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quinta-feira, 14 de março de 2013

Federação internacional de atletismo vê 17 suspeitas de doping


Com a adoção do programa passaportes biológicos, a Iaaf (a federação internacional de atletismo) investiga atualmente 17 casos suspeitos de doping por causa de alterações anormais no perfil do sangue.

"Dezessete casos estão atualmente no processo", revelou o gerente do setor de resultados do departamento médico e antidoping da Iaaf (a federação internacional de atletismo), Thomas Capdevielle.

Ele também falou que 19 casos já tinham sido concluídos, com a decisão de aplicar punições, e três encaminhados ao CAS (Corte Arbitral do Esporte).

A União Ciclista Internacional foi a pioneira nesse programa de passaportes biológicos. A Iaaf passou a adotar em 2009.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1245550-federacao-internacional-de-atletismo-ve-17-suspeitas-de-doping.shtml

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Começam as obras do laboratório de testes antidoping da UFRJ


Previsão para conclusão das intervenções é até maio de 2014
Parte de infraestrutura do novo prédio custará cerca de R$ 13 milhões

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - As obras de infraestrutura para ampliação do laboratório de pesquisas responsável pela realização de testes antidoping em competições esportivas do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) começaram nesta segunda-feira. A previsão para conclusão das intervenções no Ladtec é até maio de 2014. Só a parte de infraestrutura do novo prédio, que também será na Ilha do Fundão, custará cerca de R$ 13 milhões. A informação foi divulgada pelo secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, que está no Rio acompanhando reuniões com o Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o andamento dos projetos olímpicos.
O evento conta com a participação de representantes da União, estado e município. A ampliação do Ladtec é um dos compromissos do Rio para as Olimpíadas de 2016, já que a intervenção seria necessária para ampliar a capacidade do laboratório de realizar exames antidoping. Mas, segundo o secretário, pelo cronograma existente é possível que as instalações já sejam usadas na Copa do Mundo de 2014.
Leyser acrescentou que há duas semanas entregou ao governo do estado um pré-projeto para o novo autódromo do Rio, que ficará em Deodoro. O projeto ainda poderá sofrer mudanças técnicas. O Exército, porém, ainda não liberou a área. O terreno passa por um processo de descontaminação. Além disso, há um impasse jurídico, porque o Ministério Público questiona na Justiça a obtenção da licença de obras sem estudo de impacto ambiental.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/comecam-as-obras-do-laboratorio-de-testes-antidoping-da-ufrj-7606989#ixzz2LO1m0b7s 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Governo dos EUA rejeita indenização de Armstrong


O governo dos Estados Unidos rejeitou uma indenização oferecida por Lance Armstrong. Segundo a emissora de TV “CBS”, o ex-ciclista teria tentado pagar US$ 5 milhões para compensar o dinheiro recebido do US Postal Service, o correio nacional.

O US Portal Service patrocinou a equipe de Armstrong entre 1999 e 2004. Nesse período, a empresa investiu mais de US$ 30 milhões para associar sua marca ao ciclista.

Armstrong, 41, foi considerado durante anos um dos maiores nomes da história do ciclismo. O norte-americano venceu sete edições do Tour de France, prova mais tradicional da modalidade.

Contudo, um relatório elaborado em 2012 pela agência antidoping dos Estados Unidos (Usada) acusou Armstrong de ter usado substâncias ilícitas para atingir esse nível de desempenho. O documento da instituição foi elaborado a partir de amostras sanguíneas coletadas anos antes, além de testemunhos de outros ciclistas.

O relatório da Usada, que esmiuçou o que a entidade classificou como “um dos mais intrincados e eficientes esquemas de doping da história do esporte”, destruiu a imagem de Armstrong. O norte-americano perdeu títulos, foi banido do esporte e acompanhou uma debandada de patrocinadores.

Em janeiro deste ano, Armstrong foi ao programa de entrevistas apresentado por Oprah Winfrey no canal “CBS” e confessou ter usado doping. A conversa com o ex-ciclista durou cerca de duas horas e meia.

Na conversa com Oprah, Armstrong pediu desculpas a funcionários e apoiadores da Livestrong, entidade assistencial criada por ele, e prometeu limpar a imagem da instituição.

Segundo a “CBS”, Armstrong se ofereceu para participar de uma investigação federal sobre o doping no esporte dos Estados Unidos.

A lista de patrocinadores que abandonaram Armstrong depois do escândalo tem marcas como Nike, Anheuser-Busch, Trek, Easton-Bell Sports, 24-Hour Fitness, Honey Stinger e Oakley.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/28/28166/Governo-dos-EUA-rejeita-indenizacao-de-Armstrong/index.php

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Presença masculina na coleta deixa atletas constrangidas no antidoping


Médico fiscaliza exame de urina de mulheres em Brasília, contrariando norma da Agência Mundial; entidade informa que problema foi corrigido em São Paulo

Por Fabrício Marques

As atletas que participaram no início desta semana, em Brasília, dos primeiros exames realizados pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), ligada ao Ministério do Esporte e criada para as Olimpíadas de 2016, tiveram que fazer a coleta de urina diante de um acompanhante homem. A situação, que constrangeu algumas esportistas, contraria as normas internacionais para testes estabelecidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada).
- Estou há mais de dez anos no esporte. Já cheguei a fazer 18 exames antidoping em um ano e nunca tinha acontecido a coleta com um doutor. O médico pode até preencher o formulário, mas na hora da coleta, no banheiro, é sempre uma mulher. Então, a gente fica muito constrangida. Nos meus primeiros exames antidoping, com uma fiscal mulher, já era constrangedor, imagina com um doutor. Mas acabei aceitando, pois o comunicado que recebi dizia que era obrigatório e, se não fizesse o exame, eu corria o risco de ser suspensa - afirmou uma das atletas, que preferiu não se identificar.
O treinador da esportista, que também pediu para ter a identidade preservada, contou que questionou o procedimento com os responsáveis pelos exames. A justificativa foi de que a equipe da ABCD é nova e ainda não havia mulheres capacitadas para acompanhar a coleta com as atletas.
- Com toda a educação, nós perguntamos o motivo por estarem fazendo daquela maneira. Disseram que a equipe ainda estava sendo formada e não tinha uma oficial mulher preparada para aquela função. Nós tentamos argumentar, dizer que a atleta não ia fazer. Mas fomos informados de que ela teria que fazer, ou então poderia ter problemas como a suspensão de competições por se recusar a passar pelo antidoping - disse o técnico.
O artigo D.4.6 do documento que determina as normais internacionais para testes da Wada diz que o responsável por acompanhar a coleta da urina deve ser do mesmo sexo do atleta. De acordo com o membro da entidade e responsável pelo programa antidoping do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Dr. Eduardo de Rose, as mulheres que se recusam a fazer a coleta com um homem como acompanhante não podem ser punidas.
- A Wada tem uma regra que diz que todo acompanhante tem que ser do mesmo sexo. Está expressa no padrão internacional de controle de doping. Quando a urina de um atleta é tomada, a pessoa que vai ao banheiro com ele tem que ser, obrigatoriamente, do mesmo sexo. Acredito que a atleta que se recusar a fazer a coleta com um acompanhante de outro sexo não poderá sofrer nenhuma punição, porque a técnica de realização do exame está sendo descumprida - explicou o médico.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o diretor executivo da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, Marco Aurelio Klein, admitiu que um médico acompanhou a coleta de urina de algumas atletas em Brasília. O português João Marques é membro da Agência de Controle de Dopagem de Portugal e veio ao Brasil acompanhar os primeiros exames realizados pela ABCD por conta de um acordo de cooperação técnica firmado entre os dois países.
- Em muitos países, e o Brasil é um deles, os oficiais de controle de dopagem não são médicos. São profissionais de diversas áreas que fazem esse trabalho. Mas há alguns países, como é o caso de Portugal, que está nos ajudando nesse momento inicial de trabalho, onde o controle de dopagem é um ato médico. Portanto, a supervisão da coleta só pode ser feita por médicos. Nós pretendemos trabalhar com esse mesmo encaminhamento, para que profissionais de saúde façam esse trabalho. Ainda vamos capacitar o pessoal - explicou Klein, acrescentando que, nos testes desta quinta-feira, em São Paulo, o problema já foi corrigido e uma médica mulher acompanhou os exames.
Apesar da correção, o diretor chegou a dizer que não houve erro na presença masculina em Brasília.
- Não houve nenhuma impropriedade, pois ele é um médico. Em clínicas, mulheres são atendidas por médicos homens. Ele é profissional da área há mais de 25 anos, oficial da autoridade portuguesa de controle de dopagem, considerada uma das melhores. E ele não faz coleta, apenas supervisiona. Mas o doutor João Marques já treinou duas mulheres da equipe que, em São Paulo e no Rio, farão o trabalho com as atletas - afirmou Klein.
Apesar da justificativa do diretor para a presença do médico no momento de coleta de urina das atletas em Brasília, o Dr. Eduardo de Rose reprovou o procedimento realizado pela ABCD.
- Está errado. É expressamente proibido pelo código. É claro que um médico pode ser o acompanhante, como qualquer outro profissional capacitado. Mas não tem o privilégio de poder quebrar a regra. Há uma norma técnica da Agência Mundial Antidoping e, se o colega é mesmo experiente, deveria saber.

Combate ao doping como política de governo
Criada em 2011, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem faz parte dos compromissos firmados pelo plano de candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. A nova entidade também atende a uma exigência da Wada. Os países que recebem os eventos esportivos precisam ter um órgão específico para o trabalho.
As coletas realizadas com atletas de Brasília no início da semana (11 homens e nove mulheres) marcaram o processo inicial de operação da ABCD. O objetivo desta primeira ação é concluir 100 exames de controle de dopagem em participantes do programa Bolsa Atleta, do governo federal. Além da capital federal, também serão feitas coletas com atletas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Os exames serão feitos em parceria com o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O Ladetec é o único laboratório do país credenciado pela Wada para antidoping e deve contar com o apoio do governo para obras de ampliação e modernização para atender à demanda durante as Olimpíadas. As instalações da UFRJ também serão responsáveis pelos exames antidoping dos jogadores que disputarão a Copa do Mundo de 2014.
- Com a ABCD, o combate ao doping se torna uma política de governo. Para o ano que vem, vamos formar um grande número de profissionais na área. Pretendemos apresentar, dentro de 60 dias, o nosso programa nacional de controle de dopagem, para que seja debatido em audiências com autoridades esportivas como o COB e as confederações. O espírito da entidade não é propriamente o de punição. Estamos em um processo inicial, e queremos avançar com muita comunicação, muito treinamento e muita orientação para os atletas. Queremos que eles aprendam, desde jovens, que o controle de dopagem é uma coisa natural na vida do atleta de alto rendimento - concluiu o diretor Marco Aurelio Klein.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/10/presenca-masculina-na-coleta-deixa-atletas-constrangidas-no-antidoping.html

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ABCD disponibiliza em português a lista antidoping com substâncias proibidas para 2013


A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) disponibiliza, em seu portal na internet, a lista com as substâncias e métodos proibidos em competições e fora delas. Fornecida pela Agência Mundial Antidoping (Wada na sigla em inglês), a relação será válida para 2013. 

A lista é uma norma internacional que estabelece quais substâncias e métodos não terão uso permitido no esporte mundial. A relação ainda depende de validação do Conselho Nacional do Esporte (CNE) e será publicada no Diário Oficial da União (DOU). 


Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9529

Com episódio de doping, Armstrong vai deixar de ganhar US$ 200 milhões


Especialistas apontam que ciclista poderia receber nos próximos anos fortuna ainda maior do que a acumulada ao longo dos sete títulos da Volta da França

Com os sete títulos da Volta da França cassados, o golpe em Lance Armstrong não é apenas esportivo. Especialistas afirmam que o ciclista americano, banido do esporte por causa de um sofisticado esquema de doping, deve deixar de ganhar nos próximos anos uma fortuna estimada em US$ 200 milhões (cerca de R$ 400 milhões).
A perda potencial de Armstrong é maior do que a quantia acumulada por ele até hoje - US$ 125 milhões, segundo a revista Forbes. A expectativa era de que, com patrocínios e palestras motivacionais, o ciclista ganhasse um montante muito maior que o acumulado até agora.
- Imaginar que ele ganharia de US$ 15 milhões a US$ 20 milhões por ano na próxima década não estava fora de questão. Isso faz com que sua perda financeira potencial com o caso de doping fique entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões - afirmou Patrick Rishe, economista da Universidade Webster, em St. Louis, em entrevista ao "San Francisco Chronicle".
Além do heptacampeonato da Volta da França, Armstrong perdeu o apoio da Nike e de vários outros patrocinadores. Só em 2005, quando ele conquistou seu último título da Volta, o americano faturou US$ 17,5 milhões em patrocínios e palestras.
Apesar da repercussão mundial negativa sobre o caso, o presidente do comitê olímpico garantiu que o ciclismo vai continuar no programa dos Jogos.
- Não seria justo punir a maioria de atletas limpos tirando o ciclismo dos Jogos Olímpicos - afirmou Rogge, em entrevista ao jornal "USA Today", alegando que o caso pode ter um lado positivo para limpar o esporte.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/outros-esportes/noticia/2012/10/com-episodio-de-doping-armstrong-vai-deixar-de-ganhar-us-200-milhoes.html

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Oakley também cancela aporte a Lance Armstrong


Após ter seus sete títulos da Volta da França cassados pela União Ciclista Internacional (UCI), o ex-ciclista Lance Armstrong perdeu mais um patrocinador. A Oakley tornou-se a mais recente empresa a encerrar sua parceria com o ex-atleta. 

Em um comunicado oficial enviado à imprensa, a marca de óculos esportivos disse estar profundamente entristecida com a situação, porém continuará apoiando a fundação Livestrong Armstrong, que arrecada fundos para pesquisas contra o câncer e ajuda vítimas da doença.

O escândalo do doping vem trazendo diversos problemas ao ex-ciclista. Diversas empresas já encerraram seus contratos de patrocínio, entre elas: Nike, FRS (fabricantes de bebidas energéticas), AB-Inbev (cervejaria), 25 Hour Fitness, Honey Stinger (alimentos orgânicos), Trek e Giro (capacetes para ciclismo).

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27261/Oakley-tambem-cancela-aporte-a-Lance-Armstrong/index.php

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Efeito Armstrong faz banco holandês desistir de patrocinar o ciclismo


por Luiz Filipe Barboza

Efeito direto das revelações sobre o submundo das substâncias proibidas que a Usada (Agência Americana Antidoping) diz ter sido comandado por Lance Armstrong, o banco holandês Rabobank anunciou nesta sexta-feira que encerrou seu patrocínio de 17 anos ao ciclismo profissional. A alegação é de que "perdeu a fé nos líderes do esporte após o escândalo".

Para se ter uma ideia do que essa retirarada representa: segundo a agência Reuters, "o Rabobank é o maior financiador do ciclismo profissional holandês, com um patrocínio total no valor de 15 milhões de euros (20 milhões de dólares, ou mais de 35 milhões de reais) por ano, em um país onde há tantas bicicletas quanto pessoas".

"Nós não estamos mais convencidos de que o mundo internacional profissional de ciclismo pode fazer deste um esporte limpo e justo. Não estamos confiantes de que isso vai mudar para melhor em um futuro próximo - argumentou Bert Bruggink, membro do conselho do Rabobank, num comunicado.

- O relatório da Usada foi a gota d'água - acrescentou o executivo mais tarde, numa coletiva de imprensa transmitida ao vivo na Holanda. - O ciclismo internacional não está apenas doente, a doença vai até os níveis mais altos - acusou Bruggink. 

A equipe de ciclismo Rabobank (na foto acima, o time feminino), que participou em toda as competições do Tour de France desde 1984, disse em um comunicado que lamentava, mas entendia a decisão do banco. 

Antes do Rabobank, outras perdas

A Nike e a cervejaria Anheuser-Busch já tinham retirado seus patrocínios a Lance Armstrong nessa semana. A União Ciclística Internacional (UCI), que na segunda-feira dará veredito sobre o caso, reafirmou seu propósito de combater o doping, numa nota oficial distribuída nesta sexta: "Apesar de inevitáveis consequências, e às vezes dolorosas, a UCI reafirma seu compromisso com a luta contra o doping e transparência total sobre possíveis violações das regras antidoping".

Armstrong, de 41 anos e cuja luta contra o câncer ficou famosa no mundo todo, sempre negou tomar substâncias proibidas, mas decidiu não contestar as acusações da Usada, alegando perseguição política. 

O ciclista também americano Levi Leipheimer, que correu pelo Rabobank entre 2002 e 2004, foi demitido esta semana pela Equipe de Ciclismo Quick-Step depois de admitir para a investigação da Usada que havia tomado substâncias proibidas. Leipheimer, de 38 anos, foi um dos 11 ex-companheiros de equipe que testemunharam contra Armstrong. 

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/debike/posts/2012/10/19/efeito-armstrong-faz-banco-holandes-desistir-de-patrocinar-ciclismo-471146.asp

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Fabricante de bicicletas também abandona Armstrong


A lista de marcas que abandonaram o norte-americano Lance Armstrong não para de crescer. Depois de Nike e AB-Inbev, a fabricante de bicicletas Trek anunciou que vai deixar de investir no ex-ciclista.

“A Trek está decepcionada com os resultados do relatório apresentado pela Usada sobre Lance Armstrong”, disse a marca em comunicado oficial.

Dono de sete títulos no Tour de France, Armstrong era um dos maiores nomes da história do ciclismo. Entretanto, essa imagem foi destruída por um escândalo de doping.

Na última semana, a agência antidoping dos Estados Unidos (Usada) publicou relatório em que acusa Armstrong de ter participado do “mais sofisticado, mais profissionalizado e bem sucedido programa de doping que o esporte já viu”.

A empresa de material esportivo Nike foi a primeira a anunciar que não seguiria com Armstrong. A companhia emitiu nota oficial para dizer que se sentia enganada e que encerraria o vínculo com o ciclista.

Depois disso, o site “Just-Drink.com” disse que a Ambev também deixaria o atleta. A empresa tem contrato com Armstrong até dezembro deste ano, e confirmou nesta quinta-feira que o vínculo não será renovado.

A debandada dos parceiros de Armstrong ainda pode ter mais capítulos. De acordo com o site “Business News”, o norte-americano também perderá aportes de Radio Shack, FRS (bebidas energéticas), Honey Stinger (alimentos esportivos) e Giro (capacetes para ciclismo).

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/27/27231/Fabricante-de-bicicletas-tambem-abandona-Armstrong/index.php

AB-Inbev também deixará Armstrong, diz site


A Nike, que anunciou oficialmente na última quarta-feira o fim do patrocínio ao ciclista Lance Armstrong, não será a única baixa entre os parceiros do norte-americano. Segundo o site “Just-Drinks.com”, ele perderá também o investimento da AB-Inbev.

Dono de sete títulos no Tour de France, Armstrong envolveu-se em um escândalo por ter sido flagrado em exame antidoping. Na última quarta-feira, a agência antidoping dos Estados Unidos (Usada, na sigla em inglês) publicou um documento em que acusa o atleta de ter participado do “mais sofisticado, profissionalizado e bem sucedido programa de doping que o esporte já viu”.

O relatório mudou drasticamente a relação de Armstrong com os patrocinadores. A Nike, que inicialmente havia dito que seguiria apoiando o norte-americano, reviu a posição.

“Devido às provas aparentemente inequívocas de que Lance Armstrong esteve envolvido em casos de doping, enganando a Nike por mais de uma década, é com grande tristeza que anunciamos ter colocado fim a esse contrato”, disse a empresa na última quarta-feira.

Segundo o “Just-Drinks.com”, a AB-Inbev vai ser a próxima. A companhia tem contrato com Armstrong até dezembro deste ano, e o negócio não será renovado.

No entanto, a AB-Inbev manterá o aporte financeiro à fundação Livestrong, projeto social criado pelo norte-americano.

Armstrong é embaixador da cerveja Michelob Ultra, que faz parte do portfólio da AB-Inbev. O valor investido pela companhia no ciclista e na fundação que ele criou é mantido em sigilo.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/27/27217/AB-Inbev-tambem-deixara-Armstrong-diz-site/index.php

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Nike anula apoio a Armstrong e se diz enganada


Após o escândalo de doping na carreira do heptacampeão da Volta da França, Lance Armnstrong, a Nike anunciou nesta quarta-feira que encerrou a parceria com o ex-ciclista. 

"Devido às provas aparentemente inequívocas de que Lance Armstrong esteve envolvido em casos de doping, enganando a Nike por mais de uma década, é com grande tristeza que anunciamos ter colocado fim a este contrato", diz o comunicado enviado à imprensa. 

Na última quinta-feira, a empresa de material esportivo anunciou que iria manter sua posição e seguir apoiando a fundação do ex-atleta, que arrecada fundos para pesquisas contra o câncer e ajuda vítimas da doença. Porém, pouco antes do anúncio da  Nike, Armstrong declarou que deixou a presidência da fundação. 

“Tive a honra de ser o presidente dessa fundação nos últimos cinco anos. E para evitar que a fundação sofra com efeitos negativos ligados à controvérsia em torno de minha carreira como ciclista, ponho fim às minhas funções de presidente”, explicou Armstrong em um comunicado no site da Livestrong.

O ex-ciclista foi suspenso do esporte por toda a vida pela Agência Americana Antidoping (Usada) no final de agosto e agora aguarda a posição da União Ciclista Internacional (UCI) sobre a possível retirada de seus títulos. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27204/Nike-anula-apoio-a-Armstrong-e-se-diz-enganada/index.php

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Após escândalo, patrocinadores bancam Armstrong


O escândalo de doping que cassou os títulos conquistados por Lance Armstrong na Volta da França e o baniu para sempre do ciclismo ainda não teve efeitos no trabalho comercial do norte-americano. Inicialmente, patrocinadores se colocaram ao lado do atleta.

Foi isso que fez, por exemplo, a Nike. A fornecedora de material esportivo atualmente é a principal patrocinadora de Armstrong, que está prestes a completar 41 anos e se aposentou no ano passado do ciclismo de estrada.

“A Nike pretende seguir apoiando Lance e a Lance Armstrong Foundation, que ele criou para ajudar pessoas com câncer”, disse a companhia de material esportivo em comunicado oficial assinado por Maria Remuzzi.

Armstrong foi acusado pela agência antidoping dos Estados Unidos (Usada, na sigla em inglês) de usar EPO (eritopoietina). Como desistiu de se defender, foi considerado culpado e perdeu conquistas como os sete títulos na Volta da França e o bronze dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000.

“Nossa parceria segue sem mudanças”, disse Paul Chibe, presidente da cervejaria Anheuser-Busch, que é patrocinadora da fundação Livestrong, em entrevista à rede norte-americana ABC.

A empresa de alimentos Honey Stinger, outra patrocinadora da Livestrong, também já disse que manterá o acordo. A fabricante de bicicletas Trek e a Oakley ainda estão analisando o que fazer diante da punição a Armstrong, mas ambas devem seguir com o norte-americano.

No último fim de semana, Armstrong participou de uma prova de mountain bike em Aspen, nos Estados Unidos, e falou com a imprensa depois do evento. “Ninguém precisa chorar por mim. Eu vou ficar bem”, limitou-se a dizer o atleta.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/26/26535/Apos-escandalo-patrocinadores-bancam-Armstrong/index.php

sábado, 25 de agosto de 2012

Armstrong e o custo da vitória a qualquer preço


Por Erich beting

Lance Armstrong desistiu da luta para tentar provar que não se dopava e, ao que tudo indica, perderá o direito de se dizer heptacampeão da Volta da França. O maior nome do ciclismo mundial, que com sua história de superação após quase morrer de câncer e voltar para ganhar sete vezes o mais tradicional evento do esporte, acusou o golpe, desistiu de provar que não se dopou e, agora, é manchete em todo o mundo exatamente por conta daquilo que sempre negou fazer.

Mas será que o problema é só de Armstrong ou de toda a indústria do esporte nos dias atuais?

O quanto é possível para o ser humano atingir esforços sobrenaturais e performances astronômicas? O quanto o modelo que impera no mercado contribui para que os fins justifique os meios?

Armstrong só foi pego no antidoping porque sua urina foi congelada e analisada cerca de 15 anos depois de ele ter tido a performance vencedora. Naquela época, não havia tecnologia que conseguisse pegar a adulteração que ele provocou no próprio corpo para conseguir ser vitorioso. Essa é a velha história de que o bandido sempre está à frente do mocinho. Só passamos a tentar prever um ato ilegal depois que ele já foi cometido.

Só que, ao longo desses 15 anos, Armstrong colheu os louros de ser o grande campeão, de ter um formidável projeto social apoiado por gigantescas empresas, de ser exemplo para todos de como ser um “campeão”.

Mas será que é possível para qualquer atleta na atualidade ser um vencedor sem lançar mão do doping? Como pode, por exemplo, os nadadores baterem recordes em Londres depois que os supermaiôs foram banidos? Sem a ajuda da tecnologia eles são mais rápidos mesmo ou tem mais coisa por trás dessas conquistas?

O esporte só premia o vencedor. Desde a mídia, passando pelo patrocinador, a história dos grandes ídolos é construída a partir do vitorioso. Não é esse um problema do esporte, mas sim algo natural do ser humano. Sempre nos é contada a versão do vitorioso sobre uma determinada história.

Só que o custo da vitória a qualquer preço é exatamente o que mais interfere no esporte. Como usarmos os valores morais que o esporte se vangloria de passar para as pessoas se, na essência, os grandes campeões às vezes não são tão “grandes” assim?

Lance Armstrong é o exemplo de hoje, assim como Tiger Woods foi no passado ou algum outro será no futuro.

O fato é que o esporte de alta performance não é, e nunca foi, um lugar para gestos nobres. Ele é a essência do que há de mais primitivo do ser humano. É uma espécie de luta pela sobrevivência, de competitividade a todo preço, de necessidade de um continuar vivo independentemente dos meios que consiga para isso.

E a história dos vencedores que a mídia nos conta, que os patrocinadores apoiam e que os jovens se espelham são, muitas vezes, maculadas por escandalosos esquemas de manipulação de resultados. Em tempo. Em todas as sete conquistas de Armstrong na Volta da França, os seus rivais também estiveram, numa época ou na outra, envolvidos em escândalos envolvendo o doping…

O esporte como gerador de grandes negócios tem um potencial imenso, tanto para as empresas quanto para os atletas. O que não se pode nunca esquecer é que a história “limpa” de uma vitória é muito mais bonita.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/24/armstrong-e-o-custo-da-vitoria-a-qualquer-preco/

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O velódromo da discórdia


Prefeito do Rio cogita pagar R$ 100 milhóes para reformar o velódromo ao invés de gastar R$ 115 milhões para erguer um novo

Por Michel Castellar

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltou a causar uma saia-justa nesta sexta-feira ao dizer que o velódromo dos Jogos Pan-Americanos Rio-2007 não será demolido para a construção de um novo. A afirmação foi feita durante o balanço apresentado pela capital fluminense em Londres, sobre os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 que, amanhã, chegarão a marca de quatro anos para o seu início.

No dia 26, o LANCE! revelou que pelos cálculos iniciais, a reforma do atual velódromo, que o deixará em condições para os Jogos Rio-2016, foi orçada em R$ 105 milhões. E que, com R$ 10 milhões a mais, seria possível erguer um novo.
- Se gastarmos R$ 5 milhões a menos, já se deixa de gastar dinheiro público - disse Paes.

Ao fazer essa afirmação, o prefeito do Rio deixou  nas entrelinhas a possibilidade de investir R$ 100 milhões para reformar um equipamento. E, neste caso, o custo-benefício pode não ser benéfico.
- A conta não é só matemática. Temos uma infraestrutura pronta, que consumiu uma série de recursos públicos e não justificaria derrubar o velódromo que, à época, custou R$ 14 milhões - afirmou o prefeito do Rio.

A insistência do prefeito em reformar o velódromo é vista no Comitê Rio-2016 como uma declaração política. Já que Paes está em campanha para ser reeleito.
Mas os preparativos para a transferência do velódromo do Rio continuam em andamento. O Ministério do Esporte trabalha em parceria com a prefeitura de Goiânia para viabilizar a mudança.
O consenso entre os organizadores dos Jogos é o de que reformar o velódromo não será aconselhável.
- Acho que seria um péssimo exemplo demolir um investimento feito com recursos públicos para fazer a vontade de uns poucos - discursou o prefeito do Rio.

Aeroporto, doping e Maracanã
Em uma plateia repleta de jornalistas estrangeiros, o Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 foi sabatinado com todo o tipo de perguntas. Dentre elas, as situações do aeroporto, as críticas sobre o laboratório de doping e o fechamento do Maracanã.
- O governo federal já constituiu um grupo operacional e já temos o compromisso de entregar a primeira versão do modo operacional no fim deste ano - disse o diretor-geral do Comitê Rio-2016, Leonardo Gryner, ao falar sobre o Aeroporto Internacional Tom Jobim que, recentemente, despertou a atenção do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

Sobre as críticas referentes à falta de estrutura para a realização de exames de doping, Gryner ressaltou que o governo federal já trabalha na resolução do problema. Mas admitiu que o país está atrasado em relação a essa questão.

Indagado sobre o Maracanã, o diretor-geral do Comitê Rio-2016 reafirmou que o estádio será fechado para partidas de futebol quatro meses antes dos Jogos. A medida é para prepará-lo para a Cerimônia de Abertura.

Durante o balanço, o Rio-2016 frisou que todos os preparativos estão dentro do cronograma do COI.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/rio2016/velodromo-discordia_0_748725365.html#ixzz22XHPJWeM 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Aldo Rebelo admite problemas burocráticos para criação de agência antidoping


Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) foi anunciada no fim de 2011

Por Luiz Ernesto Magalhães

LONDRES — O Ministro do Esportes Aldo Rebelo admitiu na noite desta quinta-feira, em Londres, que tem enfrentado problemas burocráticos para montar da agência de controle de dopagem. O diretor Marco Aurelio Klein já foi escolhido e agora selecionará assessores entre integrantes do ministério. A solução é provisória, enquanto o Congresso não vota a aprovação da estrutura final.
— Temos que conversar com o Congresso, mas a agência já foi criada por decreto da presidente Dilma — afirmou Aldo Rebelo.
A criação da agência foi anunciada em dezembro do ano passado, após três anos de promessas. Chamada de Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), o órgão seria ligado ao Ministério do Esporte. Uma das metas prioritárias seria a construção do novo prédio para o Ladetec-UFRJ, único laboratório brasileiro credenciado pela Agência Mundial Antidoping (WADA) e que ficará responsável pelas análises de amostras durante a Copa-2014 e as Olimpíadas.

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sábado, 21 de julho de 2012

COI aprova relatório sobre Rio-2016, mas faz ressalvas


Andamento é considerado positivo, mas presidente Jacques Rogge destaca: ‘Há muito a fazer’

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES — Em entrevista no centro principal de imprensa do Parque Olímpico de Londres, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, elogiou o relatório entregue pelo comitê organizador das Olimpíadas Rio 2016, considerado positivo. O dirigente, porém, ressalvou que ainda há muito a fazer, embora tudo esteja sendo executado dentro do prazo, e que o relatório não tratou com o detalhamento necessário alguns temas. O relatório foi entregue pelo diretor-geral da Rio 2016, Leonardo Gryner, e pelo presidente do COB, Carlos Arthur Nuzmann.
Segundo Mark Adams, diretor de comunicação do COI, o comitê observou que os problemas estão sendo resolvidos. Um deles, o da coordenação entre todos os órgãos governamentais, que estava falha, e melhorou após a nomeação de um diretor de operações, o que ocorreu na sexta-feira. Outra questão, relativa ao staff, que o COI considerava abaixo do número necessário, também está sendo resolvida, destacaram os organizadores da Rio-2016.

Escândalo de ingressos
Jacques Rogge informou que as revelações, há um mês, da imprensa britânica de que integrantes de comitês olímpicos nacionais estavam oferecendo irregularmente ingressos VIP para venda no mercado negro surtiram já um efeito: o COI suspendeu a venda de ingressos das Olimpíadas de inverno de 2014, que será em Sothi, na Rússia. Ele acrescentou que todo o processo para venda de ingressos para a Rio-2016 vai ser revisto. O COI vai se reunir em setembro ou outubro, após os Jogos de Londres, portanto, para decidir sobre uma nova politica de venda de ingressos, de olho em 2016.
O COI abriu uma investigação em seu conselho de ética depois das denúncias. Mas Rogge admitiu que “uma decisão provavelmente levará meses”.
— Há mais de 20 pessoas envolvidas e uma grande quantidade de organizações e revendedores de ingressos. Os direitos da defesa exigem que todos tenham a chance de se explicar. É um trabalho enorme de investigação, e esperamos algum resultado até o final de setembro ou início de outubro — disse.
O COI suspendeu provisoriamente poderia ter quaisquer funcionários envolvidos ou os proibiu de assistir aos jogos, mas o conselho executivo do COI decidiu contra isso porque as audiências ainda levaria algum tempo.

Doping
Jacques Roge admitiu que casos de doping têm aumentado, mas destacou que o COI tem feito parceira com a Agência Mundial Antidoping (WADA) para que haja melhor coordenação entre países e comitês olímpicos nacionais, já visando às Olimpíadas de 2016. O objetivo, segundo o dirigente, é aprimorar o combate à fraude esportiva para os Jogos do Rio.

Havelange
Sobre a situação do presidente de honra da Fifa e membro do COI. o brasileiro João Havelange, acusado de corrupção quando presidia a entidade máxima do futebol mundial, o presidente do COI informou que seu comitê de ética vai aguardar a investigação da Fifa para tomar uma decisão.

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terça-feira, 17 de julho de 2012

A maior caçada ao doping na história dos Jogos Olímpicos


Em Londres serão mais de seis mil controles contra o uso de substâncias ilegais

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES - Com a abertura da Vila Olímpica na segunda-feira para a entrada dos primeiros atletas, começou também a maior operação de combate ao doping na história dos Jogos. Mais da metade dos 10.600 atletas de 204 países inscritos para competir em Londres terá passado por exames antidoping até o dia 12 de agosto.
Somando os testes-surpresa antes e durante as competições e os exames em todos os ganhadores de medalhas, serão mais de seis mil controles —– um recorde na história do megaevento.
O laboratório, montado em Harlow (Essex) pela gigante farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), em parceria com o Comitê Organizador Local dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 (LOCOG, da sigla em inglês) e o King’s College London, tem um staff de mil funcionários para fazer, 400 exames, em média, por dia, sendo capaz de detectar 240 substâncias proibidas.
Durante o período dos Jogos Olímpicos — de 27 de julho a 12 de agosto — o laboratório vai operar 24 horas por dia, e servirá também para as Paralimpíadas —– que serão realizadas entre os dias 29 de agosto e 9 de setembro.
Além de fornecer o laboratório de controle de doping dos Jogos de Londres, a GSK assinou um acordo com a Agência Mundial Antidoping (WADA), em 21 de junho do ano passado, para ajudar a criar métodos de detecção precoce de medicamentos que têm potencial para melhorar ilegalmente o desempenho no esporte. A farmacêutica fornecerá informações confidenciais sobre os medicamentos em fase inicial de desenvolvimento que poderiam ser usados abusivamente pelos atletas.
Atletas em campanha
Com o novo acordo, medicamentos em desenvolvimento serão analisados por cientistas da GSK especificamente para identificar substâncias com alto risco ou a probabilidade de abuso no esporte. O objetivo é encontrar qualquer semelhança com as características farmacológicas para melhorar o desempenho e identificar como funcionam no corpo humano, incluindo os efeitos estimulantes e a resistência física aumentada.
— Com esses dados, vamos passar a trabalhar em outros métodos de detecção. Nosso trabalho com a indústria farmacêutica é fundamental para se manter um passo à frente dos drogados. Essa parceria tem o papel de ajudar a alcançar uma cultura esportiva livre de doping — afirmou o australiano John Fahey, o presidente da WADA.
Atletas olímpicos e paralímpicos britânicos, como o triplista Phillips Idowu, o velocista Marlon Devonish e o cadeirante David Weir, estrelam desde ontem uma campanha na TV, no rádio, nos jornais e em outdoors para realçar a importância dos exames antidoping durante os Jogos.
— Ganhar uma medalha olímpica é a melhor sensação do mundo. Como atleta, é importante ter certeza que qualquer um que sobe ao pódio chegou até lá por ter trabalhado duro e por dedicação aos treinos, não pelo doping — destacou Devonish, campeão olímpico do revezamento 4x100m rasos do atletismo em Atenas-2004.
Atual bicampeão paralímpico do revezamento 4x100m livre da natação, Graham Edmunds realçou estar confiante de que todo o possível está sendo feito para pegar os trapaceiros nas Olimpíadas de Londres-2012.
Curiosamente, para os britânicos, o assunto doping voltou a ser um dos mais comentados depois que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) revogou a decisão do Comitê Olímpico Britânico (BOA, da sigla em inglês) de banir para sempre o velocista Dwain Chambers e o ciclista David Millar por terem apresentado resultados positivos em exames antidoping. Com isso, os dois atletas britânicos acabaram convocados para os Jogos de Londres pela entidade local.

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