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sexta-feira, 1 de março de 2013

Governo do Rio divulga edital de privatização do Maracanã


Licitação está marcada para o dia 11 de abril
Grupo vencedor cuidará também das obras no entorno
Reforma deverá ser concluída até 24 de maio, prazo da Fifa

RIO - O edital de privatização do Maracanã foi divulgado nesta segunda-feira pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, que marcou a licitação para 11 de abril, às 10h. A empresa ou o consórcio que assumir o estádio terá que cuidar também do Maracanãzinho e do entorno. A sessão de licitação será no auditório do prédio anexo do Palácio Guanabara, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul da capital fluminense.
O decreto com o edital foi publicado nesta segunda no Diário Oficial. A data do anúncio do vencedor do processo licitatório é também 11 de abril. A responsabilidade da licitação é da Casa Civil, que formou uma Comissão Especial de Licitação, presidida por Luiz Roberto Silveira Leite. O modelo de gestão proposto para o Maracanã é de parceria público-privada (PPP).
O Maracanã, que será palco das finais da Copa das Confederações (torneio a ser disputado de 15 a 30 de junho deste ano) e da Copa do Mundo de 2014, está em reforma desde 2010. Nas Olimpíadas de 2016, o Maracanã vai receber a abertura e o encerramento do evento. O fim das obras deveria ter sido em dezembro passado, mas elas atrasaram e a previsão de entrega agora é 24 de maio, prazo máximo dado pela Fifa.
A fasa etual da reforma é a da instalação das cadeiras e da lona da cobertura. No fim de 2012 o governo do estado informou que 80% das obras estavam concluídos. D e lá para cá não divulgou mais percentual algum.
A partida de reinauguração do estádio, construído para a Copa de 1950, está prevista para 2 de junho, um amistoso entre as seleções de Brasil e Inglaterra. O calendário de jogos na Copa das Confederações é o seguinte: México x Itália, em 16 de junho; Espanha x Taiti, em 20 de junho; e a decisão do torneio, em 30 de junho.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/governo-do-rio-divulga-edital-de-privatizacao-do-maracana-7666782#ixzz2MHihxWTp 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ministério de Esporte lança projeto de criação de centros esportivos


O Ministério do Esporte lançou um programa para a construção de diversos Centros de Iniciação ao Esporte (CIE), cujo objetivo é desenvolver algumas modalidades e deixar um legado da realização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, a outros municípios do país, não apenas a capital carioca. A candidatura das cidades foi aberta nesta segunda-feira.
O CIE faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as cidades elegíveis estão dentro do Grupo 1, ou seja, integrantes das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Curitiba, Porto Alegre, Distrito Federal e Região Integrada do Entorno do Distrito Federal; também cidades com mais de 70 mil habitantes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e aquelas com mais de 100 mil habitantes no Sul e Sudeste.
A preferência para a escolha dos municípios serão áreas de vulnerabilidade social. O programa prevê a contratação de 300 instalações ainda neste ano, com investimento de R$ 800 milhões. O CIE terá parâmetros oficiais para detectar novos talentos, estimular a formação de atletas e comportar a realizações de competição.
Os ginásios poliesportivos e as demais estruturas deverão desenvolver 13 modalidades olímpicas, sete paraolímpicas e uma não-olímpica. Há três opções de módulo para o projeto, com áreas de 2,5 mil m², 3,5 mil m² e 7 mil m², e custos de R$ 2,4 milhões, R$ 2,6 milhões e R$ 3,2 milhões, respectivamente. A prefeitura deverá escolher o que melhor se enquadra nas características do município, de acordo com o tamanho de terreno disponível.
As inscrições dos municípios interessados em receber os CIEs podem ser feitas no portal do Ministério do Esporte, até o dia 5 de abril.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/ministerio-de-esporte-lanca-projeto-de-criacao-de-centros-esportivos,e53d737e1a0ac310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Financiadora de estudos e projetos lança edital voltado ao desenvolvimento de esportes paralímpicos


A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançou uma chamada pública que vai financiar empresas brasileiras para o desenvolvimento de produtos inovadores relacionados a esportes paralímpicos que envolvam risco tecnológico associado a oportunidades de mercado. A ideia é promover a inclusão social das pessoas com deficiência. Ao todo, serão destinados R$ 20 milhões em recursos não reembolsáveis da subvenção econômica.

De acordo com o edital, serão apoiados projetos que se refiram exclusivamente às modalidades definidas a seguir: Atletismo; Basquete em Cadeira de Rodas; Bocha; Ciclismo; Esgrima em Cadeira de Rodas; Futebol de Cinco; Futebol de Sete; Goalball; Halterofilismo; Hipismo; Judô; Natação; Remo; Rugby em Cadeira de Rodas; Tênis de Mesa; Tênis em Cadeira de Rodas; Tiro com Arco; Tiro Esportivo; Vela e Vôlei Sentado.

O valor solicitado à Finep/FNDCT na proposta deverá, obrigatoriamente, enquadrar-se entre o mínimo de R$ 700 mil e o máximo de R$ 4 milhões. O formulário de apresentação de propostas será disponibilizado no dia 14/12/2012. As empresas têm até o dia 04/02/2013 para envio das propostas eletrônicas.

Detalhes

De acordo com o texto da chamada, a soma do montante solicitado, associada aos valores já concedidos pela FINEP à empresa beneficiária proponente em editais anteriores de subvenção econômica à inovação nacional, não poderá exceder os seguintes valores: faturamento bruto da beneficiária proponente no ano de 2011 e o capital social da beneficiária proponente.

Entende-se por valores já concedidos aqueles projetos aprovados pela Finep por força de editais anteriores de subvenção econômica à inovação nacional, que se encontram em fase de contratação ou devidamente contratados (excetuam-se os contratos com prazo de execução encerrado e com atestado de adimplência da Finep).

As propostas que não observarem esses limites quanto ao valor solicitado à Finep serão eliminadas da seleção pública.

Fonte: http://www.cpb.org.br/noticias/financiadora-de-estudos-e-projetos-lanca-edital-voltado-ao-desenvolvimento-de-esportes-paralimpicos/

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Concessão do Maracanã devolverá ao estado menos de 30% do que foi investido na reforma


A minuta do edital foi divulgada nesta segunda-feira. Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio Célio de Barros serão demolidos

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O governo do estado não terá retorno financeiro dos R$ 859,9 milhões em investimentos que estão sendo feitos com recursos próprios e empréstimos do BNDES para preparar o Complexo do Maracanã para a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Ao divulgar detalhes da minuta do edital de concessão do espaço à iniciativa privada, o secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fitchner, informou que o vencedor da concorrência vai operar o complexo por 35 anos, a partir de 2013. O valor da outorga anual previsto no edital será de R$ 7 milhões quitados em 33 parcelas anuais. Ou seja: o governo estadual receberá apenas R$ 231 milhões em 35 anos ou 26,86% do total investido, caso e a concessão seja feita pelo valor mínimo.
Embora a concessão seja por 35 anos, nos dois primeiros anos de obras não haverá contrapartida para o estado devido ao elevado nível de investimentos que será exigido:
— Quando começamos a estudar a concessão do Maracanã, em 2008, pensávamos em transferir à iniciativa privada os custos de fazer a reforma completa. Mas a conta não fechava, devido ao elevado nível de gastos para prepará-lo para os megaeventos. O estado precisou investir previamente. Além disso, vale lembrar que o consórcio que vencer a concorrência, além de pagar a outorga anual ao estado, ainda terá que investir mais R$ 469,4 milhões em obras no complexo até 2016 — explicou Regis Fitchner.
Os R$ 469,4 milhões são considerados investimentos essenciais para que o concessionário tenha receitas complementares com a transformação do estádio em um complexo de lazer maior, com a implantação de estrutura para bares, restaurantes e outras atividades de entretenimento para o público. Segundo a minuta do edital, nenhum clube de futebol terá exclusividade pelo uso do espaço. Para atender a esse item, não poderão participar da concorrência clubes de futebol ou grupos que tenham vínculos com qualquer dos principais clubes do Rio, de forma direta ou indireta. Além disso, para manter o estádio com a vocação de “templo mundial do futebol”, o concessionário não poderá ostentar símbolos de qualquer clube no Maracanã.
Como o site do GLOBO antecipou na manhã desta segunda-feira, o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio Célio de Barros serão mesmo demolidos para permitir um melhor aproveitamento econômico do complexo. Até esta segunda-feira, os dois imóveis eram protegidos por um decreto de 2002 assinado pelo ex-prefeito Cesar Maia que tombara os complexos. O decreto, porém, foi revogado pelo prefeito Eduardo Paes em ato publicado na edição desta segunda-feira do Diário Oficial do Município. Os dois estacionamentos heliponto, bares e salas foram projetados justamente nos locais onde estão os equipamentos esportivos.
As duas instalações serão reconstruídas nas imediações da Quinta da Boa Vista em um terreno que pertenceu ao Exército que foi transferido para a prefeitura do Rio . O contrato de concessão prevê que a responsabilidade por demolir e realocar os dois equipamentos será da concessionária. A gestão do novo parque aquático e do novo Célio de Barros serão mantidos com a Suderj. A minuta do edital prevê que o novo Célio de Barros ocupe uma área de 22 mil metros quadrados, conte com uma arquibancada com capacidade para mil espectadores e a pista seja homologada para competições internacionais.
O novo Parque Aquático, por sua vez, também contaria com uma arquibancada apra mil espectadores. Seriam construídas piscinas olímpica, de salto e de treinamento.
Segundo o secretário da Casa Civil, as instalações para a natação e o atletismo atuais só serão demolidas quando as novas ficarem prontas. O edital, no entanto, não deixa isso claro: informa que caberá aos concorrentes elaborar um plano de trabalho com prazos para a execução de todos os projetos. Mas se for confirmado a inauguração prévia dos equipamentos , não acontecerá com o parque aquático e o Célio de Barros, o que está ocorrendo no Autódromo Nelson Piquet. O antigo autódromo será fechado no fim deste mês para a construção do Parque Olímpico sem o novo Autódromo de Deodoro esteja pronto. Até o momento, nem a licitação das obras em Deodoro foi marcada.
— O plano é que os consórcios executem as obras até a Copa de 2014. Só depois das novas instalações prontas é que as atuais seriam demolidas — disse o secretário da Casa Civil.
Segundo as regras do edital, o concessionário é obrigado a manter o nome do estádio. O Maracanãzinho, porém, pode ter seu nome alterado para gerar receitas pelo que é conhecido como naming rights. A audiência pública para apresentação oficial do edital será no dia 8 de novembro, às 18h, na sede do Galpão da Cidadania na Rua Barão de Teffé, na Gamboa. Com base nos resultados da audiência, o edital ainda poderá sofrer alterações. A data da licitação ainda não está marcada, mas a ideia é que o operador já comece a administrar o estádio nos meses que antecedem a Copa das Confederações, marcada para junho do ano que vem. Durante o evento, porém, o estádio ficará aos cuidados da Fifa.
A concessionária terá que arcar ainda com obras para melhorar a infraestrutura de iluminação, pavimentação e drenagem nas partes externas do estádio que não estão sendo recuperadas pelas obras em andamento, restritas à recuperação do Maracanã. O edital considera a instalação de gradis móveis (com até 40 centímetros de altura) essencial para reter a água das chuvas, evitando que alagem as instalações esportivas. Na conta, estão também a infraestrutura para dois novos estacionamentos e uma área com bares, restaurantes, lojas e salas comerciais. O concessionário também arcará com os custos para construção e operação do futuro Museu do Futebol. Mas de acordo com o contrato de concessão, não arcará com qualquer gasto novo se forem necessárias adaptações para a Copa e as Olimpíadas.
No caso do Maracanãzinho, o ginásio sofrerá uma nova reforma para as Olimpíadas, a fim de receber as partidas de vôlei. Em lugar de assentos fixos da reforma para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o consórcio terá que transformar as arquibancadas em retráteis, como as que existem hoje na arena HSBC, na Barra da Tijuca. Com isso, a capacidade do ginásio vai encolher de 11.424 para 9.914 lugares. O público será segregado entre portadores de ingressos comums e vips. Também haverá investimentos no revestimento acústico da cobertura, melhorias nas áreas de serviço (alimentação e sanitários) reforma da quadra atual e construção de duas quadras de aquecimento para atender a exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A construção das duas novas quadras também vai alterar a rotina da escola municipal Friedenreich, que funciona no local há quase 50 anos. Ela terá que ser demolida para dar lugar às quadras. A instituição está ameaçada de deixar o local desde 2009 quando alunos e professores começaram um movimento pelas redes sociais pedindo a permanência. A Secretaria municipal de Educação informou por nota que não foi comunicada da decisão. Mas que caso a saída seja confirmada estudará a melhor maneira de realocar alunos e professores.
Há apenas cinco anos, em 2007, o Estado gastou R$ 10 milhões (valores da época) para reformar a estrutura e preparar o Parque Julio Delamare para o Jogos Pan-americanos. Na época, o Maracanãzinho recebeu R$ 92 milhões de investimentos também para o Pan, quantia que agora mostra ser insuficiente para atender às Olimpíadas. O próprio Maracanã recebeu R$ 143 milhões.
A concorrência para o complexo abre a possibilidade de empresas estrangeiras participarem da privatização do estádio. O edital leva em conta não apenas o preço da outorga, mas também a experiência na gestão e operação de complexos de entretenimento (proposta técnica). Na avaliação final, a proposta técnica terá uma nota atribuída de zero a 100. No julgamento das avaliações, terá um peso de 60% na decisão final de quem será o concessionário.
Entre as exigências técnicas, está que, para participar da concorrência, o interessado deve apresentar atestados que comprovem ter experiência de operar de forma integrada pelo menos quatro de cinco itens a seguir: estádio de capacidade mínima de 20 mil pessoas; arena multiuso ou casa de shows com capacidade mínima para 5 mil pessoas; museu com área mínima de 2 mil metros quadrados; estacionamento com, no mínimo, 2 mil vagas; além de operar bares e restaurantes em áreas externas do estádio e arena. Avaliação final também levará em conta a experiência da empresa em comercializar camarotes e frisas com serviços exclusivos. O participante da concorrência precisará ter fechado contratos nesse item que cheguem a pelo menos R$ 500 milhões nos últimos dez anos.
O peso maior na nota de critério técnico será para empresas que já tiverem experiência em operar estádios de futebol, podendo, nesse caso, chegar a até 25 pontos (se a experiência acumulada for superior a 97 meses).
Segundo a minuta do edital de concessão, nenhum clube de futebol terá exclusividade no uso do Maracanã. mas o futuro operador poderá assinar contratos com os quatro grandes clubes do Rio em condições diferenciadas. Os contratos inclusive podem prever que parte dos vestiários do estádio sejam “customizados” nas cores dos clubes desde que dois eles sejam mantidos sem qualquer identificação de clubes. No caso das cadeiras cativas, o direito de uso pelos atuais proprietários está garantido. Mas, como a reforma alterou as características físicas do estádio, haverá uma pré-seleção de assentos que serão sorteados. O secretário da Casa Civil também deu alguns detalhes da engenharia financeira do negócio. A estimativa é que o espaço tenha um potencial de gerar R$ 154 milhões de receita, contra R$ 50 milhões de despesas anuais (incluindo os R$ 7 milhões de outorga). O vencedor da licitação começaria a ter lucro a partir do 12º ano da concessão, já descontados os R$ 469,4 milhões necessários de investimentos complementares. A rentabilidade final seria de 9,8% ao ano de tudo o que foi investido.
A minuta do edital prevê que para administrar o Complexo do Maracanã, a concessionária terá que criar uma Sociedade de Propósitos Específicos (SPE). Cada consórcio, para entrar na disputa, deve ter um capital mínimo de R$ 40 milhões. Os consórcios podem ser formados por, no máximo, quatro empresas e, para entrar na concorrência, deverão apresentar uma caução ou carta de finança bancária de R$ 4 milhões . Um dos grupos que deve participar da concorrência é IMX do empresário Eike Batista. Caso a qualidade do serviço prestado não seja aquele com que se compromete, a concessionária pode ter seu prazo de concessão reduzido. A empresa foi responsável por contratar os estudos de viabilidade que serviram de base para elaborar o edital que custaram R$ 2,3 milhões. E com a concorrência será reembolsada.

Museu do Índio será demolido
Regis Fitchner confirmou que o Museu do Índio será demolido. A tarefa também caberá à concessionária segundo a lista de encargos que consta da minuta do edital De acordo com o secretário, a derrubada, na verdade, não foi uma exigência direta da Fifa. Mas uma consequência das exigências da entidade de melhorias na circulação no entorno, para garantir que o estádio seja esvaziado em 8 minutos no caso de emergências. O plano de acessibilidade concluiu que o prédio, que hoje está ocupado por indígenas, tinha que ser demolido.
O imóvel centenário do museu, que está abandonado, fica na Avenida Radial Oeste e virou alvo de uma polêmica. Na semana passada, em mais uma tentativa de preservar o antigo prédio, integrantes da Defensoria Pública da União no Rio voltaram ao local com engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio. Após vistoria, o Crea concluiu que o edifício não sofreu abalo estrutural e pode ser restaurado.
Na ocasião, o titular do 1º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva da defensoria, André Ordagcy, disse que o órgão quer a preservação do prédio e da cultura indígena. A Defensoria Pública tentará, primeiro extraoficialmente, impedir a demolição. Mas, se não for possível, será ajuizada uma ação civil pública para que o prédio não seja demolido e para que haja o tombamento pelo Iphan.
A prefeitura do Rio anunciou ontem que não vai mais demolir as cocheiras do Centro Hípico do Exército para realizar as obras de melhorias no entorno do Maracanã. O projeto foi revisto para preservar as instalações que ocupam apenas uma área de 9,9% do total do terreno cedido pelo Ministério do Exército ao município.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/concessao-do-maracana-devolvera-ao-estado-menos-de-30-do-que-foi-investido-na-reforma-6474925#ixzz2A4VkFzyg 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Peter Siemsen, presidente do Flu: ‘Maracanã: por que o silêncio?’


Dirigente critica demora no lançamento de edital de privatização do estádio

“Fluminense e Flamengo estão, com muita paciência, aguardando a volta do Maracanã, casa de seus jogos e de grandes clássicos do futebol carioca. Não é fácil ver a receita da bilheteria diminuir, o público minguar, a luta para manter o gramado em condições de receber continuamente os jogos de três clubes, além de todos os clássicos locais, e ainda ter que enfrentar um inimigo oculto: a desorganização.
Dentro da cultura do futebol brasileiro, é quase um mantra as duras críticas às dívidas acumuladas pelos clubes e à constante falta de planejamento de nós, dirigentes. No entanto, são diversos os exemplos que demonstram que o futebol brasileiro está mudando e que alguns clubes conseguem aumentos de receitas respeitáveis, impondo normas de governança na gestão, bem como, trabalhando com rigoroso planejamento nas principais áreas geradoras de receitas (marketing, divisões de base, futebol profissional, departamento comercial e etc).
Essa transformação vem possibilitando o aumento gradativo do poder econômico dos principais times do Brasil. Entre as receitas que mais crescem, há destaque para uma, em especial: aquela obtida da relação do estádio onde o clube manda seus jogos e a fidelização do seus torcedores. O Internacional, clube com a segunda maior receita do país, é o melhor exemplo da dinâmica desse instrumento de receita. São aproximadamente cem mil sócios pagantes, diretamente interessados em garantir seu lugar no estádio e a ajudar o seu clube a manter o planejamento sob controle, minimizando os sobressaltos no desempenho esportivo que qualquer time de futebol pode enfrentar.
Todavia, aqui no Rio de Janeiro, as dificuldades aumentam. Depois de dois anos em obras, a previsão do Governo do Estado é que o nosso Maracanã ficará pronto em fevereiro. Mesmo com todo esse tempo para negociar, montar um plano de uso ou pelo menos apresentar um modelo de gestão pública ou por meio de concessão à iniciativa privada, nós não temos qualquer informação oficial sobre o estádio.
Os clubes vão participar ou, pelo menos, serão ouvidos sobre o futuro do templo maior do futebol? Não somos nós os maiores usuários, diretamente responsáveis por da parte da História do outrora maior do mundo?
Dois dos mais importantes frequentadores do templo devem estar, lá de cima, decepcionados. Os irmãos Nelson Rodrigues e Mario Filho querem voltar a ver os mágicos momentos protagonizados pela dupla Fla-Flu, com arquibancadas cheias e com os clubes jogando "em casa". Qual é a empresa que lança um serviço novo ou revitalizado sem ouvir seus maiores usuários e seus clientes?
Por que a decisão tem que partir da área pública, como se fosse ela especialista em eventos de jogos de futebol? Na verdade, a meses da inauguração do novo Maracanã, não sabemos se o templo do futebol vai ser privatizado ou não. Não temos ideia se poderemos voltar a jogar lá no ano que vem ou só depois da Copa de 2014. Poderemos ser sócios do evento jogo ou seremos meros locatários? Não há respostas. E o tratamento não foi diferente na ocasião do fechamento. Do dia para a noite, mão de ferro: tem que fechar agora e pronto! Afinal, os clubes que se danem. Para que planejar? Para que se preocupar com o que vai acontecer daqui a um ano ou dois?Alguns passos rumo à profissionalização do futebol vem sendo dados por clubes sérios. Mas essa virada precisa de adesões. Nem sempre clubes e dirigentes são culpados de tudo. Acorda, Rio de Janeiro! É hora de entender que futebol deve ser tratado com profissionalismo e que o estádio da final da Copa pode ser um bom começo. Ainda há tempo para reunir os clubes e definir o melhor modelo a ser adotado. Afinal, queremos apenas transparência e tempo para planejar. Superada essa etapa, todos temos a ganhar. Em especial o carioca, tão apaixonado por futebol.
Terra mágica onde nasceu a seleção brasileira, onde a nossa canarinho ganhou seu primeiro título internacional, onde o maior público de um jogo entre clubes de futebol foi registrado, onde Pelé marcou seu milésimo gol e onde esperamos alcançar a glória máxima do futebol mundial: ser campeão do mundo na nossa própria casa.”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/peter-siemsen-presidente-do-flu-maracana-por-que-silencio-5927833#ixzz254ZKMhB6 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ANTT divulga minuta do edital da primeira fase do leilão do trem-bala


Processo foi dividido em duas etapas, depois de três tentativas sem interessados

A minuta do edital de licitação da primeira fase do projeto do trem de alta velocidade (TAV) será divulgada hoje (23) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os documentos estarão disponíveis a partir das 9h nos sites www.antt.gov.br e www.tavbrasil.gov.br.

As regras serão sobre a primeira parte do leilão, que vai selecionar o grupo detentor de tecnologia, a operação, a tecnologia e a manutenção do sistema. A licitação foi dividida em duas etapas, depois de três tentativas de leiloar o empreendimento sem que houvesse interessados. No segundo momento, será definida a empresa responsável pela construção do projeto.

A ANTT vai receber sugestões sobre as regras do leilão até o dia 24 de setembro. No dia 12 de setembro está prevista uma audiência pública em Brasília para discutir o edital.

O TAV vai ligar as cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e Campinas. No total, serão 510,8 quilômetros de percurso e a tarifa-teto a ser ofertada não poderá ultrapassar R$ 0,49 por quilômetro, na classe econômica. Os estudos referenciais apontam um custo total da obra de R$ 33,1 bilhões.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10583/ANTT+DIVULGA+MINUTA+DO+EDITAL+DA+PRIMEIRA+FASE+DO+LEILAO+DO+TREMBALA.html

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Petrobras abre seleção pública para documentários sobre esporte olímpico

Segunda edição da seleção pública do Memória do Esporte Olímpico será lançada no dia 25 de junho em São Paulo


A Petrobras lança nesta segunda-feira (25/6), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a segunda edição da seleção pública do projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, que integra o programa Petrobras Esporte & Cidadania em sua dimensão cultural. O objetivo é selecionar novas produções audiovisuais sobre a história do esporte. 

Na ocasião, também serão apresentados os nove documentários selecionados na primeira edição, em 2011, e o longa-metragem "México 1968 - A Última Olimpíada Livre," dirigido pelo cineasta Ugo Giorgetti. O evento contará ainda com a presença de atletas parceiros do projeto, como Magic Paula e Ana Moser, além de representantes do Ministério da Cultura e da Petrobras.

Nesta edição, as inscrições poderão ser feitas pelo site www.memoriadoesporte.org.br, a partir de 28 de julho. O processo de seleção será realizado em duas etapas: após a inscrição, serão escolhidas as propostas consideradas mais pertinentes ao edital, que depois concorrerão entre si. A definição será feita por uma comissão de profissionais de notória especialização. Depois desse processo, as equipes dos nove documentários finalistas participarão de oficinas de captação de áudio, imagem, roteiro, edição e seleção de conteúdo. Para se inscrever, as produtoras deverão estar cadastradas na Ancine.

"A história dos nossos atletas não pode ser esquecida. É preciso resgatar e valorizar a trajetória desses heróis do esporte olímpico brasileiro", destaca o gerente executivo de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa.

O projeto, além de contribuir para o desenvolvimento de um acervo audiovisual sobre o esporte, tem como objetivos homenagear grandes nomes do esporte nacional e difundir e estimular a prática esportiva. 

O programa Petrobras Esporte & Cidadania (www.petrobras.com.br/ppec) inclui ainda o Esporte de Rendimento - por meio do apoio às confederações de boxe, esgrima, taekwondo, remo e levantamento de peso; Esporte Educacional - que apoia projetos esportivos voltados para a inclusão social; e Esporte de Participação - por meio do qual a Petrobras apoia iniciativas desportivas em todo o país, voltadas para o bem-estar e saúde da população.

Serviço

Lançamento da 2ª edição da seleção pública do Projeto Memória do Esporte Olímpico 
Data: 25/06 (segunda-feira)
Horário: 19h
Local: Cinemateca Brasileira - Largo Sen. Raul Cardoso, 207 - São Paulo - SP

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Governo lança edital para concessão do futuro Complexo do Maracanã


Interessados em realizar estudos de viabilidade têm até o dia 31 de janeiro para protocolar o pedido na Secretaria da Casa Civil.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro publica no Diário Oficial desta sexta-feira o edital de Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP) para a realização de estudos de viabilidade técnica, ambiental, econômico-financeira e jurídica para concessão administrativa, operacional e de manutenção do Complexo do Maracanã. A manifestação de interesse deve ser protocolada até o dia 31 deste mês. Podem participar pessoas físicas e jurídicas.

De acordo com o edital, o Complexo do Maracanã é formado por toda a área que engloba o Estádio do Maracanã, o Maracanãzinho, a pista de atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare. Os estudos de viabilidade, que terão que ser apresentados até 31 de março, deverão ser desenvolvidos de forma a garantir alguns pré-requisitos, tais como: manutenção do direito ao uso das atuais cadeiras perpétuas pelos proprietários para jogos de futebol; construção e operação de um museu do Maracanã; instalação e operação de uma área de estacionamento com pelo menos duas mil vagas; implantação de área de lazer com bares, restaurantes e lojas distribuídas pelo Complexo do Maracanã; definição de metas e resultados a serem atingidos pelo parceiro privado, bem como a indicação dos critérios de avaliação ou desempenho a serem utilizados.

A Secretaria da Casa Civil poderá utilizar os estudos de viabilidade que serão apresentados na elaboração do modelo de processo licitatório. Mas o edital também deixa claro que a Manifestação de Interesse não obriga o Estado a realizar a licitação. O edital estipula ainda que os custos para o desenvolvimento dos estudos de viabilidade ficam a cargo do interessado.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/01/governo-lanca-edital-para-concessao-do-futuro-complexo-do-maracana.html