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sexta-feira, 15 de março de 2013

Tratamento de luxo para a grama do Maracanã: R$ 100 mil mensais


Durabilidade do campo pode chegar a cinco anos, mas depende de cuidados.
Os quatro telões gigantes começam a ser instalados no estádio


Por Carolina Oliveira Castro

RIO - Toda mulher sabe que se manter bela e arrumada requer muito trabalho e custa dinheiro. Como uma boa dama, a grama do Maracanã não foge à regra e vai custar mais de R$ 100 mil por mês para estar sempre verde. O preço pode assustar, mas por trás do campo há toda uma tecnologia de ponta envolvida.
- Se a manutenção for bem feita, este gramado só precisará ser trocado daqui a cinco anos. A grama é um ser vivo que precisa de muitas coisas, por isso a manutenção custa caro. Pode haver shows, mas é preciso dar tempo para a grama se recuperar e estar perfeita para o jogo - explica Paulo Azevedo Neto, engenheiro agrônomo da Greenleaf, empresa responsável pelo gramado dos estádios da Copa de 2014.
Potente sistema de som
A grama, do tipo Bermudas, vai precisar de um banho de beleza uma vez por semana. Para ficar saudável, necessitará de água, sol, adubo, areia e combate às ervas daninhas. No inverno, as pragas preocupam mais; e, no verão, a drenagem tem que ser perfeita. Em períodos nublados e nas partes que ficam escondidas pela cobertura, o uso de máquinas que imitam a luz solar é fundamental. O corte e o terreno também exigem cuidado. Uma máquina a laser manterá o gramado com15mm de altura e uma outra cuidará dos buracos.
- O campo é a nossa madame, precisa de um monte de cuidados. As pessoas não fazem nem ideia. Antigamente, o gramado não era essa estrela toda. Hoje, influencia muito o jogo e é importante estar perfeito - conta Sérgio Landau, diretor-executivo do Botafogo, responsável pelo Engenhão. — Gastamos entre R$ 100 mil e R$ 150 mil por mês, no mínimo, para manter o campo.
No caso do Maracanã, a conta vai ser paga por quem vencer, no dia 11 de abril, a licitação de concessão do estádio.
Nesta quinta-feira, começaram a ser instalados as estruturas de metal dos telões de led, como adiantou Ancelmo Gois em sua coluna.
- Os placares eletrônicos serão instalados estrategicamente para que todos os torcedores vejam as imagens e leiam as mensagens - diz Ícaro Moreno, presidente da Empresa Municipal de Obras Públicas.
O sistema de som também está sendo instalado. Ele permitirá que informações cheguem a todos os lugares do estádio.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/tratamento-de-luxo-para-grama-do-maracana-100-mil-mensais-7845414#ixzz2NdleUBYA 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sorteio Copa-2013 custou R$ 6,4 milhões aos paulistanos


Prefeitura de São Paulo alugou um espaço que pertence a ela própria; Secretário da Copa defende investimento

Por Leo Burlá

Para receber o sorteio da Copa das Confederações de 2013 e os eventos que antecedem a cerimônia, a Prefeitura de São Paulo desembolsou R$ 6,4 milhões.
A prefeitura teve de reservar o aluguel do Anhembi, local do sorteio, para garantir a realização do evento. Curiosamente, o Anhembi é de propriedade da própria prefeitura paulistana. Ou seja, o dinheiro sai e retorna ao cofre.
Despesas como transporte, alimentação, hospedagem e montagem de equipamentos estão a cargo da Fifa, segundo informou Gilmar Tadeu, secretário da Copa em São Paulo.
Tadeu afirmou que a participação da cidade, que não será uma das seis sedes da competição-teste, foi considerada fundamental pela equipe da prefeitura. Ele disse que isto ajuda a criar um clima positivo de Copa e envolver as pessoas no espírito do futebol.
- Vale o investimento. Cidades como Brasília e Belo Horizonte queriam receber o sorteio. Não vou fazer juízo de valor, dizer se é caro ou barato. Entendemos que era importante para São Paulo - disse.
No sorteio das chaves das Eliminatórias da Copa do Mundo, que foi realizado no Rio de Janeiro, os gastos foram da ordem de R$ 30 milhões.


Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/Sorteio-Copa-2013-custou-milhoes-paulistanos_0_820118058.html#ixzz2Djbd1VdG

domingo, 7 de outubro de 2012

Lições olímpicas: Atenas até hoje não sabe custo dos Jogos


Evento é considerado um dos motivos da crise econômica da Grécia

Por Cláudia Machado

ATENAS - O partido grego Pasok supõe que foram gastos € 6 bilhões, enquanto o Nova Democracia estima algo em torno de € 10 bilhões. Entre desacordos, outros partidos são mais taxativos: € 27 bilhões, no mínimo. Em 2007, o Comitê Olímpico Internacional (COI) havia estipulado que seriam gastos € 1,3 bilhão nas Olimpíadas. Falta de clareza à parte, o evento é considerado um dos motivos de a Grécia ter mergulhado em sua pior crise econômica, quatro anos mais tarde.
Gastos excessivos e falta de planejamento após as Olimpíadas frustraram quem achava que o megaevento impulsionaria o desenvolvimento do país. Em 2003, estudos do Ministério da Fazenda sobre os benefícios dos Jogos anunciaram que, nos 12 meses seguintes, Atenas seria uma potência turística, criando diretamente 445 mil novos postos de trabalho. Para os europeus, iria se tornar destino de fim de semana.
No entanto, as pesquisas falharam. Se em 2003, 13 milhões de turistas desembarcaram em Atenas, em 2004 os números caíram para 11,7 milhões. Quando se previa que em 2010 os visitantes seriam 20 milhões, eles não passaram de 15,5 milhões. Com a queda no turismo, cerca de 700 hotéis foram postos à venda, e centenas deles faliram.
A qualidade de vida também atingiu os gregos. Um ano depois dos Jogos, houve contração do PIB de 1,6%. Atualmente, as Olimpíadas somam cinco pontos percentuais à dívida da Grécia em proporção ao PIB, de aproximadamente 110%. Além disso, devido aos gastos excessivos, não sobrou dinheiro para melhorias nos sistemas de saúde e educação. O custo de vida se tornou mais caro, e o número de imigrantes em um país de 11 milhões de habitantes chegou a quase um milhão devido às contratações ilegais para as construções olímpicas.

Cidade melhorou mas não avaliou impactos
A crise que se seguiu aos Jogos leva os gregos a não valorizarem qualquer legado. Para políticos envolvidos no evento, os Jogos deixaram Atenas mais moderna, com a expansão no sistema de transporte, estradas, estádios, além de créditos internacionais por ter sido capaz de organizar um evento de tal porte. Segundo o presidente do Comitê Olímpico da Grécia, Spyros Capralos, não se pode negar que, depois das Olimpíadas, a capital ganhou um aeroporto moderno, excelentes meios de transportes, como metrô, veículo leve sobre trilhos (VLT) e ônibus elétricos, e novas estradas.
— Houve falhas, atrasos na maioria das obras e desperdícios. Pela pressão do tempo, faltaram estudos ambientais e de gestão após a conclusão dos complexos olímpicos. Mas devemos admitir que a cidade ficou mais moderna, e, se fosse hoje, aceitaria novamente realizar as Olimpíadas na Grécia — afirmou Capralos.
Por outro lado, cidadãos se decepcionaram com a desorganização e a corrupção trazidas pelos Jogos.
— A população em geral ficou orgulhosa de ver a cidade limpa, cheia de flores, com ruas pintadas e vários eventos culturais. Também notamos a diferença de estradas, meios de transportes e aeroportos. No entanto, se convertêssemos as dívidas olímpicas por obras de infraestrutura, seríamos uma das cidades mais modernas da Europa e sem a necessidade de pagarmos tão caro — avaliou o economista Vasilis Petridis.
Para ele, a inexatidão dos gastos, os atrasos nas obras, as trocas constantes de organizadores do Comitê Atenas-2004, a má administração, a falta de planos de impactos econômicos e ambientais a longo prazo e a ausência de licitações para a construção de instalações olímpicas causaram uma amarga experiência.
— A Grécia enfrenta grave crise financeira devido às condições econômicas internacionais, à corrupção política, à má gestão e a valores inaceitáveis nos Jogos 2004. O momento de grandeza da Grécia se apagou na noite de encerramento dos Jogos. O Brasil deve ficar atento aos gastos, e os brasileiros devem exigir clareza. As obras precisam ser realizadas dentro dos prazos, e as empresas construtoras, escolhidas por licitações, sem propinas. Não façam como nós gregos. O resultado é catastrófico, e o declínio, rápido — aconselhou o economista.
Os 23 complexos olímpicos são considerados “elefantes brancos”, e apenas cinco não estão obsoletos. O Centro de Imprensa, com contrato de aluguel de 30 anos, virou shopping center. Para a manutenção e conservação das instalações são necessários € 30 milhões anuais, valor que a economia grega não suporta, estando a maioria dos complexos abandonada.
O estádio de abertura e encerramento dos Jogos, o OAKA, é o principal exemplo dos custos exorbitantes das instalações olímpicas. Orçado em € 3 milhões, consumiu € 399 milhões. Obras fantasmas também fazem parte da herança dos Jogos. Um exemplo é a rodovia que liga a região de Schimatari a Parnitha. Os gregos pagaram € 2,2 milhões pela rodovia, que nunca saiu do papel.
— Restaram dívidas, decepção e algumas estradas na capital. Sediar Jogos não é tarefa fácil e requer honestidade — disse o comerciante Vasilis Tsantilas.
Para a estudante de Direito Spyridoula Soulis, apesar da expansão dos transportes e de a vila olímpica ter oferecido moradia a centenas de famílias de baixa renda, os gastos com os Jogos não trouxeram benefícios econômicos:
— Digo não aos Jogos Olímpicos. O evento nos deixou prejuízos. Algumas pessoas ficaram milionárias, mas nós, contribuintes, pagamos por isso.

Sistema de segurança jamais funcionou
Outro fiasco de Atenas-2004, envolve o sistema de vigilância superpanóptico C41. A segurança dos Jogos custou US$ 1,5 bilhão, sendo US$ 300 milhões gastos com o C41, que nunca funcionou e continua inviável. Durante a abertura dos Jogos de Londres 2012, o jornal grego “To Vima” publicou uma série de reportagens sobre o por quê de uma cidade querer sediar Olimpíadas. Segundo o jornal, os desafios são maiores do que o gosto da vitória. Os Jogos não mudam a reputação de uma cidade, nem fazem turistas escolhê-la como destino ou sequer atraem milionários ou investidores. “Se na equipe não trabalharem pessoas sérias, o país pode falir”, estampou a publicação.
Com o slogan “bem-vindos de volta” e uma cerimônia de abertura emocionante, na qual séculos de História foram contados, as Olimpíadas de Atenas deixaram cicatrizes irreparáveis na sociedade e na economia do país. A Grécia não conseguiu tirar proveito do maior evento esportivo do planeta. Hoje endividada, parece não sentir orgulho do evento que ela mesma deu ao mundo.

Olimpíadas impulsionaram dois prefeitos
Apesar dos problemas econômicos na Grécia depois das Olimpíadas 2004, os dois prefeitos que prepararam Atenas para o megaevento esportivo tiveram ascensão em suas carreiras políticas.
Dimitris Avramopoulos, responsável pela candidatura olímpica e prefeito de Atenas de 1995 a 2002, popularizou-se ao trazer de volta aos gregos os Jogos que criaram. Graças a isso, ele foi reeleito prefeito em 1998 com 57,7% dos votos, recorde em eleições municipais. Ao deixar a prefeitura, Avramopoulos ocupou cargos de ministro de Turismo, Saúde e Defesa e foi vice-presidente do maior partido grego, o Nova Democracia. Em junho deste ano, se tornou ministro das Relações Exteriores.
Filha do ex-primeiro ministro da Grécia Constantinos Mitsotakis e experiente como ministra do Turismo, Dora Bakoyannis assumiu a prefeitura de Atenas em 2003. Primeira mulher a se tornar prefeita da cidade, teve 18 meses para preparar a capital para os Jogos.
Quando eleita, Bakoyannis declarou que, apesar do curto prazo, seria capaz de organizar Atenas cultural e tecnicamente. A promessa foi cumprida. Com base no slogan da sua campanha “obras, colaboração, administração e resultados”, em agosto de 2004 ela entregou a capital limpa, florida e funcionando organizadamente. Seu trabalho foi reconhecido um ano mais tarde ao receber o prêmio bienal “Prefeita do Mundo de 2005”.
De 2006 a 2009, Bakoyannis foi ministra das Relações Exteriores. Em 2010, foi expulsa do partido Nova Democracia por ter votado contra as medidas de austeridade impostas pelo FMI e pela União Europeia. Fundou seu próprio partido, a Aliança Democrática. Neste ano, se coligou novamente ao ND, pelo qual é deputada.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/licoes-olimpicas-atenas-ate-hoje-nao-sabe-custo-dos-jogos-6277739#ixzz28cb2MRw5

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Estádio de Brasília tem custo dos assentos definido: R$ 10,8 milhões


Aquisição das 75 mil cadeiras foi definida nesta terça-feira (25) pelo governo do Distrito Federal

A compra do 75 mil assentos do Estádio Nacional da Brasília Mané Garrincha foi definida nesta terça-feira (25) pelo governo do Distrito Federal. As cadeiras terão quatro cores e custarão, no total, R$ 10,8 milhões.

O processo, que teve a Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil) na coordenação, chegou a ser suspenso pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Em julho, o órgão apontou possíveis irregularidades no edital de licitação, como a restrição da competitividade do processo. 

A empresa vencedora da licitação, a Desk Móveis, teve outras três concorrentes e o valor dos assentos ficou abaixo do previsto no edital. A responsável pelos novos assentos do Mané Garrincha também forneceu os produtos para o estádio do Engenhão e o ginásio do Maracanãzinho, além do antigo Maracanã. 

O modelo, por sua vez, será o mesmo usado em Wimbledon, no estádio da Luz, em Portugal, no estádio Donetsk, na Ucrânia, e no estádio do Dallas Cowboys, nos EUA. No total, serão quatro tipos: "General Admission" (público em geral), "Hospitalidade" (dentro ou fora dos camarotes), "VIP" e "VVIP".

Na produção das cadeiras, a empresa utilizará plástico. Isso será possível por meio de reciclagem de garrafas PET, como previa o edital de licitação.

O estádio de Brasília chegou a 72% de execução no começo deste mês e deve ser concluído até fevereiro. Até o final de 2012, a estrutura da arena, segundo o governo, estará pronta. Já a fase de acabamento e instalação de itens complementares (gramado, TI e assentos) ocorrerá nos primeiros meses de 2013. Por determinação da Fifa, o plantio do gramado ocorrerá no fim de fevereiro de 2013.

Orçado em R$ 812,2 milhões, o Mané Garrincha receberá a abertura da Copa das Confederações no dia 15 de junho de 2013. No Mundial 2104, será palco de sete partidas, incluindo a decisão do 3º colocado da competição.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10774/ESTADIO+DE+BRASILIA+TEM+CUSTO+DOS+ASSENTOS+DEFINIDO+R+108+MILHOES.html

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O custo das dívidas dos clubes brasileiros


Por Emerson Gonçalves

Esse post se pretende simples, o mais simples possível, tanto que alguns poderão chamá-lo de simplório. Não é um post sobre contabilidade, quem me dera, é mais sobre “conta de padaria” ou “conta de dona-de-casa”. Simples ou simplório, começarei com uma analogia pobre, mas de fácil compreensão.

Todos nós temos dívidas, sejam de 20 ou 30 anos para a compra da preciosa casa própria, sejam de 30 ou 60 dias no checão pré-datado nos mercados da vida e, claro, os cartões, o cheque especial, o carro, a TV top de linha para ver os jogos do time do coração, e por aí vai. Essas dívidas todas têm juros, explícitos ou implícitos, aparentes ou embutidos, mas têm, estão lá e comem uma parte de sua receita, digo, seu salário. Juros que são chamados de despesas financeiras e também de serviço da dívida.

Você sabe a quanto monta a sua despesa financeira? Qual é o valor do serviço de suas dívidas?

Já que você não sabe ou não quer nos contar, vamos ver o tamanho das despesas financeiras de teu clube.

Despesas financeiras são representadas pelos juros pagos em operações diversas como empréstimos, contas garantidas, financiamentos e outros. É o serviço da dívida, a grosso modo, e os valores correspondentes devem ser lançados nos balanços.

Olhando os balanços referentes ao ano de 2011 dos 13 clubes brasileiros com maior faturamento, encontramos onze lançamentos de despesas financeiras que nos permitem uma visão interessante sobre a gestão de nossos clubes (dois clubes não trazem essas despesas discriminadas). O resumo está na tabela abaixo, mas há um detalhe importantíssimo – nesse ano, as receitas dos clubes foram infladas pelas luvas do novo contrato de cessão de direitos de transmissão:



Mesmo num ano com uma bela alavancagem de receitas como foi 2011, vemos que o conjunto dos onze clubes gastou 10% de suas receitas totais com despesas financeiras. Foram nada menos que 170 milhões de reais que escorreram pelo ralo, como se fora leite derramado na pia. Se tirarmos da conta os valores do Botafogo, que fogem demais da média, os números praticamente nada mudam e passam 13,5% das receitas operacionais do futebol ou 9,6% das receitas totais dos clubes para pagamento de serviço das dívidas.

Não vou entrar no mérito das dívidas. Há dívidas boas e há dívidas nascidas da inconsequência e, não dá para evitar, da incompetência administrativa. Disse-me um amigo do setor financeiro que muitas vezes os clubes preferem atrasar salários para não deixar de pagar o mínimo necessário aos bancos, podendo, dessa forma, continuar rolando, rolando, rolando e, ao mesmo tempo, pegando mais dinheiro, em parte, penso eu aqui no meu cantinho, para pagar os salários que não foram pagos para poder pagar os juros das dívidas anteriores.

Em alguns clubes esse fantasma não nasceu agora, ele já é velho e arrasta suas correntes sinistras pelos corredores de sedes que já foram magníficas há 10, 15, 20 anos. Há poucos anos um vice-presidente de um dos maiores clubes do Brasil queixou-se com amargura desses fantasmas, que muitas vezes apareciam “de repente” e jogavam no lixo todo o planejamento de uma temporada.

Aqui nesse OCE há muitos posts que detalham e exploram aspectos das dívidas dos clubes, tendo por base estudos de empresas de auditoria, como a BDO e a Mazars, portanto não vou alongar-me por esse caminho. Para quem quiser ler ou reler, clique em Balanços 2011 – Análises e Comparações na lista de Categorias do OCE. Uma coisa, porém, é certa: um setor que num ano muito bom consegue jogar fora 10% de tudo que ganha com pagamentos de juros não pode ser um setor que vá bem.

Agora, imagine o teu próprio caso, leitor já chateado, e pense: será correto você gastar 10% de teu salário bruto, ou seja, a tua receita total, com o pagamento de juros?  Você paga tudo isso e continua devendo a mesma coisa…

É o que faz o teu clube.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2012/08/28/o-custo-das-dividas-dos-clubes-brasileiros/

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Rio negocia a aquisição do estádio temporário de basquete de Londres


Prefeito da capital britânica, Boris Johnson, afirmou que instalações terão "preços razoáveis"

A organização dos Jogos Olímpicos de 2016 negociam a compra do estádio temporário de basquete usando em Londres, afirmou nesta sexta-feira o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Paes assegurou que o acordo sobre a aquisição da Arena de Basquete está em andamento e disse, em tom de brincadeira, que depende que Londres "faça um desconto" no preço.

A Arena de Basquete é uma estrutura temporária de mil toneladas de aço, com fachada e cobertura de PVC, que mede 20 mil metros quadrados.

O local tem capacidade para 12 mil espectadores, e em Londres, recebeu as partidas da primeira fase do basquete e da segunda fase do handebol.

O prefeito de Londres, Boris Johnson, disse que todas as instalações temporárias do parque olímpico que o Rio deseja e todos os serviços que forem emprestados à cidade brasileira terão "preços razoáveis".

Johnson afirmou que Londres está disposta a emprestar sua experiência ao Rio em diversas áreas, incluindo a gestão de estádios esportivos, a venda de entradas e consultoria.

Nos últimos anos, várias empresas britânicas assinaram contratos com a organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos que somam um valor de 50 milhões de libras (R$ 157,6 milhões), segundo dados da Prefeitura londrina.

Eduardo Paes disse que um desses contratos assinados entre Brasil e Reino Unido é a construção do Parque Olímpico do Rio, que ficará a cargo de uma empresa britânica.

O prefeito carioca disse que o Rio usará as lições de Londres e seguirá o exemplo da capital da Grã Bretanha para sediar os melhores Jogos Olímpicos da história, apesar das diferenças econômicas entre as duas cidades.

"Londres não desperdiçou dinheiro em coisas loucas. Nós faremos o mais simples possível. A maioria das instalações serão temporárias e só faremos instalações fixas se elas realmente forem usadas no futuro", afirmou.

Paes viajou para Londres para participar da cerimônia de encerramento dos Jogos, na qual receberá a bandeira olímpica das mãos do presidente do COI, Jacques Rogge.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10507/RIO+NEGOCIA+A+AQUISICAO+DO+ESTADIO+TEMPORARIO+DE+BASQUETE+DE+LONDRES.html

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Estouro olímpico


Com gastos três vezes mais altos do que o estimado, Londres entra na lista das cidades-sede que ultrapassaram o orçamento da Olimpíada.

Por Márcio Orsolini

É uma tradição que quase sempre se renova, desde a primeira Olimpíada da era moderna, em 1896, em Atenas. Naquela ocasião, os jogos estavam prestes a ser cancelados por falta de recursos. Um empresário grego salvou a competição financiando a restauração do Estádio Panathenian. As autoridades esperavam recuperar o investimento com a venda de ingressos, o que não aconteceu. Desde então, a história se repete em menor ou maior grau (com frequência, em maior), especialmente a partir do século 21. Os Jogos Olímpicos se transformaram num dos maiores eventos midiáticos de nossos tempos, ao lado da Copa do Mundo de Futebol. Mas a honra de organizá-lo custa muito, muito dinheiro.

Tome-se como exemplo os Jogos de Londres, que receberão mais de 200 países a partir de 27 de julho. Oficialmente, a autoridade inglesa responsável pela Olimpíada, a ODA, calcula um investimento total de £ 9 bilhões (cerca de US$ 13 bilhões) em infraestrutura, segurança e montagem das arenas, numa economia de £ 476 milhões sobre o orçamento inicial. Mas estimativas mais recentes apontam gastos até três vezes maiores, chegando a £ 24 bilhões, o equivalente a quase US$ 40 bilhões, segundo o National Audit Office, órgão governamental que monitora os investimentos públicos. A iniciativa privada vai contribuir com apenas 2% desse valor. O motivo? A crise de 2008 fez muitos investidores privados deixarem o projeto olímpico londrino. 

Atualmente, 28 empresas estão apoiando a Olimpíada, como o laboratório GlaxoSmithKline, a mineradora Rio Tinto e a rede de hotéis Holiday Inn. Caso as contas realmente estourem, Londres entra para uma lista composta por Pequim, que sediou os Jogos Olímpicos em 2008, e Atenas, em 2004. Na época, o governo grego anunciou custo final de US$ 12 bilhões – o dobro do inicialmente previsto. Pequim, palco da mais cara Olimpíada da era moderna, gastou US$ 43 bilhões. O investimento foi todo bancado pelo governo chinês. “A esfera pública deve ficar apenas com projetos de infraestrutura que melhorarão a cidade”, diz Amir Somoggi, diretor da área esportiva da consultoria BDO RCS. 

É essa receita que está tentando seguir o Brasil com a organização da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. A organização é dividida em dois órgãos: o Comitê Organizador, que fica responsável por toda a estrutura referente às competições, e a Autoridade Pública Olímpica (APO), que gerencia o orçamento para a infraestrutura na capital carioca. O total está estimado em US$ 14,8 bilhões. O Comitê Organizador pretende atingir a meta orçamentária com a venda de cotas de patrocínio para 15 empresas, como o banco Bradesco, a montadora japonesa Nissan e a americana General Electric, além de produtos licenciados e venda de ingressos. O ex-ministro das Cidades, Márcio Fortes, presidente da APO, afirma que ainda não é possível saber se o valor estimado não será ultrapassado. 

“Ainda há obras que estão na fase de projetos”, diz Fortes. Elas foram separadas em dois grupos: as essenciais para a realização dos jogos e as secundárias. Entre as essenciais está o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, que abrigará o Centro de Imprensa e as disputas de diversas modalidades esportivas. Já a construção da linha 4 do Metrô, que ligará a zona sul à Barra da Tijuca, por exemplo, foi classificada como não essencial. “É preciso levar em consideração que muitas obras de infraestrutura já estão nas contas do Programa de Aceleração do Crescimento e também no orçamento da Copa de 2014”, afirma Fortes. “Isso tudo beneficiará a Olimpíada.”

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/88591_ESTOURO%20OLIMPICO

domingo, 1 de julho de 2012

Londres investe pesado para que Olimpíadas sejam a mais vigiada da história


Capital terá força de segurança com mais de 60 mil homens, contingente seis vezes maior do que o enviado pela Grã-Bretanha ao Afeganistão

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES — Sinta-se vigiado. Esse poderia ser o mote de segurança das Olimpíadas de Londres, que começarão daqui a 26 dias com o maior aparato de forças armadas, policiais e privadas do Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial. São 48 mil policiais e 13,5 mil soldados, contingente mais de seis vezes superior ao enviado pela nação para combater no Afeganistão (9.500 homens). Muitos britânicos questionam o tamanho da tropa, alegando que o espírito que rege as Olimpíadas, de amizade, respeito e excelência, foi deixado em segundo plano pela paranoia de vigilância.
O plano inclui seis baterias antiaéreas em edifícios, parques e instalações comerciais, além do fechamento de três mil vagas de garagem de um shopping center vizinho ao Parque Olímpico. Uma arma sônica capaz de dispersar multidões e drones, pequenos aviões não tripulados, voando pelos céus londrinos, são outras táticas britânicas do Big Brother olímpico, que ainda inclui 17km de cercas eletrificadas na região do Parque Olímpico de Stratford. Um porta-aviões estará no Rio Tâmisa, assim como aviões e helicópteros de guerra patrulharão os principais pontos da cidade.

Moradores x mísseis
Em novembro, Philip Hammond, secretário da Defesa, anunciou que a Grã-Bretanha repetiria o exemplo de outras Olimpíadas, como Pequim-2008, quando mísseis terra-ar foram posicionados um quilômetro ao sul do Parque Olímpico da capital chinesa. No entanto, os sistemas usados em Londres superam os dos chineses. Em Pequim não havia uso de drones, muito menos cercas elétricas. Quatro anos depois, novíssimos scanners, cartões de identificação biométrica e sistemas de vigilância capazes de reconhecerem rostos e placas de carros são as novidades londrinas.
Na última quinta-feira, advogados de um grupo de moradores de Leytonstone, a 4km do Parque Olímpico, desafiaram os planos de segurança. Conseguiram que uma corte superior examine, na próxima semana, o pedido para impedir a instalação de uma bateria antiaérea no condomínio em que moram. Eles seguem o exemplo de moradores de um condomínio de Bow Quarter, a 2km do Parque, que lutam para não ter uma outra bateria antiaérea sobre a torre da caixa d’água. Nos dois casos, os condôminos alegam terem sido avisados da decisão do Ministério da Defesa por folhetos deixados em suas caixas de correio.
— Ninguém nos consultou. Apenas, deixaram um panfleto. Isso criou muito medo. Não entendo como disparar mísseis de uma área densamente povoada — questionou Brian Whelan, morador de Bow Quarter.
Os moradores de Bow Quarter esperavam pelos Jogos com ansiedade e excitação por causa da vista privilegiada para o palco do megaevento. Mas, agora, prometem brigar na Justiça para impedir a invasão dos militares. O reservatório de água fica elevado entre edifícios baixos, numa construção de estilo vitoriano.
O ministério não quis se manifestar, mas os folhetos dão o assunto como certo, com o texto de que o condomínio de Bow Quarter oferece “uma excelente vista da área ao redor e de todo o céu acima do Parque Olímpico”, informando ainda que a torre da caixa d’água é “o único local apropriado nesta área para mísseis de alta velocidade”.
O custo dos Jogos, com a segurança incluída, supera os 9,3 bilhões de libras (R$ 29,7 bilhões), quase quatro vezes mais do que o orçado em 2005, quando Londres derrotou Paris na eleição pela sede olímpica. O dinheiro representa 0,7% do PIB britânico, num momento em que a nação questiona o corte de gastos e a diminuição de investimento em hospitais, seguro social e até no policiamento do dia a dia.
Quem investiu mais de 1,5 bilhão de libras (R$ 4,8 bilhões) de olho na promessa de faturamento com os Jogos anda preocupado. Em março, a empresa australiana que construiu e inaugurou, há dez meses, o maior shopping center da Europa, ao lado do Parque Olímpico de Stratford, estava comemorando a estimativa de que 67% dos espectadores que viessem assistir aos Jogos passariam pelo empreendimento. A realidade, por enquanto, é amarga. Desde o último dia 16, o estacionamento do shopping está fechado pelo “Parque Olímpico Cercado”. A ordem de segurança impede o shopping de arrecadar com as três mil vagas para carros, que viviam lotadas. O efeito dominó atingiu as 380 lojas e 16 cinemas, que viram despencar o movimento. Não é só: no dia 27 de julho, data da cerimônia de abertura, quando mais de 150 mil pessoas são esperadas dentro do Parque Olímpico, o shopping terá de fechar suas portas três horas antes do início da festa, marcada para 17h (de Brasília).
— A loja vendia 8 mil libras (cerca de R$ 25 mil) em dias normais. Se hoje conseguimos a metade disso, consideramos um dia excelente — conta a brasileira Tayssa Pelissari, uma entre os 60 funcionários contratados pela rede de pizzarias para a filial do shopping Westfield, sob a expectativa de movimento recorde.

Roupa suja no scanner
Nos três hotéis inaugurados este ano no shopping, a lotação só acontecerá a partir de 15 de julho, mas os hóspedes já sofrem com o esquema de segurança do Parque Olímpico.
— A lavanderia que nos atende também está nesta área de segurança e, agora, os pedidos entregues pela manhã só voltarão três noites depois, pois as roupas sujas e limpas têm que passar por scanner. E o movimento do shopping caiu em 25% com o fechamento do estacionamento. Você imagina um shopping gigante como este sem estacionamento durante dois meses? — questiona Wayne Androliakos, gerente-geral de um dos hotéis.
Autorizados pelas “questões de segurança”, com base na “Lei dos Jogos em Londres”, de 2006, exército, policiais e forças privadas podem usar a força física em casos que incluem do terrorismo a protestos pacíficos, ações sindicais, camelôs vendendo produtos que não tenham o selo de aprovação das Olimpíadas, batedores de carteiras, cambistas e desordens públicas e até pessoas que estejam mendigando. Para quem desafiar a Lei Olímpica, haverá plantão judicial para audiências em até 24 horas após o delito ter sido cometido.
Citius, Altius, Fortius, o lema olímpico que, em latim, significa “o mais rápido, o mais alto, o mais forte”, na Londres-2012, ganhou mais um significado: a mais vigiada.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/londres-investe-pesado-para-que-olimpiadas-sejam-mais-vigiada-da-historia-5361293#ixzz1zNYAsLWL 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pesquisa da Embratur avaliará competitividade no setor hoteleiro


Processo levantará tarifas em dez cidades brasileiras em comparação com dez cidades estrangeiras

O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) fará pesquisa para monitorar a competitividade no turismo. A Pesquisa Internacional da Hotelaria (PPH), que terá início na próxima segunda-feira (02), levantará a tarifa média de hotéis em dez cidades brasileiras em comparação com dez cidades estrangeiras a cada seis meses. A portaria foi publicada hoje (27), no Diário Oficial da União.

De acordo com o presidente da Embratur, Flávio Dino, o objetivo da pesquisa é produzir informações que poderão ser acessadas por turistas e empresários, garantindo uma melhor avaliação sobre pontos positivos e negativos do setor hoteleiro. "A pesquisa não servirá para ditar preços. Cabe ao governo avaliar se os valores estão sendo abusivos e, assim, intervir".

Dino acredita que, com a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, é necessário que o governo brasileiro invista no setor para receber a grande demanda de turistas. "Ainda há muito a fazer, mas asseguro que somos capazes de atender ao grande número de turistas que esses eventos trarão ao país. Investimento na estrutura das cidades, transporte e manutenção de serviços são primordiais, principalmente [nas cidades] que sediarão esses eventos", disse Dino.

A pesquisa será focada nos turistas que viajam a negócio e lazer, desde a data da consulta e o início da hospedagem, período de estadia e destinos mais pesquisados no Brasil e no exterior. Além disso, dados referentes às acomodações nas categorias econômica, médio e alto conforto também serão avaliados, com a comparação da menor e maior tarifa encontrada em cada estabelecimento, com café da manhã incluso.

Para o presidente da Embratur, é preciso que se faça a diferenciação entre viagens a lazer e negócios. "Geralmente, os turistas que viajam a lazer se programam bem antes, pesquisando as melhores opções de hotéis e serviços. Eles também passam maior tempo no local de destino e garantem maior movimentação na economia. Já os que viajam a negócio, buscam praticidade e facilidade nos hotéis".

Os hotéis dos destinos brasileiros que serão pesquisados a negócios são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Belém, Salvador e Fortaleza. Já a lazer são: Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Recife, Florianópolis, São Paulo, Manaus, Natal, Foz do Iguaçu e Gramado.

No exterior, serão analisados os hotéis das seguintes cidades a negócios: Santiago, Buenos Aires, Nova Iorque, Paris, Londres, Tóquio, Viena, Dubai, Milão e Frankfurt. E, a lazer: Santiago, Buenos Aires, Nova Iorque, Paris, Londres, Miami, Sydney, Barcelona, Santo Domingo (República Dominicana) e Cancún.

Após cada período de seis meses, a Embratur realizará um Fórum de Competitividade, onde serão apresentados os resultados e uma análise da pesquisa para representantes do Ministério do Turismo, Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(Ipea), Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e Destinos Indutores (Anseditur), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) e Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10215/PESQUISA+DA+EMBRATUR+AVALIARA+COMPETITIVIDADE+NO+SETOR+HOTELEIRO.html

Nada de instalações de Londres no Rio


Por Michel Castellar

A Dama de Aço, a mulher de US$ 1 bilhão ou a prefeita olímpica, como o próprio alcaide Eduardo Paes a chamou, Maria Silvia Bastos Marques, tratou de colocar um freio nas pretensões do foguet…, ops, do político em trazer instalações temporárias de Londres-2012 para os Jogos Olímpcos e Paralímpicos de 2016.

- Está parecendo que não vai ser viável, trazer a Arena de Basquete para o Rio, porque o custo de transporte, de refazer, o armazenamento… São boas ideias (trazer a arena), mas quando você vai para o detalhe é que vemos a viabilidade. (É uma ideia) praticamente descartada mas não totalmente -disse a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM).

De acordo com Maria Silvia a intenção de reaproveitar as instalações de Londres no Rio só não foi descartada porque ainda faltam a análise de alguns números relativos a custos. Mas ela foi pessimista quanto a possibilidade de ocorrer uma reviravolta no caso e a “herança” londrina vir parar no Rio.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/rio2016/2012/06/26/nada-de-instalacoes-de-londres-no-rio/

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Os Observadores do Brasil


Por Alberto Murray

A Folha de São Paulo de hoje noticia que o governo gastou R$ 99.000,00 (noventa e nove mil Reais) em ingressos para observadores. A categoria “obsevadores” é conferida às pessoas que integram o comitê de organização de outros Jogos Olímpicos, no nosso caso, o Co-Rio.

Não sou contra credenciar e dar ingressos a essas pessoas. Muitas das bobagens que ouvimos dos organizadores é porque vários deles não têm qualquer idéia da magnitude de uma Olimpíada. Eles têm que ir para aprender.

A questão está em controlar com rigor quem são esses observadores, o que farão e aprenderão. O TCU e demais órgãos de controle dos gastos públicos devem ficar atentos, para que a viagem dos obsevadores não se transformem em um vistoso trem da alegria.

Sugiro alguns pontos a serem observados, no que se refere ao trabalho desses observadores:

- deve haver um comandante, que coordenará o trabalho dos observadores;

- deve ser avaliado corretamente quantos observadores são necessários para boa execução das tarefas. Não pode haver observador de mais, nem de menos;

- antes de sair do Brasil rumo aos Jogos Olímpicos, o coordenador dos observadores deve elaborar um cronograma e agenda de trabalho, indicando quem fará o que, para que cada um já possa fazer, previamente, a auto preparação para a função. O observador deve saber exatamente o que observar, o que é importante e o que é despiciendo. Necessário fazer uma lição de casa antes de viajar;

- durante os Jogos, a equipe de observadores tem que se reunir com muita frequência, trocar impressões, emitir relatórios parciais, avaliar o andamento dos trabalhos;

- ao final dos Jogos, cada observador deve entregar ao coordenador da equipe seu relatório final. O coordenador encarregar-se-á de concatenar toda a documentação recebida e transformá-la em um único documento;

- o TCU deve avaliar os gastos incorridos pelo Estado brasileiro com as viagens dos observadores e o relatório apresentado por eles.

Essas são algumas diretrizes que as autoridades do Brasil devem seguir para que o dinheiro dos brasileiros, que financiará as viagens, não seja mau utilizado.

Esse é um assunto que deve ser tratado com muito rigor.

Fonte: http://albertomurray.wordpress.com/2012/06/24/os-observadores-do-brasil/

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Rio define cores das cadeiras do novo Maracanã


Assentos do estádio serão brancos, azuis e amarelos; modelo ainda não foi escolhido

Os assentos do novo Maracanã já têm as cores definidas. A informação foi confirmada pelo governo do Rio de Janeiro na tarde desta sexta-feira. O estádio, palco da final da Copa das Confederações e do Mundail, terá cadeiras brancas, azuis e amarelas.

O modelo dos assentos, no entanto, ainda não foi definido. Segundo Ícaro Moreno, presidente da Emop (Empresa de Obras Públicas), a escolha está entre dois tipos. "O custo está sendo levando em consideração. Mesmo sendo até 3% do valor total da obra do Maracanã, as cadeiras não são baratas", disse.

As três cores escolhidas para o Maracanã serão divididas por camada. A amarela estará próxima ao gramado. Os assentos azuis e brancos estarão nas arquibancadas intermediárias e superiores, respectivamente.

No momento, as arquibancadas superiores estão em processo de montagem das partes sobrepostas. A estrutura da parte inferior já está praticamente concluída. Nas intemediárias, 12 módulos de vigas metálicas e 180 vigas no total são instalados.

O presidente da Emop também confirmou que a Fifa aprovou o tipo de grama e o sistema de drenagem. O gramado será a bermuda e dever ser instalado em dezembro, a dois meses da inauguração.

Com 56% das obras concluídas, o estádio deve alcançar os 60% ainda neste mês. Nos dias 16, 20 e 30 de junho, o Maracanã será palco de partidas da Copa das Confederações. No Mundial, um ano depois, receberá sete partidas do torneio.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10136/RIO+DEFINE+CORES+DAS+CADEIRAS+DO+NOVO+MARACANA.html