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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Presidente do CPB anuncia parceria com CNPq no primeiro dia do congresso paralímpico


A cerimônia de abertura do 3º Congresso Paralímpico Brasileiro e 2º Congresso Paradesportivo Internacional, nesta quarta-feira, 7, em Natal (RN), foi marcada pelo anúncio da parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O edital deve ser publicado até março de 2013 e o repasse chegará a R$ 300 mil para projetos voltados ao paradesporto.

“Após conquistarmos o sétimo lugar no quadro geral de medalhas nas Paralimpíadas de Londres 2012, não podemos recuar. Temos que andar para frente. O Congresso Paralímpico é a oportunidade de pensarmos diferente, de tentar fazermos coisas que nunca fizemos. Temos agora um novo parceiro, o CNPq, que nos permitirá fomentar financeiramente a pesquisa no Esporte Paralímpico. O apoio financeiro permitirá a inovação”, afirmou o presidente do CPB, Andrew Parsons.

Parsons anunciou ainda que o evento será bianual e que a ideia é transformá-lo em um dos maiores do mundo, a exemplo da Conferência VISTA promovida pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC), que acontece a cada dois anos.

Com cerca de 800 inscritos, o auditório do Hotel Praiamar ficou cheio para a cerimônia que abriu o evento. A primeira conferência foi apresentada pelo diretor técnico do CPB, Edilson Tubiba, com o tema “Brasil em Londres – Trajetória e Resultados”. Chefe de missão nos Jogos Paralímpicos, ele mostrou a evolução do País ao longo das edições e o caminho percorrido até o sétimo lugar.

Tido como espaço científico para discussão e fomento do paradesporto no Brasil, o Congresso teve quatro cursos de formação de treinadores, 18 minicursos e agora começa sua programação com conferências e mesas redondas.

Entre os minicursos, o de Canoagem teve um bom número de participantes. A modalidade, que estreia no programa de provas dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, tem atraído a atenção de profissionais na área de educação física interessados no paradesporto e tem entre as promessas o tricampeão mundial Fernando Fernandes.

“Não existe essa modalidade na minha cidade e quero muito introduzi-la, pensando em 2016. Temos muitos recursos hídricos que podem ser explorados e agora que conheci melhor a paracanoagem, irei buscar formas de conseguir o material para a prática”, disse Alex Bezerra, professor universitário de Educação Física em São Luis (MA).

Fonte: http://www.cpb.org.br/noticias/presidente-do-comite-anuncia-parceria-com-cnpq-no-primeiro-dia-do-congresso-paralimpico/

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Nuzman é reeleito para o quinto mandato à frente do COB


Presidente comanda Comitê Olímpico Brasileiro desde junho de 1995

Por Ary Cunha

RIO - Carlos Arthur Nuzman foi eleito nesta sexta-feira para seu quinto mandato consecutivo como presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Ele não teve concorrente, já que sua chapa, com André Gustavo Richer de vice-presidente, foi a única registrada para o pleito. É a quarta reeleição de Nuzman, cujo novo mandato começará em janeiro do ano que vem e irá até janeiro de 2017. Quando chegar ao final do quinto mandato o dirigente, que antes comandou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) por 22 anos, terá completado 21 anos e meio à frente do COB, que comanda desde 29 de junho de 1995.
Pela primeira vez não foi proposta eleição por aclamação, sem necessidade de voto. Isso porque era de conhecimento geral que o presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, Erick Maleson, não apoiava a reeleição de Nuzman. Tinham direito a voto 33 pessoas: 30 representantes de confederações mais os três membros natos do COB: o próprio Nuzman, seu vice, Richer, e o ex-presidente da Fifa João Havelange, que fez aparição pública pela primeira vez desde sua última internação no hospital e caminhava com dificuldade, ajudado por uma bengala e por um rapaz.
Do universo de 33 votos Nuzman obteve 30 a favor e um contra. Não compareceram ao pleito o presidente da CBF, José Maria Marin, e o interventor da Confederação Brasileira de Vela e Motor, Carlos Luis Martins.
Após a eleição, Maleson fez duas críticas ao COB. Ele disse que houve um movimento para lançar uma outra chapa, mas ele teria sido suficado pela entidade. Segundo Maleson, nove presidentes confederações chegaram a ter duas reuniões no Clube dos Marimbás, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para articular uma chapa que não foi para frente. Ele disse que os dirigentes não teriam apoiado a dissidência por medo de retaliação.
- A coisa é muito séria. Eu peço ajuda ao Ministério do Esporte e à presidente Dilma. Se a gente continuar nesse caminho, vão continuar acontecendo coisas como arrombamento de sede e desvio de documento em Londres. E isso é só a ponta do iceberg. Eu venho sofrendo ataques há dois anos. Este é um dia triste para o esporte olímpico brasileiro - afirmou.
O grupo citado por Maleson tinha a frente um ex-desafeto de Nuzman: o presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Alaor Azevedo. Ele admitiu que houve uma reunião, mas, segundo ele, não era para lançar uma chapa, e sim discsutir ideias porque havia uma insatisfação grande entre algumas confederações. Alaor disse ainda que parte destas ideias teriam sido atendidas pelo Nuzman em reuniões com ele.
- Realmente eu mudei de posição. Mas a minha crítica não era pessoal e sim de ideias. Havia a ideia de ter uma chapa de oposição desde Guadalajara (no Pan do México do ano passado), mas desde que o Ary Graça fosse o presidente. Depois que o Ary confirmou com o Nuzman que ele não ia deixar de ser candidato à reeleição, a gente recuou.
Presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça foi eleito no mês passado presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVb).
Ao se defender das acusações disse que não houve invasão da sede da Confederação de Desportos no Gelo.
- O que houve é que um interventor foi nomeado pela Justiça do Rio e ele precisava entrar para realizar o seu trabalho e não conseguia. A confederação tem problemas administrativos e financeiros que inviabilizam o repasse de verbas da Lei Piva.
O COB diz que a confederação não recebe recursos da Lei Piva desde 2009, mas Maleson diz que não recebe o dinheiro há cinco anos. Segundo Nuzman, o COB passou a bancar as despesas da entidade diante da impossibilidade de repassar os recursos.
Na votação foram eleitos, além do presidente e do vice, os membros efetivos da assembleia geral e membros do conselho fiscal.
A relação das confederações e seus representantes, com direito a voto:
Confederação Brasileira de Atletismo – Roberto Gesta de Melo
Confederação Brasileira de Badminton – Francisco Ferraz de Carvalho
Confederação Brasileia de Basketball – Carlos Boaventura Correa Nunes
Confederação Brasileira de Boxe – Mauro José da Silva
Confederação Brasileira de Canoagem – João Tomasini Schwertner
Confederação Brasileira de Ciclismo – José Luiz Vasconcelos
Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – Coaracy Nunes Filho
Confederação Brasileira de Desportos na Neve – Erick Maleson
Confederação Brasileira de Esgrima – Gerli dos Santos
Confederação Brasileira de Futebol – José Maria Marin
Confederação Brasileira der Ginástica – Maria Luciene Cacho Resende
Confederação Brasileira de Golfe – Rachid Hadura Orra
Confederação Brasileira de Handebol – Manoel Luiz Oliveira
Confederação Brasileira de Hipismo – Luiz Roberto Giugni
Confederação Brasileira de Hóquei Sobre a Grama e Indoor – Sydnei Rocha
Confederação Brasileira de Judô – Paulo Wanderley Teixeira
Confederação Brasileira de Levantamento de Peso – Ricardo de Mesquita Calmon
Confederação Brasileira de Lutas Associadas – Pedro Gama Filho
Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno – Helio Meirelles Cardoso
Confederação Brasileira de Remo – Wilson Reeberg
Confederação Brasileira de Rugby – Sami Arap Sobrinho
Confederação Brasileira de Taekwondo – Carlos Luiz Pinto Fernandes
Confederação Brasileira de Tênis – Jorge Lacerda da Rosa
Confederação Brasileira de Tênis de Mesa – Alaor Gaspar Pinto Azevedo
Confederação Brasileira de Tiro com Arco – Vicente Fernando Blumenschein
Confederação Brasileira de Tiro Esportivo – Paulo Antonio Guedes de Lima e Silva
Confederação Brasileira de Triatlo – Carlos Alberto Machado Fróes
Confederação Brasileira de Vela e Motor – Carlos Luiz Martins
Confederação Brasileira de Voleibol – Ary Graça Filho


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/nuzman-reeleito-para-quinto-mandato-frente-do-cob-6297214#ixzz28Sr19q8f 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Presidente do TJ se reunirá com dirigentes de clubes de futebol na quarta-feira


O encontro busca discutir propostas de controle da violência nos estádios

RIO - Está marcada para as 16h30m de quarta-feira a reunião entre o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, e os dirigentes de clubes de futebol e representantes. O encontro busca discutir propostas de controle da violência nos estádios.
Um primeiro encontro aconteceu no dia 4 de setembro, quando foram discutidas medidas como cadastramento das torcidas organizadas, identificação dos torcedores, interceptação telefônica e na internet, suspensão, responsabilização dos clubes de futebol e dos seus dirigentes, além da ampliação da competência dos Juizados Especiais Criminais nos estádios, que passariam a atuar nos demais crimes e não só naqueles de menor potencial ofensivo.
“Nós temos que dar uma resposta digna à sociedade. Esses bandidos travestidos de torcedores têm que ser eliminados dos estádios. Ou nós agimos ou seremos cobrados pelo que virá. Seremos tragados pela violência de meia dúzia de bandidos que matam e agridem sem motivação alguma, apenas porque torcedores estão vestidos com a camisa de um time de que não gostam”, afirmou, em nota, o presidente do TJ.
Há um mês, o comandante do Grupamento Especial de Atendimento em Estádios (Gepe), tenente-coronel João Fiorentini, afirmou que muitos líderes de torcidas organizadas rivais remarcam, por telefone, os embates agendados pelas redes sociais ao serem descobertos pela polícia. O tenente-coronel disse na época que iria sugerir aos clubes de futebol o corte de ingresssos e benefícios de torcidas organizadas que se envolverem em brigas e agressões aos grupos rivais.
Após uma confusão envolvendo a torcida organizada Young Flu, quando 21 integrantes foram presos em flagrante por espancar e assaltar dois torcedores do Vasco da Gama na estação ferroviária do Engenho de Dentro, a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, entrou com uma representação no Ministério Público pedindo a proibição da torcida nos estádios, a exemplo do que já havia acontecido com a Torcida Jovem Fla. A delegada anunciou na ocasião que todos os casos envolvendo briga de torcidas e crimes praticados por torcedores de futebol seriam tratados por um núcleo formado por sete delegacias da Polícia Civil.
A Divisão de Homicídios — que até então tinha a atribuição de investigar assassinatos apenas na capital — passa a trabalhar em todo o estado sempre que houver assassinato atribuído a torcedores, segundo a chefe de Polícia Civil.
— Não somos contra o direito do torcedor ir ao estádio assistir as partidas do seu clube, mas não podemos tolerar a prática de ações criminosas — disse.
Marta Rocha garantiu ainda que o núcleo vai ter ampla atuação, cuidando não só de torcedores, mas atuando também em grandes eventos. Marta anunciou ainda que a partir de agora qualquer homicídio que ocorrer dentro de estádios, com suspeita de envolvimento de torcidas organizadas, será investigado também pela Divisão de Homicídios.
Em agosto, uma briga generalizada entre torcedores de Flamengo e Vasco deixou um homem morto em Tomás Coelho, na Zona Norte. Durante a confusão, o vascaíno Diego Martins Leal foi baleado e não resistiu ao ferimento. Um rubro-negro se feriu, mas sem gravidade. Cerca de 50 torcedores que se envolveram no tumulto foram detidos e levados para a 44ª DP (Inhaúma), onde o caso foi registrado. A confusão no dia de clássico não ficou limitada à Zona Norte. Houve outro confronto na Taquara, próximo ao largo do Tanque, na Estrada do Cafundá. Nesse caso, policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) foram ao local e prenderam sete torcedores, sendo três rubro-negros e quatro vascaínos. De acordo com a Polícia Militar, na confusão, seis pessoas ficaram feridas, sendo duas a tiros. Os disparos atingiram o abdômen de uma das vítimas e a coxa da outra.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/presidente-do-tj-se-reunira-com-dirigentes-de-clubes-de-futebol-na-quarta-feira-6194554#ixzz27XLHjG6P 

sábado, 22 de setembro de 2012

Ary Graça é novo presidente da FIVB


Brasileiro vence eleição e é o segundo dirigente do país a assumir uma Federação Internacional. Comandante da CBV poderá acumular funções

Por Breno Dines

Ary Graça é o novo presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). No comando da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) desde 1997, o dirigente foi eleito para a entidade máxima da modalidade nesta sexta-feira, em congresso realizado em Anaheim, nos Estados Unidos. Na disputa, Ary deixou para trás o americano Doug Beal e o australiano Chris Schacht, presidentes das federações de seus países, com 103 dos 206 votos. O mandato tem duração de quatro anos e não há limite para reeleição, apenas para idade, de 75 anos.

- Sintam-se orgulhosos como brasileiros. Ficou provado que nós podemos chegar nos mais altos postos do mundo. Nós estamos desenvolvendo tecnologia. Temos um centro de pesquisa em Saquarema que ninguém tem no mundo. O Brasil é uma potência dentro e fora das quadras. O nosso lema é a transparência nas nossas contas. Há quinze anos fazemos uma sucessão de investimentos e nunca tivemos superavit. Porque todo o dinheiro que vem do esporte, volta pra ele - destacou Ary.

O dirigente brasileiro, de 69 anos, assume imediatamente o cargo, antes ocupado pelo chinês Jizhong Wei. São 220 federações ligadas à entidade, mas apenas 206 votaram nesta sexta. Neste sábado, comandará a primeira reunião à frente do Conselho de Administração da FIVB.

Ary, que assumiu a CBV em 1997, após a saída de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, é o segundo dirigente do país a assumir uma federação internacional. O primeiro foi João Havelange, que comandou a Fifa entre 1974 e 1998.
A eleição foi um pouco mais apertada do que Ary esperava. Com 103 votos, o dirigente brasileiro conseguiu uma folga na contagem apenas no fim. Doug Beal, técnico da seleção americana masculina na campanha do ouro olímpico nos Jogos de 1984, fechou com 86 votos. Schacht foi o menos votado, com 15. Dois foram invalidados por irregularidades.

Pelas normas da CBV, não há nada que impeça que Ary Graça acumule cargos e continue no comando da entidade ao mesmo tempo que exerça a presidência da FIVB. Caso desista da função à frente da confederação brasileira, poderá ser substituído por Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, vice-presidente da CBV e presidente da Federação Alagoana de Vôlei.
Esta é considerada a primeira eleição democrática da história da FIVB. Nos pleitos anteriores, sempre houve apenas um candidato. Até hoje, a entidade teve apenas três presidentes: o francês Paul Libaud (1947 a 1984), o mexicano Rubén Acosta (1984 a 2008) e o chinês Jizhong Wei (desde 2008).
Logo após o anúncio, Nuzman parabenizou a vitória de Ary Graça. O presidente do COB enviou uma carta ao amigo, com trechos divulgados através de um comunicado à imprensa.
- Essa vitória é mais um importante reconhecimento à posição de destaque do Brasil no cenário esportivo internacional. É também, acima de tudo, a comprovação do excelente trabalho que você realizou a frente da Confederação Brasileira de Voleibol. Particularmente, sinto-me extremamente orgulhoso de ver que seu trabalho representa a continuidade de uma filosofia vitoriosa, que colocou o nosso esporte em patamares nunca antes alcançados. A presidência da FIVB é um cargo que exige imensa responsabilidade, mas, tendo em conta sua experiência ao longo destes anos, estou totalmente seguro de sua capacidade em realizar um magnífico trabalho visando o desenvolvimento do voleibol mundial. Esta é mais uma importante vitória do esporte brasileiro nos últimos anos. O Movimento Olímpico Brasileiro sai ainda mais fortalecido com esta conquista – afirmou Nuzman.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2012/09/ary-graca-e-o-novo-presidente-da-fivb.html

Ary Graça promete "explosão" do vôlei nos próximos quatro anos na FIVB


Brasileiro venceu a eleição para presidência da Federação Internacional e já fala em modernizar a entidade

Eleito presidente da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) na sexta-feira, Ary Graça mostrou que tem grandes pretensões à frente do cargo. O dirigente brasileiro quer que a modalidade cresça ainda mais durante sua gestão, cuja duração é de quatro anos.

"Garanto que, em quatro anos, o vôlei vai explodir mundialmente. Vamos modernizar a gestão da FIVB e levar as oportunidades que o vôlei oferece a todo o mundo", projetou Graça. A eleição foi realizada durante o Congresso Mundial da FIVB, em Anaheim, nos Estados Unidos.

Dentre os pontos a serem trabalhados para o crescimento do vôlei, a modernização é de suma importância para o novo presidente da Federação. "Precisamos desenvolver o negócio do voleibol, buscar novas ideias. Vamos levar a FIVB a uma nova era, uma era moderna. Estamos aqui para trabalhar, e não para fazer política", ressaltou em seu discurso após a eleição.

Logo após sua nomeação, Ary Graça dirigiu a reunião para definição do novo Conselho de Administração e do Comitê Executivo da FIVB. Na manhã deste sábado, ele irá se encontrar com os novos membros para outra reunião.

"O voleibol é um esporte maravilhoso, mas que tem de melhorar. É um esporte emocionante, que possui milhões de fãs, mas que ainda precisa de um mercado. Temos de expandir o mercado do voleibol para que ele cresça ainda mais mundialmente", acrescentou.

Baseado em outras experiências de sucesso realizadas pela FIVB, o brasileiro explorar a força do voleibol. Um exemplo é a organização da Copa Continental, que envolveu 142 países e deu 14 vagas para os Jogos Olímpicos de Londres.

"O que fizemos com vôlei de praia na FIVB foi fantástico. Tivemos quase toda a África e a Ásia disputando a Continental Cup. O vôlei de praia levantou o voleibol sul-americano. Vamos explorar o potencial dessa modalidade", destacou, por fim.

Fonte: http://esporte.ig.com.br/volei/2012-09-22/ary-graca-promete-explosao-do-volei-nos-proximos-quatro-anos-na-fivb.html

Brasileiro no comando do vôlei mundial


Por Aretha Martins

Ary Graça venceu, na noite de sexta-feira, a eleição para a presidência da FIVB. Passei algumas manhãs desta semana apurando como ficaria a CBV com a vitória de Ary, conversando com colegas para ver as impressões deles sobre a gestão do mandatário e lendo um pouco sobre toda a eleição. A minha conclusão é mais positiva do que negativa sobre o que o dirigente fez no vôlei brasileiro e dá ânimo para o mandato agora na FIVB.

Foi com Ary Graça no comando a era mais vitoriosa do vôlei brasileiro, com ouros olímpicos, títulos mundiais e tudo mais. Ele soube aproveitar a herança de Nuzman, que já havia profissionalizado o esporte e o inserido o país no cenário mundial, e melhorou ainda mais a situação por aqui. Para jogadores, é unanimidade citar a criação do Centro de Treinamento de Saquarema como uma das grandes contribuições da gestão de Ary Graça.

Além disso, ele é um incentivador do vôlei de praia, tanto que, como dirigente da FIVB, criou a Continental Cup, torneio que serviu como classificatório para as Olimpíadas de Londres. A tendência é que a modalidade receba ainda mais atenção com o brasileiro no comando.

Ary Graça também é defensor do uso de tecnologia no vôlei e, agora, pode ajudar a colocar o uso dos recursos em prática. Bela ideia! As jogadas estão cada vez mais rápidas e os árbitros têm errado bastante. A tecnologia só vai ajudar o esporte e já deveria estar sendo mais utilizada.

Já a Superliga ganhou muito incentivo no mandato de Ary Graça na CBV, conseguiu trazer todos os ídolos de volta há algumas temporadas, mas já vê a saída deles mais uma vez. Enquanto astros como Murilo, Sheilla, Jaqueline seguem por aqui, Giba foi para a Argentina, Leandro Vissotto para a Rússia… Além disso, alguns time viram a saída de seus patrocinadores e fecharam, ou quase, as portas, como Pinheiros em São Paulo, Cimed, em Florianópolis (ok, o time não fechou as portas, mas não lembra aquele tetracampeão da Superliga), Blausiegel em São Caetano e o Vôlei Futuro feminino, por exemplo.

Com a volta de astros e salários altos, o esporte acabou ficando muito caro e, sem alguns resultados esperados pelos investidores, viu os patrocinadores saírem. Será que a CBV pode ajudar com isso? Ary Graça pode fazer alguma coisa lá na FIVB?

As categorias de base por aqui também caíram nas últimas temporadas. Depois de quatro títulos seguidos, a seleção feminina juvenil perdeu a final do Campeonato Mundial. Já o time masculino fez feio no Mundial em casa e ficou apenas com quinta colocação. Será que falta investimento nas categorias menores? Pelo menos alguns times voltaram a investir nisso, como o Sesi.

Ary Graça ainda não decidiu o seu futuro. Segundo a assessoria da CBV, ele deixaria a entidade nacional com a vitória na FIVB. Entretanto, o próprio dirigente chegou a comentar na imprensa que poderia seguir com os dois cargos. Se ele sair, a tendência é que o cargo no Brasil fique com o vice Walter Pitombo, o Toroca.

Por enquanto, acho que é uma vitória para o vôlei brasileiro ter Ary Graça na FIVB. Que ele cumpra o que disse no primeiro discurso e leve modernização à entidade e também trabalhe como uma democracia. Que trate como um grande negócio, e não política.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/mundodovolei/2012/09/22/brasileiro-no-comando-do-volei-mundial/

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Presidente do COI diz que cariocas terão de ‘trabalhar duro’ para garantir o sucesso dos Jogos


‘Não podemos ser complacentes’, diz Jacques Rogge

Pot Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES - O belga Jacques Rogge, de 70 anos, reafirma sua confiança no Rio, mas diz que comitê não será benevolente com questões como orçamento, prazos e tudo o que ainda precisa ser feito na cidade.

O Rio completará, em outubro, três anos desde a vitória de sua candidatura para sediar os Jogos de 2016, mas ainda não conseguiu fechar um orçamento, estimado inicialmente em R$ 28,8 bilhões. O senhor está preocupado?
Você sabe, orçamento é algo que envolve tempo. Nossos especialistas estão trabalhando bem de perto com os especialistas do Rio para estabelecer um orçamento completo, o mais breve possível.

Em Londres, há 13 linhas de metrô, seis de metrô de superfície, trens urbanos e até um trem de alta velocidade que liga o Centro ao Parque Olímpico em sete minutos. Como será no Rio, que aposta em linhas de BRT, tem apenas duas linhas de metrô e um sistema de trens que passa longe do Parque Olímpico e de 60% das instalações dos Jogos?
O plano de transporte apresentado durante a candidatura foi examinado pelos nossos especialistas internacionais. Agora, nós temos um time de especialistas no Rio também examinando minuciosamente o plano de transportes. Eu pessoalmente estive na abertura de uma estação (de BRT). Os especialistas nos disseram que o trabalho tem progredido bem. Transporte é sempre um desafio para todas as cidades, mas nós acreditamos que o sistema de transportes do Rio será eficaz.

Na festa de encerramento, o senhor classificou os Jogos de Londres de “felizes e gloriosos”. O sucesso dos britânicos aumenta o desafio do Rio?
O que podemos esperar é que o Rio seja o mais ambicioso possível. É claro que nós esperamos muito dos Jogos que vocês estão preparando. Penso que teremos bons Jogos, não tenho dúvida disso. Vocês estão bem economicamente, são um país politicamente estabilizado, têm amor pelo esporte; têm bons especialistas em esporte... Vejo também uma boa unidade entre os governos federal, estadual e municipal para ter uma ótima Copa do Mundo e ótimos Jogos. O potencial é muito bom. É claro que isso exige trabalhar duro, mas nós continuamos otimistas.

Como a Copa de 2014 pode ajudar na organização das Olimpíadas?
A Copa do Mundo da Fifa, definitivamente, vai beneficiar os Jogos de 2016, porque muitos preparativos, muitas construções também servem para as Olimpíadas. A reforma do aeroporto (Tom Jobim) é algo que irá beneficiar as duas. O Rio está construindo, no porto, infraestrutura e facilidades para navios de cruzeiro que servem para os dois eventos.

Há um ano, a Fifa e o presidente da Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, propuseram ao senhor incluir o futebol de areia no programa dos Jogos. É verdade que o senhor descartou a inclusão?
Não. Nós vamos estudar o programa dos Jogos do Rio mais tarde, no ano que vem. É algo que deverá estar decidido, provavelmente, em outubro ou novembro de 2013.

O que o senhor diria para os cariocas sobre a Rio 2016?
Estamos esperando ansiosamente por Jogos excitantes no Rio em 2016. A mensagem que posso passar é que estou confiante e otimista de que vocês serão capazes de organizar bons Jogos. Mas, é claro, todos vocês têm que entender que isso requer trabalho duro, muito planejamento e ser muito cuidadoso para não perder tempo. Estamos felizes, mas nós não podemos ser complacentes. Vocês têm que trabalhar duro.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/presidente-do-coi-diz-que-cariocas-terao-de-trabalhar-duro-para-garantir-sucesso-dos-jogos-5779665#ixzz23ZBnAfZM 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Maria Silvia Bastos: ‘É impossível não ter desafios, não incomodar’


Presidente da empresa olímpica municipal espera que o Rio saia das olimpíadas com mais força econômica

Por Isabela Bastos

Há um ano à frente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), onde trabalha nas negociações e no gerenciamento das obras vinculadas aos Jogos Olímpicos Rio 2016, a economista Maria Silvia Bastos Marques é pura ansiedade. Por suas mãos circulam planilhas de custos, plantas, croquis, pareceres e documentos de 235 projetos e subprojetos das Olimpíadas. A quatro anos dos Jogos, Maria Silvia diz que a preparação da cidade irá mexer com a rotina da população, mas para melhor. Ela espera que o Rio saia da experiência olímpica com mais autoestima e força econômica, sobretudo no turismo de negócios e lazer. Cobra, pórém, mais empenho do carioca no trato com o bem público.

Faltam quatro anos. Quais os principais desafios que a cidade terá que superar na organização do evento?
Nas palavras do prefeito (Eduardo Paes), todos. E ele tem razão. Esse é um trabalho conjunto: governos federal, estadual e municipal e comitê organizador. Mas são muitos os desafios. Todos os dias surgem questões. É natural que surjam. Meu lema é: “Se não incomodar, não está mudando”. Numa cidade como o Rio, onde moram seis milhões de pessoas, e que está sofrendo intervenções na cidade inteira, é impossível não ter desafios, não incomodar as pessoas. Em Londres foi diferente. O londrino não foi afetado no seu dia a dia (na preparação das Olimpíadas). Está sendo afetado agora, durante os Jogos. Mas as intervenções foram principalmente na região leste, onde foi erguido o parque olímpico.
Era uma região degradada...
Uma região degradada, com indústrias poluentes e estabelecimentos comerciais menores. A transformação não aconteceu no meio da cidade, como no Rio, onde teremos quatro regiões olímpicas onde moram dois milhões de pessoas, fora as que transitam entre elas. Então a cidade inteira será incomodada, no bom sentido, pela transformação que está acontecendo no Rio. E acho isso extremamente positivo.

Quais as obras mais complicadas que o Rio terá que fazer?
No Porto Maravilha, tivemos descobertas arqueológicas, que exigiram cuidados. Nos BRTs (corredores de ônibus), traçados foram alterados para não haver tantas desapropriações e não afetar tanto a vida das pessoas. No Parque Olímpico, temos as questões do autódromo e da Vila Autódromo. E acredito que muitas outras virão. A complexidade desse evento é muito grande. São mais de 50 competições acontecendo ao mesmo tempo. O fato de muitos atores trabalharem juntos é um complicador. Mas eu vejo isso sob outra ótica, como um grande legado. Colocar os três níveis de governo trabalhando em prol da cidade é fantástico. Não teríamos conseguido isso se não fossem os Jogos.

Do caderno de encargos que foi apresentado na candidatura, o que já foi feito?
Já temos praticamente todo o Transoeste, o Centro de Operações, o sambódromo e o Parque dos Atletas. Mas, mais importante que o que já está pronto é o que já começou. Em tudo que leva dois ou dois anos e meio para ficar pronto, já demos a largada. Não temos projeto na prefeitura para ser começado. Está tudo encaminhado.

E os projetos que têm prazo para dezembro de 2015, como o Parque Olímpico e o Porto Maravilha?
O Parque Olímpico já começou também. O Porto Maravilha, que não é um projeto olímpico, ficará inteiramente pronto em 2016; mas ele não afeta em nada (a realização dos Jogos). O que precisa ficar pronto em 2015 ficará. Os incentivos fiscais para a rede hoteleira acabam em dezembro de 2013, e a construção de um hotel leva dois anos ou dois anos e meio. Então é o tempo de ficar tudo pronto até dezembro de 2015 ou início de 2016.

Não é atribuição direta da EOM, mas a discussão tem participação da prefeitura: quando deve sair a matriz de responsabilidades, com obras, custos e executores?
No dossiê de candidatura já tem uma matriz. É uma estimativa de R$ 28,8 bilhões, sendo R$ 23,2 bilhões dos governos para obras de infraestrutura e instalações, e R$ 5,6 bilhões de overlays (instalações provisórias), a cargo do comitê organizador. Mas há coisas que não estão lá. O Transbrasil, por exemplo. Diferentemente de Londres, onde o projeto era específico — com parque olímpico e vila olímpica —, aqui tem transportes e infraestrutura urbana, uma série de intervenções não relacionadas aos Jogos. Isso entrará na conta olímpica? Ou é uma política pública e só o parque olímpico é que é o investimento olímpico? Isso é uma discussão. A vila olímpica do Rio será feita com recursos privados. O parque olímpico terá uma parcela relevante de recursos privados. Outra coisa: nem todos os projetos do Rio têm projetos executivos. Até o fim do primeiro semestre de 2013, é possível que tenhamos todos os projetos municipais com projetos executivos. Os outros níveis de governo certamente terão suas questões. Divulgar números que não podem ser somados só vai servir para criar uma grande confusão. Muita coisa mudou. Parte da vila de mídia, que era na Barra, veio para o porto. Mudaram os traçados de alguns BRTs. O Centro de Operações, que era só uma reforma do centro de operaçoes da CET-Rio, mudou também. A gente vai ter que fazer a transposição para o caderno (de encargos) atual. Não divulgamos o tal número mágico (do orçamento) — e lembrando que em Londres esse número aumentou três vezes — porque a gente tem tido enorme preocupação com valores. Estamos levando um tempo enorme nessa discussão, se deve ser temporário ou permanente. Muitas vezes fala-se de um equipamento temporário de R$ 100 milhões, que depois será tirado. Mas, se fossemos mantê-lo, seriam gastos R$ 100 milhões a R$ 300 milhões em sua vida útil. Uma divulgação organizada (do orçamento) só deverá acontecer no segundo semestre de 2013.

E as obras a cargo do governo federal dentro da matriz de responsabilidades? A prefeitura irá mesmo assumir a execução dessas obras, utilizando os recursos da União?
Isso está fechado. O parque olímpico será feito com duas parcerias. A primeira já foi tornada pública, que é o contrato de R$ 1,35 bilhão com o consórcio Rio Mais. No resto dos equipamentos, que são o velódromo, o parque aquático, o centro de tênis, a arena de handebol e o IBC (os estúdios de TV), os projetos e obras serão executados pela prefeitura e serão pagos pelo governo federal.
Essas obras que estão fora da parceria público-privada (PPP) se referem aos editais que já foram lançados?
Sim. São instalações provisórias e permanentes dos Jogos. Dessas, apenas do IBC não lançamos o edital ainda. O que será provisório ou permanente também não está 100% definido. O velódromo será permanente. Estamos na discussão do quanto se consegue aproveitar o velódromo original. O Centro de Tênis pode ter equipamentos provisórios e permanentes. A maioria das arenas será permanente. Mas a gente discute o total de assentos. São 10 mil, mas quatro mil podem ser provisórios e seis mil permanentes, para ter legado compatível com competições futuras. O parque aquático será, a princípio, provisório, mas não é uma discussão fechada. A arena de handebol, esta sim, será temporária.
A prefeitura anunciou que os projetos temporários do parque olímpico seriam reaproveitados como equipamentos urbanos no futuro...

A arena de handebol é um projeto que já nasce com o conceito de arquitetura nômade. Os projetos básico e executivo já serão feitos concebendo a transformação em quatro escolas e ginásios esportivos pós-Jogos. E quando contratarmos as obras, a intenção é já contratar a transformação. Quem contruir a arena temporária será responsável pela desmontagem e pela recolocação. Já definimos que uma dessas escolas vai ficar no parque olímpico. Outras duas ficarão nos chamados projetos Bairros Cariocas Olímpicos 1 e 2, no Anil. A quarta escola ficará possivelmente no Parque Carioca, para onde será removida a Vila Autódromo.
O que são esses bairros cariocas olímpicos?
São empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida que serão erguidos no antigo terreno da fábrica da Brahma no Anil. Eles já seriam feitos. Mas estão sendo pensadas como plano B em relação às acomodações. Existe um planejamento de construção de hotéis que a gente monitora, incentiva e controla. Mas não temos 100% (de certeza) de que tudo será realizado e em que quantidade. Se for necessário, (os empreendimentos do Anil) serão usados (como acomodações) e, posteriormente, transformados em residenciais. Eles já estão em fase de projeto. São bons logisticamente, uma vez que a preocupação com transporte é grande. Quanto mais se coloca o público em locais próximos às arenas olímpicas, melhor.

Qual o compromisso da cidade com o COI em número de acomodações?
O compromisso é de 15 mil quartos somente na Barra da Tijuca. É o grande compromisso. No resto da cidade, a oferta atual já cobre. São quartos para a família olímpica, em vilas e hotéis. As outras regiões da cidade estão praticamente equacionadas, porque a rede hoteleira existente já supre a necessidade, junto com a vila de mídia da zona portuária. No Porto serão dois hotéis de 500 quartos, fora os empreendimentos residenciais que serão construídos. A Barra é o relevante porque ali acontecerão as principais competições. Nesses 15 mil quartos entram os hotéis, a vila dos atletas e as vilas de mídia. Para isso criamos a nova legislação hoteleira, que já determina que quem construir hotéis com os benefícios da lei tem que separar 90% dos quartos para contratar pelo Comitê. Além disso, o comitê trabalha com meta de contratação de 70% dos quartos dos hotéis já existentes. É na Barra que está sendo construída a maior parte dos hotéis. Mas, do que a gente enxerga hoje, ainda há déficit de quartos. Todo mês entra consulta de novos hotéis. Mas o COI não considera quartos certos os projetos que estão em níveis de consulta. O bairro olímpico é para garantir que, em qualquer situação, vai ter acomodação.

As obras do Parque Olímpico já começaram?
De início, estamos fazendo as demolições e o começo das obras de infraestrutura. O cronograma de infraestrurura vai até o segundo trimestre do ano que vem. As instalações só começam a ser construídas no segundo semestre de 2013.

E as obras de instalações olímpicas que são de responsabilidade da PPP, já estão sendo executadas?
O consórcio está fazendo os projetos básicos e executivos. Para as pessoas começarem a ver as obras, só no ano que vem. O consórcio ficará responsável por toda a infraestrutura do Parque Olímpico, da Vila dos Atletas e do Parque Carioca (condomínio para onde vão os moradores da Vila Autódromo), por erguer os três halls do Centro Olímpico de Treinamento, um hotel de 400 quartos, pelo centro principal de mídia (MPC). O MPC será transformado depois num prédio de escritórios.

Você tem dito que, dos equipamentos olímpicos, o que tem sido mais difícil de negociar é o IBC. Por quê?
Porque ele é um prédio estranho. Quem viu o de Londres sabe. É muito pesado, com custo de construção alto, porque precisa suportar uma tonelagem muito grande de equipamentos. Tem caminhões que acessam, elevadores de cinco toneladas. Ele receberá os estúdios de televisão. É um prédio sem janelas, todo fechado. Uma caixa retangular imensa, de 70 mil metros quadrados. Queremos achar um uso para ele antes ainda dos Jogos. Ainda não temos isso. Ele pode virar uma série de coisas. A questão é o custo de adaptação posterior, que não é pequeno. Ele é um grande vão feito para ser usado pelas televisões num grande evento. Em Londres eles não têm ideia do que vão fazer com o deles. Chamam de “this is our problem building”. Não temos o custo dele ainda. Falar antes disso é leviano.

As obras do Parque Carioca já começaram? Quando se daria a remoção da Vila Autódromo?
Já estão fazendo as sondagens (no terreno) para começar as obras de infraestrutura. Não temos uma data da remoção. Mas não acontece antes de um ano ou um ano e meio. Enquanto não tivermos as casinhas prontas, bonitas e arrumadinhas, tudo certinho, não se fala nisso. Talvez até o fim do ano já tenhamos uma ideia (da remoção).

A esmagadora maioria das obras vinculadas ou não às olimpíadas tem prazo de conclusão previsto para dezembro de 2015. É uma data cabalística. Como deverá estar o Rio nessa época?
Lindo e maravilhoso! (risos) Eu sou uma pessoa ansiosa. Mas nunca fiquei tão ansiosa na minha vida. Deus me livre! É tão espetacular o que estamos vivendo no Rio... O Rio estava tão degradado por tanto tempo, esperamos por tanto tempo esses investimentos, não só os das Olimpíadas, mas os habitacionais. (Para acabar com o que) Nos envergonha há décadas, de pessoas morando em áreas de risco. Eu, como carioca, vim para esse projeto por causa disso. Para ter oportunidade de participar dessa transformação. Mas não depende só da prefeitura e dos governos. Depende das pessoas. Precisa mudar a atitude do carioca em relação a sua cidade. Não adianta tirar os recursos dos impostos que pagamos para fazer a renovação se as pessoas continuam maltratando a cidade. Quando viajamos, não vemos gari varrendo as ruas das grandes cidades. O lixo é recolhido de noite. E as cidades são limpas porque as pessoas não jogam lixo no chão. Aqui a gente passa na orla de Ipanema e Leblon às cinco da tarde de domingo e dá vontade de chorar, porque é uma imundície. As mesmas pessoas que jogam lixo na rua aqui não jogam na Disney ou em Paris.

Até lá, o carioca não vai ter um refresco? As intervenções não vão ficando prontas gradativamente?
Sim. O Transcarioca e o entorno do Maracanã ficam prontos para a Copa do Mundo. Como esses eventos todos terão quer ter testes, tanto de equipamentos como de esquemas de trânsito, a cidade vai se acostumar a lidar com isso.

Como o Rio deverá estar em 2017, depois dos Jogos?
Gostaria que a gente fosse uma cidade com autoestima muito grande, que profissionalizasse seus serviços. A gente tem potencial para ser uma cidade moderna, a número 1 do Brasil em turismo de negócios e lazer, com uma infraestrutura totalmente capacitada. Eu não tenho a menor dúvida de que vamos fazer ótimas Olimpíadas. Sabemos fazer e estamos apoiados pela estrutura de uma institutição: o Comitê Olímpico Internacional está fazendo uma transferência enorme de conhecimento. Mas temos que transformar nossa cidade para ter um Rio diferente em 2017. Com a rede municipal ensinando inglês, com os jovens mais capacitados; sendo uma cidade com visibilidade internacional maior, tendo um turismo qualificado. Barcelona aumentou o número de turistas internacionais de dois milhões para sete milhões anuais, 20 anos depois. O Brasil recebe pouco mais de cinco milhões de turistas internacionais ao ano. Turismo é a indústria que mais emprega no mundo. Quando falamos de turismo, falamos uma indústria intensiva de pessoas. Precisamos capacitar as pessoas.

O velódromo do Pan será reaproveitado todo ou em parte?
Todo não tem como. Tem que se fazer uma reforma nele. Qual a extensão dessa reforma é que se discute. Existe um parecer da Federação Internacional de Ciclismo que diz que ali não se permite a velocidade olímpica. Foi batido o recorde de velocidade em Londres. Segundo o parecer, a pista tem que permitir chegar a 85 quilômetros por hora nas curvas. E ali só se chega a 72. Mais do que isso o ciclista sai voando. A pista vibra também. Nada está fechado ainda. A mensagem é: “Nós estamos, governo federal, prefeitura e comitê organizador, debruçados sobre o velódromo”. Temos que aproveitar o máximo possível dessa instalação. Estamos confrontando todos os requerimentos que foram feitos, com a realidade de custos, da cidade, quanto que a gente precisa mudar para cumprir isso. Existe a realidade do nosso velódromo, que tem duas pilastras no meio, o que é visualmente complicado. Tem a questão da pista que, quando se fez, já se sabia que não dava para Olimpíadas. Tudo isso vamos ver no concreto.

E com relação a Deodoro? O autódromo será na área do Exército? A notícia de que a área foi uma pista de instrução e teria restos de explosivos abandonados preocupa?
A informação que temos é que não tem explosivo na região. O que sabemos é que está 100% certo que será lá.

O Ministério Público questiona o licenciamento do Inea para o novo autódromo. Um imbróglio jurídico preocupa?
Vou repetir o prefeito: tudo preocupa e tudo faz parte. Tem que ser visto no limite o que pode ser feito. Fazer o autódromo mantendo a preservação. Em geral, deixar uma área abandonada é a pior forma de preservá-la. Esses questionamentos fazem parte do processo, e a gente acha que é muito natural. Não é nossa atribuição (a obra será feita pelo governo estadual com recursos da União), mas que eu saiba não háminas lá. O nosso cronograma de demolições do autódromo (de Jacarepaguá) está mantido conforme foi acordado com a Confederação Brasileira de Automobilismo.
O centro de mídia não credenciada de Londres está sendo bancado pela prefeitura. O Clube de Engenharia deles emprestou o prédio, e a prefeitura dotou o edifício com os recursos. A experiência será repetida aqui?
A ideia é que nosso centro de mídia não credenciada fique no Centro do Rio. A gente quer ver se consegue um prédio antigo, como em Londres, que está usando um prédio antigo lindo, que parece um CCBB maior. A ideia é aproveitar um prédio no Centro do Rio nos mesmos termos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/maria-silvia-bastos-impossivel-nao-ter-desafios-nao-incomodar-5766678#ixzz23QqBPM8K 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Comitiva presidencial em Londres custou R$ 900,1 mil


Filipe Marque e Guilherme Oliveira
Do Contas Abertas

A estadia da comitiva da presidente Dilma Rousseff em Londres para acompanhar a abertura dos Jogos Olímpicos 2012 custou aos cofres públicos R$ 900,1 mil. A delegação presidencial chegou à capital inglesa na última terça-feira (24) e ficou hospedada no The Ritz London Hotel, um dos mais luxuosos da Europa, até o último sábado (28), dia seguinte à abertura oficial das Olimpíadas.

Além da presidente, a comitiva foi composta por outras oito autoridades: o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS); os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Aloizio Mercadante (Educação), Marco Antonio Raupp (Ciência, Tecnologia e Inovação), Aldo Rebelo (Esporte), Gastão Vieira (Turismo) e Helena Chagas (Comunicação Social); e o embaixador do Brasil em Londres, Roberto Jaguaribe. Integra ainda a comitiva o intérprete Paulo Ângelo Liégio Matão.Esse valor inclui também a hospedagem do chamado escalão avançado. Responsável pela preparação das viagens oficiais, o escalão viaja antes para garantir a segurança e preparar o terreno para a chegada da chefe de Estado brasileira.

Os maiores gastos foram com hospedagem: de R$ 783,6 mil. O Ritz London Hotel recebeu a maior quantia: R$ 588,3 mil reais. Os demais R$ 195,3 mil  foram gastos no aluguel de quartos de hotel para o escalão avançado, no Millennium Hotel London Mayfair.

Tradicional hotel cinco estrelas, o Ritz tem fama de atrair grandes celebridades, como artistas de Hollywood e membros da realeza europeia. O quarto mais caro do Ritz é a Suíte do Príncipe de Gales (Prince of Wales Suite), em que a diária custa, na alta temporada, £2,8 mil (cerca de R$ 8,9 mil). A diária mais barata também impressiona: não sai por menos de £255 (cerca de R$ 808).

O Contas Abertas questionou a assessoria de imprensa da Presidência da República sobre o restante da equipe de apoio que acompanha o grupo, a composição do escalão avançado e quais tipos e quantos quartos a comitiva brasileira ocupou, contudo, as informações não foram divulgadas por motivo de segurança.

Além do custo com hospedagem, o grupo também gastou com telefonia e internet. No Ritz, foram gastos R$ 12,6 mil para manter a comitiva conectada. Já no Millennium Hotel Mayfair, onde o escalão avançado ficou hospedado, os gastos chegaram a quase R$ 1,4 mil.

Apesar de a presidente ter inaugurado a nova embaixada do Brasil em Londres na última quinta-feira (26), o Ministério das Relações Exteriores preferiu não usar a nova sede e gastou R$ 102 mil com o aluguel de escritórios e salas. Mais uma vez, a despesa ficou dividida entre o Ritz, com R$ 68 mil, e o Millennium Hotel Mayfair: mais de R$ 34 mil.

Em comparação, a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, que chefia a delegação diplomática americana, optou por ficar na embaixada do país em vez de usar os serviços de um hotel. O presidente norte-americano, Barack Obama, não compareceu à cerimônia de abertura, pois se dedica à campanha eleitoral.

Veja aqui tabela com todos os gastos

Fonte: http://www.contasabertas.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=965&AspxAutoDetectCookieSupport=1

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Dilma destaca Bolsa Atleta e deseja sorte aos brasileiros em Londres


Presidente ainda falou do esforço para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016

Quase a metade atletas brasileiros que disputarão os Jogos Olímpicos de Londres recebem auxílio financeiro de forma direta do Governo federal, destacou nesta segunda-feira Dilma Rousseff, em seu programa semanal de rádio, "Café com a Presidenta".

Dilma, que assistirá a cerimônia dos Jogos, em Londres, na próxima sexta-feira, aproveitou para desejar sorte à delegação brasileira, que disputará o evento poliesportivo.

Segundo a presidente, dos 259 brasileiros que estarão em Londres, 111 fazem parte do programa Bolsa Atleta, um subsídio que o Governo dá a vários atletas, inclusive campeões mundiais. "Trata-se do maior programa de auxílio individual e direto a esportistas no mundo", afirmou.

O valor do subsídio, que beneficia atualmente 4 mil atletas, varia de acordo com o nível e o desempenho do auxiliado, em provas mundiais e olímpicas.

"O Bolsa Atleta apoia desde os esportistas que estão começando a carreira até aqueles que já competem em Olimpíadas ou Paralimpíadas. Esse é um benefício importante porque permite que o atleta se dedique com muito mais tranquilidade aos treinamentos e às competições", explicou a presidente.

De acordo com Dilma, o Governo gastará neste ano com o programa, cerca de R$ 60 milhões. Também haverá investimento em 2012 de aproximadamente R$ 200 milhões na modernização de centros de treino e na preparação das seleções.

A presidente também destacou os valores que serão empregados na construção de quadras esportivas em 2.800 escolas públicas de todo o país: R$ 1 bilhão. Segundo a governante, a meta é atingir 6 mil ginásios até 2014.

"É na quadra da escola, nas aulas de educação física, que a maioria das crianças tem o primeiro contato com o esporte. É uma oportunidade para muitos deles revelarem seus talentos, terem uma vida mais saudável e se apaixonarem pelo esporte", comentou a presidente durante o programa de rádio.

Dilma ainda falou do esforço para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. "Estamos investindo na estrutura do país para fazer os melhores Jogos Olímpicos da história".

Para encerrar, Dilma deixou uma mensagem para aqueles que defenderão as cores do Brasil em Londres. "Quero dizer aos atletas que estão em Londres, que tenham muita determinação e coragem, e que podem contar com o apoio e carinho de todos os brasileiros".

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10369/DILMA+DESTACA+BOLSA+ATLETA+E+DESEJA+SORTE+AOS+BRASILEIROS+EM+LONDRES.html

terça-feira, 17 de abril de 2012

Fala, Patrícia

Prezado Renato, acompanho, sempre com muita atenção, os relatos e as observações críticas de sua coluna. Delas, com respeito e sem agressões, aproveito para tirar lições. Haverá, entretanto, o ilustre jornalista de entender que certas críticas não podem ser vistas por uma simples ótica, razão pela qual lhe presto os seguintes importantes esclarecimentos. Fui eleita com a responsabilidade de administrar um clube social e esportivo com mais de 10 mil associados, centenas de meninos em escolinhas de vários esportes e não somente um departamento de futebol. A rica história do Flamengo está escrita também em letras de ouro por grandes campeões nos esportes olímpicos, como basquete, remo, natação e ginástica. E hoje temos os principais brasileiros campeões mundiais nestas modalidades. Posso lhe afirmar que quem fosse o eleito para esta gestão estaria atônito ante o caótico quadro administrativo/financeiro deixado pelos Srs. Marcio Braga e Delair Dumbrosck. Encontramos mais de R$ 400 milhões em dívidas, cerca de 500 processos trabalhistas e centenas de processos cíveis. O passivo subiu de R$ 165 milhões, em 2004, para R$ 265 milhões, em 2009, segundo os balanços oficiais. O prejuízo acumulado em 2009 atingiu R$ 135 milhões. Em 5 anos, o CRF pagou R$ 125 milhões de juros e o rombo nos orçamentos superaram os R$ 100 milhões. E o Fla ainda responde a quatro processos de dívidas junto a FIFA. Atrasos salariais e das cestas básicas, dos vales transportes e de refeições e do 13 salário dos funcionários e atletas eram constantes. Hoje, tudo está sendo religiosamente pago em dia. Nunca mais houve Natal de fome no Flamengo. Pasme, encontramos toda a bilheteria dos jogos, até 2014, cedida à empresa BWA por conta de empréstimos realizados com taxas de 40% ao ano!!! Agora, a dívida deixada de R$ 12 milhões se encontra 95% quitada.
A sede da Gávea estava em estado de abandono. O prédio do Morro da Viúva destruído, com mais de
50% dos apartamentos sem geração de rendas e a maioria penhorada em razão de dívida ativa de R$16 milhões de IPTU — que cobravam dos inquilinos e não repassavam para a Prefeitura! No futebol, após 23 anos de quase abandono, o CT George Helal vem recebendo constantes investimentos a ponto de termos o setor dos profissionais pronto até o final deste ano. Há um extenso trabalho na base, com incentivo ao "Craque o Flamengo faz em casa" e a manutenção dos direitos de jovens como Cezar, Adrian, Muralha, Luiz Antônio, Tomás, Lucas e Negueba. E tivemos 10 convocados para as seleções do Brasil. Entre os profissionais recuperamos quase 100% dos direitos econômicos e federativos alienados a empresários, representando imenso crescimento patrimonial. E fomos campeões invictos em 2011 e nos classificamos para a Libertadores. Ante ao caos encontrado procurei juntar na diretoria grande parte de pessoas sem raízes com o passado a alguns poucos mais experientes, que já deram muito ao Flamengo. O cartão corporativo atende às mínimas despesas de representação dos Vices Presidentes que, por razão estatutária, não são remunerados. A Locanty prestou trabalho na Gávea e no CT da mesma forma que outras empresas prestaram e prestam serviços ao clube. Nos dois primeiros anos deste mandato foram pagos mais de R$ 70 milhões de dívidas deixadas pela gestão Braga/Dumbrosck. E, bem ao contrário do triste depoimento público do primeiro, decretando a falência do Fla (e que pode ser visto no You Tube), aumentamos de R$ 500 milhões para R$ 800 milhões a dotação orçamentária 2012/2015. O CRF perdeu seu patrocinador de duas décadas (Petrobras) por inadimplementos fiscais que o impossibilitam, até hoje, de obter o CND. A dívida da Timemania, apesar de estarmos fazendo os pagamentos, ultrapassa R$ 250 milhões. O passivo junto à Procuradoria da Fazenda amonta mais de R$ 100 milhões. Junte-se a ela, R$ 60 milhões à Receita e mais R$ 90 milhões ao INSS e FGTS... A reconstrução social e esportiva do clube vem sendo uma árdua tarefa. À sede da Gávea voltou a ter frequência familiar com as atuais condições sadias de suas instalações. O prédio Hilton Santos (no Morro da Viúva), patrimônio rubro negro, será recuperado através da construção de um hotel com 400 quartos gerando receita de cerca de R$ 5 milhões anuais além de quitação do passivo de R$ 16 milhões de IPTU e a garantia de investimentos de R$ 17 milhões no CT George Helal. Renato, muito mais que estar presidenta, sou
mulher, mãe e dona de casa o que me dá a sensibilidade de olhar e tratar a família rubro-negra e a juventude que frequenta a Gávea bem diferentemente dos últimos gestores. Esta é a resposta de uma administração que vem promovendo um salto qualitativo na vida do clube. Nossa ousadia tem o seu preço, mas, no médio prazo, ele será pago pela luta e pelo empreendedorismo de quem bem conhece o que foi disputar competições defendendo as cores rubro- negras. Meu lamento vai para os imediatistas e para os que lá estiveram e nada fizeram. Cordialmente, saudações rubro negras, Patrícia Amorim".