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sexta-feira, 1 de março de 2013

Governo do Rio divulga edital de privatização do Maracanã


Licitação está marcada para o dia 11 de abril
Grupo vencedor cuidará também das obras no entorno
Reforma deverá ser concluída até 24 de maio, prazo da Fifa

RIO - O edital de privatização do Maracanã foi divulgado nesta segunda-feira pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, que marcou a licitação para 11 de abril, às 10h. A empresa ou o consórcio que assumir o estádio terá que cuidar também do Maracanãzinho e do entorno. A sessão de licitação será no auditório do prédio anexo do Palácio Guanabara, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul da capital fluminense.
O decreto com o edital foi publicado nesta segunda no Diário Oficial. A data do anúncio do vencedor do processo licitatório é também 11 de abril. A responsabilidade da licitação é da Casa Civil, que formou uma Comissão Especial de Licitação, presidida por Luiz Roberto Silveira Leite. O modelo de gestão proposto para o Maracanã é de parceria público-privada (PPP).
O Maracanã, que será palco das finais da Copa das Confederações (torneio a ser disputado de 15 a 30 de junho deste ano) e da Copa do Mundo de 2014, está em reforma desde 2010. Nas Olimpíadas de 2016, o Maracanã vai receber a abertura e o encerramento do evento. O fim das obras deveria ter sido em dezembro passado, mas elas atrasaram e a previsão de entrega agora é 24 de maio, prazo máximo dado pela Fifa.
A fasa etual da reforma é a da instalação das cadeiras e da lona da cobertura. No fim de 2012 o governo do estado informou que 80% das obras estavam concluídos. D e lá para cá não divulgou mais percentual algum.
A partida de reinauguração do estádio, construído para a Copa de 1950, está prevista para 2 de junho, um amistoso entre as seleções de Brasil e Inglaterra. O calendário de jogos na Copa das Confederações é o seguinte: México x Itália, em 16 de junho; Espanha x Taiti, em 20 de junho; e a decisão do torneio, em 30 de junho.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/governo-do-rio-divulga-edital-de-privatizacao-do-maracana-7666782#ixzz2MHihxWTp 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Paes defende provas de rúgbi da RIO 2016 no estádio de Moça Bonita


Prefeito diz que, se o comitê aprovar Moça Bonita como instalação olímpica, a prefeitura se compromete a bancar a reforma do estádio

Por Isabela Bastos

RIO - O prefeito Eduardo Paes defendeu, nesta segunda-feira. a realização das provas de rúgbi dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no estádio de Moça Bonita, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Paes falou sobre o assunto ao sair da 4ª reunião da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que acontece no hotel Windsor, na Barra da Tijuca. Paes disse que conversou com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzzman, sobre a possibilidade de o estádio receber a modalidade. Ele disse que, se o comitê aprovar Moça Bonita como instalação olímpica, a prefeitura se compromete a bancar a reforma do estádio.
- Eu tenho a minha tese do rúgbi em Moça Bonita. Não falei publicamente. Falei para o Nuzzman. Se você aprovar Moça Bonita, eu começo a obra amanhã - disse Paes, numa referência à necessidade de reforma do estádio.
As provas de rúgbi seriam realizadas, inicialmente, em São Januário. Mas o estádio acabou ficando de fora dos Jogos Olímpicos porque o Vasco não deu garantias financeiras para a reforma do estádio. O Comitê Olímpico Internacional ainda discute a realização da modalidade no estádio do Engenhão, num intervalo deixado pelas provas de Atletismo. Questionado sobre o porquê da escolha de Bangu, Paes reagiu bem humorado:
- Porque Moça Bonita é Moça Bonita.O melhor estádio do Rio, mais importante e mais simbólico historicamente, é São Januário. O segundo mais importante é Moça Bonita. Mas São Januário já está fora.
Paes disse que, se a ideia vingar, a prefeitura pretende resgatar um antigo projeto que previa a reforma do estádio e a administração de Moça Bonita pela Federação de Futebol do Rio, que realizaria mais jogos do campeonato carioca no local. Sobre a receptividade de Nuzzman ao projeto, Paes disse que o presidente do COB "gosta da ideia".
Paes disse, ainda, que a realização das provas em Bangu seria possível porque o bairro está na área de influência do BRT Transolímpico. Paes disse, também, que bancaria um time de rúgbi do Bangu:
- A Transolímpica fica do lado. E tem mais. Se colar, eu banco o time de rúgbi do Bangu.
Não é a primeira vez que se cogita realizar as provas de rúgbi em Bangu. Em dezembro de 2010, Paes anunciou que o estádio de Moça Bonita seria reformado no ano seguinte. Na época, Paes disse que os jogos de rúgbi durante as Olimpíadas de 2016, que chegaram a ser cogitados para aquele campo, seriam realizados em São Januário. "Moça Bonita vai ser um luxo. A ideia é que se torne um "alçapão" dos times pequenos do Rio", disse ele, na ocasião. O projeto de reforma incluía a ampliação da capacidade atual de cinco mil lugares para 15 mil assentos. O investimento seria de cerca de R$ 34 milhões.
Além da recuperação estrutural de todo o estádio, atrás dos dois gols seriam construídas arquibancadas com assentos numerados, com 4.100 lugares cada. Ao todo, o estádio da Zona Oeste contaria com 14.706 assentos descobertos, 77 cobertos nos camarotes e 217 na tribuna.
O campo de jogo teria seu gramado trocado, ganhando nova drenagem e passando a contar com automático sistema de irrigação. Com o objetivo de minimizar o desgaste do gramado, seria construído ainda um campo em grama artificial exclusivo para treinamentos. Todas as dependências internas do estádio seriam climatizadas. Outra atração seria a instalação de um placar eletrônico de alta resolução de seis metros por quatro metros. A iluminação também seria reformada e um moderno sistema de som de qualidade garantiria cobertura em toda a extensão do estádio.
Hóquei
Além do rúgbi, ainda se discute a localização das competições do hóquei sobre a grama. Inicialmente as provas estavam previstas para o Parque Olímpico da Barra, mas, por falta de espaço, o comitê organizador quer transferir a modalidade para o Parque Olímpico de Deodoro, mas ainda aguarda a aprovação da federal internacional. A indefinição também interfere na localização de provas paralímpicas.
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, explicou que é tradição as partidas de futebol de cinco e de sete jogadores serem realizadas nas mesmas instalações do hóquei.
— Para nós há essa tradição de usar o mesmo campo. Se o futebol for transferido para Deodoro ajudará a enriquecer aquele complexo esportivo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/paes-defende-provas-de-rugbi-da-rio-2016-no-estadio-de-moca-bonita-7612158#ixzz2LNwYswZ8 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Infraero publica edital para novas reformas no aeroporto de Manaus


Obras irão ampliar estacionamento em 43% e terminal 2 em 90%

A Infraero publicou, na semana passada, edital de licitação para contratar a empresa responsável pelo projeto executivo e pela execução da reforma e ampliação do terminal de passageiros 2 e do estacionamento do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus.

O certame será realizado nos moldes do Regime Diferenciado de Contratações (RDC). O edital foi publicado no Diário Oficial da União da última quinta-feira (8).

Para o gerente de Empreendimentos da Infraero, Adelcio Guimarães, "objetivo é prover condições e nível de conforto adequados para atendimento pleno aos passageiros que utilizam o terminal". 

Além da ampliação do estacionamento de veículos em 43%, as intervenções abrangem a climatização do saguão de embarque e desembarque, as adequações às normas de acessibilidade e a construção de uma praça de alimentação.

Quando estiver pronta, a nova área do terminal 2 do aeroporto de Manaus será ampliada em 90%, passando de 3.658 m² para 6.959 m².

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11032/INFRAERO+PUBLICA+EDITAL+PARA+NOVAS+REFORMAS+NO+AEROPORTO+DE+MANAUS.html

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

São Januário será reformado para as Olimpíadas de 2016


Estádio do Vasco, que receberá jogos de rúgbi, terá capacidade ampliada para 43 mil lugares

RIO - O estádio de São Januário, que será palco das partidas de rúgbi nas Olimpíadas de 2016, será reformado e terá sua capacidade ampliada dos atuais 25 mil para 43 mil lugares. Mas para não sair do programa dos Jogos, o Vasco tem até quarta-feira para entregar ao Comitê Organizador do Rio-2016 o projeto da reforma. Cumpridas as exigências formais, o clube ficará então aguardando o sinal verde para começar a planejar a revitalização do estádio, construído em 1927.
Quando aceitou fazer parte do programa olímpico, o Vasco imaginava apenas adaptar São Januário para recebe jogos de rugby-7, uma versão do esporte com menos jogadores em cada time, mas os dirigentes decidiram agora ampliar sua arena. A previsão é de que as obras comecem apenas depois de julho de 2013, quando o Maracanã já estará disponível novamente para os clubes cariocas, de modo que o Vasco possa utilizá-lo enquanto São Januário estiver fechado. A previsão é de que o novo estádio vascaíno esteja pronto no fim de 2015 ou no início de 2016.
- Nós já queríamos melhorar nosso estádio há algum tempo, e as Olimpíadas nos deram uma grande oportunidade de finalmente fazer isso. Teremos uma arena pronta para o torneio de rúgbi nos Jogos de 2016, e depois disso o time terá um estádio completamente novo - afirmou o diretor executivo do Vasco, Luiz Gomes, que esteve em Londres durante as Olimpíadas deste ano para conhecer alguns locais de competição, incluindo Twickenham, o palco do rúgbi nos Jogos.
A modernização de São Januário não vai atropelar a tradição. A fachada histórica do estádio será preservada na reforma.
- É um estádio antigo, portanto faz mais sentido reconstruir quase tudo do zero do que renová-lo. A única coisa que será mantida será a fachada - afirmou Luiz Gomes.
O custo da remodelação de São Januário não foi divulgado, mas segundo o dirigente, o Vasco arcará com aproximadamente 60% do valor total, sendo o restante bancado por investidores e patrocinadores. O prefeito Eduardo Paes, que é torcedor do Vasco, já prometeu investir em obras de infraestrutura no entorno do estádio, no bairro de São Cristóvão, Zona Norte do Rio, incluindo melhorias nos acessos e mais opções de transportes públicos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/sao-januario-sera-reformado-para-as-olimpiadas-de-2016-6539898#ixzz2ASGjhr2J 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

BNDES libera financiamento para reforma do Riocentro para a Copa


Local funcionará como Centro Internacional de Transmissão (IBC) durante os megaeventos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (19) a aprovação de financiamento de R$ 47,9 milhões para reforma e adaptação do Riocentro a fim de que o local possa abrigar o Comitê Organizador e o Centro Internacional de Transmissão (IBC) da Copa do Mudo de 2014.

Os recursos corresponderão a 7,7% do investimento total do empreendimento, que viabilizará a geração de 460 empregos diretor para implantação do projeto, segundo o BNDES. Quando pronta, a estrutura vai receber 13 mil profissionais de 70 países, em um espaço de 44 mil metros quadrados, que estarão no país para cobrir a Copa do Mundo.

As obras serão administradas pela GL Events que, em 2006, venceu a licitação aberta pelo município para operar o parque de exposições por um prazo improrrogável de 50 anos.

Localizado na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, o Riocentro é um dos maiores centros de exposições da América Latina, ocupando uma área de 571 mil metros quadrados - incluindo os 100 mil metros quadrados de área coberta e os cinco pavilhões de exposição.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10934/BNDES+LIBERA+FINANCIAMENTO+PARA+REFORMA+DO+RIOCENTRO+PARA+A+COPA.html

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Em reforma, arena do Palmeiras recebe seminário


A reforma na arena do Palmeiras ainda não foi concluída, mas o espaço já vai abrigar um evento sobre gestão e marketing esportivo. O seminário será realizado no dia 17 de setembro no espaço, com chancela da Trevisan Escola de Negócios e da Pluri Consultoria.

O seminário “O futuro dos clubes brasileiros” será o primeiro evento corporativo da Nova Arena, denominação que foi atribuída ao estádio desde que a Wtorre começou a reformar o antigo Parque Antarctica.

“O objetivo é tratar dos principais temas da gestão de clubes de futebol atualmente, o que envolve também finanças, marketing e calendário de campeonatos, de modo a contribuir para o desenvolvimento dessa indústria”, disse Fernando Trevisan, diretor da Trevisan Escola de Negócios.

O evento também servirá como palco para duas premiações. Serão laureados o melhor executivo de futebol e o melhor executivo de marketing de clubes do Brasil.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/cursoseeventos/26/26544/Em-reforma-arena-do-Palmeiras-recebe-seminario/index.php

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Prefeito de Curitiba muda lei, e reforma da Arena da Baixada será paga 100% com dinheiro público


Por Vinícius Segalla

A prefeitura de Curitiba enviou à Câmara Municipal um projeto de lei que amplia de R$ 90 milhões para R$ 123 milhões a participação do município na engenharia financeira criada para pagar a reforma da Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense que será palco de quatro jogos na Copa do Mundo de 2014, todos na primeira fase da competição e nenhum do Brasil.

O projeto foi aprovado na primeira comissão (de legislação e Justiça) na última quinta-feira, e deverá ser aprovado derradeiramente até o final do mês. A bancada governista da Câmara de Curitiba é composta por 32 dos 38 vereadores da Casa.

Assim, os R$ 123 milhões da prefeitura vão se somar aos R$ 60 milhões que serão investidos pelo Estado do Paraná, chegando a R$ 183 milhões o dinheiro público injetado na obra, que atualmente está orçada em R$ 184 milhões.

O Atlético Paranaense afirma já ter investido R$ 15 milhões na obra, mas fato é que poderá ressarcir seus cofres com o dinheiro público que será liberado. O município de Curitiba está entrando com os chamados títulos de potencial construtivo, que são papéis garantidos pelos cofres municipais e comercializáveis no mercado.

O clube curitibano vai utilizar os recursos advindos da venda dos títulos para pagar um financiamento subsidiado do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de R$ 131 milhões, que foi aprovado no último dia 8 de agosto.

O tomador dos recursos é o Estado do Paraná, que após receber os valores irá transferi-los para uma empresa criada pelo Atlético para gerir o dinheiro. Assim, os recursos serão emprestados pelo governo federal para o Estado do Paraná, que repassará para o Atlético-PR. Isso porque o empréstimo não foi liberado ao Atlético-PR, que não conseguiu cumprir as garantias exigidas pelo banco federal.

Então, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou uma lei que permite que o próprio Estado assuma o endividamento junto ao BNDES, cuja garantia de pagamento são os recursos que a unidade federativa recebe do Fundo de Participação dos Estados.

A previsão de entrega do estádio reformado é para março de 2013, mas é possível que exista atraso. “Dificilmente uma obra desse porte não atrasa. Dependendo do clima, pode atrasar uma semana, um dia, ou até um mês”, afirmou, em junho, o secretário municipal para assuntos da Copa, Luiz de Carvalho.

Fonte: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2012/08/13/prefeito-de-curitiba-muda-lei-e-reforma-da-arena-da-baixada-sera-paga-so-com-dinheiro-publico.htm

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O velódromo da discórdia


Prefeito do Rio cogita pagar R$ 100 milhóes para reformar o velódromo ao invés de gastar R$ 115 milhões para erguer um novo

Por Michel Castellar

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltou a causar uma saia-justa nesta sexta-feira ao dizer que o velódromo dos Jogos Pan-Americanos Rio-2007 não será demolido para a construção de um novo. A afirmação foi feita durante o balanço apresentado pela capital fluminense em Londres, sobre os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 que, amanhã, chegarão a marca de quatro anos para o seu início.

No dia 26, o LANCE! revelou que pelos cálculos iniciais, a reforma do atual velódromo, que o deixará em condições para os Jogos Rio-2016, foi orçada em R$ 105 milhões. E que, com R$ 10 milhões a mais, seria possível erguer um novo.
- Se gastarmos R$ 5 milhões a menos, já se deixa de gastar dinheiro público - disse Paes.

Ao fazer essa afirmação, o prefeito do Rio deixou  nas entrelinhas a possibilidade de investir R$ 100 milhões para reformar um equipamento. E, neste caso, o custo-benefício pode não ser benéfico.
- A conta não é só matemática. Temos uma infraestrutura pronta, que consumiu uma série de recursos públicos e não justificaria derrubar o velódromo que, à época, custou R$ 14 milhões - afirmou o prefeito do Rio.

A insistência do prefeito em reformar o velódromo é vista no Comitê Rio-2016 como uma declaração política. Já que Paes está em campanha para ser reeleito.
Mas os preparativos para a transferência do velódromo do Rio continuam em andamento. O Ministério do Esporte trabalha em parceria com a prefeitura de Goiânia para viabilizar a mudança.
O consenso entre os organizadores dos Jogos é o de que reformar o velódromo não será aconselhável.
- Acho que seria um péssimo exemplo demolir um investimento feito com recursos públicos para fazer a vontade de uns poucos - discursou o prefeito do Rio.

Aeroporto, doping e Maracanã
Em uma plateia repleta de jornalistas estrangeiros, o Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 foi sabatinado com todo o tipo de perguntas. Dentre elas, as situações do aeroporto, as críticas sobre o laboratório de doping e o fechamento do Maracanã.
- O governo federal já constituiu um grupo operacional e já temos o compromisso de entregar a primeira versão do modo operacional no fim deste ano - disse o diretor-geral do Comitê Rio-2016, Leonardo Gryner, ao falar sobre o Aeroporto Internacional Tom Jobim que, recentemente, despertou a atenção do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

Sobre as críticas referentes à falta de estrutura para a realização de exames de doping, Gryner ressaltou que o governo federal já trabalha na resolução do problema. Mas admitiu que o país está atrasado em relação a essa questão.

Indagado sobre o Maracanã, o diretor-geral do Comitê Rio-2016 reafirmou que o estádio será fechado para partidas de futebol quatro meses antes dos Jogos. A medida é para prepará-lo para a Cerimônia de Abertura.

Durante o balanço, o Rio-2016 frisou que todos os preparativos estão dentro do cronograma do COI.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/rio2016/velodromo-discordia_0_748725365.html#ixzz22XHPJWeM 

Prefeito volta a dizer que não vai demolir Velódromo de Jacarepaguá


Após iniciar contagem regressiva para os Jogos de 2016, ele disse que está estudando formas de adaptar o local

Por Luiz Ernesto Magalhães e Ana Cláudia Costa

RIO — O prefeito Eduardo Paes voltou a dizer na manhã desta sexta-feira, durante a apresentação do cronograma de obras para as Olimpíadas de 2016, que não vai demolir o velódromo de Jacarepaguá. Segundo Paes, seria um desrespeito com a população e com o dinheiro público colocar abaixo uma obra já pronta que custou caro. O prefeito garantiu que está estudando alternativas para adaptar o velódromo às medidas padronizadas para a disputa de provas para os Jogos de 2016.
— Decidimos reavaliar a demolição do espaço. É inaceitável derrubar. Vamos viabilizar naquele espaço o velódromo. Vamos caminhar para uma solução — disse Eduardo Paes, ao lado da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, em entrevista coletiva no Centro de Operações da prefeitura.

Em julho, a prefeitura divulgou o edital para a elaboração dos projetos básico e executivo da construção de um espaço para as competições de ciclismo. Embora o termo “reforma” não apareça ao longo do documento, à época da divulgação, a EOM informou, em nota, que ainda não havia decidido se o atual velódromo seria substituído ou apenas adaptado às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O prefeito já havia afirmado que pretendia manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e adaptá-lo para as Olimpíadas. No entanto, após a divulgação de três editais elaborados pela Riourbe, responsável pelas obras, a EOM informou que a decisão final do que fazer só seria tomada em setembro, antes da licitação. Um dos editais previa gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de um novo velódromo.
Há dois anos, o Ministério do Esporte e a Federação de Ciclismo do Rio reconheceram que o equipamento não poderia ser aproveitado nas Olimpíadas, porque sua estrutura contém vigas de sustentação que interferem na observação completa da pista pelo árbitros, o que impedia a homologação dos resultados olímpicos.

Contagem regressiva para os Jogos de 2016
Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes e a presidente da EOM participaram de uma videoconferência com um grupo que está em Londres acompanhando os Jogos Olímpicos. Durante o evento, eles deram início à contagem regressiva para os quatro anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Paes afirmou ainda que o Rio ainda tem três desafios enormes pela frente para as Olimpíadas de 2016: o cronograma, a infraestrutura e a segurança.
— O Rio ainda está em 2012 no prazo de projetos a serem realizados para 2016 — afirmou o prefeito. Durante a entrevista coletiva, Paes anunciou ainda que o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, será transformado em um Centro Olímpico de Treinamento (COT) após as Olimpíadas. O local terá 1,18 milhão de metros quadrados, segundo a prefeitura.

Impasses atrasam divulgação de orçamento
O diretor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Leonardo Gryner, disse, em entrevista coletiva em Londres, que apenas em meados de 2013 será possível ter uma estimativa mais precisa de quanto custará a realização do evento no Rio. Isso porque muitos projetos previstos ainda não foram orçados. Gryner lembrou que falta inclusive definir a localização de duas instalações esportivas: a do hóquei sobre a grama e a do rugby, cuja decisão terá que ser tomada até outubro, antes da nova visita de avaliação que o Comitê Olímpico Internacional (COI) fará à cidade, o que deve acontecer no início de novembro.
— Nossa referência ainda são valores da candidatura. No entanto, muita coisa foi revista. O valor exato só teremos no fim do primeiro semestre do ano que vem — disse Leonardo.

Inicialmente, o hóquei sobre a grama ficaria no Parque Olímpico. O espaço vai ocupar 20% da área ocupada hoje pelo Autódromo Nelson Piquet, que possui 1,2 milhão de metros quadrados. No local, estão confirmadas as competições de 14 modalidades olímpicas e seis paralímpicas. Leonardo explica que, ao elaborar o plano diretor de ocupação das instalações esportivas, a empresa Aecom (a mesma que projetou o Parque Olímpico de Londres) não encontrou espaço para acomodar a instalação de forma a dar um aproveitamento racional para a área. Além dessas instalações, falta também o orçamento de várias instalações esportivas dos parques do Autódromo e de Deodoro. Segundo o diretor, os valores só serão conhecidos quando os projetos executivos estiverem prontos, o que deve acontecer a partir do início de 2013.

— Nós queremos levar as provas de hóquei para o Parque Olímpico de Deodoro (administrado pelas Forças Armadas). Mas ainda estamos discutindo isso com a Federação Internacional — disse Leonardo.
Já as competições de rugby estão previstas para serem realizadas no Estádio de São Januário, em São Cristóvão. Contudo, as negociações com o Vasco da Gama não terminaram.
Também durante a entrevista, Leonardo Gryner concordou com as críticas de que o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ ainda não está preparado para realizar todos os exames antidoping exigidos em Olimpíadas. Segundo o diretor, o laboratório, que processou amostras nos Jogos Panamericanos de 2007, vai ganhar um novo prédio.

O diretor-geral da Rio 2016 previu também que o Maracanã terá que ficar pelo menos quatro meses fechado (de abril a julho) para receber toda a sinalização e instalações provisórias necessárias para os Jogos Olímpicos, que começam em agosto.
— Os serviços devem durar seis meses. Nos dois primeiros meses, ainda poderá haver jogos. Mas depois, não.

O orçamento original dos jogos apresentado no Dossiê de Candidatura em 2007 previa investimentos de R$ 28,2 bilhões. Destes, R$ 23,2 bilhões em infraestrutura (chamado orçamento não-Cojo) sob responsabilidade dos governos e R$ 5,6 bilhões (orçamento Cojo). Esses R$ 5,6 bilhões são receitas do Comitê Organizador (patrocínios, contrubição do COI, venda de produtos entre outras fontes) para preparar as instalações olímpicas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-volta-dizer-que-nao-vai-demolir-velodromo-de-jacarepagua-5678786#ixzz22XEUshKj 

Prefeito diz que reforma de R$ 70 mi é melhor que demolir velódromo


Eduardo Paes voltou a defender as mudanças nas instalações usadas no Pan 2007

O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, voltou a defender hoje (3) que o velódromo construído no Rio para os Jogos Pan-Americanos de 2007 seja reformado, e não derrubado. Segundo ele, para atender às exigências do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, a reforma da instalação, que, na época do Pan, custou R$ 14 milhões, sairá mais barata que a construção de um novo.

Em entrevista à imprensa, transmitida ao vivo para Londres, o prefeito disse, no Rio, que, de toda a infraestrutura construída, uma boa parte pode ser aproveitada. Ele descartou a oferta do Ministério do Esporte de desmontar o velódromo e remontá-lo em outra cidade. Para o prefeito, vale a pena fazer a reforma mesmo que o custo seja alto. Avalia-se que a obra custará R$ 70 milhões.

"A conta não é só matemática", disse Paes. "Uma coisa é a pista, que pode não servir, mas outra coisa é a base, a infraestrutura embaixo, aquilo não serve para nada, vamos jogar fora?", perguntou. "O Brasil não é um país rico, o Rio não é uma cidade rica. Nossa lógica é o legado para a cidade. Não vamos fazer derrubar daqui e um elefante branco acolá".

A decisão de reformar ou não a instalação será anunciada até o final deste ano por um grupo de trabalho formado pelo Poder Público e o comitê organizador. Eles aguardam a conclusão do projeto executivo da obra no velódromo, que deve ser licitado em setembro, para bater o martelo, explicou a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos.

A demolição da instalação construída pela prefeitura do Rio e pelo governo federal foi defendida pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 porque a estrutura não atende à recomendações da Federação Internacional de Ciclismo.

A inadequação era conhecida, e constava do dossiê da candidatura da cidade às Olimpíadas de 2016 fazer as modificações, dentre as quais a ampliação da capacidade do velódromo de 1,5 mil para 5 mil lugares. A reforma tinha sido estimada em R$ 70 milhões pela Empresa Olímpica Municipal.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10468/PREFEITO+DIZ+QUE+REFORMA+DE+R+70+MI+E+MELHOR+QUE+DEMOLIR+VELODROMO.html

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Rio 2016: licitação para velódromo olímpico deve acontecer até outubro


Maria Silvia diz que edital abrirá possibilidade para construção ou reforma geral

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES - Maria Silvia Bastos Marques completará, no próximo dia 5, um ano à frente da Empresa Olímpica Municipal. E encara um desafio: o de comandar a instituição responsável pela construção do Parque Olímpico da Rio 2016, uma tarefa cercada de complexidade e também de polêmica, que não se resume às quadras, piscinas e ginásios. Em visita a Londres até o próximo domingo, para observar o início dos Jogos-2012, Maria Silvia falou ao GLOBO sobre os próximos passos do projeto carioca.

FÉRIAS ESCOLARES: “Eu entrei faltando exatamente 5 anos para o início dos Jogos Olímpicos; agora, faltam só quatro. O tempo voa. Os Jogos são algo muito complexo. O Rio vai sediar uma megafesta esportiva, mas continuará sendo cidade. As pessoas vão trabalhar. Imagina, vamos ter de mudar o calendário de férias escolares em 2016 (as Olimpíadas serão de 8 a 24 de agosto). Isso ainda está sendo discutido com as secretarias e o ministério da Educação.”

NOVAS LICITAÇÕES: “Até outubro, vamos ter a do IBC (Centro Internacional de Radiodifusão), do velódromo, do centro de tênis, da arena de handebol e do parque aquático. Com essas, esperamos que, pelo menos, metade dos investimentos venha da iniciativa privada. Queremos reduzir o volume de recursos públicos, maximizando os privados.”

CRISE DO VELÓDROMO: “Laudos oficiais mostram que a pista atual não permite a quebra de recordes. E ainda há duas pilastras atrapalhando a visão geral. A capacidade é bem menor do que a exigida (1.500 contra cinco mil lugares). O edital de licitação abre duas possibilidades: tanto para a reforma abrangente quanto para a construção de um novo velódromo. O governo federal estuda também remontar o velódromo atual em outra cidade.”

NÍVEL OLÍMPICO: “Não posso saber. Sou economista. Se disseram que o nível do velódromo era olímpico, seria melhor perguntar a quem disse que era, a quem construiu. Lidar com dinheiro público é muito sério. Como cidadã, digo sempre que é o meu dinheiro. O valor presente de um equipamento é 20% da construção e 80% de manutenção. Não adianta construir uma instalação gigantesca para, depois dos Jogos, virar um elefante branco.”

ARENAS TEMPORÁRIAS: “A de handebol terá 12 mil lugares nos Jogos. Depois, uma parte se transformará em quatro escolas e em áreas esportivas. São projetos públicos integrados. Por isso, quem contratar a obra fará também o projeto futuro de funcionamento, a partir de 2017, para evitar novas obras e refazer algo que não ficou bom. O centro de tênis terá metade fixa, metade temporária. Estamos procurando nos aprofundar para entender por que uma instalação é para cinco mil, outra para seis mil ou para 6.500 lugares.”

BASQUETE E POLO AQUÁTICO: “Os britânicos nos ofereceram (as arenas), mas não vamos levar a arena de basquete deles para o Rio. Eles estão vendendo a estrutura e o envelope. Não se comprometem em desmontar tudo e levar até o Rio. Querem pôr em cima de um caminhão no Parque, e nós que nos viremos. Não faz sentido. E o polo aquático será no Maria Lenk.”

NOVO AUTÓDROMO: “Há um acordo com a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) para um novo autódromo (em Deodoro). Já temos um cronograma de demolição. Tudo está acontecendo. Mas sempre vai existir alguma polêmica. Se não incomodar (alguém), não há mudança.”

INFRAESTRUTURA: “As Olimpíadas envolvem planejamentos de segurança, de saúde, de acomodação, para que os sistemas de transporte funcionem. Ninguém projeta uma Olimpíada para caber toda numa cidade. O Rio está construindo 150km de BRTs para atender não só às Olimpíadas, mas à cidade, porque o Rio precisa. Haverá a expansão do metrô. Estamos com planejamento em processo para que ciclovias sejam integradas aos hubs de transporte, criando mais uma opção de deslocamento.”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rio-2016-licitacao-para-velodromo-olimpico-deve-acontecer-ate-outubro-5591592#ixzz21jjiqJto 

sábado, 21 de julho de 2012

Prefeitura lança edital para um novo velódromo


RIO - A prefeitura divulgou, na sexta-feira, no site de licitações do município (e-compras Rio), o edital para a elaboração dos projetos básico e executivo da construção de um espaço para as competições de ciclismo. Embora o termo reforma não apareça ao longo do documento, a Empresa Olímpica Municipal (EOM) informou em nota que ainda não foi decidido se o atual velódromo será substituído ou se será apenas adaptado às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ainda segundo a EOM, o edital valerá para qualquer um dos dois casos, e a definição ocorrerá até setembro, quando haverá a escolha da empresa.
No último domingo, o prefeito Eduardo Paes anunciou que pretende manter o velódromo construído para o Pan, fazendo apenas adaptações. O espaço foi reprovado pelo COI por não atender aos requisitos técnicos para receber competições olímpicas. De acordo com o edital, o velódromo será permanente e coberto, com capacidade para receber até 5.000 espectadores.
Esse não é o único “ódromo” envolto em polêmica. Em mais um capítulo da novela relacionada ao autódromo, o Ministério do Esporte garantiu que o terreno onde será erguido o novo espaço para competições não é minado. “Não há histórico de contaminação naquela área, que durante décadas foi utilizada pelo Exército Brasileiro para instruções e treinamentos de suas tropas, sem que haja registro de acidentes com artefatos explosivos”, diz a nota.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Polêmica para construir um novo velódromo


Empresa Olímpica ainda não decidiu se vai adaptar unidade feita para o Pan ou fazer outra instalação para 2016

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O prefeito Eduardo Paes anunciou domingo que pretende manter o velódromo construído para os Jogos Pan-Americanos e adaptá-lo para as Olimpíadas. Faltou, no entanto, combinar com o restante da prefeitura. Na última sexta-feira, a Rio Urbe, incumbida das obras, publicou no Diário Oficial do Município três editais de licitação, um deles prevendo gastos de R$ 5,2 milhões com a contratação de empresa para desenvolver projetos de arquitetura e engenharia para a construção de velódromo destinado às Olimpíadas. Depois das declarações do prefeito, a Empresa Olímpica Municipal (EOM) informou na segunda-feira que a decisão final do que fazer — se realizar a reforma ou construir um novo velódromo — será tomada até o início de setembro, antes da licitação”. O prefeito foi procurado na segunda-feira pelo GLOBO, mas não comentou o assunto.

A licitação do velódromo está marcada para as 11h30m do dia 5 de setembro. Os editais foram desenvolvidos sob consultoria da empresa Aecom, escolhida em concurso de projetos organizado pela prefeitura e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A empresa é a mesma responsável por projetar o Parque Olímpico de Londres.

Também no início de setembro serão licitados a contratação dos projetos do Centro de Tênis (R$ 10,2 milhões) e do Centro de Esportes Aquáticos (R$ 8,4 milhões), que serão provisórios. Os projetos foram homologados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O reaproveitamento do velódromo do Pan, como previsto inicialmente no projeto de candidatura e abandonado posteriormente, dependeria ainda do aval do COI. Na época, o custo estimado para fazer as adaptações chegava a cerca de R$ 70 milhões.

Presidente de federação defende uma nova estrutura
Há duas semanas, a Empresa Olímpica Municipal e o Ministério do Esporte anunciaram a intenção de desmontar o velódromo do Pan. Os equipamentos seriam doados pela prefeitura à União, que cederia a estrutura para outro estado.

O presidente da Federação de Ciclismo do Rio, Cláudio Santos, defendeu a manutenção do velódromo do Pan. Mas acrescentou que, para não prejudicar a preparação dos atletas brasileiros para os Jogos Olímpicos de 2016, haverá necessidade de erguer uma segunda estrutura no futuro Parque Olímpico. Segundo o dirigente, as falhas estruturais e de execução do projeto foram tantas que ele teria que ser reconstruído, para ser aproveitado nas Olimpíadas do Rio.

— As provas de ciclismo podem render até 30 medalhas nas Olimpíadas. Para usar o velódromo do Pan será necessário interromper o treinamento. Para as competições olímpicas, vamos precisar de um novo velódromo, seja ele definitivo ou provisório. Eu defendo que seja definitivo para incentivar a prática do esporte. Alguém por acaso acha que a cidade tem muitos campos de futebol? — disse o presidente da federação.

O dirigente enumera as falhas identificadas pela federação, detectadas pelo uso nos últimos quatro anos. Segundo Cláudio Santos, o piso em pinho siberiano não foi assentado corretamente devido à correria para concluir as obras a tempo para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Com o uso nos treinos e as competições, a pista sofre afundamentos e tem que ser constantemente reparada. O sistema de climatização do ginásio também não atende aos padrões olímpicos e terá que ser refeito. Em 2007, logo após o Pan, a União Ciclística Internacional (UCI) esteve no Rio e não homologou a pista. Motivo: os pilares de sustentação da cobertura obstruem a visão completa da pistas.
— Além disso, o velódromo tem capacidade para 1.500 espectadores, quando o COI exige cinco mil — disse Cláudio.

Unidade tem problema estrutural
A Empresa Olímpica Municipal confirmou que o velódromo do Pan do jeito que está não poderá ser usado nas Olimpíadas. “Para se ajustar aos requerimentos técnicos da Federação Internacional de Ciclismo, o velódromo atual precisa passar por, no mínimo, profundas reformas estruturais. A federação internacional já afirmou que o velódromo construído para o Pan não atende aos requisitos técnicos para receber competições olímpicas”, informou em nota .

A EOM informou ainda que, caso o velódromo do Pan seja reformado, ele permanecerá no mesmo local. Mas, caso a opção seja construir um novo velódromo, é possível optar pelo mesmo lugar do atual ou em outra área do Parque Olímpico.

O diretor-geral do Comitê Organizador da Rio2016, Leonardo Gryner, disse ontem que não vê problemas em reaproveitar o velódromo dos Jogos Pan-Americanos nas Olimpíadas de 2016. E que a questão será discutida com a prefeitura. Em relação a custos, ele admitiu que ainda não dá para saber o que seria mais barato: se construir uma nova unidade ou reformar a existente.

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