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sexta-feira, 27 de abril de 2012

MP move ação civil pública requerendo anulação do concurso Porto Olímpico


Primeiro e segundo colocados são do conselho deliberativo do IAB, que ajudou a organizá-lo

RIO - Após constatar irregularidades, a 7ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo da Capital/Defesa da Cidadania, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), ajuizou ação civil pública requerendo que o município do Rio, o Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) e dois integrantes de seu conselho deliberativo anulem o concurso Porto Olímpico. O concurso, lançado em novembro de 2010, tinha como objetivo escolher a melhor proposta arquitetônica para o projeto de revitalização da Região Portuária do Rio para as Olimpíadas de 2016.
Na ação, o promotor de Justiça Rogério Pacheco Alves requereu liminarmente que a Justiça impeça a contratação dos vencedores e que condene os dois primeiros colocados - respectivamente, João Pedro Backheuser e Flávio Oliveira Ferreira - a restituírem os prêmios recebidos. Os vencedores são integrantes do conselho deliberativo do IAB-RJ, responsável, em conjunto com o IPP, pela realização do concurso. A ação é resultado do inquérito instaurado ano passado, depois de a ouvidoria do MP receber inúmeras reclamações sobre o concurso.
A participação dos dois conselheiros ofende a Lei 8.666/93, de licitações e contratos, que veda a participação de dirigente em concorrência sob a responsabilidade da empresa da qual faz parte.
“Assim, a escolha dos projetos de dois influentes e atuantes conselheiros do IAB-RJ no Concurso Porto Olímpico, organizado e realizado pela entidade, afronta os Princípios Constitucionais da Moralidade e da Impessoalidade da Administração Pública”, ressalta o texto da ação.
Ainda de acordo com a ação, o edital estipulava premiações entre R$ 20 mil e R$ 80 mil para os quatro melhores projetos, escolhidos por comissão julgadora composta por quatro jurados indicados pelo município e cinco indicados pelo IAB-RJ. O edital vedava a participação de integrantes do Conselho Administrativo do IAB, mas não mencionava a participação de integrantes do Conselho Deliberativo.
Segundo o promotor, a partir da análise das atas das reuniões do conselho deliberativo – que tem ainda dois conselheiros participando do concurso: a coordenadora e um jurado –, ficou comprovado que o Porto Olímpico foi inúmeras vezes tema de deliberação, o que permitiu o conhecimento antecipado de informações pelo posterior vencedor.
“É relevante perceber que o quadro possibilitou uma situação bastante inusitada, consistente na participação, num mesmo colegiado (conselho deliberativo), de conselheiros que concorreram ao certame, João Pedro e Flávio, juntamente com a conselheira que coordenou o concurso, Norma Taulois, e um conselheiro indicado pelo IAB-RJ para atuar como jurado, conselheiro Alder Catunda Timbo Muniz”, afirmou Rogério Pacheco, segundo nota divulgada nesta sexta-feira pelo MP.
Saiba mais sobre o concurso
O resultado do concurso foi divulgado em junho de 2011. Entre os 83 concorrentes, o vencedor foi o arquiteto João Pedro Backheuser, que faria a execução mínima de 40% de todo o projeto, que inclui a construção da Vila de Mídia e da Vila de Árbitros, ambos com 11 mil quartos, um centro de convenções de médio porte, com 50 mil m², o espaço para equipamentos olímpicos temporários (como centro de mídia não credenciada, centro principal de operações, centro de distribuição de uniformes, centro principal de distribuição e centro de credenciamento), além de um hotel 5 estrelas integrado ao centro de convenção.
As instalações serão construídas em terrenos da União, a serem comprados pelo município numa área total de 850 mil m².


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mp-move-acao-civil-publica-requerendo-anulacao-do-concurso-porto-olimpico-4757886#ixzz1tHhsPIqB 

sábado, 10 de março de 2012

Olimpíadas: Zona Portuária terá megaempreendimento imobiliário


Serão construídos 2.000 imóveis, dois hotéis cinco estrelas e um centro de convenções

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Cômite Organizador da Rio 2016 e a Prefeitura do Rio vão anunciar nesta quinta-feira um megaempreendimento imobiliário que será usado pelos Jogos Olímpicos de 2016. Na presença de membros com Cômite Olímpico Internacional (COI), será formalizado um acordo com a empresa Solace, que fechou negócio com o Fundo Imobiliário do Porto Maravilha, para a construção de cerca de dois mil imóveis de dois e três quatros, além de dois hotéis cinco estrelas com 500 quartos e um centro de convenções em três terrenos, localizados na Zona Portuária.
Os empreendimentos vão servir de hospedagem para jornalistas e para o pessoal de apoio que estarão no Rio durante as Olimpíadas. Após os jogos, os imóveis serão ocupados pela iniciativa privada. Os dois mil imóveis começam a ser construídos até o fim do ano no terreno da Praia Formosa, atrás da Rodoviária Novo Rio.
— Vamos lançar um programa de carta de crédito para financiar a compra de imóveis para servidores públicos nessa região — disse o prefeito Eduardo Paes, nesta quarta-feira, ao anunciar incentivos para a área.
No terreno da Praia Formosa, é possível construir imóveis de até 30 andares, mas somente nesta quinta-feira serão divulgados detalhes do projeto. Já os hotéis e os centro de convenções serão erguidos em um antigo prédio da Cedae e em um terreno atualmente ocupado pela usina de asfalto da prefeitura. O gabarito máximo nesta área chega a 50 pavimentos. O compromisso é que todos os empreendimentos estejam prontos até dezembro de 2015, oito meses antes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Mais 3 mil imóveis em Jacarepaguá
Paes também anunciou nesta quarta-feira o projeto Bairro Maravilha Olímpico. Cerca de 3.000 imóveis serão construídos no antigo terreno da fábrica da Antarctica, no Anil, em Jacarepaguá, e ficarão com uma reserva de contingência para cobrir eventuais faltas de acomodações para os Jogos Olímpicos de 2016. A apresentação desta alternativa havia sido solicitada em novembro pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para o caso de, até os Jogos Olímpicos, não haver uma oferta de 15 mil leitos na região da Barra da Tijuca, em Jacarepaguá, em hotéis de pelo menos três estrelas para atender à família olímpica.
- Essas casas serão construídas independentemente de serem usadas ou não nas Olimpíadas. São imóveis que vamos oferecer em cartas de crédito para os servidores públicos - disse o prefeito Eduardo Paes.
A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, explicou que a demanda da região da Barra para o COI é de cerca de 15 mil acomodações. Desse total, cerca de 70% são de empreendimentos já inaugurados ou em fase de consulta da Secretaria de Urbanismo:
- O que nós estamos oferecendo é uma margem de segurança a pedido do COI.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/olimpiadas-zona-portuaria-tera-megaempreendimento-imobiliario-4245733#ixzz1ohzbD15f