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terça-feira, 27 de novembro de 2012

TCU investiga general à frente de megaeventos do Rio


Megid recorre de acusação que questionou gastos para equipar vilas

Por LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO — A presidente Dilma Rousseff nomeou na segunda-feira, como coordenador das Forças Armadas para os grandes eventos que serão realizados nos próximos anos no Brasil, um oficial que responde a processo no Tribunal de Contas da União (TCU) por indícios de superfaturamento de R$ 2,6 milhões em contratos para os Jogos Mundiais Militares de 2011. O general Jamil Megid Júnior vai assessorar o Estado-Maior das Forças Armadas nas ações dos militares para proteger a Jornada Mundial da Juventude, a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016).
Em julho deste ano, O GLOBO revelou a investigação do TCU. O caso envolve o aluguel de mobiliário para as três vilas militares construídas para os Jogos Mundiais Militares. O superfaturamento teria ocorrido quando o Comitê Rio 2011 decidiu, no fim de 2010, alugar o mobiliário — camas, bebedouros, cestos de lixo, travesseiros, entre outros itens — em vez de comprá-los. Quatro oficiais foram citados pelo TCU como responsáveis solidários, inclusive o general Jamil, na época Coordenador do Comitê de Planejamento.
O oficial foi procurado, mas não retornou as ligações. O processo no TCU ainda se encontra em fase de recurso. No processo que constatou os gastos, o general Jamil culpou a “burocracia”. Disse que a demora da União para criar o Comitê Rio 2011 fez com que a entidade tivesse menos de dois anos (23 meses) para planejar e organizar o evento. A escolha do Brasil como país-sede dos Jogos Militares, porém, havia ocorrido em maio de 2007, mais de quatro anos antes. Jamil disse também que, como houve carência de pessoal — dos 1.500 cargos previstos, apenas 300 foram preenchidos —, o Comitê Organizador Rio 2011 buscou fornecedores com “alto grau de confiabilidade para desempenhar as tarefas”.
O Ministério da Defesa informou na segunda-feira que a escolha do general Jamil para assessorar o Estado-Maior das Forças Armadas se deu por critérios técnicos. Segundo a assessoria de comunicação social do órgão, o oficial acumulou experiência em postos-chave das Forças Armadas na segurança tanto dos Jogos Militares como também durante a Conferência Mundial de Meio Ambiente (Rio + 20).
A nomeação de Jamil acontece em meio a indefinição de qual órgão comandará a segurança dos próximos megaeventos: se o ministério da Defesa, como ocorreu na Rio+20, ou o Ministério da Justiça. Durante os Jogos Olímpicos de Londres, a presidente Dilma deu a entender que daria preferência aos militares. Mas nada foi oficializado. A indefinição do comando das ações foi, inclusive, um dos temas abordados, no último sábado, no encerramento de um seminário organizado no Rio de Janeiro pela Autoridade Pública Olímpica (APO) para a troca de experiências entre servidores públicos britânicos que trabalharam nos Jogos de Londres e colegas brasileiros. Na avaliação dos participantes, a escolha já deveria ter sido oficializada. Segundo os organizadores, com um comando único, será possível desenvolver melhor o planejamento para as Olimpíadas.

TCU investiga outros casos
Os gastos dos Jogos Mundiais Militares vêm sendo alvo de uma série de auditorias do TCU devido a suspeitas de irregularidades no uso de recursos. No acórdão mais recente, divulgado no mês passado, o Tribunal de Contas exigiu que dois servidores esclareçam porque supostamente pagaram duas vezes pelo mesmo serviço: o fornecimento de estacas para construir as fundações da Vila Olímpica de Deodoro, onde parte das delegações ficou hospedada. Os servidores citados no acórdão do ministro José Jorge foram o chefe da seção de Orçamentos e Custos, Luiz Alfredo Vetorini; e Eduardo Ruffo Monteiro Nunes, chefe da Comissão Regional de Obras da 1ª Região Militar do Exército.
No relatório, o TCU observou que, em um processo anterior, o órgão já havia identificado um sobrepreço de mais de R$ 2,1 milhões no contrato. Com isso, o tribunal recomendara a revisão do contrato, o que não aconteceu. Segundo o relatório, problema semelhante também foi identificado no contrato da Vila Olímpica da Marinha, que foi revisto, garantindo uma economia de R$ 3,7 milhões.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tcu-investiga-general-frente-de-megaeventos-do-rio-6840340#ixzz2DPYlBGTO 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Nuzman diz que os Jogos Olímpicos vão mudar o Rio


Presidente do COB prevê legado para a juventude

Por Claudio Nogueira

RIO - Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 vão transformar a cidade. A afirmação foi feita nesta segunda-feira pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do próprio Comitê Organizador Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, durante o Seminário Rio 2016 promovido pelo GLOBO e o Extra, no Hotel Marriott, em Copacabana.
- O Rio deixará a marca da transformação como nenhuma outra. O legado será para a juventude e é o que vejo como mais importante - afirmou.
Nuzman fez questão de refutar quaisquer comparações com os Jogos de Londres, realizados em julho e agosto deste ano.
- Todos as cidades marcam os Jogos de formas diferentes. não se deve comparar cidades uma com a outra, porque são diferentes. Londres, mesmo tendo ficado preocupada com o sucesso de Pequim-2008, entregou Jogos excelentes. Foram extraordinários e marcaram uma forma diferente dos Jogos. E o Rio? O Rio vai ser diferente - ressaltou.
- Comparar Londres com o Rio será incorrer num erro enorme. o Rio será diferente. Londres fica na Europa, já sediou os Jogos três vezes, e a Europa já foi sede olímpica dezenas de vezes. O Rio quebra paradigmas, assim como Tóquio fez em 1960, ao celebrar as Olimpíadas pela primeira vez na Ásia. Depois, vieram Seul-1988, Pequim-2008. E o Rio vai transformar o continente sul-americano.
O dirigente tornou a explicar que o plano básico dos Jogos do Rio inclui quatro regiões: Maracanã, Deodoro, Copacabana e Barra da Tijuca. Ainda durante a candidatura, o COB chegou a ter duvidas quanto a apresentar um projeto com quatro regiões, porque isso daria margem a críticas das outras postulantes, que poderiam apontar como ponto fraco as distancias e a deficiência nos transportes.
- Numa reunião com os governos, optamos correr o risco e enfrentar (as adversárias), para que a cidade toda fosse beneficiada. A cidade toda terá os Jogos. Deodoro, por exemplo, é o bairro com maior concentração de jovens, que estão ávidos por um caminho. Tudo isto fará do Rio o símbolo da maior transformação de uma cidade por causa dos Jogos Olímpicos. O Rio passará a ser o grande exemplo - enfatizou.
Entre as novidades no megaevento carioca, estará o retorno do golfe ao programa olímpico, depois de 112 anos. O local escolhido para sediar o esporte é um campo novo a ser construído na Reserva de Marapendi, na Barra.
- Será um campo público, o primeiro campo público da modalidade no país - ressaltou.
Em novembro, o comitê Rio-2016 tomará parte do debriefing dos Jogos de Londres, quando o LOCOG (Comitê Organizador de Londres-2012) fará um balanço de tudo o que ocorreu de positivo ou não e passará informações para o Comitê Olímpico Internacional (COI) e para o comitê cariocas e de outras cidades candidatas a sediar eventos do gênero no futuro. O Comitê Rio 2016 já selecionou 176 instalações para treinamento de outras delegações, sendo 98 públicas e 78 privadas, num total de 74 cidades de 18 estados. O Brasil ficará concentrado no Centro de Capacitação em Educação Física do Exército, na Urca, e na Escola Naval, no Centro do Rio.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/nuzman-diz-que-os-jogos-olimpicos-vao-mudar-rio-6573564#ixzz2AixS3ZWi

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Londres-12 revela economia de 480 mi do orçamento


Os Jogos Olímpicos de Londres-2012 mostraram ao mundo como fazer um megaevento de qualidade sem desperdícios ou excesso de gastos. Nesta quarta, o site BBC Sport apresentou relatórios do LOCOG, comitê organizador dos Jogos, que mostram um superávit de cerca de 480 milhões de libras em relação ao orçamento inicial dos gastos para o evento, de cerca de 9,4 bilhões.

As informações fazem parte do relatório econômico trimestral do governo britânico. Ainda segundo os reportes, os setores onde houve mais economia foram construção, segurança e transporte.

O ministro britânico do Esporte, Hugh Robertson, reforçou os resultados dos relatórios: “Londres-2012 foi um tremendo sucesso e uma conquista significativa por cumprir um enorme e complexo planejamento de forma pontual e abaixo do orçamento”.

“Eu não tenho dúvidas de que Londres-2012 impôs um novo padrão para o gerenciamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no futuro”, completou.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/27/27296/Londres-12-revela-economia-de-480-mi-do-orcamento/index.php

Jogos Olímpicos e Paralímpicos ajudaram Grã-Bretanha a sair da recessão


A imprensa mundial repercutiu, nesta quinta-feira (25.10), que a economia da Grã-Bretanha saiu da recessão entre os meses de julho e setembro. Um dos fatores desse resultado positivo foi a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres 2012. Os dados foram divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido.

De acordo com dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou um crescimento de 1% no trimestre. A venda de ingressos para as Olimpíadas foi responsável por 0,2%. O aumento nas atividades de hotéis e restaurantes na capital britânica também contribuíram para o resultado. 

O crescimento do terceiro trimestre é o mais forte desde o mesmo período de 2007. A economia inglesa esteve em recessão nos nove meses anteriores e ainda não recuperou os níveis de produção vistos antes da crise financeira mundial de 2008.

A produção do setor de serviços da Grã-Bretanha - que responde por mais de três quartos do PIB - subiu 1,3% no terceiro trimestre, depois de cair 0,1% no segundo. Esse foi o crescimento trimestral mais forte desde o terceiro trimestre de 2007. A produção industrial cresceu 1,1%, a alta mais forte desde o segundo trimestre de 2010. A construção - que responde por menos de 7% do PIB- contraiu 2,5%. 

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9532

Copa do Mundo gerará crescimento de 0,4% no PIB brasileiro até 2019


Estudo do Ministério do Esporte garante injeção de R$ 183 bilhões na economia brasileira

A Copa do Mundo de 2014 gerará um crescimento de 0,4% no PIB brasileiro até 2019, segundo estudos realizados por especialistas e apresentados na última quarta-feira (24) pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte e membro do Comitê Organizador Local (COL), Luis Fernandes.

O representante do Mundial proferiu a palestra "A Copa do Mundo é nossa" durante a Feira de Turismo das Américas (ABAV), inaugurada nesta quarta-feira no Rio de Janeiro, na qual ressaltou a importância que o evento esportivo trará para o Brasil em termos econômicos.

O desenvolvimento do torneio aumentará em R$ 183,2 bilhões o PIB brasileiro até 2019, divididos desta forma: R$ 47,5 bilhões por geração direta, como "investimento em infraestrutura ou as despesas dos turistas" e R$ 135,7 bilhões de forma indireta, com a "circulação de dinheiro ou o uso dos estádios depois da Copa", disse Fernandes.

O diretor destacou a relevância que a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 terão para a imagem do Brasil no exterior. "São os dois maiores eventos esportivos e midiáticos do planeta", declarou Fernandes.

De acordo com estudos realizados, calcula-se que três milhões de brasileiros se deslocarão por conta da Copa e que 600 mil turistas virão do exterior.

O secretário declarou que as obras de melhoria nos estádios para a Copa de 2014 se encontram em 60%, apesar de sedes como Fortaleza e Belo Horizonte terem entre 80 e 90% das obras concluídas.

Ambas estão na lista das sedes da Copa das Confederações de 2013, junto à Salvador, Recife, Brasília e o Rio de Janeiro, que deverá ser confirmada no dia 8 de novembro após a próxima avaliação da Fifa. Curitiba, Natal, Manaus, Porto Alegre, São Paulo e Cuiabá completam as 12 sedes para a Copa do Mundo de 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10951/COPA+DO+MUNDO+GERARA+CRESCIMENTO+DE+04+NO+PIB+BRASILEIRO+ATE+2019.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

QUANTO CUSTA UM MEGAEVENTO?


Se existe um produto que muito se valorizou nos últimos anos (além dos imóveis do Rio de Janeiro) ele se chama Olimpíada. Depois que a Record desbancou a supremacia da maior emissora brasileira, os profissionais da Rede Globo decidiram que não poderiam voltar a deixar que o fato se repetisse, mesmo que para isso novas estratégias fossem propostas ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

Vale lembrar que em 2004 a Globo desembolsou aproximadamente U$ 5 milhões para ter os direitos exclusivos de transmissão no Brasil. Em 2008, quando começaram a surgir os primeiros boatos de ameaça, o valor foi aumentado para U$ 15 milhões. Pode se concluir que houve uma considerável valorização, porém nada que se compare aos U$ 60 milhões oferecidos pela Record, que lhe garantiram o direito de exclusividade nos jogos de Londres neste ano.

Para a edição brasileira a emissora da família Marinho implementou um sistema criativo que cativou os membros do COI, pois sabiam que se dependessem apenas do fator financeiro, não teriam como disputar com sua principal concorrente. Foi oferecido para a entidade internacional a flexibilização da transmissão em TV aberta, que será dividida com a própria Record e a Bandeirantes, e que juntas desembolsarão aproximadamente U$ 200 milhões. Além disso, a rede envolveu suas emissoras em TV fechada, redes de rádio e seu portal de internet para não apenas transmitir os jogos, mas também serem o principal canal de promoção do evento que acontecerá no país.

Mas engana-se quem acredita que a solução para a próxima edição dos jogos tenha trazido a paz ou aproximado as concorrentes. De acordo com informações de profissionais do ramo, mesmo antes de saber qual será a sede de 2020, as emissoras já estão negociando com o COI e especulasse que as conversas estejam girando em torno de U$ 250 milhões, com direito a exclusividade. É ou não é uma baita valorização de um produto?
* Por Rodrigo Calvoso - Diretor de Comunicação

Fonte: http://estadiosearenas.blogspot.com.br/2012/08/quanto-custa-um-megaevento.html

terça-feira, 3 de julho de 2012

Euro tem prós e contras, mas serve de exemplo para Brasil em 2014 e 2016


GLOBOESPORTE.COM lista cinco pontos a serem destacados sobre torneio na Ucrânia e na Polônia: aprendizado para Copa e Olimpíadas

Por Rafael Maranhão e Marcos Felipe

Nas palavras do presidente da organizadora do torneio, Michel Platini, a Eurocopa 2012 foi um sucesso. Para quem viajou para torcer ou trabalhar, nem tanto. Os problemas enfrentados por Polônia e, principalmente, Ucrânia para terminar importantes obras de infraestrutura a tempo foram muitos. Alguns, resolvidos somente durante o evento. Ficam de alerta para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 (Rio de Janeiro) no Brasil. Sobretudo em relação à acomodação e transportes.

Em entrevista antes da Euro, o diretor do torneio na Ucrânia, Markian Lubkivsky, disse que se pudesse dar uma sugestão ao Brasil e a outros países que organizam grandes eventos esportivos, ela seria:

- Nunca deixem nada para a última hora ou achem que ainda há tempo o suficiente. Este é um velho hábito na Ucrânia, mas estou confiante de que conseguiremos vencer esse problema.

Mas a Eurocopa também ficará marcada pela empolgação de poloneses e ucranianos com o torneio, que durou até o fim apesar das campanhas ruins das seleções anfitriãs, e pela maneira como receberam os visitantes. Apesar de o idioma ter sido muitas vezes uma barreira, nunca faltava alguém disposto a ajudar. Assim como os estádios, com ótimos acessos e bem localizados.

Abaixo, cinco pontos a destacar sobre a Eurocopa 2012:

Segurança

Incidentes como os ataques de torcedores russos a voluntários após a partida entre Rússia e República Tcheca na Breslávia ou as brigas entre russos e poloneses em Varsóvia, e croatas e irlandeses em Poznan, foram preocupantes, mas isolados. No geral, o clima tanto na Polônia quanto na Ucrânia foi de bastante tranquilidade. Queixas de roubos e furtos praticamente não ocorreram. Caminhar pelas ruas centrais das cidades-sede, mesmo à noite, não representava grande risco.

Houve lamentáveis manifestações racistas, que ficaram, sobretudo, na Polônia e direcionadas a jogadores como o tcheco Theodor Gebre Selassie e o italiano Mario Balotelli. Os possíveis ataques a visitantes negros ou de origem asiática, especulados pela imprensa inglesa antes do torneio, felizmente não aconteceram, mas ainda assim afastaram muitos torcedores. O fato acabou recebendo uma resposta bem humorada dos moradores de Donetsk, com uma camisa com os dizeres: "Agora não tenho medo de nada. Eu estive em Donetsk".

Estádios

Acessos bem sinalizados e fácil deslocamento e dispersão dos torcedores após as partidas, somados à ótima visão do gramado na maioria das arenas foram os pontos positivos. Os estádios da Euro 2012, como costuma acontecer em grandes torneios, eram belos e modernos. Mas, como também ocorre após os eventos, alguns deles correm o risco de virar elefantes brancos. O Estádio Olímpico, local da final, será utilizado pelo Dínamo de Kiev e já tem shows de bandas como Red Hot Chilli Peppers marcados. Já em Varsóvia, somente concertos e jogos da seleção. Durante a maior parte do tempo, a arena estará vazia (o principal clube da capital, o Légia Varsóvia, possui uma moderna arena).

As opções de transportes públicos para os estádios variaram bastante: Kiev com duas estações de metrô, e Lviv com uma arena distante do centro e de difícil chegada. Na polonesa Gdansk, com a bola já rolando na Euro, as obras no entorno do estádio estavam inacabadas e os materiais de construção poderiam ser alcançados pelos torcedores sem maiores dificuldades. A conexão à internet também deixou a desejar em algumas arenas, como em Lviv.

Transportes

Uma das grandes preocupações do Brasil para 2014, os aeroportos funcionaram bem na Polônia, mas foram o principal problema da Ucrânia durante e até depois do torneio. Segunda-feira, dia seguinte à final, os terminais do aeroporto de Kiev estavam lotados e com voos atrasados. No início do torneio, viagens para as sedes de Lviv e Donetsk atrasaram por cinco e seis horas. Como a maioria das seleções, mesmo as que jogavam na Ucrânia, ficaram hospedadas na Polônia, os terminais de voos internacionais receberam prioridade.

Quem fazia viagens domésticas ainda precisava enfrentar o velho sistema, com bagagens sendo levadas uma a uma por uma pequena porta, mais parecendo uma antiga rodoviária, ou mesmo com os passageiros precisando retornar à pista para pegar sua mala, como em Donetsk. Na cidade ucraniana, o novo terminal ainda estava em obras durante a Euro e somente foi liberado para voos locais na última semana da competição. Muitas obras nas estradas não ficaram prontas a tempo, mas novamente a situação na Polônia era melhor do que na Ucrânia. O transporte ferroviário, opção praticamente inexistente no Brasil, também foi uma alternativa melhor em território polonês do que ucraniano, onde o serviço de trem rápido entre as cidades-sede foi pouco divulgado e sofreu com problemas técnicos.

Acomodações

Mesmo em cidades mais turísticas como Gdansk houve problemas para encontrar lugar para ficar. O caso mais complicado talvez tenha sido o de Donetsk, onde os jogos sem a presença da seleção ucraniana nunca deixaram a Donbass Arena lotada. Muitos torcedores não conseguiram acomodação, com pouca oferta de hotéis e albergues e os altos preços cobrados pelos lugares disponíveis. Em Carcóvia, o hotel anunciado num site internacional de hospedagens simplesmente não existia. No seu lugar, apenas um prédio de escritórios.

Em Kiev, até o dia da abertura do torneio, o camping onde três mil torcedores da Suécia iriam ficar ainda estava inacabado. Na decisão, o número de torcedores das equipes finalistas no estádio ficou muito abaixo do da Euro 2008, em Viena. Os jornais espanhóis noticiavam os problemas de quem teria que pagar pelo menos R$ 2.500 para viajar até a capital ucraniana para ver o jogo, sem ter a certeza se encontraria hospedagem e fora o preço do ingresso.

Atmosfera e receptividade

Poloneses e ucranianos abraçaram o torneio com empolgação. As críticas pelos gastos excessivos, nem sempre devidamente explicados, e os atrasos nas obras aconteceram. Também não faltaram os protestos do grupo Femen, que correram o mundo para denunciar o suposto aumento do turismo sexual por causa da Euro, o que acabou não acontecendo, de acordo com jornais ucranianos. Mas na hora em que a bola rolou, os moradores das cidades-sede procuraram aproveitar o evento e mostraram muita alegria e simpatia com os visitantes.

Na Polônia foi mais fácil se comunicar em inglês, mas na Ucrânia houve grande mudança na sinalização e em informações também no alfabeto latino, não apenas no cirílico dos idiomas locais, o que tornou menos complicada a vida dos estrangeiros. As Fan Zones foram muito usadas por poloneses e ucranianos como opção de lazer mesmo em dias de jogos de outras equipes e após a eliminação das anfitriãs. Em Donetsk, a área ficava afastada do centro e do estádio, mas em Carcóvia tornou-se o principal ponto turístico da cidade.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/eurocopa/noticia/2012/07/euro-tem-pros-e-contras-mas-serve-de-exemplo-para-brasil-em-2014-e-2016.html

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Empresários protestam contra interdições no trânsito durante Olimpíada


Cidade terá 175 km de faixas especiais onde só poderão circular veículos relacionados ao evento


Cerca de 50 pequenas empresas de Londres se uniram para protestar, por meio de carta tornada pública nesta quinta-feira, pelas restrições no trânsito previstas para acontecer durante os Jogos Olímpicos.

A capital britânica terá uma rede de 175 quilômetros de faixas especiais pelos quais só poderão circular veículos relacionados aos Jogos: atletas, patrocinadores, membros do COI, imprensa. Além disso, várias ruas dos arredores do Parque Olímpico de Stratford, no leste de Londres, serão fechadas.

As interdições começam dias antes dos Jogos, que começam no dia 27 de julho, e serão mantidas até depois dos Jogos Paralímpicos, que acabam no dia 9 de setembro.

Em carta dirigida ao órgão responsável pelo trânsito e transporte em Londres e à autoridade encarregada pelas infraestruturas olímpicas (ODE), os empresários afirmam que suas companhias estão "à sombra do Estádio Olímpico" e ameaçam empreender ações legais contra as interdições.

"Nossos negócios dependem do acesso por ruas e estradas. Estes planos vão nos afundar", afirmou Graham Phelps, proprietário de uma companhia de logística, à emissora "BBC". O empresário lamentou que a organização dos Jogos Olímpicos não levou em conta o impacto das alterações do trânsito na economia da região.

"Agora, quando faltam poucas semanas para a cerimônia de abertura, é que ficam claras as consequências do que planejaram. E não haverá compensação", reclamou Phelps.

Em resposta às queixas dos empresários, a ODE afirmou que seu compromisso de colaborar com os negócios afetados foi muito além da sua obrigação legal. "Sabemos que as mudanças significam que algumas empresas terão que operar de forma distinta durante os Jogos, mas temos certeza que o programa que traçamos deu a oportunidade para se adaptarem", apontou um porta-voz do organismo olímpico.

A empresa responsável pelo trânsito e transporte de Londres, por sua vez, argumentou que manteve aberto diálogo com "milhares e empresas e indivíduos", antes de iniciar o plano de restrições de trânsito para os Jogos Olímpicos.

Evento em São Paulo discute acessibilidade para Copa 2014


Encontro entre os dias 11 e 13 de junho debate oportunidades de negócios para inovações tecnológicas

De 11 a 13 de junho, o Instituto de Tecnologia de Software (ITS) e a Mandarim Comunicação promovem o evento Copa for All, no Teatro Vivo, em São Paulo.

O encontro reunirá as principais autoridades na área para debaterem a questão da acessibilidade e infraestrutura na Copa de 2014, com foco nas pessoas com deficiência. O evento também conta com o apoio de Abridef (Associação Brasileira de Produtos e Serviços para Deficientes), Portal 2014 e Revista Reação. As inscrições são gratuitas.

O primeiro debate brasileiro com foco na acessibilidade acontece exatamente a dois anos da Copa do Mundo. O objetivo desses encontros é a oportunidade de negócios para inovações tecnológicas voltadas às pessoas com deficiência.

Entre os palestrantes confirmados para o evento está o arquiteto do Estádio Beira-Rio (Porto Alegre), Fernando Balvedi, o presidente do instituto Vivendo sem Barreiras (VSB), Iremar Cappellinne Masano, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Bruno Hideo, a secretária executiva da Comissão Permanente de Acessibilidade da prefeitura de São Paulo, Silvana Cambiaghi e o arquiteto do Estádio Nacional Mané Garricha, Eduardo Castro Melo.

O programa conta com debates sobre novas arenas esportivas, mobilidade urbana, infraestrutura, turismo, legislação, acessibilidade e outros temas com foco no respeito às pessoas com deficiência, e a discussão de novas oportunidades para inovações tecnológicas.

Representantes da Frente Parlamentar do Congresso Nacional, em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência debaterão as oportunidades e farão o encerramento.

O Brasil possui mais de 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. De acordo com Jaime Stabel, do ITS, o encontro também é uma oportunidade de negócio. "Temos certeza de que, por meio desses fóruns, promovemos relevante contribuição para discutir diversas modernizações em curso no Brasil, e as demandas para que pessoas com deficiência não sejam excluídas de tudo isso. O uso de tecnologia e a visão de oportunidades para empresas criarem inovações tecnológicas será foco constante do ITS", ressalta Jaime.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10017/EVENTO+EM+SAO+PAULO+DISCUTE+ACESSIBILIDADE+PARA+COPA+2014.html

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ouro pelos trilhos


Por Jorge Luiz Rodrigues

Com 149 anos de existência, o metrô de Londres está se preparando para ver seu fluxo de pessoas transportadas aumentar significativamente nas Olimpíadas

LONDRES - Antes mesmo de se tornar a capital olímpica de 2012, o uso do transporte público é a medalha de ouro no dia a dia dos cidadãos londrinos, que fazem cerca de 3,5 milhões de viagens diárias só de metrô. Mas a chegada de 10.500 atletas, 21 mil integrantes da mídia e cerca de 881 mil visitantes extras durante as Olimpíadas — de 25 de julho a 12 de agosto — fez com que a capital inglesa tomasse medidas não menos dispendiosas na tentativa de evitar que a festa do esporte signifique o caos na rotina de uma das metrópoles mais importantes do mundo.
Se algum turista ou cidadão londrino preferir não ficar imprensado num dos trens do metrô que levam ao Parque Olímpico com o aumento do fluxo de passageiros, é bom se planejar. A campanha "Get ahead of the Games" ("Chegue à frente dos Jogos") usa histórias curiosas e cartazes criativos, como o de dois brutamontes da luta greco-romana saindo de um vagão, para incentivar a população e as empresas a planejar e a priorizar os deslocamentos durante o período do megaevento.
Mesmo com 13 linhas de metrô e outras sete de superfície, além de variados ramais de trens urbanos, Londres lançou, no fim do ano passado, a campanha nacional para encorajar os usuários do sistema a assegurar que não só a capital inglesa, mas outras cidades britânicas, não sejam prejudicadas pelo programa das Olimpíadas. Segundo números do London Partners e da Associação Britânica de Hospedagem, a capital inglesa recebe a expressiva média de 1,5 milhão de visitantes a cada mês de agosto. Porém, com os Jogos, terá 294 mil turistas estrangeiros adicionais e outros 587 mil vindos de todas as partes do Reino Unido.
Outdoors nas ruas, pôsteres bem-humorados nas estações de trem, de metrô e nos ônibus, além de anúncios nas rádios, nas TVs e nos jornais, juntamente com $nas redes sociais, buscam a comunicação direta com os usuários de transportes públicos. No site (www.getaheadofthegames.com) e nas mídias sociais, como o Twitter (@gaotg), a campanha mostra quais estações, dias e horários haverá demanda acima do normal, incentivando os passageiros normais a buscar rotas alternativas e linhas menos congestionadas.
No site e no Twitter, os usuários recebem as últimas informações e sugestões de como se planejar para o período dos Jogos e evitar as áreas de tensão e de maior demanda, como as estações Stratford, Westminster, London Bridge, Bank, Canary Wharf, Liverpool Street e West End, entre outras.

PROGRAMA EM TRÊS FASES
A campanha "Chegue à Frente dos Jogos" é coordenada pela Olympic Delivery Authority (ODA), equivalente à Autoridade Pública Olímpica dos Jogos Rio-2016, e pelo TfL (Transporte para Londres), es$écie de secretaria de transportes. Os dois órgãos calculam que só os portadores de ingressos farão 20 milhões de viagens durante os 19 dias das Olimpíadas — sendo três milhões no dia com maior número de eventos (4 de agosto). Por isso, a ODA e o TfL têm trabalhado com empresários, comerciantes e empresas para que a cidade possa lucrar com a estimativa de uma injeção de 750 milhões de libras na economia só com os gastos dos visitantes.
— A campanha tem três fases: a primeira foi focada em aumentar o conhecimento sobre onde e como o transporte público será afetado no período dos Jogos — explica, ao GLOBO, Nancy Ryder, porta-voz do TFL.
A fase dois da campanha está em andamento e mostra as alternativas disponíveis para evitar congestionamentos e superlotação, como trabalhar em diferentes horários e locais, trocar as reuniões por teleconferências, e até alternativas de transporte, como o uso de bicicletas e $caminhadas onde é possível.
— A terceira e última fase começará em junho e vai encorajar cada usuário a adotar essas medidas, assegurando que ele "Chegue à frente dos Jogos" — acrescenta Ryder.
Empresas que, durante o período dos Jogos, permitirem aos seus funcionários executar tarefas em casa, também são incentivadas e citadas na campanha. Mais de 180 já assinaram um protocolo e respondem por 350 mil funcionários.
— Por sorte, vou poder trabalhar três ou quatro dias da semana de casa, mas seria melhor estar de férias durante os Jogos — brinca a analista de sistemas Sue Maddison, passageira diária da Central Line, a linha vermelha do metrô, normalmente uma das mais procuradas do sistema e que liga o Centro ao Parque Olímpico, vizinho da estação Stratford.
Sue mora em Leyton, apenas uma estação acima do epicentro dos Jogos, e trabalha no Centro. Nos dias em que não puder fazer suas tarefas de seu apartamen$, terá de fazer uma maratona de metrô, ônibus e trem urbano para evitar a Central Line.
— Serão duas semanas. Não vai ser tão mal assim. Só espero que estejamos realmente preparados para isso — diz ela.
Para os Jogos, a cidade colocou 8,8 milhões de ingressos à disposição dos espectadores e 200 mil pessoas trabalhando na organização, entre funcionários, voluntários, staff de segurança e de empresas prestadoras de serviços. Cada portador de ingresso terá direito a viagem gratuita de ida e volta no transporte público no dia do evento que adquiriu.

NOVO TREM FUNCIONARÁ 24 HORAS
O orçamento da campanha é de £ 8,8 milhões (R$ 27,7 milhões), com 100% do investimento custeados pela ODA. As atividades irão até o fim dos Jogos Paralímpicos, que começarão pouco mais de duas semanas após o encerramento das Olimpíadas e acontecerão de 29 de agosto a 9 de setembro, com mais 4.200 atletas, 6.500 profissionais de im$e 2,2 milhões de ingressos.
Apesar da infraestrutura de transporte público, que faz o Rio imaginar o tamanho do desafio que terá pela frente, daqui a quatro anos, Londres ainda investe bilhões de libras em novos trens, plataformas e linhas. Como a do metrô de superfície que também passa em Stratford, estação vizinha ao Parque Olímpico; e a do trem de alta velocidade, que liga a estação Saint Pancras, parada do Euro Star, a nova estação de Stratford Internacional em apenas sete minutos, de olho nos turistas estrangeiros.
O novo trem desta última, batizado de Javelin (dardo), funcionará 24 horas por dia no período dos Jogos e servirá também aos jornalistas internacionais, que dormirão em hotéis na região de Euston, a 600m da estação Saint Pancras, e trabalharão no Centro Internacional de Rádio e TV e no Centro Principal de Imprensa, ambos no Parque Olímpico, distante cerca de 20km.
Tudo para ninguém chegar atrasado aos Jogos.


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Opinião: Enquanto isso, em competições menores no município que sediará os Jogos Olímpicos de 2016, o "sistema" de trens extras não funciona como anunciado pela empresa. Deixando uma espera de 30 minutos após o horário anunciado. Pode-se verificar no planejamento de Londres um real esforço para que o transporte funcione, sem grandes reinventar a roda.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Fifa reclama de atrasos para a Copa do Mundo no Brasil


Jérôme Valcke diz que país está mais preocupado em ganhar a Copa do que em organizá-la

BAGSHOT, Inglaterra - O secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, criticou duramente a organização da Copa de 2014, no Brasil. Ele reclamou do atraso nas obras de infra-estrutura nas cidades sedes e disse que o país está mais preocupado em ganhar o Mundial do que em organizá-lo.
- As coisas não estão funcionando no Brasil. Muitas coisas estão atrasadas - atacou Valcke, que visitará o Brasil na próxima semana. - Acho que a prioridade do Brasil é ganhar o Mundial. Não creio que seja organizar o Mundial - reforçou.
Segundo o dirigente, faltam apoio e entusiasmo por parte das autoridades brasileiras para finalizar os estádios e trabalhar a estrutura relacionada a hotéis e transporte público.
- Não há hotéis suficientes. Você tem mais do que o suficiente em São Paulo e no Rio, mas se você pensa em Manaus, você precisa mais. Vamos dizer que joguem Inglaterra x Holanda em Salvador. Onde os torcedores vão ficar? A cidade é bonita, mas o modo de chegar ao estádio e a organização de transporte precisa melhorar - alertou.
Valcke também se disse frustrado pela demora na aprovação da Lei Geral da Copa. Na terça-feira passada o texto base chegou a ser aprovado na comissão especial da Câmara para tratar do tema, mas a aprovação acabou anulada, por uma questão regimental. Por dois minutos, a sessão na comissão extrapolou o horário e coincidiu com o início da Ordem do Dia no plenário, o que é vetado pelo regimento da Câmara. Isso permitiu que um deputado levantasse questão de ordem e pedisse a anulação da sessão. Nova votação deve ocorrer na semana que vem. Depois ainda precisará passar no plenário da Câmara e ainda receber o aval dos senadores.
A Lei Geral da Copa é motivo de muita discussão entre governo e oposição. Mesmo entre os governistas não há consenso sobre pontos considerados polêmicos. Os principais são a venda de bebida alcólica nos estádios e a meia-entrada.
O relator do texto, deputado Vicente Cândido (PT-SP), colocou no projeto a permissão para a venda de bebida alcoólica, que teria ficado acertada com a Fifa quando da candidatura do Brasil a sede do Mundial. Ministério da Justiça de que a proibição de bebida nos estádios reduziu a violência após os jogos. Os contrários à ideia argumentam que a probição reduziu o número de casos de violência nos estádios. Para Cândido, proibir a venda durante a Copa mancharia a imagem do país, que estaria desrespeitando um compromisso da época da candidatura na Fifa.
Sobre a meia-entrada, o texto proposto pelo relator prevê a venda de pelo menos 300 mil ingressos populares para estudantes, idosos e beneficiários de programas de transferência de renda do governo. E também garante o direito a idosos com mais de 60 anos.
Outro tema que gera controvérsia é a exigência da Fifa de que o governo brasileiro arque com eventuais prejuízos à entidade máxima do futebol causados por desastres naturais e atos de terrorismo. O relator incluiu isso no texto, mas afirmou que caberá ao ministro-chefe da Advocacia Geral da União (AGU) dar um parecer com sua interpretação sobre a questão. Ainda segundo Cândido, há diferentes interpretações, mesmo dentro do governo, em relação à redação do projeto original enviado à Câmara em setembro. Segundo o relator, o parecer da AGU será apresentado à Fifa ainda durante a tramitação do projeto no Congresso.
Valcke já tinha subido tom das críticas
Em meados de janeiro deste ano o secretário-geral da Fifa já tinha se queixado com mais ênfase do que de costume. Após reunião com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o conselheiro do Comitê Organizador Local da Copa (COL) e ex-jogador Ronaldo, em Brasília, naquela ocasião, Jérôme Valcke disse que o país faz exigências demais à Fifa.
- Só porque vocês ganharam cinco Copas do Mundo, vocês acham que podem pedir, pedir e pedir - declarou a jornalistas na ocasião, quando voltou a cobrar agilidade na aprovação da Lei Geral da Copa.
O dirigente tinha dado prazo até março para que o projeto se tornasse realidade e pusesse fim às negociações que se arrastam há meses.
- Espero que possamos fechar esse capítulo até março. O tempo está passando rápido como nunca e a expectativa aumenta para todos nós - afirmou Valcke num comunicado divulgado pela Fifa em janeiro.
A expectativa do governo era conseguir aprovar a Lei na Comissão Especial da Câmara em dezembro, mas diferenças sobre um artigo que determina a responsabilização civil da União em caso de eventuais incidentes durante o Mundial e a questão da venda de bebida alcoólica nos estádios na Copa adiaram a votação para este ano.
Em entrevista ao GLOBO em 2009, Valcke já manifestava sua preocupação com a organização da Copa de 2014. Naquela época destacou dois pontos que considerava cruciais para o sucesso do Mundial, ambos a ver com o fluxo turístico.
- A principal preocupação em relação ao Brasil é aeroporto. Não há bons aeroportos. Meu sentimento é que muita gente vai querer vir ao Brasil, em 2014. É um lugar especial, um país magnifíco. Por isso, eu penso também que a coisa mais difícil, o pior de conseguir, serão os ingressos. Esses dois pontos estão ligados. Conheço muita gente que me diz que vir ao Brasil durante uma Copa do Mundo é algo já marcado na agenda. Então, precisamos cuidar bem desses temas - afirmou, no final daquele ano.


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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Falhas no Mundial de Patinação mostraram que Brasília precisa melhorar organização de eventos esportivos


Da Agência Brasil

Edição: Aécio Amado
Brasília - A realização do 56° Mundial de Patinação Artística, de 14 a 27 de novembro, mostrou que a capital do Distrito Federal (DF) ainda não está preparada para organizar eventos esportivos internacionais. As delegações de 37 países que participaram do campeonato enfrentaram problemas com o local da competição que atrapalharam o desempenho dos patinadores. A cidade que vai sediar jogos da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, em 2014, não soube preparar o Ginásio Nilson Nelson para o evento.
“Fiquei surpreso com o pouco tempo para montar a estrutura para um evento como esse, a pista é maravilhosa, mas aí choveu, teve uns problemas de goteira e os próprios atletas tiveram que ajudar a colocar baldes de água, e isso pegou um pouco mal. Outra coisa que deixou a desejar foi a abertura, a gente sabe que não teve um tempo adequado para treinar o pessoal [que fez parte da abertura] o suficiente, mas comparando com outros países, a gente sabe que o nível poderia ter sido melhor, uma atleta americana com a qual eu falei disse que achou tudo um pouco descoordenado”, declarou o patinador da equipe brasileira na categoria senior, Henrique Pamplona.
A patinadora Maristela Mendonça também reclamou do estado do ginásio que, com a chuva, ficou alagado por causa das goteiras, e, no dia seguinte, o excesso de mosquitos atrapalhou o andamento das disputas. “Eu achei muito ruim o que aconteceu, os mosquitos atrapalharam o desempenho de um atleta italiano que teve que parar a apresentação para pedir que o piso fosse limpo”, disse a atleta.
A técnica da delegação argentina Gabriela Montechiari disse que as goteiras atrapalharam o desempenho dos patinadores, reclamou do calor, mas elogiou a hospitalidade das pessoas. “Soube do incidente com a goteira por meio de outros atletas, o calor aqui também está um pouco intenso, mesmo assim estou muito feliz de estar aqui participando desse Mundial, estou sendo muito bem tratada, os brasileiros são muito amáveis”, declarou a técnica argentina à Agência Brasil.
A falta de recursos para fazer o evento foi, para o técnico de patinação do Clube Passo a Passo do Rio Grande do Sul, Leandro Dias, a principal causa dos problemas ocorridos durante a competição. Ele cobrou mais atenção das autoridades pelo esporte. “A estrutura está muito boa, mas acredito que a falta de verbas atrapalhou o evento que poderia estar melhor, o calor aqui atrapalha o desempenho do atleta. Soube do que aconteceu no ginásio por conta da chuva que ocasionou em goteiras. Com tantas medalhas que foram trazidas por atletas nesse esporte no Pan-Americano, acho que seria o momento do governo enxergar a patinação com mais carinho, porque outros esportes de massa não têm trazido tantos resultados positivos”, disse.
Apesar dos problemas que prejudicaram a qualidade do evento, o presidente da Federação Brasiliense de Hóquei e Patinação, Lúcio Rezende, declarou que o Ginásio Nilson Nelson passou pela fiscalização do Comitê Internacional de Patinação, que aprovou o local para a realização do campeonato mundial. Segundo ele, o presidente do comitê, James Pollard, que acompanhou as competições, quando esteve em Brasília para verificar as condições do ginásio, gostou do ginásio.
Rezende explicou ainda o problema com os mosquitos que levou um patinador a interromper a sua apresentação. “Eram mosquitos de luz, que apareceram à noite, e pelo piso ser branco e haver o reflexo da luz, então eles aparecem e isso atrapalha quando há uma quantidade grande. Houve um caso de um atleta que parou a apresentação e pediu para que o piso fosse limpo”.
O subsecretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Luís Carlos, procurado pela Agência Brasil, disse que a falta de logística da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação na organização do campeonato pode ter contribuído para que esses tipos de falhas ocorressem. “Quando sedia-se um evento desse, deve ser feito antes uma logística. Essa parte fica por conta da confederação, o que fazemos é atender com o espaço. O gerador, a segurança, a limpeza, atendemos com o mínimo possível, o restante fica por conta da confederação. Ficamos tristes ao saber dessas notícias ruins”, disse.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fifa quer "elevar nível de clientes" na Copa de 2014, diz executivo

Por Rodrigo Pedroso | Valor
 
SÃO PAULO – Depois da experiência na África do Sul, onde os pacotes para ver os jogos custavam entre US$ 50 e US$ 100 por dia, a Fifa quer usar a Copa no Brasil, em 2014, para elevar o “nível de clientes” que serão atraídos pela competição, disse nesta terça-feira Gilson Novo, diretor do Grupo Águia, do qual faz parte a Match, única empresa brasileira credenciada pela entidade para organizar e vender os pacotes turísticos para o torneio mundial. Aqui, os preços começarão em U$ 500 por dia, segundo ele.
A Match oferece serviço de hospitality, destinado a turistas que virão ao país para ver os jogos. Segundo Novo, hotéis, traslados, camarotes e passagens aéreas já estão sendo analisados. “A Copa já está vendida e a procura está sendo imensa. A Fifa disse para nós: queremos o melhor nível de clientes no Brasil”, afirmou durante seminário sobre o tema na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).
Como sua empresa tem parceria com a Fifa desde a Copa de 1970, levando grupo de torcedores, Gilson Novo acredita que o torneio é uma oportunidade de o país melhorar a excelência nos serviços para os turistas. A estimativa de órgãos governamentais é de que 600 mil estrangeiros venham ao Brasil para o torneio. A maior parte deles, segundo o executivo, virá em viagens bancadas por empresas. “O grupo de hospitality não entra no portão geral, entra em um portão separado, com cadeira com nome, tudo certinho. O cara pode comprar pacote com whisky, o que ele quiser.”
Um dos maiores entraves até o momento, segundo Novo, é o transporte aéreo.  O número de voos disponíveis e os itinerários que os torcedores terão que fazer para acompanhar suas seleções podem prejudicar a qualidade do serviço, caso a infraestrutura não melhore. “Não precisamos de 2014 para pensar em crise no tráfego aéreo, nós vemos isso agora. A nossa grande preocupação é a logística”, afirmou.
Além de o governo fazer sua parte, os empresários de serviços precisam aproveitar as oportunidades para crescer e melhorar seus negócios, na opinião de Jeanine Pires, presidente do conselho de turismo e negócios da Fecomercio-SP. “Fizemos uma pesquisa que mostra que 93% dos turistas que visitam o país pensam em voltar. Temos que somar profissionalismo à nossa hospitalidade e alegria”, disse.
Até a Copa, estão previstos 117 eventos no país, de todos os portes, ligados ao tema. Com isso, aumentará a demanda por serviços de bufê, transporte, shows, brindes e segurança, entre outros, segundo Gilson Novo. “O nosso legado maior é fazer com que o turista que venha para a Copa volte novamente pela excelência de nosso serviço. Para isso temos que fazer tudo adequadamente”, afirmou.

Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/1105424/fifa-quer-elevar-nivel-de-clientes-na-copa-de-2014-diz-executivo