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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Chevrolet descarta patrocínio a clubes e estádios


Por Lucas Turco

Pelo menos a curto prazo, nós não veremos a marca Chevrolet exposta em uma camisa de futebol ou dando nome a um estádio no Brasil. A empresa descartou, por hora, o interesse em patrocinar esses segmentos e preferiu focar suas ações no apoio aos Campeonatos Estaduais.

A empresa aponta os valores e a possibilidade de criar rejeição como os maiores obstáculos para patrocinar uma equipe profissional de futebol.

“O preço para patrocinar uma equipe de futebol com destaque é muito alto. Além disso, podemos criar uma rejeição. Já imaginou, por exemplo, patrocinar o Grêmio e não patrocinar o Internacional?”, comentou Frederico Themoteo Jr, diretor de marketing e comunicações da Chevrolet.

Apesar da recusa, a Chevrolet patrocina atualmente o Cerâmica Atlético Clube de Gravataí. Segundo Frederico, o apoio ao clube tem caráter social e não esportivo, já que a montadora possui uma fábrica no município.

Quanto ao naming right de estádios, a empresa acredita que a Fifa vetaria qualquer oportunidade de exposição da marca durante a Copa do Mundo de 2014, já que as montadoras parceiras do torneio são a Hyundai e a Kia Motors. Ao mesmo tempo, segundo a Chevrolet, patrocinar um estádio que não participará da Copa do Mundo terá um impacto muito menor na mídia.

Apesar disso, a Chevrolet não ficará ausente no futebol. A empresa acertou o patrocínio a 20 Campeonatos Estaduais em todo o Brasil para 2013 e 2014. Mesmo com o alto número, a companhia pretende estender ainda mais o número de federações parcerias nas próximas temporadas.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/28/28091/Chevrolet-descarta-patrocinio-a-clubes-e-estadios/index.php

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Juntando a fome com a vontade de comer


Por Emerson Gonçalves

A General Motors, dona da marca Chevrolet e uma das maiores montadores do Brasil e do mundo, fechou um pacote de patrocino de 20 campeonatos estaduais para 2013, na modalidade naming rights. O acordo inclui (em ordem geográfica norte/sul, oeste/leste, fechando do sul para o centro): Rondônia, Acre, Amazonas,  Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.  Ficaram fora desse pacote as federações de Roraima, Amapá, Pará, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. A federação de Brasília ainda pode vir a entrar, o que não ocorrerá com Pará, Pernambuco e Espírito Santo, que já têm contratos assinados. Com a federação carioca não foi possível chegar a um acordo financeiro.

Os valores envolvidos não foram revelados, mas os comentários, inclusive reproduzidos pela imprensa, apontavam que as federações de menor expressão receberiam entre 150 e 300 mil reais. Como mostra matéria do portal GloboEsporte com o presidente da Federação Piauiense, esses valores são extremamente interessantes e importantes para federações como a presidida por Cesarino Oliveira, que teve uma receita total em 2011 de 272 mil reais. Um aporte de qualquer valor entre 150 e 300 mil reais dá fôlego a essas federações para atravessar o ano sem maiores dramas. Bom, ao menos em teoria, nunca é demais ressalvar.

O acordo total, envolvendo as vinte federações, ficou em mais de 10 milhões de reais, segundo informou o portal UOL, valor razoável para nossos padrões, mas que retornará várias vezes para a montadora na forma de exposição da marca.

Ações paralelas também serão desenvolvidas, como a presença de carros da marca nos estádios, veículos com desconto para uso das federações ou para premiações levadas a cabo pelas federações, e outras mais.

Esse crescimento da presença Chevrolet no futebol pode, ou melhor, deve ter sido influenciado pela assinatura do patrocínio do Manchester United, demonstrando a importância do futebol para a empresa, reforçando sua marca diante de alguns bilhões de pessoas (isso mesmo: bilhões) que são impactadas pelo futebol em todo o mundo. Patrocínios desse tipo, tanto naming rights de campeonatos, como o patrocínio máster de um superclube, como o United, e também o Liverpool em patrocínio menor e limitado, visam muito mais que a camada restrita de consumidores potenciais hoje. Ao atingir adolescentes e jovens, por exemplo, que são grandes consumidores do produto futebol, mas não de automóveis, a empresa está investindo no futuro da marca, conquistando e mantendo um lugar nos corações e mentes de centenas de milhões de pessoas.

A escala é outra e a GM está trabalhando com escalas diferentes. Seguindo o velho princípio do “pense globalmente, aja localmente”, ela patrocina um estadual brasileiro ao mesmo tempo que age globalmente ao patrocinar o Manchester United. Duas faces de uma só moeda.


Ação eleitoral como bônus

Marco Polo Del Nero foi o condutor das negociações que permitiram o crescimento do acordo fechado com apenas quatro federações em 2012 (São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Paraná), para nada menos que vinte em 2013. Essa foi, sem a menor dúvida, uma ação excelente, levando uma empresa gigante a federações que, sem essa ponte, poderiam ficar fora de um programa interessante de marketing e perder uma verba extremamente útil.

É aqui que se junta a fome com a vontade de comer, ou ainda, como diria minha avó, dá-se o ponto no nó, pois, como é sabido, não se dá ponto sem nó: Del Nero trabalha, aproxima as partes e, naturalmente, essa articulação passa a ser uma manobra de trabalho de candidato, pois não é segredo, muito pelo contrário, que ele ambiciona suceder José Maria Marin no comando da CBF. E, como sabem os leitores desse OCE, as federações são os grandes eleitores na confederação, onde a razão de ser do futebol – os clubes – pouco apitam.

O que me deixa com uma pequena dúvida: a ação eleitoral foi um bônus da movimentação pelo patrocínio ou os patrocínios das federações é que foram um bônus da ação eleitoral? Ganha um tostines quem acertar.

Ah, sim: faltam apenas 15 meses para a eleição do novo presidente da confederação, em abril do próximo ano. Meses que passarão voando…

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2013/01/10/juntando-a-fome-com-a-vontade-de-comer/

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Chevrolet fecha com TO e completa 20 Estaduais


Por Lucas Turco

20. Esse será o número de Campeonatos Estaduais que a Chevrolet patrocinará em 2013. O último deles, de Tocantins, foi fechado na noite da última terça-feira.

O contrato com as 20 federações engloba também 2014. No entanto, no próximo ano, a montadora pretende adicionar mais Campeonatos Estaduais a sua lista de patrocínios.

“Nesse ano vamos ficar nos 20 campeonatos até porque os torneios já estão começando em todo o Brasil, mas, em 2014, além dos atuais patrocinados nós pretendemos expandir ainda mais nossa marca e acertar com outros Estaduais”, declarou Frederico Themoteo Jr, diretor de marketing e comunicação da Chevrolet.

Apesar do grande número de Estaduais patrocinados, a empresa ficará ausente de campeonatos com destaque, como o Carioca e o Pernambucano.  Segundo a Chevrolet, o motivo disso seriam os obstáculos encontrados ao negociar com essas federações.

“Se pudéssemos nós gostaríamos de estar em todos os Estaduais do Brasil, mas todos nós sabemos que negociações desse patamar nem sempre se concluem como esperamos. No caso do Estadual de Pernambuco, a Coca-Cola já detém o patrocínio máster do torneio e nós temos que respeitar o contrato. No Rio de Janeiro, nós não conseguimos chegar a um acordo de valores”, comentou Frederico.

Com o patrocínio, os 20 Estaduais patrocinados passarão a contar com o nome da montadora, como por exemplo: Paulistão Chevrolet e Gauchão Chevrolet. O acordo com as emissoras de televisão para mencionar o nome da montadora será discutido localmente. A empresa possui um acordo de mídia com a Band que garante a transmissão da Chevrolet.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/28/28073/Chevrolet-fecha-com-TO-e-completa-20-Estaduais/index.php

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Time de rúgbi vende naming rights de estádio


O time Inglês de rúgbi Castleford Tigers renovou seu contrato de patrocínio com a Wish Communications. A empresa, no entanto, adquiriu o direito de naming rights do estádio Wheldon Road, que passará a se chamar Wish Communications Stadium. 

Além disso, o logotipo da empresa aparecerá no uniforme da equipe, placas de publicidade e teto do estádio. "Estamos muito satisfeitos por poder continuar com o nosso apoio aos Tigers e elevar ainda mais o nosso aporte para 2013", disse Phil Butts, diretor de vendas da companhia. 

"Há muito trabalho sendo feito nos bastidores para atingirmos o ponto que os fãs esperam, e eles estão começando a reconhecer os nossos esforços", disse Nick Fozzard, gerente comercial da equipe inglesa.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27767/Time-de-rugbi-vende-naming-rights-de-estadio/index.php

sábado, 1 de dezembro de 2012

Atlético-PR espera citação de naming right por TVs


Por Lucas Turco e Mauro Zafalon

O Atlético Paranaense divulgou que a AEG Facilities será a gestora da Arena da Baixada. A empresa ficará responsável por viabilizar um parceiro para adquirir o naming right do estádio. Para facilitar as negociações, o clube conta com a transmissão do naming right pelas emissoras de televisão.

“Esperamos que as emissoras de televisão citem a empresa que se tornar detentora do naming right do nosso estádio.  Contamos com isso principalmente por parte da Globo, que gera mais visibilidade. Se isso acontecer será com todos os estádios, não só com nossa Arena”,  declarou Mauro Holzmann, diretor-executivo de marketing do Atlético Paranaense.

O assunto é tema recorrente nos debates sobre comportamentos da mídia em relação ao esporte. A Globo realizava, desde o ano passado, uma pesquisa interna sobre a possibilidade de citar os parceiros comercias das arenas.

Em setembro, foi divulgado pelo portal “UOL” que a Globo divulgará o naming rights dos estádios em suas transmissões a partir de 2013, mas em troca receberá uma remuneração.

A forma de pagamento ainda não foi definida, mas a Globo poderá receber a quantia de duas maneiras: ficando com uma pequena parcela dos contratos entre o clube e a empresa parceira das arenas ou cobrando dos patrocinadores um valor para citar o nome deles nas transmissões.

A AEG Facilities, empresa especialista da capitação da naming rights, está certa de que conseguirá uma companhia interessada em associar seu nome ao estádio do Atlético Paranaense, apesar prática não ser muito comum no Brasil.

“A AEG tem toda a segurança de que pode trazer uma empresa para isso”, disse Charles Steedman, diretor da AEG Facilities.

O próprio Atlético Paranaense foi um dos primeiros clubes a ter o naming right de seu estádio vendido para uma empresa. A Kyocera associou sua marca à Arena da Baixada entre 2005 e 2008.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/27/27726/Atletico-PR-espera-citacao-de-naming-right-por-TVs/index.php

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Arena Made in China

Por Otávio Cabral

Maior banco chinês, o Industrial and Commercial Bank of China iniciará suas operações no Brasil em 2013. Para divulgar sua marca, a empresa fechou um contrato de dez anos com o Grêmio de Futebol Porto-Alegrense por 100 milhões de reais. O banco, que pretende atuar no varejo e no financiamento de empresas, vai batizar o novo estádio do clube, que se chamará ICBC Arena. Também terá sua marca estampada na camisa do time gaúcho. O anúncio do acordo será feito nesta semana. 

Fonte: Coluna Panorama Holofote (Revista Veja edição 2.297)

Ambev vai bancar arquibancadas móveis da Arena Corinthians


Acerto foi confirmado nesta segunda-feira (26); falta, agora, acordo por naming rights

O Corinthians e o governo do estado de São Paulo encontraram, enfim, um financiador para as arquibancadas móveis do estádio da abertura da Copa. Será a Ambev, subsidiária da AB InBev, uma das maiores cervejarias do mundo.

Nesta segunda-feira (26), a assessoria de imprensa da cervejaria confirmou a informação e convidou jornalistas a participarem de um evento nesta terça-feira (27), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, onde o acordo será anunciado. Estarão presentes o governador do estado, Geraldo Alckmin e o vice-presidente de relações corporativas da Ambev, Milton Seligman.

Inicialmente, o governo paulista havia assumido a responsabilidade de arcar com os R$ 70 milhões das arquibancadas móveis, mas depois renunciou à ideia, argumentando que iria "procurar parceiros privados para viabilizar os assentos provisórios".

Contrapartidas
O acerto da Ambev é um indicativo de que o acordo pelos naming rights também está perto do fim. Além disso, a cervejaria é do mesmo grupo daquela que patrocinará o Mundial de 2014, a Budweiser. 

As arquibancadas provisórias, de 20 mil lugares, garantirão a abertura da Copa na Arena Corinthians, pois aumentarão a capacidade do estádio de 48 mil para 68 mil lugares --o jogo inaugural de 2014 demanda, no mínimo, 45 mil assentos. O custo é estimado em R$ 70 milhões.

Além do estádio corintiano, a Arena das Dunas, em Natal, e a Arena Pantanal, em Cuiabá, também utilizarão assentos móveis. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11086/AMBEV+VAI+BANCAR+ARQUIBANCADAS+MOVEIS+DA+ARENA+CORINTHIANS.html

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

RFS compra naming rights de arquibancada de estádio


A companhia Regulatory Finance Solutions (RFS), do segmento de consultoria de gestão, adquiriu os naming rights da arquibancada Riverside do Ewood Park, estádio do Blackburn Rovers.

Com isso, o ambiente, que possui uma vista lateral para o campo e tem o nome “Rovers” grafado no conjunto de assentos, passará a se chamar “RFS Riverside Stand”. Os valores não foram divulgados.

“Quando era um estudante, eu costumava me sentar nesta arquibancada. Levava minha mãe para os jogos e tenho até hoje muitas lembranças felizes desta época”, recordou John Turner, diretor-executivo da RFS e torcedor declarado do clube.

“Qualquer um que conversa com o John logo percebe sua paixão pelo time. É fantástico ele ver vantagens comerciais para sua empresa em uma relação conosco”, comemorou Greg Coar, diretor comercial e de marketing da equipe inglesa.

O Blackburn Rovers disputa atualmente a segunda divisão do Campeonato Inglês. O clube, que até a última temporada integrava a elite, é tricampeão da primeira divisão. Seu último título desta competição foi em 1994/1995.   

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27640/RFS-compra-naming-rights-de-arquibancada-de-estadio/index.php

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Os Naming Rights com o advento da Copa


por Vinicius Paiva

É de conhecimento público que os Naming Rights compõem uma modalidade de parceria em que se cede ao anunciante o direito sobre o nome de determinada propriedade – seja ela o título de um campeonato, evento ou arena esportiva. Corriqueira em países europeus e nos Estados Unidos, a prática ainda não se difundiu por completo no Brasil – ainda que venha se tornando comum e tenha como exemplos experiências nem tão recentes.

De tão bem sucedida, a parceria do Arsenal (Londres) com a companhia aérea Emirates costuma povoar o imaginário brasileiro com constantes especulações acerca da chegada dos árabes. Pudera: o Emirates Stadium é considerado uma jóia entre as arenas europeias, servindo por diversas vezes de casa da Seleção Brasileira quando se apresenta em solo inglês. Nos EUA a tradição é antiga, com parcerias deste gênero sendo identificadas ainda na metade do século passado. Diversos ginásios famosos da NBA– casos do Delta Center ou Staples Center – completam a lista de exemplos. Dos US$ 4 bilhões que o segmento movimentou em 2010, 70% foram investidos nos EUA.

No Brasil, o primeiro caso amplamente conhecido de Naming Rights data de 2005, com a parceria do Clube Atlético Paranaense com a Kyocera, à época empresa de eletrônicos e celulares. A Arena da Baixada passou a ser conhecida como “Kyocera Arena”, num processo que inicialmente gerou desconfianças pelo pouco renome da companhia – que se utilizou desta prerrogativa justamente como porta de entrada para o mercado brasileiro. Com aportes estimados em US$ 2 milhões anuais, a parceria é considerada um case – ainda que tenha se encerrado em 2008 por conta de alterações no foco comercial da empresa.

Atualmente, verificamos a experiência em diversos eventos esportivos: Brasileirão Petrobras, Gaúchão Coca-Cola 2012 (Campeonato Gaúcho de Futebol), Paulistão Chevrolet 2012 e até mesmo o caso extremo da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé (Fórmula Indy), onde dois anunciantes se canibalizam em busca de um espaço no imaginário dos fãs de esportes a motor. Mas a grande questão é que após a parceria de Curitiba, relacionamentos deste tipo não foram mais anunciados em estádios de futebol. Situação que está para mudar com o advento das modernas arenas para a Copa-2014.


Segundo estudo publicado pela consultoria BDO Brazil há cerca de um ano, este seria o potencial dos 12 estádios da Copa na captação de recursos de Naming Rights:

Os valores se encontram relativamente em linha com o tamanho do mercado brasileiro e o benchmark internacional – ainda que subestimem o potencial de arenas como Beira Rio, Castelão ou a própria Arena da Baixada (que arrecadava valores próximos há meia década). Resta claro que os trens-pagadores deste mercado seriam o Maracanã e a Arena Corinthians – o primeiro por se tratar do estádio mais famoso do mundo e o segundo por conta da concentração do mercado publicitário na capital paulista. Em um segundo escalão viria o Mineirão e mais abaixo a Fonte Nova.

Entretanto, a função balizadora dos valores movimentados no país recairá sobre o Corinthians. Isto porque o Edital que prevê a concessão do Maracanã à iniciativa privada estabeleceu, entre outras coisas, a proibição da venda dos direitos de nome do estádio. Esta condição torna ainda mais imprescindíveis os cuidados tomados pela diretoria corintiana com a não-disseminação de apelidos como “Fielzão” ou “Itaquerão”. A marcante característica brasileira de apelidar seus estádios com adjetivos no aumentativo requer tal preocupação.

Outro desafio do clube reside em realmente angariar os R$ 400 milhões (pelo prazo de 20 anos) pedidos inicialmente. Tal cifra representaria 50% do que foi investido na obra – percentual compatível com o praticado no exterior. Mas após uma série de especulações envolvendo empresas predispostas a fecharem parceria, a verdade é que o alvinegro não parece encontrar justificativas suficientes para uma pedida R$ 100 milhões superior ao estimado.

Um grande abraço e saudações!

E-mail da coluna: teoriadosjogos@globo.com

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/teoria-dos-jogos/2012/11/13/os-naming-rights-com-o-advento-da-copa/

Grupo financeiro patrocina time de rúgbi da Inglaterra


A empresa Provident, especializada em serviços financeiros, vai investir no rúgbi da Inglaterra. A companhia fechou um contrato de patrocínio ao Bradford Bulls, que receberá US$ 1,9 milhão para se associar à marca pelos próximos quatro anos.

O negócio inclui os naming rights do estádio dos Bulls e o espaço mais nobre na camisa da equipe. Trata-se do maior contrato da história de um time da Super League, principal divisão do rúgbi inglês.

“É gratificante receber esse voto de confiança de uma companhia tão significativa para o mundo dos negócios”, comemorou Gerry Stutcliffe, presidente de honra dos Bulls, em nota oficial.

A Provident, assim como a equipe de rúgbi, está baseada em Bradford. “Nós saímos atrás dos outros clubes, e por isso trabalhamos muito para conseguir um patrocínio”, relatou Omar Khan, diretor da OK Bulls Limited, responsável pela administração do time.

O patrocínio também dará suporte financeiro ao programa de formação de atletas dos Bulls. O projeto revelou seis jogadores que atualmente fazem parte do elenco principal da equipe.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27522/Grupo-financeiro-patrocina-time-de-rugbi-da-Inglaterra/index.php

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Bridgestone deve substituir Santander na Libertadores


Por Erich Beting

A Bridgestone deve ser anunciada nas próximas semanas como a nova detentora do naming right da Copa Libertadores. A fabricante de pneus, que atualmente dá nome à Copa Sul-Americana, está nas tratativas finais com a Conmebol para ocupar o posto deixado pelo banco Santander.

Segundo a Máquina do Esporte apurou, a empresa de origem americana deve pagar US$ 80 milhões (cerca de R$ 160 milhões) por quatro anos de contrato. As bases do acordo estão sendo discutidas entre a Bridgestone e a agência de marketing esportivo ISM (International Sports Marketing), que é quem comercializa as propriedades da Libertadores.

Oficialmente, Conmebol, Bridgestone e ISM não confirmam as negociações. O negócio deverá ser anunciado em dezembro, durante o sorteio das chaves da Libertadores, que passaria a se chamar Copa Bridgestone Libertadores.

O acordo para a principal competição sul-americana de clubes resolve um problema para a Conmebol mas, ao mesmo tempo, cria outro. Com a migração da Bridgestone para a Libertadores, a entidade terá de negociar agora o naming right da Copa Sul-Americana, que desde 2011 era patrocinada pela companhia americana.

A aquisição do naming right da Libertadores marca, também, a maior investida da Bridgestone no futebol da América do Sul. O patrocínio é também uma forma de a empresa fazer frente à concorrente Continental, que é patrocinadora da Copa do Mundo de 2014.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27504/Bridgestone-deve-substituir-Santander-na-Libertadores/index.php

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Todo patrocínio tem o seu fim


Por Erich Beting

Nos últimos dias o noticiário de patrocínio esportivo esteve agitado. Algo natural, diga-se de passagem, já que nesta época é que começam a tomar corpo as decisões das empresas sobre o uso da verba no ano que vem. Isso geralmente acarreta na saída e entrada de marcas do esporte.

As duas notícias mais relevantes, talvez, sejam a decisão do banco Santander de não mais dar nome à Copa Libertadores e, também, a de a TAM deixar de ser a patrocinadora da seleção brasileira de futebol.

O caso do Santander é absolutamente justificável. O banco não precisava mais do naming right da Libertadores. Em 2008, quando começou o aporte ao torneio, a instituição precisava se apropriar do evento como parte da estratégia de entrada maciça no mercado sul-americano. Com o “bônus” de também fazer relacionamento no México, era natural que o banco espanhol usasse a Libertadores para alavancar sua presença na América Latina.

Agora a estratégia não precisa de tanta agressividade. Por isso o banco decidiu manter o aporte à Libertadores, mas num valor mais baixo. Com isso, “trava” a concorrência (no Brasil inflacionado pelos megaeventos, Itaú e Bradesco se apropriaram das principais competições) e mantém uma relevância significativa no continente. Foi mais ou menos isso que fez a Toyota ao perder o naming right para os espanhóis, lá em setembro de 2007.

Já o caso da TAM é emblemático. A justificativa da empresa para o “não” à manutenção do acordo com a CBF passa pelas mudanças no mercado de aviação. Parceira mais antiga depois de Nike e Ambev, a empresa deixa a seleção brasileira no momento em que ela talvez vá dá maior retorno para a marca.

O novo comando da CBF certamente tem forçado a renegociação de valores de alguns contratos. O da TAM era bastante interessante para a entidade, mas é bem possível que outra companhia, em busca de aumento de espaço no mercado brasileiro, esteja pronta para assumir o comando. Interessante, porém, perceber que para a TAM, líder do mercado, não haja problema deixar para um concorrente a chance de se apropriar da seleção exatamente nos dois anos em que as principais competições da Fifa chegam ao país.

Os dois casos, de formas distintas, mostram aquilo que o esporte teima em dificilmente aceitar. Patrocínio está longe de ser caridade, ainda mais quando envolve cifras milionárias. Sendo assim, chega um dia que o casamento chega ao fim.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/10/31/todo-patrocinio-tem-o-seu-fim/

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Grêmio negocia com banco da china, diz revista


O Grêmio iniciou na última quinta-feira a venda de ingressos para o jogo de inauguração de seu novo estádio. Dias antes do evento, porém, o local pode ser rebatizado. Segundo o site da revista “Placar”, o time gaúcho tem conversas adiantadas com um banco para vender os naming rights do aparato.

A instituição financeira que conversa com o Grêmio, de acordo com o site, é o ICBC, principal banco da China. Ainda segundo o portal, a informação foi confirmada por Eduardo Antonini, presidente da Grêmio Empreendimentos.

A reportagem da Máquina do Esporte tentou contato com Antonini, mas não teve sucesso. A inauguração da arena está marcada para o dia 8 de dezembro deste ano, em amistoso contra o Hamburgo.

A nova arena do Grêmio terá capacidade para 60 mil espectadores, com estrutura para shows e eventos e um complexo multiuso (shopping, área residencial e centro empresarial).

Depois da inauguração

Ainda sobre a arena, o portal “UOL” publicou nota sobre uma negociação do Grêmio com o UFC, principal circuito de artes marciais mistas (MMA). A ideia é usar o novo estádio como sede da edição 156 do evento, que ainda não tem data definida.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27352/Gremio-negocia-com-banco-da-china-diz-revista/index.php

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Estadual do RN amplia cotas e vende naming right


Por Guilherme Costa

A Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) pretende mudar em 2013 o modelo comercial do Estadual de futebol que ela organiza. O torneio vai comercializar mais propriedades, mudou a divisão de cotas e já vendeu o title sponsor.

O nome da empresa que será detentora dos naming rights do certame, porém, ainda é mantido em sigilo. O anúncio será realizado somente no dia 29 de outubro, quando o plano comercial vai ser apresentado oficialmente.

Nessa data, a FNF vai divulgar todos os detalhes do projeto de comunicação do Campeonato Potiguar e mostrará a nova marca da competição. O plano foi elaborado pela agência 10 Sports, que incluiu uma série de percepções do pós-venda de 2012.

Os naming rights farão parte da cota de title sponsor do evento. Além disso, a FNF trabalhará com dois patamares de parceiro: ouro e prata. O primeiro terá como principal propriedade um espaço nos uniformes de árbitros da competição regional.

O Estadual de 2013 também usará propriedades que não eram exploradas até a atual temporada, como tapetes 3D nas laterais do campo. O Campeonato Potiguar teve dez patrocinadores neste ano, e sete já asseguraram renovação para a edição seguinte.

Outra novidade que a FNF vai anunciar no dia 29 é o uso comercial do concurso que escolherá a musa do torneio. A instituição também venderá cota de title sponsor para a seleção, mas esse espaço ainda não foi preenchido.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27248/Estadual-do-RN-amplia-cotas-e-vende-naming-right/index.php

Briga por naming rights pode tirar aporte do Lille


Um dos maiores clube da França na atualidade, o LOSC Lille pode ficar sem seu principal patrocinador nos próximos dias, já que este ameaça retirar seu apoio à equipe caso os dirigentes não aceitem sua proposta pelos naming rights do novo estádio do clube, o Grand Stade Lille Metropole.

Isidoro Partouche, dono do grupo de cassinos Partouche, main sponsor do clube e de 40% das ações da equipe tem grande interesse em estampar o nome da empresa no recinto. A companhia fez uma oferta ao clube no valor de 2,5 milhões de euros por temporada, mas os dirigentes do Lille esperam vender o espaço por no mínimo 3,8 milhões ao ano, valor considerado fora da realidade por Partouche.

Além de ter que agradar aos dirigentes do clube, a proposta também deve passar pela análise do prefeito de Lille, Martine Aubry, já que o terreno onde foi construído o novo estádio pertence à prefeitura da cidade.

Desta forma, o empresário advertiu ao presidente Michel Seydoux, dono dos outros 60% das ações do clube, que caso a proposta da Partouche não seja aceita nas próximas semanas, ele pretende deixar de patrocinar a equipe.

“Eu escrevi uma carta de recomendação para o Lille, mas nunca recebi uma resposta. Então eu advirto-os: se não me derem uma boa razão para não aceitaram minha proposta, o Gupo Partouche deixará de patrocinar a equipe rápidamente”, afirmou Partouche, em entrevista ao jornal L’Express.

O fim da parceria pode trazer grandes prejuízos ao clube, que busca estabelecer-se entre os grandes do país. A empresa foi patrocinadora do clube na segunda divisão nos anos 90 e voltou em 2003 para permanecer até o momento.

Atualmente na décima colocação do campeonato francês, o Lille vem conquistando espaço nos últimos anos, tendo conquistado a liga na temporada 2010/11 e revelando nomes como Yohann Cabaye e Eden Hazard.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27246/Briga-por-naming-rights-pode-tirar-aporte-do-Lille/index.php

domingo, 14 de outubro de 2012

O melhor naming right do mundo


Por Erich Beting

O Wonga é uma espécie de BMG da Inglaterra. Trabalhando principalmente com operação de concessão de crédito para o consumidor, o banco foi anunciado ontem como o novo patrocinador do Newcastle, da Inglaterra, pelos próximos quatro anos. A própria história de patrocínio se assemelha ao do colega brasileiro. Injeção de dinheiro em projetos de categoria de base, exposição na marca, etc. Até aí, nada demais.

Não fosse, porém, um acordo de naming rights do St. James’ Park, o estádio do Newcastle, e a história seria a mesma de sempre. Só que a grande graça da história é que o Wonga decidiu fazer com que o St. James’ voltasse a ser o St. James’.

Numa época em que discute-se, mundialmente, a estratégia de nomear estádios e ginásios para a prática esportiva, o banco Wonga vai na contramão e decide abrir mão de batizar o tradicional estádio do Newcastle. Não há jogada de marketing mais genial do que essa.

Em primeiro lugar, o naming right, em estádio de futebol, é uma propriedade eficiente para estádios novos. Quando uma marca decide dar o nome a uma arena, o maior risco que existe é ela já ter uma história e, quase sempre, um apelido. Ainda mais no Brasil, em que o estádio do Corinthians já virou Itaquerão quando ainda era só um projeto, essa diferença cultural tem de ser levada em conta. Somos um país que adora colocar apelido em tudo o que vê. E, por isso mesmo, é mais difícil uma propriedade de naming right “pegar”.

Em segundo lugar, é preciso estudar a cultura da torcida envolvida na “compra” do estádio. Em fevereiro, quando o Newcastle havia fechado acordo com a Sports Direct para o St. James’ chamar-se “Sports Direct Arena”, um torcedor chegou a ser preso por pintar um muro do estádio em protesto contra a mudança de nome.

Em terceiro lugar, é fundamental estudar a conjuntura do esporte naquele lugar em que a propriedade vai ser adquirida. No caso da Inglaterra, a ação do Wonga talvez seja ainda mais eficiente do que o próprio patrocínio em si. A entrada dos megainvestidores nos clubes têm feito com que o torcedor “tradicional” questione cada vez mais a transformação do futebol em negócio. Ao abrir mão de dar seu nome ao estádio, o Wonga traz um benefício direto para o torcedor do Newcastle, gerando uma simpatia que vai muito além do que o simples fato de injetar dinheiro no clube.

No fim das contas, provavelmente o Wonga conseguiu fazer o melhor acordo de naming right do mundo. Afinal, a marca já está estampada na camisa do Newcastle. Como já dito por aqui, o grande benefício que uma empresa tem ao comprar essa propriedade não é ter o direito de ser lembrada quando se fala no nome do estádio, mas poder usar o local para uma série de ações. Nomear a arena é mais uma consequência da compra dessa propriedade de patrocínio.

Em tempos de debate sobre patrocínio a estádios no Brasil, o caso da Wonga abre um belo ponto de interrogação para quem quiser fazer uma ação consistente de marketing a partir da compra de naming rights de uma arena. Será que não é mais negócio comprar a propriedade mas abrir mão do uso dela em benefício do consumidor? Não dá para se passar uma mensagem mais verdadeira ao se fazer isso?

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/10/10/o-melhor-naming-right-do-mundo/

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Arena Pernambuco negocia naming rights por R$ 80 milhões, diz jornal


Valor seria repassado no período de 20 a 30 anos; três empresas estão no páreo

Três empresas multinacionais estão em fase final de negociação pelos naming rights da Arena Pernambuco. E, segundo o "Jornal do Commercio", o valor chega a R$ 80 milhões num período de 20 a 30 anos.

De acordo com a reportagem, uma importante empresa do setor automotivo, uma multinacional de bebidas e uma de seguros estão no páreo.

"Sabemos que aqui não tem o peso do estádio de São Paulo, pela visibilidade. Mas temos a questão de a arena estar incluída num projeto maior, que é a Cidade da Copa, com toda infraestrutura ao seu redor”, explica o diretor de marketing do consórcio Arena Pernambuco, André Eysen de Sá.

Segundo ele, a ideia do consórcio é concluir a negociação pelos naming rights antes mesmo da entrega do estádio, prevista para março de 2013. Assim, os gestores da Copa no Recife esperam que o nome "Arena Pernambuco" saia rapidamente da boca da população.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10830/ARENA+PERNAMBUCO+NEGOCIA+NAMING+RIGHTS+POR+R+80+MILHOES+DIZ+JORNAL.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Advocare compra naming rights de corrida da Nascar


A Advocare, companhia oriunda do Texas que fabrica produtos para nutrição e saúde, comprou cota de patrocínio de uma corrida da Nascar. O aporte inclui os naming rights do evento da Sprint Cup, que será realizado em novembro deste ano.

Agendada para o dia 11 de novembro, a prova será realizada em Phoenix (EUA). O nome do evento será Advocare 500, e o valor investido pela companhia é mantido em sigilo.

“Um dos meus objetivos pessoais é fazer com que a Advocare seja uma marca conhecida em todas as casas dos Estados Unidos, e o patrocínio faz parte disso”, relatou Richard Wright, CEO da empresa, em entrevista coletiva para anunciar a parceria.

O patrocínio à corrida complementa outros negócios da Advocare na Nascar. A companhia detém o title sponsor do fim de semana do Dia do Trabalho na Sprint Cup. Além disso, apoia o carro de Austin Dillon na Natoinwide Series.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26950/Advocare-compra-naming-rights-de-corrida-da-Nascar/index.php

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A Globo e a profissionalização do patrocínio esportivo


Por Erich Beting

A Globo vai abrir espaço para falar o naming right no futebol a partir do ano que vem. A novidade, trazida pelo repórter Rodrigo Mattos no UOL, é que a emissora discute dentro de seu departamento comercial uma alternativa para fazer com que ela receba uma parte do valor como entrega de mídia do parceiro comercial de um clube.

Já é um avanço. Há três anos, um executivo da Globo disse para mim que falar o nome de empresa que patrocinava estádio, time, ginásio ou coisas do gênero não era uma propriedade que estava à venda na emissora. Agora, é.

E isso, no longo prazo, traz uma tremenda colaboração para que as relações do patrocínio esportivo no Brasil sejam mais profissionais. Nos Estados Unidos e na Europa, os mercados mais desenvolvidos do mundo, as emissoras fazem acordos com equipes e empresas para exibir determinadas marcas durante certo tempo da transmissão, ou até mesmo falar o nome do patrocinador. É comum e é lícito da parte do detentor dos direitos de transmissão do evento pedir isso.

No Brasil, vivemos uma histeria de colocar a Globo como vilã da história. Ela decide não falar o nome da empresa e, assim, afasta o potencial patrocinador. A empresa, claramente, faz o papel dela, defendendo a sua importância e o seu direito de ganhar dinheiro por conta disso. O problema, quase sempre, é que falta força (econômica e intelectual) para a contrapartida do esporte.

Afinal, uma coisa que precisa ficar clara desde o início é qual é o grande negócio de comprar uma propriedade de naming right. É supervalorizar demais a Globo e a própria mídia achar que o maior benefício de uma cota dessas é ter o direito de dar o nome para um evento. Geralmente, esse é o “bônus” da cota de patrocínio, que funciona muito mais para diversas outras coisas, como ações de relacionamento com consumidor e prestadores de serviço, realização de eventos no estádio, aproximação com um público específico, etc. A exposição na mídia (seja em exibição da marca ou no nome do evento/estádio) é o complemento dessa série de atividades.

Quando a Globo abre espaço para apoiar o naming right, mesmo que recebendo por isso, ela quebra a última barreira que separava as empresas da “desculpa” de não investir na propriedade. E aí ela contribui para que outras empresas de mídia adotem o nome do patrocinador nos eventos e, também, outras empresas decidam patrocinar o esporte por perceber que há essa abertura.

O fato é que as empresas já perceberam que ter o nome é muito mais do que tê-lo exposto na mídia. Do contrário, Kia, Santander, Chevrolet, Petrobras e outras empresas que batizam competições no Brasil ainda estariam à mercê da exposição dada pela imprensa. O passo que faltava para a última barreira ser quebrada, porém, começou a ser dado.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/09/25/a-globo-e-a-profissionalizacao-do-patrocinio-esportivo/

Globo cobrará para falar naming rights, diz portal


Segundo o portal "UOL", a Rede Globo divulgará o naming rights de estádios em suas transmissões a partir de 2013. A emissora receberá uma remuneração em troca, mas a forma  de pagamento ainda não foi definida.

A Globo poderá receber o dinheiro de duas maneiras: ficando com uma pequena parcela dos contratos entre o clube e a empresa parceira das arenas ou cobrando dos patrocinadores um valor para citar o nome deles nas transmissões.

“O departamento comercial está definindo a forma. A parte da emissora será pequena. Os clubes vão ficar com o grosso”,  revelou Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes.

O assunto é tema recorrente nos debates sobre comportamentos da mídia em relação ao esporte. A Globo realizava, desde o ano passado, uma pesquisa interna sobre a possibilidade de citar os parceiros comercais das arenas.

O faturamento com naming rights é o principal alicerce do projeto comercial dos novos estádios brasileiros. Um dos maiores contratos desse modelo no mundo é entre Bayern de Munique e a seguradora Allianz, que nomeia o Allianz Arena, estádio construído para a Copa do Mundo de 2006.  O clube recebe 6,5 milhões de euros por ano da empresa.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26923/Globo-cobrara-para-falar-naming-rights-diz-portal/index.php