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domingo, 20 de janeiro de 2013

Brasileiro de 2012 arrecada R$ 199,1 milhões


A BDO divulgou uma pesquisa sobre o público e a renda do Campeonato Brasileiro de 2012. O torneio arrecadou R$ 199,1 milhões, valor 6,7 menor que a renda de 2009. A média de renda por partida no último ano foi de R$ 313,9 mil.

Ao todo, 5,2 milhões pessoas foram aos estádios no torneio nacional do último ano (número 8,2% menor que em 2011), o que representa uma média abaixo de 14 mil pessoas por jogo, a menor desde 2006. Esses torcedores pagaram em média R$ 22,92 pelo ingresso, um valor 148% maior em relação ao de 2005.

O clube que levou mais torcedores aos estádios foi o Corinthians, com média de mais de 25 mil torcedores por jogo, na sequência vieram São Paulo (24.298), Grêmio (23.530) e Bahia (18.981). 11 clubes tiveram média de público abaixo de 14 mil torcedores por partida.

Em relação à receita bruta o Corinthians também foi o vencedor com R$ 14,1 milhões, na sequência vieram Atlético-MG (12,2), Grêmio, (11,2), São Paulo (10,5) e Bahia (7,2). Esses cinco clubes geraram R$ 55,2 milhões em venda de ingressos, valor que representa 46% do total produzido pelo torneio. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/28/28140/Brasileiro-de-2012-arrecada-R-1991-milhoes/index.php

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Neymar fatura R$ 60 milhões em 2012 e arrecada mais do que o Botafogo, diz jornal


O atacante santista Neymar faturou somente no ano de 2012 aproximadamente R$ 60 milhões entre salários, ações de marketing, patrocínios eventos corporativos e licenciamentos, diz matéria desta quarta-feira do jornal “Diário de São Paulo”.

“Ainda não temos todos os relatórios fechados, portanto ainda falta um número ou outro a ser computado, mas a receita total do Neymar em 2012 vai bater na casa dos R$ 60 milhões mesmo”, disse um integrante da diretoria santista.

Segundo a publicação, o grosso dos números do jogador vem de salários. São R$ 40 milhões anuais pelo contrato com o time da Baixada, aproximadamente R$ 3 mi por mês.

“Também existem muitos patrocinadores pontuais que o contratam para ocasiões escíficas”, disse o membro do estafe santista.

Neymar é patrocinado atualmente por Nike, Volkswagen, Panasonic, Red Bull, Tenys Pé Baruel, Lupo, Ambev, Claro, Unilever, Banco Santander e Baterias Heliar.

Para se ter uma ideia, o valor arrecadado de R$ 60 milhões por ano o colocaria, numa comparação com clubes, como o 13º time que mais arrecadou dinheiro. À frente de times como Botafogo, Vitória e Portuguesa.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2012/12/26/neymar-fatura-r-60-milhoes-em-2012-e-arrecada-mais-do-que-o-botafogo-diz-jornal.htm

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Google divulga os times mais pesquisados em 2012


O Google divulgou os times de futebol do Brasil mais populares de 2012. Para isso a empresa considerou aqueles que foram mais consultados no sistema de buscas do site.

O Flamengo foi o clube mais pesquisado do site, o segundo lugar ficou com o Corinthians e, na sequência, o Palmeiras. A lista dos dez mais populares ainda conta com Grêmio, Vasco, São Paulo, Santos, Cruzeiro, Internacional e Fluminense.

Também foi realizado um estudo sobre os eventos esportivos mais destacados do ano. As Olimpíadas 2012 foram a mais procuradas, na sequência vieram o Brasileirão 2012 e o UFC 148. O ranking ainda tem outros eventos como a Libertadores 2012, a Eurocopa 2012 e o TUF Brasil.

O Google utilizou uma filtragem de spams e consultas repetidas para que a pesquisa desenvolvida ilustrasse com mais autenticidade os a popularidades dos clubes brasileiros.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/27/27909/Google-divulga-os-times-mais-pesquisados-em-2012/index.php

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Grêmio tem faturamento recorde em 2012, diz jornal


O jornal gaúcho “Correio do Povo” divulgou nesta terça-feira números que indicam que o ano de 2012 tem sido muito favorável ao Grêmio, pelo menos no âmbito econômico. A informação é do colunista Hiltor Mombach.

Segundo as informações do jornal, o clube teria chegado à marca dos R$ 210 milhões em faturamento bruto no ano, com um superávit também recorde de R$ 24 milhões

Destas cifras, a maior parte (45%) provém dos associados, com 72 mil deles ativos. Direitos de televisão e vendas de jogadores, com R$ 35 milhões e R$ 30 milhões, vêm na segunda e na terceira colocação, respectivamente.

Desta forma, o clube chega a um crescimento de quase 100% em suas receitas em apenas dois anos, já que em 2010 faturou R$ 115 milhões. A marca chegou a R$ 143 milhões no ano passado.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/27/27689/Gremio-tem-faturamento-recorde-em-2012-diz-jornal/index.php

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Com 'Vila Olímpica' e 6 mil pessoas, são abertas as Olimpíadas Escolares


Delegações de 26 estados, além de Distrito Federal, Cuiabá e Reino Unido disputam o torneio, de 25 de novembro a 8 de dezembro, em Cuiabá (MT)

Por Ana Carolina Fontes

Celeiro de atletas, as Olimpíadas Escolares vão reunir cerca de seis mil alunos, treinadores, árbitros, voluntários e membros da organização para a maior edição da história do torneio, de 25 de novembro a 8 de dezembro, em Cuiabá (MT). A integração entre os jovens das diferentes delegações e a experiência do "espírito olímpico", com direito a um Centro de Convivência com clima de Vila Olímpica, prometem dar o tom da competição, que envolve esporte, educação e cultura. Os quatro mil estudantes, entre 15 e 17 anos, representam 1.217 escolas públicas e particulares de 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal e da cidade-sede na etapa nacional, com disputas em 13 modalidades: atletismo, basquete, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, taekwondo, tênis de mesa, vôlei, xadrez e vôlei de praia, novidade no programa de atividades.
A cada edição, o evento envolve mais de um milhão de estudantes em todo o país nas etapas municipais, estaduais e nacional. Quem se destacar nas finais em Cuiabá, poderá ainda representar o Brasil no Festival Olimpico da Juventude da Austrália, que será realizado no Parque Olímpico de Sydney, de 16 a 20 de janeiro de 2013.
- As expectativas são as melhores. Este será o maior evento já realizado desde que iniciamos o projeto em 2005, com mais de seis mil pessoas, a presença de observadores de 15 países de quatro continentes, 16 embaixadores (atletas olímpicos e pan-americanos), a estreia do vôlei de praia e uma delegação do Reino Unido. Além disso, haverá um prêmio especial para alguns atletas de atletismo, judô e natação. Eles serão indicados para representar o Brasil no Festival Olímpico da Juventude da Austrália. Isso nos permite acreditar que estamos construindo um caminho sólido de transformação sócio-educacional usando o esporte como principal ferramenta - disse Edgar Hubner, diretor geral das Olimpíadas Escolares.
Organizado há sete anos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em parceria com o Ministério do Esporte, o torneio estudantil completou nesta temporada o segundo ciclo olímpico como uma referência nacional. Nos Jogos de Londres, a delegação verde-amarela contou com 17 atletas que despontaram nas Olimpíadas Escolares. Entre as revelações, estão a campeã olímpica Sarah Menezes e Mayra Aguiar, medalhista de prata no judô, além das finalistas Ana Cláudia Lemos e Rosângela Santos no atletismo e do nadador Leonardo de Deus, semifinalista na capital britânica.
- As Olimpíadas Escolares foram uma das fases que tive que passar na minha carreira até integrar a seleção brasileira. Eu sempre gostei de competir, e vejo o torneio como uma boa preparação para os jovens. O esporte é saudável, tira muitas crianças da marginalidade, trazendo mais disciplina, responsabilidade e organização para quem pratica a atividade física - disse a judoca Sarah Menezes, dona de três títulos na competição estudantil.
A judoca de Teresina, no Piauí, será uma das 16 embaixadoras do torneio, ao lado de outros destaques olímpicos e pan-americanos. Os ídolos do esporte brasileiro irão trocar experiências com os atletas da nova geração e participar de uma série de atividades, como palestras, demonstrações e cerimônias de premiação. No elenco escolhido pelo COB, algumas das atrações são Arthur Zanetti, campeão olímpico na ginástica artística, Alison (vôlei de praia), Yane Marques (pentatlo modernos), Vanderlei Cordeiro (atletismo), Ana Sátila (canoagem slalom), Angelica Kvieczynski (ginástica rítmica), Diogo Silva (taekwondo) e Hugo Hoyama (tênis de mesa). 
Além das competições, outro destaque será a programação sócio-educativa e cultural, com atividades extracurriculares que têm como objetivo aproximar os estudantes aos valores olímpicos e conscientizá-los sobre a importância da prática esportiva. Consideradas um dos cinco maiores eventos escolares do mundo, as Olimpíadas Escolares irão receber observadores de comitês olímpicos e entidades de 15 países. Os representantes dos quatro continentes estarão em Cuiabá para conhecer os detalhes da organização em um programa que conta com a chancela do Comitê Olímpico Internacional (COI), através da Solidariedade Olímpica Internacional (SOI). Desde 2007, 60 visitantes estrangeiros visitaram o torneio estudantil.
A convite do COB, uma delegação de 20 atletas britânicos participará do evento como parte de um intercâmbio cultural entre a Inglaterra e o Brasil, nas modalidades de natação, vôlei e vôlei de praia. Após a boa atuação nas Olimpíadas Escolares do ano passado, alguns brasileiros foram escolhidos para representar o país nos Jogos Escolares do Reino Unido, em Londres, antes do início dos Jogos Olímpicos de 2012.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/esporte-estudantil/noticia/2012/11/com-vila-olimpica-e-6-mil-pessoas-sao-abertas-olimpiadas-escolares.html

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Coritiba aproveita prêmio para divulgar marca


Por Mauro Zafalon

Até o início desta semana, alguns executivos do Coritiba não se encontravam no Brasil. Estavam em Londres, Inglaterra, onde receberam, em nome do clube paranaense, o prêmio Football Business Awards 2012, obtido pela campanha de marketing “O Mais Vitorioso do Mundo”, referente ao feito de 24 vitórias consecutivas do time em 2011.

Apesar de a premiação ter sido o apogeu da viagem, dirigentes da equipe alviverde aproveitaram a oportunidade para trocar experiências com cartolas de agremiações europeias e divulgar a marca Coritiba, promovendo sua internacionalização.

Os diretores brasileiros também visitaram os estádios de Arsenal, Chelsea e Fulham. A passagem pelas arenas se deu pelo fato de o clube estar prestes a reformar o Couto Pereira, local onde manda suas partidas. Com as visitas, o time do Paraná pôde ter algumas ideias para aperfeiçoar sua casa.

Os reparos se darão na reta da Mauá, um dos setores do estádio. A “nova Mauá”, como ficará conhecido o ambiente, possuirá mais de 4 mil metros quadrados. Serão três anéis com cadeiras sociais, lanchonetes, lounges e camarotes. O espaço abrigará 4.754 pessoas.

A reforma no Couto Pereira, cujas obras estão previstas para começar e terminar em 2013, conta com a participação da GEO Eventos, empresa pertencente à Globo e que atua na realização de eventos das áreas de esporte, entretenimento e negócios.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27551/Coritiba-aproveita-premio-para-divulgar-marca/index.php

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Diretor-geral das Olimpíadas de 2016 diz que quase todo o planejamento estará definido até 31 de outubro


Leonardo Gryner fala sobre desafios do Rio e o que viu durante evento em Londres

RIO - Em 2016, o diretor-geral dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, Leonardo Gryner, completará 40 anos acompanhando profissionalmente as disputas por medalhas. Muita coisa mudou na organização do maior evento do mundo desde 1976 quando ele desembarcou em Montreal ainda como coordenador da equipe da TV Globo, que cobriu evento. A caminho de testemunhar sua 11ª Olimpíada, agora como um dos principais executivos da festa, Gryner fala sobre os desafios do Rio de Janeiro e o que viu durante o evento em Londres.

Qual a principal lição que ficou dos preparativos e da realização dos Jogos de Londres para o Comitê Organizador Rio 2016?
Na verdade, algo que já vínhamos discutimos desde que começamos a preparar o Rio para receber as Olimpíadas: a importância de se contar com um bom planejamento. Isso inclui estar preparado para lançar mão de alternativas ao que foi planejado inicialmente caso surja algum problema. Em Londres, isso aconteceu, por exemplo, com o sistema de venda de ingressos. O plano A era que o usuário só poderia pegar seu ingresso em bilheterias, para evitar falsificações. Quando observaram que haveria filas, passou-se a permitir que os tíquetes fossem impressos em casa. Isso foi de forma automática: o plano B já estava preparado.

O Comitê Organizador de Londres tinha plano B para tudo? O que o Rio fará?
Em Londres não previram, por exemplo, que poderiam ter problemas na contratação de seguranças da iniciativa privada para cuidar das instalações (a empresa responsável não conseguiu recrutar três mil agentes, e os quadros foram complementados por forças do governo). Em relação ao planejamento, nós começamos com a equipe que cuidará disso com quatro anos de antecedência. Em Londres, isso só começou quando faltavam dois anos e meio para os Jogos. Outra diferença é que nosso projeto é estável. Depois de 31 de outubro agora, não haverá alterações significativas: hoje só falta definir se as partidas de rúgbi serão mesmo no estádio de São Januário ou em outro local. Em Londres, só bateram o martelo sobre a localização de quatro instalações faltando menos de três anos para o evento.

Assim como Londres, os Jogos Olímpicos do Rio têm um projeto com responsabilidades divididas entre a iniciativa privada e diferentes esferas de governo. Como o Comitê Organizador concilia os diferentes interesses?
Nós criamos um sistema de gerenciamento de risco. Todos os projetos são mapeados e acompanhados constantemente. A cada três meses, verificamos as informações sobre o andamento de cada ponto. Existe também uma preocupação do Comitê Organizador com os custos do projeto. Por precaução, trabalhamos com uma reserva de contingência.

Em Londres, um dos problemas foi a estratégia de venda de ingressos para outros países. Milhares de tíquetes foram comercializados para agências, mas a demanda foi superestimada. Competições aconteceram em arenas vazias, apesar de no lado de fora das instalações muita gente tentar comprar ingressos sem sucesso. Qual o plano do Rio para evitar isso?
Esse é um desafio de todos os organizadores dos Jogos Olímpicos e que também vamos nos esforçar para superar no Rio. Ainda vamos definir o plano de vendas de ingressos. Na verdade, esses assentos vazios em Londres foram vendidos a agências de viagem de todo o mundo por intermédio dos comitês olímpicos. O problema é que essa demanda é subjetiva e nem sempre os ingressos são devolvidos a tempo pelas agências para serem revendidos. O fato de fazer as Olimpíadas na América do Sul trará um desafio a mais: é uma realidade completamente diferente de promover o evento na Europa. Qual a carga que vou destinar para um país vizinho ao nosso, como o Equador, e qual será a demanda da Dinamarca, por exemplo? Isso será estudado.

Numa entrevista em Londres, o senhor disse que o maior desafio do Rio para os Jogos seria a infraestrutura hoteleira. Continua sendo?
Existe uma demanda oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI) de 40 mil vagas para a família olímpica. Nós nos comprometemos com isso no dossiê da candidatura. Esse não é o problema. Mas há uma demanda adicional por acomodações para a qual teremos que buscar uma solução até o ano que vem. Um exemplo: onde alojar as equipes de segurança e outros prestadores de serviços que vão trabalhar no evento? Isso ainda está em fase de análise pelas nossas equipes.

Em novembro, o COI promoverá uma reunião no Rio para analisar as experiências da organização dos Jogos de Londres. Como será?
As reuniões ocorrerão entre os dias 17 e 21, num hotel na Barra da Tijuca. Todos os detalhes sobre o dia a dia dos Jogos de Londres serão repassados, para ajudar na nossa apresentação. As palestras não serão por setores funcionais, mas por temas. Assim, um painel sobre os serviços para espectadores e mídia vai interessar a várias áreas do Comitê Rio 2016.
O Comitê Rio 2016 teve 150 observadores em Londres. Desses, nove que trabalharam junto ao Comitê de Londres foram demitidos por terem feito cópias não autorizadas de documentos. Isso prejudicou em algo os preparativos do Rio?
Claro que foi prejudicial. O impacto maior foi que esses ex-funcionários acumularam uma experiência na organização das Olimpíadas com que não poderemos contar. No nosso programa, tínhamos três tipos de observadores: os que interagiram, os que só observaram e os que trabalharam diretamente com a equipe que organizou os Jogos de Londres (as demissões ocorreram neste último grupo). O foco principal não era identificar o que foi feito de certo ou errado na organização. Mas ver como as demandas dos vários setores responsáveis pela organização dos jogos eram encaminhadas e resolvidas. Essas situações específicas ajudarão o Rio a se planejar melhor .

Londres fez cerimônias de abertura e encerramento que cativaram o público. O Rio terá condições de fazer eventos tão grandiosos?
É difícil comparar Londres com o Rio. Cada país tem suas peculiaridades culturais e históricas, e as cerimônias são usadas para apresentá-las. No caso dos ingleses, eles mostraram a contribuição que deram ao mundo com a Revolução Industrial e à cultura popular com uma série de bandas e cantores. O Brasil também tem uma diversidade cultural enorme. É um país gigantesco unido por uma só língua. São elementos suficientes para fazermos dez cerimônias de abertura.

Em Londres, os voluntários deram um show de boa vontade que supriu eventuais falhas no atendimento aos visitantes. No Rio, existe um perfil ideal de voluntário?
Contar com um bom programa de treinamento não basta. Os voluntários ideais são naturalmente pessoas motivadas para dar o melhor de si. E acreditamos que tenhamos sucesso no Rio com nosso programa.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/diretor-geral-das-olimpiadas-de-2016-diz-que-quase-todo-planejamento-estara-definido-ate-31-de-outubro-6527765#ixzz2AOCtqbQo 

sábado, 6 de outubro de 2012

Nike aumenta faturamento, mas reduz lucro líquido


O primeiro quarto do ano fiscal 2012 motivou resultados dicotômicos para a Nike. A empresa faturou mais do que em igual período da temporada anterior, mas ficou com um lucro líquido menor.

O faturamento global da companhia atingiu US$ 6,669 bilhões no primeiro quadrimestre de 2012. Um ano antes, a Nike havia amealhado 6,081 bilhões nos quatro primeiros meses.

“Tivemos um quadrimestre forte e um grande início de ano fiscal”, celebrou Mark Parker, CEO global da empresa de material esportivo.

Com mais dinheiro em caixa, porém, a Nike ampliou o investimento em áreas como criação. O gasto da marca com essa seara subiu de US$ 692 milhões para US$ 891 milhões.

O investimento fez com que o lucro líquido da Nike caísse. A empresa ficou com US$ 567 milhões no primeiro quadrimestre de 2012, superávit menor do que os US$ 645 milhões do ano anterior.

“Inovação é como as grandes companhias sustentam crescimento. Nós vamos continuar a fazer investimentos estratégicos no nosso portfólio de negócios”, completou Parker.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/27/27061/Nike-aumenta-faturamento-mas-reduz-lucro-liquido/index.php

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Londres 2012 deixa região revitalizada, parque público e mudança cultural


Com direito ao maior shopping da Europa e Parque Olímpico, uma das áreas mais pobres e abandonadas da cidade ganha vida nova após as Olimpíadas

Por Lydia Gismondi

Legado, legado, legado. Seria quase impossível calcular quantas vezes os políticos e organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres pronunciaram esta palavra ao longo dos últimos nove anos, desde quando foi escolhida sede da competição. O item, que virou o destaque das campanhas das cidades ultimamente, foi muito bem explorado pela capital inglesa, que precisava provar o poder de transformação da competição, apesar de já receber sua terceira edição. Ressabiada, a própria população local viu todas as promessas com certa desconfiança. Passado o evento, a sensação que ficou é que uma grande região pobre foi recuperada e o envolvimento com o esporte deu passos firmes rumo a um futuro promissor.

Em uma cidade de primeiro mundo, com transporte público de qualidade, e experiente em receber os Jogos Olímpicos, a missão de deixar um legado também pode ser desafiadora. Londres foi atrás da parte mais pobre e abandonada da cidade, na zona leste, para usar como base de sua campanha de transformação. A ideia deu certo. Pelo menos em um primeiro momento. O abandonado bairro de Stratford, antes predominantemente formado por indústrias, foi ressuscitado após um investimento de 12,5 bilhões de libras (cerca de R$ 40 bilhões). Muitas obras de infraestrutura foram feitas, novos prédios foram erguidos, novas linhas de metrô e trem surgiram, o comércio se expandiu, e a região ainda ganhou o maior shopping da Europa.
Antes sombrio e poluído, o bairro ganhou vida, principalmente com a chegada do Parque Olímpico. Principal equipamento dos Jogos de Londres, o local será transformado e ficará como herança para a população. A prefeitura ainda não sabe detalhar exatamente como ele funcionará quando for reaberto, em 2013, mas garante que será um espaço para ser usufruído pelos moradores. É possível que se torne uma opção de lazer parecida com o Hyde Park. Em contrapartida, os pessimistas ainda acreditam que o lugar de cerca de 2,5 quilômetros quadrados se tornará um enorme elefante branco.
- Assim que o Parque Olímpico, que vai ganhar o nome de Rainha Elizabeth, for completamente reaberto, vai atrair cerca de 9 milhões de pessoas por ano. Vai ser um dos dez pontos turísticos imperdíveis de Londres, com as maiores facilidades de transporte do país. Vamos criar mais cinco bairros ao longo dos próximos 20 anos, com três escolas, nove creches, três centros de saúde e 29 parquinhos. Tudo isso e mais as 8 mil novas casas já existentes - ressaltou, orgulhoso, o prefeito Boris Johnson.

A utilização das instalações esportivas do parque estão sendo negociadas por clubes e associações. Já o Centro de Imprensa passará a abrigar um centro de inovação e tecnologia. A Vila Olímpica, outra grande preocupação na questão do legado, já foi vendida para um fundo de investimento do Catar e será transformada em condomínio residencial. Os quase 3 mil apartamentos serão adaptados. O legado, neste caso, é que a metade das unidades estará disponível a preços populares.
As heranças dos Jogos Olímpicos de Londres não devem se limitar apenas ao legado físico. Com a conquista do direito de receber a competição, o governo passou a investir mais no esporte e aumentou o número de programas relacionados a este setor, em especial nas escolas. O desempenho da Grã-Bretanha, terceira colocada na classificação geral com 29 ouros, dez a mais do que em Pequim, já parece ser uma resposta clara dos benefícios culturais que as Olimpíadas de 2012 proporcionou à sociedade.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/londres-2012-deixa-regiao-revitalizada-parque-publico-e-mudanca-cultural.html

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sustentabilidade Olímpica


Londres e Rio na disputa pelo título de cidade mais engajada da História dos Jogos

Por Karina Tavares

Se depender de seu comitê organizador, os Jogos Olímpicos que começam na próxima sexta, em Londres, vão entrar para a história não apenas pelos recordes quebrados pelos atletas participantes, mas também pela marca de sustentabilidade que pretendem espalhar pela cidade. Mas será que o Rio consegue em quatro anos superar essa marca?
Na questão econômica, o inédito investimento privado em construção de uma vila olímpica parece nos colocar um passo à frente. Já pelo lado ambiental, podemos empatar na emissão de carbono e na redução de resíduos. Mas eles levam vantagem em relação à escolha da área. Enquanto Londres optou pela revitalização de uma área industrial, antes degradada, que teve o terreno descontaminado e após os Jogos poderá atrair novos moradores, o Rio escolheu uma região valorizada pelo mercado imobiliário, mas que deve se beneficiar da recuperação do importante ecossistema da Lagoa de Jacarepaguá, que deverá ser dragada.
— A opção pela revitalização de uma área industrial tem peso muito grande para a questão da sustentabilidade dos Jogos de Londres. Mas se pensarmos nos três pilares do tema: o do meio ambiente, o econômico e o social, estamos muito bem — afirma Luiz Pizzotti, gerente de sustentabilidade da Empresa Olímpica Municipal (EOM).
Para Pizzotti, a vantagem do Rio está em ter levado adiante as parcerias público-privadas, que diluem o custo dos projetos, desonerando o poder público, e também no impacto social que uma Olimpíada pode render para uma cidade:
— Os Jogos trouxeram oportunidades inegáveis como legado social. Houve um aporte de recursos maior em projetos e programas sociais que só aconteceram porque somos sede da Rio 2016, mas esse legado ainda é difícil de mensurar.
O meio ambiente, tão caro ao carioca, não foi esquecido nessa conta. Se Londres pode se gabar por ser a primeira cidade a mensurar a pegada de carbono (desde o início do planejamento dos Jogos até o último minuto da cerimônia de encerramento), o Rio vem se planejando para que sua Olimpíada seja "carbon-free". Em outras palavras, tenha as emissões de carbono completamente neutralizadas. Tanta por sua redução, quanto pela compensação, feita através de reflorestamento que já vem sendo promovido pelos poderes municipal e estadual em áreas diversas, como o Parque da Pedra Branca, próximo ao Parque Olímpico.
Nesse sentido, uma das iniciativas foi criar uma usina de concretagem no canteiro de obras da Vila dos Atletas que vai servir tanto a ela quanto ao Parque, diminuindo o transporte do material durante a construção dos dois principais equipamentos dos Jogos. Outra medida: reduzir ao máximo a compra de materiais importados. Além disso, a quantidade de carbono emitida também está sendo calculada desde já em todas as instâncias: municipal, estadual e federal.
— Pode ser até que a gente consiga uma taxa negativa de emissão — sonha Roberto Aibinder, diretor de Projetos da EOM.
No quesito redução de resíduos, também estamos seguindo os passos londrinos. Por lá, a expectativa inicial era de reduzir em até 90% os resíduos gerados durante as obras. Chegou a 98%. Por aqui, a taxa também deve ficar próxima aos 100%. No autódromo, que será demolido para dar lugar ao Parque Olímpico, por exemplo, todo o concreto será reprocessado para ser reutilizado; o asfalto da pista também será reaproveitado, assim como os pneus de proteção que serão transformados em tipos diversos de pavimentação. E até a estrutura das arquibancadas, que é metálica, deverá ser reaproveitada em um dos novos equipamentos esportivos.
— Queremos usar 100% de tudo o que for demolido — garante Aibinder.
Segundo o diretor da EOM, outro legado dos Jogos será o novo sistema de transporte, com a construção dos corredores de ônibus (BRTs), a ampliação do Metrô e a melhoria dos trens da Supervia. Tudo isso permitirá que em 2016 o transporte público sirva para as pessoas assistirem as competições:
— O uso do transporte público deve pular dos 16% de hoje para 60% dentro de quatro anos.
Parque Olímpico nasce verde e com características de bairro tradicional
E nessa transformação do sistema de transporte, a criação dos BRTs também é importante para o segundo momento do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas, quando os locais vão se transformar em bairros — os primeiros planejados na cidade com características já sustentáveis. Tanto assim, que uma das grandes vantagens de ambos é justa$o fato de terem duas linhas de corredores expressos passando em suas portas.
— Ao contrário do padrão de ocupação da Barra, o Parque Olímpico já nasce com uma ambiência de bairro mais tradicional, que mescla usos: atividades comerciais, residenciais, escritórios, comércio na esquina. E tem uma mobilidade interna muito boa, com ciclovias, que serão ligadas a rede cicloviária da região, e duas linhas de BRT na porta — afirma Luiz Pizzotti, da Empresa Olímpica Municipal (EOM).
Questões como eficiência energética e redução do consumo de água também estão sendo consideradas no planejamento desse novo espaço da cidade. Tanto na questão urbanística quanto dentro dos edifícios, já que todos os equipamentos construídos para as Olimpíadas terão certificação Leed (dada pelo Green Building Council Brasil), e a intenção é pedir o mesmo selo também para o bairro, que promete mudar a paisagem da região.
— As pessoas reclamam da $do autódromo, mas hoje aquela região está totalmente degradada, sem qualquer resquício da vegetação de restinga, por exemplo. O projeto se propõe a fazer um grande parque público, recuperando essa área e descortinando aquele cenário fantástico da Lagoa e dos maciços — defende Roberto Aibinder, diretor de projetos da EOM.
Já na Vila dos Atletas, as mesmas premissas de acessibilidade e mobilidade urbana foram levadas em consideração no projeto de desenvolvimento do futuro bairro Ilha Pura. Mas ali o investimento, na ordem dos R$ 2 bilhões, é privado e está sendo tocado pelo consórcio formado pelas empresas Odebrecht Realizações Imobiliárias e Carvalho Hosken.
— Nossa meta é reduzir em 30% a emissão de carbono na produção de concreto em relação à Vila Olímpica de Londres — diz Carlos Armando Paschoal, presidente do con$órcio, que também busca algumas certificações, como Procel e Qualiverde para os edifícios, e Aqua, para o bairro.
— Para diminuir impactos ambientais, também estamos fazendo a gestão de resíduos, usando materiais sustentáveis, reduzindo a circulação de caminhões. Além disso, haverá um parque público de 65 mil metros quadrados com paisagismo do escritório Burle Marx — destaca Paschoal.
A implementação desses critérios — muitos deles exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) — é, sem dúvida, um grande avanço para a cidade. Ainda assim, há questões que podem melhorar, ressalta a arquiteta especialista em sustentabilidade Viviane Cunha:
— A cidade vem sofrendo melhorias, mas sinto falta de uma previsão mais efetiva dos impactos causados por essas mudanças. O BRT é bom, mas qual impacto que gera na circulação de pedestres, por exemplo? Em Londres, todas essas questões foram planejadas desde o início.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/imoveis/sustentabilidade-olimpica-5552201#ixzz21TmOhwrv 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Funcionários públicos convocam greve em Londres durante Olimpíada


Sindicato de Serviços Públicos e Comerciais informou que a paralisação será de 24 horas, no dia 26

Milhares de trabalhadores do Ministério do Interior britânico, entre eles os responsáveis pelo controle de fronteiras em aeroportos, foram convocados a realizar uma greve no dia 26 de julho, na véspera da abertura das Olimpíadas.

O sindicato de Serviços Públicos e Comerciais (PCS, na sigla em inglês) informou nesta quinta-feira que a greve terá duração de 24 horas e afetará, entre outros serviços, os postos de controle de passaportes em portos e aeroportos britânicos, como o aeroporto de Heathrow, o de maior trânsito da Europa.

O sindicato, que conta com cerca de 250 mil trabalhadores públicos, afirmou, além disso, que seus membros se negarão a trabalhar horas-extras entre os dias 27 de julho e 20 de agosto, período de intensa atividade, considerado pelos responsáveis de Heathrow como "o maior desafio que afrontou o sistema de transporte britânico em tempos de paz".

O governo anunciou há poucas semanas que aumentaria para 700 o número de pessoas dedicadas ao controle de fronteiras no maior aeroporto do país, a fim de evitar filas como as que já foram formadas no início do verão europeu.

O sindicato anunciou a greve como medida de protesto pelas condições trabalhistas e adiantou que planeja tomar "novas medidas" se as reivindicações não forem acatadas.

A ministra britânica de Interior, Theresa May, qualificou de "vergonhosa" a decisão de greve por parte dos trabalhadores em um dos "dias-chave" para o país, que espera receber milhares de pessoas por conta dos Jogos Olímpicos.

Ainda nesta quinta-feira, os motoristas da empresa ferroviária Midlands Oriental Trains também anunciaram uma greve dos motoristas da empresa por três dias em agosto. Segundo os grevistas, a intervenção deve acontecer entre os dias 6 e 8 de agosto, o que afetaria serviços de trem entre Londres e aeroportos como Gatwick, Stansted e Luton, assim como a ligação entre a capital do país e outras sedes do Jogos, como Manchester e Newcastle.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10353/FUNCIONARIOS+PUBLICOS+CONVOCAM+GREVE+EM+LONDRES+DURANTE+OLIMPIADA.html

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Empresa responsável por segurança nos Jogos admite fiasco


Exército e Polícia são recrutados e patrulham instalações olímpicas. Ingressos encalham

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES — O fiasco da empresa contratada por 280 milhões de libras (R$ 886,3 milhões) para cuidar da segurança dos Jogos Olímpicos está envergonhando a Grã-Bretanha. Bombardeado por perguntas de membros do Parlamento britânico no fim da manhã de ontem, o chefe executivo da G4S, Nicky Buckles, anunciou que a multinacional estava desistindo de participar da concorrência para fornecer o mesmo serviço na Copa do Mundo-2014 e nas Olimpíadas-2016, ambas no Brasil.
— Temos experiência internacional e nos candidatamos a oferecer esse serviço nos Jogos Olímpicos de Londres para aumentar o valor internacional da companhia. Subestimamos o desafio de começar o recrutamento com cem mil candidatos — disse Buckles.
Não bastasse o fiasco no plano de segurança, foi revelado ontem o encalhe de 300 mil ingressos. O diretor executivo do Comitê Organizador Local (Locog, na sigla em inglês), Sebastian Coe, admitiu que restam vender, além dos 300 mil bilhetes, outros 400 mil que deverão voltar ao mercado esta semana por devolução da companhia contratada para negociar pacotes de hospitalidade. Por causa do fracasso na procura por ingressos para o futebol, a organização cancelou a venda de 500 mil ingressos e diminuiu a capacidade dos estádios Hampden Park, em Glasgow (Escócia), e Millenium, em Cardiff (País de Gales), este último local das estreias das seleções feminina (dia 25, contra Camarões) e masculina (dia 26, contra o Egito). Agora, só há cerca de 250 mil à venda no futebol.
— Já temos 40 mil ingressos vendidos para a estreia do time britânico feminino. Não é ruim — disse Coe, tentando minimizar o problema.
Coe foi bombardeado por perguntas dos jornalistas sobre a segurança. Tentou negar a crise, mas, depois, admitiu:
— Se vocês me perguntarem se gostaríamos de estar nesta situação, responderei: “Claro que não!”. Mas estou focado em resolver isso.
A 15km dali, Nicky Buckles era duramente interrogado pelos furiosos membros do Parlamento. E não soube explicar por que a empresa não informou aos funcionários, a duas semanas do início das Olimpíadas, que o recrutamento fracassara. Isso obrigou o governo a recorrer a 3.500 homens do Exército e policiais de férias, que cuidam da segurança de boa parte das instalações do Parque Olímpico, com 2,5km quadrados de área.
Buckles admitiu que a G4S pode sofrer prejuízos de até 50 milhões de libras (R$ 158,3 milhões). Segundo analistas financeiros, já perdeu 400 milhões de libras (R$ 1,26 bilhão) do valor de mercado.
— Meu maior temor é que a G4S comece a mandar gente recrutada sem preparação — disse o diretor da Federação dos Policiais de Dorset, Clive Chamberlain.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/empresa-responsavel-por-seguranca-nos-jogos-admite-fiasco-5508051#ixzz210voQTVL 

Autoridades dizem que Jogos de Londres deixarão legado de R$ 41 bi


Expectativa é que valor seja alcançado em até quatro anos; evento ocorre pela terceira vez na cidade

Os Jogos Olímpicos deste ano, que começarão no próximo dia 27, deixarão no Reino Unido um legado de 13 bilhões de libras (cerca de R$ 41 bilhões) nos próximos quatro anos, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pela Olympic Legacy, autoridade encarregada do legado do evento.

"O legado de uma Olimpíada é muito grande, e estou convencido de que Londres-2012 será um grande sucesso e servirá para que o Reino Unido demonstre do que é capaz", afirmou o diretor-executivo da Olympic Legacy, Alan Collins.

"Os Jogos serão a maior celebração a acontecer na capital britânica desde a Grande Exposição de 1851", acrescentou Collins.

Em um evento cuja audiência potencial mundial gira em torno de 4 bilhões de pessoas, as perspectivas de lucro do organismo encarregado do legado olímpico supera os R$ 41 bilhões a partir do encerramento dos Jogos Paralímpicos, em 9 de setembro, até 2016.

Com o alto investimento feito no Reino Unido desde 2005, ano no qual o Comitê Olímpico Internacional (COI) nomeou Londres sede dos Jogos de 2012, o ministro de Esportes britânico, Hugh Robertson, considera que "serão oferecidas oportunidades de negócio e turismo únicas".

"Quando ganhamos, em 2005, a situação econômica mundial era diferente da que temos agora. Grande parte da despesa já estava orçado há sete anos e agora a única coisa que podemos fazer é mostrar ao mundo o que o Reino Unido pode vir a fazer", destacou Robertson.

Perguntado se as empresas britânicas podem se deixar contagiadas pela má imagem mostrada pela companhia de segurança G4S, o ministro acredita que os Jogos "servirão para que elas demonstrem do que são capazes".

A G4S, empresa encarregada da segurança, admitiu na última semana que não terá à disposição o número de agentes suficiente para atender às exigências. Por isso, o Governo local deverá mobilizar outros 3,5 mil soldados adicionais aos 13,5 mil já anunciados.

"Podemos garantir que os Jogos Olímpicos serão seguros. A mistura entre militares e segurança privada é a melhor possível e dará resultado", ratificou o ministro de Esportes.

Assim, após sediar o evento esportivo mais importante do mundo, o Reino Unido receberá aproximadamente 2,3 bilhões de libras (cerca de R$ 7,2 bilhões) extras procedentes do turismo durante os próximos quatro anos.

A diretora-executiva da Visit Britain, autoridade do turismo no país, Sandie Dawe, descartou que a chuva prevista para a capital britânica durante os Jogos possa afetar o turismo.

"As pessoas não vem à Inglaterra pela praia. Aqui nunca faz frio demais nem calor demais. Recebemos turistas vindos dos países árabes por nosso clima, então somos os únicos preocupados com a chuva" afirmou a diretora.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10342/AUTORIDADES+DIZEM+QUE+JOGOS+DE+LONDRES+DEIXARAO+LEGADO+DE+R+41+BI.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Empresa de segurança de Londres-2012 desiste de Copa de 2014


A britânica G4S não conseguiu cobrir todos os postos de segurança requeridos

Após o fiasco na organização da segurança dos Jogos Olímpicos de Londres, a empresa G4S anunciou nesta terça-feira (17) que desistiu de concorrer aos contratos dos dois próximos grandes esportivos mundiais: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos de 2016, ambos no Brasil.

Diante de uma comissão do Parlamento britânico que fiscaliza a segurança olímpica, o executivo-chefe da empresa, Nick Buckles, se disse envergonhado por não ter conseguido cobrir todos os postos de segurança requeridos e reiterou suas desculpas, mas se negou a renunciar ao cargo.

A dez dias do início dos Jogos, a britânica G4S, que caiu 15% na bolsa em menos de uma semana, espera disponibilizar ao máximo 7 mil guardas particulares durante os Jogos Olímpicos, enquanto o Governo considerava necessários 10,4 mil para garantir a segurança nos locais pelos quais os atletas passarão.

Para proteger esses locais, o Exército britânico colocará em ação 3,5 mil soldados adicionais, que se juntarão aos 13,5 mil que já estavam mobilizados, um contingente extra que será totalmente custeado pela G4S.

"Estamos arrependidos de ter assinado este contrato, mas agora é preciso seguir adiante. Não era especialmente lucrativo. Ironicamente, pensamos que serviria para que a empresa ganhasse reputação", explicou o diretor aos deputados.

O acordo representaria para a empresa um lucro de 10 milhões de libras (R$ 31,7 milhões de euros). Por outro lado, haverá segundo Buckles um forte impacto econômico, com perdas próximas a 50 milhões de libras (R$ 158,7 milhões de euros), cerca de 10% de seus lucros anuais.

Dada a experiência com os Jogos de Londres, o diretor revelou que a G4S decidiu na última semana não se apresentar ao concurso para tramitar a segurança na próxima edição do evento, no Rio de Janeiro, nem para o Mundial de 2014, em 12 cidades brasileiras.

Apesar da falta de efetivos de segurança particular em Londres-2012, o presidente do Comitê Organizador Local (Locog), Sebastian Coe, garantiu que o plano olímpico não será afetado, já que todos os espaços vagos serão cobertos com soldados ou policiais.

"O Exército agora está muito mais envolvido (na segurança olímpica), e confiamos que seremos capazes de organizar Jogos seguros", salientou em comunicado a Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

Em dezembro de 2010, a G4S assinou um primeiro contrato para treinar a 2 mil agentes de segurança particular, um acordo que depois foi ampliado. Em 2012, começou os cursos de formação para 20 mil das cerca de 110 mil pessoas que apresentaram uma solicitação para trabalhar nos Jogos.

Vários meses depois dos cursos, no entanto, muitos dos selecionados não se apresentaram em seus postos de trabalho, devido a que nesse prazo encontraram outro emprego ou simplesmente perderam o interesse pela vaga, reconheceu Buckles.

"Fomos atrás de pessoas desempregadas, estudantes e gente que buscasse trabalho durante as férias", expôs o diretor, que informou que seus agentes cobrarão 8,50 libras a hora (R$ 27) por hora durante a Olimpíada.

Para o deputado Alun Michael, o problema é que a maioria das pessoas que foram formadas não tinha assinado um contrato nem começariam a cobrar até o início dos Jogos.

"A maioria não sabia se tinha ou não trabalho. Eles deveriam ter recebido um mínimo, e deveria ter sido dito a eles que teriam que devolver o custo dos dias de formação e dos uniformes", considerou o deputado.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10332/EMPRESA+DE+SEGURANCA+DE+LONDRES2012+DESISTE+DE+COPA+DE+2014.html

Dow emite nota defendendo patrocínio aos Jogos


Após protestos contra a participação da Dow Chemical nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, devido ao envolvimento da empresa com o vazamento de gás que matou cerca de 15 mil pessoas na Índia, a companhia emitiu um comunicado se defendendo.

A Dow, primeiramente, defendeu a liberdade de expressão e afirmou que os Jogos Olímpicos tem sido usado como uma importante plataforma de protestos. No entanto, a empresa criticou as informações que foram publicadas afirmando que elas foram conduzidas de maneira inadequada e sem consistência.

Na sequência, a Dow se orgulhou dos 30 anos de relação entre a empresa e os Jogos Olímpicos e confirmou que continuará apoiando o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Movimento Olímpico até 2020.

“Continuamos comprometidos em oferecer soluções para os desafios do mundo e continuamos a ver os Jogos Olímpicos como uma plataforma estratégica para demonstrar o nosso valor”, dizia parte do comunicado emitido pela Dow.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26003/Dow-emite-nota-defendendo-patrocinio-aos-Jogos/index.php 

A maior caçada ao doping na história dos Jogos Olímpicos


Em Londres serão mais de seis mil controles contra o uso de substâncias ilegais

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES - Com a abertura da Vila Olímpica na segunda-feira para a entrada dos primeiros atletas, começou também a maior operação de combate ao doping na história dos Jogos. Mais da metade dos 10.600 atletas de 204 países inscritos para competir em Londres terá passado por exames antidoping até o dia 12 de agosto.
Somando os testes-surpresa antes e durante as competições e os exames em todos os ganhadores de medalhas, serão mais de seis mil controles —– um recorde na história do megaevento.
O laboratório, montado em Harlow (Essex) pela gigante farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), em parceria com o Comitê Organizador Local dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 (LOCOG, da sigla em inglês) e o King’s College London, tem um staff de mil funcionários para fazer, 400 exames, em média, por dia, sendo capaz de detectar 240 substâncias proibidas.
Durante o período dos Jogos Olímpicos — de 27 de julho a 12 de agosto — o laboratório vai operar 24 horas por dia, e servirá também para as Paralimpíadas —– que serão realizadas entre os dias 29 de agosto e 9 de setembro.
Além de fornecer o laboratório de controle de doping dos Jogos de Londres, a GSK assinou um acordo com a Agência Mundial Antidoping (WADA), em 21 de junho do ano passado, para ajudar a criar métodos de detecção precoce de medicamentos que têm potencial para melhorar ilegalmente o desempenho no esporte. A farmacêutica fornecerá informações confidenciais sobre os medicamentos em fase inicial de desenvolvimento que poderiam ser usados abusivamente pelos atletas.
Atletas em campanha
Com o novo acordo, medicamentos em desenvolvimento serão analisados por cientistas da GSK especificamente para identificar substâncias com alto risco ou a probabilidade de abuso no esporte. O objetivo é encontrar qualquer semelhança com as características farmacológicas para melhorar o desempenho e identificar como funcionam no corpo humano, incluindo os efeitos estimulantes e a resistência física aumentada.
— Com esses dados, vamos passar a trabalhar em outros métodos de detecção. Nosso trabalho com a indústria farmacêutica é fundamental para se manter um passo à frente dos drogados. Essa parceria tem o papel de ajudar a alcançar uma cultura esportiva livre de doping — afirmou o australiano John Fahey, o presidente da WADA.
Atletas olímpicos e paralímpicos britânicos, como o triplista Phillips Idowu, o velocista Marlon Devonish e o cadeirante David Weir, estrelam desde ontem uma campanha na TV, no rádio, nos jornais e em outdoors para realçar a importância dos exames antidoping durante os Jogos.
— Ganhar uma medalha olímpica é a melhor sensação do mundo. Como atleta, é importante ter certeza que qualquer um que sobe ao pódio chegou até lá por ter trabalhado duro e por dedicação aos treinos, não pelo doping — destacou Devonish, campeão olímpico do revezamento 4x100m rasos do atletismo em Atenas-2004.
Atual bicampeão paralímpico do revezamento 4x100m livre da natação, Graham Edmunds realçou estar confiante de que todo o possível está sendo feito para pegar os trapaceiros nas Olimpíadas de Londres-2012.
Curiosamente, para os britânicos, o assunto doping voltou a ser um dos mais comentados depois que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) revogou a decisão do Comitê Olímpico Britânico (BOA, da sigla em inglês) de banir para sempre o velocista Dwain Chambers e o ciclista David Millar por terem apresentado resultados positivos em exames antidoping. Com isso, os dois atletas britânicos acabaram convocados para os Jogos de Londres pela entidade local.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/a-maior-cacada-ao-doping-na-historia-dos-jogos-olimpicos-5494253#ixzz20siIRGls 

Desorganização marca a chegada de Cielo a Londres


Nadador contraria orientação e atende à imprensa no confuso desembarque na capital inglesa

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES - A chegada a Londres de quatro medalhistas olímpicos brasileiros, entre eles o nadador Cesar Cielo, ouro em Pequim-2008 nos 50m livre, foi marcada pela desorganização no aeroporto de Heathrow, nesta segunda-feira. Embora o voo trouxesse, além da delegação de natação, a equipe de judô, incluindo Leandro Guilheiro, bronze em Pequim, e Thiago Camilo, prata em Sydney-2000 e bronze em Pequim, e o iatista Bruno Prada, prata em Pequim na classe Star, não houve por parte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) nem de nenhuma confederação qualquer orientação para os cerca de 30 jornalistas brasileiros que aguardavam os atletas. O resultado foi uma confusão que pode ser ainda maior nesta terça, quando desembarcará na sede das Olimpíadas a seleção masculina de futebol, do astro Neymar. Também nesta segunda, mas em esquema bem melhor, e sorridente, chegou o iatista Robert Scheidt. Outra que está em Londres desde esta segunda é Keila Costa, do salto triplo.
Orientados a não dar entrevistas, os judocas e os nadadores não pararam para falar com a imprensa. Cesar Cielo, naturalmente o mais assediado, chegou a pedir desculpas e, visivelmente constrangido, repetia a todo o momento: 'Me mandaram passar direto, me mandaram passar direto'. Por iniciativa própria, o nadador decidiu conversar rapidamente com os jornalistas. Foi então que a polícia inglesa entrou em ação, tentando tomar câmeras fotográficas e desfazer a aglomeração, mandando que todos deixassem o saguão.
Só então, quase fora do aeroporto, Cielo deu uma breve entrevista, de cerca de cinco minutos, antes de ser retirado pelo chefe da delegação da natação, Ricardo de Moura, que o mandou ir para o ônibus. No pouco tempo que teve, Cielo demonstrou otimismo para sua segunda edição das Olimpíadas.
- Em São Paulo (no embarque) tinha muita gente desejando boa sorte, e isso cria aquela expectativa boa na gente. Agora chegou a hora, tenho de estar pronto para uma medalha. É hora de terminar a preparação, do modo mais confiante possível, e colocar em prática tudo o que foi treinado - comentou Cielo, que conversou durante o voo com a equipe de judô, esporte em que o COB deposita muitas esperanças de medalhas. - Eu sempre me dei bem com o pessoal do judô, vim conversando com o Thiago Camilo e o Leandro Guilheiro, e tomara que essa boa 'vibe' (vibração) se mantenha e traga muitas medalhas para a gente em Londres - completou.
Campeão olímpico e recordista mundial dos 50m livre e bronze nos 100m livre em Pequim, prova em que também detém a melhor marca do mundo, Cielo vai nadar as duas distâncias em Londres-2012, além dos revezamentos 4x100m medley e 4x100m livre. O nadador deve conceder apenas uma entrevista coletiva, na próxima quarta-feira, antes da estreia nos Jogos, dia 29, no 4x100m livre.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/desorganizacao-marca-chegada-de-cielo-londres-5488531#ixzz20shi2ESm

Arábia Saudita: Marca inédita do movimento olímpico


Em Londres, todas as delegações terão ao menos uma mulher competindo

LONDRES - Londres já seria um capítulo à parte do Movimento Olímpico por estar recebendo pela terceira vez uma edição dos Jogos na Era Moderna, marca de menor relevância diante de um fato novo, que confere caráter histórico ao evento que se inicia oficialmente no próximo dia 27. Com a confirmação, pelo Comitê Olímpico da Arábia Saudita, das inscrições de uma judoca e de uma corredora dos 800m, pela primeira vez nas Olimpíadas todas as delegações terão, pelo menos, uma mulher como competidora.
Além da Arábia Saudita, Brunei e Qatar contarão com participações inéditas de mulheres em suas equipes olímpicas. A decisão do reino ultraconservador islâmico de permitir a presença feminina entre seus atletas, no entanto, é resultado direto das pressões de grupos de direitos humanos e de meses de negociação com o Comitê Olímpico Internacional (COI), que, assim, se aproxima de um dos objetivos consagrados em seu estatuto, a igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Nos Jogos de Atlanta, em 1996, 26 países não tinham mulheres em seus quadros. Há quatro anos, o número caiu para três em Pequim, onde 42% dos participantes eram do sexo feminino. A expectativa é por um aumento deste percentual em Londres, onde são aguardadas mais de 200 delegações, com aproximadamente 10,5 mil atletas. Pela primeira vez o boxe feminino fará parte do programa.
— Estar entre as primeiras mulheres sauditas a participar das Olimpíadas é uma grande inspiração — disse a jovem corredora Sarah Attar, de apenas 17 anos, num vídeo do COI gravado em sua base de treinos, em San Diego, na Califórnia, em que corre de calça comprida e véu islâmico. — É realmente uma honra enorme. Espero que isso represente um avanço para que as mulheres do meu país se envolvam mais com o esporte.
As mulheres na Arábia Saudita normalmente são alvo preferencial da polícia religiosa, que costuma interpretar com rigidez a lei islâmica, impedindo-as, por exemplo, de se misturem aos homens em público. Também são impedidas de trabalhar ou mesmo dar entrada em hospitais sem a permissão de uma guardião da família. Embora não exista uma lei que as proíba de praticar esporte, elas não podem frequentar estádios, piscinas ou alugar espaços para se exercitar. Também não são aceitas em clubes ou ligas. Nas escolas públicas, as aulas de educação física são exclusividade dos homens, a quem é destinada toda e qualquer tipo de competição, o que significa que as mulheres sauditas não podem sequer sonhar em participar de um torneio internacional. Ou melhor, não podiam.
— O que digo para qualquer mulher que queira praticar esporte é que vá em frente, e não deixe ninguém impedi-las — afirmou Sarah, que em Londres terá a companhia da judoca Wodjan Ali Seraj Abdulrahim Shahrkhani, da da categoria acima de78kg. — Todas nós temos potencial para sair de lá e ir em frente.
O presidente do COI, Jacques Rogge, informou que nem a corredora nem a judoca obtiveram índices para competir em Londres, mas receberam convites especiais “baseados na qualidade das atletas”.
— Acompanhamos aquelas que possuíam marcas mais próximas dos índices de classificação, e as escolhemos. Esse é sempre o ponto de partida para esses convites — explicou o dirigente, sem esconder a satisfação pelo que considera uma vitória do olimpismo:
— Trabalhamos muito próximos do Comitê Olímpico da Arábia Saudita e estou contente ao ver que nossos contínuos diálogos renderam bons frutos.
Inicialmente, a amazona Dalma Rushdi Malhas, que treina na França, seria a primeira representante saudita nos Jogos. Em 2010, ela conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Cingapura. No fim de junho, porém, a Federação Internacional de Hipismo (FEI) anunciou que Dalma não poderia disputar os Jogos de Londres devido a uma lesão de seu cavalo Caramell KS.
Porta-bandeira feminina
Grupos de direitos humanos comemoraram a decisão, considerada um passo à frente na luta contra a discriminação das mulheres no país, mas lembraram que o problema continua extremamente grave.
— A participação de duas atletas sauditas em Londres é um avanço considerável, mas não esconde o fato de milhões de mulheres sauditas serem banidas da prática esportiva em escolas — afirmou Minky Worden, da Human Rights Watch. — Esse é o momento propício para o COI usar seu poder de influência, derrubar barreiras para estimular o esporte feminino no reino.
Maziah Mahusin será a primeira mulher a representar Brunei numa Olimpíada. Assim como suas companheiras sauditas, ela não tinha índice para correr, no caso, os 400m rasos em Londres, mas, após uma espera agonizante, também ganhou um convite. Pelo Qatar, irão aos Jogos a nadadora Nada Arkaji, a velocista (100m rasos) Noor al-Malki, a mesatenista Aya Magdy e a atiradora Bahiya al-Hamad, que será a porta-bandeira do país na cerimônia de abertura:
— Ainda estou um pouco assustada com o convite — revelou Al-Hamad. — Será um momento histórico para atletas de todos os países.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/arabia-saudita-marca-inedita-do-movimento-olimpico-5493519#ixzz20sh06fPn 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Primeiro-ministro britânico defende segurança dos Jogos Olímpicos


Segundo David Cameron, governo acompanha de perto possíveis problemas que podem acontecer no evento

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, defendeu a segurança dos Jogos Olímpicos de Londres nesta segunda-feira, ao afirmar que o governo do país acompanha de perto os possíveis problemas que podem acontecer no evento.

Cameron fez uma breve declaração à imprensa sobre a segurança da Olimpíada depois que a empresa privada contratada para prestar o serviço, a G4S, admitiu que não dará conta de recrutar a quantidade suficiente de pessoas capacitadas para garantir o bem estar de atletas e espectadores, o que forçou o governo a deslocar soldados para cobrir lacunas de segurança.

"O problema com a G4S foi com a contratação de pessoal qualificado para realizar a segurança", disse Cameron à imprensa. O chefe de Governo também destacou o trabalho que será feito pelos soldados para que saia tudo como o planejado.

O prefeito de Londres, Boris Johnson, também fez questão de reiterar que a capital britânica está preparada para organizar os Jogos Olímpicos como nenhuma outra cidade.

"Estou muito certo que, a essa altura, Londres está melhor preparada que qualquer outra cidade olímpica anterior. Acho que os Jogos serão muito seguros, e que as medidas aplicadas pela G4S e as Forças Armadas darão ótimos resultados", disse.

A empresa G4S admitiu que pode perder até 50 milhões de libras (R$ 158 milhões) depois de anunciar que não está preparada para fazer a segurança do evento.

O governo do Reino Unido confirmou que terá que mobilizar um total de 17 mil soldados para proteger os Jogos Olímpicos por causa do anúncio da G4S, 3,5 mil homens a mais do que o previsto.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10324/PRIMEIROMINISTRO+BRITANICO+DEFENDE+SEGURANCA+DOS+JOGOS+OLIMPICOS.html

SUSTENTABILIDADE NAS BASES DOS JOGOS DE LONDRES


A CIDADE JOGA MAIS VERDE DO QUE NUNCA NA HISTÓRIA OLÍMPICA

Por Manoela Telles

Antes mesmo de a pira olímpica ser acesa, na sexta-feira 27, como símbolo do início dos XXX Jogos Olímpicos da Era Moderna, Londres já detém o título de primeira edição totalmente baseada em ideais da sustentabilidade. Os organizadores implantaram uma política de preservação ambiental, que norteou todo o programa olímpico e promoveu mudanças diretas na sociedade londrina.

Desde sua candidatura, em 2005, a proposta da capital inglesa incluía construções consideradas ecologicamente corretas, com reaproveitamento de resíduos, uso de energia solar e eólica e redução nas emissões de gás carbônico na atmosfera.

Há cinco anos foi criada uma comissão com o objetivo de monitorar os planos de sustentabilidade e progressos das empresas e organizações envolvidas na construção dos equipamentos olímpicos de Londres. Pela primeira vez na história dos Jogos, uma comissão fiscalizou todas as etapas do processo, a fim de assegurar a sustentabilidade antes, durante e depois do último pódio paralímpico.

Compromisso com o meio ambiente

A política de sustentabilidade dos jogos também se comprometeu a reutilizar noventa por cento dos resíduos de demolições, evitando sua destinação para aterros. Através de uma gestão exemplar dos recursos, a construção do parque olímpico superou a meta e alcançou 99% das taxas de reutilização e reciclagem de materiais provenientes das demolições e construções. 

Durante os jogos, o público também vai se beneficiar de uma alimentação totalmente sustentável. O comitê organizador estabeleceu normas para os alimentos a serem fornecidos durante os jogos. As empresas deverão servi-los em embalagens recicladas e os mesmos deverão ser manipulados de forma a promover baixo impacto ambiental. A prioridade é utilizar alimentos dos produtores locais e nacionais. No cardápio principal estão os pratos produzidos com peixes e derivados, especialidade da culinária britânica. A estimativa é de que sejam consumidas 82 mil toneladas de peixe sustentável.

Fonte: http://www.memoriaolimpica.com/pratique/sustentabilidade-nas-bases-dos-jogos-de-londres-2