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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sidney Levy, o homem dos números das Olimpíadas 2016


Executivo que assumiu a administração financeira dos Jogos fala dos desafios das Olimpíadas no Rio
Engenheiro de produção especializado em administração, Levy terá sob seu comando uma mega estrutura com quatro mil funcionários

Por Isabela Bastos

RIO — O Comitê Organizador Rio 2016 foi buscar no mercado financeiro o profissional que irá encabeçar a organização dos Jogos Olímpicos. Copiando a experiência de Londres 2012, que separou a gestão esportiva da administração financeira e criou uma empresa com data de validade, a Rio 2016 convidou Sidney Levy, de 56 anos, para dividir as responsabilidades do evento com Leonardo Gryner, que passa a diretor de operações. Engenheiro de produção especializado em administração, Levy é presidente do Conselho de Administração da Valid, empresa que produz papéis de segurança (como papel moeda, títulos financeiros e vouchers), e conselheiro da Cedae, da Ediouro Publicações e da Ancar Shoppings. O executivo começa a se desligar do mercado ainda este ano, para se dedicar exclusivamente à Rio 2016. Com prazo de extinção previsto para 2017, a empresa que vai gerir os jogos terá sob seu guarda-chuva uma mega estrutura com quatro mil funcionários contratados. Isso sem contar com os milhares de voluntários que receberão atletas e visitantes. Carioca de Copacabana, pai de dois filhos que moram e trabalham nos Estados Unidos, Levy terá, na semana que vem, as primeiras reuniões com membros do Comitê Olímpico Internacional, que virão à cidade para inspeções em instalações olímpicas. Na primeira entrevista como CEO da Rio 2016, realizada na quinta-feira após o carnaval, na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na Barra da Tijuca, Levy disse que seu objetivo é chegar ao fim das olimpíadas com as contas da organização zeradas.

O GLOBO: Como será a divisão de trabalho entre o senhor e Leonardo Gryner, que dirigiu a Rio 2016 até agora?
SIDNEY LEVY: O Gryner estará mais ligado às questões relacionadas ao esporte, às instalações esportivas. E eu estarei ligado às questões do orçamento, da liderança das pessoas que trabalham no comitê, das contratações, das relações com governos. É uma divisão de trabalho que vem com o crescimento da estrutura. Hoje o comitê tem 200 pessoas. Em 2016, terá quatro mil. Esse ano essa estrutura aumenta em 250 pessoas. E a medida que cresce, ela precisa ser semelhante a uma empresa. Ela tem que dar satisfação à sociedade e a melhor maneira de fazer isso é organizá-la como uma empresa. E essa é a minha contribuição ao comitê. Eu chego para fazer isso.

Em Londres, a organização dos jogos foi precedida pela criação de uma empresa que tinha data para acabar. A experiência de Londres está sendo replicada aqui?
A nossa também (tem prazo para acabar). A nossa empresa vai de 4 mil funcionários a zero. Ela acaba em 2017, após a prestação de conta de tudo o que se fez.

Qual deverá ser o maior desafio das olimpíadas no Rio: fazer os governos cumprirem os prazos das obras e projetos vinculados aos jogos ou a Rio 2016 conseguir reunir profissionais suficientes para a sua própria organização até lá?
Você só faz uma olimpíada, um evento tão grande como esse, num esforço colaborativo entre os governos e a nossa organização, dentro da própria organização. Não tem heróis além dos atletas. Não podemos vestir essa roupa. Estamos aqui para colaborar com os governos, o COI e os patrocinadores. Temos muitos profissionais nacionais e estrangeiros que tem que trabalhar juntos. Tem o arquiteto que faz o projeto da arena ou o cara que desenha o campo de golfe. Eles têm que trabalhar dentro do nosso orçamento, das regras da federação internacional, da prefeitura. Isso tudo é uma grande rede temporária, desmontada depois.

Quando o senhor fala 4 mil funcionários, o senhor não está se referindo aos voluntários dos jogos...
Não, são funcionários contratados, especialistas em cada área. Por exemplo, tem que organizar os transportes públicos. Já temos especialistas trabalhando (com a prefeitura) nessa parte da organização dos jogos, que juntamente com o COI (que tem a expertise de outros jogos) e os profissionais das empresas, concessionarias de serviços de transporte público formatam o pacote de transportes para atender ao evento esportivo.

O que mais da experiência londrina o Rio irá aproveitar?
Londres passou quatro dias aqui com todas as áreas deles explicando tudo o que eles fizeram. Mandamos para os jogos 150 pessoas. Agora passaremos uma semana só com as pessoas que cuidaram das finanças de Londres. Vamos analisar o orçamento deles linha a linha, para comparar com o nosso. Quanto gastaram e a correlação com o que a gente vai gastar.

Quando será divulgada a matriz de responsabilidades dos jogos? Já se tem uma ideia de quanto os jogos irão gastar?
No final do primeiro semestre teremos uma linha mais clara quanto a isto.

Hoje já dá para saber se os jogos olímpicos fecharão no azul ou ao menos zerados?
Os jogos não têm lucro. Não é para ter. Tem que fechar no zero a zero necessariamente. O que entrar, tem que gastar. Com certeza vamos fazer por onde. Eu estou aqui pra isso.

Mas já se sabe ao menos o que é responsabilidade do comitê organizador, dos governos e da iniciativa privada?
Estamos analisando item a item as nossas despesas. Já tínhamos feito um orçamento anterior, há bastante tempo, longe dos jogos, portanto. E isso está sendo apurado. Temos as propostas do mercado, quanto as empresas estão dispostas a pagar de patrocínio, por exemplo. É nesse esforço que estamos. O nosso papel é o seguinte: nós recebemos dinheiro de patrocinadores e da venda de ingressos. Não recebemos dinheiro de governo. E gastamos esse dinheiro em uma série de tarefas. O governo faz outra coisa. Tem que construir o maracanã, fazer BRT. Você pode considerar isso orçamento ou não. BRT é bom pra todo mundo. Muito do que nos dão não vem nem em dinheiro, mas em coisas. Vamos precisar de automóveis. Temos um acordo fechado com a Nissan. Todos os veículos dos jogos serão deles. Precisaremos de transmissão de dados, a Embratel dará. Uma parte grande do nosso orçamento não é dinheiro, são coisas (serviços). Tem três fluxos de dinheiro aqui. Um que recebemos de patrocinadores para fazer as olimpíadas. Um claramente de governo, que é para fazer metrô, que pode ser para olimpíadas ou não. E um terceiro fluxo que são as parcerias que o poder público realiza para fazer, por exemplo, a Vila Olímpica ou o Campo de Golfe.

O senhor já disse que quer que a prestação de contas dos jogos seja o mais transparente possível. Como a população poderá acompanhar os gastos?
As empresas que nos dão dinheiro têm acionistas e estão abertas na bolsa de valores. Eles dão satisfação aos seus acionistas através de uma série de regras de transparência. Pretendemos seguir as mesmas regras de transparência do mercado. Isso ainda está sendo discutido, mas será feito ainda este ano.

Haveria ainda quatro instalações esportivas dos jogos que estão sem local definido. Uma dela é o hóquei sobre a grama, que seria em São Januário. Quais são essas instalações e o que está sendo decidido para elas?
Para fazer os jogos, negociamos com 28 federações internacionais as regras e os locais onde ficará cada competição. Não vamos falar enquanto não decidirmos com as federações.

Mas o Comitê Olímpico Internacional chega ao Rio na segunda para reuniões de inspeção dos jogos...
Para a maioria das coisas, já estão batidos os martelos. Para outras não. As federações têm que concordar, que comprar a ideia. A gente prefere não trazer a discussão a público. São quatro negociações que ainda não estão fechadas.

Do total do orçamento da candidatura, que previa gastos em torno de R$ 28 bilhões, a maior parte é de obras de governos em infraestrutura e instalações. Cerca de R$ 5 bilhões são recursos do comitê organizador. O senhor acha que vai fugir muito disso?
Posso responder isso daqui a um mês e meio. Acabei de chegar e estou fazendo a revisão orçamentária linha a linha. Não quero me comprometer com número. O meu compromisso é o seguinte: que o dinheiro que venha da iniciativa privada seja integralmente consumido pelo nosso orçamento. E que não sobre e nem falte. É o que vamos fazer com o dinheiro dos patrocínios, da venda dos ingressos e dos direitos de transmissão.

Os patrocínios master dos jogos estão fechados. Serão abertas outras linhas de patrocínio até os jogos?
Estamos negociando quatro linhas de patrocínio. As concorrências já estão acontecendo. São muitas cotas de patrocínio. A arena olímpica não tem propaganda. Não pode ter. Só tem os aros olímpicos e a marca da Rio 2016. Mas se você chegar no aeroporto vai ver que a Embratel é parceria oficial dos jogos. Nas instalações só poderá usar dinheiro ou cartão Visa. O Bradesco poderá usar o símbolo nos cheques, por exemplo. Serão cerca de 50 patrocinadores ao final. O nosso trabalho é equilibrar esses valores com os valores que teremos que gastar, para fazer as olimpíadas, independente da infraestrutura.

O Rio hoje é um canteiro de obras a céu aberto. Tem alguma obra de infraestrutura que o preocupa?
Estamos muito confiantes que tudo funcionará perfeitamente bem. O prefeito está super comprometido. O governo federal nos deu umas datas para concorrência e concessão do aeroporto (internacional Tom Jobim) que acreditamos ser perfeitamente factíveis.

O senhor é um homem de mercado financeiro, conselheiro de muitas empresas. É lícito dizer que o mercado remunera muito bem o seu trabalho. O que lhe move ter aberto mão disso para vir para a Rio 2016?
É uma oportunidade única. Isso é uma coisa que só vai acontecer uma vez na minha vida. Quando sair daqui poderei voltar ao mercado e para os conselhos. Quando o Nuzzman (presidente do COB, Carlos Arthur Nuzzman) falou comigo, não precisei de cinco minutos para aceitar. Eu falei: “Não precisa falar mais nada. Já entendi”.

Qual a expectativa do senhor para a sua vida nos próximos três anos?
Eu vim trabalhar hoje e fiquei pensando que há muitos anos eu não trabalhava na quinta-feira depois do carnaval. Nessa data, nenhum conselho se reúne. E a agenda de hoje era horrível. Mas a vida é isso, fazer coisas que deem orgulho e deixar uma marca. A rotina tem sido muito dura. Eu estou aprendendo muita coisa. Tenho gastado muitas horas aqui.

Como a sua família encarou esse convite?
Minha filha mora há muitos anos nos Estados Unidos e fala comigo em inglês. Ela disse que esse seria “the coolest job”, o trabalho mais bacana, maneiro. Eu estou muito feliz.

O senhor faz algum esporte?
Eu me esforço. Mas sou muito ruim. Não foi por causa disso que vim pra cá. Quando era garoto, eu nadei e faço isso até hoje.

E quanto não está no trabalho, o que gosta de fazer?
Sou cinéfilo e leitor exagerado. Estou lendo “Antifragility” (de Nassim Taleb), que aborda um conceito que vale para as olimpíadas. Ele diz que existem instituições fortes e frágeis, mas que a instituição moderna é anti-frágil. Ela está preparada para um terremoto, o inesperado. A casa anti-frágil não é uma casa sólida, mas flexível. Vem o terremoto e ela aguenta. É o poder da resiliência.

O senhor diria que vai explorar muito esse conceito de resiliência?
Você tem que ter uma empresa com milhares de pessoas que saibam reagir na hora. Tem que ter uma organização na qual as pessoas saibam o que fazer. Um expectador passou mal, uma televisão não funcionou? Como faz? Isso é o mais importante numa organização moderna. A capacidade de se adaptar e resolver as coisas. Não supor que vai resolver os problemas todos antes. Mas que vai resolver na hora, com pessoas qualificadas para isso e com mentalidade e recursos para resolver. Vão acontecer coisas. As pessoas ficam doentes, por exemplo...


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/sidney-levy-homem-dos-numeros-das-olimpiadas-2016-7614340#ixzz2LNrQ0j8A

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Estádios vão gastar R$ 7 bilhões a mais do previsto


Por Eduardo Bresciani

BRASÍLIA - O planejamento financeiro dos estádios que receberão a Copa também foi profundamente alterado ao longo dos últimos três anos. Em São Paulo houve a troca da reforma do Morumbi pela construção da Arena Itaquera, mas nas outras sedes, mesmo com a manutenção dos projetos, o preço foi crescendo. Das 11 arenas propostas em 2010 e mantidas na programação houve alteração de preço registrada na matriz de responsabilidades em seis.

Segundo dados atualizados da matriz, a arena mais cara será a de Brasília. O Estádio Mané Garrincha ultrapassou a cifra de R$ 1 bilhão. O governo do Distrito Federal afirma que o desembolso final poderá ser menor com os benefícios fiscais do Recopa, regime que concede benefícios tributários para obras em arenas, e atribui o orçamento maior ao fato de ter feito a licitação separada de itens como cobertura, gramado e cadeiras. Estes elementos da obra não estavam na previsão de gastos da matriz original.

Pelo documento oficial, o custo dos estádios já supera R$ 7 bilhões, um acréscimo superior a 32% em relação aos R$ 5,3 bilhões previstos há três anos. Deste montante, 91% serão executados com recursos públicos ou financiamentos do BNDES.

O montante gasto ao final será bem maior. O Maracanã, que na matriz tem custo de R$ 808 milhões, já aparece com orçamento de R$ 882,9 milhões. A Arena da Amazônia tem como novo custo o valor de R$ 583,4 milhões, quase R$ 70 milhões a mais do que o previsto anteriormente. 


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,estadios-vao-gastar-r-7-bilhoes-a-mais-do-previsto,983614,0.htm

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Rio terá R$ 300 milhões a mais para as Olimpíadas


Paes diz que quantia virá de economia no pagamento da dívida junto à União

Por Cristiane Bonfanti

BRASÍLIA - O prefeito Eduardo Paes disse na quarta-feira que o Rio contará com mais R$ 300 milhões por ano para realizar investimentos voltados para as Olimpíadas. Segundo ele, o adicional virá da economia que o município poderá fazer a partir da mudança no índice que corrige a dívida dos estados e municípios com a União. A alteração, anunciada este mês pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. De acordo com o prefeito, o Rio tem hoje uma dívida de R$ 6,1 bilhões com o governo federal, corrigida pelo IGP-DI em mais 6% ao ano. A partir do ano que vem, ela deverá ser corrigida pela taxa básica de juros (Selic) ou pelo IPCA, o que for menor, em mais 4% ao ano.
Nas contas do prefeito, na prática, a taxa cairá de 11% para 7% ao ano. Paes informou que, a partir de janeiro, a Secretaria municipal de Fazenda iniciará as negociações com o Tesouro Nacional para a ampliação do limite de endividamento do município. Ainda segundo ele, a cidade tem dívidas que equivalem a 40% de sua receita corrente líquida, bem abaixo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A folga seria de até R$ 8 bilhões para a contratação de financiamentos.
— O Rio pode ser o primeiro exemplo, pelo dever de casa já feito. A nossa situação fiscal é absolutamente confortável. Se a União me permitir captar, eu consigo fazer Olimpíadas sem pegar um tostão em Brasília — afirmou Paes, depois de se reunir com Mantega.
O prefeito observou ainda que os investimentos do governo local correspondem a 20% de suas despesas:
— O segundo melhor é o Ceará, que investe 12%. Repetimos isso nos últimos três. Em valores absolutos, a gente só perde para São Paulo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rio-tera-300-milhoes-mais-para-as-olimpiadas-7141104#ixzz2GFaa7zoB 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Cerimônia de Abertura do Rio-2016 custará R$ 132 milhões; veja lista de gastos


Por Thiago Arantes

A Cerimônia de Abertura é um dos momentos mais aguardados – e mais caros – dos Jogos Olímpicos. No Rio-2016, a história não será diferente. Pelas características do Brasil, já se aguarda uma cerimônia cheia de luz, cores e movimento. A festa, que promete ser inesquecível, também será cara: custará R$ 132 milhões, segundo o primeiro orçamento do Comitê Organizador do Rio 2016.

Para efeito de comparação, a Cerimônia da Abertura em Londres custou R$ 90 milhões. Em Pequim, na cerimônia mais cara e suntuosa da história, foram gastos R$ 196 milhões. 

O orçamento detalhado dos Jogos de 2016 só será publicado em julho de 2013, mas o ESPN.com.br teve acesso à íntegra, e os números mostram muito mais do que o estouro de 68% do orçamento inicial e da participação do governo nas receitas da entidade, com subsídios de R$ 1,7 bilhão.

De acordo com o orçamento, o comitê organizador gastará R$ 9,4 bilhão – o custo não inclui construção de arenas, que são parte de outro orçamento, este sim majoritariamente a cargo do poder público. A maior fatia das despesas é destinada a gastos com pessoal e recursos humanos: R$ 1,8 bilhão, o equivalente a 19% do total. 

Logo em seguida, vêm os gastos com instalações temporárias, que foram orçados, de acordo com a primeira previsão orçamentária, em R$ 1,3 bilhão (14% do montante). Outro gasto bilionário do comitê organizador será com tecnologia, estimado em R$ 1,1 bi. As despesas com acomodações e operações da Vila Olímpica estão orçadas em R$ 656 milhões. 

A segurança, um os pontos de maior preocupação e investimento dos Jogos Olímpicos de Londres – inclusive com investimento pesado do governo local – custará, de acordo com este primeiro orçamento, R$ 514 milhões. O valor é bem inferior aos R$ 1,7 bilhão investido pelos londrinos nos Jogos de 2012.

Com cerimônias, o gasto previsto é de R$ 384 milhões – serão R$ 132 milhões apenas na Abertura. Para o encerramento, a previsão é de mais R$ 55 milhões; o orçamento estima, ainda, um gasto de R$ 89 milhões com telões e fan fests. A produtora dos eventos embolsará R$ 55 milhões, e as cerimônias de entrega de medalhas custarão R$ 8,5 milhões. 

O revezamento da tocha olímpica, uma tradição que antecede os Jogos, custará – sempre segundo o primeiro orçamento, a ser divulgado em julho de 2013 – R$ 45 milhões. Os gastos, contudo, podem aumentar. No documento, o comitê afirma que “o formato de forma geral ainda está em processo de definição”. 

Olimpíada sobre rodas – Para grande parte dos envolvidos, os Jogos de Londres-2012 ficaram conhecidos como “a Olímpiada do metrô”. Era comum ver jornalistas, atletas, treinadores e até dirigentes se locomovendo no “tube”, como os londrinos costumam chamar seu transporte mais eficiente.

No Rio, em 2016, a Olimpíada acontecerá sobre rodas. O comitê organizador estima um gasto de R$ 150 milhões com a compra, o aluguel e manutenção de carros. De acordo com o orçamento preliminar, os espectadores e profissionais credenciados terão livre acesso ao transporte público – serão investidos R$ 79 milhões no serviço de ônibus oficial. Com a mão de obra terceirizada de cerca de 4 mil pessoas, serão gastos R$ 39 milhões. 

‘Gulosos e folgados’ – Os dados do orçamento mostram, também, pormenores interessantes. Os gastos com serviço de alimentação, por exemplo, serão de R$ 269 milhões. A grande maioria deste orçamento será destinada aos atletas: R$ 148 milhões. A alimentação dos trabalhadores de staff custará R$ 90 milhões, e a de convidados, R$ 14 milhões. As refeições da mídia custarão ao comitê organizador R$ 4,7 milhões. 

Outro gasto curioso previsto no orçamento a que o ESPN.com.br teve acesso é o de móveis e utensílios dos apartamentos da Vila Olímpica e Paralímpica, que – de acordo com a proposta orçamentária que será apresentada em julho de 2013 – custarão R$ 71 milhões. Os serviços de limpeza de lavanderia da Vila dos atletas está orçado em R$ 4,6 milhões. 

VEJA ABAIXO TABELAS DO ORÇAMENTO DA RIO-2016, COM PARTE DOS GASTOS DO COMITÊ










Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299840_cerimonia-de-abertura-do-rio-2016-custara-r-132-milhoes-veja-lista-de-gastos

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Pegos de surpresa, Nuzman e ministro evitam comentar aumento de gastos do Rio-2016


Por Thiago Arantes, Tiago Leme e Gabriela Moreira

O orçamento do Rio-2016 aumentou 68% em três anos, mas o comitê organizador só divulgaria os dados revisados em julho de 2013. Por isso, o presidente do órgão, Carlos Arthur Nuzman, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ficaram surpresos ao serem questionados sobre o tema pela reportagem do ESPN.com.br. 

Nesta quarta-feira, o ESPN.com.br publicou detalhes do estouro orçamentário: a previsão de custos inicial era de R$ 5,6 bilhões e aumentou para R$ 9,4 bilhões em três anos – a partir de 2013, os governos federal, estadual e municipal ajudarão a pagar as contas do comitê. 

Nuzman e Rebelo foram interpelados durante o Prêmio Brasil Olímpico, no Rio de Janeiro, e evitaram entrar em detalhes sobre a reportagem, que revelou com exclusividade o primeiro estouro orçamentário dos Jogos Olímpicos. 

“O orçamento nosso só será divulgado na metade do ano. Então esse número que tem não é o número que representa o que está. Então nós temos que... Nós temos que apresentar ao Comitê Olímpico Internacional e aí será divulgado de uma maneira muito ampla”, disse Nuzman, visivelmente surpreso com a pergunta, aos canais ESPN.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também não quis fazer comentários sobre a participação do governo no orçamento, mas admitiu que pode, sim, haver mudanças. 

“Todos esses gastos, com preparação das olimpíadas, o investimento nos atletas, a infraestrutura olímpica... Todos eles estão sendo submetidos a estudos, e qualquer alteração nos gastos previstos terá a avaliação do governo federal, da Rio-2016, do governo do estado, e da prefeitura do Rio de Janeiro. Então, só posso falar sobre isso depois que esses estudos tiveram sido realizados”, afirmou.

De acordo com o Rio-2016, o orçamento inicial, divulgado antes da escolha da cidade como sede, em 209, era preliminar e já seria revisto para uma primeira versão de orçamento, com a inclusão de dados e despesas de forma mais detalhada. Mesmo diante da informação de que o ESPN.com.br já tinha visto a projeção orçamentária, a assessoria da entidade disse que o orçamento ainda está em fase de confecção e só será divulgado em 2013.

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299754_pegos-de-surpresa-nuzman-e-ministro-evitam-comentar-aumento-de-gastos-do-rio-2016

Orçamento privado do Rio-2016 aumenta 68% em três anos, e governo pagará a conta


Por Thiago Arantes

O orçamento do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio já estourou, e o governo pagará parte da conta. Quando a cidade foi escolhida para receber a Olimpíada, em 2009, a estimativa de gastos do comitê era de 5,6 bilhões. Três anos depois, o valor já aumentou para, no mínimo, R$ 9,4 bilhões, um acréscimo de 68% - a inflação acumulada no período foi de 25% segundo o IGPM. 

Neste valor entram os gastos de organização dos Jogos - como a cerimônia de abertura, custos com comunicação, tecnologia, segurança entre outros - e não a construção de arenas, que ficará a cargo do governo em parcerias com a iniciativa privada. A estimativa inicial dos gastos com arenas é de R$ 23 bilhões.

O Rio-2016 alega que o orçamento inicial, da época da candidatura, era preliminar e já seria revisto para uma primeira versão de orçamento, com a inclusão de dados e despesas de forma mais detalhada. No entanto, a assessoria da entidade disse que o orçamento ainda está em fase de confecção e só será divulgado em 2013. 

Na quinta-feira, o ESPN.com.br publicará mais detalhes do orçamento dos Jogos do Rio-2016, citando as verbas destinadas às principais áreas, como Tecnologia, Legado, Transportes, Alimentação e Cerimônias de Abertura, Encerramento e Revezamento da Tocha - NÃO PERCA.

Procurados pelo ESPN.com.br, Carlos Arthur Nuzman - presidente do COB e do Rio-2016 - e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não quiseram comentar sobre o orçamento, alegando que ele ainda não é oficial.

Entretanto, o ESPN.com.br já teve acesso ao primeiro orçamento oficial, que só será divulgado em julho de 2013. Os dados mostram que o órgão – que se apresenta como uma entidade privada e sem fins lucrativos – foi deficitário em 2010 e 2011 e passará a contar com subsídio do governo já no próximo ano. 

A participação governamental no pagamento das contas do comitê já estava prevista desde antes de o Rio ser cidade olímpica. Ainda na fase de candidatura, as três esferas do governo se comprometeram com o COI, disponibilizando-se para sanar um eventual déficit da organização. No dossiê, o limite para participação governamental era de R$ 1,4 bilhão. Entretanto, a entrada de dinheiro público no orçamento não era o primeiro plano do comitê; a ideia era só recorrer aos governos em caso de necessidade. 

No site do Rio-2016, a relação entre o órgão e o governo é retratada da seguinte forma: “O objetivo do Comitê Organizador é que esse orçamento seja completamente financiado por receitas privadas, mas os três níveis de governo – federal, estadual e municipal – garantiram ao COI cobrir qualquer necessidade de recursos do Comitê Organizador.”

No orçamento ao qual o ESPN.com.br teve acesso, a previsão de injeção de dinheiro governamental é de R$ 1,7 bilhão até 2016 (equivalente ao valor corrigido de 1,4 bilhão, de acordo com a inflação desde 2009). Está em fase de aprovação na Casa Civil o decreto que regulamentará a alocação destes recursos, vindo dos três governos.

Os valores que serão alocados pelo governo neste decreto são para o Comitê Organizador, e não para obras de infraestrutura. Neste ponto, o investimento governamental será ainda maior. O ministério do Esporte prevê a injeção de R$ 500 milhões apenas em infraestrutura apenas em 2013.

Em contato com o ESPN.com.br, a assessoria de imprensa do ministério disse que não haverá qualquer aporte de verba saíndo do órgão para o Comitê Organizador do Rio-2016.

O decreto deve ser assinado pela presidenta Dilma no começo do próximo ano; ele definirá em que áreas do comitê organizador o governo colocará dinheiro. Esta será a primeira injeção de dinheiro público no comitê. Durante os últimos anos, a entidade usou a prerrogativa de não contar com o auxílio do governo para contratar produtos e serviços em concorrências sem licitações. 

A partir de 2013, o dinheiro dos três governos começará a entrar de forma gradativa: no primeiro ano, serão R$ 109 milhões; no segundo, R$ 237 milhões; no terceiro, R$ 619 milhões; em 2016, o subsídio chegará a R$ 701 milhões. Até mesmo em 2017, já depois dos Jogos, os governos colocarão R$ 88 milhões no comitê. 

Os valores podem ser remodelados de acordo com as necessidades do comitê e corrigidos de acordo com a inflação. Segundo apurou o ESPN.com.br, há a possibilidade de um aumento no déficit forçar uma alocação ainda maior de recursos governamentais. 

Caso coloque apenas R$ 1,7 bilhão no Comitê Organizador, o governo será responsável por financiar 18% dos R$ 9,4 bilhões do orçamento da entidade. A participação governamental, se considerados apenas os 3,8 bilhões que já estouraram a previsão inicial, será de 44%. A União, a prefeitura e o governo do Rio pagarão quase metade do estouro orçamentário.

Mais dinheiro que o COI – De acordo com o orçamento visto pelo ESPN.com.br, o subsídio dos três governos ao comitê organizador será maior do que a contribuição do Comitê Olímpico Internacional (COI). A entidade máxima dos esportes olímpicos deve alocar R$ 1,1 bilhão em recursos. 

O faturamento com vendas de ingressos, que costuma ser um dos maiores financiadores dos Jogos, também será ligeiramente menor do que o subsídio governamental. Com as entradas, o Rio-2016 deve receber R$ 1.723.906.000,00 – cerca de R$ 34 milhões menor do que o dinheiro proveniente dos governos.

A maior fonte de receita do comitê organizador é proveniente de patrocinadores: as empresas nacionais que se associaram aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos darão, até 2016, um total de 3,2 bilhões; os parceiros internacionais serão responsáveis por R$ 679 milhões. Os valores podem sofrer correções, pendentes de novos contratos e da inflação no período. 

VEJA ABAIXO A TABELA COM O ORÇAMENTO REVISADO DO COMITÊ ORGANIZADOR


Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299720_orcamento-privado-do-rio-2016-aumenta-68-em-tres-anos-e-governo-pagara-a-conta

sábado, 10 de novembro de 2012

Copa vai ficar R$ 3,5 bilhões mais cara, aponta relatório do TCU


Aumento é de 14,7% em relação à previsão anterior; aeroportos ficaram mais caros

Passada a euforia da escolha das sedes da Copa das Confederações, o Tribunal de Contas da União (TCU) voltou a identificar aumento de custos em obras da Copa. 

Em relatório divulgado ontem (8), o órgão auditor constatou que o valor dos investimentos para a Copa aumentou cerca de R$ 3,5 bilhões. Em janeiro de 2011, os custos com a realização do Mundial somavam R$ 23,8 bilhões --agora este número subiu para R$ 27,3 bilhões. É um acréscimo de 14,7% em relação aos valores estimados inicialmente.

Os aeroportos são os principais responsáveis pelo resultado preocupante do relatório. Neste setor, o aumento foi R$ 1,78 bilhão, de acordo com o TCU. 

Para o ministro Valmir Campelo, as obras aeroportuárias não correm risco de não ficarem prontas até a Copa. "Mas a atenção quanto ao acompanhamento dos cronogramas aumentou”, alertou.

Os custos dos estádios também aumentaram em R$ 1,13 bilhão em relação à previsão inicial, ao passo que os valores das obras nos portos tiveram um acréscimo de R$ 158 milhões. 

Outra conclusão do TCU é que foram desembolsados apenas 8,33% do total de financiamentos da Caixa Econômica Federal para as obras de mobilidade urbana em diversas sedes da Copa.

O relatório ainda traz dados das obras nos estádios do Mundial, mas as informações datam de julho deste ano e estão, portanto, desatualizadas. Confira o acompanhamento do TCU clicando neste link.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11026/COPA+VAI+FICAR+R+35+BILHOES+MAIS+CARA+APONTA+RELATORIO+DO+TCU.html

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Londres-12 revela economia de 480 mi do orçamento


Os Jogos Olímpicos de Londres-2012 mostraram ao mundo como fazer um megaevento de qualidade sem desperdícios ou excesso de gastos. Nesta quarta, o site BBC Sport apresentou relatórios do LOCOG, comitê organizador dos Jogos, que mostram um superávit de cerca de 480 milhões de libras em relação ao orçamento inicial dos gastos para o evento, de cerca de 9,4 bilhões.

As informações fazem parte do relatório econômico trimestral do governo britânico. Ainda segundo os reportes, os setores onde houve mais economia foram construção, segurança e transporte.

O ministro britânico do Esporte, Hugh Robertson, reforçou os resultados dos relatórios: “Londres-2012 foi um tremendo sucesso e uma conquista significativa por cumprir um enorme e complexo planejamento de forma pontual e abaixo do orçamento”.

“Eu não tenho dúvidas de que Londres-2012 impôs um novo padrão para o gerenciamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no futuro”, completou.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/27/27296/Londres-12-revela-economia-de-480-mi-do-orcamento/index.php

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Gasto público com Copa das Confederações aumenta em até R$ 300 mi


Considerado evento teste da Fifa, a Copa das Confederações-2013 teve um aumento de até 300 milhões em seu orçamento. As sedes pretendem repassar o investimento total para o governo federal.

As seis sedes do torneio receberam do COL (Comitê Organizador Local) a lista de como devem ser as estruturas provisórias no entorno dos estádios e estimam que o custo para a compra dos materiais, que inclui de detector de metais a gerador, pode chegar a R$ 50 milhões para cada cidade.

Nesta terça-feira, será realizada uma reunião em Brasília para definir, entre outras coisas, quem vai assumir a conta.

Há resistência no governo para abraçar essa conta, já que ela é teoricamente responsabilidade de cada sede (prefeitura e Estado).

A proximidade da Copa das Confederações, aliás, deve inflacionar o custo de materiais, pois as sedes têm que comprar com urgência.

No próximo dia 19, a Fifa vai anunciar em São Paulo as quatro categorias de preços para o torneio. A Folha apurou que o valor mínimo será de cerca de US$ 25 (R$ 50).

As cidades que receberão o torneio em 2013 são: Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador. Recife também faz parte da lista, mas a Fifa quer aguardar até novembro para confirmar oficialmente.

O prazo para os estádios estarem prontos é março do próximo ano.

A Copa das Confederações é um torneio considerado teste pela Fifa e reúne o país sede, o atual campeão mundial (Espanha) e as últimas seleções campeãs continentais.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1169305-gasto-publico-com-copa-das-confederacoes-aumenta-em-ate-r-300-mi.shtml

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

BNDES dobra orçamento destinado aos hotéis da Copa


De acordo com anúncio foi feito hoje pelo banco, valor total será de R$ 2 bilhões

A dotação do Programa de Turismo para a Copa do Mundo de 2014 (ProCopa Turismo) dobrou de R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões. O anúncio foi feito hoje (26) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aprovou também a extensão do prazo de vigência do programa de financiamento do banco para modernização do parque hoteleiro brasileiro para 30 de junho de 2013. Originalmente, o prazo expiraria no dia 31 de dezembro deste ano.

O programa foi lançado em fevereiro de 2010. Ele condiciona o apoio ao setor à prática de ações voltadas à sustentabilidade. A certificação de eficiência energética, por exemplo, garante aos tomadores prazos mais longos de pagamento e juros mais baixos.

Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, as mudanças foram feitas diante da elevada procura de empresários do setor hoteleiro pelos recursos.

A carteira de financiamento do ProCopa Turismo já ultrapassou R$ 1 bilhão. Incluindo os investimentos que serão feitos pelos empreendedores, o valor sobe para R$ 1,5 bilhão.

As operações aprovadas até agora alcançam R$ 347 milhões. Em análise ou consulta na área técnica do banco, existem projetos que somam R$ 680,1 milhões. Do total de pedidos de crédito em análise ou consulta, 62,7% são para construção de hotéis.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10781/BNDES+DOBRA+ORCAMENTO+DESTINADO+AOS+HOTEIS+DA+COPA.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ministro: Pacotes de incentivo ao esporte devem sair do papel em 2013


Governo quer Brasil entre os dez melhores no quadro de medalhas nos Jogos de 2016

Por Marco Grillo

RIO - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou na manhã desta terça-feira que o governo federal pretende aprovar, até o fim deste ano, o orçamento dos programas voltados para impulsionar o desempenho esportivo do Brasil nas Olimpíadas de 2016. Assim, o objetivo do Ministério é que as ações saiam do papel em 2013. O anúncio foi feito após a Petrobras divulgar os resultados da seleção de projetos de esporte educacional, na Vila Olímpica da Mangueira. A cerimônia contou com a presença da presidente da empresa, Graça Foster.
Na semana passada, o ministro anunciou o Bolsa Ouro (também chamado de Bolsa Pódio), que prevê um valor entre R$ 5 mil e R$ 15 mil para os atletas que estejam entre os 20 primeiros nos rankings mundiais de suas modalidades, e o Bolsa Técnico, voltado para a manutenção de uma estrutura ligada ao atleta, com treinadores, psicólogos e nutricionistas. Hoje, Rebelo disse que as medidas farão parte do Bolsa Atleta, que existe desde 2005 e, neste ano, contemplou 4.243 atletas de 53 modalidades. Com o Bolsa Atleta "turbinado", o governo quer que o Brasil salte para a lista dos dez melhores no quadro de medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio.
- O Bolsa Atleta atinge os atletas da base do esporte (da maneira como está formatado atualmente). Agora, estamos chegando ao topo. Nosso levantamento apontou um grande número de atletas que não conquistaram medalhas por causa de detalhes. O objetivo é aumentar as estruturas, os equipamentos, e assim aumentar as chances de medalha - disse o ministro.
Rebelo acrescentou que a definição para o recebimento dos benefícios será baseada no mérito, porque é o critério que oferece "maior segurança no investimento". Ele disse ainda que a escolha será feita em conjunto com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e as confederações esportivas.
Perguntado sobre os dirigentes esportivos que ocupam o mesmo cargo há vários anos, Aldo defendeu que devem ser estabelecidos limites de tempo, mas evitou falar em prazos para medida entrar em vigor.
- Na presidência da República é assim. Se você tem um prazo, ajuda a criar um compromisso com o esporte, acho que o caminho natural é ir adotando essas regras - disse o ministro, que não comentou o caso do COB, cujo presidente, Carlos Arthur Nuzman, está no poder há 17 anos. - A permanência é uma decisão do COB - disse.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ministro-pacotes-de-incentivo-ao-esporte-devem-sair-do-papel-em-2013-5852332#ixzz24HrZ7PKl 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Governo aplica R$ 6,2 bilhões em esporte nos últimos 4 anos


Equipe Contas Abertas
Do Contas Abertas

No último ciclo olímpico, de 2009 a junho de 2012, o governo federal destinou R$ 6,2 bilhões ao esporte brasileiro, nas manifestações de rendimento, educacional e de participação. Esses recursos foram provenientes do Orçamento Geral da União (R$ 3,9 bilhões), Lei Agnelo/Piva (R$ 578,3 milhões), Lei de Incentivo (R$ 523,4 milhões), Empresas Estatais (R$ 771,3 milhões) e Timemania (R$ 390,9 milhões). Para este balanço foi desconsiderado o exercício de 2008, quando ainda estavam sendo pagas despesas referentes aos Jogos Panamericanos e à Olimpíada de Pequim.

Do total de verba pública para o esporte, as modalidades olímpicas receberam R$ 1,4 bilhão no período analisado. Cerca de 10% deste valor, R$ 142,9 milhões, foram para as atividades paralímpicas

A principal fonte de financiamento do esporte é o Orçamento Geral da União, com R$ 3,9 bilhões. Neste valor está incluído todo o dispêndio do Ministério do Esporte e parcelas afins de outras pastas. Por exemplo, a da Defesa com a contratação de atletas para reforçar a equipe nos Jogos Mundiais Militares que ainda são mantidos como oficiais das Forças Armadas. Já o esporte de rendimento em geral, inclusive as modalidades não-olímpicas (futevôlei, caratê, boliche etc.) foi contemplado com R$ 1,8 bilhão.  Porém, para as modalidades olímpicas, especificamente, o Orçamento Geral da União destinou R$ 120 milhões, enquanto as paralímpicas receberam R$ 22,1 milhões. Os dados constam do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira).

Outras fontes

A segunda principal fonte pública de financiamento do esporte são os patrocínios das empresas estatais, com investimento de R$ 771,3 milhões. Desse total, R$ 601,4 milhões foram para o esporte de rendimento, inclusive o automobilismo, e R$ 509,3 milhões para as modalidades olímpicas. O montante inclui o patrocínio da Eletrobrás ao Vasco da Gama. O valor foi considerado, porque o futebol, mesmo com gestão própria através da CBF, é esporte do calendário dos Jogos.

Outra fonte de recursos públicos, a terceira em valor, é a Lei Agnelo Piva (n° 10.264/2001), que destina 2% das loterias federais aos esportes olímpicos e paralímpicos. No último ciclo essa participação foi de R$ 578,3 milhões. Para o desporto olímpico, especificamente, foram destinados R$ 416,2 milhões, além de R$ 57,8 milhões para o desporto escolar e R$ 28,9 para o universitário.  Já o Comitê Paralímpico Brasileiro recebeu R$ 75,2 milhões dessa Lei.

A quarta fonte mais relevante de verba pública é a Lei de Incentivo, que registrou captação de R$ 523,4 milhões no período, sendo R$ 374,8 para o rendimento. Esse valor contemplou projetos olímpicos de R$ 324,4 milhões, e paralímpicos de R$ 7,4 milhões. A Confederação Brasileira de Judô – quatro medalhas em Londres, sendo uma de ouro –, por exemplo, captou R$ 1,8 milhão na Lei de Incentivo para o projeto “Eventos Internacionais”. Outro exemplo de importância de aplicação dessa fonte é o Minas Tênis Clube, tradicional clube de Belo Horizonte, que captou R$ 6,7 milhões para o projeto “Formação de Atletas”.

Da mesma forma, no total da Lei de Incentivo estão projetos de futebol, modalidade olímpica medalha de prata nos Jogos de Londres. O São Paulo Futebol Clube é exemplo de utilização da Lei, ao captar R$ 1,7 milhão para o projeto de “Formação de Atletas de Alta Performance e Aprimoramento de Jovens Atletas”.

A quinta e última fonte de recursos públicos para o esporte é a Timemania, loteria federal que destina 22% de sua arrecadação ao abatimento das dívidas dos clubes de futebol para com a Receita Federal, INSS e FGTS. Novamente o futebol, esporte olímpico, é beneficiado pela verba oficial tendo recebido R$ 390,9 milhões entre 2009 e junho deste ano (clique aqui para ver o resumo das aplicações).

A evolução dos recursos federais para o esporte

Nos últimos nove anos, a partir da criação do Ministério do Esporte em 2003, os recursos federais para o desporto cresceram significativamente, ampliando sua participação no Orçamento Geral da União (OGU) e no Produto Interno Bruto (PIB). Em 2003, o total pago pelo Ministério do Esporte representou apenas 0,017% do OGU e 0,009% do PIB. Em 2011, os percentuais passaram a ser de 0,051% (OGU) e 0,020% (PIB). Ao longo do período considerado o maior valor anual despendido (R$ 1.238,1 milhões em valores correntes) ocorreu em 2007, ano da realização dos Jogos Pan-americanos na cidade do Rio de Janeiro. Em 2011, em valores correntes, foram efetivamente pagos R$ 832,6 milhões (clique aqui para ver gráfico com a série histórica das aplicações do Ministério em relação ao OGU e ao PIB). Em termos reais, de 2003 para 2011, o orçamento da Pasta cresceu 3,5 vezes. Em valores constantes, o total pago em 2003 foi de R$ 246,7 milhões, enquanto em 2011 atingiu a R$ 864,2 milhões.

Fonte: http://www.contasabertas.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=981

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Paes se recusa a 'chutar' orçamento do Rio 2016 e só terá valor em 2013


Prefeito afirma que preço definitivo deve sair no segundo semestre do ano que vem e promete que instalações estarão prontas a tempo dos Jogos

Por Adriano Albuquerque

Com a passagem da bandeira oficial das Olimpíadas para o Rio de Janeiro, aumentou a cobrança pela transparência nas contas dos Jogos cariocas. O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, pediu neste fim de semana a divulgação do orçamento do Rio 2016. Na breve coletiva de imprensa na volta à cidade, na segunda-feira, o prefeito Eduardo Paes disse que é impossível determinar neste momento o valor exato que será gasto para a preparação do evento e citou algumas obras ainda não iniciadas como empecilhos para isso. O político mantém que o preço dos Jogos só será conhecido em 2013.

Paes avisou ainda que algumas obras de infraestrutura, como os corredores do BRT (Bus Rapid Transit), não serão incluídos na conta. Ele revelou o valor do Parque Olímpico ("gira em torno de R$ 500 milhões") e da linha Transolímpica (R$ 1,6 bilhão).
- Temos um orçamento direto, olímpico, que é quando você constrói o Parque dos Atletas, ou o Parque de Deodoro, dos equipamentos para as Olimpíadas, e temos uma parte do orçamento que não é necessariamente olímpica, como o Porto Maravilha, parceria público-privado de R$ 8 bilhões, e a Transoeste. Nós não vamos ser irresponsáveis. Aquilo que está em execução e está sendo licitado, é porque já temos o valor. O que não temos o projeto definitivo, não dá para chutar o valor. Se não tenho um projeto, como vou chutar o preço? Claro que temos uma ideia e ela está no dossiê, mas é uma previsão. Depois disso, só pode vir o valor definitivo. Fica essa ânsia para que a gente chute o valor. Não vamos fazer isso. A gente só chega nessa situaçao de ter todos os preços definidos e se fazer uma soma total no segundo semestre do ano que vem - declarou o prefeito.
O dossiê da candidatura carioca à realização dos Jogos Olímpicos, feito em 2007, previa investimentos de até R$ 28,8 bilhões, incluindo R$ 23,2 bilhões por parte dos governos. As Olimpíadas de Londres 2012, comparativamente, tinham orçamento inicial de R$ 7,5 bilhões em 2005, mas o valor passou para R$ 30 bilhões neste ano, e ainda pode sofrer nova revisão.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/paes-se-recusa-chutar-orcamento-do-rio-2016-e-so-tera-valor-em-2013.html

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Governo não quer aumento do orçamento da Rio-2016


Por Rodrigo Mattos

O Ministério do Esporte informou que não pretende que exista crescimento do orçamento da Olimpíada do Rio-2016 em relação ao valor estimado na candidatura. Essa posição é diferente do Comitê Rio-2016 para quem haverá uma revisão geral do valor inicial, o que pode gerar incrementos no valor final.

Pela previsão inicial, seriam gastos R$ 28 bilhões para a organização dos Jogos, sendo R$ 5 bilhões para o comitê organizador que deve ter maior parte de dinheiro privado. O restante é de dinheiro público para construções de sedes esportivas e infra-estrutura de transporte para o Rio de Janeiro.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) já cobrou um orçamento do Rio-2016 o mais rápido possível. A promessa é que o documento fique pronto até o final do ano.

"No Brasil, vamos finalizar com o comitê uma matriz de responsabilidades. Estamos com equipes técnicas com o prefeito e o governo do Estado para fechar o valor do centro olímpico e também da parte da instalação de Deodoro da Fonseca", afirmou o secretário-executivo do ministério, Luis Fernandes, que cuida da Copa-2014 e da Olimpíada-2016.

"Mantemos a previsão de R$ 23 bilhões. Essa vai consolidar. Nossos resultados apontam para a manutenção do valor".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1136376-governo-nao-quer-aumento-do-orcamento-da-rio-2016.shtml

O custo olímpico


Fonte: http://oglobo.globo.com/infograficos/custo-olimpico/

O salto olímpico que o Rio tem que dar até 2016


Com obras adiantadas como o Maracanã, megapacote dos Jogos enfrenta desafios com projetos que ainda não começaram

RIO - O Rio terá que dar um salto olímpico para chegar com tudo pronto aos Jogos de 2016. Há projetos quase concluídos — como o Maracanã que será o palco principal da Copa, dois anos antes —, mas outros mais ou menos atrasados por entraves jurídicos ou burocráticos que vão exigir uma maratona nos próximos quatro anos. Os investimentos são tantos e tão altos que os números oficiais, estimados inicialmente R$ 28,2 bilhões, ficaram para trás. Neste caderno especial, serão revelados os detalhes do megapacote de obras que promete uma transformação radical no visual e no futuro da cidade.

Uma corrida que começa pelo parque olímpico, para onde todos os olhos estão voltados. Com 1,18 milhão de metros quadrados, o centro do espetáculo está dentro do cronograma e a promessa é apesentá-lo ao grande público ainda 2015. Somente parte das instalações — infraestrutura e três arenas de treinamento — custará R$ 1,35 bilhão. O HSBC Arena será aproveitado —e depois, liberado —, assim como o Parque Aquático Maria Lenk. O início do bate-estaca envolve certa tensão, com a demolição do autódromo. Algumas arquibancadas já estão sendo demolidas. A favela Vila Autódromo, onde vivem duas mil pessoas, será removida. São ações delicadas, com custos que vão além dos financeiros.

Até os Jogos, quatro corredores expressos
A área de transporte, que deixará um dos principais legados para a cidade, é outro ponto de preocupação. Estado e prefeitura estão confiantes, ainda que seja necessário um sprint final. O mais vistoso empreendimento é a Linha 4 do metrô, que vai ligar a Zona Sul à Barra. É mais do que um sonho olímpico, é uma promessa de dias melhores na rotina demoradores do Rio. Com 15 quilômetros, o trecho poderá transportar 300 mil pessoas diariamente. Na conta das autoridades, o ramal novo, depois de testes, entra em operação ainda no primeiro semestre de 2016. Há novidades também nas Linhas 1 e 2, que ganharão 19 trens até março do ano que vem. Além disso, a Estação Uruguai, na Tijuca, está prevista para em 2014. Sem falar nos quatro BRTs: o Transoeste já funciona parcialmente, mas ainda há os Transcarioca, Transolímpico e Transbrasil. A responsabilidade tem o peso das promessas.
— Não há o menor risco de os BRTs não ficarem prontos. O tempo que temos é mais do que suficiente — garante o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, acrescentando que, com as licitações feitas até o fim do ano, tudo estará pronto até 2015.

O Porto Olímpico chegou por último, e inspira cuidados. Embora a região não estivesse originalmente no pacote dos Jogos de 2016, a transferência da Vila de Mídia para lá fez tudo mudar de figura. A revitalização já em curso ficou mais ambiciosa. Novos píeres, por exemplo, vão aumentar a capacidade do porto para receber carga e turistas. Os armazéns terão lojas e restaurantes. O terminal de passageiros será reformado. Há licitações em meio a brigas jurídicas. Só depois de resolvê-las, as intervenções de R$ 662 milhões, com verba do PAC, terão início. Ainda espera-se parte dos píeres pronta para a Copa.
— Os portos não podem ser o gargalo do crescimento econômico, e por isso os investimentos do governo federal têm sido intensos — diz o ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino. — Na Copa e nas Olimpíadas, os navios serão usados como hotéis flutuantes. Como legado, teremos um porto mais moderno. A capacidade de receber turistas em cruzeiros crescerá em até 250%.

Cifras olímpicas são sigilosas
A recepção de turistas em terra firme é outra prioridade. O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, prevê que a cidade ganhará mais 106 hotéis, a maioria na Barra.

As cifras da empreitada são sigilosas. Presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes explica:
— Não há a mínima hipótese de se fazer estimativas. Não quero que especulações joguem os valores das licitações lá para cima. Nossos Jogos têm que ser competitivos. Vamos fazer coisas bonitas como em Beijing e Londres, mas espartanas nos custos.

Campanha uniu os cariocas
Eram 13h50m do dia 2 de outubro de 2009, no Brasil. Em telões na Praia de Copacabana, a imagem de um envelope numa bandeja deixou em silêncio milhares de pessoas. A tensão durou até que o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, anunciasse o resultado: o Rio iria sediar as Olimpíadas de 2016. No palco armado em frente ao Copacabana Palace, a comemoração começou com o samba do Salgueiro, de 1993, cujo refrão sintetizava o clima do momento: "Explode coração, na maior felicidade". Era a hora de festejar.

Em meio a atrasos nas obras de infraestrutura e das instalações para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, lançou em setembro de 2006 a candidatura do Rio para sediar os Jogos de 2016. Era a terceira tentativa em dez anos. Nas duas vezes anteriores — para as Olimpíadas de 2004 e 2012 — a cidade foi eliminada na primeira seleção. Em 2007, sete cidades se candidataram. No ano seguinte, o Rio foi anunciado como uma das quatro finalistas, junto com Madri, Chicago e Tóquio. A Cidade Maravilhosa saiu na frente.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/o-salto-olimpico-que-rio-tem-que-dar-ate-2016-5766561#ixzz23QpYEaDD 

Bandeira olímpica chega nesta segunda ao Rio e marca oficialmente a contagem regressiva para 2016


Londres passa o bastão dos Jogos, e presidente do COI cobra orçamento do evento

Por Isabela Bastos, Luiz Ernesto Magalhães, Maísa Capobiango, Mariana Müller

LONDRES E RIO - O maior dos símbolos olímpicos, a bandeira com anéis coloridos que representam os cinco continentes, chega nesta segunda-feira ao Rio, marcando oficialmente a contagem para a próxima edição do maior evento esportivo do planeta. Nos próximos quatro anos, o Rio será a cidade olímpica por direito, mas terá de mostrar, de fato, que merece o título. E a cobrança começou no domingo mesmo. Doze horas antes de entregar ao prefeito Eduardo Paes a bandeira olímpica, durante a festa de encerramento dos jogos londrinos, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, cobrou a divulgação do orçamento da Rio 2016.

Previsão original era de R$ 28,8 bilhões
Ao fazer uma avaliação de Londres 2012, Rogge lembrou que a conta carioca não foi tornada pública, apesar de o Rio ter conquistado o direito de sediar os Jogos Olímpicos há três anos. Os ingleses divulgaram sua estimativa de custos um ano e meio depois da escolha da cidade-sede. Lá, porém, o orçamento foi revisto: de R$ 7,5 bilhões, em 2005, para R$ 30 bilhões, este ano, podendo ainda ter nova revisão.
— Pedimos que o orçamento seja concluído o mais brevemente possível. Estamos fazendo um trabalho em conjunto com o Comitê Organizador local para isso — resumiu Jacques Rogge.

O orçamento original do dossiê da candidatura carioca, feito em 2007, previa investimentos de R$ 28,8 bilhões, sendo R$ 23,2 bilhões dos governos e R$ 5,6 bilhões do Comitê Rio 2016.

Em visita técnica ao Rio, em junho, a presidente da Comissão de Coordenação do COI, Nawal El Moutawakel, demonstrou preocupação com os prazos “apertados” das obras. Ela negou, no entanto, que estivesse dando um “puxão de orelhas” nos brasileiros. O receio do COI diz respeito ao andamento da construção do Parque Olímpico da Barra, no atual Autódromo Nelson Piquet, e à complementação do Parque Olímpico de Deodoro. Passados dois meses, o autódromo está sendo demolido. Mas a construção das instalações esportivas só começa em 2013. Sobre Deodoro, o governo estadual, que receberá recursos do Ministério do Esporte, sequer anunciou o cronograma.

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, não foi localizado para comentar as obras. A assessoria de comunicação do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que os brasileiros avançaram ao fechar a matriz de responsabilidades, que esclarece os projetos de União, estado, prefeitura, Comitê Rio 2016 e iniciativa privada. A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, afirmou que os números serão fechados quando houver todos os projetos executivos.

O Comitê Rio 2016, por sua vez, argumentou não ter interpretado a declaração de Rogge como uma cobrança. Semana passada, seu diretor geral, Leonardo Gryner, informou que o orçamento só deverá estar fechado em 2013, porque projetos ainda não foram licitados.

Enquanto o tema das obras continua em suspenso, as autoridades se mobilizam pela chegada da bandeira olímpica à cidade, nesta segunda-feira, às 17h, pelo Aeroporto Tom Jobim. Ela será trazida pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, que estará acompanhado do prefeito, do governador Sérgio Cabral e de alguns atletas.

A bandeira ficará guardada na Gávea Pequena, residência oficial do prefeito. Amanhã, será levada a Brasília para ser apresentada à presidente Dilma Rousseff . Na quarta-feira, o símbolo olímpico passeará pelo Rio, começando pela Praça do Conhecimento, no Complexo do Alemão, e seguindo para a Praça do Canhão, em Realengo, e a Zona Sul. O cortejo termina no Palácio da Cidade, em Botafogo. Nos três lugares serão hasteadas cópias da bandeira.

Mensagem surpresa em Copacabana
Para marcar a chegada do símbolo olímpico, uma bandeira gigante será estendida na areia da Praia de Copacabana. Com três mil metros quadrados, carregará uma mensagem surpresa. No domingo, será celebrado um culto ecumênico aos pés da estátua do Cristo Redentor.
— Estou super-honrado e emocionado. É um momento único da minha vida. E da história da cidade — disse Paes antes da festa.

A bandeira olímpica será exposta no Palácio da Cidade até que o Pavilhão Olímpico, em construção ao lado do centro administrativo da prefeitura, na Cidade Nova, fique pronto. Um decreto será publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial criando a Guarda de Honra da Bandeira, destacamento da Guarda Municipal que terá a incumbência de protegê-la.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bandeira-olimpica-chega-nesta-segunda-ao-rio-marca-oficialmente-contagem-regressiva-para-2016-5769892#ixzz23QoJ1DUb 

Custo das Olimpíadas ainda é uma incógnita


Autoridades mudam critérios para calcular quanto será gasto com projetos para os Jogos de 2016

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - A pouco mais de quatro anos das Olimpíadas do Rio (em agosto de 2016) e às vésperas do início dos Jogos em Londres, as autoridades ainda não sabem quanto o evento brasileiro vai custar de fato. O motivo é que muitos projetos previstos para ainda não tiveram o orçamento fechado — seja porque foram apresentados depois da escolha do Rio como sede, seja porque estão sendo revistos. Outro motivo é que os brasileiros decidiram apelar para uma manobra contábil: obras do PAC ou destinadas à Copa do Mundo não entrarão na conta das Olimpíadas.

Oficialmente, segundo a Autoridade Pública Olímpica (APO), o objetivo é só incluir na conta o que é imprescindível para as Olimpíadas. Isso inclui, por exemplo, as instalações esportivas e a Vila Olímpica, na Barra da Tijuca. Algumas obras de mobilidade urbana, segundo a APO, não poderiam entrar no cálculo porque não são necessariamente para as Olimpíadas. Pelo novo critério, os gastos com a ligação Barra-Zona Sul do metrô, por exemplo, só são considerados no trecho entre as estações Ipanema-Leblon. O corredor exclusivo de ônibus Transoeste, que será inaugurado amanhã, só é considerado imprescindível justamente no trecho ainda não construído: o lote zero (entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico, na Barra).

O critério nem sempre se mostra aplicável na prática:
— Tecnicamente, a operação do metrô entre as estações de Ipanema e Leblon só é possível com a operação do sistema até a Barra da Tijuca. Tudo será feito para as Olimpíadas — garantiu o secretário-chefe da Casa Civil do estado, Régis Fichtner.

Nos bastidores das equipes envolvidas nos preparativos para as Olimpíadas, comenta-se que a mudança tem o objetivo de evitar o que aconteceu no Pan-Americano de 2007, no Rio: o custo final do evento ficou em R$ 3,5 bilhões, contra os R$ 400 milhões anunciados inicialmente. A conta do Pan aumentou porque o projeto foi revisto para as instalações terem padrões olímpicos, aumentando assim as chances de o Rio sediar uma Olimpíada. Além disso, gastos que não eram necessariamente para o evento entraram na conta, como investimentos para equipar a Força Nacional de Segurança.

Orçamento original é de US$ 14 bilhões
O orçamento original da candidatura do Rio, em 2009, previa investimentos de quase US$ 14 bilhões (R$ 28 bilhões em valores atuais). Ao rever a carteira de projetos do dossiê de candidatura, a APO decidiu apresentar ao COI uma lista de 350 projetos. Cerca de cem foram classificados como essenciais e entrarão na conta olímpica. Os outros 250 são classificados como não essenciais, por serem investimentos para a Copa ou na infraestrutura da cidade.
— É uma classificação. Não ser essencial para as Olimpíadas não significa que não serão executados. Não posso ser pessimista: tudo o que foi prometido estará pronto para 2016 — disse Márcio Fortes.

A indefinição do orçamento foi revelada ontem, na terceira visita da Comissão de Coordenação do COI ao Rio para ver os preparativos do evento. Segundo Márcio, há duas semanas a proposta brasileira foi aprovada no COI. Ele, no entanto, não quis divulgar a lista completa por categoria. O Conselho Público Olímpico terá que referendar o documento antes de torná-lo público.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/custo-das-olimpiadas-ainda-uma-incognita-5113272#ixzz23Qnchkl7 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Prefeito volta a dizer que não vai demolir Velódromo de Jacarepaguá


Após iniciar contagem regressiva para os Jogos de 2016, ele disse que está estudando formas de adaptar o local

Por Luiz Ernesto Magalhães e Ana Cláudia Costa

RIO — O prefeito Eduardo Paes voltou a dizer na manhã desta sexta-feira, durante a apresentação do cronograma de obras para as Olimpíadas de 2016, que não vai demolir o velódromo de Jacarepaguá. Segundo Paes, seria um desrespeito com a população e com o dinheiro público colocar abaixo uma obra já pronta que custou caro. O prefeito garantiu que está estudando alternativas para adaptar o velódromo às medidas padronizadas para a disputa de provas para os Jogos de 2016.
— Decidimos reavaliar a demolição do espaço. É inaceitável derrubar. Vamos viabilizar naquele espaço o velódromo. Vamos caminhar para uma solução — disse Eduardo Paes, ao lado da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, em entrevista coletiva no Centro de Operações da prefeitura.

Em julho, a prefeitura divulgou o edital para a elaboração dos projetos básico e executivo da construção de um espaço para as competições de ciclismo. Embora o termo “reforma” não apareça ao longo do documento, à época da divulgação, a EOM informou, em nota, que ainda não havia decidido se o atual velódromo seria substituído ou apenas adaptado às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O prefeito já havia afirmado que pretendia manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e adaptá-lo para as Olimpíadas. No entanto, após a divulgação de três editais elaborados pela Riourbe, responsável pelas obras, a EOM informou que a decisão final do que fazer só seria tomada em setembro, antes da licitação. Um dos editais previa gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de um novo velódromo.
Há dois anos, o Ministério do Esporte e a Federação de Ciclismo do Rio reconheceram que o equipamento não poderia ser aproveitado nas Olimpíadas, porque sua estrutura contém vigas de sustentação que interferem na observação completa da pista pelo árbitros, o que impedia a homologação dos resultados olímpicos.

Contagem regressiva para os Jogos de 2016
Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes e a presidente da EOM participaram de uma videoconferência com um grupo que está em Londres acompanhando os Jogos Olímpicos. Durante o evento, eles deram início à contagem regressiva para os quatro anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Paes afirmou ainda que o Rio ainda tem três desafios enormes pela frente para as Olimpíadas de 2016: o cronograma, a infraestrutura e a segurança.
— O Rio ainda está em 2012 no prazo de projetos a serem realizados para 2016 — afirmou o prefeito. Durante a entrevista coletiva, Paes anunciou ainda que o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, será transformado em um Centro Olímpico de Treinamento (COT) após as Olimpíadas. O local terá 1,18 milhão de metros quadrados, segundo a prefeitura.

Impasses atrasam divulgação de orçamento
O diretor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Leonardo Gryner, disse, em entrevista coletiva em Londres, que apenas em meados de 2013 será possível ter uma estimativa mais precisa de quanto custará a realização do evento no Rio. Isso porque muitos projetos previstos ainda não foram orçados. Gryner lembrou que falta inclusive definir a localização de duas instalações esportivas: a do hóquei sobre a grama e a do rugby, cuja decisão terá que ser tomada até outubro, antes da nova visita de avaliação que o Comitê Olímpico Internacional (COI) fará à cidade, o que deve acontecer no início de novembro.
— Nossa referência ainda são valores da candidatura. No entanto, muita coisa foi revista. O valor exato só teremos no fim do primeiro semestre do ano que vem — disse Leonardo.

Inicialmente, o hóquei sobre a grama ficaria no Parque Olímpico. O espaço vai ocupar 20% da área ocupada hoje pelo Autódromo Nelson Piquet, que possui 1,2 milhão de metros quadrados. No local, estão confirmadas as competições de 14 modalidades olímpicas e seis paralímpicas. Leonardo explica que, ao elaborar o plano diretor de ocupação das instalações esportivas, a empresa Aecom (a mesma que projetou o Parque Olímpico de Londres) não encontrou espaço para acomodar a instalação de forma a dar um aproveitamento racional para a área. Além dessas instalações, falta também o orçamento de várias instalações esportivas dos parques do Autódromo e de Deodoro. Segundo o diretor, os valores só serão conhecidos quando os projetos executivos estiverem prontos, o que deve acontecer a partir do início de 2013.

— Nós queremos levar as provas de hóquei para o Parque Olímpico de Deodoro (administrado pelas Forças Armadas). Mas ainda estamos discutindo isso com a Federação Internacional — disse Leonardo.
Já as competições de rugby estão previstas para serem realizadas no Estádio de São Januário, em São Cristóvão. Contudo, as negociações com o Vasco da Gama não terminaram.
Também durante a entrevista, Leonardo Gryner concordou com as críticas de que o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ ainda não está preparado para realizar todos os exames antidoping exigidos em Olimpíadas. Segundo o diretor, o laboratório, que processou amostras nos Jogos Panamericanos de 2007, vai ganhar um novo prédio.

O diretor-geral da Rio 2016 previu também que o Maracanã terá que ficar pelo menos quatro meses fechado (de abril a julho) para receber toda a sinalização e instalações provisórias necessárias para os Jogos Olímpicos, que começam em agosto.
— Os serviços devem durar seis meses. Nos dois primeiros meses, ainda poderá haver jogos. Mas depois, não.

O orçamento original dos jogos apresentado no Dossiê de Candidatura em 2007 previa investimentos de R$ 28,2 bilhões. Destes, R$ 23,2 bilhões em infraestrutura (chamado orçamento não-Cojo) sob responsabilidade dos governos e R$ 5,6 bilhões (orçamento Cojo). Esses R$ 5,6 bilhões são receitas do Comitê Organizador (patrocínios, contrubição do COI, venda de produtos entre outras fontes) para preparar as instalações olímpicas.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Olimpíada de Londres ultrapassa custo inicial



Orçado inicialmente, em 2005, em 73 milhões de libras, o parque aquático para os Jogos Olímpicos de Londres acabou tendo um custo final de 251 milhões

Um estudo de dois pesquisadores da Universidade Oxford afirma que os Jogos Olímpicos de Londres vão ter um estouro de 4,2 bilhões de libras (US$ 6,6 bilhões), ou 101%, em relação ao orçamento apresentado na candidatura da cidade em 2005. Outro cálculo, de um órgão auxiliar do Parlamento britânico, aponta um custo final na casa de 11 bilhões de libras. O governo britânico, no entanto, está alardeando que as contas serão rigorosamente cumpridas. Essa guerra de números mostra como podem ser múltiplas as maneiras de se computar, e interpretar, os gastos envolvidos em jogos olímpicos e serve como uma prévia do que virá pela frente em relação à Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

Os pesquisadores Bent Flyvbjerg e Allison Stewart, da Said Business School, ligada à Universidade Oxford, fizeram um levantamento de todas as olimpíadas e jogos de inverno desde 1960 e concluíram que os eventos "ultrapassam o orçamento com uma constância de 100%. Nenhum outro tipo de megaprojeto tem essa consistência no que se refere a estouro de orçamento. Os dados, assim, mostram que, ao decidir sediar os jogos olímpicos, uma cidade ou nação está empreendendo um dos tipos de megaprojeto mais financeiramente arriscados que existem".

Nas suas contas, Flyvbjerg e Stewart fizeram uma comparação entre os orçamentos apresentados ao Comitê Olímpico Internacional como parte da candidatura da cidade e as despesas efetivamente realizadas para cobrir todos os custos operacionais e a construção de estádios, ginásios, vilas olímpicas e instalações para a imprensa, entre outros itens. Eles deixaram de fora - devido à ausência, ou pouca confiabilidade, dos dados - o dinheiro gasto pelos governos na infraestrutura urbana (construção ou reforma de metrô, aeroportos e avenidas etc.) e por empresas interessadas (ampliação de hotéis, por exemplo).

Tudo somado, a conclusão de Flyvbjerg e Stewart é que, no caso das olimpíadas de 1960 para cá (excluindo-se os jogos de inverno), o estouro médio dos orçamentos é de nada menos que 252%. A medalha de ouro na categoria contabilidade rasa fica com Montreal 1976, com um excesso de 796% em relação aos números iniciais. Os pesquisadores lembram ainda que trata-se de um cálculo bastante conservador ("o melhor dos cenários"), já que eles trabalharam apenas com as contas oficiais dos gastos diretamente vinculados com as competições. No caso de Pequim 2008, por exemplo, que teve um custo declarado de US$ 5,5 bilhões, há estimativas de que o evento pode ter alcançado US$ 40 bilhões.

Flyvbjerg atribui parte dos estouros a uma boa dose de otimismo das pessoas envolvidas ("elas realmente acreditam que podem fazer os jogos sem custos"), mas vê também um esforço deliberado de muitos políticos e governos para iludir o público. "Eles escolhem números para dar uma boa impressão ao que fazem", afirma.

Em março de 2007, menos de dois anos após conquistar o direito de sediar os Jogos, a então ministra britânica de Cultura, Mídia e Esportes, Tessa Jowell, anunciou no Parlamento que o orçamento inicial sofrera um reajuste de 5,289 bilhões de libras, saltando para 9,325 bilhões de libras. Posteriormente, em 2010, esse valor teve um ligeiro corte, caindo para 9,298 bilhões - o que agora permite ao governo dizer que houve economia.

Ainda assim, mesmo que se aceite como ponto de partida o orçamento de 2007, e não o de 2005, há um risco de os valores superarem a previsão. Em março, um relatório do Comitê de Contas Públicas, vinculado ao Parlamento britânico, alertou que Londres 2012 pode ter um custo final em torno de 11 bilhões de libras devido à não inclusão de itens - como a compra dos terrenos para a construção do Parque Olímpico - e a cálculos imprecisos, especialmente na área de segurança e para a recuperação socioeconômica da zona leste de Londres. "As estimativas iniciais do Locog [Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres] para custo e escala da segurança das instalações foram baseadas em um "chute"", diz o documento.

O número de seguranças saltou de 10.000 para 23.700, implicando um aumento desse item do orçamento de 282 milhões de libras para 553 milhões. A construção do estádio Olímpico, que em 2005 estava prevista para consumir 280 milhões de libras, passou a ser estimada em 428 milhões. O parque aquático foi de 73 milhões para 251 milhões de libras.

O governo britânico ainda se equivocou ao estimar uma participação de 738 milhões de libras do setor privado no financiamento da Olimpíada e acabou tendo que arcar com as despesas da construção da vila olímpica e dos centros de imprensa.

A empresa de avaliação de riscos Moody"s acha que os organizadores também superestimaram os benefícios econômicos que poderiam resultar do evento. Em relatório, analistas da Moody"s afirmaram: "No geral, não acreditamos que a Olimpíada irá dar um substancial impulso macroeconômico ao Reino Unido em 2012. [...] Esperamos que, no todo, o impacto líquido dos jogos no turismo britânico vai ser positivo, mas menor do que os números brutos de visitantes poderiam sugerir." A Moody"s ainda avalia que, no final das contas, pode haver muito pouco a colher: "Ao mesmo tempo, quaisquer benefícios econômicos positivos da Olimpíada podem ser anulados por outros fatores, tais como interrupções em negócios ou moradores do Reino Unido passando férias mais longas no exterior".

Segundo os acadêmicos da Universidade Oxford, Londres 2012 vai ser a olimpíada mais cara da história, com gastos relacionados às competições atingindo um total de US$ 15,6 bilhões. Mas, se a Rio 2016 ficar dentro da média de estouro de orçamento, esse posto será ocupado por apenas quatro anos. Excluindo-se os gastos com obras de infra-estrutura não diretamente relacionadas com os Jogos, o orçamento da Rio 2016 está, ajustado pela inflação desde 2008, em R$ 17,3 bilhões (US$ 8,5 bilhões). No caso de um hipotético estouro de 252%, a conta passaria para US$ 30 bilhões.

Leonardo Gryner, o diretor-geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, já admite que haverá alterações nos custos. "Quando você está se candidatando, você desenha um projeto com números aproximados, mas, quando vai se fazer a obra, esses números podem variar. A construção civil aqui no Rio está aquecida, você vê que os preços de materiais não se comportam da mesma forma [que no orçamento de 2008]", diz.

Flyvbjerg ressalva que não examinou os números da Olimpíada do Rio, mas que, pelo que viu de casos anteriores, as chances são muito grandes de o orçamento original não ser cumprido. "Em geral, sabemos que os gastos são maiores em economias emergentes. E também sabemos o porquê: a corrupção é maior e a logística é mais difícil. Não acredito que a logística seja mais complicada no Brasil do que em Londres, talvez um pouco, mas não muito. E a corrupção talvez seja uma questão mais séria no Brasil do que em Londres", diz.

Fonte: http://www.clippingexpress.com.br/ce2/?a=noticia&nv=kQICpeL0nAd72IEZGFv_eg

http://www.valor.com.br/internacional/2757228/olimpiada-de-londres-ultrapassa-custo-inicial#impresso