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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Voluntários em campo


Por Aldo Rebelo

Desde a Guerra do Paraguai (1864-1870), quando 38 mil brasileiros apresentaram-se para o combate, o Brasil não tinha um programa de voluntariado como o que está em curso para a Copa das Confederações, a se realizar em junho deste ano. Tão logo anunciada, em menos de oito horas a iniciativa recebeu mais candidatos (10.320) do que as vagas disponíveis (7 mil). As inscrições podem ser feitas até 16 de fevereiro no portal www.brasilvoluntario.gov.br.

Tal como este torneio da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a primeira etapa do Programa Brasil Voluntário com vistas à Copa das Confederações será um ensaio para a Copa do Mundo de 2014, um evento muito maior que reunirá 50 mil colaboradores capacitados pelo governo federal, e mais 950 mil da sociedade, ou seja, um milhão de voluntários no total.

Uma diferença essencial nessa comparação é que os soldados do Paraguai ganhavam prêmios, em dinheiro, terras e, no caso de escravos, alforria, enquanto os das Copas de hoje receberão apenas uniforme, alimentação, passe para transporte e seguro de responsabilidade civil e acidentes pessoais. Vão atuar em pontos turísticos, aeroportos, centros comerciais, eventos paralelos às Copas, auxiliando torcedores, turistas, jornalistas não credenciados e a população em geral.

Adesão tão maciça ao programa indica não só o poder mobilizador do futebol, mas também uma resposta imediata à oportunidade para o exercício da vocação reprimida de servir despojadamente a uma boa causa. Os jovens, sobretudo, encontram nesses programas uma possibilidade de abrir os horizontes e sentir-se úteis à sociedade.

Um dos muitos bons efeitos da Copa do Mundo será a dinamização do espírito do voluntariado entre nós. Prática disseminada em outros países, que recorrem à colaboração não remunerada para apoio em grandes eventos, não tinha no Brasil, até agora, uma dimensão proporcional à magnitude de empreitadas que atestem a hospitalidade do povo brasileiro.

Aldo Rebelo é ministro do Esporte

Artigo publicado pelo Jornal do Commercio, de Pernambuco, em 02/02/2013

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9980

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Debate discute investimento em estados que não participarão da Copa


Audiência terá a participação do ministro Aldo Rebelo e do presidente da CBF, José Maria Marin

A Comissão de Turismo e Desporto promove debate nesta terça-feira (11), às 14h30, sobre a situação dos estados que não participarão diretamente da Copa do Mundo de 2014.

O deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) afirma que solicitou o debate para que esses estados “não sejam esquecidos pelo governo federal”. Ele lembrou que os estados e as cidades envolvidas com a Copa estão recebendo uma série de incentivos do governo, que vão desde construção e reforma nos estádios até melhorias na área de mobilidade urbana.

A audiência terá a participação dos ministros Aldo Rebelo (Esporte), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Gastão Dias Vieira (Turismo), além do presidente da CBF e do COL, José Maria Marin. O encontro reunirá também representantes dos estados do Sergipe, Roraima, Paraíba, Espírito Santo, Amapá, Maranhão, Alagoas, Acre, Pará, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Onze estados brasileiros, além do Distrito Federal, participarão da Copa 2014: Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Recife, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11163/DEBATE+DISCUTE+INVESTIMENTO+EM+ESTADOS+QUE+NAO+PARTICIPARAO+DA+COPA.html

Arenas da Copa das Confederações estarão prontas em março, diz Rebelo


Segundo o ministro do Esporte, demais obras serão entregues até dezembro de 2013

Em visita ao Uruguai, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, afirmou nesta segunda-feira (10) que seis dos 12 estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014 estarão prontos em março do ano que vem.

O número se refere aos seis estádios que serão utilizados na Copa das Confederações, que será realizada em julho do próximo ano. Os demais estádios, segundo o titular da pasta, serão entregues, no máximo, até dezembro de 2013.

"Saberemos organizar uma grande Copa", afirmou Rebelo, que garantiu que as obras estão em dia. O ministro ainda ressaltou que a estrutura esportiva brasileira está sendo "amplamente renovado, com enormes benefícios sociais para 200 milhões de pessoas".

Aldo Rebelo também lembrou que com a construção e reforma de estádios, ampliação de aeroportos, modernização de telecomunicações e outras obras de infraestrutura "estão sendo gerados 3,6 milhões de postos de trabalho".

Sobre a estrutura aeroviária, o ministro disse que a capacidade dos aeroportos brasileiros "quase duplicará" passando de 140 milhões de passageiros ao ano para 260 milhões, em 2014.

Sobre os voluntários que serão utilizados durante o Mundial, Rebelo explicou que o número "ainda não está definido". Segundo o titular da pasta de Esportes, todos os países da América do Sul serão convidados "para que enviem seus voluntários".

Nesta terça-feira, o Rebelo se encontrará com a ministra uruguaia do Turismo e Esporte, Liliam Kechichian, para oficializar o convite ao envio de voluntários junto ao país vizinho.

Por fim, Aldo Rebelo foi perguntado sobre a escolha de Luiz Felipe Scolari para novo técnico da seleção brasileiro. O ministro elogiou o campeão mundial em 2002, pela sua "grande experiência e personalidade".

Além disso, não faltou conselho para o treinador, sobre como a equipe que será formada para a Copa de 2014 deve se portar. Rebelo afirmou que o Brasil "tem um estilo próprio de excelente técnica e grande improvisação, e quando quis mudar isso não foi bem". 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11165/ARENAS+DA+COPA+DAS+CONFEDERACOES+ESTARAO+PRONTAS+EM+MARCO+DIZ+REBELO.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aldo vê Copa e Olímpiadas como oportunidade de aperfeiçoar as instituições esportivas


Ministro do Esporte afirma que competições vão gerar 3,6 milhões de empregos

Por MARCELO ALVES

RIO – O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta segunda-feira que a realização de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil são uma oportunidade de o país aperfeiçoar as instituições esportivas. Durante a abertura do seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro”, Aldo disse ainda que os Jogos serão importantes para o Brasil “melhorar no que somos bons e superar as deficiências”.
- Temos o desafio de aperfeiçoarmos as nossas instituições no esporte, melhorarmos a gestão, a profissionalização do esporte no Brasil. Criarmos regras estáveis nos clubes e nas entidades de representação do esporte. Em muitas instituições não há limite no número de mandatos que cada dirigente pode ocupar, há insegurança institucional de governança jurídica que afastam patrocinadores, investidores. Algumas instituições vivem ainda sob intervenção, outras têm eleições contestadas na Justiça, outras ainda usam o método de alterar os próprios estatutos para favorecer dirigentes que querem continuar no poder nos clubes ou entidades – disse Aldo.
Durante o painel, “A grande oportunidade de transformação do cenário esportivo nacional”, Aldo disse ainda a Copa e as Olimpíadas vão abrir um horizonte para mudar o panorama da prática esportiva no país.
- Hoje o Brasil é uma potencia no esporte. Ganhou cinco vezes a Copa do Mundo, aqui temos a evidência maior do vôlei, onde o Brasil tem alcançado posições importantes nas competições internacionais como as Olimpíadas dando a esse esporte um ssentido de permanência e continuidade com uma administração que tem se mostrado eficiente e gerando novos talentos. No atletismo precisamos recuperar a fase que o nosso Agberto (Guimarães, presente no seminário), brilhava nas pistas. No boxe conseguimos uma presença com medalhas em Londres, no judô alcançamos um nível compatível com o melhor judô do mundo, mas ainda estamos distantes daquilo que almejamos e temos condições nos esportes olímpicos. E em 2016 esse é também um dos desafios.
Aldo disse ainda que a Copa e as Olimpíadas vão gerar 3,6 milhões de empregos.
- Para cada dólar investido pelo poder público, US$ 3,4 serão investidos pelo setor privado. No que consiste o plano de nacionalização, vão gerar para todo o país a infraestrutura para a prática do esporte. Tanto no futebol quanto nas demais modalidades.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/aldo-ve-copa-olimpiadas-como-oportunidade-de-aperfeicoar-as-instituicoes-esportivas-6907819#ixzz2E0yp0voF 

Brasil deve melhorar gestão de aeroportos para Copa, diz Aldo Rebelo


Ministro acredita que os terminais irão atender "o dobro" da demanda de passageiros após as obras

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou ontem (2) que o "principal desafio" na área de transportes do país em relação à Copa do Mundo de 2014 é a melhoria da gestão dos aeroportos.

Rebelo disse em entrevista coletiva a jornalistas estrangeiros que o governo está "ciente" da necessidade de melhorar as operações nos aeroportos, o que inclui agilizar as filas na alfândega, no embarque e no desembarque de passageiros e na entrega de bagagens.

O ministro afirmou que "a eficiência dos serviços melhorará" com a concessão de vários aeroportos a empresas privadas, o que já aconteceu em São Paulo e Brasília, e se estenderá a outras sedes da Copa, como o Rio de Janeiro.

Por outro lado, Rebelo mostrou confiança que os aeroportos conseguirão atender "o dobro" da demanda de passageiros esperada quando terminarem as obras que estão sendo executadas.

"Evidentemente, a infraestrutura que temos não é equiparável à de Alemanha e Itália, mas o que vamos melhorar será suficiente para a Copa", declarou.

Na mesma linha, Rebelo garantiu que o Brasil terá sucesso na organização do Mundial, já que o país está acostumado a realizar grandes eventos, como o carnaval. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11127/BRASIL+DEVE+MELHORAR+GESTAO+DE+AEROPORTOS+PARA+COPA+DIZ+ALDO+REBELO.html

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ministro promete incentivo fiscais a clubes que profissionalizarem a gestão


O governo brasileiro promete criar um pacote com medidas de incentivo fiscal para beneficiar os clubes ou entidades esportivas que profissionalizarem a gestão. Segundo o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o anúncio será feito em breve pela pela presidente Dilma Rousseff.
O pacote, baseado em um estudo do próprio governo, está na Casa Civil e será parte da regulamentação da Lei Pelé.
Rebelo, em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo", explicou que o incentivo tributário gera benefícios de mão dupla, uma vez que o governo poderá tirar proveito do "PIB (Produto Interno Bruto) do esporte"
- Essa profissionalização terá como principal consequência a valorização da marca dos clubes, que não são mais aquelas entidades semiamadoras dos anos 60. Hoje, eles têm de lidar com patrocinadores, vendas de direitos de transmissão de TV, transações milionárias envolvendo jogadores. Sem uma gestão profissional, você desvaloriza esse ativo dos clubes, a marca diante dos patrocinadores. Uma parte dessas medidas já está contida na regulamentação da Lei Pelé - anunciou o ministro.
No Brasil, segue em voga o modelo associativo, em que muitos clubes acabam geridos como "agremiações de bairro".

ABAIXO, VEJA EXEMPLOS DE PROFISSIONALIZAÇÃO

CHILE: Os três maiores do país (Universidad de Chile, Colo Colo e Universidad Católica) têm ações na Bolsa de Valores e recebem investimentos de quem busca o lucro, independente da paixão clubística. Em 2005, uma lei obrigou os clubes a se transformarem em empresas para salvá-los da enorme divida.

ESPANHA - Real Madrid e Barcelona seguem o modelo associativo, ou seja, os clubes são conduzidos por uma diretoria eleita por sócios. No entanto, ambos profissionalizaram a gestão esportiva, especialmente nos setores de marketing e finanças, ao contrário do Brasil, que conta com o mesmo tipo de gestão.

INGLATERRA - Os maiores clubes do país seguem o modelo privado: Um dono, um grupo, ou uma família mantém o capital fechado. Os gigantes ganham autonomia para investirem, podendo obter facilidade nas linhas de crédito. A única preocupação é a saúde financeira.

ALEMANHA - Um conselho de administração formado por representantes das empresas do clube decide a contratação da diretoria e dos executivos que cuidarão das finanças do clube. O conselho tem autonomia para destituir os funcionários do cargo em caso de gestão fraudulenta ou temerária.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/ministro-promete-incentivo-fiscais-a-clubes-que-profissionalizarem-a-gestao,dbeb8695b143b310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ministro do Esporte e governador do Acre discutem proposta de Centro Olímpico


O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, recebeu em audiência na tarde da última quarta-feira (14.11), o governador do Acre, Tião Viana (PT-AC), e o senador Anibal Diniz (PT-AC). O objetivo da reunião foi discutir a proposta de construção de um Centro Olímpico para o treinamento dos atletas do estado. 

“Nas Olimpíadas e nas competições internacionais, os atletas do Acre alcançam ótimos resultados, mas o estado ainda não tem uma estrutura física avançada de esporte”, disse o governador. “O ministro do Esporte está inteiramente comprometido com a nova etapa do esporte brasileiro e com o momento que antecede a Copa do Mundo e as Olimpíadas e mostrou-se sensível a reivindicação do Acre”, completou Tião Viana, ressaltando que um Centro Olímpico também seria responsável por distribuir as oportunidades esportivas para as próximas gerações. 

Segundo o senador Anibal Diniz, o encontro com o ministro foi mais um passo para a execução do projeto e importante para somar esforços em sua execução. “O projeto inicial era de um centro de treinamento de futebol e agora essa proposta foi aprofundada e se tornou um centro de treinamento para todas as modalidades. Essa obra será muito boa para o governo brasileiro, para o Ministério do Esporte e principalmente para o governo e povo do Acre, que vai ter uma possibilidade muito importante de formação esportiva para o seu estado”, disse.

Segundo o senador, a previsão é que o Centro Olímpico entre em fase de construção ainda neste ano.

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9609

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Rebelo garante Copa sem elefantes brancos


Ministro do Esporte acredita que saldo das copas das Confederações e do Mundo já é positivo

Por Eduardo Marini

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, acredita que o saldo de ter trazido as copas das Confederações e do Mundo para o Brasil já é positivo por conta dos empregos gerados, obras, expectativa e “alegria do povo”. Questionado sobre o risco de termos “elefantes brancos”, ou seja, estádios com pouca utilidade no País a partir de 2014, encaixa a resposta com uma fina ironia: “Não existem elefantes brancos em nossa fauna. Nem existirão”.

Copa das Confederações

Embora seja um torneio muito menor que a Copa do Mundo, com oito seleções em vez de 32, é o evento teste do Mundial. É importante no processo de planejamento e organização da maior competição do esporte. Vamos testar a ­infraestrutura, a logística e os estádios de seis cidades-sede: Salvador, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. O número de sedes da Copa das Confederações será confirmado daqui a alguns dias, na primeira semana de novembro. O estágio satisfatório das obras em todas as seis sedes nos permite continuar a trabalhar com essa previsão. Há a previsão, por exemplo, no setor de comunicações, de oferecer a tecnologia 4G nessas seis capitais até abril de 2013, antes do início da Copa das Confederações. Este serviço será estendido a todas as outras sedes durante a Copa do Mundo.

Suporte às cidades-sede

Dividimos o planejamento da Copa das Confederações e da Copa do Mundo em três ciclos. Eles incorporam ações em segurança, investimentos em portos, aeroportos, mobilidade urbana, telecomunicações, turismo, energia e estádios. Não se trata apenas de preparação, mas, principalmente, de trazer melhorias e atender às necessidades da população. São investimentos que têm se espalhado pelo ­País graças a projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Investimento público

O governo federal não vai gastar ou investir nada para organizar a Copa das Confederações nem a Copa do Mundo. São eventos privados, feitos com recursos privados. O que será realizado pelo governo são obras de infraestrutura que, por sinal, estavam previstas antes da decisão de abrigar o Mundial. Essas obras serão tocadas para atender aos interesses dos brasileiros. O volume de investimentos públicos é estimado em R$ 30 bilhões, incluindo-se aí os valores que serão emprestados pelo BNDES para a construção dos estádios. Como se tratam de empréstimos, esses valores serão devidamente pagos e devolvidos ao governo mais tarde.

Contrapartidas

O Comitê Gestor da Copa (CGCopa) e o Grupo Executivo da Copa (Gecopa), coordenados pelo Ministério do Esporte, acompanham de perto todas as obras da Matriz de Responsabilidades e as ações preparatórias para as competições. Esse acompanhamento aprimora a integração dos esforços dos diferentes níveis de governo (federal, estadual e municipal). As autoridades das cidades-sede têm consciência e responsabilidade para assegurar o legado à sociedade. Na área de transporte, por exemplo, são necessárias alternativas como metrô e veículos leves sobre trilhos (VLTs). Cabe lembrar que parte das obras estava prevista antes da Copa. Em 2004, visitei Salvador para tratar do metrô, que naquele período estava atrasado em mais de dez anos. O de Fortaleza também estava planejado antes. São projetos que não eram especificamente para a Copa das Confederações ou a do Mundo, mas que serão feitos a tempo dos eventos e beneficiarão os moradores dessas cidades.

Ganhos de imagem

Essas duas competições chegaram ao Brasil porque avançamos muito nos últimos anos. Há uma grande expectativa do mundo em vivenciar essas duas disputas na terra do futebol, que tantos craques e alegrias já deu aos brasileiros e aos fãs desse esporte pelo mundo. Por isso, além de proporcionar um grande espetáculo esportivo, teremos a oportunidade de mostrar ao mundo o Brasil que temos hoje. E passar mensagens fundamentais de tolerância. Quanto aos investimentos, não diria que valerá a pena. Afirmo que já vale a pena, neste preciso momento, pelos empregos gerados, as obras, a expectativa e a alegria do povo brasileiro em receber a Copa. Do ponto de vista de marketing, a Copa, da mesma forma que os Jogos Olímpicos de 2016, também já é um sucesso para as empresas que investem no evento e no esporte.

Estádios

O cronograma de obras está em dia não só nas seis cidades da Copa das Confederações, mas em todas as 12 da Copa do Mundo. Isso é um fato. Essas novas arenas não foram concebidas apenas como estádios. Em 1970, no México, foram construídos só estádios. O Morumbi e o Maracanã que se conhece são belos estádios, mas apenas isso. Ficaram superados. Agora estamos construindo arenas multiuso. Wembley, em Londres, recebe apenas dez jogos por ano. Mas há casamentos, festas, eventos corporativos, exposições, restaurantes, museus, espetáculos, enfim, uma série de acontecimentos que justificam o investimento e o uso social do equipamento. As novas arenas brasileiras estão sendo construídas com essa ideia. Os administradores do Amsterdã Arena visitaram Salvador porque desejam trabalhar com o espaço. Em Brasília, onde não há espaço para fazer um evento para mais de oito mil pessoas em local fechado, acontece o mesmo. O estádio de Pernambuco é concebido em um acordo com a Odebrecht que se chama Cidade da Copa. Em uma área de 200 hectares, terá universidade, conjunto residencial para 2,6 mil famílias, shopping center e centro de convenções. Costumo dizer que elefantes brancos não existem em nossa fauna. Nem existirão.


Read more: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/2012/11/06/Rebelo-garante-Copa-sem-elefantes-brancos#ixzz2BXCZjLDY

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ministério da Justiça promove Conferência Internacional de Segurança para Grandes Eventos


Brasília receberá, a partir desta quarta-feira (07.11), a I Conferência Internacional de Segurança para Grandes Eventos, com a participação de cerca de 300 profissionais e gestores de segurança pública de 27 países e de diversos estados brasileiros. A abertura do evento contará com a presença dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Esporte, Aldo Rebelo.

O objetivo da conferência é apresentar o andamento da preparação de segurança do Brasil e promover o compartilhamento de informações e de experiências, tanto nacionais quanto de países que já sediaram (ou estão em preparação para receber) eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

A programação inclui palestras com especialistas estrangeiros, que abordarão temas como “A experiência britânica nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2012″; “Grandes Eventos Esportivos: um desafio nacional de segurança”; “A experiência canadense nas Olimpíadas de Inverno 2010″; “A preparação da Rússia para a Copa do Mundo 2018″; “A experiência espanhola na Jornada Mundial da Juventude de 2011″; e “O país-sede como potencial alvo de ações criminosas”.

A conferência é realizada pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), criada em 2011 no âmbito do Ministério da Justiça para gerenciar as ações de segurança dos megaeventos que o Brasil vai sediar até 2016.

Serviço:
I Conferência Internacional de Segurança para Grandes Eventos
Data: abertura na quarta-feira (7.11), às 19h; na quinta e sexta-feiras (8 e 9.11), das 9h às 18h
Local: Auditório da Procuradoria Geral da República, em Brasília

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9568

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Confira artigo do ministro Aldo Rebelo sobre paradesporto publicado no Correio Braziliense


Todo o apoio ao paradesporto

Aldo Rebelo
Ministro do Esporte

O Brasil tem elevado índice de portadores de alguma deficiência, física ou mental: são 24% da população ou 46 milhões de pessoas. Até pouco tempo, elas dependiam principalmente da sua capacidade de resistência e do apoio do governo, sobretudo por intermédio da Previdência Social. Agora está em ação o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência - o Viver sem Limite, lançado pela presidente Dilma Rousseff para favorecer a inclusão na sociedade e na cadeia produtiva desse enorme contingente que equivale a toda a população da Argentina. Serão investidos R$ 7,6 bilhões em educação, saúde e acessibilidade até 2014.

Para o Ministério do Esporte, é mais uma oportunidade de incentivar a ampliação das atividades no chamado paradesporto. Desde que o neurologista alemão Ludwig Guttmann, refugiado do nazismo, criou o Centro Nacional de Lesionados Medulares no Hospital de Stoke Mandeville, na Inglaterra, e promoveu atividades esportivas como terapia de soldados feridos na Segunda Guerra Mundial, o paradesporto encanta e comove o mundo.

Os Jogos Paraolímpicos estrearam na sequência das Olimpíadas de Roma, e se constituíram a partir daquele ano de 1960 em marca triunfal da capacidade realizadora do ser humano mesmo na mais difícil das adversidades, seja no comprometimento da mobilidade, seja na privação de sentidos. O Brasil seguiu a tendência mundial de criação de federações por modalidade, afinal agrupadas em 1995 no Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB).

O princípio da proteção social vem fundamentando algumas ações do Ministério do Esporte, e de vários segmentos da sociedade, que têm como objetivo proporcionar às pessoas com deficiência acesso ao esporte. O conceito de inclusão vem sendo ampliado e, atualmente, não se restringe apenas ao âmbito educacional ou social. A questão inclusiva se faz presente em áreas como a educação física, a prática do esporte de alto rendimento e do lazer, entre outras.

Fiel ao programa de universalizar as atividades físicas em magnitude que permita o aparecimento maciço de atletas competitivos, nacional e internacionalmente, o ministério investe fortemente no esportista paraolímpico. Para os jogos de Londres, nos quais a delegação brasileira conquistou 43 medalhas, o CPB recebeu R$ 131,5 milhões, dos quais R$ 22 milhões foram repassados diretamente pelo ministério.

Todas as medalhas paraolímpicas brasileiras conquistadas em Londres tiveram a participação de beneficiados pelo programa Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte. Na delegação nacional, de 182 atletas, 156 (85%) eram bolsistas. As conquistas alcançadas até agora são fruto de um ciclo de trabalho bem planejado, que exigiu treinamento e investimentos do governo federal. Todos esses fatores, juntamente com a vontade de vencer, foram primordiais para o sucesso dos atletas.

Para as Olimpíadas do Rio, em 2016, criamos o plano Brasil Medalhas, com o objetivo de colocar o Brasil entre os 10 primeiros nos jogos convencionais e entre os cinco primeiros nos Paraolímpicos. Quinze modalidades do paradesporto foram selecionadas: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de cinco, futebol de sete, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, tênis de mesa e voleibol sentado.

Serão criados ou reformados centros de treinamento de alto nível, e atletas mais bem classificados terão apoio para a preparação, viagens, compra de equipamentos e ajuda financeira, por intermédio dos programas Bolsa-Pódio, que inclui a Bolsa-Atleta, e agora a Bolsa-Técnico.

O governo brasileiro considera que o incentivo ao esporte de alto rendimento em competições gera, além de medalhas, um efeito salutar no conjunto da população. Um desses resultados mais fecundos das Paraolimpíadas é o estímulo que proporciona aos portadores de deficiência que ainda não praticam atividade física - e aos que, podendo praticá-la sem restrições, continuam sedentários. O esporte, como fonte de lazer e vida saudável, é para todos.

Artigo publicado pelo Correio Braziliense na edição de 20.10.2012

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9518

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Rebelo pede alternância no poder e se abstém de ‘votar’ em pleito do COB


Ministro do Esporte defende rodízio no comando das confederações esportivas no Brasil e diz que furto de informações deve ser investigado 

Por Márcio Iannacca

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não fugiu dos questionamentos sobre a permanência contínua de Carlos Arthur Nuzman na presidência do Comitê Olímpico Brasileiro. Nesta quarta-feira, em evento no Copacabana Palace, o político voltou a defender a alternância de comando nas confederações esportivas do país e preferiu se abster ao ser questionado se votaria no atual mandatário do COB na eleição do dia 5 de outubro, no Rio de Janeiro.
Rebelo usou um exemplo do general francês Napoleão Bonaparte para não apontar um nome para a presidência do COB.
- Não sou delegado e não voto nessa eleição. Não tenho representatividade nessa eleição. Como Laplace (Pierre, físico francês) respondendo Napoleão sobre a teoria da mecânica celeste, eu não considerei essa hipótese – afirmou o ministro.
Porém, Rebelo voltou a defender mudanças de tempos em tempos dos presidentes das confederações brasileiras. Na opinião do ministro, o esporte ganharia ainda mais credibilidade no Brasil.
- Apenas defendo, como posição de princípio, que as entidades ligadas ao esporte fariam um bem ao mesmo se estabelecessem limites de tempo e de mandatos para os seus dirigentes. Eu defendo essa posição e espero construir com todas as entidades essa ideia, porque acho que seria um bem para o país. Aumentaria a credibilidade, aumentaria o prestígio e valorizaria diante dos promotores, dos patrocinadores, o próprio esporte – analisou.
O ministro comentou ainda a demissão de funcionários do Comitê Organizador dos Jogos de 2016. Os profissionais teriam furtado documentos com informações confidenciais do Comitê Organizador das Olimpíadas de Londres. Na opinião de Rebelo, o caso precisa ser investigado e os culpados punidos.
- Espero e confio que o Comitê Olímpico Brasileiro e o Rio-2016, através de seu presidente, prestem todos os esclarecimentos para que o país saiba o que aconteceu e que seja evitado que um episódio se transforme em um seriado ou um seriado possa se transformar em uma novela. Tudo será esclarecido para que a sociedade saiba o que aconteceu em Londres envolvendo o Comitê Organizador Local e o Comitê do Brasil. As providência foram adotadas em comum acordo entre os comitês, mas acho que é necessário que os pontos obscuros sejam esclarecidos em função da importância para o país da organização dos Jogos de 2016.
Conforme prevê o estatuto do COB, os presidentes das 30 Confederações Brasileiras Dirigentes de Esportes Olímpicos e os três membros natos do COB (João Havelange e os candidatos Carlos Arthur Nuzman e André Gustavo Richer) têm direito a voto.
Nuzman está à frente do Comitê Olímpico Brasileiro desde 1995. Para as eleições, apenas a chapa do atual presidente se inscreveu no prazo estipulado pelo COB. O período do mandato é de 2013 a 2016.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/09/rebelo-pede-alternancia-no-poder-e-se-abstem-de-votar-em-pleito-do-cob.html

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Confira entrevista do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, à revista Veja


Entrevista com Aldo Rebelo

O ministro do Esporte critica o excesso de jogos do escrete brasileiro, não teme problemas na Copa e promete atrelar patrocínios oficiais a melhor desempenho de atletas e cartolas

Otávio Cabral

Aldo Rebelo é um político acostumado a missões delicadas. Entrou no ministério de Lula para conter a crise causada pelo primeiro escândalo envolvendo José Dirceu, o caso Waldomiro Diniz. Presidiu a Câmara dos Deputados depois da renúncia de Severino Cavalcanti. Comunista histórico, foi escalado para relatar o Código Florestal, quando deu um exemplo de bom-senso que desagradou aos companheiros de esquerda. Há dez meses, assumiu o Ministério do Esporte, que coordenará a organização da Copa do Mundo e da Olimpíada. Apesar do potencial de problemas dos eventos, Aldo avalia que o atual planejamento evitará grandes falhas. Aos 56 anos, ele só perde um pouco o otimismo ao falar de dirigentes, da seleção de futebol e do desempenho do Brasil em Londres.

A seleção brasileira fez dois jogos no Brasil que não encheram os estádios e não agradaram à torcida. Há um processo de elitização do futebol? A seleção não atrai mais o torcedor?
Há um evidente processo de elitização, o que pode ser prejudicial ao futebol, que é uma instituição que nasceu no Brasil à margem do mercado e do estado. É uma instituição essencialmente popular, que deu aos pobres seus grandes ídolos, como Friedenreich, Fausto "Maravilha Negra", Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Pelé, Neymar... Quando o mercado se apropria dessa instituição, o torcedor deixa de se comportar como um apaixonado pelo esporte e passa a ser um consumidor do produto. Isso é legítimo, mas traz um risco ao próprio negócio. Se o produto não for de boa qualidade ou for banalizado, o público se desencantará. A seleção brasileira está exposta a jogos que têm apenas interesse comercial, com adversários fracos como África do Sul e China. A convocação da seleção era um evento que parava o país. Hoje, alcançou um grau de vulgaridade que não impressiona mais a ninguém. Os dirigentes precisam levar isso em conta em benefício do próprio futebol. A seleção brasileira está vulgarizada e banalizada. Isso é um problema a dois anos da Copa do Mundo no Brasil.

A seleção deixou de interessar ao público?
Sem dúvida. Hoje, o torcedor dá muito mais valor a seu clube do que à seleção. E, muitas vezes. vai ao estádio para vaiar na seleção o atleta do adversário, como aconteceu com o Neymar no amistoso contra a África do Sul. O público está praticamente desprezando a seleção. A culpa não é do torcedor, mas do espetáculo que ele recebe.

Há um risco de esse desprezo à seleção chegar ao ápice se o Brasil tiver um mau desempenho em 2014?
A Copa costuma reconstituir o espírito do torcedor de seleção. É um momento em que, apesar das decepções, a torcida trata bem os jogadores. Ainda mais em casa.

O torcedor comum conseguirá ver o Brasil nos estádios ou o preço dos ingressos será um impeditivo?
Pela forma como é organizada, a Copa já é um evento restrito. A maioria da população não vai passar nem perto dos estádios, pois o Brasil terá de garantir ingressos para torcedores do mundo inteiro. Não dá para fazer uma Copa do Mundo com outros 31 países e reservar entradas apenas para os brasileiros. A Copa é um torneio ao qual o torcedor comum praticamente não tem acesso. Conseguir um ingresso é quase como ganhar na loteria.

Um fracasso dentro de campo é um risco concreto. E, fora dos campos, o que mais preocupa o governo hoje?
A Copa e a Olimpíada não têm muito mistério nem segredo. Exigem apenas muito trabalho. O governo está controlando tudo de perto, já visitei pelo menos três vezes cada cidade-sede. As obras estão dentro do prazo, mas não se pode descuidar. Por isso, o Brasil fez um acordo com as duas cidades que organizaram os Jogos Olímpicos anteriores - Pequim e Londres - para não deixar que erros sejam repetidos, principalmente em transporte, telecomunicações e segurança.

Há o risco de algum estádio não ficar pronto a tempo para a Copa das Confederações?
O limite é novembro, quando os estádios precisam estar preparados para o sorteio das chaves da Copa das Confederações, que começa em junho de 2013. Logo depois do sorteio, inicia-se a venda de ingressos e de espaços publicitários. O governo espera que todos estejam prontos, mas os que não estiverem ficarão de fora, não há segunda chance. O mais atrasado hoje é o de Recife, é o que mais preocupa.

A violência da torcida é uma preocupação?
A violência é um problema que foi muito reduzido dentro dos estádios e que hoje ocorre mais longe dos campos. Para que se reduza ainda mais o risco, os ministérios do Esporte e da Justiça farão um acordo para colocar câmeras nos estádios, banir os torcedores violentos e acompanhar permanentemente as torcidas que usam a internet para marcar brigas. O combate a esses grupos não pode se restringir aos estádios. E preciso acabar com a impunidade para garantir ao torcedor comum o direito de acompanhar o futebol em paz.

Como o senhor qualifica o desempenho do Brasil na Olimpíada de Londres? Foi pior do que a previsão do governo?
Era previsível que o Brasil tivesse um desempenho melhor do que a média das últimas Olimpíadas porque os investimentos foram ampliados. O Comitê Olímpico Brasileiro previa quinze medalhas e o governo achava que dava para chegar a vinte, mas ficamos em dezessete. Melhoramos em esportes individuais, como judô e boxe, e decepcionamos mais uma vez no futebol, em uma prova de que não há relação direta entre a prática em larga escala e a conquista da medalha de ouro. Mas é fato que teremos de melhorar muito para 2016, porque existe uma responsabilidade como país-sede e precisamos de um desempenho compatível com essa expectativa.

O Plano Brasil Medalha, que prevê investimento extra de 970 milhões de reais nos esportes olímpicos, não chegou muito tarde?
É claro que se nós tivéssemos cuidado disso quatro anos antes poderíamos ter uma perspectiva melhor, mas ainda é possível aprimorar nosso desempenho em relação a Londres. Há um atraso histórico do esporte no Brasil que não pode ser revertido em quatro anos. Ainda existem mais de 10 000 escolas que nem água ou luz têm, então não é possível imaginar ter equipamentos esportivos decentes.

No último ciclo olímpico, o governo gastou 2 bilhões de reais. O resultado foram apenas dezessete medalhas. Não é necessário melhorar o critério de investimento em atletas para obter resultados superiores?
O critério tem de ser o da meritocracia. Os atletas contemplados com apoio estatal tinham um desempenho compatível com o investimento nas competições preparatórias, antes de a Olimpíada começar. Mas nem todos conseguiram fazer o sucesso esperado em Londres. O nosso critério continuará sendo o do mérito. Quem teve bom desempenho receberá mais recursos públicos do que aqueles que decepcionaram.

Os dirigentes têm culpa desse fraco desempenho?
Há necessidade de mudanças urgentes na estrutura das confederações. Democratização e profissionalismo são as palavras-chave. É preciso limitar o tempo de mandato dos dirigentes a três ou quatro anos, com direito a apenas uma reeleição. Esse modelo força o dirigente a perseguir bons resultados, porque, não dispondo da entidade a vida inteira, ele tem de ser vencedor em um prazo curto. Sem bons resultados, a eleição seguinte fica em risco.

De que instrumentos o governo dispõe para garantir que os dirigentes não se perpetuem no poder?
O governo quer condicionar os benefícios públicos para as confederações ao cumprimento de critérios de transparência, modernização e democracia. Vamos criar um índice nacional que valorizará as entidades que modernizarem sua gestão. Estas serão beneficiadas por patrocínio de estatais, isenções fiscais e transferência direta de recursos. As que não cumprirem as metas não terão o apoio do governo.

Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF, mas foi contratado como consultor da Copa. José Maria Marin, que sucedeu a ele, acumula salários como presidente da CBF e do comitê organizador da Copa. A gestão do futebol pós-Teixeira avançou?
A CBF sempre resistiu a receber dinheiro público porque isso levaria a uma fiscalização dos órgãos do estado. Sem dinheiro público, não há como fiscalizar, o que faz da entidade uma caixa-preta. Mas essa situação não tem mais como perdurar. A CBF também precisará adotar uma gestão mais democrática e transparente.

A venda de bebidas será mesmo liberada nos Jogos?
A legislação vai autorizar a venda de cerveja. Não há por que não vender. Não tem sentido fazer um evento desses sem cerveja nos estádios. Diz o Mario Filho, em seu livro O Negro no Futebol Brasileiro, que os ingleses que vieram trabalhar na fábrica de tecidos de Bangu e foram construir o estádio de Moça Bonita começaram a obra pelo bar. A partir do bar fizeram o estádio. É uma relação histórica no esporte, tanto aqui como no exterior. Você vai à Europa e aos Estados Unidos e há um consumo controlado – a polícia britânica prendia quem estava bêbado e incomodando. Então o Brasil tomou uma decisão equilibrada.

O Tribunal de Contas da União aponta uma série de suspeitas sobre as obras da Copa. O que é possível fazer para que Copa e Olimpíada não se tornem um festival de desvio de dinheiro público?
Onde há recursos da União o controle é rigoroso, envolvendo ministérios, a Controladoria-Geral da União e os tribunais de contas. Até agora. Cada centavo em recurso público tem sido rigorosamente controlado. Onde houver desvio não haverá mais verbas da União até que o problema seja resolvido. Esse controle não pode ser afrouxado.

Quando se pensa no legado permanente que ficará para o Brasil, terá valido a pena sediar as duas competições?
Todo estudo de consultoria privada, como a Fundação Getulio Vargas e a Ernst & Young, afirma que os dois eventos vão gerar 16 milhões de empregos e o acréscimo ao PIB será de 0,4% ao ano até 2019. Haverá ampliação dos investimentos públicos e, principalmente, dos privados. Ainda temos a estimativa de aumento da arrecadação tributária, a modernização de equipamentos e a revitalização de setores essenciais da economia. A participação do esporte no PIB brasileiro vai crescer. As construtoras brasileiras vão adquirir tecnologia que poderá ser aproveitada no setor público e no privado. A qualidade dos serviços na área de telecomunicações vai melhorar muito. Será também uma oportunidade de o Brasil aprimorar o que já faz com eficiência e superar as deficiências históricas. Esses eventos impõem ao país a superação. Então o Brasil deve olhá-los com otimismo.

O senhor foi o relator do Código Florestal na Câmara, quando desagradou à esquerda ao defender os produtores rurais. A mesma esquerda reclama agora do projeto de privatizações do governo. A ideologia ainda é um obstáculo ao crescimento do Brasil?
Tenho muito orgulho do meu trabalho no Código Florestal. Tudo o que fiz foi pelo interesse do país. Se eu, como deputado e como brasileiro, não defendesse os interesses da pequena, da média e da grande agricultura do meu país, não me sentiria bem. Produzir alimentos é um dever essencial para o interesse público, principalmente dos pobres, que precisam de comida em grande quantidade, acessível e a baixo custo. O Brasil também precisa do campo para equilibrar as contas externas, que têm se mantido no azul graças ao dinamismo da agricultura. O que eu fiz é o que todos os países fizeram. A antiga União Soviética defendeu sua agricultura, a França defende sua agricultura, os Estados Unidos defendem sua agricultura e eu defendi nossa agricultura. Temos de equilibrar a preservação do meio ambiente com a produção agrícola. Foi o que procurei fazer. Nem todos compreenderam. Há gente que só vê um lado da questão. É da mesma natureza a crítica ao pacote de privatização da presidente Dilma. Esses críticos não enxergam que a presidente objetiva arrancar os obstáculos ao crescimento do país.

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9396

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

COB elogia plano do Ministério do Esporte para 2016


Plano Brasil Medalhas 2016 foi anunciado nesta quinta-feira, dia 13, pelo Ministro Aldo Rebelo

Um grande passo para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro, tendo como objetivo a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Foi assim que o Comitê Olímpico Brasileiro definiu o Plano Brasil Medalhas 2016, anunciado nesta quinta-feira, dia 13, pelo Ministro do Esporte Aldo Rebelo. O anúncio aconteceu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, na qual a presidente Dilma Rousseff recebeu atletas olímpicos e paralímpicos que disputaram os Jogos Londres 2012. O COB esteve representado pelo presidente Carlos Arthur Nuzman, pelo superintendente executivo de esportes Marcus Vinícius Freire e pelo Chefe da Missão Brasileira em Londres 2012, Bernard Rajzman, e cerca de 31 atletas, além de treinadores, que disputaram os Jogos Olímpicos.

O presidente do COB ressaltou o compromisso do Governo com os atletas e o desenvolvimento do esporte brasileiro. “O Ministro Aldo Rebelo tem sido fantástico na condução da política esportiva do país. Presidente Dilma, o nosso agradecimento profundo a tudo que a senhora tem feito para o esporte brasileiro”, disse Nuzman, no início de seu discurso. “A razão deste plano são os atletas. Estamos construindo um novo país esportivo para os atletas. Este projeto é brilhante, sensacional. É um exemplo para o mundo do compromisso do Governo brasileiro com os atletas e com o esporte. Este é um dia histórico para o país”, completou Nuzman, agradecendo o esforço dos atletas olímpicos e paralímpicos do Brasil nos Jogos de Londres 2012. “Vocês são a razão de ser do esporte. É inspirado em vocês que estamos construindo um novo país esportivo”.

De acordo com o Ministério do Esporte, serão investidos R$ 2,5 bilhões nos esportes olímpicos e paralímpicos até 2016. Desse total, R$ 1,5 bilhão irá para o esporte de alto rendimento e R$ 1 bilhão para o Projeto Brasil Medalhas 2016, que será dividido entre o apoio ao atleta (R$ 690 milhões) e para a construção, reforma e operação de 22 Centros de Treinamento (R$ 310 milhões), sendo 21 CTs olímpicos e um paralímpico. Dois terços da verba necessária para este investimento virão do orçamento do Governo. A outra parte virá de patrocínio de empresas estatais. 

O Ministro Aldo Rebelo afirmou que, como país anfitrião dos próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, quer o Brasil bem colocado no quadro de medlahas. “Temos a consciência que em Londres estávamos representados pelo que o Brasil tinha de melhor em disciplina, dedicação e espírito esportivo. Em reconhecimento a esse extraordinário esforço de vocês, o Ministério do Esporte preparou o plano Brasil Medalhas 2016. Em conjunto com o COB, CPB e as Confederações, vamos apoiar ainda mais a preparação dos nossos atletas para 2016”, disse Aldo, elogiando mais uma vez os atletas brasileiros. “O espírito patriótico com que vocês representaram o país nos encheu de orgulho”, afirmou.

Na mensagem dirigida aos atletas olímpicos e paralímpicos, a presidente Dilma Rousseff destacou as conquistas olímpicas e paralímpicas em 2012. “As conquistas nos impulsionam para ir além. Neste novo ciclo olímpico é importante apoiar ainda mais a preparação de vocês. Estamos conscientes que para dar esse salto precisamos de uma ação sistemática e objetiva do Governo. O plano Brasil Medalhas vai aprimorar o apoio direto aos atletas. Também é fundamental termos centros de treinamento de qualidade, a fim de que os atletas levem à frente a ambição de 194 milhões de brasileiros”, disse Dilma, que também prestou uma homenagem aos treinadores brasileiros, representados na cerimônia por Zé Roberto Guimarães (vôlei feminino), Letícia Pessoa (vôlei de praia) e Ramon Pereira (futebol de 5).

O nadador Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do país, e a bicampeã olímpica de vôlei Fabi falaram em nome dos atletas brasileiros. A líbero Fabi pediu para o Governo estudar uma aposentadoria por mérito aos atletas brasileiros.
O plano apresentado pelo Ministério está alinhado ao Planejamento Estratégico do Comitê Olímpico Brasileiro, onde está definida a necessidade de aumentar o número de medalhas conquistadas pelas modalidades em que o Brasil tem tradição em Jogos Olímpicos. Da mesma forma, o Planejamento Estratégico do COB determina a necessidade de aumento no leque de modalidades medalhistas. O Planejamento Estratégico do COB atua como fonte de orientação, documentação, métrica e estratégia, organizando a adoção de boas práticas que repercutam diretamente na gestão e na execução de projetos e ações do COB. Garantindo, assim, que os resultados alcançados sejam mantidos no futuro.

Nos Jogos Olímpicos Londres 2012, encerrados em agosto, o Brasil conquistou 17 medalhas, maior número de pódios em uma mesma edição dos Jogos, sendo três de ouro, cinco de prata e nove de bronze, e terminou na 14ª colocação, considerando o número total de medalhas. A marca anterior, com 15 medalhas, havia sido obtida em Atlanta 96 e em Pequim 2008. A meta para o Rio 2016 é colocar o Brasil entre os dez primeiros países pelo número total de medalhas.

Fonte: http://www.cob.org.br/noticias-cob/cob-elogia-plano-do-ministrio-do-esporte-para-2016-034020

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Rebelo espera Brasil entre os 10 primeiros dos Jogos Paraolímpicos


Em Pequim, país foi o 9º colocado, 47 medalhas, sendo 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes

O Brasil entra na disputa dos Jogos Paralímpicos, que começam nesta quarta-feira em Londres, visando terminar mais uma vez entre os 10 primeiros do quadro geral de medalhas, isso é o que garante o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, em entrevista à Agência Efe.

Segundo Rebelo, que está na capital britânica para assistir a cerimônia de abertura, afirmou que a meta é repetir desempenho recente. "O Brasil fez um bom papel nos Jogos Paralímpicos de Pequim, onde ficamos em nono. Em Londres esperamos ficar também entre os 10", explicou.

O ministro ressaltou a força da delegação brasileira em esportes como natação e atletismo, apontando para os resultados recentes nas duas modalidades, mas também afirmou que houve atenção a outros esportes, como o hipismo.

Nos Jogos de Pequim, o Brasil atingiu a melhor classificação de sua história nos Jogos, com o nono lugar geral, obtido através de 47 medalhas, sendo 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes.

Naquela ocasião, o país levou 188 atletas, que participaram de 17 modalidades, apenas três atletas mais do que nesta edição londrina, que acontecer até o próximo dia 9 de setembro.

De olho nos Jogos do Rio 2016, Aldo Rebelo espera que nestas duas próximas edições o Brasil esteja entre as 10 maiores potências paralímpicas. O ministro destacou o esforço dos atletas para "superarem as adversidades tanto individuais como sociais", garantindo que o Governo seguirá apoiando-os.

"O Brasil é um país muito acolhedor, mas muito desestruturado e muito desigual. Estamos fazendo um esforço muito grande para que as pessoas com limitações encontrem um ambiente propício e um espaço para participar da vida esportiva. O Governo continuará ajudando para que ocupem seu lugar na sociedade com dignidade", disse o ministro.

Rebelo falou da ajuda financeira que o Governo oferece através do Bolsa Atleta, que beneficia 4.243 atletas de 43 modalidades, com valor variável de acordo com o nível de cada um e com os desempenhos em competições mundiais e olímpicas.

Entre os atletas que estão nos Jogos Paralímpicos de Londres, 35% são beneficiados pelo programa. "É um esforço que faz a sociedade brasileira para promover a inclusão das pessoas com limitação", disse o ministro.

Além do Bolsa Atleta, o ministro ressaltou o impacto de uma nova bolsa técnica, que visa melhorar a preparação dos esportistas brasileiros. Segundo Rebelo, ela permitirá que os atletas "contem equipes multidisciplinares, formados por técnicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, e equipamentos adequados, para que possamos chegar a 2016 em condições melhores", concluiu.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10617/REBELO+ESPERA+BRASIL+ENTRE+OS+10+PRIMEIROS+DOS+JOGOS+PARAOLIMPICOS.html

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ministro do Esporte falará sobre a Copa de 2014 em Manaus


A palestra acontece durante a realização do 21º Congresso Internacional de Jornalistas Esportivos AIPS/AMÉRICAS que acontece entre os dias 1 e 5 de setembro 

O Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, confirmou presença no 21º Congresso Internacional de Jornalistas Esportivos AIPS/AMÉRICAS, que acontece entre os dias 1 e 5 de setembro, no Amazon Jungle Palace, em Manaus. A palestra do ministro acontece na segunda-feira, dia 3 de setembro e tratará das oportunidades e da preparação para a Copa do Mundo de 2014. 
Além da presença do titular da pasta do Esporte, já confirmaram participação no evento o Presidente da Embratur, Marcos Lomanto, três diretores de comunicação da FIFA, Walter Di Gregório, Saint Clair Milesi e Délia Fischer, além do presidente da Associação Internacional de Imprensa Esportiva nos continentes americanos, o paraguaio Gabriel Cazenave. Todos participarão de uma apresentação da entidade no dia 3 de setembro especialmente focada no relacionamento com a imprensa durante a Copa do Mundo de 2014. 
Ao todo, 21 países das três Américas estarão presentes: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai, El Salvador e Suriname. 
O congresso terá também uma grande representatividade nacional. Já confirmaram presença o presidente da Abrace, Aderson Maia, e outros nomes de peso da crônica esportiva brasileira, entre eles o repórter da Rádio Globo do Rio de Janeiro, Eraldo Leite; o comentarista paulista do Sportv, Luiz Ademar; o comentarista da Rádio Clube do Pará, Carlos Castilho e o diretor executivo de esportes da TV Globo João Pedro Paes Leme. 
Da imprensa brasileira em geral, virão representantes de 23 Estados, a maioria formada por presidentes de entidades regionais. Os Estados confirmados até o momento são: Amazonas, Ceará, Pará, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins. Os demais devem confirmar participação nos próximos dias. 
ACETO 
O presidente da Aceto – Associação dos Cronistas do Estado do Tocantins, jornalista e cronista Gil Correia, que participou do II Fórum do Futebol Profissional do Piauí na última semana, será o representante do Tocantins no evento. Para Correia, o momento é fundamental não só pela proximidade da Copa do Mundo no Brasil, mas também para repensar o futebol brasileiro, especialmente nos estados que não serão sedes e nem subsedes da competição em 2014. 
“O mundo está de olho na Copa do Mundo, mas os problemas internos do futebol brasileiro só têm aumentado. Especialmente nos estados mais pobres, que não disputam as séries A e B da elite do esporte brasileiro. E cito aqui os casos do Tocantins e Piauí, onde tive a oportunidade de debater esse problema na semana passada. São estados com times que estão na série D, os jogos estaduais são deficitários e se a gestão não for profissional, tanto na entidade que dirige quanto nos clubes, a tendência é a volta do amadorismo sem responsabilidade, especialmente no Tocantins”, enfatizou o presidente da Aceto. 
Com base nessa preocupação, a Aceto e a Associação dos Cronistas Esportivos do Piauí formularam um documento que pretendem apresentar ao presidente da CBF, que deverá estar em Manaus para o congresso internacional da AIPS. “Se ele não comparecer, vamos agendar uma reunião conjunta na CBF e tentar arregimentar outros presidentes de associações de cronistas que estão à margem dos grandes centros, mas preocupados com o futebol e com a gestão, para que o futebol não morra nesses estados e possa ser repensado com o apoio de todos, seja federação, clube, imprensa, governo e torcedores”, explicou Manoel Alves, presidente da Associação dos Cronistas do Piauí. 
As atividades do 21º Congresso Internacional se estenderão nos dias 2, 3 e 4 de setembro. Na programação, está incluída uma visita às obras da Arena Amazônica, novo estádio que receberá os jogos da Copa do Mundo de 2014 em Manaus. Visita aos pontos turísticos, como o Encontro das Águas e o Teatro Amazonas também estão incluídas no programa de atividades.

Fonte: http://www.anoticia-to.com.br/noticias.php?IdNoticia=14026

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ministro do Esporte aponta atrasos na Arena Pernambuco


Segundo Aldo Rebelo, Recife tem até novembro para definir a data de conclusão do estádio

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, declarou hoje (21) que as obras da Arena Pernambuco apresentam atraso no cronograma. Segundo ele, Recife tem até novembro para definir a data de conclusão do estádio. Com 49% de execução, o local foi incluído pela Fifa entre as sedes da Copa das Confederações.

"O governo de Pernambuco e a empresa estão fazendo todo o esforço para a Copa das Confederações também. Estou bastante otimista”, disse o ministro.

Para Rebelo, as outras 11 obras dos estádios da Copa estão seguindo o cronograma. “O balanço que eu faço é que todas estão dentro do prazo. Problema significaria perder a Copa", afirmou.

Em relação ao alerta do Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito das obras de mobilidade urbana, que não atingiram até o momento 10% das obras previstas dentro do prazo, Rebelo informou que a pasta tem acompanhado todas as obras, que seriam responsabilidade, principalmente, de governos estaduais e municipais. Segundo ele, as obras que têm relação direta com o evento esportivo estão dentro do prazo.

“Uma parte importante das obras nem fazem parte da esfera da Fifa. Ela quer os estádios, os aeroportos e um ou outro acesso e hotelaria. Nós incluímos no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e no Plano de Responsabilidade da Copa, pois achamos que isso torna a Copa melhor, o trânsito melhora, a vida das pessoas melhora”, informou o ministro.

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10569/MINISTRO+DO+ESPORTE+APONTA+ATRASOS+NA+ARENA+PERNAMBUCO.html

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ministro acredita que Brasil pode ser uma das 10 maiores potências olímpicas no Rio-2016


Por Lucas Borges

Aldo Rebelo, ministro dos Esportes brasileiro, garante que está fazendo sua parte para que o país chegue à Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, mais forte do que em Londres. Além do incentivo a atletas de alto rendimento por meio de bolsas, o ministro declarou em participação no programa Juca Entrevista que vai ao ar às 21h deste sábado, na ESPN, que a estrutura para o treinamento está sendo criada. 

Depois de ver o Brasil ter desempenho aquém de suas expectativas em Londres - fez uma projeção de 20 medalhas, mas foram conquistadas 17 -, ele acredita que o país tem chances de estar entre os dez primeiros colocados no ranking olímpico em 2016 – neste ano, foi o 22°.

“Temos um centro em Manuas, outro em Campinas, um em Santa Catarina e vamos reformar e construir vários em várias universidades. Temos que oferecer aos nossos atletas equipamentos compatíveis à sua vocação, a assistência, que não é só bolsa atleta. É o psicólogo, o nutricionista, o fisioterapeuta.”

O ministro disse que o esporte de base também tem sido fortalecido. “A primeira reunião que tive quando assumi foi com o conselho nacional de Educação Física. Fizemos um levantamento do que nos temos no país, nas universidades, nas escolas, dos equipamentos. Já temos isso pronto.”

”A partir daí, podemos apresentar ao Congresso uma proposta que dê à política do esporte um marco para que possamos sair apenas do programa. Só com os programas você não distribui responsabilidades, como tem na política de saúde, de educação. Já avançamos bastante. Creio que no início de 2013 tenhamos alguma coisa de mais consistente para que o país adote uma política mais adulta de esportes.”

Copa

Rebelo rebateu as críticas aos gastos federais com a Olimpíada e com a Copa do Mundo de 2014. O ministro tem convicção de que o país pode crescer bastante com os dois eventos.

“Acho que o resultado de eventos como esses não esta pré-determinado. Eles podem contribuir para o avanço do país e podem também trazer problemas. Mas esses eventos não submetem um país apenas a um teste da suas virtudes, como também das suas deficiências. Nos obriga a olhar para nossas deficiências e a superá-las. Nossa engenharia civil, por exemplo, será submetida a uma prova muito grande.” 

“Além disso, a Copa e Olimpíada vão acrescer na economia brasileira 3.660.000 empregos, segundo duas consultorias independentes e privadas. O Brasil terá um crescimento de 04% do PIB pelo menos até 2019”, finalizou Rebelo.

Fonte: http://ht.ly/d3nMv

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ministério do Esporte anuncia criação de mais uma bolsa


Governo quer o Brasil entre os dez primeiros no quadro de medalhas em 2016

Por Ary Cunha e Luiz Ernesto Magalhães

LONDRES - O Ministério do Esporte vai anunciar nos próximos dias uma série de medidas financeiras para tentar melhorar o desempenho do Brasil nas Olimpíadas do Rio, em 2016. O objetivo do governo é que o país avance para as dez primeiras posições do quadro de medalhas, mesma posição adotada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Levando em conta os Jogos de Londres, o Brasil precisará saltar de três para sete ouros, número alcançado pela Austrália, décima colocada na capital britânica. Além de um plano de investimentos que ainda será divulgado, o governo vai criar o programa Bolsa Ouro, que também está sendo chamado de Bolsa Medalha e Bolsa Pódio. Segundo o ministro Aldo Rebelo, o edital de convocação dos candidatos está em fase final de redação. Os atletas brasileiros que estiverem entre os 20 melhores nos rankings de suas modalidades poderão se candidatar a bolsas mensais entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. A verba será entregue diretamente aos atletas, sem passar por confederações ou pelo COB.- Esse dinheiro permitirá que os atletas contratem nutricionistas, preparadores físicos e técnicos para acompanhá-los em suas atividades. É uma contribuição para que desenvolvam ainda mais seu potencial - disse Rebelo.
No último ciclo olímpico, a União gastou R$ 1,76 bilhão na preparação dos atletas, somados Lei Piva, Lei de Incentivo ao Esporte, patrocínio de estatais e o programa Bolsa Atleta (ajuda de custo mensal entre R$ 350 e R$ 1.500). O valor é mais do que o dobro gasto pela Grã-Bretanha, que investiu R$ 834 milhões entre 2009 e 2012 e conquistou 65 medalhas (29 de ouro). Antes das Olimpíadas, o COB projetou 15 medalhas em Londres, enquanto o Ministério do Esporte falou em 20 pódios. O país terminou com 17 medalhas (três ouros), seu maior número numa edição de Jogos. Mas teve menos ouros do que em Atenas-2004 (cinco), para cuja preparação o governo federal investiu seis vezes menos do que o valor gasto na preparação para Londres. Quando divulgou sua discreta meta, o COB apostou que o país cresceria em número de finais disputadas, a ponto de o consultor americano do comitê, Steve Roush, ter admitido numa entrevista no Crystal Palace que “seria muito desapontador se o número de finais fosse o mesmo dos últimos Jogos”. O Brasil caiu de 41 em Pequim para 35 em Londres.
- Estamos na média. Pela projeção do COB, as 17 medalhas foram acima da expectativa. No nosso prognóstico (do governo), chegamos perto. Acho que a nossa tarefa agora é, principalmente, olhar para o futuro e reconhecer os esforços. Depois, vamos analisar nossas deficiências e também a dos agentes que participaram desse esforço - disse Rebelo.
O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, admitiu que tanto o COB quanto o ministério erraram na avaliação de algumas medalhas projetadas. E reconheceu que até o último ciclo olímpico não havia transparência na destinação dos recursos investidos.
- Um ponto muito positivo de Londres é a consolidação da ideia de que é preciso ter uma transparência nessa aplicação de recursos. Após Pequim, não foi assim. O Ministério do Esporte se bateu para que houvesse objetivos, metas, confrontos do resultado com o investimento - afirmou.
No entanto, a transparência vem gerando números distintos no discurso. O Ministério do Esporte divulgou novamente ontem um valor de R$ 599,54 milhões distribuídos pela Lei Piva, entre 2007 e 2011 — os números de 2012 não estão fechados. Mas, no domingo, o superintendente-executivo do COB, Marcus Vinícius Freire, disse que a entidade só havia recebido R$ 331 milhões, descontados impostos e investimentos no esporte escolar (10%) e universitário (5%).

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ministerio-do-esporte-anuncia-criacao-de-mais-uma-bolsa-5778878#ixzz23ZIIG8i8 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ministro dos Esportes revela previsão de 20 medalhas, cinco a mais do que o COB


Em avaliação do desempenho do Brasil em Londres, Aldo Rebelo diz que país ficou na média e teve azar em alguns cruzamentos

Ao contrário da avaliação do Comitê Olímpico Brasileiro, que se disse satisfeito com as 17 medalhas conquistadas pelos atletas do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres, o resultado foi aquém das expectativas do governo federal. De acordo com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, o planejamento era de que a delegação brasileira chegasse a 20 pódios.

- Nós ficamos na média. Do ponto de vista do COB, ficamos acima das expectativas. Ou seja, foi atingido o grau de excelência. No nosso prognóstico, de 20 medalhas, nós chegamos perto. Então, ficamos entre o que o COB previu e o que nós achávamos que poderíamos alcançar – analisou Rebelo.

A previsão da pasta foi baseada no investimento feito no último ciclo olímpico. Entre 2009 e 2012, foi empregado cerca de R$ 1,76 bilhão, quase o dobro da verba investida entre 2001 e 2004. Mesmo assim o COB trabalhou com a perspectiva de 15 medalhas, o mesmo desempenho dos Jogos de Pequim-2008.

As duas entidades, no entanto, concordaram em um ponto: o Brasil poderia ter ido melhor em algumas modalidades. Em alguns casos, Rebelo acredita que o Brasil teve azar nos cruzamentos de chaves.

- Nós tínhamos expectativas em algumas modalidades que não alcançamos. O que terá para nós como consequência é avaliar o que precisa melhorar. Antes de ser esporte, é um jogo. Então, também temos o fator sorte. Nós chegamos perto da medalha no handebol e no basquete masculino, mas pegamos adversários muito fortes. Também ficamos perto de mais medalhas no boxe e no judô – lembrou o ministro.

A apenas quatro anos de sediar os Jogos, Aldo Rebelo não se mostrou preocupado com o andamento do programa de incentivo ao esporte, criado, principalmente, para alavancar o desempenho brasileiro em 2016.

- Os programas estão sendo discutidos com o COB, confederações e clubes. Não é um programa somente do ministério dos Esportes. O ministério lidera, mas tem a participação de todos os que têm relação com os esportes olímpicos. Os detalhes nós vamos apresentar no chamado "Plano Medalha" brevemente. Nós não achamos que possa ser tarde para realizar essas ações, pois elas já estão baseadas em iniciativas já existentes - destacou Rebelo.

Fonte: http://www.ahebrasil.com.br/noticias/2012/08/13/londres2012/ministro+dos+esportes+revela+previsao+de+20+medalhas+cinco+a+mais+do+que+o+cob.html

Ministro do Esporte faz balanço da participação brasileira nos Jogos de Londres


O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, avaliou nesta segunda-feira (13.08), em entrevista coletiva na embaixada do Brasil em Londres, que o desempenho da delegação nacional nos Jogos Olímpicos de Londres correspondeu ao esperado, mas os resultados deverão evoluir para a edição do Rio de Janeiro, em 2016. “Alcançamos pódios em meio a tantos atletas e seleções. Isso é um feito de orgulho e de reconhecimento. Alcançamos o ouro no vôlei feminino, um ouro inédito na ginástica. Dos atletas que alcançaram medalhas nos esportes individuais, dez são bolsistas do Ministério do Esporte”, destacou o ministro. Também participaram da coletiva o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, e o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser.

Aldo Rebelo acrescentou que o governo, como um todo, fez um esforço, junto com as empresas estatais, que já vinham apoiando os esportes olímpicos, para intensificar os investimentos nos últimos quatro anos. “Alcançamos 17 medalhas, número inédito para o país. Tivemos 15 medalhas em Pequim e aqui em Londres a projeção do Comitê Olímpico Brasileiro era repetir a quantidade. Nós, do Ministério do Esporte, fomos um pouco mais otimistas e previmos 20 medalhas, mas o número chegou perto”, explicou.

Ricardo Leyser ressaltou que este foi o primeiro ciclo olímpico em que o debate sobre os planos de metas e a transparência dos recursos públicos foi concretizado. “O ponto importante a destacar no balanço de Londres é que, diferente de Pequim, aqui foi consolidada a ideia de é que preciso ter uma avaliação de resultados e uma transparência na aplicação dos recursos. O Ministério do Esporte levantou a ideia de objetivos, planos e metas e o confronto entre resultados e recursos investidos.”

O ministro lembrou que, em 2016, o Brasil terá de responder às expectativas de um país-sede. “Já em 2016 estamos em uma condição inédita: participar das Olimpíadas como um país anfitrião. Pequim e Londres fizeram um esforço especial para tornar compatível o desempenho com a condição de país-sede.”

Para alcançar o novo patamar, o governo realiza uma série de ações para ampliar as condições de treinamento dos atletas brasileiros. “Temos de fazer um esforço de integração maior, entre todos os entes que trabalham voltados para o esporte de alto rendimento: o governo, o COB, as confederações, os clubes. O objetivo é promover uma assistência melhor para os atletas, com a criação de instrumentos como a Bolsa-Técnico, o Plano Medalha e a melhoria dos equipamentos da infraestrutura esportiva. Todas essas medidas serão tomadas para que tenhamos uma expectativa ainda melhor para 2016”, acrescentou Aldo Rebelo.

Luis Fernandes comenntou os preparativos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016: "Estamos finalizando a Matriz de Responsabilidades. Vários elementos do orçamento dependem de uma definição técnica em relação à natureza dos equipamentos esportivos que serão construídos. Formamos dois grupos técnicos, com a participação da prefeitura, do governo estadual e do comitê organizador, para fechar o desenho do perfil dos projetos básicos desses equipamentos esportivos".

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9159