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domingo, 6 de janeiro de 2013

Dívida dos clubes cresce em maior proporção que receitas


O levantamento "Evolução das Finanças dos Clubes Brasileiros", realizado pelo especialista em marketing e gestão esportiva, Amir Somoggi, apontou um preocupante aumento de dívidas nos clubes brasileiros. Se, no período entre 2003 e 2012 houve um aumento de receita substancial entre os clubes, também houve um aumento nas dívidas geradas pelas agremiações.

Segundo o levantamento de Somoggi, de 2003 a 2011 o faturamento dos clubes saltou de R$ 805 milhões para R$ 2,7 bilhões (aumento de 235%). No mesmo período, porém, as dívidas cresceram de R$ 1,2 bilhão em 2003 para os atuais e preocupantes R$ 4,7 bilhões (aumento de 306%).

Mais uma vez o grupo dos dez clubes que mais arrecadam é aquele responsável pela maior parte da dívida. Atualmente eles acumulam R$ 1,1 bilhão em déficit, sendo que o Vasco da Gama é o clube que mais se endividou no período. Só de 2008 para cá a dívida do clube saltou para R$ 387 milhões.

O que mudou também nos clubes nos últimos anos foi a fonte de financiamento das entidades. De 2003 a 2007, as principais fontes de receita foram as arrecadações com a negociação de jogadores, especiamente para o exterior. Desde então, porém, o aumento no caixa foi proporcionado por alterações nos valores dos contratos de TV e com receitas advindas do marketing, dos sócios-torcedores e da bilheteria.

Para 2012, a expectativa de Amir Somoggi é a de que os clubes atinjam a cifra recorde de R$ 2,9 bilhões em arrecadação. Nos próximos anos, com novos estádios e mais ações de marketing, a tendência é de que, pela primeira vez, os principais clubes do país ultrapassem os R$ 3 bi em receitas.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/28/28032/Divida-dos-clubes-cresce-em-maior-proporcao-que-receitas/index.php

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Copa do Mundo gerará crescimento de 0,4% no PIB brasileiro até 2019


Estudo do Ministério do Esporte garante injeção de R$ 183 bilhões na economia brasileira

A Copa do Mundo de 2014 gerará um crescimento de 0,4% no PIB brasileiro até 2019, segundo estudos realizados por especialistas e apresentados na última quarta-feira (24) pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte e membro do Comitê Organizador Local (COL), Luis Fernandes.

O representante do Mundial proferiu a palestra "A Copa do Mundo é nossa" durante a Feira de Turismo das Américas (ABAV), inaugurada nesta quarta-feira no Rio de Janeiro, na qual ressaltou a importância que o evento esportivo trará para o Brasil em termos econômicos.

O desenvolvimento do torneio aumentará em R$ 183,2 bilhões o PIB brasileiro até 2019, divididos desta forma: R$ 47,5 bilhões por geração direta, como "investimento em infraestrutura ou as despesas dos turistas" e R$ 135,7 bilhões de forma indireta, com a "circulação de dinheiro ou o uso dos estádios depois da Copa", disse Fernandes.

O diretor destacou a relevância que a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 terão para a imagem do Brasil no exterior. "São os dois maiores eventos esportivos e midiáticos do planeta", declarou Fernandes.

De acordo com estudos realizados, calcula-se que três milhões de brasileiros se deslocarão por conta da Copa e que 600 mil turistas virão do exterior.

O secretário declarou que as obras de melhoria nos estádios para a Copa de 2014 se encontram em 60%, apesar de sedes como Fortaleza e Belo Horizonte terem entre 80 e 90% das obras concluídas.

Ambas estão na lista das sedes da Copa das Confederações de 2013, junto à Salvador, Recife, Brasília e o Rio de Janeiro, que deverá ser confirmada no dia 8 de novembro após a próxima avaliação da Fifa. Curitiba, Natal, Manaus, Porto Alegre, São Paulo e Cuiabá completam as 12 sedes para a Copa do Mundo de 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10951/COPA+DO+MUNDO+GERARA+CRESCIMENTO+DE+04+NO+PIB+BRASILEIRO+ATE+2019.html

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Turismo no Brasil cresceu mais que a economia entre 2003 e 2009


Renda gerada pelo turismo subiu 32,4%, acima do crescimento econômico registrado no período

A renda gerada pelo turismo no Brasil subiu 32,4% entre 2003 e 2009, acima do crescimento econômico de 24,6% acumulado no mesmo período, segundo um estudo divulgado ontem (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O turismo mobilizou no Brasil durante 2009 cerca de R$ 103,7 bilhões e oferecia emprego a 5,9 milhões de pessoas, um número 10,5% superior ao de 2003, segundo o estudo.

Enquanto o Brasil registrou uma retração econômica de 0,3% em 2009 em comparação com 2008, o produto gerado pelo turismo registrou um crescimento de 4,6% no mesmo período.

O IBGE esclareceu que a diferença entre o ritmo de expansão das atividades turísticas e o do crescimento econômico no Brasil tende a aumentar nos próximos anos devido ao esperado aumento de visitantes para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Apesar do crescimento da renda gerada pelo turismo em seis anos, o setor representava apenas 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2009 contra 3,6% em 2003.

Entre as atividades que integram o turismo, a que tem maior participação na renda gerada pelo setor, com 37,4% do total, é a de alimentação (restaurantes e bares entre outros), seguida pelas recreativas, esportivas e culturais (17,9%), as de transporte rodoviário (17,9%), as de alojamento (7,14%) e de transporte aéreo (4,78%).

Quanto às que mais geram emprego destacam-se igualmente a alimentação (3 milhões de postos de trabalho), seguida pelo transporte rodoviário (1,06 milhões) e as recreativas, esportivas e culturais (1 milhão).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10885/TURISMO+NO+BRASIL+CRESCEU+MAIS+QUE+A+ECONOMIA+ENTRE+2003+E+2009.html

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Esporte em alta: PIB do setor cresce 20% mais que média


Mas a fatia do esporte no PIB nacional ainda é muito pequena - apenas 1,6%

A proximidade de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 já faz o PIB do esporte brasileiro crescer cerca de 20% acima da média da economia nacional. Os dados são de um levantamento divulgado na segunda-feira pela Pluri Consultoria, num seminário sobre gestão de clubes brasileiros, em São Paulo. O estudo mostra ainda que, dos 4,1 trilhões de reais do PIB brasileiro, apenas 1,6% corresponde ao esporte - um setor de grande potencial de faturamento, mas que é pouco aproveitado pelos brasileiros.

Na avaliação de Fernando Ferreira, da Pluri, o que falta ao Brasil para melhorar essa estatística é se organizar. O esporte deverá responder por 1,9% do PIB brasileiro depois dos Jogos Olímpicos do Rio, dentro de quatro anos. Para melhorar ainda mais essa marca e aproveitar o momento favorável, a consultoria sugere oferecer ao público mais conforto durante os eventos esportivos e investir em ações de marketing mais eficientes, principalmente no futebol, modalidade responsável por 53% do PIB do esporte.

Um dos pontos a ser melhorado é a ocupação dos estádios. Em uma lista divulgada pelo estudo, o Brasileirão de 2011 ficou só em 12º entre as principais ligas nacionais, com uma média de público inferior à dos campeonatos dos Estados Unidos, China e até das segundas divisões da Alemanha e Inglaterra. "Nossos estádios têm só 40% da capacidade ocupada. E o que afasta o torcedor é a má qualidade dos locais", comentou Ferreira, citando a falta de estacionamentos, a má conservação de instalações e os preços altos demais.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/pib-do-esporte-cresce-20-acima-da-media-nacional