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sábado, 6 de abril de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Estádios vão gastar R$ 7 bilhões a mais do previsto
Por Eduardo Bresciani
BRASÍLIA - O planejamento financeiro dos estádios que receberão a Copa também foi profundamente alterado ao longo dos últimos três anos. Em São Paulo houve a troca da reforma do Morumbi pela construção da Arena Itaquera, mas nas outras sedes, mesmo com a manutenção dos projetos, o preço foi crescendo. Das 11 arenas propostas em 2010 e mantidas na programação houve alteração de preço registrada na matriz de responsabilidades em seis.
Segundo dados atualizados da matriz, a arena mais cara será a de Brasília. O Estádio Mané Garrincha ultrapassou a cifra de R$ 1 bilhão. O governo do Distrito Federal afirma que o desembolso final poderá ser menor com os benefícios fiscais do Recopa, regime que concede benefícios tributários para obras em arenas, e atribui o orçamento maior ao fato de ter feito a licitação separada de itens como cobertura, gramado e cadeiras. Estes elementos da obra não estavam na previsão de gastos da matriz original.
Pelo documento oficial, o custo dos estádios já supera R$ 7 bilhões, um acréscimo superior a 32% em relação aos R$ 5,3 bilhões previstos há três anos. Deste montante, 91% serão executados com recursos públicos ou financiamentos do BNDES.
O montante gasto ao final será bem maior. O Maracanã, que na matriz tem custo de R$ 808 milhões, já aparece com orçamento de R$ 882,9 milhões. A Arena da Amazônia tem como novo custo o valor de R$ 583,4 milhões, quase R$ 70 milhões a mais do que o previsto anteriormente.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,estadios-vao-gastar-r-7-bilhoes-a-mais-do-previsto,983614,0.htm
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Chevrolet descarta patrocínio a clubes e estádios
Por Lucas Turco
Pelo menos a curto prazo, nós não veremos a marca Chevrolet exposta em uma camisa de futebol ou dando nome a um estádio no Brasil. A empresa descartou, por hora, o interesse em patrocinar esses segmentos e preferiu focar suas ações no apoio aos Campeonatos Estaduais.
A empresa aponta os valores e a possibilidade de criar rejeição como os maiores obstáculos para patrocinar uma equipe profissional de futebol.
“O preço para patrocinar uma equipe de futebol com destaque é muito alto. Além disso, podemos criar uma rejeição. Já imaginou, por exemplo, patrocinar o Grêmio e não patrocinar o Internacional?”, comentou Frederico Themoteo Jr, diretor de marketing e comunicações da Chevrolet.
Apesar da recusa, a Chevrolet patrocina atualmente o Cerâmica Atlético Clube de Gravataí. Segundo Frederico, o apoio ao clube tem caráter social e não esportivo, já que a montadora possui uma fábrica no município.
Quanto ao naming right de estádios, a empresa acredita que a Fifa vetaria qualquer oportunidade de exposição da marca durante a Copa do Mundo de 2014, já que as montadoras parceiras do torneio são a Hyundai e a Kia Motors. Ao mesmo tempo, segundo a Chevrolet, patrocinar um estádio que não participará da Copa do Mundo terá um impacto muito menor na mídia.
Apesar disso, a Chevrolet não ficará ausente no futebol. A empresa acertou o patrocínio a 20 Campeonatos Estaduais em todo o Brasil para 2013 e 2014. Mesmo com o alto número, a companhia pretende estender ainda mais o número de federações parcerias nas próximas temporadas.
Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/28/28091/Chevrolet-descarta-patrocinio-a-clubes-e-estadios/index.php
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Ministério divulga balanço das obras nos estádios para a Copa
Seis estádios ficarão prontos para a Copa das Confederações. Os demais serão entregues seis meses antes do Mundial
BRASÍLIA - No balanço das ações do governo para a Copa de 2014, que será divulgado nesta quarta-feira, o Ministério do Esporte anunciará em que pé estão as obras para o Mundial, e para a Copa das Confederações, ano que vem, em várias áreas: estádios, mobilidade urbana, aeroportos, portos, segurança, telecomunicações, energia, saúde e outras. O relatório do ministério descreve que dos 12 estádios, seis estarão concluídos até a Copa das Confederações, que acontece um ano antes da Copa do Mundo, e os outros seis serão entregues seis meses antes do Mundial.
Dos seis estádios da Copa das Confederações, como se sabe, dois já foram concluídos: Castelão (Fortaleza) e Mineirão (Belo Horizonte). A situação dos outros quatros, dirá o ministério, é a seguinte, neste momento: Fonte Nova (Salvador), 83% concluído; Mané Garrincha (Brasília), 78%; Arena Pernambuco (Recife), 77% concluído; e Maracanã (Rio), 75% concluído.
Os estádios da Copa receberam, até agora, desembolso de R$ 1,9 bilhão estatal, cerca de 51% do total financiado. Nos projetos de mobilidade urbana, que envolvem recursos federais, montante de R$ 9 bilhões, 45 dos 53 projetos estão em andamento. Os demais, segundo o governo, iniciarão no primeiro trimestre de 2013. Envolvem 26 corredores e vias, 15 BRTs, 10 empreendimentos de estações, terminais e centros de controle de tráfego, entre outros.
Nos aeroportos, o investimento é de R$ 6,8 bilhões. Oito empreendimentos foram concluídos este ano e concessionárias assumiram operações em três deles. Ao todo, os projetos envolvem 21 novos terminais de passageiros, sete pistas e pátios de aeronaves e duas torres de controle. Além disso, cinco portos passam por obras, cuja previsão de conclusão é em 2013.
No quesito infraestrutura de suportes e serviços, o Ministério do Esporte informa que, nas telecomunicações, a Telebrás cuida de 12 projetos para expansão de rede metropolitana de fibra ótica. E que 70% dessas obras destinadas a servir a Copa das Confederações já estão concluídos.
Na área de turismo, o governo assegura que estão em andamento cerca de 400 intervenções nas cidades-sede e que, todas, serão entregues até dezembro de 2013. Na qualificação profissional para atender turistas, há 240 mil vagas oferecidas, em 117 municípios. E, até agora, 119 mil pessoas já estariam pré-matriculados e outros 54 mil já matriculados. Na segurança pública, dos 14 Centros Integrados de Comando e Controle, 12 já foram iniciados.
Chama a atenção os detalhes na estratégia de segurança para a Copa, que envolverá as tropas militares, as polícias Federal, Rodoviária, Força Nacional, GSI, além dos órgãos locais, como PMs e Bombeiros. O gasto militar previsto é de R$ 700 milhões, dinheiro que será empregado em ações como controle do espaço aéreo, defesa marítima, prevenção e combate ao terrorismo e até fiscalização de explosivos. Já foram adquiridos, segundo o documento do ministério, alguns equipamentos e sistemas, como kit antibomba, armamento e munição letal e salas cofre. Em licitação compra de máscaras anti-gás e plataforma móvel de observação.
Na área de comunicação e marketing, o objetivo é "projetar a imagem do Brasil como país competitivo e inovador, com grande potencial de negócios e capacidade de realização, que se desenvolve de maneira sustentável e com inclusão social". E mais: "reforçar a imagem do Brasil como país hospitaleiro, criativo, alegre, unido, trabalhador, aguerrido, que valoriza a diversidade e rico em belezas naturais".
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ministerio-divulga-balanco-das-obras-nos-estadios-para-copa-7134155#ixzz2GH2KNMcI
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Ligação com torcida organizada põe Fla na mira da Operação Fair Play
'Porrada neles' é uma inscrição estampada em uma camiseta regata da Torcida Jovem vendida pela Fla Boutique, uma loja oficial do Flamengo. Além do evidente mau gosto, a inocente peça de roupa escancara a ligação do rubro-negro carioca com a sua principal organizada.
Por conta da venda desse tipo de produto e de outras coisas mais, o torcedor rubro-negro será obrigado a ver seu clube investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil. A entidade comanda a Operação Fair Play, que já levou a prisão de oito integrantes da Torcida Jovem suspeitos de participar do assassinato do vascaíno Diego Martins Leal. Ele foi morto a tiros e facadas em agosto do ano passado, em Tomaz Coelho, no Rio de Janeiro.
Entre os detidos está o presidente da torcida organizada, Carlos Renato Silva Santos, conhecido como Macedo. Em sua casa foram encontradas uma pistola e um soco inglês. Me pergunto para que uma pessoa guarda dois artefatos como esse...
A sede da Torcida Jovem também foi revistada. Nela foram encontradas armamentos, dinheiro falso e material esportivo oficial do clube. Camisas usadas apenas nos jogos e que sequer são comercializadas para o torcedor comum.
O Flamengo garantiu que vai apurar a origem do material oficial encontrado. "O Flamengo desconhece, a denúncia é grave, e vai apurar se este material realmente saiu de dentro do clube", diz nota oficial do rubro-negro.
Também foram apreendidos carros e motos que eram usados para compor uma verdadeira escolta armada nos deslocamentos da torcida para...Jogos de futebol! Em entrevista coletiva, o delegado Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior que participa da operação se mostrou espantado com o resultado da busca na sede da facção. "A estrutura não é de torcida e sim de crime organizado", declarou.
Nesta sexta-feira, o vice-presidente de finanças do Flamengo, Michel Levy deve comparecer a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, na Barra da Tijuca (região oeste do Rio de Janeiro) para depor e ajudar nas investigações.
Ligação quase umbilical
Apesar de todas as negativas da direção do Flamengo, a ligação do clube com a Torcida Jovem é histórica. Para se ter ideia, o atual presidente do Conselho Fiscal do Fla, Leonardo Ribeiro já foi outrora conhecido como Capitão Léo, o chefe da facção. Sua escalada é das mais interessantes. Da arquibancada ele entrou para a política do clube nos anos de 1990 e se tornou representante do Flamengo na Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Capitão Léo chegou a ocupar a vice-presidência de Controle Interno da entidade. Sua atuação no clube sempre foi marcada por atitudes explosivas e seu último desafeto foi ninguém menos que o eterno ídolo rubro-negro, Zico.
O clube também divulgou nota afirmando que a Fla Boutique não é uma loja oficial. Apenas uma parceria e que o Flamengo não possui gerência na venda de produtos da rede. Na Fla Concept (outra loja do clube) apenas produtos da patrocinadora Olympikus são comercializados.
Ora, como o clube pode manter uma parceria de venda de produtos licenciados sem ao menos ter poder de veto sobre determinados produtos? Em se tratando do Flamengo pode ser apenas mais um dos muitos erros de gestão... Também pode ser outra coisa e é isso que a polícia vai investigar.
Em tempo: a Fla Boutique retirou do ar na madrugada desta sexta-feira os produtos da Torcida Jovem de seu site. Na página um gigantesco banner anuncia a 'Black Friday', uma promoção tradicional nos Estados Unidos (e importada recentemente por lojas brasileiras) que promete descontos de até 50% nos produtos do clube. Chega a ser irônico. Afinal, esta deve ser uma sexta-feira sombria na história do clube mais popular do país.
Fonte: http://br.esporteinterativo.yahoo.com/blogs/futebol-cinco-estrelas/liga%C3%A7%C3%A3o-com-torcida-organizada-p%C3%B5e-fla-na-mira-051212002.html
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Náutico reitera que Aflitos não será vendido
Por Rodolfo Gomes
Desde o fim do ano passado, sabe-se que o Náutico assumirá a Arena Pernambuco, que está ainda sendo construída, como a sua nova casa. No entanto, os dirigentes do clube permanecem com o pensamento de não vender o terreno do estádio dos Aflitos, mesmo avaliado em R$ 200 milhões, dinheiro que poderia deixar o clube em situação bastante confortável.
O Náutico aguarda propostas de empresas que tenham interesse em ocupar o espaço. A intenção é alugar o terreno, localizado em uma área nobre no Recife. "O estádio será demolido e haverá substituição de uma área não rentável para uma rentável. Pretendemos assinar um acordo de 33 anos, mesmo período que o clube atuará na Arena Pernambuco", explicou Roberto Varela, vice-presidente de marketing do clube.
Porém, o dirigente afirma que a sede do clube, localizada nas proximidades dos Aflitos será intocável. "É um patrimônio histórico do Náutico, além de que temos muitas referências naquela região. Não pretendemos acabar com isso", contou o dirigente.
Na nova arena, o Náutico terá um valor mínimo recebido em todas as partidas. A quantia será equivalente à bilheteria de 14 a 15 mil pagantes. Se o público exceder esse número, permanece o acordo de 80% da receita.
Em outubro de 2011, o Náutico formalizou uma parceria com o consórcio (capitaneado pela Odebrecht) da Arena Pernambuco. A assinatura do contrato aconteceu no Palácio do Campos da Princesas, sede do governo do Estado. O documento foi assinado pelo governador Eduardo Campos, pelo presidente do Náutico, Berillo Albuquerque, e pelo diretor-presidente do consórcio, Marcos Lessa.
Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/27/27602/Nautico-reitera-que-Aflitos-nao-sera-vendido/index.php
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Corinthians lançará livro com imagens em 3D
O Corinthians terá mais uma novidade para sua torcida. O clube do Parque São Jorge lançará um livro com imagens em 3D, que contará a história do time, a evolução dos símbolos, explicações sobre o hino e detalhes dos estádios que o clube atuou.
O livro, nomeado de “Coringão- Pop- Up”, foi produzido por Carlinhos Müller e Glória Alves. O lançamento do produto acontecerá na Fnac da Avenida Paulista a partir das 19h.
O Corinthians lançou recentemente uma linha de produtos batizada de “Invasão Corintiana”. A coleção possui peças que remetem à cultura do Japão, país onde o clube disputará o Mundial de Clubes em dezembro.
Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27546/Corinthians-lancara-livro-com-imagens-em-3D/index.php
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Os Naming Rights com o advento da Copa
por Vinicius Paiva
É de conhecimento público que os Naming Rights compõem uma modalidade de parceria em que se cede ao anunciante o direito sobre o nome de determinada propriedade – seja ela o título de um campeonato, evento ou arena esportiva. Corriqueira em países europeus e nos Estados Unidos, a prática ainda não se difundiu por completo no Brasil – ainda que venha se tornando comum e tenha como exemplos experiências nem tão recentes.
De tão bem sucedida, a parceria do Arsenal (Londres) com a companhia aérea Emirates costuma povoar o imaginário brasileiro com constantes especulações acerca da chegada dos árabes. Pudera: o Emirates Stadium é considerado uma jóia entre as arenas europeias, servindo por diversas vezes de casa da Seleção Brasileira quando se apresenta em solo inglês. Nos EUA a tradição é antiga, com parcerias deste gênero sendo identificadas ainda na metade do século passado. Diversos ginásios famosos da NBA– casos do Delta Center ou Staples Center – completam a lista de exemplos. Dos US$ 4 bilhões que o segmento movimentou em 2010, 70% foram investidos nos EUA.
No Brasil, o primeiro caso amplamente conhecido de Naming Rights data de 2005, com a parceria do Clube Atlético Paranaense com a Kyocera, à época empresa de eletrônicos e celulares. A Arena da Baixada passou a ser conhecida como “Kyocera Arena”, num processo que inicialmente gerou desconfianças pelo pouco renome da companhia – que se utilizou desta prerrogativa justamente como porta de entrada para o mercado brasileiro. Com aportes estimados em US$ 2 milhões anuais, a parceria é considerada um case – ainda que tenha se encerrado em 2008 por conta de alterações no foco comercial da empresa.
Atualmente, verificamos a experiência em diversos eventos esportivos: Brasileirão Petrobras, Gaúchão Coca-Cola 2012 (Campeonato Gaúcho de Futebol), Paulistão Chevrolet 2012 e até mesmo o caso extremo da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé (Fórmula Indy), onde dois anunciantes se canibalizam em busca de um espaço no imaginário dos fãs de esportes a motor. Mas a grande questão é que após a parceria de Curitiba, relacionamentos deste tipo não foram mais anunciados em estádios de futebol. Situação que está para mudar com o advento das modernas arenas para a Copa-2014.
Segundo estudo publicado pela consultoria BDO Brazil há cerca de um ano, este seria o potencial dos 12 estádios da Copa na captação de recursos de Naming Rights:
Os valores se encontram relativamente em linha com o tamanho do mercado brasileiro e o benchmark internacional – ainda que subestimem o potencial de arenas como Beira Rio, Castelão ou a própria Arena da Baixada (que arrecadava valores próximos há meia década). Resta claro que os trens-pagadores deste mercado seriam o Maracanã e a Arena Corinthians – o primeiro por se tratar do estádio mais famoso do mundo e o segundo por conta da concentração do mercado publicitário na capital paulista. Em um segundo escalão viria o Mineirão e mais abaixo a Fonte Nova.
Entretanto, a função balizadora dos valores movimentados no país recairá sobre o Corinthians. Isto porque o Edital que prevê a concessão do Maracanã à iniciativa privada estabeleceu, entre outras coisas, a proibição da venda dos direitos de nome do estádio. Esta condição torna ainda mais imprescindíveis os cuidados tomados pela diretoria corintiana com a não-disseminação de apelidos como “Fielzão” ou “Itaquerão”. A marcante característica brasileira de apelidar seus estádios com adjetivos no aumentativo requer tal preocupação.
Outro desafio do clube reside em realmente angariar os R$ 400 milhões (pelo prazo de 20 anos) pedidos inicialmente. Tal cifra representaria 50% do que foi investido na obra – percentual compatível com o praticado no exterior. Mas após uma série de especulações envolvendo empresas predispostas a fecharem parceria, a verdade é que o alvinegro não parece encontrar justificativas suficientes para uma pedida R$ 100 milhões superior ao estimado.
Um grande abraço e saudações!
E-mail da coluna: teoriadosjogos@globo.com
Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/teoria-dos-jogos/2012/11/13/os-naming-rights-com-o-advento-da-copa/
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Mineirão recebe nova parcela do BNDES; Confira a situação dos estádios
Das doze arenas da Copa, só uma, a de Brasília, não terá dinheiro do banco estatal
Por Felipe Castro
O Mineirão recebeu, recentemente, a penúltima parcela, no valor de R$ 55 milhões, do financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Assim, o banco estatal já liberou R$ 380 milhões para aplicação direta nas obras do estádio mineiro. Quem capta estes recursos é o consórcio Minas Arena, responsável pelas obras e pelo gerenciamento do estádio.
O empréstimo total está avaliado em R$ 400 milhões, restando apenas o desembolso de R$ 20 milhões para os próximos meses.
Situação geral
A arena de BH é a mais adiantada em termos de captação de recursos junto ao BNDES, mais até do que o Castelão, estádio que a supera na execução das obras.
Os cearenses já obtiveram R$ 248 milhões dos R$ 351 milhões assinados em empréstimo junto ao BNDES. Têm, portanto, a terceira situação mais definida em termos de liberação do financiamento do banco estatal.
A arena que se coloca logo atrás do Mineirão neste sentido é a Fonte Nova, em Salvador. De acordo com o próprio banco de fomento, restam apenas R$ 32 milhões a serem desembolsados para as obras do estádio da Copa na Bahia. O valor total deste empréstimo é de R$ 323 milhões.
De uma forma geral, oito dos doze estádios da Copa tiveram o financiamento contratado e já estão recebendo as parcelas do BNDES, via linha de crédito ProCopa Arenas.
Arena da Baixada e Arena Corinthians não figuram, por ora, neste grupo: o banco estatal já aprovou o pedido de empréstimo para estas arenas, mas não realizou a contratação, ou seja, não deu o aval para que as primeiras parcelas fossem liberadas.
Um estágio abaixo de paulistas e paranaenses na tramitação está o Beira-Rio. O banco de fomento ainda analisa o pedido de empréstimo para o estádio gaúcho, cuja construtora, Andrade Gutierrez, só aceitou retomar a obra no início deste ano caso houvesse financiamento público.
Por fim, o Estádio Nacional Mané Garrincha é o único das doze arenas a prescindir de empréstimo do BNDES, apesar de também contar com dinheiro público. É que no caso dos brasilienses, a construção do estádio se viabiliza inteiramente por meio de recursos da Terracap (empresa estatal do Distrito Federal), oriundos da venda de terrenos de propriedade do governo.
Casos específicos
Dos estádios que contam com o financiamento em curso, só um deles, a Arena das Dunas, não pode revelar a quantia liberada até aqui. Procurada pela reportagem, a Secretaria da Copa no Rio Grande do Norte explicou que os valores já depositados na conta do consórcio construtor são sigilosos. O estádio é feito por meio de uma parceria público-privada (PPP).
Há, ainda, o caso da Arena Pernambuco, outra PPP. O BNDES tem dois financiamentos em curso, ambos aprovados, para fomentar o estádio da Copa na Grande Recife. Um é privado, tomado pelo consórcio construtor (formado pela Odebrecht) e no valor de R$ 280 milhões, dos quais R$ 190,4 milhões já foram desembolsados.
Mas o outro empréstimo é público, no valor de R$ 400 milhões e dentro da linha de crédito do BNDES específica para a Copa, e só passará a ser liberado a partir do momento em que o estádio for operado, no ano que vem. Neste caso, o primeiro financiamento, na realidade, é um empréstimo-ponte, e o segundo terá nove anos para ser amortizado.
O programa ProCopa Arenas financia até 75% do custo total dos estádios, com um teto de R$ 400 milhões por projeto, incluindo os investimentos no entorno.
Confira na tabela abaixo a situação dos empréstimos do BNDES para os palcos da Copa
Confira quanto falta para cada arena obter o repasse total do BNDES (crédito: Portal 2014)
Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11010/MINEIRAO+RECEBE+NOVA+PARCELA+DO+BNDES+CONFIRA+A+SITUACAO+DOS+ESTADIOS.html
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Classificação de estádios pode ser antídoto para elefantes brancos
Especialistas elogiam iniciativa do Ministério do Esporte, que vai classificar arenas com estrelas
Serão doze arenas prontas para a Copa de 2014 com a mais alta tecnologia disponível no Brasil em termos de entretenimento esportivo. Mas e como ficam as outras centenas de estádios que existem pelo país, muitos deles caindo aos pedaços?
Pensando em criar um padrão de qualidade nas praças esportivas brasileiras, o Ministério do Esporte anunciou no começo deste mês que vai passar a classificar com estrelas todos os estádios brasileiros com capacidade maior do que 10 mil lugares.
Para isso, será feito um estudo em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a um custo total de R$ 5,4 milhões, todo ele bancado pelo ministério.
O objetivo é identificar que tipo de evento cada palco pode receber e analisar, por meio de vistorias técnicas, itens como mobilidade, segurança e conforto.
"O estudo vai nos dar uma real dimensão do que é o estádio de futebol, se ele tem acesso para deficientes, se tem guarda-corpos, se tem iluminação, água potável, estacionamento para o visitante e entrada para o árbitro", explicou o representante do Ministério do Esporte, Paulo Castilho Valendo, ao canal "SporTV".
A metodologia remete à classificação da rede hoteleira no Brasil. No futebol, a Uefa também classifica os estádios da Europa desta forma. Lá, o palco da final da Uefa Champions League, principal torneio interclubes do mundo, só acontece em arenas com a classificação máxima, ou cinco estrelas.
Coautor do projeto do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, especialista em arquitetura esportiva e profissional ligado ao Sindicato da Arquitura e da Engenharia (Sinaenco), Vicente Castro Mello avalia que o ranqueamento do governo é importante, pois o país demorou demais para melhorar sua infraestrutura de estádios.
"O Brasil ficou muito tempo sem melhorar as instalações esportivas e agora, com os grandes eventos esportivos que está sediando, é importante que a gente coloque regras para que haja mais segurança, mais conforto", disse.
Antídoto para elefantes brancos
O ranking do Ministério do Esporte pode ainda ter uma outra serventia, na opinião do diretor de marketing do Portal 2014.
"Os estádios da Copa do Mundo que correm risco de se tornar elefantes brancos podem passar a receber partidas de times de outras cidades a partir desse critério do Ministério do Esporte", diz, para quem a ociosidade dessas arenas seria amenizada.
"Assim, se uma equipe de Paraíba se classificar para a semifinal da Copa do Brasil, por exemplo, ela vai poder atuar na Arena Pernambuco ou na Arena das Dunas, vamos dizer. Partindo do princípio que o Ministério do Esporte e a CBF vão exigir que os estádios das fases decisivas tenham um padrão de qualidade bem alto, caso dos estádios da Copa de 2014", ressalta.
Prada foi um dos coordenadores do "Estudo sobre o estado de manutenção e condições dos estádios brasileiros", realizado pelo Sinaenco em 2007, que avaliou mais de 30 instalações esportivas em todo o país.
O levantamento, na época, apontava que a Fonte Nova, em Salvador, era o que o apresentava piores condições. Trinta dias depois, sete pessoas morreram após o rompimento de uma das lajes do anel superior.
"O estudo já indicava a necessidade urgente de manutenção e reforma nos estádios brasileiros, para garantir segurança e conforto aos torcedores. Um levantamento amplo como esse que o Ministério do Esporte vai fazer, pode diagnosticar problemas para que se evitem outras tragédias", finaliza Prada.
Principais exigências da Uefa para os estádios cinco estrelas da Europa:
- Capacidade mínima de 30 mil lugares
- Assentos individuais com apoio para as costas
- Modernas instalações de segurança
- Assentos apropriados para deficientes e acompanhantes
- Dimensões do campo devem ser de 105m x 68m
- Estádios não podem ter cercas e/ou alambrados separando a torcida do campo
- Espaço suficiente em torno do campo de jogo para anunciar placas publicitárias e pelo menos 18 câmeras de televisão
- Vestiários para ambas equipes e árbitros
- Refletores com intensidade mínima de 1.400 lux
- Assentos individuais com apoio para as costas
- Modernas instalações de segurança
- Assentos apropriados para deficientes e acompanhantes
- Dimensões do campo devem ser de 105m x 68m
- Estádios não podem ter cercas e/ou alambrados separando a torcida do campo
- Espaço suficiente em torno do campo de jogo para anunciar placas publicitárias e pelo menos 18 câmeras de televisão
- Vestiários para ambas equipes e árbitros
- Refletores com intensidade mínima de 1.400 lux
Confira a lista dos estádios da categoria 4 da Uefa, o equivalente a cinco estrelas:
Alemanha
HSH Nordbank Arena (Hamburgo), Olympiastadion (Berlim), Allienz Arena (Munique), Signal Iduna Park (Dortmund), Veltins-Arena (Gelsenkirchen)
HSH Nordbank Arena (Hamburgo), Olympiastadion (Berlim), Allienz Arena (Munique), Signal Iduna Park (Dortmund), Veltins-Arena (Gelsenkirchen)
Espanha
Camp Nou (Barcelona), Estadi Olímpic Lluís Companys (Barcelona), Estadio Olímpico de Sevilla (Sevilla), Santiago Bernabéu (Madri), Vicente Calderón (Madri)
Camp Nou (Barcelona), Estadi Olímpic Lluís Companys (Barcelona), Estadio Olímpico de Sevilla (Sevilla), Santiago Bernabéu (Madri), Vicente Calderón (Madri)
França
Stade de France (Paris)
Stade de France (Paris)
Grécia
Olímpico de Atenas (Atenas)
Olímpico de Atenas (Atenas)
Itália
San Siro (Milão), Stadio Olimpico di Roma (Roma), Stadio Olimpico di Torino (Turim)
San Siro (Milão), Stadio Olimpico di Roma (Roma), Stadio Olimpico di Torino (Turim)
Áustria
Ernst-Happel-Stadion (Viena)
Ernst-Happel-Stadion (Viena)
Holanda
Amsterdam Arena (Amsterdã), Feijenoord Stadion "De Kuip" (Roterdã)
Amsterdam Arena (Amsterdã), Feijenoord Stadion "De Kuip" (Roterdã)
Portugal
Estádio da Luz (Lisboa), Estádio do Dragão (Porto), Estádio José Alvalade (Lisboa)
Estádio da Luz (Lisboa), Estádio do Dragão (Porto), Estádio José Alvalade (Lisboa)
Reino Unido
Old Trafford (Manchester), Wembley (Londres), Hampden Park (Glasgow), Ibrox Stadium (Glasgow), Millennium Stadium (Cardiff)
Old Trafford (Manchester), Wembley (Londres), Hampden Park (Glasgow), Ibrox Stadium (Glasgow), Millennium Stadium (Cardiff)
Rússia
Estádio Luzhniki (Moscou)
Estádio Luzhniki (Moscou)
Turquia
Estádio Olímpico Atatürk (Istambul), Estádio Sükrü Saracoglu (Istambu), Türk Telekom Arena (Istambul)
Estádio Olímpico Atatürk (Istambul), Estádio Sükrü Saracoglu (Istambu), Türk Telekom Arena (Istambul)
Romênia
National Arena (Bucareste), Cluj Arena (Cluj)
National Arena (Bucareste), Cluj Arena (Cluj)
Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10963/CLASSIFICACAO+DE+ESTADIOS+PODE+SER+ANTIDOTO+PARA+ELEFANTES+BRANCOS.html
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
60% das pessoas acreditam na conclusão das obras da Copa, diz pesquisa
Otimismo acontece porque monitoramento da Fifa é constante, diz empresa que realizou o levantamento
A maioria dos brasileiros acredita que as obras da Copa estarão prontas a tempo. É o que aponta pesquisa realizada pelo Skyscanner, buscador online de passagens aéreas promocionais e hotéis.
De acordo com a pesquisa, 59,2% dos entrevistados se mostraram otimistas com a conclusão das obras do Mundial dentro do prazo. Em relação ao levantamento anterior, realizado em março, o número mais que dobrou --na ocasião, só 26% diziam acreditar na conclusão das obras.
Para o diretor da empresa, Mateus Rocha, a mudança de percepção dos entrevistados se deve ao fato de que a Fifa está cobrando e monitorando de perto os gestores da Copa no Brasil.
"Ao que tudo indica as pressões feitas pela Fifa estão surtindo efeito e levando a população a acreditar no cumprimento dos prazos”, explica.
Quase 4 mil pessoas foram entrevistadas no último mês de setembro.
Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10953/60+DAS+PESSOAS+ACREDITAM+NA+CONCLUSAO+DAS+OBRAS+DA+COPA+DIZ+PESQUISA.html
domingo, 7 de outubro de 2012
Lições olímpicas: em Pequim, estádios e gastos monumentais
Jogos deram exposição, mas instalações deixaram dívidas e se tornaram elefantes brancos
Por Jorge Luiz Rodrigues
RIO - Quatro anos depois dos Jogos Olímpicos-2008, embora seja possível notar melhorias expressivas no transporte público e na infraestrutura da capital chinesa, as instalações espetaculares construídas para o megaevento estão subutilizadas ou abandonadas, consumindo verbas públicas.
A liderança no quadro de medalhas, com 51 ouros, destronando EUA e Rússia, foi o grand finale para a nação anfitriã, que trabalhou durante sete anos para realizar o megaevento sem problemas de infraestrutura. Dias antes do início das competições, o presidente da China, Hu Jintao, discursou, pedindo ao mundo que não misturasse questões políticas com as competições. Num país que censurou sites contrários ao regime, isolou do mundo o Tibete desde os protestos de março de 2008 e pôs Xinjiang sob vigilância após ataque terrorista que matou 16 policiais antes dos Jogos, não houve como dissociar política e esporte durante as Olimpíadas.
O Partido Comunista quis impressionar o mundo com a pujança de uma nação emergente e mostrar aos chineses que o planeta os respeitava. Durante os 16 dias (8 a 24 de julho), o show distraiu a atenção da população de problemas como corrupção, arbitrariedades, falta de preservação ambiental e desigualdade de renda.
Pela primeira vez, a China teve de abrir suas fronteiras a qualquer cidadão que possuísse uma credencial olímpica. No entanto, o controle do governo sobre o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 foi total, com o ex-prefeito (nomeado pelo PC) Liu Qi no comando. Havia apenas dois funcionários estrangeiros: um húngaro e um senegalês. Às vezes, o Comitê Olímpico Internacional (COI) se via obrigado a intervir. O Serviço de Notícias Olímpicas se transformou em rara exceção. Foi terceirizado para a empresa holandesa Infostrada. Afinal, os chineses não são o que se pode chamar de especialistas em liberdade de informação.
De 2001 a 2008, as mudanças na cidade foram marcantes. Cerca de 80% das lâmpadas das ruas em volta dos locais de competição passaram a ter energia gerada por meio de captação solar. O mesmo aconteceu com 90% da água para a banho na Vila Olímpica.
A construção de cinco arcos rodoviários (o Rio ainda nem ganhou o seu) e de mais quatro linhas de metrô (aumentando o total para oito), os trens de suspensão magnética e o sistema de controle de tráfego beneficiaram o transporte. Faixas exclusivas para o deslocamento da família olímpica, além de férias escolares e de repartições públicas ajudaram o trânsito.
Novos bairros surgiram ao redor dos anéis viários. Como os das vilas Olímpica e de Mídia, erguidas em prédios com apartamentos de até quatro quartos, bem maiores do que o apertado padrão chinês. O slogan olímpico de 2008, “Um mundo, um sonho”, tomou conta da capital, que ganhou um aeroporto internacional novinho em folha, hoje, o segundo do mundo em volume de passageiros, superado pelo de Atlanta (EUA), a sede olímpica de 1996.
De 2002 a 2008, fábricas foram fechadas para melhorar a qualidade do ar. Mesmo assim, Pequim teve vários dias cinzentos durante o abafado verão olímpico. Hoje, o problema persiste.
Com os US$ 34 bilhões (R$ 68,79 bilhões) de investimento, Pequim ganhou 19 novos estádios, remodelou 13, adaptou 59 locais de treinos e construiu quatro pontos fundamentais: a Vila Olímpica, a Vila de Imprensa, o Centro Principal de Imprensa (MPC) e o Centro Internacional de Rádio e TV. Ergueu novos estádios para o futebol, em Tianjin e em Qinhuangdao, e a marina para o iatismo, em Qingdao, a 600 quilômetros do Sul da capital.
O centro nervoso dos Jogos foi o Olympic Green (Verde Olímpico), com 1.135 hectares, a 22 quilômetros do Centro. Abrigou 13 dos 32 locais de competições, além da Vila, de um hotel seis estrelas, do MPC e do IBC. A atração principal foi o estádio Ninho do Pássaro, com 80 mil lugares, sede do atletismo, das finais do futebol e das cerimônias de abertura e encerramento. Ao lado, fica o ginásio, com 18 mil lugares, para ginástica, handebol e vôlei. Também com 18 mil lugares, o Cubo D’Água nasceu para ser futuro centro nacional de natação e abrigar ainda saltos ornamentais, nado sincronizado e polo aquático.
Hoje, a realidade é desanimadora. Tanto o Ninho quanto o Cubo se tornaram elefantes brancos. Em 2009, o Ninho recebeu a Corrida dos Campeões, que reuniu o heptacampeão de Fórmula 1 Michael Schumacher e o inglês Jenson Button, entre outros. Em 2010, foi palco da decisão da Supercopa da Itália, entre Milan e Internazionale. Abrigou o primeiro rodeio da China e o parque temático “Maravilhas do inverno”. Em junho passado, a administração estimou que seriam necessárias três décadas para recuperar os 3 bilhões de iuans (US$ 480 milhões) gastos na construção.
O Cubo teve prejuízo de 11 milhões de iuans (R$ 3,17 milhões) em 2011, mesmo com contínuo subsídio do estado. A instalação foi transformada em parque aquático de diversões.
Erros e acertos de Pequim e de sedes anteriores serviram para Londres planejar suas Olimpíadas.
— Barcelona (1992) e Munique (1972) conseguiram integrar instalações à vida da cidade, enquanto Pequim (2008) e Atenas (2004) tiveram problemas — disse ao GLOBO, em maio passado, Richard Burdett, diretor do LSE Cities, um centro de pesquisas da Escola de Ciências Políticas e Econômicas de Londres.
Quatro prefeitos, da eleição à realização
A partir de 13 de julho de 2001, quando Pequim precisou de apenas duas rodadas de votação para ser eleita sede das Olimpíadas-2008 com mais da metade (56) dos 105 votos dos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), a capital chinesa teve quatro prefeitos, que trabalharam desde a vitória da candidatura até a realização do megaevento.
Liu Qi, que assumira em 1999, foi o primeiro deles. Responsável pela campanha vitoriosa, governou até janeiro de 2003. Saiu da prefeitura para assumir os postos de secretário do Comitê Municipal de Pequim do Partido Comunista Chinês e de presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos-2008. Tornou-se mais influente nos Jogos do que seus sucessores. Foi ele que discursou nas cerimônias de abertura e encerramento.
Em janeiro de 2003, o PC apontou Meng Xuenong para suceder Liu. No entanto, Meng resistiu apenas três meses na prefeitura. O partido o defenestrou, juntamente com o então ministro da Saúde, Zhang Wenkang. Foram responsabilizados por falhas no combate à epidemia de gripe aviária.
Wang Qishan o substituiu em caráter emergencial em abril, sendo confirmado prefeito em janeiro de 2004. Acabou promovido no PC em 2007, chegando a vice-premier no ano seguinte. Guo Jinlong assumiu a prefeitura em 2007 e foi confirmado no cargo em janeiro de 2008. Comandou a cidade nos Jogos. Só saiu em julho passado, após renunciar.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/licoes-olimpicas-em-pequim-estadios-gastos-monumentais-6292909#ixzz28cbZc7eE
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Brasil 2014: estádios e arquitetura para exportação
Seminário profissional no dia 23 discutirá preparação de empresas brasileiras para o mercado mundial
Depois de enfrentar os projetos das grandes arenas de futebol para 2014 e todo o planejamento dos equipamentos esportivos para a Olimpíada de 2016, além de terminais de aeroportos, metrôs e outros sistemas de mobilidade urbana, os arquitetos brasileiros querem agora levar essa expertise para outros países.
O Brasil tem cerca de 9.200 escritórios de arquitetura, cujo mercado é estimado em cerca de R$ 1 bilhão anualmente. Num cenário internacional marcado pela crise econômica que afeta as principais economias desenvolvidas, o mercado brasileiro e os cerca de R$ 1,7 trilhão a serem investidos em obras de infraestrutura no país até 2016 acirram a competição dos escritórios locais com os grandes e médios escritórios de arquitetura mundiais. Nesse contexto, os escritórios brasileiros de arquitetura começam a se preparar para disputar mercados, nopaís e no exterior.
Para isso, membros de associações brasileiras de arquitetura reúnem-se no dia 23 de outubro, em São Paulo, num encontro com arquitetos estrangeiros. O objetivo é intercambiar experiências com profissionais da Espanha, EUA e Colômbia, com a meta de exportar serviços de consultoria e projetos a países da América Latina, África e Oriente Médio. O workshop é organizado pela AsBEA (Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura), com apoio da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
Associações brasileiras e internacionais
Além da AsBEA, estarão representados o IAB (Instituto Brasileiro de Arquitetos) e o CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo). Da Espanha, virão os arquitetos Lluís Comeron, diretor do Colégio de Arquitectos de Catalunya; e Fermin Vazquez, do escritório b720 (Barcelona). A experiência da Colômbia será apresentada pela arquiteta Ximena Samper, do escritório German Samper, de Bogotá. Dos Estados Unidos virá o arquiteto RK Stewart - ex presidente do AIA (The American Institute of Architects).
Segundo o presidente da AsBEA, o arquiteto Eduardo Sampaio Nardelli, a articulação promovida nestes encontros é o primeiro passo para os escritórios de arquitetura se capacitarem para uma atuação global, tanto para exportação de serviços de arquitetura quanto para receber parceiros internacionais.
O encontro acontece na ocasião do Seminário Internacional AsBEA: Honorário, Autoria e Contratos: a realidade brasileira e global, no dia 23 de outubro, em São Paulo. O próximo seminário acontecerá em novembro e terá como tema os Sistemas de Aprovação de Projetos: Eficiência, Transparência e Responsabilidade.
Mais informações no site da AsBEA
Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10823/BRASIL+2014+ESTADIOS+E+ARQUITETURA+PARA+EXPORTACAO.html
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Globo cobrará para falar naming rights, diz portal
Segundo o portal "UOL", a Rede Globo divulgará o naming rights de estádios em suas transmissões a partir de 2013. A emissora receberá uma remuneração em troca, mas a forma de pagamento ainda não foi definida.
A Globo poderá receber o dinheiro de duas maneiras: ficando com uma pequena parcela dos contratos entre o clube e a empresa parceira das arenas ou cobrando dos patrocinadores um valor para citar o nome deles nas transmissões.
“O departamento comercial está definindo a forma. A parte da emissora será pequena. Os clubes vão ficar com o grosso”, revelou Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes.
O assunto é tema recorrente nos debates sobre comportamentos da mídia em relação ao esporte. A Globo realizava, desde o ano passado, uma pesquisa interna sobre a possibilidade de citar os parceiros comercais das arenas.
O faturamento com naming rights é o principal alicerce do projeto comercial dos novos estádios brasileiros. Um dos maiores contratos desse modelo no mundo é entre Bayern de Munique e a seguradora Allianz, que nomeia o Allianz Arena, estádio construído para a Copa do Mundo de 2006. O clube recebe 6,5 milhões de euros por ano da empresa.
Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26923/Globo-cobrara-para-falar-naming-rights-diz-portal/index.php
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Ministro do Esporte diz que estádios podem ser repassados após a Copa
Brasília, 18 set (EFE).- O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou nesta terça-feira que alguns estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014 podem ter sua administração repassada para o setor privado para que o evento não deixe alguns "elefantes brancos".
Em entrevista coletiva concedida a correspondentes estrangeiros, Rebelo revelou que administradores de arenas esportivas de todo o mundo manifestaram interesse na gestão de alguns estádios brasileiros que receberão partidas do Mundial.
Atualmente, dos 12 estádios em que ocorrerão jogos da Copa, os de seis cidades são administrados por governos estaduais - Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Brasília, Natal e Manaus. No caso das três últimas, nem sequer há equipes na elite.
Apesar do risco de não haver partidas da primeira divisão nesses locais, Rebelo ressaltou se tratar de arenas multiuso, que ficarão preparadas para realizar grandes eventos esportivos e também artísticos, além de que contarão com centros de convenções, restaurantes e núcleos comerciais, que garantirão sua utilização e darão um caráter sustentável às obras.
O ministro destacou também que as obras estão seguindo os cronogramas estabelecidos junto à Fifa visando o Mundial e a Copa das Confederações, que acontecerá em 2013, a princípio, nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza.
Quanto à segurança, o Rebelo lembrou que o Brasil já tem experiência com grandes celebrações e citou como exemplo os carnavais do Rio, da Bahia e de Pernambuco, que a cada ano atraem milhões de turistas estrangeiros e são realizados habitualmente com as ruas repletas de gente e sem maiores incidentes.
Segundo os cálculos do ministro do Esporte, o país receberá durante os 31 dias da Copa cerca de 600 mil estrangeiros, que se unirão aos cerca de 3 milhões de brasileiros que circularão pelo país para acompanhar as seleções participantes.
Apesar desses números e da enorme distância entre as sedes, que poderá ser de até 6 mil quilômetros, Rebelo previu que não haverá dificuldades maiores para a mudança, devido, segundo ele à eficiência e a experiência das companhias aéreas nacionais.
Por fim, o ministro voltou a dizer que um dos fatores diferenciais do Mundial no Brasil será "o povo brasileiro, com sua diversidade e sua cultura", que se esforçará ao máximo para fazer do evento "uma grande festa cultural internacional".
Fonte: http://www.efe.com/efe/noticias/brasil/portadabra/ministro-esporte-estadios-podem-repassados-apos-copa/3/20/1871098
Estádios da Copa já têm estrangeiros interessados em concessão
Por Hugo Bachega
BRASÍLIA, 18 Set (Reuters) – Empresas estrangeiras administradoras de espaços multiuso já demonstraram interesse nas concessões dos estádios da Copa do Mundo de 2014, disse nesta terça-feira o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
Dos 12 estádios que estão sendo construídos ou reformados para o torneio, apenas três são privados, em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, e há expectativa principalmente quanto ao uso após o Mundial de arenas em cidades com pouca tradição no futebol, como Brasília, Manaus e Cuiabá.
"Administradores europeus já estão atrás dos estádios... Tem um interesse", disse Aldo em entrevista a correspondentes estrangeiros.
Os projetos dos estádios da Copa foram adaptados ao conceito multiuso, que prevê a utilização para apresentações musicais, exposições e outros eventos além do futebol. As arenas terão restaurantes, centros de compras e convenções e, em alguns casos, até hotéis.
A capacidade das arenas para o Mundial vai de 43 mil lugares, como em Cuiabá, a até 79 mil espectadores, como no Maracanã.
Aldo disse que algumas empresas, incluindo a AEG, que administra, entre outras arenas, o Staples Center, em Los Angeles, já demonstraram interesse na administração do estádio de Brasília.
Segundo o ministro, já há negociações também nos casos de Salvador e Natal com algumas empresas. Em Recife, a gestão da arena ficará a cargo do Náutico.
O Maracanã também pode ser oferecido para concessão, e o empresário Eike Batista já declarou interesse em assumir a administração do estádio, que será palco da final da Copa do Mundo de 2014.
Dos nove estádios públicos, cinco estão sendo reformados em Parcerias Público-Privadas (PPP) – Belo Horizonte, Fortaleza, Natal, Recife e Salvador.
Aldo descartou que as arenas possam se tornar "elefantes brancos" após o Mundial, como foi o caso na África do Sul depois da Copa do Mundo de 2010. "Não tem elefante na nossa fauna, nem dessa cor", disse.
O ministro disse que a expectativa é de que os gastos de governo com o torneio cheguem a 33 bilhões de reais, entre União e Estados, incluindo empréstimos para a reforma de estádios e obras de mobilidade urbana e outros investimentos em infraestrutura.
Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9401
Autor de lei anti-cerveja no Rio mantém posição contrária e nega apoio à Ferj
Deputado Luiz Paulo é contra retomada de comercialização de álcool no Carioca-2013
Por Leo Burlá
Autor da Lei Estadual 2.191, que proíbe venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol do Rio de Janeiro e em suas proximidades (num raio de até 500m), o deputado estadual fluminense Luiz Paulo (PSDB) reagiu com naturalidade à ideia de Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio (Ferj), que pretende que a comercialização seja retomada a partir de 2013.
O parlamentar garantiu que sua posição não mudou e deixou claro que se manterá firme em seus pontos de vista sobre a questão:
- Quem decide isso é o Legislativo e o Executivo. Sou totalmente contrário à liberação, jamais terão meu apoio, mas sei que as leis não são definitivas. Se ele (Rubens) vai ao procurador, deve entender que pode haver inconstitucionalidade. Futebol e bebida são coisas que não dão certo juntas - disse ao LANCENET!.
Ao LANCENET!, Rubens Lopes revelou que vai conversar com Cláudio Lopes, procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, pedindo que o magistrado se sensibilize com a causa. É provável que o cartola tente convencer o procurador de ajuizar uma ação no Ministério Público em favor do tema da retomada da venda.
A lei de 98 ganhou mais força a partir da criação do Estatuto do Torcedor, em 2003. O próprio Luiz Paulo admitiu que a fiscalização poderia ter sido mais rígida antes do conjunto de normas assinadas pelo ex-presidente Luiz Inácio da Silva. Antes do Estatuto, era comum a venda livre de bebidas nos estádios da capital.
- A discussão da bebidas vai voltar à tona no Rio de Janeiro - apostou Luiz Paulo.
BEBIDA PASSA NA LEI GERAL
Um dos pontos que mais atrasou a votação da Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 foi a liberação do consumo e venda de bebidas alcóolicas durante o Mundial. Após muitas idas e vindas na Câmara e no Senado Federal, a venda foi ratificada e será válida durante as competições da Fifa.
O parecer da Lei Geral foi favorável à comercialização, mas exige que a mesma só “será admitida desde que o produto esteja embalado em material de plástico, vedado o uso de qualquer outro tipo de embalagem.”
Para que os necessários ajustes legais fossem feitos, o texto da Lei Geral, de autoria do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), suspendeu o artigo do Estatuto do Torcedor que proíbe bebidas alcoólicas no interior dos estádios. Porém, não interfere nas leis estaduais sobre o tema. Os estados e municípios terão de legislar sobre o assunto.
O artigo retirado para as competições diz que o participante do espetáculo “não pode portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar prática de atos de violência.”
Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/Autor-anti-cerveja-Rio-Ferj-Futebol_0_776322570.html#ixzz26vI8nAJ8
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Venda de cerveja dentro dos estádios deve ser liberada no Carioca-2013
Medida foi anunciada nesta terça-feira pelo presidente da Ferj, Rubens Lopes
Por Léo Burlá
O presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes, anunciou nesta terça-feira que o Campeonato Carioca de 2013 deve ter liberada a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios. A medida tem o apoio dos clubes.
Rubens Lopes terá uma reunião com o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, para discutir a questão. O dirigente afirmou ainda que tem o desejo de que o prefeito Eduardo Paes regulamente a venda de bebidas alcoólicas no entorno dos estádios.
A venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol e em suas proximidades (num raio de até 500m) está proibida no Rio de Janeiro desde 23 de junho de 1998, quando foi aprovada a lei estadual 2.991. O presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, mostrou-se recentemente favorável ao fim da proibição.
- Na Inglaterra pode beber e isso não aumentou a violência nos estádios. Temos um estudo que mostra que a maioria das pessoas deixa para entrar no estádio perto do apito inicial e ainda há quem entre durante o jogo, para ficar bebendo no lado de fora, porque sabe que lá dentro não vai ter. E o que isso causa? Tumulto e problemas no acesso ao estádio, que só privilegiam o bandido - declarou o dirigente alvinegro, há duas semanas.
Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/Venda-cerveja-estadios-liberada-Carioca-2013_0_776322394.html#ixzz26periVky
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Dirigentes do Rio sugerem limitação de membros de organizada nos estádios
Ao TJ-RJ, cartolas recomendam liberação de venda de bebidas alcoólicas dentro das arenas
A Federação de Futebol do Rio (Ferj) divulgou nesta quinta-feira o documento enviado nesta semana ao Tribunal e Justiça do Estado TJ-RJ) com sugestões para reduzir a violência das torcidas organizadas do estado. Os pontos foram definidos durante reunião com representantes dos quatro grandes do Rio, há uma semana.
Entre alguns pontos, os dirigentes entendem que a violência perderia força se fosse limitado o número de membros das torcidas organizadas nos estádios, houvesse identificação biométrica e fosse vetada a venda de bebidas alcoólicas no entorno do estádio nas horas que antecedem e sucedem o jogo, liberando a comercialização no interior, mas só enquanto a bola não rolar.
PONTOS SUGERIDOS:
JECRIM
1 - Presença do Juizado Especial Criminal (Jecrim) por período mínimo de 3 horas, antes do inicio da partida e até 3 horas, após o término, em todos os estádios onde ocorrerem jogos com a participação de pelo menos um grande. Também foi sugerida a criação de uma unidade da Polícia Civil para centralizar os flagrantes nos eventos especiais.
TORCIDAS ORGANIZADAS NOS ESTÁDIOS
2 - Limitar a entrada de membros até 5% da capacidade do estádio. Nos clássicos, essa fatia seria dividida pela metade entre os clubes. Definir locais específicos para as organizadas dentro dos estádios. A entrada das facções deve ocorrer em catracas com identificação biométrica, em um portão separado só para isso. A polícia ainda deve ter carta branca para revistar qualquer membro da organizada.
EFETIVO POLICIAL
3 - Clubes pedem presença de policiais militares nos locais dos estádios destinados às torcidas organizadas em número suficiente para garantir a ordem, bem como, nas estações de trem e metrô em dias de jogos, além das principais vias de acesso aos estádios. Solicitam ainda a instalação de esquema de segurança similar ao de aeroportos.
CADASTRAMENTO
4 - Pedem cadastramento dos membros das torcidas organizadas, ressaltando que o Ministério do Esporte chegou a dar início ao procedimento pelo estado do Paraná e sinalizou com a continuidade dos trabalhos no Rio. Alguns clubes chegaram a ser procurados, mas o programa, segundo os dirigentes, foi suspenso.
RESPONSABILIZAÇÃO
5 - Clubes pedem responsabilização civil de toda a direção da torcida organizada que tiver qualquer de seus membros envolvido em delitos. Solicitam ainda monitoramento das redes sociais e até telefones para que a violência das organizadas seja desarticulada.
BEBIDA
6- Dirigentes sugerem proibir a venda de bebida alcoólica em determinado perímetro dos estádios, desde três horas antes do início das partidas e até uma hora depois do término. Clubes consideram relevante a liberação da venda de bebidas no interior dos estádios, mas só antes de a bola rolar e fora do assento dos torcedores.
Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/Dirigentes-Rio-limitacao-organizada-estadios_0_773322843.html#ixzz26ODCqTbg
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Estádios de Recife e Natal têm mais irregularidades, mostra o TCU
Por Rodrigo PedrosoSÃO PAULO - Quatro dos 12 estádios que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 têm indícios de irregularidades em suas obras, segundo levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) referente ao mês de agosto, divulgado nesta quarta-feira. As obras das arenas de Manaus, Fortaleza, Natal e Recife estão sendo analisadas pelo tribunal em parceria com o Ministério Público.
No caso da Arena Pernambuco, em Recife, o tribunal afirma que encontrou “pontos críticos no contrato de construção”, como o uso de expressões subjetivas e transferência ao poder público de riscos financeiro e cambial.
Na Arena das Dunas, em Natal, há indícios de irregularidades no novo edital realizado após uma primeira licitação sem concorrentes, e no contrato assinado para a formação da parceria público-privada (PPP) responsável pela construção do estádio.
Já na Arena Amazônia foi apontado sobrepreço. Na amostra de R$ 200 milhões analisada, R$ 71,2 milhões estavam acima dos preços praticados em Manaus. No Castelão (CE), alguns pontos do contrato foram considerados críticos, como transferência ao poder público de risco que deve ser exclusivo do concessionário e expressões subjetivas.
Em agosto, a Arena Amazônia estava orçada em R$ 515 milhões, enquanto o Castelão tinha previsão de custo de R$ 623 milhões; a Arena Pernambuco de R$ 530 milhões; e a Arena das Dunas de R$ 350 milhões.
Leia mais em:
http://www.valor.com.br/brasil/2827268/estadios-de-recife-e-natal-tem-mais-irregularidades-mostra-o-tcu#ixzz26Iwgs3Dj
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