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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ciclistas se manifestam contra demolição do velódromo do Rio


Espaço, que custou R$ 14 milhões e serviu ao Pan 2007, será desmontado e enviado para Goiânia

A Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj) está convocando ciclistas para uma manifestação amanhã (15) contra a demolição do velódromo do Rio, localizado na Barra da Tijuca.

O espaço, que custou R$ 14 milhões aos cofres públicos e sediou as provas de ciclismo no Pan-Americano do Rio em 2007, não cumpre com os requisitos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a Olimpíada de 2016, pois foi construído com pilastras que atrapalhariam os árbitros e com capacidade de público menor do que a exigida.

A prefeitura do Rio, no entanto, já admite que deverá desmontar o velódromo e enviar para Goiânia e concentrar recursos para a construção de outro empreendimento, que, este sim, servirá às Olimpíadas. A Fecierj contesta a escolha do poder público.

“Este espaço já abriga um projeto no valor total de R$ 3,5 milhões de reais incentivados pelo Ministério dos Esportes, além de funcionar uma escolinha de pista para a comunidade. Este é o único local para treinamento de centenas de ciclistas de pista em todo o Estado do Rio, demolir este patrimônio seria um retrocesso”, afirma o presidente da Fecierj, Claudio Santos. 

O velódromo do Rio é o único coberto e com piso de madeira existente no Brasil. A construção de um novo espaço custaria cerca de R$ 130 milhões, diz a prefeitura do Rio.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11043/CICLISTAS+SE+MANIFESTAM+CONTRA+DEMOLICAO+DO+VELODROMO+DO+RIO.html

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Velódromo do Pan será desmontado


Nova estrutura está orçada em R$ 134 milhões. Reforma custaria R$ 126 milhões

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — Depois de muita discussão, o destino do velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 — e que custou R$ 14 milhões à prefeitura do Rio e ao Ministério do Esporte — está selado. A estrutura será mesmo desmontada conforme os planos iniciais e doada para equipar o Parque das Bicicletas, um complexo esportivo mantido pela prefeitura de Goiânia (GO) a fim de estimular o ciclismo. A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, explicou que vários fatores pesaram na decisão, como a análise do custo/benefício de reformar ou construir um novo circuito. E ainda um parecer da União Ciclística Internacional (UCI) relatando falhas de projeto que impediriam a homologação da pista para os Jogos Olímpicos sem a realização de uma reforma complexa.
— A estimativa, com base em preços de setembro deste ano, é que um velódromo novo custará R$ 134 milhões. A reforma da pista atual sairia por R$ 126 milhões — disse Maria Sílvia.
A decisão de desmontar o velódromo havia sido anunciado por Maria Sílvia em junho, no lançamento das obras de demolição do antigo autódromo Nelson Piquet, fechado no último domingo. Paes, no entanto, afirmou que desejava manter a estrutura para evitar que o dinheiro gasto fosse desperdiçado. A Empresa Olímpica estudou as alternativas.
O relatório da UCI indica que os problemas começam na configuração atual da pista. O traçado olímpico é projetado para que os ciclistas alcancem até 85km/h. No velódromo do Pan, os ciclistas só conseguem chegar a 65km/h, mas correndo o risco de um acidente, devido à configuração da pista. O número de assentos também é insuficiente. A versão olímpica exige 5 mil lugares, enquanto hoje existem apenas 1.500 assentos disponíveis. O sistema de climatização também apresenta falhas, e duas colunas obstruem a visão da pista por árbitros e público.
Maria Sílvia acrescentou que a manutenção do velódromo atual exigiria uma revisão do plano geral do Parque Olímpico, o que atrasaria o projeto em pelo menos 12 semanas. Isso porque a nova estrutura foi planejada numa área diferente. Além disso, a manutenção do velódromo deixaria as instalações mais espalhadas pelo Parque Olímpico, exigindo mais gastos com segurança e manutenção antes e depois das Olimpíadas.
A data de desmontagem ainda está indefinida. Mas será antes que o velódromo olímpico seja inaugurado, em meados de 2015. O espaço hoje é usado para o treinamento das equipes brasileiras de ginástica rítmica e ciclismo. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou que já procura novo espaço para as ginastas. Já a Federação de Ciclismo discorda da decisão, alegando que o lugar é o único de alto nível para treinamento das equipes. O presidente da entidade, Cláudio Santos, ameaça ir à Justiça para tentar manter a atual estrutura enquanto a nova não ficar pronta:
— Recebemos R$ 3,5 milhões do governo federal para aprimorar os atletas. Sem pista, isso será perdido.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/velodromo-do-pan-sera-desmontado-6619225#ixzz2BLpZNvta 

domingo, 14 de outubro de 2012

Acesso difícil e insegurança afastam torcedores do Estádio do Engenhão


A quatro anos dos Jogos Olímpicos, o estádio ainda não caiu nas graças dos cariocas

Por Emanuel Alencar, Fabiola Gerbase, Renata Leite, Rogério Daflon

RIO - Muito antes do juiz apitar o início do jogo, torcedores de times cariocas travam uma disputa com a paciência até colocar os pés no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão. O local recebe as principais partidas de futebol do Rio desde que o Maracanã entrou em reforma, em 2010. Quem opta pelo transporte coletivo se depara com ônibus e trens lotados, além da longa espera para embarcar. O resultado é que, em média, apenas 15% dos torcedores usam o serviço da SuperVia a cada jogo. Grande parte privilegia o automóvel, apesar da falta de estacionamento, dos engarrafamentos e das interdições de ruas do entorno. A quatro anos dos Jogos Olímpicos, o estádio que receberá provas de atletismo ainda não caiu nas graças dos cariocas que acabam, muitas vezes, assistindo às partidas pela TV.
É o caso dos torcedores do Fluminense, que, mesmo na liderança do Campeonato Brasileiro, vão em pequeno número ao estádio: a média é de 9.258 pagantes por jogo. As dificuldades, porém, não impedem o flamenguista Marcio Oeiras, que mora no Maracanã, de ir ao Engenhão. Por um tempo, ele testou os meios de chegar ao local e concluiu que o carro é a melhor opção:
— Estaciono a 20 minutos do estádio e vou a pé para o Engenhão. Tudo para não ficar preso no trânsito na saída.
Pesquisa da Federação de Futebol do do Rio apontou a violência como o principal motivo de ausência no Engenhão. Para driblar a insegurança, Marcio deixa a camisa do time no armário.
Diante de tantas dúvidas e reclamações dos torcedores, a jornalista Cristina Dissat criou um guia do estádio. No blog Fim de Jogo, há dicas de acesso ao Engenhão. O manual detalha quais torcedores costumam usar as quatro entradas e traz orientações aos marinheiros de primeira viagem: lembra, por exemplo, que não existe zona mista no estádio e que a Rua Doutor Padilha é fechada duas horas antes da partida.
— A principal reclamação refere-se ao preço abusivo dos ingressos e aos horários dos jogos. A grande massa não tem condições de pagar R$ 40 por um ingresso. A sinalização no caminho do estádio também precisa melhorar. A minha equipe já se deparou com traficantes ao usar um caminho alternativo, para fugir do congestionamento na Rua Vinte e Quatro de Maio — diz Cristina, que vê potenciais futuros no Engenhão. — Acredito que, com a reabertura do Maracanã, ele vai se tornar uma importante praça para grandes shows musicais e competições de atletismo.

Moradores também se queixam
Os moradores do entorno relatam dificuldades para chegar em casa em dia de jogo. A Rua José dos Reis, onde mora Alfredo da Silva Cunha se tornou um canteiro de obras. A prefeitura implanta 3,7 km de redes de drenagem em vias do entorno do estádio para evitar alagamentos. A previsão para o fim das intervenções é de junho de 2013, quando o Maracanã já deve estar reaberto.
— Nós, moradores, só ficamos com o ônus. As ruas são estreitas e não dão vazão para todos os torcedores. Os guardas passam multando e rebocando, mesmo os carros de moradores — reclamou Alfredo.
Outra obra da prefeitura está em fase final: um viaduto religando a Rua da Abolição à Avenida Dom Helder Câmara. O trecho já deve ser inaugurado este mês. O viaduto terá uma saída para a Linha Amarela (sentido Barra), que ficará pronta até o fim do ano.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/acesso-dificil-inseguranca-afastam-torcedores-do-estadio-do-engenhao-6388811#ixzz29JS5lPTm 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Rio 2016 não demitiu chefe de funcionária que copiou dados


Nuzman diz que comitê de Londres considera episódio de furto superado

Por Emanuel Alencar e Renata Leite

RIO - Nove dias depois de o Comitê Rio 2016 decidir pelo desligamento de nove funcionários — e não dez, como anteriormente divulgado — que fizeram cópias de documentos sigilosos do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, as autoridades olímpicas brasileiras quebraram o silêncio sobre o assunto ontem. Mas, após uma hora de entrevista coletiva, o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, e o diretor-geral da entidade, Leonardo Gryner, não esclareceram o teor dos documentos copiados, não divulgaram os nomes dos demitidos e eximiram de culpa os responsáveis pelos funcionários. Gryner acrescentou que o chefe da funcionária demitida Renata Santiago, o argentino-canadense Mário Cilenti, foi poupado de punição. Segundo o diretor, os funcionários do Rio 2016 que atuaram no comitê londrino foram “bem orientados” e o episódio não criou qualquer constrangimento diplomático entre Londres e Rio.
— Os demitidos não atuaram de forma orquestrada, agiram por conta própria. Eles nos informaram que o intuito seria trazer conhecimento para a nossa organização. A gente considera que demissão, sem justa causa, foi a medida mais adequada. O chefe da Renata não foi demitido — disse Leonardo Gryner.
Perguntado se o episódio não arranhou a imagem do Brasil no exterior, Nuzman negou e afirmou que “muitas vezes é preciso superar questões internas e externas”. O presidente do Rio 2016 leu uma carta na qual do diretor-geral do comitê de Londres, Paul Deighton, afirma que “o caso envolveu somente um pequeno número de pessoas e foi resolvido de forma eficiente”. Quanto à não divulgação dos nomes dos demitidos, afirmou:
— O Rio 2016 não divulga os nomes dos profissionais por entender que essa é uma relação entre empresa e funcionário. Os documentos são do comitê de Londres e por isso não podemos divulgar o teor.

Fato foi comunicado em 1º de setembro
Nuzman disse ainda que o Rio 2016 soube do fato no dia 1º deste mês, por autoridades britânicas. Prontamente, afirmou, comprometeu-se a resolver a questão e também informou o governo brasileiro sobre o caso. Ainda segundo Nuzman, uma varredura nos sistemas do comitê de Londres identificou dez funcionários que baixaram os arquivos, num universo de 24 que participaram de programas de aprendizado prático na capital da Inglaterra. No dia 18 de setembro, esses funcionários foram desligados e as cópias, destruídas. No entanto, durante o processo, foi constatado que um dos funcionários tinha autorização prévia para baixar os arquivos e ele foi readmitido.
Na última terça-feira, Renata Santiago, uma das demitidas pelo Comitê Rio 2016, divulgou carta na qual afirma que não teve acesso a informações confidenciais da equipe inglesa e admitia ter trazido cópias para o Brasil. Em entrevista ao GLOBO, Renata questionou o fato de não ter sido demitida por justa causa:
— Se o que fizemos foi tão grave assim, por que não fui demitida por justa causa? Tínhamos acesso a várias informações, e o que acessávamos ou fotografávamos tínhamos que listar num relatório, entregue ao Rio 2016. Não tínhamos acesso a informações confidenciais.
Sobre a informação de que Rodrigo Hermida, hoje funcionário do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL), foi demitido do Comitê dos Jogos Pan-Americanos de 2007 por ter copiado arquivos da empresa Event Knowledge Services (EKS), Nuzman afirmou “não se lembrar” da causa da demissão. A notícia foi divulgada no blog do jornalista Juca Kfouri, no portal UOL.
— Não tenho condições de me lembrar exatamente, são mais de dois mil funcionários. Mas ele não deixou nenhuma questão sobre seu comportamento, tanto que voltou a trabalhar conosco nas olimpíadas universitárias de Blumenau (em Santa Catarina), em 2007.
Nuzman também rebateu críticas do deputado federal Romário (PSB-RJ), dizendo que ele “não tem informações suficientes para analisar o tema com mais frieza e profundidade”.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/rio-2016-nao-demitiu-chefe-de-funcionaria-que-copiou-dados-6219803#ixzz27kjURYKX 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Jogos Pan-Americanos também tiveram caso de cópia de dados


Membro do Comitê Rio 2007 teria sido demitido por usar senha de forma não autorizada

Por Carol Knoploch

SÃO PAULO - Um outro caso de cópia ilegal de documentos dentro de entidades responsáveis por organizar jogos internacionais no Brasil veio à tona na quarta-feira. O atual gerente de Voluntários do Comitê Organizador da Copa do Mundo 2014, Rodrigo Hermida, teria sido demitido em 2007 do Comitê dos Jogos Pan-Americanos do Rio após fazer cópias de dados de uma empresa que prestava serviço para a equipe brasileira, na época também presidida por Carlos Arthur Nuzman, atual chefe do COB e da Rio 2016.
O novo episódio foi divulgado na quarta-feira pelo blog do jornalista Juca Kfouri. O Comitê organizador da Copa informou que Hermida não se pronunciaria sobre o caso. Segundo o blog, o ex-funcionário da equipe dos Jogos 2007 teria utilizado uma senha de um dos integrantes do grupo para fazer cópias sem autorização de dados da empresa multinacional Event Knowledge Services (EKS). Na época, Hermida trabalhava numa área subordinada a Mario Cilenti, hoje diretor do Comitê Rio 2016. A entidade, mais uma vez, não quis se pronunciar sobre o caso.
No início deste mês, o Comitê 2016 demitiu dez funcionários que copiaram documentos da equipe de organizadores das Olimpíadas de Londres. Na quarta-feira, mais um funcionário que participou o caso foi identificado. Ele atuaria na área de Tecnologia da Informação do comitê brasileiro e teria sido o responsável por copiar e informar os procedimentos ao restante do grupo, que foi a Londres participar da organização dos jogos.
Renata Santiago, uma das funcionárias demitidas, afirmou que trabalhou com Rodrigo Hermida nos Jogos Pan-americanos e que soube, na época, que ele havia sido afastado por cópia ilegal de documentos. Ela disse ainda que o funcionário da área de tecnologia da Rio 2016 enviou e-mail para os funcionários ensinando a otimizar a cópia de documentos.
— Não posso dizer que foi ele. E se alguém usou as dicas dele? — disse Renata.
Na quarta-feira, até o deputado Romário se manifestou sobre o tema, via nota: “Está mais que comprovado a falta de decência desta entidade (referindo-se ao Comitê Olímpico Brasileiro, que também esteve ligado à organização do Pan, em 2007). O fato só escancara o que vem acontecendo com o esporte do Brasil. O culpado nesses casos (incluindo o de Londres) nunca aparece, mas sabemos muito bem que é o presidente do Comitê”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/jogos-pan-americanos-tambem-tiveram-caso-de-copia-de-dados-6206814#ixzz27enu9etk

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Monumento do Pan 2007 está abandonado em praça da Barra


Depois de procurada pelo GLOBO, a Secretaria de Conservação retirou os restos das bandeiras à tarde e se comprometeu a colocar novas

RIO - No momento em que o Rio recebe oficialmente as Olimpíadas, um outro símbolo esportivo era o retrato do abandono no domingo, na Barra. Uma cópia da bandeira dos Jogos Pan-Americanos de 2007 estava rasgada na praça próxima à Rua Carlos Oswald. Criado para marcar o evento, o monumento também não ostentava mais as bandeiras de diversos países do projeto original. Segundo a prefeitura, as bandeiras da praça não são as originais. Estas estão guardadas no Comitê Olímpico Brasileiro. Depois de procurada pelo GLOBO, a Secretaria de Conservação retirou os restos das bandeiras à tarde e se comprometeu a colocar novas.

Já o símbolo olímpico entregue no domingo ao Rio foi feito em seda asiática para as Olimpíadas de Seul (1988). O estandarte original foi criado pelo barão Pierre de Coubertin, em 1914, e usado pela primeira e única vez na Antuérpia (1920). A peça sumiu após o encerramento, levando à confecção de nova bandeira para Paris (1924). O reaparecimento da peça só se deu em 1997, quando um ex-atleta americano confessou tê-la roubado. Uma cerimônia especial marcou a devolução da bandeira em Sidney (2000). Desde então, ela está guardada no museu do COI, em Lausanne, na Suíça.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/monumento-do-pan-2007-esta-abandonado-em-praca-da-barra-5769851#ixzz23QolkBvO