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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

VLT de Cuiabá não endivida o Estado, diz juiz que suspendeu liminar


Para titular da 1ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso, metrô leve não entra na conta do governo

Por Felipe Castro

Uma semana após determinar a suspensão do contrato do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande, a Justiça Federal do Mato Grosso (JFMT) voltou atrás e reverteu a liminar na noite da última quarta-feira (15), garantindo a continuidade da principal obra de mobilidade urbana da Copa em Mato Grosso, de longe, a mais polêmica do país.

No último dia 8 de agosto, o juiz suplente Marllon de Sousa apontara risco de endividamento do Estado, prazo curto para execução das obras e uso ilegal do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), entre outros pontos, para justificar o pedido de suspensão da obra.

Desta vez, em direção oposta à de seu colega, o magistrado Julier Sebastião da Silva, titular da 1ª Vara da JFMT, argumentou que inexistem “fatores financeiros, jurídicos ou executivos a obstar a implantação do VLT” e pediu pela “autorização da continuidade do empreendimento”. 

Julier da Silva afirmou ao Portal 2014 que uma audiência realizada na quarta-feira (15) com a participação de três “réus” - o titular da Secretaria da Copa, Mauricio Guimarães, o secretário da Fazenda, Marcel Cursi, e o engenheiro do consórcio vencedor, Fernando Orsini - foi essencial para avalizar a decisão da Justiça. 

“Foi a partir dessa audiência, possibilitando que ouvíssemos quem não havia sido ouvido na primeira decisão, que se autorizou novamente a continuidade da obra”, disse. 

Segundo ele, a capacidade de endividamento do Estado, apontada pelo juiz anterior como principal "calcanhar de Aquiles" do contrato do VLT, não está comprometida.

“O secretário de Fazenda foi inquirido sobre isso, tanto pela Justiça como pelo Ministério Público. Ele explicou que, como se trata de linha crédito de caráter nacional e específica para a Copa do Mundo, esse tipo de endividamento não entra no limite do Estado”, lembrou. 

Dos R$ 1,4 bilhão previsto para o metrô leve, R$ 423 milhões serão financiados pela Caixa Econômica Federal e outros R$ 727 milhões, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os empréstimos já estão encaminhados. 

Sobre outro ponto polêmico apontado pelo juiz Marllon de Sousa –a inviabilidade de se terminar a obra até a Copa do Mundo de 2014 –, a Justiça Federal, desta vez, confiou nos documentos apresentados pelo consórcio construtor, garantindo que o VLT estará pronto a tempo.

“Com os documentos e depoimentos apresentados, e a partir da manifestação das partes, é que se chegou a essa conclusão de que a obra terá o seu retorno assegurado.”

Segundo a Secopa, imediatamente após a liminar proferida por Julier da Silva, as obras do VLT, que haviam sido iniciadas no primeiro dia de agosto, já foram retomadas.

Nova polêmica
A obra do metrô rápido cuiabano foi alvo de uma extensa matéria publicada nesta sexta-feira (17) pelo jornalista Vinicius Segalla, do portal "UOL", revelando uma série de manipulações no processo licitatório da obra.

Segundo a reportagem, o vencedor da concorrência (consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara, CAF, Magna Engenharia e Astep) já era conhecido até um mês antes do processo ser realizado. Além disso, segundo um assessor do vice-governador do estado, R$ 80 milhões em propina teriam sido pagos para assegurar que o consórcio VLT Cuiabá sairia vitorioso. 

Em entrevista coletiva, o governador Silval Barbosa negou as acusações de fraude e disse que "muitas denúncias sobre supostas cartas marcadas na licitação do VLT já foram feitas, inclusive, apontando que já estaria combinado para outros consórcios vencerem a licitação".

Questionada, a Justiça Federal diz que não tem investigações em curso sobre o assunto.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10557/VLT+DE+CUIABA+NAO+ENDIVIDA+O+ESTADO+DIZ+JUIZ+QUE+SUSPENDEU+LIMINAR.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Brasília não terá VLT e vai construir rodovia para a Copa


Projeto do Veículo Leve sobre Trilhos segue nos planos da cidade; nova obra viária já está licitada

O Ministério das Cidades e o governo do Distrito Federal (GDF) definiram hoje (14) as medidas para iniciar as obras de mobilidade urbana destinadas à Copa do Mundo de 2014 e à Copa das Confederações de 2013. O Veículo Leve sobre Trilhos  não está incluído no cronograma, já que só ficará pronto depois da Copa do Mundo, que terá Brasília como uma das 12 cidades-sede.

Em lugar do VLT, a Copa contará com um corredor de transporte urbano que interligará o Aeroporto Internacional de Brasília ao início da Asa Sul, por meio de um conjunto de pistas e viadutos e dará maior agilidade ao deslocamento das delegações que virão aos dois eventos esportivos e ao transporte na cidade em geral. A obra já está licitada e as propostas serão abertas no dia 20 deste mês.

O vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, que representou o GDF na reunião com o ministro das Cidades, Aguinado Ribeiro, e técnicos do ministério, disse que para construir o VLT será feita uma nova licitação, já que a primeira, feita no governo de José Roberto Arruda, foi anulada pela Justiça devido a uma série de irregularidades no processo licitatório.

A nova rodovia custará R$ 100 milhões, de acordo com as estimativas feitas na reunião, e o VLT está orçado em R$ 260 milhões, mesmo valor da licitação anulada.

As obras terão seus custos a cargo do governo federal, por intermédio do Ministério das Cidades, com verbas do PAC da Copa, de acordo com Filippelli. Apesar de não contar com o VLT para a Copa, o vice-governador disse que ele será muito importante para a cidade, “pois não há mais como estruturar o transporte de Brasília sem esse meio de transporte”.

Filippelli disse que, mesmo sem o VLT, não haverá problema de transporte para a Copa em Brasília, porque o projeto original previa sua conclusão até 2014 apenas no trecho que vai do aeroporto ao terminal da Asa Sul, mas o sistema que será adotado agora, com ônibus articulado e outros meios de transporte, “supre perfeitamente as necessidades”.

A reunião com o GDF foi a primeira de uma série iniciada hoje pelo ministro das Cidades com governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10533/BRASILIA+NAO+TERA+VLT+E+VAI+CONSTRUIR+RODOVIA+PARA+A+COPA.html

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Rio pretende triplicar uso do transporte público até Jogos de 2016


Com implantação das linhas de BRTs, cidade da próxima Olimpíada terá mais opções de transporte

Por Pedro Carrion

A quatro anos da próxima Olimpíada, a Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, nesta sexta-feira (5), o projeto Olímpico 2016.

Uma coletiva de imprensa no Centro de Operações da prefeitura, no centro da cidade, contou com presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques. Entre os assuntos abordados, destaque para as obras que visam a melhorar o transporte público na cidade. 

O legado que as obras deixarão para a cidade também foi muito citado no evento. Segundo a presidente da EOM, o objetivo é tornar o Rio de Janeiro uma cidade modelo.

"Com a implantação de todas as BRTs, pretendemos alcançar um grande aumento no uso do transporte público na cidade, ao ponto de triplicar o número de usuários. Com essa e outras melhorias em demais áreas, acreditamos que até 2020 o Rio de Janeiro seja a melhor cidade para viver, visitar e trabalhar da América do Sul", disse Maria Silvia.

Com a linha expressa BRT Transoeste já em funcionamento e a Transcarioca e a Transolímpica com obras adiantadas, apenas a linha Transbrasil ainda não começou a ser construída, o que está previsto para acontecer em junho de 2013.

"Há dois anos e meio ninguém imaginaria que estivéssemos com algumas obras tão avançadas. Já viabilizamos a linha Transoeste e a conclusão dos demais BRTs está em andamento. Assim como outras intervenções, caso do Porto Maravilha, que contará com os Veículos Leves sobre Trilhos. E do estádio Maracanã, que está com mais de 50% das obras concluídas", afirmou Eduardo Paes.

Direto de Londres, o diretor-geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Leonardo Gryner, participou do evento por videoconferência. Ele falou sobre suas impressões e o que pode tirar de positivo da Olimpíada que está sendo disputada na capital londrina. 

"A metodologia do planejamento utilizado aqui em Londres é bastante inspiradora, eles são muito bons nisso. Mas é preciso entender que as dimensões e características daqui e do Rio de Janeiro são diferentes. O importante é deixarmos um legado. Para as Olimpíadas, 47% das instalações que serão usadas já estão construídas, 25% vão ser temporárias e 28% serão novas", afirmou Gryner.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10469/RIO+PRETENDE+TRIPLICAR+USO+DO+TRANSPORTE+PUBLICO+ATE+JOGOS+DE+2016.html 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Quatro sedes têm atraso em obras de mobilidade para a Copa


Segundo ministro das Cidades, problemas atingem 8% dos trabalhos previstos; 36% precisam de atenção

Faltando dois anos para a Copa do Mundo de 2014, 8% das obras de mobilidade urbana prevista para serem concluídas até o início do evento estão atrasadas. Outras 36% estão em ritmo que requer atenção e 56% estão em ritmo adequado. Os dados são de balanço apresentado hoje (19) pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

Os locais com obras de mobilidade urbana atrasadas são Natal, Cuiabá, Manaus e o Distrito Federal. Nesse último, a licitação que faltava para as obras do veículo leve sobre trilhos (VLT) foi concluída na semana passada. Com isso, o DF pode deixar a lista das unidades com obras em atraso, segundo o ministro Aguinaldo Ribeiro.

Em Natal, os problemas estão relacionados ao atraso na entrega de projetos, desapropriação de terras, falta de licenciamentos e intervenção do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Em Cuiabá, as dificuldades são com desapropriação, falta de licenças ambiental e de instalação e também de projetos executivos. Na cidade de Manaus, há entraves envolvendo o patrimônio histórico e questionamento quanto ao formato da licitação.

“Em outubro, haverá uma nova avaliação do ponto de vista da Copa para ver se haverá comprometimento. Estamos trabalhando para que não haja”, disse o ministro. O balanço sobre as obras de mobilidade para a Copa de 2014 foi divulgado durante o evento que lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, no Palácio do Planalto.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10354/QUATRO+SEDES+TEM+ATRASO+EM+OBRAS+DE+MOBILIDADE+PARA+A+COPA.html

terça-feira, 10 de julho de 2012

VLT da região portuária do Rio deve começar a circular até 2014


Projeto de sistema sobre trilhos está vinculado ao bilionário Porto Maravilha

Por Pedro Carrion

Previsto no bilionário projeto Porto Maravilha, que vai revitalizar a zona portuária do Rio de Janeiro até 2016, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) carioca deverá ter suas primeiras linhas inauguradas até a Copa de 2014, informou na última segunda-feira (9) o presidente da Cdurp (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro), Jorge Arraes. 

Apresentado em audiência pública na Prefeitura do Rio, o VLT deverá ter seu consórcio construtor definido dentro de 30 dias. A empresa vai operar o sistema por 25 anos. Uma semana depois, será publicado o edital, tudo para que a licitação aconteça em 1º de outubro e as obras tenham início em janeiro de 2013.

“Uma composição de VLT pode comportar o equivalente a três ônibus ou 150 carros de passeio. A economia anual com gastos decorrentes do uso de combustíveis fósseis, acidentes de trânsito e saúde pública atingirá R$ 400 milhões”, explicou Arraes

Para a Copa
A primeira etapa da implantação do VLT deverá ser concluída em 2014, quando duas linhas entrarão em funcionamento. As outras quatro devem começar a operar até 2016. 

O novo modelo de transporte público integrado vai promover a conexão entre estações de metrô, trens, barcas, BRTs, redes de ônibus convencionais e aeroporto. Sem conexão com os projetos específicos da Copa, listados na Matriz de Responsabilidades, a implantação do metrô leve do porto carioca tem custo avaliado em R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 500 milhões financiados por recursos federais. 

"A importância de entregar duas linhas prontas já em 2014 é permitir o acesso mais cedo a um modelo de transporte de alta capacidade, baixo índice de poluição e, neste projeto especifico, de conexão entre todos os outros modais. Além de disponibilizar essas linhas durante a Copa do Mundo", afirmou Arraes. 

Uma das linhas, aliás, circulará por um túnel ferroviário abandonado há décadas, que passará por reforma para receber o novo trem. Localizado no Morro da Providência, o túnel foi construído no Século XIX, e era usado para transportar cargas entre o Porto do Rio e Estrada de Ferro Dom Pedro II, local onde hoje existe a Central do Brasil. 

Ainda sobre o Porto Maravilha, na última semana foi concluída a restauração do conjunto histórico-arquitetônico da Região Portuária. Nesta primeira etapa, realizada com recursos municipais, 24 vias de Gamboa, Saúde e do Morro da Conceição tiveram trocadas suas redes de esgoto, água pluvial e potável, de telecomunicações e de iluminação, além de receberem reforma na pavimentação e calçadas.

Também fazem parte do projeto a demolição do Elevado da Perimetral, a construção de novos túneis e avenidas e a recuperação e revitalização de outros bens históricos.

A segunda fase das obras, que está avaliada em R$ 8 bilhões e será realizada com recursos privados, já começou e tem como objetivo dar sequência a reurbanização das ruas dos bairros da região, além de outras intervenções.

Outra ação foi a transferência, no último sábado (7), do Terminal Rodoviário Urbano Padre Henrique Otte (na Rua General Luiz Mendes de Morais) para a nova estação (na Praça Marechal Hermes 63). Mais confortável, iluminado e seguro, o novo terminal fica muito perto do atual, fato este que não acarreta alterações significativas nas 23 linhas do local. 

Já o Morro da Saúde teve alterado seus horários de detonações. Desde o último sábado (7), o procedimento que acontecia à noite passou para as 14h, em todos os dias da semana. Os bloqueios de tráfego nesta região vão durar, no máximo, 5 minutos.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10292/VLT+DA+REGIAO+PORTUARIA+DO+RIO+DEVE+COMECAR+A+CIRCULAR+ATE+2014.html

Mobilidade precisa melhorar até a Copa, avaliam especialistas


Investimentos em transporte público e engenharia de tráfego foram insuficientes até aqui

Nem só da reforma de estádios e ampliação de aeroportos é feita a preparação do Brasil para os eventos esportivos internacionais como a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. 

Outro desafio que ocupa a atenção dos governos federal, estaduais e municipais das cidades-sede é o da mobilidade urbana, ou seja, o planejamento para que as pessoas, turistas e a população local possam se deslocar com tranquilidade pelas vias da cidade, usando o transporte público ou particular.

Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), serão 3,6 milhões de visitantes somente no ano da Copa. Para especialistas, o país não tem adotado políticas satisfatórias com relação ao trânsito para receber esse contingente de pessoas.

A preparação das 12 cidades-sede para os eventos no que diz respeito à mobilidade inclui ações como a execução de obras de infraestrutura viária; a implantação no Rio de Janeiro e Recife do sistema bus rapid transit (BRT), que consiste em corredores exclusivos para ônibus; a instalação do trem elétrico monotrilho em São Paulo e Manaus e do veículo leve sobre trilhos (VLT) em Brasília, Cuiabá e Fortaleza; a integração de terminais de passageiros, entre outras medidas. No total, está previsto investimento de R$ 10,9 bilhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Além do investimento em transporte coletivo e engenharia de tráfego, haverá a definição de uma logística para a circulação dos turistas e moradores das sedes durante os eventos, que ficará a cargo do Ministério da Justiça.

O órgão criou comissões de Segurança Pública estaduais para tratar do assunto. Elas se reunirão, a partir deste mês, para discutir um plano de mobilidade urbana, a ser concluído até o fim de setembro.

Na avaliação de analistas, entretanto, tais iniciativas podem ser insuficientes para garantir um trânsito tranquilo durante os eventos. Além de um possível atraso na entrega das obras –no fim do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) fez um alerta ao governo federal, pois somente 5% do valor destinado à mobilidade havia sido executado– eles apontam a inadequação do modelo de tráfego brasileiro à movimentação de pedestres, ciclistas e usuários de transporte coletivo.

Para Artur Morais, pesquisador em transporte na Universidade de Brasília (UnB), historicamente as políticas de trânsito no país privilegiam motoristas em detrimento de pedestres. “O modelo de mobilidade implantado em toda cidade brasileira é baseado no carro, do qual se vê um excesso nas ruas.

Investe-se pouco em transporte público. Eu vejo as pessoas querendo fazer viadutos, alargar vias. Na verdade, o que poderia de fato ajudar seriam ciclovias, calçadas e um transporte coletivo melhor”, sugeriu.

O especialista em segurança de trânsito David Duarte, presidente do Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito (IST), faz análise semelhante. Ele destaca a insuficiência do transporte público das grandes cidades para a população local, e prevê um funcionamento ainda mais deficiente com a chegada dos visitantes.

Para Duarte, as obras previstas para melhorar o transporte público não serão suficientes para dar conta da demanda aumentada. “Vai congestionar ainda mais. Vale lembrar que alguns desses visitantes, principalmente os que vêm da Europa, estão habituados a um transporte público de melhor qualidade e a um sistema que valoriza o pedestre e o ciclista”, alertou.

Um dispositivo que facilitou a vida de quem que precisa andar a pé no Brasil foi a obediência à faixa de pedestres, modelo segundo o qual o motorista freia para dar passagem a caminhantes e ciclistas desmontados. Instituído em caráter pioneiro em Brasília há 15 anos, hoje o sistema é copiado por algumas cidades brasileiras e considerado um marco no respeito ao pedestre.

Para Celso Luiz Martins, autor do livro Código de Trânsito Brasileiro Comentado, trata-se de um avanço. “Nós ainda não somos ótimos, mas o Brasil melhorou muito no tratamento ao pedestre”, comenta.

Martins destaca, entretanto, que a faixa não é uma solução eficaz para as vias mais movimentadas de grandes metrópoles, nem resolve o problema do pedestre no país. “A travessia funciona onde não há grande fluxo de veículos. Em locais como as avenidas Paulista (São Paulo) ou Rio Branco (Rio de Janeiro) não vai ser bem-sucedida.

Nesses casos, a forma de fazer os veículos pararem é instalar focos de pedestres [semáforo específico para quem anda a pé]”, disse. Ele defende campanhas educativas e maior preparo dos agentes fiscalizadores como principal maneira de mudar a realidade do trânsito no Brasil. “No nosso país, a mobilidade é prejudicada principalmente pelo comportamento”, ressaltou.

A reportagem da "Agência Brasil" entrou em contato com as administrações de quatro das 12 cidades-sede da Copa de 2014 para saber mais detalhes sobre as ações de mobilidade urbana em suas localidades.

A Secretaria Municipal de Transporte do Rio de Janeiro (SMTR) não deu retorno até o fechamento desta matéria, e o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), em Brasília, disse que apenas o governo federal poderia se pronunciar a respeito.

Amir Schvartz, titular da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo em Recife, disse que os preparativos na capital pernambucana incluem a construção da Via Mangue, que deve melhorar o tráfego da zona sul da cidade; e dois corredores exclusivos de ônibus. A previsão é que as modificações fiquem prontas entre setembro e dezembro de 2013.

A Secretaria Especial de Articulação para a Copa em São Paulo informou que cinco obras viárias estão previstas para os arredores do estádio de Itaquera, onde ocorrerão os jogos. Além disso, está em curso um estudo de tecnologia para diminuir o período entre a chegada dos trens do metrô, possibilitando o transporte de um número maior de passageiros.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10282/MOBILIDADE+PRECISA+MELHORAR+ATE+A+COPA+AVALIAM+ESPECIALISTAS.html

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Assim como VLT, reforma do aeroporto de Cuiabá será feita pelo RDC


Trabalhos de ampliação do ramal deverão custar cerca de R$ 91 milhões

A Infraero e o o governo mato-grossense vão assinar nesta terça-feita (3) um convênio para a licitação das obras do aeroporto Marechal Rondon, em Cuiabá.

Os trabalhos de ampliação serão constratados por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modelo que flexibiliza as licitações de obras viculadas à Copa e à Olimpíada. Esse método de licitação já fora empregado antes no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande, bilionária obra de mobilidade urbana no estado.

O processo licitatório da reforma do aeroporto será de responsabilidade do governo. A Infraero, por sua vez, vai repassar os recursos para o serviço, além de fiscalizar a execução das obras e realizar o controle ambiental. O convênio vai durar 21 meses e as intervenções devem ser concluídas até dezembro de 2013.

Em março deste ano, o governo do Mato Grosso assinou o contrato e a ordem de serviço para a construção do setor administrativo do aeroporto Marechal Rondon. A empresa Engeglobal, vencedora da licitação, construirá um novo prédio e realizará as demolições para o início da ampliação do terminal de passageiros. A conclusão deve ocorrer em setembro.

Na ocasião, o governador Silval Barbosa afirmou que o início das obras do terminal começariam em junho. projeto executivo do terminal for entregue até abril, o termo de referência para licitação das obras será preparado. A expectativa é que a ordem de serviço seja assinada até junho.

As intervenções estão orçadas em R$ 91,3 milhões. Desde o final de dezembro, o aeroporto Marcehal Rondon conta com um módulo operacional provisório. Com custo de R$ 2,25 milhões, o MOP term 675 m² e pode receber até 700 mil passageiros por ano.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10249/ASSIM+COMO+VLT+REFORMA+DO+AEROPORTO+DE+CUIABA+SERA+FEITA+PELO+RDC.html

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dilma libera R$ 1,6 bilhão para Olimpíadas de 2016


Deste total, R$ 500 milhões serão investidos em seis linhas de VLTs no Centro do Rio

RIO - A presidente Dilma Rousseff vai anunciar na tarde desta quarta-feira a liberação de R$ 1,6 bilhão de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade Urbana para dois projetos de infraestrutura em transportes que deverão ser concluídos até os Jogos Olímpicos de 2016. Deste total, R$ 500 milhões serão de recurso direto do tesouro a serem investidos num plano para criar seis linhas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no Centro do Rio, sendo duas linhas até a Copa do Mundo de 2014 e as outras quatro até as Olimpíadas de 2016.
O custo estimado deste VLT é de R$ 1,1 bilhão. Os R$ 600 milhões que faltam, virão de uma parceria público-privada, na qual, ganhará a empresa que exigir a menor contrapartida da prefeitura. A União vai emprestar R$ 1,1 bilhão para as obras da Transbrasil, que ligará Deodoro ao Aeroporto Santos Dumont, passando ao longo da Avenida Brasil, Francisco Bicalho e Presidente Vargas. A previsão é que as obras durem três anos.
Os governos federal e municipal ainda vão discutir como será feito o repasse desses recursos de modo a coordenar o cronograma de obras ao calendário eleitoral, que restringe o repasse voluntário de recursos federais aos municípios nos últimos meses de 2012.
No caso do Bus Rapid Transit (BRT), é possível que a licitação seja realizada este ano, mas a contratação da concessionária só aconteça em 2013, devido ao calendário eleitoral. De qualquer forma, a preparação das vias já começaria este ano, dentro das intervenções do projeto Porto Maravilha.
Dilma é aguardada em um dos canteiros da Transcarioca, BRT que só deverá ser concluído em 2014, ligando a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Um palanque foi montado dentro de um dos mergulhões do projeto, em fase final de construção, no Largo do Campinho. Essa obra é financiada com recursos do BNDES.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/dilma-libera-16-bilhao-para-olimpiadas-de-2016-4376162#ixzz1ppi5SzJR