparada para um terremoto, o inesperado. A casa anti-frágil não é uma casa sólida, mas flexível. Vem o terremoto e ela aguenta. É o poder da resiliência.

O senhor diria que vai explorar muito esse conceito de resiliência?
Você tem que ter uma empresa com milhares de pessoas que saibam reagir na hora. Tem que ter uma organização na qual as pessoas saibam o que fazer. Um expectador passou mal, uma televisão não funcionou? Como faz? Isso é o mais importante numa organização moderna. A capacidade de se adaptar e resolver as coisas. Não supor que vai resolver os problemas todos antes. Mas que vai resolver na hora, com pessoas qualificadas para isso e com mentalidade e recursos para resolver. Vão acontecer coisas. As pessoas ficam doentes, por exemplo...


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/sidney-levy-homem-dos-numeros-das-olimpiadas-2016-7614340#ixzz2LNrQ0j8A

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ministério de Esporte lança projeto de criação de centros esportivos


O Ministério do Esporte lançou um programa para a construção de diversos Centros de Iniciação ao Esporte (CIE), cujo objetivo é desenvolver algumas modalidades e deixar um legado da realização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, a outros municípios do país, não apenas a capital carioca. A candidatura das cidades foi aberta nesta segunda-feira.
O CIE faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as cidades elegíveis estão dentro do Grupo 1, ou seja, integrantes das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Curitiba, Porto Alegre, Distrito Federal e Região Integrada do Entorno do Distrito Federal; também cidades com mais de 70 mil habitantes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e aquelas com mais de 100 mil habitantes no Sul e Sudeste.
A preferência para a escolha dos municípios serão áreas de vulnerabilidade social. O programa prevê a contratação de 300 instalações ainda neste ano, com investimento de R$ 800 milhões. O CIE terá parâmetros oficiais para detectar novos talentos, estimular a formação de atletas e comportar a realizações de competição.
Os ginásios poliesportivos e as demais estruturas deverão desenvolver 13 modalidades olímpicas, sete paraolímpicas e uma não-olímpica. Há três opções de módulo para o projeto, com áreas de 2,5 mil m², 3,5 mil m² e 7 mil m², e custos de R$ 2,4 milhões, R$ 2,6 milhões e R$ 3,2 milhões, respectivamente. A prefeitura deverá escolher o que melhor se enquadra nas características do município, de acordo com o tamanho de terreno disponível.
As inscrições dos municípios interessados em receber os CIEs podem ser feitas no portal do Ministério do Esporte, até o dia 5 de abril.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/ministerio-de-esporte-lanca-projeto-de-criacao-de-centros-esportivos,e53d737e1a0ac310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Judô do Brasil terá ajuda japonesa


CBJ contratou a técnica japonesa Yuko Fujii para um trabalho de detecção de novos talentos no ciclo olímpico da Rio-2016

Por Felipe Mendes

País que criou o judô, o Japão ajudará o Brasil na descoberta de talentos no ciclo até a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Nesta terça-feira, durante a apresentação do planejamento para os próximos anos, o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, revelou que a entidade contratou a experiente técnica japonesa Yuko Fujii.
– Ela vai rodar os 27 estados para identificar potenciais judocas. Passará sete dias em cada local, sendo quatro com os atletas e três com os técnicos. E também terá a função de encontrar uma terceira atleta para a categoria meio-pesado (até 78kg), única que não temos três judocas. Contamos atualmente com a Mayra Aguiar e com a Samanta Soares – afirmou Ney Wilson.
Segundo o coordenador técnico da CBJ, Yuko Fujii também será peça fundamental no processo de transição do judoca das categorias de base para o adulto. Wilson disse que a japonesa foi contratada porque o Brasil carece de profissionais com a experiência para esse trabalho.
A comissão técnica brasileira conheceu Fujii durante um treinamento com a equipe do Reino Unido em 2009. A japonesa trabalhou com os britânicos no último ciclo olímpico e foi convidada pela CBJ após a Olimpíada de Londres-2012.
Em outubro de 2012, ela ficou um mês no Brasil, durante o Mundial por Equipes, em Salvador (BA). Segundo Wilson, Fujii foi bem recebida pelas Seleções masculina e feminina. Com isso, teve o nome aprovado para ser contratada em definitivo.

Planejamento:
Seleção Brasileira
A CBJ inicia o novo ciclo olímpico com 43 judocas, sendo 23 no masculino e 20 no feminino. Mas a entidade acredita ser possível o surgimento de novos nomes nos próximos anos.

Parceria com os clubes
O Brasil conta atualmente com 29 judocas entre os 20 melhores do ranking nas 14 categorias. A CBJ vai ajudar os 11 clubes ou associações destes atletas com a compra de equipamentos. E chamará técnicos e preparadores físicos para integrarem a comissão técnica das Seleções.

Local de treinamento
A CBJ procura um local para aplicar o modelo de treinamento feito em Sheffield para Londres-2012.

Competições
Serão 23 em 2013. As principais são o World Masters, na Rússia, em maio, e o Mundial, no Rio, em agosto.

Fonte: http://www.lancenet.com.br/minuto/Judo-Brasil-tera-ajuda-japonesa_0_856114563.html

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

COI não teme por segurança na Olimpíada após tragédia no Rio Grande do Sul


Entidade envia condolências às famílias das vítimas em Santa Maria

A tragédia que ocorreu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, não preocupa o Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a segurança nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O incêndio na Boate Kiss, na madrugada de sábado para domingo, matou 231 pessoas e deixou 116 feridas, sendo 80 em estado grave.

- A segurança das pessoas que trabalham para a preparação e desenvolvimento dos Jogos Olímpicos é uma prioridade para o COI. Trabalhamos em estreita colaboração com os comitês organizadores dos Jogos para garantir as normas de segurança internacionais. Não duvidamos que o Rio 2016 saberá proporcionar um ambiente seguro para os torcedores, atletas e pessoas que trabalham nos Jogos - disse o COI, em um comunicado enviado à AFP.

Ainda no comunicado, o COI enviou suas sinceras condolências às famílias e amigos das vítimas desta tragédia.

Fonte: http://www.ahebrasil.com.br/noticias/2013/01/28/rio2016/coi+nao+tem+por+seguranca+na+olimpiada+apos+tragedia+no+rio+grande+do+sul.html

Autoridade Olímpica admite pendência sobre energia no Rio


Por Flávia Villela

Apesar de prometer que não faltará energia elétrica durante os Jogos Olímpicos de 2016, o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, admitiu que ainda há indefinições sobre o fornecimento de energia elétrica na Barra da Tijuca, zona oeste, que concentra a maioria das instalações do evento, como o Parque Olímpico.
'As preocupações estão centradas na questão do fornecimento de energia para o Parque Olímpico da Barra. A Light [concessionária de energia elétrica] está estudando a matéria, pois não há necessidade de apenas uma linha, é preciso também uma alternativa, uma redundância, para uma eventual falha com a segunda linha disponível', explicou o ministro. Ele ressaltou que ainda falta decidir se os custos do fornecimento para suprir eventuais emergências virão da iniciativa privada ou pelo governo.
Fortes participou hoje (28) do workshop sobre Planejamento do Setor de Energia para os Jogos Olímpicos de 2016, com palestras sobre a experiência de Londres na preparação das Olimpíadas. 'Energia não falta, temos termoelétricas, energia elétrica e nuclear. Estamos decidindo agora é como fazer chegar essa linha de força até os locais de competição. É preciso criar mais uma linha e também uma subestação'.
Outro ponto a ser definido, segundo o presidente da APO, é a quantidade de energia que será necessária para os jogos e o que deverá atender às instalações permanentes. A três anos das Olimpíadas, Fortes disse que ainda há tempo de definir os responsáveis pelos custos, planejar e implementar as obras de infraestrutura que possibilitarão o fornecimento de energia. Ele garantiu que tudo está dentro do prazo.
'Está tudo no momento certo. Já foi solicitado à Light um projeto para as Olimpíadas, uma decisão recente, e na quinta-feira [dia 31] vou me reunir em Brasília com o secretário nacional de Energia Elétrica para definir justamente sobre esses aspectos: como levar energia elétrica, o que será necessário de kVA [medida de potência elétrica], de redundância e subestações'.
A Autoridade Pública Olímpica é um consórcio público interfederativo formado pelo governo federal, do estado e prefeitura do Rio de Janeiro. Sua função é coordenar as ações governamentais para o planejamento e entrega das obras e dos serviços necessários à realização dos Jogos.
O ministro explicou que existe um grupo de trabalho dedicado exclusivamente ao tema, envolvendo as empresas do setor, como a distribuidora Light; o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pelo sistema integrado; e Furnas, responsável pela transmissão da energia.
Além da Barra da Tijuca, as competições também vão ocorrer no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, zona norte; em Deodoro, zona norte; Engenho de Dentro, zona norte, e partes da zona sul.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos/2016/autoridade-olimpica-admite-pendencia-sobre-energia-no-rio,814c494267f7c310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fernando Meirelles critica realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil


'Só Deus sabe como os eventos vão acontecer', disse o diretor de 'Cidade de Deus'
Cineasta, que lança '360' em DVD e Blu-ray, também comentou sobre seu amor às plantas

RIO - Lançando seu longa "360" em DVD e Blu-ray na Europa, o cineasta brasileiro Fernando Meirelles concedeu uma entrevista ao jornal britânico "Metro" em que falou sobre cinema, a floresta tropical que planta em sua fazenda e até sobre a realização da Copa e das Olimpíadas no Brasil.
Diretor do aclamado "Cidade de Deus", de 2002, Meirelles se disse "apreensivo" quanto à realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no país. Ao ser questionado sobre se estaria "animado" com a realização dos megaeventos no Brasil, o cineasta foi categórico.
"Só Deus sabe como (os eventos) vão acontecer", disse. "Tenho que dizer que estou um pouco apreensivo. Planejar e seguir o planejamento não é uma das melhores características dos brasileiros", criticou.
Entre perguntas sobre mudanças em seu jeito de filmar, críticas que seus filmes recentes têm recebido e a influência de sua formação em arquitetura em seus longas, Meirelles também falou sobre a floresta tropical que planta em sua fazenda.
"Plantar árvores é uma das coisas que mais gosto na vida. Há cinco anos, plantei 5 mil árvores na minha fazenda; até março deste ano espero ter plantado 15 mil mudas de 108 espécies diferentes, o que é nada comparado à diversidade brasileira", contou.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/fernando-meirelles-critica-realizacao-da-copa-do-mundo-das-olimpiadas-no-brasil-7383283#ixzz2J1dG069E 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Comitê afirma que contrato foi 'integralmente cumprido'


Por meio de nota, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) negou que tenha qualquer dívida com a empresa de consultoria EKS e afirma que o contrato foi cumprido.

"A relação contratual entre o Comitê Olímpico Brasileiro e a EKS está encerrada. O Comitê Olímpico Brasileiro cumpriu integralmente com todas as suas obrigações, delas recebendo a devida quitação, nos termos da lei", informa a entidade.

O COB, no entanto, não forneceu detalhes sobre quais cláusulas do acordo foram cumpridas, tampouco sobre a taxa de sucesso da candidatura do Rio para os Jogos de 2016, sob a justificativa de que o contrato é sigiloso.

"Os termos, as cláusulas e as condições dos contratos celebrados pelo Comitê Olímpico Brasileiro com a referida empresa estão revestidos de sigilo, conforme [fora] expressamente acordado pelas partes contratantes."

Questionada pela reportagem sobre se manteve um contrato "por fora" ao do governo no qual estava prevista a taxa de sucesso, a entidade negou.

"O Comitê Olímpico Brasileiro não celebrou qualquer 'contrato por fora' com as citadas empresas nem com qualquer outra", informa. "E suas atividades [do comitê] são regularmente fiscalizadas pelas autoridades competentes, sem que qualquer sanção tenha sido jamais imposta", finaliza.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1218366-comite-afirma-que-contrato-foi-integralmente-cumprido.shtml

Consultor acusa COB de calote milionário


Por Filipe Coutinho e Leandro Colon

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está no centro de uma briga milionária de bastidores do mercado mundial olímpico sob a suspeita de não pagar uma dívida da candidatura dos Jogos do Rio.

Um dos mais renomados consultores internacionais sobre Olimpíada, o australiano Craig McLatchey acusou o COB, em entrevista à Folha, de não pagar uma comissão, que, inicialmente, era de US$ 1 milhão e passou para US$ 800 mil (cerca de R$ 1,6 milhão na cotação atual).

O valor é referente a uma taxa de sucesso, acertada por escrito entre as partes caso o Rio fosse escolhido como sede da Olimpíada de 2016.

"O COB tem se recusado a cumprir as suas obrigações no âmbito do Memorando de Entendimento com a EKS, que inclui, entre outras condições, uma taxa de sucesso se o Rio fosse escolhido. Essa taxa não foi paga", afirma.

O comitê, por sua vez, nega qualquer dívida. O caso pode parar na Justiça.

Em 2007, quando o COB anunciou a candidatura do Rio, o comitê, presidido por Carlos Arthur Nuzman há 17 anos, fez um acordo, por escrito, de cifras milionárias com a consultoria EKS.

A empresa é sediada na Suíça e comandada por McLatchey, consultor ligado aos Jogos Olímpicos de Sidney, realizados em 2000, e que atualmente trabalha na candidatura de Istambul (Turquia) para sediar o evento em 2020.

No Rio, a tarefa de McLatchey era organizar os preparativos e orientar o COB sobre como convencer o COI (Comitê Olímpico Internacional) a escolher a cidade, que já havia perdido disputa anterior, para os Jogos de 2012.

Em troca da consultoria, a EKS deveria receber US$ 4,8 milhões (quase R$ 10 milhões), além de US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) como bônus caso o Rio fosse escolhido, segundo o acordo de 2007.

"A EKS fez um acordo global com o COB e forneceu serviços substanciais ao longo de vários anos, que foram de fundamental importância para o sucesso da candidatura do Rio", diz o consultor.

Após esse acordo, o governo federal decidiu bancar os preparativos da candidatura do Rio, firmando diversos convênios com o COB, um deles, em 2008, específico para pagar a consultoria da EKS, contratada sem licitação pelo comitê brasileiro.

O COB fez então novo contrato com a EKS para transferir R$ 11 milhões, algo próximo aos US$ 4,8 milhões do primeiro acerto. No entanto excluiu a taxa de sucesso.

Essa taxa não entrou no segundo acordo porque o Ministério do Esporte não arca com esse tipo de despesa.

Após o Rio ser escolhido a sede, o comitê brasileiro quis só manter o valor repassado pelo governo, sem honrar a taxa de sucesso, afirma o consultor internacional.

Houve então uma negociação para baixar a taxa de US$ 1 milhão para US$ 800 mil. Mesmo assim, McLatchey diz que nada foi pago.

Em 2012, como a Folha revelou em setembro, o governo federal fez um novo pagamento para o COB repassar à EKS. A justificativa era que, durante o convênio em 2008 e 2009, houve uma forte desvalorização cambial.

Assim, a EKS recebeu mais R$ 2 milhões, com dinheiro público. Esse valor, por coincidência, é similar à taxa de sucesso que a EKS cobra como dívida do COB.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1218364-consultor-acusa-cob-de-calote-milionario.shtml

domingo, 20 de janeiro de 2013

Velódromo vira a vedete do Parque Olímpico


Plano urbanístico da área das instalações sofre alterações

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - Concluída no fim do ano passado, a versão final do plano urbanístico do futuro Parque Olímpico do Rio, na Barra da Tijuca, apresenta diferenças em relação à proposta original selecionada por concurso do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Para cortar gastos com controle de acesso ao público e segurança, o parque ficou mais compacto na revisão feita pela Aecom (empresa que projetou o Parque de Londres) e pelo brasileiro Daniel Gusmão com a supervisão da prefeitura e do Comitê Rio 2016.
As mudanças deram destaque ao novo velódromo, que terá um telhado curvo e um projeto conceitual que é considerado o mais arrojado entre todas as instalações. O prédio, que antes ficava num ponto mais afastado do complexo, foi deslocado para a entrada do Parque Olímpico. As modificações foram autorizadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), bem como os projetos arquitetônicos de todas as arenas, aos quais o O GLOBO teve acesso. A partir de amanhã, os consórcios que venceram as licitações para desenvolver os projetos se reúnem no Rio com técnicos do COI para discutir a execução.

Parque terá 15 instalações
O Parque Olímpico terá 15 instalações onde serão disputadas 14 modalidades olímpicas (incluindo tênis, natação, basquete e ciclismo) e onze paralímpicas. Parte delas serão em instalações já existentes, como o Parque Aquático Maria Lenk e a arena HSBC.
A presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, justifica as mudanças na concepção dos projetos. As novas arenas foram planejadas com versões para olimpíadas e para a fase de legado, quando sairão as instalações provisórias. É o caso da arena de handebol que, quando for desmontada, vai se transformar em quatro escolas municipais. Alguns dos espaços, no entanto, terão a capacidade reduzida, como o centro de tênis.
— Não interessa termos arenas que se tornem ícones na história dos Jogos Olímpicos mas que tornem os projetos mais caros. Precisamos de instalações práticas e fáceis de construir e manter. Os arquitetos devem ser criativos, sem gastar demais. A preocupação com a economia terá que ser ainda mais intensa com as instalações temporárias — disse Maria Sílvia.
Os consórcios começaram a trabalhar no detalhamento dos projetos no fim de dezembro. Os estudos, que incluem orçamentos prévios dos projetos, servirão de base para licitar as obras até junho deste ano. A previsão é que as obras sejam concluídas no início do segundo semestre de 2015.
Os consórcios são formados por escritórios de arquitetura brasileiros e estrangeiros que já têm experiência em arenas esportivas. Alguns projetos também têm a participação de empresas especializadas em projetos sustentáveis. A meta é buscar a certificação americana “leed gold”, a segunda mais elevada da escala com quatro graduações.
A alemã GMP-Architekten lidera os consórcios dos projetos do centro de tênis, que será em forma de arena, e do novo parque aquático. No portfólio, traz o projeto da reforma do Estádio Olímpico de Berlim para a Copa do Mundo de 2004, o estádio de Cape Town da África do Sul para a Copa de 2010, entre outros. No Brasil, participa dos consórcios responsáveis por preparar três estádios da Copa do Mundo de 2014, incluindo a Arena da Amazônia.

Simulações em computador
O departamento de comunicação da empresa optou por responder ao pedido de entrevista por e-mail. “Os dois projetos para 2016 são ambiciosos e fascinantes. Cada um com a sua característica. Os projetos serão desenvolvidos principalmente com parceiros do Rio, mas também colaboradores de São Paulo e Belo Horizonte. Nossa filosofia de trabalho é promover uma sinergia criativa entre especialistas brasileiros e internacionais”, explicou em um trecho da resposta.
A britânica Arup, que tem na lista de obras o estádio olímpico chinês Ninho de Pássaro, integra os consórcios responsáveis por dois projetos: o novo velódromo e um conjunto de três galpões de competições que, após os Jogos Olímpicos, serão convertidos num centro de treinamento para atletas de elite.
Parceiros da Arup, os arquitetos João Luiz Casagrande e Celso Girafa, avaliam que o velódromo será a instalação esportiva de planejamento mais complexo do parque.
— Teremos de 18 a 22 pessoas trabalhando em tempo integral. Até chegarmos ao projeto final, faremos várias simulações da cobertura em computador — disse João.


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O descompasso da Barra da Tijuca


Para especialistas, investimentos em infraestrutura não acompanham crescimento do bairro

Por Laura Antunes e Selma Schmidt

RIO - A corrida que já era acelerada ganhou ritmo ainda mais veloz com a certeza de que na linha de chegada estarão a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A Barra da Tijuca e arredores, que nas últimas décadas nortearam a direção do crescimento da cidade, são protagonistas, neste momento especial para o Rio, de uma busca frenética por áreas ainda vazias para ocupá-las com empreendimentos residenciais e hoteleiros. Somente em 2012, foram licenciadas pela Secretaria municipal de Urbanismo 18.090 unidades residenciais nas regiões administrativas da Barra e de Jacarepaguá. Mais do que o dobro das licenças concedidas em 2011 (8.862). Já a rede hoteleira é responsável pela construção de pelo menos 14 hotéis até o fim de 2015, o que representa 3.720 novos quartos.
Enquanto o poder público garante que vai recuperar o tempo perdido e dotar a área de infraestrutura suficiente, urbanistas, especialistas em transporte e moradores se preocupam. Eles temem que essa meta ousada não seja alcançada e que a população local, estimada pela prefeitura para 2016 em 990.288 habitantes, sofra com a deficiência dos sistemas de saneamento básico, abastecimento de água e transporte, hoje em situação crítica.
O receio se justifica. Enquanto a expectativa de crescimento populacional da cidade, segundo o Instituto Pereira Passos (IPP), até 2016 é de 3,73%, na Barra será de 21,4%, e em Jacarepaguá, de 9,15%.
Morador da Barra há 20 anos, o engenheiro agrônomo David Silva acompanha esse crescimento veloz. Ao lado da casa onde vive, na Ilha Primeira (uma das 11 ocupadas na Lagoa da Tijuca), uma saída clandestina de esgoto despeja, há cerca de três meses, grande volume de dejetos no Canal de Marapendi.
— É preciso investigar para saber o que está acontecendo. Quando não chove, a água que sai da tubulação é muito preta, e o cheiro é insuportável. Quando chove, o esgoto se mistura com a chuva, e a situação melhora um pouco. Estou indignado com essa situação. A Barra cresce, e as condições ambientais pioram. O saneamento que estão fazendo é capenga — protesta ele.
Há quase 30 anos a Baixada de Jacarepaguá espera por saneamento. Há sete, o programa começou a decolar. Segundo a Cedae, foram investidos até agora R$ 610 milhões em obras. E o presidente da companhia, Wagner Victer, promete um cenário bem melhor. Segundo ele, a Barra já tem 400 quilômetros de rede coletora. Até 2016, afirma, 100% dos domicílios do bairro estarão interligados ao emissário. Hoje, diz Victer, 85% estão.

Água do Quebra-Mar não melhora desde 2007
Mas a poluição de praias e lagoas ainda é um fantasma. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) continua classificando a qualidade da água das lagoas de Jacarepaguá, Tijuca e Camorim como “péssima”. A da Lagoa de Marapendi é “ruim”. O trecho da praia junto ao Quebra-Mar também continua com a água avaliada como “má” para banho, como ocorre desde 2007.
— O Quebra-Mar sofre e influência da Lagoa da Tijuca, que desemboca nesse trecho da praia. As lagoas ainda estão muito assoreadas, e uma das razões é a ocupação desordenada das faixas marginais de rios e canais. De qualquer forma, na Lagoa de Marapendi, percebemos melhorias em alguns índices, como a redução dos coliformes e o aumento do oxigênio — diz Marilene Ramos, presidente do Inea.
O avanço imobiliário também não passa despercebido pelo editor de vídeo Daniel Garcia, que há seis anos vive na Ilha do Ipê, na Lagoa da Tijuca, onde há uma multiplicação dos imóveis:
— Sem fiscalização, as pessoas constroem nos espaços vazios dos seus terrenos nas ilhas. Dá para perceber isso pela chegada de materiais de construção e pelo vaivém de barcos. Na Ilha de São Jorge, por exemplo, fizeram um prédio de três andares recentemente. Com a futura chegada do metrô à Barra, a especulação cresceu. Estão construindo quitinetes e apartamentos de quarto e sala para alugar.
Urbanista sugere ocupação de outros bairros
Especialistas lançam um olhar crítico sobre esse crescimento da região. O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Sydnei Menezes diz que a Barra sempre foi tratada como área de expansão da cidade e que o Plano Lúcio Costa, da década de 60, acabou desvirtuado devido à especulação imobiliária.
— Os terrenos foram supervalorizados, e a especulação imobiliária forçou a produção de imóveis. Mas até hoje a infraestrutura não chegou a essas áreas. Não se resolveram, por exemplo, as questões do abastecimento de água, da rede de esgoto, das lagoas e do sistema viário. Precisa-se é de um Plano de Estruturação Urbana (PEU) para repensar a região e prepará-la para o futuro.
O urbanista Pedro da Luz Moreira, da direção do Instituto dos Arquitetos do Brasil e professor da UFF, afirma que o crescimento da região da Barra e Jacarepaguá ocorre de forma inversa à ideal. O natural seria a chegada da infraestrutura à área antes de sua ocupação.
— Isso é um tiro no pé. A Barra sequer é dotada de transporte público. Ou seja, a infraestrutura não consegue acompanhar o crescimento da região — observa ele, criticando ainda o poder público por estimular o crescimento da área urbana, em vez de ocupar os espaços vazios de bairros já dotados de infraestrutura. — Estão transformando áreas naturais em urbanas, como é caso da Barra da Tijuca. Por que não uma cidade mais compacta, ocupando áreas ociosas, como São Cristóvão?
Na corrida contra o tempo, a Light começou este mês a construção da subestação Gardênia. Segundo a concessionária, o investimento será de R$ 50 milhões, e a obra deve durar 14 meses. Na região, será a quarta subestação, que vai fornecer energia a instalações olímpicas e cerca de cem mil pessoas em condomínios e estabelecimentos comerciais que estão sendo construídos na Avenida Abelardo Bueno.
Já a Fundação Rio Águas, da prefeitura, iniciou em 2011 a macrodrenagem dos 14 rios da Baixada de Jacarepaguá. Um programa R$ 340 milhões, que está pela metade: nove quilômetros de sete rios foram canalizados. A previsão é que os outros sete rios fiquem prontos no primeiro semestre de 2014. A maratona de projetos de infraestrutura tem razão de ser. Afinal, estimativas do IPP mostram que a população da Região Administrativa da Barra (inclui Recreio, Vargem Grande e bairros próximos) passará de 300.823 (Censo 2010) para 365.241 em 2016. Na RA de Jacarepaguá, o número de habitantes pulará de 572.617 para 625.047.


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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Prefeito sanciona mudanças no pacote olímpico, mas com vetos


Paes rejeita emendas de última hora que levariam ao adensamento da APA de Marapendi e à construção de hotéis

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O prefeito Eduardo Paes sancionou nesta terça-feira, com vetos, as mudanças nas regras do pacote olímpico para viabilizar a construção do campo de golfe, no trecho da APA de Marapendi na Avenida das Américas, e o centro de transmissão dos jogos no futuro parque olímpico, antigo Autódromo de Jacarepaguá.
Conforme o prometido, Paes vetou emendas apresentadas na última hora pelos vereadores. O motivo alegado pelo prefeito é que as alterações estão em desacordo com a regras urbanísticas nas duas regiões. No caso do autódromo, os vereadores aprovaram aumentos nas medidas que levariam ao adensamento da área, sem contrapartida financeira para a prefeitura.
No caso do campo de golfe, as novas regras, além de adensarem a APA de Marapendi, permitiriam a construção de hotéis, com quartos voltado para o campo. Ainda neste caso, o projeto de lei apresentado pelos vereadores retira 58 mil metros quadrados do Parque de Marapendi, incorporados ao projeto do golfe olímpico.
O veto às emendas já havia sido anunciado pelo prefeito no fim de dezembro. Paes chegou a dizer que preferia atrasar a Olimpíada a colaborar com a especulação imobiliária na área do Parque Olímpico, do autódromo e do entorno do campo de golfe. Paes afirmou que vai pedir a Câmara de Vereadores para apoiar seu veto integral das alterações no Pacote Olímpico, que valorizam as áreas particulares na região. Segundo ele, os vereadores não sabiam o que estavam sabendo quando aprovaram as mudanças.

Emendas longe do acordo entre prefeitura e investidores
As emendas que foram aprovadas pelos vereadores em 20 de dezembro do ano passado estavam longe do que havia sido acordado entre a prefeitura e os investidores privados do campo de golfe e da área do autódromo. Na ocasião, o vereador Luiz Guaraná (PMDB) afirmou que o principal impacto seria no plano urbanístico do Parque Olímpico. Isso porque a emenda votada autorizava a ampliação do potencial construtivo em cerca de 500 mil metros quadrados, o que equivaleria quase à metade do que a legislação permite para o local.
As propostas de alterações no pacote valorizariam em mais de R$ 4 bilhões as propriedades de empresários vizinhos ao Parque Olímpico e ao campo de golfe, segundo estimativas do mercado imobiliário.
O grupo Rio Mar, do empresário Pasquale Mauro, ganharia mais 42 mil metros quadrados nos terrenos vizinhos ao campo de golfe. Também foram autorizadas a construção de hotéis no local e a isenção de IPTU e ISS por tempo indeterminado para o campo de golfe. As emendas chegaram ao plenário por iniciativa de comissões da casa, minutos antes de o projeto começar a ser discutido.
— O que a Casa acabou aprovando para a área do golfe é um absurdo. O campo de golfe será público por 25 anos. E depois a área volta para o grupo controlado pelo empresário. sem contar os lucros com as alterações nos parâmetros urbanísticos — disse na ocasião a vereadora Andrea Gouvea Vieira (sem partido).
As emendas ao projeto foram divulgadas apenas meia hora antes da votação. A oposição ainda tentou adiar a votação por uma ou duas sessões mas não conseguiu. Os pedidos foram derrubados com ajuda da própria bancada governista.


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sábado, 12 de janeiro de 2013

Na cidade olímpica, 300 atletas ficam sem pista de atletismo


Interdição do Célio de Barros antes do previsto leva à busca por espaços para treinamento

Por Claudio Nogueira

RIO - Em plena sede olímpica de 2016, a recente desativação do Estádio de Atletismo Célio de Barros, transformado num mero almoxarifado das obras para a reforma do Maracanã, visando à Copa das Confederações-2013 e à Copa do Mundo-2014, está sendo duro golpe nas carreiras de ao menos 300 atletas, incluindo jovens e crianças de escolinhas, que treinavam lá diariamente.
Enquanto o estádio tem a histórica pista invadida por operários, caminhões, andaimes e até banheiros químicos, a questão é buscar espaços para que esses atletas treinem, principalmente levando em conta que a maioria é carente, chegava ao estádio de trem e não tem como pagar mais passagens.
- Em reunião no dia 3, fui informado pela subsecretária de Esporte e Lazer, Mônica Monteiro, e pelo vice-presidente da Suderj, Nilo Félix, que o Célio de Barros seria fechado por conta das obras, para que fosse erguida a cobertura do Maracanã - relatou o presidente da Federação de Atletismo do Rio, Carlos Alberto Lancetta. - Mas eles me disseram que fariam convênios com o Cefan (Centro Esportivo Almirante Adalberto Nunes, na Avenida Brasil), com o Botafogo, pelo Engenhão, e o Centro de Capacitação em Educação Física do Exército, na Urca.

À espera do Engenhão
Particularmente, Lancetta acredita que o melhor local seria o Engenhão.
- Atletas estão treinando isoladamente, na Urca, na Vila Olímpica do Mato Alto, no Campo dos Afonsos e no Miécimo da Silva. Em média, diariamente, treinam no Célio de Barros, 150 atletas (de diferentes clubes) e mais 150 da escolinha do Projeto Rio-2016, do Estado. A Federação está redigindo um documento, pedindo à Suderj transporte para o Engenhão e para o Cefan - explicou Lancetta. - Os treinos de arremesso e lançamento serão no Cefan, e os de corrida e saltos na pista auxiliar do Engenhão. A escolinha vai para a Vila Olímpica do Sampaio.
Quanto à tão divulgada demolição do Célio de Barros, com construção de nova instalação próxima à Quinta da Boa Vista, Lancetta não acredita que a demolição vá ocorrer por agora. Mas reafirma que a construção de um novo estádio é mais que uma promessa e faz parte do projeto de cessão do Maracanã à iniciativa privada.
O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta, alertou que os prejuízos na preparação dos atletas para as Olimpíadas Rio-2016 são enormes.
- O trabalho dos técnicos sofrerá com a falta de um espaço para prosseguir os treinamentos. Os atletas de atletismo, que estão entre os que mais conquistas já deram ao Brasil, são também os que, em maior número, vêm das camadas mais humildes. E serão os maiores prejudicados com o fim do estádio.
Por sua assessoria de imprensa, a Secretaria Estadual de Esporte e Lazer informou que o fechamento do Célio de Barros e do Júlio de Lamare estava previsto na reforma e que neles haverá equipamentos temporários da Fifa nas Copas das Confederações e do Mundo. O órgão confirmou que os atletas que treinavam no Célio de Barros vão utilizar o Engenhão e antecipou que quando o Júlio de Lamare for fechado, os atletas irão treinar no Tijuca. A Secretaria fará parcerias com os clubes.
De olho em 2014 sem pensar em 2016
José Luiz Bello, presidente do Instituto Evolução no Esporte, que mantém o Powerade Team, que treinava no Célio de Barros, antecipou que o grupo fará pré-temporada de 15 dias na Academia Militar de Agulhas Negras, em Resende, a partir de segunda-feira.
- Estão vendo só a Copa do Mundo (de 2014) e se esquecendo das Olimpíadas (de 2016). O atletismo é o pai das Olimpíadas, e a natação, a mãe - enfatizou o dirigente.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/na-cidade-olimpica-300-atletas-ficam-sem-pista-de-atletismo-7276418#ixzz2HmsEAnFH

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dilma veta isenção fiscal para empresas de infraestrutura dos Jogos do Rio em 2016


A presidenta Dilma Rousseff vetou artigo que incluía as empresas responsáveis pelas obras de infraestrutura urbana entre as beneficiárias da lei que concede isenções fiscais relativas à organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, informou o Diário Oficial da União, nesta quinta-feira.

Como parte dos compromissos assumidos pelo Brasil para a realização dos Jogos, o governo concedeu isenções de tributos federais ao Comitê Olímpico Internacional (COI), ao comitê organizador do Rio-2016 e às empresas responsáveis pela execução de atividades relacionadas aos Jogos Olímpicos.

Segundo a Agência Câmara Notícias, o governo estima que as desonerações vão acarretar uma renúncia de receita de R$ 3,8 bilhões até 2017. Durante a tramitação no Congresso, foi incluída na MP a isenção dos tributos também para empresas domiciliadas no Brasil que realizem obras e serviços de infraestrutura na cidade do Rio de Janeiro e outras operações urbanas descritas no dossiê de candidatura da cidade, mas a presidente vetou o artigo.

Segundo o Diário Oficial, o ministério da Fazenda considerou que "o dispositivo amplia benefícios fiscais para além dos compromissos assumidos pelo país e cria sistemática tributária de custosa operacionalização para transposição de questão de natureza financeira".

Os benefícios fiscais valerão para o período entre 1o de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2017. Dilma também vetou artigo que determinava que os recolhimentos tributários referentes a 2012 de operações realizadas para o planejamento e organização dos Jogos poderiam ser revistos pela Receita Federal.

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/302669_dilma-veta-isencao-fiscal-para-empresas-de-infraestrutura-dos-jogos-do-rio-em-2016

SIMPLIFICADA A ENTRADA NO BRASIL DE PRODUTOS DE DELEGAÇÕES CREDENCIADAS PARA MEGAEVENTOS


Norma da Anvisa engloba alimentos, medicamentos, cosméticos, perfumes e materiais médicos que serão dispensados de licença de importação. Substâncias de uso proscrito no Brasil, como drogas e entorpecentes, continuam proibidas de serem importadas

Resolução publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Diário Oficial da União desta terça-feira (08.01) simplifica a entrada, em território nacional, de bens e produtos das comitivas e delegações internacionais durante megaeventos realizados no Brasil. A norma engloba alimentos, medicamentos, cosméticos, perfumes, materiais médicos e outros produtos de interesse à saúde humana.
De acordo com a norma, esses produtos serão dispensados de licença de importação. Entretanto, é preciso que o responsável pela organização do evento apresente à Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Anvisa, com antecedência de 30 dias, um termo de responsabilidade com a relação dos produtos sob  vigilância sanitária que serão importados pelas delegações.
A norma é valida para produtos utilizados exclusivamente pelas delegações e comitivas credenciadas para participar do evento. Os produtos liberados deverão retornar ao país de origem em até 30 dias após o término do evento.
Produtos de consumo pessoal ficarão dispensados de controle pela autoridade sanitária. Já as substâncias de uso proscrito no Brasil, caso das drogas e entorpecentes, continuam proibidas de serem importadas.

Fonte: http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/simplificada-entrada-no-brasil-de-produtos-de-delegacoes-e-comitivas-credenciadas-para

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

COPA E JOGOS JA MEXEM COM MERCADO DE TRABALHO


Coluna Negócios & Cia, publicada pelo jornal O Globo no dia 03/01/2013

Flávia Oliveira
com Dandara Tinoco e Sérgio Vieira

COPA E JOGOS JA MEXEM COM MERCADO DE TRABALHO
Mundial de futebol já gerou R$ 75 milhões em negócios para microempresas, diz o Sebrae. Sete setores saíram na frente
A 18 meses da Copa 2014, o Mundial de futebol já rendeu R$ 75 milhões em negócios para micro e pequenas empresas nacionais. Somente em 2012. O valor, segundo Luiz Barreto, presidente do Sebrae, pode chegar a R$ 100 milhões, quando os dados do ano forem finalizados. Mapeamento do Sebrae listou, ao menos, 930 segmentos com potencial de crescimento. Mas todas as 12 cidades-sede, Rio de Janeiro entre elas, já se beneficiaram da criação de empregos em sete setores-chave da economia: construção civil, turismo, hotelaria, serviços, meio ambiente, tecnologia da informação e petróleo e gás. Os salários chegam a R$ 20 mil. Abaixo, a coluna apresenta o cenário para cada um dos segmentos, de agora até 2016. O movimento começou nas áreas de construção civil e energia, pela busca de mão de obra qualificada. Agora, a vez é da hotelaria, que terá de contratar pessoal para dar conta dos 20 mil novos quartos que serão construídos só na capital fluminense, até os Jogos Olímpicos.

R$ 183 BILHÕES ATÉ 2019
É o valor que a Copa 2014 vai agregar ao PIB, diz o Ministério do Esporte. Será resultado dos R$ 33,1 bi em obras de infraestrutura.
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CONSTRUÇÃO CIVIL
O setor receberá R$ 22,8 bilhões dos R$ 33,1 bi que serão investidos em infraestrutura, segundo dados do Ministério do Esporte. Estudo da Firjan prevê que a procura por profissionais ligados ao setor será intensa até 2015. A demanda vai de pedreiros (salários de R$ 1.450) a gerente geral de obras (R$ 20 mil), diz o Senai.

Fonte: O Globo 03/01/2013

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Rio terá R$ 300 milhões a mais para as Olimpíadas


Paes diz que quantia virá de economia no pagamento da dívida junto à União

Por Cristiane Bonfanti

BRASÍLIA - O prefeito Eduardo Paes disse na quarta-feira que o Rio contará com mais R$ 300 milhões por ano para realizar investimentos voltados para as Olimpíadas. Segundo ele, o adicional virá da economia que o município poderá fazer a partir da mudança no índice que corrige a dívida dos estados e municípios com a União. A alteração, anunciada este mês pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. De acordo com o prefeito, o Rio tem hoje uma dívida de R$ 6,1 bilhões com o governo federal, corrigida pelo IGP-DI em mais 6% ao ano. A partir do ano que vem, ela deverá ser corrigida pela taxa básica de juros (Selic) ou pelo IPCA, o que for menor, em mais 4% ao ano.
Nas contas do prefeito, na prática, a taxa cairá de 11% para 7% ao ano. Paes informou que, a partir de janeiro, a Secretaria municipal de Fazenda iniciará as negociações com o Tesouro Nacional para a ampliação do limite de endividamento do município. Ainda segundo ele, a cidade tem dívidas que equivalem a 40% de sua receita corrente líquida, bem abaixo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A folga seria de até R$ 8 bilhões para a contratação de financiamentos.
— O Rio pode ser o primeiro exemplo, pelo dever de casa já feito. A nossa situação fiscal é absolutamente confortável. Se a União me permitir captar, eu consigo fazer Olimpíadas sem pegar um tostão em Brasília — afirmou Paes, depois de se reunir com Mantega.
O prefeito observou ainda que os investimentos do governo local correspondem a 20% de suas despesas:
— O segundo melhor é o Ceará, que investe 12%. Repetimos isso nos últimos três. Em valores absolutos, a gente só perde para São Paulo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rio-tera-300-milhoes-mais-para-as-olimpiadas-7141104#ixzz2GFaa7zoB 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Pacote Olímpico: Paes diz que prefere atrasar Olimpíada a colaborar com especulação imobiliária


Prefeito afirmou neste sábado que os vereadores não sabiam o que estavam fazendo quando aprovaram emendas

Por Waleska Soares

RIO - O prefeito Eduardo Paes disse na manhã deste sábado, ao inaugurar mais uma estação do BRT Transoeste, que prefere atrasar a Olimpíada a colaborar com a especulação imobiliária na área do Parque Olímpico, do autódromo e do entorno do campo de golfe. Paes afirmou que vai pedir a Câmara de Vereadores para apoiar seu veto integral das alterações no Pacote Olímpico, que valorizam as áreas particulares na região. Segundo ele, os vereadores não sabiam o que estavam sabendo quando aprovaram as mudanças.
— Na próxima legislatura haverá a votação do veto. Tenho convicção que nem os vereadores sabiam o que estavam fazendo. Alguém deve ter dito alguma coisa e não imaginava aquele resultado. Tenho confiança que os vereadores vão manter o veto do prefeito para não termos o projeto olímpico comprometido. Entre ter a olimpíada atrasada e ficarmos com a fama de estar alimentando a especulação imobiliária, fico com a olimpíada atrasada. Vou para o radicalismo. Cancelo todos os contratos e vamos repensar tudo de novo — disse ele.
Propostas valorizam em mais de 4 bilhões propriedades na região
As propostas de alterações no pacote, apresentadas minutos antes de o projeto ser votado em sessão tumultuada, no apagar das luzes da atual legislatura, valorizaram em mais de R$ 4 bilhões as propriedades de empresários vizinhos ao Parque Olímpico e ao campo de golfe, segundo estimativas do mercado imobiliário. Entre outras alterações, os vereadores ampliaram em mais de 560 mil metros quadrados os limites da área total que pode ser construída. Contrário ao projeto, Eliomar Coelho (PSOL) foi irônico ao discursar no plenário, insinuando que o apoio foi em troca de benefícios financeiros:
— Isto aqui é uma imoralidade. Essas emendas são contrabandos colocados por quem entende do assunto. E não colocou porque é bonito. A contrapartida a gente sabe qual é. Daqui a pouco a gente vai ouvir pelos corredores: que bom peru de Natal os vereadores ganharam.
As mudanças no projeto tiveram como porta-voz uma figura conhecida quando se trata de aprovar projetos envolvendo polêmicas urbanísticas: o presidente da Comissão de Justiça e Redação, Jorge Pereira (PT do B). Foi Pereira, por exemplo, quem articulou a mudança da Vila do Pan da Avenida Salvador Allende para a Ayrton Senna e as alterações nas regras do Plano Lúcio Costa para adensar Vargem Grande e parte do Recreio, entre outras. Pereira, que desistiu da reeleição, assumiu o microfone para defender as emendas. O motivo alegado: ajudar a prefeitura a viabilizar as Olimpíadas custa caro. Por isso, segundo ele, os empresários que são parceiros precisam ser ressarcidos.
— Ninguém sequer sabe quem é esse moço que será o dono do campo de golfe de R$ 80 milhões feito por um empresário. Mas vai ser feito um campo de golfe. Eu não estou fazendo defesa do empresariado. Eu estou fazendo defesa da lógica. Se você quer que uma coisa exista e aconteça, ela tem que estar adequada. Depois disso aqui votado, o prefeito que volte aqui, sente, converse, dialogue e ache um meio-termo nesta situação. Não com a emenda que a Câmara fez. A emenda é para provocar mesmo! Pelo menos, tenho esse intuito — disse Jorge Pereira.


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