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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Estádios vão gastar R$ 7 bilhões a mais do previsto


Por Eduardo Bresciani

BRASÍLIA - O planejamento financeiro dos estádios que receberão a Copa também foi profundamente alterado ao longo dos últimos três anos. Em São Paulo houve a troca da reforma do Morumbi pela construção da Arena Itaquera, mas nas outras sedes, mesmo com a manutenção dos projetos, o preço foi crescendo. Das 11 arenas propostas em 2010 e mantidas na programação houve alteração de preço registrada na matriz de responsabilidades em seis.

Segundo dados atualizados da matriz, a arena mais cara será a de Brasília. O Estádio Mané Garrincha ultrapassou a cifra de R$ 1 bilhão. O governo do Distrito Federal afirma que o desembolso final poderá ser menor com os benefícios fiscais do Recopa, regime que concede benefícios tributários para obras em arenas, e atribui o orçamento maior ao fato de ter feito a licitação separada de itens como cobertura, gramado e cadeiras. Estes elementos da obra não estavam na previsão de gastos da matriz original.

Pelo documento oficial, o custo dos estádios já supera R$ 7 bilhões, um acréscimo superior a 32% em relação aos R$ 5,3 bilhões previstos há três anos. Deste montante, 91% serão executados com recursos públicos ou financiamentos do BNDES.

O montante gasto ao final será bem maior. O Maracanã, que na matriz tem custo de R$ 808 milhões, já aparece com orçamento de R$ 882,9 milhões. A Arena da Amazônia tem como novo custo o valor de R$ 583,4 milhões, quase R$ 70 milhões a mais do que o previsto anteriormente. 


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,estadios-vao-gastar-r-7-bilhoes-a-mais-do-previsto,983614,0.htm

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Cerimônia de Abertura do Rio-2016 custará R$ 132 milhões; veja lista de gastos


Por Thiago Arantes

A Cerimônia de Abertura é um dos momentos mais aguardados – e mais caros – dos Jogos Olímpicos. No Rio-2016, a história não será diferente. Pelas características do Brasil, já se aguarda uma cerimônia cheia de luz, cores e movimento. A festa, que promete ser inesquecível, também será cara: custará R$ 132 milhões, segundo o primeiro orçamento do Comitê Organizador do Rio 2016.

Para efeito de comparação, a Cerimônia da Abertura em Londres custou R$ 90 milhões. Em Pequim, na cerimônia mais cara e suntuosa da história, foram gastos R$ 196 milhões. 

O orçamento detalhado dos Jogos de 2016 só será publicado em julho de 2013, mas o ESPN.com.br teve acesso à íntegra, e os números mostram muito mais do que o estouro de 68% do orçamento inicial e da participação do governo nas receitas da entidade, com subsídios de R$ 1,7 bilhão.

De acordo com o orçamento, o comitê organizador gastará R$ 9,4 bilhão – o custo não inclui construção de arenas, que são parte de outro orçamento, este sim majoritariamente a cargo do poder público. A maior fatia das despesas é destinada a gastos com pessoal e recursos humanos: R$ 1,8 bilhão, o equivalente a 19% do total. 

Logo em seguida, vêm os gastos com instalações temporárias, que foram orçados, de acordo com a primeira previsão orçamentária, em R$ 1,3 bilhão (14% do montante). Outro gasto bilionário do comitê organizador será com tecnologia, estimado em R$ 1,1 bi. As despesas com acomodações e operações da Vila Olímpica estão orçadas em R$ 656 milhões. 

A segurança, um os pontos de maior preocupação e investimento dos Jogos Olímpicos de Londres – inclusive com investimento pesado do governo local – custará, de acordo com este primeiro orçamento, R$ 514 milhões. O valor é bem inferior aos R$ 1,7 bilhão investido pelos londrinos nos Jogos de 2012.

Com cerimônias, o gasto previsto é de R$ 384 milhões – serão R$ 132 milhões apenas na Abertura. Para o encerramento, a previsão é de mais R$ 55 milhões; o orçamento estima, ainda, um gasto de R$ 89 milhões com telões e fan fests. A produtora dos eventos embolsará R$ 55 milhões, e as cerimônias de entrega de medalhas custarão R$ 8,5 milhões. 

O revezamento da tocha olímpica, uma tradição que antecede os Jogos, custará – sempre segundo o primeiro orçamento, a ser divulgado em julho de 2013 – R$ 45 milhões. Os gastos, contudo, podem aumentar. No documento, o comitê afirma que “o formato de forma geral ainda está em processo de definição”. 

Olimpíada sobre rodas – Para grande parte dos envolvidos, os Jogos de Londres-2012 ficaram conhecidos como “a Olímpiada do metrô”. Era comum ver jornalistas, atletas, treinadores e até dirigentes se locomovendo no “tube”, como os londrinos costumam chamar seu transporte mais eficiente.

No Rio, em 2016, a Olimpíada acontecerá sobre rodas. O comitê organizador estima um gasto de R$ 150 milhões com a compra, o aluguel e manutenção de carros. De acordo com o orçamento preliminar, os espectadores e profissionais credenciados terão livre acesso ao transporte público – serão investidos R$ 79 milhões no serviço de ônibus oficial. Com a mão de obra terceirizada de cerca de 4 mil pessoas, serão gastos R$ 39 milhões. 

‘Gulosos e folgados’ – Os dados do orçamento mostram, também, pormenores interessantes. Os gastos com serviço de alimentação, por exemplo, serão de R$ 269 milhões. A grande maioria deste orçamento será destinada aos atletas: R$ 148 milhões. A alimentação dos trabalhadores de staff custará R$ 90 milhões, e a de convidados, R$ 14 milhões. As refeições da mídia custarão ao comitê organizador R$ 4,7 milhões. 

Outro gasto curioso previsto no orçamento a que o ESPN.com.br teve acesso é o de móveis e utensílios dos apartamentos da Vila Olímpica e Paralímpica, que – de acordo com a proposta orçamentária que será apresentada em julho de 2013 – custarão R$ 71 milhões. Os serviços de limpeza de lavanderia da Vila dos atletas está orçado em R$ 4,6 milhões. 

VEJA ABAIXO TABELAS DO ORÇAMENTO DA RIO-2016, COM PARTE DOS GASTOS DO COMITÊ










Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299840_cerimonia-de-abertura-do-rio-2016-custara-r-132-milhoes-veja-lista-de-gastos

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Orçamento privado do Rio-2016 aumenta 68% em três anos, e governo pagará a conta


Por Thiago Arantes

O orçamento do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio já estourou, e o governo pagará parte da conta. Quando a cidade foi escolhida para receber a Olimpíada, em 2009, a estimativa de gastos do comitê era de 5,6 bilhões. Três anos depois, o valor já aumentou para, no mínimo, R$ 9,4 bilhões, um acréscimo de 68% - a inflação acumulada no período foi de 25% segundo o IGPM. 

Neste valor entram os gastos de organização dos Jogos - como a cerimônia de abertura, custos com comunicação, tecnologia, segurança entre outros - e não a construção de arenas, que ficará a cargo do governo em parcerias com a iniciativa privada. A estimativa inicial dos gastos com arenas é de R$ 23 bilhões.

O Rio-2016 alega que o orçamento inicial, da época da candidatura, era preliminar e já seria revisto para uma primeira versão de orçamento, com a inclusão de dados e despesas de forma mais detalhada. No entanto, a assessoria da entidade disse que o orçamento ainda está em fase de confecção e só será divulgado em 2013. 

Na quinta-feira, o ESPN.com.br publicará mais detalhes do orçamento dos Jogos do Rio-2016, citando as verbas destinadas às principais áreas, como Tecnologia, Legado, Transportes, Alimentação e Cerimônias de Abertura, Encerramento e Revezamento da Tocha - NÃO PERCA.

Procurados pelo ESPN.com.br, Carlos Arthur Nuzman - presidente do COB e do Rio-2016 - e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não quiseram comentar sobre o orçamento, alegando que ele ainda não é oficial.

Entretanto, o ESPN.com.br já teve acesso ao primeiro orçamento oficial, que só será divulgado em julho de 2013. Os dados mostram que o órgão – que se apresenta como uma entidade privada e sem fins lucrativos – foi deficitário em 2010 e 2011 e passará a contar com subsídio do governo já no próximo ano. 

A participação governamental no pagamento das contas do comitê já estava prevista desde antes de o Rio ser cidade olímpica. Ainda na fase de candidatura, as três esferas do governo se comprometeram com o COI, disponibilizando-se para sanar um eventual déficit da organização. No dossiê, o limite para participação governamental era de R$ 1,4 bilhão. Entretanto, a entrada de dinheiro público no orçamento não era o primeiro plano do comitê; a ideia era só recorrer aos governos em caso de necessidade. 

No site do Rio-2016, a relação entre o órgão e o governo é retratada da seguinte forma: “O objetivo do Comitê Organizador é que esse orçamento seja completamente financiado por receitas privadas, mas os três níveis de governo – federal, estadual e municipal – garantiram ao COI cobrir qualquer necessidade de recursos do Comitê Organizador.”

No orçamento ao qual o ESPN.com.br teve acesso, a previsão de injeção de dinheiro governamental é de R$ 1,7 bilhão até 2016 (equivalente ao valor corrigido de 1,4 bilhão, de acordo com a inflação desde 2009). Está em fase de aprovação na Casa Civil o decreto que regulamentará a alocação destes recursos, vindo dos três governos.

Os valores que serão alocados pelo governo neste decreto são para o Comitê Organizador, e não para obras de infraestrutura. Neste ponto, o investimento governamental será ainda maior. O ministério do Esporte prevê a injeção de R$ 500 milhões apenas em infraestrutura apenas em 2013.

Em contato com o ESPN.com.br, a assessoria de imprensa do ministério disse que não haverá qualquer aporte de verba saíndo do órgão para o Comitê Organizador do Rio-2016.

O decreto deve ser assinado pela presidenta Dilma no começo do próximo ano; ele definirá em que áreas do comitê organizador o governo colocará dinheiro. Esta será a primeira injeção de dinheiro público no comitê. Durante os últimos anos, a entidade usou a prerrogativa de não contar com o auxílio do governo para contratar produtos e serviços em concorrências sem licitações. 

A partir de 2013, o dinheiro dos três governos começará a entrar de forma gradativa: no primeiro ano, serão R$ 109 milhões; no segundo, R$ 237 milhões; no terceiro, R$ 619 milhões; em 2016, o subsídio chegará a R$ 701 milhões. Até mesmo em 2017, já depois dos Jogos, os governos colocarão R$ 88 milhões no comitê. 

Os valores podem ser remodelados de acordo com as necessidades do comitê e corrigidos de acordo com a inflação. Segundo apurou o ESPN.com.br, há a possibilidade de um aumento no déficit forçar uma alocação ainda maior de recursos governamentais. 

Caso coloque apenas R$ 1,7 bilhão no Comitê Organizador, o governo será responsável por financiar 18% dos R$ 9,4 bilhões do orçamento da entidade. A participação governamental, se considerados apenas os 3,8 bilhões que já estouraram a previsão inicial, será de 44%. A União, a prefeitura e o governo do Rio pagarão quase metade do estouro orçamentário.

Mais dinheiro que o COI – De acordo com o orçamento visto pelo ESPN.com.br, o subsídio dos três governos ao comitê organizador será maior do que a contribuição do Comitê Olímpico Internacional (COI). A entidade máxima dos esportes olímpicos deve alocar R$ 1,1 bilhão em recursos. 

O faturamento com vendas de ingressos, que costuma ser um dos maiores financiadores dos Jogos, também será ligeiramente menor do que o subsídio governamental. Com as entradas, o Rio-2016 deve receber R$ 1.723.906.000,00 – cerca de R$ 34 milhões menor do que o dinheiro proveniente dos governos.

A maior fonte de receita do comitê organizador é proveniente de patrocinadores: as empresas nacionais que se associaram aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos darão, até 2016, um total de 3,2 bilhões; os parceiros internacionais serão responsáveis por R$ 679 milhões. Os valores podem sofrer correções, pendentes de novos contratos e da inflação no período. 

VEJA ABAIXO A TABELA COM O ORÇAMENTO REVISADO DO COMITÊ ORGANIZADOR


Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/299720_orcamento-privado-do-rio-2016-aumenta-68-em-tres-anos-e-governo-pagara-a-conta

Site "Copa Transparente" facilita acompanhamento de gastos


Página passa a oferecer dados e documentos das obras e ações públicas ligadas à competição

Os poderes Legislativo e Executivo anunciaram nesta terça-feira (18) a unificação dos instrumentos para a população acompanhar e fiscalizar as obras de preparação para a Copa e os Jogos Olímpicos. A partir de agora, a página na internet www.copatransparente.gov.br passa a oferecer dados e documentos das obras e ações públicas ligadas à Copa de 2014 e aos Jogos do Rio de 2016.

A parceria foi firmada pelas comissões de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e do Senado, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). 

O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, ressaltou as vantagens das informações unificadas tanto para os órgãos de controle quanto para a população. Segundo Hage, a mudança resultará não só em benefício para o gestor, mas sobretudo em benefício para a população.

"Até agora, as cidades e os estados-sedes tinham que mandar as informações para dois lugares diferentes. Agora, a unificação da entrada dos dados significará muito mais facilidade, agilidade, atualização mais rápida e evitará contradições, inclusive por disparidade do momento em que um portal já tenha uma informação que o outro ainda não atualizou”, explicou. 

O Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, deputado Edmar Arruda (PSC-PR), explica como o cidadão poderá acompanhar os investimentos públicos nas duas grandes competições que o Brasil sediará. "Ele pode verificar aquilo que está acontecendo, acompanhar, dar sugestões, fazer críticas e até denúncias”, detalhou. 

Edmar Arruda acrescentou que acha muito importante dar oportunidade para o cidadão aprender como fiscalizar e exigir que os recursos federais venham em benefício dele. “Isso é muito importante em um país que estamos buscando fazer, cada dia mais, com que os recursos públicos aplicados sejam, de fato, retornados para o cidadão em forma de benefício. Infelizmente, ainda não é da cultura do brasileiro exigir os seus direitos”, argumentou. 

Para o novo presidente do TCU, Augusto Nardes, o portal atende à exigência da sociedade por transparência. Segundo ele, a experiência poderá ser estendida futuramente para obras e serviços relativos à educação, saúde, previdência e ao meio ambiente, a fim de melhorar a governança do país. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11213/SITE+COPA+TRANSPARENTE+FACILITA+ACOMPANHAMENTO+DE+GASTOS.html

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O efeito Nuzman: em 2 décadas, gastos de 40 bi de reais


Desde 1995, o cartola fez o governo torrar mais de 8 bilhões. Reeleição nesta sexta dá a ele mais quatro anos no cargo - e mais uma avalanche de dinheiro

Carlos Arthur Nuzman, o dirigente esportivo mais poderoso do país, é presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) desde 1995. De acordo com muitos de seus opositores, os dezessete anos de mandato que Nuzman cumpriu até agora foram marcados pela concentração total de poder nas mãos do cartola - o carioca é o primeiro presidente de comitê olímpico nacional a acumular também o comando do comitê organizador de uma Olimpíada. Para outros adversários, a principal marca de sua gestão é outra: o implacável combate aos opositores, o que o faz permanecer intocável na chefia do COB (nesta semana, o único presidente de confederação que não vota em Nuzman o acusou de esmagar uma tentativa de formação de chapa alternativa). O que mais chama atenção na era Nuzman, porém, é o volume de dinheiro - quase todo proveniente dos cofres públicos - movimentado em função de sua atuação no comando do esporte brasileiro. Desde 1995, foram cerca de 8,2 bilhões de reais consumidos por todos os projetos lançados pelo comitê. Com os quatro anos adicionais de mandato que ganhou na eleição desta sexta, Nuzman somará mais de duas décadas no poder - e quase 40 bilhões de reais em gastos variados ligados ao COB, tanto no esporte como na organização de megaeventos.

Os 8,2 bilhões investidos até agora correspondem aos gastos com os preparativos dos atletas brasileiros nos últimos cinco ciclos olímpicos e ao valor total estimado dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. O Pan, aliás, prometia consumir menos de 400 milhões de reais, com alguma participação da iniciativa privada. As contas mais recentes colocam o valor total do evento na casa dos 4 bilhões, com presença nula de investidores privados. Outros 4,2 bilhões representam a soma dos gastos com as delegações olímpicas de Atlanta-1996 até Londres-2012. Desde que Nuzman chegou ao poder, o governo foi transformado no maior patrocinador do esporte no Brasil. A criação de leis de incentivo fiscal e programas de suporte aos atletas de alto rendimento abriu caminho para que o setor fosse inundado por verbas públicas. Em Atlanta-1996 e em Sydney-2000, as confederações receberam cerca de 67 milhões e 75 milhões de reais, respectivamente (em valores atualizados). A partir de Atenas-2004, o esporte nacional passou a contar com os recursos da Lei Piva, que reserva aos atletas olímpicos uma parte das arrecadações de loterias federais. Naquele ano, foram gastos 312 milhões na preparação olímpica. Em Pequim-2008, o valor disparou para 1,7 bilhão de reais, e nos Jogos deste ano, em Londres, o investimento na área bateu em 2,1 bilhões de reais.

Apesar da multiplicação dos valores aplicados no esporte olímpico, o desempenho brasileiro nos Jogos não deu o salto esperado. Desde as quinze medalhas de Atlanta, foram duas campanhas piores (doze em Sydney e dez em Atenas), uma igual (em Pequim) e apenas uma superior (em Londres, o Brasil fez sua melhor campanha, com dezessete medalhas conquistadas, mas ainda ficou muito distante das grandes potências olímpicas). No mesmo período, a Grã-Bretanha, por exemplo, saltou do mesmo patamar que o Brasil para o terceiro lugar no quadro de medalhas. A constatação inescapável é de que os investimentos não foram bem direcionados. Em Atlanta, cada medalha custou o equivalente a 4,4 milhões de reais ao país. Em Londres, cada pódio custou mais de 123 milhões de reais. Para o próximo ciclo olímpico, o governo federal já anunciou que o investimento nos atletas chegará a inéditos 2,5 bilhões de reais. Desta vez, porém, o Ministério do Esporte tenta criar mecanismos para vincular a liberação dos recursos a contrapartidas exigidas aos cartolas. Uma delas, anunciada pela primeira vez pelo ministro Aldo Rebelo em entrevista publicada em VEJA, é a alternância de poder nas confederações. O governo espera que os dirigentes tenham mandatos mais curtos e não possam se reeleger várias vezes. Sobre a permanência de Nuzman no poder, porém, o ministro diz não ter o que fazer.

A gastança do esporte

Os destinos dos investimentos bilionários feitos pelo governo a pedido do COB de Nuzman

Repasses aconfederações*Organização doPan-2007Obras para aRio-2016Operação daRio-201617%10.1%14.2%58.7%
*Soma dos valores atualizados de Atlanta-1996 até Londres-2012 mais os 2,5 bilhões de reais prometidos até a Rio-2016


Encrenca - Aos 2,5 bilhões de reais previstos para as confederações nos próximos quatro anos de mandato de Nuzman somam-se os custos que o país terá de cobrir para fazer a Olimpíada no Rio. O Comitê Organizador dos Jogos (que, aliás, está à procura de profissionais para trabalhar no orçamento do evento) calcula em 5,6 bilhões de reais os gastos com o planejamento e a operação da Olimpíada. Esse foi o valor acertado com o Comitê Olímpico Internacional (COI) - que recebeu a garantia de que as três esferas de governo cobrirão as despesas caso o comitê local não consiga receitas privadas, como Nuzman promete fazer. A maior parte da encrenca, porém, já está depositada sobre as contas públicas. Ao trazer a bandeira olímpica à cidade-sede depois do encerramento de Londres-2012, o prefeito Eduardo Paes disse que o orçamento dos Jogos só sairá no segundo semestre do ano que vem. O comitê da Rio-2016, contudo, estima em 23,2 bilhões de reais as obras de instalações e infraestrutura de 2016 (Londres-2012 custou cerca de 35 bilhões, já incluídos os custos de operação). Com mais 90 milhões de reais investidos na candidatura a sede dos Jogos, a soma total dos gastos da era Nuzman atinge uma projeção próxima dos 40 bilhões, uma média de 1,9 bilhão de reais consumidos a cada ano de mandato do cartola mais gastador de que já se teve notícia no país.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/o-efeito-nuzman-em-2-decadas-gastos-de-40-bi-de-reais

terça-feira, 27 de novembro de 2012

TCU investiga general à frente de megaeventos do Rio


Megid recorre de acusação que questionou gastos para equipar vilas

Por LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO — A presidente Dilma Rousseff nomeou na segunda-feira, como coordenador das Forças Armadas para os grandes eventos que serão realizados nos próximos anos no Brasil, um oficial que responde a processo no Tribunal de Contas da União (TCU) por indícios de superfaturamento de R$ 2,6 milhões em contratos para os Jogos Mundiais Militares de 2011. O general Jamil Megid Júnior vai assessorar o Estado-Maior das Forças Armadas nas ações dos militares para proteger a Jornada Mundial da Juventude, a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016).
Em julho deste ano, O GLOBO revelou a investigação do TCU. O caso envolve o aluguel de mobiliário para as três vilas militares construídas para os Jogos Mundiais Militares. O superfaturamento teria ocorrido quando o Comitê Rio 2011 decidiu, no fim de 2010, alugar o mobiliário — camas, bebedouros, cestos de lixo, travesseiros, entre outros itens — em vez de comprá-los. Quatro oficiais foram citados pelo TCU como responsáveis solidários, inclusive o general Jamil, na época Coordenador do Comitê de Planejamento.
O oficial foi procurado, mas não retornou as ligações. O processo no TCU ainda se encontra em fase de recurso. No processo que constatou os gastos, o general Jamil culpou a “burocracia”. Disse que a demora da União para criar o Comitê Rio 2011 fez com que a entidade tivesse menos de dois anos (23 meses) para planejar e organizar o evento. A escolha do Brasil como país-sede dos Jogos Militares, porém, havia ocorrido em maio de 2007, mais de quatro anos antes. Jamil disse também que, como houve carência de pessoal — dos 1.500 cargos previstos, apenas 300 foram preenchidos —, o Comitê Organizador Rio 2011 buscou fornecedores com “alto grau de confiabilidade para desempenhar as tarefas”.
O Ministério da Defesa informou na segunda-feira que a escolha do general Jamil para assessorar o Estado-Maior das Forças Armadas se deu por critérios técnicos. Segundo a assessoria de comunicação social do órgão, o oficial acumulou experiência em postos-chave das Forças Armadas na segurança tanto dos Jogos Militares como também durante a Conferência Mundial de Meio Ambiente (Rio + 20).
A nomeação de Jamil acontece em meio a indefinição de qual órgão comandará a segurança dos próximos megaeventos: se o ministério da Defesa, como ocorreu na Rio+20, ou o Ministério da Justiça. Durante os Jogos Olímpicos de Londres, a presidente Dilma deu a entender que daria preferência aos militares. Mas nada foi oficializado. A indefinição do comando das ações foi, inclusive, um dos temas abordados, no último sábado, no encerramento de um seminário organizado no Rio de Janeiro pela Autoridade Pública Olímpica (APO) para a troca de experiências entre servidores públicos britânicos que trabalharam nos Jogos de Londres e colegas brasileiros. Na avaliação dos participantes, a escolha já deveria ter sido oficializada. Segundo os organizadores, com um comando único, será possível desenvolver melhor o planejamento para as Olimpíadas.

TCU investiga outros casos
Os gastos dos Jogos Mundiais Militares vêm sendo alvo de uma série de auditorias do TCU devido a suspeitas de irregularidades no uso de recursos. No acórdão mais recente, divulgado no mês passado, o Tribunal de Contas exigiu que dois servidores esclareçam porque supostamente pagaram duas vezes pelo mesmo serviço: o fornecimento de estacas para construir as fundações da Vila Olímpica de Deodoro, onde parte das delegações ficou hospedada. Os servidores citados no acórdão do ministro José Jorge foram o chefe da seção de Orçamentos e Custos, Luiz Alfredo Vetorini; e Eduardo Ruffo Monteiro Nunes, chefe da Comissão Regional de Obras da 1ª Região Militar do Exército.
No relatório, o TCU observou que, em um processo anterior, o órgão já havia identificado um sobrepreço de mais de R$ 2,1 milhões no contrato. Com isso, o tribunal recomendara a revisão do contrato, o que não aconteceu. Segundo o relatório, problema semelhante também foi identificado no contrato da Vila Olímpica da Marinha, que foi revisto, garantindo uma economia de R$ 3,7 milhões.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tcu-investiga-general-frente-de-megaeventos-do-rio-6840340#ixzz2DPYlBGTO 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Jogos Escolares Sul-Americanos têm verba de R$ 6,2 milhões


Por José Cruz

O Ministério do Esporte aprovou, em cima da hora, R$ 6,2 milhões para os 28º Jogos Sul-Americanos Esolares, de 29 de novembro a 6 de dezembro, em João Pessoa. Só em hospedagem serão gastos R$ 3,1 milhões, 50% do valor liberado.

A aprovação da grana foi de Afonso Barbosa, vice-almirante aposentado que ocupa o cargo de Secretário de Esporte, Educação e Lazer, do Ministério do Esporte.

A administração dos recursos é da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDE), a mesma que já abandonou atletas em evento internacional, como publiquei, conforme denúncia dos próprios atletas e seus pais

Entre 2011 e 2012 a CBDE recebeu R$ 10,6 milhões do Ministério do Esporte, para vários eventos.

Desencontros

Apesar do custo, R$ 6,2 milhões, os Jogos não têm qualquer expressão para o desenvolvimento do desporto escolar. E revelam desencontros do governo com outros segmentos afins.

Pior:

A realização dos Jogos Sul-Americanos, coordenados pela CBDE, conflita com as Olimpíadas Escolares, organizados pelo COB, de 25 de novembro a 8 de dezembro, em Cuiabá, para atletas de 15 a 17 anos.

E as Olimpíadas Escolares, com 13 modalidades em disputa   – “onde o futuro do esporte brasileiro se encontra”, diz o COB – , classificam para o Festival Olímpico da Austrália.

Entenderam?

São duas competições escolares, uma nacional e outra sul-americana, no mesmo período.

Isso demonstra a “eficiência” do diálogo e convergência do calendário  entre o Ministério do Esporte, a CBDE e o COB …

O Ministério da Educação está completamente tonto e perdido neste assunto. Aliás, nem se interessa…

É por isso, também, que o desporto escolar é apenas peça promocional no Brasil. regada com muita grana pública.

Mais

Por quê os Jogos Sul-Americanos não são realizados em Brasília?

Afinal, em 2013 a cidade receberá os Jogos Escolares Mundiais?

Não seria uma boa oportunidade para testar as instalações e a equipe que trabalhará no evento maior?

Bueno, de repente faltam instalações … Ou nem equipe está sendo preparada…

Fonte: http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2012/11/jogos-escolares-sul-americanos-tem-verba-de-r-62-milhoes/

sábado, 10 de novembro de 2012

Gastos da Copa das Confederações 2013 triplicam em relação a 2005


No Brasil, as seis arenas custarão R$ 3,97 bilhões; Alemanha gastou R$ 1,32 bilhão

A Copa das Confederações 2013 será mais cara que as edições da Alemanha, em 2005, e da África do Sul, em 2009. No Brasil, as seis arenas escolhidas pela Fifa custarão R$ 3,97 bilhões.  

O gasto é três vezes maior que o custo alemão, que chegou a R$ 1,32 bilhão na reforma de cinco estádios. Quatro anos depois, a preparação de quatro arenas sul-africanas utilizou apenas R$ 240,5 milhões na adequação de quatro locais.

Um dos fatores que explica tal fato é o tamanho das arenas. Em 2005, todos os estádios alemães contabilizavam menos de 50 mil lugares. Na África do Sul, apenas o Ellis Park, com capacidade para 61 mil espectadores, ultrapassava essa marca. Já no Brasil, exceção feita à Arena Pernambuco, todos os estádios da Copa das Confederações têm mais de 50 mil cadeiras --no Maracanã e no Mané Garrincha são mais de 70 mil.

O país também mostra falha nos prazos de conclusão das obras. Na Alemanha, a 12 meses da Copa das Confederações, dois estádios já haviam sido entregues. O terceiro foi concluído faltando seis meses para a abertura. Dois deles ficaram pronto às vésperas do torneio-teste.

Até dezembro deste ano, apenas o Mineirão e o Castelão devem ser entregues. Maracanã, Mané Garricha e Fonte Nova têm conclusão prevista para fevereiro. A Arena Pernambuco, segundo o governo local, estará pronta apenas em abril. O cenário é parecido com o sul-africano. Por lá, todas as arenas foram abertas nos últimos quatro meses de preparação. 

Confira os números da preparação alemã, sul-africana e brasileira:


2005 – Alemanha - custo total: R$ 1,32 bilhão

Cinco sedes:

Waldstadion – Frankfurt (4 jogos)
Construído em 1925. Reforma: de  julho de 2002 a maio de 2005
Custo: R$ 488,8 milhões
Capacidade: 48,1 mil

RheinEnergieStadion – Colônia  (3 jogos)
Construído em 1923. Reforma: de dezembro de 2001 a junho de 2004
Custo: R$ 286 milhões
Capacidade: 46,1 mil

AWD Arena – Hannover (3 jogos)
Construído em 1954. Reforma: de março de 2003 a dezembro de 2004
Custo: R$ 163,8 milhões
Capacidade: 44,6 mil

Zentralstadion – Leipzig (3 jogos)
Construído em 1956. Reforma: de dezembro de 2000 a março de 2004
Custo: R$ 235,5 milhões
Capacidade: 44,2 mil

Frankenstadion – Nuremberg (3 jogos)
Construído em 1928. Reforma: de julho de 2002 a abril de 2005
Custo: R$ 145,6 milhões
Capacidade: 41,9 mil


2009 – África do Sul - custo total: R$ 240,5 milhões

Quatro sedes:

Ellis Park – Johanesburgo (5 jogos)
Construído em 1982. Reforma concluída após março de 2009  
Custo: R$ 55 milhões
Capacidade: 61 mil pessoas

Loftus Verfeld – Pretória (3 jogos)
Construído em 1906. Reforma concluída em 7 de fevereiro de 2009
Custo: R$ 40,8 milhões
Capacidade: 50 mil pessoas

Free State – Bloemfontein  (4 jogos)
Construido em 1952. Reforma concluída após março de 2009  
Custo: R$ 55 milhões. 
Capacidade: 48 mil pessoas

Royal Bafokeng – Rustemburgo (4 jogos)
Construído em 1999. Reforma concluída após março de 2009  
Custo: R$ 89,7 milhões
Capacidade: 42 mil pessoas


2013 – Brasil- custo total: R$ 3,97 bilhões

Seis sedes:

Maracanã – Rio de Janeiro (3 jogos)
Construído em 1950. Reforma deve ser concluída em 28 de fevereiro de 2013
Custo:  R$ 859,9 milhões
Capacidade: 76 mil pessoas

Mineirão - Belo Horizonte (3 jogos)
Construído em 1965. Reforma deve ser concluída em 21 de dezembro de 2012
Custo:  R$ 695 milhões
Capacidade: 62 mil pessoas

Castelão - Fortaleza  (3 jogos)
Construido em 1973. Reforma deve ser concluída em 18 de dezembro de 2012
Custo: R$ 518,6 milhões  
Capacidade: 67 mil pessoas

Nacional Mané Garrincha – Brasília (1 jogo)
Construído em 1974. Reforma deve ser concluída em fevereiro de 2013
Custo: R$ 812,2 milhões
Capacidade: 71 mil pessoas

Fonte Nova – Salvador (3 jogos)
Construído em 1951. Reforma deve ser concluída em fevereiro de 2013
Custo:  R$ 591,7 milhões
Capacidade: 65 mil pessoas

Arena Pernambuco – Recife (3 jogos)
Construção deve ser concluída em abril de 2013
Custo:  R$ 500,2 milhões
Capacidade: 46 mil pessoas

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11027/GASTOS+DA+COPA+DAS+CONFEDERACOES+2013+TRIPLICAM+EM+RELACAO+A+2005.html

domingo, 7 de outubro de 2012

Lições olímpicas: em Pequim, estádios e gastos monumentais


Jogos deram exposição, mas instalações deixaram dívidas e se tornaram elefantes brancos

Por Jorge Luiz Rodrigues

RIO - Quatro anos depois dos Jogos Olímpicos-2008, embora seja possível notar melhorias expressivas no transporte público e na infraestrutura da capital chinesa, as instalações espetaculares construídas para o megaevento estão subutilizadas ou abandonadas, consumindo verbas públicas.
A liderança no quadro de medalhas, com 51 ouros, destronando EUA e Rússia, foi o grand finale para a nação anfitriã, que trabalhou durante sete anos para realizar o megaevento sem problemas de infraestrutura. Dias antes do início das competições, o presidente da China, Hu Jintao, discursou, pedindo ao mundo que não misturasse questões políticas com as competições. Num país que censurou sites contrários ao regime, isolou do mundo o Tibete desde os protestos de março de 2008 e pôs Xinjiang sob vigilância após ataque terrorista que matou 16 policiais antes dos Jogos, não houve como dissociar política e esporte durante as Olimpíadas.
O Partido Comunista quis impressionar o mundo com a pujança de uma nação emergente e mostrar aos chineses que o planeta os respeitava. Durante os 16 dias (8 a 24 de julho), o show distraiu a atenção da população de problemas como corrupção, arbitrariedades, falta de preservação ambiental e desigualdade de renda.
Pela primeira vez, a China teve de abrir suas fronteiras a qualquer cidadão que possuísse uma credencial olímpica. No entanto, o controle do governo sobre o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 foi total, com o ex-prefeito (nomeado pelo PC) Liu Qi no comando. Havia apenas dois funcionários estrangeiros: um húngaro e um senegalês. Às vezes, o Comitê Olímpico Internacional (COI) se via obrigado a intervir. O Serviço de Notícias Olímpicas se transformou em rara exceção. Foi terceirizado para a empresa holandesa Infostrada. Afinal, os chineses não são o que se pode chamar de especialistas em liberdade de informação.
De 2001 a 2008, as mudanças na cidade foram marcantes. Cerca de 80% das lâmpadas das ruas em volta dos locais de competição passaram a ter energia gerada por meio de captação solar. O mesmo aconteceu com 90% da água para a banho na Vila Olímpica.
A construção de cinco arcos rodoviários (o Rio ainda nem ganhou o seu) e de mais quatro linhas de metrô (aumentando o total para oito), os trens de suspensão magnética e o sistema de controle de tráfego beneficiaram o transporte. Faixas exclusivas para o deslocamento da família olímpica, além de férias escolares e de repartições públicas ajudaram o trânsito.
Novos bairros surgiram ao redor dos anéis viários. Como os das vilas Olímpica e de Mídia, erguidas em prédios com apartamentos de até quatro quartos, bem maiores do que o apertado padrão chinês. O slogan olímpico de 2008, “Um mundo, um sonho”, tomou conta da capital, que ganhou um aeroporto internacional novinho em folha, hoje, o segundo do mundo em volume de passageiros, superado pelo de Atlanta (EUA), a sede olímpica de 1996.
De 2002 a 2008, fábricas foram fechadas para melhorar a qualidade do ar. Mesmo assim, Pequim teve vários dias cinzentos durante o abafado verão olímpico. Hoje, o problema persiste.
Com os US$ 34 bilhões (R$ 68,79 bilhões) de investimento, Pequim ganhou 19 novos estádios, remodelou 13, adaptou 59 locais de treinos e construiu quatro pontos fundamentais: a Vila Olímpica, a Vila de Imprensa, o Centro Principal de Imprensa (MPC) e o Centro Internacional de Rádio e TV. Ergueu novos estádios para o futebol, em Tianjin e em Qinhuangdao, e a marina para o iatismo, em Qingdao, a 600 quilômetros do Sul da capital.
O centro nervoso dos Jogos foi o Olympic Green (Verde Olímpico), com 1.135 hectares, a 22 quilômetros do Centro. Abrigou 13 dos 32 locais de competições, além da Vila, de um hotel seis estrelas, do MPC e do IBC. A atração principal foi o estádio Ninho do Pássaro, com 80 mil lugares, sede do atletismo, das finais do futebol e das cerimônias de abertura e encerramento. Ao lado, fica o ginásio, com 18 mil lugares, para ginástica, handebol e vôlei. Também com 18 mil lugares, o Cubo D’Água nasceu para ser futuro centro nacional de natação e abrigar ainda saltos ornamentais, nado sincronizado e polo aquático.
Hoje, a realidade é desanimadora. Tanto o Ninho quanto o Cubo se tornaram elefantes brancos. Em 2009, o Ninho recebeu a Corrida dos Campeões, que reuniu o heptacampeão de Fórmula 1 Michael Schumacher e o inglês Jenson Button, entre outros. Em 2010, foi palco da decisão da Supercopa da Itália, entre Milan e Internazionale. Abrigou o primeiro rodeio da China e o parque temático “Maravilhas do inverno”. Em junho passado, a administração estimou que seriam necessárias três décadas para recuperar os 3 bilhões de iuans (US$ 480 milhões) gastos na construção.
O Cubo teve prejuízo de 11 milhões de iuans (R$ 3,17 milhões) em 2011, mesmo com contínuo subsídio do estado. A instalação foi transformada em parque aquático de diversões.
Erros e acertos de Pequim e de sedes anteriores serviram para Londres planejar suas Olimpíadas.
— Barcelona (1992) e Munique (1972) conseguiram integrar instalações à vida da cidade, enquanto Pequim (2008) e Atenas (2004) tiveram problemas — disse ao GLOBO, em maio passado, Richard Burdett, diretor do LSE Cities, um centro de pesquisas da Escola de Ciências Políticas e Econômicas de Londres.

Quatro prefeitos, da eleição à realização
A partir de 13 de julho de 2001, quando Pequim precisou de apenas duas rodadas de votação para ser eleita sede das Olimpíadas-2008 com mais da metade (56) dos 105 votos dos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), a capital chinesa teve quatro prefeitos, que trabalharam desde a vitória da candidatura até a realização do megaevento.
Liu Qi, que assumira em 1999, foi o primeiro deles. Responsável pela campanha vitoriosa, governou até janeiro de 2003. Saiu da prefeitura para assumir os postos de secretário do Comitê Municipal de Pequim do Partido Comunista Chinês e de presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos-2008. Tornou-se mais influente nos Jogos do que seus sucessores. Foi ele que discursou nas cerimônias de abertura e encerramento.
Em janeiro de 2003, o PC apontou Meng Xuenong para suceder Liu. No entanto, Meng resistiu apenas três meses na prefeitura. O partido o defenestrou, juntamente com o então ministro da Saúde, Zhang Wenkang. Foram responsabilizados por falhas no combate à epidemia de gripe aviária.
Wang Qishan o substituiu em caráter emergencial em abril, sendo confirmado prefeito em janeiro de 2004. Acabou promovido no PC em 2007, chegando a vice-premier no ano seguinte. Guo Jinlong assumiu a prefeitura em 2007 e foi confirmado no cargo em janeiro de 2008. Comandou a cidade nos Jogos. Só saiu em julho passado, após renunciar.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/licoes-olimpicas-em-pequim-estadios-gastos-monumentais-6292909#ixzz28cbZc7eE

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MPF solicita detalhamento de gastos em segurança pública para Copa


Órgão quer tornar transparente a forma como serão feitas as contratações públicas

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) expediu ofícios aos órgãos responsáveis pela segurança pública solicitando informações sobre os gastos para a Copa do Mundo de 2014. Os documentos pedem detalhamento das licitações, contratos administrativos, convênios e termos de cooperação técnica para preparação do evento no âmbito dos governos estadual e federal.

O MPF quer tornar transparente a forma como serão feitas as contratações públicas necessárias para a segurança durante o torneio. Para isso, foi pedida uma previsão de utilização de recursos públicos a oito órgãos federais, incluindo as Forças Armadas e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Polícia Civil de São Paulo.

Os ofícios são de autoria do procurador José Roberto Pimenta Oliveira, membro do Grupo de Trabalho da Copa do Mundo. "O MPF atua na defesa do patrimônio público e social e analisará a legalidade das medidas administrativas tomadas em âmbito federal em matéria de segurança pública, tendo em vista a relevância dos recursos envolvidos e desta atividade”, disse Oliveira.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10835/MPF+SOLICITA+DETALHAMENTO+DE+GASTOS+EM+SEGURANCA+PUBLICA+PARA+COPA.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Plano de segurança da Copa prevê gastos de R$ 1,17 bi


Serão implantados 14 centros de comando e controle: dois nacionais e 12 nas cidades-sede

O plano de segurança da Copa do Mundo de 2014 será dividido em 15 áreas temáticas que vão custar R$ 1,170 bilhão ao governo federal, dos quais três quartos para a compra de equipamentos e o restante para o custeio do sistema. A criação da comissão que vai redigir o plano ficou decidida hoje (15), na segunda reunião entre secretários de Segurança Pública dos estados-sede do evento e a Secretaria Extraordinária para Segurança de Grandes Eventos, do Ministério da Justiça.

As novas tecnologias e equipamentos de segurança que serão usados na Copa de 2014 e na Copa das Confederações em 2013 também foram discutidos na reunião. Entre os equipamentos que vão integrar os centros de comando e controle (regionais e móveis), haverá dispositivos de imageamento aéreo (realização de fotografias terrestre a partir de um avião, visando à realização de fotomapas, entre outras aplicações) e plataformas de observação.  

Serão implantados 14 centros de comando e controle, dois nacionais - com sedes em Brasília e no Rio de Janeiro - e 12 nas nove capitais que receberão jogos. Esses centros estarão conectados entre si para dar suporte tecnológico e de telecomunicações à integração das forças policiais para a Copa.

Os centros de comando e controle serão um dos legados na área de segurança que a Copa do Mundo deixará para o país, permitindo uma integração do policiamento entre os estados após o evento. O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Valdinho Jacinto Caetano, disse que a reunião teve a finalidade de detalhar a atuação dos órgãos envolvidos no plano de segurança da Copa, “para que haja uma total sinergia entre todos eles”.

Para que isso aconteça, segundo o secretário, ficou decidido que os equipamentos de segurança serão comprados pela secretaria extraordinária e repassados aos estados. Ele justifica que, dessa forma, o custo é menor do que se as compras fossem feitas isoladamente pelos governos estaduais das cidades-sede. Além disso, apenas uma equipe cuida das aquisições e os estados enviam técnicos para acompanhar esse trabalho.

“O que queremos é deixar para a população, depois da Copa, um legado na forma de atuar do setor de segurança pública. O que fica é justamente a integração entre os estados”, disse Caetano. Ele citou os assaltos a bancos que vêm ocorrendo no interior do país como um exemplo de integração que vai assegurar maior eficiência na atuação da polícia.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, destacou que os estados fizeram “o dever de casa” e já estão prontos para receber os equipamentos que serão fornecidos pelo governo federal. Ele considerou que o encontro serviu para detalhar a gestão do plano de segurança da Copa, “o que facilitará a ação de todos”.

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, disse que serão adquiridas pelo governo de Brasília 2 mil câmeras de monitoramento e equipamentos de rádio para o policiamento da cidade durante a Copa do Mundo, com um custo previsto de R$ 220 milhões. Além, disso, deverão ser contratados por concurso público 1.000 policiais militares e 700 policiais civis.

Os locais onde funcionarão os centros de comando nacional e local já estão escolhidos e o GDF aguarda os equipamentos que serão comprados pelo governo federal para que sejam montados.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10534/PLANO+DE+SEGURANCA+DA+COPA+PREVE+GASTOS+DE+R+117+BI.html

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Novos Cielos de Limeira aposta em crowdfunding para ajudar mais crianças


Entre as recompensas para os participantes está o maiô usado pelo campeão olímpico no Mundial de Dubai/2010 para ganhar duas medalhas de ouro

São Paulo – O Novos Cielos, projeto do Instituto Cesar Cielo, criado pelo campeão olímpico, bicampeão mundial e recordista mundial dos 50 m livre, para o desenvolvimento da natação brasileira, está mergulhando fundo no modelo crowdfunding (financiamento coletivo) para ajudar 40 participantes do programa, em Limeira (SP). Para atingir as metas, o Instituto Cesar Cielo conta com a parceria do ComeçAki, site pioneiro em financiamento coletivo via redes sociais e comunidades online. O projeto Novos Cielos – Limeira pode ser acessado pelo endereço comecaki.com.br/novoscielos. Cielo está em Londres para um camping de treinamento no Crystal Palace e disputa o Troffeo Sette Colli, em Roma, de 14 a 16.

O Instituto Cesar Cielo foi criado em 2010 para atuar no desenvolvimento da natação nacional apoiando projetos de base e de alto rendimento, como o Novos Cielos, de formação, e o Projeto Rumo ao Ouro (PRO 16), para nadadores de elite.

O projeto Novos Cielos – Núcleo Limeira, no interior de São Paulo, conta com a parceria da ANEL (Associação de Nadadores e Esportistas de Limeira), que tem o objetivo de oferecer às crianças carentes da cidade a oportunidade de aprender, participar e competir na natação. Atualmente, são 180 as crianças que nadam na Piscina Municipal Alberto Savoi, cedida pela Prefeitura de Limeira para as aulas do Novos Cielos. O objetivo do crowdfunding é obter recursos para atender 40 das 180 crianças beneficiadas.

“As crianças que já têm aulas diárias poderão participar de competições e festivais. A ideia do projeto é ajudar no crescimento e popularização da natação, ainda mais num ano olímpico. Espero voltar de Londres com o bi olímpico nos 50 m livre e contribuir mais ainda para a natação ser popular”, afirma Cielo. A Olimpíada será de 27 de julho a 12 de agosto. Cielo reforça que o programa oferecerá inscrições grátis em torneios regionais, transporte, alimentação, hospedagem e uniforme para as crianças. “Com a parceria com o ComeçAki temos tudo para arrecadar uma boa verba e ampliar o Novos Cielos”, acrescenta.

Maiô e outras recompensas para quem aderir

Além de ajudar mais crianças a integrar um programa de educação pelo esporte, os participantes do crowdfunding no ComeçAki terão recompensas. O projeto Novos Cielos – Limeira pode ser acessado pelo endereço comecaki.com.br/novoscielos.

Quem fizer doações de R$ 15,00, receberá um agradecimento de Cesar Cielo nas redes sociais, via email e também na página oficial do projeto.

Com R$ 30,00, o doador recebe foto autografada das crianças. Com R$ 65,00, além da foto autografada o participante recebe touca do Instituto Cesar Cielo.

As doações de R$ 90,00 incluem todas as recompensas anteriores e mais um kit de 7 fotos das crianças do Novos Cielos – Limeira.

Contribuições de R$ 140,00 incluem camiseta do Instituto Cesar Cielo e, de R$ 300,00, camiseta e touca assinadas por Cesar Cielo.

Aos que abraçarem a causa com R$ 1.500,00, a recompensa traz, ainda, uma camiseta da seleção brasileira de natação assinada por Cesar Cielo e nadadores do PRO16.

O primeiro que contribuir com R$ 10.000,00 leva o prêmio especial – o maiô usado por Cielo no Mundial de Dubai/2010, em que o velocista ganhou duas medalhas de ouro em provas individuais, os 50 m e os 100 m livre, e duas de bronze com os revezamentos 4×100 m livre e 4×100 m medley do Brasil.

Fonte: http://patrociniobrasil.blogspot.com.br/2012/07/novos-cielos-de-limeira-aposta-em.html?spref=tw

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Plano de segurança para a Copa custará R$ 1,7 bilhão


Preparação considerou a presença dos hooligans durante o torneio, além de ações terroristas

O plano de segurança para a Copa do Mundo já está definido. O investimento total será de R$ 1,7 bilhão e a preparação considerou a presença dos hooligans durante o torneio, além de ações terroristas.

Segundo o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Valdinho Jacinto Caetano, o plano é desenvolvido diretamente com os estados. Um dos componentes que está no plano operacional é a presença das bebidas alcoólicas nos estádios da Copa. 

"Não beber antes dos jogos é quase impossível. Não me preocupo com a bebida dentro dos estádios, pois ela está presente nas festas", disse Caetano à "Globo.com".

Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a Lei Geral da Copa não vetou a comercialização das bebidas. A decisão ficará a cargo dos nove estados onde ocorrerão os 64 jogos da competição.

Após preparar o plano de segurança, o governo brasileiro fez seminários com inlgeses, americanos e alemães. De acordo com o secretário, caso seja necessário, as Forças Armadas e Nacional serão usadas. Não há, porém, possibilidade de tê-los no entorno dos estádios.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10362/PLANO+DE+SEGURANCA+PARA+A+COPA+CUSTARA+R+17+BILHAO.html