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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ministério de Esporte lança projeto de criação de centros esportivos


O Ministério do Esporte lançou um programa para a construção de diversos Centros de Iniciação ao Esporte (CIE), cujo objetivo é desenvolver algumas modalidades e deixar um legado da realização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, a outros municípios do país, não apenas a capital carioca. A candidatura das cidades foi aberta nesta segunda-feira.
O CIE faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as cidades elegíveis estão dentro do Grupo 1, ou seja, integrantes das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Curitiba, Porto Alegre, Distrito Federal e Região Integrada do Entorno do Distrito Federal; também cidades com mais de 70 mil habitantes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e aquelas com mais de 100 mil habitantes no Sul e Sudeste.
A preferência para a escolha dos municípios serão áreas de vulnerabilidade social. O programa prevê a contratação de 300 instalações ainda neste ano, com investimento de R$ 800 milhões. O CIE terá parâmetros oficiais para detectar novos talentos, estimular a formação de atletas e comportar a realizações de competição.
Os ginásios poliesportivos e as demais estruturas deverão desenvolver 13 modalidades olímpicas, sete paraolímpicas e uma não-olímpica. Há três opções de módulo para o projeto, com áreas de 2,5 mil m², 3,5 mil m² e 7 mil m², e custos de R$ 2,4 milhões, R$ 2,6 milhões e R$ 3,2 milhões, respectivamente. A prefeitura deverá escolher o que melhor se enquadra nas características do município, de acordo com o tamanho de terreno disponível.
As inscrições dos municípios interessados em receber os CIEs podem ser feitas no portal do Ministério do Esporte, até o dia 5 de abril.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/ministerio-de-esporte-lanca-projeto-de-criacao-de-centros-esportivos,e53d737e1a0ac310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Velódromo da Barra fecha e deixa atletas sem treinar


Decisão partiu de Comitê Rio 2016, prefeitura e Ministério dos Esportes

Por Rodrigo Bertolucci

RIO - O fim do velódromo da Barra deixou centenas de atletas do ciclismo de pista, da patinação de velocidade e da ginástica artística sem um espaço adequado para treinar. Ontem, 15 ciclistas profissionais tiveram que desocupar o local. A escolinha da modalidade, que atendia 105 alunos de 12 a 15 anos, também encerrou as atividades. Uniformes, capacetes e outros equipamentos, incluindo bicicletas, foram retirados do espaço e enviados para um galpão alugado pela Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro.
A ginástica artística, por sua vez, terá de encerrar os treinos no próximo dia 8, pois a estrutura também abrigava o Centro de Treinamento (CT) da modalidade, parte do Centro de Treinamento do Time Brasil, criado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para preparar atletas aos Jogos de 2016.
A decisão, tomada por Comitê Rio 2016, prefeitura e Ministério dos Esportes, de desativar o velódromo a pouco menos de quatro anos das Olimpíadas na cidade, deixou profissionais da área inconformados.
O presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Santos, diz que ainda não sabe como os atletas profissionais farão para continuar praticando:
— Fomos despejados. Nem entrar mais no velódromo podemos. Tivemos que tirar todo o nosso equipamento. Não temos mais o que fazer. Quem perde com isso, infelizmente, é o ciclismo do Rio.
Para Santos, o velódromo poderia passar por reformas em vez de ser desativado. Ele desconfia de que haja interesses empresariais por trás da decisão.
— Isso acarretará o fim do sonho olímpico para o ciclismo de pista; além, claro, de acabar com os nossos projetos — sentencia. — O velódromo é um caroço de azeitona no empadão da prefeitura; está numa área supervalorizada.
Os professores Álvaro Ferreira e Antônio Márcio Ferreira, que treinavam os jovens da escolinha de ciclismo, lamentam o fim do projeto.
— Para tomar essa decisão era preciso ter uma alternativa, e ninguém se preocupou com isso — protesta Álvaro, que continuará ministrando aulas em outros espaços, mas diz que, se pudesse, deixaria o esporte.— É desanimador. Não formamos atletas simplesmente apertando um botão. Como seremos classificados (para os Jogos Olímpicos) se estes jovens não têm onde treinar? Ficaremos na plateia, vendo os gringos disputarem títulos.
O COB diz que, enquanto a situação não se define, se houver necessidade de treinamento de ciclistas da seleção, eles serão enviados para o exterior.
No caso da ginástica artística, afirma já existir um novo local para instalar o CT da modalidade, a ser anunciado em breve. No momento, segundo a assessoria de imprensa do órgão, estão sendo decididos, com a Confederação Brasileira de Ginástica Artística, os locais onde as seleções feminina e masculina treinarão até que o espaço esteja disponível.
Para os 190 atletas federados da patinação de velocidade, modalidade que não faz parte do cardápio olímpico, a situação é ainda mais incerta.
— No Rio, não temos outro espaço para o trabalho com os atletas de patinação — diz Sandra Mello, presidente da Federação de Hóquei e Patinagem do Estado do Rio de Janeiro. — Em 2011, tiraram a patinação artística do velódromo para acomodar a equipe de ginástica. O COB prometeu arranjar outro lugar para os treinos, mas isso não aconteceu. Agora, acabaram com os treinos da patinação de velocidade. O que esses atletas vão fazer?


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/velodromo-da-barra-fecha-deixa-atletas-sem-treinar-7449803#ixzz2JYXhreo9 

sábado, 29 de dezembro de 2012

Em meio à crise do setor de energia, Ministério do Esporte socorre a CBB


Confederação Brasileira de Basquete terá contrato renovado pela metade com Eletrobras, e órgão do governo federal ajuda entidade até 2016
Por Leonardo Filipo

A grave crise no setor de energia no país ameaça deixar o basquete brasileiro no breu. Após retirar o investimento no Novo Basquete Brasil (NBB) e na Liga de Basquete Feminino (LBF), a Eletrobras reduziu quase pela metade a proposta de renovação de contrato com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Os R$ 13 milhões de 2012 caíram para R$ 7,5 milhões por ano, por quatro anos, com possibilidade de reajuste. Apesar da drástica redução, a assinatura do novo acordo está prevista para o início do próximo ano, quando a parceria completa uma década.
Diante da situação, o Ministério do Esporte precisou socorrer a entidade. As seleções sub-19 e adultas terão seus planejamentos garantidos, dentro do Plano Brasil Medalhas 2016. A Liga de Desenvolvimento do Basquete (LDB), competição para jogadores de até 22 anos, tem sua segunda edição bancada novamente pelo órgão do governo. A ajuda vai além, como disse o secretário nacional de esporte de alto rendimento, Ricardo Leyser.

- O governo está empenhado em conseguir outra estatal para o basquete – disse.

O socorro ajuda, mas não resolve. A situação preocupa a diretora de seleções femininas da CBB, Hortencia. Tirando a seleção sub-19, com a redução do patrocínio será difícil preparar as outras seleções de base de maneira ideal para as competições internacionais. De acordo com a dirigente, corre-se o risco de perder gerações.

- Fico um pouco mais tranquila com a ajuda do Ministério do Esporte. Mas não sei quando esse dinheiro vai cair na conta. E as outras seleções de base estão descobertas. A Eletrobras não tem culpa nenhuma. Nós é que estamos no lugar errado, na hora errada e com o patrocinador errado. Se há um monte de empresas estatais patrocinando as confederações, alguma tem que patrocinar a gente. O vôlei tem R$ 70 milhões por ano por méritos próprios. Imagina o basquete com esse dinheiro! - disse Hortencia, que admite deixar a entidade caso a situação não melhore.

- Eu não sou de pular do barco, mas como faz para resolver esse problema?

A Eletrobras está reavaliando todos os seus contratos de patrocínio desde a aprovação da Medida Provisória 579 – que vai reduzir o preço da eletricidade em cerca de 20% a partir do ano que vem. Antes disso a relação com a CBB já passava por períodos de apagões. Alguns repasses da estatal demoraram a sair, o que levou a entidade a quase entrar na Justiça. A empresa alega que adota uma metodologia própria para gestão de contratos de patrocínio, através de auditoria interna e da fiscalização da Controladoria Geral da União e do Tribunal de Contas da União, o que também aumenta o controle dos gastos. Situação que gerou críticas do ex-diretor de marketing e atual consultor técnico da CBB, José Carlos Brunoro. Perto da renovação, porém, ele adota um discurso mais conciliador.

- Entendo que fui um pouco duro porque não estava ciente da situação da Eletrobras. Já passamos por alguns acidentes de percurso, mas agora a relação não está mais desgastada. Houve uma mudança de mentalidade deles. E eles acham importante continuar no basquete. Estamos muito bem com esse novo grupo que negocia conosco. Haverá um memorial descrevendo tudo o que pode e o que não pode, para não haver nenhuma surpresa das duas partes – disse Brunoro.
Diante de maus resultados nas categorias de base da seleção brasileira este ano, o bronze no mundial sub-19 feminino de 2011 é citado como exemplo por Brunoro e Hortência. Para subir ao pódio no Chile, a equipe conseguiu treinar por seis meses. Além da medalha, a pivô Damiris foi eleita melhor jogadora da competição.

- Não queremos achar um culpado disso. O que nos deixa bastante preocupados é que idealizamos um projeto que consideramos ideal: treinar as equipes de base por pelo menos quatro meses e permitir que os treinadores possam viver do basquete - diz Brunoro.

Estataisesportes patrocinados
Banco do Brasilvela, vôlei de praia, vôlei e pentatlo moderno
Banco do Brasil e Correioshandebol
Banco do Nordeste (BNB)triatlo
BNDEScanoagem e hipismo
Caixaatletismo, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica, lutas, modalidades paraolímpicas e tiro esportivo
Correiosnatação, águas abertas (maratona aquática) e tênis
Eletrobrasbasquete
Infraero e Petrobrasjudô
Petrobrasboxe, remo, taekwondo, levantamento de peso e esgrima


Em um momento em que as estatais aumentam os investimentos nas confederações, visando aos Jogos Olímpicos de 2016 (confira a tabela acima), Brunoro lamenta a situação da Eletrobras. Mas segue em busca de um patrocínio que salve o planejamento de 2013: algo em torno de R$ 10 milhões por ano até as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

- Tem bastante gente com interesse em se associar ao basquete – garante.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/basquete/noticia/2012/12/em-meio-crise-do-setor-de-energia-ministerio-do-esporte-socorre-cbb.html

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ministério divulga balanço das obras nos estádios para a Copa


Seis estádios ficarão prontos para a Copa das Confederações. Os demais serão entregues seis meses antes do Mundial

BRASÍLIA - No balanço das ações do governo para a Copa de 2014, que será divulgado nesta quarta-feira, o Ministério do Esporte anunciará em que pé estão as obras para o Mundial, e para a Copa das Confederações, ano que vem, em várias áreas: estádios, mobilidade urbana, aeroportos, portos, segurança, telecomunicações, energia, saúde e outras. O relatório do ministério descreve que dos 12 estádios, seis estarão concluídos até a Copa das Confederações, que acontece um ano antes da Copa do Mundo, e os outros seis serão entregues seis meses antes do Mundial.
Dos seis estádios da Copa das Confederações, como se sabe, dois já foram concluídos: Castelão (Fortaleza) e Mineirão (Belo Horizonte). A situação dos outros quatros, dirá o ministério, é a seguinte, neste momento: Fonte Nova (Salvador), 83% concluído; Mané Garrincha (Brasília), 78%; Arena Pernambuco (Recife), 77% concluído; e Maracanã (Rio), 75% concluído.
Os estádios da Copa receberam, até agora, desembolso de R$ 1,9 bilhão estatal, cerca de 51% do total financiado. Nos projetos de mobilidade urbana, que envolvem recursos federais, montante de R$ 9 bilhões, 45 dos 53 projetos estão em andamento. Os demais, segundo o governo, iniciarão no primeiro trimestre de 2013. Envolvem 26 corredores e vias, 15 BRTs, 10 empreendimentos de estações, terminais e centros de controle de tráfego, entre outros.
Nos aeroportos, o investimento é de R$ 6,8 bilhões. Oito empreendimentos foram concluídos este ano e concessionárias assumiram operações em três deles. Ao todo, os projetos envolvem 21 novos terminais de passageiros, sete pistas e pátios de aeronaves e duas torres de controle. Além disso, cinco portos passam por obras, cuja previsão de conclusão é em 2013.
No quesito infraestrutura de suportes e serviços, o Ministério do Esporte informa que, nas telecomunicações, a Telebrás cuida de 12 projetos para expansão de rede metropolitana de fibra ótica. E que 70% dessas obras destinadas a servir a Copa das Confederações já estão concluídos.
Na área de turismo, o governo assegura que estão em andamento cerca de 400 intervenções nas cidades-sede e que, todas, serão entregues até dezembro de 2013. Na qualificação profissional para atender turistas, há 240 mil vagas oferecidas, em 117 municípios. E, até agora, 119 mil pessoas já estariam pré-matriculados e outros 54 mil já matriculados. Na segurança pública, dos 14 Centros Integrados de Comando e Controle, 12 já foram iniciados.
Chama a atenção os detalhes na estratégia de segurança para a Copa, que envolverá as tropas militares, as polícias Federal, Rodoviária, Força Nacional, GSI, além dos órgãos locais, como PMs e Bombeiros. O gasto militar previsto é de R$ 700 milhões, dinheiro que será empregado em ações como controle do espaço aéreo, defesa marítima, prevenção e combate ao terrorismo e até fiscalização de explosivos. Já foram adquiridos, segundo o documento do ministério, alguns equipamentos e sistemas, como kit antibomba, armamento e munição letal e salas cofre. Em licitação compra de máscaras anti-gás e plataforma móvel de observação.
Na área de comunicação e marketing, o objetivo é "projetar a imagem do Brasil como país competitivo e inovador, com grande potencial de negócios e capacidade de realização, que se desenvolve de maneira sustentável e com inclusão social". E mais: "reforçar a imagem do Brasil como país hospitaleiro, criativo, alegre, unido, trabalhador, aguerrido, que valoriza a diversidade e rico em belezas naturais".


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ministerio-divulga-balanco-das-obras-nos-estadios-para-copa-7134155#ixzz2GH2KNMcI

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ministério do Esporte terá um orçamento recorde em 2013


Com as emendas parlamentares, o foco passa dos megaeventos para o lazer

Desde que foi criado, em 2003, o Ministério do Esporte jamais teve orçamento anual autorizado pelo Congresso Nacional superior a 3 bilhões de reais. Esse patamar poderá ser superado no próximo exercício, caso o substitutivo ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2013 seja aprovado sem alterações no Congresso, revela levantamento feito pela ONG Contas Abertas. Com as emendas parlamentares, a dotação que deve ser indicada pelos deputados e senadores para a sanção da Presidência da República (sujeita a eventuais vetos) será de 3.382.609.335 reais. Até agora, o maior valor foi de 2,6 bilhões, no orçamento deste ano. Durante a tramitação do projeto de lei orçamentária, a verba prevista para a pasta quase dobrou, passando de 1,9 bilhão para 3,4 bilhões de reais. As emendas parlamentares se concentraram principalmente na rubrica “Implantação e Modernização de Infraestrutura para Esporte Educacional, Recreativo e de Lazer”, destinada à construção de quadras e ginásios poliesportivos em suas cidades. As emendas adicionaram 1,1 bilhão ao orçamento de apenas 12,9 milhões proposto pelo Executivo.

Se as emendas parlamentares forem aprovadas integralmente, o foco dos recursos do Ministério do Esporte deve mudar significativamente. Na proposta inicial, os valores orçados para a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 eram três vezes maiores do que os para as ações de esporte educacional, de lazer e de inclusão social. Enquanto os megaeventos esportivos estavam consumindo 1,2 bilhão do orçamento da pasta, as iniciativas para o esporte educacional, de lazer e de inclusão social somavam apenas 414,9 milhões. A principal ação do ministério para 2013 era a “Implantação de Infraestrutura para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016”, que deve contar com 500 milhões de reais em recursos. O item não teve nenhuma emenda adicionada. Os recursos dessa iniciativa serão utilizados para modernizar e ampliar a infraestrutura necessária para preparação, realização e legado dos Jogos, por meio da construção, reforma e adequação de instalações esportivas, laboratoriais e de apoio, aquisição de materiais, equipamentos e contratação de serviços.

A segunda maior iniciativa do ministério para 2013 também era voltada para os megaeventos. A pasta deve aplicar R$ 230 milhões para “apoio à realização da Copa do Mundo de 2014”. A ação prevê verbas para a promoção, preparação, organização, realização e legado tanto da Copa de 2014 quanto da Copa das Confederaçõe,s já no ano que vem. Os recursos serão aplicados ainda em eventos internacionais e campanhas nacionais para a divulgação do Brasil como país-sede e a realização e atualização de estudos, levantamentos e pesquisas para subsidiar a organização do megaevento. A rubrica recebeu apenas mais 3 milhões de reais em emendas. Como enormes parcelas dos orçamentos anuais da Pasta decorrem de emendas parlamentares - nem sempre liberadas pela área econômica do governo - a principal dificuldade do Ministério não consiste na aprovação das dotações, mas sim na execução efetiva. De 2003 a 2011, só 43,1% dos valores autorizados foram realmente aplicados. Desta forma, mantido o nível de execução da pasta, é pouco provável que os R$ 3,4 bilhões aprovados sejam plenamente executados.

Votação adiada - Em 2012, por exemplo, após acréscimos ocorridos ao longo do exercício, da dotação atualizada de 3,4 bilhões, até o último dia 17, apenas 778,6 milhões tinham sido efetivamente pagos, o que corresponde a somente 22,6% do total. Na rubrica que trata do esporte educacional e de lazer - a mesma que inflou para mais de 1 bilhão para o ano que vem -, da dotação de 990,2 milhões de reais, só 216,1 milhões (21,9% do total) foram pagos em 2012, incluindo os restos a pagar. A votação do orçamento para 2013 estava prevista para esta quinta-feira, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), anunciou a suspensão de todas as votações do Congresso Nacional até 2013. A próxima sessão conjunta só deverá ocorrer em 5 de fevereiro, depois do início dos trabalhos parlamentares. O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), disse que, mesmo com o adiamento da votação da proposta orçamentária para o ano que vem, tentará dar fim à tramitação da matéria na comissão ainda nesta quinta. Além do orçamento de 2013, os 3.060 vetos na pauta do Congresso Nacional também ficaram para o ano que vem.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/ministerio-do-esporte-tera-orcamento-recorde-no-ano-que-vem

Ministério do Esporte aplica R$ 5 mi na LNB


Pasta do Governo Federal patrocinará as duas próximas edições da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB)

O Ministério do Esporte será o patrocinador das duas próximas edições da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), torneio sub-22 promovido pela Liga Nacional de Basquete (LNB) que é celeiro de novos talentos para o Novo Basquete Brasil (NBB), campeonato brasileiro de basquete realizado pela LNB com a chancela da Confederação Brasileira de Basketball (CBB).

A pasta do Governo Federal irá destinar cerca de R$ 5 milhões para a realização das duas próximas edições. Em 2011, ano de estreia do campeonato, foram investidos R$ 500 mil no torneio. Na oportunidade, além do Ministério do Esporte, o Banco BMG patrocinou a competição.

A LDB 2012 contará com a participação de 20 clubes. Além das equipes que fazem parte do NBB, o campeonato será disputado por três convidados: Esporte Clube Vitória, da Bahia, São Luís Basquete, do Maranhão, e Paraíso Basquete, de Minas Gerais. O quadrangular final deverá ser disputado entre os dias 27 e 29 de dezembro. O Flamengo foi o campeão da primeira edição.

Além da equipe carioca, participarão da LDB Assis Campestre Suzano, Bauru Basket, Cecre Vitória, Cia do Terno/Romaço/Joinville, Liga Sorocabana, Paulistano/Unimed, Minas Tênis, Palmeiras, Pinheiros/SKY, São José/Unimed/Vinac, Tijuca/Rio de Janeiro, Uniceub/BRB/Brasília, Unitri/Universo, Vila Velha/Garoto/BMG, Vivo/Franca e Winner/Limeira.

Read more: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/2012/12/20/Ministerio-do-Esporte-aplica-R-5-mi-na-LNB.html

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Secretário do Ministério do Esporte diz que país investirá R$ 2,5 bi para ficar entre maiores medalhistas


Ricardo Leyser acompanhou de perto preparativos para os Jogos Pan-Americanos e a campanha brasileira pelos Jogos Olímpicos

RIO - O secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser Gonçalves, ocupa uma pasta estratégica no planejamento da política esportiva do país. Como secretário, Leyser acompanhou de perto os preparativos para os Jogos Pan-Americanos e a campanha brasileira pelos Jogos Olímpicos. Hoje, participa ativamente dos esforços para que o Brasil, ao sediar as Olimpíadas, possa se cacifar à futura potência esportiva. Ele reconhece que ainda há muito trabalho a ser feito nos próximos quatro anos para que o Rio cumpra a promessa de promover Jogos inesquecíveis.

Muitos consideram que a experiência na organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007 foi um do trunfos para a conquista das Olimpíadas. Os críticos, por sua vez, dizem que o Pan não deixou legados para o país. O que o Brasil herdou de fato daquele evento?
Os Jogos Pan-Americanos de 2007 ajudaram na redescoberta do esporte de alto rendimento no país. E, como grandes eventos esportivos movimentam um segmento importante da indústria do entretenimento, isso serve também para que as cidades comecem a pensar como podem aproveitar para resolver os seus problemas. No caso do Rio, o esquema de segurança do Pan serviu de base para romper práticas tradicionais e abrir caminho para novas práticas, como a implantação de UPPs. Na candidatura para os Jogos Olímpicos, isso se refletiu no prosseguimento de projetos da cidade a curto, médio e longo prazos, como a implantação de um novo Plano Diretor e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

E o que mudou depois da vitória do Rio em 2009 para organizar as Olimpíadas?
Nós aprendermos que tínhamos que trabalhar pensando mais em metas e planejamento para, de fato, alcançar os resultados esperados. Criamos um plano para ampliar a conquista de medalhas e estamos desenvolvendo a criação de uma rede nacional de centros de treinamento. Ao ampliarmos o repasse de recursos para entidades esportivas, permitimos que elas passassem a ter também mais condições materiais para a conquista de resultados.

Mas já ocorreram problemas. A Confederação de Ciclismo, por exemplo, foi acusada pelo TCU de desviar recursos repassados para desenvolver o esporte.
O que observamos, até o momento, foram mais erros de administração e gestão dos dirigentes esportivos do que realmente má-fé. Nesse caso do ciclismo, estamos falando de exceções.

O senhor poderia detalhar o que é o Plano Medalhas para os Jogos Olímpicos?
O plano foi lançado em setembro deste ano para o Brasil cumprir a meta de ficar entre os 10 primeiros países em número de medalhas em 2016. Ao todo, o governo federal vai investir R$ 2,5 bilhões até 2016. Nessas contas, está a concessão de bolsas para atletas de alto rendimento e para as equipes que ajudam a prepará-los. Desses R$ 2,5 bilhões, cerca de R$ 1,5 bilhão já estavam previstos. De R$ 1 bilhão restante, R$ 690 milhões serão destinados à preparação dos atletas e R$ 310 milhões, à infraestrutura.

A metodologia escolhida é polêmica. Afinal, a meta brasileira é por número de medalhas. Por que não pelo critério mundial que leva em conta a conquista de ouros?
A gente concorda com os argumentos do Comitê Olímpico Brasileiro de que a contagem tem que ser pelo total de medalhas. É difícil preparar um atleta para chegar até as finais das provas olímpicas. Além disso, é preciso avaliar alguns resultados não apenas pela classificação final. Veja o exemplo do basquete masculino em Londres. Fora das Olimpíadas há 16 anos, eles acabaram em quinto lugar, repetindo seu melhor resultado na história dos Jogos. Não dá para considerar um fracasso. Tivemos em Londres algumas decepções no atletismo, o que não significa que não podemos nos reabilitar em 2016.

Esses investimentos podem surtir efeito nos ciclos olímpicos seguintes?
A gestão e capacitação de atletas produzirão efeitos para 2020 e 2024 porque os investimentos vão ocorrer não apenas nos atletas de ponta, mas também na base. O que não impede de já termos algumas surpresas em 2016. Em Londres, esperávamos, por exemplo, um bom resultado da judoca Sarah Menezes, mas com a expectativa que ela tivesse um desempenho ainda melhor em 2016. Mas ela já conquistou o ouro este ano.

E como será feita a distribuição de recursos para infraestrutura de instalações?
O objetivo é atender a todo o país. Em muitos casos, nem será necessário construir novas estruturas. É o caso de ginásios de instituições de ensino, como a UFRJ, a UFGO (Universidade Federal de Goiânia) e a Universidade de Brasília (UnB), que precisavam de reformas para continuarem a servir como referências na formação. Também vamos incentivar com recursos complexos para desenvolver uma rede nacional de centros de treinamento. Estamos investindo R$ 40 milhões no novo centro nacional de treinamento de judô, em Lauro de Freitas, na Bahia. A instalação vai se juntar aos CTs (centros de treinamento) nacionais de handball, em São Bernardo do Campo (SP), e de vôlei, em Saquarema (RJ). Em 2013, vamos lançar um edital para escolher cerca de 300 cidades que participarão de um programa de iniciação esportiva.

E as críticas em relação à transferência do velódromo do Parque Olímpico para Goiânia? Dirigentes reclamam que, enquanto o equipamento olímpico não ficar pronto, a seleção não terá direito de treinar. Esse é um esporte que garante muitas medalhas...
A decisão já está tomada em comum acordo entre o Ministério do Esporte e a prefeitura do Rio. No primeiro trimestre de 2013, o velódromo será desmontado e transferido para Goiânia. É preciso mais compreensão nesse caso. O Rio vai ganhar um velódromo de nível olímpico. Se mantivéssemos a estrutura atual, que não tem tanta qualidade e não pode ser aproveitada para os Jogos, o Rio ficaria com dois velódromos, com o risco de um ficar ocioso. Nessa hipótese, em lugar de fazermos algo permanente, teríamos um equipamento provisório. Enquanto o novo equipamento não for construído, a seleção brasileira de ciclismo pode treinar perfeitamente em Goiânia em vez de no Rio de Janeiro.
As instalações definitivas do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, depois dos Jogos, servirão de centro de desenvolvimento de talentos do COB, exceto a Arena HSBC, que foi privatizada. As instalações provisórias serão reaproveitas em parte, como escolas e creches, pela prefeitura. E a União já planeja como será o dia a dia do futuro Complexo Esportivo de Deodoro que será de administração do governo federal?
Fechamos um acordo em relação à execução das obras que começam no ano que vem e terminam até 2015 para os eventos teste. O Ministério do Esporte repassará os recursos e caberá ao governo do estado realizar a licitação dos equipamentos para agilizar o processo de construção ou reforma de instalações de Deodoro. O modelo é bastante semelhante com o que acordamos com a prefeitura para executar as obras de instalações provisórias e do novo velódromo do Parque Olímpico da Barra. Nós estamos estudando o modelo de gestão da arena e do Parque Radical. Não descartamos a hipótese de parcerias com a iniciativa privada. Mas, independentemente do modelo, a proposta é manter a vocação esportiva dos equipamentos como uma herança das olimpíadas. Não queremos repetir o que a prefeitura fez com a arena HSBC. O ginásio foi construído para o Pan e depois transferido para a iniciativa privada, sem impor condições. Hoje, a arena é um sucesso como casa de shows, mas não como legado esportivo. Temos que levar em conta a realidade daquela área. Em Deodoro, há uma população muito mais carente, inclusive de equipamentos públicos. |Queremos consolidar o Parque de Deodoro como um dos grandes legados olímpicos do Rio de Janeiro.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/secretario-do-ministerio-do-esporte-diz-que-pais-investira-25-bi-para-ficar-entre-maiores-medalhistas-6831443#ixzz2DgsQ9177

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Jogos Escolares Sul-Americanos têm verba de R$ 6,2 milhões


Por José Cruz

O Ministério do Esporte aprovou, em cima da hora, R$ 6,2 milhões para os 28º Jogos Sul-Americanos Esolares, de 29 de novembro a 6 de dezembro, em João Pessoa. Só em hospedagem serão gastos R$ 3,1 milhões, 50% do valor liberado.

A aprovação da grana foi de Afonso Barbosa, vice-almirante aposentado que ocupa o cargo de Secretário de Esporte, Educação e Lazer, do Ministério do Esporte.

A administração dos recursos é da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDE), a mesma que já abandonou atletas em evento internacional, como publiquei, conforme denúncia dos próprios atletas e seus pais

Entre 2011 e 2012 a CBDE recebeu R$ 10,6 milhões do Ministério do Esporte, para vários eventos.

Desencontros

Apesar do custo, R$ 6,2 milhões, os Jogos não têm qualquer expressão para o desenvolvimento do desporto escolar. E revelam desencontros do governo com outros segmentos afins.

Pior:

A realização dos Jogos Sul-Americanos, coordenados pela CBDE, conflita com as Olimpíadas Escolares, organizados pelo COB, de 25 de novembro a 8 de dezembro, em Cuiabá, para atletas de 15 a 17 anos.

E as Olimpíadas Escolares, com 13 modalidades em disputa   – “onde o futuro do esporte brasileiro se encontra”, diz o COB – , classificam para o Festival Olímpico da Austrália.

Entenderam?

São duas competições escolares, uma nacional e outra sul-americana, no mesmo período.

Isso demonstra a “eficiência” do diálogo e convergência do calendário  entre o Ministério do Esporte, a CBDE e o COB …

O Ministério da Educação está completamente tonto e perdido neste assunto. Aliás, nem se interessa…

É por isso, também, que o desporto escolar é apenas peça promocional no Brasil. regada com muita grana pública.

Mais

Por quê os Jogos Sul-Americanos não são realizados em Brasília?

Afinal, em 2013 a cidade receberá os Jogos Escolares Mundiais?

Não seria uma boa oportunidade para testar as instalações e a equipe que trabalhará no evento maior?

Bueno, de repente faltam instalações … Ou nem equipe está sendo preparada…

Fonte: http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2012/11/jogos-escolares-sul-americanos-tem-verba-de-r-62-milhoes/

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ministério do Esporte e GDF lançam logomarca da Gymnasiade 2013


O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, participam nesta quinta-feira (22.11), às 15h, no ginásio do Centro de Ensino Médio Setor Leste (611/612 Sul), da cerimônia de lançamento da logomarca da Gymnasiade 2013 e do concurso para a escolha da mascote da competição. O evento esportivo estudantil reunirá em Brasília, nos meses de novembro e dezembro do ano que vem, 2 mil atletas de 45 países, na faixa etária de 14 a 17 anos.

O concurso da mascote será realizado a partir de três propostas elaboradas em conjunto pelo Ministério do Esporte e pelo Governo do Distrito Federal. Aldo Rebelo, Agnelo Queiroz e o ginasta do Setor Leste João Pedro Oliveira iniciarão a votação. Em seguida, as urnas estarão disponíveis para votação dos alunos da rede pública de ensino.

Considerada como os Jogos Olímpicos Escolares, a Gymnasiade acontece a cada quatro anos e pela primeira vez será realizada nas Américas. Os atletas, filiados à Federação Internacional de Esporte Escolar (ISF), competirão de 27 de novembro a 4 de dezembro de 2013.

Serviço:
Lançamento da logomarca e do concurso da mascote da Gymnasiade 2013
Data: quinta-feira (22.11), às 15h
Local: Colégio Setor Leste (611/612 Sul), em Brasília

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9641

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Copa do Mundo gerará crescimento de 0,4% no PIB brasileiro até 2019


Estudo do Ministério do Esporte garante injeção de R$ 183 bilhões na economia brasileira

A Copa do Mundo de 2014 gerará um crescimento de 0,4% no PIB brasileiro até 2019, segundo estudos realizados por especialistas e apresentados na última quarta-feira (24) pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte e membro do Comitê Organizador Local (COL), Luis Fernandes.

O representante do Mundial proferiu a palestra "A Copa do Mundo é nossa" durante a Feira de Turismo das Américas (ABAV), inaugurada nesta quarta-feira no Rio de Janeiro, na qual ressaltou a importância que o evento esportivo trará para o Brasil em termos econômicos.

O desenvolvimento do torneio aumentará em R$ 183,2 bilhões o PIB brasileiro até 2019, divididos desta forma: R$ 47,5 bilhões por geração direta, como "investimento em infraestrutura ou as despesas dos turistas" e R$ 135,7 bilhões de forma indireta, com a "circulação de dinheiro ou o uso dos estádios depois da Copa", disse Fernandes.

O diretor destacou a relevância que a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 terão para a imagem do Brasil no exterior. "São os dois maiores eventos esportivos e midiáticos do planeta", declarou Fernandes.

De acordo com estudos realizados, calcula-se que três milhões de brasileiros se deslocarão por conta da Copa e que 600 mil turistas virão do exterior.

O secretário declarou que as obras de melhoria nos estádios para a Copa de 2014 se encontram em 60%, apesar de sedes como Fortaleza e Belo Horizonte terem entre 80 e 90% das obras concluídas.

Ambas estão na lista das sedes da Copa das Confederações de 2013, junto à Salvador, Recife, Brasília e o Rio de Janeiro, que deverá ser confirmada no dia 8 de novembro após a próxima avaliação da Fifa. Curitiba, Natal, Manaus, Porto Alegre, São Paulo e Cuiabá completam as 12 sedes para a Copa do Mundo de 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10951/COPA+DO+MUNDO+GERARA+CRESCIMENTO+DE+04+NO+PIB+BRASILEIRO+ATE+2019.html

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ministério do Esporte cria programa para avaliar confederações


De olho nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio-2016, o Ministério do Esporte resolveu criar uma ferramenta para avaliar as confederações esportivas brasileiras e, assim, buscar a melhoria da gestão do esporte no país.
Ainda em caráter experimental, o Sistema Nacional de Análise e Avaliação de Modalidades (nome provisório) utiliza formato de pontuação similar ao que os bancos aplicam para determinar a fidelização do cliente. São estipuladas perguntas, cada resposta tem uma pontuação e cada item tem um peso. Com isso, o governo federal espera identificar os problemas, entendê-los e achar as soluções.
– É a primeira vez que o governo encara concretamente a questão da governança no esporte, um tema que interessa a atletas, clubes, entidades, patrocinadores e ao poder público – afirmou o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser.

Desenvolvido pela Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento (Snear), o sistema foi testado este ano e passa por ajustes. A avaliação tem sido aplicada às confederações, mas espera-se também a ampliação para federações e clubes. A ideia do Ministério do Esporte é a de que o sistema seja implantado no próximo ano e seja obrigatório.

Um dos principais pontos a ser analisado é a governança política. Neste quesito, o Ministério pretende fazer as entidades esportivas entenderem que o melhor é limitar o tempo de mandato, acabando com a perpetuação dos dirigentes no poder.
– Esse é um tema que tem muito peso. Claro que não vamos obrigar ninguém a mudar o estatuto, mas quem não alterar, pontuará de forma negativa no quesito. Dependendo da pontuação final, o governo vai definir o valor do repasse de recursos, assinatura de contratos e definição de metas – explicou o secretário.
Neste ponto, Leyser fez elogios à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Em fevereiro de 2011, a entidade mudou seu estatuto, limitando para apenas uma reeleição. Há 25 anos no poder, Roberto Gesta de Melo sairá no fim deste ano.

O Sistema Nacional de Análise e Avaliação de Modalidades:

O que é
Tem duas vertentes: uma avalia os pontos críticos e favoráveis de cada entidade. A outra é um questionário que permite radiografar o desempenho de cada confederação em diversos pontos.

Como funciona
A avaliação dos pontos críticos é realizada por meio da matriz Swot, conhecido instrumento de gestão que em inglês significa “identificação das forças e fraquezas, ameaças e oportunidades”. O questionário produz um sistema de acumulação de pontos ao estilo dos programas de milhagem, cujo resultado influenciará na relação da entidade com o governo federal.

O questionário
É formado por 10 aspectos: governança política (tempo de mandato e o tamanho do colégio eleitoral); governança corporativa (auditorias, fontes de receita); governança esportiva (controle de doping, divisão de categorias, calendário de competições); tecnologia da informação (investimento e acesso a informações); infraestrutura; os programas governamentais (convênios e atletas bolsistas); marketing; atuação esportiva; histórico de resultados; e tradição no esporte.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/ministerio-do-esporte-cria-programa-para-avaliar-confederacoes/523212/#.UG4SZ5jWIfg

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

MPF recomenda não aprovação de projeto que beneficia neto de Emerson Fittipaldi


Ex-piloto quer captar recursos do Ministério do Esporte para programa de formação de Pietro Fittipaldi

Por Leonardo Guandeline

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo recomendou ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que anule um projeto proposto à pasta pelo Instituto Emerson Fittipaldi. De acordo com o MPF, a finalidade é obter R$ 1 milhão junto a patrocinadores por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, para execução do “Programa de Formação do piloto Pietro Fittipaldi na Nascar”, neto do bicampeão mundial de Fórmula 1.
Na recomendação, o procurador da República José Roberto Pimenta Oliveira sustenta que a Lei de Incentivo ao Esporte “só é válida se mantido o interesse público” e que a legislação exige que os projetos tenham a intenção de “promover a inclusão social por meio do esporte”, favorecendo pessoas e comunidades em situação de vulnerabilidade social.
Ainda de acordo com o procurador, “o único beneficiário direto do projeto é o piloto Pietro Fittipaldi”. Para Pimenta, que ressalta que a proposta apresenta “desvio de finalidade”, Emerson é uma pessoa reconhecidamente bem sucedida, e que tem perfeita capacidade de atrair, com seu nome, investimentos para a sustentação financeira de seu neto sem a necessidade de incentivos fiscais.
Em março, o MPF já havia encaminhado ao ministro Aldo Rebelo um ofício questionando a legalidade da aprovação do projeto e atentando para o fato de Pietro Fittipaldi morar nos Estados Unidos e competir em uma modalidade exclusiva daquele país.
O MPF recomendou, ainda, que a Receita Federal seja informada da situação do projeto e identifique possíveis beneficiários no âmbito fiscal, como patrocinadores ou doadores que não tenham efetuado o pagamento do imposto em razão dos incentivos aprovados.
A recomendação foi enviada ao ministro do Esporte no último dia 21. O Ministério tem dez dias, a partir da data de recebimento, para se manifestar em relação às providências adotadas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/mpf-recomenda-nao-aprovacao-de-projeto-que-beneficia-neto-de-emerson-fittipaldi-6223795#ixzz27odzGa1D 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Felipão será consultor ‘informal’ do programa Segundo Tempo


Ministro do Esporte convidou o técnico para dar palestras a estudantes em todo o país

Por Demétrio Weber

BRASÍLIA - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, anunciou nesta terça-feira que o ex-técnico do Palmeiras e da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari atuará como consultor informal, e sem ser remunerado, do programa Segundo Tempo, que atende alunos da rede pública em todo o país. Após reunir-se com Scolari, Aldo disse que o treinador fará palestras para os estudantes, ajudando a promover e valorizar o futebol neste período que antecede a Copa de 2014.
Scolari disse que aceitou o convite com satisfação, mas ressalvou que as datas das palestras terão que ser combinadas caso a caso, a partir de 2013, quando ele pretende já ter retomado o trabalho como treinador. O treinador afirmou que pretende continuar sem vínculo com nenhum clube nestes últimos meses de 2012. Desse modo, terá mais disponibilidade para atuar no Segundo Tempo. Não foi anunciada a data da primeira palestra de Felipão no Segundo Tempo.
- Já fui professor de educação física por muito anos no estado do Rio Grande do Sul e as crianças e os jovens, naquela oportunidade, me ensinaram muito. Muitas das coisas que aprendi naquela oportunidade coloquei em prática - disse Felipão.
O ex-técnico do Palmeiras não revelou o futuro profissional em 2013, limitando-se a declarar que poderá atuar em clubes no Brasil ou no exterior.
Indagado se gostaria de voltar a dirigir a seleção brasileira, ele afirmou que não tratou do assunto no encontro com Aldo e que não cabe a ele tratar do tema:
- É um assunto que não quero comentar, não devo comentar - disse Felipão.
Questionado sobre os últimos jogos da seleção e as vaias dirigidas ao técnico Mano Menezes, Felipão elogiou o colega e disse que vaia faz parte da carreira:
- Acho que o Mano está fazendo o que se propôs. Que é o quê? Organizar a equipe, fazer as experiências que tem que fazer. As definições ele vai tomar à medida que tiver a possibilidade de convocar todos os jogadores que estiverem disponíveis.
Felipão lembrou que enfrentou muitas vaias quando comandou a seleção:
- Vocês se lembram de 2002, 2001? Eu era vaiado não nos estádios, na rua. Isso é normal na carreira do treinador. Vocês falam do assunto de Goiânia (quando Mano foi vaiado). Vocês não lembram em Goiânia, quando eu joguei lá? Eu fui criticado, vaiado, escorraçado porque eu não tinha convocado um determinado jogador. Tinha faixas e tudo. Acho que isso é o normal do técnico da seleção: domina no peito, baixa a bola, joga e vai embora que está tudo bem.
Aldo Rebelo não quis comentar se gostaria de Felipão no comando da seleção:
- Eu respeito a autonomia da CBF. Tenho um grande apreço pelo trabalho do Mano Menezes - disse Aldo.
Felipão, por sua vez, elogiou seu substituto no Palmeiras, o técnico Gilson KIeina:
- A chegada do Gilson Kleina foi muito boa. Minha primeira opinião sobre ele foi espetacular. Acha que era o momento certo para que eu saísse do Palmeiras - disse Felipão, contando que assitiu ao último jogo do time, no fim de semana, e que comemorou a vitória do clube contra o Figueirense.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/felipao-sera-consultor-informal-do-programa-segundo-tempo-6194529#ixzz27aahpA1V 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

CIDADES-SEDE DA COPA APRESENTAM AÇÕES PARA GERAR LEGADO DE SUSTENTABILIDADE URBANA


Seminário promovido por Ministério do Esporte e BID reúne em Brasília autoridades, especialistas e gestores das 12 capitais

Representantes das 12 sedes da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 se reúnem em Brasília, nesta quarta e quinta-feira (12 e 13.09), para apresentar estudos de caso de sustentabilidade a partir das intervenções urbanas em andamento nas cidades. Além de gestores públicos, o seminário "Copa 2014: Oportunidades para a Sustentabilidade Urbana", promovido pelo Ministério do Esporte em parceria com o BID, terá a participação de arquitetos e urbanistas brasileiros e estrangeiros. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, participa da solenidade de abertura, a partir das 9h, no Salão de Convenções do Hotel Grand Bittar (Setor Hoteleiro Sul, Quadra 5 - Bloco A, 1º andar).

Durante o seminário, além de painéis com especialistas em desenvolvimento urbano, as 12 cidades-sede apresentarão iniciativas que demonstram como estão aproveitando as oportunidades da Copa 2014 para garantir um legado sustentável nas obras e investimentos em infraestrutura. Além do ministro, participam da abertura do encontro a representante do BID no Brasil, Daniela Carrera-Marquis, e representante do Comitê Organizador Local da Copa 2014 (COL).

Grandes eventos esportivos
O Ministério do Esporte e o BID firmaram em fevereiro de 2011 cooperação técnica para promover o intercâmbio de experiências e melhores práticas sobre planejamento e organização de grandes eventos esportivos. A cooperação envolve a integração entre especialistas internacionais e instâncias brasileiras envolvidas na preparação da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e dos Jogos Olímpicos Rio 2016, e a assistência técnica às cidades que receberão esses eventos, buscando consolidar uma agenda de desenvolvimento urbano sustentável.

Um primeiro evento foi realizado em setembro de 2011, em Manaus/AM, com apresentação de experiências dos países que já sediaram grandes eventos. Nesta edição, as 12 cidades-sede apresentarão estudos de caso sobre investimentos e ações planejadas relacionadas à sustentabilidade urbana.

PROGRAMAÇÃO
» DIA 12 (QUARTA-FEIRA)
9h – Sessão solene de abertura (ministro do Esporte, Aldo Rebelo; representante do BID, Daniela Carrera-Marquis; e representante do COL).

10h30 – Painel “A dimensão da sustentabilidade na imagem das cidades-sede: desafios e oportunidades para a sustentabilidade urbana com a realização da Copa 2014” (secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes; arquiteto Jose Maria Ezquiaga, PhD e professor da Universidade Politécnica de Madri (Espanha); arquiteto Carlos Leite, professor doutor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor do livro “Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes” (Bookman, 2012).

14h às 18h20 – Painel “A sustentabilidade urbana no processo de construção da agenda Copa 2014: apresentação das cidades-sede” (Belo Horizonte, Manaus, Recife, Natal, Rio de Janeiro e Brasília)

» DIA 13 (QUINTA-FEIRA)
8h30 às 12h – Painel “A sustentabilidade urbana no processo de construção da agenda Copa 2014: apresentação das cidades-sede” (São Paulo, Cuiabá, Porto Alegre e Salvador)

14h às 15h30 – Continuação apresentação das cidades-sede (Fortaleza e Curitiba)

15h50 às 17h40 – Painel “Diálogo interativo sobre as janelas de oportunidade para inovações em sustentabilidade urbana relacionadas à agenda da Copa 2014” (assessor especial do Ministério do Esporte, Eugenius Kaszkurewicz; arquiteto Pablo Vaggione, mestre em desenvolvimento urbano e membro da UN-Habitat; arquiteto Jose Maria Ezquiaga, PhD e professor da Universidade Politécnica de Madri (Espanha).

17h40 às 18h – Encerramento oficial

Fonte: Ministério do Esporte

Fonte: http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/cidades-sede-da-copa-apresentam-acoes-para-gerar-legado-de-sustentabilidade-urbana

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Ministério do Esporte deve deliberar só no dia 18


A previsão é que o Ministério do Esporte analise e delibere sobre o pedido do Governo do Estado do Ceará de mudança na Matriz de Responsabilidades das obras da Copa 2014, em reunião do Grupo Executivo da Copa do Mundo (Gecopa), que acontece no próximo dia 18 de setembro.

O Governo Estadual enviou, na última quarta-feira, ofício ao Ministério solicitando que, em virtude da falta de concordância com a Prefeitura, as desapropriações na Via Expressa fiquem a cargo da gestão municipal. A Matriz de Responsabilidades aponta que é dever do Estado a realização das desocupações da área para a construção de quatro túneis do corredor Norte/Sul e do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) Parangaba/Mucuripe.

O documento do Ministério do Esporte foi assinado em 2010 por União, Estado e Município. Todo o impasse começou quando a Prefeitura de Fortaleza afirmou que as obras da Via Expressa estavam paradas (cabe ao Município a construção dos túneis e recuperação da via) em razão de o Estado não ter realizado as desapropriações.

´Equívoco´

Na última terça-feira (4), o Governo Estadual havia alegado que, como a gestão municipal iria realizar intervenções no local, deveria arcar com as desocupações também. E disse se tratar de equívoco as definições presentes na Matriz. Porém, conforme publicação no Portal da Transparência Copa 2014 da Controladoria Geral da União (CGU), as desapropriações referentes à implantação do VLT são de responsabilidade do Estado.

Enquanto isso, as obras, que têm prazo de término, continuam sem definição de início. E o impasse fica sem solução, já que o Governo Estadual aguarda a deliberação do Ministério do Esporte e o Municipal, as desocupações dos imóveis para dar o ponto de partida nas obras.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1178709

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Governo aplica R$ 6,2 bilhões em esporte nos últimos 4 anos


Equipe Contas Abertas
Do Contas Abertas

No último ciclo olímpico, de 2009 a junho de 2012, o governo federal destinou R$ 6,2 bilhões ao esporte brasileiro, nas manifestações de rendimento, educacional e de participação. Esses recursos foram provenientes do Orçamento Geral da União (R$ 3,9 bilhões), Lei Agnelo/Piva (R$ 578,3 milhões), Lei de Incentivo (R$ 523,4 milhões), Empresas Estatais (R$ 771,3 milhões) e Timemania (R$ 390,9 milhões). Para este balanço foi desconsiderado o exercício de 2008, quando ainda estavam sendo pagas despesas referentes aos Jogos Panamericanos e à Olimpíada de Pequim.

Do total de verba pública para o esporte, as modalidades olímpicas receberam R$ 1,4 bilhão no período analisado. Cerca de 10% deste valor, R$ 142,9 milhões, foram para as atividades paralímpicas

A principal fonte de financiamento do esporte é o Orçamento Geral da União, com R$ 3,9 bilhões. Neste valor está incluído todo o dispêndio do Ministério do Esporte e parcelas afins de outras pastas. Por exemplo, a da Defesa com a contratação de atletas para reforçar a equipe nos Jogos Mundiais Militares que ainda são mantidos como oficiais das Forças Armadas. Já o esporte de rendimento em geral, inclusive as modalidades não-olímpicas (futevôlei, caratê, boliche etc.) foi contemplado com R$ 1,8 bilhão.  Porém, para as modalidades olímpicas, especificamente, o Orçamento Geral da União destinou R$ 120 milhões, enquanto as paralímpicas receberam R$ 22,1 milhões. Os dados constam do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira).

Outras fontes

A segunda principal fonte pública de financiamento do esporte são os patrocínios das empresas estatais, com investimento de R$ 771,3 milhões. Desse total, R$ 601,4 milhões foram para o esporte de rendimento, inclusive o automobilismo, e R$ 509,3 milhões para as modalidades olímpicas. O montante inclui o patrocínio da Eletrobrás ao Vasco da Gama. O valor foi considerado, porque o futebol, mesmo com gestão própria através da CBF, é esporte do calendário dos Jogos.

Outra fonte de recursos públicos, a terceira em valor, é a Lei Agnelo Piva (n° 10.264/2001), que destina 2% das loterias federais aos esportes olímpicos e paralímpicos. No último ciclo essa participação foi de R$ 578,3 milhões. Para o desporto olímpico, especificamente, foram destinados R$ 416,2 milhões, além de R$ 57,8 milhões para o desporto escolar e R$ 28,9 para o universitário.  Já o Comitê Paralímpico Brasileiro recebeu R$ 75,2 milhões dessa Lei.

A quarta fonte mais relevante de verba pública é a Lei de Incentivo, que registrou captação de R$ 523,4 milhões no período, sendo R$ 374,8 para o rendimento. Esse valor contemplou projetos olímpicos de R$ 324,4 milhões, e paralímpicos de R$ 7,4 milhões. A Confederação Brasileira de Judô – quatro medalhas em Londres, sendo uma de ouro –, por exemplo, captou R$ 1,8 milhão na Lei de Incentivo para o projeto “Eventos Internacionais”. Outro exemplo de importância de aplicação dessa fonte é o Minas Tênis Clube, tradicional clube de Belo Horizonte, que captou R$ 6,7 milhões para o projeto “Formação de Atletas”.

Da mesma forma, no total da Lei de Incentivo estão projetos de futebol, modalidade olímpica medalha de prata nos Jogos de Londres. O São Paulo Futebol Clube é exemplo de utilização da Lei, ao captar R$ 1,7 milhão para o projeto de “Formação de Atletas de Alta Performance e Aprimoramento de Jovens Atletas”.

A quinta e última fonte de recursos públicos para o esporte é a Timemania, loteria federal que destina 22% de sua arrecadação ao abatimento das dívidas dos clubes de futebol para com a Receita Federal, INSS e FGTS. Novamente o futebol, esporte olímpico, é beneficiado pela verba oficial tendo recebido R$ 390,9 milhões entre 2009 e junho deste ano (clique aqui para ver o resumo das aplicações).

A evolução dos recursos federais para o esporte

Nos últimos nove anos, a partir da criação do Ministério do Esporte em 2003, os recursos federais para o desporto cresceram significativamente, ampliando sua participação no Orçamento Geral da União (OGU) e no Produto Interno Bruto (PIB). Em 2003, o total pago pelo Ministério do Esporte representou apenas 0,017% do OGU e 0,009% do PIB. Em 2011, os percentuais passaram a ser de 0,051% (OGU) e 0,020% (PIB). Ao longo do período considerado o maior valor anual despendido (R$ 1.238,1 milhões em valores correntes) ocorreu em 2007, ano da realização dos Jogos Pan-americanos na cidade do Rio de Janeiro. Em 2011, em valores correntes, foram efetivamente pagos R$ 832,6 milhões (clique aqui para ver gráfico com a série histórica das aplicações do Ministério em relação ao OGU e ao PIB). Em termos reais, de 2003 para 2011, o orçamento da Pasta cresceu 3,5 vezes. Em valores constantes, o total pago em 2003 foi de R$ 246,7 milhões, enquanto em 2011 atingiu a R$ 864,2 milhões.

Fonte: http://www.contasabertas.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=981

Dilma quer turbinar desempenho no Rio-2016 com Plano Medalha


Além do Bolsa Ouro, governo prepara pacote para os Jogos Olímpicos

Por Vinicius Sassine

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff vai lançar no início do próximo mês um pacote de ações, intitulado até agora de Plano Medalha, para alavancar as conquistas de medalhas dos atletas brasileiros nas Olimpíadas do Rio, em 2016. A elaboração do plano e o lançamento em setembro foram confirmados pelo Ministério do Esporte, que define com o Palácio do Planalto os últimos detalhes do pacote de medidas.
Como o anúncio caberá à presidente, numa solenidade prevista no palácio, o ministério não dá detalhe sobre as ações previstas. Nesta terça-feira, O GLOBO mostrou que a pasta prepara o lançamento de mais uma bolsa para atletas. O Bolsa Ouro, chamado pelo governo de Bolsa Pódio, está em fase final de formatação e tem o objetivo de colocar o Brasil entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas em 2016. Nas Olimpíadas de Londres, com 17 medalhas (3 ouros), o país ficou em 22º lugar.
O Bolsa Ouro integra o Plano Medalha, como confirmou nesta terça-feira o Ministério do Esporte. A presidente Dilma sancionou, em março de 2011, uma mudança na Lei Pelé e instituiu a concessão de bolsas de até R$ 15 mil para atletas de alto rendimento em modalidades olímpicas e paralímpicas. A nova redação determina que o dinheiro deve ser gasto com treinamento e acompanhamento dos atletas, participação em competições internacionais, treinamento fora do país e fornecimento de materiais esportivos de alta performance. Podem pleitear o Bolsa Ouro atletas ranqueados entre os 20 primeiros do mundo em sua modalidade esportiva. A lei, na verdade, coloca o Bolsa Ouro como uma categoria do Bolsa Atleta, que paga até R$ 3,1 mil para integrantes de delegações olímpicas e paralímpicas.
Para ficar nas dez primeiras posições no quadro de medalhas, o Brasil precisa saltar de três para sete ouros, se levados em conta os Jogos de Londres — com sete medalhas de ouro, a Austrália ficou em décimo lugar. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, confirmou ontem ao GLOBO que o edital de convocação dos atletas para o Bolsa Ouro está em fase final de redação. A verba será entregue diretamente aos atletas, sem passar por confederações ou pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), segundo o ministro. A Lei Pelé diz que o COB deve participar da indicação dos atletas a serem beneficiados com o Bolsa Ouro, em conjunto com entidades nacionais de administração do desporto.
O Ministério do Esporte informou que, como o Bolsa Ouro, o Plano Medalha está em fase final de formatação. O conjunto de ações e investimentos visa a preparar os atletas para 2016. As medidas vêm sendo acompanhadas diretamente pela presidente Dilma.
A União gastou R$ 1,76 bilhão na preparação de atletas no último ciclo olímpico. As 17 medalhas conquistadas foram a maior quantidade em Olimpíadas até agora, mas não houve recorde do número de ouros, nem de participação em finais olímpicas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/dilma-quer-turbinar-desempenho-no-rio-2016-com-plano-medalha-5791948#ixzz23dW11oYF 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ministro do Esporte faz balanço da participação brasileira nos Jogos de Londres


O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, avaliou nesta segunda-feira (13.08), em entrevista coletiva na embaixada do Brasil em Londres, que o desempenho da delegação nacional nos Jogos Olímpicos de Londres correspondeu ao esperado, mas os resultados deverão evoluir para a edição do Rio de Janeiro, em 2016. “Alcançamos pódios em meio a tantos atletas e seleções. Isso é um feito de orgulho e de reconhecimento. Alcançamos o ouro no vôlei feminino, um ouro inédito na ginástica. Dos atletas que alcançaram medalhas nos esportes individuais, dez são bolsistas do Ministério do Esporte”, destacou o ministro. Também participaram da coletiva o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, e o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser.

Aldo Rebelo acrescentou que o governo, como um todo, fez um esforço, junto com as empresas estatais, que já vinham apoiando os esportes olímpicos, para intensificar os investimentos nos últimos quatro anos. “Alcançamos 17 medalhas, número inédito para o país. Tivemos 15 medalhas em Pequim e aqui em Londres a projeção do Comitê Olímpico Brasileiro era repetir a quantidade. Nós, do Ministério do Esporte, fomos um pouco mais otimistas e previmos 20 medalhas, mas o número chegou perto”, explicou.

Ricardo Leyser ressaltou que este foi o primeiro ciclo olímpico em que o debate sobre os planos de metas e a transparência dos recursos públicos foi concretizado. “O ponto importante a destacar no balanço de Londres é que, diferente de Pequim, aqui foi consolidada a ideia de é que preciso ter uma avaliação de resultados e uma transparência na aplicação dos recursos. O Ministério do Esporte levantou a ideia de objetivos, planos e metas e o confronto entre resultados e recursos investidos.”

O ministro lembrou que, em 2016, o Brasil terá de responder às expectativas de um país-sede. “Já em 2016 estamos em uma condição inédita: participar das Olimpíadas como um país anfitrião. Pequim e Londres fizeram um esforço especial para tornar compatível o desempenho com a condição de país-sede.”

Para alcançar o novo patamar, o governo realiza uma série de ações para ampliar as condições de treinamento dos atletas brasileiros. “Temos de fazer um esforço de integração maior, entre todos os entes que trabalham voltados para o esporte de alto rendimento: o governo, o COB, as confederações, os clubes. O objetivo é promover uma assistência melhor para os atletas, com a criação de instrumentos como a Bolsa-Técnico, o Plano Medalha e a melhoria dos equipamentos da infraestrutura esportiva. Todas essas medidas serão tomadas para que tenhamos uma expectativa ainda melhor para 2016”, acrescentou Aldo Rebelo.

Luis Fernandes comenntou os preparativos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016: "Estamos finalizando a Matriz de Responsabilidades. Vários elementos do orçamento dependem de uma definição técnica em relação à natureza dos equipamentos esportivos que serão construídos. Formamos dois grupos técnicos, com a participação da prefeitura, do governo estadual e do comitê organizador, para fechar o desenho do perfil dos projetos básicos desses equipamentos esportivos".

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9159

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Prefeito volta a dizer que não vai demolir Velódromo de Jacarepaguá


Após iniciar contagem regressiva para os Jogos de 2016, ele disse que está estudando formas de adaptar o local

Por Luiz Ernesto Magalhães e Ana Cláudia Costa

RIO — O prefeito Eduardo Paes voltou a dizer na manhã desta sexta-feira, durante a apresentação do cronograma de obras para as Olimpíadas de 2016, que não vai demolir o velódromo de Jacarepaguá. Segundo Paes, seria um desrespeito com a população e com o dinheiro público colocar abaixo uma obra já pronta que custou caro. O prefeito garantiu que está estudando alternativas para adaptar o velódromo às medidas padronizadas para a disputa de provas para os Jogos de 2016.
— Decidimos reavaliar a demolição do espaço. É inaceitável derrubar. Vamos viabilizar naquele espaço o velódromo. Vamos caminhar para uma solução — disse Eduardo Paes, ao lado da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, em entrevista coletiva no Centro de Operações da prefeitura.

Em julho, a prefeitura divulgou o edital para a elaboração dos projetos básico e executivo da construção de um espaço para as competições de ciclismo. Embora o termo “reforma” não apareça ao longo do documento, à época da divulgação, a EOM informou, em nota, que ainda não havia decidido se o atual velódromo seria substituído ou apenas adaptado às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O prefeito já havia afirmado que pretendia manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e adaptá-lo para as Olimpíadas. No entanto, após a divulgação de três editais elaborados pela Riourbe, responsável pelas obras, a EOM informou que a decisão final do que fazer só seria tomada em setembro, antes da licitação. Um dos editais previa gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de um novo velódromo.
Há dois anos, o Ministério do Esporte e a Federação de Ciclismo do Rio reconheceram que o equipamento não poderia ser aproveitado nas Olimpíadas, porque sua estrutura contém vigas de sustentação que interferem na observação completa da pista pelo árbitros, o que impedia a homologação dos resultados olímpicos.

Contagem regressiva para os Jogos de 2016
Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes e a presidente da EOM participaram de uma videoconferência com um grupo que está em Londres acompanhando os Jogos Olímpicos. Durante o evento, eles deram início à contagem regressiva para os quatro anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Paes afirmou ainda que o Rio ainda tem três desafios enormes pela frente para as Olimpíadas de 2016: o cronograma, a infraestrutura e a segurança.
— O Rio ainda está em 2012 no prazo de projetos a serem realizados para 2016 — afirmou o prefeito. Durante a entrevista coletiva, Paes anunciou ainda que o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, será transformado em um Centro Olímpico de Treinamento (COT) após as Olimpíadas. O local terá 1,18 milhão de metros quadrados, segundo a prefeitura.

Impasses atrasam divulgação de orçamento
O diretor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Leonardo Gryner, disse, em entrevista coletiva em Londres, que apenas em meados de 2013 será possível ter uma estimativa mais precisa de quanto custará a realização do evento no Rio. Isso porque muitos projetos previstos ainda não foram orçados. Gryner lembrou que falta inclusive definir a localização de duas instalações esportivas: a do hóquei sobre a grama e a do rugby, cuja decisão terá que ser tomada até outubro, antes da nova visita de avaliação que o Comitê Olímpico Internacional (COI) fará à cidade, o que deve acontecer no início de novembro.
— Nossa referência ainda são valores da candidatura. No entanto, muita coisa foi revista. O valor exato só teremos no fim do primeiro semestre do ano que vem — disse Leonardo.

Inicialmente, o hóquei sobre a grama ficaria no Parque Olímpico. O espaço vai ocupar 20% da área ocupada hoje pelo Autódromo Nelson Piquet, que possui 1,2 milhão de metros quadrados. No local, estão confirmadas as competições de 14 modalidades olímpicas e seis paralímpicas. Leonardo explica que, ao elaborar o plano diretor de ocupação das instalações esportivas, a empresa Aecom (a mesma que projetou o Parque Olímpico de Londres) não encontrou espaço para acomodar a instalação de forma a dar um aproveitamento racional para a área. Além dessas instalações, falta também o orçamento de várias instalações esportivas dos parques do Autódromo e de Deodoro. Segundo o diretor, os valores só serão conhecidos quando os projetos executivos estiverem prontos, o que deve acontecer a partir do início de 2013.

— Nós queremos levar as provas de hóquei para o Parque Olímpico de Deodoro (administrado pelas Forças Armadas). Mas ainda estamos discutindo isso com a Federação Internacional — disse Leonardo.
Já as competições de rugby estão previstas para serem realizadas no Estádio de São Januário, em São Cristóvão. Contudo, as negociações com o Vasco da Gama não terminaram.
Também durante a entrevista, Leonardo Gryner concordou com as críticas de que o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ ainda não está preparado para realizar todos os exames antidoping exigidos em Olimpíadas. Segundo o diretor, o laboratório, que processou amostras nos Jogos Panamericanos de 2007, vai ganhar um novo prédio.

O diretor-geral da Rio 2016 previu também que o Maracanã terá que ficar pelo menos quatro meses fechado (de abril a julho) para receber toda a sinalização e instalações provisórias necessárias para os Jogos Olímpicos, que começam em agosto.
— Os serviços devem durar seis meses. Nos dois primeiros meses, ainda poderá haver jogos. Mas depois, não.

O orçamento original dos jogos apresentado no Dossiê de Candidatura em 2007 previa investimentos de R$ 28,2 bilhões. Destes, R$ 23,2 bilhões em infraestrutura (chamado orçamento não-Cojo) sob responsabilidade dos governos e R$ 5,6 bilhões (orçamento Cojo). Esses R$ 5,6 bilhões são receitas do Comitê Organizador (patrocínios, contrubição do COI, venda de produtos entre outras fontes) para preparar as instalações olímpicas.

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Prefeito diz que reforma de R$ 70 mi é melhor que demolir velódromo


Eduardo Paes voltou a defender as mudanças nas instalações usadas no Pan 2007

O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, voltou a defender hoje (3) que o velódromo construído no Rio para os Jogos Pan-Americanos de 2007 seja reformado, e não derrubado. Segundo ele, para atender às exigências do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, a reforma da instalação, que, na época do Pan, custou R$ 14 milhões, sairá mais barata que a construção de um novo.

Em entrevista à imprensa, transmitida ao vivo para Londres, o prefeito disse, no Rio, que, de toda a infraestrutura construída, uma boa parte pode ser aproveitada. Ele descartou a oferta do Ministério do Esporte de desmontar o velódromo e remontá-lo em outra cidade. Para o prefeito, vale a pena fazer a reforma mesmo que o custo seja alto. Avalia-se que a obra custará R$ 70 milhões.

"A conta não é só matemática", disse Paes. "Uma coisa é a pista, que pode não servir, mas outra coisa é a base, a infraestrutura embaixo, aquilo não serve para nada, vamos jogar fora?", perguntou. "O Brasil não é um país rico, o Rio não é uma cidade rica. Nossa lógica é o legado para a cidade. Não vamos fazer derrubar daqui e um elefante branco acolá".

A decisão de reformar ou não a instalação será anunciada até o final deste ano por um grupo de trabalho formado pelo Poder Público e o comitê organizador. Eles aguardam a conclusão do projeto executivo da obra no velódromo, que deve ser licitado em setembro, para bater o martelo, explicou a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos.

A demolição da instalação construída pela prefeitura do Rio e pelo governo federal foi defendida pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 porque a estrutura não atende à recomendações da Federação Internacional de Ciclismo.

A inadequação era conhecida, e constava do dossiê da candidatura da cidade às Olimpíadas de 2016 fazer as modificações, dentre as quais a ampliação da capacidade do velódromo de 1,5 mil para 5 mil lugares. A reforma tinha sido estimada em R$ 70 milhões pela Empresa Olímpica Municipal.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10468/PREFEITO+DIZ+QUE+REFORMA+DE+R+70+MI+E+MELHOR+QUE+DEMOLIR+VELODROMO.html