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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Estádio de Londres-2012 não deve reabrir até 2016


Apesar do grande sucesso dos Jogos Olímpicos realizados neste ano, a cidade de Londres já começa a enfrentar problemas para garantir um legado positivo para as instalações utilizadas no evento.

Na última quarta, Dennis Hone, diretor executivo da LLDC, organização responsável pelo legado dos Jogos, declarou à imprensa inglesa que o Estádio Olímpico de Stratford, principal recinto utilizado nos Jogos, não deve poder ser utilizado pelos próximos três a quatro anos. No melhor dos casos, o estádio estaria disponível à partir de agosto de 2015.

Segundo Hone, a principal justificativa para isso são as dificuldades encontradas por parte das autoridades britânicas para determinar qual será a instituição que fique a cargo do estádio. São quatro as entidades interessadas: os clubes de futebol West Ham United e Leyton Orient, além da universidade UCFB College os Football Business e a empresa Intelligent Transport Services, que deseja utilizar o recinto para a realização de eventos automobilísticos. Executivos da liga norte-americana de futebol americano (NFL) também mostraram seu desejo por realizar partidas oficiais no Estádio Olímpico, mas a possibilidade foi descartada por Hone.

O West Ham, clube da Premier League inglesa, corre como favorito para receber os direito de arrendamento do estádio.  Mas, de acordo com Hone, caso o clube seja finalmente o escolhido, o recinto teria de permanecer fechado por mais um ano, até 2016, para poder receber as adaptações necessárias para abrigar um clube de futebol.

“Nós temos que assegurar a melhor opção à longo prazo e pelo melhor valor para o estádio. Mas é importante lembrar, que este é um acordo válido por um período de cem anos, então temos que escolher corretamente. Não queremos olhar pra trás daqui cinco anos e ver que fizemos a escolha errada”, disse Hone. “Portanto, se o processo levar alguns meses a mais, que assim seja. Se epnsamos que são cem anos, alguns meses não farão muita diferença”, completou o diretor.

Apesar de confirmar o atraso, o executivo reafirmou o compromisso feito com a Federação Inglesa de Atletismo para a realização de eventos no estádio. O recinto também está programado para receber o campeonato mundial da modalidade em 2017.

O Estádio Olímpico de Stratford está localizado na zona leste da cidade de Londres e, durante os Jogos Olímpicos, contou com capacidade para 80 mil pessoas.  A construção do recinto levou cerca de três anos para ser concluída e custou aproximadamente 490 milhões de libras aos cofres públicos ingleses.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/27/27476/Estadio-de-Londres-2012-nao-deve-reabrir-ate-2016/index.php

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Brasil será o país do Judô até 2016


Por Murilo Borges

O Brasil receberá praticamente todas as principais competições de Judô até o fim de 2016.

No fim do mês passado, Salvador sediou o Mundial por Equipes em que o país saiu com a medalha de bronze no masculino e no feminino (essa inédita).

Em 2013, do dia 26 de agosto ao dia 1 de setembro, o Rio de Janeiro recebe o Mundial individual e por equipes da categoria, além da tradicional etapa do Grand Slam que acontece anualmente.

Dois anos depois, em 2015, mais uma vez o Mundial individual no Brasil, esse já contando pontos para uma vaga nos Jogos Olímpicos.

O Mundial é a competição mais importante do ano no judô, enquanto o Grand Slam do Rio, ao lado do de Paris, Tóquio e Moscou formam, como no tênis, uma série de alto nível que normalmente conta com os principais judocas do mundo.

Em 2016, o evento que todos nós esperamos as Olimpíadas em que o Judô chega para ser o carro chefe da delegação brasileira no quadro de medalhas.

Acho que o Brasil conquista uns seis pódios das catorze categorias olímpicas do esporte. E vocês?

Fonte: http://blogs.band.com.br/alemdopodio/ate-2016-o-brasil-sera-o-pais-do-judo/

sábado, 22 de setembro de 2012

Embora 47% das construções do Pan tenham ficado para 2016, muitas estão subutilizadas


De todas as construções, a situação do Engenhão é a que causa mais polêmica

Por Igor Santos e Thamine Leta

RIO - A quatro anos das Olimpíadas de 2016, o legado do Pan — que representa 47% das instalações que serão usadas nos Jogos — ainda não está sendo plenamente desfrutado. Apesar dos altos investimentos e da grande expectativa em torno dos equipamentos, muitos ainda enfrentam entraves que comprometem o alcance de sua utilização e ameaçam o brilho de construções ainda novas. Um impasse entre as entidades do atletismo e o Botafogo — administrador do Engenhão desde o fim de 2007 — deixa a pista principal do estádio e a auxiliar praticamente sem uso profissional.
De todas as construções erguidas para o Pan, a situação do Engenhão é a que causa mais polêmica. O presidente da Federação de Atletismo do Estado do Rio de Janeiro (FARJ), Carlos Alberto Lancetta, diz que a pista está subutilizada em função da falta de vontade política da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) de fazer valer o intuito inicial de promover o esporte olímpico. Nenhuma das pistas do Engenhão é usada para treinamento. Apenas uma vez por ano, o local abriga um evento do atletismo: o GP Brasil (em 2009, o Troféu Brasil de Atletismo também foi disputado lá).
— É lamentável que um equipamento valioso como esse seja subutilizado. Culpo diretamente a CBAt que, no momento da terceirização, não criou condições para o uso regular. Como foi construído com verbas públicas pelo governo federal, o Engenhão teria que ser utilizado pela Federação — opina Lancetta.

Manutenção custa R$ 455 mil
O superintendente técnico da CBAt, Martinho Nobre dos Santos, se defende dizendo que o Engenhão teve o destino que a prefeitura quis, ou seja, a utilização por um clube de futebol. De acordo com ele, os treinamentos do Botafogo impossibilitam a utilização das pistas pelo atletismo.
— O Botafogo utiliza inclusive o campo da pista de aquecimentos, que seria usado também na nossa modalidade.
O atual presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, diz que, quando o Botafogo assumiu a administração do Engenhão, não havia nenhum compromisso jurídico de estimular a prática do atletismo. Ele chama atenção para o fato de que o clube arca com os gastos mensais de R$ 455 mil de manutenção e, portanto, a utilização do espaço deve gerar lucro.
— Somos nós que pagamos as despesas do estádio. Ninguém faz evento de graça. O que o Botafogo vai receber? A marca do clube vai aparecer como? Quem vai pagar? Criticar é muito fácil, mas até agora não vi um projeto na minha mesa que trouxesse uma contrapartida para o Botafogo — rebate o presidente do clube.
Por enquanto, o projeto Estação Conhecimento, da Vale, é o único a utilizar a pista auxiliar do Engenhão, em atividades com 400 crianças e jovens de 10 a 17 anos. Ainda é pouco: em 2011, o estádio recebeu mais shows, como o de Paul McCartney e Justin Bieber, do que eventos de atletismo.

Em vez de atletismo, shows
Abrigar shows de grande porte também se tornou a vocação da Arena Multiuso — rebatizada de HSBC Arena logo após o Pan —, na Barra da Tijuca. Desde 2008, o local tornou-se oficialmente a maior casa de shows da cidade. O esporte ainda tem vez, já que algumas competições como o Campeonato Mundial de Judô, o Circuito Master de Tênis e as finais do NBB (basquete) foram realizadas por lá, além de uma edição do UFC. No entanto, a função principal é receber nomes como Amy Winehouse, Beyoncé e Eric Clapton.
Ao lado da arena, fica a menina dos olhos do COB: o Centro de Treinamento do Time Brasil. O complexo — que crescerá ainda mais após a construção do Parque Olímpico para 2016 — engloba o Parque Aquático Maria Lenk e o Velódromo. Em ambos os locais, há uma estrutura de primeira para atletas. No Maria Lenk, que em 2016 receberá as competições de saltos ornamentais e polo aquático, as piscinas são utilizadas também por atletas profissionais da natação e do nado sincronizado. Segundo Edgar Hubner, gerente-geral de juventude e infraestrutura do COB, antes de Londres, as piscinas do Maria Lenk estavam cheias de atletas que se preparavam para a competição. Em janeiro e fevereiro de 2011, a equipe russa de nado sincronizado procurou o Maria Lenk para treinos. Com o fim do ciclo olímpico londrino, as piscinas passam por um momento de transição, sendo mais usadas por atletas juvenis de Flamengo, Fluminense e da equipe do ex-nadador Djan Madruga. Assim que a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos definir seu cronograma de treinamentos visando 2016, os profissionais terão prioridade no local.
—Como há esses períodos de transição, em muitos momentos haverá mais gente de escolinha do que atletas adultos — diz Hubner, que estima em 50 o número de atletas que utilizam o espaço atualmente.
No Velódromo, vizinho do Maria Lenk, treinam atletas do ciclismo, da patinação e da ginástica artística. O Flamengo, cuja equipe de ginástica é reconhecida como a melhor do país, é uma das 10 instituições que utilizam o Velódromo para treinos. Quarenta jovens de escolas municipais e 304 ciclistas da Fecierj (Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro) treinam no local, que também recebe a equipe Caloi de ciclismo de pista. Antônio Márcio Domingues Ferreira, técnico da equipe e diretor de Velódromo da Fecierj, lembra que, antes, não havia equipes de ciclismo de pista no Rio. Porém, todo esse progresso pode se perder em um piscar de olhos, em razão de adaptações necessárias para 2016. Para os ciclistas, o impasse sobre a demolição ou não do equipamento, ainda não decidida, causa insegurança.
— O ideal seria construir outro velódromo dentro das especificações necessárias para 2016 e, quando ele estivesse pronto, o atual poderia ser desmontado e levado para outra cidade do país, como foi noticiado — afirma Ferreira.
Um outro braço do ciclismo em 2016, o de montanha, será disputado em Deodoro, em instalação a ser construída. Hoje, o bairro de tradição militar abriga centros de hipismo e tiro esportivo. Com uma área de 82 mil quilômetros quadrados, o Centro Nacional de Hipismo possui 6Km de extensão para cross-country e uma pista de saltos para treinamentos e competições do Exército. Já o Centro Nacional de Tiro Esportivo é administrado pela confederação brasileira do esporte, sem interferência das Forças Armadas. Nem seria preciso: grande parte dos atletas é de origem militar. Um deles é Luciano Alves Parreira, de 48 anos, coronel do Corpo de Bombeiros. Praticante de tiro ao prato desde 2005, ele já ocupou o cargo de diretor da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) e está atrás de uma vaga para os Jogos de 2016. Mensalmente, são realizadas no local etapas do campeonato brasileiro. Luciano estima que cerca de outros 20 atletas utilizem as instalações no dia a dia. Um número considerado pequeno, mas que nada tem a ver com as condições do centro, que são as melhores possíveis. Mas detalhes de infraestrutura, como a falta de um chuveiro, ainda incomodam. Os atletas têm que se refrescar com mangueiras.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/embora-47-das-construcoes-do-pan-tenham-ficado-para-2016-muitas-estao-subutilizadas-6168719#ixzz27DME025F 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

L! Opina: Tem que ser além de 2016


Anunciado na semana passada pela presidente Dilma Rousseff, o projeto Brasil Medalhas 2016 representa um avanço, mas não pode ser visto como um fim. É apenas uma parte das transformações de que o país precisa. Para o Brasil tornar-se de fato uma potência olímpica, é indispensável uma política nacional de esportes, a construção de um sistema que seja sólido e tenha êxito em duas dimensões: a prática esportiva de base e o esporte de alto rendimento. Uma não existe sem a outra.
Não há país olimpicamente forte se não houver a massificação do esporte. A própria presidente, em seu discurso, reconheceu a necessidade de investimentos na base. Pois a mudança está nas mãos dela. Seu governo precisa fazer cumprir o que recomenda a Organização Mundial de Saúde: incluir um mínimo de cinco horas semanais de prática esportiva no currículo escolar. Este é, inclusive, compromisso de legado da Olimpíada do Rio para rede municipal de ensino. Que não apenas tem de ser cumprido, mas que deve ser ampliado para todo o país.
Ao Brasil cabe qualificar e reconhecer os professores de educação física, integrar os programas federais, estaduais e municipais de educação e estimular competições estudantis nos três níveis. São elas que vão fazer surgir os novos talentos. Aqueles que passarão às disputas de alto rendimento. E que, neste ponto, entrarão na segunda dimensão do sistema.
A proposta do governo é ambiciosa nesta área. Mas balança entre a virtude da intenção e o equívoco do tempo. Foca nos atletas, através dos programas de bolsas, assegurando uma vida digna e condições ideais de treinamento. Foca na compra de equipamentos e na construção de centros de excelência para os esportes olímpicos e paralímpicos. Medidas que podem e devem até gerar avanços pontuais no quadro de medalhas. Mas que para dar resultados significativos devem ir muito além de 2016, transformando o Brasil num país verdadeiramente esportivo.
Das federações e confederações cabe ao governo exigir contrapartidas. É fundamental termos uma gestão profissional em que os dirigentes possam ser remunerados, respondam a conselhos independentes e tenham metas objetivas de resultados a serem atingidas como requisito básico para receber os recursos públicos. E os que não cumpri-las devem sair.
A hora é de decidirmos onde queremos chegar. Não queremos ser uma Espanha ou uma Grécia, que jamais conseguiram repetir sequer os resultados medianos que obtiveram em Barcelona-1992 ou Atenas-2004, deixando à mostra a fragilidade de uma política oportunista de uma Olimpíada só. Melhor ser um Reino Unido, que a cada quatro anos evolui em suas conquistas encerrando, em Londres, sua melhor participação nos Jogos da era moderna. Estamos atrasados. Mas a partida pode não estar perdida. Vontade política de fazer é o início da virada.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/LANCE-Opina_0_776322368.html#ixzz26pAKCng0 

sábado, 15 de setembro de 2012

Nike será parceira do COI até 2016, diz site


O Comitê Olímpico Internacional (COI) deve anunciar nos próximos dias a Nike como nova fornecedora oficial de roupas. Segundo o site “Insidethegames.biz”, a empresa de material esportivo já tem tudo acertado com a entidade para substituir a Mizuno.

Ainda de acordo com o site, o contrato entre COI e Nike teria validade até 2016, ano em que o Rio de Janeiro receberá os Jogos Olímpicos. O contrato não envolveria aporte financeiro.

A cota ocupada atualmente pela Mizuno é de fornecedora. A empresa japonesa é responsável pelas roupas do COI e de seus funcionários em todos os eventos oficiais da entidade.

Contudo, a Mizuno mudou recentemente o direcionamento. A empresa resolveu concentrar forças no projeto de Tóquio, cidade japonesa que tenta sediar os Jogos Olímpicos de 2020.

Como a Mizuno decidiu patrocinar a candidatura e se afastou do COI, a Nike aproveitou a brecha. A companhia norte-americana já havia feito neste ano as roupas usadas pelos atletas que sem país que disputaram os Jogos Olímpicos de Londres.

O curioso é que Tóquio, que disputa os Jogos de 2020 com Istambul e Madri, será a primeira cidade avaliada pelo COI. Oficiais da entidade irão ao Japão em março do próximo ano, e já devem aparecer com material esportivo produzido pela Nike.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26769/Nike-sera-parceira-do-COI-ate-2016-diz-site/index.php

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

COB elogia plano do Ministério do Esporte para 2016


Plano Brasil Medalhas 2016 foi anunciado nesta quinta-feira, dia 13, pelo Ministro Aldo Rebelo

Um grande passo para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro, tendo como objetivo a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Foi assim que o Comitê Olímpico Brasileiro definiu o Plano Brasil Medalhas 2016, anunciado nesta quinta-feira, dia 13, pelo Ministro do Esporte Aldo Rebelo. O anúncio aconteceu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, na qual a presidente Dilma Rousseff recebeu atletas olímpicos e paralímpicos que disputaram os Jogos Londres 2012. O COB esteve representado pelo presidente Carlos Arthur Nuzman, pelo superintendente executivo de esportes Marcus Vinícius Freire e pelo Chefe da Missão Brasileira em Londres 2012, Bernard Rajzman, e cerca de 31 atletas, além de treinadores, que disputaram os Jogos Olímpicos.

O presidente do COB ressaltou o compromisso do Governo com os atletas e o desenvolvimento do esporte brasileiro. “O Ministro Aldo Rebelo tem sido fantástico na condução da política esportiva do país. Presidente Dilma, o nosso agradecimento profundo a tudo que a senhora tem feito para o esporte brasileiro”, disse Nuzman, no início de seu discurso. “A razão deste plano são os atletas. Estamos construindo um novo país esportivo para os atletas. Este projeto é brilhante, sensacional. É um exemplo para o mundo do compromisso do Governo brasileiro com os atletas e com o esporte. Este é um dia histórico para o país”, completou Nuzman, agradecendo o esforço dos atletas olímpicos e paralímpicos do Brasil nos Jogos de Londres 2012. “Vocês são a razão de ser do esporte. É inspirado em vocês que estamos construindo um novo país esportivo”.

De acordo com o Ministério do Esporte, serão investidos R$ 2,5 bilhões nos esportes olímpicos e paralímpicos até 2016. Desse total, R$ 1,5 bilhão irá para o esporte de alto rendimento e R$ 1 bilhão para o Projeto Brasil Medalhas 2016, que será dividido entre o apoio ao atleta (R$ 690 milhões) e para a construção, reforma e operação de 22 Centros de Treinamento (R$ 310 milhões), sendo 21 CTs olímpicos e um paralímpico. Dois terços da verba necessária para este investimento virão do orçamento do Governo. A outra parte virá de patrocínio de empresas estatais. 

O Ministro Aldo Rebelo afirmou que, como país anfitrião dos próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, quer o Brasil bem colocado no quadro de medlahas. “Temos a consciência que em Londres estávamos representados pelo que o Brasil tinha de melhor em disciplina, dedicação e espírito esportivo. Em reconhecimento a esse extraordinário esforço de vocês, o Ministério do Esporte preparou o plano Brasil Medalhas 2016. Em conjunto com o COB, CPB e as Confederações, vamos apoiar ainda mais a preparação dos nossos atletas para 2016”, disse Aldo, elogiando mais uma vez os atletas brasileiros. “O espírito patriótico com que vocês representaram o país nos encheu de orgulho”, afirmou.

Na mensagem dirigida aos atletas olímpicos e paralímpicos, a presidente Dilma Rousseff destacou as conquistas olímpicas e paralímpicas em 2012. “As conquistas nos impulsionam para ir além. Neste novo ciclo olímpico é importante apoiar ainda mais a preparação de vocês. Estamos conscientes que para dar esse salto precisamos de uma ação sistemática e objetiva do Governo. O plano Brasil Medalhas vai aprimorar o apoio direto aos atletas. Também é fundamental termos centros de treinamento de qualidade, a fim de que os atletas levem à frente a ambição de 194 milhões de brasileiros”, disse Dilma, que também prestou uma homenagem aos treinadores brasileiros, representados na cerimônia por Zé Roberto Guimarães (vôlei feminino), Letícia Pessoa (vôlei de praia) e Ramon Pereira (futebol de 5).

O nadador Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do país, e a bicampeã olímpica de vôlei Fabi falaram em nome dos atletas brasileiros. A líbero Fabi pediu para o Governo estudar uma aposentadoria por mérito aos atletas brasileiros.
O plano apresentado pelo Ministério está alinhado ao Planejamento Estratégico do Comitê Olímpico Brasileiro, onde está definida a necessidade de aumentar o número de medalhas conquistadas pelas modalidades em que o Brasil tem tradição em Jogos Olímpicos. Da mesma forma, o Planejamento Estratégico do COB determina a necessidade de aumento no leque de modalidades medalhistas. O Planejamento Estratégico do COB atua como fonte de orientação, documentação, métrica e estratégia, organizando a adoção de boas práticas que repercutam diretamente na gestão e na execução de projetos e ações do COB. Garantindo, assim, que os resultados alcançados sejam mantidos no futuro.

Nos Jogos Olímpicos Londres 2012, encerrados em agosto, o Brasil conquistou 17 medalhas, maior número de pódios em uma mesma edição dos Jogos, sendo três de ouro, cinco de prata e nove de bronze, e terminou na 14ª colocação, considerando o número total de medalhas. A marca anterior, com 15 medalhas, havia sido obtida em Atlanta 96 e em Pequim 2008. A meta para o Rio 2016 é colocar o Brasil entre os dez primeiros países pelo número total de medalhas.

Fonte: http://www.cob.org.br/noticias-cob/cob-elogia-plano-do-ministrio-do-esporte-para-2016-034020

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Bradesco e COB divergem sobre meta para 2016


Por Guilherme Costa

A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 certamente terão impacto na vida do Brasil. Contudo, um evento realizado no último sábado, em São Paulo, mostrou que ninguém ainda tem uma medida exata do que os eventos vão representar. Bradesco e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), por exemplo, divergiram sobre metas do país no âmbito esportivo.

A discordância aconteceu na segunda edição do Fórum Nacional do Esporte, organizado pelo grupo Lide. Cândido Leonelli, diretor-executivo de tecnologia e marketing do banco Bradesco, realizou palestra no evento para falar sobre exemplos dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e expectativas para o Rio-2016, competição que terá patrocínio da instituição financeira.

Leonelli lembrou que o país-sede dos Jogos Olímpicos tem um crescimento médio de 54% no número de medalhas em comparação com a edição anterior. No entanto, o executivo estabeleceu uma meta mais ousada para 2016.

“Acho que podemos ganhar 35 medalhas. Ganhamos 17 em Londres-2012, e podemos pensar em dobrar esse número para 2016”, projetou Leonelli durante a palestra.

A exposição do executivo do Bradesco precedeu uma palestra de Marcus Vinícius Freire, secretário-geral de esportes do COB. O funcionário da entidade esportiva adotou uma postura mais comedida do que o patrocinador.

Freire repetiu algo que o COB vem declarando de forma decorrente: para 2016, a meta do Brasil é aparecer entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos.

“Analisando o histórico, o décimo colocado das últimas edições ficou sempre perto das 30 medalhas. Acho que esse é o número que nós precisamos buscar”, pontuou o secretário-geral do COB.

No âmbito econômico, a estimativa sobre o impacto dos megaeventos é mais uniforme. Leonelli repetiu número que vem sendo usado por várias autoridades relacionadas ao evento e projetou impacto de 0,4% no PIB do Brasil em função dos Jogos Olímpicos.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/26/26676/Bradesco-e-COB-divergem-sobre-meta-para-2016/index.php

CBRu amplia departamento de marketing visando 2016


Por Rodolfo Gomes

Com o encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, o rúgbi brasileiro inicia contagem regressiva para a volta da modalidade às Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Com isso, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) resolveu ampliar o seu departamento de marketing, a fim de angariar novas parcerias.  

"O marketing da confederação é quem está gerindo as suas próprias ações, preparando as suas apresentações e produtos para buscar novos patrocinadores", disse o presidente da CBRu, Sami Arap. 

No início de julho, o contrato entre a CBRu e a agência Dream Factory, que prestava serviços de consultoria à confederação, foi rescindido. De acordo com Arap, apesar de ter prestado bons serviços, a agência não fechou nenhum contrato de patrocínio durante os quase dois anos de parceria.   

A Dream Factory, por sua vez, afirma que a principal função da agência na confederação era divulgar o esporte em âmbito nacional. "O objetivo era preparar o terreno para que em médio a longo prazo patrocinadores pudessem se interessar pela modalidade", explicou Carlos Pereira, gerente de consultoria da agência. 

Atualmente, a CBRu é patrocinada por Bradesco, Topper, Heineken, Jac Motors, Cultura Inglesa, Deloitte, Probiótica e Terapêutica. Cia Athletica, Travelace, ZDL, Shark&Lion e UniSant’anna ocupam cota de apoiadores, e Grupo CCR e Gatorade investem na entidade via Lei de Incentivo ao Esporte.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/26/26675/CBRu-amplia-departamento-de-marketing-visando-2016/index.php

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Emissora da Rússia compra direitos de ciclo olímpico até 2016


A ANO Sports Broadcasting, empresa russa que reúne canais como RTR, Channel One e NTV Plus, assegurou nesta semana um pacote de mídia relacionado ao próximo ciclo olímpico. A companhia comprou direitos para exibir os próximos Jogos de inverno (Sochi-2014) e verão (Rio-2016).

O negócio foi fechado entre ANO Sports e Sportfive, agência responsável pela venda dos direitos de mídia das competições organizadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O valor investido pela empresa não foi divulgado.

O contrato inclui direitos de TV aberta, internet, telefonia móvel e rádio. “Temos certeza que esse negócio vai assegurar a melhor transmissão possível na Rússia. Estamos empolgados”, disse Shaila-Ann Rao, porta-voz da Sportfive.

Até o momento, a ANO Sports ainda não divulgou detalhes sobre o plano de cobertura dos próximos Jogos ou a divisão das propriedades entre os canais que formam o grupo.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26643/Emissora-da-Russia-compra-direitos-de-ciclo-olimpico-ate-2016/index.php

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Porto do Rio vai receber R$ 3 bi em investimento até 2016


Recursos virão da iniciativa privada e das três esferas de governo; capacidade será 80% maior

O Porto do Rio de Janeiro vai receber cerca de R$ 3 bilhões em investimentos até 2016, que deve aumentar em 80% a capacidade. O anúncio foi feito hoje (20) pelo governo estadual. Os recursos virão da iniciativa privada e das três esferas de governo (federal, estadual e municipal).

O programa, intitulado Porto do Rio Século 21, prevê a dragagem da Baía de Guanabara para receber navios maiores, a construção de um píer para expandir o terminal passageiros e a reformulação e construção de rodovias, ferrovias e terminais de carga na zona portuária.

Segundo o secretário estadual de Transporte, Júlio Lopes, os projetos devem aumentar o fluxo de mercadorias em mais de 50% a partir de 2013. “Queremos um porto especializado, com boa movimentação de valor agregado. Por isso, estamos fazendo uma organização de toda a região. O importante é que haverá um aumento na operação portuária do Rio de Janeiro, gerando mais imposto para cidade e para o estado”, disse.

Com as iniciativas para ampliar a malha ferroviária nos próximos dez anos, as cargas vindas pelas ferrovias com destino ao porto devem passar a responder por 15% do total - cinco vezes mais que a participação atual.

Para o presidente da Companhia Docas do Rio (concessionária do porto), José Luiz de Mello, os acessos por terra são os mais urgentes, pois o planejamento para as vias marítimas já está pronto e bem equacionado. “Os acessos terrestres são mais complexos pela nossa natureza. O Porto do Rio está encravado dentro da cidade, o que tem aspectos positivos e negativos. É importante fazer a divisão das responsabilidades dessas intervenções, que dependem de recursos federais, estaduais e municipais.”

A Companhia Docas do Rio de Janeiro prevê crescimento de 50% no número de veículos circulando na zona portuária até 2015, que deve chegar a 820 veículos por dia, sendo a maioria carretas de grande porte.  

Entre as ações urgentes, está a construção de um estacionamento de 45 mil metros quadrados com a oferta de serviços de apoio, como restaurante, hotel de pernoite, banheiros e central de informações para caminhoneiros, usuários e empregados do porto.

O recorde de exportação do porto é quase 10 milhões de toneladas de mercadorias. Mello acredita que, após a conclusão das obras, a movimentação deve chegar a 25 milhões de toneladas até 2016.

O presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes, defendeu a construção de novos canais. “Nos próximos três anos, [haverá] uma duplicação do acesso de caminhões, em função do pré-sal. O porto é cada vez mais estratégico e acho que é o momento de se pensar até na duplicação do canal de acesso no meio da Baía de Guanabara.”

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10561/PORTO+DO+RIO+VAI+RECEBER+R+3+BI+EM+INVESTIMENTO+ATE+2016.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

COB planeja maior importação de técnicos para ciclo olímpico de 2016


Na preparação para receber os Jogos Olímpicos pela primeira vez na história, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) vê com bons olhos a importação de know-how estrangeiro. Além de aprovar a contratação de especialistas de outros países por parte das confederações, a entidade pretende aproveitar o conhecimento externo para capacitar os técnicos nacionais.

A Seleção masculina de basquete, dona de três medalhas olímpicas e dois títulos mundiais, precisou recorrer ao argentino Rubén Magnano para retornar aos Jogos Olímpicos depois de um vergonhoso tabu de 16 anos longe do torneio. Com Leandrinho, Nenê, Tiago Splitter e Anderson Varejão, o time alcançou as quartas de final em Londres.

Candidata a  uma medalha na Inglaterra, a Seleção deixou o torneio com um gosto amargo após a eliminação diante dos rivais argentinos, mas Rubén Magnano, ainda durante o torneio, já comemorava o resgate da imagem do basquete nacional. "No Brasil, as pessoas me param nas ruas com palavras elogiosas. Não tem nada mais gratificante do que isso", disse o técnico, campeão com a seleção de seu país em Atenas 2004.

Já a Seleção feminina de handebol, sob o comando do dinamarquês Morten Soubak parou apenas nas quartas de final dos Jogos de Londres, diante da poderosa Noruega, em uma derrota de virada, por somente dois gols de diferença. "Tínhamos o sonho de brigar por uma medalha nessa Olimpíada, é claro. Mas esse sonho continua. Estamos contentes por estarmos no caminho certo", disse o europeu, que levou a equipe à sexta colocação, melhor resultado do Brasil na modalidade em Jogos Olímpicos.

Ao longo do último ciclo olímpico, outras modalidades também apostaram no conhecimento de especialistas estrangeiros, a exemplo do atletismo. Fabiana Murer, por exemplo, contou com a assistência do ucraniano Vitaly Petrov, mentor do multicampeão Sergey Bubka. Marcus Vinícius Freire, superintendente do COB, aprova a iniciativa de suas afiliadas.
"Nós vamos continuar investindo nas modalidades em que precisamos de treinadores estrangeiros", avisou o dirigente da entidade, responsável por repassar verba para as confederações olímpicas. Através da Academia Brasileira de Treinadores, um segmento do Instituto Olímpico Brasileiro, espaço de ensino do COB, Marcus Vinícius espera multiplicar o conhecimento dos estrangeiros em território nacional.
"Pensando no legado para o futuro, esses treinadores têm duas metas. Além de conseguir resultados, queremos que eles transmitam o seu conhecimento para os técnicos brasileiros. A nossa Academia de Treinadores vai ajudar as confederações para que nossos técnicos também aumentem sua capacidade e para que isso seja um legado pós-2016", afirmou o superintendente do COB.

A entidade tem a meta de integrar o top 10 da classificação por número de medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Para alcançar o feito, o COB espera subir ao pódio em, pelo menos, 13 modalidades diferentes (foram nove em Londres) e promete investir em esportes individuais, o que aumenta o campo para contratação de mão de obra especializada de outros países.

Ao analisar o quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Londres, Marcus Vinícius destacou a estratégia de alguns países de pequeno porte que foram bem-sucedidos com apostas em determinadas modalidades individuais. O Cazaquistão (quatro ouros no levantamento de peso) e o Irã (três ouros na luta olímpica), por exemplo, terminaram à frente do Brasil no quadro de medalhas.

Mais do que incentivar suas filiadas a investirem na contratação de estrangeiros durante o próximo ciclo, o próprio COB conta com um americano como consultor. Steve Roush, um dos homens fortes do Comitê dos Estados Unidos em seis edições dos Jogos Olímpicos (três de inverno e três de verão), trabalha para a entidade brasileira há três anos.
"Ele realmente nos ajuda na estratégia macro e também nas ações específicas", explicou Marcus Vinícius. Roush, por sinal, foi o artífice da logística do primeiro centro de treinamento exclusivo do Brasil em uma Olimpíada, o Crystal Palace. "Ele já tinha essa experiência e ajudou bastante, principalmente na montagem", contou o superintendente do COB.

De acordo com a entidade, foram investidos exatos R$ 11.610.557,06 nos Jogos Olímpicos de Londres, R$ 3.254.159,07 para a operação do Crystal Palace. Com tamanha preparação, o Brasil bateu a meta de conquistar 15 medalhas (três ouros, cinco pratas e nove bronzes), mas, para frustração de Roush, ficou abaixo das 41 finais de Pequim, algo considerado fundamental pelo americano.

Contratar profissionais estrangeiros, no entanto, não é sinônimo de sucesso. Uma das primeiras iniciativas mal-sucedidas de Hortência como diretora de seleções da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) foi trocar o brasileiro Paulo Bassul pelo espanhol Carlos Colinas, que fracassou com a equipe no Mundial da República Tcheca 2010 e não durou até os Jogos de Londres.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI6079702-EI14532,00-COB+planeja+maior+importacao+de+tecnicos+para+ciclo+olimpico+de.html

terça-feira, 14 de agosto de 2012

‘Precisamos melhorar muito para 2016’, diz Aldo Rebelo


Ministro havia previsto que país ganharia 20 medalhas em Londres. Foram 17

LONDRES - Se a meta do Comitê Olímpico Brasileiro foi alcançada em Londres, a do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não. O ministro, que tinha previsto que o Brasil alcançaria 20 medalhas na Olimpíada de 2012, cobrou um desempenho "muito melhor" dos atletas do país nos Jogos de 2016 que serão realizados no Rio de Janeiro.
O Brasil conquistou na capital britânica um recorde de 17 medalhas, duas a mais que Atlanta-1996 e Pequim-2008, mas não conseguiu repetir o que a Grã-Bretanha fez nos Jogos de Pequim-2008, quando saltou das 30 medalhas em Atenas-2004 para 47 pódios e abriu caminho para terminar em terceiro lugar em casa nos Jogos que terminaram no domingo, com 65 medalhas (29 de ouro). Apesar de ter feito a maior e mais cara preparação para uma Olimpíada --com mais de 1 bilhão de reais entre recursos do orçamento do Ministério do Esporte e da Lei Agnelo/Piva, além do patrocínio de empresas estatais diretamente às modalidades-- a delegação brasileira não conseguiu igualar na capital britânica o recorde de 5 medalhas de ouro, obtido em Atenas-2004, e ainda disputou menos finais do que na China, 35 contra 41.
- O governo fez um esforço, as empresas estatais que já vinham apoiando o esporte olímpico aumentaram o esforço nesses últimos 4 anos, e creio que haja uma recompensa daquilo que nós investimos, embora nós precisamos e podemos melhorar muito para 2016 - disse Aldo a jornalistas em Londres, ao fazer um balanço da participação do Brasil nos Jogos Olímpicos.
- A nossa análise decorria da ideia de que o nosso desempenho em Londres teria a interferência dos recursos que foram aplicados de Pequim para Londres e teriam resultado, mas a nossa tarefa é olhar para o futuro. Vamos analisar as nossas deficiências, não só as do governo, mas a dos demais agentes que participam do esforço, e olhar com uma perspectiva otimista para o futuro e olhar para o Rio de Janeiro como um desafio a ser abraçado", acrescentou.
Atletismo e natação, duas modalidades que contam com patrocínio de longo prazo de estatais --Caixa Econômica Federal e Correios, respectivamente-- ficaram entre as modalidades que tiveram resultado abaixo do esperado em Londres, com menos finais disputadas do que há quatro anos. O atletismo saiu de uma Olimpíada pela primeira vez sem subir ao pódio desde Barcelona-1992. O governo vai anunciar nas próximas semanas um plano de investimento no esporte olímpico, ampliando os recursos que já estiveram disponíveis na preparação para Londres-2012, com o objetivo de aumentar o número de medalhas e alcançar a meta do COB de colocar o Brasil entre os 10 primeiros colocados no quadro de medalhas em 2016.
- Teremos que fazer um esforço maior entre todos os agentes que trabalham no esporte de alto rendimento, promover uma assistência maior aos atletas... para que todos nós tenhamos uma expectativa melhor para 2016, já que em 2016 a nossa condição é inédita de participar das Olimpíadas como país sede - disse o ministro.
- Se tomamos como referência as duas últimas Olimpíadas, os anfitriões fizeram um esforço especial para tornar compatível o seu desempenho com o seu status de país sede - acrescentou.
Quando foi sede dos Jogos de 2008, a China liderou o quadro de medalhas. A meta do COB em Londres era de 15 medalhas, o mesmo número de Pequim-2008, enquanto o Ministério do Esporte tinha estipulado uma meta de subir 20 vezes ao pódio na capital britânica. De acordo com o secretário de Esportes de Alto Rendimento do ministério, Ricardo Leyser, as medalhas que faltaram para se chegar às 20 foram de favoritos brasileiros antes da Olimpíada que não conseguiram cumprir a expectativa.
- Essa é uma questão que precisa ser estudada, porque os favoritos brasileiros não conseguiram se impor aqui - disse o secretário.
Nenhum dos atletas brasileiros atuais campeões mundiais conseguiu repetir em Londres o desempenho que os colocou como aposta certa de medalha nos Jogos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/precisamos-melhorar-muito-para-2016-diz-aldo-rebelo-5772644#ixzz23ZCmKdOb 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O que o Rio vai precisar agora para 2016 não ser um novo Pan


Cerca de 500 PMs estão sendo colocados nas ruas todos os meses e o governo segue com as UPPs. Para especialistas, há méritos e perigos nessas duas políticas

Por Marcos Prates

São Paulo – Como o encerramento das Olimpíadas de Londres deixou claro, a bandeira Olímpica está agora com o Brasil. Os olhos se voltam para o Rio de Janeiro, que terá que provar estar à altura da fiscalização mundial nas áreas de transportes, instalações esportivas e – muitos gostariam de frisar especialmente esta parte – segurança. 

Será preciso manter em um clima geral de tranquilidade as delegações olímpicas, os turistas e os moradores, assim como fez Londres, apesar das previsões em contrário. Os prognósticos oficiais e não oficiais são bons. “Essa expertise de organização de segurança para grandes eventos o Rio já tem”, afirma a associada do Fórum de Segurança Pública e ex-coordenadora de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Jacqueline Muniz. 

Como exemplo, ela cita a Rio 92, a Rio+20, o famoso carnaval e os sempre lotados réveillons, quando milhões de pessoas se aglutinam na praia. “O desafio é fazer o dia a dia da segurança hoje para que até lá (2016) tudo isso esteja consolidado”, opina Jacqueline, também professora da Universidade Cândido Mendes (UCAM).

O Rio precisará provar que os gastos não ficarão restritos ao evento esportivo, como nos Jogos Pan-americanos, em 2007, quando as promessas eram de que seriam criados novos paradigmas de segurança para os cidadãos do Rio, mas tudo pareceu ficar igual.

Mais PMs

Aumentar o efetivo policial é uma das maneiras dos jogos trazerem melhorias para a população. É o que o Rio está fazendo. Só será preciso tomar cuidado com o ritmo que isso vem sendo feito, na avaliação do Coronel José Vicente da Silva Filho, consultor em segurança pública.

Uma das promessas do governador Sérgio Cabral era de elevar o efetivo da Polícia Militar dos atuais 39 mil para 60 mil até o início dos torneios. O cumprimento da promessa corre a passos largos e hoje cerca de 500 policiais militares chegam às ruas do estado mensalmente, a maioria absorvidos pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

“O Rio não tem condição de formar esse contingente com qualidade. Vai ser policial mal formado e que pode dar trabalho”, acredita o Coronel, que teve boa parte dos 30 anos de carreira militar na polícia paulista na área de treinamento. “Isto vai reduzir substancialmente a qualidade dos policiais formados”, afirma.

Representantes da PM carioca já disseram que a rápida fomação "não é o ideal, mas é preciso".

Com esse aumento, segundo o Coronel José Vicente, a polícia do Rio de Janeiro, que está na média do restante do país, se tornará uma das maiores do mundo em efetivo. E será preciso um grande esforço para que os policiais, na visão do especialista, não sejam tentados pelo abuso no uso da violência e pela corrupção presente em tantas favelas nas mãos de milícias e traficantes.

UPPs

“Os investimentos pontuais na Copa e Olimpíadas para segurança não são complicados. A cartilha de grandes eventos é conhecida por todos nos protocolos da FIFA e do Comitê Olímpico Internacional (COI). Tanto Brasil e África do Sul, países com desafios estruturais, conseguem fazer porque tudo tem data para começar e terminar”, afirma a pesquisadora da UCAM Jacqueline Muniz. Então como garantir serviços que tragam frutos para a população após os jogos?

"No caso do Rio de Janeiro, isso se faz com as UPPs”, diz ela.

As 25 Unidades de Polícia Pacificadora instaladas hoje já atendem bem as áreas onde ocorrerão as competições e onde ficarão os atletas, incluindo a zona sul até a Barra da Tijuca. O governo quer mais 15 UPPs até 2016. Para Jacqueline Muniz, que já atuou como diretora no Ministério da Justiça, investimentos federais serão essenciais para isso.

Em algum momento, porém, o Rio precisará diminuir o contingente policial nesses locais, que demandam muito efetivo, na avaliação do Coronel José Vicente. ”Nós temos uma base nacional de 1 PM para 400 habitantes. O morro de Santa Marta, no Rio, tem 4 mil habitantes e 120 PMs: um para cada 30 habitantes”, avalia.

É com projetos assim que, quem sabe desta vez, o Rio amanheça no dia seguinte ao fim dos jogos como uma cidade mais segura para todos, apesar do grande aparato estratégico montado para os jogos não estar mais lá. O melhor é que, agora, a cidade ainda terá a Copa de 2014 para treinar antes.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/o-que-o-rio-precisa-para-2016-nao-ser-um-novo-pan