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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CBRU QUER TRANSFORMAR O RUGBY NO SEGUNDO ESPORTE DO PAÍS


Planejamento estratégico tem metas desafiadoras e projeta medalhas nas principais competições mundiais até 2030. 

São Paulo (SP) - Atitude, pró-atividade, transparência, espírito de equipe e sinergia. Com essas cinco qualidades, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) espera transformar o rugby brasileiro até 2030, colocando o País entre as 20 melhores equipes do mundo, bem como a modalidade como a segunda mais praticada na terra do futebol. Uma meta ousada, mas que pode ser concretizada de acordo com o planejamento estratégico formulado pela atual gestão, em parceira com a consultoria internacional Delloite. Os detalhes desse plano foram apresentados pelo presidente da CBRu, Sami Arap Sobrinho, e pelo presidente do conselho consultivo, Eduardo Mufarej, durante coletiva realizada nesta quinta-feira (25) no Bar da Heineken, em São Paulo.

"Queremos que o rugby seja amplamente praticado em todos Estados da Federação. A intenção é que a modalidade alcance o mesmo sucesso que o vôlei, atualmente uma potência no alto rendimento e com uma grande aceitabilidade do torcedor brasileiro, mas com uma diferença: queremos também inserir o rugby nas escolas públicas e privadas, nos clubes sociais e vamos trabalhar para que as equipes nacionais se estruturem cada vez mais, para que a prática cresça, para que tenhamos fortes campeonatos locais e para que ampliemos cada vez mais o número de atletas", afirmou Sami Arap.

De acordo com os dados da CBRu, hoje o Brasil conta com aproximadamente 10 mil atletas registrados, mais de 120 equipes, está presente em 23 estados e figura entre as 35 melhores seleções do mundo no ranking da IRB (Federação Internacional de Rubgy). A expectativa é que em 2015 o número de jogadores aumente para 15 mil e até 2019 chegue próximo dos 40 mil. A projeção é ter 500 mil praticantes até 2030, números similares a países de expressão como a ex-campeã mundial África do Sul.

Outros objetivos estratégicos da entidade que comanda o rugby nacional incluem classificar o País para a Copa do Mundo de 2019, ser medalhista olímpico já em 2016 com a seleção feminina de rugby sevens (octacampeã sul-americana e invicta no continente), ganhar o Circuito Mundial e conquistar medalhas com ambas seleções nos Jogos Olímpicos até 2030.

Para isso, o programa de alto rendimento brasileiro ganhou dois aliados de peso: o Crusaders (uma das principais equipes do rugby mundial) e a Federação de Rugby Canterbury, ambos da Nova Zelândia. Trata-se do time mais vitorioso da história do Super Rugby, o maior campeonato do hemisfério sul da modalidade, e a província que mais fornece jogadores para os temidos All-Blacks (apelido da seleção da Nova Zelândia). Os neozelandeses comandarão as seleções nacionais, no mínimo até 2017. Os atletas já sentiram um grande impacto na mudança de treinamento, mas todos ficaram impressionados com a experiência da comissão técnica neozelandesa.

"Nunca tínhamos visto uma metodologia de treino como essa. Eles trabalham muito mais o psicológico do que o físico. Todos estão muito empolgados e estão abrindo mão de finais de semana, feriados, atividades de lazer para estar no Centro de Treinamento da CBRu, em São José dos Campos, pois o projeto atual nos faz acreditar que o sonho de chegar a uma Copa do Mundo e ganhar uma Olimpíada é possível", contou Ramiro Mina, o Mocho, capitão da seleção brasileira masculina de 2008 a 2012.

Treino na Nova Zelândia - Um período intensivo de treinamento na Nova Zelândia já está programado para o mês de novembro deste ano. A equipe feminina treinará entre 13 a 26 de novembro. De Christchurch, o grupo feminino seguirá para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde participará da primeira etapa do Circuito Mundial de Sevens Feminino do IRB, de 27 de novembro a 2 de dezembro. Já a seleção masculina permanecerá na Nova Zelândia por três semanas, período em que, além de treinar, disputará torneios e amistosos locais como parte inicial da preparação para o Consur Sevens que acontece em fevereiro de 2013, no Rio de Janeiro.

"A viagem servirá para que os atletas adquiram conhecimento e se divirtam aprendendo sobre o rugby e a modalidade sevens nos mínimos detalhes. Eles terão de conscientizar-se da necessidade de mudança contínua e a busca pela excelência, inerentes a um projeto de alto rendimento. Precisam crescer como atletas e indivíduos. Se queremos que o Brasil estejaentre os melhores do mundo, é necessário conviver entre eles", afirmou Dallas Seymour, ex-All Black, que durante 14 anos defendeu a seleção da Nova Zelândia e hoje faz parte do programa de alto rendimento do rugby brasileiro.

Incentivo privado potencializou o plano - Para a Confederação, o rugby nacional já apresenta um crescimento relevante, mas, para que todo o planejamento seja concretizado, é fundamental continuar recebendo apoio dos patrocinadores. Neste momento, oito empresas atrelam suas marcas ao rugby brasileiro: Topper, Bradesco, Heineken, JAC Motors, Deloitte, BR Properties, Probiótica e Brookfield Incorporações. Além disso, existem parceiras pontuais como CREMER, Companhia Athletica, Travel Ace, Fortify e Tozzini Freire. A CBRu também realiza projetos de desenvolvimento de rugby, via Lei de Incentivo ao Esporte, com apoio do Grupo CCR, bem como uma competição nacional de seleções infanto-juvenis com patrocínio da Cultura Inglesa.

Para a Heineken, sede do encontro da tarde desta quinta-feira, patrocinar o rugby brasileiro, reforça também a sua internacionalidade. A marca já apoia o esporte na Copa do Mundo de Rugby, terceiro maior evento esportivo do mundo, e na Heineken Cup, maior torneio de clubes da Europa. No Brasil, a marca é a patrocinadora oficial das seleções masculina e feminina adultas de Rugby Unions (XV) e Rugby Sevens, além dos principais torneios do país: Brasil Sevens, Campeonato Brasileiro Universitário, Campeonato Brasileiro de Primeira Divisão - Super 10 e Campeonato Brasileiro de Segunda Divisão - Copa Brasil.

"Com valores tradicionais ao esporte, como respeito, companheirismo, disciplina,liderança e espírito de equipe, o rugby é uma das únicas competições que possuem o chamado "terceiro tempo". Uma oferta do time anfitrião ao visitante. Momento em que as duas equipes confraternizam e comemoram o jogo, independente do resultado. Um estímulo ao companheirismo que representam também o espírito de Heineken", afirmou Bernardo Spielmann, gerente da marca Heineken.

Fonte: http://www.sharklion.com/proyectos/cbru/main/content.php?page=20&i=3&id_noticia=757&buffer_share=97dd5&utm_source=buffer

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