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quarta-feira, 13 de março de 2013

Prefeito do Rio cogita meio expediente em jogo da Copa das Confederações


Eduardo Paes diz que fechamento das ruas poderá causar impactos no trânsito. Intenção é facilitar a chegada dos torcedores ao Maracanã

Por Márcio Iannacca

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, admitiu nesta quarta-feira, durante evento de planejamento operacional para a Copa das Confederações, em um hotel na Zona Sul da cidade, que o Rio de Janeiro dará, no mínimo, meio expediente no dia do confronto entre Espanha e Taiti, no Maracanã, que acontecerá numa quinta-feira, no dia 20 de junho.
A intenção é que os torcedores tenham mais tranquilidade para chegar ao estádio para acompanhar o confronto do torneio da  Fifa.
- É uma questão que estamos estudando. Como fecharemos várias vias, nós teremos uma série de obstruções de trânsito no entorno. Por conta disso, nós vamos estudar o impacto, mas vamos dar, no mínimo, meio expediente. E ponto facultativo para as repartições públicas. Será um teste para a Copa do Mundo.
Os outros dois confrontos das Confederações na cidade acontecerão nos fins de semana. Ambos no domingo. O primeiro será México e Itália, no dia 16. O outro, a grande decisão do torneio, no dia 30.
O secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, aprovou a ideia da prefeitura do Rio.
- Boa providência dar um ponto facultativo ou, no mínimo, meio expediente. Faremos um jogo onde o torcedor poderá chegar de forma mais tranquila por conta dessa decisão.
O Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também gostou da ideia adotada pelo Rio de Janeiro. Na opinião do político, os outros estados que receberão o torneio também terão liberdade para tomar a mesma medida.
- É uma decisão de cada administração municipal, de acordo com as condições locais de cada jogo. A situação do Rio de Janeiro é especial e talvez por isso o prefeito tenha tomado essa medida.
Paes aproveitou o bate-papo com a imprensa para explicar como será o procedimento para a chegada da torcida ao Maracanã. De acordo com o prefeito, os torcedores serão incentivados a utilizar as estaçõe sdo metrô de São Francisco Xavier, Maracanã e São Cristóvão.
- Dependendo do assento que você tiver comprado, você chegará por uma determinada estação. Vamos fechar o viaduto que liga a estação de São Cristóvão ao Maracanã para que as pessoas cheguem andando ao estádio - disse.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2013/03/prefeito-do-rio-cogita-meio-expediente-em-jogo-da-copa-das-confederacoes.html

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Em transportes, Rio pega carona na experiência britânica


Em Londres, o metrô com 408 quilômetros e 275 estações transportou mais de 50 milhões de passageiros em duas semanas

RIO - Símbolo de eficiência, o sistema de transporte de massa de Londres absorveu bem o aumento do número de usuários durante os Jogos Olímpicos, apesar de alguns problemas nos primeiros dias como atrasos nas operações. Só o metrô britânico, que integra toda a cidade em 408 quilômetros de linhas e 275 estações, recebeu durante as Olimpíadas mais de 50 milhões de passageiros em 15 dias, o quádruplo do normal. No Rio, o metrô tem hoje apenas 40,9 quilômetros e 35 estações.
A operação dos transportes de massa é um dos principais desafios das autoridades cariocas. Nesse caso, não é possível simplesmente copiar o sistema de Londres. A começar pelo perfil: no Rio, a tarefa de integrar toda a cidade cabe aos ônibus e não ao metrô. O gerenciamento da rede de transportes públicos também é bastante diferente. Em Londres, a missão está a cargo da agência estatal Transport for London, ligada à prefeitura, que cuida de todo o sistema: metrô, trens, ônibus entre outros serviços. Na cidade-sede das Olimpíadas do Rio, a prefeitura cuida apenas de ônibus e vans. Metrô e trens são operados por concessionárias que respondem ao estado.

Catracas eram liberadas
O metrô e outros transportes em Londres têm sistema de controle de fluxo. Na tentativa de reduzir as aglomerações no período olímpico, estações eram fechadas para obrigar passageiros a andarem mais (dispersando-os) ou as catracas eram liberadas. No Rio, estado, prefeitura e as concessionárias tentam recuperar o tempo perdido e a falta de investimentos no transporte de massa com quatro corredores exclusivos para ônibus (BRTs), cujas obras serão concluídas entre 2013 e 2015. E também com as obras para levar o metrô até o Jardim Oceânico, na Barra, onde haverá uma integração com um BRT para levar o torcedor até o futuro Parque Olímpico.
De Londres, as autoridades tentam assimilar que experiências podem servir para a cidade. A preocupação no caso não é apenas com as Olimpíadas, mas com outros eventos que acontecerão antes: a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo de 2014. A empresa Metrô Rio, que opera as linhas 1 e 2, criou em agosto, por exemplo, a Gerência de Megaeventos. Parte da equipe é a mesma que planeja as operações do sistema no carnaval e no réveillon de Copacabana, quando os ingressos das 18h até a meia-noite do dia 31 dezembro são vendidos com hora marcada.
— Faremos estudos sobre a demanda de público para cada evento. Uma coisa a gente já sabe: não dá para copiar Londres, porque o perfil das instalações é diferente. O Estádio Olímpico de Londres ficava no Parque Olímpico. O Engenhão é coberto pelos trens da SuperVia e não pelo metrô — observa a gerente de Megaeventos, Rejane Micaello.
Na região do Maracanã, o planejamento deve envolver também os ramais da SuperVia. Ao chegar ou sair, o público pode ser direcionado para estações distintas conforme a origem ou o destino dos usuários, para evitar aglomerações. Apesar dos atuais problemas de superlotação, a Metrô Rio espera melhorar a operação com mais trens. O cronograma está atrasado em um ano, mas a previsão para a frota completa estar em operação é março de 2013. Dos 19 novos carros, 11 já foram concluídos na China e três já entraram em circulação. No caso da expansão do metrô até Barra da Tijuca, o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fitchner, garante que a ampliação será concluída até dezembro de 2015. As obras têm custo total de R$ 6 bilhões em recursos do estado, da agência financeira de desenvolvimento (500 milhões de euros) e do Banco do Brasil.
Régis crê que investimentos do estado e da prefeitura em transportes de massa atenderão ao aumento da demanda.
— A operação será facilitada, porque as férias escolares coincidirão com as Olimpíadas — disse Fitchner.
As obras da ligação Barra-Zona Sul tiveram início há mais de um ano. Primeiro, com o túnel que atravessará da Barra até a Gávea, com uma estação em São Conrado. Operários já trabalham no subsolo de Ipanema para instalar a escavadeira alemã que virá desmontada de navio. O “tatuzão”, como vem sendo chamada a imensa máquina, vai perfurar a 12 metros de profundidade de Ipanema à Gávea, para evitar transtornos ao trânsito. As escavações devem ir de março de 2013 a setembro de 2015. Depois, o estado teria pouco mais de um ano para cumprir o prazo. Serão seis novas estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. Em obras, a estação da Rua Uruguai, na Tijuca, deve ser inaugurada em 2014.

Ônibus do Rio na carona da experiência dos ingleses
Os empresários de ônibus do Rio, que estão pondo em operação as linhas de BRT em implantação na cidade, também resolveram seguir o trajeto dos ingleses. Antes dos Jogos, representantes do Sindicato das Empresas (Rio Ônibus) visitaram a central de operações da Transporf for London. Este mês, empresários voltaram à capital britânica para um congresso da UITP (Associação Internacional para o Transporte Público), ONG que faz pesquisas sobre mobilidade urbana. Um dos temas tratados no evento foi a operação do sistema de transportes durante os Jogos de 2012.
Por aqui, algumas novidades já começam a ser implantadas em novembro. Os veículos do BRT Transoeste passam a ser monitorados por GPS dentro de um projeto-piloto para gerenciar a frota.
— Fala-se muito da qualidade do metrô de Londres. De fato, são 1,8 bilhão de passageiros por ano. Mas os ônibus têm um papel importante na complementação das viagens. São 1 bilhão de usuários por ano — disse o presidente do Rio Ônibus, Lélis Teixeira.
O representante da entidade antecipou que, por conta das Olimpíadas e dos demais megaeventos, os empresários do setor estão preocupados em qualificar a mão de obra. Um convênio foi assinado com o Centro de Línguas da PUC, para transmitir a rodoviários noções de inglês e espanhol à distância. Os primeiros beneficiados serão os motoristas treinados para dirigir os veículos articulados dos BRTs:
— A meta é que o motorista tenha condições mínimas de informar aos turistas preços ou localização de pontos turísticos — explicou Lélis.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/em-transportes-rio-pega-carona-na-experiencia-britanica-6525822#ixzz2ASFdUhW4 

Desafio para 2016 é evento sem retenções, diz presidente da Empresa Olímpica Municipal


Maria Sílvia Bastos Marques quer população informada sobre mudanças no trânsito ao longo dos Jogos, para evitar engarrafamentos

RIO - Apesar de contar com uma das melhores redes de transporte público do mundo, Londres não escapou de enfrentar problemas no trânsito durante as Olimpíadas. As medidas dos britânicos para superar os problemas foram acompanhadas por técnicos da prefeitura. Afinal, como reconhece a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, a questão da mobilidade é um dos principais desafios do Rio para 2016. Segundo ela, nesse quesito Londres mostrou capacidade de se adaptar a imprevistos.
Um dos exemplos foi como as autoridades lidaram com os congestionamentos provocados com a perda de uma faixa de trânsito, para permitir a livre circulação da chamada família olímpica. Ao longo do evento, o plano das faixas foi revisto:
— As autoridades perceberam que era possível liberar algumas faixas para os carros de passeio em determinados horários, em que ficavam ociosas. Isso aliviou os problemas no trânsito — disse Maria Sílvia.
O sistema de faixas exclusivas já foi adotado em outros eventos no Rio e será repetido em 2016. A primeira vez foi nos Jogos Pan-Americanos de 2007, quando houve restrições em vias como a Avenida Salvador Allende, na Barra, e as linhas Amarela e Vermelha. Na Conferência Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho, foi testado um outro esquema para ordenar o tráfego que pode ser adaptado para os Jogos de 2016.
Na Rio+20, não houve faixas exclusivas. A prefeitura optou por um esquema especial de reversíveis na Avenida Niemeyer, para facilitar o deslocamento das delegações hospedadas nos hotéis da Zona Sul para o Riocentro, em Jacarepaguá, onde foram realizados os principais debates do evento. O entorno do Riocentro foi fechado à circulação de carros particulares. O esquema deve se repetir nas Olimpíadas, provavelmente com a interdição de outras vias de acesso, para isolar o entorno do futuro Parque Olímpico, da Vila Olímpica e do Riocentro.

Tom alarmista ajudou
A presidente da Empresa Olímpica Municipal elogiou as autoridades londrinas por terem promovido uma ampla campanha para divulgar as mudanças no tráfego. Para ela, o mesmo pode ser feito no Rio:
— Eles alertaram que o trânsito poderia ficar um caos. Esse tom alarmista foi um incentivo para muita gente tirar férias. Como muita gente deixou Londres, isso foi um alívio para o trânsito.
No caso do Rio, algumas medidas já anunciadas pelas autoridades podem minimizar o problema. As férias escolares em 2016 serão em agosto, e não em julho. Com a medida, a expectativa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) é reduzir em 30% a quantidade de carros nas ruas durante o evento.
— Além isso, não podemos esquecer que em 2016 teremos uma vasta rede de BRTs e o estado vai inaugurar o metrô entre a Barra e a Zona Sul. Tudo isso são opções para quem usa o carro. Estimamos que com isso 60% da demanda por transportes será feita por sistemas de alta capacidade — acrescentou Maria Sílvia.

Terceira faixa no Joá
Ainda na ligação Barra-Zona Sul, outra novidade será a construção de uma terceira faixa de tráfego na pista superior do Elevado do Joá. Durante as Olimpíadas, a nova faixa funcionará num sistema de reversível conforme o volume de tráfego. Na pista inferior, uma das faixas ficará reservada à família olímpica e a segunda, para os ônibus. Originalmente, a prefeitura havia proposto ao Comitê Olímpico Internacional (COI) um projeto com mais impacto na região: a implantação de um BRT Zona Sul-Barra, com a duplicação da Autoestrada Lagoa-Barra. Mudou de ideia após o estado anunciar o metrô.
— Mas é claro que, mesmo com tudo planejado, pode haver um imprevisto devido à complexidade do evento. Falhas acontecem. Em Londres, o metrô lotou em alguns momentos, sem contar incidentes curiosos como a gafe cometida com a troca das bandeiras das Coreias (Sul e Norte) — disse Maria Sílvia.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/desafio-para-2016-evento-sem-retencoes-diz-presidente-da-empresa-olimpica-municipal-6525992#ixzz2ASFBujTV 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Governo anunciará novo programa para o transporte aéreo


Para senadora, problemas em Viracopos afetaram volume de investimentos estrangeiros no setor

Em discurso nesta quarta-feira (24), a senadora Ana Amélia (PP-RS) informou que o governo federal anunciará um novo programa para o sistema de transporte aéreo após o segundo turno das eleições.

Ela participou de reunião com o diretor da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, e o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil, Marcelo Guaranis, onde se discutiu o acidente com o cargueiro da empresa americana Centurion, que quebrou o trem de pouso no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e inviabilizou pousos e decolagens por dois dias na única pista existente.

"Precisamos de políticas claras e objetivas para fazer, a tempo, os ajustes necessários ao desenvolvimento inteligente dos nossos aeroportos, se não quisermos afastar os investidores ou aumentar as chances de falhas, que vêm ocorrendo repetidas vezes", defendeu.

Só por causa do problema em Viracopos, foram 507 voos cancelados e 30 mil passageiros afetados. Some-se a isso, desde o acidente, casos como o roubo de cargas e a pane no sistema de check in de duas grandes empresas aéreas, falhas operacionais sérias que causaram transtorno a passageiros em todo o país.

Por problemas assim, o Brasil caiu da quinta para a sexta colocação no volume de investimentos estrangeiros, disse Ana Amélia.

"Os investimentos estão despencando e regras claras são mais que necessidade para ajudar nessa correção de rota. Portanto, o fantasma do "apagão aéreo" ainda ronda a administração pública e usuários brasileiros do transporte aéreo", alertou.

Para Ana Amélia, as novas regras para o setor aéreo precisam apontar um caminho claro e seguro, sem o aumento de barreiras e dificuldades. Não serão intervenções radicais, grandes planos impraticáveis ou a "mão pesada" do Estado que resolverão os gargalos do sistema, frisou.

"Precisamos usar o que temos e melhorar o que podemos. Se o governo optou por recorrer ao conhecimento e à agilidade do mercado do setor privado, não podemos mais ficar "à mercê" dos imprevistos e dos improvisos."

Em sua opinião, modelos internacionais funcionais e bem sucedidos precisam ser considerados e usados como parâmetro na adoção de ações simples para melhorar a segurança. Retirar os lixões e incentivar a coleta de lixo nas favelas próximas aos aeroportos, por exemplo, é uma ação urgente para aumentar a segurança dos voos, exemplificou.

Para Ana Amélia, também devem ser considerados os aeroportos comerciais e regionais nessa nova estratégia, como uma alternativa de desenvolvimento nas ações de melhoria da infraestrutura brasileira. Com eles, é possível ampliar o transporte de passageiros, de cargas e ainda desenvolver a área hoteleira e comercial em torno dessas construções, assnalou.

No Senado Federal, também tem se discutido o problema com representantes do setor aeroportuário e já foram coletadas uma série de sugestões sobre o que pode reduzir os gargalos, lembrou a parlamentar. Até fevereiro do próximo ano, a Subcomissão Temporária da Aviação Civil, criada no âmbito da Comissão de Infraestrutura, deve apresentar o relatório final com mais sugestões para os dilemas do setor.

O relatório parcial da subcomissão já mostra a insatisfação das empresas em relação à clareza das regras para investimentos e ainda a necessidade de inovação e de mais comunicação entre os diferentes órgãos envolvidos com a aviação para minimizar os impactos negativos ao ao consumidor de serviços aéreos.

No Senado também tramitam 18 projetos sobre o tema, entre eles o da própria senadora (PLS 24/2012) que limita em até 10% o valor das multas por cancelamento ou transferência antecipa das passagens aéreas.

"As mudanças precisam vir em benefício dos usuários, em benefício do desenvolvimento, e não temos muito tempo para improvisos. Estamos chegando a uma Copa das Confederações, no ano que vem, e a uma Copa do Mundo, em 2014", lembrou.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10950/GOVERNO+ANUNCIARA+NOVO+PROGRAMA+PARA+O+TRANSPORTE+AEREO.html

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Rio promove fórum para incentivar uso da bicicleta como transporte


2º Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta (BiciRio) acontece a partir desta sexta (21)

Reforçar a cultura da bicicleta como meio de transporte é o principal objetivo do 2º Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta (BiciRio), que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente promove a partir do próximo domingo (23), na capital fluminense.

O secretário Altamirando Moraes adiantou  hoje (20) à "Agência Brasil" que o evento vai começar informalmente amanhã (21) com o lançamento do primeiro mapa cicloviário da cidade do Rio de Janeiro, destinado aos turistas nacionais e estrangeiros.

“Você tem todas as atrações turísticas do Rio de Janeiro e como chegar até elas de bicicleta. Tem todas as rotas. Se você tiver algum problema, há indicação de onde está delegacia, hospital, onde você pode consertar a bicicleta”. O mapa terá distribuição gratuita e informará também as regras para uso da bicicleta no município. “O mapa vai entrar no portfólio da cidade”, disse.

No sábado (22), segundo Moraes, a SuperVia, concessionária que explora o transporte ferroviário urbano, a exemplo do que ocorreu com o Metrô do Rio, vai permitir a entrada gratuita de bicicletas nos trens, nos fins de semana. “A pessoa poderá entrar com sua bicicleta no trem,  saltar em uma estação e fazer a complementação [do percurso] com a bicicleta”.

A programação do fórum será aberta no domingo (23), pela manhã, com um passeio ciclístico que sairá do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo, até o Mourisco, em Botafogo, retornando ao parque. O passeio já tem mais de  20 mil inscritos até agora. “Vai ser um grande passeio para incentivar e consolidar  cada vez mais a questão da bicicleta como meio de transporte complementar e alternativo na cidade”.

Na segunda-feira (24), serão feitas visitas técnicas para mostrar aos participantes do fórum que é possível fazer a integração da bicicleta com os demais meios de transporte público, “na tentativa de retirar mais veículos individuais da cidade”.

No dia 25, haverá palestras e debates técnicos, no Centro Empresarial Rio. Na oportunidade, serão apresentadas experiências de projetos implantados em outras cidades do Brasil e do mundo.

A cidade do Rio de Janeiro é líder no país em quilômetros de ciclovias construídas. Altamirando Moraes disse que o município conta atualmente com 282 quilômetros de malha cicloviária em operação e deverá alcançar 300 quilômetros antes do final do ano. O objetivo a cada ano é somar mais 50 quilômetros, de modo a chegar a 2016 com 450 quilômetros de ciclovias.

“A meta é chegar, pelo menos, a 10% das pessoas que usam a bicilcieta como meio de transporte na cidade. Isso dá mais de 2 milhões de viagens de bicicleta por dia”. Hoje, são feitas 1 milhão de viagens diárias de bicicleta no Rio de Janeiro, considerando o sistema de bicicletas de aluguel e o deslocamento das pessoas com suas próprias “magrelas”.  

O secretário lembrou, ainda, que  além de constituir uma alternativa de  transporte, a bicicleta contribui para a redução dos gases de efeito estufa. Metodologia desenvolvida pelo Banco Mundial (Bird) está sendo aplicada pela secretaria para ver como o uso da bicicleta está reduzindo a emissão de gases poluentes na cidade. “A gente tem uma meta de chegar até o final do ano emitindo menos 8% do que emitia em 2005”.

O objetivo é mostrar que a cidade pode crescer de maneira sustentável. “E o uso da bicicleta contribui para isso”. Estudo que está sendo elaborado pela prefeitura, em parceria com o  Banco Mundial e a Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), vai calcular a diminuição de gases poluentes alcançada com a utilização da bicicleta, nos últimos anos.  

O 2º Fórum Internacional  da Mobilidade por Bicicleta (BiciRio) ocorre dentro da Semana Nacional do Trânsito. A agenda técnica terá mais de 300 participantes. Ela será aberta  pelo vice-presidente da Federação Europeia de Ciclismo (ECF, na sigla em inglês), Frans Van Schoot. A entidade representa mais de 100 cidades europeias e responde pela organização da Conferência Internacional Velo-City Global.

O secretário acredita que a vinda de Van Schoot ao Rio pode levar esse evento mundial a ser realizado, pela primeira vez, fora da Europa, na capital fluminense. “A gente está planejando fazer isso  até 2016”. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10750/RIO+PROMOVE+FORUM+PARA+INCENTIVAR+USO+DA+BICICLETA+COMO+TRANSPORTE.html

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Planejamento evitou caos no transporte em Londres, diz consultor


Diretor da Ernst & Young Terco, uma das apoiadoras do Rio 2016, esteve na edição deste ano dos Jogos

Por Felipe Castro e Marcos de Sousa

Quase 11 mil atletas, 20 mil jornalistas e mais alguns milhares de turistas criaram o temor constante de que o transporte público de Londres entraria em colapso durante a realização dos Jogos Olímpicos, entre os dias 28 de julho e 12 de agosto deste ano. Mas, a realidade foi bem diferente – para melhor – na visão de Eduardo Mack, diretor de Comunicação e Ativação de Patrocínio da Ernst & Young Terco (EYT). 

Ele foi um dos 15 executivos da empresa, entre brasileiros e norte-americanos, que estiveram em Londres para acompanhar o evento, aprender com a organização dos Jogos e replicar a experiência em 2016, no Rio de Janeiro. "Os londrinos fugiram. Oxford Circus, a estação de metrô mais movimentada da cidade, estava às moscas. Os taxistas reclamavam das pessoas que tiravam férias, com medo do caos e da invasão dos turistas”, relata Mack.
A multinacional Ernst & Young Terco, que presta serviços no ramo de consultoria e auditoria, é uma das seis apoiadoras oficiais da Olimpíada do Rio, ao lado de Nissan, Bradesco, Bradesco Seguros, Claro e Embratel.   
Segundo Mack, o temor dos londrinos de que a chegada de milhares de turistas “olímpicos” iria superlotar as ruas e linhas de metrô da cidade acabou surtindo o efeito contrário. “Você pode receber milhões de turistas, mas eles não vão almoçar todos no mesmo lugar. Eles vão se movimentar pela cidade. Após a cerimônia de abertura com aquelas 70 mil pessoas, por exemplo, peguei o metrô vazio. Fiquei chocado”, afirma Mack, para quem a eficiência do transporte londrino e o planejamento evitaram o caos na capital britânica.

O diretor de comunicação, no entanto, chamou atenção para um problema crônico durante os Jogos: o uso de GPS por motoristas, muitos deles de fora da cidade, que esbarrava na enorme quantidade de ruas bloqueadas em função do megaevento. “Eu andei duas vezes num carro desses com esse "GPS olímpico" e os motoristas estavam bem perdidos”, conta.


Confira a entrevista na íntegra: 


Qual era sua meta em Londres? Em que consiste o seu trabalho?
Sou diretor de comunicação e de ativação de patrocínio da Ernst & Young Terco (EYT). Sou a pessoa que busca as oportunidades para ativarmos nosso patrocínio, a marca da EYT e do Rio 2016, que estarão unidas nos próximos quatro anos. Nosso trabalho é mostrar para um público, interno e externo, o compromisso da EYT com os Jogos Olímpicos e com a prática de esportes. Vamos desenhar e implementar várias ações nos próximos quatro anos. O meu trabalho consiste em encontrar formas inteligentes e criativas de associar a EYT à Rio 2016. 

Então, a viagem a Londres foi uma missão para aprender com a experiência dos Jogos...
Exatamente. Não fui só eu. Foi uma equipe daqui, e dos EUA também. Fomos para lá pois essa é a única chance que temos até 2016 para viver os Jogos Olímpicos. Fomos observar os processos, a execução, e conversamos com patrocinadores locais para aprender com eles o que funcionou e o que não funcionou, o que eles fariam de forma diferente. Foi uma vivência incrível, pois, por mais que você possa se organizar para absorver aquilo tudo, você tem muito pouco tempo. Há o deslocamento de atletas, autoridades, eventos públicos nas ruas, eventos nas embaixadas. É uma grande festa.

Notamos que Londres funcionou muito bem em sua infraestrutura durante o evento. Vimos medalhistas de ouro andando de metrô, as equipes todas circulando pela cidade com facilidade. Fruto do planejamento e da preparação que eles tiveram. Isso corresponde ao que você viu?
O que acontece é que o Comitê Olímpico Internacional (COI) é muito rigoroso quando aprova um projeto numa cidade que vai receber os Jogos. Londres é uma cidade que, com certeza, tem um transporte público muito bom, mas, tradicionalmente, na primeira semana de Olimpíada em qualquer cidade, a população que não está necessariamente tão engajada e tão envolvida foge de lá. 

Em Londres, na primeira segunda-feira dos Jogos, via-se que Oxford Circus, a estação de metrô mais movimentada, estava às moscas porque os londrinos fugiram. Os taxistas reclamavam porque as pessoas tiraram férias e tavam com medo. Isso aconteceu em Atenas, em Sydney, porque as pessoas ficam um pouco ansiosas, achando que vai ter uma grande invasão de turistas e que vai ser um grande caos. Conversei com jornalistas lá e nem eles estavam muito confiantes de que iria dar certo. Você pode receber dois milhões de turistas, ou um milhão, sei lá, mas eles não vão almoçar todos no mesmo lugar, eles vão assistir jogos de vôlei, de basquete. Eles vão se movimentar pela cidade. Londres, por ter um transporte público muito organizado, conduziu o fluxo de pessoas tranquilamente. 

Na cerimônia de abertura, por exemplo, quando acabou, e lá havia 70 mil pessoas, peguei o metrô vazio na saída. Fiquei chocado. Além do metrô ser muito eficiente, você também tem a polícia e os organizadores que já preveem o fluxo de pessoas e vão conduzi-las. E tem o planejamento para os deficientes. Lá, as pessoas em cadeira de rodas tem acesso fácil aos estádios, ao metrô também. Tudo isso muito bem planejado.

E a Olimpíada no Rio 2016, como vai ser? 
Conhecendo um pouco do projeto do Rio 2016, acredito que as linhas de BRT (Bus Rapid Transit) irão funcionar bem. Não vai dever nada ao metrô de superfície. Então, como Comitê Olímpico Internacional tem padrões muito altos, eles vão ficar com uma lupa em cima, e vão exigir testes e mais testes. É como se fosse uma parceria.

Mas essas linhas de BRT terão capacidade para transportar todo o público estimado para os Jogo no Rio em 2016?
É interessante observar que a demanda não é concentrada. Em toda primeira semana de Olimpíada, só as competições de natação acontecem, e o atletismo fica para a semana seguinte. Só pra citar as duas modalidades mais populares. Quando a natação termina, os nadadores todos voltam pra casa. E é muita competição. A gente não se dá conta de que tem canoagem, que sequer foi em Londres, foi fora da cidade. Futebol masculino começou em Newcastle. Vela foi um pouco fora de Londres também [NE: aconteceu em Weymouth, na costa sul da Inglaterra]. 

Tem muita coisa, então, que a gente pensa que é ao mesmo tempo, mas não é. Tem uma agenda, um calendário, as pessoas vão competindo e vão indo embora. E aquele turista que é fanático por natação, ele veio para a natação, viu um pouco de hipismo e vai embora. Ele não fica pro resto porque os ingressos são muito caros. Certo dia, eu estava no metrô indo para o jogo de vôlei de manhã e vi todo mundo indo para aquele lugar. Mas no bairro ao lado, a vida continua normal, as pessoas estão trabalhando. 


E os problemas?
Uma coisa muito curiosa é que eles tiveram muitos problemas com o transporte oficial. Existia uma faixa em Londres que era só para os carros que transportavam as autoridades olímpicas. Então esses carros tinham um GPS olímpico, porque os motoristas, grande parte deles, não era de Londres. Então o cara botava lá: "Eu quero ir para o Hilton", por exemplo. Botava no endereço, o carro saía. Só que no trajeto, as ruas estavam fechadas porque iria passar o Príncipe Harry, porque iria acontecer alguma competição. O GPS mandava virar para a direita e o cara tinha que ir reto. (Gerava) problema de deslocamento. O motorista ficava doido. O GPS dizia “Por que você não vira à direita?” e ele não sabia te dar opção, pois não eram de Londres. Eu andei duas vezes num carro desses, os motoristas estavam bem perdidos. 


A forma mais segura de circular era no metrô e nos ônibus, que funcionavam regularmente, não é isso?
Sim. Embora eu tenha conversado com os jornalistas e eles estavam muito tensos porque achavam que, se houvesse algum ato terrorista, seria no metrô. E não houve. A cidade estava muito policiada, as pessoas estavam tranquilas. Mas o londrino, que já viu atentando em ônibus em 2005, estava preocupado. Como é que você vai monitorar aquela malha de metrô tão grande de forma eficiente? Então eles fizeram o melhor que puderam, se prepararam e não aconteceu nada. Você tem aquele espírito festivo, de que vai dar tudo certo, mas o cara que mora ali e que já viu outros atentados sabe o dano que isso pode causar para a imagem do país. 

No Brasil, podemos dizer que a criminalidade é a principal ameaça a que o evento aconteça de uma forma bonita e tranquila?
Sim, mas não vai acontecer. Em 2007, durante o Pan, como ainda não havia favelas pacificadas, o Exército estava na rua, com uma presença forte. Então, nada aconteceu no Rio. Em Londres foi igual. Não é novidade. Vai acontecer em qualquer cidade em que a preocupação com segurança for muito grande. E, no Rio, o processo de pacificação das favelas já foi iniciado, com raras exceções. Mas temos quatro anos de trabalho a serem feitos ainda. E não há duvidas que quando acontecer Copa e Olimpíada, o Exército estará presente. Tudo isso já faz parte do planejamento normal.  

O que você aprendeu em Londres e que poderia servir de lição ou advertência para nós brasileiros na organização destes eventos, como a Copa e a Olimpíada? 
Para mim, é muito claro que o sucesso destes projetos todos está no planejamento minucioso, no comprometimento de concordar com projetos e com agendas, e na execução de forma cristalina. Planejar e executar sem surpresas e mudanças de último minuto. Quando chegamos em Londres, não tivemos surpresa nenhuma com as instalações. Eles conseguiram terminar o grosso das obras um ano antes. E isso passa muita tranquilidade. E o Rio tem toda chance de fazer isso. 

Se você parar para pensar, o Maracanã, que é o estádio de abertura, estará pronto por causa da Copa. O Engenhão, do atletismo, está pronto, só vai ter que sofrer algumas adpatações. E o Parque Olímpico, metade dele é de instalações temporárias. A gente toda chance de terminar tudo isso com muita antecedência. O aprendizado em Londres é isso, é a disciplina, o comprometimento com os horários, a execução. E não tenho dúvida que a gente vai realizar de forma correta porque o COI está em cima.  É uma parceria do governo brasileiro com o COI. É do interesse de todos que seja um sucesso. 

Do ponto de vista de imagem de mercado, é possível estimar a valoração, quanto vai valer a marca Rio com a realização da Olimpíada? 
Ainda não existem estudos nesse sentido, mas os americanos que chegaram nos Jogos uma semana depois da abertura disseram que as audiências da NBC estavam altíssimas e que a percepção de Londres pelos americanos aumentou fortemente. Sydney, apesar de ser uma cidade distante, aumentou o turismo consideravelmente. O fato do Rio de Janeiro ser uma cidade que todo mundo sonha um dia na vida visitar vai dar um impulso muito grande. Tanto a Copa como a Olimpíada serão tranquilas do ponto de vista de segurança, e isso vai aumentar o resultado do turismo no Brasil fortemente.

* Originalmente publicado no portal Mobilize Brasil 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10651/PLANEJAMENTO+EVITOU+CAOS+NO+TRANSPORTE+EM+LONDRES+DIZ+CONSULTOR.html

sábado, 1 de setembro de 2012

Prefeitura do Rio finaliza etapa do BRT Transcarioca


Alça do mergulhão Billy Blanco, próxima ao terminal Alvorada, será inaugurada no domingo

A Secretaria Municipal de Obras do Rio de Janeiro vai inaugurar no próximo domingo (2) uma alça do mergulhão Billy Blanco, próxima ao terminal Alvorada, local de onde sairão os veículos do BRT Transcarioca. As obras da linha chegaram a 32%

O novo mergulhão tem 670 metros de extensão e oito metros de largura no entroncamento das duas alças até o final da estrutura. Na entrada, conta com as duas alças, com uma faixa em cada uma. Na saída, há uma pista com duas faixas. 

A obra custou R$ 80 milhões e contou com 350 operários. Em julho, a prefeitura entregou a primeira etapa do mergulhão. Os trabalhos tiveram duração, no total, de 17 meses.

Há quatro meses, o mergulhão do Campinho e o viaduto Negrão de Lima, que também fazer parte do trajeto da Transcarioca, foram inaugurados. Na ocasião, o BRT Transcarioca chegou a 27,5% de execução. 

A avenida Ayrton Senna terá também uma ponte estaiada de 300 metros de extensão, com conclusão prevista para dezembro deste ano. Orçada em R$ 120 milhões, a obra vai conectar as lagos de Jacarepaguá e da Tijuca. A primera etapa do BRT ainda inclui a construção de quatro viadutos e a urbanização das áreas.

A Transcarioca terá 39 quilômetros, 45 estações e três terminais. De acordo com a prefeitura, o sistema vai transportar 400 mil passageiros por dia e deve diminuir pela metade o tempo de viagem entre a Barra da Tijuca e o aeroporto do Galeão, que hoje é de duas horas.

A conclusão da linha está prevista para o final de 2013 e o investimento total é de R$ 1,5 bilhão, com financiamento de R$ 1,18 bilhão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A obra está incluída na Matriz de Responsabilidades da Copa.

O Rio terá mais três linhas de BRT (Transoeste, Transbrasil e Transolímpica) prontas até dezembro de 2015. Além disso, ocorrerá a expansão da linha 4 do metrô, ligando a zona sul à Barra da Tijuca, com passagem por São Conrado. O objetivo é interligar os três principais modais da cidade: trem, metrô e ônibus.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10635/PREFEITURA+DO+RIO+FINALIZA+ETAPA+DO+BRT+TRANSCARIOCA.html

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Organização do transporte público marca primeiro dia da Paraolimpíada


Pessoas com deficiência não tiveram dificuldades no acesso ao metrô londrino

O primeiro dia das Paralimpíadas em Londres, capital do Reino Unido, foi marcado pela organização do transporte público. Os coordenadores do evento planejaram detalhes para que as pessoas com deficiência não tivessem dificuldades no acesso ao metrô e às escadas rolantes. Funcionários e voluntários trabalham para prestar esclarecimentos e orientações aos visitantes.

Depois da cerimônia de abertura, a cidade deu exemplo de organização. Uma multidão lotava o Estádio Olímpico no evento que deu início aos Jogos. Todos os ingressos foram vendidos e aproximadamente 80 mil pessoas ocuparam as arquibancadas. Ao fim do espetáculo, quando todos deixam o estádio praticamente ao mesmo tempo, Londres mostrou que venceu o desafio do transporte, segundo relatos.

Voluntários estrategicamente colocados prestavam esclarecimentos aos visitantes. Funcionários dos trens e metrôs davam informações. Guardas garantiam a ordem e a segurança das pessoas para que não houvesse risco para a multidão. De acordo com os seguranças, não foram necessárias intervenções, pois tudo ocorreu sem incidentes.

Todos os que utilizaram as escadas rolantes de acesso às plataformas do metrô tinham a presença registrada por um funcionário, utilizando aparelho de contagem.Uma equipe controlava o fluxo de pessoas que podiam descer as escadas, evitando a lotação dos vagões e das plataformas do metrô. Voluntários organizavam o uso dos elevadores pelos cadeirantes  e o número de pessoas que podiam entrar em cada vagão.

A espera entre um trem e outro variava de dez a 20 minutos. O trajeto de uma estação do Parque Olímpico até a central, que normalmente levaria cerca de 15 minutos, demorou mais de uma hora, mas foi feito com segurança, superando o desafio da demanda de pessoas maior do que a capacidade normal do transporte.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10626/ORGANIZACAO+DO+TRANSPORTE+PUBLICO+MARCA+PRIMEIRO+DIA+DA+PARAOLIMPIADA.html

sábado, 25 de agosto de 2012

Estação de metrô ao lado da Arena Corinthians deve ser fechada na Copa


Recomedação é da Fifa, que quer evitar aglomerações próximas à entrada do estádio

A Fifa recomendou à SPTrans, companhia de transportes de São Paulo, que a estação Corinthians-Itaquera, localizada ao lado do estádio de abertura da Copa 2014, não seja utilizada durante a competição. Com isso, o acesso dos torcedores ocorreria pela estação Artur Alvim, a um quilômetro da arena corintiana.

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", o motivo da escolha da Fifa é a segurança. O fato da estação Corinthians-Itaquera estar muito próxima a entrada da Arena Corinthians pode causar problemas com a aglomeração das torcidas.

Pedro Luiz de Brito Machado, secretário municipal adjunto de Transportes, deu como exemplo o Allianz Arena, estádio que recebeu seis jogos da Copa 2006, entre eles o confronto de abertura do torneio. Segundo ele, o estádio está propositalmente a cerca de 800 metros do meio de trasporte mais próximo.

O Metrô não confirmou o uso exclusivo da estação Artur Alvim. Em nota, a companhia afirmou que durante a Copa do Mundo vai operar as estações normalmente. "O comitê organizador do evento em São Paulo vai apontar qual a melhor rota para entrar e sair do estádio. Nos demais jogos, o Metrô seguirá a orientação do órgão que cuida da segurança pública", afirmou.

A Arena Corinthians receberá seis jogos durante o Mundial. Serão quatro jogos na primeira fase da competição, nos dias 12, 19, 23 e 26 de junho. Depois, mais dois confrontos de mata-mata: nas oitavas, dia 1º de julho, e na semifinal, dia 9 de julho de 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10594/ESTACAO+DE+METRO+AO+LADO+DA+ARENA+CORINTHIANS+DEVE+SER+FECHADA+NA+COPA.html

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Trem-bala entrará em operação plena em 2020


Previsão é do secretário-executivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Helio Mauro França

O trem de alta velocidade (TAV ou trem-bala) estará operando de forma plena em 2020. A previsão, atualizada pelo secretário-executivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Helio Mauro França, foi anunciada hoje (23), enquanto o secretário detalhava a minuta do edital da licitação para escolha da tecnologia e do operador do veículo. O documento, ainda inacabado, ficará aberto a sugestões ao longo de diversas audiências públicas previstas até o dia 24 de setembro.

O trem-bala ligará os municípios do Rio de Janeiro, de São Paulo e Campinas. Como as tentativas de licitações anteriores – que buscaram grupos interessados em tocar o projeto como um todo – não despertaram interesse das empresas, o governo federal decidiu dividir o processo em duas partes: uma para escolher os responsáveis pela fabricação dos trens e a operação do sistema e outra para definir a empresa responsável pela construção do projeto.

O leilão deverá ser realizado em 29 de maio do ano que vem, e a empresa ou consórcio vencedor será o que apresentar a melhor oferta, levando em consideração a relação entre valor de outorga e valor para construção de túneis, pontes e viadutos, além do material rodante (o próprio trem), incluindo transferência de tecnologias, manutenção e operação do veículo. “Não estão incluídos nessa etapa a construção de estações e a instalação de trilhos”, informou o secretário da ANTT.

França disse que o valor de outorga com o qual trabalha a agência é R$ 66,12 por trem-quilômetro e será pago trimestralmente pela empresa ou consórcio vencedor. Segundo ele, não serão permitidos operadores de TAV com menos de dez anos de experiência em veículos desse tipo, nem empresas que tenham sido responsabilizadas nos últimos dez anos por algum acidente grave.

“O trem-bala estará 100% operacional já em 2020”, garantiu França. No início do projeto, a conclusão estava prevista para a Copa de 2014, que será disputada no Brasil. O grupo vencedor terá a concessão por 40 anos,  contados a partir da entrada do trem-bala em operação. A taxa de retorno para os acionistas que investirem no empreendimento será 12,9%, e a taxa de retorno interna, 6,32%.

Sócia do projeto, a Empresa de Planejamento e logística (EPL) terá participação de 10% no empreendimento. A estatal será responsável pela apresentação do projeto executivo do TAV e pela escolha da empresa encarregada de construir, em etapa posterior, a infraestrutura necessária para que o trem-bala entre em operação.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10589/TREMBALA+ENTRARA+EM+OPERACAO+PLENA+EM+2020.html

ANTT divulga minuta do edital da primeira fase do leilão do trem-bala


Processo foi dividido em duas etapas, depois de três tentativas sem interessados

A minuta do edital de licitação da primeira fase do projeto do trem de alta velocidade (TAV) será divulgada hoje (23) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os documentos estarão disponíveis a partir das 9h nos sites www.antt.gov.br e www.tavbrasil.gov.br.

As regras serão sobre a primeira parte do leilão, que vai selecionar o grupo detentor de tecnologia, a operação, a tecnologia e a manutenção do sistema. A licitação foi dividida em duas etapas, depois de três tentativas de leiloar o empreendimento sem que houvesse interessados. No segundo momento, será definida a empresa responsável pela construção do projeto.

A ANTT vai receber sugestões sobre as regras do leilão até o dia 24 de setembro. No dia 12 de setembro está prevista uma audiência pública em Brasília para discutir o edital.

O TAV vai ligar as cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e Campinas. No total, serão 510,8 quilômetros de percurso e a tarifa-teto a ser ofertada não poderá ultrapassar R$ 0,49 por quilômetro, na classe econômica. Os estudos referenciais apontam um custo total da obra de R$ 33,1 bilhões.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10583/ANTT+DIVULGA+MINUTA+DO+EDITAL+DA+PRIMEIRA+FASE+DO+LEILAO+DO+TREMBALA.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Retomadas obras de mobilidade urbana em Fortaleza


Atraso ocorreu devido à quebra de contrato entre a prefeitura de Fortaleza e a construtora Delta

Por Roberta Maia

Após a quebra de contrato entre a prefeitura de Fortaleza e a construtora Delta, as obras de mobilidade urbana de Fortaleza foram retomadas. Por outro lado, avançam as intervenções no aeroporto Pinto Martins e no estádio Castelão, já com mais de 83% dos trabalhos prontos.

No entorno do arena cearense, as obras de mobilidade urbana, que estavam suspensas desde maio em função do caso Delta, foram retomadas no último dia 13. Indispensáveis para a Copa de 2014, as transformações começarão pela avenida Alberto Craveiro, que será alargada e passará a ter quatro faixas em cada sentido. A prefeitura de Fortaleza avalia o custo destas obras em R$ 22,8 milhões.

A construtora Serveng-Civilsan, vencedora da nova licitação, prevê também iniciar até o final de setembro as obras do túnel ligando as avenidas Alberto Craveiro e Paulino Rocha, bem como a construção de quatro túneis na Via Expressa, que liga os bairros do Mucuripe às proximidades do Castelão, cortando boa parte da capital cearense. O contrato assinado entre a prefeitura e a construtora é de R$ 232,6 milhões.

Ainda para melhorar a mobilidade urbana em Fortaleza, a avenida Bezerra de Menezes, uma das principais da cidade, ganhou faixas exclusivas para ônibus. O transporte público de ônibus, vans e táxis dispõe agora de duas faixas exclusivas, em cada sentido --de um total de quatro faixas de trânsito por sentido. 

Metrô de Fortaleza
Dois meses após a entrega do primeiro trecho do metrô de Fortaleza, dados da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos indicam que estão sendo realizadas 26 viagens diárias, de cerca de 20 minutos, ligando a cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana, ao bairro de Parangaba, em Fortaleza. Nesta fase de testes, em que o metrô opera apenas de segunda à sexta-feira, das 8 horas ao meio-dia, mais de 150 mil usuários vem sendo beneficiados.

Rômulo Fortes, presidente da Companhia, promete para breve a conclusão da linha, com extensão até o centro: “Vamos ter o metrô em operação assistida até o fim do ano. Já no ano que vem, com certeza no segundo semestre, entraremos em operação comercial com o sistema inteiramente completo”, garante.

Duas das estações que passarão a integrar a linha sul do metrô, a Juscelino Kubitschek e a Padre Cícero, foram incluídas nas obras da Copa de 2014. No momento, a obra está em fase de cravação de estacas e de escavações. 

Quanto à linha leste, a norte-americana The Robbins Company ganhou a licitação para fornecimento das tuneladoras, equipamentos de escavação dos túneis do metrô. As duas primeiras máquinas estão previstas para chegar ao país em maio do ano que vem. E a empresa já está instalando uma fábrica no complexo portuário do Pecém, para prosseguir produzindo localmente estes equipamentos. 

Outras obras para a Copa de 2014
O estádio da Copa em Fortaleza é o Castelão que, segundo o secretário especial da Copa, Ferruccio Feitosa, está previsto para ser inaugurado no dia 15 de dezembro de 2012, com um amistoso entre Brasil e Argentina. No momento, a obra do estádio está na fase de instalação da cobertura, que já ultrapassa 60%. Outro projeto em andamento é a reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, com investimentos de R$ 336,6 milhões.

*Reportagem publicada originalmente no portal Mobilize Brasil 

Fonte: Mobilize Brasil

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10571/RETOMADAS+OBRAS+DE+MOBILIDADE+URBANA+EM+FORTALEZA.html

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

VLT de Cuiabá não endivida o Estado, diz juiz que suspendeu liminar


Para titular da 1ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso, metrô leve não entra na conta do governo

Por Felipe Castro

Uma semana após determinar a suspensão do contrato do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande, a Justiça Federal do Mato Grosso (JFMT) voltou atrás e reverteu a liminar na noite da última quarta-feira (15), garantindo a continuidade da principal obra de mobilidade urbana da Copa em Mato Grosso, de longe, a mais polêmica do país.

No último dia 8 de agosto, o juiz suplente Marllon de Sousa apontara risco de endividamento do Estado, prazo curto para execução das obras e uso ilegal do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), entre outros pontos, para justificar o pedido de suspensão da obra.

Desta vez, em direção oposta à de seu colega, o magistrado Julier Sebastião da Silva, titular da 1ª Vara da JFMT, argumentou que inexistem “fatores financeiros, jurídicos ou executivos a obstar a implantação do VLT” e pediu pela “autorização da continuidade do empreendimento”. 

Julier da Silva afirmou ao Portal 2014 que uma audiência realizada na quarta-feira (15) com a participação de três “réus” - o titular da Secretaria da Copa, Mauricio Guimarães, o secretário da Fazenda, Marcel Cursi, e o engenheiro do consórcio vencedor, Fernando Orsini - foi essencial para avalizar a decisão da Justiça. 

“Foi a partir dessa audiência, possibilitando que ouvíssemos quem não havia sido ouvido na primeira decisão, que se autorizou novamente a continuidade da obra”, disse. 

Segundo ele, a capacidade de endividamento do Estado, apontada pelo juiz anterior como principal "calcanhar de Aquiles" do contrato do VLT, não está comprometida.

“O secretário de Fazenda foi inquirido sobre isso, tanto pela Justiça como pelo Ministério Público. Ele explicou que, como se trata de linha crédito de caráter nacional e específica para a Copa do Mundo, esse tipo de endividamento não entra no limite do Estado”, lembrou. 

Dos R$ 1,4 bilhão previsto para o metrô leve, R$ 423 milhões serão financiados pela Caixa Econômica Federal e outros R$ 727 milhões, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os empréstimos já estão encaminhados. 

Sobre outro ponto polêmico apontado pelo juiz Marllon de Sousa –a inviabilidade de se terminar a obra até a Copa do Mundo de 2014 –, a Justiça Federal, desta vez, confiou nos documentos apresentados pelo consórcio construtor, garantindo que o VLT estará pronto a tempo.

“Com os documentos e depoimentos apresentados, e a partir da manifestação das partes, é que se chegou a essa conclusão de que a obra terá o seu retorno assegurado.”

Segundo a Secopa, imediatamente após a liminar proferida por Julier da Silva, as obras do VLT, que haviam sido iniciadas no primeiro dia de agosto, já foram retomadas.

Nova polêmica
A obra do metrô rápido cuiabano foi alvo de uma extensa matéria publicada nesta sexta-feira (17) pelo jornalista Vinicius Segalla, do portal "UOL", revelando uma série de manipulações no processo licitatório da obra.

Segundo a reportagem, o vencedor da concorrência (consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara, CAF, Magna Engenharia e Astep) já era conhecido até um mês antes do processo ser realizado. Além disso, segundo um assessor do vice-governador do estado, R$ 80 milhões em propina teriam sido pagos para assegurar que o consórcio VLT Cuiabá sairia vitorioso. 

Em entrevista coletiva, o governador Silval Barbosa negou as acusações de fraude e disse que "muitas denúncias sobre supostas cartas marcadas na licitação do VLT já foram feitas, inclusive, apontando que já estaria combinado para outros consórcios vencerem a licitação".

Questionada, a Justiça Federal diz que não tem investigações em curso sobre o assunto.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10557/VLT+DE+CUIABA+NAO+ENDIVIDA+O+ESTADO+DIZ+JUIZ+QUE+SUSPENDEU+LIMINAR.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Novo programa de logística vai integrar rodovias, ferrovias e portos


Empresa de Planejamento e Logística (EPL) será responsável pelo projeto

O Programa de Investimentos em Logística, lançado hoje (15) pelo governo, contemplará nove trechos de rodovias e 12 de ferrovias. O governo pretende – ao conceder rodovias à iniciativa privada e promover parcerias público-privadas (PPP) para as ferrovias – criar condições para que o país restabeleça a capacidade de planejamento do sistema de transportes, com integração de modais e articulação com as cadeias produtivas.

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que detalhou o novo programa, tudo ficará a cargo da estatal recém-criada Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

A EPL terá o papel de trabalhar pela ampliação dos investimentos públicos e privados em infraestrutura. À nova empresa, estará vinculada a também recém-criada Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav) e será presidida por Bernardo Figueiredo. “Essa empresa vai cuidar de todos aspectos relacionados ao TAV [trem de alta velocidade] e ferrovias, ficando responsável pelo planejamento, pela visão estratégica, pelos estudos a serem feitos em diversas regiões do país e por apresentar os projetos necessários ao nosso desenvolvimento”, disse Passos.

“A criação dessa empresa é passo fundamental para essa nova etapa, de forma a recuperar a capacidade de investimento adequado [na logística do país] e reestruturar um sistema de transporte mais eficiente. Começamos com rodovias e ferrovias, mas vamos atender portos e aeroportos também”, disse a presidenta Dilma Rousseff, durante o lançamento do novo programa.

Segundo o Passos, a previsão é que sejam investidos R$ 42 bilhões em 7,5 mil quilômetros de rodovias. “Vamos duplicar os principais eixos rodoviários do país, reestruturar o modelo de investimento e exploração das ferrovias e expandir e aumentar a capacidade da malha ferroviária”, disse o ministro.

Os trechos de rodovias a serem concedidos estão localizados na BR-101, entre Porto Seguro e Salvador; na BR-262, entre João Monlevade (MG) e Vitória (ES); na BR-153, que liga Goiás ao Tocantins, trecho entre Anápolis (GO) e o entroncamento da TO-080, a 56 quilômetros de Palmas (TO); na BR-050, em Goiás, de Cristalina até pouco depois de Catalão; na BR-163, tanto em Mato grosso como em um trecho de Mato Grosso do Sul, estado que será beneficiado também com obras nas BR-267 e 262.

O Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais terão, ainda, concessões em trechos das BR-060, 153 e 262; e, em Minas Gerais, a BR-116 será concedida no trecho que vai de Além Paraíba, na divisa com o Rio de Janeiro, até Divisa Alegre, já chegando na Bahia. No Distrito Federal, a BR-040 terá concedidos, à iniciativa privada, trechos da ligação entre Brasília e Luziânia (GO) e, em Minas Gerais, entre Sete Lagoas e Juiz de Fora.

Já as ferrovias – que têm previsão de investimentos de R$ 91 bilhões via PPP, em 10 mil quilômetros da malha – terão 12 frentes de parcerias com a iniciativa privada. Estão entre elas os ramos norte e sul da Ferroanel, em São Paulo; o acesso ao Porto de Santos, desde Riberão Pires, passando por Raiz da Serra e Cubatão. “A Ferroanel é um grande problema que será resolvido”, garantiu o ministro dos Transportes.

“Em Mato Grosso, onde é grande a produção de grãos, chegaremos até a região de Lucas do Rio Verde. Com isso, o escoamento de mais de 37 milhões de toneladas de grãos será feito de forma mais rápida. Certamente os produtores vão recorrer à ferrovia que estamos construindo”, disse Passos. Caso se confirmem as expectativas do governo, essa estrada chegará a Uruaçu e, depois, a Corinto e a Campos. Outro trecho fará uma ramificação que ligará essa ferrovia aos portos de Vitória e do Rio de Janeiro.

Recife, onde chegará, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a Ferrovia Transnordestina, será o destino de outra estrada de ferro, que se estenderá até Belo Horizonte via Salvador, passando por Aracaju e Maceió. “[Nesse caso] falamos de uma configuração de uma grande malha ferroviária que tem lógica”, destacou Passos.

A Região Sul será beneficiada com uma ferrovia que se estenderá do Porto de Rio Grande (RS) até São Paulo, passando por Porto Alegre e Mafra (SC), de onde será feita uma ramificação até Maracaju (MS).

“Teremos também um grande trecho de alta capacidade, que fará um corredor na Região Norte, que é fundamental para o transporte de grãos, minérios e para a produção siderúrgica”, acrescentou o ministro, em referência ao trecho que ligará Açailândia (MA) ao Porto de Vila do Conde, em Belém.O Programa de Investimentos em Logística, lançado hoje (15) pelo governo, contemplará nove trechos de rodovias e 12 de ferrovias. O governo pretende – ao conceder rodovias à iniciativa privada e promover parcerias público-privadas (PPP) para as ferrovias – criar condições para que o país restabeleça a capacidade de planejamento do sistema de transportes, com integração de modais e articulação com as cadeias produtivas.

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que detalhou o novo programa, tudo ficará a cargo da estatal recém-criada Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

A EPL terá o papel de trabalhar pela ampliação dos investimentos públicos e privados em infraestrutura. À nova empresa, estará vinculada a também recém-criada Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav) e será presidida por Bernardo Figueiredo. “Essa empresa vai cuidar de todos aspectos relacionados ao TAV [trem de alta velocidade] e ferrovias, ficando responsável pelo planejamento, pela visão estratégica, pelos estudos a serem feitos em diversas regiões do país e por apresentar os projetos necessários ao nosso desenvolvimento”, disse Passos.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10535/NOVO+PROGRAMA+DE+LOGISTICA+VAI+INTEGRAR+RODOVIAS+FERROVIAS+E+PORTOS.html

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Copa do Mundo à vista: vamos pensar na otimização da aviação civil?


O crescimento do uso do transporte aéreo é evidente, mas o crescimento da infraestrutura e da capacidade de atendimento não está conseguindo acompanhar a demanda

Por Giovane Cesar

Viajar de avião está se tornando cada vez mais popular. Muitos fatores corroboram com este fato. Passagens mais baratas, maior renda das classes mais baixas, facilidades de pagamento etc. Como o Brasil é um país de grandes distâncias, nada mais natural, pois viagens longas são desgastantes, desagradáveis e não necessariamente baratas. As estatísticas da aviação civil no Brasil são impressionantes: somente em 2011 foram feitas mais de 1,7 milhões de decolagens domésticas transportando mais de 150 milhões de passageiros. O crescimento do movimento em relação a 2010 foi de 9,5%.

Além de passageiros, o transporte aéreo de cargas também está crescendo consideravelmente. Em 2011 foram transportadas mais de 600 mil toneladas de carga, o que representa um crescimento de 14,9% em relação a 2010. Diferentemente do transporte de cargas rodoviário e ferroviário, o transporte aéreo de cargas é muito rápido e voltado para as cargas prioritárias com validade muito curta como, por exemplo, o transporte de jornais e documentos.

O crescimento do uso do transporte aéreo é evidente, mas o crescimento da infraestrutura e da capacidade de atendimento não está conseguindo acompanhar a demanda. Poucos aeroportos, capacidade esgotada, torres de controle insuficientes, planejamento pouco eficiente das rotas de voo e o mau aproveitamento da força de trabalho têm trazido uma grande preocupação para todo brasileiro: "Imagina como será na Copa do Mundo". Com a aproximação dos dois grandes eventos internacionais, que irão acontecer em 2014 e 2016, é necessária uma mudança drástica de cenário. Os governos federais, estaduais e municipais estão fazendo o que podem sobre este assunto, principalmente nos programas PAC e PAC2, mas as empresas aéreas também devem buscar formas de melhorar a eficiência de suas operações.

Como a otimização matemática pode ajudar?
Dentre os benefícios possíveis que uma solução de otimização matemática pode oferecer a uma empresa de viação aérea estão: aumento de eficiência operacional, redução de custos sem prejudicar o conforto e a qualidade de atendimento aos passageiros e, principalmente, um melhor aproveitamento da infraestrutura disponível. É importante ressaltar que, ao conseguir tirar melhor proveito da infraestrutura disponível atualmente no país, as empresas aéreas passam a ser capazes de aumentar o movimento médio em suas aeronaves.

A otimização matemática pode ser usada para montar rotas eficientes que maximizem o uso das aeronaves, por exemplo, definindo quando devem ser usadas as aeronaves de mais capacidade de acordo com a projeção de demanda e os destinos seguintes. Esse tipo de melhoria é importante, pois não adianta uma aeronave com capacidade para 200 passageiros ir lotada para um destino sem que tenha outro uso para esta logo em seguida. Um modelo de otimização e uma boa projeção de demanda podem gerar roteiros e escalas mais eficientes.

Outra possibilidade de aplicação da otimização é em relação ao melhor aproveitamento da equipe de funcionários. A criação de um modelo matemático que leve em conta leis trabalhistas e determinações da ANAC sobre escalas de funcionários possibilitaria a criação de mapas de escala para equipes de solo e de voo mais eficientes, gerando um melhor aproveitamento das equipes disponíveis além da redução de custos. Dessa forma, cada funcionário seria alocado nas rotas de maneira a ficar o tempo correto no exercício de suas funções e, no caso de equipes de voos, de maneira que terminem seus turnos em locais que facilitem o retorno para seus respectivos lares.

Este é apenas mais um cenário onde a otimização matemática pode gerar grandes resultados para as empresas, tanto em aumento de produtividade quanto em redução de custos. Com a crescente necessidade da eficiência operacional, a otimização é uma solução para as empresas preservarem seus mercados.

Giovane Cesar -  Gerente consultor sênior de otimização na eWave do Brasil. Já atuou em grandes empresas como o banco Itaú e a America Latina Logística – ALL. 

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/cotidiano/copa-do-mundo-a-vista-vamos-pensar-na-otimizacao-da-aviacao-civil/58227/

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O salto olímpico que o Rio tem que dar até 2016


Com obras adiantadas como o Maracanã, megapacote dos Jogos enfrenta desafios com projetos que ainda não começaram

RIO - O Rio terá que dar um salto olímpico para chegar com tudo pronto aos Jogos de 2016. Há projetos quase concluídos — como o Maracanã que será o palco principal da Copa, dois anos antes —, mas outros mais ou menos atrasados por entraves jurídicos ou burocráticos que vão exigir uma maratona nos próximos quatro anos. Os investimentos são tantos e tão altos que os números oficiais, estimados inicialmente R$ 28,2 bilhões, ficaram para trás. Neste caderno especial, serão revelados os detalhes do megapacote de obras que promete uma transformação radical no visual e no futuro da cidade.

Uma corrida que começa pelo parque olímpico, para onde todos os olhos estão voltados. Com 1,18 milhão de metros quadrados, o centro do espetáculo está dentro do cronograma e a promessa é apesentá-lo ao grande público ainda 2015. Somente parte das instalações — infraestrutura e três arenas de treinamento — custará R$ 1,35 bilhão. O HSBC Arena será aproveitado —e depois, liberado —, assim como o Parque Aquático Maria Lenk. O início do bate-estaca envolve certa tensão, com a demolição do autódromo. Algumas arquibancadas já estão sendo demolidas. A favela Vila Autódromo, onde vivem duas mil pessoas, será removida. São ações delicadas, com custos que vão além dos financeiros.

Até os Jogos, quatro corredores expressos
A área de transporte, que deixará um dos principais legados para a cidade, é outro ponto de preocupação. Estado e prefeitura estão confiantes, ainda que seja necessário um sprint final. O mais vistoso empreendimento é a Linha 4 do metrô, que vai ligar a Zona Sul à Barra. É mais do que um sonho olímpico, é uma promessa de dias melhores na rotina demoradores do Rio. Com 15 quilômetros, o trecho poderá transportar 300 mil pessoas diariamente. Na conta das autoridades, o ramal novo, depois de testes, entra em operação ainda no primeiro semestre de 2016. Há novidades também nas Linhas 1 e 2, que ganharão 19 trens até março do ano que vem. Além disso, a Estação Uruguai, na Tijuca, está prevista para em 2014. Sem falar nos quatro BRTs: o Transoeste já funciona parcialmente, mas ainda há os Transcarioca, Transolímpico e Transbrasil. A responsabilidade tem o peso das promessas.
— Não há o menor risco de os BRTs não ficarem prontos. O tempo que temos é mais do que suficiente — garante o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, acrescentando que, com as licitações feitas até o fim do ano, tudo estará pronto até 2015.

O Porto Olímpico chegou por último, e inspira cuidados. Embora a região não estivesse originalmente no pacote dos Jogos de 2016, a transferência da Vila de Mídia para lá fez tudo mudar de figura. A revitalização já em curso ficou mais ambiciosa. Novos píeres, por exemplo, vão aumentar a capacidade do porto para receber carga e turistas. Os armazéns terão lojas e restaurantes. O terminal de passageiros será reformado. Há licitações em meio a brigas jurídicas. Só depois de resolvê-las, as intervenções de R$ 662 milhões, com verba do PAC, terão início. Ainda espera-se parte dos píeres pronta para a Copa.
— Os portos não podem ser o gargalo do crescimento econômico, e por isso os investimentos do governo federal têm sido intensos — diz o ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino. — Na Copa e nas Olimpíadas, os navios serão usados como hotéis flutuantes. Como legado, teremos um porto mais moderno. A capacidade de receber turistas em cruzeiros crescerá em até 250%.

Cifras olímpicas são sigilosas
A recepção de turistas em terra firme é outra prioridade. O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, prevê que a cidade ganhará mais 106 hotéis, a maioria na Barra.

As cifras da empreitada são sigilosas. Presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes explica:
— Não há a mínima hipótese de se fazer estimativas. Não quero que especulações joguem os valores das licitações lá para cima. Nossos Jogos têm que ser competitivos. Vamos fazer coisas bonitas como em Beijing e Londres, mas espartanas nos custos.

Campanha uniu os cariocas
Eram 13h50m do dia 2 de outubro de 2009, no Brasil. Em telões na Praia de Copacabana, a imagem de um envelope numa bandeja deixou em silêncio milhares de pessoas. A tensão durou até que o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, anunciasse o resultado: o Rio iria sediar as Olimpíadas de 2016. No palco armado em frente ao Copacabana Palace, a comemoração começou com o samba do Salgueiro, de 1993, cujo refrão sintetizava o clima do momento: "Explode coração, na maior felicidade". Era a hora de festejar.

Em meio a atrasos nas obras de infraestrutura e das instalações para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, lançou em setembro de 2006 a candidatura do Rio para sediar os Jogos de 2016. Era a terceira tentativa em dez anos. Nas duas vezes anteriores — para as Olimpíadas de 2004 e 2012 — a cidade foi eliminada na primeira seleção. Em 2007, sete cidades se candidataram. No ano seguinte, o Rio foi anunciado como uma das quatro finalistas, junto com Madri, Chicago e Tóquio. A Cidade Maravilhosa saiu na frente.

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domingo, 12 de agosto de 2012

PM e MetrôRio realizam simulação preventiva para grandes eventos


Eles simularam um sequestro em um dos vagões. Trecho utilizado, entre Cidade Nova e São Cristóvão, estava fechado e não afetou circulação de trens

RIO - Fechado no fim de semana, o trecho do metrô entre as estações Cidade Nova e São Cristóvão foi usado na manhã deste sábado por policiais militares e agentes da concessionária MetrôRio para uma operação especial, já de olho na Copa de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. A ação - que começou às 10h deste sábado, e segue até as 11h30m, sem interferência no funcionamento normal do metrô - teve como objetivo treinar os profissionais contra ações criminosas dentro do trem em grandes eventos. Passageiros que utilizam as linhas no momento foram informados da simulação por meio de avisos sonoros, para evitar clima de insegurança.

O treinamento consistiu na simulação de uma ocorrência com reféns dentro de um dos vagões da concessionária. Durante o treinamento, simulou-se a uma ocorrência com reféns dentro de um dos vagões da concessionária, que foi interceptado entre as estações Cidade Nova e São Cristóvão. Houve cerco do local, negociação com os tomadores de refém, emprego dos novos equipamentos táticos adquiridos pela Secretaria de Segurança, acionamento do Grupo de Resgate e Retomada, socorro de vítimas e utilização dos cães de faro. Participam da operação homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Ações com Cães (BAC), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Grupamento Aeromóvel (GAM).

Nos finais de semana, a transferência entre as linhas 1 e 2 se dá pela Estação Estácio. Para evitar que se crie um clima de insegurança, os usuários serão informados por avisos sonoros nas composições e estações.

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Próximo prefeito do Rio terá grandes desafios olímpicos


Futura gestão precisará garantir legado social das Olimpíadas e cumprir prazos

Por Cassio bruno e Renato Onofre

RIO - Começa hoje a contagem regressiva para o início dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Nos próximos quatro anos, caberá ao prefeito eleito cumprir e entregar no prazo as obras de infraestrutura da cidade previstas no compromisso enviado ao Comitê Olímpico Internacional (COI), além de gerenciar a construção das principais instalações olímpicas. Outro desafio da futura gestão municipal será garantir que a realização da competição represente também um legado social aos cariocas.

Em outubro, termina o prazo para eventuais modificações nos projetos. A partir daí, eles não serão mais passíveis de alterações.
O prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição, afirma que manterá todos os projetos atuais e que sua maior preocupação, se vencer, será com a própria organização do evento. Paes lidera com folga as pesquisas: segundo o Ibope, tem 49% das intenções de voto, e, pelo Datafolha, 54%. Marcelo Freixo (PSOL), que aparece em segundo, está longe: tem 8%, pelo Ibope, e 10%, pelo Datafolha.

Rodrigo Maia (DEM), Otavio Leite (PSDB) e Aspásia Camargo (PV) são unânimes. Para não fazer feio, a prefeitura terá de reestruturar o trânsito. Freixo diz que falta transparência nos contratos com o setor privado, o que dificultará o evento.
Fazendo considerações genéricas, nenhum dos quatro oposicionistas, porém, detalhou ao GLOBO a proposta sobre como conduzir o projeto olímpico do Rio.
— Sem dúvida, é organizar o trânsito da cidade durante o período das competições. O exemplo de Londres nos aponta isso — afirma Leite.
— Precisamos estruturar a engenharia de tráfego da cidade, que, infelizmente, anda muito mal nos últimos tempos — completa Maia.
Aspásia lembra que a ampliação do sistema de transporte não é função da prefeitura:
— Não é o prefeito que pode dar soluções mais robustas, como ampliação de linhas de metrô e de transporte sobre trilhos.

Das obras visando a melhorias físicas para a cidade, a construção dos ramais de ônibus articulados (BRTs) é a mais adiantada, apesar de já apresentar problemas de manutenção, como buracos. Estão previstos 150 quilômetros de vias, divididas em quatro linhas: Transoeste, Transcarioca, Transolímpica e Transbrasil.
Em Londres, que tem um dos mais completos sistemas de transporte de massa do mundo, com interligações entre trem, metrô e ônibus, os Jogos também significaram engarrafamentos, ligando o sinal de alerta do Comitê Olímpico Rio 2016.
— Em qualquer cidade que receba os Jogos, o transporte é sempre o desafio — afirma o diretor do Comitê Olímpico Rio 2016, Leonardo Gryner.

Legado social é preocupação
O investimento social é outra preocupação. Pelo dossiê de encargos, há o compromisso de investir em comunidades carentes no entorno dos complexos esportivos. Paes afirma que já há investimentos nesse setor:
— Pergunta à dona Maria que saía de Santa Cruz para a Barra da Tijuca num ônibus comum o que representou para ela a inauguração da Transoeste. Um de nossos grandes legados (sociais) é transporte. Nós concluímos as vilas olímpicas do Caju e do Mato Alto, e estamos construindo mais duas em Guaratiba e Honório Gurgel. Sem contar o projeto Morar Carioca para urbanizar as comunidades.
Sandro Corrêa, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, alerta:
— O legado social tem que ir além da melhoria de infraestrutura. E deve ser sentido também no campo administrativo, com o saneamento das contas públicas após os Jogos Olímpicos.
Nos Jogos Pan-americanos do Rio, em 2007, o orçamento previsto inicialmente era de R$ 414 milhões. Mas, no fim, as obras custaram R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos.

A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, informou que só no segundo semestre do ano que vem o custo dos Jogos será conhecido. O orçamento original, apresentado no Dossiê de Candidatura em 2007, previa investimentos de R$ 28,8 bilhões, valor hoje considerado defasado. Destes, R$ 23,2 bilhões seriam aplicados em infraestrutura e instalações pelos três níveis de governo, e R$ 5,6 bilhões, pelo Comitê Organizador.

Ficam para o próximo prefeito questões como a construção de um novo autódromo, exigida pela Confederação Brasileira de Automobilismo pela cessão da pista que receberá o Parque Olímpico. Assim como a remoção das famílias que moram ao lado da futura instalação, em Jacarepaguá. Há indefinições quanto ao reaproveitamento do Velódromo e do estádio de São Januário para competições de rugby.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

TCU vê atrasos em obras de mobilidade para Copa


Por Marta Nogueira

O andamento das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014 está na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Desde o início das obras, em 2010, até 16 de julho, apenas R$ 327,54 milhões foram desembolsados para esse fim - o equivalente a 5,5% dos R$ 9,59 bilhões dos investimentos previstos.

Preocupado com a situação, Valmir Campelo, ministro do TCU, baixou acórdão recomendando ao governo que exerça o papel político de trabalhar para que os projetos sejam concluídos e os desembolsos acelerados.

O objetivo é evitar que haja excesso de atraso nas obras, como aconteceu nos Jogos Pan-Americanos no Rio, em 2007. Em muitos casos, os atrasos levaram a um aumento de gastos públicos. "Isso é para evitar alguma coisa muito parecida ou até mesmo igual ao que aconteceu com o Pan", disse Campelo. "É dever nosso chamar a atenção do Estado de que o desembolso está muito devagar. " As obras de mobilidade urbana são de responsabilidade dos municípios e o banco responsável pela liberação dos desses aportes é a Caixa Econômica Federal.

O ministro afirmou não poder explicar com precisão a origem dos atrasos que, segundo ele, podem vir da burocracia da Caixa e também da demora para a conclusão de projetos. O TCU tem feito um trabalho preventivo de fiscalização dos recursos necessários para a execução de todas as obras programadas para a Copa do Mundo no país. O tribunal analisa os orçamentos e, caso encontre oportunidade, aponta onde pode haver redução de valores.

De acordo com Campelo, o trabalho do tribunal já trouxe economia de R$ 600 milhões aos cofres públicos. Desde 2010, foram julgados mais de 60 processos e não houve nenhuma paralisação por irregularidades.

O orçamento aprovado para a execução de todas as obras previstas para o evento soma R$ 27,4 bilhões. O aporte inclui investimentos da União em 31 ações em aeroportos e 7 em portos, aportes dos Estados em 12 estádios esportivos e investimentos dos municípios nas obras de mobilidade urbana, que somam 51 intervenções. "É um trabalho educativo, preventivo e pedagógico", disse o ministro. A punição é acionada apenas "em último caso".

No caso dos aeroportos, o TCU gerou economia de R$ 70 milhões na execução das obras no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, e também no aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus. Além disso, também reduziu em R$ 16 milhões o orçamento para a intervenção no terminal 1 do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, cujo contrato inicial previa aporte de R$ 153 milhões. No terminal 2, no mesmo aeroporto, a economia foi de R$ 17 milhões e o contrato inicial era de R$ 59 milhões. No aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, a economia foi de R$ 15 milhões.

Campelo afirmou ainda que o orçamento das obras dos portos do Rio de Janeiro, Fortaleza, Natal e Santos sofreu economia total de R$ 75 milhões a partir da atuação do TCU. "O Rio de Janeiro é um dos Estados que está trabalhando mais conosco no dia a dia, procurando fazer as coisas com transparência e honestidade da melhor maneira possível", avalia o ministro do TCU.

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Diretor da Rio-2016 admite preocupação com vagas em hotéis


Por Claudio Nogueira

Em coletiva em Londres, Leonardo Gryner, porém, se diz tranquilo quanto ao transporte

LONDRES - Ao apresentar à imprensa internacional, nesta sexta-feira, no Main Prerss Center (Centro Principal de Imprensa) dos Jogos de Londres-2012, os Jogos do Rio, em 2016, o diretor geral do Comitê Organizador da Rio-2016, Leonardo Gryner, acabou tendo de falar sobre temas polêmicos, como o sistema de transporte carioca, a insuficiência de acomodações na rede hoteleira e o fato de o ex-presidente da Fifa João Havelange dar nome ao estádio de atletismo dos Jogos, o Engenhão. Se inicialmente o objetivo da entrevista coletiva era o de explicar como será a passagem da bandeira olímpica de Londres para o Rio, na cerimônia de encerramento deste domingo à noite, no Estádio Olímpico de Londres, Gryner se viu questionado pela mídia de vários países e também do Brasil sobre assuntos no mínimo incômodos.
- Um tema que nos preocupa são as acomodações, o número de vagas em hotéis. Será necessário um projeto mais complexo para tratar disso - admitiu o dirigente.

FESTA DE ENCERRAMENTO: Brasil multicultural e multiétnico em oito minutos
Perguntado pelo repórte do GLOBO sobre o transporte público, levando em conta que em Londres o metrô, os trens e os ônibus ligam todos os pontos da metrópole, ao contrário do que ocorre no Rio, Gryner respondeu:
- O metrô (do Rio) funciona muito bem, está crescendo e precisa de mais linhas. Adotaremos uma combinação de metrô com o BRT (sistema de ônibus com corredor expresso), e será uma transformação total do sistema de transportes. Agora os ônibus cumprem o que é determinado pela prefeitura, e o prefeito é o verdadeiro dono das linhas. Antes, eram os empresários que faziam o que queriam. Agora, é diferente - argumentou o diretor.

Gryner negou a possibilidade de colapso no trânsito, que poderia ser provocado pela soma do movimento normal da cidade (em agosto de 2016) com o elevado número de turistas.
- Colapso, não vai ter. Em 2016, já serão sete anos de um programa de transporte, com muita gente do Rio, de fora do país e do Comitê Olímpico Internacional (COI) trabalhando. Colapso não vai haver - garantiu.

Gryner reafirmou que a Rio-2016 tem aprendido muito com a organização londrina, à qual deu os parabéns por ter sido muito bem sucedida:
- Queremos um projeto compatível com o nosso país. Não teremos estádio para 90 mil pessoas. O de atletismo terá 60 mil lugares, e, junto com a prefeitura, queremos fazer com que instalações temporárias sejam reutilizadas em instalações permanentes. A arena de handebol (partes da estrutura) pode ser (após desmontada) levada para escolas, bibliotecas, por exemplo.

Repórters quiseram saber sobre Havelange
Já surgiu na imprensa internacional uma polêmica a respeito do fato de o ex-presidente da Fifa João Havelange ser o patrono do estádio de atletismo, o Engenhão. O estádio de atletismo é sempre uma das principais instalações em qualquer edição dos Jogos. Vários jornalistas estrangeiros e brasileiros questionaram Gryner se a imagem do megaevento de 2016 não ficaria prejudicada por sua associação a Havelange, que sofre com acusações de corrupção.
- Temos muito orgulho do que Havelange fez pelo esporte no Brasil e no mundo todo. Ele é uma grande legenda do nosso esporte - afirmou o dirigente da Rio-2016. - Não acho que o fato de o nome do estádio ser João Havelange vá prejudicar os Jogos. Ele foi punido e já pagou o que devia, e o próprietário do estádio é a prefeitura.

Quando outro jornalista não-brasileiro perguntou se ele se orgulhava também de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, Gryner argumentou que até onde sabia Teixeira não era atleta. Mas reafirmou que se orgulhava dos desportistas brasileiros. Outro repórter perguntou se Pelé irá de alguma forma trabalhar junto`a organização da Rio-2016:
- Pelé trabalhou conosco durante a campanha pelo direito de sediar os Jogos. Nós o convidamos para a nossa apresentação final em Copenhague. Ficaríamos muito felizes em tê-lo. Amamos Pelé.

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