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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

COI tenta aumentar prazos de Parque Olímpico em Deodoro


Rio — O diretor executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), Gilbert Felli, admitiu nesta quarta-feira que está com dificuldades para compreender como está o andamento dos projetos do Parque Olímpico de Deodoro, que ainda não foram licitados. Faltam menos de quatro anos para as Olimpíadas de 2016. Felli está no Rio desde a semana passada com outros integrantes do alto escalão do COI. Eles participaram de mais uma reunião de revisão de prazos e projetos dos Jogos Olímpicos, além de um seminário no qual os organizadores das Olimpíadas de Londres repassaram aos colegas brasileiros os desafios de se promover uma olimpíada.
— Na preparação para os jogos vimos muitos progressos desde junho. Na revisão dos projetos, a gente tentava entender como era o processo de elaboração do Master Plan (espécie de plano diretor do parque de Deodoro) e seus prazos. Esperamos que a licitação ocorra em breve. Soubemos que o projeto do parque radical teve avanços — disse Felli, ao responder a uma pergunta sobre as impressões que tinha a respeito dos avanços dos projetos dos Parques Olímpicos desde a última visita realizada pelo COI ao Rio, em junho.
A licitação será um pouco diferente dos moldes tradicionais. O edital está sendo elaborado com a consultoria do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), e levará mais em conta as propostas técnicas do que os valores oferecidos pelos concorrentes.
— O peso maior será encontrar uma forma que os equipamentos esportivos se integrem à cidade. O projeto tem que levar em conta a proximidade das instalações com as estações de BRts Transbrasil (Deodoro- Centro pela Avenida Brasil) e Transolímpica (Barra-Deodoro). bem como outros elementos arquitetônicos — disse o presidente do IAB, Sérgio Magalhães.
Ainda sobre Deodoro, o diretor-geral da Rio 2016, Leonardo Gryner, disse que não há motivo para preocupações, e que a cidade já está perto do limite para lançar o edital. Até porque, embora as Olimpíadas sejam em 2016, as obras precisam ser concluídas um ano antes para eventos testes. Mas na interpretação da assessoria de comunicação Comitê Organizador Rio 2016, o tom de Gilbert Felli não teria sido de cobranças .
O diretor do COI, porém, minimizou as indefinições sobre o futuro do rugby, que deverá ser realizado provavelmente no Estádio Olímpico João Havelange (em lugar de São Januário) e o hockey sobre a grama. Inicialmente, o hockey seria no Parque Olímpico da Barra, mas por falta de espaço o Comitê Organizador Rio 2016 quer realizá-lo em Deodoro.
— A confederação internacional nos solicitou alterativas onde poderiam ser as provas. Estamos estudando áreas na Barra da Tijuca que tenham espaço para duas quadras: competições e aquecimento mas fora do Parque Olímpico. A diferença é que se optarmos por Deodoro as instalações seriam definitivas. Enquanto na Barra, provisórias - disse o diretor-geral dos Jogos Olímpicos de 2016, Leonardo Gryner.
Felli também comentou a polêmica envolvendo a construção de um píer em formato de Y na Zona Portuária previsto para os Jogos Olímpicos. na terça-feira, Leonardo Gryner, disse que as obras seriam desnecessárias para a Olimpíadas porque o que o Comitê Rio 2016 necessita são de navios para alojar até 10 mil pessoas da “família olímpica’’, caso não haja vagas em hotéís.
— O que a gente precisa é usar o porto. Agora o COI não discute se ele é em Y, H ou outra letra — disse Gibert Felli


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/coi-tenta-aumentar-prazos-de-parque-olimpico-em-deodoro-6790225#ixzz2CtZDZpA2 

sábado, 10 de novembro de 2012

Exército confirma existência de explosivos enterrados em terreno do novo autódromo


Ainda não há prazo para descontaminação da área

Por Luiz Ernesto Magalhães

Varreduras feitas por militares especialistas em explosivos localizaram nos últimos meses vários artefatos não detonados no terreno em Deodoro onde será construído o novo autódromo internacional do Rio. A informação foi divulgada ontem pelo comandante da 1ª Região Militar do Exército, general de divisão João Ricardo Maciel Monteiro, na cerimônia de transferência da área do Ministério da Defesa para o Ministério do Esporte. Embora o secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, tenha anunciado a intenção de iniciar as obras do novo circuito no segundo semestre de 2013, o general disse não poder garantir quando terminará a descontaminação completa da área.
A informação de que o terreno poderia estar contaminado por explosivos foi noticiada pelo GLOBO em julho. Na época, os militares investigavam uma explosão ocorrida no dia 28, durante treinamento da Escola de Sargentos de Logística, que deixou um morto e dez feridos. O general contou que o inquérito policial-militar (IPM) concluiu que os militares acenderam uma fogueira em cima de uma granada que estava enterrada. O objeto estaria oculto no local desde 1958, quando uma série de explosões destruiu 13 paióis de munição instalados no local e espalhou artefatos por toda a área.
— A situação é preocupante. Não seremos levianos entregando a área sem que ter a certeza de que está completamente segura. Com o passar do tempo, muitos desses explosivos acabaram ficando enterrados e podem explodir. Estamos tratando de um terreno com 2,2 milhões de metros quadrados. Muitos trechos são em mata fechada, de difícil acesso. As varreduras não terminaram — disse o general.

Especialistas para descontaminar o terreno
O oficial acrescentou que, para garantir a entrega de um terreno seguro, o Exército está importando equipamentos e trará especialistas em explosivos de outros estados. Um dos aparelhos a ser comprado é um avião não tripulado equipado com detectores de metais. Ele não soube informar quantos e que tipo de artefatos já foram encontrados na área desde julho.
Para o advogado da Confederação Brasileira de automobilismo (CBA), Felipe Zeraik, a informação de que o terreno permanece contaminado é preocupante. Ele, no entanto, ressaltou que as autoridades assumiram um compromisso público de construir um novo circuito em substituição ao Autódromo Nelson Piquet, fechado no fim de junho para dar lugar ao Parque Olímpico de 2016. Enquanto o circuito de Deodoro não for inaugurado, pilotos cariocas disputarão os campeonatos regionais numa numa pista na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). .
A possibilidade do terreno contar com explosivos ocultos não é o único problema com o terreno. A equipe de Meio ambiente do Ministério Público entrou há alguns dias com ação na Justiça pedindo o cancelamento da licença prévia concedida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em outubro do ano passado. O MP alega que o Inea deveria exigir um Estudo de Impacto Ambiental (Eia/Rima) do projeto construído próximo a áreas de mata atlântica.
Ainda assim, prefeito Eduardo Paes disse ontem que a construção do novo autódromo abrirá caminho para que os cariocas voltem a organizar à Fórmula 1. Em tom de brincadeira, falou para o ministro Aldo Rebelo (cuja base eleitoral fica em São Paulo) que vai tirar Interlagos do circo da F1. O mais provável, porém, é que o Rio tente convencer a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a realizar uma segunda prova no Brasil. Isso seria possível a partir de 2015, quando está prevista a conclusão de toda a infraestrutura de Deodoro.
As obras do autódromo de Deodoro serão executadas pelo Estado com recursos repassados pela União. Contratada como consultora, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) concluirá em dezembro o projeto básico das instalações. Em julho de 2013, com a conclusão do projeto executivo, as obras já poderão ser licitadas.
Ricardo Leyser acrescentou não ter informações sobre qual será o custo total da obra por depender da conclusão do projeto executivo. Os gastos entrarão no orçamento da União como parte dos investimentos em instalações para os Jogos de 2016 nos parques Olímpícos da Barra da Tijuca e de Deodoro. Para o ano que vem, a proposta já encaminhada ao Congresso Nacional prevê gastos de R$ 500 milhões.

Entraves burocráticos atrasaram projeto
A implantação do novo autódromo do Rio atrasou. O acordo inicial firmado com a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) previa que o circuito Nelson Piquet só seria fechado quando o novo espaço fosse aberto ao público. O autódromo de Jacarepaguá, no entanto, acabou sendo fechado no fim de outubro, para que as obras do futuro Parque Olímpico não atrasassem. A demora para o projeto do circuito de Deodoro sair do papel não se deve apenas à possibilidade de ainda haver explosivos no terreno. Em novembro de 2010, com a saída de Orlando Silva do governo, o ministério do Esporte decidiu rever todos os projetos da pasta, adiando decisões. No fim, o órgão resolveu que não cuidaria das licitações olímpicas, decidindo repassar projetos e recursos para o governo do estado e a prefeitura gerenciarem a construção de arenas e do novo autódromo.
Sobre a administração do autódromo de Deodoro, o secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, explicou que o modelo de gestão ainda não está decidido. Uma eventual concessão à iniciativa privada ainda dependeria de estudos de viabilidade. Por sua vez, o prefeito Eduardo Paes anunciou que o entorno do circuito também será urbanizado. Terrenos vizinhos são ocupados por favelas e há o risco de invasões.
— As estações de conexão das futuras linhas dos BRTs Transolímpico (Barra-Deodoro) e Transbrasil (Deodoro-Aeroporto Santos Dumont, usando o eixo da Avenida Brasil) vão ser construídas nas proximidades do futuro autódromo. Para isso, a região terá melhorias na infraestrutura — disse Paes.
O estacionamento do futuro autódromo será compartilhado com o Parque Olímpico de Deodoro, que também será construído nas proximidades. Uma das instalações será o Parque Radical do Rio, onde haverá as provas de mountain bike e ciclismo BMX, além de canoagem slalom em corredeiras artificiais, que serão construídas. Na mesma região, também serão erguidos uma arena multiuso (para esgrima) e o centro olímpico de hóquei. Após as Olimpíadas, os espaços serão abertos ao público.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/exercito-confirma-existencia-de-explosivos-enterrados-em-terreno-do-novo-autodromo-6683898#ixzz2BofwA9dT

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Impasse de Deodoro tira corridas do Rio em 2013


Competições serão realizadas em circuito de Minas

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — A burocracia que há um ano emperra a construção do novo autódromo, em Deodoro, fará com que o Rio não tenha competições de automobilismo em 2013. As pistas e a infraestrutura que permitem corridas no autódromo Nelson Piquet serão demolidas a partir da semana que vem, dentro do cronograma de obras para a construção do Parque Olímpico dos Jogos de 2016. O ronco dos motores será ouvido pela última vez em Jacarepaguá a partir de sábado, na rodada dupla do fim de semana da última etapa do campeonato estadual. Sem alternativa, o presidente da Federação de Automobilismo do Rio, Djalma Neves, antecipou na quinta-feira qual o destino das corridas:
— Em 2013, teremos que realizar corridas no autódromo de Santa Luzia (Grande Belo Horizonte). Mas por questões financeiras, teremos menos etapas (cinco rodadas duplas). E a prefeitura do Rio irá ajudar financeiramente com patrocínio. A federação terá que pagar passagens, hospedagem e caminhão para levar os carros num ano em que não teremos os campeonatos nacionais que geram receitas para subsidiar os estaduais, a base do automobilismo — disse Neves.

Caso pode parar na Justiça
O caso pode respingar nos prazos olímpicos. O advogado da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Felippe Zeraik, cobra da União, do governo do estado e da prefeitura o cumprimento de um acordo de só fechar o Autódromo Nelson Piquet com o de Deodoro em funcionamento. Ele agora ameaça ir à Justiça assim que a primeira britadeira começar a destruir a pista.
— Não queremos prejudicar as Olimpíadas, mas há um acordo firmado há três anos que não é respeitado. Houve tempo de sobra para construir a pista nova. A gente até concorda em buscar um novo entendimento, mas pelo menos o contrato para as obras de Deodoro tem que estar assinado — disse o advogado da CBA.
O projeto de Deodoro virou novela. Em outubro de 2011, o projeto recebeu licença prévia do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Para as obras começarem, o Ministério do Esporte deveria apresentar estudos complementares ao Inea, o que ainda não ocorreu. O impasse, porém, não afeta os prazos para a remoção e o reassentamento da favela Vila Autódromo, até o início de 2014.
Nos preparativos olímpicos, um acordo transferiu da prefeitura para a União a responsabilidade de construir o novo autódromo. Nos bastidores do Ministério do Esporte, comenta-se que a queda do ex-ministro Orlando Silva contribuiu para o atraso, já que todos os projetos da pasta foram revistos. A União, que inicialmente licitaria as obras, decidiu repassar os recursos para o estado gerenciá-las. Mas para isso faltam os estudos, ainda em elaboração.
O secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, prometeu que a licitação sai em dezembro e pede paciência:
— Não foi o ministério que decidiu escolher o Autódromo de Jacarepaguá para virar área olímpica, mas apresentamos uma solução. Quem reclama que ficará 2013 sem correr no Rio passou anos competindo numa pista que não tinha mais a infraestrutura adequada.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/impasse-de-deodoro-tira-corridas-do-rio-em-2013-6535782#ixzz2ASCkEhkQ 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

CBA garante estar diretamente envolvida em novo autódromo do Rio


A Confederação Brasileira de Automobilismo divulgou uma nota afirmando estar envolvida no projeto para o circuito

A CBA, Confederação Brasileira de Automobilismo divulgou uma nota afirmando estar diretamente ligada com a construção do Autódromo de Deodoro, que será erguido no Rio de Janeiro.
O circuito irá substituir o Autódromo de Jacarepaguá, que deverá ser demolido para, em seu lugar, ser construído o Parque Olímpico dos Jogos de 2016, que acontece na capital fluminense.

CONFIRA A NOTA OFICIAL DIVULGADA PELA CBA:

Autódromo de Deodoro - nota da CBA

CBA acompanha de perto o processo de construção do novo autódromo do Rio
A Confederação Brasileira de Automobilismo informa que está diretamente envolvida nos trâmites legais que envolvem a construção do Autódromo de Deodoro e que solicitou vista dos autos do Inquérito Civil Público, instaurado para apurar se a construção do Autódromo de Deodoro causaria dano ambiental.
A CBA pede ainda, que todas as partes envolvidas, estejam cientes, que o atual Autódromo de Jacarepaguá não poderá ser demolido, para construção do Parque Olímpico, enquanto o de Deodoro não for inaugurado, nos termos do acordo firmado com o Ministério dos Esportes, com o Comitê Olímpico Brasileiro e com o Município do Rio de Janeiro.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/rio2016/CBA-diretamente-envolvida-autodromo-Rio_0_728327221.html#ixzz1zTEbXwxS

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Agora a confusão está armada


Por Michel Castellar

O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou ao  Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que cancele a pré-licença emitida para a construção do novo autódromo do Rio, no terreno escolhido em Deodoro, na Zona Oeste. E na recomendação ainda há a sugestão de que a instalação esportiva seja erguida em um outro local. A alegação é a de que a construção vai afetar a vegetação de Mata Atlântica caso seja erguida onde está prevista.

E agora?

A Secretaria Estadual do Ambiente e o Inea estão debruçados na recomendação para ver como farão para contestá-la. E só vão se pronunciar sobre o assunto na próxima semana.

Enquanto isso…governo federal e municipal “torcem” na arquibancada e “jogam” nos bastidores.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/rio2016/2012/06/27/agora-a-confusao-esta-armada/

quarta-feira, 6 de junho de 2012

COI demonstra preocupação com prazo das obras da Rio 2016


RIO - Pela primeira vez, desde que o Rio venceu a disputa pela sede das Olimpíadas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) manifestou na tarde desta quarta-feira preocupação com os prazos para que as obras sejam concluídos. A presidente da comissão de coordenação da 2016, Mawal Elmoutawakel, disse que os prazos de entrega estão apertados e há muito o que fazer.
— Faltam apenas 67 dias para o encerramento das Olimpíadas de Londres e o prefeito do Rio receber a bandeira olímpica. A partir disso, os holofotes estarão voltados para o Rio. Existem 264 projetos a serem desenvolvidos — disse Mawal.
A executiva do COI, no entanto, negou que estivesse dando um "puxão de orelhas". Enquanto isso, o presidente do Comitê Organizador da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, destacou que, entre todas as cidades que já organizaram Olimpíadas, o Rio é a única cidade que já tem o estádio Olímpico pronto, bem como parte das instalações do Parque Olímpico.
Entre as principais preocupações do Comitê Olímpico Internacional, estão o início das obras do Parque Olímpico da Barra e a complementação do Parque de Deodoro. Representantes do COI lembraram que todas as instalações devem ser concluídas a tempo de realizar eventos testes, que devem ocorre no primeiro semestre de 2016.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/coi-demonstra-preocupacao-com-prazo-das-obras-da-rio-2016-5135906#ixzz1x3MtF4ba 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Governo não reconhece acordo com CBA para novo autódromo


Documento firmado na Justiça em 2007 não tem valor, afirmou o presidente da APO. Mas governo prometeu cumprir o que foi estabelecido

Por Michel Castellar

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, não reconhece o acordo judicial celebrado para a construção de um novo autódromo para o Rio e a consequente destruição da Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Zona Oeste, para o surgimento do Parque Olímpico dos Jogos de 2016. De acordo com o documento celebrado em 2007, entre a União, o estado, o município e a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), a instalação de Jacarepaguá só pode ser desativada após a nova pista ser concluída no local escolhido: Deodoro, Zona Oeste.
– O acordo judicial, era um acordo de propósitos e nunca foi homologado. Não foi feito em juízo – afirmou Fortes.
Em seguida, o presidente da APO salientou que o mais importante, no momento, é que as obras serão feitas como estão descritas no documento. Sem a necessidade de novos embates jurídicos.
– Estamos tratando, agora, de uma palavra que é confiança. Mais vale uma confiança do que um acordo. Porque, nesse caso, o acordo nem homologado está – considerou o presidente da APO.
Fortes ainda destacou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se comprometeu a, após o fechamento de Jacarepaguá, em dezembro, patrocinar as competições regionais do Carioca, em outros estados.
- O que eles querem é fazer as suas corridas. Já vão ter os patrocinadores e vai ser feito em outro autódromo. A palavra, agora, não é acordo judicial mas confiabilidade entre as partes. Vamos cumprir tudo o que combinamos - destacou Fortes.
As obras para a construção do Parque Olímpico Rio-2016 começarão ainda neste primeiro semestre dentro do Autódromo Nelson Piquet. E as primeiras ações não vão prejudicar o andamento do calendário automobilístico deste ano.


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Área verde do novo autódromo será preservada


LANCE! tem acesso ao projeto do circuito e a defesa a ser apresentada na Justiça contra a investigação de irregularidade ambiental na obra: ocupar a área para preservá-la

Por Michel Castellar

O governo federal já tem sua defesa pronta para apresentar ao Ministério Público sobre a construção do novo autódromo do Rio, em Deodoro, Zona Oeste. Responsável pelo projeto, o Ministério do Esporte vai alegar que a ocupação do local, ao invés de prejudicar o meio ambiente, irá preservá-lo.
O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou um inquérito há cerca de dez dias, onde questionou o local para a construção do novo autódromo, por ter um resquício de Mata Atlântica, além de ser uma área de interesse paisagístico.
– Muitos não sabem. Mas já temos até uma licença prévia do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) porque provamos que temos a intenção de fazer um projeto levando-se em consideração um plano de gestão ambiental – contou o coordenador de Projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Brandão, responsável pelos estudos técnicos do novo autódromo.

De acordo com Brandão, mesmo com o Exército de posse do terreno, já há uma ocupação indevida por posseiros. Além disso, foram construídos casebres e até uma criação de porcos foi registrada pela FGV.
– É fato. Se deixarmos o terreno lá, ele vai ser ocupado indevidamente e, aí, é que não vai sobrar mata alguma – frisou Brandão.
Somada à presença irregular, cerca de 25% do terreno já está ocupado por capim e não por vegetação da mata atlântica. E o processo erosivo já começou.
Consultor ambiental do projeto da FGV para o Ministério do Esporte, Ricardo Kohn destacou que a fauna também não será prejudicada e inexiste espécie em extinção no local. E listou o aspecto social da obra que gerará empregos, impedirá a invasão e melhorará a qualidade de vida das pessoas do entorno.
– Preservaremos os três morros e usaremos o terreno controladamente para preservar. É pegar uma área degradada, recuperar e preservar o resto – salientou Kohn.
A construção da nova instalação é necessária para que o Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, seja demolido para o surgimento do Parque Olímpicos dos Jogos Rio-2016.
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Novo autódromo

Problema
O Ministério Público Estadual investiga se o terreno escolhido é protegido por lei ambiental. O novo autódromo precisa ser erguido para o de Jacarepaguá (Internacional Nelson Piquet) dar lugar ao Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016.

Defesa
O Ministério do Esporte alega que o projeto elaborado está dentro das normas ambientais e ainda recuperará a área, que está em processo de degradação.

Invasão
Como o exército deixou de utilizar o local, posseiros já o invadiram, já construíram casas e há até uma criação de porcos.

Visita
Na quarta-feira, o MPE irá até o terreno para verificar suas condições.


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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Obras do novo Autódromo à espera de acordo

  CBA receberá cronograma para construir nova pista

RIO - A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) receberá em dez dias planilhas detalhadas com prazos para a desativação do autódromo Nelson Piquet e a construção de novas pistas em Deodoro. O anúncio foi feito na quarta-feira durante uma reunião de dirigentes da CBA com o Comitê Rio 2016, a Autoridade Pública Olímpica (APO), governo do Estado e prefeitura que tentam um acordo que permita o início das obras do futuro Parque Olímpico. No terreno, ficarão as principais instalação esportiva dos Jogos de 2016.
— Nós temos prazos. E explicamos que não será possível esperar as obras do autódromo de Deodoro ficarem prontas para desativarmos o autódromo atual. O que estamos negociando é uma forma de conciliar a agenda olímpica com o automobilismo — disse o prefeito Eduardo Paes.
Numa tentativa de reduzir as resistências, Paes pretende discutir já na próxima semana com a Federação de Automobilismo do Rio, formas da prefeitura divulgar mais a atividade. Uma das ideias é incluir as corridas no calendário oficial de eventos da cidade.
Calendário prevê realização de corridas até novembro
O diretor jurídico da CBA, Felipe Zeraik, disse que ainda é cedo para dizer se a entidade aceitará o cronograma. Um acordo judicial assinado pela prefeitura antes dos Jogos Pan-Americanos e renovado durante a candidatura às Olimpíadas prevê que o autódromo Nelson Piquet só seja desativado quando houver uma alternativa na cidade:
— Existe um calendário de provas a ser cumprido. Teremos que estudar a proposta — disse o diretor jurídico.
O governo federal decidiu repassar para o estado a verba para a construção do novo autódromo que já tem licença ambiental. A data para a licitação das obras ainda não foi definida. As obras de infraestrutura do Parque Olímpico por sua vez, serão executadas numa parceria público privada com a prefeitura, cuja licitação já foi concluída. O edital prevê que parte das instalações sejam demolidas ainda esse ano. Mas já há provas marcadas no autódromo até novembro.


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terça-feira, 6 de março de 2012

Concurso vai definir plano diretor de ocupação do Complexo Esportivo de Deodoro


Nesta terça-feira, o governo do Estado anunciou parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil

RIO - O secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado, Régis Fichtner, anunciou nesta terça-feira uma parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para realizar um concurso que definirá um plano diretor de ocupação do Complexo Esportivo de Deodoro. Os escritórios de arquitetura definirão não apenas um plano de ocupação para as instalações esportivas já existentes e a ser construídas para as Olimpíadas, como também uma integração desses equipamentos com o futuro Autódromo de Deodoro. Régis Fichtner participa da reunião com representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), que está no Rio acompanhando os projetos para as Olimpíadas de 2016.

O presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes, o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes também participam do encontro com os representantes do comitê. Antes de participar da reunião, na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o prefeito disse que vai negociar com a Confederação Brasileira de Automobilismo prazos para a desativação do Autódromo de Jacarepaguá. O espaço receberá o Parque Olímpico, principal instalação esportiva para os Jogos.
— O autódromo não é um problema. As demolições não vão começar sem que o novo autódromo de Deodoro comece a ser construído — disse o prefeito.
Paes também falou sobre os próximos passos da prefeitura na preparação dos jogos Olímpicos na cidade:
— As coisas estão funcionando como o previsto, o planejado, e temos ainda muito o que fazer. Está tudo bem nas Olimpíadas do Rio. Amanhã (quarta-feira), a Prefeitura do Rio entrega à população o Parque dos Atletas, que já foi usado durante o Rock in Rio e é uma das duas obras já inauguradas das Olimpíadas. Anunciaremos também a solução para o golfe, temos a licitação do Parque Olímpico já feita, BRTs em andamento, e inclusive um dos BRTs, a Transolímpica, via expressa que ligará a Barra da Tijuca a Deodoro, termina a licitação na quinta-feira. Ou seja, está tudo mais do que no prazo – afirmou Paes, destacando que as duas intervenções já inauguradas são o Parque dos Atletas, onde foi realizado o Rock in Rio 2011, e o novo Sambódromo, que vai abrigar as provas de Tiro com arco e a chegada da Maratona.
Nesta quarta-feira, ele participará do anúncio do resultado do concurso para a escolha da empresa que construirá o campo de golfe dos Jogos Olímpicos Rio 2016, na Barra da Tijuca. Em seguida, Paes acompanhará a comitiva do COI até o Parque dos Atletas, que será oficialmente aberto ao público.
O Parque dos Atletas, primeiro equipamento olímpico a ser entregue pela Prefeitura do Rio, em agosto de 2011, será reservado para descanso e entretenimento dos atletas que disputarão os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Antes e após o evento, será uma área pública para lazer e prática de esportes, com estrutura para receber grandes eventos, como o Rock in Rio.


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