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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Pacote altera gabarito no Parque Olímpico


Em troca da construção de centro de mídia por setor privado, área teria prédios de 18 andares, e não 12

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — Além de sugerir mudanças na APA de Marapendi, o novo pacote olímpico que o prefeito Eduardo Paes apresentará segunda-feira aos vereadores propõe mudanças no gabarito de trechos do futuro Parque Olímpico do Rio, onde será permitido construir prédios residenciais e comerciais. O objetivo seria transferir para a iniciativa privada o ônus de construir o prédio do centro de mídia e transmissões das Olimpíadas (IBC/MPC), cuja obra inicialmente seria custeada por recursos públicos.
O gabarito da área localizada no interior do antigo Autódromo de Jacarepaguá passaria de 12 para 18 pavimentos, como no Condomínio Rio 2. Segundo a prefeitura, esta seria a altura máxima permitida para os prédios nas imediações do futuro Parque Olímpico.

Uma obra que não deixa legado
A autorização permitiria mudar cláusulas do contrato da parceria público-privada firmado entre a prefeitura e o Consórcio Rio Mais (Carvalho Hosken, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez) para urbanizar a área, de cerca de um milhão de metros quadrados. Em troca, as construtoras passaram a ser donas dos terrenos remanescentes.
— Pela primeira vez numa Olimpíada, encontrou-se uma fórmula para fazer um IBC/MPC com recursos privados. Nas Olimpíadas de Londres, o MPC custou o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão. No Rio, estimamos que o custo possa chegar a quase R$ 400 milhões. É um investimento que exige obras completas, para atender a emissoras de TV que transmitem o evento, e que não deixa qualquer legado para a cidade. Um prédio desses tem uma série de particularidades, como pé-direito alto, já que por dentro chegam a circular caminhões. São apenas dois pavimentos, mas a altura equivale à de um prédio de cinco andares — disse a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques .
Segundo a prefeitura, a mudança no gabarito não implicaria adensamento maior do terreno às margens da Lagoa de Jacarepaguá. O objetivo seria atender a uma demanda do mercado, que dá preferência a prédios mais altos. Com a mudança, a concessionária teria direito a construir apenas cinco prédios, com um total de 18 pavimentos cada. Hoje, com o gabarito de 12 pavimentos, até sete edifícios podem ser erguidos nas mesmas áreas.
A solução adotada para os Jogos Olímpicos é diferente da PPP que garantiu o Riocentro como sede do IBC/MPC da Copa do Mundo de 2014. A GL Events, que detém a concessão da área, arcará com os custos de implantação da instalação. Em troca, a prefeitura autorizou a construção de um hotel num terreno livre do Riocentro.
Paes disse que chegou a propor ao Comitê Olímpico Internacional (COI) o aproveitamento do mesmo IBC/MPC da Copa do Mundo. Mas a proposta foi rejeitada. Segundo o prefeito, o motivo seriam técnicos: as especificações do COI para o centro de transmissões são diferentes. Para as Olimpíadas, há necessidade de uma área bem maior do que para a Copa.
A PPP com o Rio Mais chega hoje a R$ 1,4 bilhão. O consórcio foi parcialmente pago com a transferência para a iniciativa privada de 80 mil metros quadrados de terrenos do autódromo. Ao longo de 15 anos, a prefeitura pagará R$ 525 milhões para que os investidores privados façam a manutenção do Parque Olímpico. Além de urbanizar o local, o consórcio fará o mesmo no entorno da Vila dos Atletas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/pacote-altera-gabarito-no-parque-olimpico-6619336#ixzz2BLr4i3vq 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Prefeito do Rio diz que partida de futebol é o que menos importa na Copa


Eduardo Paes destaca que sob o ponto de vista da cidade, o mais importante não é ver a Seleção Brasileira atuar no Maracanã mas receber o Centro de Mídia

Por MIchel Castellar

Para o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, os jogos de futebol durante a Copa do Mundo de 2014 são o que menos importa. O político destacou que, como administrador, seu interesse é o de trazer o maior número de eventos capazes de gerar divisas e desenvolvimento para a capital fluminense.
- O menos importante na Copa é o jogo de futebol. O mais importante é onde estará o Centro de Mídia, a sede da Fifa, onde vai ser realizada a final, porque é um jogo que dá visibilidade. Minha prioridade não foi brigar com a Fifa para ter jogo da Seleção, aqui, nas quartas de final ou na fase inicial. Minha prioridade foi brigar para o Centro de Mídia ficar aqui e essa questão é mais importante sob o ponto de vista do interesse da cidade - afirmou Paes.
A postura defendida pelo prefeito é a de que instalações com o Centro de Mídia ou a realização da final da Copa, independente ou não da presença da Seleção, trará mais retorno para a cidade. Por isso, seu aparente descaso com as partidas e sua defesa por ações que tragam dividendos para o Rio.
E ao falar sobre as mudanças por qual passará a cidade, Paes aproveitou e garantiu que os alunos só deixarão a Escola Municipal Friedenreich, após uma nova ser construída e próxima ao seu endereço atual. A instituição de ensino funciona dentro do Complexo Maracanã e será demolida, por causa das obras de modernização da instalação.
- Os alunos só serão removidos após uma nova escola ser feita. E eles não serão distribuídos por outras escolas. Irão todos para a nova - salientou o prefeito carioca.


Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Prefeito-Rio-partida-importa-Copa_0_800919994.html#ixzz2AivRfLew