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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Rio terá R$ 300 milhões a mais para as Olimpíadas


Paes diz que quantia virá de economia no pagamento da dívida junto à União

Por Cristiane Bonfanti

BRASÍLIA - O prefeito Eduardo Paes disse na quarta-feira que o Rio contará com mais R$ 300 milhões por ano para realizar investimentos voltados para as Olimpíadas. Segundo ele, o adicional virá da economia que o município poderá fazer a partir da mudança no índice que corrige a dívida dos estados e municípios com a União. A alteração, anunciada este mês pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. De acordo com o prefeito, o Rio tem hoje uma dívida de R$ 6,1 bilhões com o governo federal, corrigida pelo IGP-DI em mais 6% ao ano. A partir do ano que vem, ela deverá ser corrigida pela taxa básica de juros (Selic) ou pelo IPCA, o que for menor, em mais 4% ao ano.
Nas contas do prefeito, na prática, a taxa cairá de 11% para 7% ao ano. Paes informou que, a partir de janeiro, a Secretaria municipal de Fazenda iniciará as negociações com o Tesouro Nacional para a ampliação do limite de endividamento do município. Ainda segundo ele, a cidade tem dívidas que equivalem a 40% de sua receita corrente líquida, bem abaixo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A folga seria de até R$ 8 bilhões para a contratação de financiamentos.
— O Rio pode ser o primeiro exemplo, pelo dever de casa já feito. A nossa situação fiscal é absolutamente confortável. Se a União me permitir captar, eu consigo fazer Olimpíadas sem pegar um tostão em Brasília — afirmou Paes, depois de se reunir com Mantega.
O prefeito observou ainda que os investimentos do governo local correspondem a 20% de suas despesas:
— O segundo melhor é o Ceará, que investe 12%. Repetimos isso nos últimos três. Em valores absolutos, a gente só perde para São Paulo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rio-tera-300-milhoes-mais-para-as-olimpiadas-7141104#ixzz2GFaa7zoB 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Em carta, Itanhangá Golf Club revela que não foi procurado para sediar Olimpíada-2016


Por Felipe Lyra

A reportagem do ESPN.com.br teve acesso a uma carta do Itanhangá Golf Club revelando que o local não foi procurado sobre a possibilidade de ser a sede do golfe na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. A notícia vem no dia em que a Câmara dos Vereadores votará a desapropriação de uma parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi, na Barra da Tijuca, para a construção de um novo campo especificamente para os Jogos do Rio. 

Entenda o caso
Entregue à Câmara, o PLC 113 propõe a desapropriação de uma área de 58 mil metros quadrados da APA de Marapendi para a construção de um novo campo de golfe para as Olimpíadas de 2016. O projeto, que não foi discutido em audiências públicas, será votado na tarde desta quinta-feira (20), quando uma sessão extraordinária definirá, em última discussão, a sua aprovação ou não.

Os opositores do projeto, que conta com o apoio expresso do pefeito Eduardo Paes, alegam que a medida é desnecessária, visto que o Itanhangá Golf Club, área renomada entre os praticantes do esporte no Rio de Janeiro, poderia ter plenas condições de atender às exigências olímpicas, ou ao menos precisaria de menos ajustes. 

Em meio às discussões, o vereador Carlo Caiado (DEM) enviou, ainda em maio deste ano, um ofício ao clube questionando se ele teria, de fato, condições de sediar as partidas de golfe em 2016. Em resposta, o presidente do local afirmou que não foi procurado por nenhum órgão ligados aos Jogos Olímpicos, mas que em princípio haveria, sim condições de receber a competição.

Confira os documentos na íntegra:

"Em virtude das dúvidas apresentadas em recente reunião na Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, onde foi explanado o projeto do campo de golf que será construído para atender aos Jogos Olímpicos de 2016, algumas questòes surgiram nesse debate e considero pertinente repassar ao Itanhangá Golf Club, de grande importância não só para a Cidade, mas também para o esporte.

1 - O Itanhangá Golf Club foi sondado por algum órgão envolvido na organização dos Jogos Olímpicos de 2016 sobre a possibilidade do loca sediar o Golf Olímpico?

2 - O Itanhangá Golf Club tem condições de atender as exigências estruturais para sediar as competições de golfe nos Jogos Olímpicos de 2016?

3 - Caso tivesse que se adaptar ou fazer algum tipo de intervenção, o Itanhangá Golf Club conseguiria executar estas intervenções de adequação sem auxílio de recursos públicos?

4 - O Itanhangá Golf Club, caso fosse procurado, aceitaria sediar a modalidade de golf nos Jogos Olímpicos de 2016?

Na certeza de enconrar o acolhimento para a demanda que se apresenta, aproveito para apresentar protestos de elevada estima e consideração.

Atenciosamente,

Vereador Carlo Caiado
Segundo vice Presidente"

"Excelentíssimo Senhor,

Em atenção ao Ofício OF-GVCC número 219/2012, através da qual Vossa Excelência formula algumas perguntas acerca da realizaçào das Olimpíadas de 2016, temos a satisfação de transmitir-lhes as seguintes informações, na sua ordem:

1 - O Itanhangá Golf Club NÃO foi sondado por órgão envolvido na organização dos Jogos Olímpicos de 2016 sobre a possibilidade de sediar o Golf Olímpico.

2 - Em nossa opinião, o Itanhangá Golf Club tem SIM condições de atender as exigências estruturais para sediar as competições de golfe dos Jogos Olímpicos de 2016.

3 - O Itanhangá Golf Club, caso tenha que se adaptar ou fazer algum tipo de intervenção de adequação, neste momento, infelizmente, dada a exiguidade de prazo, NÃO teria condições de executá-la sem o auxílio dos recursos públicos.

4 - O Itanhangá Golf Club, caso tivesse sido procurado, aceitaria SIM sediar a modalidade de golfe nos Jogos Olímpicos de 2016.

Na expectativa de termos oferecido a Vossa Excelência os esclarecimentos solicitados sobre a matéria, continuaremos ao seu inteiro dispor.

Atenciosamente,
Alberto Fajerman
Presidente".

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299984_em-carta-itanhanga-golf-club-revela-que-nao-foi-procurado-para-sediar-olimpiada-2016

Governo britânico injetará R$ 1,18 bilhões por sucesso na Rio-2016


Para aumentar o número de medalhas em relação às 65 que conquistou em Londres-12, o governo britânico anunciou ontem que investirá o equivalente a R$ 1,18 bilhão no esporte durante o próximo ciclo olímpico, o que significa um crescimento de 11% no investimento.

As modalidades mais beneficiadas pelo aporte serão ciclismo e canoagem, graças à boa performance que tiveram na Olimpíada. A natação, que não teve um bom desempenho em Londres, é um dos quatro esportes que receberam um aviso de que devem melhorar os resultados para garantir verba. Já basquete, handebol, vôlei, tênis de mesa e lutas não irão receber dinheiro do governo para se prepararem para a Rio-16. Até hoje, nenhum anfitrião melhorou os resultados na Olimpíada seguinte.

Nos Jogos Olímpicos-2012, os anfitriões terminaram em terceiro lugar no quadro geral de medalhas, posição que não atingia desde 1912, em Estocolmo.

A maioria das 65 medalhas britânicas foram conquistadas em esportes individuais. O ciclismo de pista faturou sete ouros. Atletismo e remo somaram quadro medalhas douradas cada.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1203443-governo-britanico-injetara-r-118-bilhoes-por-sucesso-na-rio-2016.shtml

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Orçamento privado do Rio-2016 aumenta 68% em três anos, e governo pagará a conta


Por Thiago Arantes

O orçamento do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio já estourou, e o governo pagará parte da conta. Quando a cidade foi escolhida para receber a Olimpíada, em 2009, a estimativa de gastos do comitê era de 5,6 bilhões. Três anos depois, o valor já aumentou para, no mínimo, R$ 9,4 bilhões, um acréscimo de 68% - a inflação acumulada no período foi de 25% segundo o IGPM. 

Neste valor entram os gastos de organização dos Jogos - como a cerimônia de abertura, custos com comunicação, tecnologia, segurança entre outros - e não a construção de arenas, que ficará a cargo do governo em parcerias com a iniciativa privada. A estimativa inicial dos gastos com arenas é de R$ 23 bilhões.

O Rio-2016 alega que o orçamento inicial, da época da candidatura, era preliminar e já seria revisto para uma primeira versão de orçamento, com a inclusão de dados e despesas de forma mais detalhada. No entanto, a assessoria da entidade disse que o orçamento ainda está em fase de confecção e só será divulgado em 2013. 

Na quinta-feira, o ESPN.com.br publicará mais detalhes do orçamento dos Jogos do Rio-2016, citando as verbas destinadas às principais áreas, como Tecnologia, Legado, Transportes, Alimentação e Cerimônias de Abertura, Encerramento e Revezamento da Tocha - NÃO PERCA.

Procurados pelo ESPN.com.br, Carlos Arthur Nuzman - presidente do COB e do Rio-2016 - e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não quiseram comentar sobre o orçamento, alegando que ele ainda não é oficial.

Entretanto, o ESPN.com.br já teve acesso ao primeiro orçamento oficial, que só será divulgado em julho de 2013. Os dados mostram que o órgão – que se apresenta como uma entidade privada e sem fins lucrativos – foi deficitário em 2010 e 2011 e passará a contar com subsídio do governo já no próximo ano. 

A participação governamental no pagamento das contas do comitê já estava prevista desde antes de o Rio ser cidade olímpica. Ainda na fase de candidatura, as três esferas do governo se comprometeram com o COI, disponibilizando-se para sanar um eventual déficit da organização. No dossiê, o limite para participação governamental era de R$ 1,4 bilhão. Entretanto, a entrada de dinheiro público no orçamento não era o primeiro plano do comitê; a ideia era só recorrer aos governos em caso de necessidade. 

No site do Rio-2016, a relação entre o órgão e o governo é retratada da seguinte forma: “O objetivo do Comitê Organizador é que esse orçamento seja completamente financiado por receitas privadas, mas os três níveis de governo – federal, estadual e municipal – garantiram ao COI cobrir qualquer necessidade de recursos do Comitê Organizador.”

No orçamento ao qual o ESPN.com.br teve acesso, a previsão de injeção de dinheiro governamental é de R$ 1,7 bilhão até 2016 (equivalente ao valor corrigido de 1,4 bilhão, de acordo com a inflação desde 2009). Está em fase de aprovação na Casa Civil o decreto que regulamentará a alocação destes recursos, vindo dos três governos.

Os valores que serão alocados pelo governo neste decreto são para o Comitê Organizador, e não para obras de infraestrutura. Neste ponto, o investimento governamental será ainda maior. O ministério do Esporte prevê a injeção de R$ 500 milhões apenas em infraestrutura apenas em 2013.

Em contato com o ESPN.com.br, a assessoria de imprensa do ministério disse que não haverá qualquer aporte de verba saíndo do órgão para o Comitê Organizador do Rio-2016.

O decreto deve ser assinado pela presidenta Dilma no começo do próximo ano; ele definirá em que áreas do comitê organizador o governo colocará dinheiro. Esta será a primeira injeção de dinheiro público no comitê. Durante os últimos anos, a entidade usou a prerrogativa de não contar com o auxílio do governo para contratar produtos e serviços em concorrências sem licitações. 

A partir de 2013, o dinheiro dos três governos começará a entrar de forma gradativa: no primeiro ano, serão R$ 109 milhões; no segundo, R$ 237 milhões; no terceiro, R$ 619 milhões; em 2016, o subsídio chegará a R$ 701 milhões. Até mesmo em 2017, já depois dos Jogos, os governos colocarão R$ 88 milhões no comitê. 

Os valores podem ser remodelados de acordo com as necessidades do comitê e corrigidos de acordo com a inflação. Segundo apurou o ESPN.com.br, há a possibilidade de um aumento no déficit forçar uma alocação ainda maior de recursos governamentais. 

Caso coloque apenas R$ 1,7 bilhão no Comitê Organizador, o governo será responsável por financiar 18% dos R$ 9,4 bilhões do orçamento da entidade. A participação governamental, se considerados apenas os 3,8 bilhões que já estouraram a previsão inicial, será de 44%. A União, a prefeitura e o governo do Rio pagarão quase metade do estouro orçamentário.

Mais dinheiro que o COI – De acordo com o orçamento visto pelo ESPN.com.br, o subsídio dos três governos ao comitê organizador será maior do que a contribuição do Comitê Olímpico Internacional (COI). A entidade máxima dos esportes olímpicos deve alocar R$ 1,1 bilhão em recursos. 

O faturamento com vendas de ingressos, que costuma ser um dos maiores financiadores dos Jogos, também será ligeiramente menor do que o subsídio governamental. Com as entradas, o Rio-2016 deve receber R$ 1.723.906.000,00 – cerca de R$ 34 milhões menor do que o dinheiro proveniente dos governos.

A maior fonte de receita do comitê organizador é proveniente de patrocinadores: as empresas nacionais que se associaram aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos darão, até 2016, um total de 3,2 bilhões; os parceiros internacionais serão responsáveis por R$ 679 milhões. Os valores podem sofrer correções, pendentes de novos contratos e da inflação no período. 

VEJA ABAIXO A TABELA COM O ORÇAMENTO REVISADO DO COMITÊ ORGANIZADOR


Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299720_orcamento-privado-do-rio-2016-aumenta-68-em-tres-anos-e-governo-pagara-a-conta

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Senado aprova facilidade para licitação e benefício tributário para Olimpíada


Oposição protesta sobre queda nas receitas de estados e municípios com a medida

Por Maria Lima

BRASÍLIA - Em meio a protestos da oposição contra a perda de receita de impostos de estados e municípios, o Senado aprovou e vai a sanção o texto da medida provisória (MP) 584, que estabelece Regime Diferenciado de Contratação (RDC) - que agiliza o processo de licitação para obras públicas - e concede isenção de tributos federais ao Comitê Olímpico Internacional (COI), ao Comitê Organizador das Olimpíadas Rio 2016. Serão beneficiadas ainda empresas vinculadas aos jogos e demais entidades relacionadas à realização dos Jogos Olímpicos e aos Jogos Paraolímpicos de 2016.
Os governistas tiveram que se rearticular depois que o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), alegando que a matéria fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pediu verificação de quórum, obrigando a votação nominal. O líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN) encaminhou favoravelmente ao texto principal da MP, mas apresentou uma emenda para que , junto com as isenções, fossem aprovadas medidas de compensação para as perdas de estados e municípios.
Agripino alegou que sediar os Jogos Olímpicos em 2016 será uma honra para os brasileiros, mas não seria justo que estados e municípios carentes de recursos e dependentes de repasses constitucionais sejam penalizados. A oposição criticou também a emissão retroativa de crédito tributário e a ampliação da isenção de impostos prevista a outros beneficiários residentes no país, mas não abrangidos por organismos internacionais como a Federação Internacional de Futebol (Fifa).
- Com essa MP o governo dá um tiro com pólvora alheia. Estados e municípios terão de engolir a seco a isenção de vários tributos concedida a organismos internacionais - protestou Agripino.
- Essa medida atinge em cheio o cofre dos estados, já prejudicados com a menor transferência de recursos nos últimos 20 anos, em decorrência de isenções fiscais concedidas pelo governo a diversos setores da economia, como a indústria automobilística - emendou Randolfe Rodrigues.
O texto da Câmara foi aprovado sem modificações no Senado. Pela MP que irá agora a sanção presidencial, os benefícios fiscais valerão para os fatos geradores de tributos ocorridos entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2017. Quanto aos recolhimentos tributários referentes ao ano de 2012, relativos a operações de planejamento e organização dos Jogos, a Receita Federal poderá realizar procedimento administrativo para devolvê-los. O COI e o Rio 2016 deverão indicar à Receita as pessoas físicas e jurídicas que poderão usufruir do benefício fiscal.
Pelos cálculos do líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), com a MP aprovada, a União deixará de arrecadar R$ 3,8 bilhões, ou seja, R$ 350 milhões a menos no repasse ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A relatora da MP, senador Lídice da Mata (PSB-BA) rejeitou as emendas, com o argumento de que o Governo precisava honrar compromisso firmado anteriormente com as entidades esportivas. Ela explicou que a MP 584 não poderia ser comparada à isenção de IPI concedida pelo governo à indústria automobilística, a qual se aplica a receitas já existentes, enquanto a dos Jogos Olímpicos se dará sobre receitas futuras, que não podem ser mensuradas nos dias atuais.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/senado-aprova-facilidade-para-licitacao-beneficio-tributario-para-olimpiada-7080770#ixzz2FQXHgbOr 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sebastian Coe: "Lotar os estádios é essencial"


O organizador dos Jogos de Londres afirma que o grande público precisa ser atraído para a Rio-2016. “O espírito olímpico é tão importante quanto as obras”

Por MAURÍCIO MEIRELES

O britânico Sebastian Coe sabe vencer em Olimpíadas. Das de 1980 e 1984, saiu com um total de quatro medalhas, duas de ouro e duas de prata, nas provas de 1.500 metros e 800 metros rasos. Foi o suficiente para que se tornasse um dos maiores corredores da história. Mais tarde, ganhou o título de Lord Coe e assumiu o comando dos Jogos de 2012, em Londres. Voltou a vencer. O sucesso da Olimpíada londrina foi unânime, da qualidade das instalações à eficiência do transporte público, passando pelo entusiasmo do público. Em visita ao Rio de Janeiro há duas semanas, para transferir oficialmente a sede olímpica, Coe, de 56 anos, disse a ÉPOCA que a capital fluminense pode realizar melhorias semelhantes às de Londres. “Fizemos em sete anos o que levaria 50.”

ÉPOCA – Rio de Janeiro e Londres são cidades muito diferentes. Que lições o Rio pode aprender com a Olimpíada de 2012?
Sebastian Coe – Sim, são muito diferentes. Mas ambas têm como foco principal na organização dos Jogos um objetivo bem parecido: usar as Olimpíadas para inspirar jovens a usar o esporte para mudar suas vidas. Sei que isso funciona. Carlos (Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro) também. Já trabalhamos juntos em projetos com esporte e vimos dar certo. Na cidade onde os implantamos, o esporte ajudou os jovens a reencontrar a autoestima e a melhorar seu desempenho escolar. Em Londres, isso ficou mais claro com a transformação da região leste.

ÉPOCA – Que tipos de transformações de Londres servem de inspiração para o projeto brasileiro?
Coe – Várias áreas pouco desenvolvidas foram recuperadas. Os índices de desemprego nelas caíram drasticamente. O mesmo aconteceu com o problema habitacional e os locais contaminados pela poluição. Fizemos em sete anos o que, de outro modo, teríamos levado 50 anos para realizar sem a ajuda dos Jogos. Temos locais para novas comunidades morarem, porque é nisso que a vila olímpica será transformada. Há instalações de alta qualidade que não existiam antes e servirão para sediar outras competições. É uma contribuição importante para a prática de esportes no país. Além disso, há o óbvio: as Olimpíadas geraram muitos empregos.

>> Em visita ao Brasil, Usain Bolt diz que está ansioso para correr nas Olimpíadas do Rio em 2016 

ÉPOCA – Há algumas semanas, o senhor mesmo disse que estava insatisfeito com as políticas para esporte nas escolas depois dos Jogos. Que erro foi esse? Como o Brasil pode evitá-lo?
Coe – Tudo o que entregamos nas Olimpíadas foi fruto de boas parcerias. Nenhum comitê sozinho consegue preparar os Jogos. Claro que o fardo maior recai sobre os organizadores. Mas eles precisam se associar às autoridades locais e nacionais, às agências reguladoras e às empresas. Minha reclamação é que um dos principais aspectos relativos ao legado olímpico, o envolvimento dos jovens com a prática esportiva e uma vida mais saudável, foi tratado como uma briga política – e não deveria. Depois dos Jogos, o legado deve ser tratado como uma questão prática.

ÉPOCA – Uma das reclamações em relação às Olimpíadas é que as obras necessárias são pagas pelos contribuintes, mas os ingressos são caros. O que pode ser feito em relação aos preços?
Coe – Tínhamos três objetivos. O primeiro, claro, era lotar nossas instalações esportivas com fãs do esporte. E conseguimos: 75% dos ingressos foram vendidos ao público britânico, o que consideramos muito importante. Outro ponto foi conseguir uma estrutura com preços acessíveis, o que também funcionou: 2,5 milhões de ingressos foram vendidos a 20 libras (cerca de R$ 70). Dois terços do total foram vendidos a 50 libras ou menos. Só um em cada dez ingressos custou mais de 100 libras. Qualquer outro tipo de entretenimento – ópera, boliche, futebol americano ou um show dos Rolling Stones – costuma ser mais caro que isso. É bom lembrar que o comitê organizador é uma instituição privada. Precisamos criar um modo de gerar faturamento, já que um quarto dele vem da bilheteria. Nosso segredo, que pode ficar como lição, foi ter atrelado a cada ingresso certa individualidade, quando, antes de as vendas começarem, consultamos o público para saber quanto ele gostaria de pagar por quais lugares. Ao todo, 1,9 milhão de pessoas se inscreveram para comprar quase 24 milhões de ingressos. A procura foi extraordinária. É um ótimo problema, mas cria vários desafios para o comitê organizador.

>> Como virar uma potência olímpica 

ÉPOCA – Isso pode funcionar no Brasil?
Coe – O Brasil terá de encontrar sua própria política de preço. Mas esses objetivos de que falei são os três importantes para qualquer lugar do mundo. Caso contrário, os locais de competição não ficarão lotados, algo essencial para criar a atmosfera olímpica. O espírito olímpico é tão importante quanto as obras. Também é preciso dar oportunidade para as pessoas que ganham pouco assistir às competições. Mas, como comitê organizador, é preciso ganhar dinheiro. É preciso encontrar um equilíbrio.

ÉPOCA – Sobre a presença do público, uma preocupação é lotar esportes menos populares. Como isso pode ser feito?
Coe – Há esportes aos quais os brasileiros ficarão loucos para assistir. Não serão sempre os mesmos que o público britânico gostaria de ver. O judô, por exemplo, é bem mais popular aqui do que na Grã-Bretanha. O importante é se preparar. Quando sentamos para olhar nossa venda de ingressos em Londres, vimos que não havíamos vendido um único ingresso para as partidas de handebol antes dos Jogos. Quando chegou perto, vendemos 278 mil ingressos, porque trabalhamos próximos aos órgãos governamentais. Tentamos encorajar, com programas nas escolas, a popularização de esportes não tão famosos. Há quatro anos, visitei uma região de Londres onde quatro escolas se uniram para contratar um professor de handebol. Meu conselho a outros comitês organizadores é simples: não desanimem diante de esportes que não parecem tão famosos. É uma ótima oportunidade para apresentar crianças e jovens a esportes que eles podem jamais ter sonhado praticar. É um ponto importante do legado olímpico.

>> As lições de Londres para o Rio 

ÉPOCA – Algumas pessoas ficam céticas em relação às grandes construções realizadas para os Jogos. Acham que não haverá procura depois que as Olimpíadas passarem. O que pode ser feito para evitar esse problema?
Coe – Seguimos um padrão claro. Tentamos usar o máximo possível os espaços já existentes que pudessem ser transformados para receber competições. Também precisamos construir espaços permanentes que não existiam no país. Não tínhamos uma pista de corrida adequada, também não tínhamos um espaço para esportes aquáticos. Meu conselho é: só construa espaços novos e permanentes se houver chance de aquilo ser aproveitado depois. Se sua instalação não se encaixa nisso, faça construções temporárias. Depois, elas serão desmontadas completamente ou em parte. Ou serão emprestadas ou doadas.

ÉPOCA – As Olimpíadas são patrocinadas por uma rede de fast-food, o McDonald’s, e marcas de refrigerantes, tidos como opostos a uma vida saudável. Isso não é uma contradição?
Coe – O McDonald’s é o principal patrocinador global das Olimpíadas. Foram ótimos parceiros, estão envolvidos com o Comitê Olímpico Internacional desde 1976 e investem em projetos esportivos. Não vejo contradição. Se a estratégia para a venda de comida for feita corretamente, como foi em Londres, os sanduíches do McDonald’s não serão a única refeição disponível. Tivemos espaço para comidas tradicionais do Reino Unido. O McDonald’s também patrocinará os Jogos do Rio, e o mesmo pode ser feito aqui.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/12/sebastian-coe-lotar-os-estadios-e-essencial.html

domingo, 25 de novembro de 2012

Palestra mostra como Brasil deve aproveitar Copa e Olimpíada


Por MÔNICA GARCIA

O 1º Encontro Internacional de Marketing Esportivo aconteceu na cidade universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi realizado pelo Centro de Estudos em Marketing Esportivo da COPPEAD juntamente ao British Council.
O evento reuniu estudiosos no assunto, representantes de empresas patrocinadoras de eventos, como Olimpíada e Copa do Mundo, além do professor de estratégia e marketing esportivo do Coventry Business School e fundador do CIBS (Centre for the International Business of Sport), Simon Chadwick. Eles explicaram como o Brasil deve aproveitar os grandes eventos que receberá em breve: a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Considerado um dos maiores nomes do marketing esportivo europeu, Chadwick abordou os principais obstáculos e ganhos que Londres obteve a partir da experiência da Olimpíada. Ele destacou a importância que os Jogos deixaram para a capital britânica, passando principalmente pelo legado que grandes eventos podem deixar e representar para o país que o sedia.
Chadwick mostrou que estes ganhos deixados para Londres foram muito além da infra-estrutura. O legado foi uma questão primordial para que os Jogos fossem um sucesso. Segundo o professor, o Brasil já passou a imagem para o mundo todo que sabe fazer grandes festas, como o Carnaval, e que é um povo feliz. Agora precisa passar a imagem de que é uma terra de oportunidades e investimentos.
"Essa imagem do Brasil que sabe fazer festa, Carnaval e que tem lindas praias, todo mundo já conhece. Agora é hora de o Brasil passar a imagem de que é uma terra de oportunidades. Uma terra onde as pessoas e as empresas estão crescendo, prosperando e se desenvolvendo. Onde a pobreza está sendo erradicada e que tem um grande futuro", disse Chadwick.
Outro ponto abordado pelo professor londrino foi como a marca pode ficar em voga com uma simples estratégia de marketing. Chadwick mostrou propagandas simples que podem fazer um grande sucesso, como o uso de uma marca na cueca de um jogador em campo. Essa imagem chegaria a milhões de pessoas no mundo.
Para o gerente da marca Powerade, da Coca-Cola, Fernando Sá, a palestra serviu para aprender como o legado de Londres pode ajudar o Brasil pós-2016, já que é preciso ir além do financeiro. De acordo com Sá, é fundamental pensar no ser humano.
"É muito importante pensarmos como agentes transformadores da vida das pessoas. Os grandes eventos irão passar, mas precisamos ter comprometimento para que estímulos sejam além dos dias de eventos", afirmou Sá.
"Essa palestra serviu para que possamos entender a dimensão desses grandes eventos que vamos sediar. Embora esteja aqui com a lente de marketing de uma empresa patrocinadora há muitos anos, também estou como brasileiro, para entender o que eu posso através do meu trabalho deixar de legado", emendou.
A escolha do nome de Chadwick para ministrar esse primeiro encontro, de acordo com o professor Victor Almeida, da COPPEAD, foi por causa da proximidade da teoria estratégica esportiva que vem sendo desenvolvida na Europa e a prática em negócios que o fundador do CIBS tem.
"Essa palestra vem sendo pensada há cinco anos. E quando pensamos em nomes para trazer, muitos de estudiosos foram levados à mesa. Pensamos em nomes de professores americanos, que são grandes entendedores do assunto, mas o esporte no Brasil é muito diferente dos Estados Unidos, então essa visão pouco nos ajudaria", disse.
"E a teoria que vem sendo desenvolvida na Europa é mais parecida com a nossa, por isso o nome do Simon para ministrar esse primeiro encontro. O Simon circula muito bem entre a teoria e a prática, e isso é um grande diferencial. Somos um centro acadêmico, mas voltado para a prática, para os negócios, pois juntamos o mundo acadêmico com o mundo dos negócios, e o Simon também", afirmou o professor.
De acordo com Almeida, esse será apenas o primeiro encontro de muitos que acontecerão até 2016. Para o professor é preciso que os patrocinadores e estudiosos tenham uma boa teoria para que a prática seja mais bem aproveitada para todos.
"Quando as pessoas que vão fazer grandes eventos tem acesso a boas teorias, isso se reverte em uma prática maravilhosa. Penso que a prática não se dissocia da teoria e vice-versa. Por isso queremos cada vez mais reunir esses dois mundos, acadêmicos e de negócios", concluiu Almeida.
Para o diretor da British Council no Rio de Janeiro, Guilherme Guimarães, o grande conhecimento adquirido com os Jogos de Londres 2012 do professor Chadwick pode ajudar o Brasil não cometer os mesmos erros britânicos.
"Por ele ter estado tão próximo dos Jogos de Londres, acumulou grande experiência e conhecimento que podem nos ajudar a não cometer esses erros que eles cometeram, e também potencializar os acertos que tiveram. Um ponto abordado por ele que considerei fundamental foi que não temos que nos preocupar em sediar a Olimpíada mais organizadas, mas sim entender qual é a nossa essência e trabalhar em cima da nossa própria essência", concluiu.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI6294878-EI1137,00-Palestra+mostra+como+Brasil+deve+aproveitar+Copa+e+Olimpiada.html

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Evento reúne representantes britânicos e brasileiros para discutir Jogos Olímpicos

Cerca de 280 ingleses e brasileiros participam da reunião, em São Conrado

Por LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO - O presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes, abriu na manhã desta sexta-feira o programa governamental de observadores que tem o objetivo de trocar experiências entre representantes dos governos britânico e brasileiro em relação aos Jogos Olímpicos de 2012.
O evento faz parte dos preparativos para as Olimpíadas de 2016. No Rio, ao todo, 280 representantes da Inglaterra e do Brasil participam da reunião em um hotel em São Conrado. Serão feitas mesas redondas de vinte temas, entre os quais acessibilidade, segurança, transporte, telecomunicações, turismo, sustentabilidade e legado.
O evento termina no sábado. Entre os que participaram da cerimônia de abertura, estão os ministro do Esporte Aldo Rebelo, o governador Sérgio Cabral, e a presidente da Empresa Olímpica municipal, Maria Sílvia Bastos Marques.
Pela parte dos britânicos, participam ministros que já estiveram envolvidos com os jogos olímpicos. No discurso de boas vindas, Márcio Fortes cometeu uma gafe ao destacar a importância da realização do evento para estreitar ainda mais as relações entre Brasil e Estados Unidos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/evento-reune-representantes-britanicos-brasileiros-para-discutir-jogos-olimpicos-6807674#ixzz2D4gA6mQg

A chave para o legado dos Jogos Olímpicos


Artigo do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, publicado na edição desta sexta-feira (23.11) do jornal O Globo

“As últimas Olimpíadas do meu mandato de 12 anos como presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) provocaram um grande alarde em meados deste ano em Londres. A prova deste sucesso continua ressoando em mim diariamente na forma da seguinte pergunta: "Será que foram as melhores Olimpíadas da história?"

Apesar de que me agradaria muito responder de forma afirmativa, sei que ainda é muito cedo para dizer isto. Minha resposta é sempre a mesma: "Vamos deixar a História julgar."

Digo isso não para tirar o mérito das milhares de pessoas responsáveis pela realização de Londres 2012, que foi claramente um sucesso em todos os níveis, mas para chamar a atenção sobre a importância considerável que o COI atribui ao legado - o que fica para uma cidade-sede olímpica bem depois do fim dos 16 dias de competição esportiva.

As Olimpíadas são o maior evento esportivo do mundo e para muitas cidades-sede constituem o maior e mais complexo projeto que elas já empreenderam. A organização afeta a cidade e sua população, incluindo frequentemente o desenvolvimento urbano, econômico, social e ambiental, o que requer o envolvimento irrestrito e coesivo de líderes municipais, autoridades regionais e nacionais, organizadores dos Jogos, comunidades locais, parceiros comerciais e todos os membros do Movimento Olímpico.

O COI incentiva ativamente cada cidade que se candidata para sediar as Olimpíadas a refletir desde o início sobre como poderá utilizar o evento para proporcionar benefícios positivos e duradouros para sua área e cidadãos. Este tipo de planejamento começa em geral dez anos antes do início dos Jogos Olímpicos.

Por exemplo, na época da escolha da cidade-sede, em Cingapura, em 2005, Sebastian Coe, que era o presidente do comitê de candidatura de Londres 2012, dizia que os organizadores ingleses já tinham uma visão fixa e muito detalhada do que eles queriam realizar para 2012 e além.

Isto compreendia a regeneração de uma extensa área industrial desertada na Zona Leste da cidade, proporcionando à comunidade local arenas esportivas de classe internacional para treinamentos e competições, novas áreas para parques e residências, melhores conexões e infraestrutura de transportes, um aumento do voluntariado, bem como a criação da nova geração de campeões esportivos fomentando a atividade física para os jovens de toda parte.

O custo da organização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 propriamente ditos foi cerca de 2 bilhões de libras, sendo a maior parte arcada pelo COI e por recursos privados. Mas as autoridades locais destinaram em seguida 9,3 bilhões de libras para alavancar as Olimpíadas como um catalizador de desenvolvimento e melhoria acelerados da cidade, de forma tangível e intangível, o que de outra maneira levaria décadas para se realizar.

As Olimpíadas de Londres 2012 já realizaram muitas de suas promessas e, graças à continuação no cumprimento de outras, somos otimistas e acreditamos que os cidadãos de Londres tirarão proveito dela durante muito tempo no futuro.

As bases das realizações de Londres neste campo estavam firmemente assentadas no conhecimento e na expertise dos organizadores das Olimpíadas no passado. Os vastos projetos de regeneração urbana empreendidos por Barcelona em 1992 e Sidney em 2000, os padrões ambientais e de sustentabilidade estabelecidos por Lillehammer em 1994 e Vancouver em 2010, bem como os programas de fomento do voluntariado e da participação juvenil de Beijing em 2008 são apenas algumas dentre as muitas histórias de sucesso dos precedentes organizadores que Londres usou como um trampolim para os próprios Jogos.

Como um vínculo entre as cidades-sede do passado, do presente e do futuro, o COI ajuda os organizadores das Olimpíadas por meio de um vasto programa de transferência de conhecimentos. Os organizadores dos próximos jogos na Rússia (Sochi 2014), Brasil (Rio 2016) e Coreia do Sul (PyeongChang 2018) já estão se beneficiando desse programa, que compreende um importante debriefing que o COI organiza para fornecer às futuras cidades-sede uma visão abrangente do que funcionou bem nas precedentes Olimpíadas e o que pode ser aperfeiçoado.

Os organizadores de Londres têm muito a transmitir aos seus sucessores, que receberão insights essenciais sobre, entre muitas outras coisas, a produção e o direcionamento para uma visão a longo prazo da Olimpíada, a importância da colaboração entre todas as partes durante as fases de planejamento e preparação, bem como os meios para integrar o público no evento.”

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9656

Londres oficializa transmissão de conhecimento olímpico para Rio


Seminário de cinco dias teve a presença das próximas sedes de Jogos de Verão e de Inverno

Após cinco dias de encontros na Barra da Tijuca (zona oeste), foi encerrado nesta quarta-feira (21) no Rio o seminário de transferência de conhecimento dos organizadores das Olimpíadas de 2012 para as futuras cidades-sede.

O diretor executivo de Londres 2012, Paul Deighton,  disse que o comitê britânico transmitiu ao Rio informações detalhadas sobre como as competições foram organizadas, como Londres foi gerenciada e como eles conseguiram engajar a população na realização do evento.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) considerou o evento um sucesso. Nawal El Moutawakel, presidente da comissão do COI que monitora os trabalhos do Comitê Rio 2016, disse que os cariocas estão no caminho certo, mas não há tempo a perder.

"O Rio, como Londres, precisa certificar-se de que vai tomar as medidas necessárias no tempo que resta, para corresponder aos altos padrões que estabeleceu para si", disse.

O seminário teve a presença de 500 pessoas das próximas sedes de Jogos de Verão e de Inverno – Sochi (na Rússia, sede das Olimpíadas de Inverno de 2014), Rio e PyeongChang (na Coreia do Sul, sede dos Jogos de Inverno de 2018) - bem como das candidatas a 2020, Istambul, Tóquio e Madri.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11068/LONDRES+OFICIALIZA+TRANSMISSAO+DE+CONHECIMENTO+OLIMPICO+PARA+RIO.html

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Estádio de Londres-2012 não deve reabrir até 2016


Apesar do grande sucesso dos Jogos Olímpicos realizados neste ano, a cidade de Londres já começa a enfrentar problemas para garantir um legado positivo para as instalações utilizadas no evento.

Na última quarta, Dennis Hone, diretor executivo da LLDC, organização responsável pelo legado dos Jogos, declarou à imprensa inglesa que o Estádio Olímpico de Stratford, principal recinto utilizado nos Jogos, não deve poder ser utilizado pelos próximos três a quatro anos. No melhor dos casos, o estádio estaria disponível à partir de agosto de 2015.

Segundo Hone, a principal justificativa para isso são as dificuldades encontradas por parte das autoridades britânicas para determinar qual será a instituição que fique a cargo do estádio. São quatro as entidades interessadas: os clubes de futebol West Ham United e Leyton Orient, além da universidade UCFB College os Football Business e a empresa Intelligent Transport Services, que deseja utilizar o recinto para a realização de eventos automobilísticos. Executivos da liga norte-americana de futebol americano (NFL) também mostraram seu desejo por realizar partidas oficiais no Estádio Olímpico, mas a possibilidade foi descartada por Hone.

O West Ham, clube da Premier League inglesa, corre como favorito para receber os direito de arrendamento do estádio.  Mas, de acordo com Hone, caso o clube seja finalmente o escolhido, o recinto teria de permanecer fechado por mais um ano, até 2016, para poder receber as adaptações necessárias para abrigar um clube de futebol.

“Nós temos que assegurar a melhor opção à longo prazo e pelo melhor valor para o estádio. Mas é importante lembrar, que este é um acordo válido por um período de cem anos, então temos que escolher corretamente. Não queremos olhar pra trás daqui cinco anos e ver que fizemos a escolha errada”, disse Hone. “Portanto, se o processo levar alguns meses a mais, que assim seja. Se epnsamos que são cem anos, alguns meses não farão muita diferença”, completou o diretor.

Apesar de confirmar o atraso, o executivo reafirmou o compromisso feito com a Federação Inglesa de Atletismo para a realização de eventos no estádio. O recinto também está programado para receber o campeonato mundial da modalidade em 2017.

O Estádio Olímpico de Stratford está localizado na zona leste da cidade de Londres e, durante os Jogos Olímpicos, contou com capacidade para 80 mil pessoas.  A construção do recinto levou cerca de três anos para ser concluída e custou aproximadamente 490 milhões de libras aos cofres públicos ingleses.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/27/27476/Estadio-de-Londres-2012-nao-deve-reabrir-ate-2016/index.php

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Comitê Rio 2016 lança concurso das mascotes Olímpica e Paralímpica


Processo vai durar cerca de dois anos

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Comitê Organizador Rio 2016 divulgou na noite de segunda-feira as regras de um dos processos mais complexos nos preparativos para o evento: a escolha das mascotes distintas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O processo vai durar cerca de dois anos. No segundo semestre de 2014, quando as mascotes serão apresentadas provavelmente depois da Copa do Mundo, elas já aparecerão em souvenires a serem vendidos ao público, desenhos animados, aplicativos para a internet entre outros produtos.
Apenas empresas brasileiras poderão participar do processo de seleção. Exige-se apenas que produtoras de animação, produtoras cinematográficas, agências de design, de publicidade e estúdios de ilustração que queiram concorrer tenham experiência anterior na criação e desenvolvimento de personagens usados em publicidade. Os participantes devem comprovar isso apresentando de três a dez trabalhos de desenvolvimento de personagens que tenham sido comprovadamente utilizados para fins comerciais, institucionais, educacionais ou de entretenimento - preferencialmente para animação - realizados nos últimos dez anos
— O desenvolvimento dos mascotes será um ótimo para estimular o potencial criativo do mercado brasileiro — explicou a diretora de Marketing do Comitê Rio 2016, Beth Lula.
O edital com as regras foi desenvolvido pelo Comitê Rio 2016 com a consultoria da empresa Anima Mundi. A ideia é que o processo de seleção ocorra por etapas. Na primeira fase os interessados devem apresentar até 7 de janeiro de 2013 uma série de documentos incluindo informações sobre as empresas e indicando as experiências anteriores. No dia 21 de janeiro de 2012, sai o resultado da pré-seleção com 30 empresas que irão continuar no processo.
Na etapa seguinte haverá um seminário no dia 28 de janeiro de 2013 no qual o Comitê Rio 2016 explicará os valores olímpicos e dos Jogos Brasileiros que devem se refletir no desenvolvimento do visual das mascotes. A partir daí, os escritórios terão até 14 de março de 2013 para apresentarem os personagens conceituais. Destes, dez serão selecionados para um pré-desenvolvimento de marca , inclusive com ilustrações nas quais aparecem praticando esportes olímpicos e paralímpicos. Também farão o desenvolvimento de personagens coadjuvantes que irão interagir com as mascotes além da chamada “Biblia” — um guia detalhando as situações em que as mascotes poderão ser empregadas.
Os melhores trabalhos passam pra a fase final no dia 24 de maio de 2013 quando os finalistas executarão trabalhos complementares com as mascotes. O projeto terá ainda que ser aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O edital prevê ainda um calendário alternativo caso os projetos nas etapas iniciais não atendam aos conceitos do Comitê Organizador. A partir daí, será necessário um ano para desenvolver as marcar e registrá-las em entidades de proteção de patentes e logomarcas antes da divulgação ao público.
— As mascotes terão que funcionar bem seja como personagens em duas ou três dimensões. E provavelmente como o símbolos olímpico devem ter uma identidade como o paralímpico é improvável que escolhamos escritórios distintos no processo — explicou Beth.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/comite-rio-2016-lanca-concurso-das-mascotes-olimpica-paralimpica-6646410#ixzz2BTA75d9Z 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rio quer elevar capacidade de financiamento para obras olímpicas


Prefeito Paes se reuniu com ministro da Fazenda para negociar R$ 7,5 bi para contrair dívidas

A capacidade de financiamento do Rio de Janeiro precisa ser ampliada para garantir os investimentos que o município precisa fazer, incluindo os relacionados às Olimpíadas de 2016, disse hoje (31) o prefeito reeleito da cidade, Eduardo Paes.

Paes se reuniu, na capital federal, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para pedir a elevação em R$ 7,5 bilhões da capacidade de contrair dívidas.

De acordo com Paes, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permite aos municípios se endividarem em até 120% das receitas correntes líquidas. Segundo ele, a atual dívida da prefeitura do Rio chega a aproximadamente R$ 9 bilhões, valor que atinge somente 40% das receitas.

O volume está impedido de crescer pelo fato de a cidade ter aderido a uma medida provisória (MP) na gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que permitia renegociação dos débitos municipais, porém reduziu a capacidade de financiamento.

Antes de aderir à MP, o município podia se endividar até 120% das receitas correntes líquidas, de acordo com a LRF. Agora, não pode mais, pois o limite é 40% das receitas.

O prefeito disse que, diante da situação fiscal “saudável” da cidade, ele busca uma solução para que a capacidade de financiamento do Rio de Janeiro não fique restrita aos limites atuais. "Eu quero ter a possibilidade que todo ente da Federação tem, de ficar dentro da LRF. Você tem o desafio das Olimpíadas, investimentos importantes que têm que ser feitos", argumentou.

Segundo o prefeito, Mantega se comprometeu a analisar o caso. Mas ainda não há sinalização de como a situação poderia ser resolvida, uma vez que a medida provisória que beneficiou o Rio de Janeiro com renegociação dos débitos também engloba outros municípios, não necessariamente com boa situação fiscal.

"Esse é o desafio que a gente tem que superar. Acho que ele [o ministro] tem que olhar para uma regra de uma cidade que fez o dever de casa, está saudável", disse.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10977/RIO+QUER+ELEVAR+CAPACIDADE+DE+FINANCIAMENTO+PARA+OBRAS+OLIMPICAS.html

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Nuzman diz que os Jogos Olímpicos vão mudar o Rio


Presidente do COB prevê legado para a juventude

Por Claudio Nogueira

RIO - Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 vão transformar a cidade. A afirmação foi feita nesta segunda-feira pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do próprio Comitê Organizador Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, durante o Seminário Rio 2016 promovido pelo GLOBO e o Extra, no Hotel Marriott, em Copacabana.
- O Rio deixará a marca da transformação como nenhuma outra. O legado será para a juventude e é o que vejo como mais importante - afirmou.
Nuzman fez questão de refutar quaisquer comparações com os Jogos de Londres, realizados em julho e agosto deste ano.
- Todos as cidades marcam os Jogos de formas diferentes. não se deve comparar cidades uma com a outra, porque são diferentes. Londres, mesmo tendo ficado preocupada com o sucesso de Pequim-2008, entregou Jogos excelentes. Foram extraordinários e marcaram uma forma diferente dos Jogos. E o Rio? O Rio vai ser diferente - ressaltou.
- Comparar Londres com o Rio será incorrer num erro enorme. o Rio será diferente. Londres fica na Europa, já sediou os Jogos três vezes, e a Europa já foi sede olímpica dezenas de vezes. O Rio quebra paradigmas, assim como Tóquio fez em 1960, ao celebrar as Olimpíadas pela primeira vez na Ásia. Depois, vieram Seul-1988, Pequim-2008. E o Rio vai transformar o continente sul-americano.
O dirigente tornou a explicar que o plano básico dos Jogos do Rio inclui quatro regiões: Maracanã, Deodoro, Copacabana e Barra da Tijuca. Ainda durante a candidatura, o COB chegou a ter duvidas quanto a apresentar um projeto com quatro regiões, porque isso daria margem a críticas das outras postulantes, que poderiam apontar como ponto fraco as distancias e a deficiência nos transportes.
- Numa reunião com os governos, optamos correr o risco e enfrentar (as adversárias), para que a cidade toda fosse beneficiada. A cidade toda terá os Jogos. Deodoro, por exemplo, é o bairro com maior concentração de jovens, que estão ávidos por um caminho. Tudo isto fará do Rio o símbolo da maior transformação de uma cidade por causa dos Jogos Olímpicos. O Rio passará a ser o grande exemplo - enfatizou.
Entre as novidades no megaevento carioca, estará o retorno do golfe ao programa olímpico, depois de 112 anos. O local escolhido para sediar o esporte é um campo novo a ser construído na Reserva de Marapendi, na Barra.
- Será um campo público, o primeiro campo público da modalidade no país - ressaltou.
Em novembro, o comitê Rio-2016 tomará parte do debriefing dos Jogos de Londres, quando o LOCOG (Comitê Organizador de Londres-2012) fará um balanço de tudo o que ocorreu de positivo ou não e passará informações para o Comitê Olímpico Internacional (COI) e para o comitê cariocas e de outras cidades candidatas a sediar eventos do gênero no futuro. O Comitê Rio 2016 já selecionou 176 instalações para treinamento de outras delegações, sendo 98 públicas e 78 privadas, num total de 74 cidades de 18 estados. O Brasil ficará concentrado no Centro de Capacitação em Educação Física do Exército, na Urca, e na Escola Naval, no Centro do Rio.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/nuzman-diz-que-os-jogos-olimpicos-vao-mudar-rio-6573564#ixzz2AixS3ZWi

Olimpíadas do Rio serão mais impactantes para a cidade que as de Londres, diz Paes


Prefeito afirma que vivemos uma oportunidade fantástica de transformação

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O prefeito do Rio, Eduardo Paes, abriu na manhã desta segunda-feira, no Hotel Marriott (Copacabana), o seminário “De Londres ao Rio, exemplos e lições para 2016”, promovido pelos jornais GLOBO e Extra com o patrocínio do Bradesco e da GVT. O tema do evento são os exemplos que a organização dos Jogos Olímpicos de Londres podem trazer para a cidade.
- Nós vivemos uma oportunidade fantástica de transformação. Para a cidade, nossas olimpíadas serão mais impactantes que Londres - disse Paes.
De acordo com o prefeito, a organização dos jogos parte de mandamentos básicos: a capacidade de criar uma cultura de planejamento; gastar poucos recursos públicos potencializando o capital privado quando possível; investimento nas pessoas; estímular novos negócios; e maximizar a imagem da cidade.
Segundo o prefeito, essas premissas são mais importantes para a cidade do que os números do evento em si. Muito mais que a expectativa de ter um evento com 17,7 milhões de ingressos, mais de 4 bilhões de espectadores e mais de 100 mil envolvidos na organização.
- O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem o papel de olhar o evento esportivo em si. O papel do prefeito é olhar a cidade. Isso inclui investimentos em infraestrutura. Com a implantação de quatro corredores de BRT, vamos passar de 18% para 63% o total de usuários que fazem uso de transportes de alta capacidade na cidade. Até 2020, o programa Morar Carioca terá urbanizado todas as favelas da cidade. Até 2016, vamos concluir o projeto de reurbanização da Zona Portuária.
- Se não fossem os jogos, esses seriam investimentos para 15 anos. Esses são exemplos de algo que aprendi com o ex-prefeito de Barcelona Pasqual Maragal, que dirigia a cidade durante as Olimpíadas de 1992: os jogos precisam servir à cidade. E não a cidade aos jogos - acrescentou o prefeito.
Segundo Paes, não apenas os governos mas a iniciativa privada devem estar atentos a esse momento para não perderem oportunidades. Segundo ele, a escolha de um país para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas é uma decisão geopolítica. Por isso, é uma ocasião para se honrar prazos, contratos e pensar em decisões estratégicas que melhor atendam aos interesses de cada setor.
- Na Copa, o que menos importa é receber uma determinada partida de futebol ou se teremos hotéis lotados, por exemplo. O mais importante para uma cidade é onde a Fifa vai ter seu centro de mídia ou o jogo de maior viabilidade. No Rio de Janeiro, nós teremos o centro de mídia e a partida de encerramento. Esse é um protagonismo fantástico - disse o prefeito.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/olimpiadas-do-rio-serao-mais-impactantes-para-cidade-que-as-de-londres-diz-paes-6573464#ixzz2Aix09len 

Rio de Janeiro quer usar Olimpíada como vitrine para investimentos


Para prefeito Eduardo Paes, turismo é "menos importante" do que investimentos

O prefeito Eduardo Paes afirmou, nesta segunda-feira (29), que pretende usar os Jogos Olímpicos de 2016 para "vender" a cidade brasileira como um bom lugar para se investir.

"Queremos mostrar que o Rio é, além de um lugar lindo com gente alegre, um bom lugar para se investir", disse o prefeito durante o ato de abertura de um seminário sobre a organização dos Jogos Olímpicos.

Paes disse que "o menos importante" dos Jogos é o número de turistas que serão atraídos à cidade durante os 15 dias de competição, em comparação com a "oportunidade fantástica" que surge para atrair fundos e capitalizar obras.

Por conta dos Jogos, a prefeitura está impulsionando várias obras de infraestrutura que incluem a construção de estradas, linhas de metrô, faixas exclusivas de ônibus, reforma da zona portuária e um plano para urbanizar todas as favelas da cidade até 2020, segundo comentou o prefeito.

"Temos que entender que o evento já começou. As pessoas olham para o Rio de Janeiro com mais atenção, não apenas 15 dias. Temos que aproveitar ao máximo e melhorar a imagem da cidade", disse.

O prefeito fez uma chamada às empresas e ao setor privado para que estimulem a atração de negócios e convidou os meios de comunicação para que "vendam" o país no exterior para favorecer esse fluxo de investimentos.

Além das obras e das possibilidades de negócios, o prefeito disse que os Jogos terão como "primeiro legado" levar o Brasil a assumir compromissos, planejar eventos e cumprir prazos.

Paes também considerou que o evento olímpico pode favorecer a mudança de certos costumes da população do Rio de Janeiro, entre eles o "hábito porco" de jogar lixo na rua.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10966/RIO+DE+JANEIRO+QUER+USAR+OLIMPIADA+COMO+VITRINE+PARA+INVESTIMENTOS.html

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Diretor-geral das Olimpíadas de 2016 diz que quase todo o planejamento estará definido até 31 de outubro


Leonardo Gryner fala sobre desafios do Rio e o que viu durante evento em Londres

RIO - Em 2016, o diretor-geral dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, Leonardo Gryner, completará 40 anos acompanhando profissionalmente as disputas por medalhas. Muita coisa mudou na organização do maior evento do mundo desde 1976 quando ele desembarcou em Montreal ainda como coordenador da equipe da TV Globo, que cobriu evento. A caminho de testemunhar sua 11ª Olimpíada, agora como um dos principais executivos da festa, Gryner fala sobre os desafios do Rio de Janeiro e o que viu durante o evento em Londres.

Qual a principal lição que ficou dos preparativos e da realização dos Jogos de Londres para o Comitê Organizador Rio 2016?
Na verdade, algo que já vínhamos discutimos desde que começamos a preparar o Rio para receber as Olimpíadas: a importância de se contar com um bom planejamento. Isso inclui estar preparado para lançar mão de alternativas ao que foi planejado inicialmente caso surja algum problema. Em Londres, isso aconteceu, por exemplo, com o sistema de venda de ingressos. O plano A era que o usuário só poderia pegar seu ingresso em bilheterias, para evitar falsificações. Quando observaram que haveria filas, passou-se a permitir que os tíquetes fossem impressos em casa. Isso foi de forma automática: o plano B já estava preparado.

O Comitê Organizador de Londres tinha plano B para tudo? O que o Rio fará?
Em Londres não previram, por exemplo, que poderiam ter problemas na contratação de seguranças da iniciativa privada para cuidar das instalações (a empresa responsável não conseguiu recrutar três mil agentes, e os quadros foram complementados por forças do governo). Em relação ao planejamento, nós começamos com a equipe que cuidará disso com quatro anos de antecedência. Em Londres, isso só começou quando faltavam dois anos e meio para os Jogos. Outra diferença é que nosso projeto é estável. Depois de 31 de outubro agora, não haverá alterações significativas: hoje só falta definir se as partidas de rúgbi serão mesmo no estádio de São Januário ou em outro local. Em Londres, só bateram o martelo sobre a localização de quatro instalações faltando menos de três anos para o evento.

Assim como Londres, os Jogos Olímpicos do Rio têm um projeto com responsabilidades divididas entre a iniciativa privada e diferentes esferas de governo. Como o Comitê Organizador concilia os diferentes interesses?
Nós criamos um sistema de gerenciamento de risco. Todos os projetos são mapeados e acompanhados constantemente. A cada três meses, verificamos as informações sobre o andamento de cada ponto. Existe também uma preocupação do Comitê Organizador com os custos do projeto. Por precaução, trabalhamos com uma reserva de contingência.

Em Londres, um dos problemas foi a estratégia de venda de ingressos para outros países. Milhares de tíquetes foram comercializados para agências, mas a demanda foi superestimada. Competições aconteceram em arenas vazias, apesar de no lado de fora das instalações muita gente tentar comprar ingressos sem sucesso. Qual o plano do Rio para evitar isso?
Esse é um desafio de todos os organizadores dos Jogos Olímpicos e que também vamos nos esforçar para superar no Rio. Ainda vamos definir o plano de vendas de ingressos. Na verdade, esses assentos vazios em Londres foram vendidos a agências de viagem de todo o mundo por intermédio dos comitês olímpicos. O problema é que essa demanda é subjetiva e nem sempre os ingressos são devolvidos a tempo pelas agências para serem revendidos. O fato de fazer as Olimpíadas na América do Sul trará um desafio a mais: é uma realidade completamente diferente de promover o evento na Europa. Qual a carga que vou destinar para um país vizinho ao nosso, como o Equador, e qual será a demanda da Dinamarca, por exemplo? Isso será estudado.

Numa entrevista em Londres, o senhor disse que o maior desafio do Rio para os Jogos seria a infraestrutura hoteleira. Continua sendo?
Existe uma demanda oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI) de 40 mil vagas para a família olímpica. Nós nos comprometemos com isso no dossiê da candidatura. Esse não é o problema. Mas há uma demanda adicional por acomodações para a qual teremos que buscar uma solução até o ano que vem. Um exemplo: onde alojar as equipes de segurança e outros prestadores de serviços que vão trabalhar no evento? Isso ainda está em fase de análise pelas nossas equipes.

Em novembro, o COI promoverá uma reunião no Rio para analisar as experiências da organização dos Jogos de Londres. Como será?
As reuniões ocorrerão entre os dias 17 e 21, num hotel na Barra da Tijuca. Todos os detalhes sobre o dia a dia dos Jogos de Londres serão repassados, para ajudar na nossa apresentação. As palestras não serão por setores funcionais, mas por temas. Assim, um painel sobre os serviços para espectadores e mídia vai interessar a várias áreas do Comitê Rio 2016.
O Comitê Rio 2016 teve 150 observadores em Londres. Desses, nove que trabalharam junto ao Comitê de Londres foram demitidos por terem feito cópias não autorizadas de documentos. Isso prejudicou em algo os preparativos do Rio?
Claro que foi prejudicial. O impacto maior foi que esses ex-funcionários acumularam uma experiência na organização das Olimpíadas com que não poderemos contar. No nosso programa, tínhamos três tipos de observadores: os que interagiram, os que só observaram e os que trabalharam diretamente com a equipe que organizou os Jogos de Londres (as demissões ocorreram neste último grupo). O foco principal não era identificar o que foi feito de certo ou errado na organização. Mas ver como as demandas dos vários setores responsáveis pela organização dos jogos eram encaminhadas e resolvidas. Essas situações específicas ajudarão o Rio a se planejar melhor .

Londres fez cerimônias de abertura e encerramento que cativaram o público. O Rio terá condições de fazer eventos tão grandiosos?
É difícil comparar Londres com o Rio. Cada país tem suas peculiaridades culturais e históricas, e as cerimônias são usadas para apresentá-las. No caso dos ingleses, eles mostraram a contribuição que deram ao mundo com a Revolução Industrial e à cultura popular com uma série de bandas e cantores. O Brasil também tem uma diversidade cultural enorme. É um país gigantesco unido por uma só língua. São elementos suficientes para fazermos dez cerimônias de abertura.

Em Londres, os voluntários deram um show de boa vontade que supriu eventuais falhas no atendimento aos visitantes. No Rio, existe um perfil ideal de voluntário?
Contar com um bom programa de treinamento não basta. Os voluntários ideais são naturalmente pessoas motivadas para dar o melhor de si. E acreditamos que tenhamos sucesso no Rio com nosso programa.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/diretor-geral-das-olimpiadas-de-2016-diz-que-quase-todo-planejamento-estara-definido-ate-31-de-outubro-6527765#ixzz2AOCtqbQo 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Olimpíadas ajudam Grã-Bretanha a deixar recessão


Economia avançou 1% entre julho e setembro. Um quinto do resultado veio da venda de ingresso para os Jogos

LONDRES — A Grã-Bretanha recuperou-se bem da recessão no terceiro trimestre, registrando o maior crescimento trimestral do Produto Interno Bruto (PIB) em cinco anos, com um impulso ao menos parcial dos gastos com os Jogos Olímpicos, mostraram dados oficiais nesta quinta-feira.
O salto no crescimento deve-se a uma série de fatores temporários, incluindo a Olimpíada, o que pode mascarar um cenário mais fraco. Mas ainda assim foi muito melhor do que o esperado e pode significar que a economia britânica no ano de 2012 não terminará no vermelho.
O Escritório de Estatísticas Nacionais informou que o PIB britânico avançou 1% entre julho e setembro, superando as expectativas de um ganho de 0,6%, depois de ter contraído 0,4% entre abril e junho.Na comparação anual, a economia ficou estável, também melhor do que o esperado.
Entretanto, a alta do terceiro trimestre foi impulsionada pelas vendas de ingressos para as Olimpíadas de Londres — que segundo o escritório de estatísticas respondeu por um quinto da alta trimestral — e foi uma recuperação após um feriado público extra no segundo trimestre.
Excluindo esses efeitos extraordinários, economistas disseram que o crescimento da economia britânica foi fraco e que obstáculos provenientes da zona do euro devem agir como um peso nos próximos meses.
—Foi um número muito bom, mas compreensivelmente bom — disse o economista do Scotiabank Alan Clarke, destacando a ajuda das vendas de ingressos olímpicos e o que ele estimou ter sido o impulso de meio ponto percentual após o peso do feriado extra em junho. — Existe agora uma boa chance de que a economia não irá de fato contrair na média para este ano... Provavelmente ficará estável e, no contexto da política monetária, isso reforça o cenário para o Banco da Inglaterra (banco central) dar uma pausa no quantitative easing (compra de títulos).
Após quedas no desemprego e na inflação na semana passada, o ministro das Finanças, George Osborne, afirmou que os números justificam as políticas econômicas do governo.
— Ainda há um caminho bastante longo, mas esses números mostram que estamos no caminho certo — disse Osborne. —Os dados fracos de ontem da zona do euro foram uma lembrança de que ainda enfrentamos muitos desafios econômicos em casa e no exterior.
A produção do setor de serviços da Grã-Bretanha — que responde por mais de três quartos do PIB — subiu 1,3% no terceiro trimestre, depois de cair 0,1% no segundo. Esse foi o crescimento trimestral mais forte desde o terceiro trimestre de 2007.
A produção industrial cresceu 1,1%, a alta mais forte desde o segundo trimestre de 2010. A construção — que responde por menos de 7% do PIB — contraiu 2,5%.


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Londres-12 revela economia de 480 mi do orçamento


Os Jogos Olímpicos de Londres-2012 mostraram ao mundo como fazer um megaevento de qualidade sem desperdícios ou excesso de gastos. Nesta quarta, o site BBC Sport apresentou relatórios do LOCOG, comitê organizador dos Jogos, que mostram um superávit de cerca de 480 milhões de libras em relação ao orçamento inicial dos gastos para o evento, de cerca de 9,4 bilhões.

As informações fazem parte do relatório econômico trimestral do governo britânico. Ainda segundo os reportes, os setores onde houve mais economia foram construção, segurança e transporte.

O ministro britânico do Esporte, Hugh Robertson, reforçou os resultados dos relatórios: “Londres-2012 foi um tremendo sucesso e uma conquista significativa por cumprir um enorme e complexo planejamento de forma pontual e abaixo do orçamento”.

“Eu não tenho dúvidas de que Londres-2012 impôs um novo padrão para o gerenciamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no futuro”, completou.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/27/27296/Londres-12-revela-economia-de-480-mi-do-orcamento/index.php

Jogos Olímpicos e Paralímpicos ajudaram Grã-Bretanha a sair da recessão


A imprensa mundial repercutiu, nesta quinta-feira (25.10), que a economia da Grã-Bretanha saiu da recessão entre os meses de julho e setembro. Um dos fatores desse resultado positivo foi a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres 2012. Os dados foram divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido.

De acordo com dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou um crescimento de 1% no trimestre. A venda de ingressos para as Olimpíadas foi responsável por 0,2%. O aumento nas atividades de hotéis e restaurantes na capital britânica também contribuíram para o resultado. 

O crescimento do terceiro trimestre é o mais forte desde o mesmo período de 2007. A economia inglesa esteve em recessão nos nove meses anteriores e ainda não recuperou os níveis de produção vistos antes da crise financeira mundial de 2008.

A produção do setor de serviços da Grã-Bretanha - que responde por mais de três quartos do PIB - subiu 1,3% no terceiro trimestre, depois de cair 0,1% no segundo. Esse foi o crescimento trimestral mais forte desde o terceiro trimestre de 2007. A produção industrial cresceu 1,1%, a alta mais forte desde o segundo trimestre de 2010. A construção - que responde por menos de 7% do PIB- contraiu 2,5%. 

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9532