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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

'Inspirado' em Londres, Rio pode ter ingresso de saltos ornamentais mais caro que futebol e vôlei


Por Thiago Arantes

Uma Olimpíada no Brasil em que a final dos saltos ornamentais custará o dobro da decisão do ouro no futebol ou do vôlei. É estranho, parece impossível, mas é isso que mostra o primeiro orçamento do Comitê Organizador do Rio 2016. O documento só será tornado público em julho de 2013, mas a reportagem do ESPN.com.br teve acesso aos dados com exclusividade. 

Entre várias outras definições orçamentárias, há no documento uma tabela com os preços de ingressos das modalidades olímpicas. Acontece que os preços apresentados mostram uma semelhança muito grande com os praticados nos Jogos Olímpicos de Londres, o que provoca uma série de distorções. 

Caso os preços deste primeiro orçamento sejam mantidos, a entrada mais cara para a final dos saltos ornamentais, esporte em que o Brasil jamais conquistou uma medalha, custaria R$ 1350, mais que o dobro de um ingresso do mesmo tipo para a decisão do vôlei ou do futebol, ambos cotados em R$ 555.

Ainda pela planilha do primeiro orçamento, um ingresso para o ciclismo de pista – outra modalidade pouco popular entre os brasileiros – custaria R$ 975, quase três vezes o preço das disputas do judô e do handebol, esporte mais praticado nas escolas do país, que seriam vendidos por R$ 375. 

Os preços, que refletem pouco da realidade do esporte brasileiro, nada mais são do que uma conversão dos que foram praticados em Londres. Na Olimpíada londrina, esportes como ciclismo, saltos ornamentais, boxe e hipismo tinham preços mais altos por terem tradição entre os britânicos e envolveram representantes do país-sede com chances de medalha.

Em Pequim, por exemplo, esportes como o basquete – do astro Yao Ming – vôlei, tênis de mesa e badminton estavam entre aqueles com os ingressos mais caros. A precificação costuma atender às demandas e tradições dos países-sede.

No caso do Rio-2016, esta análise ainda não foi feita, segundo o texto do orçamento obtido pelo ESPN.com.br. Diz o documento que “a pesquisa de mercado local, que avaliará o preço e demanda por ingressos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil e apoiará a estratégia do Programa de Venda de Ingressos, não foi contemplada neste exercício”. 

Golfe e rúgbi, esportes que voltam ao programa olímpico exatamente no Rio, não tiveram seus preços inclusos na lista, o que dá outro indício de que os Jogos de Londres serviram como “inspiração”. No texto do orçamento, não há qualquer citação à capital inglesa como parâmetro para a definição dos preços das entradas. 

Cerimônias salgadas – De acordo com a planilha de preços que consta do primeiro orçamento do Rio-2016, o ingresso de preço mais alto nos Jogos será o da Cerimônia de Abertura – o setor mais caro custará R$ 6036; o mais barato, R$ 60. O encerramento terá preços entre R$ 60 e R$ 4500. 

Dentre as modalidades, o atletismo tem o preço mais alto da planilha, com R$ 2175 por um dia de atividades. A natação custará, se mantidos os valores do primeiro orçamento, R$ 1350 diariamente. Na outra ponta, a Marcha Atlética terá preços entre R$ 60 e R$ 90. 

O primeiro orçamento do Comitê Organizador do Rio-2016 foi revelado com exclusividade pelo ESPN.com.br na quarta-feira. Os gastos previstos no documento – que não incluem a construção de arenas – são de R$ 9,4 bilhões, um aumento de 68% com relação à primeira projeção, feita ainda no período de candidatura da cidade. No período, a inflação foi de 25% pelo IGPM.

Além do estouro orçamentário, que só deve ser revelado oficialmente quando o documento vier a público, em julho, 2013 marcará ainda a entrada de dinheiro público no orçamento do comitê. Até os Jogos Olímpicos, a primeira previsão é de um aporte de R$ 1,7 bilhão.


VEJA ABAIXO A TABELA COM PREÇOS DOS INGRESSOS PARA OS JOGOS DE 2016



Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/300027_inspirado-em-londres-rio-pode-ter-ingresso-de-saltos-ornamentais-mais-caro-que-futebol-e-volei

domingo, 9 de dezembro de 2012

Nike instala outdoor do Corinthians em Londres


O Chelsea pode ser o adversário do Corinthians em uma eventual final do Mundial de Clubes. Pensando nisso, a Nike, fornecedora de material esportivo do clube paulista, decidiu provocar o time inglês.

A empresa instalou um outdoor do Corinthians em Londres, na esquina da rua Kensigton High Street com a rua Olimpia Way. O local fica a apenas um quilômetro do Stamford Bridge, estádio do Chelsea.

O cartaz contém uma foto dos jogadores corintianos se abraçando após um gol e a frase “The Almighty. Aqui é Corinthians”, algo como “O todo poderoso. Aqui é Corinthians”.

A estreia do Corinthians no Mundial de Clubes acontecerá no dia 12 de dezembro, às 8h 30 (horário de Brasília). O adversário sairá do jogo entre S. Hirosjhima do Japão, e Al Ahly, do Egito.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27819/Nike-instala-outdoor-do-Corinthians-em-Londres/index.php

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Londres dá início a transformação urbanística da área olímpica


Comitê entregou o Parque Olímpico de Stratford ao órgão que transformará o local

Uma vez desmontados grande parte das instalações temporárias erguidas para os Jogos de Londres, o Comitê Organizador (Locog) fez nesta terça-feira a entrega do Parque Olímpico de Stratford ao órgão encarregado de transformar o local em uma imensa zona verde e em um novo bairro residencial.

A Arena de Basquete, com capacidade para 12 mil pessoas, a Arena de Polo Aquático, com 5 mil lugares, e as arquibancadas para 17.500 pessoas do Centro Aquático foram retiradas antes que a Corporação para o Desenvolvimento do Legado Olímpico tomasse o controle dos trabalhos no parque.

Com orçamento previsto de 292 milhões de libras (pouco mais de R$ 971 mil), o órgão pretende reabrir o local em 27 de julho de 2013 a primeira fase do Queen Elizabeth Olympic Park, área de jardins que, na primavera de 2014, quando estiver completa, cobrirá superfície de 226 hectares, pouco menos que os tradicionais Hyde Park e Kensington Gardens, que ficam no centro da cidade (250 hectares).

O espaço que os estádios desmontáveis deixaram livre serão utilizados, além disso, para a construção de um novo bairro residencial completo, em uma região ao lesta da capital britânica, há anos degradada, a qual se pretende revitalizar.

O novo bairro, batizado de Chobham Manor terá 850 imóveis, que se somarão aos 2.828 apartamentos da Vila Olímpica, que serão postos a venda depois de remodelados.

Para realizar as operações na região, um dos maiores custos enfrentados pela corporação é a conexão do parque com as cercanias, que faz necessária a construção de ruas e estradas. Além disso, será preciso remodelar 9,5 quilômetros de calçadas, feitas para interligar as instalações esportivas, além de pontes e passagens subterrâneas que precisarão ser adaptadas as novas necessidades.

"Nos pusemos a trabalhar depois dos Jogos para transformar os recintos e retirar as infraestruturas temporárias o mais rápido possível. Agora, deixamos que a corporação continue construindo um parque para as gerações futuras", afirmou James Bulley, responsável de infraestruturas do Locog.

O diretor do órgão, Colin Naish, ressaltou que "tomar o controle do parque é um grande marco", garantindo que em oito meses o espaço estará aberto ao público.

Hone também comentou sobre as obras no Estádio Olimpico, consideradas complexas. Segundo o presidente da Corporação para o Desenvolvimento do Legado Olímpico, ainda não foi definido que uso será dado ao local, por isso, não foi definida a remodelação a ser feita e sua reabertura pode acontecer apenas 2016.

Duas instalações, o Centro Aquático e o Velódromo, serão transformados em centro públicos de atividades esportivas.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11092/LONDRES+DA+INICIO+A+TRANSFORMACAO+URBANISTICA+DA+AREA+OLIMPICA.html

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Londres oficializa transmissão de conhecimento olímpico para Rio


Seminário de cinco dias teve a presença das próximas sedes de Jogos de Verão e de Inverno

Após cinco dias de encontros na Barra da Tijuca (zona oeste), foi encerrado nesta quarta-feira (21) no Rio o seminário de transferência de conhecimento dos organizadores das Olimpíadas de 2012 para as futuras cidades-sede.

O diretor executivo de Londres 2012, Paul Deighton,  disse que o comitê britânico transmitiu ao Rio informações detalhadas sobre como as competições foram organizadas, como Londres foi gerenciada e como eles conseguiram engajar a população na realização do evento.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) considerou o evento um sucesso. Nawal El Moutawakel, presidente da comissão do COI que monitora os trabalhos do Comitê Rio 2016, disse que os cariocas estão no caminho certo, mas não há tempo a perder.

"O Rio, como Londres, precisa certificar-se de que vai tomar as medidas necessárias no tempo que resta, para corresponder aos altos padrões que estabeleceu para si", disse.

O seminário teve a presença de 500 pessoas das próximas sedes de Jogos de Verão e de Inverno – Sochi (na Rússia, sede das Olimpíadas de Inverno de 2014), Rio e PyeongChang (na Coreia do Sul, sede dos Jogos de Inverno de 2018) - bem como das candidatas a 2020, Istambul, Tóquio e Madri.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11068/LONDRES+OFICIALIZA+TRANSMISSAO+DE+CONHECIMENTO+OLIMPICO+PARA+RIO.html

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Furto de dados foi irrelevante, diz presidente de comitê Londres 2012


Sebastian Coe minimizou incidente que terminou com demissão de nove funcionários do COB

Por LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO — O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres, Sebastian Coe, minimizou nesta segunda-feira o incidente que terminou com a demissão de nove funcionários do Comitê Organizador Rio 2016 acusados de copiarem sem autorização documentos relativos ao planejamento do evento. As demissões ocorreram em setembro depois que Londres comunicou ao Rio o episódio. Os nove funcionários atuaram no Comitê Organizador londrino durante os Jogos para acumular experiência nos preparativos do Rio.
— O que eu tenho a dizer é que isso não foi algo a que demos atenção ou consideramos relevante. Nunca dois Comitês Organizadores trabalharam de forma tão integrada quanto Rio e Londres. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, inclusive, foi o primeiro a compreender a visão que tínhamos para os Jogos.
Coe, que foi eleito recentemente presidente da Bristh Olimpic Association (BOA), está no Rio desde a semana passada. Ele veio participar do seminário no Hotel Windsor na Barra, na qual os ingleses repassam para os colegas do Comitê Rio 2016 as experiências da organização do evento. Ele conversou com os jornalistas em uma espécie de pré-lançamento de mais uma edição da Soccerex, feira internacional de esportes, que será realizada a partir de sábado no Forte de Copacabana. O presidente do Comitê de Londres acrescentou que a organização dos Jogos exigiu um planejamento permanente:
— O tempo todo você está mudando, refinando os preparativos, modificando e aprendendo para que o atleta no momento de competir só tenha que pensar em seu desempenho. Lembro que em maio de 2011 estava sentado no Centro de Londres logo após um evento teste dos Jogos Paralímpicos perguntando se os espaços deixados para passagem de cadeiras de rodas é suficiente. Nós nos esforçamos em trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana. Demos o máximo possível.
O furto dos documentos veio à tona na noite do dia 20 de setembro, quando o blog do jornalista Juca Kfouri divulgou o caso. No dia seguinte, o jornal britânico “The Daily Telegraph” trouxe uma reportagem sobre o episódio. Segundo o Comitê Rio 2016, os documentos copiados ilegalmente já foram devolvidos e destruídos. O furto chegou ao conhecimento da equipe brasileira no dia 1º de setembro, após o início dos Jogos Paralímpicos de Londres. Dezessete dias depois, após localizar as cópias e identificar os envolvidos no caso, o comitê demitiu os funcionários. O órgão explicou que eles faziam parte da equipe de 200 pessoas que permaneceu três meses em Londres trabalhando com os ingleses na preparação dos Jogos. Eles tinham acesso aos documentos do Comitê Londres 2012, mas haviam assinado um contrato proibindo cópias sem autorização. Segundo a nota, que não divulgou os nomes dos envolvidos, os chefes dos funcionários não sabiam da ação do grupo.
Um dos nove funcionários demitidos chegou a divulgar uma carta endereçada ao presidente do comitê, Carlos Arthur Nuzman. Nela, Renata Santiago dizia que foi instruída a acessar os dados do sistema do evento, com o objetivo de obter informações para aprimorar a organização das Olimpíadas do Rio. Ela ressaltou, no entanto, que não havia se apropriado de dados confidenciais ou comerciais.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/furto-de-dados-foi-irrelevante-diz-presidente-de-comite-londres-2012-6769413#ixzz2Ctb7DGUn

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Olimpíadas transformaram Londres em lugar melhor, diz estudo


Pesquisa do Havas Sports & Entertainment indica que Jogos Olímpicos tiveram eficácia no patrocínio e influenciaram os consumidores de forma positiva

Por Isa Sousa

Rio de Janeiro - Os Jogos Olímpicos de Londres 2012 fizeram do Reino Unido um lugar melhor. A conclusão é parte do estudo “Olympic Sponsorship Study”, que está sendo realizado pelo Havas Sports & Entertainment (HS&E) desde o mês de setembro.

De acordo com a agência de marketing esportivo, 51% dos britânicos acreditam que as Olimpíadas fizeram do país um lugar melhor e 53% concordam que Londres 2012 foram "os melhores Jogos Olímpicos de todos os tempos". O índice representa o dobro de pessoas que concordaram com a afirmação, em comparação com julho deste ano.

Os patrocinadores se beneficiaram significativamente dessa mudança de comportamento, uma vez que entre abril e setembro o reconhecimento do público, em média, dobrou entre as 27 marcas medidas pelo estudo. Os dois patrocinadores mais reconhecidos foram McDonalds (55%) e Coca-Cola (52%), que estão em destaque desde março 2011.

O estudo foi encomendado pela HS&E para identificar os efeitos do patrocínio dos Jogos Olímpicos nas marcas patrocinadoras e para acompanhar o interesse e a opinião em relação aos Jogos em um período de dois anos e meio, a partir de março de 2011.

A pesquisa vem demonstrando que os Jogos de Londres 2012 trouxeram fortalecimento da imagem da marca e impacto positivo sobre o comportamento do consumidor com intenção de compra de produtos aos patrocinadores oficiais. As próximas etapas do estudo estão programadas para fevereiro e agosto de 2013.

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/olimpiadas-transformaram-londres-em-lugar-melhor-diz-estudo

Prefeito participa da abertura do Debriefing de Londres


Evento faz parte do programa de transferência de conhecimento entre as cidades-sede das Olimpíadas

Por Juliana Romar

O prefeito Eduardo Paes participou na noite deste sábado (17/11) da abertura do Debriefing Oficial COI dos Jogos Londres 2012, evento que acontecerá na cidade até o próximo dia 21, para debater a experiência londrina na realização dos Jogos Olímpicos de 2012.


O encontro é uma transferência de conhecimento do Comitê Olímpico Internacional (COI) e conta com a participação de autoridades dos três níveis do governo brasileiro, de integrantes dos Comitês Organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014 (Rússia) e PyeongChang 2018 (Coréia do Sul), da Rio 2016 e de representantes das cidades candidatas de 2020 (Istambul, Tóquio e Madri).

De acordo com Paes, o Debriefing auxiliará os organizadores dos Jogos Rio 2016 em seus preparativos, avaliando progressos e sucessos, pontos positivos e negativos e o que pode ser aplicado nas próximas Olimpíadas.
- Sediaremos grandes eventos nos próximos quatro anos e queremos realizar Jogos excepcionais, deixando legado para a cidade e representando a transformação na mente e atitude das pessoas. Os Jogos de Londres foram surpreendentes e transformaram a cidade. Vamos aproveitar esses quatro dias de Debriefing para aprender muito com Londres e nos inspirarmos ainda mais para que os Jogos no Rio de Janeiro sejam um enorme sucesso - afirmou o prefeito.

Nos próximos dias, o Debriefing contará com sessões plenárias em que serão abordados os elementos de planejamento operacionais e técnicos; tecnologia; a organização dos Jogos Olímpicos, como acomodações, transporte e logística; e a experiência dos participantes dos Jogos, como atletas, espectadores, força de trabalho e mídia. Além dessas reuniões, haverá encontros paralelos, como visitas às obras de revitalização da Zona Portuária, ao Estádio do Maracanã, ao Parque Olímpico e à Vila Olímpica.


Participam dos encontros diversas autoridades como a vice-presidente do COI e presidente da Comissão de Coordenação do COI para o Rio 2016, Nawal El Moutawakel; o presidente da Comissão de Coordenação do COI para Londres 2012, Denis Oswald; o diretor-executivo de Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli; o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Londres 2012 (LOCOG, na sigla em inglês), Sebastian Coe; o chefe-executivo do LOCOG, Paul Deighton; o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, entre outras.

O presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres 2012, Sebastian Coe, destacou que os encontros servirão de inspiração para os comitês organizadores dos próximos Jogos:

- É importante entender o que foi feito nos Jogos, buscar melhorar e passar os conhecimentos adiante, compartilharmos o que deu ou não certo e o que poderia ter sido feito diferente. Nosso objetivo aqui é ajudar.


O Debriefing Oficial COI acontece sempre no final de cada edição dos Jogos Olímpicos. Ele foi criado durante a preparação para os Jogos Sydney 2000 e, desde então, evoluiu para uma plataforma integrada de serviços e documentos, que auxiliam organizadores e os ajudam a definir o futuro dos Jogos.


Para a vice-presidente do COI e presidente da Comissão de Coordenação do COI para o Rio 2016, Nawal El Moutawakel, esta será uma excelente oportunidade de aprendizado:

- Londres vai perpetuar aqui durante esta semana. Experiências serão compartilhadas, práticas trocadas para que o sucesso seja repetido e melhorado. Aqui, lições de grande valor serão adaptadas e adotadas pelos comitês organizadores, que deverão inovar e expandir sobre o que vão aprender nesses dias.

O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, também comentou sobre o encontro:


- O Debriefing é o evento mais claro da transparência que dá auxílio crucial aos comitês. O sucesso de Londres é inspiração para continuar investindo em infraestrutura, transporte, mudança social e econômica, e desenvolvendo e descobrindo jovens atletas campeões do futuro.

Ao final do evento de abertura, Sebastian Coe presenteou Nuzman com uma pétala da Pira Olímpica dos Jogos de Londres, enquanto Nuzman entregou a Coe uma arte que retratava a paisagem carioca, com o Pão de Açúcar, Cristo Redentor e a Praia de Copacabana.

Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=3360127

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Em Londres, Brasil divulga imagem e busca negócios visando Copa 2014


País está participando da Feira Mundial de Turismo, na capital britânica

De olho na Copa do Mundo de 2014, o Brasil está participando da Feira Mundial de Turismo (World Travel Market), em Londres, visando fechar novos contratos e divulgar ainda mais a imagem do país no exterior.

Neste ano, o stand de exposição do país no evento é maior do que nas suas edições anteriores. Uma grande bola de futebol foi colocada na entrada da área brasileira na feira.

"Nós temos a mesma informação turística de sempre, por isso, quando vem alguém interessado em aspectos relativos ao Mundial, o dirigimos à área de operadores turísticos", explicou à Agência Efe, Elisabeth Cordeiro, uma das encarregadas de promover a cidade de Rio de Janeiro.

Elisabeth reconhece que muitas das informações solicitadas neste ano não se referem apenas a pontos tradicionalmente atrativos, como a praia de Copacabana, mas também dizem respeito à preparação da cidade para a Copa e, depois, para os Jogos Olímpicos de 2016.

"Há muitas áreas renovadas, novos hotéis, novas vias de acesso, mas tudo isso está em processo. Quanto às competições forem começar, teremos que estar preparados para mostrar todas as novidades", explicou.

No fundo do stand brasileiro, mais de 20 profissionais do setor busca promover suas empresas visando os eventos esportivos. É o caso de Robson Maciel, responsável de operações internacionais da Vialandauto, especializada em transportes de pessoas, com sede em São Paulo. Atuando em toda a América Latina, é a primeira vez que a empresa está na Feira.

O representante afirmou que o evento serve para divulgar o empreendimento mais do que para fechar contratos, embora reconheça que, um ano e meio antes da Copa, já conta com cinco grandes grupos confirmados. Segundo Robson, a principal dúvida com relação ao Mundial do Brasil, diz respeito à segurança.

"Nunca tivemos um problema de segurança no transporte, mas para aqueles preocupados também oferecemos deslocamentos em veículos blindados como o que utilizava o ex-presidente Lula", disse.

Os operadores hoteleiros também devem solicitar informações sobre as reservas de quartos durante a Copa do Mundo, explicou Justyna Dziegiel, responsável na feira da empresa "Brazilian Incentive & Tourism". "Não podemos realizar reservas porque todas as vagas hoteleiras são da Fifa. Enquanto não liberarem lugares, não poderemos oferecer nenhum pacote aos viajantes. Estamos recomendando que esperem pelo menos cinco meses", afirmou.

A Copa do Mundo vai começar no dia 12 de junho de 2014, em São Paulo. A final acontecerá no dia 13 de julho, no Rio de Janeiro. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11011/EM+LONDRES+BRASIL+DIVULGA+IMAGEM+E+BUSCA+NEGOCIOS+VISANDO+COPA+2014.html

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Clima e Olimpíada ajudaram na queda do fluxo de turistas em Londres


Segundo a associação turística britânica, a capital chegou a se transformar em uma "cidade fantasma"

Os Jogos Olímpicos e o verão mais úmido do último século provocaram queda nas visitas aos principais pontos turísticos de Londres entre maio e agosto, alguns até com queda de 61%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira em um relatório da associação turística britânica ALVA, que reúne cerca de 2 mil museus, galerias, palácios, jardins e catedrais do Reino Unido.

Os dados mostram que os Jogos e as frequentes chuvas prejudicaram o fluxo de visitantes na capital britânica, que caiu, sobretudo nos recintos ao ar livre e jardins, como Kew Gardens ou o zoológico. Ambos tiveram decréscimo de 21,3% turistas.

Depois dos pontos turísticos ao ar livre, os mais afetados foram a Torre de Londres, o Palácio de Kensington, o Parlamento, a Catedral de Saint Paul e a Abadia de Westminster, que registraram decréscimo de vistas de 20,3%.

Nos museus e galerias de arte da capital britânica apresentaram redução de público de 13,1% entre maio e agosto.

O executivo-chefe da ALVA, Bernard Donoghue, afirmou que durante os Jogos Olímpicos, de 27 de julho a 12 de agosto, Londres chegou a se transformar em uma "cidade fantasma", já que os turistas evitaram a cidade e muitos londrinos também a deixaram.

O restante do Reino Unido também não escapou do impacto. Os museus e galerias foram os mais afetados tanto na Inglaterra como na Escócia com 8,6 e 16,3% de decréscimo respectivamente, enquanto locais emblemáticos e as catedrais receberam na Inglaterra 6,4% menos público e até 10% menos na Escócia.

Donoghue conclui no relatório que, para a capital britânica o período olímpico foi umas das "piores épocas comerciais" já ocorridas e afirma que para o setor foi o equivalente a uma campanha do Natal perdida e impossível de ser recuperada.

Londres, com oito milhões de habitantes, é a cidade mais turística do mundo e habitualmente recebe por ano 14 milhões de visitantes.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10868/CLIMA+E+OLIMPIADA+AJUDARAM+NA+QUEDA+DO+FLUXO+DE+TURISTAS+EM+LONDRES.html

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Esporte britânico negocia venda coletiva, diz jornal


O esporte britânico pode anunciar nos próximos dias um acordo histórico. Segundo o jornal “Financial Times”, mais de 80 entidades da região negociam um contrato coletivo para a venda de propriedades comerciais.

A ideia, ainda de acordo com o periódico, é aproveitar o sentimento positivo gerado na região pelos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2012, que foram disputados em Londres. Detalhes sobre o modelo de venda coletiva ainda não foram revelados.

O grupo incluiria até a Autoridade Pública Olímpica (APO). Se confirmado, esse seria o maior projeto do Reino Unido para aproveitar o reflexo positivo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos deste ano.

“Nós queremos capitalizar em cima dos Jogos. Não podemos perder o momento”, disse ao jornal Keith Mills, vice-presidente do comitê organizador local dos Jogos Olímpicos de 2012.

Para viabilizar a negociação coletiva, a ideia é padronizar propriedades e entrega em todas as entidades que estarão envolvidas. A conta do Ministério do Esporte do Reino Unido é que as federações nacionais somam atualmente 24 milhões de libras anuais em patrocínios.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27011/Esporte-britanico-negocia-venda-coletiva-diz-jornal/index.php

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Londres acusa funcionários do comitê da Rio 2016 de baixar ilegalmente arquivos


Dez funcionários envolvidos no caso foram afastados do programa

LONDRES — Dez empregados do comitê da Rio 2016 foram surpreendidos furtando arquivos dos organizadores britânicos durante as Olimpíadas de Londres. O comitê organizador de Londres informou, nesta sexta-feira, que funcionários do Rio, que atuavam junto ao pessoal londrino no departamento de tecnologia, baixaram documentos internos sem autorização. Os brasileiros trabalhavam com os organizadores de Londres durante os Jogos entre 27 de julho e 12 de agosto como parte de um "programa de transferência de conhecimentos" entre as cidades organizadoras. Todos os envolvidos no caso foram afastados do programa de Londres.
- Posso confirmar que houve um incidente que envolveu membros da equipe do Rio que acessaram e removeram arquivos sem permissão - disse a porta-voz de Londres, Jackie Brock-Doyle, à agência Associated Press. - Informamos à supervisão do Rio. Eles atuaram rapidamente para resolver a questão e devolver os arquivos.
Altos funcionários de Londres foram informados do download ilegal e reportaram o sumiço aos organizadores do Rio, liderados por Carlos Nuzman e Leo Gryner.
Em nota, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 confirmou que os dez funcionários que baixaram arquivos sem autorização foram desligados. A nota diz que as lideranças do Rio 2016 e de Londres “agiram de forma conjunta, coordenada e rápida para reparar a situação”. Os arquivos foram recuperados e devolvidos. Duzentos representantes do Rio estiveram em Londres durante as olimpíadas. Segundo o Comitê da Rio 2016, trata-se de um caso isolado.
Segundo o jornal “Daily Telegraph”, acredita-se que os arquivos furtados incluíam detalhes sobre o planejamento estratégico e de segurança dos Jogos de Londres.
Brock-Doyle disse que não podia confirmar se os empregados foram afastados nem o número de envolvidos. Segundo a Associated Press, as mensagens e os telefonemas aos organizadores do comitê do Rio no Brasil não tiveram resposta imediata.
- É uma questão entre Rio e Londres - disse Mark Adams, porta-voz do Comitê Olímpico Internacional, à AP.
A revelação sobre o furto dos arquivos ocorreu dois meses antes de funcionários de Londres e do Rio se reunirem no Brasil para a sessão informativa oficial dos Jogos de 2012, um encontro em que os organizadores dos últimos Jogos repassam aos seguintes toda a informação necessária.
De acordo com a AP, não sabe a natureza e o conteúdo do arquivos londrinos, mas autoridades disseram que provavelmente eles teriam sido fornecidos para a equipe do Rio se tivessem sido solicitados.
O Rio é a primeira cidade da América do Sul escolhida para organizar uma olimpíada.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-rio-2016/londres-acusa-funcionarios-do-comite-da-rio-2016-de-baixar-ilegalmente-arquivos-6160251#ixzz279cRDk4W 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Londres inicia obras de transformação de áreas olímpicas


Trabalhos devem demorar dois anos e o projeto prevê a remodelação da zona olímpica em um parque

A cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos, realizada neste domingo, marcou o fim das festividades esportivas na cidade de Londres, após um período no qual a capital britânica foi palco de diversas provas esportivas, incluindo as dos Jogos Olímpicos.

Nesta segunda-feira, um desfile de atletas paralímpicos pelo centro da cidade sela o começo da transformação das instalações olímpicas em áreas urbanas para uso da população. As obras devem demorar dois anos e o projeto prevê a remodelação da zona olímpica em um parque, que terá o nome de Rainha Elizabeth.

Dentro de um ano, no verão europeu de 2013, deve ser aberta a parte norte de um espaço que, quando estiver completo, contará com 180 hectares de área verde e outros 50 de praça urbana. Atualmente, o local é ocupado pelo Estádio Olímpico, o Centro Aquático e a torre Orbit, do escultor anglo-indiano Anish Kapoor.

As máquinas de construção, que abandonaram o Parque há apenas um mês e meio, voltarão ao local na semana que vem para começar a remodelação dos recintos esportivos permanentes e para desmontar os provisórios.

Um deles é a Arena de Basquete, uma instalação com capacidade para 12 mil espectadores, que custou 40 milhões de libras (R$ 129,8 milhões), e que desaparecerá totalmente.

Outra grande remodelação será realizada no Estádio Olímpico, que terá a capacidade reduzida de 80 para 55 mil espectadores, e apesar de não haver uma definição sobre qual uso terá o espaço, o time de futebol West Ham surge como interessado pelo local.

O Centro Aquático, desenhado pela arquiteta anglo-iraquiano Zaha Hadid, sofrerá mudanças drásticas ao ter duas arquibancadas laterais retiradas, diminuindo a capacidade de 17 mil para 2.500 espectadores e transformando as características do local onde o americano Michael Phelps se tornou uma lenda do esporte ao somar 22 medalhas olímpicas.

O novo Parque Rainha Elizabeth faz parte de um projeto de reconstrução do bairro de Stratford. Em uma primeira fase, serão colocados à venda 2.818 apartamentos que foram usados pelos atletas na Vila Olímpica, dos quais 625 serão habitações populares.

Além disso, o governo britânico quer dar um impulso, durante as próximas duas décadas, para construções nos arredores da zona olímpica.

O plano urbano da Companhia do Legado do Parque Olímpico para a zona residencial em questão inclui uma grande quantidade de casas rodeadas de espaços abertos, com diversas áreas verdes e de recreação.

O surgimento de um novo bairro em Stratford é bem visto, já que a cidade está imersa em uma crise imobiliária, com 10% dos londrinos em uma lista de espera para conseguir habitações populares. O preço médio de aluguéis em Londres hoje é de 1.038 libras (R$ 3,3 mil), 46% acima do que no resto do Reino Unido.

Dos sete bairros com as maiores listas de espera, três deles estão nas imediações de Stratford (Newham, Tower Hamlets e Barking and Dagenham), uma área abandonada que Londres espera recuperar para a classe média após os Jogos Olímpicos.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10671/LONDRES+INICIA+OBRAS+DE+TRANSFORMACAO+DE+AREAS+OLIMPICAS.html

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Planejamento evitou caos no transporte em Londres, diz consultor


Diretor da Ernst & Young Terco, uma das apoiadoras do Rio 2016, esteve na edição deste ano dos Jogos

Por Felipe Castro e Marcos de Sousa

Quase 11 mil atletas, 20 mil jornalistas e mais alguns milhares de turistas criaram o temor constante de que o transporte público de Londres entraria em colapso durante a realização dos Jogos Olímpicos, entre os dias 28 de julho e 12 de agosto deste ano. Mas, a realidade foi bem diferente – para melhor – na visão de Eduardo Mack, diretor de Comunicação e Ativação de Patrocínio da Ernst & Young Terco (EYT). 

Ele foi um dos 15 executivos da empresa, entre brasileiros e norte-americanos, que estiveram em Londres para acompanhar o evento, aprender com a organização dos Jogos e replicar a experiência em 2016, no Rio de Janeiro. "Os londrinos fugiram. Oxford Circus, a estação de metrô mais movimentada da cidade, estava às moscas. Os taxistas reclamavam das pessoas que tiravam férias, com medo do caos e da invasão dos turistas”, relata Mack.
A multinacional Ernst & Young Terco, que presta serviços no ramo de consultoria e auditoria, é uma das seis apoiadoras oficiais da Olimpíada do Rio, ao lado de Nissan, Bradesco, Bradesco Seguros, Claro e Embratel.   
Segundo Mack, o temor dos londrinos de que a chegada de milhares de turistas “olímpicos” iria superlotar as ruas e linhas de metrô da cidade acabou surtindo o efeito contrário. “Você pode receber milhões de turistas, mas eles não vão almoçar todos no mesmo lugar. Eles vão se movimentar pela cidade. Após a cerimônia de abertura com aquelas 70 mil pessoas, por exemplo, peguei o metrô vazio. Fiquei chocado”, afirma Mack, para quem a eficiência do transporte londrino e o planejamento evitaram o caos na capital britânica.

O diretor de comunicação, no entanto, chamou atenção para um problema crônico durante os Jogos: o uso de GPS por motoristas, muitos deles de fora da cidade, que esbarrava na enorme quantidade de ruas bloqueadas em função do megaevento. “Eu andei duas vezes num carro desses com esse "GPS olímpico" e os motoristas estavam bem perdidos”, conta.


Confira a entrevista na íntegra: 


Qual era sua meta em Londres? Em que consiste o seu trabalho?
Sou diretor de comunicação e de ativação de patrocínio da Ernst & Young Terco (EYT). Sou a pessoa que busca as oportunidades para ativarmos nosso patrocínio, a marca da EYT e do Rio 2016, que estarão unidas nos próximos quatro anos. Nosso trabalho é mostrar para um público, interno e externo, o compromisso da EYT com os Jogos Olímpicos e com a prática de esportes. Vamos desenhar e implementar várias ações nos próximos quatro anos. O meu trabalho consiste em encontrar formas inteligentes e criativas de associar a EYT à Rio 2016. 

Então, a viagem a Londres foi uma missão para aprender com a experiência dos Jogos...
Exatamente. Não fui só eu. Foi uma equipe daqui, e dos EUA também. Fomos para lá pois essa é a única chance que temos até 2016 para viver os Jogos Olímpicos. Fomos observar os processos, a execução, e conversamos com patrocinadores locais para aprender com eles o que funcionou e o que não funcionou, o que eles fariam de forma diferente. Foi uma vivência incrível, pois, por mais que você possa se organizar para absorver aquilo tudo, você tem muito pouco tempo. Há o deslocamento de atletas, autoridades, eventos públicos nas ruas, eventos nas embaixadas. É uma grande festa.

Notamos que Londres funcionou muito bem em sua infraestrutura durante o evento. Vimos medalhistas de ouro andando de metrô, as equipes todas circulando pela cidade com facilidade. Fruto do planejamento e da preparação que eles tiveram. Isso corresponde ao que você viu?
O que acontece é que o Comitê Olímpico Internacional (COI) é muito rigoroso quando aprova um projeto numa cidade que vai receber os Jogos. Londres é uma cidade que, com certeza, tem um transporte público muito bom, mas, tradicionalmente, na primeira semana de Olimpíada em qualquer cidade, a população que não está necessariamente tão engajada e tão envolvida foge de lá. 

Em Londres, na primeira segunda-feira dos Jogos, via-se que Oxford Circus, a estação de metrô mais movimentada, estava às moscas porque os londrinos fugiram. Os taxistas reclamavam porque as pessoas tiraram férias e tavam com medo. Isso aconteceu em Atenas, em Sydney, porque as pessoas ficam um pouco ansiosas, achando que vai ter uma grande invasão de turistas e que vai ser um grande caos. Conversei com jornalistas lá e nem eles estavam muito confiantes de que iria dar certo. Você pode receber dois milhões de turistas, ou um milhão, sei lá, mas eles não vão almoçar todos no mesmo lugar, eles vão assistir jogos de vôlei, de basquete. Eles vão se movimentar pela cidade. Londres, por ter um transporte público muito organizado, conduziu o fluxo de pessoas tranquilamente. 

Na cerimônia de abertura, por exemplo, quando acabou, e lá havia 70 mil pessoas, peguei o metrô vazio na saída. Fiquei chocado. Além do metrô ser muito eficiente, você também tem a polícia e os organizadores que já preveem o fluxo de pessoas e vão conduzi-las. E tem o planejamento para os deficientes. Lá, as pessoas em cadeira de rodas tem acesso fácil aos estádios, ao metrô também. Tudo isso muito bem planejado.

E a Olimpíada no Rio 2016, como vai ser? 
Conhecendo um pouco do projeto do Rio 2016, acredito que as linhas de BRT (Bus Rapid Transit) irão funcionar bem. Não vai dever nada ao metrô de superfície. Então, como Comitê Olímpico Internacional tem padrões muito altos, eles vão ficar com uma lupa em cima, e vão exigir testes e mais testes. É como se fosse uma parceria.

Mas essas linhas de BRT terão capacidade para transportar todo o público estimado para os Jogo no Rio em 2016?
É interessante observar que a demanda não é concentrada. Em toda primeira semana de Olimpíada, só as competições de natação acontecem, e o atletismo fica para a semana seguinte. Só pra citar as duas modalidades mais populares. Quando a natação termina, os nadadores todos voltam pra casa. E é muita competição. A gente não se dá conta de que tem canoagem, que sequer foi em Londres, foi fora da cidade. Futebol masculino começou em Newcastle. Vela foi um pouco fora de Londres também [NE: aconteceu em Weymouth, na costa sul da Inglaterra]. 

Tem muita coisa, então, que a gente pensa que é ao mesmo tempo, mas não é. Tem uma agenda, um calendário, as pessoas vão competindo e vão indo embora. E aquele turista que é fanático por natação, ele veio para a natação, viu um pouco de hipismo e vai embora. Ele não fica pro resto porque os ingressos são muito caros. Certo dia, eu estava no metrô indo para o jogo de vôlei de manhã e vi todo mundo indo para aquele lugar. Mas no bairro ao lado, a vida continua normal, as pessoas estão trabalhando. 


E os problemas?
Uma coisa muito curiosa é que eles tiveram muitos problemas com o transporte oficial. Existia uma faixa em Londres que era só para os carros que transportavam as autoridades olímpicas. Então esses carros tinham um GPS olímpico, porque os motoristas, grande parte deles, não era de Londres. Então o cara botava lá: "Eu quero ir para o Hilton", por exemplo. Botava no endereço, o carro saía. Só que no trajeto, as ruas estavam fechadas porque iria passar o Príncipe Harry, porque iria acontecer alguma competição. O GPS mandava virar para a direita e o cara tinha que ir reto. (Gerava) problema de deslocamento. O motorista ficava doido. O GPS dizia “Por que você não vira à direita?” e ele não sabia te dar opção, pois não eram de Londres. Eu andei duas vezes num carro desses, os motoristas estavam bem perdidos. 


A forma mais segura de circular era no metrô e nos ônibus, que funcionavam regularmente, não é isso?
Sim. Embora eu tenha conversado com os jornalistas e eles estavam muito tensos porque achavam que, se houvesse algum ato terrorista, seria no metrô. E não houve. A cidade estava muito policiada, as pessoas estavam tranquilas. Mas o londrino, que já viu atentando em ônibus em 2005, estava preocupado. Como é que você vai monitorar aquela malha de metrô tão grande de forma eficiente? Então eles fizeram o melhor que puderam, se prepararam e não aconteceu nada. Você tem aquele espírito festivo, de que vai dar tudo certo, mas o cara que mora ali e que já viu outros atentados sabe o dano que isso pode causar para a imagem do país. 

No Brasil, podemos dizer que a criminalidade é a principal ameaça a que o evento aconteça de uma forma bonita e tranquila?
Sim, mas não vai acontecer. Em 2007, durante o Pan, como ainda não havia favelas pacificadas, o Exército estava na rua, com uma presença forte. Então, nada aconteceu no Rio. Em Londres foi igual. Não é novidade. Vai acontecer em qualquer cidade em que a preocupação com segurança for muito grande. E, no Rio, o processo de pacificação das favelas já foi iniciado, com raras exceções. Mas temos quatro anos de trabalho a serem feitos ainda. E não há duvidas que quando acontecer Copa e Olimpíada, o Exército estará presente. Tudo isso já faz parte do planejamento normal.  

O que você aprendeu em Londres e que poderia servir de lição ou advertência para nós brasileiros na organização destes eventos, como a Copa e a Olimpíada? 
Para mim, é muito claro que o sucesso destes projetos todos está no planejamento minucioso, no comprometimento de concordar com projetos e com agendas, e na execução de forma cristalina. Planejar e executar sem surpresas e mudanças de último minuto. Quando chegamos em Londres, não tivemos surpresa nenhuma com as instalações. Eles conseguiram terminar o grosso das obras um ano antes. E isso passa muita tranquilidade. E o Rio tem toda chance de fazer isso. 

Se você parar para pensar, o Maracanã, que é o estádio de abertura, estará pronto por causa da Copa. O Engenhão, do atletismo, está pronto, só vai ter que sofrer algumas adpatações. E o Parque Olímpico, metade dele é de instalações temporárias. A gente toda chance de terminar tudo isso com muita antecedência. O aprendizado em Londres é isso, é a disciplina, o comprometimento com os horários, a execução. E não tenho dúvida que a gente vai realizar de forma correta porque o COI está em cima.  É uma parceria do governo brasileiro com o COI. É do interesse de todos que seja um sucesso. 

Do ponto de vista de imagem de mercado, é possível estimar a valoração, quanto vai valer a marca Rio com a realização da Olimpíada? 
Ainda não existem estudos nesse sentido, mas os americanos que chegaram nos Jogos uma semana depois da abertura disseram que as audiências da NBC estavam altíssimas e que a percepção de Londres pelos americanos aumentou fortemente. Sydney, apesar de ser uma cidade distante, aumentou o turismo consideravelmente. O fato do Rio de Janeiro ser uma cidade que todo mundo sonha um dia na vida visitar vai dar um impulso muito grande. Tanto a Copa como a Olimpíada serão tranquilas do ponto de vista de segurança, e isso vai aumentar o resultado do turismo no Brasil fortemente.

* Originalmente publicado no portal Mobilize Brasil 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10651/PLANEJAMENTO+EVITOU+CAOS+NO+TRANSPORTE+EM+LONDRES+DIZ+CONSULTOR.html

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Unimed lança campanha sobre os Jogos Paralímpicos


A empresa de saúde Unimed vai usar os Jogos Paralímpicos de Londres-2012 como mote para uma nova campanha. A ideia é mostrar o quanto a companhia investe em atletas de esportes adaptados.

Os Jogos serão realizados entre os dias 29 de agosto e 9 de setembro deste ano. A Unimed patrocina dez integrantes da delegação que o Brasil terá em Londres – o país levou 182 atletas para a capital britânica.

A nova campanha da Unimed tem o slogan “Sempre acreditamos”. A companhia mostra que o investimento no esporte adaptado é antigo – a marca patrocina um total de 16 atletas.

O Brasil foi o nono colocado no ranking de medalhas dos Jogos Paralímpicos de Pequim-2008. O país angariou um total de 43 medalhas, 16 delas de ouro.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26546/Unimed-lanca-campanha-sobre-os-Jogos-Paralimpicos/index.php

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Após Jogos, Londres terá canal com esportes “lado B”


Por Erich Beting

O nome já deixa claro. “London Legacy” é um canal de esportes que deverá ser lançado em novembro próximo pela empresa Highflyer Group. O objetivo é abrir espaço para aquilo que os ingleses chamam de “lado B” dos esportes. Ou seja, aquelas modalidades que não estão o tempo todo na telinha e que mostraram, nos Jogos Olímpicos, potencial para justificar a criação de um canal de TV que acompanhe esses esportes.

A ideia é que modalidades como judô, atletismo e ginástica tenham mais espaço na programação esportiva. Segundo John Fairley, responsável pela iniciativa, já existem três patrocinadores interessados em bancar os custos de quase 6 milhões de libras para implementação do projeto.

Uma das discussões levantadas pelo blog durante as Olimpíadas era a da falta de cultura do inglês em acompanhar diferentes modalidades esportivas. Mais ou menos como o brasileiro, em que há um massacre do futebol na grande mídia, o britânico também sofre para acompanhar outros esportes na televisão.

As Olimpíadas serviram como uma espécie de alento e, mais do que isso, de inspiração para mostrar que é possível ganhar dinheiro transmitindo competições esportivas “alternativas”. Essa talvez fosse a maior dúvida do mercado, tanto que a ideia do canal “London Legacy” é aproveitar a brecha deixada pelas grandes emissoras, que continuam com o foco nos programas de maior audiência e, consequentemente, maior retorno publicitário.

E o que impede uma repetição disso no Brasil para, sei lá, novembro de 2016?

O maior entrave, a meu ver, é a já enorme oferta de canais de esporte que temos. Sim, reclama-se muito que falta divulgação dos esportes no país. Mas não podemos dizer que faltam opções. São pelo menos cinco emissoras dedicadas exclusivamente ao tema (ESPN, Sportv, BandSports, Esporte Interativo e FoxSports) e ao todo pelo menos oito canais (sem colocar na lista o ESPN+ e um eventual quarto canal do Sportv). Fazendo uma conta pelo alto, o dia esportivo na TV brasileira pode chegar a quase 200h de programação.

Como abrir espaço dentro do mercado publicitário para custear mais um canal com temática esportiva? Sobra dinheiro no bolo das empresas para isso? Sinceramente, acho difícil.

O caminho para mudar isso, então, tem de partir do esporte. Dentro dessas infindáveis horas disponíveis na televisão para mostrar o esporte, porque vemos produtos relativamente desinteressantes entrarem na grade em detrimento de um conteúdo nacional? Pode parecer engraçado, mas infelizmente é mais fácil (e infinitamente mais barato) exibir um programa de meia hora com o que de melhor aconteceu no Campeonato Português do que um especial de meia hora sobre a Superliga de vôlei.

O esporte no Brasil não se enxerga como produto de mídia. Sirvo-me, aqui, da definição que a NBA (liga de basquete dos EUA) usa para o que ela representa: “A NBA é uma empresa de esportes e mídia que apresenta 3 ligas profissionais de basquete: a NBA, WNBA e a D-League”, diz o texto que consta na página da NBA.

O discurso do pobre coitado que o esporte adora adotar no Brasil reforça, ainda mais, a falta de oportunidade para o crescimento dos demais esportes além do futebol. Em vez de reclamar que ninguém dá suporte, por que os gestores e atletas não passam a entender o que de fato são como produto?

Precisaremos nos assombrar com o alcance de mídia de uma Olimpíada dentro de nosso país para perceber que dá para consumir mais esportes além do futebol. Mas será improvável ter espaço para mais um canal dedicado exclusivamente a esportes no Brasil em 2017. O caminho para que mais esportes entrem na grade de programação das emissoras passa, necessariamente, pela mudança de comportamento dos gestores e dos atletas. E, para isso acontecer, não precisamos dos Jogos Olímpicos.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/21/apos-jogos-londres-tera-canal-com-esportes-lado-b/

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Jogos fortaleceram imagem do Reino Unido, diz governo britânico


Vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, destacou as conquistas olímpicas de seu país

A projeção mundial do Reino Unido se fortaleceu de maneira substancial com os Jogos Olímpicos de Londres, já que a imagem oferecida foi "muito positiva", afirmou nesta terça-feira em Olmedo (Espanha), onde passa férias, o vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg.

Clegg destacou as conquistas olímpicas de seu país (29 medalhas de ouro, 17 de prata e 19 de bronze), assim como o papel desempenhado pelas mulheres, que pela primeira vez participaram de todas as modalidades esportivas, inclusive o boxe.

Neste sentido, o político afirmou que um dos momentos mais especiais dos Jogos foi a medalha de ouro da britânica Nicola Adams no boxe. Clegg disse ter se surpreendido com "seu sorriso intenso".

A boxeadora se formou profissionalmente na cidade inglesa de Sheffield, circunscrição pela qual Clegg é deputado, por isso foi uma conquista "especial" para ele.

O vice-primeiro-ministro, de 45 anos, que evitou falar de assuntos de política interna e externa, disse aos jornalistas que os Jogos foram uma espécie de válvula de escape para as pessoas diante dos graves problemas que afetam o mundo devido à crise econômica e outros fatores.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10531/JOGOS+FORTALECERAM+IMAGEM+DO+REINO+UNIDO+DIZ+GOVERNO+BRITANICO.html

Londres 2012 deixa região revitalizada, parque público e mudança cultural


Com direito ao maior shopping da Europa e Parque Olímpico, uma das áreas mais pobres e abandonadas da cidade ganha vida nova após as Olimpíadas

Por Lydia Gismondi

Legado, legado, legado. Seria quase impossível calcular quantas vezes os políticos e organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres pronunciaram esta palavra ao longo dos últimos nove anos, desde quando foi escolhida sede da competição. O item, que virou o destaque das campanhas das cidades ultimamente, foi muito bem explorado pela capital inglesa, que precisava provar o poder de transformação da competição, apesar de já receber sua terceira edição. Ressabiada, a própria população local viu todas as promessas com certa desconfiança. Passado o evento, a sensação que ficou é que uma grande região pobre foi recuperada e o envolvimento com o esporte deu passos firmes rumo a um futuro promissor.

Em uma cidade de primeiro mundo, com transporte público de qualidade, e experiente em receber os Jogos Olímpicos, a missão de deixar um legado também pode ser desafiadora. Londres foi atrás da parte mais pobre e abandonada da cidade, na zona leste, para usar como base de sua campanha de transformação. A ideia deu certo. Pelo menos em um primeiro momento. O abandonado bairro de Stratford, antes predominantemente formado por indústrias, foi ressuscitado após um investimento de 12,5 bilhões de libras (cerca de R$ 40 bilhões). Muitas obras de infraestrutura foram feitas, novos prédios foram erguidos, novas linhas de metrô e trem surgiram, o comércio se expandiu, e a região ainda ganhou o maior shopping da Europa.
Antes sombrio e poluído, o bairro ganhou vida, principalmente com a chegada do Parque Olímpico. Principal equipamento dos Jogos de Londres, o local será transformado e ficará como herança para a população. A prefeitura ainda não sabe detalhar exatamente como ele funcionará quando for reaberto, em 2013, mas garante que será um espaço para ser usufruído pelos moradores. É possível que se torne uma opção de lazer parecida com o Hyde Park. Em contrapartida, os pessimistas ainda acreditam que o lugar de cerca de 2,5 quilômetros quadrados se tornará um enorme elefante branco.
- Assim que o Parque Olímpico, que vai ganhar o nome de Rainha Elizabeth, for completamente reaberto, vai atrair cerca de 9 milhões de pessoas por ano. Vai ser um dos dez pontos turísticos imperdíveis de Londres, com as maiores facilidades de transporte do país. Vamos criar mais cinco bairros ao longo dos próximos 20 anos, com três escolas, nove creches, três centros de saúde e 29 parquinhos. Tudo isso e mais as 8 mil novas casas já existentes - ressaltou, orgulhoso, o prefeito Boris Johnson.

A utilização das instalações esportivas do parque estão sendo negociadas por clubes e associações. Já o Centro de Imprensa passará a abrigar um centro de inovação e tecnologia. A Vila Olímpica, outra grande preocupação na questão do legado, já foi vendida para um fundo de investimento do Catar e será transformada em condomínio residencial. Os quase 3 mil apartamentos serão adaptados. O legado, neste caso, é que a metade das unidades estará disponível a preços populares.
As heranças dos Jogos Olímpicos de Londres não devem se limitar apenas ao legado físico. Com a conquista do direito de receber a competição, o governo passou a investir mais no esporte e aumentou o número de programas relacionados a este setor, em especial nas escolas. O desempenho da Grã-Bretanha, terceira colocada na classificação geral com 29 ouros, dez a mais do que em Pequim, já parece ser uma resposta clara dos benefícios culturais que as Olimpíadas de 2012 proporcionou à sociedade.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/londres-2012-deixa-regiao-revitalizada-parque-publico-e-mudanca-cultural.html

Londres faz 'Jogos da Organização' e deixa série de exemplos para o Rio


Capital inglesa supera algumas pequenas falhas com esforço e dedicação

Por João Gabriel Rodrigues e Lydia Gismondi

Um desavisado poderia pensar: "Londres, casa dos Jogos Olímpicos em 1908 e 1948, tinha tarimba suficiente para receber mais uma edição". Mas nem todo mundo lembra dos cenários atípicos das vezes anteriores. Uma, realizada de última hora depois que um vulcão arrasou Roma, cidade escolhida para receber o evento. A outra, sede do retorno da competição após 12 anos de jejum, por causa da 2ª Guerra Mundial. Diante de números impressionantes, desafios transformadores e a difícil missão das "Olimpíadas Verdes", a capital inglesa era quase uma novata em 2012. Com mais acertos do que erros, agradou em sua "estreia" pela organização e deu o caminho das pedras para o Rio de Janeiro, a casa das próximas Olimpíadas, em 2016.
Não dá para dizer que o mundo comprou a ideia dos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres desde o início. Até um mês atrás, sequer os londrinos pareciam acreditar no sucesso dos Jogos. Mas os organizadores viraram o jogo. Com categoria. Entregaram aos locais e às pessoas de cada canto do planeta um evento organizado, bonito, consciente, limpo, seguro e contagiante. Nem tudo foram flores, é verdade. No caminho, gafes, acidentes e algumas arquibancadas vazias. Ainda assim, foi uma lição ao Rio de como envolver 8 milhões de pessoas em um mesmo espírito.

- Londres está em um estágio diferente do nosso. É incrível a cidade funcionar assim. Eles têm um ótimo sistema de transporte, mas colocaram para funcionar com muita competência. Os ginásios são funcionais, não vão ficar "elefantes brancos". O de vôlei eu diria que é muito simplório, mas ótimo de assistir e também ver na televisão. Temos de olhar as Olimpíadas e priorizar o que ela deixa para a cidade. Londres fez muito isso, e é o que vamos fazer também - disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes, logo após o fim da cerimônia de encerramento.
Instalações agradam
Tradicionalmente conhecidas como as estrelas dos Jogos Olímpicos, as instalações de Londres agradaram. Fora algumas exceções, como a Arena do Vôlei, todas apresentaram design moderno, além de serem bonitas e funcionais. O destaque, como era de se esperar, foi o Parque Olímpico. Em uma área extensa de 2,5 quilômetros, reuniu oito novos equipamentos. Londres investiu cerca de R$ 30 bilhões na "menina dos olhos", que teve, como curiosidade, 98% de material reciclado em sua construção.
A organização, ponto crucial para o bom andamento da competição, surpreendeu. A casa estava arrumada. Tirando o trânsito, tudo ocorreu na mais perfeita ordem. As linhas de metrô levaram o torcedor para qualquer instalação. Placas espalhadas por todo canto indicavam em qual estação o público deveria descer de acordo com cada arena. As ressalvas ficaram por conta da lotação, de alguns atrasos em horários de pico e de um "apagão" logo no início dos Jogos.

O atropelamento de um ciclista por um ônibus da competição também nos primeiros dias colocou em risco a boa imagem dos organizadores. E, ainda que o esquema de segurança funcionasse bem, com um bom número de militares envolvidos, algumas falhas foram expostas, como a invasão de um brasileiro à estreia da seleção masculina de vôlei.
O exército de voluntários também foi essencial para manter a ordem na capital inglesa nas duas últimas semanas. Cerca de 70 mil pessoas se espalharam por todos os cantos de Londres. E eles não tinham apenas como objetivo auxiliar os torcedores. O grupo teve um papel fundamental para os planos da cidade de mudar a imagem do britânico para o mundo. As Olimpíadas de 2012, então, viraram os "Jogos da Simpatia".

Londres também permitiu a venda de bebidas alcoólicas nos locais de competição. E isso não resultou em problemas nas arquibancadas. Na cidade dos pubs, os torcedores mantiveram a tradição nos eventos, mas tudo de maneira organizada e moderada.
Problemas com ingressos
As tais flores que faltaram vieram, principalmente, da má distribuição dos ingressos. Em vários eventos, como o vôlei, enormes clarões se formaram nas arquibancadas. Em contrapartida, muitas pessoas ficavam na porta de algumas instalações implorando por bilhetes. Para amenizar a situação, a organização colocou à venda as entradas que encalharam a preços mais baratos.
Por outro lado, os parques da cidade viraram um refúgio de quem não conseguiu ingressos para os eventos. Com grandes telões espalhados por Londres, locais como o Hyde Park e a Trafalgar Square foram tomados por torcedores e se transformaram em um ponto de encontro entre esporte e música, com shows de bandas britânicas e a presença de medalhistas olímpicos.
A estrutura para os jornalistas, de maneira geral, agradou. O centro de imprensa contou com salas de conferência, locais de alimentação, farmácia e até serviços diversos como massagem, salão de beleza e sala de descanso. Havia também um sistema de transporte eficiente, com ônibus de meia em meia hora para todas as instalações dos Jogos, de competição e de treino. Em algumas instalações, as distâncias eram grandes, mas tudo bem sinalizado e um bom número de voluntários. As tribunas também possuíam uma boa estrutura, com informações impressas sobre o evento.

As opções de alimentação, no entanto, não foram das melhores. Dona de uma culinária malvista na Europa, Londres abriu espaço para comidas tradicionais de outros países. Com a forte imigração, a capital inglesa foi invadida por restaurantes indianos e orientais. Mas quem preferia outros tipos de pratos teve problemas para se virar durante os Jogos. Nos locais de competição, o público teve poucas opções. Salvo na Arena de North Greenwich, que conta com um shopping em seu complexo.
O forte calor em alguns dias dos Jogos fez até o teleférico que ligava a Arena de North Greenwich ao Complexo Excel parar por problemas técnicos. Na Vila Olímpica, atletas também sofreram com a temperatura, principalmente no início das Olimpíadas.
E também houve espaço para gafes. Antes mesmo da cerimônia de abertura, surgiu a primeira delas. A seleção feminina de futebol da Coreia do Norte não queria entrar em campo na primeira rodada dos Jogos de Londres. O motivo? A organização colocou a bandeira da Coreia do Sul no telão durante o protocolo de início da partida. Dados geográficos também foram motivo para mico. Os organizadores atribuiram à Rússia cidades e regiões da Ucrânia onde nasceram alguns atletas. E, segundo o site oficial, "Mono" Menezes foi o técnico das seleções masculina e feminina de futebol do Brasil.
Com muito mais acertos do que erros, Londres deixa uma série de ensinamentos, que o Rio de Janeiro tem quatro anos para aprender.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/londres-faz-jogos-da-organizacao-e-deixa-serie-de-exemplos-para-o-rio.html

Organizadores estimam lucro de R$ 50 bilhões para Londres-2012


Números foram revelados pelo prefeito da cidade, Boris Johnson, que agradeceu a população

LONDRES - O prefeito de Londres, Boris Johnson, fez um balanço que ele mesmo classificou como extraordinário dos Jogos Olímpicos, que terminaram no domingo. Nesta segunda-feira, ele estimou que os lucros deixados pelo evento foram de cerca de R$ 50,5 bilhões.
Johnson destacou que Londres recebeu durante os Jogos 300 mil visitantes estrangeiros e 600 mil britânicos, provocando uma ocupação de 84% da rede hoteleira. Segundo dados divulgados pelo governo britânico, 98% dos 6 bilhões de libras (R$ 18,9 bilhões) destinados à construção e manutenção do Parque Olímpico foram investidos em contratos com empresas britânicas.
Além disso, o balanço divulgado pelo país mostra que 10 mil pessoas foram empregadas no centro comercial de Westfield, construído na entrada do Parque Olímpico, enquanto a indústria turística do Reino Unido será responsável pela geração de 12 mil novos postos de trabalhos nos próximos anos, graças ao legado deixado pelos Jogos. A chegada dos visitantes também aumentou em 20% o movimento dos restaurantes e em 24% o movimento em bares e discotecas.
O prefeito disse que os teatros britânicos também se beneficiaram com os Jogos. Somente na semana passada, as bilheterias registraram aumento de 114%, chegando a alcançar 5,3 milhões de libras (R$ 16,7 milhões).
Um dia após a cerimônia de encerramento dos Jogos, o prefeito londrino discursou ao lado do presidente do Comitê Organizador (Locog), Sebastian Coe, e do ministro de Cultura e Esportes britânico, Jeremy Hunt, para valorizar o que considerou "o evento mais extraordinário".
Johnson agradeceu aos londrinos por sua "paciência, amabilidade e imaginação", assim como o trabalho e dedicação dos responsáveis pela segurança, uma das principais preocupações do Reino Unido nos anos que antecederam os Jogos.
O prefeito também destacou o trabalho feito pela empresa que administra o transporte público de Londres, a TFL. A rede de transporte da capital britânica "desafiou os céticos", segundo Johnson, depois que o envelhecido sistema de metrô de Londres não sofreu nenhum colapso considerável durante os Jogos, como temiam as autoridades.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/organizadores-estimam-lucro-de-50-bilhoes-para-londres-2012-5773921#ixzz23YxZoooW 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Londres entrega e agora cai na ressaca olímpica


Por Daniela Milanese

Esperava-se uma cidade caótica, saturada e tensa. Ao invés disso, a capital britânica se mostrou uma sede olímpica organizada, tranquila e alto astral. Ao final dos Jogos, é possível dizer que Londres entregou suas promessas.

A principal receita dos britânicos foi o planejamento. Eles se adiantaram, finalizaram as principais instalações um ano antes da abertura do evento e amarraram a logística. Para ajudar, os atletas da casa engataram a melhor campanha em mais de um século e conseguiram 29 medalhas de ouro – com a contribuição de britânicos de origem em outros países, num destaque do multiculturalismo. Mais ainda: a chuva que azucrinou os londrinos ininterruptamente durante um mês antes da abertura deu lugar a temperaturas agradáveis e dias ensolarados.

Houve contratempos, é claro. O contrato com a empresa de segurança privada G4S falhou e o exército foi convocado às pressas para cobrir o buraco. Os soldados também tiveram de preencher os lugares vazios nos estádios, frutos dos problemas no esquema de distribuição de ingressos do Comitê Olímpico Internacional. A “ditadura dos patrocinadores” irritou até o governo britânico, com diversas situações absurdas para proteger a marca daqueles que colocam dinheiro do setor privado. Teve ainda o embaraço do sumiço das chaves do histórico Estádio de Wembley, palco do futebol.

Para evitar a superlotação dos transportes, a estratégia foi mesmo assustar a população. Era um bombardeio diário de alertas sobre a possibilidade de caos, reforçado até por mensagens gravadas do prefeito de Londres, Boris Johnson, nas estações de metrô.

De fato, as pessoas ficaram em casa, cancelaram compromissos pelo cidade ou foram viajar. Os turistas, como sempre acontece, passaram mais longe da sede olímpica. Assim, foram evitados maiores gargalos e grandes filas no controle de imigração no aeroporto de Heathrow, o mais movimentado da Europa.

O comércio reclamou da paradeira, problema que ganha amplitude em meio à recessão econômica no país. Mas, do ponto de vista dos organizadores, antes duas semanas de vendas mais fracas do que carregar a fama de Olimpíada caótica.

O sistema de telecomunicações, outra preocupação, também deu conta. Para aliviar a rede de celular 3G, foram instalados diversos pontos adicionais de Wi-Fi pela cidade, em acordos com operadoras locais. No Parque Olímpico, o sistema por vezes não se mostrava uma grande maravilha, mas passou sem grandes transtornos.

As mídias sociais revelaram o seu papel na “Olimpíada da tecnologia”. Pela primeira vez, estiveram realmente presentes nos Jogos – em Pequim, além das restrições de acesso, ainda não estavam tão disseminadas. E foram várias as polêmicas via Twitter. Comentários preconceituosos, afastamento de atletas e desentendimentos com torcedores marcaram as duas últimas semanas.

Os 70 mil voluntários descontraíram totalmente o ambiente. Ao chegar aos locais das provas, os torcedores sempre eram recebidos com boas vindas animadas e bom humor. Evitou-se, assim, o clima de tensão com a segurança por vezes exagerada numa cidade alvo de terrorismo – foram instalados mísseis nos tetos de moradores assustados, enquanto um navio de guerra permanecia no Tâmisa.

“O Reino Unido entregou”, resumiu em duas palavras o primeiro-ministro britânico, David Cameron. Realmente, lições para 2016. Mas resta a preocupação com o tão falado legado dos Jogos: a recessão levanta o risco de que a herança seja apenas física e que os cortes de gastos do governo corroam os investimentos em esportes. Para os londrinos, difícil agora será enfrentar a ressaca da realidade de crise a partir desta segunda-feira.

MO FARAH MANIA – O atleta britânico, de origem somali, Mohamed Farah virou sensação no Reino Unido, ao vencer a prova dos 10 mil metros e dos 5 mil metros, ganhando duas medalhas de ouro em Londres. Neste domingo, ele foi recebido pelo primeiro-ministro David Cameron, em sua residência oficial em Downing Street, e posou para fotos com o seu já famoso gesto de braços em forma da sua inicial “M”. Pelé também estava presente.

CAMERON DE FÉRIAS – Após duas semanas de Olimpíada, o primeiro-ministro David Cameron vai tirar um período de férias, já a partir desta segunda-feira. Ele estará de volta a tempo da abertura da Paralimpíada de Londres, em 29 de agosto. “Todos os seres humanos precisam de férias”, justificou, sob críticas da imprensa local.

HEATHROW – A segunda-feira pós-Olimpíada deve ser o dia mais movimentado da história do aeroporto de Heathrow. Isso porque os atletas e torcedores foram chegando aos poucos, mas tendem a concentrar a saída na data seguinte à cerimônia de encerramento.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/daniela-milanese/2012/08/13/londres-entrega-e-agora-cai-na-ressaca-olimpica/