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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Forte de Copacabana pode abrigar arena para saltos ornamentais nas Olimpíadas


Local foi escolhido para valorizar a paisagem natural da cidade
Comitê Olímpico também visitou obras na Zona Portuária

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Comitê Organizador Rio 2016 informou nesta terça-feira que as competições de saltos ornamentais, que programadas para acontecer no Parque Aquático Maria Lenk, na Barra, podem ser disputadas numa arena provisória a ser construída no Forte de Copacabana, na Zona Sul.
A mudança tem como objetivo atender a uma exigência da Federação Internacional de Natação (Fina), que quer destinar o Maria Lenk exclusivamente ao polo aquático. A proposta já foi apresentada ao Comitê Olímpico Internacional e depende agora apenas do sinal verde da Fina.
Segundo o comitê organizador, o local foi escolhido por valorizar a paisagem natural da cidade, já que ao fundo é possível observar a Praia de Copacabana e o Pão de Açúcar. A alteração foi confirmada durante uma visita do COI à nova sede do Comitê Organizador Rio 2016, na Cidade Nova. A equipe do COI também visitou as obras do Porto Olímpico e do Maracanã. Por se tratarem de instalações provisórias, as obras no Forte de Copacabana serão realizadas com recursos do comitê. À tarde, os representantes do COI voltam a se reunir no Hotel Windsor, na Barra, para uma série de reuniões sobre os projetos olímpicos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/forte-de-copacabana-pode-abrigar-arena-para-saltos-ornamentais-nas-olimpiadas-7616619#ixzz2LO0DTcDN 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Londres dá início a transformação urbanística da área olímpica


Comitê entregou o Parque Olímpico de Stratford ao órgão que transformará o local

Uma vez desmontados grande parte das instalações temporárias erguidas para os Jogos de Londres, o Comitê Organizador (Locog) fez nesta terça-feira a entrega do Parque Olímpico de Stratford ao órgão encarregado de transformar o local em uma imensa zona verde e em um novo bairro residencial.

A Arena de Basquete, com capacidade para 12 mil pessoas, a Arena de Polo Aquático, com 5 mil lugares, e as arquibancadas para 17.500 pessoas do Centro Aquático foram retiradas antes que a Corporação para o Desenvolvimento do Legado Olímpico tomasse o controle dos trabalhos no parque.

Com orçamento previsto de 292 milhões de libras (pouco mais de R$ 971 mil), o órgão pretende reabrir o local em 27 de julho de 2013 a primeira fase do Queen Elizabeth Olympic Park, área de jardins que, na primavera de 2014, quando estiver completa, cobrirá superfície de 226 hectares, pouco menos que os tradicionais Hyde Park e Kensington Gardens, que ficam no centro da cidade (250 hectares).

O espaço que os estádios desmontáveis deixaram livre serão utilizados, além disso, para a construção de um novo bairro residencial completo, em uma região ao lesta da capital britânica, há anos degradada, a qual se pretende revitalizar.

O novo bairro, batizado de Chobham Manor terá 850 imóveis, que se somarão aos 2.828 apartamentos da Vila Olímpica, que serão postos a venda depois de remodelados.

Para realizar as operações na região, um dos maiores custos enfrentados pela corporação é a conexão do parque com as cercanias, que faz necessária a construção de ruas e estradas. Além disso, será preciso remodelar 9,5 quilômetros de calçadas, feitas para interligar as instalações esportivas, além de pontes e passagens subterrâneas que precisarão ser adaptadas as novas necessidades.

"Nos pusemos a trabalhar depois dos Jogos para transformar os recintos e retirar as infraestruturas temporárias o mais rápido possível. Agora, deixamos que a corporação continue construindo um parque para as gerações futuras", afirmou James Bulley, responsável de infraestruturas do Locog.

O diretor do órgão, Colin Naish, ressaltou que "tomar o controle do parque é um grande marco", garantindo que em oito meses o espaço estará aberto ao público.

Hone também comentou sobre as obras no Estádio Olimpico, consideradas complexas. Segundo o presidente da Corporação para o Desenvolvimento do Legado Olímpico, ainda não foi definido que uso será dado ao local, por isso, não foi definida a remodelação a ser feita e sua reabertura pode acontecer apenas 2016.

Duas instalações, o Centro Aquático e o Velódromo, serão transformados em centro públicos de atividades esportivas.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11092/LONDRES+DA+INICIO+A+TRANSFORMACAO+URBANISTICA+DA+AREA+OLIMPICA.html

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Rio negocia a aquisição do estádio temporário de basquete de Londres


Prefeito da capital britânica, Boris Johnson, afirmou que instalações terão "preços razoáveis"

A organização dos Jogos Olímpicos de 2016 negociam a compra do estádio temporário de basquete usando em Londres, afirmou nesta sexta-feira o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Paes assegurou que o acordo sobre a aquisição da Arena de Basquete está em andamento e disse, em tom de brincadeira, que depende que Londres "faça um desconto" no preço.

A Arena de Basquete é uma estrutura temporária de mil toneladas de aço, com fachada e cobertura de PVC, que mede 20 mil metros quadrados.

O local tem capacidade para 12 mil espectadores, e em Londres, recebeu as partidas da primeira fase do basquete e da segunda fase do handebol.

O prefeito de Londres, Boris Johnson, disse que todas as instalações temporárias do parque olímpico que o Rio deseja e todos os serviços que forem emprestados à cidade brasileira terão "preços razoáveis".

Johnson afirmou que Londres está disposta a emprestar sua experiência ao Rio em diversas áreas, incluindo a gestão de estádios esportivos, a venda de entradas e consultoria.

Nos últimos anos, várias empresas britânicas assinaram contratos com a organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos que somam um valor de 50 milhões de libras (R$ 157,6 milhões), segundo dados da Prefeitura londrina.

Eduardo Paes disse que um desses contratos assinados entre Brasil e Reino Unido é a construção do Parque Olímpico do Rio, que ficará a cargo de uma empresa britânica.

O prefeito carioca disse que o Rio usará as lições de Londres e seguirá o exemplo da capital da Grã Bretanha para sediar os melhores Jogos Olímpicos da história, apesar das diferenças econômicas entre as duas cidades.

"Londres não desperdiçou dinheiro em coisas loucas. Nós faremos o mais simples possível. A maioria das instalações serão temporárias e só faremos instalações fixas se elas realmente forem usadas no futuro", afirmou.

Paes viajou para Londres para participar da cerimônia de encerramento dos Jogos, na qual receberá a bandeira olímpica das mãos do presidente do COI, Jacques Rogge.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10507/RIO+NEGOCIA+A+AQUISICAO+DO+ESTADIO+TEMPORARIO+DE+BASQUETE+DE+LONDRES.html

Time de basquete assume “Caixa de Cobre” após Jogos


Um dos grandes problemas dos grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo ou Jogos Olímpicos, é o quê fazer com as instalações uma vez terminadas as competições. E parece que os organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 estão conseguindo lidar com isso.

A “Caixa de Cobre”, estádio com lugar para seis mil espectadores, utilizado para as partidas de handebol dos Jogos, deve passar para as mãos do MK Lions, equipe de basquete da cidade de Milton Keynes, distante cerca de 72 km de Londres.

O clube foi forçado a deixar a sua arena, o Bletchley Leisure Centre, no fim da última temporada da British Basketball League (BBL), e então buscou um acordo para o arrendo da arena olímpica, que custou aos cofres públicos cerca de 43 milhões de libras. Desta forma, o Milton Keynes Lions muda de nome e torna-se o London Lions.

O recinto deve ser utilizado também para shows e exibições, além de atividades para a comunidade local; e será administrado pela empresa Greenwich Leisure Limited, com o objetivo de atrair até 500 mil pessoas ao ano.

O clube só poderá utilizar a arena a partir de 2013, quando as remodelações após as Olimpíadas estejam prontas. A próxima temporada da BBL começa daqui seis semanas, e o London Lions enfrenta na sua estreia o Newcastle Eagles, nos dia 23 de setembro, provisoriamente na Crystal Palace National Indoor Arena.

O ginásio onde acontecem as partidas de basquete, porém, segue sem ter um futuro definido. Ele chegou a ser oferecido para ser utilizado no Rio-2016, mas o Comitê Organizador das Olimpíadas no Brasil considerou que o custo para transporte do equipamento estava fora do orçamento.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/26/26322/Time-de-basquete-assume-%E2%80%9CCaixa-de-Cobre%E2%80%9D-apos-Jogos/index.php

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Prefeito volta a dizer que não vai demolir Velódromo de Jacarepaguá


Após iniciar contagem regressiva para os Jogos de 2016, ele disse que está estudando formas de adaptar o local

Por Luiz Ernesto Magalhães e Ana Cláudia Costa

RIO — O prefeito Eduardo Paes voltou a dizer na manhã desta sexta-feira, durante a apresentação do cronograma de obras para as Olimpíadas de 2016, que não vai demolir o velódromo de Jacarepaguá. Segundo Paes, seria um desrespeito com a população e com o dinheiro público colocar abaixo uma obra já pronta que custou caro. O prefeito garantiu que está estudando alternativas para adaptar o velódromo às medidas padronizadas para a disputa de provas para os Jogos de 2016.
— Decidimos reavaliar a demolição do espaço. É inaceitável derrubar. Vamos viabilizar naquele espaço o velódromo. Vamos caminhar para uma solução — disse Eduardo Paes, ao lado da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, em entrevista coletiva no Centro de Operações da prefeitura.

Em julho, a prefeitura divulgou o edital para a elaboração dos projetos básico e executivo da construção de um espaço para as competições de ciclismo. Embora o termo “reforma” não apareça ao longo do documento, à época da divulgação, a EOM informou, em nota, que ainda não havia decidido se o atual velódromo seria substituído ou apenas adaptado às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O prefeito já havia afirmado que pretendia manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e adaptá-lo para as Olimpíadas. No entanto, após a divulgação de três editais elaborados pela Riourbe, responsável pelas obras, a EOM informou que a decisão final do que fazer só seria tomada em setembro, antes da licitação. Um dos editais previa gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de um novo velódromo.
Há dois anos, o Ministério do Esporte e a Federação de Ciclismo do Rio reconheceram que o equipamento não poderia ser aproveitado nas Olimpíadas, porque sua estrutura contém vigas de sustentação que interferem na observação completa da pista pelo árbitros, o que impedia a homologação dos resultados olímpicos.

Contagem regressiva para os Jogos de 2016
Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes e a presidente da EOM participaram de uma videoconferência com um grupo que está em Londres acompanhando os Jogos Olímpicos. Durante o evento, eles deram início à contagem regressiva para os quatro anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Paes afirmou ainda que o Rio ainda tem três desafios enormes pela frente para as Olimpíadas de 2016: o cronograma, a infraestrutura e a segurança.
— O Rio ainda está em 2012 no prazo de projetos a serem realizados para 2016 — afirmou o prefeito. Durante a entrevista coletiva, Paes anunciou ainda que o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, será transformado em um Centro Olímpico de Treinamento (COT) após as Olimpíadas. O local terá 1,18 milhão de metros quadrados, segundo a prefeitura.

Impasses atrasam divulgação de orçamento
O diretor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Leonardo Gryner, disse, em entrevista coletiva em Londres, que apenas em meados de 2013 será possível ter uma estimativa mais precisa de quanto custará a realização do evento no Rio. Isso porque muitos projetos previstos ainda não foram orçados. Gryner lembrou que falta inclusive definir a localização de duas instalações esportivas: a do hóquei sobre a grama e a do rugby, cuja decisão terá que ser tomada até outubro, antes da nova visita de avaliação que o Comitê Olímpico Internacional (COI) fará à cidade, o que deve acontecer no início de novembro.
— Nossa referência ainda são valores da candidatura. No entanto, muita coisa foi revista. O valor exato só teremos no fim do primeiro semestre do ano que vem — disse Leonardo.

Inicialmente, o hóquei sobre a grama ficaria no Parque Olímpico. O espaço vai ocupar 20% da área ocupada hoje pelo Autódromo Nelson Piquet, que possui 1,2 milhão de metros quadrados. No local, estão confirmadas as competições de 14 modalidades olímpicas e seis paralímpicas. Leonardo explica que, ao elaborar o plano diretor de ocupação das instalações esportivas, a empresa Aecom (a mesma que projetou o Parque Olímpico de Londres) não encontrou espaço para acomodar a instalação de forma a dar um aproveitamento racional para a área. Além dessas instalações, falta também o orçamento de várias instalações esportivas dos parques do Autódromo e de Deodoro. Segundo o diretor, os valores só serão conhecidos quando os projetos executivos estiverem prontos, o que deve acontecer a partir do início de 2013.

— Nós queremos levar as provas de hóquei para o Parque Olímpico de Deodoro (administrado pelas Forças Armadas). Mas ainda estamos discutindo isso com a Federação Internacional — disse Leonardo.
Já as competições de rugby estão previstas para serem realizadas no Estádio de São Januário, em São Cristóvão. Contudo, as negociações com o Vasco da Gama não terminaram.
Também durante a entrevista, Leonardo Gryner concordou com as críticas de que o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ ainda não está preparado para realizar todos os exames antidoping exigidos em Olimpíadas. Segundo o diretor, o laboratório, que processou amostras nos Jogos Panamericanos de 2007, vai ganhar um novo prédio.

O diretor-geral da Rio 2016 previu também que o Maracanã terá que ficar pelo menos quatro meses fechado (de abril a julho) para receber toda a sinalização e instalações provisórias necessárias para os Jogos Olímpicos, que começam em agosto.
— Os serviços devem durar seis meses. Nos dois primeiros meses, ainda poderá haver jogos. Mas depois, não.

O orçamento original dos jogos apresentado no Dossiê de Candidatura em 2007 previa investimentos de R$ 28,2 bilhões. Destes, R$ 23,2 bilhões em infraestrutura (chamado orçamento não-Cojo) sob responsabilidade dos governos e R$ 5,6 bilhões (orçamento Cojo). Esses R$ 5,6 bilhões são receitas do Comitê Organizador (patrocínios, contrubição do COI, venda de produtos entre outras fontes) para preparar as instalações olímpicas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-volta-dizer-que-nao-vai-demolir-velodromo-de-jacarepagua-5678786#ixzz22XEUshKj 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nada de instalações de Londres no Rio


Por Michel Castellar

A Dama de Aço, a mulher de US$ 1 bilhão ou a prefeita olímpica, como o próprio alcaide Eduardo Paes a chamou, Maria Silvia Bastos Marques, tratou de colocar um freio nas pretensões do foguet…, ops, do político em trazer instalações temporárias de Londres-2012 para os Jogos Olímpcos e Paralímpicos de 2016.

- Está parecendo que não vai ser viável, trazer a Arena de Basquete para o Rio, porque o custo de transporte, de refazer, o armazenamento… São boas ideias (trazer a arena), mas quando você vai para o detalhe é que vemos a viabilidade. (É uma ideia) praticamente descartada mas não totalmente -disse a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM).

De acordo com Maria Silvia a intenção de reaproveitar as instalações de Londres no Rio só não foi descartada porque ainda faltam a análise de alguns números relativos a custos. Mas ela foi pessimista quanto a possibilidade de ocorrer uma reviravolta no caso e a “herança” londrina vir parar no Rio.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/rio2016/2012/06/26/nada-de-instalacoes-de-londres-no-rio/

Rio cria instalações com CPF, RG e GPS


Por Michel Castellar

Na segunda parte da conversa com a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, ela contou que o Rio pretende inovar na criação das instalações temporárias para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. A intenção é a de que as instalações já sejam projetadas tanto para as competições quanto para a sua destinação ao fim do evento.

- Trabalhamos para que os equipamentos temporários do Parque Olímpico já sejam desenhados aliando o seu uso para os Jogos e o que ele vai ser  e onde ele vai ficar posteriormente. É mais do que dizer: isso vai virar uma escola. É dizer: isso vai virar uma escola e vai ficar em tal lugar, em tal bairro – explicou Maria Silvia.

Desta maneira, a presidente da EOM acredita que, independentemente das forças políticas que estiverem no poder em 2017, o legado das instalações temporárias, seu uso posterior aos Jogos, estará assegurado. A prefeitura do Rio trabalha com várias ideias sobre a utilização dos equipamentos.

- Biblioteca, ginásio, creche, escola, anfiteatro são algumas opções. Mas vamos limitar cada projeto a uma dessas opções – frisou a presidente da EOM.

Outra decisão a respeito das instalações do Parque Olímpico é a de que o concurso público para o design das instalações não deverá ocorrer. A tendência é a de que seja feita uma concorrência técnica.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/rio2016/2012/06/27/rio-cria-instalacoes-com-cpf-rg-e-gps/

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Provisória, Arena de Basquete de Londres pode ser transferida para o Rio


Vice-primeiro-ministro inglês amplia projeto sócio-esportivo em favelas cariocas

Por Claudio Nogueira

RIO - Dentro do espírito de cooperação entre o Comitê Organizador dos Jogos de Londres 2012 (Locog) e a organização das Olimpíadas do Rio, em 2016, a instalação provisória da Arena de Basquete de Londres, que é desmontável, poderá ser toda transferida para o Rio. A informação foi confirmada hoje cedo pelo vice-primeiro ministro do Reino Unido, Nick Clegg, que está na cidade por ocasião da Conferência Rio + 20.
Na manhã desta quinta-feira, Clegg visitou as obras do Maracanã e o Maracanãzinho, onde anunciou a extensão às favelas comunidades do Falé, Fogueteiro e São Carlos do Programa Premier Skills, uma parceria entre a Premier League e o British Council com o governo do Estado do Rio e a Polícia Militar. Pelo projeto, o futebol é usado como um meio de aproximação entre a Polícia e os jovens de comunidades pacificadas. No Maracanã, Clegg foi recepcionado pelo ex-capitão da seleção tricampeã mundial em 1970, Carlos Alberto Torres, e pela secretária estadual de Esportes, Márcia Lins.
Clegg esclareceu que a possível transferência da arena do basquete — que em Londres vai servir também ao handebol — depende ainda de negociações.
— As discussões vão envolver as empresas envolvidas (na construção dessa instalação), e não o governo diretamente. Mas ontem conversei com o vice-presidente da República, Michel Temer, a respeito da cooperação entre os Jogos de Londres- 2012 e os do Rio, em 2016 — afirmou Clegg.
Também sobre essa possível transferência de instalação, a secretária Márcia Lins lembrou que a ideia surgiu quando das primeiras visitas do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes à capital inglesa.
— Tem sido discutido se a Arena de Basquete poderia ser usada no Brasil. Se isso for possível, ela pode ser transferida para cá, para ser usada no basquete ou noutra modalidade. Mas a caa edição dos Jogos as exigências são aprimoradas. A arena tem capacidade para 15 mil pessoas, mas em 2016 a Fiba (Federação Internacional de Basquete) deve exigir 22 mil lugares. No momento, o prefeito está cuidando da licitação do Parque Olímpico e logo vai começar a detalhas as instalações definitivas e as provisórias. Issoainda vai depender da conversa entre o Locog, o Comitê do Rio e o prefeito, mas seria um pedaço dos Jogos de Londres aqui — disse a secretária.
O futuro Parque Olímpico carioca ficará onde hoje se situa o Autódromo de Jacarepaguá. Como ainda seriam necessárias muitas obras neste complexo, a estrutura da arena, uma vez desmontada, não viria para o Rio logo depois das Olimpíadas e Paralimpíadas deste ano, mas suas partes poderiam ser transferidas para o evento carioca mais próximo de 2016.
O vice-primeiro-ministro britânico chegou ao Maracanã por volta das 10h. Passou pela gaeria onde estão expostas as marcas dos pés de vários craques, como Pelé, Romário e Carlos Alberto Torres, cuja placa o homenageia pelo apelido Capita. Carlos Alberto e Márcia Lins presentearam o ministro com uma camisa da seleção brasileira com seu nome às costas, enquanto o político britânico ofertou ao futuro Museu do Maracanã a camisa da seleção de futebol da Grã-Bretanha, que vai unir Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte para disputar o tornei olímpico de futebol este ano, fato raríssimo na história esportiva britânica.
— É um grande prazer encontrar uma lenda, como Carlos Alberto, e ele me disse que nós vamos ganhar da Itália (domingo, pelas quartas de final da Eurocopa), e então, é oficial: Vamos ganhar! — disse, sorrindo, o ministro, que jogou rúgbi na Praia de Copacabana hoje cedo. — Nós e vocês estamos trabalhando juntos (Londres-2012 e Rio-2016), e vocês vão trabalhar firme para também fazerem Jogos brilhantes.
Homenageado com uma exposição de fotos no hall onde estão os pés de tantos craques, Carlos Alberto Torres contou que o ministro foi simpático e se mostrou interessado em saber mais sobre o futebol brasileiro.
— Eu fiquei de enviar para ele uma camisa que usei na Copa de 1970 — prometeu o Capitão.
Com os operários trabalhando, a secretária Márcia Lins reafirmou que o Maracanã será reaberto a 28 de fevereiro de 2013, e já sob o novo regime de concessão. A licitação para que o estádio seja entregue à administraçã privada deverá ser publicada nas próximas semanas.
— Quando for entregue, em fevereiro, o Maracanã já estará concessionado — garantiu ela, que antes das Olimpíadas irá ao tradicional Concurso Hípico de Aachen. na Alemanha, e a uma reunião do Comitê Diretor da ATP. — Já está confirmado que o ATP 500 será no Rio, apesar de 2013, e nós queremos conversar com a ATP sobre a ideia de realizar no Maracanãzinho, a partir de 2014, da Copa do Mundo (que encerra a temporada de tênis).
Também na viagem a Londres para as Olimpíadas, Márcia e outras autoridades irão visitar museus esportivos na Inglaterra, principalmente o novo National Football Museum, que vai ser aberto no dia 6 de julho, em Manchester.
— Será um aprendizado porque o Maracanã tem a necessidade de guardar a sua história. Hoje, já há mais de mil ítens guardados, e até mesmo a história da atual reforma tem de ser preservada. O futuro museu estará dentro da concessão do estádio, em um momento pós-Copa de 2014 — esclareceu a secretária.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/provisoria-arena-de-basquete-de-londres-pode-ser-transferida-para-rio-5276356#ixzz1yWuCD4Qf