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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Porto do Rio terá píer que servirá de hospedagem na Copa, diz Fortes


Segundo o presidente da Autoridade Pública Olímpica, serão 10 mil quartos para 24 mil pessoas

Um píer com capacidade para atracação de até sete navios será construído no Porto do Rio de Janeiro, ficando parcialmente pronto para a Copa do Mundo de 2014, informou, hoje (20), o presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes.

O objetivo é aumentar a capacidade de hospedagem na capital fluminense durante os grandes eventos que o Rio sediará. “Haverá oferta de 10 mil quartos para 24 mil pessoas, ou seja, suplementar à oferta hoteleira, sendo que, na ocasião da Copa do Mundo, será atendida a metade desse total”, disse Fortes. Ele garantiu que, até às Olimpíadas, a obra estará concluída.

O presidente da Autoridade Pública Olímpica participou do lançamento do programa Porto do Rio Século 21, que contém uma série de medidas para ampliar e melhorar o porto da cidade do Rio de Janeiro até 2016. Fortes explicou que serão dragados cerca de 12 milhões de metros cúbicos da Baía de Guanabara para facilitar a entrada de grandes navios.

No entanto, ainda está sendo estudado o destino final dos resíduos retirados da baía. “Está sendo buscada uma área mais adiante, talvez a 15 quilômetros da costa, que está sendo discutida com o Ministério Público Estadual, com o Instituto Estadual do Ambiente e com a Docas [concessionária do Porto do Rio]”.

Após a definição do bota-fora da dragagem, a Docas Rio ficará responsável pela implementação da dragagem, que, segundo o ministro, vai atender não apenas ao setor portuário, como também a empresas como a Petrobras e estaleiros que utilizam a Baía de Guanabara.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10562/PORTO+DO+RIO+TERA+PIER+QUE+SERVIRA+DE+HOSPEDAGEM+NA+COPA+DIZ+FORTES.html

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Diretor da Rio-2016 admite preocupação com vagas em hotéis


Por Claudio Nogueira

Em coletiva em Londres, Leonardo Gryner, porém, se diz tranquilo quanto ao transporte

LONDRES - Ao apresentar à imprensa internacional, nesta sexta-feira, no Main Prerss Center (Centro Principal de Imprensa) dos Jogos de Londres-2012, os Jogos do Rio, em 2016, o diretor geral do Comitê Organizador da Rio-2016, Leonardo Gryner, acabou tendo de falar sobre temas polêmicos, como o sistema de transporte carioca, a insuficiência de acomodações na rede hoteleira e o fato de o ex-presidente da Fifa João Havelange dar nome ao estádio de atletismo dos Jogos, o Engenhão. Se inicialmente o objetivo da entrevista coletiva era o de explicar como será a passagem da bandeira olímpica de Londres para o Rio, na cerimônia de encerramento deste domingo à noite, no Estádio Olímpico de Londres, Gryner se viu questionado pela mídia de vários países e também do Brasil sobre assuntos no mínimo incômodos.
- Um tema que nos preocupa são as acomodações, o número de vagas em hotéis. Será necessário um projeto mais complexo para tratar disso - admitiu o dirigente.

FESTA DE ENCERRAMENTO: Brasil multicultural e multiétnico em oito minutos
Perguntado pelo repórte do GLOBO sobre o transporte público, levando em conta que em Londres o metrô, os trens e os ônibus ligam todos os pontos da metrópole, ao contrário do que ocorre no Rio, Gryner respondeu:
- O metrô (do Rio) funciona muito bem, está crescendo e precisa de mais linhas. Adotaremos uma combinação de metrô com o BRT (sistema de ônibus com corredor expresso), e será uma transformação total do sistema de transportes. Agora os ônibus cumprem o que é determinado pela prefeitura, e o prefeito é o verdadeiro dono das linhas. Antes, eram os empresários que faziam o que queriam. Agora, é diferente - argumentou o diretor.

Gryner negou a possibilidade de colapso no trânsito, que poderia ser provocado pela soma do movimento normal da cidade (em agosto de 2016) com o elevado número de turistas.
- Colapso, não vai ter. Em 2016, já serão sete anos de um programa de transporte, com muita gente do Rio, de fora do país e do Comitê Olímpico Internacional (COI) trabalhando. Colapso não vai haver - garantiu.

Gryner reafirmou que a Rio-2016 tem aprendido muito com a organização londrina, à qual deu os parabéns por ter sido muito bem sucedida:
- Queremos um projeto compatível com o nosso país. Não teremos estádio para 90 mil pessoas. O de atletismo terá 60 mil lugares, e, junto com a prefeitura, queremos fazer com que instalações temporárias sejam reutilizadas em instalações permanentes. A arena de handebol (partes da estrutura) pode ser (após desmontada) levada para escolas, bibliotecas, por exemplo.

Repórters quiseram saber sobre Havelange
Já surgiu na imprensa internacional uma polêmica a respeito do fato de o ex-presidente da Fifa João Havelange ser o patrono do estádio de atletismo, o Engenhão. O estádio de atletismo é sempre uma das principais instalações em qualquer edição dos Jogos. Vários jornalistas estrangeiros e brasileiros questionaram Gryner se a imagem do megaevento de 2016 não ficaria prejudicada por sua associação a Havelange, que sofre com acusações de corrupção.
- Temos muito orgulho do que Havelange fez pelo esporte no Brasil e no mundo todo. Ele é uma grande legenda do nosso esporte - afirmou o dirigente da Rio-2016. - Não acho que o fato de o nome do estádio ser João Havelange vá prejudicar os Jogos. Ele foi punido e já pagou o que devia, e o próprietário do estádio é a prefeitura.

Quando outro jornalista não-brasileiro perguntou se ele se orgulhava também de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, Gryner argumentou que até onde sabia Teixeira não era atleta. Mas reafirmou que se orgulhava dos desportistas brasileiros. Outro repórter perguntou se Pelé irá de alguma forma trabalhar junto`a organização da Rio-2016:
- Pelé trabalhou conosco durante a campanha pelo direito de sediar os Jogos. Nós o convidamos para a nossa apresentação final em Copenhague. Ficaríamos muito felizes em tê-lo. Amamos Pelé.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/diretor-da-rio-2016-admite-preocupacao-com-vagas-em-hoteis-5753707#ixzz23BNFCD3k 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Imagina no Rio: Infraestrutura de hotéis em 2016 deve atender demanda; desafio é capacitar mão de obra

Durante cinco meses, técnicos do IBGE fizeram levantamentos sobre as condições de hospedagem do Brasil. O Rio de Janeiro - palco da Olimpíada em 2016 - tem a segunda maior rede hoteleira do país: são pouco mais de 45 mil leitos ? o COI (Comitê Olímpico Internacional) exige no mínimo 48 mil. O governo municipal garante que tudo dará certo e que não faltará hospedagem: de albergues a hotéis de alto luxo, passando por motéis. A preocupação maior, então, é capacitar a mão de obra que atenderá o público durante os Jogos e depois deles.




Fonte: ESPN

Londres afirma que benefícios da Olimpíada são de longo prazo


Comitê tranquilizou os comerciantes e donos de hotéis, que haviam se queixado da falta de pessoas

"Por enquanto tudo está funcionando", afirmaram nesta quarta-feira os responsáveis do Comitê Organizador Local (Locog) ao fazer o balanço dos cinco primeiros dias dos Jogos Olímpicos de Londres.

A fuga dos próprios londrinos do centro da cidade, como consequência de um "exagero" de medidas para evitar a paralisação do trânsito e do transporte público, é um dos aspectos corrigíveis, disseram.

Além disso, tranquilizaram os comerciantes e donos de hotéis queixosos pela falta de pessoas, alegando que os benefícios dos Jogos são "de longo prazo".

"As atividades da cidade mudam com os Jogos Olímpicos, mas em longo prazo serão notadas as oportunidades, o rendimento econômico. Haverá mudanças. A imagem que se transmitirá de Londres será muito, muito positiva", afirmou o presidente do Locog, Sebastian Coe, em entrevista coletiva.

"Às vezes somos vítimas de nosso próprio sucesso", acrescentou Paul Deighton, diretor-executivo dos Jogos, que revelou que o Locog manteve até agora duas reuniões com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para revisar as incidências da organização.

"O presidente (Jacques Rogge) disse ontem que não precisaríamos de outra reunião até sábado. Isso dá uma ideia de como as coisas estão", completou.

Os organizadores resumiram o êxito das Olimpíadas em números como três milhões de espectadores, 90% de satisfação entre o público presente aos estádios, 38 milhões de visitantes ao site oficial dos Jogos, 800 mil tweets enviados desde as sedes ou 400 mil refeições servidas na Vila Olímpica.

Perguntado por alguns dos resultados esportivos mais destacados dos primeiros dias de competição, e concretamente por se considerava o nadador americano Michael Phelps o melhor atleta da história, Sebastian Coe afirmou que "é evidente que, olhando o quadro de medalhas, ele é quem teve mais sucesso".

"Suas 19 medalhas (três em Londres) dispensam explicações. Mas, se é o melhor de todos os tempos, isso eu não sei. Poderia mencionar Steve Redgrave, Daley Thompson, Jesse Owens, Nadia Comaneci...", opinou.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10446/LONDRES+AFIRMA+QUE+BENEFICIOS+DA+OLIMPIADA+SAO+DE+LONGO+PRAZO.html

terça-feira, 31 de julho de 2012

Hotéis de Londres não ficam cheios apesar dos Jogos Olímpicos


Estabelecimentos agora oferecem quartos pela metade do preço

Os hotéis de Londres não conseguiram preencher totalmente suas reservas por ocasião dos Jogos Olímpicos, que estão sendo realizados agora na capital, mas continuam tendo quartos disponíveis, segundo disseram nesta terça-feira (31) fontes do setor.

Contra as previsões realizadas antes do começo dos Jogos, no dia 27 de julho, os hotéis da capital não conseguiram completar seus quartos e oferecem agora alguns deles pela metade do preço para atrair a clientela.

A agência hoteleira Jac Travel e o portal britânico de internet especializado em viagens Travelzoo reconheceram, em entrevista a uma agência de notícias britânica, que os hoteleiros "superestimaram" a demanda por ocasião dos Jogos

Segundo a diretora da Jac Travel, Angela Skelly, "comparado com o mesmo período do ano passado, as reservas de Londres são substancialmente menores, enquanto as reservas para todas as outras cidades europeias aumentaram significativamente, como no caso de Londres para o mês de setembro".

Esta agência assinalou que na semana passada as tarifas por quarto caíram para níveis considerados normais após ter inflado seus preços até 300% há dois meses.

Alguns hotéis de Londres de quatro estrelas que tinham oferecido quartos com tarifas entre 300 e 400 libras tinham baixado os preços para entre 109 e 150 libras. Outros alojamentos de duas estrelas reduziram seus preços de 200 para 50 libras.

O diretor-gerente da Travelzoo UK, Joel Brandon-Bravo, admitiu que, como já aconteceu durante o casamento entre o príncipe William e Kate Middleton em 29 de abril de 2011, "muitos hoteleiros superestimaram a demanda e agora têm quartos vazios".

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10437/HOTEIS+DE+LONDRES+NAO+FICAM+CHEIOS+APESAR+DOS+JOGOS+OLIMPICOS.html

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Aprovada, apresentação do Rio-16 mostra desafios de hotéis e sinergia com Copa


Por Rodrigo Mattos

Aprovada pelos membros do COI (Comitê Olímpico Internacional), a apresentação dos preparativos do Rio-2016 na sessão da entidade demonstrou que há desafios na área de acomodação, sinergia com a Copa-2014 e também em relação ao calendário apertado para obras. Mas, no geral, os dirigentes do comitê demonstraram confiança na conclusão dos projetos.

Após a apresentação do Rio-2016, a marroquina Nawal El Moutawakel, presidente da comissão de acompanhamento da Olimpíada carioca, fez elogios ao esforço do comitê, mas ressaltou as questões a serem enfrentadas em uma lista.

"Acomodação continua a ser um desafio. Eles têm nos dar um número exato de hotéis disponíveis. Um dos cruzeiros será bastante difícil", afirmou a marroquina. A lista será entregue pelo Rio no final do ano.

Ainda falou sobre a necessidade de maior sinergia entre as organizações da Olimpíada e da Copa. Isso inclui a área de operações e também o Maracanã.

E ressaltou que as obras têm que andar rápido principalmente no Parque Olímpico e na reestruturação do Porto. "O tempo de entrega é extremamente apertado. E haverá um trabalho grande. Isso é mais verdade para o Porto e Parque Olímpico. São áreas completas Será um processo complexo", afirmou.

Mas, no geral, o relatório foi bem recebido tanto que não houve perguntas após a apresentação do presidente do Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman. "Acho que foi bom. Nem tivemos perguntas", ressaltou o dirigente.

Ele ressaltou que haverá operações conjuntas em relação à Copa em transporte, segurança, além do Maracanã.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1125552-aprovada-apresentacao-do-rio-16-mostra-desafios-de-hoteis-e-sinergia-com-copa.shtml

sábado, 14 de julho de 2012

Obras de hotéis próximos aos aeroportos do Galeão e Brasília avançam


Empreendimento carioca atingiu 15% de conclusão; no DF, concretagem da fundação foi concluída

A construção de dois hotéis para os aeroportos do Galeão, no Rio, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, apresentou avanços neste mês. Segundo a Infraero, na capital fluminense, o empreendimento atingiu 15% de conclusão. Já no Distrito Federal, a concretagem das estacas da fundação foi concluída.

No Galeão, na obra, que foi iniciada em dezembro de 2011. Depois de seis meses, a fase de fundação, além da instalação dos pilares que sustentarão o edifício, foram executadas. A próxima etapa envolverá a implantação de vigas de suporte de lajes e paredes.

Em Brasília, a concretagem dos blocos da edificação também foi iniciada. Os trabalhos na obra foram também intensificados com a implantação de outro turno de trabalho,  com 125 funcionários operários. Os trabalhos começaram em janeiro.

A iniciativa da implantação de hotéis econômicos nos dois aeroportos foi iniciada em 2010, quando a Infraero abriu editais de licitação para conceder uma área para a construção dos empreendimentos. 

No Galeão, o empreendimento ocupará uma área de 4,8 mil m² no eixo viário do aeroporto. O investimento será de R$ 17,6 milhões. Na capital federal, o hotel ocupará uma área de 3,3 mil m². Orçado em R$ 32,6 milhões, o prédio estará a 560 m de distância do aeroporto.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10318/OBRAS+DE+HOTEIS+PROXIMOS+AOS+AEROPORTOS+DO+GALEAO+E+BRASILIA+AVANCAM.html

sábado, 7 de julho de 2012

São Paulo consegue alvará para construção da cobertura do Morumbi


Liberação ocorre sete meses após anúncio da intervenção; clube já irá montar o canteiro de obras

Quase sete meses após o anúncio da construção da cobertura do estádio do Morumbi, o São Paulo Futebol Clube conseguiu nesta sexta (6) a liberação da prefeitura para o início da intervenção. A intenção do clube já é iniciar a montagem do canteiro de obras.

A diretoria do São Paulo esperava o alvará há alguns meses. O clube, com o objetivo de pressionar o poder público, mencionou a postura utilizada em relação à Arena Corinthians, que será o estádio da capital paulista na Copa do Mundo.

A empreiteira Andrade Gutierrez será responsável pela obra da cobertura, orçada em R$ 140 milhões. Durante o anúncio da comstrução, o São Paulo afirmou que o prazo de conclusão era estimado em 18 meses. A estrutura metálica terá 12 pontos de apoio em torno do estádio e será suspensa por cabos de aço. A intenção é utilizar até o sistema de iluminação, modificado em 1999. 

Além da cobertura, o clube também prevê a construção de um hotel com centro de convenções anexo ao estádio e de uma arena multiuso para 25 mil pessoas. Três empresas de eventos mostraram interesse em operar o local específico para shows após a término da obra, previsto para o início de 2014.

O complexo do Morumbi tem 135 mil m² de área construída. Com o terreno tem 154 mil m², a taxa de ocupação é de 87%. A legislação, no entanto, permite o uso de 60% do terreno para edificações. Em dezembro, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou que um acordo poderia ocorrer para viabilizar a obra, pois  a lei é posterior à construção do estádio.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10278/SAO+PAULO+CONSEGUE+ALVARA+PARA+CONSTRUCAO+DA+COBERTURA+DO+MORUMBI.html

terça-feira, 3 de julho de 2012

Euro tem prós e contras, mas serve de exemplo para Brasil em 2014 e 2016


GLOBOESPORTE.COM lista cinco pontos a serem destacados sobre torneio na Ucrânia e na Polônia: aprendizado para Copa e Olimpíadas

Por Rafael Maranhão e Marcos Felipe

Nas palavras do presidente da organizadora do torneio, Michel Platini, a Eurocopa 2012 foi um sucesso. Para quem viajou para torcer ou trabalhar, nem tanto. Os problemas enfrentados por Polônia e, principalmente, Ucrânia para terminar importantes obras de infraestrutura a tempo foram muitos. Alguns, resolvidos somente durante o evento. Ficam de alerta para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 (Rio de Janeiro) no Brasil. Sobretudo em relação à acomodação e transportes.

Em entrevista antes da Euro, o diretor do torneio na Ucrânia, Markian Lubkivsky, disse que se pudesse dar uma sugestão ao Brasil e a outros países que organizam grandes eventos esportivos, ela seria:

- Nunca deixem nada para a última hora ou achem que ainda há tempo o suficiente. Este é um velho hábito na Ucrânia, mas estou confiante de que conseguiremos vencer esse problema.

Mas a Eurocopa também ficará marcada pela empolgação de poloneses e ucranianos com o torneio, que durou até o fim apesar das campanhas ruins das seleções anfitriãs, e pela maneira como receberam os visitantes. Apesar de o idioma ter sido muitas vezes uma barreira, nunca faltava alguém disposto a ajudar. Assim como os estádios, com ótimos acessos e bem localizados.

Abaixo, cinco pontos a destacar sobre a Eurocopa 2012:

Segurança

Incidentes como os ataques de torcedores russos a voluntários após a partida entre Rússia e República Tcheca na Breslávia ou as brigas entre russos e poloneses em Varsóvia, e croatas e irlandeses em Poznan, foram preocupantes, mas isolados. No geral, o clima tanto na Polônia quanto na Ucrânia foi de bastante tranquilidade. Queixas de roubos e furtos praticamente não ocorreram. Caminhar pelas ruas centrais das cidades-sede, mesmo à noite, não representava grande risco.

Houve lamentáveis manifestações racistas, que ficaram, sobretudo, na Polônia e direcionadas a jogadores como o tcheco Theodor Gebre Selassie e o italiano Mario Balotelli. Os possíveis ataques a visitantes negros ou de origem asiática, especulados pela imprensa inglesa antes do torneio, felizmente não aconteceram, mas ainda assim afastaram muitos torcedores. O fato acabou recebendo uma resposta bem humorada dos moradores de Donetsk, com uma camisa com os dizeres: "Agora não tenho medo de nada. Eu estive em Donetsk".

Estádios

Acessos bem sinalizados e fácil deslocamento e dispersão dos torcedores após as partidas, somados à ótima visão do gramado na maioria das arenas foram os pontos positivos. Os estádios da Euro 2012, como costuma acontecer em grandes torneios, eram belos e modernos. Mas, como também ocorre após os eventos, alguns deles correm o risco de virar elefantes brancos. O Estádio Olímpico, local da final, será utilizado pelo Dínamo de Kiev e já tem shows de bandas como Red Hot Chilli Peppers marcados. Já em Varsóvia, somente concertos e jogos da seleção. Durante a maior parte do tempo, a arena estará vazia (o principal clube da capital, o Légia Varsóvia, possui uma moderna arena).

As opções de transportes públicos para os estádios variaram bastante: Kiev com duas estações de metrô, e Lviv com uma arena distante do centro e de difícil chegada. Na polonesa Gdansk, com a bola já rolando na Euro, as obras no entorno do estádio estavam inacabadas e os materiais de construção poderiam ser alcançados pelos torcedores sem maiores dificuldades. A conexão à internet também deixou a desejar em algumas arenas, como em Lviv.

Transportes

Uma das grandes preocupações do Brasil para 2014, os aeroportos funcionaram bem na Polônia, mas foram o principal problema da Ucrânia durante e até depois do torneio. Segunda-feira, dia seguinte à final, os terminais do aeroporto de Kiev estavam lotados e com voos atrasados. No início do torneio, viagens para as sedes de Lviv e Donetsk atrasaram por cinco e seis horas. Como a maioria das seleções, mesmo as que jogavam na Ucrânia, ficaram hospedadas na Polônia, os terminais de voos internacionais receberam prioridade.

Quem fazia viagens domésticas ainda precisava enfrentar o velho sistema, com bagagens sendo levadas uma a uma por uma pequena porta, mais parecendo uma antiga rodoviária, ou mesmo com os passageiros precisando retornar à pista para pegar sua mala, como em Donetsk. Na cidade ucraniana, o novo terminal ainda estava em obras durante a Euro e somente foi liberado para voos locais na última semana da competição. Muitas obras nas estradas não ficaram prontas a tempo, mas novamente a situação na Polônia era melhor do que na Ucrânia. O transporte ferroviário, opção praticamente inexistente no Brasil, também foi uma alternativa melhor em território polonês do que ucraniano, onde o serviço de trem rápido entre as cidades-sede foi pouco divulgado e sofreu com problemas técnicos.

Acomodações

Mesmo em cidades mais turísticas como Gdansk houve problemas para encontrar lugar para ficar. O caso mais complicado talvez tenha sido o de Donetsk, onde os jogos sem a presença da seleção ucraniana nunca deixaram a Donbass Arena lotada. Muitos torcedores não conseguiram acomodação, com pouca oferta de hotéis e albergues e os altos preços cobrados pelos lugares disponíveis. Em Carcóvia, o hotel anunciado num site internacional de hospedagens simplesmente não existia. No seu lugar, apenas um prédio de escritórios.

Em Kiev, até o dia da abertura do torneio, o camping onde três mil torcedores da Suécia iriam ficar ainda estava inacabado. Na decisão, o número de torcedores das equipes finalistas no estádio ficou muito abaixo do da Euro 2008, em Viena. Os jornais espanhóis noticiavam os problemas de quem teria que pagar pelo menos R$ 2.500 para viajar até a capital ucraniana para ver o jogo, sem ter a certeza se encontraria hospedagem e fora o preço do ingresso.

Atmosfera e receptividade

Poloneses e ucranianos abraçaram o torneio com empolgação. As críticas pelos gastos excessivos, nem sempre devidamente explicados, e os atrasos nas obras aconteceram. Também não faltaram os protestos do grupo Femen, que correram o mundo para denunciar o suposto aumento do turismo sexual por causa da Euro, o que acabou não acontecendo, de acordo com jornais ucranianos. Mas na hora em que a bola rolou, os moradores das cidades-sede procuraram aproveitar o evento e mostraram muita alegria e simpatia com os visitantes.

Na Polônia foi mais fácil se comunicar em inglês, mas na Ucrânia houve grande mudança na sinalização e em informações também no alfabeto latino, não apenas no cirílico dos idiomas locais, o que tornou menos complicada a vida dos estrangeiros. As Fan Zones foram muito usadas por poloneses e ucranianos como opção de lazer mesmo em dias de jogos de outras equipes e após a eliminação das anfitriãs. Em Donetsk, a área ficava afastada do centro e do estádio, mas em Carcóvia tornou-se o principal ponto turístico da cidade.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/eurocopa/noticia/2012/07/euro-tem-pros-e-contras-mas-serve-de-exemplo-para-brasil-em-2014-e-2016.html

domingo, 1 de julho de 2012

Palmeiras tenta liberação para hotel de R$ 300 mi


Por Guilherme Costa

O Palmeiras já escolheu o que vai ser “a cereja do bolo” no projeto de construção da nova arena do clube. É assim que vem sendo tratada a possibilidade de um hotel de R$ 300 milhões em um terreno da equipe alviverde. O empreendimento seria erguido pela WTorre, responsável pela reforma do estádio, em parceria com uma bandeira de hotelaria.

O empreendimento seria erguido em terreno que atualmente é ocupado pela administração do Palmeiras. Esses departamentos serão transferidos para a nova arena, que terá um prédio específico para a gestão do clube.

O problema é que há dois prédios no terreno, e o Palmeiras precisa de liberação total de ambos para viabilizar a construção do hotel. O projeto ainda está em fase embrionária.

Caso vá adiante, a ideia é que o hotel funcione independentemente do clube. A construção será feita pela WTorre, e a operação terá parceria de uma bandeira internacional.

No entanto, o hotel deve ter quartos reservados para atletas, diretoria e estafe técnico do Palmeiras. O custo usado atualmente para o empreendimento é uma estimativa, mas pode sofrer variações drásticas – o valor depende, por exemplo, da bandeira de hotelaria escolhida.

A construção do hotel é parte de um novo projeto da WTorre. A construtora trabalha desde o início do ano com um plano de crescimento interno voltado ao segmento hoteleiro, e um profissional da rede Hyatt foi contratado para liderar essa iniciativa.

A WTorre já teve reuniões com pelo menos cinco empresas interessadas em assumir a bandeira do hotel. A iniciativa deve ser feita em joint venture, e o desenvolvimento do segmento na empresa independe de o Palmeiras viabilizar o negócio complementar ao projeto da arena.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/25/25791/Palmeiras-tenta-liberacao-para-hotel-de-R-300-mi/index.php

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pesquisa da Embratur avaliará competitividade no setor hoteleiro


Processo levantará tarifas em dez cidades brasileiras em comparação com dez cidades estrangeiras

O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) fará pesquisa para monitorar a competitividade no turismo. A Pesquisa Internacional da Hotelaria (PPH), que terá início na próxima segunda-feira (02), levantará a tarifa média de hotéis em dez cidades brasileiras em comparação com dez cidades estrangeiras a cada seis meses. A portaria foi publicada hoje (27), no Diário Oficial da União.

De acordo com o presidente da Embratur, Flávio Dino, o objetivo da pesquisa é produzir informações que poderão ser acessadas por turistas e empresários, garantindo uma melhor avaliação sobre pontos positivos e negativos do setor hoteleiro. "A pesquisa não servirá para ditar preços. Cabe ao governo avaliar se os valores estão sendo abusivos e, assim, intervir".

Dino acredita que, com a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, é necessário que o governo brasileiro invista no setor para receber a grande demanda de turistas. "Ainda há muito a fazer, mas asseguro que somos capazes de atender ao grande número de turistas que esses eventos trarão ao país. Investimento na estrutura das cidades, transporte e manutenção de serviços são primordiais, principalmente [nas cidades] que sediarão esses eventos", disse Dino.

A pesquisa será focada nos turistas que viajam a negócio e lazer, desde a data da consulta e o início da hospedagem, período de estadia e destinos mais pesquisados no Brasil e no exterior. Além disso, dados referentes às acomodações nas categorias econômica, médio e alto conforto também serão avaliados, com a comparação da menor e maior tarifa encontrada em cada estabelecimento, com café da manhã incluso.

Para o presidente da Embratur, é preciso que se faça a diferenciação entre viagens a lazer e negócios. "Geralmente, os turistas que viajam a lazer se programam bem antes, pesquisando as melhores opções de hotéis e serviços. Eles também passam maior tempo no local de destino e garantem maior movimentação na economia. Já os que viajam a negócio, buscam praticidade e facilidade nos hotéis".

Os hotéis dos destinos brasileiros que serão pesquisados a negócios são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Belém, Salvador e Fortaleza. Já a lazer são: Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Recife, Florianópolis, São Paulo, Manaus, Natal, Foz do Iguaçu e Gramado.

No exterior, serão analisados os hotéis das seguintes cidades a negócios: Santiago, Buenos Aires, Nova Iorque, Paris, Londres, Tóquio, Viena, Dubai, Milão e Frankfurt. E, a lazer: Santiago, Buenos Aires, Nova Iorque, Paris, Londres, Miami, Sydney, Barcelona, Santo Domingo (República Dominicana) e Cancún.

Após cada período de seis meses, a Embratur realizará um Fórum de Competitividade, onde serão apresentados os resultados e uma análise da pesquisa para representantes do Ministério do Turismo, Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(Ipea), Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e Destinos Indutores (Anseditur), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) e Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10215/PESQUISA+DA+EMBRATUR+AVALIARA+COMPETITIVIDADE+NO+SETOR+HOTELEIRO.html

terça-feira, 26 de junho de 2012

Comissões discutem uso de transatlânticos para hospedagem na Copa


Viação e Transportes e Turismo e Desporto vão promover nesta quarta audiência sobre o tema

As comissões de Viação e Transportes; e de Turismo e Desporto promoverão nesta quarta-feira (27) audiência pública para debater problemas relacionados aos cruzeiros marítimos e ao setor hoteleiro para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

A iniciativa do debate é do deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE) e do suplente Alberto Mourão (PSDB-SP). Eles ressaltam que gestores públicos cogitaram a hipótese de aproveitar os transatlânticos usados em cruzeiros turísticos como meio para hospedagem de estrangeiros que vierem aos dois megaeventos esportivos. O problema, relatam os autores do pedido de audiência pública , é que até o momento os organizadores das competições não se manifestaram oficialmente sobre o assunto, o que atrapalha o planejamento das empresas de transportes marítimos de passageiros.

“Uma estratégia para esse uso demanda um planejamento de pelo menos dois anos. Os obstáculos a serem superados são muitos, que exigem, dos responsáveis por cruzeiros marítimos, contratos e compromissos milionários no exterior”, afirma Cadoca.

Com relação aos hotéis, Cadoca e Mourão destacam que o setor tem sofrido reclamações por parte da Fifa. Segundo a entidade, a atual rede hoteleira nas cidades-sede da Copa é insuficiente e não tem condições de atender aos turistas que virão ao País para o evento.

O evento contará com as presenças de representantes da Casa Civil da Presidência da República e dos ministérios do Turismo e do Esporte. Também participarão da reunião o secretário-executivo da Secretaria Especial de Portos, Mário Lima Júnior; o presidente de Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes de Almeida; o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), Ricardo Amaral; o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Enrico Fermi Torquato; e o presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Roberto Rotter.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10201/COMISSOES+DISCUTEM+USO+DE+TRANSATLANTICOS+PARA+HOSPEDAGEM+NA+COPA.html

Recife, Fortaleza e Salvador terão novos hotéis até a Copa do Mundo


Rede francesa Accor anunciou a construção de 19 empreendimentos no Nordeste

A rede francesa de hotéis Accor anunciou nesta terça-feira (26) a construção de 19 hotéis na região Nordeste nos próximos anos. O investimento será de R$ 290 milhões. 

"O ritmo de crescimento do Nordeste é superior ao do resto do país. Como nossos hotéis na região são voltados para o turismo de negócios, consideramos que há muitas boas oportunidades por lá", afirma o diretor-geral da Accor na América Latina, Roland de Bonadona.

O Nordeste, com Fortaleza, Natal, Recife e Salvador, receberá 21 das 64 partidas da Copa do Mundo. Segundo a Accor, com exceção da capita potiguar, todas as sedes nordestinas do Mundial terão novos empreendimentos. Além disso, Mossoró (RN), Imperatriz (MA) e Vitória da Conquista (BA) também devem receber novos hotéis.

"A escolha das localidades foi feita a partir de um índice interno que avalia características como densidade populacional, presença de shoppings e aeroportos e nível de desenvolvimento", diz Abel Castro, diretor da rede, que reúne as marcas Sofitel, Pullman, Novotel, Mercure, Ibis e Formule 1.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10206/RECIFE+FORTALEZA+E+SALVADOR+TERAO+NOVOS+HOTEIS+ATE+A+COPA+DO+MUNDO.html

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cinco sedes da Copa podem ter superoferta na rede hoteleira em 2015


Cinco sedes da Copa podem ter superoferta na rede hoteleira em 2015

Ao menos cinco cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 estão construindo tantos empreendimentos no setor de hotelaria que a projeção de ocupação dos leitos em 2015, um ano após o megaevento, indica superoferta, isto é, muito hotel para pouca demanda.

A conclusão é do estudo Placar da Hotelaria 2015, elaborado pelo FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) e pela consultoria Hotel Invest, e divulgado nesta segunda-feira (18).

O estudo, que tem como objetivo monitorar a evolução dos mercados hoteleiros e evitar o crescimento excessivo de oferta nestes polos, constatou que Belo Horizonte e Cuiabá têm as piores situações. Nestas duas cidades, os hotéis podem apresentar taxa de ocupação inferiores a 50% em 2015.

Em outras sedes do Mundial, como Manaus, Salvador e a capital Brasília, esta marca não deverá chegar a 60%, o que ainda assim indica risco alto de superoferta.

Por outro lado, as duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, não têm com o que se preocupar: a taxa de ocupação dos leitos será superior à 70%, segundo o estudo. Em Curitiba, Fortaleza, Recife e Porto Alegre os "hotéis elefantes brancos" também não serão temores. 

Ao "Valor Econômico", a diretora-executiva do FOHB, Ana Maria Biselli Aidar, viu o levantamento com bons olhos. "O cenário, de uma forma geral, é mais positivo do que negativo. Os mercados estão com boa recuperação de demanda, mas eles estão atrelados à atividade econômica. Se o crescimento econômico se alterar nos próximos anos, vamos ter uma alteração desse cenário", diz.

A estimativa confirma projeção divulgada no Portal 2014 em agosto de 2011, quando em evento realizado com participação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) e do Secovi-SP, já se alertava para o risco de superoferta em Belo Horizonte, Salvador e Cuiabá.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10144/CINCO+SEDES+DA+COPA+PODEM+TER+SUPEROFERTA+NA+REDE+HOTELEIRA+EM+2015.html

sábado, 10 de março de 2012

Olimpíadas: Zona Portuária terá megaempreendimento imobiliário


Serão construídos 2.000 imóveis, dois hotéis cinco estrelas e um centro de convenções

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Cômite Organizador da Rio 2016 e a Prefeitura do Rio vão anunciar nesta quinta-feira um megaempreendimento imobiliário que será usado pelos Jogos Olímpicos de 2016. Na presença de membros com Cômite Olímpico Internacional (COI), será formalizado um acordo com a empresa Solace, que fechou negócio com o Fundo Imobiliário do Porto Maravilha, para a construção de cerca de dois mil imóveis de dois e três quatros, além de dois hotéis cinco estrelas com 500 quartos e um centro de convenções em três terrenos, localizados na Zona Portuária.
Os empreendimentos vão servir de hospedagem para jornalistas e para o pessoal de apoio que estarão no Rio durante as Olimpíadas. Após os jogos, os imóveis serão ocupados pela iniciativa privada. Os dois mil imóveis começam a ser construídos até o fim do ano no terreno da Praia Formosa, atrás da Rodoviária Novo Rio.
— Vamos lançar um programa de carta de crédito para financiar a compra de imóveis para servidores públicos nessa região — disse o prefeito Eduardo Paes, nesta quarta-feira, ao anunciar incentivos para a área.
No terreno da Praia Formosa, é possível construir imóveis de até 30 andares, mas somente nesta quinta-feira serão divulgados detalhes do projeto. Já os hotéis e os centro de convenções serão erguidos em um antigo prédio da Cedae e em um terreno atualmente ocupado pela usina de asfalto da prefeitura. O gabarito máximo nesta área chega a 50 pavimentos. O compromisso é que todos os empreendimentos estejam prontos até dezembro de 2015, oito meses antes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Mais 3 mil imóveis em Jacarepaguá
Paes também anunciou nesta quarta-feira o projeto Bairro Maravilha Olímpico. Cerca de 3.000 imóveis serão construídos no antigo terreno da fábrica da Antarctica, no Anil, em Jacarepaguá, e ficarão com uma reserva de contingência para cobrir eventuais faltas de acomodações para os Jogos Olímpicos de 2016. A apresentação desta alternativa havia sido solicitada em novembro pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para o caso de, até os Jogos Olímpicos, não haver uma oferta de 15 mil leitos na região da Barra da Tijuca, em Jacarepaguá, em hotéis de pelo menos três estrelas para atender à família olímpica.
- Essas casas serão construídas independentemente de serem usadas ou não nas Olimpíadas. São imóveis que vamos oferecer em cartas de crédito para os servidores públicos - disse o prefeito Eduardo Paes.
A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, explicou que a demanda da região da Barra para o COI é de cerca de 15 mil acomodações. Desse total, cerca de 70% são de empreendimentos já inaugurados ou em fase de consulta da Secretaria de Urbanismo:
- O que nós estamos oferecendo é uma margem de segurança a pedido do COI.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/olimpiadas-zona-portuaria-tera-megaempreendimento-imobiliario-4245733#ixzz1ohzbD15f