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sexta-feira, 1 de março de 2013

Concessão do Maracanã está na mira do MP Federal


Procuradoria pede ao governo estadual estudo, feito por empresa de Eike, que custou R$ 2,3 milhões

Por Carla Rocha

RIO — A pouco mais de um ano da Copa de 2014, a polêmica obra do Maracanã deslanchou, deixando agora sob as luzes da ribalta a já falada privatização administrativa de um dos principais cartões-postais da cidade. Na quinta-feira, o Ministério Público Federal informou ter notificado o governo do estado para que apresente, em cinco dias, o estudo de viabilidade que permitirá a concessão do complexo esportivo. Ou seja, o MP quer saber como os dados de investimento, despesas e receitas do estádio foram calculados.
Estado promete resposta
O estudo em questão foi feito pela IMX Holding S.A., do empresário Eike Batista. Caso a exigência não seja cumprida, o órgão recomendará o adiamento da licitação, já lançada, cujo valor mínimo de outorga está estimado em R$ 4,5 milhões.
A notificação da procuradora da República Marta Cristina Anciães foi enviada para a Secretaria estadual da Casa Civil. Procurada ontem, a assessoria do governo estadual respondeu que já estão sendo feitas cópias do estudo para encaminhá-lo à Procuradoria da República no Rio segunda-feira.
Segundo a procuradora Marta Cristina, a notificação é uma forma de ratificar um pedido, feito no âmbito de um inquérito civil instaurado no final do ano passado, que apura o repasse de recursos do BNDES para a reforma do Maracanã.
— Como não está havendo transparência, não podemos analisar a legalidade das ações e em que termos essa concessão será feita. Precisamos conhecer os números desse estudo — afirmou a procuradora, observando que o inquérito civil foi aberto para investigar as condições em que foi concedido um financiamento público, através do BNDES, para reformar o estádio que seria cedido depois à iniciativa privada.
De acordo com o Ministério Público Federal, além dos estudos técnicos exigidos pela lei estadual 5.068/07, também devem ser divulgados os dados utilizados para estimativa das receitas e despesas operacionais do Maracanã e do Maracanãzinho, dos investimentos que deverão ser feitos pelo concessionário — empresa que vencer a licitação — e do valor mínimo de outorga.

Licitação será em 11 de abril
O MPF observa que o edital da concorrência, assim como seus anexos, não faz menção a qualquer uma dessas informações e também não apresenta justificativas para o valor da licitação e o investimento que será feito pelo concessionário, estabelecido em R$ 594 milhões.
Outro aspecto destacado pela representação do MPF diz respeito ao valor do custo do estudo divulgado pelo estado — R$ 2,3 milhões —, que deverá ser reembolsado pelo futuro concessionário. A IMX Holding saiu na frente na disputa pela concessão do Maracanã, tendo sido a primeira e, ao que se sabe, a única a apresentar um.
Segundo a procuradora da República Marta Cristina Anciães, também não foi explicado, até hoje, por que o estudo foi feito por técnicos de fora e não do estado. A licitação está marcada para o dia 11 de abril.

Um projeto de custo superlativo
O estádio do Maracanã é superlativo não apenas no tamanho, mas também no porte das obras de modernização e no custo desses trabalhos. Orçadas inicialmente em R$ 600 milhões, as obras do novo Maracanã já haviam consumido, até janeiro deste ano, um total de R$ 930 milhões.
Após sucessivos atrasos nos trabalhos, o estado anunciou, no dia 9 de janeiro, que entregará o estádio pronto à Fifa em 28 de maio, ou seja, a 19 dias do início da Copa das Confederações.
Pelo cronograma inicial, o estádio, cujas obras começaram em dezembro de 2009, já teria sido entregue em dezembro do ano passado. O prazo foi adiado para fevereiro de 2013 e, posteriormente, 15 de abril. A polêmica em torno dos trabalhos não se limitou aos custos. A Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop) enfrentou duas greves de operários (em agosto e setembro de 2011) nesse período. Em janeiro, segundo a Emop, 80% dos trabalhos já tinham sido concluídos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/concessao-do-maracana-esta-na-mira-do-mp-federal-7707967#ixzz2MHj1VfN6 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Estudo mostra que museu ao lado do Maracanã não precisa ser demolido


Espaço atualmente abriga uma tribo indígena; governo é a favor das demolições, mas Fifa é contra

Por Pedro Carrion

Dentro do processo de privatização do Maracanã, o governo do Rio de Janeiro decretou a demolição de imóveis históricos e importantes no entorno do estádio como parte das obras visando a Copa do Mundo 2014. Um desses alvos é o antigo Museu do Índio, datado de 1862 e que, hoje desativado, abriga uma aldeia indígena. 

No entanto, um estudo técnico realizado pelo arquiteto e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Anderson Magalhães, comprova que os imóveis no entorno não atrapalharão o escoamento do público nos jogos, um dos argumentos do governo fluminense para sua demolição.

“A capacidade de público do Maracanã já caiu muito desde a sua construção. Antes ele tinha duas saídas. Agora a vazão passará a ser em quatro direções. Com o público diminuído para 76 mil pessoas nesta nova reforma, teríamos algo em torno de 19 mil espectadores dispersando-se pelas quatro saídas, cada uma com rampas que terminam em duas direções", explica o arquiteto.

Segundo ele, seriam necessários 6.650 m² para a dispersão confortável de 9.500 pessoas em um dos acessos. A área disponível, com a manutenção dos prédios do museu e dos laboratórios do Ministério da Agricultura, possui 6.950 m², suficiente para "acomodar" perfeitamente todas as pessoas que precisariam sair do estádio em uma das rampas.

"Assim, podemos ver que é perfeitamente provado por números que não há a menor necessidade dessas demolições”, conclui Magalhães. 

Governo é a favor, mas Fifa é contra
Por meio da assessoria de imprensa, o governo do estado do Rio de Janeiro volta a argumentar que “a demolição do antigo Museu do Índio visa a abrir espaço para a transformação do complexo do Maracanã em uma grande área de entretenimento e é necessária para que o futuro complexo atenda às necessidades de escoamento e circulação de público nos padrões internacionais seguidos por esse tipo de equipamento esportivo.”

A justificativa do estado não é compartilhada pela Fifa, que já declarou não ter exigido as demolições no Maracanã.

“O Brasil avança no extermínio do patrimônio histórico e cultural, sem qualquer debate com a sociedade civil. Trata-se de uma total inversão de valores. Os imóveis que hoje circundam o Maracanã têm sua importância e jamais atrapalharam a mobilidade urbana. A própria Fifa já reiterou em ofício para nós enviado que não está de acordo com essa atitude”, argumenta o defensor público federal Daniel Macedo.

Além do antigo Museu do Índio (patrimônio histórico, cultural e arquitetônico) e das instalações laboratoriais do Ministério da Agricultura (direito sanitário), as obras de reforma do Maracanã, hoje 80% prontas, afetam também a Escola Municipal Friedenreich, o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare.

Segundo o governo, todos os imóveis citados deverão ser desocupados e demolidos para darem lugar a novos prédios e lojas comercias e estacionamentos. 

Ausência do poder público
Essas obras urbanísticas em torno do Maracanã foram tema de audiência pública realizada no auditório da Defensoria Pública da União do Rio de Janeiro (DPU), na última quarta-feira (12).

Acusado de não ouvir a opinião pública sobre a intenção de demolir imóveis daquela região, o governo do estado, através da Secretaria da Casa Civil, não compareceu e sequer comunicou o motivo de não ter enviado representante ao debate. 

A intenção da DPU com a audiência era abrir espaço para que todos os interessados pudessem expor sua opinião, seja ela contra ou a favor às obras do entorno do Maracanã. 

O convite foi estendido a orgãos como a Secretaria Estadual de Esportes, a Secretaria Municipal de Educação, a Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro, o Ministério Público Estadual, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da OAB/RJ e a Fundação Nacional do Índio (Funai), que também não enviaram representantes.

Organizador do evento e titular do 1º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, o defensor público federal André Ordacgy lamentou a ausência do poder público: 

"A audiência pública é um instrumento importantíssimo de participação popular, que serve, neste caso, para enriquecer o debate sobre os aspectos positivos e negativos do impacto das obras no entorno do Maracanã para a Copa do Mundo. Infelizmente, a ausência injustificada do poder público municipal e estadual revela um total desinteresse sobre os anseios sociais”, disse Ordacgy.

Para Gustavo Melh, membro do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, o Maracanã está se tornando um símbolo da postura antidemocrática do governo. E a iminente desocupação do seu entorno é diretamente ligada à intenção de privatizar o estádio.

“O que podemos fazer é cobrar a convocação de um plebiscito capaz de promover um debate aberto sobre o que a população realmente quer e espera de todo esse projeto em torno da Copa do Mundo 2014. Só assim poderemos manter o Maracanã como um espaço público, e não o torná-lo privado”, disse Melh.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11191/ESTUDO+MOSTRA+QUE+MUSEU+AO+LADO+DO+MARACANA+NAO+PRECISA+SER+DEMOLIDO.html

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Copa do Mundo gerará crescimento de 0,4% no PIB brasileiro até 2019


Estudo do Ministério do Esporte garante injeção de R$ 183 bilhões na economia brasileira

A Copa do Mundo de 2014 gerará um crescimento de 0,4% no PIB brasileiro até 2019, segundo estudos realizados por especialistas e apresentados na última quarta-feira (24) pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte e membro do Comitê Organizador Local (COL), Luis Fernandes.

O representante do Mundial proferiu a palestra "A Copa do Mundo é nossa" durante a Feira de Turismo das Américas (ABAV), inaugurada nesta quarta-feira no Rio de Janeiro, na qual ressaltou a importância que o evento esportivo trará para o Brasil em termos econômicos.

O desenvolvimento do torneio aumentará em R$ 183,2 bilhões o PIB brasileiro até 2019, divididos desta forma: R$ 47,5 bilhões por geração direta, como "investimento em infraestrutura ou as despesas dos turistas" e R$ 135,7 bilhões de forma indireta, com a "circulação de dinheiro ou o uso dos estádios depois da Copa", disse Fernandes.

O diretor destacou a relevância que a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 terão para a imagem do Brasil no exterior. "São os dois maiores eventos esportivos e midiáticos do planeta", declarou Fernandes.

De acordo com estudos realizados, calcula-se que três milhões de brasileiros se deslocarão por conta da Copa e que 600 mil turistas virão do exterior.

O secretário declarou que as obras de melhoria nos estádios para a Copa de 2014 se encontram em 60%, apesar de sedes como Fortaleza e Belo Horizonte terem entre 80 e 90% das obras concluídas.

Ambas estão na lista das sedes da Copa das Confederações de 2013, junto à Salvador, Recife, Brasília e o Rio de Janeiro, que deverá ser confirmada no dia 8 de novembro após a próxima avaliação da Fifa. Curitiba, Natal, Manaus, Porto Alegre, São Paulo e Cuiabá completam as 12 sedes para a Copa do Mundo de 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10951/COPA+DO+MUNDO+GERARA+CRESCIMENTO+DE+04+NO+PIB+BRASILEIRO+ATE+2019.html

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Estudo aponta para risco de legado negativo pós-2014


Por Erich Beting

O Brasil precisa, urgentemente, aumentar a frequência de torcedores nos estádios se quiser ter um impacto positivo com a realização da Copa do Mundo no país. Esse é o principal resultado de um estudo inédito feito sobre os 12 estádios que abrigarão os jogos do Mundial.

O relatório faz parte do levantamento “World Stadium Index”, criado neste ano pelo Instituto Dinamarquês de Estudos do Esporte (IDAN ) para mapear o uso de arenas esportivas após os megaeventos. O Brasil foi alvo de um estudo à parte que será apresentado na próxima quarta-feira, durante uma conferência que será realizada no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, e organizada pela entidade dinamarquesa Play The Game, que defende a transparência no esporte.

Segundo o relatório enviado com exclusividade à Máquina do Esporte pelos pesquisadores Jens Alms e Jens Sejer Andersen, o Brasil corre sério risco de ter 12 “elefantes brancos” após a realização da Copa do Mundo. A perspectiva, aliás, é de que os estádios brasileiros fiquem abaixo do índice médio obtido no relatório mundial do IDAN.

Segundo os pesquisadores, nenhum estádio brasileiro alcançará a média internacional de 13.4 pontos do ranking, o que significa que, durante um ano, o estádio só receberá o número de torcedores que corresponde a 13,4 vezes a capacidade total dele.

“Para evitar o aparecimento de mais elefantes brancos, deveria ter sido previsto o uso de mais estádios já existentes para a Copa do Mundo. Na África do Sul o mesmo erro foi cometido pela Fifa, que priorizou a construção de novas arenas”, dizem os autores do estudo.

Uma vez que boa parte das arenas construídas para a Copa de 2014 são novas (apenas Beira-Rio e Arena da Baixada foram reformadas, sendo que o Maracanã e o Mineirão só preservaram as fachadas). Para chegar ao número, os pesquisadores basearam-se na média de público dos clubes que deverão usar os estádios após o término da Copa do Mundo.

Na visão de Alms e Andersen, as situações mais preocupantes são da Arena da Amazônia (Manaus), da Arena Pantanal (Cuiabá), do Estádio das Dunas (Natal) e do Estádio Nacional de Brasília.

“As regras estabelecidas pela Fifa não estão em harmonia com a demanda futura dos estádios assim que a Copa do Mundo acabar. A base de audiência desses estádios é muito pequena. Os clubes-âncoras são equipes nas séries B, C e D, com média de público de 2 mil a 4,5 mil torcedores por partida. Mesmo em casos em que o estádio é dividido com outros clubes, é impossível que eles terão público suficiente”, afirmam os autores do estudo.

O caso do estádio de Brasília é, para os autores, o mais emblemático:

“Mesmo que ele foque em shows e eventos culturais, são poucos os eventos que levarão de 60 a 70 mil pessoas semanal ou mensalmente”.

Alms e Andersen ressaltam que o estádio com maior chance de ter um bom legado depois da  Copa é a Arena Corinthians, em Itaquera. Por conta da alta média de público do clube em 2011 (cerca de 30 mil torcedores), a expectativa é de que o novo estádio consiga ter sua taxa de ocupação mais alta.

Veja a seguir o ranking dos estádios brasileiros:
Ranking


Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/copadomundo/27/27262/Estudo-aponta-para-risco-de-legado-negativo-pos-2014/index.php

Aportes geram US$ 1 bi anual no Brasil, diz estudo


A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, ambos com sede no Brasil, ajudaram os negócios na indústria de patrocínio esportivo no país. De acordo com um estudo feito na Sponsorship Today,o setor gera, atualmente, US$ 1 bilhão por ano.

A pesquisa examinou mais de 300 acordos de patrocínios nacionais e apurou que os números cresceram 200% desde 2005.

No entanto, a taxa de crescimento diminuiu no último ano. A causa disso são as baixas oportunidades de patrocínios na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos, já que os principais contratos dos eventos já haviam sido fechados anteriormente.

 “A maior parte dos acordos de patrocínios para 2014 e 2016 estão quase completos e é muito difícil que ocorram novos grandes contratos”, disse Simon Rines, autor da pesquisa.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27237/Aportes-geram-US-1-bi-anual-no-Brasil-diz-estudo/index.php

sábado, 22 de setembro de 2012

Torcida desconhece parceiros da CBF, diz estudo


Por Rodolfo Gomes

Associar sua marca ao time que já conquistou o mundo cinco vezes parece ser algo incrível para qualquer empresa. Contudo, essa não é uma aposta infalível. É isso que mostra uma pesquisa realizada pela Stochos Sports & Etertainment.

De acordo com o estudo da empresa de consultoria, 40,5% das pessoas não souberam responder ao menos um nome de marca que apoia a seleção. No total, 8.329 pessoas foram entrevistadas pelo método face a face em todos os Estados brasileiros.  

Dentre o percentual daqueles que souberam responder à pergunta, a Nike, fornecedora de material esportivo e mais antiga dos parceiros, foi a mais lembrada (46,3%).

"Patrocinar uma instituição como a CBF demanda muito trabalho. Acredito que a empresa que entra nesse mercado busca gerar valor à sua marca, mas não é um processo simples", disse César Gualdani, sócio-diretor da Stochos.  

A longevidade da relação entre a marca e a empresa parece ser a grande aposta para os patrocinadores. Os três outros nomes com porcentagem significativa de lembranças estão entre os parceiros mais antigos. 

A Antarctica, dona do Guaraná Antarctica, (patrocinadora da seleção desde janeiro de 2002), teve 30,8% das citações, seguida pelo Itaú (outubro de 2008), com 17%, e pela Vivo (novembro de 2008), com 10,5%. A TAM, única mais antiga que os dois últimos, patrocinadora desde maio de 2007, ficou com apenas 0,3% das respostas.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26881/Torcida-desconhece-parceiros-da-CBF-diz-estudo/index.php

sábado, 8 de setembro de 2012

Copa no Brasil será a mais poluente da história, aponta estudo


Relatório avalia emissões de CO2 a partir da realização do evento; transporte aéreo preocupa mais

Por Felipe Castro

A distância entre as sedes e a dependência do transporte aéreo para promover o deslocamento entre elas são apenas alguns dos fatores que contribuirão para que o Brasil promova a Copa do Mundo com emissão recorde de carbono na história.

A conclusão é de um estudo inédito (clique aqui) no país realizado pela consultoria Personal CO2 Zero, que analisa o impacto do evento na atmosfera através da emissão de tCO2e (toneladas de CO2 equivalente, medida global para calcular a emissão de gases de efeito estufa) que a Copa vai gerar.

As estimativas do Mundial em território brasileiro impressionam: durante a competição, deverão ser gerados mais de 3 milhões de tCO2e, quando na Copa de 2010, na África do Sul, este número não passou de 2 milhões e 700 mil tCO2e.

A medição leva em conta a emissão de gás de efeito estufa gerada por deslocamento aéreo, alimentação, energia com estadias, deslocamento terrestre, resíduos sólidos, infraestrutura dos estádios, consumo de água, energia durante os jogos e geração de esgoto.

E é o primeiro destes fatores que mais pesa. “Um dos motivos é que, ao contrário da Alemanha e da África do Sul, não temos um modal de transportes bem distribuído, sem falar nas dimensões continentais do nosso país. Então, passamos a depender do transporte aéreo, que é altamente poluente”, afirma o CEO da Personal CO2 Zero, Daniel Machado, ao Portal 2014.

O estudo revela que as viagens de avião, imprescindíveis para que se realize o deslocamento entre as 12 cidades da Copa, são responsáveis por 60% dos gases que contribuem para o aquecimento global.

As viagens internacionais também são consideradas pela consultoria, que lista a Europa (2.635,8 tCO2e) e Ásia (1.804,7 tCO2e) como os continentes mais poluidores. O primeiro, por causa do número de seleções (13 das 32 vagas na Copa serão dos europeus), e o segundo, por conta da distância. 

Construção poluente
Se levada em conta toda a preparação do Brasil desde 2010, incluindo a construção dos estádios, aeroportos e obras de mobilidade urbana, o Mundial de futebol fica ainda mais nocivo ao planeta e a conta quase quadruplica, chegando a 11 milhões e 173 mil tCO2e, volume equivalente a 46.946 hectares de floresta, ou a 34,5% do Pantanal.

O relatório ainda aponta “vilões” como a produção do clínquer, principal matéria-prima do cimento na construção civil, que emite muitos gases nocivos ao meio ambiente.

Segundo os especialistas, se a utilização deste material diminuísse e fosse gradualmente substituída por outras alternativas, como filer carbonático e cinzas volantes, a emissão de CO2 diminuiria em até 65%. No caso da produção do aço e do alumínio, a reciclagem dos materiais também ajudaria a reduzir a poluição.

Considerando apenas a construção de estádios e os investimentos em infraestrutura (mobilidade e aeroportos), as cidades de São Paulo, Salvador, Natal e Rio de Janeiro respondem por 56,7% das emissões estimadas. 

A presença de Natal entre as sedes mais poluidoras, responsável por 11,2 % das emissões, acontece por conta dos altos investimentos em infraestrutura (só o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, único das doze cidades da Copa que será construído do zero, vai custar cerca de R$ 650 milhões) e pela área construída da Arena das Dunas. 

"O que foi levado em conta para fazer o ranking foi a área construída de cada um dos estádios e os investimentos nos projetos de mobilidade, aeroportos ou portos. Natal tem uma área construída de 412.000 m², apesar da capacidade do estádio ser inferior a muitos outros, mas terá um total de investimentos de quase R$ 2 bilhões em mobilidade e aeroporto", diz Machado.

Para o especialista, "quanto maior o valor que você vai investir, maior o grau de complexidade da sua obra e, portanto, maior o nível de emissão de gás de efeito estufa".

A ideia da consultoria é divulgar o estudo ao máximo para que chegue ao alcance da Fifa, do governo brasleiro e do Comitê Organizador Local (COL). Apesar de alguns pontos críticos apresentados serem irreversíveis --"a inexistência de um sistema férreo entre as cidades-sede é preocupante", lembra Machado--, outros pontos podem, sim, serem revistos. 

“A Fifa tem interesse que este seja o primeiro grande evento neutro de carbono. E essa neutralização a gente recomenda que seja executada não com o plantio de árvores, mas sim com a aquisição de créditos de carbono. Porque aí você pode fomentar projetos baseados em energia renovável ao redor do planeta”, explica Machado.

Fonte:http://www.portal2014.org.br/noticias/10666/COPA+NO+BRASIL+SERA+A+MAIS+POLUENTE+DA+HISTORIA+APONTA+ESTUDO.html

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Copa 2014: Aumenta confiança de especialistas no andamento das obras dos estádios


Item tornou-se o mais bem avaliado pelo TermômetroTrevisan – Copa 2014, pesquisa realizada pela Trevisan Gestão do Esporte;

Especialistas estão mais confiantes em relação às obras dos estádios que receberão os jogos da Copa 2014. A segunda edição do Termômetro Copa 2014, pesquisa realizada trimestralmente pela Trevisan Gestão  do Esporte que avalia a opinião de especialistas quanto a realização e organização do evento, aponta que o indicador de confiança passou de 2,6 na primeira edição, compilada em abril, para 2,9 na medição atual (escala de 1 a 5).

A melhora na percepção dos especialistas que participaram do levantamento foi de 12%, tornando o item “Estádios” o mais bem avaliado. “A maior parte das obras avançou rapidamente nos últimos meses, o que favoreceu o aumento de confiança dos profissionais que atuam na área”, explica o pesquisador da Trevisan Gestão do Esporte, Fernando Trevisan.

A alta nesse indicador, entretanto, não foi suficiente para impactar o resultado geral do Termômetro, que continua com avaliação abaixo do aceitável, com média de 2,2 nos sete itens avaliados. Isso porque os itens "Telecomunicações" e "Qualificação de mão de obra" tiveram queda em relação à medição anterior.

No geral, as opiniões mais negativas se referem àsobras de mobilidade, tanto urbana quanto aeroportuária.  

O Termômetro Trevisan – Copa 2014 é o único levantamento realizado a partir da percepção de profissionais ligados aos negócios do esporte. Esta edição contou com a participação de 1.000 especialistas, entre eles professores e alunos dos cursos do MBA Gestão e Marketing Esportivo, assim como profissionais da indústria do esporte.

A pesquisa aborda sete áreas principais para o sucesso da realização do evento, em uma escala de 1 a 5. 

Leia Mais: http://www.ultimoinstante.com.br/setores-da-economia/setor-construcao-imoveis/80090-Copa-2014-Aumenta-confiana-especialistas-andamento-das-obras-dos-estdios.html#ixzz24tYvffCG

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cielo e Ronaldo têm marcas mais valiosas, diz estudo


Cesar Cielo saiu dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 apenas com uma medalha de bronze obtida nos 50m livre. Ronaldo parou de jogar em 2010. Ainda assim, não existe nenhum atleta no país com imagem tão valiosa quanto os dois. Essa é a principal conclusão de um estudo da Brunoro Sport Business e da PD Gestão de Imagem e Carreira em parceria com a revista Época Negócios.

A pesquisa Imagem no Esporte foi feita a partir de um questionário na internet. Houve duas mil respostas, e os participantes tinham de indicar os atletas com os quais mais se identificavam em atributos como credibilidade, visibilidade, consciência, ética, desempenho, carisma, formação, apresentação, superação e liderança.

“Essa pesquisa tem como objetivo avaliar o impacto da imagem desses atletas, e também serve como parâmetro para as empresas que possuem interesse em vincular suas marcas a algum atleta”, disse Eduardo Rezende, vice-presidente da Brunoro Sport Business.

O estudo foi dividido em futebol e outras modalidades. Na primeira categoria, Ronaldo foi o líder (21,2% de média entre os atributos pesquisados), seguido por Kaká (20%) e Neymar (19,7%).

“Neymar possui um carisma muito grande, mas só isso não basta para ter uma grande marca. No caso do Ronaldo, o jogador se destacou em quesitos como garra e espírito vencedor”, explicou Patricia Dalpra, especialista em gestão de imagem e carreira da PD.

Entre os atletas de outras modalidades, Cielo teve 26,2% de média entre os atributos. O técnico Bernardinho, com 21,8%, ficou na segunda posição, e o ex-tenista Gustavo Kuerten (15,3%) ficou com o terceiro lugar.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26533/Cielo-e-Ronaldo-tem-marcas-mais-valiosas-diz-estudo/index.php

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Afinal, quanto vale a marca de um clube?


Por Erich Beting

Dezembro de 2009. Pela primeira vez, a empresa de consultoria Crowe Horwath RCS divulga um estudo sobre o valor das marcas dos 12 clubes de maior torcida do Brasil. O levantamento coloca o Flamengo, então campeão nacional, como a marca mais valiosa do país.

Dezembro de 2010. A Crowe RCS publica a segunda edição de seu estudo de marcas mais valiosas do futebol. O Corinthians, impulsionado ainda pelo efeito Ronaldo, torna-se o clube mais valioso do país, seguido do Flamengo.

Setembro de 2011. A BDO RCS (fruto da fusão da RCS com a BDO, em março do mesmo ano) publica o seu estudo sobre o valor de marca dos clubes mais poderosos do país. O Corinthians amplia seu domínio, com sua marca sendo avaliada em mais de R$ 860 milhões.

Julho de 2012. A BDO RCS publica pelo quarto ano seguido o estudo sobre o valor das marcas dos clubes. A notícia, agora, é que o Corinthians, além de líder, é o primeiro clube brasileiro a ter sua marca avaliada em mais de R$ 1 bilhão.

Mas, afinal, o que isso significa? O critério para a escolha dos valores é também subjetivo, como é qualquer avaliação de marca. Ela se baseia em critérios técnicos, mas quanto vale uma ou outra marca é algo que envolve muita subjetividade.

Por isso mesmo, nada contra esses estudos, desde que a periodicidade para sua divulgação seja bem definida (o que significa que as condições para as análises sejam sempre as mesmas) e desde que se deixe claro que o estudo foi divulgado no mesmo momento em que o Corinthians negocia novos contratos de patrocínio.

Em tempo.

O RCS da empresa são as três letras iniciais de Raul Correa da Silva, CEO da empresa independente de consultoria e, também, diretor financeiro do Corinthians.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/18/afinal-quanto-vale-a-marca-de-um-clube/

terça-feira, 17 de julho de 2012

Anhembi Morumbi lança pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Multimídias


Panorama Brasil

SÃO PAULO - A realização de grandes eventos esportivos no Brasil, como Copa do Mundo e Olimpíadas, trazem inúmeras oportunidades de atuação nesse mercado. Com o objetivo de contribuir diretamente para a profissionalização do segmento, a Universidade Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate, lança a especialização lato sensu em Jornalismo Esportivo e Multimídias.

O curso tem como objetivo fornecer conhecimento específico e atualizado das mais recentes mídias a partir do viés esportivo, capacitando os profissionais a compreender o fenômeno esportivo e suas particularidades relacionadas ao jornalismo, assim como atualizar conhecimentos associados aos diversos meios de comunicação, sempre com o olhar para o esporte.

Também dentro deste segmento, a Anhembi Morumbi oferece o MBA em Gestão e Marketing de Entidades Esportivas. O programa forma profissionais qualificados, dotados das competências e habilidades necessárias para desenvolver de forma plena, empreendedora e inovadora a gestão esportiva, compreendendo todas as variáveis que afetam as entidades do esporte no cenário nacional e internacional, tanto em administração como com oportunidades para marcas e produtos relacionados ao tema.

Para ambos os cursos a instituição tem como diferencial a parceria com a Escuela de Estudios Real Madrid. Além de aulas ministradas por professores convidados, os alunos têm a oportunidade de  realizar um módulo internacional na Universidade Europea de Madrid e Instalações Esportivas Real Madrid.

Com duração de um ano e meio (três semestres) os cursos acontecem nos câmpus Vila Olímpia (Jornalismo Esportivo e Multimídias) e Paulista 2 (MBA em Gestão e Marketing de Entidades Esportivas). Os interessados podem obter mais informações pelo site www.anhembi.br ou pelos telefones (11) 4007-1192 (Capital e Grande São Paulo) e 0800 015 9020 (demais localidades).

Fonte: http://www.dci.com.br/anhembi-morumbi-lanca-posgraduacao-em-jornalismo-esportivo-e-multimidias-id302916.html

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma gestão em dois momentos


Por Emerson Gonçalves

Para gosto de uns e desgosto de muitos, o futebol de hoje é fortemente influenciado pela economia, pelas finanças, pela gestão. Houve um tempo em que o que realmente fazia diferença era quem entrava em campo. Todavia, os tempos mudaram e hoje, mais que nunca, a escalação de quem entra ou não em campo é claramente definida pelo caixa do clube. Nem tanto no Brasil, por enquanto, mas já bem estabelecido nos países desenvolvidos onde o futebol é forte, o “caixa”, na forma do valor da folha de pagamentos, define também os times vencedores.

Apesar da ressalva do “por enquanto” aplicada ao nosso futebol, já é visível entre nós que antes de começar um campeonato é bom dar uma olhada no balanço e na performance financeira dos clubes. Nessa visão já poderemos apontar os mais prováveis candidatos ao título. Felizmente, há ainda uma certa distância entre a matemática fria e o jogo quente dos gramados.

O exemplo do São Paulo FC

Gestão é decisiva.

Até 31 de dezembro de 2008 podemos dizer que o São Paulo e sua torcida viviam no melhor dos mundos, apesar de muito chororô injustificado por conta de um suposto “mau desempenho” na Copa Libertadores. Naquela véspera de Reveillon, o clube fechava um período de 4 anos com um tricampeonato Brasileiro inédito, um título Mundial e um título da Libertadores. Não somente isso: uma excelente campanha na copa continental em 2006, com um vice-campeonato, seguida por duas boas campanhas em 2007 – eliminado nas oitavas-de-final – e em 2008, quando foi eliminado nas quartas-de-final. É importante deixar claro que para o gestor e para o analista não vale o julgamento do torcedor, que o time poderia ter ido mais longe, que ser eliminado nas oitavas é uma vergonha ou coisa que o valha. O importante, em primeiro lugar, é participar da competição. Em segundo lugar, passar da fase de grupos.

Na área econômica, vejam a tabela a seguir:

O balanço mostrava uma situação excelente, com a maior receita total entre os clubes brasileiros e, mais importante até, a maior receita operacional do futebol. Tinha, igualmente, a maior folha salarial do futebol, algo perfeitamente condizente com a performance esportiva. Naquele momento, o futuro parecia risonho, abrilhantado pela certeza que a todos dominava que o Estádio do Morumbi sediaria os jogos da Copa 2014 em São Paulo. Bastava manter a situação, não mexer em time que estava ganhando, para que novos títulos viessem.



“O São Paulo retrocede”

Esse foi o título do post desse OCE em 9 de fevereiro de 2009, analisando a decisão da direção tricolor, vale dizer, do presidente Juvenal Juvêncio, quebrando velho acordo com o Corinthians para a divisão de público no Morumbi nos jogos entre os dois. Essa medida criou uma crise que veio a ter desenvolvimentos e efeitos que não foram pensados pela cúpula são-paulina, vale dizer, pelo presidente Juvêncio.

Pouco depois, o presidente cedeu às pressões – absolutamente incompreensíveis, na minha opinião – de diretores e conselheiros e demitiu o treinador Muricy Ramalho. Para seu lugar foi contratado Ricardo Gomes, retornando ao Brasil.

Ricardo não teve vida fácil no Morumbi, “acusado”, entre outras coisas, de ser um gentleman, de ser educado demais. Ora,ora, ora, parece mentira, mas foi verdade, que tal fato tenha ocorrido dentro de um clube famoso, em outros tempos, pela elegância. No ano seguinte, depois de um excelente Brasileiro, chegando na terceira colocação e disputando o título até o final, e mais uma semifinal pela Copa Libertadores, seu contrato, simplesmente, não foi renovado.

Sergio Baresi, treinador da base, foi promovido e quase queimado. Para seu lugar, Paulo Cesar Carpegiani. Para seu lugar, Adilson Batista, contratação tão incompreensível quanto a de seu antecessor. E para seu lugar, Emerson Leão, que já estava, na prática, aposentado, demitido sumariamente (em menos de um minuto, o que dá nova dimensão ao vocábulo sumariamente) na manhã de ontem, pouco depois de chegar para mais um dia de trabalho. Uma demissão nada elegante, digamos.


Portanto, contando com Muricy, em 42 meses, contando a partir do 1º de janeiro de 2009, o clube teve nada menos que seis treinadores, um a cada 7 meses. Todo o capítulo sobre treinadores da cartilha de gestão foi jogado no lixo.

Ao mesmo tempo, seguindo uma prática que o tornou famoso, o presidente Juvêncio colecionou contratações, às vezes em verdadeiras “baciadas”, em sua maioria sem apresentar resultados. Jogadores que, na maior parte, não foram indicados ou pedidos expressamente pelos treinadores de plantão, sendo decididas pelo próprio presidente e seu assessor, Milton Cruz.

Em recente trabalho da Pluri Consultoria, o clube teve 0 – zero – no IPEG, que é um índice que aponta a eficiência de gestão do futebol, pela relação entre o valor das despesas com o futebol e o desempenho esportivo e que já foi mostrado em posts anteriores nesse OCE. A tabela abaixo mostra melhor:

Considerando o valor das despesas, o São Paulo apresenta o pior índice entre os clubes brasileiros. Pior ainda: pelo segundo ano consecutivo.

O São Paulo avança… Nas dívidas – 100 Milhões em 4 anos

A receita do clube evoluiu, é bem verdade, apesar do mau desempenho do marketing, desde o rompimento com a patrocinadora LG. Curiosamente, Corinthians e Flamengo padecem hoje do mesmo mal. A composição desse crescimento, entretanto, foi fortemente influenciada pelos direitos de transmissão, em especial o novo acordo que já refletiu no balanço 2011, e pela performance do Estádio do Morumbi, cuja parcela maior é devida aos camarotes e depois ao aluguel para grandes shows. Ora, com o time tendo campanhas pífias nos gramados, a tendência é uma queda nessas receitas do estádio, que vêm se constituindo numa verdadeira âncora financeira.

Segundo a BDO , a dívida do clube evoluiu de 58,6 milhões de reais em 2008 para 158,5 em 2011.


Um crescimento assombroso de 99,9 milhões! Apesar disso, considerando as receitas e o potencial do clube, não é assustador, mas é, no mínimo, preocupante, principalmente pela tendência demonstrada.

Além da perda do patrocínio da LG (parcialmente reposta durante um período pelo patrocínio de um banco), a ausência em duas edições seguidas da Copa Libertadores e mais dois anos de péssimo desempenho no Campeonato Brasileiro impactaram negativamente as contas pela queda nas bilheterias e no programa de Sócio-Torcedor. Sem esquecer, é claro, as despesas financeiras, mesmo porque a dívida bancária é hoje responsável pela maior parcela desse estoque.

Se considerarmos o levantamento da Mazars, a dívida do clube era ainda maior em 31 de dezembro de 2011: 178,2 milhões de reais, dos quais 102,9 referentes a empréstimos junto a instituições financeiras.

Temos, então, uma clara ligação entre a bola jogada e as cédulas que entram e saem dos cofres.

E a política…

Apesar do Estatuto do clube proibir um terceiro mandato consecutivo, graças a uma manobra jurídica o presidente Juvêncio foi re-reeleito em 2011, daí a menção a ser uma presidência sub judice. Não é ilegal, como dizem muitos, posto que está amparada por instrumentos legais, mas é claramente ilegítima, no sentido de desrespeitar a letra do Estaítima, no sentido de desrespeitar a letra do Estatuto. Embora assunto interno, de certa forma, é ponto que não pode ser deixada de lado ao se falar sobre a gestão atual de Juvenal Juvêncio.

Em nome da Copa 2014 o São Paulo investiu e se expôs, especialmente por meio de declarações de seu presidente, que acabaram por criar, e em alguns casos consolidar, uma visão antipática em relação ao clube. Simpatia pode até não render voto ou dinheiro, mas a sua gêmea de sinal invertido, a antipatia, sem dúvida prejudica uma e outra ação.

Não vou me alongar sobre o quadro político porque aí a coisa vai longe demais. Mas um último ponto precisa ser abordado: uma administração centralizada não é saudável e está na contracorrente de todos os cânones da moderna gestão em todas as áreas. Responsabilidades e metas devem ser delegadas e resultados devem ser cobrados. Gestões precisam ser fiscalizadas de forma efetiva e não de superficialmente.

Nenhuma organização social, seja o Estado, seja uma associação ou condomínio de moradores ou um clube de futebol, pode operar com sucesso nesse Século XXI sem democracia, participação e transparência. O continuísmo leva as organizações à erosão, a um processo de degradação e decadência, revertido a duras penas e altos custos. Vimos isso no futebol nos últimos anos em grandes clubes, como o Vasco, o Palmeiras e o Corinthians. Este último, por sinal, disputou a segunda divisão em 2008 e os números da primeira tabela são bem representativos do que foi aquele ano. E a queda foi fruto direto de uma gestão que parou no tempo e permaneceu no poder, sem renovação, com a oposição subjugada.

O portal GloboEsporte tem algumas matérias excelentes do Marcelo Prado, que mostram uma boa visão do dirigente e da gestão Juvêncio: aqui… aqui… e aqui, essa última sobre a sucessão de treinadores. E a primeira sobre… o treinador Juvenal.



A escolha do treinador ou basta de intermediários

Às vezes a escolha é folclórica e geralmente é feita sem grandes reflexões, na base do “tá livre?”, como se fosse um taxi de passagem. Já que está livre (e se for barato melhor ainda) vamos pegar.

Numa gestão de futebol moderna e consequente, a escolha do treinador é pensada e muito analisada. Já comentei a respeito em vários posts, inclusive falando sobre o processo que culminou na escolha de Guardiola para treinar o Barcelona.

O ideal é que o treinador tenha uma linha e filosofia de trabalho e futebol que se afine com a do clube. Para isso, porém, é necessário que o clube saiba o que quer, saiba qual é o futebol que responde aos anseios de seus torcedores, estimulando-os a ir ao campo, além de comprar o PPV, camisas, etc. A escolha do treinador deve ser do clube e não de um dirigente. É um funcionário de alto custo e enorme importância. Trocá-lo a cada seis ou sete meses ou mesmo a cada ano, é prejuízo certo. Um treinador precisa de tempo para montar o elenco, formar e moldar a equipe, até apresentar resultados consistentes. De maneira geral, tudo isso é piada ou sonho ou delírio no futebo brasileiro. Mais ainda quando pensamos que o treinador deve sobreviver ao mandato de quem o contratou.

Um treinador não deve contratar e negociar jogadores, mas deve, obrigatória e necessariamente, participar das tomadas de decisão a respeito. E, fundamental, deve indicar quem quer e dizer porquê quer. Essa não é a praxe no São Paulo de Juvenal Juvêncio. Quando Breno e Alex Silva foram negociados, desfazendo a fantástica defesa de 2007, o treinador pediu um zagueiro veloz, com bom domínio e saída de bola, bom nas bolas aéreas, habituado a jogar na direita da defesa; recebeu um jogador lento e sem as características para joga na direita. Resultado: o treinador demorou meses para conseguir formar uma nova defesa. Mas o presidente e seu assessor contrataram um zagueiro por um bom preço, num negócio de oportunidade.

Apesar de detalhes como esse, toda a cobrança e pressão por resultados caem sobre o treinador. Some-se a falta de pré-temporada e a impaciência para esperar por resultados e… Pronto! Aí está a receita de um bolo que já nasce, sempre, estragado.

Como a pressão recai sobre o treinador, o dirigente fica à vontade para trocar, trocar e trocar, ao ponto do São Paulo, tema desse posto, ter tido três treinadores em 2011, fora o quebra-galho de plantão.

Na matéria sobre o desempenho dos treinadores, o presidente tricolor diz que a safra de treinadores é ruim e vai além: “… o Brasil não é brilhante em técnicos.” Com essa linha de comportamento, entretanto, de nada adiantará trazer o excelente André Villas-Boas ou o fantástico Pep Guardiola. Será apenas jogar dinheiro fora.



Voltem aos números de receitas e despesas, vejam o índice de eficiência de gestão, com o Tricolor na lanterna, e tudo fica mais claro.

Numa das matérias do Marcelo Prado linkadas mais acima, o presidente tricolor diz que seria um bom treinador e lamenta, o que acho impressionante, o fato de diretor de clube não mais poder ficar no banco de reservas. Essa, por sinal, foi uma medida inteligente e saudável da FIFA. Não é à toa que os cartolas – termo que raramente uso, exceto quando muito necessário – naturalmente, detestaram-na. Passaram a ficar longe do treinador, do juiz e dos assistentes, além dos jogadores.

Ora, depois dessa declaração do presidente, tudo que resta é recordar uma velha frase da política brasileira dos anos 60, no início do regime militar: “Basta de intermediários, Bobby Fields para presidente.”

Então, ficamos assim:

Basta de intermediários, Juvenal Juvêncio para treinador.

Afinal, boa parte da torcida são-paulina já sabe que o ano está perdido, concordando com o que disse o ex-treinador Leão antes do jogo de Curitiba.

A menos que os deuses dos estádios resolvam brincar um pouco, porque, no que depender de gestão, sem chance.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2012/06/27/uma-gestao-em-dois-momentos/




segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cenário econômico e político influenciam medalhistas olímpicos


O tamanho da população, níveis médios de renda, apoio governamental ao esporte e ser sede dos jogos são as variáveis utilizadas no estudo da PwC.

Fatores econômicos e políticos têm influência significativa no rendimento dos países nas Olimpíadas, segundo mostra pesquisa da PwC . 

O tamanho da população, níveis médios de renda, apoio governamental ao esporte e ser sede dos jogos são as variáveis utilizadas no relatório "Economic briefing paper: Modelling Olympic performance", que projeta o quadro de medalhas das Olimpíadas de Londres.

A análise, que é feita desde os Jogos Olímpicos de Sidney em 2000, toma como base os resultados obtidos na última Olimpíada disputada - Pequim, 2008. 

"Geralmente, a quantidade de medalhas conquistadas aumenta conforme o tamanho da população e a riqueza econômica do país, mas não proporcionalmente", explica o autor da análise, John Hawksworth, economista-chefe da PwC - Reino Unido.

"David às vezes pode derrotar Golias na arena olímpica, embora as potências como Estados Unidos, China e Rússia continuem a liderar o quadro de medalhas", complementa.

Segundo as projeções do modelo de análise da PwC, o Brasil deve repetir o resultado obtido em Pequim e conquistar 15 medalhas.

Por não ser mais a anfitriã, a China deve ter dificuldade para superar os Estados Unidos, como fez em Pequim, quando conquistou maior número de medalhas de ouro.

A equipe britânica deve ganhar cerca de 54 medalhas, superando o desempenho em Pequim, quando conquistou 47 medalhas, devido à vantagem de jogar em casa.

Quanto a Rússia, a expectativa é de manutenção do desempenho de edições passadas, apoiada pela força de sua economia e por ocupar o terceiro lugar no ranking, com 68 medalhas.

Considerando o tamanho de sua população e o Produto Interno Bruto (PIB), a Índia terá fraco desempenho, com projeção de 5 ou 6 medalhas.

Os grandes países da Europa Ocidental, como Alemanha, França, Itália, Espanha e Holanda, devem repetir as performances que tiveram em Pequim.

O grupo de países que deve conquistar em Londres menos medalhas do que em Pequim inclui Austrália e alguns países do antigo bloco soviético, nos quais o legado decorrente do maciço investimento estatal até 1991 está se esvaindo, a exemplo de Ucrânia e Bielorrússia.

Fonte: http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/cenario-economico-e-politico-influenciam-medalhistas-olimpicos_118158.html

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Estudo analisa patrocínios no futebol europeu


A International Marketing Reports, empresa especializada em marketing esportivo, realizou uma pesquisa sobre os patrocínios de camisa dos clubes europeus de futebol. Segundo o estudo, a Premier League é detentora da maior receita: 128 milhões de euros. O mais alto valor médio por time, no entanto, é da Bundesliga: 6,7 milhões de euros por equipe.

As duas ligas também ostentam as menores diferenças entre as quantias pagas às agremiações. Na Alemanha, enquanto a Deutsche Telekon dá 26,5 milhões de euros por ano ao Bayern de Munique, a AL-KO paga um milhão de euros no mesmo período ao Augsburg. Na Inglaterra, Manchester City e Manchester United ganham 22 milhões cada, de Etihad e AON, respectivamente. Já o Blackburn não possui patrocínio pago na camisa.

Situação diferente acontece na Espanha. Lá, os valores são mal distribuídos. O Barcelona recebe 32 milhões de euros anuais da Qatar Foundation, e o Real Madrid, 21 milhões de euros da Bwin. As outras 18 agremiações da liga, juntas, somam apenas nove milhões de euros por temporada. O país ibérico atravessa uma gravíssima crise financeira.

No total, os times de primeira divisão de Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha, França e Holanda possuem uma receita de 458,2 milhões de euros com patrocínio de camisa. Em média, cada um recebe 3,95 milhões de euros.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/25/25667/Estudo-analisa-patrocinios-no-futebol-europeu/index.php