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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Governo e FIFA definem compromissos para transmissão da Copa


O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, participou junto com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, do ato de assinatura do Memorando de Entendimentos entre a União e Federação Internacional de Futebol visando garantir um serviço "exemplar" de telecomunicações para a Copa.
Segundo Valcke, a telecomunicação é uma "grande peça da organização da Copa", ao que Bernardo completou ressaltando que "sem uma boa comunicação é como se a Copa não existisse".
Paulo Bernardo disse que foram 18 meses de negociações entre governo e FIFA sobre os termos da Garantia nº 11, referente a telecomunicações. O entendimento assinado determina que são de responsabilidade do governo as obras que ficarão de legado para o país. À FIFA caberá o que for utilizado apenas para a realização dos jogos.
O ministro esclareceu que a tecnologia 4G estará operacional a partir de abril nas seis sedes da Copa das Confederações, que ocorrerá de 15 a 30 de junho de 2013: Brasília, Rio, Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte.
Bernardo destacou que o governo, por meio da Telebras, está implantando a infraestrutura de rede de fibra ótica nas 12 sedes, com um orçamento de R$ 200 milhões. A rede de fibra está 100% concluída na região metropolitana de Brasília, Belo Horizonte e Salvador e a previsão de conclusão das demais é março de 2013.
Veja abaixo a síntese dos termos do Memorando de Entendimentos assinado entre a FIFA e o Ministério das Comunicações.
Responsabilidades do Governo Federal (Ministério das Comunicações, por meio da TELEBRÁS):
Disponibilizar infraestrutura nacional de backbone e de redes metropolitanas necessárias para a interconexão entre  os estádios e outros locais definidos pela FIFA e o Centro Nacional de Transmissão (International Broadcaster Center – IBC), bem como o serviço de transporte de vídeo, sem custo para a FIFA ou seus parceiros;
Garantir que a infraestrutura atenda aos requisitos técnicos de qualidade estabelecidos pela FIFA, sobretudo a disponibilidade de 99,99% exigida para as redes que transportarão o serviço de transmissão de vídeo dos jogos;
Implantar a interconexão entre a rede da TELEBRÁS e as redes dos provedores de serviços de TI e de Mídia contratados pela FIFA;
Disponibilizar infraestrutura e soluções de TI (voz e banda larga) tão somente nos locais em que os provedores de serviços de TI e de Mídia contratados pela FIFA não disponham de infraestrutura conforme os requisitos de qualidade exigidos, o que deve ser comprovado por laudos técnicos fornecidos pela FIFA;

Responsabilidades da FIFA:
Desonerar o Governo Federal de prover a infraestrutura nos locais onde os prestadores de serviços de TI e de Mídia possuírem infraestrutura disponível conforme os requisitos de qualidade;
Obter e implementar a Tecnologia de Adaptação de Vídeo (VandA) e arcar com todos os seus custos;
Implementar a solução de rede de back-up por satélite e arcar com todos os seus custos;
Remunerar à TELEBRÁS 50% das receitas provenientes das vendas de serviços de vídeo fornecidos pelo sistema VandA.

Fonte: http://www.copa2014.rs.gov.br/conteudo/2374/governo-e-fifa-definem-compromissos-para-transmissao-da-copa

Fifa e governo assinam acordo de telecomunicações para Copa 2014


Segundo Paulo Bernardo, entidade vai remunerar parte usada exclusivamente para os eventos

Por Eduardo Rodrigues

BRASÍLIA - Depois de meses de negociação, o Ministério das Comunicações e a Fifa assinaram há pouco um memorando de entendimento para a implantação da infraestrutura de telecomunicações necessária ao atendimento da Copa das Confederações deste ano e a Copa do Mundo de 2014. Segundo o ministro Paulo Bernardo, o governo bancará toda a estrutura permanente que ficará como legado para o País, enquanto a Fifa irá remunerar a parte que será usada exclusivamente para os eventos.

"Hoje é um dia importante, porque você não pode organizar uma Copa do Mundo sem telecomunicações. Isso não é apenas para o Brasil, mas para o mundo todo, que assistirá às partidas", afirmou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

A Telebras informou na última sexta-feira que as obras de telecomunicações nas seis cidades que receberão a Copa das Confederações já estão 74% concluídas e devem acabar em março. Já os projetos para as outras seis cidades que sediarão apenas a Copa do Mundo têm o porcentual de execução de apenas 20%.

Segundo Bernardo, as operadoras de telefonia também serão chamadas pelo governo para reforçar suas capacidades de atendimento nas cidades sede dos eventos. O ministro citou problemas no uso de celulares ontem, durante as primeiras partidas disputadas na Arena Castelão, em Fortaleza. Segundo ele, todas as empresas deverão instalar antenas adicionais - temporárias ou não - para suprir a demanda elevada durante os jogos.

"Ontem houve dificuldade de uso dos celulares em Fortaleza, o que significa que teremos que chamar as empresas de telefonia para negociarmos com elas. Se tivermos problemas nas comunicações, será como se a Copa não tivesse acontecido", completou.

Segundo Valcke, os torcedores em Fortaleza também reclamaram do acesso ao novo estádio. "Por isso é importante realizarmos eventos teste para que problemas como esses possam ser solucionados. Estamos trabalhando para que os estádios sejam entregues em tempo - até meados de abril, no caso da Copa das Confederações - para haver prazo para a realização de todo o trabalho posterior", acrescentou o secretário-geral da Fifa.

SEGURANÇA
Questionado sobre como a tragédia ocorrida na madrugada de domingo em Santa Maria (RS) pode afetar as preocupações da Fifa com a segurança do público durante dos eventos, Valcke disse estar solidário às famílias das centenas vítimas do incêndio na boate Kiss, mas minimizou o impacto do incidente na organização do mundial.

"O que aconteceu em Santa Maria foi horrível, mas não tem nada a ver com futebol ou com os estádios. São acidentes que vêm acontecendo em vários países do mundo, inclusive no meu próprio país, a França", afirmou o secretário. "Um dos requisitos para a Copa do Mundo é a possibilidade de se evacuar um estádio lotado, com 60 mil pessoas, em apenas oito minutos", concluiu. 

Fonte: http://m.estadao.com.br/noticias/esportes,fifa-e-governo-assinam-acordo-de-telecomunicacoes-para-copa-2014,989941.htm

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Governo lança programa de trabalho voluntário para a Copa das Confederações


O Ministério do Esporte lançou nesta terça-feira (22) o programa Brasil Voluntário, que prevê a seleção e contratação de trabalhadores sem remuneração para a Copa das Confederações, que começa em 15 de junho. Inicialmente, serão oferecidas sete mil vagas para voluntários. Os interessados deverão se inscrever através do site Brasil Voluntário.

As inscrições vão até 15 de fevereiro. Para participar, o candidato deve ter no mínimo 18 anos e residir no Brasil. Após a fase de inscrições, começará a preparação dos voluntários para a Copa das Confederações.

O conteúdo da primeira parte do processo de treinamento, que será online, trará temas como a história do futebol e das Copas do Mundo, iniciativas públicas de esporte, ações de voluntariado, história do Brasil e das seis cidades-sede da Copa das Confederações (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador), noções básicas de inglês e de espanhol e recepção e orientação aos turistas.

Ao fim do treinamento virtual, os participantes serão avaliados e os selecionados participarão de treinamentos específicos nas seis cidades.

No dia 17, o UOL Esporte revelou que, além das 7 mil vagas para a Copa das Confederações, o programa de trabalho voluntário do governo federal irá oferecer outras 50 mil vagas para a Copa do Mundo de 2014. As incrições serão abertas no segundo semestre de 2013.

O programa do governo federal é complementar ao programa de trabalho voluntário lançado em 2012 pela Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado), que recebeu 130 mil inscritos e oferece 18 mil vagas para a Copa de 2014 e cerca de seis mil vagas para a Copa das Confederações.

Os voluntários selecionados pelo governo federal atuarão em aeroportos, shopping centers, pontos turísticos e hotéis, dentre outros locais com grande concentração de turistas. O trabalho consistirá em, basicamente, passar informações aos turistas que apresentarem dúvidas sobre locais de competição, sistema de transporte, hotéis e restaurantes, por exemplo.

Fonte: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/01/22/governo-lanca-programa-de-trabalho-voluntario-para-a-copa-das-confederacoes.htm

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Governo prepara controle de fronteiras para Copa das Confederações


Operação faz parte dos planos de segurança para os megaeventos

O ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciou nesta terça-feira (18) que o governo federal vai coordenar, em 2013, uma vasta operação de controle de fronteiras que faz parte dos planos de segurança para a Copa das Confederações.

O torneio, organizado pela Fifa e considerado como um "teste" para a Copa do Mundo do ano seguinte, será aberto em 15 de junho de 2013, em Brasília, com uma partida entre Brasil e Japão.

Amorim explicou em entrevista coletiva que as operações de fronteiras serão realizadas em "alguns pontos críticos" e que começarão "um pouco antes do início do torneio", mas não quis dar detalhes por se tratar de um "plano de inteligência".

O ministro disse que está prevista a mobilização de cerca de 20 mil soldados das três Forças Armadas, que contariam com reforços de policiais especializados no controle de fronteiras.

Embora o ministro não tenha confirmado, a expectativa é de que as operações tenham como foco as fronteiras amazônicas com Bolívia, Peru e Colômbia, assim como os limites com o Paraguai, regiões nas quais as autoridades afirmam que várias quadrilhas internacionais de narcotráfico atuam.

Além das seleções de Brasil e Japão, a Copa das Confederações contará com a participação de Espanha, Itália, México, Taiti, Uruguai e o campeão africano, que será conhecido em fevereiro.

As sedes serão as cidades de Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11205/GOVERNO+PREPARA+CONTROLE+DE+FRONTEIRAS+PARA+COPA+DAS+CONFEDERACOES.html

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

2013: o ano decisivo para as obras olímpicas


Governo e grupos privados vão investir alto para cumprir cronograma de intervenções

RIO - O ano de 2013 será decisivo para as obras destinadas às Olimpíadas. Para a arrancada final, que garantirá o cumprimento de um cronograma apertado, a apenas três anos dos Jogos, a prefeitura do Rio deverá investir cerca de R$ 1,5 bilhão, entre recursos próprios e repasses federais, no projeto dos BRTs, sendo R$ 870,5 milhões apenas na conclusão do Transcarioca (Barra da Tijuca-Aeroporto Internacional). A megareforma do Maracanã, em fase final, ainda terá investimento de R$ 20 milhões da Empresa estadual de Obras Públicas (Emop) na área intramuro — muros, grades e paisagismo — e mais R$ 109 milhões do município para a urbanização do entorno, que deve estar pronta em junho. Por último, o Ministério do Esporte estima aplicar R$ 500 milhões em equipamentos esportivos na cidade no ano que vem.
O gerente de projetos da Secretaria municipal de Obras, Eduardo Fagundes, diz que 2013 será o ano de maior concentração de recursos em BRTs.
— Nosso compromisso é concluir o Transcarioca ainda para a Copa do Mundo, mas acreditamos que vamos antecipar o cronograma e entregá-lo no fim do ano que vem. Por causa disso, 2013 será o ano de maior investimento em BRTs. Vamos prosseguir com as obras do BRT Transolímpico (Barra-Deodoro), que tem orçamento de R$ 240 milhões, e há a expectativa que a União libere R$ 378,3 milhões para começarmos o Transbrasil (Deodoro-Aeroporto Santos Dumont) — enumera Fagundes.
Vila dos Atletas: 31 torres
O município analisa se prosseguirá com as obras do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico em 2013 ou deixa a tarefa para depois. O compromisso é concluir as obras até o fim de 2015 para o início da operação junto com a linha Zona Sul-Barra do Metrô. Somente em 2013, o estado injetará mais R$ 1,8 bilhão na Linha 4 do metrô (Ipanema-Barra da Tijuca). Os operários vão trabalhar em seis estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico). O “tatuzão” —equipamento que vai perfurar os túneis do metrô na Zona Sul — será montado de março a agosto de 2013, quando deverá entrar em operação, partindo da Estação General Osório em direção à Gávea sem passar por baixo de edifícios e evitando explosões e aberturas de valas na superfície.
A Autoridade Pública Olímpica (APO), por sua vez, não tem ainda informações oficiais sobre os gastos com o evento no ano que vem. O presidente da APO, Márcio Fortes, explica que só poderá falar em números no fim do primeiro semestre de 2013. Esse é o prazo para a conclusão de todas as licitações de arenas definitivas e provisórias, entre outros equipamentos, que serão implantados nos Parques Olímpicos da Barra da Tijuca e de Deodoro. No dossiê da candidatura em 2009, a previsão da APO era que o pacote de obras olímpicas consumisse um total de US$ 13,8 bilhões (R$ 27,6 bilhões), sendo US$ 11,6 bilhões (R$ 23,2 bilhões) em infraestrutura da cidade e US$ 2,8 bilhões (R$ 5,6 bilhões) do Comitê Organizador. A forma de contabilizar os investimentos é difícil porque alguns projetos não são exclusivamente voltados para as Olimpíadas.
— A gente terá que separar as coisas. O Maracanã será usado nos Jogos Olímpicos, mas as obras em andamento até o momento são para a Copa do Mundo. O Transcarioca servirá para as Olimpíadas, mas também ficará pronto para atender à Copa. Sem contar que há projetos de interesse da cidade que não são olímpicos, como a urbanização de comunidades atendidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) — observa Márcio Fortes.
Um dos mais importantes investimentos é a Vila dos Atletas, que será erguida com recursos privados. O consórcio Ilha Pura, formado pela construtora Carvalho Hosken e pela Odebrecht Realizações Imobiliárias) prevê que, em 2013, serão destinados ao projeto R$ 600 millhões.
— Em 2012, avançamos bastante na etapa das fundações. E ao longo de 2013 concluiremos a etapa estrutural das 31 torres do empreendimento — diz Carlos Armando Paschoal, presidente do consórcio Ilha Pura.
Instalações olímpicas, um grande desafio
Planejar instalações esportivas para os Jogos Olímpicos é um desafio. É preciso organizar espaços para garantir a circulação de atletas, equipes técnicas, público e jornalistas, de forma que o trabalho de uns não atrapalhe o de outros. O espetáculo é o objetivo final. No Comitê Organizador Rio 2016, a tarefa de organizar a casa é do diretor de Instalações, Luiz Henrique Ferreira, que exerceu função semelhante no Pan de 2007. Para Luiz Henrique, é mais ou menos como a função de um arquiteto:
— Todas as instalações olímpicas exigem que os projetos de arquitetura contem com áreas de competição, de transmissão dos eventos e salas administrativas. É um modelo — afirma Luiz Henrique, que chefia uma equipe de 33 pessoas que pulará para 52 no início de 2013.
Os Jogos do Rio trazem preocupações adicionais. Além de novidades como o rubgy, o golfe, depois de um século, volta a ser modalidade olímpica. Antes de planejar o campo de golfe da Avenida das Américas, na Barra, ele visitou campos em Glasgow, uma das melhores instalações do Reino Unido. E segue minuciosamente indicações técnicas da Confederação Internacional de Golfe.
— Os projetos passam por revisões até a versão final. Em média, são oito versões para cada instalação — diz.
Segundo Luiz Henrique, o planejamento mais difícil é o do futebol e das provas de cross country do hipismo, devido às extensas áreas envolvidas nas disputas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/2013-ano-decisivo-para-as-obras-olimpicas-6831719#ixzz2Dgs44gXn 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Governo acelera vistos de trabalho para Copa e Jogos Olímpicos


Concessão dos vistos temporários para profissionais estrangeiros poderá sair em até cinco dias úteis

O governo anunciou na última segunda-feira (19) que acelerará a concessão de vistos temporários de trabalho para empregos relacionados com a organização e execução da Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Com a medida, o governo solucionará em cinco dias úteis a concessão dos vistos temporários para profissionais estrangeiros nos consulados brasileiros no exterior.

As permissões de emprego poderão ser pedidas pelo site Ministério do Trabalho, segundo decreto publicado hoje no Diário Oficial.

Segundo o texto, os vistos serão emitidos para trabalhar "exclusivamente na preparação, organização, planejamento e execução da Copa das Confederações de 2013, da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos e paralímpicos de 2016".

As autorizações de emprego serão concedidas por um prazo de até dois anos prorrogáveis, sendo 31 de dezembro de 2014 a data-limite para as atividades relacionadas à Copa do Mundo e, no caso dos Jogos Olímpicos, 31 de dezembro de 2016.

A resolução vai facilitar a chegada de trabalhadores de interesse para as entidades organizadoras dos eventos esportivos, porque "elimina uma série de documentos como a comprovação de escolaridade e experiência", segundo o presidente do Conselho Nacional de Imigração, Paulo Sérgio de Almeida.

"A única exigência será que as entidades confirmem a vinculação do estrangeiro com os eventos", disse Paulo Sérgio. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11062/GOVERNO+ACELERA+VISTOS+DE+TRABALHO+PARA+COPA+E+JOGOS+OLIMPICOS.html

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Governo cria grupo de trabalho para garantir energia elétrica na Copa


Revisão do Contrato de Gestão e Restruturação do Plano de Metas da Aneel ocorrerá em 60 dias

Um grupo de trabalho criado hoje (19) pelo Ministério de Minas e Energia vai revisar o Contrato de Gestão e Restruturação do Plano de Metas com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o período 2013/2015, tendo como um dos principais objetivos garantir energia nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

A portaria que criou o GT foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira e dá um prazo de 60 dias para a revisão. Outros pontos que deverão ser considerados pelo grupo são a conexão dos sistemas elétricos isolados ao Sistema Interligado Nacional e a necessidade de renovação tecnológica na geração, transmissão, transformação e distribuição de energia elétrica. 

A intenção é que o trabalho do grupo possibilite, por meio das metas, a ampliação das ações de fiscalização da Aneel.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11050/GOVERNO+CRIA+GRUPO+DE+TRABALHO+PARA+GARANTIR+ENERGIA+ELETRICA+NA+COPA.html

sábado, 10 de novembro de 2012

Governo minimiza manifestação contrária à privatização do Maracanã


Audiência pública de concessão do estádio foi concluída ontem (8), no Rio de Janeiro

O secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, Regis Fichtner, deu por concluída, na noite de ontem (8), a audiência pública de concessão do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, minimizando a manifestação promovida pela maioria das pessoas presentes no Espaço da Cidadania, na zona portuária do Rio de Janeiro.

“É claro que a audiência valeu. O que houve foi que algumas pessoas, uma minoria, veio aqui com o propósito de não deixar a audiência pública ocorrer. Mas ela [a audiência] é uma manifestação da democracia na Lei de Licitações – tem que ser realizada. E essas pessoas tentaram fazer com que ela não ocorresse, mas nós persistimos e ela ocorreu”.

Os protestos, que duraram cerca de 2 horas e 30 minutos, foram realizados pela quase totalidade dos presentes, o que levou a que alguns deputados estaduais - como Luiz Paulo Corrêa da Rocha, Clarissa Garotinho e Paulo Ramos – solicitassem o cancelamento da audiência.

Além de políticos, estiveram presentes à audiência professores, estudantes e representantes de organizações não governamentais, muitos dos quais gritaram palavras de ordem, inclusive com pedidos de seu cancelamento.

Diante da insistência do secretário em levar a audiência adiante, os manifestantes começaram a jogar todo tipo de objetos na mesa - ovo, casca de banana e até fezes – o que fez com que os seguranças protegessem com os próprios corpos e com um guarda-chuva o secretário.

Os deputados presentes que também se posicionaram contra o modelo de concessão proposto pelo governo fluminense manifestaram a intenção de ingressar com uma representação no Ministério Público pedindo a nulidade da audiência, com a justificativa de que a população se posicionou contra a sua realização.

Pelo modelo de concessão proposto pelo governo do Rio, o estádio será administrado pela iniciativa privada por 35 anos. O modelo, no entanto, apresenta vários pontos polêmicos e ainda não esclarecidos pelo governo estadual.

Os manifestantes protestam também contra a decisão do estado de demolir o Complexo Esportivo do Maracanã (que inclui o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros) e a Escola Municipal Friedenreich, que foi a quarta colocada no estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a décima no país.

Para Fichtner embora “algumas” pessoas tentassem fazer com que a audiência não ocorresse, o governo decidiu levá-la adiante porque a interrompê seria “um atentado à democracia. Os que ficaram aqui puderam receber todos os esclarecimentos e o estado recebeu a todas as questões”. 

O secretário da Casa Civil disse que o estado manterá todas as decisões já anunciadas, inclusive a derrubada da escola, que segundo ele será reconstruída em outro local. “Não faz sentido ter uma escola municipal dentro de uma complexo esportivo. Um espaço de shows e de espetáculos, o que não é adequado para uma escola”. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11028/GOVERNO+MINIMIZA+MANIFESTACAO+CONTRARIA+A+PRIVATIZACAO+DO+MARACANA.html

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Governo anunciará novo programa para o transporte aéreo


Para senadora, problemas em Viracopos afetaram volume de investimentos estrangeiros no setor

Em discurso nesta quarta-feira (24), a senadora Ana Amélia (PP-RS) informou que o governo federal anunciará um novo programa para o sistema de transporte aéreo após o segundo turno das eleições.

Ela participou de reunião com o diretor da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, e o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil, Marcelo Guaranis, onde se discutiu o acidente com o cargueiro da empresa americana Centurion, que quebrou o trem de pouso no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e inviabilizou pousos e decolagens por dois dias na única pista existente.

"Precisamos de políticas claras e objetivas para fazer, a tempo, os ajustes necessários ao desenvolvimento inteligente dos nossos aeroportos, se não quisermos afastar os investidores ou aumentar as chances de falhas, que vêm ocorrendo repetidas vezes", defendeu.

Só por causa do problema em Viracopos, foram 507 voos cancelados e 30 mil passageiros afetados. Some-se a isso, desde o acidente, casos como o roubo de cargas e a pane no sistema de check in de duas grandes empresas aéreas, falhas operacionais sérias que causaram transtorno a passageiros em todo o país.

Por problemas assim, o Brasil caiu da quinta para a sexta colocação no volume de investimentos estrangeiros, disse Ana Amélia.

"Os investimentos estão despencando e regras claras são mais que necessidade para ajudar nessa correção de rota. Portanto, o fantasma do "apagão aéreo" ainda ronda a administração pública e usuários brasileiros do transporte aéreo", alertou.

Para Ana Amélia, as novas regras para o setor aéreo precisam apontar um caminho claro e seguro, sem o aumento de barreiras e dificuldades. Não serão intervenções radicais, grandes planos impraticáveis ou a "mão pesada" do Estado que resolverão os gargalos do sistema, frisou.

"Precisamos usar o que temos e melhorar o que podemos. Se o governo optou por recorrer ao conhecimento e à agilidade do mercado do setor privado, não podemos mais ficar "à mercê" dos imprevistos e dos improvisos."

Em sua opinião, modelos internacionais funcionais e bem sucedidos precisam ser considerados e usados como parâmetro na adoção de ações simples para melhorar a segurança. Retirar os lixões e incentivar a coleta de lixo nas favelas próximas aos aeroportos, por exemplo, é uma ação urgente para aumentar a segurança dos voos, exemplificou.

Para Ana Amélia, também devem ser considerados os aeroportos comerciais e regionais nessa nova estratégia, como uma alternativa de desenvolvimento nas ações de melhoria da infraestrutura brasileira. Com eles, é possível ampliar o transporte de passageiros, de cargas e ainda desenvolver a área hoteleira e comercial em torno dessas construções, assnalou.

No Senado Federal, também tem se discutido o problema com representantes do setor aeroportuário e já foram coletadas uma série de sugestões sobre o que pode reduzir os gargalos, lembrou a parlamentar. Até fevereiro do próximo ano, a Subcomissão Temporária da Aviação Civil, criada no âmbito da Comissão de Infraestrutura, deve apresentar o relatório final com mais sugestões para os dilemas do setor.

O relatório parcial da subcomissão já mostra a insatisfação das empresas em relação à clareza das regras para investimentos e ainda a necessidade de inovação e de mais comunicação entre os diferentes órgãos envolvidos com a aviação para minimizar os impactos negativos ao ao consumidor de serviços aéreos.

No Senado também tramitam 18 projetos sobre o tema, entre eles o da própria senadora (PLS 24/2012) que limita em até 10% o valor das multas por cancelamento ou transferência antecipa das passagens aéreas.

"As mudanças precisam vir em benefício dos usuários, em benefício do desenvolvimento, e não temos muito tempo para improvisos. Estamos chegando a uma Copa das Confederações, no ano que vem, e a uma Copa do Mundo, em 2014", lembrou.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10950/GOVERNO+ANUNCIARA+NOVO+PROGRAMA+PARA+O+TRANSPORTE+AEREO.html

Governo do Rio inaugura linha do BRT Transoeste até dezembro


Novo itinerário vai ligar a Barra da Tijuca a Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense

Por Pedro Carrion

Em funcionamento desde junho deste ano, o BRT (Bus Rapid Transit) Transoeste liga a Barra da Tijuca ao bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, por meio de 40 km de corredores exclusivos. Mas até o final do ano, a prefeitura do Rio pretende entregar a linha que vai conectar a Barra a Campo Grande, também na zona oeste. 

Ao todo, então, serão 56 km de via expressa ligando Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande. Atualmente, o serviço beneficia cerca de 120 mil passageiros, que tiveram seu tempo de viagem diminuído em aproximadamente uma hora. A Transoeste, de uma forma geral, está orçada em R$ 900 milhões, toda ela paga com recursos da Prefeitura do Rio.

Sistema de corredores de ônibus
Além desta linha, a única que está parcialmente concluída, o governo aposta em outros corredores de BRT programados para os megaeventos na capital fluminense (Copa e Olimpíada), ainda em construção ou em fase de projeto.

Com uma faixa segregada de 39 km de extensão, a Transcarioca será o primeiro corredor de alta capacidade entre a Barra da Tijuca e o Aeroporto Internacional, na Ilha do Governador. 

As obras, que não apresentaram evolução em relação ao último mês, têm investimento total de R$ 1,5 bilhão, compartilhado entre governo federal e município, com prazo de conclusão para dezembro de 2013.

O mesmo acontece com a Transolímpica, cujas obras também não apresentaram novidades desde o último levantamento. Com 23 km de extensão, o corredor unirá os bairros do Recreio dos Bandeirantes e Deodoro. 

Cerca de 400 mil pessoas serão beneficiadas e o tempo de percurso será diminuído em mais de uma hora. A Transolímpica custará R$ 1,55 bilhão e o seu financiamento virá em parceria com a iniciativa privada através de concessão, com previsão de término para fim de 2015.

Ainda em fase de captação e sem previsão de início das obras, a Transbrasil será o corredor expresso da avenida Brasil, desde Deodoro até o aeroporto Santos Dumont, passando também pelas avenidas Presidente Vargas e Francisco Bicalho. Assim que forem iniciadas, as obras deverão durar 36 meses.

Com 32 km de extensão, esta linha exclusiva de ônibus provavelmente terá a maior demanda entre todos os BRTs já projetados e implantados no mundo, de acordo com a prefeitura do Rio, pois irá conectar o sistema a corredores de elevadíssima demanda, como as rodovias federais BR-116 (Rio-São Paulo) e BR-040 (Rio-Juiz de Fora). Além disso, terá conexões com a Transcarioca e a Transolímpica. O usuário também poderá efetuar integração com o metrô e o trem. 

Fazem parte do projeto, ainda, a construção de pontes e viadutos, o alargamento das pistas laterais da av. Brasil entre Irajá e Guadalupe e a construção de um mergulhão de acesso ao aeroporto Santos Dumont, preservando o patrimônio paisagístico do Aterro do Flamengo. 

Estas obras estão orçadas em R$ 1,3 bilhão. O governo federal deve financiar R$ 1,129 bilhão e a prefeitura entrará com R$ 171 milhões de contrapartida. A licitação está prevista para 2013.

VLT adia edital de licitação para novembro
A mobilidade no Rio não avança apenas sobre pneus. Sobre trilhos, uma das principais novidades na malha de transporte da cidade é o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da zona portuária, parte integrante do projeto de revitalização daquela área, o Porto Maravilha.

As obras para receber o VLT já estão em curso, com algumas ruas da região sendo reformadas e preparadas para a implantação do novo sistema. E o túnel ferroviário localizado sob o Morro da Providência, de 314 metros, por onde passará os trens, foi todo reformado e ampliado. 

A obra para a implantação do VLT só começará após o contrato de licitação para a escolha da concessionária responsável também pela operação do serviço. Devido à necessidade de uma adequação, o edital sairá apenas em novembro e não mais em outubro. Após avaliar as propostas das empresas interessadas, o resultado da concorrência deve sair em 45 dias, até o meio de dezembro. 

O projeto do VLT prevê a construção de duas linhas até 2014, beneficiando a cidade já para a Copa de 2014, e outras quatro para 2016. O custo é de R$ 1,1 bilhão, sendo que R$ 582 milhões virão do governo federal, via PAC da Mobilidade.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10947/GOVERNO+DO+RIO+INAUGURA+LINHA+DO+BRT+TRANSOESTE+ATE+DEZEMBRO.html

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Plano Brasil Medalhas 2016: um plano emergencial ou o início da caminhada para sermos potência Olímpica?



Por Silvestre Cirilo*

Ao término dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, teve início o Ciclo Olímpico Rio 2016. Dessa vez, a discussão sobre o número de medalhas ganhas não teve espaço somente no dia seguinte ao término dos jogos, mas, ganhou a agenda da mídia, seja ela impressa ou televisiva, durante todo o período da competição. Pontualmente, podíamos visualizar a discussão acerca do rendimento brasileiro no quadro de medalhas e, do investimento financeiro feito nos últimos quatro anos. Investiu-se cerca de 250% a mais em detrimento de aumentarmos somente duas medalhas o nosso quadro de medalhas. Números foram contestados pelas partes envolvidas, certezas transformaram-se em decepções perante a nossa torcida e, ao final dos XXX Jogos Olímpicos, o governo anunciou a preparação de um plano visando os jogos de 2016.
Em setembro, o Ministro Aldo Rebelo e a Presidente Dilma Roussef, lançaram o Plano Brasil Medalhas 2016 e, conforme o único documento disponível até então (a apresentação feita nesse dia), faço uma análise desse plano visando a responder a pergunta do título. A apresentação é bem simples e abordam alguns poucos pontos revelando um caminho um pouco confuso para que consigamos atingir a meta proposta para 2016: top 10 nos Jogos Olímpicos e top 5 entre os Paralímpicos. Como estratégia o governo fala em melhorar o número de medalhas nos esportes em que já somos fortes (dentro dos esportes coletivos, voleibol e o basquete, com 19 e 5 medalhas, respectivamente e, individuais, como o judô (19 medalhas), a vela (17 medalhas), o atletismo (14 medalhas) e a natação (13 medalhas) são os destaques se considerarmos todas as participações brasileiras em Jogos Olímpicos desde 1920) e a conquista em esporte não medalhados anteriormente, incluindo aqui, os esportes individuais. Entretanto, falta uma análise mais profunda sobre quais seriam esses clusters, separando os esportes de acordo com o seu rendimento e a consequente oferta de medalhas, pois somente esse cruzamento de dados oferecerá um cenário mais claro indicando as reais chances de progresso. Nesse ínterim, destaca-se a China, com o seu Projeto 119 visando os jogos de Pequim 2008, no qual focou os esportes com amplo espectro de chances para melhoria do seu desempenho (em Atenas 2004, esse cluster respondia por 49% dos eventos Olímpicos e o país havia ganhado apenas 22% das medalhas em disputa). Algo que não ficou claro no plano apresentado por aqui.
Em relação ao investimento, os estudos revelam que o investimento quando o país é a sede dos Jogos Olímpicos aumentam, muito por conta do orgulho nacional em melhorar o seu desempenho e, pelo país participar de todas as modalidades esportivas. O Brasil prevê um investimento público na ordem de R$ 2,5 bilhões nesses próximos quatro anos. Um investimento que, talvez, não supere somente o montante investido pelos chineses que, além de buscarem o primeiro lugar no quadro de medalhas, apresentaram o esporte como uma política de supremacia mundial. Além de observarmos que, existe uma necessidade de se aumentar o montante investido para garantir o mesmo número de medalhas da edição anterior. No entanto, essa é uma conta não muito fácil de ser fechada, pois o montante investido geralmente se concentra no investimento público, mais fácil de obter os dados quando comparados com pretensos investimentos privados.  
Os dois últimos tópicos abordados relatam a estruturação esportiva e a governança do esporte. Nos estudos consultados sobre o primeiro tema, destacam-se os seguintes itens: acesso a treinadores de experiência internacional, medicina e ciência esportiva, equipamentos esportivos específicos para cada modalidade e a disputa de campeonatos de nível internacional. Algo que acontece em pequena escala e que, em quatro anos não há possibilidade de um aumento substancial nessas áreas. Estamos bastante atrasados quando comparados com China, Reino Unido e Austrália, por exemplo. Somado a isso, o fato de não contarmos com um sistema de identificação e desenvolvimento de talentos eficaz, como, por exemplo, os que têm China e Reino Unido. No quesito governança, o país não apresenta um cenário tão diferente quanto os percebidos ao redor do mundo, mostrando uma gestão voluntária na maioria das entidades esportivas, sendo isso uma questão inerente do esporte desde sempre, só mostrando diferença quando comparados com os EUA, que focam o seu esporte na escola/universidade e nas ligas profissionais. Em todo o mundo não é possível encontrar 100% de dedicação exclusiva por parte dos gestores por terem que trabalhar nas suas profissões de origem. No entanto, um ponto merece destaque nesse campo que é a gestão financeira integrada entre os entes envolvidos na busca do resultado Olímpico de 2016.
Concluindo e, ao mesmo tempo, respondendo a pergunta do título, esse plano apresenta um caráter mais emergencial em busca de melhores resultados em 2016, do que propriamente um pontapé na construção do Brasil Potência Olímpica. Para isso, devemos começar a pensar já num novo modelo de gestão esportiva no país, voltado a gestão por resultados com todos os seus elementos, desde a análise do ambiente até o controle proporcionado por metas e indicadores, passando por análises robustas dos resultados esportivos alcançados durante todo o ciclo. Adicionalmente, devemos nos preocupar na construção de um sistema eficaz de identificação e desenvolvimento de talentos, que permita abastecer a cadeia produtiva Olímpica, aumentando a quantidade de entrada e, consequentemente, gerando uma saída com maior qualidade ao nível Olímpico. Assim como, realizar a integração do esporte e da educação física em todo o território nacional seja ele, na prática escolar ou na gestão dos mesmos em todos os níveis governamentais com o auxílio da iniciativa privada e do terceiro setor. A discussão para o esporte brasileiro deve aproveitar a onda otimista gerada pela realização dos Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro visando o seu desenvolvimento sustentável e gerando vantagem competitiva quando comparado a outros sistemas ao redor do mundo. Só teremos resultados de potência Olímpica, se começarmos hoje a trabalhar numa perspectiva voltada ao fim da próxima década, haja vista que o Reino Unido atingiu a terceira posição nos últimos jogos com um trabalho iniciado em 1996 e, a China, que conta com uma tradição de mais de meio século na busca de uma sistematização esportiva que culminou num quadro crescente de melhora nos resultados esportivos nos Jogos Olímpicos desde o ano de 1984 e, que foi alcançar o primeiro lugar em 2008.      

*Formado em Educação Física, Mestre em Gestão e Estratégia e doutorando em educação física na Universidade Gama Filho. Contato: esporteegestao@gmail.com

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Governo prevê isenção de R$ 3,8 bi para organizadores das Olimpíada


Renúncia fiscal ocorreria até 2017; medida provisória será votada na Câmara

O governo enviou ao Congresso a Medida Provisória 584/12, que institui um conjunto de isenções tributárias para empresas e pessoas físicas envolvidas com a organização e realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Os benefícios fiscais são oriundos de acordos que o governo brasileiro assumiu com a Confederação Olímpica Internacional (COI), em 2009, para sediar os eventos no Rio de Janeiro. O Executivo estima que as desonerações vão acarretar uma renúncia de receita de R$ 3,8 bilhões até 2017.

As isenções abrangem as operações feitas entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2017. Mas a MP autoriza a União a devolver ao COI, às empresas a ele vinculadas e ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos (Rio 2016) todos os tributos pagos em 2012 decorrentes de operações realizadas para o planejamento e organização dos jogos. A exposição de motivos que acompanha a medida provisória não traz uma previsão do montante que será devolvido. De acordo com o Executivo, a transferência será definida em ato próprio.

O texto obriga o Executivo a enviar ao Congresso, até 1º de agosto de 2018, a prestação de contas relativas aos jogos, com informações sobre a renúncia fiscal total, a geração de empregos e o número de estrangeiros que ingressaram no País para assistir aos eventos esportivos.

Tributos e produtos
A MP 584 é bastante detalhada. As desonerações abrangem tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e contribuições sobre o domínio econômico, como a Cide-Combustíveis e o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (ARFMM). Também haverá isenção de taxas, como a cobrada pela utilização do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), que hoje é de R$ 185 por declaração de importação apresentada.

As isenções recaem sobre a importação de produtos como medalhas, troféus, material promocional, bens não duráveis com vida útil de até um ano, como bebidas e alimentos, e bens duráveis de valor até R$ 5 mil. Também beneficiam operações de câmbio e seguro e remessas de recursos para o exterior. Bens duráveis importados, como equipamentos esportivos e de comunicação, também serão isentos se forem reexportados após os eventos ou se forem doados a empresas públicas ou entidades beneficentes brasileiras.

Entre os beneficiários das desonerações estão o COI e suas empresas vinculadas, a Rio 2016, os comitês olímpicos nacionais, as federações desportivas internacionais, a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), a Corte de Arbitragem para o esporte (CAS), as empresas de mídia, os patrocinadores e os prestadores de serviços do COI. Para ter acesso ao benefício, todos terão que provar estarem relacionados com a organização ou realização dos jogos olímpicos e paraolímpicos.

Em 2010 o governo enviou uma medida provisória semelhante, que isentou de tributos os organizadores da Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, que serão realizadas no País. A MP 497 foi transformada na Lei 12.350/10.

Tramitação
A MP 584 será analisada em uma comissão mista de deputados e senadores. Depois, segue para exames dos Plenários da Câmara e do Senado. Ela passa a trancar a pauta da Casa onde estiver tramitando a partir do dia 24 de novembro.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10927/GOVERNO+PREVE+ISENCAO+DE+R+38+BI+PARA+ORGANIZADORES+DAS+OLIMPIADA.html

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Governo fixa reserva de assentos para deficientes na Olimpíada do Rio


Espaços para pessoas com deficiência deverão ficar em locais bem sinalizadas e com boa visibilidade

O governo federal fixou que, pelo menos, 1% dos espaços e assentos dos estádios e ginásios de esporte das Olimpíadas de 2016 deverá ser reservado a pessoas com deficiência.

O percentual está previsto no Decreto 7.823, publicado ontem (10) no Diário Oficial da União, atendendo parâmetros internacionais e do Comitê Paralímpico Brasileiro.

O decreto determina ainda que a aprovação de financiamento público para os projetos dos Jogos Olímpicos estará condicionada ao cumprimento das exigências.

De acordo com o decreto, os assentos e espaços para as pessoas com deficiência deverão ficar em locais com boa visibilidade e sinalizados, “para se poder dar um atendimento digno a essas pessoas,” disse o presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes.

Além disso, deve estar previsto também acomodação para acompanhantes. “O decreto mantém o espírito de respeito às pessoas que têm deficiências específicas e a função de apoio a elas.”

Com a publicação do decreto, os projetos em andamento deverão se ajustar às normas, como construção de rampas e uso de elevadores específicos.

De acordo com Fortes, os projetos relacionados ao evento esportivo terão apoio financeiro da União. “Os recursos virão diretamente do governo federal, que os repassará  por meio da Caixa Econômica Federal O custo das instalações será controlado, garantiu Fortes.

Decreto publicado em agosto passado já havia fixado em 1% a destinação de assentos e espaços para pessoas com deficiência na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa do Mundo de 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10883/GOVERNO+FIXA+RESERVA+DE+ASSENTOS+PARA+DEFICIENTES+NA+OLIMPIADA+DO+RIO.html

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Governo gaúcho define prazos com a Fifa sobre as fan fests


Reunião com a entidade definiu também o local onde os ingressos serão coletados

O governo do Rio Grande do Sul esteve com a Fifa nesta terça-feira (25) para debater a realização das fan fests na capital gaúcha durante a Copa do Mundo. O evento na cidade, que terá exibição dos jogos da Mundial em telões a céu aberto e espetáculos de música, ocorrerá no largo Glênio Peres.

Segundo o coordenador de Fan Fest do Comitê Gestor da Copa, Eduardo Lemmertz, além de esclarecer os prazos relacionados às fan fests, os pontos de coleta de ingressos foram definidos. "Qualquer pessoa, independente do local de origem e cidade da partida, poderá retirar os ingressos comprados pela internet neste ponto", disse. 

Por determinação da Fifa, a empresa responsável pelo gerenciamento do evento deve ser divulgada em fevereiro de 2013. A fan fest será organizada pelos governos estadual e municipal, conforme as diretrizes da Fifa.

Em novembro deste ano, os governos poderão apresentar projetos de ações para Fan Fest aos patrocinadores da Copa, que também são parceiros comerciais das Fan Fests realizadas em todo o país. 

As fan fests estarão presentes em todas as cidades-sede, e também em algumas capitais do mundo que serão definidas posteriormente pela Fifa. É lá que os torcedores que ficarem fora dos estádios poderão assistir às partidas do Mundial 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10783/GOVERNO+GAUCHO+DEFINE+PRAZOS+COM+A+FIFA+SOBRE+AS+FAN+FESTS.html

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Estádio de Brasília tem custo dos assentos definido: R$ 10,8 milhões


Aquisição das 75 mil cadeiras foi definida nesta terça-feira (25) pelo governo do Distrito Federal

A compra do 75 mil assentos do Estádio Nacional da Brasília Mané Garrincha foi definida nesta terça-feira (25) pelo governo do Distrito Federal. As cadeiras terão quatro cores e custarão, no total, R$ 10,8 milhões.

O processo, que teve a Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil) na coordenação, chegou a ser suspenso pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Em julho, o órgão apontou possíveis irregularidades no edital de licitação, como a restrição da competitividade do processo. 

A empresa vencedora da licitação, a Desk Móveis, teve outras três concorrentes e o valor dos assentos ficou abaixo do previsto no edital. A responsável pelos novos assentos do Mané Garrincha também forneceu os produtos para o estádio do Engenhão e o ginásio do Maracanãzinho, além do antigo Maracanã. 

O modelo, por sua vez, será o mesmo usado em Wimbledon, no estádio da Luz, em Portugal, no estádio Donetsk, na Ucrânia, e no estádio do Dallas Cowboys, nos EUA. No total, serão quatro tipos: "General Admission" (público em geral), "Hospitalidade" (dentro ou fora dos camarotes), "VIP" e "VVIP".

Na produção das cadeiras, a empresa utilizará plástico. Isso será possível por meio de reciclagem de garrafas PET, como previa o edital de licitação.

O estádio de Brasília chegou a 72% de execução no começo deste mês e deve ser concluído até fevereiro. Até o final de 2012, a estrutura da arena, segundo o governo, estará pronta. Já a fase de acabamento e instalação de itens complementares (gramado, TI e assentos) ocorrerá nos primeiros meses de 2013. Por determinação da Fifa, o plantio do gramado ocorrerá no fim de fevereiro de 2013.

Orçado em R$ 812,2 milhões, o Mané Garrincha receberá a abertura da Copa das Confederações no dia 15 de junho de 2013. No Mundial 2104, será palco de sete partidas, incluindo a decisão do 3º colocado da competição.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10774/ESTADIO+DE+BRASILIA+TEM+CUSTO+DOS+ASSENTOS+DEFINIDO+R+108+MILHOES.html

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Novas regras para controlar gastos com Jogos Olímpicos


Eventuais prejuízos de organizadores podem chegar a R$ 1,4 bilhão

Por Demétrio Weber

BRASÍLIA - Temendo descontrole de recursos públicos na preparação das Olimpíadas de 2016, o governo federal estabeleceu critérios sobre como se dará a ajuda federal ao Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, entidade privada responsável pela competição. Por lei, caberá à União e aos governos estadual e municipal do Rio bancar eventuais prejuízos dos organizadores, uma fatura que, conforme o comitê, pode chegar a R$ 1,4 bilhão.
O governo quer condicionar a liberação de verbas públicas à criação de mecanismos de controle, transparência e estímulo à concorrência. Como entidade privada, o comitê é imune às exigências da Lei de Licitações. Uma primeira versão do texto foi apresentada ao governo estadual e à prefeitura do Rio, que teriam sugerido alterações. A ideia é que as três esferas adotem os mesmos parâmetros de controle.
O governo cogitou limitar gastos com pessoal para impedir o uso de verbas públicas para o pagamento de salários estratosféricos. Pensou-se até em submeter a folha de pagamentos do comitê ao teto salarial do funcionalismo público (R$ 26,7 mil por mês).
Aprovada em 2009, antes da escolha do Rio como cidade-sede, a Lei do Ato Olímpico prevê a destinação de recursos públicos para cobrir eventuais déficits operacionais do comitê. Mas o texto não menciona valores. Diz apenas que os Ministérios do Esporte, do Planejamento e da Fazenda serão ouvidos, previamente, sobre a destinação de recursos ao Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016".
Para o comitê, a fixação de regras de controle não representa risco à organização dos jogos. De acordo com o comitê, o dossiê de candidatura do Rio estipula que cada nível de governo poderá desembolsar até R$ 460 milhões. O Ministério do Esporte ressalva que esse valor é mera estimativa. O comitê prevê gastar R$ 5,6 bilhões na organização dos jogos e afirma que ainda não há estimativa de eventual déficit. Em nota, o comitê afirma que pretende custear os gastos com recursos privados e com a venda de ingressos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/novas-regras-para-controlar-gastos-com-jogos-olimpicos-6142573#ixzz279dfgR98 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Governo cria grupo de ministros para discutir preparação para Rio 2016


Geolimpíada será criado nos mesmos moldes do já existente Gecopa

O governo federal anunciou ontem (13) a criação de um grupo interministerial que vai tratar da preparação do Rio de Janeiro e do Brasil para os Jogos Olímpicos de 2016.

Nos mesmos moldes do já existente Gecopa, o Geolimpíada vai promover reuniões periódicas entre ministros.

"O Geolimpíada vai discutir ações e antecipar problemas", explicou Aldo Rebelo, chefe da pasta do Esporte, que vai comandar os encontros.

Atual presidente do Gecopa, braço-direito de Rebelo e membro do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo), Luís Fernandes é o nome mais cotado para encabeçar o recém-criado Geolimpíada.

O grupo de trabalhos também vai contar com o ex-ministro das Cidades e atual presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes.

O decreto que cria a composição foi assinado durante o lançamento do Plano Brasil Medalhas 2016.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10700/GOVERNO+CRIA+GRUPO+DE+MINISTROS+PARA+DISCUTIR+PREPARACAO+PARA+RIO+2016.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Presidenta Dilma Rousseff e ministro Aldo Rebelo lançam plano Brasil Medalhas 2016


O esporte olímpico e paraolímpico brasileiro ganha uma série de medidas para o desenvolvimento de modalidades visando aos Jogos Rio 2016. O plano Brasil Medalhas 2016, lançado nesta quinta-feira (13.09) pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem como objetivo colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Esse plano vai aprimorar o que consideramos essencial – o apoio diretamente ao atleta – por meio do Bolsa-Pódio e do Bolsa-Técnico, entre outras coisas. Também, dando suporte de infraestrutura, tecnologia, através de centros de treinamento”, disse a presidenta Dilma Rousseff. “É fundamental que nosso País tenha centros de treinamento de alta qualidade. Vamos ofertar 22 centros de treinamento para que os atletas tenham suporte para treinar e levar à frente essa ambição que cada atleta tem dentro de si. É também a ambição de 194 milhões de brasileiros, expressas em vocês [atletas]”, acrescentou a presidenta, dirigindo-se aos atletas presentes na cerimônia de anúncio, no Palácio do Planalto.

Será aportado R$ 1 bilhão a mais de investimentos públicos federais no próximo ciclo olímpico, entre 2013 e 2016. Desse R$ 1 bilhão, dois terços virão do Orçamento Geral da União (OGU) e um terço de investimentos de empresas estatais. Esses recursos são novos, ou seja, adicionais em relação ao orçamento usual do Ministério do Esporte para o alto rendimento e a fontes de financiamento como a Lei Agnelo/Piva e a Lei de Incentivo ao Esporte.

“As Olimpíadas de 2016 abrem os horizontes e nos desafiam a valorizar e procurar fazer um esforço para que possamos alcançar mais medalhas. O Plano Brasil Medalhas representa um recurso extraordinário de R$ 1 bilhão para os próximos 4 anos, já presentes e figurados no orçamento de 2013 até 2016, além de R$ 1,5 bilhão que já estavam regularmente destinados ao esporte de alto rendimento. “, afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O Ministério do Esporte priorizará os investimentos nas modalidades com mais chances de obter medalhas. Foram escolhidas 21 olímpicas e 15 paraolímpicas. A estratégia é obter, paralelamente, crescimento intensivo e extensivo no desempenho esportivo. Isso significa conquistar mais medalhas nas modalidades que já as obtiveram e chegar ao pódio nas que ainda não conseguiram.

As modalidades olímpicas selecionadas são: águas abertas (novo nome para maratona aquática), atletismo, basquetebol, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica artística, handebol, hipismo (saltos), judô, lutas, natação, pentatlo moderno, taekwondo, tênis, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia. As paraolímpicas são: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, tênis de mesa e voleibol sentado.

As demais modalidades continuarão sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e seguirão recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

Apoio ao atleta
O Brasil Medalhas 2016 regulamenta instrumentos previstos na Lei 12.395, sancionada em março de 2011, que lançou as bases para elevar o nível do esporte de alto rendimento. A vertente “apoio ao atleta” institui o Programa Pódio, que inclui nova categoria no Bolsa-Atleta – a Bolsa-Pódio – e cria a Bolsa-Técnico, que pagarão, respectivamente, até R$ 15 mil e até R$ 10 mil mensais. Os beneficiados do Pódio serão atletas de modalidades individuais que, entre outros critérios, estejam situados entre os 20 melhores do ranking mundial e com reais chances de medalhas, além de seus treinadores e equipe multidisciplinar (preparador físico, nutricionista, atleta-guia etc.).

O Brasil Medalhas também contempla recursos para aquisição de equipamento esportivo (até R$ 20 mil por atleta) e apoio a treinamento e competições de atletas no Brasil e no exterior, por meio do pagamento de custos com diárias e passagens.

As demais categorias do Bolsa-Atleta (Estudantil, de Base, Nacional, Internacional e Olímpica/Paraolímpica) serão mantidas com os critérios atuais e dentro do orçamento regular do Ministério do Esporte.

Centros de treinamento
Outra vertente do plano Brasil Medalhas 2016 é a destinação de recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento, selecionados em conjunto com os comitês Olímpico e Paralímpico, as confederações nacionais, clubes, estados e municípios. Desses, 21 são centros de modalidades olímpicas e um paraolímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que vai unificar todas as modalidades em um só local de treinamento. O apoio também prevê a aquisição de equipamentos esportivos.

Apoio de estatais
Ao todo, oito empresas estatais apoiarão modalidades esportivas em formato diferente do patrocínio que a maioria delas já dá a vários esportes. O novo apoio será focado na preparação de atletas e seleções para os Jogos Rio 2016. São elas:

Banco do Brasil: vela, vôlei de praia, vôlei e pentatlo moderno
Banco do Brasil e Correios: handebol
Banco do Nordeste (BNB): triatlo
BNDES: canoagem e hipismo
Caixa: atletismo, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica, lutas, modalidades paraolímpicas e tiro esportivo
Correios: natação, águas abertas (maratona aquática) e tênis
Eletrobras: basquetebol
Infraero e Petrobras: judô
Petrobras: boxe e taekwondo

Gestão integrada
A gestão dos recursos será realizada de forma integrada por Ministério do Esporte, comitês Olímpico e Paralímpico, confederações e estatais. Faz parte dos objetivos dessa integração o apoio ao aprimoramento da gestão das confederações esportivas.

Ministério do Esporte, comitês, confederações e entes públicos elaborarão, em conjunto, um Plano Esportivo e de Investimento, que deverá ser aprovado até dezembro de 2012. A formalização dos convênios com confederações e entes públicos, além da lista de atletas inscritos no Programa Pódio, deverá ser finalizada em janeiro de 2013.

Comitê gestor
Além do lançamento do plano Brasil Medalhas 2016, a solenidade no Palácio do Planalto teve a assinatura, pela presidenta Dilma Rousseff, de decreto criando o Comitê Gestor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro.

A estrutura, que funcionará de forma semelhante ao Comitê Gestor da Copa (CGCOPA), reunirá os ministérios envolvidos na organização dos Jogos, sob coordenação do Ministério do Esporte.

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9370

Governo abre o cofre para buscar liderança no quadro de medalhas em 2016


Dilma Rousseff lança Plano Brasil Medalhas e destaca que é necessário fazer investimento maciço no esporte individual

A injeção de R$ 1 bilhão a mais na preparação dos atletas olímpicos e paralímpicos por parte do Governo Federal, de acordo com projeto lançado nesta quinta-feira em Brasília, tem como maior objetivo fazer o Brasil saltar no quadro de medalhas dos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Em cerimônia que contou com a participação de atletas brasileiros que estiveram nos Jogos de Londres 2012 , a presidenta Dilma Rousseff anunciou que um total de R$ 2,5 bilhões serão investidos no próximo ciclo olímpico, destacando e entrada de uma nova verba de R$ 1 bilhão, voltada em sua maior parte diretamente aos atletas.

“Como seremos sede dos próximos Jogos, é justo que nossas ambições sejam maiores em relação ao número de medalhas conquistadas. Mas querer e ambicionar, embora sejam essenciais, não garante as conquistas. E para isso, é óbvio que este esforço individual de todos vocês tenham um suporte do governo”, disse Dilma, durante seu discurso.

O Governo aproveitou a cerimônia de homanegem aos atletas medalhistas em Londres 2012 para divulgar seu plano de metas para as Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio, daqui a quatro anos. E os objetivos são ambiciosos: ficar entre os dez primeiros nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Paralímpicos.

"O plano irá aprimorar o que consideramos ideal, que é o apoio ao atleta, e isso ocorrerá através do Bolsa Pódio e do Bolsa Treinador, entre outras coisas. Mas também daremos suporte de infraestrutura de treinamento. Queremos obter vitórias, queremos o maior número de medalhas possível", afirmou a presidenta Dilma.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, detalhou o Plano Brasil Medalha 2016, que injetará mais R$ 1 bilhão no próximo ciclo olímpico brasileiro, que será somado aos recursos já existentes (R$ 1,5 bilhão), totalizarão R$ 2,5 bilhões. "Destes valores, R$ 690 milhões serão distinados diretamente aos atletas, enquanto R$ 310 milhões estarão destinados a construção, reforma e aparelhamento de Centros de Treinamento espalhados por todo o Brasil", explicou.

Bolsa Pódio e Bolsa Técnico

Uma das principais novidades no plano apresentado pelo Governo Federal foi a criação do Bolsa Pódio, que irá pagar até 15 mil reais mensais a atletas individuais ou de equipes que estão entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades e com chances reais de medalhas, além do salário já pago atualmente por meio do Bolsa Atleta. "Temos atletas que não figuram no ranking internacional porque muitas vezes não tem dinheiro para competir", comentou Rebelo.

Haverá ainda dois outros tipos de incentivo para ajudar na preparação dos atletas: o Bolsa Técnico, que dará até 10 mil reais mensais para os treinadores de atletas e equipe que estão entre as melhores do mundo, e o Bolsa Equipe Multidisciplinar, com até 5 mil reais para profissionais de apoio aos atletas e equipes, como fisioterapeuta, nutricionista e psicólogos.

Fonte: http://esporte.ig.com.br/maisesportes/2012-09-13/governo-abre-o-cofre-para-buscar-lideranca-no-quadro-de-medalhas-em-2016.html

Governo reclama da falta de preparo de profissionais para a Copa


Para o deputado José Rocha, qualificação ainda não deslanchou; Mundial vai gerar 700 mil empregos

Neste ano, a Comissão de Turismo e Desporto realizou diversas audiências para avaliar a qualificação dos profissionais que vão lidar com os 600 mil turistas estrangeiros que são esperados durante a Copa.

Segundo o Ministério do Esporte, a Copa do Mundo vai gerar 330 mil empregos permanentes e 380 mil temporários. Os profissionais serão absorvidos pelo evento nas áreas de hospedagem, alimentação, recepção, segurança e serviços em geral. Os novos trabalhadores atenderão a oito milhões de visitantes em 2014, 600 mil somente no mês da competição.

“A qualificação ainda não deslanchou. Os cursos precisam ser reavaliados e isso demanda tempo. Precisamos fidelizar o turista, o que ocorrerá se ele receber um bom tratamento”, afirma o presidente da Comissão de Turismo, deputado José Rocha (PR-BA).

“As qualificações são feitas no escuro. O governo precisa fazer esse diagnóstico em cada cidade”, reclamou o diretor-presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, num dos debates realizados pela comissão.

Para resolver o problema, o Ministério do Turismo pretende oferecer 250 mil vagas até 2014 em diversos cursos de capacitação profissional com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec).

Legado
Além de fiscalizar os preparativos para a Copa do Mundo, a Câmara está empenhada em discutir o legado do mundial. Os parlamentares questionam o destino que será dado aos estádios nas cidades que não têm times fortes de futebol, como Brasília e Manaus. Os investimentos, defendem os deputados, devem retornar para a população, mesmo após o torneio.

“A Câmara tem a dívida de construir esse legado imaterial. Deve pensar em políticas para a prática esportiva, a formação de atletas, o fortalecimento dos clubes”, diz o deputado Vicente Candido (PT-SP), que foi relator da Lei Geral da Copa (12.663/12).

O jornalista esportivo José Cruz vê com reservas os planos de se aproveitar esse legado. “Quando o governo fala em legado temos que nos lembrar do legado anunciado pelos jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007, que foi um verdadeiro fracasso, um prejuízo enorme para a cidade, para a população, para o esporte principalmente.”

“Precisamos de uma Copa do Mundo, de uma Olimpíada para projetar melhorias de uma cidade? Sem elas não seria obrigação dos governos fazerem melhorias?”, questiona o jornalista.

Mas para o assessor especial de Grandes Eventos do Ministério do Esporte, Eugenius Kaszkurewicz, a Copa do Mundo é uma oportunidade. “Sim. É uma chance de ter esforços para que essas obras sigam adiante. Essas obras serão exemplos a serem seguidos pelas cidades, e para ter um transbordamento para toda a cidade ou toda a região.”

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10692/GOVERNO+RECLAMA+DA+FALTA+DE+PREPARO+DE+PROFISSIONAIS+PARA+A+COPA.html