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quinta-feira, 14 de março de 2013

Ginástica olímpica do Rio passa pela pior crise de sua história, diz dirigente


“Eles ficam preocupados porque não sabem como administrar. Não funciona financeiramente, mas isso não é um problema do esporte e sim da administração", diz presidente da Federação de Ginástica

Por Vladimir Platonow

A falta de locais para treinar está prejudicando o nível técnico da ginástica olímpica no estado do Rio e poderá comprometer toda uma geração de atletas, impedidos de atingir nível olímpico por não ter onde treinar. A presidente da Federação de Ginástica do Estado do Rio de Janeiro, Andréa João, considera esta a pior crise da história da ginástica no Rio. "Já tivemos outras crises, que foram superadas, mas esta é a mais cruel. É um contrassenso que não consigo entender, por se tratar da cidade olímpica".

Atualmente, ela despacha de sua própria casa, já que a entidade não tem sede própria. A única e modesta sala, onde estão objetos, arquivos e alguns móveis, fica no Estádio de Atletismo Célio de Barros, que está prestes a ser demolido para dar lugar às obras de reforma do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.

Recentemente, a diretoria do Flamengo decidiu terminar com a equipe de ginástica do clube, onde treinavam campeões como Diego e Daniele Hypolito e Jade Barbosa, além de mais 25 atletas de ponta. Segundo a presidenta da federação, outros espaços vêm sendo fechados no estado, passando de forma despercebida pela mídia.

“Há espaços menores que estão fechando e as pessoas nem sabem que os presidentes dos clubes acabaram com a ginástica. Estou muito preocupada com este cenário. Porque se a gente não tem onde praticar, sinceramente não sei o que fazer. Infelizmente, o ciclo fica fechado e não temos como quebrá-lo”, disse Andréa. Ela citou dois exemplos recentes de instituições tradicionais que fecharam seus projetos de ginástica: o Colégio Plínio Leite e a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), ambos em Niterói, e o Colégio Alfa Cem, na zona oeste do Rio. Além disso, segundo Andréa, clubes de peso, como o Vasco da Gama, também não estão investindo nos departamentos de ginástica.

“Eles ficam preocupados porque não sabem como administrar. Não funciona financeiramente, mas isso não é um problema do esporte e sim da administração. Eles dizem que o esporte é deficitário, mas por que só no Brasil? É assim e no mundo todo funciona?”.

Por causa disso, a presidenta da federação demonstrou preocupação com os resultados do país na ginástica nas Olimpíadas de 2016. “Quando o Brasil ganhou medalha olímpica, achei realmente que a gente fosse mudar. Que o paradigma fosse trocado e que tivéssemos investimentos maiores e ginásios, com preocupação na formação do atleta. Mas, hoje eu me pergunto: onde é que está o esporte [olímpico] no Rio de Janeiro? Com certeza não está nas escolas. Os clubes estão mostrando que não têm condições de administrar. E não está nas universidades. Então está onde? Cadê o esporte?”, indagou.

“A gente não está entrando [em crise]. Nós já estamos há muito tempo. Agora está mais evidenciado pela questão da Olimpíada. Eu fiquei muito decepcionada na época do Pan [Jogos Pan-Americanos de 2007]. A gente achava que o Pan ia ser a salvação do nosso esporte. Mas ele passou, a federação não foi chamada para nada, ficamos isolados e não tivemos nenhum retorno disso. Não tivemos um ginásio bacana, um projeto que pudesse estar dando frutos hoje.”

Andréa disse que o problema não é a falta de verbas oficiais para o esporte, mas a destinação final desses recursos. “Eu nunca vi uma participação tão grande do governo no esporte. Há muito dinheiro sendo canalizado, mas não sei por que não está sendo feito algo pela parte de base, na estrutura do esporte. Estão se preocupando muito com o topo, com atletas com medalhas. Mas, em que isso vai modificar o nosso país? Hoje, a realidade são as mães ligando para a federação, perguntando onde elas podem levar os filhos para praticar esporte.”

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, reconheceu que o fechamento de instalações esportivas é negativo, principalmente para a renovação por meio das novas gerações. “Evidentemente, ninguém gosta que se feche instalações esportivas. Agora, cada clube entende o que é melhor para si. Eu não dirijo nenhum desses clubes, mas é fundamental que eles reflitam a importância para a juventude, pois esse talvez seja o principal legado que fica para o esporte. São essas crianças que amanhã vão se motivar para praticar ginástica ou jogar basquete, badminton, tênis, futebol ou vôlei”, disse Nuzman.

Segundo o presidente do COB, os atletas de ginástica que treinavam no Rio estão sendo levados para outras cidades, inclusive para fora do estado. “Na verdade, o Rio nunca teve um centro de ginástica, historicamente falando. Hoje, uma parte da ginástica está indo para [o município de] Três Rios, a outra está indo para Belo Horizonte, para o Minas Tênis Clube. Infelizmente, pegou fogo o ginásio do Flamengo, com equipamentos que nós emprestamos, que poderia ser transformado em um centro nacional. Mas acredito que a ginástica continua sendo uma preocupação, de podermos dar o melhor possível.”

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/ginastica-olimpica-do-rio-passa-pela-pior-crise-de-sua-historia-diz-dirigente/73990/

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Velódromo da Barra fecha e deixa atletas sem treinar


Decisão partiu de Comitê Rio 2016, prefeitura e Ministério dos Esportes

Por Rodrigo Bertolucci

RIO - O fim do velódromo da Barra deixou centenas de atletas do ciclismo de pista, da patinação de velocidade e da ginástica artística sem um espaço adequado para treinar. Ontem, 15 ciclistas profissionais tiveram que desocupar o local. A escolinha da modalidade, que atendia 105 alunos de 12 a 15 anos, também encerrou as atividades. Uniformes, capacetes e outros equipamentos, incluindo bicicletas, foram retirados do espaço e enviados para um galpão alugado pela Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro.
A ginástica artística, por sua vez, terá de encerrar os treinos no próximo dia 8, pois a estrutura também abrigava o Centro de Treinamento (CT) da modalidade, parte do Centro de Treinamento do Time Brasil, criado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para preparar atletas aos Jogos de 2016.
A decisão, tomada por Comitê Rio 2016, prefeitura e Ministério dos Esportes, de desativar o velódromo a pouco menos de quatro anos das Olimpíadas na cidade, deixou profissionais da área inconformados.
O presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Santos, diz que ainda não sabe como os atletas profissionais farão para continuar praticando:
— Fomos despejados. Nem entrar mais no velódromo podemos. Tivemos que tirar todo o nosso equipamento. Não temos mais o que fazer. Quem perde com isso, infelizmente, é o ciclismo do Rio.
Para Santos, o velódromo poderia passar por reformas em vez de ser desativado. Ele desconfia de que haja interesses empresariais por trás da decisão.
— Isso acarretará o fim do sonho olímpico para o ciclismo de pista; além, claro, de acabar com os nossos projetos — sentencia. — O velódromo é um caroço de azeitona no empadão da prefeitura; está numa área supervalorizada.
Os professores Álvaro Ferreira e Antônio Márcio Ferreira, que treinavam os jovens da escolinha de ciclismo, lamentam o fim do projeto.
— Para tomar essa decisão era preciso ter uma alternativa, e ninguém se preocupou com isso — protesta Álvaro, que continuará ministrando aulas em outros espaços, mas diz que, se pudesse, deixaria o esporte.— É desanimador. Não formamos atletas simplesmente apertando um botão. Como seremos classificados (para os Jogos Olímpicos) se estes jovens não têm onde treinar? Ficaremos na plateia, vendo os gringos disputarem títulos.
O COB diz que, enquanto a situação não se define, se houver necessidade de treinamento de ciclistas da seleção, eles serão enviados para o exterior.
No caso da ginástica artística, afirma já existir um novo local para instalar o CT da modalidade, a ser anunciado em breve. No momento, segundo a assessoria de imprensa do órgão, estão sendo decididos, com a Confederação Brasileira de Ginástica Artística, os locais onde as seleções feminina e masculina treinarão até que o espaço esteja disponível.
Para os 190 atletas federados da patinação de velocidade, modalidade que não faz parte do cardápio olímpico, a situação é ainda mais incerta.
— No Rio, não temos outro espaço para o trabalho com os atletas de patinação — diz Sandra Mello, presidente da Federação de Hóquei e Patinagem do Estado do Rio de Janeiro. — Em 2011, tiraram a patinação artística do velódromo para acomodar a equipe de ginástica. O COB prometeu arranjar outro lugar para os treinos, mas isso não aconteceu. Agora, acabaram com os treinos da patinação de velocidade. O que esses atletas vão fazer?


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/velodromo-da-barra-fecha-deixa-atletas-sem-treinar-7449803#ixzz2JYXhreo9 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Zanetti ameaça deixar seleção brasileira caso não renovem com o seu técnico


O atleta, campeão olímpico, reclamou ainda das condições de trabalho no local que treina em São Caetano do Sul.

Um ouro olímpico é o ponto alto na carreira de um atleta. Todo esportista sonha que ver a bandeira do seu país no ponto mais alto do pódio possa mudar sua vida. No ano de 2012, na Olimpíada de Londres, o sonho virou realidade para Arthur Zanetti. O atleta da ginástica brasileira conquistou o primeiro lugar na prova das argolas. Porém, parece que o feito não mudou a vida dele. O ginasta segue reclamando da falta de investimento no esporte e da falta de boas condições de trabalho para o prosseguimento da carreira.

"Você se esforça durante 15 anos de treinamento, é campeão olímpico e depois vê que não levam o esporte a sério e não incentivam o atleta" disse Zanetti em entrevista a Record, no último sábado.

O treinador do atleta desde os sete anos, Marcos Goto, também reclamou. Zannetti treina na Associação de Ginástica Di Thiene, em São Caetano do Sul. Goto falou sobre o calor excessivo causado pelo material do teto e também que as chuvas fazem com que o local sofra com goteiras. Além disso, o treinador reclamou de não ter sido procurado pela Confederação Brasileira de Ginástica para a renovação de seu contrato, que venceu em dezembro de 2012. Goto afirmou que caso não continue à frente da equipe, o campeão olímpico também sairá. 

"Até agora ninguém conversou conosco. Se não renovar, ele não vai. O Arthur e o técnico são uma pessoa só", explicou. 

Sobre isso, o ginásta também confirmou.

"Se ele não for, eu não vou. Ele é meu técnico e quem me criou", falou Zanetti.

A presidente da Confederação Brasileira de Ginástica, Luciene Resende, afirmou que o contrato do técnico será renovado. 

"Deveremos aguardar toda essa assinatura de patrocínio pra firmar com atletas e técnicos. Ele (Goto) foi convidado na gestão passada e com certeza estará participando da nossa comissão técnica", falou à Record.

Também em entrevista a Record, o prefeito de São Caetano do Sul afirmou que vai fazer reformas no local de treinamento do atleta, mas que essas mudanças ainda não tem data para acontecer, pois depende do projeto da arquiteta.

Fonte: http://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/spt--zanneti-amea%C3%A7a-deixar-sele%C3%A7%C3%A3o-brasileira-caso-n%C3%A3o-renovem-com-o-seu-t%C3%A9cnico-192918511.html

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sadia troca Hypólito por Zanetti em propaganda


A Sadia, empresa patrocinadora das Confederações Brasileiras de Ginástica, Judô e Esportes Aquáticos, passou a veicular nesta quinta-feira uma nova versão de seu comercial sobre os Jogos Olímpicos de Londres-2012, onde substitui o ginasta Diego Hypólito, que teve desempenho fraco nas Olimpíadas, pelo também ginasta medalhista de ouro nas argolas, Arthur Zanetti.

No comercial, voltado para o público infantil, Hypólito costumava aparecer realizando seus movimentos do solo no espaço, saltando entre astros e planetas. Agora, o ginasta foi trocado por Zanetti, que faz seus exercícios na argola em meio a uma tenda de circo.  O recente campeão olímpico é o protagonista também das versões mais curtas do comercial, que são mostradas entre vinhetas da programação da TV.

No vídeo figuram ainda outros atletas olímpicos, como o ginasta Sérgio Sasaki, e as judocas, e também medalhistas olímpicas, Sarah Menezes e Mayra Aguiar. O nadador Bruno Fratus e o judoca Leandro Guilheiro, que protagonizavam a primeira versão da propaganda junto com Hypólito, foram mantidos em seus papéis, apesar de não conquistarem medalhas em Londres.

Diego Hypólito protagonizou uma triste cena em Londres após cair durante sua rotina no solo pela segunda vez consecutiva em Olimpíadas.  Desta forma, o ginasta não atingiu o índice para disputar a fase final da prova. Já Arthur Zanetti surpreendeu ao conquistar o ouro olímpico na prova das argolas, superando o franco favorito e campeão mundial, o chinês Yibing Chen. Aos 22 anos, Zanetti tornou-se o primeiro medalhista de ouro do Brasil na ginástica e também o primeiro sul-americano a lograr esse feito.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/26/26323/Sadia-troca-Hypolito-por-Zanetti-em-propaganda/index.php

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Após ouro, marketing da ginástica mira valorização


Por Lucas Turco

Com a inédita medalha de ouro para a ginástica brasileira, conquistada por Arthur Zanetti, o esporte tem tudo para alçar voos mais altos. A perspectiva também se aplica ao marketing da modalidade, que seguirá o trabalho, mas prevê valorização.

“Nós já estamos com o projeto de marketing da ginástica para os Jogos Olímpicos do Rio-2016 definido há algum tempo. O trabalho seguirá, mas com certeza vai haver uma valorização”, revelou Fabiano Redondo, diretor da Marketing Redondo, agência parceira da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

O diretor ainda afirmou que a medalha foi conquistada muito recentemente e ainda não deu tempo de absorver qualquer vantagem.

“A medalha torna o esporte mais comentado, mais visível e isso atrai patrocinadores. A expectativa é boa principalmente para o Arthur, mas ele depende de nós e nós dependemos dele, é uma relação de necessidade e continuará assim”, finalizou Fabiano.

A CBG possui contratos de patrocínio com a Caixa (até o final deste ano) e a Sadia (até 2013). Ambos tem boas chances de renovarem seus acordos com a entidade.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26285/Apos-ouro-marketing-da-ginastica-mira-valorizacao/index.php