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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Planejamento da Copa do Mundo do Brasil falha na mobilidade urbana


Nenhuma das 50 obras prometidas em 2010 foi concluída, 13 delas foram retiradas do compromisso

Por Eduardo Bresciani

BRASÍLIA - Apontada desde o início da preparação como o maior legado para a população das sedes da Copa do Mundo de 2014, a mobilidade urbana é hoje o maior problema no planejamento. Nenhuma das 50 obras prometidas em 2010 foi concluída, 13 foram retiradas do compromisso, e as 37 que continuam na matriz de responsabilidades tiveram o cronograma alterado, sendo que em 19 delas houve também mudança no orçamento.

Com a inclusão de obras de menor porte, as intervenções de mobilidade urbana somam 53 na matriz atual, mas o investimento destinado a elas caiu de R$ 11,59 bilhões em 2010 para R$ 8,6 bilhões no final de 2012.

Isso ocorreu mesmo com um aumento de R$ 765,5 milhões nas 19 obras em que o orçamento foi revisto.

As intervenções em mobilidade urbana foram sempre defendidas como uma contribuição da Copa para o dia a dia dos cidadãos. O argumento era que o poder público investiria em obras estruturais para que depois da Copa os benefícios pudessem ser sentidos pelos habitantes com mais opções de transporte público e melhoria no trânsito.

Das 37 obras que continuam previstas, todas registram novo prazo para conclusão, segundo o balanço da Copa, divulgado pelo governo federal em dezembro. Destas, 29 já deveriam ter sido entregues, segundo o que foi prometido em 2010. Agora, 18 delas devem ficar prontas este ano e as outras 19 em 2014. Ao longo do planejamento, foram incluídos 16 novos empreendimentos, a maioria de menor porte. Metade tem entrega prevista para 2013 e o restante tem como prazo o ano da Copa do Mundo.

O Ministério das Cidades, responsável pelo monitoramento destas obras, afirma que as intervenções urbanas retiradas da matriz de responsabilidades continuam em andamento. "As obras em questão não foram canceladas, elas migraram da matriz de responsabilidades da Copa para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", diz a pasta.

Atrasos e alterações do orçamento decorrem de "readequações" necessárias no desenvolvimento dos projetos, complementa o ministério.

CANCELADAS
Em Manaus, as duas obras previstas foram canceladas. Um monotrilho que ligaria a região norte ao centro da cidade e um corredor de ônibus para a região leste foram retiradas da previsão. O governo do Amazonas culpa a "burocracia" pelo atraso na obra do monotrilho, mas ressalta que a obra continua em andamento e deve ser concluída em 2015. Na Bahia, a matriz original trazia a previsão de apenas uma obra viária ligando o aeroporto ao acesso norte de Salvador. A intervenção foi retirada e hoje a capital terá como intervenções de mobilidade duas pequenas obras no entorno da Arena Fonte Nova. Segundo o governo do Estado, a obra viária foi substituída por um metrô, mas essa ação não foi incluída na matriz porque pode não ficar pronta para o evento.

Na região Sul foi o preço das obras que cresceu ao longo destes três anos e os prazos foram prorrogados para a véspera do evento. Em Porto Alegre, das 10 obras prometidas, oito tiveram o orçamento ampliado com o total indo de R$ 483,2 milhões para R$ 809,7 milhões, uma alta de 67%. Previstas para serem entregues até junho de 2013, agora têm como prazo de conclusão o mês de maio de 2014. A prefeitura de Porto Alegre diz que os projetos foram alterados para a realização de obras de qualidade superior.

Em Curitiba, das nove intervenções previstas inicialmente, uma foi cancelada e seis tiveram o custo ampliado, subindo de R$ 234,1 milhões para R$ 354,6 milhões. Todas deveriam ter sido entregues em 2012 e agora tem como previsão o ano da Copa. A prefeitura, que teve troca de comando nas últimas eleições, informou que deve concluir uma análise das obras nesta semana e não teria como comentar as mudanças.

Em São Paulo, a alteração decorre da troca do estádio da capital paulista na Copa. O monotrilho do Morumbi, que tinha orçamento de R$ 2,8 bilhões, foi substituído por intervenções viárias em Itaquera no valor de R$ 317,7 milhões. O governo paulista afirma que a obra na zona sul da cidade continuará. 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,planejamento-da-copa-do-mundo-do-brasil-falha-na-mobilidade-urbana,983613,0.htm

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Construção da Linha 4 do metrô custará 70% a mais do que o estimado inicialmente


Valor de R$ 8,5 bilhões supera o que a prefeitura está investindo na construção de quatro BRTs (cerca de R$ 6 bilhões)

Por LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO — A conta final do projeto para a construção dos cerca de 16 quilômetros da Linha 4 do metrô (Zona Sul-Barra) ficou em R$ 8,5 bilhões, 70% a mais do que os R$ 5 bilhões estimados inicialmente. O valor, que supera o que a prefeitura está investindo na construção de quatro BRTs (cerca de R$ 6 bilhões), foi divulgado pelo governo do estado na última sexta-feira, após mais de dois anos de estudos e análises de alternativas de trajetos e emprego de materiais. Do total, R$ 7,5 bilhões virão do tesouro estadual, da União e de financiamentos, e R$ 1 bilhão será bancado pelo consórcio Rio Barra, por meio da compra de material rodante, equipamentos de segurança e sinalização.
Representantes do estado e do consórcio Rio Barra explicam que a elevação dos gastos ocorre porque o orçamento inicial utilizou como base um projeto conceitual. Outros fatores que impactaram o valor seriam a correção monetária e a escolha de soluções técnicas para tornar o sistema mais eficaz. Além disso, foi preciso providenciar a infraestrutura para uma futura expansão da Gávea rumo ao Centro, sem necessidade de parar na estação.
O prazo para conclusão das obras físicas está mantido: dezembro de 2015. Mas as seis novas estações — Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Praça Nossa Senhora da Paz e Jardim de Alah — só devem entrar em operação comercial em junho de 2016, ou seja, a apenas dois meses dos Jogos Olímpicos.

Concessionárias vão remanejar redes
A partir desta segunda-feira, com base em projetos de concessionárias como Light, Cedae e CEG, o Rio Barra começa a remanejar equipamentos em áreas da Zona Sul por onde passará o metrô. Para isso, serão feitas escavações nos trechos interditados da Avenida Ataulfo de Paiva, entre a Rua General Venâncio Flores e a Avenida Bartolomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros, no Leblon. Não há previsão de interrupção dos serviços pelas concessionárias.
No planejamento das obras, 2013 será um ano estratégico para a ligação Zona Sul-Barra. Em junho do ano que vem, vence o prazo do consórcio para escolher a empresa que fabricará os 15 trens que vão operar o serviço na Linha 4. O consórcio Rio Barra, que fará a contratação, informou que está concluindo o detalhamento de especificações técnicas dos equipamentos. Ainda de acordo com o consórcio, a nova frota pode ser de um modelo diferente da que é empregada na Linha 1. Mas será compatível, para circular por toda a linha. Assim, o usuário poderá entrar no Jardim Oceânico e saltar na estação da Rua Uruguai, prevista para ser inaugurada no fim de 2013.
As obras da Linha 4 do metrô exigirão investimentos pesados: apenas em 2013, o estado e o consórcio estimam gastar R$ 1,8 bilhão no projeto. O valor equivale a mais que o dobro dos R$ 800 milhões empregados até agora.
Em janeiro do ano que vem, parte do estacionamento da PUC será interditada para a montagem do canteiro de obras da Estação Gávea. A primeira intervenção será a demolição do prédio da incubadora de empresas — logo após uma nova sede ser construída pelo consórcio no próprio campus.
— A extinção das vagas da PUC será temporária. Ao fim da obra, a área será devolvida. No terreno, serão visíveis apenas túneis de ventilação da estação. Os acessos serão pela Rua Marquês de São Vicente — explicou Lúcio Silvestre, gerente de contratos do consórcio Rio-Barra.
A Estação Gávea será a última a entrar em obras. Barra e São Conrado começaram a ser construídas em 2010. No mês passado, foram iniciadas as sondagens de solo para as estações da Zona Sul. O método empregado permite a construção das estações antes mesmo da ligação física entre elas, pelas escavações em rocha.

Estação Gávea terá dois níveis
Pelo projeto atual, a Estação Gávea foi concebida em dois níveis. Isso permitirá, no futuro, a construção de até dois novos ramais independentes até o Centro. O estado alega que a opção atual atendeu a um compromisso assumido com o Comitê Olímpico Internacional (COI).
Também para o início de 2013 está prevista a chegada do tatuzão, fabricado na Alemanha. O equipamento, que fará escavações para interligar as novas estações na Zona Sul, chegará desmontado ao Porto do Rio, entre os dias 15 e 20 de janeiro. De lá, seguirá para oficinas na Leopoldina. A montagem final será feita entre abril e agosto do ano que vem, sob a Estação General Osório, em Ipanema.
— O transporte das peças da Leopoldina até o canteiro da General Osório certamente terá que ser feito em horários noturnos, num esquema especial de trânsito que ainda será discutido com a CET-Rio — explicou Marcos Vidigal do Amaral, gerente do consórcio.
Como o equipamento trabalhará debaixo da terra, não haverá necessidade de novas interdições na Zona Sul. Mas será preciso fechar duas estações após o carnaval, em datas a serem definidas. Cantagalo parará por 15 dias, enquanto General Osório ficará fechada por oito meses.
Na Barra, o metrô vai operar integrado com o BRT Transoeste, que liga o bairro a Campo Grande e Santa Cruz. De responsabilidade da prefeitura, a expansão do Transoeste entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico, pela Avenida das Américas, está em fase de planejamento. A estimativa é que 300 mil usuários por dia sejam transportados com a nova linha.
— Nos primeiros meses de 2016, vamos preparar a estação para receber o público, com a instalação de vários equipamentos, câmeras de segurança e sinalização para orientar os usuários. Em março, começam os testes de operação — disse Lúcio Silvestre. — Poderemos usar, por exemplo, sacos de areia nos trens para simular a circulação de passageiros. A operação comercial começa em junho de 2016. Antes disso, é possível até transportar alguns passageiros fora dos horários de pico para testes — acrescentou Silvestre.

Estação terá proteção contra alta salinidade
Na Barra, operários já trabalham na construção da futura estação do Jardim Oceânico num buraco aberto em pleno canteiro central da Avenida Armando Lombardi. As intervenções, que começaram há dois anos, incluíram o rebaixamento do lençol freático. Como o nível de salinidade na região é muito alto, o consórcio resolveu revestir a estação com um material especial, cuja durabilidade estimada é de 100 anos. O material é o mesmo empregado nas fundações do Ground Zero, no lugar onde ficava o Wolrd Trade Center, em Nova York.
As obras nos acessos às estações ainda não começaram. O governo do estado tenta na Justiça a reintegração de terrenos de posseiros. São quatro prédios que interferem no projeto: um antiquário e uma empresa fornecedora de equipamentos esportivos, no sentido Barra, e um restaurante chinês e um imóvel vazio, na direção São Conrado. Das 64 casas da favela Vila União que estão no trajeto de uma ponte estaiada, proprietários de duas delas ainda brigam na Justiça.
Sem depender de Tatuzão, as escavações do túnel do metrô no trecho entre a Barra e a Gávea seguem por duas frentes. Ao todo, já foram construídos 4,3 quilômetros de túneis entre a Barra e a Gávea. Na frente da Zona Sul, os operários já ultrapassaram a Pedra da Gávea e a previsão é que as duas frentes de obras se encontrem em outubro do ano que vem. No momento, 1.683 operários trabalham nas obras. Esse número deve chegar a 4.500 em 2013.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/construcao-da-linha-4-do-metro-custara-70-mais-do-que-estimado-inicialmente-6906779#ixzz2E0xyCdWZ 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Em transportes, Rio pega carona na experiência britânica


Em Londres, o metrô com 408 quilômetros e 275 estações transportou mais de 50 milhões de passageiros em duas semanas

RIO - Símbolo de eficiência, o sistema de transporte de massa de Londres absorveu bem o aumento do número de usuários durante os Jogos Olímpicos, apesar de alguns problemas nos primeiros dias como atrasos nas operações. Só o metrô britânico, que integra toda a cidade em 408 quilômetros de linhas e 275 estações, recebeu durante as Olimpíadas mais de 50 milhões de passageiros em 15 dias, o quádruplo do normal. No Rio, o metrô tem hoje apenas 40,9 quilômetros e 35 estações.
A operação dos transportes de massa é um dos principais desafios das autoridades cariocas. Nesse caso, não é possível simplesmente copiar o sistema de Londres. A começar pelo perfil: no Rio, a tarefa de integrar toda a cidade cabe aos ônibus e não ao metrô. O gerenciamento da rede de transportes públicos também é bastante diferente. Em Londres, a missão está a cargo da agência estatal Transport for London, ligada à prefeitura, que cuida de todo o sistema: metrô, trens, ônibus entre outros serviços. Na cidade-sede das Olimpíadas do Rio, a prefeitura cuida apenas de ônibus e vans. Metrô e trens são operados por concessionárias que respondem ao estado.

Catracas eram liberadas
O metrô e outros transportes em Londres têm sistema de controle de fluxo. Na tentativa de reduzir as aglomerações no período olímpico, estações eram fechadas para obrigar passageiros a andarem mais (dispersando-os) ou as catracas eram liberadas. No Rio, estado, prefeitura e as concessionárias tentam recuperar o tempo perdido e a falta de investimentos no transporte de massa com quatro corredores exclusivos para ônibus (BRTs), cujas obras serão concluídas entre 2013 e 2015. E também com as obras para levar o metrô até o Jardim Oceânico, na Barra, onde haverá uma integração com um BRT para levar o torcedor até o futuro Parque Olímpico.
De Londres, as autoridades tentam assimilar que experiências podem servir para a cidade. A preocupação no caso não é apenas com as Olimpíadas, mas com outros eventos que acontecerão antes: a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo de 2014. A empresa Metrô Rio, que opera as linhas 1 e 2, criou em agosto, por exemplo, a Gerência de Megaeventos. Parte da equipe é a mesma que planeja as operações do sistema no carnaval e no réveillon de Copacabana, quando os ingressos das 18h até a meia-noite do dia 31 dezembro são vendidos com hora marcada.
— Faremos estudos sobre a demanda de público para cada evento. Uma coisa a gente já sabe: não dá para copiar Londres, porque o perfil das instalações é diferente. O Estádio Olímpico de Londres ficava no Parque Olímpico. O Engenhão é coberto pelos trens da SuperVia e não pelo metrô — observa a gerente de Megaeventos, Rejane Micaello.
Na região do Maracanã, o planejamento deve envolver também os ramais da SuperVia. Ao chegar ou sair, o público pode ser direcionado para estações distintas conforme a origem ou o destino dos usuários, para evitar aglomerações. Apesar dos atuais problemas de superlotação, a Metrô Rio espera melhorar a operação com mais trens. O cronograma está atrasado em um ano, mas a previsão para a frota completa estar em operação é março de 2013. Dos 19 novos carros, 11 já foram concluídos na China e três já entraram em circulação. No caso da expansão do metrô até Barra da Tijuca, o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fitchner, garante que a ampliação será concluída até dezembro de 2015. As obras têm custo total de R$ 6 bilhões em recursos do estado, da agência financeira de desenvolvimento (500 milhões de euros) e do Banco do Brasil.
Régis crê que investimentos do estado e da prefeitura em transportes de massa atenderão ao aumento da demanda.
— A operação será facilitada, porque as férias escolares coincidirão com as Olimpíadas — disse Fitchner.
As obras da ligação Barra-Zona Sul tiveram início há mais de um ano. Primeiro, com o túnel que atravessará da Barra até a Gávea, com uma estação em São Conrado. Operários já trabalham no subsolo de Ipanema para instalar a escavadeira alemã que virá desmontada de navio. O “tatuzão”, como vem sendo chamada a imensa máquina, vai perfurar a 12 metros de profundidade de Ipanema à Gávea, para evitar transtornos ao trânsito. As escavações devem ir de março de 2013 a setembro de 2015. Depois, o estado teria pouco mais de um ano para cumprir o prazo. Serão seis novas estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. Em obras, a estação da Rua Uruguai, na Tijuca, deve ser inaugurada em 2014.

Ônibus do Rio na carona da experiência dos ingleses
Os empresários de ônibus do Rio, que estão pondo em operação as linhas de BRT em implantação na cidade, também resolveram seguir o trajeto dos ingleses. Antes dos Jogos, representantes do Sindicato das Empresas (Rio Ônibus) visitaram a central de operações da Transporf for London. Este mês, empresários voltaram à capital britânica para um congresso da UITP (Associação Internacional para o Transporte Público), ONG que faz pesquisas sobre mobilidade urbana. Um dos temas tratados no evento foi a operação do sistema de transportes durante os Jogos de 2012.
Por aqui, algumas novidades já começam a ser implantadas em novembro. Os veículos do BRT Transoeste passam a ser monitorados por GPS dentro de um projeto-piloto para gerenciar a frota.
— Fala-se muito da qualidade do metrô de Londres. De fato, são 1,8 bilhão de passageiros por ano. Mas os ônibus têm um papel importante na complementação das viagens. São 1 bilhão de usuários por ano — disse o presidente do Rio Ônibus, Lélis Teixeira.
O representante da entidade antecipou que, por conta das Olimpíadas e dos demais megaeventos, os empresários do setor estão preocupados em qualificar a mão de obra. Um convênio foi assinado com o Centro de Línguas da PUC, para transmitir a rodoviários noções de inglês e espanhol à distância. Os primeiros beneficiados serão os motoristas treinados para dirigir os veículos articulados dos BRTs:
— A meta é que o motorista tenha condições mínimas de informar aos turistas preços ou localização de pontos turísticos — explicou Lélis.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/em-transportes-rio-pega-carona-na-experiencia-britanica-6525822#ixzz2ASFdUhW4 

Desafio para 2016 é evento sem retenções, diz presidente da Empresa Olímpica Municipal


Maria Sílvia Bastos Marques quer população informada sobre mudanças no trânsito ao longo dos Jogos, para evitar engarrafamentos

RIO - Apesar de contar com uma das melhores redes de transporte público do mundo, Londres não escapou de enfrentar problemas no trânsito durante as Olimpíadas. As medidas dos britânicos para superar os problemas foram acompanhadas por técnicos da prefeitura. Afinal, como reconhece a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, a questão da mobilidade é um dos principais desafios do Rio para 2016. Segundo ela, nesse quesito Londres mostrou capacidade de se adaptar a imprevistos.
Um dos exemplos foi como as autoridades lidaram com os congestionamentos provocados com a perda de uma faixa de trânsito, para permitir a livre circulação da chamada família olímpica. Ao longo do evento, o plano das faixas foi revisto:
— As autoridades perceberam que era possível liberar algumas faixas para os carros de passeio em determinados horários, em que ficavam ociosas. Isso aliviou os problemas no trânsito — disse Maria Sílvia.
O sistema de faixas exclusivas já foi adotado em outros eventos no Rio e será repetido em 2016. A primeira vez foi nos Jogos Pan-Americanos de 2007, quando houve restrições em vias como a Avenida Salvador Allende, na Barra, e as linhas Amarela e Vermelha. Na Conferência Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho, foi testado um outro esquema para ordenar o tráfego que pode ser adaptado para os Jogos de 2016.
Na Rio+20, não houve faixas exclusivas. A prefeitura optou por um esquema especial de reversíveis na Avenida Niemeyer, para facilitar o deslocamento das delegações hospedadas nos hotéis da Zona Sul para o Riocentro, em Jacarepaguá, onde foram realizados os principais debates do evento. O entorno do Riocentro foi fechado à circulação de carros particulares. O esquema deve se repetir nas Olimpíadas, provavelmente com a interdição de outras vias de acesso, para isolar o entorno do futuro Parque Olímpico, da Vila Olímpica e do Riocentro.

Tom alarmista ajudou
A presidente da Empresa Olímpica Municipal elogiou as autoridades londrinas por terem promovido uma ampla campanha para divulgar as mudanças no tráfego. Para ela, o mesmo pode ser feito no Rio:
— Eles alertaram que o trânsito poderia ficar um caos. Esse tom alarmista foi um incentivo para muita gente tirar férias. Como muita gente deixou Londres, isso foi um alívio para o trânsito.
No caso do Rio, algumas medidas já anunciadas pelas autoridades podem minimizar o problema. As férias escolares em 2016 serão em agosto, e não em julho. Com a medida, a expectativa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) é reduzir em 30% a quantidade de carros nas ruas durante o evento.
— Além isso, não podemos esquecer que em 2016 teremos uma vasta rede de BRTs e o estado vai inaugurar o metrô entre a Barra e a Zona Sul. Tudo isso são opções para quem usa o carro. Estimamos que com isso 60% da demanda por transportes será feita por sistemas de alta capacidade — acrescentou Maria Sílvia.

Terceira faixa no Joá
Ainda na ligação Barra-Zona Sul, outra novidade será a construção de uma terceira faixa de tráfego na pista superior do Elevado do Joá. Durante as Olimpíadas, a nova faixa funcionará num sistema de reversível conforme o volume de tráfego. Na pista inferior, uma das faixas ficará reservada à família olímpica e a segunda, para os ônibus. Originalmente, a prefeitura havia proposto ao Comitê Olímpico Internacional (COI) um projeto com mais impacto na região: a implantação de um BRT Zona Sul-Barra, com a duplicação da Autoestrada Lagoa-Barra. Mudou de ideia após o estado anunciar o metrô.
— Mas é claro que, mesmo com tudo planejado, pode haver um imprevisto devido à complexidade do evento. Falhas acontecem. Em Londres, o metrô lotou em alguns momentos, sem contar incidentes curiosos como a gafe cometida com a troca das bandeiras das Coreias (Sul e Norte) — disse Maria Sílvia.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/desafio-para-2016-evento-sem-retencoes-diz-presidente-da-empresa-olimpica-municipal-6525992#ixzz2ASFBujTV 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Governo do Rio inaugura linha do BRT Transoeste até dezembro


Novo itinerário vai ligar a Barra da Tijuca a Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense

Por Pedro Carrion

Em funcionamento desde junho deste ano, o BRT (Bus Rapid Transit) Transoeste liga a Barra da Tijuca ao bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, por meio de 40 km de corredores exclusivos. Mas até o final do ano, a prefeitura do Rio pretende entregar a linha que vai conectar a Barra a Campo Grande, também na zona oeste. 

Ao todo, então, serão 56 km de via expressa ligando Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande. Atualmente, o serviço beneficia cerca de 120 mil passageiros, que tiveram seu tempo de viagem diminuído em aproximadamente uma hora. A Transoeste, de uma forma geral, está orçada em R$ 900 milhões, toda ela paga com recursos da Prefeitura do Rio.

Sistema de corredores de ônibus
Além desta linha, a única que está parcialmente concluída, o governo aposta em outros corredores de BRT programados para os megaeventos na capital fluminense (Copa e Olimpíada), ainda em construção ou em fase de projeto.

Com uma faixa segregada de 39 km de extensão, a Transcarioca será o primeiro corredor de alta capacidade entre a Barra da Tijuca e o Aeroporto Internacional, na Ilha do Governador. 

As obras, que não apresentaram evolução em relação ao último mês, têm investimento total de R$ 1,5 bilhão, compartilhado entre governo federal e município, com prazo de conclusão para dezembro de 2013.

O mesmo acontece com a Transolímpica, cujas obras também não apresentaram novidades desde o último levantamento. Com 23 km de extensão, o corredor unirá os bairros do Recreio dos Bandeirantes e Deodoro. 

Cerca de 400 mil pessoas serão beneficiadas e o tempo de percurso será diminuído em mais de uma hora. A Transolímpica custará R$ 1,55 bilhão e o seu financiamento virá em parceria com a iniciativa privada através de concessão, com previsão de término para fim de 2015.

Ainda em fase de captação e sem previsão de início das obras, a Transbrasil será o corredor expresso da avenida Brasil, desde Deodoro até o aeroporto Santos Dumont, passando também pelas avenidas Presidente Vargas e Francisco Bicalho. Assim que forem iniciadas, as obras deverão durar 36 meses.

Com 32 km de extensão, esta linha exclusiva de ônibus provavelmente terá a maior demanda entre todos os BRTs já projetados e implantados no mundo, de acordo com a prefeitura do Rio, pois irá conectar o sistema a corredores de elevadíssima demanda, como as rodovias federais BR-116 (Rio-São Paulo) e BR-040 (Rio-Juiz de Fora). Além disso, terá conexões com a Transcarioca e a Transolímpica. O usuário também poderá efetuar integração com o metrô e o trem. 

Fazem parte do projeto, ainda, a construção de pontes e viadutos, o alargamento das pistas laterais da av. Brasil entre Irajá e Guadalupe e a construção de um mergulhão de acesso ao aeroporto Santos Dumont, preservando o patrimônio paisagístico do Aterro do Flamengo. 

Estas obras estão orçadas em R$ 1,3 bilhão. O governo federal deve financiar R$ 1,129 bilhão e a prefeitura entrará com R$ 171 milhões de contrapartida. A licitação está prevista para 2013.

VLT adia edital de licitação para novembro
A mobilidade no Rio não avança apenas sobre pneus. Sobre trilhos, uma das principais novidades na malha de transporte da cidade é o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da zona portuária, parte integrante do projeto de revitalização daquela área, o Porto Maravilha.

As obras para receber o VLT já estão em curso, com algumas ruas da região sendo reformadas e preparadas para a implantação do novo sistema. E o túnel ferroviário localizado sob o Morro da Providência, de 314 metros, por onde passará os trens, foi todo reformado e ampliado. 

A obra para a implantação do VLT só começará após o contrato de licitação para a escolha da concessionária responsável também pela operação do serviço. Devido à necessidade de uma adequação, o edital sairá apenas em novembro e não mais em outubro. Após avaliar as propostas das empresas interessadas, o resultado da concorrência deve sair em 45 dias, até o meio de dezembro. 

O projeto do VLT prevê a construção de duas linhas até 2014, beneficiando a cidade já para a Copa de 2014, e outras quatro para 2016. O custo é de R$ 1,1 bilhão, sendo que R$ 582 milhões virão do governo federal, via PAC da Mobilidade.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10947/GOVERNO+DO+RIO+INAUGURA+LINHA+DO+BRT+TRANSOESTE+ATE+DEZEMBRO.html

domingo, 7 de outubro de 2012

Lições olímpicas: em Atlanta, revitalização e caos no trânsito


Cidade-irmã do Rio recuperou centro antigo e degradado, não herdou dívidas

RIO - A população de Atlanta não supera os 400 mil habitantes, mas a região metropolitana soma quase quatro milhões, o que aproxima sua realidade à do Rio. As duas sedes olímpicas são cidades-irmãs, conceito criado para instituir parcerias entre governos de municípios com características parecidas. O Rio poderá aprender com Atlanta tanto o que não fazer para receber as Olimpíadas como o que aproveitar em termos de legado.
Um dos principais problemas que Atlanta ofereceu a turistas, jornalistas e até atletas é também um dos maiores desafios cariocas: o trânsito. Com grande parte dos locais de competições concentrada no centro da cidade, o sistema de transporte de massa fracassou.
Para as Olimpíadas, o Marta (Metropolitan Atlanta Rapid Transit Authority), metrô subterrâneo e de superfície que circula em cinco linhas (38 estações) na cidade, foi ampliado, mas esteve longe de funcionar a contento, com constantes atrasos. O deslocamento por ônibus também foi caótico, com muitos engarrafamentos, motivados principalmente pela confluência das linhas para um mesmo destino. Mesmo andar a pé próximo às instalações esportivas foi difícil devido ao excesso de barracas de venda de produtos ligados aos Jogos, marcados por forte presença dos patrocinadores.

A Olímpíada ‘privada’
Ao contrário das outras edições recentes das Olimpíadas, o evento em Atlanta foi quase integralmente financiado pela iniciativa privada. O investimento de empresas, somado à arrecadação com venda dos direitos de transmissão pela TV e dos ingressos para a competição, bancou quase na totalidade os US$ 4 bilhões consumidos pelos Jogos.
A fama de “Olimpíada privada” rendeu críticas a Atlanta desde sua escolha como cidade-sede — o lobby de empresas como a Coca-Cola e a rede CNN, que têm matriz na cidade, teria sido decisivo na opção do COI por nova cidade americana apenas 12 anos depois dos Jogos de Los Angeles. Berço das Olimpíadas, a grega Atenas era a favorita na disputa porque em 1996 completavam-se cem anos dos Jogos da Era Moderna.
Se o fato de ter poupado os cofres públicos pode parecer uma virtude, principalmente aos olhos de um país onde o empenho das verbas governamentais vem sendo questionado, como no caso do Rio, a experiência de Atlanta mostrou que aquele não é necessariamente o melhor caminho. Para a realização dos Jogos, cerca de 68 mil pessoas de baixa renda tiveram de deixar a região central da cidade, no chamado “Anel Olímpico”, área de 3,7km de raio para onde convergiram os principais investimentos. Quem morava na região e acabou tendo de sair não teve o retorno, em qualidade de vida, que as Olimpíadas trouxeram.

Redução da violência
Mas o resultado não foi só de problemas. Com densidade populacional menor, o centro antigo de Atlanta desenvolveu-se urbanisticamente. Os índices de violência caíram progressivamente. Se, no início dos anos 1990, Atlanta frequentava, há três décadas, a lista das cinco cidades mais violentas dos EUA, esse número foi caindo. Até 2010, 14 anos depois dos Jogos, a curva descendente de alguns crimes na cidade era ainda mais acentuada do que no resto do país: o número de assassinatos caiu 57%, segundo dados de 2010 do FBI.
Talvez o exemplo mais positivo de Atlanta seja o bom aproveitamento dos equipamentos construídos para a competição, algo que a cidade carioca não soube fazer após o Pan de 2007. O Centennial Olympic Park mantém-se até hoje como área de lazer e entretenimento, símbolo da revitalização do centro antigo. Foi ali, porém, que um caso de insegurança marcou aqueles Jogos: o atentado terrorista na madrugada de 27 de julho, com duas mortes. Uma torcedora americana foi atingida na explosão de uma bomba, e um cinegrafista turco sofreu um ataque cardíaco.
O estádio olímpico virou a casa do Atlanta Braves, time de beisebol local cujo antigo estádio deu lugar a um grande estacionamento. A Universidade da Geórgia herdou os apartamentos da Vila Olímpica, ocupados por seus estudantes, e também o parque aquático. A reforma completa do Aeroporto Hartsfield-Jackson, beneficiado pela posição geográfica central de Atlanta nos EUA, transformou-o em um hub da malha aérea do país. Em 2011, foi o aeroporto mais movimentado do mundo em número de passageiros: mais de 11 milhões. Um exemplo para um dos maiores passivos do Rio em infraestrutura, o Galeão, hoje ainda longe de atender à demanda de uma cidade olímpica.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/licoes-olimpicas-em-atlanta-revitalizacao-caos-no-transito-6254016#ixzz28cZpnthV 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Rio promove fórum para incentivar uso da bicicleta como transporte


2º Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta (BiciRio) acontece a partir desta sexta (21)

Reforçar a cultura da bicicleta como meio de transporte é o principal objetivo do 2º Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta (BiciRio), que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente promove a partir do próximo domingo (23), na capital fluminense.

O secretário Altamirando Moraes adiantou  hoje (20) à "Agência Brasil" que o evento vai começar informalmente amanhã (21) com o lançamento do primeiro mapa cicloviário da cidade do Rio de Janeiro, destinado aos turistas nacionais e estrangeiros.

“Você tem todas as atrações turísticas do Rio de Janeiro e como chegar até elas de bicicleta. Tem todas as rotas. Se você tiver algum problema, há indicação de onde está delegacia, hospital, onde você pode consertar a bicicleta”. O mapa terá distribuição gratuita e informará também as regras para uso da bicicleta no município. “O mapa vai entrar no portfólio da cidade”, disse.

No sábado (22), segundo Moraes, a SuperVia, concessionária que explora o transporte ferroviário urbano, a exemplo do que ocorreu com o Metrô do Rio, vai permitir a entrada gratuita de bicicletas nos trens, nos fins de semana. “A pessoa poderá entrar com sua bicicleta no trem,  saltar em uma estação e fazer a complementação [do percurso] com a bicicleta”.

A programação do fórum será aberta no domingo (23), pela manhã, com um passeio ciclístico que sairá do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo, até o Mourisco, em Botafogo, retornando ao parque. O passeio já tem mais de  20 mil inscritos até agora. “Vai ser um grande passeio para incentivar e consolidar  cada vez mais a questão da bicicleta como meio de transporte complementar e alternativo na cidade”.

Na segunda-feira (24), serão feitas visitas técnicas para mostrar aos participantes do fórum que é possível fazer a integração da bicicleta com os demais meios de transporte público, “na tentativa de retirar mais veículos individuais da cidade”.

No dia 25, haverá palestras e debates técnicos, no Centro Empresarial Rio. Na oportunidade, serão apresentadas experiências de projetos implantados em outras cidades do Brasil e do mundo.

A cidade do Rio de Janeiro é líder no país em quilômetros de ciclovias construídas. Altamirando Moraes disse que o município conta atualmente com 282 quilômetros de malha cicloviária em operação e deverá alcançar 300 quilômetros antes do final do ano. O objetivo a cada ano é somar mais 50 quilômetros, de modo a chegar a 2016 com 450 quilômetros de ciclovias.

“A meta é chegar, pelo menos, a 10% das pessoas que usam a bicilcieta como meio de transporte na cidade. Isso dá mais de 2 milhões de viagens de bicicleta por dia”. Hoje, são feitas 1 milhão de viagens diárias de bicicleta no Rio de Janeiro, considerando o sistema de bicicletas de aluguel e o deslocamento das pessoas com suas próprias “magrelas”.  

O secretário lembrou, ainda, que  além de constituir uma alternativa de  transporte, a bicicleta contribui para a redução dos gases de efeito estufa. Metodologia desenvolvida pelo Banco Mundial (Bird) está sendo aplicada pela secretaria para ver como o uso da bicicleta está reduzindo a emissão de gases poluentes na cidade. “A gente tem uma meta de chegar até o final do ano emitindo menos 8% do que emitia em 2005”.

O objetivo é mostrar que a cidade pode crescer de maneira sustentável. “E o uso da bicicleta contribui para isso”. Estudo que está sendo elaborado pela prefeitura, em parceria com o  Banco Mundial e a Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), vai calcular a diminuição de gases poluentes alcançada com a utilização da bicicleta, nos últimos anos.  

O 2º Fórum Internacional  da Mobilidade por Bicicleta (BiciRio) ocorre dentro da Semana Nacional do Trânsito. A agenda técnica terá mais de 300 participantes. Ela será aberta  pelo vice-presidente da Federação Europeia de Ciclismo (ECF, na sigla em inglês), Frans Van Schoot. A entidade representa mais de 100 cidades europeias e responde pela organização da Conferência Internacional Velo-City Global.

O secretário acredita que a vinda de Van Schoot ao Rio pode levar esse evento mundial a ser realizado, pela primeira vez, fora da Europa, na capital fluminense. “A gente está planejando fazer isso  até 2016”. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10750/RIO+PROMOVE+FORUM+PARA+INCENTIVAR+USO+DA+BICICLETA+COMO+TRANSPORTE.html

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Na Fonte Nova, Fifa e COL avaliam logística do estádio


Comitiva analisou a operação na arena durante a Copa das Confederações

Integrantes da Fifa e do COL visitaram nesta quarta-feira (12) o canteiro de obras da Fonte Nova, em Salvador. A vistoria contou com a presença do diretor-executivo do Comitê Organizador Local, Ricardo Trade, do escritório da Fifa no Brasil, Fúlvio Danilas, e de representantes do governo baiano.

A comitiva analisou a operação e a logística da arena na Copa das Confederações e no Mundial 2014. Aspectos como acessibilidade, área de imprensa, hospitalidade, segurança e deslocamento dentro e fora do estádio foram abordados. No total, segundo o representante da Fifa, 15 áreas operacionais serão analisadas.

Os representantes da Fifa e do COL também discutiram a mobilidade urbana na capital baiana. De acordo com Ney Campello, secretário da Copa na Bahia, o governo deu garantias ao COL de que o metrô estará em operação assistida até junho de 2013. O trecho corresponde a linha 1, com 6,5 km de extensão (Lapa-Acesso Norte), orçado em R$ 720 milhões. O projeto previa 12 km de extensão. 

As obras da Fonte Nova atingiram 70% de execução no final do mês passado. Três mil operários seguem trabalhando no canteiro de obras. A expectativa é que a obra esteja concluída em fevereiro de 2013, a quatro meses da Copa das Confederações, quando o local recebrá três partidas. No Mundial, o estádio será palco de seis partidas.

A comitiva visitam o quinto estádio da Copa do Mundoe em uma semana. Maracanã, Mineirão, Mané Garrincha e Arena Corinthians já receberam os representantes da Fifa e do COL. Nos próximos dois dias, a Arena Pernambuco e o Castelão passarão pela vistoria, que ocorre de seis em seis meses.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10685/NA+FONTE+NOVA+FIFA+E+COL+AVALIAM+LOGISTICA+DO+ESTADIO.html

sábado, 1 de setembro de 2012

Prefeitura do Rio finaliza etapa do BRT Transcarioca


Alça do mergulhão Billy Blanco, próxima ao terminal Alvorada, será inaugurada no domingo

A Secretaria Municipal de Obras do Rio de Janeiro vai inaugurar no próximo domingo (2) uma alça do mergulhão Billy Blanco, próxima ao terminal Alvorada, local de onde sairão os veículos do BRT Transcarioca. As obras da linha chegaram a 32%

O novo mergulhão tem 670 metros de extensão e oito metros de largura no entroncamento das duas alças até o final da estrutura. Na entrada, conta com as duas alças, com uma faixa em cada uma. Na saída, há uma pista com duas faixas. 

A obra custou R$ 80 milhões e contou com 350 operários. Em julho, a prefeitura entregou a primeira etapa do mergulhão. Os trabalhos tiveram duração, no total, de 17 meses.

Há quatro meses, o mergulhão do Campinho e o viaduto Negrão de Lima, que também fazer parte do trajeto da Transcarioca, foram inaugurados. Na ocasião, o BRT Transcarioca chegou a 27,5% de execução. 

A avenida Ayrton Senna terá também uma ponte estaiada de 300 metros de extensão, com conclusão prevista para dezembro deste ano. Orçada em R$ 120 milhões, a obra vai conectar as lagos de Jacarepaguá e da Tijuca. A primera etapa do BRT ainda inclui a construção de quatro viadutos e a urbanização das áreas.

A Transcarioca terá 39 quilômetros, 45 estações e três terminais. De acordo com a prefeitura, o sistema vai transportar 400 mil passageiros por dia e deve diminuir pela metade o tempo de viagem entre a Barra da Tijuca e o aeroporto do Galeão, que hoje é de duas horas.

A conclusão da linha está prevista para o final de 2013 e o investimento total é de R$ 1,5 bilhão, com financiamento de R$ 1,18 bilhão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A obra está incluída na Matriz de Responsabilidades da Copa.

O Rio terá mais três linhas de BRT (Transoeste, Transbrasil e Transolímpica) prontas até dezembro de 2015. Além disso, ocorrerá a expansão da linha 4 do metrô, ligando a zona sul à Barra da Tijuca, com passagem por São Conrado. O objetivo é interligar os três principais modais da cidade: trem, metrô e ônibus.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10635/PREFEITURA+DO+RIO+FINALIZA+ETAPA+DO+BRT+TRANSCARIOCA.html

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Organização do transporte público marca primeiro dia da Paraolimpíada


Pessoas com deficiência não tiveram dificuldades no acesso ao metrô londrino

O primeiro dia das Paralimpíadas em Londres, capital do Reino Unido, foi marcado pela organização do transporte público. Os coordenadores do evento planejaram detalhes para que as pessoas com deficiência não tivessem dificuldades no acesso ao metrô e às escadas rolantes. Funcionários e voluntários trabalham para prestar esclarecimentos e orientações aos visitantes.

Depois da cerimônia de abertura, a cidade deu exemplo de organização. Uma multidão lotava o Estádio Olímpico no evento que deu início aos Jogos. Todos os ingressos foram vendidos e aproximadamente 80 mil pessoas ocuparam as arquibancadas. Ao fim do espetáculo, quando todos deixam o estádio praticamente ao mesmo tempo, Londres mostrou que venceu o desafio do transporte, segundo relatos.

Voluntários estrategicamente colocados prestavam esclarecimentos aos visitantes. Funcionários dos trens e metrôs davam informações. Guardas garantiam a ordem e a segurança das pessoas para que não houvesse risco para a multidão. De acordo com os seguranças, não foram necessárias intervenções, pois tudo ocorreu sem incidentes.

Todos os que utilizaram as escadas rolantes de acesso às plataformas do metrô tinham a presença registrada por um funcionário, utilizando aparelho de contagem.Uma equipe controlava o fluxo de pessoas que podiam descer as escadas, evitando a lotação dos vagões e das plataformas do metrô. Voluntários organizavam o uso dos elevadores pelos cadeirantes  e o número de pessoas que podiam entrar em cada vagão.

A espera entre um trem e outro variava de dez a 20 minutos. O trajeto de uma estação do Parque Olímpico até a central, que normalmente levaria cerca de 15 minutos, demorou mais de uma hora, mas foi feito com segurança, superando o desafio da demanda de pessoas maior do que a capacidade normal do transporte.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10626/ORGANIZACAO+DO+TRANSPORTE+PUBLICO+MARCA+PRIMEIRO+DIA+DA+PARAOLIMPIADA.html

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Porto Alegre inicia obra de mobilidade urbana da Copa


Trabalho começou no viaduto Júlio de Castilhos; projeto faz parte do Complexo da Rodoviária

A prefeitura de Porto Alegre deu início na última sexta-feira (24) às obras no Complexo da Rodoviária, intervenção prevista na Matriz de Responsabilidades da Copa. Os trabalhos começaram no viaduto da avenida Júlio de Castilhos.

O local passará, inicialmente, por uma drenagem pluvial. Além disso, será executado o pavimento para a elevada que começará próximo à rua Coronel Vicente. Segundo a prefeitura da capital gaúcha, a obra tem como objetivo evitar o conflito de veículos no Túnel da Conceição e na avenida Júlio de Castilhos. As vias formam o chamado “X” da Rodoviária.

“Com a eliminação das sinaleiras teremos mais fluidez, terminando com o congestionamento, e teremos uma tranquilidade maior para o trânsito e para os pedestres", disse Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação).

O Consórcio Arteleste-Mavillis, vencedor do processo licitatório, investirá R$ 19,4 mi e terá 15 meses para concluir a obra. O complexo ainda terá a estação especial BRT da Rodoviária, com acesso subterrâneo. O projeto está concluído e aguarda aprovação para o início da licitação.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10600/PORTO+ALEGRE+INICIA+OBRA+DE+MOBILIDADE+URBANA+DA+COPA.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Retomadas obras de mobilidade urbana em Fortaleza


Atraso ocorreu devido à quebra de contrato entre a prefeitura de Fortaleza e a construtora Delta

Por Roberta Maia

Após a quebra de contrato entre a prefeitura de Fortaleza e a construtora Delta, as obras de mobilidade urbana de Fortaleza foram retomadas. Por outro lado, avançam as intervenções no aeroporto Pinto Martins e no estádio Castelão, já com mais de 83% dos trabalhos prontos.

No entorno do arena cearense, as obras de mobilidade urbana, que estavam suspensas desde maio em função do caso Delta, foram retomadas no último dia 13. Indispensáveis para a Copa de 2014, as transformações começarão pela avenida Alberto Craveiro, que será alargada e passará a ter quatro faixas em cada sentido. A prefeitura de Fortaleza avalia o custo destas obras em R$ 22,8 milhões.

A construtora Serveng-Civilsan, vencedora da nova licitação, prevê também iniciar até o final de setembro as obras do túnel ligando as avenidas Alberto Craveiro e Paulino Rocha, bem como a construção de quatro túneis na Via Expressa, que liga os bairros do Mucuripe às proximidades do Castelão, cortando boa parte da capital cearense. O contrato assinado entre a prefeitura e a construtora é de R$ 232,6 milhões.

Ainda para melhorar a mobilidade urbana em Fortaleza, a avenida Bezerra de Menezes, uma das principais da cidade, ganhou faixas exclusivas para ônibus. O transporte público de ônibus, vans e táxis dispõe agora de duas faixas exclusivas, em cada sentido --de um total de quatro faixas de trânsito por sentido. 

Metrô de Fortaleza
Dois meses após a entrega do primeiro trecho do metrô de Fortaleza, dados da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos indicam que estão sendo realizadas 26 viagens diárias, de cerca de 20 minutos, ligando a cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana, ao bairro de Parangaba, em Fortaleza. Nesta fase de testes, em que o metrô opera apenas de segunda à sexta-feira, das 8 horas ao meio-dia, mais de 150 mil usuários vem sendo beneficiados.

Rômulo Fortes, presidente da Companhia, promete para breve a conclusão da linha, com extensão até o centro: “Vamos ter o metrô em operação assistida até o fim do ano. Já no ano que vem, com certeza no segundo semestre, entraremos em operação comercial com o sistema inteiramente completo”, garante.

Duas das estações que passarão a integrar a linha sul do metrô, a Juscelino Kubitschek e a Padre Cícero, foram incluídas nas obras da Copa de 2014. No momento, a obra está em fase de cravação de estacas e de escavações. 

Quanto à linha leste, a norte-americana The Robbins Company ganhou a licitação para fornecimento das tuneladoras, equipamentos de escavação dos túneis do metrô. As duas primeiras máquinas estão previstas para chegar ao país em maio do ano que vem. E a empresa já está instalando uma fábrica no complexo portuário do Pecém, para prosseguir produzindo localmente estes equipamentos. 

Outras obras para a Copa de 2014
O estádio da Copa em Fortaleza é o Castelão que, segundo o secretário especial da Copa, Ferruccio Feitosa, está previsto para ser inaugurado no dia 15 de dezembro de 2012, com um amistoso entre Brasil e Argentina. No momento, a obra do estádio está na fase de instalação da cobertura, que já ultrapassa 60%. Outro projeto em andamento é a reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, com investimentos de R$ 336,6 milhões.

*Reportagem publicada originalmente no portal Mobilize Brasil 

Fonte: Mobilize Brasil

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10571/RETOMADAS+OBRAS+DE+MOBILIDADE+URBANA+EM+FORTALEZA.html

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Seminário em Porto Alegre discute obras de mobilidade urbana da Copa


Debate terá a participação do ministro do TCU, Valmir Campelo, e representantes do TCE

A Comissão de Desenvolvimento Urbano realiza nesta sexta-feira seminário em Porto Alegre para discutir o andamento das obras de mobilidade urbana para a Copa de 2014. Porto Alegre é uma das doze cidades-sede do evento. O debate foi proposto pelo deputado Paulo Ferreira (PT-RS).

Segundo o deputado, o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou em abril um relatório sobre a situação das obras de mobilidade urbana para a Copa, e Porto Alegre apareceu com um dos desempenhos mais preocupantes.

O deputado lembra que a cidade foi contemplada com o maior número de obras de mobilidade urbana, com investimentos previstos de R$ 426,7 milhões, mas apresenta o menor índice de valor desembolsado, de acordo com o relatório do TCU.

Foram convidados para o debate o ministro do TCU, Valmir Campelo, relator dos processos de fiscalização das obras para a Copa do Mundo; e representantes do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, do governo estadual e da Prefeitura de Porto Alegre.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10553/SEMINARIO+EM+PORTO+ALEGRE+DISCUTE+OBRAS+DE+MOBILIDADE+URBANA+DA+COPA.html